Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
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sábado, 7 de janeiro de 2012

As tietes do Vale do Silício - Emerson Monteiro

Vale do Silício, nos Estados Unidos, se trata de região privilegiada em termos de avanços tecnológicos, espalhando inventos novos pelo mundo afora numa velocidade supersônica. Nesse lugar, a partir de 1950 que inúmeras empresas da área da Informática pesquisam e ampliam o leque das opções de mecanismos, sobretudo da eletrônica e das comunicações. O Vale do Silício abrange várias cidades do estado da Califórnia, ao sul de São Francisco, como Palo Alto e Santa Clara, estendendo-se até os subúrbios de San José.

Com isto, desde essa matriz da tecnologia de ponta, chegam ao mercado todo tipo que mais imaginaram as pessoas dos componentes de transmissão do conhecimento humano de artes, cinema, fotografia, edições, música, arquitetura, telefonia, televisão, computação, internet, educação, gravações, etc. Porém, no mesmo perído, cresceu quase em nada o espírito da criatividade dessa gente bronzeada que ora ocupa postos de elaboração das redes avançadas de produção de imagens, peças artísticas em geral, pois verdadeira e avassaladora crise de qualidade dominou os setores dos bens simbólicos, quais sabotadores da informação moderna.
Na música, por exemplo, existem ótimas peças e grupos maravilhosos, oferecidos aos milhares nas lojas, em forma de cds e dvds, contudo, na grande maioria, obras dos talentos das décadas anteriores. Recentemente quase nada apareceu de revolucinário quanto aos valores da estética e do sentido inovador.

Daí se pensar que os vivos das gerações atuais permaneceram marcando passo, de olhos abertos só para as criações tecnológicas, sem, no entanto, corresponder ao mesmo peso de desenvolvimento material dos circuitos eletrônicos em moda. Qual dizem os provérbios populares, é muita galinha para pouco ovo. Escreveu não leu, surgem, nas belas rotinas do aparelhos magníficos, algo moderno que merece alguns minutos de atenção, pouco ou quase nada. Enquanto que violência, pornografia, mediocridade, zoada muita, mau gosto em profusão, embromação mil, parecem querer forçar a porta e invadir as casas onde os aparelhinhos sofisticados vivem bolando pelo chão, nos tapetes, quatos de despejo, nesse período que corresponde às novas ofertas e aquisições dos jovens consumidores, que, queira Deus, ainda não sejam peças alienadas de tanta fome do que é bom, feitos índios descalços apenas admirando as distantes estrelas do progresso verdadeiro.

APRENDENDO A DIRIGIR - Por Edilma Rocha

Ele estava bem ali, estacionado.
A chave na ignição, como que me esperando. O jeep 51 do papai.

Limpo, reluzente depois da pintura de Moreirinha, que fazia qualquer carro velho, ficar novo. Era verde oliva, com a capota de vinil preta. Os bancos novinhos, a direção grande e a alavanca das marchas com uma bola de acrílico colorido, comprada no Juazeiro. No retrovisor central, o terço com Jesus dependurado para livrar-nos do perigo. Os pneus eram zero com os biscoitos bem definidos no polimento à óleo. Os três pedais, a embreagem, freio e acelerador, eu já tinha treinado bastante.
Agora era só colocar uma almofada nas costas para compensar a distância entre o banco  eles.

Vesti um jeans, cabelos presos num rabo de cavalo, pés descalços e me lancei na aventura. Seria uma volta só até o Pimenta. Olhei para os lados da rua e a vi vazia ao meio dia. Seria rápido e ninguém iria perceber a saída do jeep da porta da casa.

Dei partida na chave e pegou de primeira, acelerei três vezes e fui soltando o pé da embreagem aos solavancos com três  pulos inesperados...
Tinha logo que passar a segunda marcha para manter minhas mãos firmes na direção.
_ Consegui ! Agora era só acelerar e seguir o prumo da rua vazia. Alcancei a rua Duque de Caxias e dobrei na Praça da Sé. Passei pelo bar do Alagoano e senti alguns olhares em minha direção, mas não desviei à atenção no calçamento. No caminho fui desviando bicicletas, pedestres e deixando alguns carros para trás. Não existia semáforo na cidade para alguma parada brusca. E tome pé no acelerador!
Sentada no volante, dominava o jeep fazendo-o ir para onde eu quiezesse. Era o máximo ! Eu estava dirigindo pela primeira vez.

Ouvia o chiado dos pneus correndo rápido na virada da curva da Praça do Pimenta e logo depois senti um frio na barriga quando avistei o Aero Willis de Cândido Figueiredo. Enfiei a mão na buzina, mas graças a Deus o carrão dobrou no Parque Municipal a tempo.
_ Ufa ! Foi por pouco !

