Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Busto de Siqueira Campos voltará à Praça -- por Armando Rafael



   Prevaleceu o bom senso. A construtora responsável pela reforma da  Praça da Siqueira Campos reinstalará –  naquele logradouro – o busto de bronze do comerciante Manoel de Siqueira Campos. A decisão foi tomada depois que várias pessoas, de diversos segmentos sociais da cidade de Crato, externaram seu descontentamento com a retirada desse busto existente há muitos anos naquela área pública.
  
Essas manifestações populares chegaram até os veículos de comunicação social e, a partir daí, o movimento ganhou corpo. Enfim, após apelo feito aos responsáveis pela reforma da praça, foi decidido que o busto retornará ao logradouro que leva o nome do legendário empresário Siqueira Campos.
   
A vitória foi, portanto, de toda a comunidade cratense, que terá, assim,   preservado um pequeno monumento público ameaçado de sumir, a exemplo de outros desaparecidos em reformas anteriores feitas na Praça da Sé.
   
Mais do que um exercício de cidadania, os habitantes de Crato estão conscientes de que todos os objetos que estiverem colocados ou se colocarem para perpetuar memória nas ruas, praças e outros  lugares públicos, desta cidade, passam a se constituir em Monumentos Públicos. E a partir daí, por ser um bem coletivo, gozam de proteção especial.
                                                                                                                                              

Napoleão Tavares Neves: um Baobá brasileiro -- por Marcos Aires de Brito (*)



O Baobá se destaca pela sua longevidade e pela sua capacidade de armazenamento de água, que pode ser utilizada pata matar a sede de quem precisa e pelos seus frutos que matam a fome dos sertanejos africanos.

O médico e historiador Napoleão Tavares Neves, de 81 anos de idade, é um gigante da Medicina da família, se distingue pela sua capacidade de armazenamento de conhecimentos em sua memória privilegiada e pela sua bondade e caridade ao seu próximo, o que não são mais características normalmente encontradas atualmente entre os profissionais Médicos.

As seguintes palavras foram proferidas pelo médico e historiador Napoleão Tavares Neves na preleção da sua palestra no III Tríduo de Estudos sobre Padre Cícero, no dia 18 de julho de 2005, em Juazeiro do Norte-Ceará.

“Sou um eterno menino de bagaceira de engenho e de porteira de curral de gado, que se tornou Médico e ama o seu ofício, hoje a 75 anos de vida e 47 de Medicina sertaneja ainda em ação, agradecendo a Deus a grande dádiva de consultar uma clientela pobre que não deixa dinheiro no fundo da minha gaveta, mas me deixa prazer de atender a gente que precisa e carece de um atendimento humano, porque sou ainda daquela quase extinta geração que acha a MEDICINA SE REALIZA NA CARIDADE, PLENIFICANDO-SE NA CARIDADE.

Efetivamente não há terapia melhor do que o fazer o BEM a quem precisa! Medicina, para mim, não é profissão, mas MISSÃO.

A nobreza da Medicina não deveria comportar remuneração! O vil metal compromete a missão, de tal modo que a Medicina deveria ser remunerada apenas pelo Estado! Isto sim, Medicina socializada, inteiramente estatal, mas de boa qualidade. É uma ousada concepção que trago comigo aonde quer que vá, graças a Deus!”

Para confirmar a relação entre o dizer e o fazer deste humanista, historiador e médico, quero compartilhar com vocês a carta que recebi do Napoleão, datada em 27.11.2.11, conforme transcrita a
seguir, pois não quero ser egoísta de tê-la apenas para mim.

“Hoje, como que, estou em “Estado de Graças”: fui ao Saco, mandei abrir o Posto de Saúde e sem avisar, compareceram 59 pacientes que foram todos por mim atendidos. Por volta de 14 horas terminei os atendimentos e fui almoçar com as manas. Foi uma beleza! Cheguei leve como uma pluma pela sensação do dever cumprido com a minha gente que eu vi nascer, que ajudei a nascer, que me viu nascer, com os quais brinquei criança na bagaceira do engenho! Houve até lágrimas quando eu lhes disse: estou aqui como se fora uma festa de aniversário, sem cansaço e feliz por vê-los todos.
Quando me perguntaram se eu voltaria a atender no Posto, respondi que o último domingo de cada mês seria para o Saco, sem nenhum vínculo empregatício, até mesmo se a Prefeitura não quisesse, mas eu iria, inclusive mandei imprimir receituários meus mesmos, mas por acanhamento coloquei: Posto de Saúde do sítio Saco, omitindo o meu nome. Gastei dois blocos de receitas. De cada casa da Vila veio sucos, água de coco e até lanches. As manas mandaram um suculento almoço, mas preferi levá-lo para almoçar em casa com elas. Conversamos muito, botamos a conversa em dia e regressei por volta das 15:30 horas sem o menor cansaço, muito ao contrário: até as dores nas pernas por varizes, cessaram! Aqui chegando fui a Santa Missa a pés e sem sentir dores. Foi um santo remédio! Deus seja louvado por tudo!

Teve uma velhinha que saiu dizendo: “já tô melhor só com a conversa dele”. Que coisa gostosa, Marcos: realmente É DANDO QUE SE RECEBE!”
(*) Marcos Aires de Brito, professor da Universidade Federal de Santa Catarina

POEMA DE NATAL - Por Edilma Rocha


Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade !
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça,
Do lar que nunca terei !

