Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Repentes - Carlos, Magali, Socorro e Claude - Foto Pachelly Jamacaru

Amigos, por caridade
Me ajudem nessa hora
Me façam criar juízo
Que eu já tô indo embora

Tô voltando pro trabalho
Já morrendo de saudade
Não me deixem sem notícia
Por favor, por caridade!

A música é um combustível,
uma linguagem, uma arte
quem canta porque tá triste,
alegre ou embebedada ,
deixa tudo muito leve
e a tristeza aperreada.

Olhando as ondas do mar
Com cheiro de maresia
Escuto ao longe um cantar
De uma bela poesia.

Princesa do Cariri
Cratinho dos meus amores
Quando me ausento daqui
A vida muda as cores

Sigo, mas meu coração
Fica preso na saudade
A vida fica vazia
e branca a felicidade.

Pessoa que sabe amar
Vive a vida com vigor
Tem tempo pra trabalhar
E também pra muito amor

Mulher é bicho veneno
pra ela não tem antídoto
se é santa ou é profana
domina quem abre o bico

Vou-me embora pro passado
Não quero sair do Crato
Queria ficar aqui
Queria fazer um trato:

Machucar esta saudade
Que me vai no coração
E nunca mais ir embora
Dessa terra, deste chão.

A poesia do poema
existe subtendida
tem poema que perfila
uma estrofe sem poesia
poesia é o sentimento
na pena do artesão

CANELA

domingo, 26 de julho de 2009

Morning Has Broken - para um dia que começa - Diana Krall e Aaron Neville

Comece a mandar ainda Hoje! Grátis!

Morning Has Broken
Autoria - Cat Stevens

Morning has broken, like the first morning
Blackbird has spoken, like the first bird
Praise for the singing, praise for the morning
Praise for the springing fresh from the world

Sweet the rain's new fall, sunlit from heaven
Like the first dewfall, on the first grass
Praise for the sweetness of the wet garden
Sprung in completeness where his feet pass

Mine is the sunlight, mine is the morning
Born of the one light, eden saw play
Praise with elation, praise every morning
God's recreation of the new day
***
Versão de Guilherme Arantes
***
Manhã que rompe
Primeiros raios
Primeiro canto
De ave ecoou
Ouve esse canto
Louve esses raios
Por todo canto o amor despertou
Jardim regado
De sol dourado
A natureza criança acordou
Por todo o campo
Brilhos de orvalho
Molham os passos do criador
Dia nascendo
Deus acendendo
A luz desse tempo
Que começou
Que se levante
Por toda parte
O sol de todos
Que a gente sonhou

Postado por Claude Bloc

Figura Exemplar - Por Joaquim Pinheiro




O destino me permitiu conhecer pessoas notáveis. Algumas conseguiram ultrapassar os limites da área que habitam, registrando seus nomes nos arquivos da história. Significar dizer que serão conhecidas por gerações futuras. Esta semana tive a satisfação de receber a visita de uma delas, Jaime Suniê Neto. Jaime, paranaense de nascimento, foi, ao lado de Henrique Mecking, quem mais projetou o xadrez brasileiro. A Fama do gaucho Mequinho veio de cima para baixo. Ganhou o título de Mestre Internacional (o 1º do pais) na época dos governos militares. As autoridades de então se aproveitaram dele como peça de propaganda, vinculando seu feito ao regime, colocando seu nome na mídia. Daí a sua projeção, por sinal, merecida.

Jaime Suniê, ao contrário, construiu sua fama de baixo para cima. À medida que acumulava títulos empregava seu tempo em prol do desenvolvimento do Xadrez. Disputou 10 finais do campeonato brasileiro, vencendo 7. Campeão sul americano, medalha de ouro na olimpíada mundial da modalidade, tem em seu currículo o 1ª lugar em 3 torneios internacionais promovidos pela FIDE (a FIFA do xadrez).

