Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Histórias
***


Ponto por ponto
Passo a passo
Entro em compasso
Ao vento, no espaço
Sem contraponto
Não ato, nem desato.

Abraço o tempo
De grandes maresias
Dias claros, noites frias
Me solto, me embaraço
Nas frestas da alegria.

Não quero ser além do que esperas
Sou branda quando falo
Sou tudo o quanto quero
Não busco estrelas inatingíveis
Não busco sonhos impossíveis
Conto pontos, conto fatos
E me encanto quando penso
Nas histórias que dirias
Porque sei que tu ririas
Do meu jeito de te ouvir. 

Claude Bloc


Somos folhas em branco - Emerson Monteiro


Quem dá significado aos objetos e acontecimentos, e às outras pessoas, é a cabeça da gente, a mente da gente. Por isso, preocupações sujeitam atrapalhar o compasso de esperar os minutos seguintes. Todo penso é torto, no que diz a experiência. E peru é quem morre de véspera, noutra cogitação. Fôssemos viver de pensar, renderia quase nada, vez que significados inexistem na realidade, quando eles só representam o produto do que se pensa. A gente importa as visões e as trabalha na oficina da cabeça, ferreiro insistente, quando já se tem tanta coisa para cuidar; e ainda saímos juntando troços e fazendo fogueiras no juízo, cipoal do desassossego.

Enquanto isto, o mecanismo das pessoas possui um dispositivo interno que solucionará o drama de tais preocupações. Lá bem no centro, no meio da ciranda apressada dessas coisas em atividade, mora a paz.

A fim de chegar a esse lugar importante carece, no entanto, concentrar o esforço gasto com o pensamento, a energia gasta nos movimentos que criam os sentidos na tela da imaginação. Manusear com gosto este procedimento produzirá resultados jamais vistos. No mínimo evitar-se-á as chamadas depressões mentais, os buracos sem fundo que constrangem e reduzem o peso da alegria que temos e poucos usam com rotina. Durante os quadros escuros da caminhada, precisa esquecer o que desafina o instrumento individual. Aqui ao lado de você reside a outra possibilidade de viver com satisfação cada minuto, independente da ânsia dos resultados. Limpar as leiras da responsabilidade e germinar plantas boas.

Plantar bons frutos hoje, no momento presente, e aguardar resultados favoráveis. Catar as sementes das histórias vividas, selecionar as melhores e fincar com gosto nas terras infinitas do coração. Todo tempo é tempo de felicidade. Evitar o mal e fazer o bem, aos outros, à natureza, a cada ser, inclusive a si próprio. Encher a própria bola servirá de motivo de viver bem e com sabedoria. Certos das leis da Natureza, tratemos de corrigir o rumo da viagem e conduzir o barco às águas tranquilas das estações seguras, livres dos traumas e contradições que sumiram na fumaça dos vícios de antigamente.

Essa modalidade valiosa de aplainar estradas no horizonte iluminado de sol sempre funcionará. Largar hábitos que diminuem a satisfação de crescer representa oportunidades positivas. Expulsar os insetos do território e dormir melhor, no exercício de olhar acima das perturbações desnecessárias; quanta coerência em agir desta maneira.

Ouço dizer que o olho do furacão é de pura calma. A agitação fica no entorno em que os ventos sacolejam o espaço. Mas no miolo as correntes de ar impacientes guardam inteira harmonia. A lição desse fenômeno explica como controlar a máquina do pensamento e evitar as desordens em volta. Buscar de tal modo o ponto do equilíbrio, que ocasionará surpresas agradáveis e dias abençoados.

Pensamento do Dia - Clarice Lispector...

"Sou composta por urgências: minhas alegrias são intensas; minhas tristezas, absolutas.
Me entupo de ausências, me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito, eu só vivo nos extremos."




Clarisse Lispector

IMAGEM


Busco uma imagem no ar...
Nas pessoas
Nos gestos
Nas palavras...
Busco uma imagem na natureza
Nos animais
nas fotografias
Nos acontecimentos...
Busco uma imagem na imaginação...
Através da música
De um conto
De uma poesia...
Embaralham no meu pensamento...
E me encanto
na dança das imagens
Em movimento
Busco a arte em qualquer lugar...
Crio, invento
Alimento meu ego
Sinto que existo e faço existir...
A busca de uma nova imagem
faz parte de mim...

Edilma Rocha

PÉROLAS DOS BASTIDORES - Por Claude Bloc


A CARA DO SERTÃO

Mundim,
Latada toda enfeitada
Lua branca, pé no chão
Sanfona preta e dourada
Pandeiro e violão
Muita menina faceira
Mulher falando besteira
É A CARA DO SERTÃO

Mundim do Vale rimando
Seus versos lá no oitão
O som de galo cantando
No armador um gibão
Uma casinha de taipa
Pois disso ninguém escapa
É A CARA DO SERTÃO

Baião de dois na panela
Garapa, milho, feijão
Café torrado no caco
Gergelim e agrião
Capote bem temperado
Carne de porco e de gado
É A CARA DO SERTÃO

De noite o céu estrelado
E o som de um violão
Fogueira, xote e xaxado
No peito a emoção
Saudade de um passado
Que sempre será lembrado
É A CARA DO SERTÃO

Claude Bloc

Um livro sobre João Paulo II – por Armando Lopes Rafael




Li-o de um folêgo, como se costuma dizer. O livro (“João Paulo II, Peregrino da Esperança”, publicado pela Reader’s Digest) é formado por uma sequência de depoimentos de pessoas que conviveram sobre Karol Wojtyla – mais conhecido como Papa João Paulo II, recentemente beatificado.


Vejam uma parte do depoimento dado – em 2001 – pelo jornalista Lucjan Kydrynski: “Chegou-nos com pouco mais do que a roupa do corpo... Na altura, vivíamos na Rua Felicjanek, em Cracóvia. Tínhamos uma casa com três quartos num terceiro andar. Um quarto, o maior, era ocupado por umas senhoras alemãs que trabalhavam num escritório em Cracóvia. Nós ocupávamos os quartos restantes. Nós éramos eu, a minha mãe, irmã, irmão e, depois da morte do seu pai, Karol Wojtyla. Por alturas da véspera de Natal de 1940, Karol esteve na nossa casa a ver o meu pai.


Acabou por se mudar para nossa casa por alturas de Fevereiro de 1941. Ficou durante cerca de 18 meses. Karol possuía um pequenino canto para si – primeiro porque não havia muito espaço e depois porque tinha muito poucas coisas. Quando chegou lá a casa, possuía pouco mais do que a roupa do corpo. A ocupação alemã dava-nos poucas possibilidades de ter objetos pessoais. Para além disso, mesmo que ele tivesse querido trazer a sua mobília, não havia onde a pôr. Mas ele não era do tipo de possuir muita coisa. Mas trouxe-nos amizade, gentileza, alegria – e isso já era muitíssimo. (...)