FERNANDO  PESSOA

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

UM PRESENTE DE NATAL - Por Edilma Rocha


Final de ano e férias longas incluindo na programação um Natal diferente. Convidei Angela, amiga e colega do Colégio Santa Teresa para me fazer companhia na viagem à vizinha cidade de Assaré.
Lá era a terra da minha avó materna e muito me agradava conviver com os tantos primos e primas daquela família grande. Todos me recebiam com carinho e cuidados quando por lá chegava e neste ano me hospedei na casa de  Maria Helena e Pedro Leonel.
Na parede da sala de estar ficava o retrato do casamento dos anfitriões. Lembro até hoje da imagem da noiva recebendo a aliança e eu bem pequena assistindo a cena, admirada. Afinal, fui escolhida para  levar as alianças. Uma casa bem cuidada, um corredor enorme que nos levava até a cozinha com uma mesa sempre repleta de guloseimas como, ambrosia, doce de leite e o tradicional pudim, tudo produzido por Maria Helena.
Já encontramos a árvore de Natal montada com seus lindos enfeites em aljofre e luzinhas coloridas que piscavam. Pedro Leonel comercializava mercadorias importadas e o Natal era repleto de novidades. Uma linda guirlanda na porta da sala e num canto especial em destaque, a "Lapinha", como era chamado o Presépio com a família sagrada e seus Reis Magos. Ali a religiosidade era uma prioridade acima de qualquer coisa. Os pacotes com papéis e fitas coloridas já se encontravam ao pé da árvore de Natal e a eles juntamos os nossos presentes trazidos do Crato. A curiosidade despertava o poder de adivinhar o que continha nos tantos embrulhos. E aguardávamos com ansiedade a noite de Natal para  a troca dos presentes. Somavam-se a cada dia mais e mais presentinhos...
Uma pequena caixinha com uma linda embalagem apareceu bem na frente dos outros e chamava à atenção pela segurança do pacote.
_ O que será ? Pra quem será ?
Ninguém sabia... mistério!
As sete horas da noite já estávamos nos produzindo. Afinal, as garotas do Crato sempre chamavam à atenção dos moradores do lugar. Seguimos até a Igreja Matriz e assistimos a missa do "Galo" e na volta, todos se dirigiram para a tradicional ceia da meia noite.
Depois das delícias produzidas por Anízia, a cozinheira especial da família, era chegada a hora da troca dos presentes. Entre abraços e desejos por prosperidades os presentes foram entregues aos participantes da confraternização. Muitos sorrisos felizes se estampavam no rosto de cada um diante das boas surpresas. E aquela misteriosa caixinha ficando para o final...
_ Advinha pra quem era ?
Para mim. Era mais um  presente da minha amiga Angela. Depois dos dois beijinhos tradicionais, comecei a abrir com muita dificuldade e cuidado a pequena caixinha. Era um ninho de repugnantes baratas que estavam trancafiadas ali, à dias. E não deu outra. Escapando finalmente da prisão as baratas voaram todas em cima de mim e o desastre foi total. Quebrei alguns objetos da sala enquanto sacudia meus cabelos em desespero, nojo e retirava a roupa feito uma louca fujida de algum hospício, aos gritos e pulos. Angela desabou em gargalhadas se divertindo enquanto eu me debatia desesperamente. Pedro Leonel e meu primo Hugo ajudavam a matar as malditas baratas que corriam rapidamente no meio da confusão. Não ficou uma só mulher dentro da sala e fugiram todas para a rua comentando o fato tão desagradável e de mau gosto.
Depois de recuperar o fôlego, me deparei só de calcinha e sutiã na sala vazia. Fiquei muito aborrecida com a minha "Grande Amiga" na noite de Natal. E que amiga... Ela sabia que eu  tinha verdadeiro pavor a baratas e me aprontou essa sem se dar conta do tamanho da confusão que criara. Prometi vingança, mas essa será uma outra história, afinal, neste momento a prioridade é um texto Natalino.
Posso dizer que foi o presente de Natal mais indesejado que alguém poderia receber.
Oh! Oh! Oh!
FELIZ NATAL !

Edilma Rocha

Conselhos de um cearense para um 2012 bem pai d’égua.

Recebi este cartão de Natal de um amigo pai d’égua que agora mora no Rio Grande do Sul, e decidi repassar para vocês, para que comecem o ano “dicunforça”...quem não entender, pode me perguntar..... 



 Sobre as suas metas para o Ano Novo

·         Anote os seus querê e pendure num lugar que você enxergue todo dia.
·         Mesmo que seus objetivos estejam lá prá baixa da égua, vale à pena correr atrás. Não se agonie e nem esmoreça. Peleje.
·         Se vire num cão chupando manga e mêta o pé na carreira, pois pra gente conseguir o que quer, tem é Zé.
·         Lembre que pra ficar estribado é preciso trabalhar. Não fique só frescando.
Sobre o amor
 
·  Não fique enrolando e arrudiando prá chegar junto de quem você gosta. Tome rumo, avie, se avexe
·  Dê um desconto prá peste daquela cabrita que só bate fofo com você. Aperreia ela. Vai que dá certo e nasce um bruguelim réi amarelo.
·  Você é um corralinda. Se você ainda não tem ninguém, não pegue qualquer marmota. Escolha uma corralinda igual a você.
·  Não bula no que tá quieto. Num seja avexado, pois de tanto coisar com uma, coisar com outra, você acaba mesmo é com um chapéu de touro.
·  As cabritas num devem se agoniar. O certo é pastorar até encontrar alguém pai d'égua. Num devem se atracar com um cabra peba, malamanhado e fulerage. O segredo é pelejar e não desistir nunca. Num peça pinico e deixe quem quiser mangar. Um dia vai aparecer um machoréi da sua bitola.

Sobre o trabalho

·  Trabalhe, num se mêta a besta. Quem num dá um prego numa barra de sabão num tem vez não.
·  Se você vive fumando numa quenga, puto nas calças e não agüenta mais aquele seu chefe réi fulerage, tenha calma, não adianta se ispritar.
·  Se ele não lhe notou até agora é porque num tá nem aí se você rala o bucho no trabalho. Procure algo melhor e cape o gato assim que puder.
·  Se a lida não está como você quer, num bote boneco, num se aperreie e nem fique de lundu. Saia com aquele magote de amigos pra tomar uns merol.
·  Tome umas meiotas e conte uma ruma de piadas que tudo melhora.
Sobre a sua vidinha  
·  Você já é um cagado só por estar vivo. Pense nisso e agradeça a Deus.
·  Cuide bem dos bruguelos e da mulher. Dê sempre mais que o sustento, pois eles lhe dão o aconchego no fim da lida.
·  Não fique resmungando e batendo no quengo por besteira. Seje macho e pense positivo.
·  Num se avexe, num se aperreie e nem se agonie. Num é nas carreira que se esfola um preá.

Arrumação motivacional 

·  No forró da entrada do ano, coma aquela gororoba até encher o bucho. É prá dar sorte, mas cuidado, senão dá gastura.
·  Tome um burrim e tire o gosto com passarinha ou panelada que é prá num perder a mania.
·  Prá começar o ano dicunforça:
·  Reflita sobre as besteiras do ano passado e rebole no mato os maus pensamentos.
·  Murche as orêia, respire fundo e grite bem alto:

Sai mundiça !!!

· 
Agora é só levantar a cabeça e desimbestar no rumo da venta que vai dar tudo certo em 2012, afinal de contas você é cearense.


E para os que não são da terrinha, mas são doidim prá ser, nosso desejo é que sejam tão felizes quanto nós.

Peeeeennnnse num ano que vai ser muito bom.
Respeite como vai ser pai d’égua esse 2012. 


 ABRAÇOS!!!!!!!!!!!!!!!

DÁ-ME A FESTA MÁGICA - Por Edilma Rocha


DEUS - E de onde é que tiras para acender o céu
este maravilhoso entardecer de cobre ?
Por ele soube encontrar de novo a alegria,
e a visão eu soube torná-la mais nobre.

Nas chamas coloridas de amarelo e verde
ilumina-se a lâmpada de um outro sol
que fez rachar azuis as planícies do Oeste
e verteu nas montanhas suas fontes e rios.