Implantou o programa “xadrez nas escolas” no Paraná, depois copiado por vários outros Estados e adotado nacionalmente pelo governo federal. Meu conhecimento com o mestre ocorreu em 1989, por intermédio de outro Mestre, Marcos Asfora, também campeão brasileiro, outro notável, tão importante para o xadrez de Pernambuco e nordestino quanto Suniê para o brasileiro.

Jaime tentou adquirir para o Paraná a maior biblioteca de xadrez existente no Brasil. Conseguiu verba, aprovação da assembléia estadual, autorização do governador mas o proprietário, Dr. Luis Tavares, preferiu doá-la ao Estado de Pernambuco. Jaime, apesar da luta perdida, deu aula de cavalheirismo vindo, como Presidente da CBX, presidir o ato da entrega do acervo.

Em 1988, atendeu ligação pedindo orientação para implantação do programa xadrez nas escolas Pernambucanas. Não se fez de rogado e dias depois desembarcou em Recife, vindo pessoalmente transmitir as dicas.

O gênio paranaense, acostumado a batalhas difíceis, enfrenta uma mais traiçoeira, contra o câncer. Felizmente, está vencendo. Na próxima semana se submeterá a última sessão de quimioterapia e deverá receber alta.



Obs. Suniê é o terceiro da direita para esquerda. Ao seu lado, o Mestre Marcos Asfora. Os outros são enxadristas da Delegacia Regional do Banco Central em Recife.
Joaquim Pinheiro

A Roda da vida.- .(Por Liduina Vilar)



A Roda da Vida.(Por Liduina Vilar)

Você já me fez o maior bem.
Eu desencantei,sai do marasmo,
Da tristeza,do que era meramente mecânico.

Amei novamente,sorri,sorri,sorri,
Cantei,dancei,vibrei.

Hoje estou pronta para o AMOR,
Posso amar o mundo inteiro,
Posso dançar,cantar,gargalhar.

Necessito porém,aguentar bem os
Dias de agora,meus minutos,
segundos,minhas manhãs,
tardes e noites...como a
praia suporta e segura as ondas
calmas e bravias do seu imenso
dono : O mar.

Todos nós podemos ser inteiramente
donos de um oceano,desde que assim
desejemos.

A felicidade , a dança da vida,
A mágica do sorriso reside numa
Única e inesgotável fonte:QUERER!
Eu quero ser feliz,amar,
chorar,cantar,brincar
me iludir mas acreditar!!

Arroubo

Barba feita,
alma do sabonete
dentro das narinas.

Um novo homem
veste sua camiseta.

Não bebeu hoje
o elixir dos antepassados.

Faz força no abdômen -
a barriga encolhe,
mas pouco dura o oxigênio.

O novo homem
tira a camiseta.

Deita-se no piso
de cerâmicas rachadas.

Ao seu lado,
diante dos seus olhos -

mosquinhas de banheiro
enxugam-se com sua toalha.

Flores - Por Domingos Barroso


Fecho bem os olhos
e vejo a clareza do abismo

sem volta,
sem testemunho.

Os cabelos brancos,
o coração enlouquecido.

Junto conchas,
chuto seixos

ora cabisbaixo,
ora queimando a vista.

O céu tão azulado
quanto aquele lençol
do hospital.

As xícaras da infância,
os odores dos meus avós.

Fecho bem os olhos
e tudo que vejo -

um velório na esquina,
um saco plástico cruzando a praça.

O Dólar Furado- Sessão VI- Por Zélia Moreira


Hoje é domingo!

