Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Zezé Gonzaga
Pérola dos bastidores- por Ana ( ballet de palavras)
Alguém conhece o autor (es) desta música?
Oi lá no Crato não tem mais doutor,
Já foram todos para o Iguatu
Foram para lá prá tratar do povo
Que comeu da carne do Pirarucu.
Pirarucu que peixe mais reimoso
Que carne forte Deus Nosso Senhor
Comadre Rosa ficou indisposta,
De barriga inchada que foi um horror.
Mas o compadre disse pru doutor
Pirarucu não pode fazer má,
Tão saboroso bacalhau do norte,
Que apesar de forte é carne especiá.
Não consegui achar o compositor. Alguém saberia?
Pensamento para o Dia 13/07/2010

“Ler e desfrutar das histórias de glória do Senhor, em algum lugar sagrado como um templo, santuário, ermida de um santo ou na companhia de pessoas virtuosas e boas, é uma fonte de grande inspiração e alegria. Isso fará você esquecer todo o resto. Gosto por tal literatura saudável é o resultado acumulado de mérito e esforço. Você pode até mesmo aproximar-se de homens piedosos, servi-los e ouvir sua exposição da glória de Deus. Ouvir só será suficiente no início. Mais tarde, as histórias vão despertar o interesse na natureza e nas características de Deus e os aspirantes encontrarão e seguirão o caminho para a Auto-realização.”
Sathya Sai Baba
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“As pessoas têm três instrumentos principais para se elevarem: inteligência, mente e sentidos. Quando a mente fica escravizada pelos sentidos, você ficará emaranhado e preso. Quando a mesma mente é regulada pelo intelecto, você pode tornar-se consciente da sua própria Realidade. A potência de sua mente pode ser promovida por boas práticas como meditação, repetição do nome do Senhor, canto devocional e adoração. O poder mental obtido conforme as práticas espirituais deve ficar longe dos caminhos errados. Sua mente deve ser liberada do controle dos sentidos e guiada pelo princípio da inteligência. Desse modo, o progresso espiritual será rápido.”
Sathya Sai Baba
Nostalgia
E me chamaram de esquecido!
Paulo Moura & Heraldo do Monte - Naquele Tempo - Kaiser Bock Winter Festival - SP - 1997
Morre o grande Paulo Moura
O clarinetista Paulo Moura, de 77 anos, morreu de câncer, no fim da noite desta segunda-feira (12), na Clínica São Vicente, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro. As informações são da assessoria do hospital. Paulo Moura estava internado desde o dia 4 de julho. Ainda não há informações sobre o enterro do músico.
Paulista de São José do Rio Preto, Paulo Moura nasceu no dia 15 de julho de 1932, numa família de instrumentistas. Aos 9 anos, ele pediu para estudar música e começou a tocar clarineta. Aos 14, ele entrou para o conjunto do pai.
Paulo Moura gravou o primeiro dos 40 discos em 1956. Ele chegou a integrar a orquestra do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Moura tocou com grandes nomes da MPB, como Elis Regina e Milton Nascimento.
Um dos saxofonistas e clarinetistas mais requisitados no Brasil e no exterior, Paulo Moura foi reconhecido no ano 2000 com o Grammy - o maior prêmio da música mundial, com seu trabalho "Pixinguinha: Paulo Moura e os Batutas”. Em 2009, ele se apresentou na Tunísia e no Equador., e lançou o CD AfroBossaNova.
Forrozeiro Esquecido
Confira as seguintes faixas do CD de Jota Farias:
1. Marcas
2. Vou Pro Cariri
3. Cara do Cariri
4. São João No Cariri
5. O Rio do Meu Padrinho
Vamos apoiar mais os nossos artistas.
Falando de cópias...
Carta de encaminhamento do livro de Dona Almina- Sindicato dos bancários do Banco Central (SINAL)
Cédulas eleitorais - Emerson Monteiro
Naquele momento de consulta popular através da aclamação pública, o entrevistado via se configurar iminente a séria catástrofe que atingiria a humanidade inteira, por conta do gesto tresloucado ali resolvido sem qualquer apelação. Contudo nada pôde fazer para impedir a horda que avassalaria os destinos da civilização, porquanto seu voto representou apenas minoria vencida, em meio aos gritos histéricos da massa humana que, favorável ao espírito do ditador incoerente e perverso, assinava cheque em branco entregue nas mãos de frio e sanguinolento psicopata.