Deus, dá-me a festa mágica na minha vida,
dá-me os teus fogos para iluminar a terra,
deixa em meu coração tua lâmpada acendida
para que eu seja o óleo de tua luz suprema.

E eu irei pelos campos na noite estrelada
com os braços abertos e a face desnuda,
cantando árias ingênuas com as mesmas palavras
com que na noite os campos e a lua.

PABLO NERUDA

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Folhas secas

- Claude Bloc -

Já era fim de tarde. Um sol laranja vigiava, no meu jardim, a areia e as pedras por onde eu andava descalça. Minha cabeça procurava em vão, entre as lembranças, os caminhos para onde os sonhos corriam, mas nunca os encontrava. Eles sempre estavam adiante. E eu pensava: Um dia os alcanço!
 De minha concha, observava o mundo pela janela e, aos poucos ia crescendo a vontade e a coragem de enfrentar o tempo. Saí devagar me esgueirando por entre a folhagem, escondida de outros olhares, rodopiando pela tarde ainda quente, sumindo pelos telhados. Pulando por sobre os muros.
A tarde me vê. Sinto que nem suspira pra me observar nessa rotina terrestre. Só ela me vê, mas fica muda. A rua se espicha entre casas e passa olhando o meu jardim onde a cidreira enrama. É nesse verde que cumpro minha pena diária, minha rotina.
Uma mulher varre as folhas secas... Bato as asas bem de leve. Ela nem me vê. Apenas espia a vida, como se o mundo fosse vazio. Nesse exato momento sinto o vento. Ele traz forte o cheiro maciço do manjericão e da malva. Embriago-me e deleito-me com os odores das plantas molhadas, para esquecer as criaturas duras desse mundo. Solto-me no ar, sigo o hálito da terra, o perfume das rosas.
De repente volto a reparar naquela mulher no meu jardim. Creio que sente cansaço e tenta guardar-me consigo, por entre seus pensamentos. Arrisco-me nos ares com a intenção de aproveitar as alturas enquanto meus rastros são tranquilamente apagados das flores cheiradas por mim. Aqui e ali, meus dedos tocam as poças d’água. O tempo dá um nó. A tarde vai findando. No jardim volto a pousar e a varrer as folhas secas. O sonho está despertando.
Boa noite!

Claude Bloc



VENENO - Por Edilma Rocha

De tanto ler coisas absurdas, passei a imaginar a fraqueza e a frustração das pessoas em relação ao sucesso e ao destaque dos outros.
O ser humano é sempre cheio de surpresas. Uns bons, sinceros e outros invejosos e mentirosos. Estes últimos, usam de todas as armas para criar uma grande intriga ou discórdia. São os piores, destrutivos e que adoram uma boa briga. Até parece que se satisfazem plenamente provocando a infelicidade alheia. Acredito  vê tudo com um olhar ruim, doentio, desejando que outro simplesmente, se dane... Não interessa qual é o assunto, seu desejo é destruir a serenidade e a paz alheia. Espalham veneno sem nem mesmo conhecer as pessoas direito e atacam constantemente. Parece que o seu prazer é destruir, não importa se ataca uma, duas, ou mais pessoas ao mesmo tempo
Diante desses atos, somos muitas vezes  julgados e até condenados gratuitamente sem nenhuma razão aparente. Até parece que o invejoso não se dá conta dos absurdos de que fala e escreve sobre os seus supostos amigos. Acho até que não se mira no espelho da verdade. Não para para ouvir a razão dos fatos nem questiona as verdades, apenas ataca covardemente os outros.
_ Como pode a pessoa atingida não reagir ou até mesmo ir atrás da verdade?
Na minha opinião isso  não importa... É preferível ser superior as baixarias e não entrar no jogo sujo da inveja e da mentira. Prefiro a paz.
E assim, morre uma suposta amizade ou companheirismo. Faz sucumbir antigos relacionamentos que poderiam ressurgir com as novas possibilidades de um reencontro. Uma pessoa invejosa é uma pessoa detestável, de quem devemos manter grande distância. E a razão nos faz cair fora do jogo destrutivo de uma planejada armação por discórdias.
Chega o momento de não apenas colocar uma vírgula, uma pausa, é preciso fazer um ponto final e se afastar definitivamente dos invejosos e mentirosos.
E com a certeza de que,  de uma amizade antiga restou apenas um vazio... Um nada...

Edilma Rocha 

CLAUDE BLOC BORIS - Por Edilma Rocha


TU ÉS 
Tu és a luz de Paris,
Tu és a Flor lá da Serra,
Tu és cheiro da terra,
Tu és a Claude Boris.
Tu és o que o Sertão quis,
Tu és menina capaz,
Tu és forte no que faz.
Tu és Crato e Fortaleza,
Tu és "Extrema Grandeza,
Tu és mensagem de Paz.

Mundinho do Vale


Tu és fonte de poesia,
Tu és profundidade,
Tu és valor inconteste,
Tu és pura amizade.
Tu és calor que aquece,
Tu és "Criatura de Deus"
Tu és força que engrandece.
Tu és expressão de bondade,
Tu és lição que enobrece.

Isabel Vieira


Pérolas dos bastidores - poetas do Sanharol

Um trem descarrilhado - por Pedro Esmeraldo



Ultimamente, o trem anda descarrilhado no distrito de Ponta da Serra, já que desejando nascer viçoso pretende elevar-se com o propósito de passar a categoria de cidade, sem nenhuma pulverização para que faça florescer o desenvolvimento de equilíbrio da expansão citadina dos tempos modernos.

Gostamos de saber do resultado negativo da divisão do estado do Pará, pois nos trouxe grandes alegrias porque mostrou ao nobre povo da Ponta da Serra; quem prevalece é a permanência de união e uma conduta honrada, possuidora de primazia predominante do seio da comunidade cratense.

Agora mesmo acabamos de ouvir através de notícias faladas e escritas que a divisão do município traz grandes prejuízos aos cofres do estado, pois além de arcar com despesas elevadas tem de enfrentar de corpo a corpo as vantagens ansiadas por alguns políticos aproveitadores prevalecendo a corrupção desses homens desequilibrados que ora assola o meio político deste país.

Neste caso, seria semelhante aos gestos políticos de alguns pequenos distritos, vez que “querendo ser grande sem poder” desejam enfrentar barreiras com qualidade de reflexão negativa e não agem com moderação. Assim pensamos, se tivermos um pensamento predominante que devemos possuir uma união perfeita, esta cidade se elevaria, juntando-se ao povo, torcendo por um crescimento equilibrado, avançando com grande projeção a máquina administrativa do município com aptidão e a maneira de atuar o destino da cidade com muita perfeição.

