Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O Deus de Clarice Lispector



Clarice Lispector no Vesúvio en 1945


O DEUS DE CLARICE LISPECTOR

Há trinta anos morria Clarice Lispector, a escritora que abalou a literatura brasileira pela contundência de sua linguagem que tentava desvendar o mistério da existência com palavras claras e obscuras a um tempo, de grande beleza poética, de inquietação, de perturbação, espanto e maravilhamento. Com dezessete anos de idade escreveu “Perto do Coração Selvagem”, e era como se estivesse surgindo uma obra de gênio. Era como se valesse o adágio: “O gênio nasce feito.” Mas Clarice trabalha incansavelmente. A sua genialidade era uma busca contínua da palavra certa, que clarificasse os escaninhos obscuros do ser.
Comecei o meu conhecimento de Clarice com “A Paixão Segundo G. H.”: é o começo mais difícil, intrincado, um labirinto de luzes que se acendem umas sobre as outras e cegam o leitor. É muita claridade, e claridade entrando-se num mundo de trevas, alcançada com o estupor, com o nojo. É a epifania do ser diante do nojo, o ser se encontra, se descobre diante de outro ser, asqueroso, repulsivo, representado pela barata. Eu sou um mistério para mim mesma, dizia Clarice, e vivia desvendando os véus desse mistério, ofertando-nos a claridade que dele advinha. 
Foi no conto que Clarice mais se realizou, nessa arte da síntese que a levou e que ela levou ao âmago da problemática do homem, que se interroga, perplexo, à busca do que ele é em si. “Feliz Aniversário” é o melhor que ela criou, um triste retrato da solidão familiar, no tempo em que ainda havia grandes famílias, no entanto já mal estruturadas. Criou algumas peças notáveis, extraordinárias, mas vou hoje me deter sobre uma quase insignificante, de tão esquecida: “Perdoando Deus”. É bom lembrar esse encontro de Clarice com Deus, ela que, depois de tanto investigar o mistério, já penetrou no Mistério.
É a história de uma personagem que olhava distraída o mar e de repente se sente a mãe de Deus. Como o homem é o que ele escreve, vou dizer sem medo de errar que aquela personagem era Clarice. Quem se sentiu com o carinho de uma mãe pelo filho era Clarice. O interessante, o totalmente novo é que esse filho era Deus. Sabia que se ama a Deus com respeito, medo, solenidade. Mas o carinho maternal por Deus era absolutamente estranho. Assim como o carinho por um filho não o reduz, mas o alarga, diz, assim era maior o seu amor.
Foi quando quase pisou num rato morto. E entrou em pânico, controlando como podia o seu mais profundo grito. Desde o início do mundo sentia um pavor dos ratos, que a devoravam. E era como se Deus lhe lançasse na cara um rato. Ela amando-O com amor maternal, Ele insultando-a com brutalidade. Decidiu, então, vingar-se. Mas descobre que o rato é o mundo. Ela se julgava forte, porque, compreendendo, amava. Descobriu que se ama verdadeiramente somando as incompreensões, que amar não é fácil. É preciso amar primeiro a nossa própria natureza, depois o seu contrário, Deus.
Queremos amar a Deus só porque não nos amamos. É uma espécie de compensação. Conclui: “Enquanto eu inventar Deus, Ele não existe.” Dizem que o homem inventou Deus porque não consegue explicar o universo. Clarice aprende que isso está errado. Como Santo Agostinho, descobre que devemos procurar Deus dentro de nós.
O grande católico Alceu Amoroso Lima diz, dela, que a presença invisível de Deus não se expressa pela invocação do seu Nome, mas que o silêncio pode ser o sinal mais seguro de sua realidade. E conta que Clarice ofereceu-lhe o seu último livro com uma dedicatória, escrita um mês antes de morrer, terminando sua demonstração de afeto com estas palavras claras e decisivas: “Eu sei que Deus existe.”
                                                                                                                                            (2007)



BALANÇA



não se pesa um poeta
por palavras, apenas.
não se mede um poema
por sentidos, em cenas.

pois um poeta é o peso
e a medida do poema
(ine)exato.

a luz e o rigor,
o tamanho de uma cor.

(Poeta paraibano, Bruno Gaudêncio escreve no blogue Acaso Caos: http://acasocaos.blogspot.com/)

sábado, 10 de dezembro de 2011

UM FINAL DE TARDE NO AÇUDE DO UMARI - CE... Por Claude Bloc

Uma visão paradisíaca do Açude do Umari

Reflexo perfeito nas águas do Umari
O sol se banhando nas águas...
Final de tarde no Açude Umari...