Ou este testetemunho, dado pelo bispo polonês, Tadeusz Pieronek, quando Karol Wojtyla já era um jovem bispo. A ver: “Por que ficar preocupado? Ainda hoje lembro uma das expedições que fiz à Sicília com o arcebispo Wojtyla durante um intervalo nos debates do Concílio do Vaticano.
Era o primeiro dia de Novembro, o Dia de Todos os Santos. Fomos todos de comboio com o bispo Pietraszka, enquanto Wojtyla viajou sozinho. Visitámos muitas cidades, de Palermo a Catânia. Também subimos ao monte Etna de teleférico. A neve era espessa e caminhar era difícil. E, acima de tudo, era perigoso. Além disso, o tempo estava a acabar e aproximava--se a hora do avião para Roma.
Wojtyla não estava minimamente preocupado com tais assuntos. No caminho de volta, ele parou na encosta do Etna e começou a recitar o breviário. Aproximámo-nos, nervosos, e dissemos: «Por favor, arcebispo, o avião não espera, e está aqui a rezar.».
No entanto, ele não nos prestou atenção. Continuou a rezar.
Chegámos ao aeroporto 15 minutos depois do que era suposto. Mas acontece que o avião tinha esperado. O arcebispo de Catânia sabia que o arcebispo Wojtyla iria naquele voo e arranjou maneira de atrasar a partida. Entretanto, no aeroporto, Wojtyla aproximou-se de nós e disse com um sorriso: «Estão a ver? Está tudo bem. Por que ficar preocupado?”
E são muitos outros depoimentos – constantes no livro “João Paulo II, Peregrino da Espeança” – sobre a figura marcante do Papa. Uma pessoa mediática – significando que “vendia bem” na mídia, porque possuía uma noção do exato sentido de tempo e espaço. E talvez por isso mesmo, segundo o bispo Jan Chrapek: “João Paulo II teve a sensibilidade de saber que, apesar de tudo, os meios de comunicação não podem substituir o encontro do homem com outros homens, o encontro do homem com a natureza e, com certeza, não pode mediar o enconto do homem com Deus, em que o único mediador só pode ser outro homem, ainda mais quando esse homem é o Papa”.

É hoje, é hoje...

O HOTEL ENCOSTA DA SERRA convida para a inauguração do SALÃO IRMÃOS ANICETO e EXPOSIÇÃO DE QUADROS DECORATIVOS, Artes & fotografias de: Pachelly Jamacaru. Esta brilhante iniciativa, faz parte de uma nova visão da atual administração do hotel, onde os valores culturais em seus diversos segmentos são reconhecidos e valorizados.

Data: 08 de Julho/2011
Local: HOTEL ENCOSTA DA SERRA
Av. Pedro Felício Cavalcante - Caminho do Clube Recreativo Grangeiro
Horário: 19hs


Inauguração do Salão Irmãos Aniceto

Exposição de Quadros Decorativos, Pachelly Jamacaru.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Minhas sinceras desculpas ao Zé Flávio e à equipe de lançamento do Livro


São 22:02 do dia 07 de Julho de 2011, no momento em que escrevo estas palavras.

Hoje aconteceu um dos principais eventos artísticos e culturais do ano no Crato, e eu diria, do Cariri, com o lançamento no Teatro Municipal Salviano Saraiva do livro-áudio “O mistério das treze portas no castelo encantado da ponte fantástica” de autoria do Dr. J. Flávio Vieira, que faz uma tessitura dos mitos caririenses e é acompanhado de um CD com 15 Músicas, e um áudio-livro com a narração da história. A festa de lançamento aconteceu com um show que reuniu vários músicos e compositores caririenses que participaram do projeto, a exemplo de Luiz Carlos Salatiel, Amélia Coelho, Lifanco, Ibbertson Nobre, Luiz Fidelis, Pachelly Jamacaru, Ulisses Germano, Zé Nilton Figueiredo, João do Crato, Leninha Linard, Abidoral Jamacaru e muitos outros.

Sendo um evento de tal envergadura artística, o Blog do Crato jamais poderia deixar de comparecer, mas infelizmente foi isso que aconteceu; Eu não pude estar lá para fazer a nossa costumeira cobertura fotográfica e de entrevistas. Ontem falei com o Carlos Rafael na prefeitura municipal, e garanti a presença, e hoje falei ao telefone com o L.C Salatiel e garanti a presença. E por compreender a importância desse projeto ( que inclusive na época fui convidado a participar, mas não pude, devido ao meu tempo ), é que cedo me preparei aqui, carreguei as baterias da minha câmera e fiquei somente aguardando o horário. Dificilmente os amigos me vêm chegar cedo em algum evento; Meu costume é chegar atrasado, quase nunca adiantado. Pois bem, preparei tudo, telefonei para a "patroa", que ficou a me esperar, e como era ainda 17:34 eu raciocinei que não compensaria chegar muito cêdo e nos últimos dias tenho enfrentado aqui um déficit de sono terrível, com as madrugadas acordado e precisando ainda ficar acordado também de manhã, resolvi tirar um "cochilo" de 1 hora, para acordar às 18:30, quando daria perfeitamente para chegar ao teatro às 19:00.

Ora, deixei a câmera num lado da cama e com os pés no sapato social para o lado de fora, reclinei-me nos travesseiros enquanto assistia a CNN. Adormeci e acordei sobressaltado, com a TV já desligada, todo arrumado, pulei da cama para ir ao Teatro. Ao olhar para o relógio, vi que já era 21:42. "Perdi o evento que era imperdível". Imediatamente liguei para o fotógrafo Wilson Bernardo a fim de me dar alguma informação, pois ele não perde quase nenhum evento artístico, e ele me disse que foi para a RFFSA ao invés do teatro e que passou por lá no início da noite, mas como eu iria fazer a cobertura... Resultado: Não pude fazer a cobertura e também enquanto artista, prestigiar o merecido evento. Lamento muito que isso tenha acontecido, e escrevo estas linhas porque desejo aqui externar a minha insatisfação com a minha própria falta, pois eu sei que este evento deve ter sido grandioso, e quem perdeu foram todos os faltosos.

Nós que promovemos as artes e a cultura no Cariri devemos sempre prestigiar os encontros, as reuniões, como fizemos recentemente com a I Mostra Crato de Cinema e Vídeo e tantos outros que já aconteceram.

Fica aqui, o meu sincero pedido de desculpas não somente ao Dr. Zé Flávio, que é o autor, mas a todos os meus caros amigos que realizaram, que tocaram no show, irmãos de tantas lutas e que deram a sua parcela de contribuição para o sucesso do livro, que deve ser belíssimo, e que sem a minha presença, não diminuiu nenhum só ponto no brilho da festa. O Zé Flávio me conhece de muito tempo, e sabe dos meus hábitos noturnos, sabe também que estou falando a verdade e não precisaria inventar qualquer situação, quando ele mesmo foi um dos meus entrevistados na Mostra de Cinema e Vídeo.

Então, resta a minha tristeza pessoal por nao haver comparecido, porém a certeza de que o evento foi belo. Certamente, que o Pachelly Jamacaru deve ter ido, pois ele participou do projeto também, e nos trará a cobertura fotográfica para que possamos apreciar e divulgar para os nossos leitores do Blog do Crato. A mim, resta ir ali e tirar esta indumentária já perfumada e este sapato de bico fino que aperta tão bem os dedos dos pés. O show já terminou, certamente, porém o sucesso do livro-áudio do Zé Flávio apenas começou, e aqui iremos divulgar. Meus parabéns a toda a equipe, que com certeza, fez um belo trabalho. São 22:27 e temos ainda uma noite longa por aqui.

Dihelson Mendonça

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


MANJERICÃO-  O nome vem do grego basilikon, que significa "erva rainha". Para os hindus, que deram início ao seu cultivo, o Manjericão tinha a essência divina e, por isso, nos seus tribunais, os julgamentos eram feitos sôbre a planta. Introduzida no Egito há 4 mil anos, expandiu-se também para o Imperio Romano. Encontrado no túmulo de Cristo, depois da ressureição, foi adotado pelas igrejas ortodoxas, tanto para preparar água benta, como em vasos deixados debaixo do altar. No Haiti é um símbolo de proteção que acompanha a deusa pagã do amor "Erzulie".
 Seu aroma, textura e sabor dão prazer ao paladar. Reza a lenda que esta erva contém a essência divina. E é também uma poderosa erva do amor e da vaidade. As camponesas mexicanas carregam suas folhas junto ao corpo para atrair pretendentes.