Vivi num Crato em que domingo tinha programas garantidos pra todos os gostos, bolsos e idades.
As calçadas com suas casas de janelas altas e soleiras largas, serviam de bancos para os encontros entre amigos. Ali ouvíamos o programa de Roberto Carlos (RC primeiro e único/ Rádio Educadora/ Evandro Bezerra), no radinho de pilha,nosso mp3 .Era um sonho de consumo ter um só pra mim.
Praça Siqueira Campos à noite, pra rodar, rodar , rodar e flertar, flertar , flertar. Quem sabe por sorte , ELE, poderia até baixar!
Os cinemas (Moderno, Cassino e Eduacadora) , tinham 05 sessões, todas lotadas:10h, 13h, 16h, 18h e 20h.
Não tínhamos na época televisão, aliás acredito ter sido ela umas das responsáveis pela falência dos nossos cinemas.
Uma regrinha de Dona Valda: cinema somente depois de cumprir o preceito religioso- a missa dominical.(tivemos em família overdoses de novenas, ladainhas, terços, etc)
Além da censura em si, tínhamos como cotólicos(?), que obedecer à censura do Bispo. Essa era severa, castradora.Um simples filme livre, com uma única cena de beijo, poderia se transformar , numa censura ," adultos com reservas".
Por conta disso, muitos filmes exibidos na época, foram vistos por mim e por minhas irmãs( Socorro e Verônica), muito tempo depois, já adultas.
Que maldade existia em Feitiço Havaiano,Amores Clandestinos, O Erro de Suzana Slide...? Mas tudo bem!
As restrições na minha juventude que abortaram um programa sonhado ( bastava o coração de mamãe não está pedindo...) não abalaram meu espírito alegre. Tudo que me foi privado um dia, fiz em algum momento depois com o entusismo de uma primeira vez.
O filme de hoje tem a cara do Cassino. Era lá que passava a maioria dos foroestes. Meu pai falava: "Filme Cawboy que se preza, tem que ser feito por americanos. Esse é uma produção franco/italiano, que fez um enorme sucesso.
A música "Se tu non fossi Bella" é demais!
Até hoje sei a versão para o português de cor:

Se tu não fosses bela
Com és
Se tu não fosses
O meu sonho em vão
Felicidade então
Comigo ficaria
Se fosse ilusão
Aquele dia
Que sem querer
Olhastes para mim
Não sentiria
Esse amor
Que pra sempre levou
Toda felicidade
Deixando apenas
Um sonho
Sem fim.

Vamos aos comentários:

Filme: O Dólar Furado
Ano :1965
País: França e Itália
Gênero: Faroeste
Direção : Giorgio Ferroni
Elenco: Giuliano Gemma( Gary O'Hara ) e Ida Galli ( Juder O'Hara )
Trilha Sonora:Fred Bongusto


Sinopse:
Giuliano Gemma é um soldado que retorna da guerra para lutar uma outra em casa... Sem ele saber, seu irmão se transformou num pistoleiro infame chamado "Black Jack" que derrota os pistoleiros locais. Giuliano Gemma concorda em fazer uma emboscada para matar "Black Jack". E somente aí, que descobre quem realmente é o fora-da-lei. Com vingança no coração, ele se volta contra seus empregadores...e a luta começa.

Conferindo :





Adolescência - Por Joaquim Pinheiro


A ADOLESCÊNCIA PERMANECEU

Começamos a adolescência no período da foto, tirada em Salvador, 1964. Graças a Deus, a fase continua até hoje. Pelo menos me senti assim nos dias que passei no Crato e reencontrei colegas da época.
Vera, Socorro, Rosineide, Sérgio, Francíria, Vilani Luna, Regina e Stela, foi ótimo reencontrar vocês e, mais ainda, perceber que mudaram muito pouco. Diferenças mínimas para as imagens dos anos 60 gravadas na minha memória. A foto é uma prova disto.

RAZÃO E/OU SENSIBILIDADE? EDUCAÇÃO, MORAL E ÉTICA EM CRISE NO MUNDO MODERNO



“Procurando as causas, ou melhor, refletindo sobre a crise da educação brasileira, a professora de pós-graduação em Filosofia da Universidade Gama Filho e da pós-graduação em Educação da Universidade Católica de Petrópolis, professora Vera Rudge Werneck, cuja carreira foi consolidada na PUC-RJ e na própria Universidade Gama Filho, procura respostas relacionadas à falência dos valores do homem. Vera Werneck, que também é diretora do Colégio Padre Antonio Vieira, no Rio de Janeiro, já publicou outros dois livros em que procura considerar criticamente sobre a ideologia na educação e um estudo sobre a fenomelogia centrado na educação.