Açude do Umari (município de Crato - Ce)
Claude Bloc

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

É AMANHÃ, SÁBADO - SHOW: Dihelson Mendonça Trio - Dia 10 de Dezembro - SESC - Projeto Música ao Pôr-do-Sol


Di 10 ( Sábado ) - Às 17:00 - Na Praça da Ladeira da Integração

Show "EQUINÓCIO"


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjACee9NxkxSnW_c0o0KHuHOCq4SpjMzoaYwrvKLlv34wadrfBv8TXf7AH5n3vLJbo_pGOCctrQXKCU794XxO8ksCDAYsuD8oLmF8yK87LdSiHWqkUlaP7Ybn4lBvw5VUUbPOLI5l-iMB0E/s1600/Dihelson_projeto_por_do_sol2.jpg


Com:


Dihelson Mendonça - Piano
João Neto - Contrabaixo
Saul Brito - Bateria
Participação Especial - Marcelo Randemarck - Contrabaixo.

Serviço

Data: Dia 10 de Dezembro
Local: Praça da Ladeira da Integração
Patrocínio: SESC CRATO

FÉIRAS NO TERRAÇUS - PRÉ-NATAL

Estamos de férias. Dezembro é um mês mágico, com todas as pessoas em alto astral e no embalos das comemorações natalinas e de passagem de ano. A Sertão Pop Produções está fazendo este evento um dia antes do Natal, o pré-natal, em um sexta-feira que certamente será perfeita. Para isso convidou duas bandas que estão sendo destaque no cenário musical caririense. A Banda Cariri Blues, com o seu projeto "BLUIZ GONZAGA", onde faz uma releitura da obra do "REI DO BAIÃO" em ritmo de blues, um trabalho inédito e super gostoso de ouvir e curtir. A outra banda a deliciosa "LOSTHEOS" que se volta para o rock e o blues tocados com muita criatividade e bom gosto, é um dos maiores destaques da cena alternativa do Cariri, com uma legião de fãs impressionante.
Portanto, essa noite será realmente mágica, como é a magia do encontro, da alegria e da curtição.
Vamos nessa?

OBS: Quer que a logomarca da sua empresa apareça nesse evento? Seja um parceiro nosso. Entre em contato através dos telefones (88) 9666.9666 / 8824.2131 / 3521.5398 ou passe-nos um e-mail para kaikaluiz@gmail.com

FLOR DA TERRA - Por Edilma Rocha


Hino do Crato

Flor da terra do sol
Oh! berço esplêndido
Dos guerreiros da tribo Cariri
Sou teu filho e ao teu calor
Cresci, amei, sonhei, vivi...
Ao sopé da serra
entre canaviais
Quem já te viu
Oh! não esquece mais!

Para te exaltar
Oh! flor do Brasil
Hei de te cantar
Meu Crato gentil
Oh! Coração do Ceará
Comigo a nação
te exaltará

No teu céu inda brilha a
estrela fúlgida
Que há cem anos
norteia o teu porvir
Crato amado, idolatrado
Teu destino há de seguir
Grande e forte
como nosso verde mar
Bendita sejas
Oh! terra de Alencar!

Letra: Martins DÁlvarez
Música: Joaquim Cruz Neves

Saracura-três-potes - Emerson Monteiro


Várias vezes, aos inícios e finais do dia, ouço o canto melancólico dessa ave ecoar nas encostas da serra onde moro neste Cariri. Também conhecida por saracura-do-brejo e sericóia, quase sempre é mais escutada do que vista, segundo as enciclopédias. Tanto é verdade que só avistei um exemplar numa rara ocasião, às margens do riacho que dá origem ao Rio Grangeiro. Ela vive nas áreas alagadas de mato fechado. O acorde do seu bonito canto forneceu-lhe os nomes pelos quais a denominaram.

Bicho arisco e razoável, a saracura ainda consegue fugir da sanha da nossa civilização que gerou dependência dos quadros da mãe natureza às leis dos países, de comum difíceis de execução.

Pois bem, enquanto o saudosismo não paga dívida e os tempos mudaram, agora ninguém mais se conforma deixar de derrubar as mangueiras para comer a safra, e sobreviver virou artigo de luxo, palavra de ordem nos tempos bicudos das aparências. Conservar por conservar pertence aos milionários desocupados, qual mostra o projeto do Código Florestal em andamento no Congresso brasileiro.

Cambaleiam e agonizam os panoramas ecológicos desde antigamente, quando jamais imaginaram os profetas a velocidade estonteante que dominou acontecimentos da Terra. Fico tanto meio contrariado diante das teses românticas que falam de preservação ambiental em conferências intermináveis de salões forrados com a mesma madeira de lei que defendem e ajudam a eliminar. Creio incoerente festejar derrotas, neurose que dói e sacode os impérios práticos na história continuada.

Gerações e gerações cresceram destruindo famílias e famílias naturais, quando querem salvar o que restou em museus e zoológicos fedorentos, de animais entristecidos, capturados nos ambientes originais ora extintos.

Mais cedo do que imaginava, ouço vagar nos corredores da consciência trechos da bela composição de Roberto Carlos: Seus netos vão te perguntar em poucos anos / Pelas baleias que cruzavam oceanos / Que eles viram em velhos livros / Ou nos filmes dos arquivos / Dos programas vespertinos de televisão.