Planta suculenta anual com cerca de 50 cm de altura. Originada da Ìndia. Existem inúmeras variedades. Cultivada em solo bem arejado e úmido, protegido do vento. Sol quente, evitando o do meio-dia. Pode ser cultivada em vaso. Deve ser regada no meio do dia e não ao entardecer. Se o tempo estiver muito quente, borrifar as folhas.


Na culinária, de sabor e aroma muito agradáveis, quente e penetrante, complementa o do alho. È um dos ingredientes mais apreciados para temperar molhos, salpicar em saladas, especialmente a de tomate. È a base do molho pesto e combina bem com muitos pratos. O óleo do Manjericão é tônico do sistema nervoso e sedativo. Pode ser usado em infusão, fricção, massagem, unguento e para repelir insetos. Combina com óleos essenciais de Bergamota, Gerânio, Hissopo,Alfazema, Alecrim, Cipreste, Cedro, Limão, Sálvia, Tomilho, Orégano, Tea tree e Zimbro.

Fonte - Jardim Interior - Denise Cordeiro

CRATO SUBESTIMADO

Pedro Esmeraldo

O cratense anda sem ânimo pelo pesaroso desgaste ocorrido sempre pela massa política.
Há muito tempo nota-se o povo desanimado devido a falta de coesão dos políticos desta terra, que não sabem distinguir o que vem de mal para o município.
De momento a momento, as autoridades de Fortaleza, desprezando o Crato, não oferecem nada que valha a contribuir com avanço tecnológico intelectual da juventude cratense. Tudo que vem para nós é surrupiado pela massa ignóbil de outras plagas, pois levam tudo para si, como querem ser o maioral, dizendo com o pensamento obscuro que o Cariri é só o Juazeiro.
Isso é infâmia, e um desdouro ao município do Crato e aos municípios pertencentes à área metropolitana do Cariri.
Não aceitamos essas medidas descabidas por que pela lógica o Crato é o município mais viável para ser contemplado com obras relevantes e que acelerem o desenvolvimento equilibrado e com entusiasmo desse povo que vem sofrendo há anos.
Também o povo cratense deve esquecer picuinhas e venha contribuir com entusiasmo, acabando com as intrigas que sempre ocorrem durante a administração no decorrer dos anos.
Vemos um povo desanimado e desequilibrado emocionalmente. É preciso criar coragem, ser otimista, lutar com denodo a fim de ajudar e reclamar desses políticos apáticos para que deixem de lado o comodismo e venham buscar metas que nos favoreçam com o trabalho e o bem-estar da população. Para isso precisa união de forças iguais com o intuito de exigir desses políticos trabalhos eficazes para que venham contornar a situação inconstante desse povo que ora aparece sem entusiasmo e sem força de vontade.
Nós, os cratenses, não suportamos mais essa situação vexatória que nos leva ao desprezo político. Olhem, o Crato está entregue à sua própria sorte, sem eira nem beira e sem ramo de figueira. Ah, Crato velho sofredor. Agora parodiamos Luiz Gonzaga: cadê as indústrias que não vamos atrás? Cadê a nossa Universidade que foi diretamente para outra plaga, deixando o Crato à deriva e os homens não souberam reagir?
Se não nos querem, somos favoráveis a uma campanha plebiscitária desejando passar o Crato para Pernambuco, pois só assim esses carcarás se verão livres de nós e nós deles.
Agora mesmo, os comerciantes estão revoltados com a construção de calçadões nas praças, pois deixam a cidade sem ponto de estacionamento. Haja vista que a cidade do Crato precisa mais de expansão arterial, dando vias de acesso às várias localidades que querem conectar com o nosso município.
É preciso que tenham objetividade e usemos a cabeça para pensar num município gigante no futuro.

Até logo.

Crato-CE, 6 de Julho de 2011.

DNC, API, SBC, CX2, DÇV ??? - José Nilton Mariano Saraiva

A priori, esclarecemos: a) os conceitos adiante expostos são da nossa exclusiva responsabilidade; b) trata-se, tão somente, da nossa (particularíssima) “busca de compreensão do mundo”, resultante da leitura e análise dos fatos históricos (de conhecimento público); e, c) não objetivam agredir ou ferir suscetibilidades.
Temos consciência, no entanto, que por não guardar similitude com as atitudes
“politicamente corretas” tão em voga nos dias atuais, escancarar-se-á o dique para o surgimento de incompreensões e até certo radicalismo, de outrem. Lamentamos, até porque não temos nenhuma vocação pra “murista”,
pra guardar “conveniências”, ou pra “escorregar” pelas rampas da vida.
Afinal, como tão bem nos ensina Zé do Vale, “... no dia em que um assunto não puder ser tratado por um cidadão, este assunto não existe. Isso é coisa de sociedade secreta, de iluminados, de mensagens cifradas. (...) Se estamos todos aqui discutindo política, cultura, economia, filosofia e o cotidiano o mais certo é que as visões se multipliquem”.
Portanto, serão relevadas possíveis provocações, a posteriori.

