Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

A estrutura familiar - Emerson Monteiro

Os seres humanos reclamam cuidados imensos quando chegam ao mundo e superam os demais seres no esforço inicial de formação e sobrevivência, até dispor dos meios necessários a seguir com as próprias pernas a jornada de habitar este mundo. Antes dos sete anos, os filhos do bicho gente exigem, dos pais e da sociedade, extremos arranjos, a ponto de depender, em caráter quase absoluto, dos outros para limpeza, alimentação, vacinas, alojamento, vestimenta, primeiros passos, fala, pensamentos, repouso, formação moral, intelectual, etc.
Esse grau de dependência da nossa raça representa o empenho da família em dirigir suas baterias na sobrevivência e no zelo dos filhos, salvaguarda e herança cultural da sociedade. Ninguém foge dos valores trazidos pela família e que lá adiante não venha a defrontar dificuldades e traumas de adaptação perante o desconhecido, nas dobras do caminho.
Por isso, os sábios dão importância inestimável à saúde dos laços familiares, para considerar a célula doméstica a mãe das comunidades e resposta aos desafios de todo tempo. Desorganizada a família, as outras instituições perdem o prumo e a paz perde a razão. Os abalos nesta fonte original implicam nos desmanches que a história registra, no caos das guerras medonhas verificadas em turnos diversos, custando preço astronômico de sofrimento, desespero e trabalho.
A bandeirada desses primeiros passos humanos, dada pelos pais já na infância, reserva sobremodo a esperança possível dos adultos e das suas circunstâncias posteriores, vindas desde a escola filial, nos sentimentos, lembranças e emoções que lhe marcam o modelo de personalidade depois vivenciado no decorrer das gerações.
Conhecimento de padrões fundamentais vindos no começo apresenta frutos na humanidade, o que demonstra as ameaças constantes de que é vítima a família, nesse jogo de dor e prazer da sua experiência. O mal e o bem, que organizam os porões e a bagagem, nessa viagem de seres humanos, na sombra e na luz das situações, trabalham os tais valores de formação das pessoas em movimento, nos grupos sociais.
Tiradas, pois, essas e algumas conclusões mais, a razão do abalo nos países vem do descaso para com os atores do drama ainda na gravação dos letreiros iniciais das consciências, no berço de vilões e mocinhos junto dos responsáveis pela sua formação. Nisso, entra em cena a família para constituir cidadãos com a mesma face dos tempos sonhados e vividos que irão acontecer logo ali adiante, num futuro imediato.

Mas que pato pesado! – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

O competente advogado Leopoldo Martins Filho apresentou em bem elaborada crônica, aspectos jurídicos sobre a responsabilidade do desastre que recentemente ocorreu em nossa cidade.
No meu modesto entendimento, nada adianta encontrar culpados pelas cheias que devastaram grande parte da cidade do Crato. E se existe possibilidade de se apontar um responsável, este é a extrema pobreza da nossa subdesenvolvida região. Quase sempre não existem recursos para nada.

Em primeiro lugar, eu considero o canal mal dimensionado. Talvez devido ao fato de não ter sido elaborado estudos sobre os índices pluviométricos da bacia do Rio Grangeiro a montante da cidade do Crato. Possivelmente não existe nem registros dos volumes das cheias máximas. A calha do canal ficou muito estreita para o volume d’água que desce em grande velocidade, devido à diferença de nível da área onde incidem às chuvas até a cidade. Mas não vamos colocar a culpa no canal, pois muito antes dele existir já havia problemas de transbordamento das águas de chuvas de maior intensidade, tanto no leito natural do Rio Gangeiro, quanto na Rua da Vala. Lembro-me bem que em 1955 ou por ai, houve uma cheia tão intensa que arrastou um enorme tronco de árvore até a esquina onde hoje se encontra a Caixa Econômica Federal. Possivelmente as pessoas da minha idade se lembrarão dessa cheia. Naquela época não havia residências às margens do leito do rio, e sim uma pequena mata, onde as crianças caçavam de baladeira e as mulheres lavavam roupas numa água cristalina que descia mansamente pelo leito do Grangeiro, quando este não estava de cheia.

Nos dias atuais, nas fraldas da Serra do Araripe, partindo do final do Bairro Caixa D’àgua até bem próximo das nascentes do Rio Grangeiro, onde existia uma extensa mata nativa, existe hoje um elegante bairro residencial, com inúmeras mansões e largas ruas devidamente pavimentadas. Com isso, parte das águas de chuva que antes eram absorvidas pelo solo e pela copa das árvores, hoje corre para o Rio Grangeiro, atingindo a cidade do Crato numa velocidade que será tanto maior, quanto o produto do volume da massa d’água, pela diferença de cota entre a área da bacia do rio e a cidade.

Se for para encontrar um culpado, vamos verificar onde estavam as autoridades que permitiram a devastação daquela mata? Os proprietários desejavam vendê-la, e era um direito deles. Mas a prefeitura não possuía recursos para comprar o terreno, que estava em projeto de loteamento. Isto ocorreu em 1975, quando o prefeito do Crato era um cidadão reconhecido por toda a comunidade de uma honestidade a toda prova. E o Ibama, por que permitiu ou aprovou o desmatamento?

Mas devemos olhar para o futuro. Existem recursos para demolir o atual canal e refazer outro, com melhor dimensionamento? Se tal resposta for positiva, mesmo diante de outras prioridades dos governos, como o caos existente na serra fluminense, mesmo assim, algumas providencias deverão ser tomadas. Eu, particularmente, vejo com bons olhos uma idéia externada pelo atual prefeito: a construção de duas pequenas represas no leito do Rio Granjeiro, a montante da cidade, com barragens de concreto armado, bem dimensionadas e, construídas criteriosamente para evitar danos ainda piores. Além de barrar as cheias, tal providência serviria para reforçar o abastecimento d’água da cidade, além de propiciar a irrigação do vale do rio abaixo da cidade do Crato. Os recursos para elaboração de tal projeto e sua execução, acredito possível de serem aportados pela própria prefeitura. Afinal, muitos proprietários rurais da região, constroem com recursos próprios esses pequenos empreendimentos em suas propriedades.

Vamos esperar?