Segundo a autora, a crise da educação brasileira é pensada à luz dos conceitos filosóficos da educação, do valor, do papel do não valor e do contravalor, a educação da sensibilidade, a cultura como locus onde o valor é instaurado, os tempos e marcos, assim como a avaliação da educação. Em linhas gerais, Vera Werneck aponta como principal “causa” da crise da educação no Brasil outra crise: a dos valores, da ética e da moral. Segundo esse ponto de vista, as instituições sociais, como a escola, e a própria sociedade, são alvo de uma crise dos valores na sociedade brasileira.

Como filósofa, Vera Werneck utiliza categorias de pensamento típicas da filosofia, como ser, conhecimento, sensibilidade, razão, etc. Para os não-filósofos, algumas dessas categorias ganham um novo significado, tendo centralidade em processos explicativos concretos e racionalmente explicáveis. O que Vera faz é atribuir a crise da educação a uma falta ou uma carência de valores, ética e moral, que não pode ser verificada factualmente ou empiricamente. É verdade que a maior parte dos escritos dos sociólogos também carece da possibilidade de verificação e testagem empírica. Mas isso não importa tanto aqui.

Segundo a autora, as primeiras problematizações dos filósofos estariam centradas na razão e no próprio ser do homem, mas não no seu valor. Isto irá, segundo Vera, gerar toda a sorte de problemas que se verá manifestar na educação. Para a autora, o uso da razão permite ou permitiu ao homem pensar a libertação da natureza, entre outras coisas, como sua natureza, seu processo de humanização, sua autodeterminação, enfim, de tornar-se cada vez mais autônomo e livre para exercer sua vontade sem coações. Mas esse processo de conhecimento de si mesmo, ou da própria natureza,com a qual o homem mantém relações substanciais e espirituais, é prejudicado ou inviabilizado pela forma como o próprio homem trata das questões ligadas aos valores. Os obstáculos, a plena realização do homem, Vera Werneck denomina de contravalores.

A idéia de que o homem é diferente dos animais, pela sua capacidade racional, de abstração e de planejamento, não significa que seu processo de transformar-se e reconhecer-se como homem esteja concluído: não há uma etapa final, ou seja, um telos, que será alcançada pela humanidade algum dia, como pensaram muitos cientistas sociais no final e começo do século XX. O processo de pôr a sensibilidade de lado e eleger a razão como a soberana das explicações e das inter-relações humanas, como argumenta a autora, tornou os homens e suas relações em objetos e coisas.

Como argumenta a autora, acerca do predomínio da razão, este é apenas um dos níveis em que o homem pode se pensar como distinto dos outros seres vivos. Mas há outros que, tipicamente, ainda permitem uma diferenciação da natureza, sem comprometer o estatuto de homens e não animais: é a emoção e o sensível. Enfim, o que está em jogo é o sensível, a sensibilidade , a emoção, o sentimental, o componente não racional que também compõe este homem. Por exemplo, argumenta a autora, para Platão, alcançar o Bem, que traria a felicidade, seria uma questão transcendental em direção à essência que é a origem dos demais valores. O problema, para a autora, está que esse conhecimento transcendental do Bem somente seria alcançado pela razão, e não pelo sentimento ou a sensibilidade. Ainda segundo a autora, filósofos como Kant, por exemplo, admitindo os limites do conhecimento da essência dos objetos - que são múltiplos particulares quando conhecidos pelos sentidos -, fazem uso de categorias do entendimento como tempo, espaço, como a priori da sensibilidade, que é heterogênea e particular. Outros, como Bacon, propõem que os homens afastem os Ídolos, elementos capazes de interferir no processo de conhecimento da razão. O que esses filósofos têm em comum refere-se ao fato de privilegiarem a razão como forma de conhecimento que permita apreender o objeto em sua essência, ou em sua substância. A relação é entre o sujeito Segundo Vera, o mundo grego tinha como valor maior a própria noção de razão. Ainda segundo a autora, o Ocidente herdou essa idéia e a levou às últimas conseqüências.