Ah, mas deixe de lado isso de visão bucólica que, nalgumas horas sujeita relembrar sonhos abandonados na casa do sem jeito, nesse mundo de rascunhos perdidos no ar. Dispense, por gentileza, manias arcaicas que caíram em desuso e servem de alimento sintético às pretensiosas crônicas.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Pensamentos para os Dias 7 e 08/12/2011


Pensamento para o Dia 08/12/2011
“Viva sempre em pensamentos sublimes. Quando o ar enche uma bola de futebol, ela assume a forma de uma esfera. Quando se enche um balão, ele toma a forma de um balão oval ou esférico. Igualmente, a mente toma a forma dos objetos com os quais ela está apegada. Se ela se fixa a pequenas coisas, torna-se pequena. Se estiver fixa em coisas nobres e grandiosas, torna-se nobre e grandiosa. A câmera tira uma foto de qualquer coisa para a qual estiver direcionada; assim também é com a mente. Tenha discernimento antes de desenvolver apego. Se seu apego for direcionado para cônjuge e filhos, terras e prédios, contas bancárias e saldos, você irá experimentar sofrimento quando eles declinarem. Desenvolva apego sincero e firme pelo Divino e você crescerá em amor e esplendor. Devoção não é uma questão de contas de rosário e barbas, nem é adoração representada por flores, cânfora ou toque de sinos. Você é julgado pela sua disciplina espiritual, pensamentos e controle dos sentidos.”
Sathya Sai Baba

Pensamento para o Dia 07/12/2011
“Um verdadeiro herói é a pessoa firme que não se abala, de modo algum, pelos altos e baixos causados pelas ondas estrondosas do mar da vida. Tal pessoa nunca perde o equilíbrio; isso torna-se parte de sua natureza! Aquele que mantém sua programação de disciplina espiritual, independente de atrações ou distrações, é uma pessoa sábia, também chamada de Dheera. Dhee significa Buddhi (intelecto) e essa é a verdadeira qualidade do homem. Não é o traje ou o bigode que caracterizam o "herói". A verdadeira natureza humana prospera com a rejeição da dualidade de alegria e tristeza, e todas as suas ações devem ser para conquistar os dois. Sua vitória deve ser sobre inimigos internos, em vez dos externos. Então, o fruto que você conquista é a imortalidade! Coisas do mundo não podem conferir esse estado de bem-aventurança. Quando você verdadeiramente e continuamente supera alegria e tristeza, a bem-aventurança que alcança é absoluta, independente e completa.”
Sathya Sai Baba

LIBERDADE



Ultimamente, sinto vontade de mudar de país, de nome, de cabelo, de companhia... A quase que uma revolta. rs

Que loucura, não?

***

A liberdade de ter opinião.
A liberdade de poder mudar de opinião.
A liberdade de ficar confusa e surtar.
A liberdade de querer ficar quietinha.
A liberdade de pedir um abraço.
A liberdade de pedir atenção.
A liberdade de ser o que tiver que ser. Sem pretensões. Sem cobranças.
A liberdade de achar que poderia ser mais.
A liberdade de saber qual vai ser.
A liberdade de viver do jeito que achar bom.
A liberdade de xingar quando achar necessário.
A liberdade de se perguntar por onde ela anda.
A liberdade de ser gay.
A liberdade de ser hetero.
A liberdade de dizer a verdade e não ter medo.
A liberdade de ser corajaso e pular.
A liberdade de ser louco, de se mudar para Marte.

A liberdade de mudar de estrofe.
De quebrar a sequencia.
De ser quando quiser ser.
De olhar nos olhos dela e dizer "vai" cheia de vontade de dizer "fica".
De viver novos amores mesmo não tendo esquecido do ultimo.
E de continuar se sentindo uma boba quando fala do que está sentindo.
E quando escreve num tal blog.

Hoje, eu sou mais livre do que nunca fui antes.
Posso fazer tudo isso aí.
E mais. Muito mais.
Mas é quando se tem a liberdade nas mãos que se percebe
o quanto ela te limita.

A possibilidade de fazer o que se quer fazer e quando se quer te faz perceber que a liberdade só mostra o quanto é necessário estar preso ao que se acredita, ao teus sentimentos, a tua conduta com as pessoas que você gosta e com aquelas que um dia gostaria de conhecer.

Não quero ser assim tão livre. Quero ser presa a mim, a você e ao nosso futuro

LILIU
do BLOG http://emmarte.blogspot.com
(foto/imagen da internet)

O patrono da Praça Siqueira Campos -- por Armando Lopes Rafael


Busto de Siqueira Campos que existia na praça com seu nome, no centro de Crato - Foto de Dihelson Mendonça


Quem foi Manoel de Siqueira Campos, que dá nome a uma praça no centro de Crato? Do livro Roteiro Biográfico das Ruas de Crato, escrito pelo jornalista J. Lindemberg de Aquino, retiramos as informações abaixo:
Manoel de Siqueira Campos nasceu na então vila, hoje cidade de Porteiras, Estado do Ceará, em 18 de maio de 1874 e faleceu – vitimado de paratifo – em Recife, a 30 de julho de 1928. Sua família se deslocou para Pernambuco quando Manoel Siqueira Campos era ainda menino.