*****************************

Independentemente da formalização oficial e solene de qualquer ato de vinculação partidária (aqui, sim, um mero detalhe, principalmente nos atribulados dias correntes), o adentrar na arena política compreende, dentre outros: a) a almejada ascensão social; b) o adquirir status; c) a materialização de um bom emprego; d) a obtenção de um rentável meio de vida; e) uma maneira de “se fazer” dentro de um tempo relativamente curto; f) o beneficiar-se de informações privilegiadas; g) o descobrir o caminho das pedras; e, h) o aposentar-se prematuramente.
Tanto que as vagas postas á disposição pelos partidos a cada pleito são disputadas praticamente “no grito” (sopapos e pontapés só por trás das cortinas), ou mesmo via acordos não tão edificantes ou dignos de respeito (entre quatro paredes), a envolver empresários bem sucedidos, grupos religiosos, ruralistas, empresários falidos, desempregados, empresários de araque, profissionais liberais, sindicalistas, latifundiários e por aí vai (há que se reconhecer, entretanto, que existem, sim, no universo político, homens sérios e vocacionados para o exercício da causa pública, para a prática de políticas beneficiadora dos mais necessitados e, enfim, que se preocupam com o social, tal qual nos mostrou – praticando - o ex-presidente Lula da Silva, por exemplo).
Sob essa ótica, não deveria constituir-se nenhuma surpresa a divulgação da notícia de que quase uma centena de prefeituras do Ceará (a maioria do PSDB e PMDB) esteja na mira do Ministério Público, porquanto os respectivos gestores sob suspeição de envolvimento em portentosas falcatruas em processos licitatórios diversos.
E, no entanto, uma visão retrospectiva da história nos mostra que essa condenável e nefasta prática não é nenhuma novidade no Brasil, vez que alguns cidadãos tidos e havidos como respeitáveis, íntegros e austeros, não se negaram, quando tiveram oportunidade de exercer um cargo público, de se locupletar, furtiva ou descaradamente (seria uma questão cultural, a desafiar gerações ???).
Aos fatos.
Quem não lembra do herói da infância de todos nós, do intelectual brasileiro respeitado em todo o mundo, do brilhante e inconteste tribuno capaz de nos deixar boquiaberto e de queixo caído, do autor de edificantes e memoráveis peças e discursos versando sobre a ética, a moralidade, o apego à nacionalidade, o bem querer, o respeito, a honestidade, o ser digno e outros predicados – o nosso Rui Barbosa, o “Águia de Haia” ???
Pois bem, a “face oculta” do Rui Barbosa, o lado obscuro da sua personalidade, a nódoa que manchou definitivamente o seu currículo deu-se exatamente quando, convidado por Deodoro da Fonseca pra ser o seu homem de confiança, o guardião da chave do cofre, o responsável operacional do governo, a figura que moralizaria sua administração (espécie de Primeiro Ministro e Ministro da Fazenda a um só tempo), Rui Barbosa, simplesmente, meteu os pés pelas mãos, apropriou-se do dinheiro público, traficou influência até não mais poder, roubou descaradamente o erário, beneficiou amigos com os quais mantinha negócios particulares, corrompeu tantos outros e, enfim, saiu do governo “podre de rico” (e nada disso consta nos livros de história, obviamente). Em suma: se no setor privado RECONHECIDAMENTE tivemo-lo como um dos nossos grandes intelectuais, uma figura da qual só temos é que nos orgulhar, na vida pública Rui Barbosa revelou-se um “pilantra” de marca maior, um “desonesto” até a medula, um “surrupiador” em potencial do que não era seu. Tivéssemos àquela época uma mídia “fuçadora” e expedita como o é a de hoje, bem como uma Polícia Federal diligente e objetiva como a atual, certamente a história seria contada de uma outra forma, uma outra versão.
Já em termos de Ceará, especificamente, uma figura que “puxou a brasa pra sua sardinha”, beneficiou-se de um engodo previamente arquitetado, tentou comprar privilégios, traficou influência, corrompeu e tornou-se rico sem que se saiba a origem ou procedência dos recursos (relações promíscuas entre o público e o privado ???), responde pelo nome de Cícero Romão Batista.
Descredenciado e sumariamente expulso dos quadros da Igreja Católica ("que ao reverendo Cícero não seja mais admitido à pregação da palavra de Deus, a ouvir confissões das almas sem especial licença do Santo Oficio"), Cícero Romão Batista foi dura e formalmente acusado de charlatanismo, já que MENTOR, ATOR E SOLITÁRIO BENEFICIÁRIO da grotesca farsa conhecida como o “milagre da hóstia”, engodo executado tendo por “instrumento” a beata Maria de Araújo (que findou por não “agüentar o tranco”, tantas vezes teve que, publicamente, “atuar” no derramamento de sangue, a fim de “viabilizar” o tal milagre).
Aliás, e por questão de justiça, merece ser destacado o sepulcral silêncio que se abateu sobre a coitada da beata (que padecia de gravíssima enfermidade, a ponto de expelir sangue pela boca recorrentemente, muito antes do tal “milagre da hóstia”) já que, de partícipe determinante do tal “milagre”, acabou relegada à condição de relés figurante, a um ostracismo conveniente a uma das partes, a uma posição secundária em todo o processo, a ponto de não haver, na vasta literatura pertinente, qualquer indicação ou referência sobre a sua “causa mortis”.
Fato é que, desempregado, Cícero Romão Batista, perspicaz e antenado, numa “jogada de mestre” resolveu por entrar oficialmente pra política (já o fazia oficiosamente, como sacerdote). E, aí sim, deu-se o “verdadeiro milagre”, o milagre da fé (???), já que: 1) originário de família humilde e pobre, evidentemente não lhe coube nenhuma herança dos pais; 2) desconhece-se que tenha sido premiado em algum jogo lotérico acumulado; e, 3) a remuneração que recebia como sacerdote certamente não teria sido suficiente para que acumulasse qualquer poupança; como, então, compreender a extraordinária “evolução patrimonial" que fez com que de repente Cícero Romão Batista haja se tornado um grande latifundiário e promissor fazendeiro, porquanto “proprietário de vastas extensões de terras e milhares de cabeça de gado”, além de dono de diversos imóveis urbanos, em diversas localidades ???
Será que, tal qual acontece nos agitados dias atuais, teríamos tido alí “dinheiro não contabilizado” (DNC) ??? Ou teria havido alguma “apropriação indébita” (API) dos bens dos pobres seguidores ??? Quem sabe, o dinheiro arrecadado teria sido tanto e de tal monta, dando origem ao que hoje denominamos de “sobras de campanha” (SBC) ??? Ou será que o famoso “caixa dois” (CX2) materializou-se já àquela época, por baixo dos panos ??? Se bem que os seus simpatizantes acreditam e sustentam que o portentoso patrimônio, por ele amealhado num curto espaço de tempo, teria sido unicamente fruto de “doações voluntárias” (DÇV) dos fiéis adeptos - muito embora hoje sejam ácidos críticos do bispo Edir Macêdo (Igreja Universal do Reino de Deus), praticante de idêntico descalabro, de igual “modus operandi”, do mesmo know how (qual seja, você é “convidado” a doar à Igreja desde o salário e até a moradia, condição “sine quo non” a alcançar o céu, após "bater as botas).
Além do que, Cícero Romão Batista era useiro e vezeiro em “traficar influência”, a saber: 1) em 1911, no intuito de obter vantagens para o seu grupo político, reuniu-se em Juazeiro a outros dezesseis líderes da região e firmaram um acordo de cooperação mútua, visando apoiar o sanguinário e corrupto governador Nogueira Accioli (ocorrência conhecida como o “Pacto dos Coronéis”); 2) em 1926, Cícero Romão Batista foi mais longe quando, sem que tivesse procuração ou autoridade institucional para tal, “corrompeu” o cangaceiro Virgulino Ferreira (Lampião), ao prometer-lhe, em troca dos seus “serviços” num possível enfrentamento com a “coluna Prestes”, condecorá-lo com a patente (fajuta) de “capitão do exército brasileiro”, além de anistiar todos os crimes cometidos por ele e seu bando (o que foi feito oficiosamente, embora depois Lampião tenha descoberto que tal honraria “não valia um vintém furado”).
Como se observa, há muito obscurantismo e interrogações (convenientemente olvidadas e mantidas à distância pelos onerosos, ilustres e renomados conferencistas “experts” no tema) em alguns dos caminhos sinuosos percorridos por Cícero Romão Batista, que mereceriam maiores esclarecimentos, mas que jamais se concretizarão, em razão de interesses (inconfessos) por parte do Vaticano, dentre os quais: 1) face a agressiva incursão dos cultos evangélicos sobre as massas, que resulta na atual debandada dos outrora fiéis católicos às suas hostes, a Igreja Católica há que arranjar uma maneira de obstar tal périplo, nem que para tanto seja necessário “perdoar” e “santificar” um antigo renegado); 2) o incrível poder mercantil do agora “mito” Cícero Romão Batista, responsável pelo enriquecimento de muitos (através da exploração desumana dos romeiros), mas que essa mesma Igreja tende a disso tirar proveito, nem que para tanto seja necessário não só reabilitá-lo publicamente, como, também santificá-lo e beatificá-lo, mais adiante (e isso será feito, mais cedo ou mais tarde, dúvidas não tenham).
Perguntas que ficam, a clamar por esclarecimentos: 1) objetivamente, qual foi mesmo a “causa mortis” que vitimou a beata Maria de Araújo ???; 2) por qual razão os famosos “paninhos”, depositários do seu sangue (exaustiva e recorrentemente usados e difundidos como uma das “provas” do milagre), providencialmente sumiram (ou queimados foram), como se houvesse o temor de que, num futuro não tão distante, com o vasto instrumental que certamente surgiria, um simplório exame laboratorial mais detalhado pudesse diagnosticar alguma comprometedora e letal moléstia (tuberculose ???), determinante e capaz de “demolir” de vez com o tal “milagre da hóstia” ???; e, 3) qual a “ORIGEM-FONTE” dos expressivos recursos que permitiram que alguém, originário de família paupérrima e sem uma remuneração compatível, de repente tenha se tornado “podre de rico” ???
No mais, já está na hora de se acabar com essa “lenda” de que angular de forma contundente e inusual determinadas “divindades” se constitua agressividade, falta de respeito ou pecado mortal. Afinal, o direito de qualquer cidadão livremente expressar-se lhe é garantido pela própria Constituição Federal.

A CARA DO SERTÃO - Por Mundim do Vale.