Precisava chegar logo em casa, antes que notassem a falta do jeep. Contornei a Praça da Sé, entrei na rua Duque de Caxias e depois entrei na rua da Vala. Estava indo rápido demais e não  conseguia diminuir a marcha. Na minha frente estava o perigo da Vala aberta, já tinham caído muitos carros por lá e do outro lado as casas dos vizinhos.
Numa virada só quis colocar o carro dentro da garagem, mas esqueci que o portão de ferro estava fechado. Senti os cabelos balançando pra lá e pra cá no sacudir do meu corpo franzino e levei o portão nos "peito". ou melhor, no para-choque. E só deu para parar porque eu soltei o pé da embreagem e estancou...
Com o estrondo, todos saíram para ver o que tinha acontecido.
Me encontraram ao volante, o muro quebrado, o portão por baixo dos pneus do jeep e eu com um sorriso amarelo no rosto...
_ Cheguei !

Edilma Rocha

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Momento da poesia - Por Claude Bloc


Plumas



As palavras surgem em mim
Em meus sonhos e desejos
Saltam fazendo acrobacias
Como plumas, como o vento
E correm pela ribanceira
Leves , suaves  e soltas...
Depois, só depois
Se traduzem em versos
Como uma cantiga de amor.
 
Claude Bloc

Um grande livro sobre Iguatu -- por Armando Lopes Rafael


Dentre os presentes que recebi neste fim de ano, um alegrou-me sobremaneira. De minha ex-colega do BNB, Gecinelda Ribeiro, ganhei o livro-álbum O conciso inventário do patrimônio histórico e arquitetônico de Iguatu, de autoria da historiadora e fotógrafa Gardevânia Farias.

Trata-se de um resgate – através da imagem fotográfica – de igrejas, prédios públicos e privados, casarões e residências que foram edificadas ao longo da existência de Iguatu, muitas das quais desaparecidas pela insensibilidade da população, pela omissão das autoridades municipais e pela ganância da  especulação financeira.
“Eu queria que as pessoas conhecessem os casarões que existiram em nossa cidade”, disse a autora. “É preciso reconhecer a nossa história e, com urgência, preservar os imóveis ainda existentes”.

Impressão primorosa, pesquisa feita com primor e rigor, o livro O conciso inventário do patrimônio histórico e arquitetônico de Iguatu, motiva uma leitura agradável, além da inevitável comparação com o que ocorreu com o patrimônio histórico e arquitetônico da cidade de Crato. Aqui tínhamos (e felizmente, ainda temos) muito mais imóveis que deviam (e ainda devem) ser preservados, do que os existentes naquela simpática metrópole do centro-sul cearense.

Entretanto, a omissão com a conservação patrimônio histórico e arquitetônico de Crato é bem maior do que em Iguatu. Lá tem um imóvel tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artistico Nacional–IPHAN: a Igreja-Matriz de Senhora Santana. Aqui temos imóveis do porte do Seminário São José, Catedral de Nossa Senhora da Penha, Capela de Santa Teresa de Jesus, Estação Ferroviária, prédio da antiga Prefeitura/Cadeia Pública, Casa de Caridade, Casa onde foi julgado Pinto Madeira, Crato Tênis Clube, dentre outros, que nunca foram tombados. Pior: alguns continuam passando por “reformas internas” que os descaracterizam por dentro.

Aqui temos ainda casarões que deveriam ser tombados, como o que pertenceu à família de Pedro Gonçalves Norões, além de vários outros localizados na Praça da Sé e no bairro Pimenta, importantes heranças arquitetônicas, bens culturais e históricos do Crato e do Cariri.

O livro O conciso inventário do patrimônio histórico e arquitetônico de Iguatu, de autoria da historiadora Gardevânia Farias é um “grito de alerta” contra as destruições criminosas, como ocorreu em anos recentes com os imóveis de fachada com azulejos portugueses que existiam na Rua Miguel Limaverde, no centro de Crato.

Procissão tradicional de 26 de julho em Iguatu

DIA DE REIS _ Por Edilma Rocha

Não é fácil imaginar o que se passava na cabecinha de uma criança que dançava em frente a "Lapinha", no dia de "Reis".
Era magrela, pernas finas, cabelos lisos e olhos atentos. Possuía muita energia e não tinha inibição.

Tudo começava na cozinha da casa grande, na Serra Verde, quando ao catar o arroz para o almoço, ia separando as "escolhas", como chamavam os grãos com casca. Dentro de uma caixinha, juntava as pequenas sementes para fazer a decoração do "Presépio".