O que Vera Werneck propõe, em poucas palavras, é dar centralidade à sensibilidade, sem descartar a razão, a fim de que os valores pelos quais os homens orientam suas ações possam reconsiderar seu próprio estatuto de homem. Ler “Razão (sic) e Sensibilidade” [“Educação e Sensibilidade] é visualizar uma outra dimensão do ser humano”(p.6).

SIQUEIRA, Euler de, “Educação, ética e moral: crise geral”, Jornal Tribuna da Imprensa, 25 de Junho de 1997, Rio de Janeiro, Caderno Livro, p.6.

Sinto falta de mim - Por Claude Bloc


Sinto falta de mim...
Dos sonhos, de querer voar,
Sinto a falta do sorriso
de sorrir ao despertar.
Sinto a falta do canto,
de embalar e adormecer,
Sinto a falta de tanto...
de não querer para não perder
Sinto a falta dos beijos
Dos mimos, das alegrias.
Sinto a falta da Vida,
De vê-la esgotar-se nos dias
em que sinto a falta de mim...
pois estive de mim tão ausente
que quase, então, me perdi.

Mas estou em mim novamente
basta que se calem as linhas urgentes
que levam pequenos seixos e canções.
Sinto falta, sim, das poesias que não escrevi
das palavras que não proferi
dos sentimentos que omiti.
Sinto falta daquela música que nunca escutei
das danças que não dancei
das pessoas que nunca amei.
Sinto falta dos erros que não cometi
das mentiras que não menti
Sinto falta, sim, das coisas que eu não fiz!
Só hoje eu sei a falta que a falta faz...
A falta de mim em ti .
Texto de Claude Bloc

UMA CRÔNICA POÉTICA DE MÁRIO QUINTANA- Por Stela Siebra Brito



A poesia de Mário Quintana registra um profundo humanismo; seu lirismo é carregado de ternura, intimismo, melancolia e humor irônico. Quintana faz, de pequenas coisas, belos e singelos poemas. Registramos aqui um poema em que a memória do poeta o transportou para um tempo passado, de infância certamente, cheio de acontecimentos na rua, na vizinhança, na família, “pequenas vidas / pequenos sonhos”.
São os cantares de Quintana, que na visão poética de Manuel Bandeira não são cantares, são quintanares: (...) “Quinta-essência de cantares... / Insólitos, singulares... / Cantares? Não! Quintanares”.
Eis o poema/crônica:

CRÔNICA

Sia Rosaura tirava a dentadura para comer
Por isso ela tinha o sorriso postiço mais sincero da minha rua
Dona Maruca fazia uns biscoitinhos minúsculos, estalantes e secos, chamados mentirinhas
Eduviges era pálida e lia romances lacrimosos de Perez Escrich
Tanto suspirou em cima deles que acabou fugindo com um caixeiro viajante
O tempo se desenrolava como um rio por entre as casas de porta e janela
Pequenas vidas
Pequenos sonhos
Na noite imensa as estrelas eram como girândolas brancas que houvessem parado
Sentados à porta
- dois santos, dois mágicos, dois sábios –
meu velho Tio Libório e o velho farmacêutico
propunham-se e compunham charadas
que depois orgulhosamente remetiam sob nomes supostos
para o grande anuário estatístico recreativo e literário da capital do Estado