Soubesse o elefante a força que tem, o leão não seria o rei dos animais, afirma provérbio indiano, para considerar a verdade indiscutível dos acontecimentos na balança das coletividades.
Avaliassem os eleitores o peso de cada um dos votos que depositam nas urnas, e as sociedades decerto haveriam de conquistar níveis superiores de aperfeiçoamento e progresso durante toda a sua caminhada evolutiva.
Certa vez, ouvi D. Violeta Arraes falar com propriedade a respeito do quanto o povo francês considera importantes os turnos eleitorais, instantes solenes das decisões do futuro. Isso por conta do que a França já sofreu nas garras de aventureiros incompetentes, que lhe submeteram aos traumas de tragédias imensas, porquanto nenhuma família francesa atravessou o século XX sem amargurar o drama da escolhas infelizes de irresponsáveis que dominaram o continente europeu, levando-o a marcas dolorosas e profundas.
Bertolt Brecht, vítima dos desmandos da guerra, define sem meios tons a importância da democracia no poema O analfabeto político, quando assim define:
O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio depende das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que de sua ignorância política nasce a prostituta, o menor abandonado e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
segunda-feira, 12 de julho de 2010
A poesia de Geraldo Urano
Cyro Monteiro
João Bosco
Esculturas com cascas do Crato !
Esperamos a presença de todos !
FORA DO SEU REINO - Por Edilma Rocha
A cidade maravilhosa estava ali cheia de belezas naturais a se oferecer como um desafio assustador. Seria só, pela primeira vez na vida e não teria mais a protecção de que era acostumada. No pensionato das irmãs Carmelitanas o seu quarto não era exclusivo com móveis estufados em vermelho e dourados e sim uma cama comum entre outras com um pequeno armário que não coube tantos vestidos e sapatos da sua bagagem. Tinha horário para tudo e até passar e lavar suas próprias roupas, havia terminado o tempo das mordomias, mas precisava fazer valer todos os sacrifícios por um ideal. Ser uma artista. Morava em Niteroi e todos os dias da semana atravessava a Baía da Guanabara para conviver no Rio de Janeiro com os artistas e intelectuais da Sociedade Brasileira de Belas Artes. Aulas de desenho, pintura à óleo e aquarela, história e a minuciosa restauração das obras de arte. E o tempo seguiu seu curso de aprendizado e diplomas exibidos com orgulho. Foi aos poucos fazendo amigos, visitando exposições e encontrando o seu espaço por ali.
Sempre que retornava em férias, somente uma vez no ano, reencontrava o azul da Chapada do Araripe que protegia o Vale do Cariri contendo seus maiores tesouros, a família, os amigos e a pequena cidade do interior. Foi aos poucos dando por falta de muitos amigos que também seguiram por um tempo o caminho do futuro como ela, mas que certamente um dia voltariam. A princesa se tornou mulher, vaidosa e cheia de truques para realçar a pouca beleza que possuía e o tempo em que viveu na Cidade Maravilhosa já se revelava nas roupas, cabelos, maqueagem numa bossa carioca, mas se orgulhava de ser cearense e era admirada por isso. A vida lhe ensinou o valor das coisas mais simples como uma praça guardada na lembrança que ficou no tempo, mas que tinha a certeza que ao voltar estaria sempre ali a lhe esperar como um carinho materno.
Esta é mais uma historia comum vivida por uma jovem em busca de um ideal igual a tantas outras dos seus conterrâneos da terra querida que um dia se foram para depois voltar. Voltar para a Chapada, a cidade, a família e os amigos... A princesa foi gata borralheira na luta para viver o seu ideal as custas de muito sacrifício, mas soube ganhar medalhas e troféus no seu palácio de sonhos... ficou rica de predicados e saberes que levou para sempre mas nunca deixou de ser a filha da terra das tribos Cariris. E em breve há de chegar o momento tão esperado do grande reencontro depois de tantos anos com amigos e professores no lançamento do livro Cariricauras. Este livro repesenta nossas caras e nossas criaturas do Cariri e no seu conteúdo nossas vidas em versos e prosas.
Edilma Rocha
Newton Bastos - por Norma Hauer
Saudades do Matão - por Norma Hauer
QUEM SABE...
Do poeta Domingos Barroso
Do poeta








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