As suas atividades comerciais foram iniciadas e se desenvolveram na localidade pernambucana de Triunfo. Ali instalou estabelecimento comercial completo. Radicado em Triunfo, graças ao seu espírito de liderança e capacidade de luta, aliado a incomum senso de iniciativa, procurou modernizar os métodos de comércio, financiando e estimulando os agricultores daquela zona, a exemplo do que faz hoje os bancos oficiais. Como o faria depois em Crato, trazendo para esta última cidade os primeiros veículos motorizados, desconhecidos das populações de então.

Vindo para o Cariri, exerceu suas atividades comerciais em Crato, Juazeiro, Missão Velha e Barbalha.

Siqueira Campos era extremamente sensível à dor humana e usava uma maneira simples e decidida de ajudar aos que sofriam. Em Crato, durante a seca de 1915 – quando a fome destroçava vidas e bens – improvisou Siqueira Campos serviços de interesse público, como calçamento de ruas e praças, distribuindo o que existia em seus armazéns de gêneros e cereais com aquela gente, batida pela fome vinda dos sítios próximos e até do sertão.

Foi um dos homens mais progressistas que viveram em Crato, ao longo de toda a história desta cidade. Aqui instalou a nossa primeira fábrica de bebidas, na Rua da Vala, hoje denominada Tristão Gonçalves. Em 1919 trouxe o primeiro automóvel para Crato. Adquirido em Recife, esse veículo teve uma chegada apoteótica à Cidade de Frei Carlos. No dia seguinte, Siqueira Campos teve outro pioneirismo: inaugurou – com seu carro – a estrada Crato-Lameiro.

Em reconhecimento a tudo que fez por Crato, o governo municipal deu seu nome a praça mais central da cidade. Anos atrás foi ali instalado um busto de bronze de Siqueira Campos. Busto, aliás, que na atual reforma daquele logradouro foi inexplicavelmente retirado.

Entretanto, pessoas influentes na cidade estão a exigir que esse busto seja reinstalado em qualquer ponto da cidade. Quem sabe no calçadão que fica em frente à Praça Siqueira Campos. Ou até mesmo em frente à igreja de São José Operário, no bairro Lameiro, já que Manoel Siqueira Campos também foi um benfeitor daquela localidade?

Túnel do Tempo: há 20 anos desaparecia a União Soviética

Tudo aconteceu durante um discurso, feito em 7 de dezembro de 1991, por Boris Ieltsin, então presidente da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas–URSS. Na sua fala, Ieltsin afirmou ser um fracasso a ideia da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Disse que aquela “União” – onde cada país ficava sobre um duplo poder – era “uma mera abstração política”.

Até aquela data os comunistas viviam a prever o fim do capitalismo, após uma série de crises deste último. Ironicamente, quem se acabou – logo durante sua primeira crise – foi o comunismo. O "gigante soviético", que tinha os pés de barro, começava a ruir e, logo depois, simplesmente sumiu – literalmente – do mapa. Sem que fosse disparado sequer um tiro. Escafedeu-se...


O “novo czar”.
Observado pelo ex-presidente Boris Ieltsin, Vladimir Putin toma posse como presidente russo, em 2000. São onze anos no poder à custa de rodízios e eleições fraudulentas como a que aconteceu na semana passada



Desaparecida a URSS, o escudo (à esquerda) e a bandeira (à direita) dos tempos da monarquia voltaram a ser os símbolos da atual Rússia.
(Texto e postagem: Armando Lopes Rafael)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PAPAI NOEL REAL - Edilma Rocha



Estudiosos afirmam que a figura do bom velhinho foi inspirada em um bispo chamado Nicolau, que nasceu na Turquia em 280 d.C.
Ele costumava ajudar as pessoas pobres, deixando saquinhos com moedas próximas às chaminés das casas. Foi transformado em santo- São Nicolau - após várias pessoas relatarem milagres atribuídos a ele.

A associação da imagem de São Nicolau ao Natal aconteceu na Alemanha e espalhou-se pelo mundo em pouco tempo. Até o final do século XIX, o Papai Noel era representado com uma roupa de inverno na cor marrom ou verde escura.
Em 1886, o cartunista alemão Thomas Nast criou uma nova imagem para o bom velhinho, com a roupa nas cores vermelha e branca, com cinto preto, como apresentado até os dias de hoje.

Fonte: Suapesquisa.com

Um Natal Feliz para todos!




Mensagens para Orkut



3 notas para esta 4ª feira -- por Armando Lopes Rafael

1 – Recife e Olinda

I -- No último fim de semana troquei a visão da chapada do Araripe pelos cenários dos rios, pontes, mar e altos coqueiros de Recife. E fui presenteado com boas surpresas! Na área histórico-cultural, igrejas antigas – de Olinda e Recife - estão sendo restauradas sob orientação do Iphan. Cheguei a ver duas delas: a Igreja do Divino Espírito Santo, na Praça 1817, em Recife e a Igreja do Carmo, em Olinda. Aliás, nessa última cidade, na parte histórica, retiraram os postes e a fiação elétrica de algumas ruas. Beleza pura!