Meu nome é Mundim do Vale
Do vale da precisão,
Nesse verso eu vou fazer
Pequena comparação.
Uma casa abandonada,
Um mendigo na estrada
É A CARA DO SERTÃO.

Uma galinha caipira
Catando pedras no chão,
Um couro velho espichado
Na parede de um oitão.
Um jegue atrás da jumenta,
Levando coice na venta
É A CARA DO SERTÃO.

Político botar no bolso
Dinheiro da educação,
Estudante pendurado
Em grade de caminhão.
Os mais pobres sem escola,
E os pais pedindo esmola,
É A CARA DO SERTÃO.

Um menino barrigudo
Comendo um taco de pão,
Um punhado de gorgulho
Na panela do feijão.
Uma casa de reboco,
E um doido dando cotôco
É A CARA DO SERTÃO.

Matuto vender o voto
No dia da eleição,
Candidato prometer
E depois dizer que não.
Um bando de periquito,
Bicho do nome esquisito
É A CARA DO SERTÃO.

Uma cigana sabida
Numa casa lendo mão,
Um cigano amigo dela
Fugindo com um capão.
Uma cachorra enganchada,
Menino dando pedrada
È A CARA DO SERTÃO.

Um cabra desesperado
Procurando confusão,
Dizendo que foi traído
Pelo filho do patrão,
Depois de tomar cachaça,
Fazer uma arruaça
É A CARA DO SERTÃO.

Uma ninhada de pinto
Arrodeando um pilão,
Uma panela de barro
Preta da cor de carvão.
Uma cuia de fubá,
E um prato de mungunzá
É A CARA DO SERTÃO.

Um velho contando histórias
Do tempo de Lampião,
Um buguelo beliscando
Rapadura num caixão.
Uma cabocla fiando,
E a meninada brexando
É A CARA DO SERTÃO.

Uma rabada de boi
Para fazer um pirão,
Um vidro de magnésia
Pra menino do buchão.
Uma velha fuxiqueira,
Num banco de aroeira
É A CARA DO SERTÃO.

Um retirante passando
Com destino ao Maranhão,
Um defunto transportado
Numa rede de algodão.
Uma porta com tramela,
Papagaio na janela
É A CARA DO SERTÃO.

Batizado de fogueira
Numa noite de São João,
Uma touceira de cana
Encostada a um cacimbão.
Os versos de um violeiro,
Tipo Expedito Pinheiro
É A CARA DO SERTÃO.

Um cachimbo sendo aceso
Na brasa de um tição,
Uma menina com frio
Se aquecendo no fogão.
Um garoto desnutrido,
Com o pescoço encardido
É A CARA DO SERTÃO.

Menino se esgoelando
Porque perdeu um peão,
Cachorro dentro do forno
Assustado com trovão.
Moça atrás de matrimônio,
Com o pau de Santo Antônio
É A CARA DO SERTÃO.

Um maluco perturbando
O vigário no sermão,
Um filho deixando o pai
Pra seguir Frei Damião.
Um Judas sendo furtado,
Pra depois ser enforcado
É A CARA DO SERTÃO.

Um curador de bicheiras
Querendo ser valentão,
Uma velha rezadeira
Curando com oração.
Crianças brincando à toa,
Tibungando na lagoa
É A CARA DO SERTÃO

Um folheto de João Grilo
Pendurado num cordão,
Cambista fazendo pouco
Do tamanho de um anão.
Um jogador de baralho,
Vendendo trança de alho
É A CARA DO SERTÃO.

Uma teima no roçado
Por conta duma questão,
Terminar depois em briga
De roçadeira e facão.
Como ninguém fica vivo,
O enterro coletivo
É A CARA DO SERTÃO.

Uma venda na ribeira
De querosene, sabão,
Bolacha, bombom, macaxeira,
Agulha, linha, botão,
Fumo, biscoito, rapé,
Imagem de São José
É A CARA DO SERTÃO.

Colocar pedra na cruz
Para pedir proteção,
Um menino na corcunda
De um pai de criação.
Uma cabocla faceira,
Descascando macaxeira
É A CARA DO SERTÃO.

Um cabra na roça alheia
Fazendo malinação,
Uma novia de porca
Assediando um barrão.
Um andarilho sem rumo,
Danado mascando fumo
É A CARA DO SERTÃO

Um arrancador de dentes
Que não cobra a extração,
Mas entrega ao paciente
Um santinho de eleição.
Faz ali uma costura,
Depois traz a dentadura
É A CARA DO SERTÃO.

Um surdo dançando valsa
Cego pedindo um tostão,
Uma gata no telhado
Aumentando a criação.
E um barbeiro gozador,
Dizer que aquilo é amor
É A CARA DO SERTÃO.

Um soldado de polícia
Discutindo com um ladrão,
As pastorinhas cantando
Na hora da comunhão.
O padre bem caladinho,
Danado tomando vinho
É A CARA DO SERTÂO.

Aluno na palmatória
Porque não deu a lição,
Um parque tocando xote
De Luís rei do baião.
E a moçada na varanda,
Esperando pela banda
É A CARA DO SERTÃO.
Mundim do Vale

Prefeito do Crato quer construir avenidas para desobstruir o trânsito caótico do centro da cidade


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- Na verdade, só quem mora no Crato sabe que a frota de veículos automotivos cresceu de tal maneira nos últimos anos, que durante certos horários, já acontecem vários congestionamentos, além de praticamente não haver mais espaços para estacionamento no centro. O projeto da construção de avenidas faz parte do projeto de ampliação do atual parque de exposições e consta no PRU - Plano de Requalificação Urbana do município, elaborado por esta administração.


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Durante a reunião ocorrida ontem ( 06 ) na Prefeitura municipal, o prefeito Samuel Araripe disse que vai reunir uma comissão e levar mais uma vez o seu projeto de construção de novas avenidas no Crato ao governador Cid Gomes. Samuel disse que a abertura dessas avenidas é essencial para desafogar o tráfego caótico do centro da cidade. A reunião durou cerca de 3 horas e contou com a participação de diversos segmentos da sociedade em torno da discussão da ampliação do atual parque de exposições, ou a criação de um outro parque em outro local da cidade. Haverão outras reuniões antes que o projeto seja entregue.

O prefeito disse ainda que conta com a sensibilidade do governador Cid Gomes, que com certeza não vai negar esse benefício ao Crato, quando estiver a par de todo o projeto. O prefeito frisou ainda que a construção das avenidas talvez seja até mais importante do que o do próprio parque de exposições, já que elas trariam inúmeros benefícios à população o ano todo. Uma das avenidas partiria do Grangeiro e Lameiro, passando pelo Parque de exposições, Vila Lobo, Estátua N.S de Fátima e seguindo "por dentro" até o Centro de convenções, o que criaria novos bairros na cidade entre as avenidas, desafogaria o tráfego que vai para o parque Grangeiro, Grangeiro e Lameiro vindo de juazeiro, além da valorização de espaços urbanos próximos às avenidas. Segundo Samuel Araripe, o Crato precisa se desenvolver para estas áreas que ficam entre o Grangeiro e a Vila lobo, e a reformulação da malha viária da cidade é a pedra fundamental para o cresciemnto do Crato nos próximos 20 ou 30 anos.

Novas avenidas precisam ser construídas no Crato a fim de desobstruir o trânsito do Centro da cidade, e criando novos bairros.

Na reunião, o projeto completo foi apresentado em Datashow

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A reunião durou cerca de 3 horas. Estes são apenas alguns slides das dezenas apresentadas, juntamente com a explanação de várias pessoas da administração.

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Aqui, uma visão de como ficaria o parque de exposições com as novas avenidas de entorno:

Slide13

Após a reunião, o prefeito Samuel Araripe convidou repórteres para mostrar alguns locais aonde seriam construídas as avenidas.

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As avenidas criariam novos bairros na cidade, e valorizariam espaços.


