"Se formos parar para refletir um pouco, veremos que nesta terra, nada nos pertence. Somos meros guardiães temporários de tesouros alheios".
Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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segunda-feira, 9 de maio de 2011
PENSAMENTO DO DIA - Por Dihelson Mendonça
"Se formos parar para refletir um pouco, veremos que nesta terra, nada nos pertence. Somos meros guardiães temporários de tesouros alheios".
Profissão Repórter:Sem Sofisma e Fantasia,a Vida Como Ela É...E Era Só-Wilson Bernardo.
Pérola nos Bastidores- Jacques Bloc Boris
Jacques Boris disse...
A- Dor que gera tristeza
C- Flor que gera alegria
J- O sol nasce com a beleza
A- Transformada em poesia
C- A dor logo se esvazia
J- Com a caneta do coração
A- E assim vai o poeta
C- Dia e noite, noite e dia
J- Perdido com seus amores
A- Levando seu dia-a-dia
Programa Cariri Encantado Sonoridades - 11/05/2011
Onde escutar
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com
Alceu Valença defende Chico Cézar contra o "Forró de Plástico"
O Forró Vivo!
Vejo com muito bons olhos – olhos atentos de quem há décadas observa os movimentos da cultura em nosso país – a iniciativa do Secretário de Cultura do Estado da Paraíba, Chico César, de “investir conceitualmente nos festejos juninos”, segundo comunicado oficial divulgado esta semana. Além de brilhante cantor e compositor, Chico tem se mostrado um grande amigo da arte também como um dos maiores gestores da cultura desse país.
A maneira mais fácil de dominar um povo – e a mais sórdida também – é despi-lo de sua cultura natural, daquilo que o identifica enquanto um grupamento social homogêneo, com linguagens e referências próprias. Festas como o São João e o carnaval, que no Brasil adquiriram status extraordinariamente significativo, tem sido vilipendiadas com a adesão de pretensos agentes culturais alienígenas mancomunados com políticas públicas mercantilistas sem o menor compromisso com a identidade de nosso povo, de nossas festas, e por que não, de nossas melhores tradições, no sentido mais progressista da palavra.
Sempre digo que precisamos valorizar os conceitos, para que a arte não se dilua em enganosas jogadas de marketing. No que se refere ao papel de uma secretaria ou qualquer órgão público, entendo que seu objetivo primordial seja o de fomentar, preservar e difundir a cultura de seu estado, muito mais do que simplesmente promover eventos de entretenimento fácil com recursos públicos. É preciso compreender esta diferença quando se fala de gestão de cultura em nosso país.
Defendo democraticamente qualquer manifestação artística, mas entendo que o calendário anual seja largo o suficiente para comportar shows de todos os estilos, nacionais ou internacionais. Por isso apóio a iniciativa de Chico em evitar que interesses mercadológicos enfiem pelo gargalo atrações que nada tem a ver com os elementos que fizeram das festas juninas uma das celebrações brasileiras mais reconhecidas em todo o mundo.
Lembro-me que da última vez que encontrei o mestre Luiz Gonzaga, num leito de hospital, este me pedia aos prantos: “não deixe meu forrozinho morrer”. Graças a exemplos como o de Chico César, o velho Lua pode descansar mais tranquilo. O forró de sua linhagem há de permanecer vivo e fortalecido sempre que houver uma fogueira queimando em homenagem a São João.
Alceu Valença
MÃES SÓ MORREM QUANDO QUEREM
(Friedrich Nietzsche)
"Eu tinha 7 anos quando matei minha mãe pela primeira vez.
Eu não a queria junto a mim quando chegasse à escola em meu 1º dia de aula.
Me achava forte o suficiente para enfrentar os desafios que a nova vida iria me trazer.
Poucas semanas depois descobri aliviado que ela ainda estava lá, pronta para me defender não somente daqueles garotos brutamontes que me ameaçavam, como das dificuldades intransponíveis da tabuada.
Quando fiz 14 anos eu a matei novamente.
Não a queria me impondo regras ou limites, nem que me impedisse de viver a plenitude dos vôos juvenis.
Mas logo no primeiro porre eu felizmente a redescobri viva.
Foi quando ela não só me curou da ressaca, como impediu que eu levasse uma vergonhosa surra de meu pai.
Aos 18 anos achei que mataria minha mãe definitivamente.
Entrara na faculdade, iria morar em república, faria política estudantil, atividades em que a presença materna não cabia em nenhuma hipótese.
Ledo engano.
Quando me descobri confuso sobre qual rumo seguir, voltei à casa materna. Único espaço possível de guarida e compreensão.
Aos 23 anos me dei conta de que a morte materna era possível, porém requereria muita lentidão...
Foi quando me casei, finquei bandeira de independência e segui viagem.
Mas bastou nascer a primeira filha para descobrir que o bicho mãe se transformara num espécime ainda mais vigoroso chamado AVÓ.
Apesar de tudo, continuei acreditando na tese de que a morte seria bem demorada,
e aos poucos fui me sentindo mais distante e autônomo, mesmo que a intervalos regulares, ela reaparecesse em minha vida desempenhando papéis importantes e únicos. Papéis que somente ela poderia protagonizar...