II – Em Recife, foi concluída a segunda etapa do Circuito dos Poetas. O que é isso? São doze esculturas, em concreto e fibra de vidro com tamanho natural, ambientadas em lugares estratégicos no centro daquela cidade. Quem foi homenageado? Manoel Bandeira, Ascenso Ferreira, Luiz Gonzaga (foto à esduerda), Joaquim Cardoso, João Cabral de Melo Neto (foto à direita), Clarice Lispector, Antônio Maria, Capiba, Mauro Mota, Chico Science, Solano Trindade e Carlos Pena Filho.

III -- Conheci o novo Shopping Center Paço Alfândega, no Recife velho, -- foto ao lado -- que preservou a arquitetura de uma edificação de 1732, erguida originalmente para abrigar o convento dos Oratorianos de São Francisco Felipe Néri e depois, em 1820, sediou a alfândega do porto mais movimentado das Américas. Ao lado do shopping, a Livraria Cultura, a maior do Nordeste, com vários andares de livros de todas as partes do mundo. No Shopping Paço da Alfandega, está exposto um enorme presépio com bonecos gigantes, similares aos do carnaval de Olinda. No presépio estão dois cearenses: Padre Cícero e Dom Hélder Câmara. Além de João Paulo II, Frei Damião, Irmã Dulce e Madre Teresa de Calcutá...

2 – Várzea-Alegre

I – Uma coisa chama a atenção de quem passa por Várzea-Alegre. Trata-se de um monumento (foto ao lado) em homenagem ao Padre Antônio Vieira, culto e destacado sacerdote que denominou o jumento como "nosso irmão". No monumento, Padre Vieira está ao lado de um jumento. A obra foi feita pelo escultor Dalécio Mauriz Feitosa, da cidade de Mossoró.

II – O padre Antônio Batista Vieira tinha profunda ligação com Crato. Estudou no Seminário São José e ali foi ordenado sacerdote em 1942. Lá foi professor até o ano de 1953. Foi redator-chefe do jornal “A Ação” em Crato. Escreveu nos jornais “O Povo” e “O Nordeste” (Fortaleza). Em 1964, Padre Vieira cursou Administração de Empresas na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos. Dois anos mais tarde, candidatou-se a deputado federal, sem nenhuma experiência política. Apesar de ter sido eleito, exerceu apenas a metade do mandato, sendo cassado pelo governo ditatorial que tinha poderes para revogar direitos políticos e cassar mandatos de quem era visto como adversário do regime. Coisas desta república.

III – Mas Várzea-Alegre também construiu outro monumento. Destinado a preservar a memória de outro filho da terra: José Clementino. Este foi poeta e compositor. Luiz Gonzaga gravou várias músicas dele.

3 – Em Crato...o sumiço do busto!

No último dia 1º, fiz uma nota informando que o busto de bronze do comerciante Siqueira Campos (existente na praça do mesmo nome) fora retirado. Isto aconteceu durante a recente reforma daquele logradouro. Consta que para aquela praça o busto não voltará. Cheguei a sugerir que o pequeno monumento fosse relocalizado no calçadão, existente em frente. Depois fiquei sabendo que o busto estava num depósito, no Parque de Exposição de Crato. Falta, portanto, só providenciar um pedestal de granito para relocalizá-lo noutra parte. Cidade pobre em monumentos públicos, Crato não pode se dar ao luxo de deixar um busto de bronze desaparecer.
Repercussão sobre a denúncia e a sugestão?
O silêncio – até agora – foi a resposta.
Viva Recife e Várzea Alegre...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

INVEJA - IVONE BOECHAT


Perda de tempo
esforço a mais, em vão,
vendavais...
ódio mudo
contra mão,
vento
que derruba tudo
ao chão.

Inveja é
luta desperdiçada
que arrebata o próprio vigor,
impedindo momentos
risonhos... amor.

A inveja puxa a vida
pra trás,
deturpa, divide
produz tormente,
ativa a ferida,
ainda mais,
acende lamentos,
tira a paz.

NOS BASTIDORES - Por Edilma Rocha


Vik Muniz com o outro lado da "Mona Lisa"

O artista plástico Vik Muniz participou do exclusivíssimo ritual dos restauradores do "Louvre" que avalia anualmente a conservação da mais famosa obra de arte de  "Leonardo da Vinci", a "Mona Lisa".
Protegida por um vidro à prova de balas de 6 toneladas, que impede qualquer variação de umidade, pressão, temperatura, ataques e roubos, a pintura sai da redoma uma vez por ano para uma inspeção cercada de altíssima segurança.
"Éramos apenas 20 pessoas", diz ele. Vik obteve uma autorização do Museu do Louvre, dono da obra, para fotografar a parte de trás da tela, com seus mecanismos de segurança e o nome "La Joconde" escrito à mão pelo autor, "Leonardo da Vinci".
Vik, artista brasileiro diferenciado pelas diversas formas de reproduzir a arte, já usou os processos na "Mona Lisa" com  geleia e manteiga de amendoim e agora poderá replicar o "derrière mais famoso do mundo.