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Nossas Fotos - Exposição das obras restauradas do Museu de Arte Vicente Leite


E
u atrasei somente 2 horas, como de costume. Estava resolvendo 1002 coisas, mas ainda consegui pegar o melhor da festa: Uma galeria inteiraaaa apenas para os bons amigos. Lá encontrei a nossa querida restauradora e artista plástica Edilma Rocha, a nossa querida Poetisa maior Claude Bloc, o nosso querido ( É tudo querido mesmo ) fotógrafo Wilson Bernardo, o nosso querido Bruno Pedrosa ( agora é querido também, porque o conheci ontem mesmo e selamos uma grande amizade ). E outros queridos e queridas que lá se encontravam.

No Hall do Teatro Municipal Salviano Saraiva em Crato, aconteceu na noite do último dia 30 de janeiro, a abertura de uma exposição dos trabalhos restaurados do museu de arte Vicente Leite:

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A nossa restauradora Edilma Rocha e seu sorriso inconfundível:

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Tive o prazer de conhecer "Uma Figura"... o internacionalmente renomado Bruno Pedrosa. Para resumir..Um gênio !

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E aí, fazendo de conta que está escrevendo no livro, pois já havia escrito, ela novamente...Edilma Rocha e Claude Bloc - rs rs

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A turma que ficou para o final, com destaque para Claude Bloc

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A grande estrela posa ao lado dos fãs: Com Dihelson Mendonça...Ela não é linda ?

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Com George Macário...

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Com Wilson Bernardo...

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Com Bruno Pedrosa...

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Que estava irradiando felicidade !

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Rindo à toa, como esse rapazinho aqui apreciando a "La maja desnuda"

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Depois da exposição, fomos ao Café "Lá na Praça", por sinal, um ambiente agradabilíssimo, onde conversamos e rimos por horas com as estórias e histórias do Bruno Pedrosa, saboreando muitas guloseimas... E Por enquanto é só, pessoal! - Há muitas outras fotos, inclusive de todos os quadros, mas nem tudo pode ou deve ser publicado. Depois eu repasso as fotos para Claude ou Edilma.

Abraços e Bjus!

Dihelson Mendonça

Ode a Antonio Vicelmo do Crato - Por: José Cícero



Acho que Nelson Rodrigues estava errado
quando um certo dia disse;
que toda unanimidade é burra.
Puro equívoco do seu intelecto
cosmopolitano e melodramático.
Isso porque, cá entre nós:
- Antonio Vicelmo do Crato
É uma unanimidade de carne e osso
que temos e nos orgulhamos.
Humanamente edificada
pelos anos adentro.
Guerreiro visceral do rádio
empunhando o microfone
como uma bandeira de luta
em favor dos pequenos.
Depuração do melhor vinho ítalo-lusitano
há muito plantado,
como metáforas soltas
em desafio hipocorístico a própria vida
no solo fértil do pé da serra do Crato.
Antonio Vicelmo é uma unanimidade,
que nos orgulha há tempo.
Como um pequizeiro da floresta, centenário.
Fincado no alto da Araripe cearense.
Fazendo a nossa voz e grito
chegarem longe...
Muito além do nosso velho sonho caboclo
de herói provinciano.
O Cariri inteiro sabe disso.
E tem motivos
para bater no peito e dizer bem alto
para que o mundo todo escude.
Que Vicelmo é nosso...
Vicelmo é povo sofrido e forte
sinônimo comunicativo
de um Cariri alvissareiro
que se fez grande para ser ouvido
e nunca mais ser escravo.
Antonio Vicelmo é unânime.
Símbolo magno, pioneiro do rádio:
- Cultura, tradição, história e folclore.
Educadora do Crato.
Falando alto do Araripe ao mundo.
Aplaudamos sem mais delonga Vicelmo!
Tal qual o Cariri inteiro em uníssono,
disposto a construir seus sonhos de pedras
por si mesmo.
Acaso Vicelmo não existisse
teria de algum modo que ser inventado.
Vicelmo é nosso patrimônio histórico.
Palavra de ouro.
A voz que não se cala.
Grito forte a retumbar na rosa dos ventos.
Das serras do Crato para o mundo inteiro.
A partir de Vicelmo,
o Cariri passou a ser ouvido.
Com Vicelmo o interior, dantes esquecido,
encheu seu o peito de orgulho
e falou com altivez bem alto
para o litoral lá de baixo.
Antonio Vicelmo é uma unanimidade
inconteste.
Utopia que nos anima alma e o espírito.
O embaixador do povo Cariri
no além-fronteira do próprio Globo.
Em todo canto do Crato,
e onde quer que viva um caririense.
__________
(*) José Cícero
Secretário de Cultura
Aurora-CE.

Prefeito do Crato institui auxílio social de R$120,00 para os desabrigados


O prefeito do Crato, Samuel Araripe, instituiu o "aluguel social" para atender às famílias desabrigadas pelas chuvas, que não têm para onde ir. O valor do auxílio social é R$ 120,00 e vai durar o tempo que for necessário à recuperação de suas casas. O prefeito baixou o decreto de nº 2801001/2011, colocando o município em situação de emergência. Com a enxurrada, cinco casas desabaram totalmente e outras sete tiveram partes danificadas. As famílias já estão sendo assistidas pela administração e algumas casas já foram alocadas para os desabrigados. A vítima da enchente deve procurar a secretaria de Ação Social do município, para requisitar o benefício. Um técnico vai ao local para fazer a avaliação e elaborar o laudo. O cadastro já pode ser feito. O aluguel será pago as famílias que estão em abrigos e àquelas que precisam ser removidas de áreas de risco.

3.200 pessoas afetadas pela enchente em Crato


Uma notificação preliminar de desastre foi apresentada por meio dos levantamentos realizados pela Defesa Civil, diante dos estragos causados com a tempestade que se abateu sobre o Crato, na madrugada da última sexta-feira. O prefeito do Crato, Samuel Araripe, estima prejuízos para a cidade de mais de R$ 50 milhões na cidade. O documento foi apresentado ainda no último final de semana, com número relacionado às vítimas diretas da enchente. O relatório preliminar dá conta de 3.200 pessoas afetadas pelas chuvas. Nove famílias que ficaram sem abrigo, com suas casas totalmente destruídas, foram encaminhadas para prédios públicos e casas alugadas pela administração municipal. Segundo o Sistema Preliminar de Desastre, feito pela equipe da Defesa Civil no município, ficaram desalojadas 111 pessoas.