Mas o final dessa história, ao contrário do que eu sempre imaginei, foi ela quem definiu:
Quando eu menos esperava, ela decidiu morrer...
Assim... sem mais nem menos... sem pedir licença ou permissão... sem data marcada ou ocasião para despedida, minha tese da morte bem demorada ruiu.
Ela simplesmente se foi, deixando a lição que mães não são para sempre.
Ao contrário do que sempre imaginei, são elas que decidem o quanto esta eternidade pode durar em vida, e o quanto fica relegado para o etéreo terreno da saudade..."
Autor desconhecido
Pérola nos Bastidores - Claude Bloc
A - Dor que gera tristeza
C - Flor que gera alegria
A - transformada em poesia
C - a dor logo se esvazia
A- e assim vai o poeta
C - dia e noite, noite e dia
A - levando o seu dia-a-dia.
C - Claude Bloc
domingo, 8 de maio de 2011
Já no final da noite uma nota pela maternidade - José do Vale Pinheiro Feitosa
Era literalmente um FDP nos termos do desprezo pelo dia da mãe. Mas neste dia surgem muitas manifestações. São tantas notas de saudade, algumas de amargura, outras de alegria pelo encontro, e sempre tem alguém falando de perdas. A mãe se desdobrada em muitos sentimentos.
Mas nada por se estranhar. As referências dos filhos para as mães, além do comezinho de falar chavões, até por obrigação, são múltiplas e variadas. Como a vida de cada um é diferente do outro, vai daí que os sentimentos com o amor de mãe variem.
Ele sempre fora assim. Nada de comemorar o dia das mães na luz do próprio dia. Como costumava acordar às 9 da manhã, contava mais doze horas e a partir daí se manifestava. Com todo o vigor que o silêncio anterior não fazia suspeitar-se de tamanho respeito e amor pela mãe.
Por volta das 21h30min, a mensagem dele estava nos blogs: não é a mãe em quem penso, é nela, aquela mulher que me gerou, cuidou e me via muito mais importante do que me imagino. Ela por vezes vinha com a raiva da disciplina para educar. Mas, pacientemente, retira o carrapicho do medo que se entranha na nossa alma como se fosse parte dela. A mãe que morria de medo da vida, mas tinha vida suficiente para domar o medo que morria.
Por volta de 21h40min, um amigo, por telefone, o elogia pela mensagem, mas estranha sempre este comportamento atrasado. Ele responde: se hoje é o dia da mãe, eu vou esperar pelo menos umas doze horas para existir no mundo. ????? – tanta interrogação parecia se imprimir no silêncio do amigo do outro lado da linha ao que ele esclareceu: tenho que esperar que a mãe primeiro nasce para que eu viva.
Reconhecimento de um filho – Por Carlos Eduardo Esmeraldo.
Neste “Dia das mães” me emocionei por demais ao ler esta mensagem de um filho à sua querida mãe: “Mamãe, devo muito do que sou a você, que com bondade, sensibilidade e senso de justiça, me ensinou a ser justo e ético com as pessoas e com o mundo. Obrigado e feliz dia das mães.”Como seria bom se todos os filhos tivessem esse nível de reconhecimento! Foi isso mesmo que senti com minha saudosa mamãe, mas não escrevi um texto tão bonito quanto esse e hoje já não mais a tenho para dizer algo semelhante!
SOBRE FUNDAMENTALISMO
A temática do fundamentalismo voltou a ser enfocada, após os acontecimentos de 11 de setembro de 2001, quando aviões foram, intencionalmente, lançados contra o coração financeiro norte-americano, em Nova Iorque, e contra o coração militar norte-americano, o Pentágono, em Washington. Fundamentalistas islâmicos foram acusados de serem os autores do atentado.
As pessoas, que planejaram os ataques suicidas de Nova Iorque e de Washington, certamente, estavam convictas de que o faziam em nome da luta do bem contra o mal. Essa sua convicção é denominada de Maniqueísmo(Doutrina desenvolvida pelo persa Mani (século III), segundo o qual o universo foi criado e está dominado por dois princípios antagônicos: Deus e Diabo. Por isso, só há dois princípios opostos: bem e mal.), típica das pessoas que não vislumbram mais o arco-íris, mas só vêem preto e branco, luz e trevas... Seus argumentos não precisam ter sido religiosos. Os argumentos do presidente Bush, ao jurar vingança, foram semelhantes: ‘Vamos eliminar o mal deste mundo’. Bush não precisa ter feito suas colocações necessariamente religiosas.
Não são apenas fanáticos religiosos que precisam de argumentos para justificar seus atos, que a maioria chama loucura. Muitas vezes (na maioria das vezes?), quando procuramos argumentos para definir nossos fundamentos, procuramos por inimigos. Os proprietários e os acionistas da indústria de armamentos precisam de argumentos para dizer que são fundamentais. Aí o bom passa a ser mau e o mau passa a ser bom.
