Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O SONHO - Clarice Lispector


Sonhe com aquilo que voce quer ser,
porque voce possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que quer.

Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E sperança suficiente para fazê-la feliz.

As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas,
elas sabem fazer o melhor das oportunidades
que aparecem em seus caminhos.

A felicidade aparece para aqueles que choram,
para aqueles que se machucam,
para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importancia das pessoas que passaram por suas vidas.


domingo, 18 de dezembro de 2011

Entender as Artes Contemporâneas - por Pedro Ernesto de Alencar




Em mostras e bienais de arte contemporânea sempre escuto: Não entendo, ou, é hermético ou, esse cara tá gozando com nossa inteligência e poraí vai.

Muitas vezes, as pessoas não se deixam relaxar para apreciar e descobrir os novos achados dos artistas. A ideia sempre foi, na verdade, o mais importante, quando se aprecia uma obra de arte. Quando os impressionistas usaram pontos e traços na construção de uma composição, eles causaram grande estranhamento nos circulos artisticos da época (1800). Van Gogh e suas perspectivas, aparentemente loucas, somadas às cores fortes, não era levado a sério.

Depois surgiram muitos movimentos artísticos no mundo e, na década de sessenta, em Nova York, despontaram novos artistas como Andy Waholl, usando materiais variados e nunca antes usados, como latas e outros objetos, o que trouxe para o mundo da arte uma abertura e entendimento maiores.

Hoje, as obras desses artistas valem muito dinheiro e não se discute seu valor artístico.
Nos ateliês, nacionais ou internacionais, nós artistas, construímos a nossa obra observando o mundo e o que está acontecendo nele. As ideias surgem a partir daí e da ousadia de lança-las sem medo de não ser compreendído, pois só assim as mudanças acontecem.

Construí a minha, passando por varias fases. Estas fases foram da figura humana e paisagens (comecei muito cedo), passando pelo abstracionismo, e hoje estou exercendo minha liberdade de criar sem me preocupar com rótulos.

Na foto que ilustra este artigo, uma composição feita com portas de geladeira , embalagens de queijo do reino ( tinha fascínio pela sua beleza quando criança) e imãs. Essa obra pode ter sua composição modificada se forem alteradas as posições das embalagens de queijo nas pranchas.

Sua interação com o espectador, que tem o poder de modificá-la, é seu grande trunfo.

Pedro Ernesto de Alencar

sábado, 17 de dezembro de 2011

O maior benfeitor de Juazeiro do Norte – por Daniel Walker & Renato Casimiro (*)

Padre Cícero é o maior benfeito de Juazeiro e a figura mais importante da sua história. Foi ele quem doou os terrenos para construção do primeiro campo de futebol e do aeroporto; incentivou a fundação do primeiro jornal local (O Rebate); fundou a Associação dos Empregados do Comércio; realizou a primeira exposição da arte juazeirense no Rio de Janeiro; incentivou e dinamizou o artesanato artístico e utilitário como fonte de renda e incentivou a instalação do ramo de ourivesaria.

Praticou a medicina popular, como forma alternativa de cura, prescrevendo remédios caseiros à base de ervas medicinais, com excelente resultado. Mas sua grande contribuição à educação foi ter deixado para a Ordem Salesiana a maior parte dos seus bens, para que ela fundasse aqui uma escola profissional, o que terminou se concretizando, e também a substancial ajuda que deu para a fundação da Escola Normal Rural de Juazeiro, a pioneira do ensino ruralista no Brasil, e o Orfanato Jesus, Maria e José.

Foi ele quem introduziu na região a criação do boi zebu; incentivou o cultivo da mandioca na Chapada do Araripe, fazendo convergir para aquele aprazível local muitos romeiros que o procuravam em busca de orientação e trabalho; estimulou igualmente o plantio da cana-de-açúcar, chegando inclusive a financiar alguns projetos agrícolas bem sucedidos. Ninguém melhor do que ele soube aproveitar a vocação agrícola do Cariri.

Em momento algum ele deixou a população juazeirense desamparada e sempre procurou o bem estar do seu povo. Quando irrompeu a epidemia de varíola em 1899, ele, apesar de estar recolhido ao Crato, por determinação superior, conseguiu autorização e foi socorrer a sua gente. Arranjou vacina, e com a ajuda do Sr. Francisco Belmiro e do farmacêutico Ernesto Rabelo conseguiu debelar o terrível mal, evitando maiores consequências para a população. Nas secas de 1915 e 1919 foi dos seus mandiocais que veio o alimento salvador para mitigar a fome dos pobres.

É por essas razões que muitos historiadores concordam em atestar que ele realizou uma obra notável, quase incrível, concorrendo não apenas para a criação da maior cidade do interior cearense, como também para um maior desenvolvimento do Cariri.

(*) Daniel Walker e Renato Casimiro in “A Família Bezerra de Menezes– Fundação e Desenvolvimento de Juazeiro do Norte”, página 35

O Preço da Incompetência - Será que custa muito proteger o Caminhão dos Correios ?



Conforme os Senhores poderão ler logo abaixo, o caminhão dos correios já foi assaltado 2 vezes apenas NESTA SEMANA aqui no Ceará.

Eu pergunto:

Vão esperar que assaltem 3 vezes ? O que vão fazer para evitar o problema ? Será que há alguma conivência entre aqueles que deveriam proteger o cidadão e os bandidos ? Será que custa muito à polícia ou à segurança pública do estado colocar 2 soldados armados no caminhão dos correios para protegê-lo ? Quem sabe até dentro do baú, para sair atirando no caso de assaltos ? Uma coisa é certa: Algo precisa ser feito, porque a população paga pesados impostos no Brasil para ter segurança garantida pelo estado. O Estado não está cumprindo a sua parte, mas nós estamos. E estamos entando pelo cano. Não é a primeira vez que um caminhão dos correios é assaltado. Todos os anos, o mesmo problema, que não é a proliferação dos bandidos, é a INCOMPETÊNCIA DO ESTADO em encontrar uma solução, já que eles não fazem NADA mesmo para resolver.



Dihelson Mendonça

Magistral Abidoral.