Prefeito vai à Brasília onde se encontra com o Ministro da Integração Social

Uma audiência com o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, deverá acontecer ainda esta semana, juntamente com parlamentares da região. O deputado federal, Arnon Bezerra, esteve ontem no Ministério, no intuito de marcar a reunião. O prefeito do Crato, na ocasião, irá apresentar projeto que promete uma solução definitiva para o local. A chuva de 200mm milímetros ( medidos na Chapada do Araripe ) foi o suficiente para arrastar parte considerável do canal. Com o transbordamento, parte da cidade ficou inundada, principalmente no centro, invadindo centenas de residências e casas comerciais. Ainda segundo os dados do relatório preliminar foram invadidas pelas águas 103 residências, cinco delas públicas, uma comunitária e 10 ficaram totalmente destruídas. A precipitação pluviométrica registrada, segundo o relatório, esteve acima da média verificada pelo município, especialmente na área urbana, em canais de drenagem.

Fonte: ASCOM - PMC

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

OS CARTÕES NAUFRAGADOS NA ENXURRADA-Wilson Bernardo.

Se toda mulher tem um preço
O que fariam as bonecas
remarcação de etiquetas
Remarcação
Cartas na mesa
O preço de uma noite não satisfaz
O ego
Homens amanhecidos de fruteiras
Mangas podres sobre a mesa.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

Saudade e realidade - Por José de Arimatéa dos Santos


Comemorou-se o dia da saudade. Palavra que significa muito para todos nós. Quem de vez em quando não sente saudade de momentos vividos ou épocas que já eram e ficaram só na lembrança! Enumerar nossas lembranças seria preciso muito espaço, pois cada um de nós temos as boas e as não tão boas lembranças. Mas quem não se pega a lembrar de muita coisa? Da infância, amigos e conhecidos que não vemos a um bom tempo. Saudades de momentos mágicos como do nascimento do filho ou quando passamos no vestibular e consequentemente da nossa formatura.
É isso! E janeiro é um mês bem diferente dos demais por ser o mês das férias e o início do ano e as perspectivas e anseios se renovam. A realidade é premente e devemos colocar nossos planos em primeiro lugar lutando dia a dia para que tudo planejado possa dar certo. E dessa maneira procurar fazer de cada momento a hora e a vez de atitudes positivas. Digo isto porque a cada momento que vemos o noticiário as notícias ruins se sobressaem, infelizmente. E não é para menos, pois as tragédias, principalmente naturais, a cada ano parecem aumentar. Todos nós somos sabedores do porquê de todos esses acontecimentos no planeta. Somos também responsáveis quando não damos o devido destino ao lixo e não respeitamos as leis da natureza. O homem se sente o soberano quando na verdade é só um dos entes dessa engrenagem tão perfeita e bela. E é tão importante sempre analisar de todas as maneiras nossos atos e procurar respeitar o ecossistema em que vivemos. Assim, cada vez mais agora e no futuro a vida na terra precisa ser mais respeitada. Analisar friamente como cada um de nós estamos a cuidar dessa nossa casa. Eu, você e todos os outros devemos agir no coletivo e pensando coletivamente para a sobrevivência nossa e dos nossos descendentes. Sustentabilidade é a palavra e o caminho.
Foto: José de Arimatéa dos Santos

Quem paga o pato ?

A RESPONSABILIDADE DO MUNICÍPIO DO CRATO PELOS PREJUÍZOS SOFRIDOS PELOS PARTICULARES EM DECORRÊNCIA DAS ENCHENTES NO RIO GRANJEIRO

Salientamos de pronto que, neste artigo eminentemente de cunho jurídico propositalmente iremos deixar de lado o aspecto político da questão que envolve o problema previsível das enchentes no canal do Rio Granjeiro, por ser de todo impertinente e inoportuno, na espécie.
Para uma melhor compreensão da responsabilidade do Município do Crato pelos prejuízos acarretados aos particulares em conseqüência do transbordamento do canal do Rio Granjeiro não devemos olvidar que: primeiro, é público e notório que o canal alhures mencionado muito antes da quadra invernosa estava sofrendo um altaneiro processo de assoreamento por conta da sujeira acumulada no seu leito, bem como por restos da obra anteriormente executada na encosta do canal, destarte, tendo sua capacidade de escoamento bastante diminuída; segundo, nos albores de 2003/2004 o Poder Municipal Cratense, verificando a necessidade premente da realização de obras em boa parte da extensão do canal do Rio Granjeiro, bem como, nas encostas que lhe circundam, e prevendo a iminência de um acontecimento calamitoso, abriu processo de licitação para execução de obras, sem, contudo funcionar eficazmente o escoamento das águas, por déficit ou até mesmo por omissão na fiscalização da qualidade do serviço, já que em menos de um ano as obras vieram a se desfazer; terceiro, que as mazelas encontradas no canal do Rio Granjeiro se protraíram no tempo com isto agravando os problemas sem que os administradores públicos dessem a devida atenção e efetiva solução.

Sendo os danos sofridos oriundos de obra mau executada e omissão de fiscalização das obras de contenção e limpeza do canal do Rio Granjeiro, desta forma, consubstanciando-se em um fato administrativo, não faz sentido deixar de responsabilizar o Município pelos danos acarretado aos particulares.

Ademais, não se pode alegar que seja a enchente do canal do Rio Granjeiro conseqüência de fato da natureza, pois, esta alegação haveria que ter todos os elementos configuradores da absoluta inevitabilidade da eficácia lesivas a terceiros, porquanto na espécie haveria um quê de evitabilidade exsurgindo a insuficiência e deficiência do serviço, de modo a não ser dado cogitar do fortuito pré-excludente da responsabilidade civil por parte do Município.

No caso do transbordamento que ocorreu no canal do Rio Granjeiro, em Crato/CE, e, suas conseqüências danosas daí advindas eram evitáveis, inclusive porque previsíveis.
Tanto é verdade que o próprio Prefeito Municipal e o Secretário de Desenvolvimento do Crato, em inúmeras entrevistas concedidas, verbi gratia, ao Diário do Nordeste em data de 25 de março de 2005, deixou claro que eram previsíveis as enchentes e reconhece que o Município necessitava de obras e serviços de limpeza no leito do canal do Rio Granjeiro.