Quando Saddam Hussein usou armas químicas contra curdos e iranianos, era bom e boas eram as armas químicas. Quando passou a criticar os fornecedores dessas mesmas armas, passou a ser mau e más eram as armas químicas. Bom era Osama Bin Laden, ao tempo em que, em Hollywood, se filmava Rambo 3. Aí os afegãos muçulmanos eram bons. Eram, nas palavras de Ronald Reagan, heróis semelhantes aos pais fundadores dos Estados Unidos da América do Norte. Treze anos depois são maus.
Em 11 de setembro de 1973, 28 anos antes de 11 de setembro de 2001, o palácio presidencial de Santiago do Chile ardeu em chamas e o presidente Salvador Allende foi assassinado. O ato foi considerado bom, pois, segundo Henry Kissinger, o país “se havia tornado marxista em decorrência da irresponsabilidade de seu povo”. Todos os fundamentalistas se parecem: os religiosos e os do mercado. Os religiosos, porque vivem dos dogmas da fé; os do mercado sempre, porque, para eles, o mais importante são as leis que regem a compra e a venda de seus produtos. Desprezam vidas humanas. O trágico é que, enquanto desprezam vidas humanas, o fazem em nome da Única Verdade. As atrocidades do movimento guerrilheiro Sendero Luminoso, no Peru, prepararam as atrocidades do presidente Fujimore.
As atrocidades do Oriente Médio prepararam as atrocidades do terrorismo feito em nome de Alá. Não é Alá quem comete os crimes feitos em seu nome. Não foi Deus quem encomendou aos nazistas o holocausto judeu; não foi Deus quem encomendou a expulsão dos palestinos de suas terras. O maniqueísmo, o olho por olho e do dente por dente, deixa o mundo cego, sem olhos, e desdentado. Depois de as vacas terem ficado loucas, os seres humanos enlouquecem. Os seres humanos criaram sistema que provoca loucuras, em nome da Verdade Única.
texto acima é parte de um artigo do Prof. Dr. Martin N. Dreher, da UNISINOS)
Curtas - XXII - Aloísio
Dor que gera tristeza
transformada em poesia
e assim vai o poeta
levando o seu dia-a-dia.
O DOM DA VIDA - Homenagem a todas as Mães - Dihelson Mendonça
Se formos parar para refletir um pouco, veremos que nesta terra, nada nos pertence. Somos meros guardiães temporários de tesouros alheios. Estamos aqui por um breve período, e um objeto material que hoje nos pertence, já pertenceu a outros antes de nós, e pertencerá a tantos outros, depois que deixarmos essa existência. O que temos afinal nessa vida ?Temos uma leve "ilusão de posse".
Se observarmos bem, veremos que um espaço de 70 anos, que é a vida média de um indivíduo, nada representa no contexto cósmico da existência, nada adiciona em termos de tempo do universo, que tem cerca de 15 Bilhões de anos. Somos mais uma entre 6 bilhões de pessoas iguais a nós, cada uma lutando por um lugar ao sol, com as mesmas dificuldades, com sonhos, com anseios, e que faz parte de uma dentre 3.000 outras espécies que convivem nesse pequeno pontinho de poeira cósmica chamado de planeta Terra, que gira em torno de uma diminuta estrela que é apenas uma entre 100 bilhões de outras, de uma galáxia que é mais uma entre outras 100 bilhões de galáxias do universo, e que está fadado a um dia desaparecer.
NADA SOMOS!
Nem nossa roupa nos pertence. Nada trouxemos, nada levaremos. Nem nosso corpo físico nos pertence! Nada podemos fazer para encurtar ou prolongar os nossos dias aqui na terra. A única coisa que temos de fato, é este sopro de vida, que veio de um útero, aonde todos fomos gerados.
Essa é a única verdade. Todo o resto é ilusão.
Nem propriedades, nem dinheiro, nem posse alguma deve ser motivo de orgulho a alguém na condição humana. Somos como outro bicho qualquer, como uma barata, por exemplo, que tem uma cabeça e patas. Quebrem uma das pernas e esse animal sairá se arrastando pelo chão. Quebrem-lhe o pescoço e se comportará igual a uma galinha morrendo asfixiada. Não somos diferentes, decerto! Temos o mesmo sangue vermelho correndo nas veias igual a qualquer animal. O que nos difere dos outros seres, é a consciência do estar vivo momentaneamente. É poder traçar o curso por onde queremos ir, muito embora nem sempre tenhamos o PODER de realizá-lo. A única coisa que temos de fato, é esta vida que nos foi dada como dom gratúito.
De fato, nossas mães deveriam ser as pessoas mais amadas e reverenciadas no centro de nossas vidas, pois elas nos proveram desse singular e relevante bem mais precioso: O de estar com os nossos colegas do planeta, pois em muito breve, ao pó retornaremos para sermos novamente o que éramos antes de aqui existirmos.
Minha amada mãe, eu te agradeço por me dares a chance de passar uns poucos dias aqui nesta terra, e que essa estada possa ser útil de alguma forma à humanidade.