Prefeito visita o Mirante 01

Samuel Araripe diz que esse projeto das avenidas é um dos principais do seu governo, mas aplaude qualquer um que o encampar, mesmo que de oposição. Ao final, acrescentou: "Eu só gostaria que o governador Cid Gomes me escutasse e percebesse a grandiosidade e a importância que esse projeto tem para o desenvolvimento do Crato. Com certeza, ele não iria negar isso aos Cratenses".

Samuel olha local das novas avenidas no Crato

Reportagem e Fotos: Dihelson Mendonça
Agradecimentos a Christiano Siebra pelo envio dos gráficos.

Coisas nossas, por Zé Nilton


Por onde andarão?
(Dalmir em primeiro plano)

Para Vicente Almeida, um destemido pequeno-grande homem.

Coisas bem nossas lembrar-se de tempos e pessoas que povoaram nosso universo, e deixaram marcas profundas feito ondas, vagueando ao léu do tempo dentro de nós, e captadas a qualquer momento, quando nos lembramos de felicidade. Bom demais.

Três rapazinhos varzealegrenses conheci-os, numa fase difícil de nossas vidas, quando por aqui tudo era muito desolado. Costumava olhar ao longo da Rua João Pessoa, e contar nos dedos quantos transeuntes, carroças, carros e bicicletas circulavam, morosamente, pela rua grande, ainda sombreada por benjamins de copa redonda. De tempos em tempos a rua era sacudida, por ocasião dos “queimas” das lojas Romcy e Asteca. Seu Almir, de um lado da rua, e o grande Modesto Tavares, do outro, atraiam pessoas que vinham para este fim, por que calendarizado no ciclo de festividades da cidade.

Francisco Dalmir de Freitas, Darlan e o menino Demontieu. Três irmãos, três amigos dos tempos das vacas magras.

Corria o ano de 1968 quando nos conhecemos. Primeiro Dalmir, depois Demontieu. Estivemos os dois por alguns anos no mesmo local de trabalho. Dalmir, muito romântico, sonhador e louco por música; Demontieu, circunspecto, caladão e sempre preocupado com a vida, apesar de seus 14 anos.

Por questões de idade e de estado d´alma tornei-me mais afeiçoado a Dalmir. Invejava sua caligrafia, sua tranqüilidade e sua beleza. Sua presença enchia-nos de alegria, ao tempo em que nos esquecíamos de nossas agruras, agudizadas pelos baixos salários e pela falta de perspectiva.


Muito esticada ainda era a linha divisória do rural e do urbano. De um lado e do outro as marcas da riqueza e da pobreza eram perversamente expostas. Em cada esquina homens, mulheres e crianças tinham nome - esmoler.

Dos entornos da cidade os doidos apareciam para fazer morrer de rir o “hitch society” da época formada de abastados comerciantes, decadentes agropecuaristas e promissores servidores públicos.

Mas, voltemos a Dalmir.

Nossas almas se cruzavam à medida que nos descobríamos reciprocamente. Logo notei nele um estro gracioso e uma inclinação para a arte da música, mercê de sua afinação e ritmo. Tinha mesmo uma queda para a música e para cantar. Só não tinha jeito para tocar instrumentos. Ainda tentei.

Certa vez, num domingo, olhando na televisão que ficava na parte de exposição das Lojas Stuart, na Siqueira Campos, vidrei no quarteto MPB4. Miltinho, Magro, Aquiles e Ruy, num uníssono, interpretavam “Derramaro o Gás”, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. Fui atraído por aquela idéia de ecletismo musical, e nunca mais o deixei.

Não deu outra, num dado fim de semana, lá estávamos nós: eu, Dalmir, e dois outros que não me lembro, usando os mesmos instrumentos do famoso quarteto: violão, bongô, tambô, triângulo e voz, se metendo a imitar logo quem... o MPB4, pode ?

Tiramos algumas músicas, mas o fracasso se deu pela desafinação das vozes. Não se junta pessoas para cantar de uma hora para outra. O canto exige técnica, e bota técnica nisso.

Terminamos mesmo embalando as músicas de iê, iê, iê, tipo Renato e Seus Blues Caps, Deno e Dino, Os Vips, Os Jovens e, claro, o grande Roberto Carlos. Fizemos uma apresentação na casa das Irmãs de Santa Terezinha. As freiras gostaram, sem antes nos pedir, baixinho, para ali não se cantar “Quero que vá tudo pro inferno”, obviamente.

Por onde andarão Dalmir, Darlan e Demontieu ?

Certo dia recebi um CD de Dalmir contando piadas. Surpresa. Guardei uma que conto para vocês:

No tempo em que as rádios usavam aparelho para realçar o eco, imitando a Rádio Globo, certo jovem foi fazer um teste para locutor, numa rádio local.

Ao começar a ler o texto, falou uma palavra esdrúxula, uma coisa que ninguém entendeu a que o eco teria dito: Como é, homem?”

Gostaria muito de encontrá-los porque tenho os três irmãos dentro de meus sonhos, esperanças e crença na natureza humana, virtudes que as mantenho desde menino-moço.

Saibam todos: esses três pobres moços do passado ficaram marcados em minhas lembranças em colorido e cinemascope. Hoje cada um desfruta do gozo de terem vencido na vida pelo trabalho.

E para quem gosta, hoje, no programa Compositores do Brasil, na Rádio Educadora, (www.radioeducadora1020.com.br), às 14 horas, o excelente Eduardo Gudin e suas músicas bem elaboradas e inteligentes.

Agradeço à Magnólia Fiuza pela foto.

Bom fim de semana

quarta-feira, 6 de julho de 2011

"Grupo de Amigos Admiradores do Rei do Baião - GARBO" - de Caririaçu

Serra Verde. Domingo. Depois da missa, um momento de encontro. Na comitiva do Padre veio um grupo que faz parte de uma associação que se denomina: "Grupo de Amigos Admiradores do Rei do Baião - GARBO" (um "clube do bolinha" - risos).

O objetivo era expor a finalidade dessa associação e tentar marcar eventos futuros - quem sabe - na Serra Verde.


Os irmãos Bloc-Boris foram convidados a ouvir o projeto o que os levou a declarar a vontade de realizar eventos futuros na Fazenda. 


Alguns membros do grupo eram filhos de amigos de Hubert Bloc (Mundeza e Raimundo Caboclo) e detalharam os objetivos da associação, diante da vontade e da necessidade de se preservar a cultura nordestina - tendo como foco a música. Escolheram, para isso, Luiz Gonzaga como símbolo desse resgate à boa música de forró de pé de serra - e a esse engajamento acrescentaram a promoção de eventos voltados para a divulgação da cultura popular tradicional do Nordeste (como: encontros informais, missa campal, cavalgadas, forrós tradicionais, dentre outros).
.

Alguns membros do grupo expuseram seus pontos de vista sobre a situação atual do Nordeste sobretudo em relação à música popular e também deixaram clara sua ligação com a Serra Verde no período de sua infância, quando Hubert Bloc ainda gerenciava a Fazenda.

Foram apresentadas as atas dos encontros anteriores do grupo e o registro demonstrando que a associação é legalizada.


Depois, foi só confraternizar, (baião com churrasco de carne de criação, galinha de capoeira, farofa e salada) com a promessa de novos encontros, dessa vez, mais abragentes e animados.

Ao som da música de Luiz Gonzaga, Dominique e Zé Carlos não resistiram e foram relembrar os tempos em que Seu Hubert promovia com Manuel Dantas as grandes festas da Fazenda.

O Grupo de Amigos Admiradores do Rei do Baião - Garbo

Waldey
Zé Alves
Vicente
Felipe
Pedro Jorge
Gragório Jr.
Valdênio
Rinaldo
David
Roberto
João Marcos. 