Fica claro cm as entrevistas por parte das autoridades municipais que a enchente ocorrida com seus consectários não se deve exclusivamente ao acréscimo pluviométrico, mesmo porque já foi registrado em anos anteriores até com morte e perda material.

Responde a administração pública, pela conduta culposa, ou seja, pela má escolha dos agentes para a realização de obras e/ou pela falta de fiscalização eficiente na realização de obras construídas fora dos melhores parâmetros técnicos, afastados das cautelas recomendáveis, em dimensões inconciliáveis com as circunstâncias do local e o volume de vazão, portanto, sendo imprudente incidindo na cuppa in eligendo, oriunda da má escolha.

Outrossim, não aleguem que por ter sido a obra de contenção do canal realizado na gestão de ex-prefeito o município não responde, pois, como é de comum sabença na administração pública vige o princípio da impessoalidade, onde, os atos administrativos representam o ente ou o órgão que o realizou, a eles devem sempre ser imputados, pouco importando a pessoa física que o realizou. Ademais, não devemos olvidar que a causa do transbordamento e enchente do canal do Rio Granjeiro foi uma seqüencia causas somado e agravado por omissões e imprudências, tanto, do ex-gestor como do atual prefeito que deixou se prolongar por dois mandados consecutivos os problemas do assaz citado canal, inclusive, dando prioridade a outros projetos como reforma de praças e asfaltamento de várias artérias da cidade, destarte, diminuindo a capacidade de infiltração das águas e aumentando o escoamento das águas para o canal do Rio Granjeiro, sem falar da omissão do serviço de limpeza e desassoreamento do canal.

Como muito bem resume o administrativista José Cretela Júnior, o Estado/Município caracteriza-se por seu dinamismo como o lendário príncipe de Argos, deve ter cem olhos, dos quais cinqüenta permanecerão sempre abertos, quando os outros cinqüenta se fecham, durante o sono. Por isso, entre as funções ativas do Município, que se dividem em espontâneas e provocadas, as primeiras são exercidas pela administração, sempre, continuamente, independentemente de solicitação de quem quer que seja, sob pena de faltar a seus deveres.
Não resta dúvida que por parte dos últimos administradores do Crato sobrou olhos para politicagem e projetos pessoais e faltou olhos para projetos e iniciativas que colocassem a população a salva das mazelas das constantes enchentes no canal do Rio Granjeiro.

Francisco Leopoldo Martins Filho
Pós-graduado em Responsabilidade Civil

Sobre as ondas - Emerson Monteiro

Com este título, Rita Guedes, no dia 28 de janeiro de 2011, lança em Crato, no auditório do Instituto Cultural do Cariri, romance de sua autoria, cuja ação se desenrola nesta cidade durante a primeira metade do século que passou. A autora, graduada no curso de Letras pela anterior Faculdade de Filosofia do Crato, gérmen da atual Universidade Regional do Cariri, exercita a competência de escritora neste livro, ficção calcada em lances da história regional do Nordeste, desenvolvendo trama familiar que apresenta o espírito urbano dos que viveram no tempo considerado pela obra, revivendo valores e conceitos da sociologia da cidade, trabalho preenchido de surpresas e denotando mensagens úteis à religiosidade humana.
Rita Maria Lopes Guedes Santos nasceu em Crato, filha de José Guedes de Sena e Juracimira Lopes Guedes. Nesta cidade formalizou a sua educação, por intermédio do Ginásio São Pio X e do Colégio Santa Teresa de Jesus. Quando se graduou em Letras, especializou-se na Língua Inglesa e lecionaria em escolas públicas e particulares cratenses durante dez anos.
Casada com Felizardo Mendonça Santos, é mãe de três filhas, Osnyeide, Michele e Karenn, e avó de dois netos, Luanna e Thiago.
Em 1985, transferiu-se para Fortaleza, onde seguiu ensinando inglês e, também, português.
Escreve poesia e artigos, com publicações na imprensa da capital cearense, além de participações em revistas acadêmicas e literárias, como Letras em (Re)vista, da Faculdade de Filosofia do Crato, e Nordeste Salesiano, e nos livros Versos diversos e Antologia do Amor.
O desenho e a pintura são outras habilidades artísticas que Rita exercita, das quais utiliza no presente volume, cuja capa e páginas internas trazem ilustrações de sua autoria.
O argumento que conduz a história do livro, encetado com propriedade, revela vivências e pensamentos próprios da formação da autora, com que brinda seus conterrâneos e contemporâneos, familiares e amigos, predicados que perenizam frutos adquiridos e repassados nos protagonistas, espelhos da comunidade interiorana de tempos os quais tantos guardam na memória e nas saudades. Por meio desses retalhos de época rica, movidos em tramas leves e afetivas, testemunhas de perto deste seu primeiro romance, um êxito que lhe consagrar a geração, pelo poder da literatura folhetinista do sertão cearense.
Ensejamos, pois, boa repercussão ao carinho que transmite, ora lançado à apreciação dos leitores da região do Cariri, fonte original desta criação.

UM AVISO AO PESSOAL DA ASFAC

Pedro Esmeraldo

Hoje estava observando uma crônica do cratense amigo José do Vale Pinheiro Feitosa, intelectual residente no Rio de Janeiro, que fez elogios a minha pessoa, pelos quais expresso meus sinceros agradecimentos.

Quisera que houvesse outras pessoas de sua estirpe que viessem ajuntar-se a todos aqueles que desejam modificar o pensamento dos políticos desta cidade, para que tenham a capacidade de governar o Crato com objetividade e amor à terra comum.

Infelizmente, hoje aparecem um bando de aventureiros que só pensam neles mesmos, esquecem a cidade como um todo e procuram entregar-se a uma horda de desinteressados que por ora tomam conta da cidade, desviando do apoio do povo que lhe favoreceu na campanha eleitoral.

Ninguém pensa em solucionar os problemas que há em áreas de risco, como: as casas construídas nas encostas dos morros e das voçorocas, provocadas pelas águas pluviais que constantemente ocorrem nos períodos de chuvas torrenciais, ou seja, de fevereiro a março, que deixa todo mundo preocupado por medo do desabamento de suas residências.