- Obrigado por me trazer do lodo, da pedra, do barro de que fui gerado.
- Obrigado pelo sopro de vida que fez meu coração bater pela primeira vez.
- Obrigado pelo primeiro movimento dos pulmões, que trouxe um outro e em seguida, mais um outro até hoje.
- Obrigado por me fazer enxergar a luz do mundo, em meio a tantas dores.
- Obrigado pelas noites de vigília, em que ficavas ao meu lado velando meu sono, e cuidando das minhas muitas enfermidades.
- Obrigado por me dar amigos a quem pude chamar de irmãos.
- Obrigado por tantas e tantas coisas que não posso aqui escrever, e que representam tudo o que sou e o que sei. Mas acima de tudo, obrigado pela chance única de viver, de poder contemplar o universo e de gritar no mais alto dos tons: "Estou vivo! Eu Existo!" ainda que seja por um breve, porém feliz tempo.
Hoje o universo ficou mais belo. Porque eu sei que tu existes, e que nada do que fizeste por mim será em vão. E que bom que vivi tempo suficiente para compreender todas essas coisas que uma criança ou um adolescente jamais compreenderia. Acima de tudo, obrigado por me concederes o dom da VIDA.
Dihelson Mendonça
Na Foto: A minha mãe, Haydée, em sua segunda Formatura após os 60 anos de idade. Exemplo de vida, de trabalho e de dedicação. Acorda todos os dias às 06 da manhã para o trabalho, e só sai às 18:00, fazendo isso há pelo menos 55 anos no serviço público. Nunca deixou de acreditar na força do trabalho e nas grandes virtudes do ser humano. A você, dedico este pequeno artigo.
LEMBRANÇA - Marcos Barreto de Melo
Na saudade que é infinda
Só a lembrança ameniza
A dor que em mim pereniza
Hoje, sem a tua ternura
Vou plantar meu padecer
Pra colher tua lembrança
Enquanto espero o anoitecer
Marcos Barreto de Melo
Os Discípulos de Emaús – Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Em todas as missas celebradas neste domingo é proclamada uma das passagens mais bonita do Evangelho. Nele o Evangelista Lucas nos revela, que após a morte de Jesus, dois de seus discípulos, andavam de Jerusalém para o povoado de Emaús, distante 11 km desta cidade, quando Jesus se achegou perto e começou a caminhar ao lado deles, sem ser reconhecido. Perguntou o que eles iam conversando pelo caminho. Os discípulos com o rosto muito triste, indagaram: “Por acaso és o único forasteiro em Jerusalém que não soubeste o que aconteceu a Jesus de Nazaré, um profeta poderoso em palavras e ações? Já faz três dias que os nossos chefes sacerdotes o entregaram para ser condenado à morte, e o crucificaram. Nós esperávamos que ele fosse o libertador de Israel.” Os discípulos lhe contaram ainda, que algumas mulheres do grupo haviam visto o túmulo vazio, e que dois anjos disseram a elas que o Mestre havia ressuscitado. Mas ninguém o tinha visto. Jesus, até então um desconhecido peregrino para eles, começou a lhes explicar o que dizia as Sagradas Escrituras a seu respeito. E quando eles chegaram ao povoado de Emaús, Jesus fez de conta que ia continuar a caminhada. Os discípulos disseram: “Fica conosco, já é tarde e a noite já vem.” Naturalmente, eles sabiam que era perigoso andar por aquelas estradas à noite. Jesus aceitou o convite, e durante a ceia, ao partir o pão, foi reconhecido pelos discípulos. Como por encanto, Jesus desapareceu. Os discípulos olharam um para o outro e perguntaram: “Não estava o nosso coração a arder quando ele nos falava pelo caminho?” E de repente, encheram-se de coragem e voltaram a Jerusalém para contar o que tinha acontecido aos onze apóstolos, que estavam reunidos. Receberam desses a afirmação de que o mestre havia realmente ressuscitado e encontrara-se com Pedro.Que lições poderemos tirar dessa mensagem? Em primeiro lugar, aquele que caminha com Jesus pelas estradas da vida não pode ter medo. Quem tem o Filho de Deus ao seu lado nada deve temer. Em seguida, sabemos que o Cristo ressuscitado poderá a qualquer momento ser encontrado na Bíblia Sagrada, na partilha fraterna do pão e no meio da comunidade reunida. O projeto de vida que Jesus nos deixou engloba todas essas características próprias de seus seguidores.
Vivemos numa sociedade voltada para os bens materiais e por isto se tornou profundamente individualista. Como seguidores de Cristo temos como dever trabalhar no sentido de transformar essa sociedade, tornando-a mais justa e solidária. Não será tarefa fácil, mas caminhando ao lado de Jesus, tudo será possível.