Todos de Caririaçu.

VISITE:

http://admiradoresdoreidobaiao.blogspot.com/

Padre José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil -- por Armando Lopes Rafael



“José de Anchieta, o Santo que amou o Brasil” é o que se pode chamar um pequeno grande livro! O opúsculo – coordenado pelo padre Lourenço Ferronatto e com texto de Alexandre Teixeira Varela – resgata eventos relevantes na vida do Beato José de Anchieta, conhecido como o Apóstolo do Brasil.

Segundo frases retiradas do livrinho, (no início da colonização do Brasil, foi o padre José de Anchieta) “Missionário incansável, consumiu toda a sua vida dedicando-se a anunciar a Boa-Nova ao povo do Brasil. Por amor a Cristo e ao próximo, expôs-se muitas vezes à morte, passou fome e frio, além de tantas outras privações”.

“José de Anchieta nunca escondeu a sua predileção pelos índios. Junto a eles, atuou como professor, médico e sacerdote. No período em que viveu em Piratininga (hoje a cidade de São Paulo) ele percebeu que os diversos idiomas falados pelos selvagens no Brasil compartilhavam uma mesma base linguística. Assim, ele unificou todos esses idiomas em um dialeto único, o “tupi”, e elaborou uma gramática com seus princípios e regras. A partir de então, a comunicação entre os missionários europeus e os nativos se tornou mais fácil.

“Seu amor pelos índios o levou a aprender rapidamente a língua destes e a compreender os seus costumes. Assim, encontrou meios de lhes comunicar a mensagem cristã de forma adaptada à sua cultura, em vez de simplesmente reproduzir o modelo de catequese aplicado na Europa.

“Seus pés descalços percorreram boa parte do território brasileiro, em incontáveis idas e vindas pela costa e pelo sertão. Usando ervas medicinais ou – quando Deus assim o permitia – operando milagres, serviu e curou os doentes. Com seus diálogos de catequese, sua cantiga, peças de teatro ou autos, mostrou ao povo simples os caminhos de Deus.

“Sendo puro de coração, submeteu desde as mais dóceis criaturas até as mais ferozes: pássaros, peixes, onças e cobras ouviam a sua voz e obedeciam ao seu comando.

“Ao fim de 44 anos de intensos trabalhos e fadigas sobre o solo do Brasil (...) Prostrado sobre a cama e flagelado pelas dores (desde a juventude sofria de tuberculose óssea), aos 63 anos de idade, inteiramente lúcido, recebeu os últimos sacramentos e entregou a sua alma, no dia 9 de junho de 1597.

Proclamado Bem-Aventurado, pelo Papa Beato João Paulo II, em 1980, o povo brasileiro aguarda com ansiedade a canonização do Padre José de Anchieta. Falta somente a comprovação de novo milagre desse padre-jesuíta, o Apóstolo do Brasil, para que ele possa ser venerado como santo pela Igreja Católica Apostólica Romana.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Programa Cariri Encantado Sonoridades – 06/07/2011

J. Flávio Vieira: Mistério e Encantamento na Literatura Infantil Regional

O conhecido escritor, que também é renomado médico, J. Flávio Vieira, ou simplesmente Zé Flávio, é um velho guerreiro da contemporânea Tribo Kariri. E como membro antigo desta neo-tribo, José Flávio é uma espécie de xamã, pois faz o papel de repositório do saber, da tradição e da memória locais. Desta forma, Zé Flávio vem, de longo tempo, escrevinhando uma profícua e interessante obra relacionada com estas temáticas culturais.

Ele iniciou-se na carreira de escriba no jornal “Vanguarda”, já nos anos de 1960; passando pelos jornais “A Ação” e Folha de Piqui e pelas revistas “A Província” e “Itaytera”, todos do Crato, até se firmar como um assíduo colaborador da Rádio Educadora do Cariri, para onde escreve, aos sábados, desde 1997.

Sua biografia relacionada à produção cultural e artística é extensa, com destaque para sua participação nos festivais regionais da canção do Cariri, na década de 1970, como autor de poemas musicados, e pela sua incursão na dramaturgia, como autor da peça “A terrível peleja de Zé Matos com o bicho babau nas ruas do Crato”. Além do mais, Zé Flávio lançou o elogiado livro de crônicas “Matosinho vai à guerra”.

Agora, Zé Flávio “aprontou” mais uma (numa boa). Contemplado com o Prêmio Rachel de Queiroz de Literatura Infantil, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado do Ceará, Zé Flávio produziu e publicou um arrojado projeto lítero-musical que vai ser lançado amanhã, quinta-feira, às 19 horas, no Teatro Municipal Salviano Saraiva Arraes. Trata-se do livro infantil “O mistério das treze portas no castelo encantado da ponte fantástica” que vem acompanhado de dois Cds: um disco contendo a versão musical do livro, trazendo poemas de Zé Flávio musicados por compositores da região; e outro, um áudio livro, com a narração interpretada da estória.

O programa Cariri Encantado Sonoridades desta quarta, 6 de julho de 2011, antecipará para os ouvintes uma seleção das músicas que integram o projeto musical do livro, com destaque para a participação de compositores, músicos e intérpretes da região do Cariri, a exemplo de Abidoral Jamacaru, Luiz Carlos Salatiel, Lifanco, Leninha Linard, Pachelly Jamacaru, João do Crato, Ibbertson Nobre, Ermano Moraes, Maestro Bonifácio Salvador, João Neto, Fatinha Gomes, Luis Fidélis, Zé Nilton Figueiredo, André Saraiva, Amélia Coelho, João Nicodemos, Elisa Moura, Ulisses Germano e mais alguns.

Onde ouvir
Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e www.radioeducadoradocariri.com

Humor...leve

O “OVIGOPÓLIO” (De: Luis Fernando Veríssimo)

O ladrão(L) foi flagrado roubando galinhas do vizinho e o levaram para a delegacia, onde se deu o seguinte papo com o Delegado(D):
D- Que vida mansa, hein, vagabundo sem vergonha? Roubando galinha para ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai ficar um bom tempo enjaulado, seu escroque!
L- Não era pra mim não, doutor. Era pra vender.
D- Pior, muito pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Sem-vergonha, fdp !
L- Mas eu vendia mais caro.
D- Mais caro, como ?
L– É que eu espalhei o boato que as galinhas do vizinho eram bichadas e as minhas galinhas, não. E que as do galinheiro dele botavam ovos brancos, enquanto as minhas botavam ovos marrons.
D- Mas eram as mesmas galinhas, seu marginal ordinário.
L- É que os ovos das minhas eu pintava.
D- Que grandessíssimo pilantra. Ainda bem que te capturamos. Já pensou se o dono do galinheiro te pega ???
L- Já me pegou, já me pegou, doutor. Fiz um acerto com ele. Comprometi-me a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiros a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um “ovigopólio”.....
D- E o que você faz com o lucro do seu negócio, mestre ? (olha só a mudança no tratamento).
L- Bem, doutor, eu especulo com dólar, euro e libra. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas e também comprei alguns deputados e uns oito ministros do Supremo Tribunal Federal. Com isso, consegui exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para programas de alimentação escolar do governo e, claro, superfaturo os preços.
**********************
Nisso, deu-se a guinada definitiva: intrigado, o delegado mandou pedir um cafezinho para o preso, perguntou-lhe se estava bom de açúcar, se a cadeira em que ele estava sentado tava confortável, se ele não queria uma almofada e tal, e depois indagou:
D- “Doutor” (olha a reversão na mudança de tratamento), não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?
L- Trilionário, doutor, trilionário. Sem contar o que eu sonego de Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.
D- E com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?
L- Às vezes. Sabe como é...
D- Não sei não, excelência. Por favor, se não for incômodo, explique-me.
L- É que em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, doutor, daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. E só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão de verdade, atuante; e isso é excitante, indescritível. Mas, como agora fui preso, finalmente vou para a cadeia, ver o sol nascer quadrado. Vai ser uma experiência nova.
D- O que é isso, excelência? Que conversa sinistra é essa ??? O doutor não vai ser preso, não. Só se for por cima do meu cadáver.
L- Mas eu fui pego em flagrante, pulando a cerca do galinheiro!
D- Sim, sim, tudo bem. Mas o “Doutor” é primário. E com esses antecedentes, então...
Aceita um cigarrinho, uma cervejinha gelada, um wyskie ???