Olhem senhores, a situação desordenada da política marcha à toa, pois há anos o Crato vem sofrendo as aflições que exprime posição negativa, tudo isto causado pela falta de reação cooperativista, visto que esse sistema econômico baseado com a organização de classes produtoras não prosperou aqui e por isso o povo cratense caiu no arrefecimento produtivo no decorrer das últimas décadas.

Aqui já foi o grande centro produtor de cana-de-açúcar e algodão. Depois com a queda destes dois produtos devido a falta de estímulos técnicos e financeiros, a agricultura cratense caiu vertiginosamente fazendo com que o cratense permanecesse acomodado, até os dias atuais.

Não há uma reação, não há estímulo que faça as autoridades dinamizarem os trabalhos técnicos que nos favoreçam para que o trabalhador agrícola faça conduzir o seu trabalho com tenacidade que nos dê posição de alto relevo na mudança do comportamento do homem moderno.

Agora mesmo observando com freqüência o desequilíbrio emocional do povo desse distrito assoberbado, aceita conversas destoantes de pessoas falaciosas querendo enganar o povo, dizendo que seria melhor assim, pois se assim fizer o progresso andará mais rápido e mais acelerado.

Tudo isto causa nojo porque esses homens que vivem pregando a desunião e a desigualdade é por que desejam subir ao pico da montanha sem glória e sem êxito e não enfrentam com galhardia o trabalho tenaz de um homem sério e honesto.

Relembrando a mitologia grega: não queira voar porque suas asas são de cera como as de Ícaro e se derreterão ao calor do sol. Ao mesmo tempo pedimos que não se deixem enganar, não troquem gato por lebre, não confundam bagulho com bugalho.

Autor: Pedro Esmeraldo
Crato-CE, 13/12/2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Este Natal - Carlos Drumond de Andrade


Este Natal

Carlos Drummond de Andrade

— Este Natal anda muito perigoso — concluiu João Brandão, ao ver dois PM travarem pelos braços o robusto Papai Noel, que tentava fugir, e o conduzirem a trancos e barrancos para o Distrito. Se até Papai Noel é considerado fora-da-lei, que não acontecerá com a gente?
Logo lhe explicaram que aquele era um falso velhinho, conspurcador das vestes amáveis. Em vez de dar presentes, tomava-os das lojas onde a multidão se comprime, e os vendedores, afobados com a clientela, não podem prestar atenção a tais manobras. Fora apanhado em flagrante, ao furtar um rádio transistor, e teria de despir a fantasia.
— De qualquer maneira, este Natal é fogo — voltou a ponderar Brandão, pois se os ladrões se disfarçam em Papai Noel, que garantia tem a gente diante de um bispo, de um almirante, de um astronauta? Pode ser de verdade, pode ser de mentira; acabou-se a confiança no próximo.
De resto, é isso mesmo que o jornal recomenda: "Nesta época do Natal, o melhor é desconfiar sempre”.Talvez do próprio Menino Jesus, que, na sua inocência cerâmica, se for de tamanho natural, poderá esconder não sei que mecanismo pérfido, pronto a subtrair tua carteira ou teu anel, na hora em que te curvares sobre o presépio para beijar o divino infante.
O gerente de uma loja de brinquedos queixou-se a João que o movimento está fraco, menos por falta de dinheiro que por medo de punguistas e vigaristas. Alertados pela imprensa, os cautelosos preferem não se arriscar a duas eventualidades: serem furtados ou serem suspeitados como afanadores, pois o vendedor precisa desconfiar do comprador: se ele, por exemplo, já traz um pacote, toda cautela é pouca. Vai ver, o pacote tem fundo falso, e destina-se a recolher objetos ao alcance da mão rápida.
O punguista é a delicadeza em pessoa, adverte-nos a polícia. Assim, temos de desconfiar de todo desconhecido que se mostre cortês; se ele levar a requintes sua gentileza, o melhor é chamar o Cosme e depois verificar, na delegacia, se se trata de embaixador aposentado, da era de Ataulfo de Paiva e D. Laurinda Santos Lobo, ou de reles lalau.
Triste é desconfiar da saborosa moça que deseja experimentar um vestido, experimenta, e sai com ele sem pagar, deixando o antigo, ou nem esse. Acontece — informa um detetive, que nos inocula a suspeita prévia em desfavor de todas as moças agradáveis do Rio de Janeiro. O Natal de pé atrás, que nos ensina o desamor.
E mais. Não aceite o oferecimento do sujeito sentado no ônibus, que pretende guardar sobre os joelhos o seu embrulho.
Quem use botas, seja ou não Papai Noel, olho nele: é esconderijo de objetos surrupiados. Sua carteira, meu caro senhor, deve ser presa a um alfinete de fralda, no bolso mais íntimo do paletó; e se, ainda assim, sentir-se ameaçado pelo vizinho de olhar suspeito, cerre o bolso com fita durex e passe uma tela de arame fino e eletrificado em redor do peito. Enterrar o dinheiro no fundo do quintal não adianta, primeiro porque não há quintal, e, se houvesse, dos terraços dos edifícios em redor, munidos de binóculos, ladrões implacáveis sorririam da pobre astúcia.
Eis os conselhos que nos dão pelo Natal, para que o atravessemos a salvo. Francamente, o melhor seria suprimir o Natal e, com ele, os especialistas em furto natalino. Ou — idéia de João Brandão, o sempre inventivo — comemorá-lo em épocas incertas, sem aviso prévio, no maior silêncio, em grupos pequenos de parentes, amigos e amores, unidos na paz e na confiança de Deus.
(14-12-1966)

Texto extraído do livro "Caminhos de João Brandão", José Olympio Editora

O arroz integral - Emerson Monteiro

Ninguém sabe o valor de um livro bom antes de começar a ler. Assim também acontece em relação aos alimentos. Ninguém sabe a riqueza e o prazer de um alimento sem antes conhecê-lo à mesa. O arroz integral se encaixa bem nesse conceito. Além do seu excepcional valor nutritivo, quando bem mastigado revelará sabor jamais previsto aos que desconhecem a importância das suas qualidades.

Na década de 70, em face de sérios problemas na saúde, estudei alimentação oriental, com ênfase na Macrobiótica Zen, dieta japonesa que se espalhara pelo mundo após a Segunda Guerra, trazida do Japão pelos ocidentais.


A Macrobiótica prioriza o arroz integral dentre os alimentos utilizados pelos seres humanos. Dotado de propriedades curativas, semelhante a outros cereais integrais, predomina à mesa dos orientais, sobretudo chineses, japoneses, vietnamitas, impondo formas e usos inclusive na medicina chinesa. Segundo a cultura tradicional desses povos, o arroz integral possui composição suficiente de alimentar o organismo durante meses seguidos, oferecendo base nutricional capaz de curar graves enfermidades, aumentando a imunidade e evitando males degenerativos.