Suspeito que sou, nem por isso mesmo, deixaria aqui de fazer menção ao Show de Abidoral Jamacaru.

Ninguém mais do que eu tem acompanhado a trajetória deste compositor Magistral. Desde os Festivais, o Grupo Nessa Hora, até os dias de hoje. Pouparia até de fazer os comentários já previsíveis do: Abidoral é isto, Abidoral é aquilo, mas ressaltaria apenas que dentre tantos que estendem a voz por tantos, Abidoral nunca deixará de ser isto e nem aquilo que seja o que de melhor simboliza nossa musicalidade. Inovador, renovador, autêntico, conciso, inteligente, visionário e atual.

Denominamos de “ícone” a isto e ou aquilo que alguém por excelência atinja e faça-se destacar pela unicidade.

Autoral, plural, fenomenal, magistral, musical, universal e para sempre... O Jamacaru Abidoral.




Não tinha ângulo para mostrar todos os músicos, mas em nome de todos, Parabéns!



Não Abidoral, deixe os aplausos por nossa conta!


Fotos: Pachelly Jamacaru

UM NATAL DE PAZ !!

A paz virá quando todos se empenharem em por fim às injustiças sociais, pondo mais um tijolinho na construção de um mundo melhor.

Feliz Natal!
Feliz 2012!


III Natal Solidário - Emerson Monteiro

Será no dia 25 de dezembro, às 14h, no Estádio Mauro Sampaio Castelo Branco, o Romeirão, em Juazeiro do Norte, a realização da festa dos Anjos Solidários – Cevema relativa ao III Natal Solidário. O exemplo dos dois anos anteriores já oferece à instituição beneficente lugar expressivo junto às populações carentes, que, decerto, comparecerá em apreciável multidão para comemorar o nascimento de Jesus, numa bem sucedida iniciativa.

Após esforços desenvolvidos durante todo o ano visando arrecadar recursos destinados a prêmios distribuídos em sorteios sucessivos e demais atrações do grande evento, a data permanecerá na lembrança de todos pelo brilho de que se revestirá, vistos os preparativos desenvolvidos e a organização que caracterizam o grupo filantrópico coordenado pelos empresários Luiziane e Tadeu Alencar, responsáveis por práticas permanentes. Com isto visam, sobretudo, dar testemunho do serviço fraterno aos juazeirenses, unindo a iniciativa privada e o poder público em demonstrações coletivas de solidariedade.

A fórmula de gerar benefícios sociais desenvolvida pelos Anjos Solidários durante todo o ano vem surtindo seus efeitos promissores, ocasionando a aproximação das classes aquinhoadas com os que ainda não usufruem das benesses da justiça comunitária.

À medida que outras lideranças compreendam a importância de práticas semelhantes, haverá mais sensibilidade nas relações entre os extremos sociais, isto alimentando a possibilidade cristã da fraternidade verdadeira.

Deste modo, os Anjos Solidários – Cevema convida todos os cidadãos de Juazeiro do Norte a comparecer ao Estádio Romeirão, na tarde do dia 25 de dezembro do corrente ano, no objetivo de vivenciar a bela festa natalina de 2011, com isto repetindo os bons resultados obtidos nas vezes passadas.

Enquanto almeja aos caririenses votos plenos de Felicidades neste Natal, seguido de um Ano Novo pródigo das melhores realizações, na Luz do Amor e da Bondade ensinadas pelo Divino Mestre Jesus.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Busto de Siqueira Campos voltará à Praça -- por Armando Rafael



   Prevaleceu o bom senso. A construtora responsável pela reforma da  Praça da Siqueira Campos reinstalará –  naquele logradouro – o busto de bronze do comerciante Manoel de Siqueira Campos. A decisão foi tomada depois que várias pessoas, de diversos segmentos sociais da cidade de Crato, externaram seu descontentamento com a retirada desse busto existente há muitos anos naquela área pública.
  
Essas manifestações populares chegaram até os veículos de comunicação social e, a partir daí, o movimento ganhou corpo. Enfim, após apelo feito aos responsáveis pela reforma da praça, foi decidido que o busto retornará ao logradouro que leva o nome do legendário empresário Siqueira Campos.
   
A vitória foi, portanto, de toda a comunidade cratense, que terá, assim,   preservado um pequeno monumento público ameaçado de sumir, a exemplo de outros desaparecidos em reformas anteriores feitas na Praça da Sé.
   
Mais do que um exercício de cidadania, os habitantes de Crato estão conscientes de que todos os objetos que estiverem colocados ou se colocarem para perpetuar memória nas ruas, praças e outros  lugares públicos, desta cidade, passam a se constituir em Monumentos Públicos. E a partir daí, por ser um bem coletivo, gozam de proteção especial.
                                                                                                                                              

Napoleão Tavares Neves: um Baobá brasileiro -- por Marcos Aires de Brito (*)



O Baobá se destaca pela sua longevidade e pela sua capacidade de armazenamento de água, que pode ser utilizada pata matar a sede de quem precisa e pelos seus frutos que matam a fome dos sertanejos africanos.

O médico e historiador Napoleão Tavares Neves, de 81 anos de idade, é um gigante da Medicina da família, se distingue pela sua capacidade de armazenamento de conhecimentos em sua memória privilegiada e pela sua bondade e caridade ao seu próximo, o que não são mais características normalmente encontradas atualmente entre os profissionais Médicos.

As seguintes palavras foram proferidas pelo médico e historiador Napoleão Tavares Neves na preleção da sua palestra no III Tríduo de Estudos sobre Padre Cícero, no dia 18 de julho de 2005, em Juazeiro do Norte-Ceará.

“Sou um eterno menino de bagaceira de engenho e de porteira de curral de gado, que se tornou Médico e ama o seu ofício, hoje a 75 anos de vida e 47 de Medicina sertaneja ainda em ação, agradecendo a Deus a grande dádiva de consultar uma clientela pobre que não deixa dinheiro no fundo da minha gaveta, mas me deixa prazer de atender a gente que precisa e carece de um atendimento humano, porque sou ainda daquela quase extinta geração que acha a MEDICINA SE REALIZA NA CARIDADE, PLENIFICANDO-SE NA CARIDADE.