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CLASSIFICADOS DOS “CASADOS”

01) Um homem anunciou nos classificados; Procura-se esposa.
Dia seguinte recebeu centenas de cartas, num mesmo teor: Pode ficar com a minha.
02) Filho: Pai, quanto custa para casar??? Pai: Não sei, filho, ainda estou pagando.
03) Filho: Pai, é verdade que na Arábia o homem não conhece sua esposa antes de casar? Pai: Aqui também é assim filho.
04) Marido: Se não fosse pelo meu dinheiro, essa casa não estaria aqui. Esposa: Querido, se não fosse pelo seu dinheiro, EU não estaria aqui.
05) Judite: Fui eu que fiz o meu marido milionário. Clarice: E o que seu marido era antes ? Judite: Bilionário.
06) Alberto: Eu tinha tudo – dinheiro, casa bonita, carro esporte, o amor de uma linda mulher e, então...tudo acabou. Joaquim: O que aconteceu ? Alberto: Minha mulher descobriu.
07) Sérgio entra em casa correndo e grita: Marta arrume suas coisas. Acabei de ganhar na loteria. Marta: Você acha melhor que eu leve roupas para frio ou calor ? Sérgio: Leve tudo, você vai embora.
08) Pense bem: se não fosse pelo casamento os homens viveriam pensando que nunca erram. Pessoalmente, acho que uma das melhores coisas do casamento é que, como pai e marido, posso dizer o quer quiser lá em casa. Ninguém liga mesmo...
09) Um homem disse que o seu cartão de crédito havia sido roubado, mas que ele havia decidido não avisar à polícia; é que o ladrão gastava menos que a mulher.
10) Valter: Minha mulher é um anjo. Gonzaga: Você tem sorte; a minha ainda está viva.
11) Qual a semelhança entre a Av. Paulista e o casamento ? É que ambos começam no Paraíso e terminam na Consolação.
12) Dois tipos de pessoas felizes: homens solteiros e mulheres... casadas.
13) Semelhança entre um casamento e um submarino: ambos bóiam, bóiam, mas foram feitos mesmo pra afundar.
14) Casamento: o dobro da despesa com a metade da diversão.

Lua e Vênus, a conjunção cósmica do AMOR – Por Heládio Teles Duarte

Foto: Heládio Teles Duarte

SERRA VERDE - MISSA DE DOMINGO.

Local: Serra Verde.

Nada é mais como nos tempos áureos. O movimento cessou, o turbilhão movido a trabalho entrou em colapso, mas nossa alma se enche ainda de emoções e de alegria quando nos reunimos nessa terrinha abençoada. Parece até que conseguimos captar aqui e ali as palavras de Hubert e Janine Bloc Boris - nossos pais - fazendo delas um eco e com elas nos (re)vestindo de uma energia forte e transbordante. Tony Bloc falou uma coisa séria e que nos faz refletir: "Depois que esta nossa geração Bloc-Boris se for, a Serra Verde se perderá." Nossos descendentes não mais se ligam à terra, não têm amor àquilo ali. Então, vai ficar sem jeito. 

E hoje a Serra Verde continua lá sofrendo o abandono e as ranhuras do tempo. Mas somos conscientes de que no momento em que pisamos lá, é lá que queremos estar para absorver a sinfonia serena do nosso passado e para entender as dificuldades que nos vêm com a chegada destes dias de hoje.

A cada vez que atravessamos o portal da Fazenda, voltamos um pouco a ser crianças, e nos pomos a recordar os bons momentos que lá vivemos e a fazer da saudade apenas um alento.

Domingo foi dia de missa. A capela da Serra Verde foi doada à diocese de Caririaçu há algum tempo para que fosse cuidada e não caísse no abandono total. Tony cobrou a atenção a esse acordo tácito: a celebração da missa. A capela idealizada por Hubert Bloc - inclusive as imagens desenhadas e projetadas por ele - foi devidamente cuidada e os maribondos que povoavam o seu interior foram enxotados devidamente.
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Para assistir à missa, vieram pessoas do Sítio Jardim (da família Botelho), de Caririaçu e da própria Serra Verde. Tony veio com Dominique de Sobral, Francois, Regina e eu (Claude Bloc) fomos de Crato.

Atenções à palavra de Cristo. Reflexão e paz de espírito.

Flagrante. Contrição. Sorriso contido.
Momento íntimo de encontro com Deus. Lembrança presente dos ausentes.

Unidos num só pensamento. Serra Verde acolhe a todos.


Claude Bloc

O conflito das duas naturezas - Emerson Monteiro

Vezes outras e imaginava o que aconteceria no íntimo dos que escolhem trilhar a vida religiosa. Deixar de lado o glamour desse filão do corpo e da carne, e entrar nos universos do imponderável absoluto. Largar as paixões, as imprevisões saborosas dos sentidos, os devaneios da satisfação imediata, e mergulhar, sem retorno, sob o manto desconhecido das aspirações profundas, inescrutáveis, do mistério divino.

Poucos dias atrás, numa folhinha de calendário li citação do jornalista e político Artur da Távola de que opção não é escolha, é renúncia. Dada tal veracidade, repito a frase, pois noto quanta renúncia existirá nas opções que se fazem no decorrer das jornadas deste chão. Ninguém trocará de lugar que não tenha de largar o sonho dos lugares antigos, pois optar implica abandonar as outras possibilidades deixadas para trás.

Ao resolver seguir o percurso da renúncia, há méritos. A prática do casamento, por exemplo, define bem tais avaliações. Ali nubentes fecham as portas das histórias individuais do que poderiam ser e abrem as portas do que acontecerá, viagem só de ida, conquanto zerem o passado a fim de começar outro presente.

Nisso, as duas naturezas, de voltar os olhos para as virtudes, que significará desistir das ilusões e dos vícios, e decidir andar certo; adeus às torturas. Eis o motivo da afirmação bíblica que ninguém servirá a dois senhores.

A alegria da carne cumpre apetites físicos fugazes, charmes da juventude, nas altas voltagens dos fliperamas das festas. Ao passo que a alegria do religioso traz o pouso das luzes suaves nas afastadas capelas, longe do burburinho de multidões infebrecidas.

Parte-se do princípio de que a virtude cruzará portas estreitas, ao tempo em que largas são as portas da perdição... Perdição face ao panorama espiritual fervoroso do outro aspecto. Duas alegrias distintas, o preço da vida física e suas emoções fantasiosas e velozes, e o custo sacrificante da imaterialidade, nos propósitos ideais da perfeição, desistência de tudo o que alimentava as saudades vencidas, escolha em si dos termos físicos rejeitados. Assunto semelhante a depositar tesouro onde a traça e a ferrugem não possam destruir, das orientações de Jesus.

A fronteira destas duas alegrias estabelece de modo particular as leis dos dois países vizinhos no campo das batalhas individuais. Padrões diferentes de práticas exigem, pois, autenticidade nos momento da grave decisão de seguir. E após o passo definitivo, a sorte resta lançada. Ainda lembro, para concluir, destas palavras: O castigo do vício é o próprio vício; o mérito da virtude é a própria virtude. Adeus às ilusões, em nome da Luz superior.