“Fica conosco Senhor! É tarde a noite já vem, fica conosco Senhor! Somos teus seguidores também.” (Refrão da música “Os discípulos de Emaús” do Pe. João Carlos. SDB)
Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Jesus presente na partilha – Por Pe. Nilo Luza ssp
O povo brasileiro tem convicção de que Deus caminha com ele, em tudo o acompanha. Essa presença, porém, nem sempre é “dinâmica”, isto é, capaz de provocar a transformação dos momentos difíceis da vida. A fé em Cristo, companheiro no cotidiano da existência, pode iluminar nossa vida e mudá-la de rumo, a exemplo dos discípulos que, após perceberem a presença do Ressuscitado, retornaram à Jerusalém e anunciaram a boa notícia aos irmãos.
Assim como acompanhou os discípulos de Emaús, Jesus nos acompanha em nossa trajetória, e com sua palavra, nos ilumina e vai mudando nossa maneira de encarar as coisas e os acontecimentos.
O caminho de Emaús é o caminho da nossa fé. Ela nos dá a certeza de que Cristo, embora não de forma física, continua presente e nunca nos abandona. Essa certeza será sempre maior à medida que nos deixamos iluminar com sua presença e nos alimentamos pela eucaristia, sinal por excelência de partilha e solidariedade.
E é justamente na hora da partilha do pão os discípulos o reconhecem (os olhos deles “se abriram e eles reconheceram Jesus”), pois esse foi o gesto repetido por ele ao longo de sua vida. A sociedade de hoje reconhece Cristo à medida que os cristãos forem capazes de partir o pão. Isso significa compromisso com a justiça, com a solidariedade, com a defesa daqueles aos quais é roubado o pão cotidiano. Sem partilha e solidariedade, estamos caminhando no rumo que nos afasta de Jesus.
Por Pe. Nilo Luza, ssp
“Transcrito do jornal “O Domingo” Edição de 08.05.2011”.
A Janine Bloc
A VERDADEIRA HISTÓRIA DAS MÃES ...
Depois, Deus criou a mulher, de um pedacinho que sobrou e mais um pedacinho que faltou e teve que ser tirado ao homem... dizem que foi de uma costela, mas não, foi matéria mais nobre... foi um pouco mais acima, do coração.
Depois, Deus amassou muito bem, esmerou-se no feitio, e lá saíu, prontinha, a mulher.
As mães, essas, foram um caso à parte. Foi difícil...
Pensou, pensou, fechou nos olhos a recordação doce da Sua Mãe, e, finalmente, abriu-Os e deitou mãos à obra. Queria que ela fosse tudo o que Ele precisasse, quando não Lhe apetecesse ser Deus, e quisesse ser apenas menino...
Então tomou uma nuvem do amanhecer, daquelas mais fofas e rosadas, e moldou-a em abraço de embalar...
Pegou-lhe com jeitinho e escondeu-lhe um ninho dentro, feito só de esperanças...
Deu-lhe o poder de ser seiva, no seio, e a seda das pétalas, nas mãos...
Tocou-a com um raio de sol e deu-lhe a graça de ser agasalho...
Juntou-lhe um toque de brisa e deu-lhe a flexibilidade da compreensão...
Temperou-lhe o porte de flor e acrescentou-lhe resistência...
Colheu um pedacinho de algodão doce, e acrescentou-lho, para a doçura... (nesse tempo o algodão doce crescia nos campos, só para Deus, claro...)
Passou-lhe a mão sobre a cabeça e legou-lhe sabedoria e instinto...
Depois, tirou um bocadinho da carne do Seu próprio coração, e enxertou-a no coração dela: assim tinha a certeza que ninguém mais, além d'Ele, seria capaz de ter tanto Amor no peito...
E assim, num domingo de Maio, há muito, muito tempo, Deus criou a Mãe..
sábado, 7 de maio de 2011
BIN LADEN - Uma vida dedicada a fazer o Bem à Humanidade !
Companheiros e Camaradas,Mais uma vez o imperialismo norte-americano empunhou a sua clássica bandeira odiosa, desferindo um golpe brutal, e assassinando a sangue-frio uma pessoa totalmente indefêsa. Um homem verdadeiramente do bem, cujo único pecado foi se opor aos ditames da nação mais poderosa do planeta. Um homem que teve a sua sentença de morte decretada e anunciada com anos de antecedência nas dependências do pentágono.
Finalmente cumpriram o veredito, e mataram Osama Bin Laden, um santo defensor das causas dos pobres do terceiro mundo. Poderíamos até fazer um paralelo a São Francisco de Assis, ou a um "Robin Hood" dos tempos modernos, que tirava dos ricos e dava aos pobres. Entristece-me a alma ver um ente cujo único defeito foi ser fiel à sua religião e ao seu povo ter seu corpo lançado aos tubarões na maior das frialdades. Afinal, só porque em 11 de setembro de 2001, sob seu comando, realizou-se um ataquezinho "besta", lançando aviões sequestrados contra as torres gêmeas em Nova York e contra o Pentágono, na capital estadunidense, provocando a morte imediata de pelo menos 2754 pessoas, oriundas de 90 países distintos. Só porque em Em 7 de agosto de 1998 o seu pequeno séquito só de gente bem-intencionada, a Al-Qaeda, utilizou carros-bomba para explodir duas embaixadas dos Estados Unidos, uma no Quênia e outra na Tanzânia, matando no total 256 pessoas e ferindo 510 pessoas. Só porque em 12 de outubro de 2000 a Al-Qaeda fez outro ataque contra o navio da marinha estadunidense USS Cole, que se encontrava atracado para reabastecimento no porto de Aden, no Iêmen, o queprovocou a morte de 17 militares estadunidense.