De acordo com as informações dos estudiosos, quem utiliza esse produto diariamente se nutre de maneira mais saudável. Após analises de dados recolhidos entre 25 mil crianças e adultos, nos anos de 1999 a 2004, pesquisadores americanos consignaram que entre os apreciadores desse cereal não havia carência de nutrientes essenciais para o organismo, como ácido fólico, potássio e outras vitaminas do complexo B, segundo o site saúde.abril.com.br.


Além da oferta de bons resultados nutricionais, a utilização do arroz integral mantém o peso corporal enquanto reduzirá gradativamente gorduras abdominais acumuladas, isto sem consequências paralelas.


A diferença de arroz integral em face do arroz branco leva em conta a preservação da membrana externa que envolve seu conteúdo. A película que reveste o grão do arroz integral é rica em hidratos de carbono, óleos, proteínas, vitaminas: A, B1, B2, B6, B12, niacina, ácido nicótico, ácido pantatênico, provitaminas C, E, e minerais em grande quantidade. Quando é retirada a película, a grande maioria destes componentes/nutrientes se perde. (http://pt.petitchef.com).


De tal modo possui o arroz integral riquezas e propriedades que as pessoas devem conhecer mais a seu respeito, visando sobremodo eficiência alimentar e uso aperfeiçoado de conceitos da cultura humana para resultados salutares eficientes.


Há duas, três décadas, só as lojas especializadas ofereciam o produto, quando agora em qualquer supermercado existe para compra.


Dois assuntos para esta 3ª feira -- por Armando Lopes Rafael

1) A manipulação dos plebiscitos

A priori é bom lembrar que o território do Pará é maior do que toda a Colômbia. E continuando, afirmo que esse plebiscito realizado no último domingo – sobre a divisão do Pará com o surgimento de mais dois estados – foi a quinta consulta popular realizada no Brasil em seu passado recente.


Os plebiscitos são previstos na Constituição Federal. A exemplo do plebiscito de 1993 (sobre forma e sistema de governo) o que feito no último domingo, para a redivisão do Pará foi uma farsa. A lógica diz que a consulta deveria ter sido feita somente com a população residente em Tapajós e Carajás, que pleiteava sua emancipação do Pará. Em Santarém, que seria capital de Tapajós, 98,63% votaram pela divisão. Em Marabá, que seria a capital de Carajás, 93,68% foram a favor da criação do novo estado.

Mas o Superior Tribunal Eleitoral modificou as regras e incluiu – na consulta – os eleitores do restante do Pará, que não queriam a divisão. Somente na Região Metropolitana de Belém 94,87% foram contra a divisão do Estado. Ou seja, o plebiscito sobre a divisão do Pará foi uma consulta “caolha”'. A persistir essas manobras nunca mais haverá desmembramento para constituição de novas unidades da federação.


Conclusão óbvia: os votos obtidos pelo “sim” em Tapajós e Carajás revelam a insatisfação grandiosa dos habitantes daquelas duas regiões do Pará contra a desigual subordinação estadual. Resta um consolo: os verdadeiros derrotados são os vitoriosos de hoje que não tiveram sensibilidade de enxergar o futuro; de vislumbrar o progresso que adviria com a criação de mais duas unidades federativas. Um exemplo do que afirmo é o atual Tocantins. Até 1989 o atual estado era um grotão da miséria e do atraso em Goiás. Hoje é um estado pujante com promissor futuro...

2) Um quarto do mandato de Dilma já se foi
Estamos chegando ao fim do primeiro ano de mandato da primeira mulher a comandar a república brasileira. Uma pergunta não quer calar: o que dona Dilma realizou de relevante nesses 25% do seu mandato? Mesmo possuindo uma ampla maioria em sua base de apoio no Congresso, dona Dilma sequer conseguiu desempacar o seu tão primoroso filho, o PAC.

Analisemos apenas uma das várias obras iniciadas pelo ex-presidente Lula e incluídas no vagaroso PAC: a transposição do Rio São Francisco. Ela chega ao final de 2011 paralisadas em 6 dos 14 lotes em andamento. Quase a metade dos lotes está abandonada pelas construtoras. Estruturas de concreto e vergalhões correm o risco de ficar perdidos. Mas o Ministério da Integração Nacional anuncia que vai promover novas licitações em 2012.


Essa anunciada transposição foi responsável por boa parte da votação que a presidente Dilma obteve no Nordeste. Como propaganda eleitoral atingiu plenamente o objetivo. Virou, portanto, mais outro estelionato eleitoral. Bom não esquecer que o ex-presidente Lula anunciou o término da transposição para o final do seu governo. Pois sim!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O Deus de Clarice Lispector



Clarice Lispector no Vesúvio en 1945


O DEUS DE CLARICE LISPECTOR

Há trinta anos morria Clarice Lispector, a escritora que abalou a literatura brasileira pela contundência de sua linguagem que tentava desvendar o mistério da existência com palavras claras e obscuras a um tempo, de grande beleza poética, de inquietação, de perturbação, espanto e maravilhamento. Com dezessete anos de idade escreveu “Perto do Coração Selvagem”, e era como se estivesse surgindo uma obra de gênio. Era como se valesse o adágio: “O gênio nasce feito.” Mas Clarice trabalha incansavelmente. A sua genialidade era uma busca contínua da palavra certa, que clarificasse os escaninhos obscuros do ser.
Comecei o meu conhecimento de Clarice com “A Paixão Segundo G. H.”: é o começo mais difícil, intrincado, um labirinto de luzes que se acendem umas sobre as outras e cegam o leitor. É muita claridade, e claridade entrando-se num mundo de trevas, alcançada com o estupor, com o nojo. É a epifania do ser diante do nojo, o ser se encontra, se descobre diante de outro ser, asqueroso, repulsivo, representado pela barata. Eu sou um mistério para mim mesma, dizia Clarice, e vivia desvendando os véus desse mistério, ofertando-nos a claridade que dele advinha. 
Foi no conto que Clarice mais se realizou, nessa arte da síntese que a levou e que ela levou ao âmago da problemática do homem, que se interroga, perplexo, à busca do que ele é em si. “Feliz Aniversário” é o melhor que ela criou, um triste retrato da solidão familiar, no tempo em que ainda havia grandes famílias, no entanto já mal estruturadas. Criou algumas peças notáveis, extraordinárias, mas vou hoje me deter sobre uma quase insignificante, de tão esquecida: “Perdoando Deus”. É bom lembrar esse encontro de Clarice com Deus, ela que, depois de tanto investigar o mistério, já penetrou no Mistério.
É a história de uma personagem que olhava distraída o mar e de repente se sente a mãe de Deus. Como o homem é o que ele escreve, vou dizer sem medo de errar que aquela personagem era Clarice. Quem se sentiu com o carinho de uma mãe pelo filho era Clarice. O interessante, o totalmente novo é que esse filho era Deus. Sabia que se ama a Deus com respeito, medo, solenidade. Mas o carinho maternal por Deus era absolutamente estranho. Assim como o carinho por um filho não o reduz, mas o alarga, diz, assim era maior o seu amor.
Foi quando quase pisou num rato morto. E entrou em pânico, controlando como podia o seu mais profundo grito. Desde o início do mundo sentia um pavor dos ratos, que a devoravam. E era como se Deus lhe lançasse na cara um rato. Ela amando-O com amor maternal, Ele insultando-a com brutalidade. Decidiu, então, vingar-se. Mas descobre que o rato é o mundo. Ela se julgava forte, porque, compreendendo, amava. Descobriu que se ama verdadeiramente somando as incompreensões, que amar não é fácil. É preciso amar primeiro a nossa própria natureza, depois o seu contrário, Deus.
Queremos amar a Deus só porque não nos amamos. É uma espécie de compensação. Conclui: “Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.” Dizem que o homem inventou Deus porque não consegue explicar o universo. Clarice aprende que isso está errado. Como Santo Agostinho, descobre que devemos procurar Deus dentro de nós.
O grande católico Alceu Amoroso Lima diz, dela, que a presença invisível de Deus não se expressa pela invocação do seu Nome, mas que o silêncio pode ser o sinal mais seguro de sua realidade. E conta que Clarice ofereceu-lhe o seu último livro com uma dedicatória, escrita um mês antes de morrer, terminando sua demonstração de afeto com estas palavras claras e decisivas: “Eu sei que Deus existe.”
                                                                                                                                            (2007)