Fonte: Revista Época

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A aposta de Pascal (postado por Armando Rafael)

               Quem faz Filosofia ou alguma das Ciências Exatas tem que, obrigatoriamente, estudar o pensamento de Blaise Pascal, que viveu no século XVII.
              
               Brilhante desde a infância, Pascal aos 8 anos de idade estudava (com o auxílio do pai, advogado) gramática, latim, espanhol e matemática. Era um garoto excepcionalmente brilhante e, só para se ter uma ideia, com apenas 11 anos, ele reconstituiu as provas da geometria euclidiana até a Proposição 32. Aos 12 anos, compôs sozinho um tratado sobre a comunicação dos sons e, aos 16, um outro sobre as divisões cônicas.
              
              Já adulto, argumentando sobre a existência de Deus, Pascal fez surgir o famoso argumento da aposta.
               Dizem que isso aconteceu quando Pascal e seus amigos estavam discutindo pensamentos numa praça da cidade de Paris. Aqueles homens eram pensadores livres e não aceitavam a existência de Deus. Pascal era consciente disso e sabia também que eles apreciavam bastante um jogo de apostas.
             
               Então, ele afirmou: "Aposto com vocês que, matematicamente falando, crer em Deus é mais lucrativo do que descrer dele."
                "Como?" perguntou um de seus colegas.
               
               "É simples", respondeu Pascal: "você pode, enquanto ateu, ter tudo o que um cristão possui: família, saúde, cultura, princípios etc. Enquanto ateu, você pode ainda argumentar que ninguém pode provar-lhe, com qualquer questionamento, que Deus existe. Logo, se você e um crente morrem, é possível dizer que a vida de vocês terminou num empate. Tudo o que um teve, o outro também possuía. Assim, se você estiver certo em seu ateísmo, o empate continua, pois ambos terão o mesmo fim. Porém, se o crente estiver certo, então haverá um desempate, pois não será possível que ambos desfrutem da mesma sorte diante do juízo de Deus."
               Portanto, concluiu Pascal:
             
               Se eu creio em Deus e Deus existe, eu ganhei tudo.
               Se eu creio em Deus e Deus não existe, eu não perdi nada.
               Se eu não creio em Deus e Deus não existe, eu não ganhei nada.
               Se eu não creio em Deus e Deus existe, então eu perdi tudo.


 (Fonte: Livro "Eles criam em Deus - Biografias de cientistas e sua fé criacionista", p. 31/34, editado. Casa Publicadora Brasileira, autor: Rodrigo P. Silva, doutor em arqueologia)
                                                                                                                                              

O Natal – por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Desde a segunda quinzena de novembro que a cidade de Fortaleza está repleta de luzes, com muitas propagandas. O comércio usa todos os artifícios para atrair o consumidor, a fim de que este gaste seu décimo terceiro salário em compras. É bom presentear as pessoas nessa época, pois demonstramos amor àqueles que nos são caros. No sistema capitalista em que vivemos, poucas pessoas acumulam riquezas, gerando exclusão social. É importante que lembremos também dessas vítimas das injustiças, partilhando também do nosso alimento. O ideal seria que todos os brasileiros tivessem o direito a uma vida digna, durante o ano todo. Entretanto, podemos fazer a nossa pequena parte, pondo em prática a virtude da caridade para com os mais necessitados. Caridade é amor e foi para pregar o amor, a fraternidade, a paz e a justiça que Deus, na sua infinita bondade, mandou o seu Filho Jesus Cristo, para salvação da humanidade.

O milagre da multiplicação dos pães, que é o milagre da partilha é narrado pelos quatro Evangelistas. Nele Jesus nos mostra que havendo partilha, os alimentos serão suficientes para todos e ainda sobrará. O Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus, 14,13-21, relata o seguinte: “Quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu, e foi de barca para um lugar deserto e afastado. Mas, quando as multidões ficaram sabendo disso, saíram das cidades, e o seguiram a pé. Ao sair da barca, Jesus viu grande multidão. Teve compaixão deles, e curou os que estavam doentes. Ao entardecer, os discípulos chegaram perto de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto, e a hora já vai adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar alguma coisa para comer.” Mas Jesus lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Vocês é que têm de lhes dar de comer.” Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes.” Jesus disse: “tragam isso aqui.” Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Depois pegou os cinco pães e dois peixes, ergueu os olhos para o céu, pronunciou a bênção, partiu os pães, e os deu aos discípulos; os discípulos distribuíram às multidões. Todos comeram, ficaram satisfeitos, e ainda recolheram doze cestos cheios de pedaços que sobraram. O número dos que comeram era mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças.” Jesus, com o milagre da partilha dos pães e dos peixes, quis nos mostrar que essa proposta era para construção de uma nova sociedade, fundamentada na partilha igualitária dos bens da vida, que Deus nos deu. Jesus continua fiel à missão de reunir e servir ao seu povo, principalmente a multidões de sofredores. Com essa atitude, Jesus está realizando os sinais de uma nova maneira de viver e de anunciar o Reino de Deus.