INDAGAÇÕES PERTINENTES - Por Emerson Monteiro




Neste mundo cheio de desencontros, trastes, ranhuras, desacertos e acertos mil, defronte, agora, desta tela de computador, essa máquina bem forjada, sabida, elaborada no planeta dos seres inteligentes, fosforescentes, animados, obedientes, charmosos, sonoros, eficazes, existem lugares de resposta para quase tudo, para as mais inesperadas perguntas, exatas, aritméticas, matemáticas, filosóficas, psicológicas, históricas, futuristas, abrangentes, onipresentes, oniscientes; confesso, no entanto, algumas fraquezas das suas limitações às reações espontâneas, vindas de dentro da dimensão insondável do existir, que, às vezes, produzem a vontade mental poderosa de perguntar, querer saber de mim, por mim, não desse eu que já conheço, cheio de oscilações temporárias, às brisas cotidianas contraditórias, mas do eu de verdade, a essência do si, o cá interno, habitante dos grotões da alma, vivente nos segredos fechados a sete chaves, o chip do mistério de tudo, que repousa e movimenta a história, sozinho ou em blocos empedernidos, o dna do ser, a marca registrada do Criador primeiro, que avançou, se embutiu na criatura e ainda não veio à tona da consciência do múltiplo particular, nesta realidade de mundo de relações cá fora, da ponta dos dedos, na flor da água dos olhos, no gosto da boca de manhã, ao canto dos pássaros deste sol perto da gente, banhado na brisa fria de fim de julho, no cenário das encostas da chapada; e ouvir resultados de pesquisa junto a algum site desse planisfério on-line, que guarde nas suas páginas, em seus arquivos, os refolhos das maiores bibliotecas do universo insondável das causas primeiras, alimentados pelas melhores cabeças tecnológicas do Vale do Silício, autores circunstanciais maravilhosos; o verbete frontal do mim mesmo, a tônica que nos conduz além de todo dia, impulso voraz de sobreviver a qualquer custo diante do desafio recôndito das impossibilidades, a propulsão cibernética de marcar presença positiva junto ao trilho dourado da mídia momentânea, olho do sucesso, eu do cálice, o Graal, a chama violeta da existência, o foco definitivo do drama, na festa de moléculas das pessoas bonitas, que acham, com enorme facilidade, a ordem alfanumérica sacudida nas praias dos números das areias do Mar dos Sargaços, sem querer, com isso, usar o ponto de terminar frases ou parágrafos, a pretexto de não largar o osso e manter a interrogação expandida, permanente, no âmbito do que satisfaria todos os internautas e destinos, houvesse tamanha possibilidade para recorrer a tal programa de busca à resposta campeã, no corredor da fama, da salvação, derradeiro lance dessa partida final do torneio cotidiano, perecido quando, nos filmes de ficção, os robocops se auto consertam em pleno combate, e prosseguem a epopéia das máquinas persistirem eternas, protótipos miraculosos em formato de elementos perpétuos geniais, leves ponteiros nervosos, largados ao horizonte infinito das horas, perenes círculos sem estática, motos perpétuos, traços espiralados em fios condutores da matéria ao espírito, uma resposta que supere a dor da solidão das multidões, neutralize a melancolia do desamor, nas camas intactas na madrugada fria dos abandonados, a cólica dos corações endurecidos na saudade sem jeito, as individualidades fincadas no lixo das periferias dos eleitores enganados, andarilhos, vagabundos, mendigos de amor, eus indagadores da luz da sabedoria, vagos projetos estirados na lama dos vícios, feridas abertas em peitos de dramas familiares; e essa máquina tão perfeita ainda não sabe responder a isso, enquanto apura as peças infinitas, processa, e eu quero aprender como saber a resposta nos campos disponíveis para digitar a pesquisa.
Foto : Emerson Monteiro

Repentes - Magali, Carlos, César Socorro e Claude-(foto Pachelly Jamacaru)


Agradeço aos amigos,
Claude Bloc e Socorro,
pessoas admiráveis,
como poucas conheci,
mas neste sábado quente,
me afasto de toda gente
vou buscar meu Cariri.

Cratense que mora fora
Quando planeja viagem
Não tem jeito vai agora
Comprar logo a passagem.

Tem muita gente que pensa
Que a vida é banalidade
Que o amor não compensa
Que não há fraternidade

Mas o povo aqui do Crato
Tem amor especial
Pelos amigos de sempre
Etc e coisa e tal.

Não sou nenhum perdulário
Dos bens eu não tenho apego
Mesmo sem grande salário
No Crato morei no Sossego

Dedo-de-moça é pimenta
Pimenta é bairro do Crato
Onde vivi na infância
Numa casa de sobrado.