Efetivamente não há terapia melhor do que o fazer o BEM a quem precisa! Medicina, para mim, não é profissão, mas MISSÃO.

A nobreza da Medicina não deveria comportar remuneração! O vil metal compromete a missão, de tal modo que a Medicina deveria ser remunerada apenas pelo Estado! Isto sim, Medicina socializada, inteiramente estatal, mas de boa qualidade. É uma ousada concepção que trago comigo aonde quer que vá, graças a Deus!”

Para confirmar a relação entre o dizer e o fazer deste humanista, historiador e médico, quero compartilhar com vocês a carta que recebi do Napoleão, datada em 27.11.2.11, conforme transcrita a
seguir, pois não quero ser egoísta de tê-la apenas para mim.

“Hoje, como que, estou em “Estado de Graças”: fui ao Saco, mandei abrir o Posto de Saúde e sem avisar, compareceram 59 pacientes que foram todos por mim atendidos. Por volta de 14 horas terminei os atendimentos e fui almoçar com as manas. Foi uma beleza! Cheguei leve como uma pluma pela sensação do dever cumprido com a minha gente que eu vi nascer, que ajudei a nascer, que me viu nascer, com os quais brinquei criança na bagaceira do engenho! Houve até lágrimas quando eu lhes disse: estou aqui como se fora uma festa de aniversário, sem cansaço e feliz por vê-los todos.
Quando me perguntaram se eu voltaria a atender no Posto, respondi que o último domingo de cada mês seria para o Saco, sem nenhum vínculo empregatício, até mesmo se a Prefeitura não quisesse, mas eu iria, inclusive mandei imprimir receituários meus mesmos, mas por acanhamento coloquei: Posto de Saúde do sítio Saco, omitindo o meu nome. Gastei dois blocos de receitas. De cada casa da Vila veio sucos, água de coco e até lanches. As manas mandaram um suculento almoço, mas preferi levá-lo para almoçar em casa com elas. Conversamos muito, botamos a conversa em dia e regressei por volta das 15:30 horas sem o menor cansaço, muito ao contrário: até as dores nas pernas por varizes, cessaram! Aqui chegando fui a Santa Missa a pés e sem sentir dores. Foi um santo remédio! Deus seja louvado por tudo!

Teve uma velhinha que saiu dizendo: “já tô melhor só com a conversa dele”. Que coisa gostosa, Marcos: realmente É DANDO QUE SE RECEBE!”
(*) Marcos Aires de Brito, professor da Universidade Federal de Santa Catarina

POEMA DE NATAL - Por Edilma Rocha


Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade !
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça,
Do lar que nunca terei !

FERNANDO  PESSOA

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

UM PRESENTE DE NATAL - Por Edilma Rocha


Final de ano e férias longas incluindo na programação um Natal diferente. Convidei Angela, amiga e colega do Colégio Santa Teresa para me fazer companhia na viagem à vizinha cidade de Assaré.
Lá era a terra da minha avó materna e muito me agradava conviver com os tantos primos e primas daquela família grande. Todos me recebiam com carinho e cuidados quando por lá chegava e neste ano me hospedei na casa de  Maria Helena e Pedro Leonel.
Na parede da sala de estar ficava o retrato do casamento dos anfitriões. Lembro até hoje da imagem da noiva recebendo a aliança e eu bem pequena assistindo a cena, admirada. Afinal, fui escolhida para  levar as alianças. Uma casa bem cuidada, um corredor enorme que nos levava até a cozinha com uma mesa sempre repleta de guloseimas como, ambrosia, doce de leite e o tradicional pudim, tudo produzido por Maria Helena.
Já encontramos a árvore de Natal montada com seus lindos enfeites em aljofre e luzinhas coloridas que piscavam. Pedro Leonel comercializava mercadorias importadas e o Natal era repleto de novidades. Uma linda guirlanda na porta da sala e num canto especial em destaque, a "Lapinha", como era chamado o Presépio com a família sagrada e seus Reis Magos. Ali a religiosidade era uma prioridade acima de qualquer coisa. Os pacotes com papéis e fitas coloridas já se encontravam ao pé da árvore de Natal e a eles juntamos os nossos presentes trazidos do Crato. A curiosidade despertava o poder de adivinhar o que continha nos tantos embrulhos. E aguardávamos com ansiedade a noite de Natal para  a troca dos presentes. Somavam-se a cada dia mais e mais presentinhos...
Uma pequena caixinha com uma linda embalagem apareceu bem na frente dos outros e chamava à atenção pela segurança do pacote.
_ O que será ? Pra quem será ?
Ninguém sabia... mistério!
As sete horas da noite já estávamos nos produzindo. Afinal, as garotas do Crato sempre chamavam à atenção dos moradores do lugar. Seguimos até a Igreja Matriz e assistimos a missa do "Galo" e na volta, todos se dirigiram para a tradicional ceia da meia noite.
Depois das delícias produzidas por Anízia, a cozinheira especial da família, era chegada a hora da troca dos presentes. Entre abraços e desejos por prosperidades os presentes foram entregues aos participantes da confraternização. Muitos sorrisos felizes se estampavam no rosto de cada um diante das boas surpresas. E aquela misteriosa caixinha ficando para o final...
_ Advinha pra quem era ?
Para mim. Era mais um  presente da minha amiga Angela. Depois dos dois beijinhos tradicionais, comecei a abrir com muita dificuldade e cuidado a pequena caixinha. Era um ninho de repugnantes baratas que estavam trancafiadas ali, à dias. E não deu outra. Escapando finalmente da prisão as baratas voaram todas em cima de mim e o desastre foi total. Quebrei alguns objetos da sala enquanto sacudia meus cabelos em desespero, nojo e retirava a roupa feito uma louca fujida de algum hospício, aos gritos e pulos. Angela desabou em gargalhadas se divertindo enquanto eu me debatia desesperamente. Pedro Leonel e meu primo Hugo ajudavam a matar as malditas baratas que corriam rapidamente no meio da confusão. Não ficou uma só mulher dentro da sala e fugiram todas para a rua comentando o fato tão desagradável e de mau gosto.
Depois de recuperar o fôlego, me deparei só de calcinha e sutiã na sala vazia. Fiquei muito aborrecida com a minha "Grande Amiga" na noite de Natal. E que amiga... Ela sabia que eu  tinha verdadeiro pavor a baratas e me aprontou essa sem se dar conta do tamanho da confusão que criara. Prometi vingança, mas essa será uma outra história, afinal, neste momento a prioridade é um texto Natalino.
Posso dizer que foi o presente de Natal mais indesejado que alguém poderia receber.
Oh! Oh! Oh!
FELIZ NATAL !