Refletindo esse Evangelho da multiplicação dos pães, chegaremos à conclusão, que nós, seguidores de Jesus não deveremos ficar insensíveis nesse Natal, nem no restante do ano, para os mais necessitados. Assim como Jesus, vamos servir ao nosso irmão carente.

O sentido do Natal foi desvirtuado. Demonstrar o nosso amor na troca de presentes, no espírito voltado para os mais pobres, é muito bom. No entanto, ultimamente a festa natalina foi se afastando do que é mais importante, a nossa preparação para a vinda de Jesus, o nosso Salvador. O Natal é a festa de aniversário de Jesus. Como é nosso costume presentear os aniversariantes, devemos dar a Jesus nosso compromisso de mudança de vida e adesão ao seu projeto. Festas, luzes, compras, encontros com os amigos, nada disso deve ofuscar o verdadeiro sentido do Natal.

Estamos vivendo o advento que é tempo de preparação, de alegria, de expectativa para a chegada de Jesus Cristo. É um momento propício ao arrependimento e a promoção da fraternidade e da paz. O verdadeiro cristão aproveita esse tempo para avaliar o que construiu de bom e de ruim durante o ano e, procurar colocar-se diante de si mesmo e de Deus, assumindo o compromisso de trabalhar não só pelo sucesso material, mas também pelo crescimento espiritual.

O ideal é que todos, cristãos e não cristãos irmanados na mesma fé em Deus, de mãos dadas e de coração aberto ao amor, pratiquemos a fraternidade.

Feliz Natal e um Ano Novo cheio de felicidades e paz é o que eu desejo a todos os leitores.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

domingo, 4 de dezembro de 2011

SITE PUBLICA AS OBRAS DE EDILMA ROCHA


Edilma Rocha

Edilma Rocha


BRAZIL
Fortaleza, Ce.

Natural da cidade do Crato Estado do Ceará.

Neta e filha de artistas, o avô Julio Saraiva fotógrafo, o pai Edilson Rocha exímio desenhista e a mãe Telma Saraiva especialista em fotos-pinturas. Desde criança desenhava, pintava, e se destacava nas escolas. 

Adolescente, transfere os estudos para o Rio de Janeiro e ingressa na SBBA, com cursos de desenho, aquarelas, pintura, modelo vivo e especializa-se em Restauração de telas. Cursa Belas Artes na Escola Fluminense em Niterói. Participa de varias exposições coletivas no Rio e Niterói.

Viaja pela Europa estudando os estilos clássicos, modernos e contemporâneos. Paris, Madrid, Verona e Veneza foram os mais concorridos na sua trajetória artística, com exposições em Paris e Verona. Possui trabalhos em New York, Barcelona, Paris, Bassano, Argentina e México.

Leva no seu currículo menções honrosas medalhas e títulos que elevam o seu desempenho artístico.
O seu mais destacado trabalho em restauração é o acervo do Museu de Arte Vicente Leite do Crato, com 73 obras.

Criou a Sociedade dos Amigos do Museu do Crato e atua fortemente neste projeto.
(João Jorge - Artista plástico e curador.)

Resgatou o Salão de Outubro do Cariri como promotora cultural.

Edilma Rocha não se subordina a estilos e nem a modismos, vale-se do emocional dos impressionistas e acentua plasticamente os seus temas. Vale-se também do estilo clássico como restauradora para confirmar o talento da artista, que já nasceu artista.

Depois de algum tempo fora dos eventos Culturais retoma seu trabalho incentivada e apoiada por Jô Oliveira a quem dedica a sua nova fase, pessoa cujo brilho clareou sua mente e seu novo caminho.

Agora Edilma busca o resgate do Salão do Cariri.

Algumas de suas obras  recentes que participaram no sul do país e na Europa:

A dor do poeta ( MISTA)
Cérebro do Bem - (MISTA)
Cérebro do Mal - (MISTA)
Lírio - (MISTA)
Pavor em Chamas - (MISTA)



Edilma Rocha em "Revelações e Formas"

Exposição "Revelações e Formas

Edilma Rocha

2011-10-30  >> 2011-12-06
MAM - Museu de Arte de Montenegro, RS.
Das 10 as 19 Horas de terça a domingo

Por intermédio de linguagens e materiais específicos, experiências sensoriais, emocionais e intelectuais numa relação tempo/espaço abrem-se as portas de uma infinita passarela de liberdade e sinceridade de expressão acontecendo a exposição coletiva internacional 





http://davincigallery.net/art/exhibitPage.do?eventId=666
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Em que quadro me enquadro?