Da sacada eu assistia
A matinal do domingo
No Tênis Clube dançante
Eu ouvia Mambo Espanha
dançando de todo jeito.

A tertúlia enchia a noite
De alegria e de festa
No salão dançava a vida
Com as cores da seresta.

Face a face se dançava
Pelo meio do salão
Ao ouvido se falava
Do amor e da paixão...

Dois prá lá e dois prá cá
Era grande o lero-lero
Eu quase aprendí a dançar
No rítmo de um Bolero.

Carnaval é alegria
desfile e alegoria.
lança-perfume é teu cheiro
minha doce fantasia

O samba é rítmo animado
Lá no Rio de Janeiro
Não deixa ninguém parado
Atrai turista estrangeiro

MOTE:Caridade

Ascendentes e descendentes - Por João Marni


Uma das verdades dessa vida é que os avós são pais açucarados. Compete aos pais educar os filhos e aos avós cabe tudo, mas com tolerância máxima.
A regra é que os netos chegam na fase de nossas vidas em que estamos dormentes, exauridos por reclamar, apontar caminhos, - os guris preferem veredas, atalhos, - sonolentos ainda por noites mal dormidas num passado não distante, enfim, com o coração mais tolerante, mais contemplativo, ligado em coisas realmente mais importantes e belas, como observar o vôo dos beija-flores, o nascer e o por do sol, a luz do luar, um gesto de amizade...
Chegaram-nos lindos, apesar da miopia e da plesmiopia que já nos acometem.
Os avós e os netos são como arco-íris, onde a esquerda da parábola é a curva ascendente da vida e a direita a descendente, não menos bonita, ambas multicores e os extremos tocando o chão da inocência, juntos!
É por isso que os avós tratam os netos como coleguinhas de infância e aí haja traquinagens, boas gargalhadas e cumplicidade em tudo, até esconder dos titulares uma nota baixa na escola.
Estragamo-lhes os dentinhos com tantos doces que, se não nos impedem, ficariam ainda mais parecidos com a gente...!
A expectativa de vida atual permite-nos que sejamos bisavós ainda lúcidos. Lembro-me de meus quatro avós e cada um regou o meu coração com suas bondades. Faço a rima com saudade...
É assim que têm que ser os avós, lembrando que no final do arco-íris, não há um pote de ouro, mas algo muito mais valioso: um avô ou uma avó, loucos pelos netos!