Ora, isso é trivial! Acima de tudo, Bin Laden é um príncipe da fé, um abnegado das grandes causas, doravante, um mártir, barbaramente hostilizado por aqueles que só defendem esse regime odioso chamado capitalismo, que representa não mais que a exploração do homem pelo homem. Camaradas vermelhos, a luta continua contra o imperialismo americano. Nosso irmão Bin laden se foi, mas temos muitos outros que darão o seu sangue pelas justas causas.Bin Laden foi um cidadão do bem. Só trouxe a PAZ à humanidade. Um ser iluminado, concebido sem pecado, para libertar o planeta de toda a tirania. Agora, com essa morte fatídica, será certamente recebido no Céu dos islamitas, por 72 das mais lindas vírgens, e nós aqui saudamos esse "São Jorge" guerreiro e sua espada flamejante, que lutou bravamente contra os dragões da maldade.
Avante, companheiros!
Viva a juventude socialista!
Viva Lenin, Viva Che Guevara, Fidel e todos que lutaram contra o mesmo regime !
Bin Laden é hoje um símbolo do nosso idealismo, mais um mártir nessa luta contra o odioso imperialismo norte-americano, pois afinal de contas, em toda a sua vida o seu legado para a humanidade foi um so: Fazer o BEM e promover a PAZ.
( Inversão de valores )
Por: Dihelson Mendonça
De um Leitor para as Mães Colaboradoras do Blog do Sanharol, Magnolia e Claude
Essa foi a maneira que achei melhor para homenagear as duas mães colaboradoras do Blog Sanharol.(Leitor)
(Recebido por e-mail)
NO TAPETE DE SÓCRATES
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Teologia do espetáculo (transcrição)
Foi “política” a decisão de não esperar os habituais cinco anos para iniciar o processo, apoiar-se num “milagre” arrancado a fórceps e ignorar as “objeções”, em especial as fundadas nas obscuras manobras financeiras do Vaticano em sua gestão e a negativa do papa polonês a investigar e punir padres e bispos pedófilos. Principalmente o corrupto padre mexicano Marcial Maciel, líder da Legião de Cristo, que abusou de menores (inclusive dois de seus próprios filhos ilegítimos), mas manteve a boa vontade da Igreja arrecadando rios de dinheiro de milionários mexicanos, boa parte dos quais fluiu para os bolsos da Cúria Romana. O papa polonês protegeu-o até o fim e o próprio Ratzinger teve de esperar subir ao trono papal para discipliná-lo.
Trata-se de santificar não a duvidosa virtude de Karol Wojtyla, mas a virada conservadora que promoveu. João XXIII e Paulo VI haviam conduzido a Igreja à modernização e reaproximação com a sociedade laica e com outras igrejas e religiões, processo subitamente freado após a morte nunca devidamente esclarecida do efêmero João Paulo I e a eleição do polonês identificado com a luta contra o comunismo. FORAM CONGELADOS OS DEBATES SOBRE CONTRACEPÇÃO E O PAPEL DA MULHER NA IGREJA. Quando o cardeal de Sevilha, José María Bueno, reuniu-se com ele e insistiu em que sua consciência lhe impunha insistir na questão do celibato e da escassez de sacerdotes, Wojtyla foi brutal: “E minha consciência de papa me impõe expulsar sua eminência de meu escritório”.
Fora dos corredores estagnados do Vaticano, porém, os ventos continuaram a soprar. Abriu-se ainda mais o abismo entre uma Igreja cada vez mais conservadora e exigente e a sociedade civil dos países católicos, cada vez mais laica e menos interessada nas opiniões do papa sobre moral e pecado.
O Vaticano é hostil aos exorcismos das igrejas carismáticas populares, mas sente a mesma necessidade de “espetacularização”. A apressada multiplicação de beatificações e canonizações tenta suprir o déficit de interesse, distribuindo santos a comunidades e grupos de interesse que não os tinham. Paulo VI fez 11 canonizações em 15 anos; João Paulo II estabeleceu um recorde histórico com 113 em 25 anos, inclusive o controvertido fundador da Opus Dei e a canonização coletiva de 25 fanáticos cristeros que lutaram contra o governo laico do México nos anos 1920 e 1930. Bento XVI fez nada menos de 34 nos primeiros seis anos.