Por isso, alertamos as autoridades com frequência para que cuidem com os poderes centrais a fim de sanar esse problema desta cidade.

Por esse momento, aguardo que hajam outros defensores do tipo José do Vale, Wellington Alves, Armando Rafael, Jurandir Temóteo e outros que deixamos de mencionar por não lembrar neste momento, mas com toda certeza aparecerão outros com muita confiança e arrojo para defender a terrinha esquecida e modificar o comportamento desses políticos junto à sociedade. Com o pensamento positivo elevem a cidade reconquistando todo patrimônio perdido por falta de orientação técnica e não tiveram o pensamento voltado para o futuro.

Desejo oferecer esta crônica ao pessoal da ASFAC (Associação dos Filhos e Amigos do Crato) que não se movimenta com expressão de força de trabalho para defender o Crato com sentimento de afeto já que, nessa ocasião, a cidade precisa de uma reação singela a fim de manifestar-se juntos as pessoas que praticam reação isolada, mas possuem poucos adeptos que só se estacionam em barcos frágeis que mal segura em águas brandas e não atinge as expectativas de trabalho unido e o desejo de expansão econômica e cultural desde município.

Crato-CE, 27/01/2011.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Uma Tarde maravilhosa ao lado do casal Almeidinha e Valdênia - Por: Dihelson Mendonça

Uma tarde inesquecível. Foi o que aconteceu ontem, dia 29 de Janeiro, quando o casal Almeidinha e Valdênia nos convidou para um excelente almoço e uma tarde juntos. Lá estavam também nosso querido amigo Antonio Morais, o casal Dr. Sávio Rolim e sua simpática esposa Fran, além de outros amigos não menos queridos, que passaram rapidamente pelo local.

Cobertura Fotográfica:

Num local abençoado por Deus, de uma beleza incrível, cercado por flores de todas as cores...

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Formando quadros coloridos à espera de olhos atentos que os possam observar

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Existe um mini-paraíso ao Sopé da Chapada do Araripe

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Ali mora o simpático Casal Almeidinha e Valdênia

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Olha que turma boa estava lá ( na foto cabe apenas uma parte )

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Eu quase apareci nessa foto... rs rs mas o Morais ficou bem...

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Para quem aspira a PAZ, melhor lugar, impossível...

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A Ninha aí fazendo pose ao lado do golfinho na piscina de hidromassagem...

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D. Claude Bloc e o Casal...felicidade total, né Claude ? Tenho ainda muitas fotos...

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Flores no jardim...

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E flores no Jardim...

Dr Savio

Olhaí a turma... eu estou por trás da câmera, Ah! um espelho...

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Como é bom rever amigos de verdade, reunir...conversar depois de tantos anos...

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Almeidinha me disse a melhor frase do ano. Depois que o pessoal todo saiu, às 17:00, eu e a Ninha ficamos ainda até 19:00 ou mais conversando. Ele me disse: "Dihelson, eu estou te segurando aqui para te tirar daquela loucura toda. Para você ter um momento de paz. Eu não sei como é que você aguenta tantos trabalhos e manter tudo funcionando"

Meu querido Almeida, meu Irmão, nossa conversa ontem foi maravilhosa. Temos tanto em comum, assuntos diversos, compartilhamos de tantos pensamentos, que uma vida é insuficiente para conversarmos. Você que já deve ter lido aí uns 400 livros, e sempre em busca do conhecimento. Quero beber muito nessa sua fonte aí. Muito obrigado a você e a Valdênia pelo convite e apareceremos mais vezes, finais de tarde para conversarmos e como você acertou em cheio, "sair um pouco dessa vida conturbada aqui do centro do Crato".

Um grande abraço a todos, Claude, Morais, e os demais amigos que lá estiveram.
Obrigado por tudo!

Dihelson Mendonça e Ninha

Um sábado com amigos...

O dia amanhceu ensolarado. Cedo recebi uma comunicação de Vicente Almeida. Era a confirmação do convite feito anteriormente. Às 11 horas segui para o "esconderijo" do casal: Vicente e Valdênia. Gente finíssima de uma simplicidade cativante.

O lugar foi acolhedor e agradou-me sobretudo pelo verde, pelas flores, pelo cheiro de serra. Logo estava eu explorando os arredores da casa na companhia de Raquel e Lilo (o coelho). Foi um momento de pureza e espontaneidade.
A casa exala paz e harmonia. Cada recanto guarda espaço para uma beleza ímpar.
Numa pequena latada a sombra acolhedora para uma boa prosa.  Dr. Savio e Fran foram motivos de descontraída conversa recheada de risadas.
Morais e seus causos nos levou a gargalhadas. Foi o maior consumidor de mungunzá com pequi. Também pudera, esse mungunzá estava um manjar dos deuses.
 Chegaram Dihelson e Ninha e a prosa foi sendo registrada pelas fotos. Fotógrafo não aparece a menos que seja flagrado, né?

Pois sim, podem crer, o sábado foi espetacular. E para completar Mundim do Vale nos ligou na hora do almoço enchendo-nos de alegria com seu bom humor e engrossando a lista de amigos reunidos ali para esse momento de integração e amizade.

O lugar é idílico. Creio que todos ali saíram em estado de graça.

Claude Bloc

ENCONTRO COM AMIGOS -Por Edilma Rocha


Carlos e Magali
Sem palavras...