Chegando o dia da montagem, a alegria tomava conta dos pequenos como uma grande brincadeira e desembalavam uma a uma as pequenas estatuetas: São José, a Virgem Maria, o Menino Deus, os animais do estábulo, os Reis Magos e depois os pastores e carneirinhos. Era o momento de colocar as sementes de arroz numa bandeja sob uma fina camada de algodão e regar todos os dias. Ao final de uma semana ,tinha no "Presépio" um capim verdinho e brilhante.

No canto da sala, sobre uma mesinha, a gruta estava montada e era a hora de começar os ensaios da dança para o dia de "Reis". Tudo muito simples, no improviso, uma saia de papel crepom, uma blusinha comum, mas na cabeça uma linda corôa de cartolina recortada com aplicações em arreia brilhante que representava a homenagem no "Dia de Reis".

Ela dançaria para o "Menino Deus".
Ao som da música suave, a menina magrela rodopiava na ponta dos pés enquanto os olhos atentos dos anfitriões, dos amiguinhos e dos moradores do lugar assistiam a representação. Repetia cada passo ensaiado, direitinho, para não fazer feio diante do "Menino Deus", afinal, no seu pequeno coração tudo era Santo e especial.

Foi a escolhida para representar a oferta dos presentes através da dança.
E dançou... dançou a Anunciação do Anjo...
Dançou em cada criança, Jesus...
Em cada mulher, Maria...
Em cada homem, a luz...
E na união de todos, a vida e a esperança...

Edilma Rocha

Reencontrar consigo mesmo - Emerson Monteiro

Isto por meio da simplicidade, neste solo cheio em demasia de heróis os mais diversos, pois chega o momento dos momentos quando as portas de saída e de entrada representam apenas o reencontro, nas bases de cada um de nós, seres viventes. As correntes do pensamento, os valores morais e as cólicas das refeições anteriores, juntos, formam essa rede valiosa de buscar, nas mínimas contradições, a essência da pura simplicidade. A gente vasculhou gavetas, despejos, estantes, e nada que representasse a paz que justificaria segurança valiosa diante de inúmeras apreensões.

Resta, por isso, o pouso da leveza original nas histórias interiores, na própria criatura de dentro, aquele foco central das existências no coração da pessoa, na alma alimento. Nessas ocasiões, os raios fortes das dúvidas perdem o furor. Pausas longas na dura caminhada sem trégua dissiparam os derradeiros bloqueios de avistar a praia suave do instante particular no simples das mil variações de objetos e significados... As palavras, com isso, deixam escorrer na pele o sentido de pisar os tetos macios do Universo. Fronteiros a nós, olhos arregalados, seres felizes brincam na forma das cores e dos movimentos quais habitantes de reinos da fantasia bem animada. Música que circula os ouvidos e penetra lavando a escuridão antiga, limpando as chaminés das veias e dos nervos. Resposta bem possível rega, enche de alegria espaços antes ocupados pelas dores desvanecidas.

Essa cura através da simplicidade caberá fiel no pátio de todos. Querer deixar acontecer e pronto, dúvidas somem, independente da fria vontade dos céticos. Ação de transformação que aguarda seus convidados nos refolhos da natureza amiga. Os agentes disso, andarilhos deste chão às vezes áspero e nunca desesperado, percorrerão os trilhos e passos dados em lugar dos cinzas dias, na saúde do tempo. Simplicidade que diz tudo o que havia de contar os personagens da inúmera jornada terrena.

Tanto disseram a respeito do assunto que aprendizes impacientes até abandonaram a crença na simplicidade, razão dos desassossegos ambulantes soltos nas ruas, e correrem, fugitivos, aos esconderijos profundos de erros e farsas, motivo das perdições que aparecem nas visagens dos filmes noturnos. Contudo cabe agir com harmonia e explicar aos passantes o valor das chances de amar o que é bom e ser feliz.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Colégio Pequeno Príncipe inaugura busto de bronze de Dom Vicente Matos


                    Este é o terceiro busto de bronze de Dom Vicente de Paulo Araújo Matos -- 3º bispo e maior benfeitor de Crato --  inaugurado nesta Mui Nobre e Heráldica Cidade de Frei Carlos. O Poder  Público foi omisso, mas iniciativas particulares vêm fazendo justiça e homenageando o
grande bispo.

(Postado por Armando Lopes Rafael)



AS FOLHAS DAS HORAS - Claude Bloc


Que poemas posso escrever
Quando o tempo se esgarça
Quando a vista se despe
Quando as folhas das horas
São folhas que me arrancaram ?