Edilma Rocha

Conselhos de um cearense para um 2012 bem pai d’égua.

Recebi este cartão de Natal de um amigo pai d’égua que agora mora no Rio Grande do Sul, e decidi repassar para vocês, para que comecem o ano “dicunforça”...quem não entender, pode me perguntar..... 



 Sobre as suas metas para o Ano Novo

·         Anote os seus querê e pendure num lugar que você enxergue todo dia.
·         Mesmo que seus objetivos estejam lá prá baixa da égua, vale à pena correr atrás. Não se agonie e nem esmoreça. Peleje.
·         Se vire num cão chupando manga e mêta o pé na carreira, pois pra gente conseguir o que quer, tem é Zé.
·         Lembre que pra ficar estribado é preciso trabalhar. Não fique só frescando.
Sobre o amor
 
·  Não fique enrolando e arrudiando prá chegar junto de quem você gosta. Tome rumo, avie, se avexe
·  Dê um desconto prá peste daquela cabrita que só bate fofo com você. Aperreia ela. Vai que dá certo e nasce um bruguelim réi amarelo.
·  Você é um corralinda. Se você ainda não tem ninguém, não pegue qualquer marmota. Escolha uma corralinda igual a você.
·  Não bula no que tá quieto. Num seja avexado, pois de tanto coisar com uma, coisar com outra, você acaba mesmo é com um chapéu de touro.
·  As cabritas num devem se agoniar. O certo é pastorar até encontrar alguém pai d'égua. Num devem se atracar com um cabra peba, malamanhado e fulerage. O segredo é pelejar e não desistir nunca. Num peça pinico e deixe quem quiser mangar. Um dia vai aparecer um machoréi da sua bitola.

Sobre o trabalho

·  Trabalhe, num se mêta a besta. Quem num dá um prego numa barra de sabão num tem vez não.
·  Se você vive fumando numa quenga, puto nas calças e não agüenta mais aquele seu chefe réi fulerage, tenha calma, não adianta se ispritar.
·  Se ele não lhe notou até agora é porque num tá nem aí se você rala o bucho no trabalho. Procure algo melhor e cape o gato assim que puder.
·  Se a lida não está como você quer, num bote boneco, num se aperreie e nem fique de lundu. Saia com aquele magote de amigos pra tomar uns merol.
·  Tome umas meiotas e conte uma ruma de piadas que tudo melhora.
Sobre a sua vidinha  
·  Você já é um cagado só por estar vivo. Pense nisso e agradeça a Deus.
·  Cuide bem dos bruguelos e da mulher. Dê sempre mais que o sustento, pois eles lhe dão o aconchego no fim da lida.
·  Não fique resmungando e batendo no quengo por besteira. Seje macho e pense positivo.
·  Num se avexe, num se aperreie e nem se agonie. Num é nas carreira que se esfola um preá.

Arrumação motivacional 

·  No forró da entrada do ano, coma aquela gororoba até encher o bucho. É prá dar sorte, mas cuidado, senão dá gastura.
·  Tome um burrim e tire o gosto com passarinha ou panelada que é prá num perder a mania.
·  Prá começar o ano dicunforça:
·  Reflita sobre as besteiras do ano passado e rebole no mato os maus pensamentos.
·  Murche as orêia, respire fundo e grite bem alto:

Sai mundiça !!!

· 
Agora é só levantar a cabeça e desimbestar no rumo da venta que vai dar tudo certo em 2012, afinal de contas você é cearense.


E para os que não são da terrinha, mas são doidim prá ser, nosso desejo é que sejam tão felizes quanto nós.

Peeeeennnnse num ano que vai ser muito bom.
Respeite como vai ser pai d’égua esse 2012. 


 ABRAÇOS!!!!!!!!!!!!!!!

DÁ-ME A FESTA MÁGICA - Por Edilma Rocha


DEUS - E de onde é que tiras para acender o céu
este maravilhoso entardecer de cobre ?
Por ele soube encontrar de novo a alegria,
e a visão eu soube torná-la mais nobre.

Nas chamas coloridas de amarelo e verde
ilumina-se a lâmpada de um outro sol
que fez rachar azuis as planícies do Oeste
e verteu nas montanhas suas fontes e rios.

Deus, dá-me a festa mágica na minha vida,
dá-me os teus fogos para iluminar a terra,
deixa em meu coração tua lâmpada acendida
para que eu seja o óleo de tua luz suprema.

E eu irei pelos campos na noite estrelada
com os braços abertos e a face desnuda,
cantando árias ingênuas com as mesmas palavras
com que na noite os campos e a lua.