O Plástico - Roberto Jamacaru

Desculpe, amigo, se te alcançamos tão pouco.
Bem que queríamos, mas voar na tua imaginação era privilégio dos Deuses da criação.
Tu que vivias um mundo à parte, num plano irreal, com certeza tinhas razão para rir da maneira que rias; para criar do jeito que criavas e imaginar com a riqueza que imaginavas.
Dizem que nos píncaros montanhosos é onde corre a melhor das brisas, mas alcançá-los e senti-las fica para os libertos de espírito que têm na essência artística a verdadeira visão da vida. Tu, no entanto, diferentemente de nós, vagavas costumeiramente no mais alto desses montes.
Quantas e quantas vezes olhamos para ti e vimos o teu corpo em movimento a sorrir marcando presença entre nós, mas, nessa mesma hora, quantas e quantas vezes foi impossível alcançar o vôo da tua imaginação. Estavas, como sempre, em outra dimensão, no além mar, no além céu, no além cosmo, no além espírito, mas sempre perto de Deus.
Era dessas esferas imaginárias que tuas atitudes carinhosas nos surpreendiam. Sempre fomos todos rasteiros em relação a ti, quando o assunto era criatividade e imaginação, enfim, quando o assunto era a arte.
Meu caro poeta das cores e formas, como nos impressionava ver teus pincéis bailarem na brancura de uma tela, definindo e redefinindo o concreto e o abstrato; o belo e o feio; o triste e o alegre com tanta harmonia.
Para “nosotros”, meros grafiteiros de mentes plebes, isso era mágica.
Nas tuas galerias havia olhos que falavam;
Vestes que desnudavam;
Silêncios que protestavam;
Mudez que gritava;
Passos que voavam
E choros que riam.
A tua arte falava mais que mil palavras;
Protestava mais que mil revoluções;
Coloria mais que mil arco-íris;
Embelezava mais que mil arranjos.
De tanto mexer na dramatologia do real com o imaginário, levando-nos ao delírio da contemplação, um dia resolveste fazer parte do sonho.
Assim, moldurado nos teus próprios quadros, nas paredes de nossas vidas, ficastes exposto para sempre, reluzente e colorido, a nos adornar na alegria de tuas fantasias.
Na tua última homenagem, o teu corpo, em cinzas, foi lançado sobre o solo dos antigos índios guerreiros, habitantes do misterioso vale do Quixará.
Eras um artista plástico.
Em telas plásticas pintavas a vida.
Um dia viraste tinta, na imagem te confundiste, e aí, na imortalidade da própria arte, renasceste para sempre.

Tributo ao Artista Plástico, natural de Farias Brito no CE.
- Normando Rodrigues –

DESCULPAS PARA BOI DORMIR...

OU, NÃO NOS QUEIRAM FAZER DE IDIOTAS!


Recebi ontem um comentário sobre um artigo que publiquei sobre o DESASTRE no Crato, ainda não acessei o meu artigo para verificar se tem mais. Compreendo que as autoridades tenham seus prepostos e porta vozes para em momentos de dificuldades falar po explr ele ou prestar contas a seus ELEITORES e façam essa praticas para não se expor. É esse o papel dos Public Relations. Até aqui é compreensível. Mas os dias de hoje, não são dias comuns. Sobre o Crato um desastre natural de grandes proporções ocorreu e que NÓS sabemos, e os técnicos e especialistas do mundo inteiro sabem que podia ter sido evitado ou no mínimo prevenido com bastante antecedência. Todo Cratense de minha época para trás lembra das famosas enchentes do Rio Granjeiro. Todo mundo viu, todos são testemunhas oculares do fenômeno. O que tem a ver isso com esta administração? TUDO! Faltou Prevenção, Fiscalização, Autorização do uso do solo, implementação de obras de contenção a jusante do rio, barreiras que não foram feitas, requalificação do canal que corta a cidade. O que isto quer dizer? Retificação da sinuosidade (hoje é uma linha reta que só contribui para aumentar a velocidade e o furor das águas para retomar seu leito natural. Alargamento da área de margem a margem, mesmo deixando apenas uma pista de rolamento, paredes de contenção laterais no "futuro" canal, com um metro ou um metro e meio de altura. Sublocação de famílias que construíram suas casas ou barracos a menos de 30 metros do Rio (isso é lei!), nas encostas, nos morros com inclinação de mais de 45 graus, canaletas laterais de cimento nas ladeiras conduzindo a água para reservatórios subterrâneos ou desague longe do perímetro urbano. Treinamento, aparelhamento e constante reciclagem da DEFESA CIVIL DO MUNICÍPIO. Articulação efetiva entre todos os Órgãos responsáveis por este tipo de catástrofe com UM COMANDO ÚNICO. Cobrar do Governo do Estado e do Governo Federal a liberação imediata das mesmas linhas de crédito oferecidas aos Estados do sul/sudeste, ou não pertencemos a Federação? Ou ainda somos Confederados do Equador? Repito, os senhores DEPUTADOS ESTADUAIS eleitos com votos dos Cratenses apareçam agora com medidas efetivas para ajudar emergencialemente, mas que dediquem EMENDAS orçamentárias para resolver definitivamente este e mais 10 problemas não resolvidos da cidade. Desses falarei depois. Me causa espanto ver a digníssima Sra. Primeira dama lembrar a SOLIDARIEDADE para com as vítimas. Senhora, com todo respeito, nós Cratenses assim como a senhora, somos solidários por intrínseca natureza. Mas com sua bondade e preocupação dirija seus apelos ao inepto Governo desse Estado que só tem vistas para o Juazeiro do Norte, e sabe porque senhora? Por que os políticos atuais não têm o mínimo interesse na coletividade. Deixo de fora nessa crítica, por enquanto, meu dileto amigo José Arnon, cratense, que já realizou alguma coisa pela cidade e de quem eu espero medidas eficazes e imediatas. Não temos FORÇA POLÍTICA! REPRESENTATIVIDADE! o povo do Crato não quer PÃO E CIRCO senhora, nós queremos de volta a PRINCESA DO CARIRI. Reitero aqui o meu respeito pessoal e familiar, não entenda como nenhuma ofensa pessoal de qualquer natureza a vossa pessoa ou a do vosso esposo, o Prefeito da MINHA cidade. Mas, administrativamente, na minha opinião, foi uma DECEPÇÃO irreparável. Vibrei com a eleição, pensei: aí vem o herdeiro do inesquecível,profícuo, respeitado e querido Dr. Ossian Araripe. Com o qual minha família manteve laços. Hoje considero que minhas emoções e esperanças foram traídas....e lamento isso. Mas nós, prezado Porta Voz, somos "descendentes" de Bárbara de Alencar e dos índios Kariris. Orgulhamo-nos de ser "piquizeiros" e haveremos de encontrar , em breve, um Cratense para ser o futuro Prefeito e cujo coração esteja "enterrado" na chapada, um coração valente, que ame essa terra até a última fibra de seu SER, que tenha uma visão administrativa contemporânea, competência, preparo, disciplina, projetos modernos e, sobretudo: AMOR INCONDICIONAL a esta TERRA abençoada pela Senhora da Penha.