Não são tempos fáceis para a Igreja Católica. Foi deixada por 50 mil alemães e 53 mil austríacos em 2009 e por 180 mil alemães e 87 mil austríacos no ano seguinte. Não se trata do abandono tácito de quem simplesmente deixa de comparecer às missas, mas de pedido formal de baixa, enviado a autoridades civis de forma a encerrar o pagamento de contribuições à Igreja (1,1% da renda, até o limite de 200 euros anuais) e pesa de fato nos bolsos das paróquias e dioceses. Desde 1990, 1,78 milhão de alemães formalizaram sua apostasia, mas o salto recente nos números está relacionado aos escândalos de pedofilia: é nas dioceses mais afetadas que o êxodo é maior. Na Bélgica, foram 66 casos em 2008, 380 em 2009 e 1,7 mil em 2010. Mesmo na arquicatólica Polônia, a frequência à Igreja caiu de 60% nos últimos dias do regime comunista para 45% nos dias de hoje. Na Inglaterra e em Gales, 61% dizem que têm uma religião, mas apenas 29% se dizem religiosos. Só 48% dos 53,5% que se dizem cristãos (ou seja, 25,7% dos ingleses) acreditam que Jesus foi de fato o filho de Deus e ressuscitou dos mortos.
A aposta do Vaticano de Joseph Ratzinger parece ser em uma Igreja capaz de manter “influência política” (e arrecadar recursos financeiros) por meio de um rebanho pequeno, mas monolítico e militante.
Assim, a Igreja se recolhe e a instituição que moldou a civilização ocidental pouco a pouco se transforma em uma entre muitas seitas reacionárias e intolerantes.
Fonte: Carta Capital
O Bebê, quando nasce é miudinho
Não caminha, não conversa, não tem dente
O seu corpo é pequeno e fraquinho...
Da mamãe, em quase tudo é dependente.
Tem a pele tão fina e delicada,
Tem carência de amor e alimento
Sua Mãe, atenciosa e dedicada
Cuida e trata do Bebê todo momento.
Engatinha, se levanta e logo corre,
pula e grita, não rejeita diversão.
Se machuca, vem a Mãe e lhe socorre
Sempre pronta, dá conforto e atenção.
O mundo todo serena, se adormece:
Pois dormindo, é sinônimo de Paz.
Quem tem Mãe, neste mundo não padece:
Seu amor, do sofrimento nos refaz.
Quando à noite, já bem tarde, ele desperta
Com seu choro acordando os vizinhos,
Sua Mãe corre pronta e sempre alerta,
alimenta e logo troca os seus paninhos.
Quando vive em ambiente de harmonia
O amor em seu peito resplandece
Brinca e cresce transmitindo alegria
Quem tem Mãe neste mundo, não padece.
A criança é banhada de carinho,
de amor, de ternura e atenção.
A mamãe lhe ensinando direitinho
como ser um bom filho e bom irmão.
Quando chega a idade de escola
Diminui o tempo de brincadeira,
De correr, de boneca ou de bola,
De gritar e pular a tarde inteira.
Sendo jovem, já é Mãe experiente,
Logo aprende como deve proceder...
A Natureza lhe ensina o expediente:
Com sua vida, a da criança defender.
Independe da idade que ela tenha
Mãe é Mãe, seja qual for sua idade,
Não há força neste mundo que a detenha
Quando busca, pros filhos, felicidade...
Se um filho se desgarra, se desvia,
É pra ela, grande dor e sofrimento:
Vive sempre na esperança que um dia
Ele volte, pelo arrependimento.
Quando um dia ele voltar arrependido
Pelas dores e tormentos que sofreu
Dessa Mãe, no seu colo, tem abrigo,
Pois o Amor em seu peito não morreu.
A minha Mãe também quero enaltecer:
É um presente que dos céus eu recebi:
Em minha vida sempre hei de agradecer
Os valores que com ela aprendi:
Ser bom filho,bom amigo e bom cristão,
Ser honesto, ser leal, ser caridoso,
ser correto, ser fiel no coração,
prestativo, conpreensivo e carinhoso.
Meu respeito e minha admiração
Neste canto de amor, fé e franqueza,
Canto agora em formato de oração,
Louvo a obra da Divina Natureza:
Bela Mãe que a todos nós nos deu à Luz...
E com amor, com ternura nos ensina,
Orienta, nos guarnece e nos conduz
Ao amor da Natureza Divina.
Bin Laden Ressuscitou - José do Vale Pinheiro Feitosa
O problema da ressurreição se mostrou mais claro. Não adiantava buscar aparências; a verdadeira vida é conceitual. Era o conceito ameaçador da segurança dos EUA e da política de seus governos que corporificava Bin Laden.
E foi assim que o mundo viu o poderoso destruidor do futuro das pessoas, o arrasador do patrimônio das famílias, aquele que, pelo terror, leva as famílias ao desespero e ao abandono de seus estilos de vida. Bin Laden o grande terrorista ressurreto anda incólume no território atacado dos EUA.
A gasolina subiu estupidamente. O desemprego nos EUA atinge 14 milhões de pessoas. “O número de norte-americanos que pediram auxílio-desemprego atingiu o maior nível em oito meses na semana passada e o crescimento da produtividade dos Estados Unidos desacelerou no primeiro trimestre, abatendo as perspectivas em uma economia que tem dificuldades para ganhar velocidade. O aumento na quantidade de pedidos de auxílio-desemprego foi de 43 mil, totalizando 474 mil com ajuste sazonal, informou o Departamento de Trabalho dos EUA nesta quinta-feira. É o maior patamar desde meados de agosto de 2010.”