PABLO NERUDA

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Folhas secas

- Claude Bloc -

Já era fim de tarde. Um sol laranja vigiava, no meu jardim, a areia e as pedras por onde eu andava descalça. Minha cabeça procurava em vão, entre as lembranças, os caminhos para onde os sonhos corriam, mas nunca os encontrava. Eles sempre estavam adiante. E eu pensava: Um dia os alcanço!
 De minha concha, observava o mundo pela janela e, aos poucos ia crescendo a vontade e a coragem de enfrentar o tempo. Saí devagar me esgueirando por entre a folhagem, escondida de outros olhares, rodopiando pela tarde ainda quente, sumindo pelos telhados. Pulando por sobre os muros.
A tarde me vê. Sinto que nem suspira pra me observar nessa rotina terrestre. Só ela me vê, mas fica muda. A rua se espicha entre casas e passa olhando o meu jardim onde a cidreira enrama. É nesse verde que cumpro minha pena diária, minha rotina.
Uma mulher varre as folhas secas... Bato as asas bem de leve. Ela nem me vê. Apenas espia a vida, como se o mundo fosse vazio. Nesse exato momento sinto o vento. Ele traz forte o cheiro maciço do manjericão e da malva. Embriago-me e deleito-me com os odores das plantas molhadas, para esquecer as criaturas duras desse mundo. Solto-me no ar, sigo o hálito da terra, o perfume das rosas.
De repente volto a reparar naquela mulher no meu jardim. Creio que sente cansaço e tenta guardar-me consigo, por entre seus pensamentos. Arrisco-me nos ares com a intenção de aproveitar as alturas enquanto meus rastros são tranquilamente apagados das flores cheiradas por mim. Aqui e ali, meus dedos tocam as poças d’água. O tempo dá um nó. A tarde vai findando. No jardim volto a pousar e a varrer as folhas secas. O sonho está despertando.
Boa noite!

Claude Bloc



VENENO - Por Edilma Rocha

De tanto ler coisas absurdas, passei a imaginar a fraqueza e a frustração das pessoas em relação ao sucesso e ao destaque dos outros.
O ser humano é sempre cheio de surpresas. Uns bons, sinceros e outros invejosos e mentirosos. Estes últimos, usam de todas as armas para criar uma grande intriga ou discórdia. São os piores, destrutivos e que adoram uma boa briga. Até parece que se satisfazem plenamente provocando a infelicidade alheia. Acredito  vê tudo com um olhar ruim, doentio, desejando que outro simplesmente, se dane... Não interessa qual é o assunto, seu desejo é destruir a serenidade e a paz alheia. Espalham veneno sem nem mesmo conhecer as pessoas direito e atacam constantemente. Parece que o seu prazer é destruir, não importa se ataca uma, duas, ou mais pessoas ao mesmo tempo
Diante desses atos, somos muitas vezes  julgados e até condenados gratuitamente sem nenhuma razão aparente. Até parece que o invejoso não se dá conta dos absurdos de que fala e escreve sobre os seus supostos amigos. Acho até que não se mira no espelho da verdade. Não para para ouvir a razão dos fatos nem questiona as verdades, apenas ataca covardemente os outros.
_ Como pode a pessoa atingida não reagir ou até mesmo ir atrás da verdade?
Na minha opinião isso  não importa... É preferível ser superior as baixarias e não entrar no jogo sujo da inveja e da mentira. Prefiro a paz.
E assim, morre uma suposta amizade ou companheirismo. Faz sucumbir antigos relacionamentos que poderiam ressurgir com as novas possibilidades de um reencontro. Uma pessoa invejosa é uma pessoa detestável, de quem devemos manter grande distância. E a razão nos faz cair fora do jogo destrutivo de uma planejada armação por discórdias.
Chega o momento de não apenas colocar uma vírgula, uma pausa, é preciso fazer um ponto final e se afastar definitivamente dos invejosos e mentirosos.
E com a certeza de que,  de uma amizade antiga restou apenas um vazio... Um nada...

Edilma Rocha 

CLAUDE BLOC BORIS - Por Edilma Rocha


TU ÉS 
Tu és a luz de Paris,
Tu és a Flor lá da Serra,
Tu és cheiro da terra,
Tu és a Claude Boris.
Tu és o que o Sertão quis,
Tu és menina capaz,
Tu és forte no que faz.
Tu és Crato e Fortaleza,
Tu és "Extrema Grandeza,
Tu és mensagem de Paz.

Mundinho do Vale


Tu és fonte de poesia,
Tu és profundidade,
Tu és valor inconteste,
Tu és pura amizade.
Tu és calor que aquece,
Tu és "Criatura de Deus"
Tu és força que engrandece.
Tu és expressão de bondade,
Tu és lição que enobrece.

Isabel Vieira


Pérolas dos bastidores - poetas do Sanharol

Um trem descarrilhado - por Pedro Esmeraldo



Ultimamente, o trem anda descarrilhado no distrito de Ponta da Serra, já que desejando nascer viçoso pretende elevar-se com o propósito de passar a categoria de cidade, sem nenhuma pulverização para que faça florescer o desenvolvimento de equilíbrio da expansão citadina dos tempos modernos.

Gostamos de saber do resultado negativo da divisão do estado do Pará, pois nos trouxe grandes alegrias porque mostrou ao nobre povo da Ponta da Serra; quem prevalece é a permanência de união e uma conduta honrada, possuidora de primazia predominante do seio da comunidade cratense.

Agora mesmo acabamos de ouvir através de notícias faladas e escritas que a divisão do município traz grandes prejuízos aos cofres do estado, pois além de arcar com despesas elevadas tem de enfrentar de corpo a corpo as vantagens ansiadas por alguns políticos aproveitadores prevalecendo a corrupção desses homens desequilibrados que ora assola o meio político deste país.

Neste caso, seria semelhante aos gestos políticos de alguns pequenos distritos, vez que “querendo ser grande sem poder” desejam enfrentar barreiras com qualidade de reflexão negativa e não agem com moderação. Assim pensamos, se tivermos um pensamento predominante que devemos possuir uma união perfeita, esta cidade se elevaria, juntando-se ao povo, torcendo por um crescimento equilibrado, avançando com grande projeção a máquina administrativa do município com aptidão e a maneira de atuar o destino da cidade com muita perfeição.

Olhem senhores, a situação desordenada da política marcha à toa, pois há anos o Crato vem sofrendo as aflições que exprime posição negativa, tudo isto causado pela falta de reação cooperativista, visto que esse sistema econômico baseado com a organização de classes produtoras não prosperou aqui e por isso o povo cratense caiu no arrefecimento produtivo no decorrer das últimas décadas.

Aqui já foi o grande centro produtor de cana-de-açúcar e algodão. Depois com a queda destes dois produtos devido a falta de estímulos técnicos e financeiros, a agricultura cratense caiu vertiginosamente fazendo com que o cratense permanecesse acomodado, até os dias atuais.