Nilo Sérgio Duarte Monteiro
Cratense da Gema.

SOLIDARIEDADE COM OS CRATENSES

Dois dias depois - Emerson Monteiro


No jornalismo, notícias são acontecimentos de interesse público divulgados pelos meios de comunicação de massa, e existem formas de avaliar a importância das notícias conforme a sua relevância. Uma dessas formas é a proximidade. Entre duas notícias, uma sempre melhor atende a esse requisito de tocar mais de perto a comunidade.
Enquanto avistávamos, no Cariri, as catástrofes climáticas ocorridas em cidades do Rio de Janeiro, as notícias guardavam proporção considerável, porém representavam marcas noutras populações afastadas geograficamente falando. Agora, contudo, diante da cheia desproporcional do Rio Grangeiro, a força das águas nos mostrou outras dimensões, em face da ligação imediata do acontecimento.
Esta madrugada, dois dias depois, circulando nalgumas avenidas que margeiam o Canal e ruas circunvizinhas ainda em fase de arrumação, avaliei de perto a dimensão do fenômeno meteorológico que confrangeu toda a cidade de Crato na madrugada do dia 28 de janeiro de 2011.
A imagem principal da cena deixa às claras o risco constante que representa, a curtos e longos prazos, viver exposto à imprevisibilidade natural de possibilidades antes anunciadas. Longe dos brados alarmistas ou lendários, domar rio de tamanha impetuosidade torna-se, de hoje adiante, o fator determinante das administrações, independente do que passou, perante as transformações causadas pela ação do homem nas encostas da serra nestes dois séculos de aproximação.
Olhar o assunto de frente, encontrar a solução de engenharia que ultrapasse apenas os sintomas e siga direto à base do problema, sem contemporizar, porquanto a tensão persistirá em graus adiantados durante as fases invernosas do futuro. Interessa, pois, a todos, superar os limites desta herança histórica da localização do núcleo urbano que tanto admiramos e queremos.
Somar a potencialidade dos cidadãos e reconstruir as esperanças da tranquilidade sob outros prismas, na vontade política de uma gente trabalhadora e pacífica, civilizada, respeitada na história e dotada de cultura, cheia de boa vontade e amor pela terra em que vivemos nossas vidas. Despertar as novas energias da autoestima para preservar a natureza em volta com equilíbrio e inteligência.
Existirá, com certeza, solução adequada e coerente, desde que se saiba encaminhar estudos e as providências certas.

sábado, 29 de janeiro de 2011

CRATO - ANATOMIA DA RECONSTRUÇÃO

O que a Administração do Crato está fazendo para ajudar as vítimas da tragédia

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Na foto acima: Tratores removem entulhos deixados pela enchente do canal do Rio Grangeiro

Logo que parou a chuva de 162mm ( 200mm no Grangeiro ), que se abateu sobre a cidade de Crato no dia de ontem ( 28 ), o governo municipal formou uma equipe de emergência, que contou dentre outras pessoas, com os secretários: Christiano Siebra ( Administração ), Dr. Nivaldo Soares ( Meio-Ambiente e Controle Urbano ), Procópio da Silveira ( SAAEC ), Joatan ( chefe do Demutran ), Davi Cariri e Erico Felício Callou, que se reuniram no paço municipal, sob a coordenação do prefeito Samuel Araripe para traçar diretrizes urgentes para o longo dia que se seguiria.

Uma frota de tratores e caminhões totalizando mais de 30 máquinas pesadas, em que contaram com a ajuda de empresários locais que num gesto de solidariedade, disponibilizando maquinário pesado, seguiram imediatamente para as áreas afetadas do município, a fim de remover o entulho. O Demutran agiu rápido e bloqueou as ladeiras da Vilalta e do Bairro do Seminário nas primeiras horas da manhã, a fim de que as máquinas pudessem desobstruir e garantir a segurança das pontes e ruas. Ao mesmo tempo, foram formadas 10 equipes multidisciplinares distribuídas por todo o município a fim de coletar dados da destruição para que se avaliem a profundidade dos estragos e se pudesse tomar providências.

Já nas primeiras horas da manhã, foram distribuídas pela Secretaria de Ação Social, cerca de 250 cestas básicas para as famílias atingidas, e reunidos 4 caminhões-pipas para levar água potável às comunidades. Equipes formadas por assistentes sociais uniram-se para atender a população, levando atendimento médico, psicológico e humanitário para as vítimas da enchente.

Secretário de Administração Christiano Siebra fala ao Blog do Crato sobre as providências imediatas

"Desde as primeiras horas da manhã a municipalidade agiu em ações de infraestrutura, em ações de humanização, levando os assistentes sociais, e toda a equipe de infraestrutura para atender as famílias que estavam em situação de risco e mais de 10 equipes multidisciplinares estão distribuídas em todo o município, espalhados pelos bairros com a finalidade de levantar dados da destruição e que áreas foram afetadas.

Um dos objetivos primordiais da administração é primeiro atender às famílias que estavam em situação de risco. Dar condições de que elas tenham atendimento médico, atendimento social, psicológico, para isso a secretaria de ação social colocou todo o seu corpo técnico para atender a essas famílias, inclusive alojando em casas apropriadas, para poder fazer com que minimizem os danos causados por essa chuva.

Outro ponto importante a se destacar são as ações de infraestrutura que a gente vem desenvolvendo dentro do município com intuito de retirar toda a terra, a lama, e recuperar o canal do Rio Grangeiro. Temos recebido apoio dos empresários locais que colocaram todos os seus equipamentos, maquinários, à disposição do município, solidarizando com essa ação de humanização e levar conforto e condições para estas famílias que estão desabrigadas.

O Prefeito Samuel Araripe em 2005, ao assumir a prefeitura do Crato trouxe o plano de requalificação urbana do município, em que um dos principais projetos contempla a construção de pequenos açudes urbanos que tem a finalidade de conter toda essa água que vem escoando pelo rio, chapada e termina nas ruas do município. Dr. Procópio esteve na semana passada em Brasília batalhando recursos para por em prática esse e outros projetos para o canal do Rio grangeiro previstas no Plano de Requalificação urbana.