BALANÇA



não se pesa um poeta
por palavras, apenas.
não se mede um poema
por sentidos, em cenas.

pois um poeta é o peso
e a medida do poema
(ine)exato.

a luz e o rigor,
o tamanho de uma cor.

(Poeta paraibano, Bruno Gaudêncio escreve no blogue Acaso Caos: http://acasocaos.blogspot.com/)

sábado, 10 de dezembro de 2011

UM FINAL DE TARDE NO AÇUDE DO UMARI - CE... Por Claude Bloc

Uma visão paradisíaca do Açude do Umari

Reflexo perfeito nas águas do Umari
O sol se banhando nas águas...
Final de tarde no Açude Umari...

Açude do Umari (município de Crato - Ce)
Claude Bloc

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

É AMANHÃ, SÁBADO - SHOW: Dihelson Mendonça Trio - Dia 10 de Dezembro - SESC - Projeto Música ao Pôr-do-Sol


Di 10 ( Sábado ) - Às 17:00 - Na Praça da Ladeira da Integração

Show "EQUINÓCIO"


http://3.bp.blogspot.com/-qCdfcJk4bkI/TtoGWDSqTsI/AAAAAAAAcKI/zznl877fqW4/s1600/Dihelson_projeto_por_do_sol2.jpg


Com:


Dihelson Mendonça - Piano
João Neto - Contrabaixo
Saul Brito - Bateria
Participação Especial - Marcelo Randemarck - Contrabaixo.

Serviço

Data: Dia 10 de Dezembro
Local: Praça da Ladeira da Integração
Patrocínio: SESC CRATO

FÉIRAS NO TERRAÇUS - PRÉ-NATAL

Estamos de férias. Dezembro é um mês mágico, com todas as pessoas em alto astral e no embalos das comemorações natalinas e de passagem de ano. A Sertão Pop Produções está fazendo este evento um dia antes do Natal, o pré-natal, em um sexta-feira que certamente será perfeita. Para isso convidou duas bandas que estão sendo destaque no cenário musical caririense. A Banda Cariri Blues, com o seu projeto "BLUIZ GONZAGA", onde faz uma releitura da obra do "REI DO BAIÃO" em ritmo de blues, um trabalho inédito e super gostoso de ouvir e curtir. A outra banda a deliciosa "LOSTHEOS" que se volta para o rock e o blues tocados com muita criatividade e bom gosto, é um dos maiores destaques da cena alternativa do Cariri, com uma legião de fãs impressionante.
Portanto, essa noite será realmente mágica, como é a magia do encontro, da alegria e da curtição.
Vamos nessa?

OBS: Quer que a logomarca da sua empresa apareça nesse evento? Seja um parceiro nosso. Entre em contato através dos telefones (88) 9666.9666 / 8824.2131 / 3521.5398 ou passe-nos um e-mail para kaikaluiz@gmail.com

FLOR DA TERRA - Por Edilma Rocha


Hino do Crato

Flor da terra do sol
Oh! berço esplêndido
Dos guerreiros da tribo Cariri
Sou teu filho e ao teu calor
Cresci, amei, sonhei, vivi...
Ao sopé da serra
entre canaviais
Quem já te viu
Oh! não esquece mais!

Para te exaltar
Oh! flor do Brasil
Hei de te cantar
Meu Crato gentil
Oh! Coração do Ceará
Comigo a nação
te exaltará

No teu céu inda brilha a
estrela fúlgida
Que há cem anos
norteia o teu porvir
Crato amado, idolatrado
Teu destino há de seguir
Grande e forte
como nosso verde mar
Bendita sejas
Oh! terra de Alencar!

Letra: Martins DÁlvarez
Música: Joaquim Cruz Neves

Saracura-três-potes - Emerson Monteiro


Várias vezes, aos inícios e finais do dia, ouço o canto melancólico dessa ave ecoar nas encostas da serra onde moro neste Cariri. Também conhecida por saracura-do-brejo e sericóia, quase sempre é mais escutada do que vista, segundo as enciclopédias. Tanto é verdade que só avistei um exemplar numa rara ocasião, às margens do riacho que dá origem ao Rio Grangeiro. Ela vive nas áreas alagadas de mato fechado. O acorde do seu bonito canto forneceu-lhe os nomes pelos quais a denominaram.

Bicho arisco e razoável, a saracura ainda consegue fugir da sanha da nossa civilização que gerou dependência dos quadros da mãe natureza às leis dos países, de comum difíceis de execução.

Pois bem, enquanto o saudosismo não paga dívida e os tempos mudaram, agora ninguém mais se conforma deixar de derrubar as mangueiras para comer a safra, e sobreviver virou artigo de luxo, palavra de ordem nos tempos bicudos das aparências. Conservar por conservar pertence aos milionários desocupados, qual mostra o projeto do Código Florestal em andamento no Congresso brasileiro.

Cambaleiam e agonizam os panoramas ecológicos desde antigamente, quando jamais imaginaram os profetas a velocidade estonteante que dominou acontecimentos da Terra. Fico tanto meio contrariado diante das teses românticas que falam de preservação ambiental em conferências intermináveis de salões forrados com a mesma madeira de lei que defendem e ajudam a eliminar. Creio incoerente festejar derrotas, neurose que dói e sacode os impérios práticos na história continuada.