Pois é, hoje estou aqui
Venho de mãos nuas
Venho simplesmente
Em busca de meus sonhos
E são castanhos os meus olhos
Que azulam
De tanto olhar o mar

Assim revelo-me
Busco encontrar-me
E resguardar no rosto
A mensagem do tempo
O gosto de aprender-te
Sem perder o senso
Ao contar as horas

Quero poder revelar-te
E guardar no corpo
As estações do ano
A viagem que nos une
Depois
Quero poder partir sem pressa
E me repartir
Em átomos

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

O poeta Bule-Bule - Emerson Monteiro

Quem quer o que Deus quer, tem tudo o que quiser. Quem não quer o que Deus quer, seja o que Deus quiser. Guardei de hoje este provérbio, de uma conversa que mantive com o poeta baiano Antônio Ribeiro da Conceição, codinome Bule-Bule, autor de belos cordéis e consagrado autor popular em visita ao Cariri, apresentado que fui por Miguel Teles e Josenir Lacerda. Citava o dizer, fruto da sabedoria das tradições, em relação à necessidade humana de aprender confiança em tudo por tudo nas intempéries deste mundo vivente.

Além de cordelista, Bule-Bule exercita seus talentos na qualidade de compositor, dançador de chula, repentista, ator, cantador, folclorista, e lembrar o valor especial do poeta qual figura valiosa no trato de alma dada ao serviço de ações beneméritas, ativo colaborador de obras assistenciais com arte e consciência.

De fama já conhecia Bule-Bule, nos meus tempos baianos, presença definitiva dos terreiros brincantes e espetáculos culturais da Boa Terra. E desta vez ouvi a verve espontânea que lhe caracteriza a inspiração e a correção no jeito dos assuntos, filosofia dotada da plena sabedoria, em experiência e dedicação do gênero que abraça ao talento, heróis do cotidiano original do povo nordestino.

Grata surpresa, portanto, reservara a manhã desse dia, o quarto do ano novo de 2012, ao deparar poeta e gênio autêntico de nossa espécie, dessas pessoas que às vezes imaginávamos existir, antes mesmo de avistá-las no desfiladeiro dos profetas sóbrios da forma, dos versos, cantos e falas.

Bule-Bule virá, no mês de março, ao Cariri, quando cumprirá pauta no Espaço Cultural do Banco do Nordeste, em Juazeiro do Norte, oportunidade rara de testemunhar a feitura especial do que produz, mundo vasto da riqueza intuitiva do Sertão, retrato natural do universo em expressão inextinguível.

São tantos os cordéis desse autor, cujos títulos bem demonstram os temas neles praticados, a saber: Quatro touros endiabrados e um vaqueiro corajoso; Duelo de bruxos, ou o Pombo e o gavião; A tragédia de três amantes; Irmã Dulce da Bahia, Santa mãe de todos nós; O tremendo duelo de Quirino Beiçola com Tomaz Tribuzana; O encontro da aranha com o reumatismo; Peço pra não acabar o Raso da Catarina; Judite, a mulher divina que salvou o marginal; Bimba espalhou capoeira nas praças do mundo inteiro; e Chora o Nordeste com a morte de Rodolfo Cavalcanti; dentre outros, vários e muitos, do Cantador do Sertão, como assim o denominam perante os meios artísticos brasileiros.

ADEUS AO GÊNIO - Por Edilma Rocha

O fundador da "Apple",
Steve Jobs nos deu adeus em 2011.
Lutou por seis anos contra um câncer no pâncreas e faleceu aos 56 anos, na Califórnia.
 A sua influência pode ser percebida na tecnologia  indispensável dos aparelhos  do século XXI. Em três décadas e meia da precoce carreira de Steve Jobs, lançou os computadores pessoais, o ipod, o iphone e o ipad. Também definiu as indústrias fonográficas e de telefonia.
Todos nós ficamos mais próximos de suas criações, com a chegada da itunes e da última versão do iphone, o 45.
Se hoje estamos em plena comunicação virtual e com avanços impressionantes, devemos a este gênio da informática.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

SÓ CRATO - Por Edilma Rocha

Não é apenas por ser de uma família de fotógrafos que sou tão apaixonada por fotografias e sim porque elas trazem tantas lembranças boas que até parece que me fazem reviver os momentos revelados.

Depois que passei a fazer parte do "Só Crato", no facebook, encontrei uma espécie de álbum  onde encontro pessoas conhecidas em épocas diferentes da minha vida que praticamente tinham sumido da memória. Nas postagens das fotos, fatos são novamente revelados depois de tantos anos, como esta que mostra uma festa de debutantes nos salões do Crato Tênis Clube, onde aparecemos: eu,  Marta, Cândido Figueiredo, Elizinha, Tomás Osterne e Virgínia.