Não há uma reação, não há estímulo que faça as autoridades dinamizarem os trabalhos técnicos que nos favoreçam para que o trabalhador agrícola faça conduzir o seu trabalho com tenacidade que nos dê posição de alto relevo na mudança do comportamento do homem moderno.

Agora mesmo observando com freqüência o desequilíbrio emocional do povo desse distrito assoberbado, aceita conversas destoantes de pessoas falaciosas querendo enganar o povo, dizendo que seria melhor assim, pois se assim fizer o progresso andará mais rápido e mais acelerado.

Tudo isto causa nojo porque esses homens que vivem pregando a desunião e a desigualdade é por que desejam subir ao pico da montanha sem glória e sem êxito e não enfrentam com galhardia o trabalho tenaz de um homem sério e honesto.

Relembrando a mitologia grega: não queira voar porque suas asas são de cera como as de Ícaro e se derreterão ao calor do sol. Ao mesmo tempo pedimos que não se deixem enganar, não troquem gato por lebre, não confundam bagulho com bugalho.

Autor: Pedro Esmeraldo
Crato-CE, 13/12/2011

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Este Natal - Carlos Drumond de Andrade


Este Natal

Carlos Drummond de Andrade

— Este Natal anda muito perigoso — concluiu João Brandão, ao ver dois PM travarem pelos braços o robusto Papai Noel, que tentava fugir, e o conduzirem a trancos e barrancos para o Distrito. Se até Papai Noel é considerado fora-da-lei, que não acontecerá com a gente?
Logo lhe explicaram que aquele era um falso velhinho, conspurcador das vestes amáveis. Em vez de dar presentes, tomava-os das lojas onde a multidão se comprime, e os vendedores, afobados com a clientela, não podem prestar atenção a tais manobras. Fora apanhado em flagrante, ao furtar um rádio transistor, e teria de despir a fantasia.
— De qualquer maneira, este Natal é fogo — voltou a ponderar Brandão, pois se os ladrões se disfarçam em Papai Noel, que garantia tem a gente diante de um bispo, de um almirante, de um astronauta? Pode ser de verdade, pode ser de mentira; acabou-se a confiança no próximo.
De resto, é isso mesmo que o jornal recomenda: "Nesta época do Natal, o melhor é desconfiar sempre”.Talvez do próprio Menino Jesus, que, na sua inocência cerâmica, se for de tamanho natural, poderá esconder não sei que mecanismo pérfido, pronto a subtrair tua carteira ou teu anel, na hora em que te curvares sobre o presépio para beijar o divino infante.
O gerente de uma loja de brinquedos queixou-se a João que o movimento está fraco, menos por falta de dinheiro que por medo de punguistas e vigaristas. Alertados pela imprensa, os cautelosos preferem não se arriscar a duas eventualidades: serem furtados ou serem suspeitados como afanadores, pois o vendedor precisa desconfiar do comprador: se ele, por exemplo, já traz um pacote, toda cautela é pouca. Vai ver, o pacote tem fundo falso, e destina-se a recolher objetos ao alcance da mão rápida.
O punguista é a delicadeza em pessoa, adverte-nos a polícia. Assim, temos de desconfiar de todo desconhecido que se mostre cortês; se ele levar a requintes sua gentileza, o melhor é chamar o Cosme e depois verificar, na delegacia, se se trata de embaixador aposentado, da era de Ataulfo de Paiva e D. Laurinda Santos Lobo, ou de reles lalau.
Triste é desconfiar da saborosa moça que deseja experimentar um vestido, experimenta, e sai com ele sem pagar, deixando o antigo, ou nem esse. Acontece — informa um detetive, que nos inocula a suspeita prévia em desfavor de todas as moças agradáveis do Rio de Janeiro. O Natal de pé atrás, que nos ensina o desamor.
E mais. Não aceite o oferecimento do sujeito sentado no ônibus, que pretende guardar sobre os joelhos o seu embrulho.
Quem use botas, seja ou não Papai Noel, olho nele: é esconderijo de objetos surrupiados. Sua carteira, meu caro senhor, deve ser presa a um alfinete de fralda, no bolso mais íntimo do paletó; e se, ainda assim, sentir-se ameaçado pelo vizinho de olhar suspeito, cerre o bolso com fita durex e passe uma tela de arame fino e eletrificado em redor do peito. Enterrar o dinheiro no fundo do quintal não adianta, primeiro porque não há quintal, e, se houvesse, dos terraços dos edifícios em redor, munidos de binóculos, ladrões implacáveis sorririam da pobre astúcia.
Eis os conselhos que nos dão pelo Natal, para que o atravessemos a salvo. Francamente, o melhor seria suprimir o Natal e, com ele, os especialistas em furto natalino. Ou — idéia de João Brandão, o sempre inventivo — comemorá-lo em épocas incertas, sem aviso prévio, no maior silêncio, em grupos pequenos de parentes, amigos e amores, unidos na paz e na confiança de Deus.
(14-12-1966)

Texto extraído do livro "Caminhos de João Brandão", José Olympio Editora

O arroz integral - Emerson Monteiro

Ninguém sabe o valor de um livro bom antes de começar a ler. Assim também acontece em relação aos alimentos. Ninguém sabe a riqueza e o prazer de um alimento sem antes conhecê-lo à mesa. O arroz integral se encaixa bem nesse conceito. Além do seu excepcional valor nutritivo, quando bem mastigado revelará sabor jamais previsto aos que desconhecem a importância das suas qualidades.

Na década de 70, em face de sérios problemas na saúde, estudei alimentação oriental, com ênfase na Macrobiótica Zen, dieta japonesa que se espalhara pelo mundo após a Segunda Guerra, trazida do Japão pelos ocidentais.


A Macrobiótica prioriza o arroz integral dentre os alimentos utilizados pelos seres humanos. Dotado de propriedades curativas, semelhante a outros cereais integrais, predomina à mesa dos orientais, sobretudo chineses, japoneses, vietnamitas, impondo formas e usos inclusive na medicina chinesa. Segundo a cultura tradicional desses povos, o arroz integral possui composição suficiente de alimentar o organismo durante meses seguidos, oferecendo base nutricional capaz de curar graves enfermidades, aumentando a imunidade e evitando males degenerativos.