Gerações e gerações cresceram destruindo famílias e famílias naturais, quando querem salvar o que restou em museus e zoológicos fedorentos, de animais entristecidos, capturados nos ambientes originais ora extintos.

Mais cedo do que imaginava, ouço vagar nos corredores da consciência trechos da bela composição de Roberto Carlos: Seus netos vão te perguntar em poucos anos / Pelas baleias que cruzavam oceanos / Que eles viram em velhos livros / Ou nos filmes dos arquivos / Dos programas vespertinos de televisão.

Ah, mas deixe de lado isso de visão bucólica que, nalgumas horas sujeita relembrar sonhos abandonados na casa do sem jeito, nesse mundo de rascunhos perdidos no ar. Dispense, por gentileza, manias arcaicas que caíram em desuso e servem de alimento sintético às pretensiosas crônicas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pensamentos para os Dias 7 e 08/12/2011


Pensamento para o Dia 08/12/2011
“Viva sempre em pensamentos sublimes. Quando o ar enche uma bola de futebol, ela assume a forma de uma esfera. Quando se enche um balão, ele toma a forma de um balão oval ou esférico. Igualmente, a mente toma a forma dos objetos com os quais ela está apegada. Se ela se fixa a pequenas coisas, torna-se pequena. Se estiver fixa em coisas nobres e grandiosas, torna-se nobre e grandiosa. A câmera tira uma foto de qualquer coisa para a qual estiver direcionada; assim também é com a mente. Tenha discernimento antes de desenvolver apego. Se seu apego for direcionado para cônjuge e filhos, terras e prédios, contas bancárias e saldos, você irá experimentar sofrimento quando eles declinarem. Desenvolva apego sincero e firme pelo Divino e você crescerá em amor e esplendor. Devoção não é uma questão de contas de rosário e barbas, nem é adoração representada por flores, cânfora ou toque de sinos. Você é julgado pela sua disciplina espiritual, pensamentos e controle dos sentidos.”
Sathya Sai Baba

Pensamento para o Dia 07/12/2011
“Um verdadeiro herói é a pessoa firme que não se abala, de modo algum, pelos altos e baixos causados pelas ondas estrondosas do mar da vida. Tal pessoa nunca perde o equilíbrio; isso torna-se parte de sua natureza! Aquele que mantém sua programação de disciplina espiritual, independente de atrações ou distrações, é uma pessoa sábia, também chamada de Dheera. Dhee significa Buddhi (intelecto) e essa é a verdadeira qualidade do homem. Não é o traje ou o bigode que caracterizam o "herói". A verdadeira natureza humana prospera com a rejeição da dualidade de alegria e tristeza, e todas as suas ações devem ser para conquistar os dois. Sua vitória deve ser sobre inimigos internos, em vez dos externos. Então, o fruto que você conquista é a imortalidade! Coisas do mundo não podem conferir esse estado de bem-aventurança. Quando você verdadeiramente e continuamente supera alegria e tristeza, a bem-aventurança que alcança é absoluta, independente e completa.”
Sathya Sai Baba

LIBERDADE



Ultimamente, sinto vontade de mudar de país, de nome, de cabelo, de companhia... A quase que uma revolta. rs

Que loucura, não?

***

A liberdade de ter opinião.
A liberdade de poder mudar de opinião.
A liberdade de ficar confusa e surtar.
A liberdade de querer ficar quietinha.
A liberdade de pedir um abraço.
A liberdade de pedir atenção.
A liberdade de ser o que tiver que ser. Sem pretensões. Sem cobranças.
A liberdade de achar que poderia ser mais.
A liberdade de saber qual vai ser.
A liberdade de viver do jeito que achar bom.
A liberdade de xingar quando achar necessário.
A liberdade de se perguntar por onde ela anda.
A liberdade de ser gay.
A liberdade de ser hetero.
A liberdade de dizer a verdade e não ter medo.
A liberdade de ser corajaso e pular.
A liberdade de ser louco, de se mudar para Marte.

A liberdade de mudar de estrofe.
De quebrar a sequencia.
De ser quando quiser ser.
De olhar nos olhos dela e dizer "vai" cheia de vontade de dizer "fica".
De viver novos amores mesmo não tendo esquecido do ultimo.
E de continuar se sentindo uma boba quando fala do que está sentindo.
E quando escreve num tal blog.

Hoje, eu sou mais livre do que nunca fui antes.
Posso fazer tudo isso aí.
E mais. Muito mais.
Mas é quando se tem a liberdade nas mãos que se percebe
o quanto ela te limita.

A possibilidade de fazer o que se quer fazer e quando se quer te faz perceber que a liberdade só mostra o quanto é necessário estar preso ao que se acredita, ao teus sentimentos, a tua conduta com as pessoas que você gosta e com aquelas que um dia gostaria de conhecer.

Não quero ser assim tão livre. Quero ser presa a mim, a você e ao nosso futuro

LILIU
do BLOG http://emmarte.blogspot.com
(foto/imagen da internet)

O patrono da Praça Siqueira Campos -- por Armando Lopes Rafael


Busto de Siqueira Campos que existia na praça com seu nome, no centro de Crato - Foto de Dihelson Mendonça


Quem foi Manoel de Siqueira Campos, que dá nome a uma praça no centro de Crato? Do livro Roteiro Biográfico das Ruas de Crato, escrito pelo jornalista J. Lindemberg de Aquino, retiramos as informações abaixo:
Manoel de Siqueira Campos nasceu na então vila, hoje cidade de Porteiras, Estado do Ceará, em 18 de maio de 1874 e faleceu – vitimado de paratifo – em Recife, a 30 de julho de 1928. Sua família se deslocou para Pernambuco quando Manoel Siqueira Campos era ainda menino.

As suas atividades comerciais foram iniciadas e se desenvolveram na localidade pernambucana de Triunfo. Ali instalou estabelecimento comercial completo. Radicado em Triunfo, graças ao seu espírito de liderança e capacidade de luta, aliado a incomum senso de iniciativa, procurou modernizar os métodos de comércio, financiando e estimulando os agricultores daquela zona, a exemplo do que faz hoje os bancos oficiais. Como o faria depois em Crato, trazendo para esta última cidade os primeiros veículos motorizados, desconhecidos das populações de então.

Vindo para o Cariri, exerceu suas atividades comerciais em Crato, Juazeiro, Missão Velha e Barbalha.

Siqueira Campos era extremamente sensível à dor humana e usava uma maneira simples e decidida de ajudar aos que sofriam. Em Crato, durante a seca de 1915 – quando a fome destroçava vidas e bens – improvisou Siqueira Campos serviços de interesse público, como calçamento de ruas e praças, distribuindo o que existia em seus armazéns de gêneros e cereais com aquela gente, batida pela fome vinda dos sítios próximos e até do sertão.