... Quadrados ... 

- Claude Bloc -



De quadro em quadro
Eu faço um quadrado
De tela em tela
 Um quadrado além
Cada foto que faço
Cabe num quadrado
Porque num quadrado
Me enquadro também.


Claude Bloc

sábado, 3 de dezembro de 2011

Forma e Grafia de algumas palavras

 Muitas vezes, ao escrevermos textos, corremos o risco de GRAFAR mal as palavras. Quando transportamos isso para o mundo virtual onde a pressa, com frequência, nos põe diante de "saias justas",  acabamos por "pecar" por não termos tempo de fazer as devidas correções. 

Outras tantas vezes, nos deparamos com outro problema: o de não termos agilidade suficiente na hora de digitarmos textos.  Nem todos têm obrigação de transformar seus dedos em máquinas hábeis nessa tarefa repetitiva de tocar as teclas numa produção textual. Daí incorrermos em erros de digitação que muitos confundem com crassos erros de ortografia.

Portanto, para facilitar a tarefa de alguns e a já decantada habilidade de tantos, seguem pequenos "nós" onde nos enovelamos, quando não temos muito tempo disponível para ir além dos corretores ortográficos  eletrônicos. 
Claude Bloc


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Mas/Mais:

Mas: conjunção adversativa, equivale a porém, contudo, entretanto:
Ex.: Tento não sofrer, mas a dor é muito forte.

Mais: pronome ou advérbio de intensidade, opõe-se a menos:
Ex.: É um dos garotos mais bonitos da escola.

Onde/Aonde:

Onde: lugar em que se está ou que se passa algum fato:
Ex: Onde você foi hoje?

Aonde: indica movimento (refere-se a verbos de movimento):
Ex: Aonde você vai?

Que/Quê

Que: pronome, conjunção, advérbio ou partícula expletiva:
Ex: Convém que o assunto seja esquecido rapidamente.

Quê: monossílabo tônico, substantivo, ou interjeição.
Ex: Você precisa de quê?

Mal/Mau

Mal:
advérbio (opõe-se a bem), como substantivo indica doença, algo prejudicial:
Ex: Ele se comportou muito mal. (advérbio)
Ex: A prostituição infantil é um mal presente em todas as partes do Brasil. (substantivo)

Mau: adjetivo (ruim, de má qualidade)
Ex: Ele não é um mau sujeito.

Ao encontro de/De encontro a

Ao encontro de: significa “ser favorável a”, “aproximar-se de”.
Ex: Quando avistei minha mãe fui correndo ao encontro dela.

De encontro a: indica oposição, colisão.
Ex: Suas idéias sempre vieram de encontro às minhas. Somos mesmo diferentes.

Afim/A fim

Afim:
adjetivo que indica igual, semelhante.
Ex: Temos objetivos afins.

A fim: indica finalidade:
Ex: Trabalho hoje a fim de folgar amanhã.

A par/ Ao par

A par: sentido de “bem informado”
Ex: Eu estou a par de todas as fofocas.

Ao par: indica igualdade entre valores financeiros.
Ex: O real está ao par do dólar.

Demais/De mais

Demais:
advérbio de intensidade, sentido de “muito”.
Ex: Você é chato demais.
Demais também pode ser pronome indefinido, sentido de “os outros”.
Ex: Alguns professores saíram da sala enquanto os demais permaneceram atentos às orientações.

De mais: opõe-se a de menos.
Ex: Não vejo nada de mais em seu comportamento.

Senão/Se não

Senão:
sentido de “caso contrário”, “a não ser”.
Ex: não fazia coisa alguma senão conversar.

Se não: sentido de “caso não”.
Ex: Se não houver conscientização, haverá escassez de água.

Na medida em que/ À medida que

Na medida em que: equivale a porque, já que, uma vez que.
Ex: Na medida em que os projetos foram abandonados, os estagiários ficaram desmotivados.

À medida que: indica proporção, equivale a à proporção que.
Ex: A emoção aumentava à medida que o momento da apresentação se aproximava.



Texto produzido por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
Equipe Brasil Escola

Onde usar corretamente "estar" ou"está", "dar" ou "dá"?



 
Está ou estar? Dá ou dar? 

Você tem essas dúvidas com frequência?
Não há por quê: 

- o infinitivo (dar ou estar) pode ser substituído por outro infinitivo; a forma flexionada (ou está) não pode.

Vejamos isso na prática: surgiu a dúvida à
 "Ele pode [está] ou [estar] certo"?

 Vamos tentar a substituição por um infinitivo:
 "Ele pode andar certo".

 A substituição por um infinitivo é possível, logo "Ele pode estar certo".

Mais um teste: 

"Governador [] ou [dar] nova função a secretário". 

Neste caso, o certo é "", pois a substituição por outro infinitivo não é possível, não pode ser, por exemplo, "Governador ofertar nova função a secretário". 


Fonte de pesquisa: http://www.portuguesnarede.com/2008/07/est-ou-estar.html