A SAAEC, através de Dr. Procópio da Silveira, colocou à disposição do município 3 caminhões pipas para levar água potável para as famílias, e o corpo de bombeiros tem ajudado nesse sentido. A secretaria de infraestrutura adicionou outro caminhão pipa, e temos hoje 4 caminhões pipas levando água potável. Segundo informações já recebidas, Dr. Procópio afirmou que em pouco mais de 4 horas, nós estaríamos com o sistema de abastecimento d´agua regularizado na cidade.

A secretaria de meio-ambiente e a defesa civil do município estão em campo ainda coletando os dados e algumas equipes já voltaram com algumas informações, então a gente vai reunir todas essas informações e será realizada uma coletiva de imprensa hoje ( 29 ) Sábado, às 10:00 no salão nobre da Prefeitura Municipal do Crato."

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Na foto acima: Caminhões-Pipa distribuem água potável nas áreas atingidas


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Na foto acima: Dr. Nivaldo Soares, Secretário de Controle Urbano recebe relatórios dos emissários para avaliar a extesão da tragédia.


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Nas primeiras horas da manhã, prefeito Samuel Araripe se reúne com secretários para discutir ações durante o dia.

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Final de tarde: Prefeito Samuel Araripe recebe governador em exercício, que veio ao Crato visitar áreas afetadas e discutir recursos para a reconstrução do Canal do Rio Grangeiro:

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Na foto acima: Dep. Zé Arnon, Cratense, traz solidariedade às famílias desabrigadas, aos que tiveram prejuízos com a enchente e se compromete junto ao governo federal a trazer verbas para solucionar o problema.

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Acima: Enquanto isso, uma frota de tratores e caminhões rapidamente eliminam o entulho deixado pela enchente. Ao final do dia, várias ladeiras da cidade já estavam com o tráfego liberado.

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Na foto acima: Assistentes Sociais atendem áreas afetadas pela enchente

Dr. Nivaldo Soares, Secretário de Meio-Ambiente e Controle Urbano fala ao Blog do Crato

"Pela primeira vez aqui no Crato que eu vejo uma coisa tão forte neste aspecto da colaboração de vários cidadãos do Crato para se minimizar os efeitos dessa catástrofe."

Nivaldo Soares

"Dihelson, a prefeitura logo cedo convidou os seus secretários e demais servidores para agirem, e foi montado todo uma estratégia de trabalho, então nós temos cerca de 10 equipes com profissionais de áreas diferentes pra agir em vários pontos do município, principalmente na cidade onde aconteceram os fatos mais graves, e a gente tá agora aguardando aqui o levantamento. Algumas equipes já trouxeram alguns dados pra gente ter um resultado final em números de quanto foi esse lamentável prejuízo que se abateu sobre toda uma população do município do Crato e também, para o setor público.

Um fato que a gente tem que registrar, aliás, são vários fatos, mas um deles é a rapidez com que o município está conseguindo tirar todo o material que foi arrastado por essa avalanche , que a gente assim pode chamar, que desceu do Rio grangeiro, e é uma limpeza que está acontecendo muito rápido, que são vários caminhões trabalhando, várias máquinas enchedeiras tirando, lavando, limpando as ruas do Crato e isso e esses equipamentos são equipamentos do município, mas também e acima de tudo, de empresários das mais diversas áreas daqui do município do Crato que dispõe desses equipamentos, que disponibilizaram máquinas, caminhões pra que essa limpeza acontecesse de forma rápida. Então, de várias formas, as pessoas se manifestaram, e instituições, apoiando as ações que estão sendo realizadas no sentido de primeiramente limpar a cidade. Evidente que as pessoas das áreas atingidas tem equipe trabalhando, levando para hospitais onde recebem todo o tratamentoi necessário, mas as pessoas até com a necessidade de ter um alimento, a prefeitura está disponibilizando em alguns casos, cestas básicas, mas enfim, a solidariedade é bastante forte e interessante, que pela primeira vez aqui no Crato que eu vejo uma coisa tão forte neste aspecto da colaboração de vários cidadãos do Crato para se minimizar os efeitos dessa catástrofe."

Prefeito do Crato, Samuel Araripe fala sobre as providências que estão sendo tomadas

Em entrevista ao Blog do Crato na tarde de ontem, o prefeito do Crato, Samuel Araripe, depois de receber a comitiva do governador em exercício, que veio constatar In Loco os principais pontos atingidos pela enchente do canal do Rio Grangeiro, falou sobre os procedimentos que estão sendo tomados num primeiro momento e a médio prazo:

"O próximo passo é redigir um documento expondo efetivamente quais são os prejuízos. Tem aqui 10 equipes percorrendo a cidade, inclusive na zona rural, para ver realmente qual o tamanho do prejuízo, que nós já sabemos que é imenso, mas não temos a precisão. Feito esse estudo, muito em breve nós vamos redigir um documento oficial e passar uma cópia ao governo do estado e ao governo federal ( Avadã ) e pedir que os governos a partir de um levantamento preciso de quantos imóveis caíram, qual é o prejuízo do canal, quais são as ruas afetadas, nós já sabemos que mais de 500 imóveis foram afetados ( particulares ). E graças a Deus, até o presente momento não temos notícias de óbitos, mas as equipes estão percorrendo... a coisa foi assim muito rápida, ontem estávamos em Fortaleza reunido com o Governo do Estado, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil exatamente discutindo as forças-tarefa para enfrentar o inverno. Onte. A reunião foi ontem. Hoje acontece uma coisa dessas, mas a gente tem recebido uma solidariedade imensa. Tem mais de 30 máquinas pesadas trabalhando aqui no Crato da iniciativa privada, muitas delas. Espontaneamente, os construtores, o pessoal da cerâmica, e tem mais de 200 homens fazendo a limpeza da nossa cidade. O município não tem recursos para recuperar tudo isso, infelizmente. Então nós temos é que procurar o governo e de logo, já agradecer, porque estivemos de manhã com o governador, e agora nesse exato momento ele já se encontra aqui com o secretário Camilo Santana das cidades, o chefe de Gabinete Ivo, e eu tenho certeza que o governo do Estado e o governo Federal vão nos ajudar."

Reportagem: Dihelson Mendonça