De acordo com as informações dos estudiosos, quem utiliza esse produto diariamente se nutre de maneira mais saudável. Após analises de dados recolhidos entre 25 mil crianças e adultos, nos anos de 1999 a 2004, pesquisadores americanos consignaram que entre os apreciadores desse cereal não havia carência de nutrientes essenciais para o organismo, como ácido fólico, potássio e outras vitaminas do complexo B, segundo o site saúde.abril.com.br.


Além da oferta de bons resultados nutricionais, a utilização do arroz integral mantém o peso corporal enquanto reduzirá gradativamente gorduras abdominais acumuladas, isto sem consequências paralelas.


A diferença de arroz integral em face do arroz branco leva em conta a preservação da membrana externa que envolve seu conteúdo. A película que reveste o grão do arroz integral é rica em hidratos de carbono, óleos, proteínas, vitaminas: A, B1, B2, B6, B12, niacina, ácido nicótico, ácido pantatênico, provitaminas C, E, e minerais em grande quantidade. Quando é retirada a película, a grande maioria destes componentes/nutrientes se perde. (http://pt.petitchef.com).


De tal modo possui o arroz integral riquezas e propriedades que as pessoas devem conhecer mais a seu respeito, visando sobremodo eficiência alimentar e uso aperfeiçoado de conceitos da cultura humana para resultados salutares eficientes.


Há duas, três décadas, só as lojas especializadas ofereciam o produto, quando agora em qualquer supermercado existe para compra.


Dois assuntos para esta 3ª feira -- por Armando Lopes Rafael

1) A manipulação dos plebiscitos

A priori é bom lembrar que o território do Pará é maior do que toda a Colômbia. E continuando, afirmo que esse plebiscito realizado no último domingo – sobre a divisão do Pará com o surgimento de mais dois estados – foi a quinta consulta popular realizada no Brasil em seu passado recente.


Os plebiscitos são previstos na Constituição Federal. A exemplo do plebiscito de 1993 (sobre forma e sistema de governo) o que feito no último domingo, para a redivisão do Pará foi uma farsa. A lógica diz que a consulta deveria ter sido feita somente com a população residente em Tapajós e Carajás, que pleiteava sua emancipação do Pará. Em Santarém, que seria capital de Tapajós, 98,63% votaram pela divisão. Em Marabá, que seria a capital de Carajás, 93,68% foram a favor da criação do novo estado.

Mas o Superior Tribunal Eleitoral modificou as regras e incluiu – na consulta – os eleitores do restante do Pará, que não queriam a divisão. Somente na Região Metropolitana de Belém 94,87% foram contra a divisão do Estado. Ou seja, o plebiscito sobre a divisão do Pará foi uma consulta “caolha”'. A persistir essas manobras nunca mais haverá desmembramento para constituição de novas unidades da federação.


Conclusão óbvia: os votos obtidos pelo “sim” em Tapajós e Carajás revelam a insatisfação grandiosa dos habitantes daquelas duas regiões do Pará contra a desigual subordinação estadual. Resta um consolo: os verdadeiros derrotados são os vitoriosos de hoje que não tiveram sensibilidade de enxergar o futuro; de vislumbrar o progresso que adviria com a criação de mais duas unidades federativas. Um exemplo do que afirmo é o atual Tocantins. Até 1989 o atual estado era um grotão da miséria e do atraso em Goiás. Hoje é um estado pujante com promissor futuro...

2) Um quarto do mandato de Dilma já se foi
Estamos chegando ao fim do primeiro ano de mandato da primeira mulher a comandar a república brasileira. Uma pergunta não quer calar: o que dona Dilma realizou de relevante nesses 25% do seu mandato? Mesmo possuindo uma ampla maioria em sua base de apoio no Congresso, dona Dilma sequer conseguiu desempacar o seu tão primoroso filho, o PAC.

Analisemos apenas uma das várias obras iniciadas pelo ex-presidente Lula e incluídas no vagaroso PAC: a transposição do Rio São Francisco. Ela chega ao final de 2011 paralisadas em 6 dos 14 lotes em andamento. Quase a metade dos lotes está abandonada pelas construtoras. Estruturas de concreto e vergalhões correm o risco de ficar perdidos. Mas o Ministério da Integração Nacional anuncia que vai promover novas licitações em 2012.


Essa anunciada transposição foi responsável por boa parte da votação que a presidente Dilma obteve no Nordeste. Como propaganda eleitoral atingiu plenamente o objetivo. Virou, portanto, mais outro estelionato eleitoral. Bom não esquecer que o ex-presidente Lula anunciou o término da transposição para o final do seu governo. Pois sim!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O Deus de Clarice Lispector