Foi um dos homens mais progressistas que viveram em Crato, ao longo de toda a história desta cidade. Aqui instalou a nossa primeira fábrica de bebidas, na Rua da Vala, hoje denominada Tristão Gonçalves. Em 1919 trouxe o primeiro automóvel para Crato. Adquirido em Recife, esse veículo teve uma chegada apoteótica à Cidade de Frei Carlos. No dia seguinte, Siqueira Campos teve outro pioneirismo: inaugurou – com seu carro – a estrada Crato-Lameiro.

Em reconhecimento a tudo que fez por Crato, o governo municipal deu seu nome a praça mais central da cidade. Anos atrás foi ali instalado um busto de bronze de Siqueira Campos. Busto, aliás, que na atual reforma daquele logradouro foi inexplicavelmente retirado.

Entretanto, pessoas influentes na cidade estão a exigir que esse busto seja reinstalado em qualquer ponto da cidade. Quem sabe no calçadão que fica em frente à Praça Siqueira Campos. Ou até mesmo em frente à igreja de São José Operário, no bairro Lameiro, já que Manoel Siqueira Campos também foi um benfeitor daquela localidade?

Túnel do Tempo: há 20 anos desaparecia a União Soviética

Tudo aconteceu durante um discurso, feito em 7 de dezembro de 1991, por Boris Ieltsin, então presidente da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas–URSS. Na sua fala, Ieltsin afirmou ser um fracasso a ideia da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Disse que aquela “União” – onde cada país ficava sobre um duplo poder – era “uma mera abstração política”.

Até aquela data os comunistas viviam a prever o fim do capitalismo, após uma série de crises deste último. Ironicamente, quem se acabou – logo durante sua primeira crise – foi o comunismo. O "gigante soviético", que tinha os pés de barro, começava a ruir e, logo depois, simplesmente sumiu – literalmente – do mapa. Sem que fosse disparado sequer um tiro. Escafedeu-se...


O “novo czar”.
Observado pelo ex-presidente Boris Ieltsin, Vladimir Putin toma posse como presidente russo, em 2000. São onze anos no poder à custa de rodízios e eleições fraudulentas como a que aconteceu na semana passada



Desaparecida a URSS, o escudo (à esquerda) e a bandeira (à direita) dos tempos da monarquia voltaram a ser os símbolos da atual Rússia.
(Texto e postagem: Armando Lopes Rafael)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PAPAI NOEL REAL - Edilma Rocha



Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada em um bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C.
Ele costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. Foi transformado em santo- São Nicolau - após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura.
Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho, com a roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, como apresentado até os dias de hoje.

Fonte: Suapesquisa.com

Um Natal Feliz para todos!




Mensagens para Orkut



3 notas para esta 4ª feira -- por Armando Lopes Rafael

1 – Recife e Olinda

I -- No último fim de semana troquei a visão da chapada do Araripe pelos cenários dos rios, pontes, mar e altos coqueiros de Recife. E fui presenteado com boas surpresas! Na área histórico-cultural, igrejas antigas – de Olinda e Recife - estão sendo restauradas sob orientação do Iphan. Cheguei a ver duas delas: a Igreja do Divino Espírito Santo, na Praça 1817, em Recife e a Igreja do Carmo, em Olinda. Aliás, nessa última cidade, na parte histórica, retiraram os postes e a fiação elétrica de algumas ruas. Beleza pura!

II – Em Recife, foi concluída a segunda etapa do Circuito dos Poetas. O que é isso? São doze esculturas, em concreto e fibra de vidro com tamanho natural, ambientadas em lugares estratégicos no centro daquela cidade. Quem foi homenageado? Manoel Bandeira, Ascenso Ferreira, Luiz Gonzaga (foto à esduerda), Joaquim Cardoso, João Cabral de Melo Neto (foto à direita), Clarice Lispector, Antônio Maria, Capiba, Mauro Mota, Chico Science, Solano Trindade e Carlos Pena Filho.

III -- Conheci o novo Shopping Center Paço Alfândega, no Recife velho, -- foto ao lado -- que preservou a arquitetura de uma edificação de 1732, erguida originalmente para abrigar o convento dos Oratorianos de São Francisco Felipe Néri e depois, em 1820, sediou a alfândega do porto mais movimentado das Américas. Ao lado do shopping, a Livraria Cultura, a maior do Nordeste, com vários andares de livros de todas as partes do mundo. No Shopping Paço da Alfandega, está exposto um enorme presépio com bonecos gigantes, similares aos do carnaval de Olinda. No presépio estão dois cearenses: Padre Cícero e Dom Hélder Câmara. Além de João Paulo II, Frei Damião, Irmã Dulce e Madre Teresa de Calcutá...

2 – Várzea-Alegre

I – Uma coisa chama a atenção de quem passa por Várzea-Alegre. Trata-se de um monumento (foto ao lado) em homenagem ao Padre Antônio Vieira, culto e destacado sacerdote que denominou o jumento como "nosso irmão". No monumento, Padre Vieira está ao lado de um jumento. A obra foi feita pelo escultor Dalécio Mauriz Feitosa, da cidade de Mossoró.

II – O padre Antônio Batista Vieira tinha profunda ligação com Crato. Estudou no Seminário São José e ali foi ordenado sacerdote em 1942. Lá foi professor até o ano de 1953. Foi redator-chefe do jornal “A Ação” em Crato. Escreveu nos jornais “O Povo” e “O Nordeste” (Fortaleza). Em 1964, Padre Vieira cursou Administração de Empresas na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Dois anos mais tarde, candidatou-se a deputado federal, sem nenhuma experiência política. Apesar de ter sido eleito, exerceu apenas a metade do mandato, sendo cassado pelo governo ditatorial que tinha poderes para revogar direitos políticos e cassar mandatos de quem era visto como adversário do regime. Coisas desta república.

III – Mas Várzea-Alegre também construiu outro monumento. Destinado a preservar a memória de outro filho da terra: José Clementino. Este foi poeta e compositor. Luiz Gonzaga gravou várias músicas dele.

3 – Em Crato...o sumiço do busto!

No último dia 1º, fiz uma nota informando que o busto de bronze do comerciante Siqueira Campos (existente na praça do mesmo nome) fora retirado. Isto aconteceu durante a recente reforma daquele logradouro. Consta que para aquela praça o busto não voltará. Cheguei a sugerir que o pequeno monumento fosse relocalizado no calçadão, existente em frente. Depois fiquei sabendo que o busto estava num depósito, no Parque de Exposição de Crato. Falta, portanto, só providenciar um pedestal de granito para relocalizá-lo noutra parte. Cidade pobre em monumentos públicos, Crato não pode se dar ao luxo de deixar um busto de bronze desaparecer.
Repercussão sobre a denúncia e a sugestão?
O silêncio – até agora – foi a resposta.
Viva Recife e Várzea Alegre...