E agora, este clã do "Só Crato", criado por gente da gente,  funciona como um álbum de retratos folheado lá no futuro trazendo para nossas memórias os personagens e acontecimentos de anos mágicos do passado. Vejo as fotos como uma retrospectiva de nossas vidas nos anos movimentados da juventude. Festas, festivais, jogos, desfiles, carnavais, momentos históricos, misturados às fotos de familiares e até do Crato antigo com pitadas de humor e muito carinho.

Sei que coleção de fotos nas redes sociais, principalmente o facebook, são comuns na formatação de álbuns, mas uma coleção desse porte que interessa a todos, é algo realmente maravilhoso. E agora que a tecnologia está mais rápida e aperfeiçoada, elas surgem trazendo as mais belas lembranças da juventude. É como andar nas ruas,  praças e encontrar os amigos e conhecidos, novamente.

Amanhã sei que terei mais fotos e reviverei mais emoções  no encontro do presente vivido no passado. E agradeço ao idealizador deste encontro maravilhoso, O "Só Crato" é pura emoção e alegria.

Edilma Rocha

Beatificação da Princesa Isabel: Vaticano envia especialistas

(Postado por Armando Lopes Rafael)


Acima: O culto a Princesa Isabel já era comum desde o final do século XIX



Especialistas do Vaticano estiveram em audiência na Cúria Metropolitana da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro para preparar o início de uma comissão especial visando o processo de beatificação e canonização da Princesa Isabel!
Na ocasião estiveram reunidos, às 10h, Dom Roberto Lopes, OSB, Vigário Episcopal para a Vida Religiosa; os especialistas do Vaticano Dr. Paolo Vilotta e Dr. Paolo Lombardo, da Congregação para a Causa dos Santos; o Príncipe da Casa Imperial, bisneto da Princesa Isabel, Dom Antônio de Orleans e Bragança; e o Prof. Hermes Rodrigues Nery.

Ao lado, à direita, foto da assinatura da Lei Áurea no Paço Imperial 


Durante a audiência, o Prof. Hermes Rodrigues Nery expôs as justificativas do pedido e conversou sobre todos os procedimentos necessários para o andamento do processo. Ao final da reunião houve almoço com o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta.



Ao lado, à esquerda óleo sobre tela "Lei Áurea", de Spaniard Miguel Navarro Cañizares


 

Recorde: em 19 de outubro de 2011 a Arquidiocese do Rio de Janeiro recebeu pedido para que o processo de beatificação da Princesa Isabel fosse iniciado. A solicitação foi entregue pelo Prof. Hermes Rodrigues Nery, coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté, juntamente com Mariângela Consoli de Oliveira, secretária-executiva da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, com sede em Brasília.

(Com informações a partir da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro)                                                                                                                                              

DEUS SEGUNDO BARUCH SPINOZA






“Pára de ficar rezando e batendo o peito!

O que eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida.

Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Pára de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.

Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Pára de me culpar da tua vida miserável: Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.
O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.

Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Pára de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.

Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho...

Não me encontrarás em nenhum livro! Confia em mim e deixa de me pedir.

Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?


Pára de ter tanto medo de mim.

Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo.

Eu sou puro amor.

Pára de me pedir perdão. Não há nada a perdoar. Se Eu te fiz...

Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.

Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?

Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?

Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?

Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar, que só geram culpa em ti.
Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.

A única coisa que te peço é que prestes atenção a tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso.

Esta vida é o único que há aqui e agora, e o único que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre.

Não há prêmios nem castigos. Não há pecados nem virtudes.

Ninguém leva um placar.

Ninguém leva um registro.
Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.
Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.

Vive como se não o houvesse.

Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.

Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.

E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.

Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Pára de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar.

Eu não quero que acredites em mim.

Quero que me sintas em ti.

Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Pára de louvar-me!

Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?

Me aborrece que me louvem. Me cansa que agradeçam.

Tu te sentes grato?

Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.

Te sentes olhado, surpreendido?...

Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Pára de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.

A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.

Para que precisas de mais milagres?

Para que tantas explicações?

Não me procures fora!

Não me acharás.

Procura-me dentro... aí é que estou, batendo em ti.


As sábias palavras são de Baruch Espinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677,

foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna, juntamente com René Descartes e Gottfried Leibniz. Era de família judaica portuguesa e é considerado o fundador do ceticismo bíblico moderno.

Acreditem, essas palavras foram ditas em pleno Século XVII. Continuam verdadeiras e atuais até a data de hoje.