Clarice Lispector no Vesúvio en 1945


O DEUS DE CLARICE LISPECTOR

Há trinta anos morria Clarice Lispector, a escritora que abalou a literatura brasileira pela contundência de sua linguagem que tentava desvendar o mistério da existência com palavras claras e obscuras a um tempo, de grande beleza poética, de inquietação, de perturbação, espanto e maravilhamento. Com dezessete anos de idade escreveu “Perto do Coração Selvagem”, e era como se estivesse surgindo uma obra de gênio. Era como se valesse o adágio: “O gênio nasce feito.” Mas Clarice trabalha incansavelmente. A sua genialidade era uma busca contínua da palavra certa, que clarificasse os escaninhos obscuros do ser.
Comecei o meu conhecimento de Clarice com “A Paixão Segundo G. H.”: é o começo mais difícil, intrincado, um labirinto de luzes que se acendem umas sobre as outras e cegam o leitor. É muita claridade, e claridade entrando-se num mundo de trevas, alcançada com o estupor, com o nojo. É a epifania do ser diante do nojo, o ser se encontra, se descobre diante de outro ser, asqueroso, repulsivo, representado pela barata. Eu sou um mistério para mim mesma, dizia Clarice, e vivia desvendando os véus desse mistério, ofertando-nos a claridade que dele advinha. 
Foi no conto que Clarice mais se realizou, nessa arte da síntese que a levou e que ela levou ao âmago da problemática do homem, que se interroga, perplexo, à busca do que ele é em si. “Feliz Aniversário” é o melhor que ela criou, um triste retrato da solidão familiar, no tempo em que ainda havia grandes famílias, no entanto já mal estruturadas. Criou algumas peças notáveis, extraordinárias, mas vou hoje me deter sobre uma quase insignificante, de tão esquecida: “Perdoando Deus”. É bom lembrar esse encontro de Clarice com Deus, ela que, depois de tanto investigar o mistério, já penetrou no Mistério.
É a história de uma personagem que olhava distraída o mar e de repente se sente a mãe de Deus. Como o homem é o que ele escreve, vou dizer sem medo de errar que aquela personagem era Clarice. Quem se sentiu com o carinho de uma mãe pelo filho era Clarice. O interessante, o totalmente novo é que esse filho era Deus. Sabia que se ama a Deus com respeito, medo, solenidade. Mas o carinho maternal por Deus era absolutamente estranho. Assim como o carinho por um filho não o reduz, mas o alarga, diz, assim era maior o seu amor.
Foi quando quase pisou num rato morto. E entrou em pânico, controlando como podia o seu mais profundo grito. Desde o início do mundo sentia um pavor dos ratos, que a devoravam. E era como se Deus lhe lançasse na cara um rato. Ela amando-O com amor maternal, Ele insultando-a com brutalidade. Decidiu, então, vingar-se. Mas descobre que o rato é o mundo. Ela se julgava forte, porque, compreendendo, amava. Descobriu que se ama verdadeiramente somando as incompreensões, que amar não é fácil. É preciso amar primeiro a nossa própria natureza, depois o seu contrário, Deus.
Queremos amar a Deus só porque não nos amamos. É uma espécie de compensação. Conclui: “Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.” Dizem que o homem inventou Deus porque não consegue explicar o universo. Clarice aprende que isso está errado. Como Santo Agostinho, descobre que devemos procurar Deus dentro de nós.
O grande católico Alceu Amoroso Lima diz, dela, que a presença invisível de Deus não se expressa pela invocação do seu Nome, mas que o silêncio pode ser o sinal mais seguro de sua realidade. E conta que Clarice ofereceu-lhe o seu último livro com uma dedicatória, escrita um mês antes de morrer, terminando sua demonstração de afeto com estas palavras claras e decisivas: “Eu sei que Deus existe.”
                                                                                                                                            (2007)



BALANÇA



não se pesa um poeta
por palavras, apenas.
não se mede um poema
por sentidos, em cenas.

pois um poeta é o peso
e a medida do poema
(ine)exato.

a luz e o rigor,
o tamanho de uma cor.

(Poeta paraibano, Bruno Gaudêncio escreve no blogue Acaso Caos: http://acasocaos.blogspot.com/)

sábado, 10 de dezembro de 2011

UM FINAL DE TARDE NO AÇUDE DO UMARI - CE... Por Claude Bloc

Uma visão paradisíaca do Açude do Umari

Reflexo perfeito nas águas do Umari
O sol se banhando nas águas...
Final de tarde no Açude Umari...

Açude do Umari (município de Crato - Ce)
Claude Bloc

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

É AMANHÃ, SÁBADO - SHOW: Dihelson Mendonça Trio - Dia 10 de Dezembro - SESC - Projeto Música ao Pôr-do-Sol


Di 10 ( Sábado ) - Às 17:00 - Na Praça da Ladeira da Integração

Show "EQUINÓCIO"


http://3.bp.blogspot.com/-qCdfcJk4bkI/TtoGWDSqTsI/AAAAAAAAcKI/zznl877fqW4/s1600/Dihelson_projeto_por_do_sol2.jpg


Com:


Dihelson Mendonça - Piano
João Neto - Contrabaixo
Saul Brito - Bateria
Participação Especial - Marcelo Randemarck - Contrabaixo.

Serviço

Data: Dia 10 de Dezembro
Local: Praça da Ladeira da Integração
Patrocínio: SESC CRATO

FÉIRAS NO TERRAÇUS - PRÉ-NATAL

Estamos de férias. Dezembro é um mês mágico, com todas as pessoas em alto astral e no embalos das comemorações natalinas e de passagem de ano. A Sertão Pop Produções está fazendo este evento um dia antes do Natal, o pré-natal, em um sexta-feira que certamente será perfeita. Para isso convidou duas bandas que estão sendo destaque no cenário musical caririense. A Banda Cariri Blues, com o seu projeto "BLUIZ GONZAGA", onde faz uma releitura da obra do "REI DO BAIÃO" em ritmo de blues, um trabalho inédito e super gostoso de ouvir e curtir. A outra banda a deliciosa "LOSTHEOS" que se volta para o rock e o blues tocados com muita criatividade e bom gosto, é um dos maiores destaques da cena alternativa do Cariri, com uma legião de fãs impressionante.
Portanto, essa noite será realmente mágica, como é a magia do encontro, da alegria e da curtição.
Vamos nessa?

OBS: Quer que a logomarca da sua empresa apareça nesse evento? Seja um parceiro nosso. Entre em contato através dos telefones (88) 9666.9666 / 8824.2131 / 3521.5398 ou passe-nos um e-mail para kaikaluiz@gmail.com

FLOR DA TERRA - Por Edilma Rocha


Hino do Crato

Flor da terra do sol
Oh! berço esplêndido
Dos guerreiros da tribo Cariri
Sou teu filho e ao teu calor
Cresci, amei, sonhei, vivi...
Ao sopé da serra
entre canaviais
Quem já te viu
Oh! não esquece mais!

Para te exaltar
Oh! flor do Brasil
Hei de te cantar
Meu Crato gentil
Oh! Coração do Ceará
Comigo a nação
te exaltará

No teu céu inda brilha a
estrela fúlgida
Que há cem anos
norteia o teu porvir
Crato amado, idolatrado
Teu destino há de seguir
Grande e forte
como nosso verde mar
Bendita sejas
Oh! terra de Alencar!

Letra: Martins DÁlvarez
Música: Joaquim Cruz Neves