O número de telefones celulares e de pontos de TV a cabo vem despencando no país e não é causado por enjôo com a tecnologia. É falta de renda familiar para honrar os compromissos com as assinaturas destes serviços. Esperem mais desassossego provocado pelo terrorismo Bin Ladista com massas feito zumbi entre um lugar e outro em busca de esperança.
O pior de tudo é que gastaram um dinheirão para assassinar um corpo, enquanto o conceito andava solto no território americano. O Obama tudo dia oferece um circo pela morte de Bin Laden: jantares, visita ao marco zero, hoje mais algumas lantejoulas, e o terrorista anda solto.
Um monstro devastador - Emerson Monteiro
Numa sequência de entrevistas com personalidades importantes; políticos, intelectuais e cientistas; Bill Clinton, Jimmy Carter, Dráuzio Varella, Gael Garcia Bernal, Paulo Coelho, etc.; esse trabalho quer indicar maneiras novas de abordar o grave problema, considerado muito mais uma questão de saúde pública do que, apenas, fator e origem da criminalidade. A dependência das drogas ocasiona males inimagináveis à família e à sociedade, deixando cicatrizes profundas na história, desde as remotas eras.
O maior perigo das substâncias estupefacientes é que prendem pelo prazer físico imediato, motivando a ânsia da repetição e estabelecendo a sujeição química dos seus usuários.
No filme, no meio de outros depoimentos, o ex-presidente norte-americano Bill Clinton declara haver conhecido as drogas através da dependência de um seu irmão que se tornara dependente de cocaína, levando-o saber, na própria pele, os males da trágica matéria.
Flagelo avassalador, as drogas chegam inclusive às penitenciárias de segurança máxima, conforme analisa um dos entrevistados. Indiscriminadamente, vitimam todas as classes sociais, todas as idades, todos os países, raças e credos. Ninguém se dirá livre da infelicidade das drogas, que aparecem na gênese dos piores delitos e maldades humanas.
No filme, também o escritor Paulo Coelho observa os riscos a que incorrem pessoas quando assumem o ônus de conhecer as drogas, a partir de quando nada mais poderão decidir com liberdade. Uma viagem sinistra, as drogas impõem condições irreversíveis, da doença à morte, no confronto de situações extremas e destruidoras.
A fatalidade das perversas substâncias rasga os olhos desta civilização, limitando as providências dos governos, que ainda ignoram as proporções reais do terrível inimigo em termos de consequências atuais e futuras. Deste modo, sombras de medo percorrem ruas e palácios, numa escalada jamais vista admitida em tempo algum.
A ciência e os órgãos de segurança, só por si, enfrentam a crise na esperança dos meios ideais de, pelo menos, reduzir o prejuízo comum, enquanto a responsabilidade do problema pesa nas costas de gregos e troianos, pais, irmãos, filhos, amigos e desconhecidos, numa luta surda para conter os números da triste servidão.
E por falar em São Francisco, Santa Clara a padroeira dos aviadores um poema de Manoel Bandeira
Santa Clara, clareai
Estes ares.
Dai-nos ventos regulares,
de feição.
Estes mares, estes ares
Clareai.
Santa Clara, dai-nos sol.
Se baixar a cerração,
Alumiai
Meus olhos na cerração.
Estes montes e horizontes
Clareai.
Santa Clara, no mau tempo
Sustentai
Nossas asas.
A salvo de árvores, casas,
E penedos, nossas asas
Governai.
Santa Clara, clareai.
Afastai
Todo risco.
Por amor de S. Francisco,
Vosso mestre, nosso pai,
Santa Clara, todo risco
Dissipai.
Santa Clara, clareai.
Louvação

Com todas as tuas criaturas,
Especialmente o senhor irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos alumia.
E ele é belo e radiante
Com grande esplendor:
De ti, Altíssimo, é a imagem.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formaste as claras
E preciosas e belas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Vento,
Pelo ar, ou nublado
Ou sereno, e todo o tempo,
Pelo qual às tuas criaturas dás sustento.
Louvado sejas, meu Senhor
Pela irmã Água,
Que é muito útil e humilde
E preciosa e casta.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelo irmão Fogo
Pelo qual iluminas a noite,
E ele é belo e jucundo
E vigoroso e forte.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a mãe Terra,
Que nos sustenta e governa
E produz frutos diversos
E coloridas flores e ervas.
Louvado sejas, meu Senhor,
Pelos que perdoam por teu amor,
E suportam enfermidades e tribulações.
Bem-aventurados os que as sustentam em paz,
Que por Ti, Altíssimo, serão coroados.
Louvado sejas, meu Senhor,
Por nossa irmã a Morte corporal,
Da qual homem algum pode escapar.
II Festa das Mães
Local: Crato Tênis Clube
Data: 6 de maio de 2011- 22 horas
Ingresso casal: R$ 30,00
Realização: Rotary Club de Crato e Casa da Amizade