Sant'Ana e São Joaquim - Dia dos Avós

São Joaquim e Santa Ana

Comemora-se o Dia dos Avós em 26 de julho, e esse dia foi escolhido para a comemoração porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.
Mas o papel dos avós na família vai muito além dos mimos dados aos netos, e muitas vezes eles são o suporte afetivo e financeiro de pais e filhos. Por isso, se diz que os avós são pais duas vezes.
As avós são também chamadas de “segunda mãe”, e muitas vezes estão ao lado e mesmo à frente da educação de seus netos, com sua sabedoria, experiência e com certeza um sentimento maravilhoso de estar vivenciando os frutos de seu fruto, ou seja, a continuidade das gerações.
Celebrar o Dia dos Avós significa celebrar a experiência de vida, reconhecer o valor da sabedoria adquirida, não apenas nos livros, nem nas escolas, mas no convívio com as pessoas e com a própria natureza.
São João Damasceno escreveu de um sermão maravilhoso sobre os avós de Jesus, pais de Nossa Senhora nos mostrando a grandeza desta família que gerou e formou aquela que é a Bem Aventurada Virgem Maria.
“Ó feliz casal, Joaquim e Ana, sem qualquer mancha! Pelo fruto de vossas entranhas sereis conhecidos, como o Senhor disse uma vez: 'por seus frutos os conhecereis'. Conservando a castidade prescrita pela lei da natureza, alcançastes de Deus aquilo que supera a natureza: gerastes para o mundo a mãe de Deus.
Vós vivendo santamente, segundo a natureza humana, destes à luz uma filha superior aos anjos de agora, rainha dos anjos.
Ó casal feliz, Joaquim e Ana. A vós toda a criação se sente agradecida. Pois por vós ofereceu a mais valiosa dádiva das dádivas ao Criador, a mão pura, única digna do Criador.”
A tradição diz que Joaquim nasceu em Nazaré, e casou-se com Anna quando ele era jovem. Ele era um rico fazendeiro e possuía um grande rebanho. Como não tivessem filhos durante muitos anos Joaquim era publicamente debochado, (não ter filhos era considerado na época uma punição de Deus pela sua inutilidade). Um dia o padre do templo recusou a oferta de Joaquim de um cordeiro e Joaquim foi para o deserto e jejuou e rezou por 40 dias.
O Pai de Ana teria sido um judeu nômade chamado Akar que trouxe sua mulher para Nazaré com sua filha Anna. Após o casamento de sua filha com Joaquim também ficou triste de não terem sido agraciados com netos. Ana chorava e orava a Deus para atendê-la. Um dia ela estava orando e um anjo disse a ela que Deus atenderia as suas preces.
O anjo disse ainda que o filho que teriam seria honrado e louvado por todo o mundo. Anna teria respondido; “Se Deus vive e se eu conceber um filho ou filha será um dom do meu Deus e eu servirei a Ele toda a minha vida”.
O anjo disse a ela para ir correndo encontrar com o seu marido o qual, em obediência a outro anjo, retornava com o seu rebanho. Eles se encontraram em um local que a tradição chama de Portão de Ouro. Santa Anna deu a luz a Maria quando ela tinha 40 anos. É dito que Anna cumpriu a sua promessa e ofereceu Maria a serviço de Deus, no templo, quando ela tinha 3 anos. De acordo com a tradição ela e Joaquim viveram para ver o nascimento de Jesus e Joaquim morreu logo após ver o seu Divino neto presente no Templo de Jerusalém.
Maria ao nascer no dia 08 de setembro de um ano desconhecido, não só tirou dos ombros dos pais o peso de uma vida estéril, mas ainda recompensou-os pela fé, ao ser escolhida no futuro para ser a Mãe do Filho de Deus.
O Imperador Justiniano construiu em Constantinopla, uma igreja em honra de Santa Ana lá pelos anos de 550. Seu corpo foi trasladado da Palestina para Constantinopla em 710 e algumas porções de suas relíquias estão dispersas no Oeste. Algumas em Duren Rheinland-(Alemanha), em Apt-en-Provence, (França) e Canterbury (Inglaterra).
O culto litúrgico de Santa Ana apareceu no sexto século no leste e no oitavo século no Ocidente. No século décimo a festa da concepção de Santa Ana era celebrada em Nápoles e se espalhou lá pelos anos de 1100 d.C e daí por diante até século 14, quando o seu culto diminui pelo crescente interesse pela sua filha, a Virgem Maria.
A princípio apenas Santa Ana era comemorada e, mesmo assim, em dias diferentes no Ocidente e no Oriente. Em 25 de julho pelos gregos e no dia seguinte pelos latinos. A partir de 1.584, também São Joaquim passou a ser cultuado, no dia 20 de março. Só em 1.913 a Igreja, determinou que os avós de Jesus Cristo deviam ser celebrados juntos, no dia 26 de julho.

(Luís Fernando Custódio Ferreira )

A SABEDORIA DIVINA - JACOB BOEHME



“28. DISCÍPULO: “Ó mestre! não posso mais suportar o que me mantém no desgarramento e no erro. Qual o caminho mais curto para encontrar esse amor?

MESTRE: “Toma o caminho mais duro. O que quer que o mundo deprecie, toma para ti. O que quer que o mundo faça, não faças tu. Faz, em tudo, o contrário do mundo. Esse é o caminho mais curto para chegar ao amor de Deus”.

29. DISCÍPULO: “Se, em tudo, tenho de caminhar na direção contrária à todo o mundo, por certo me encontrarei num estado muito intranqüilo e triste, e o mundo me tomará por louco”.

MESTRE: “Não te digo, filho meu, que deves fazer mal a quem quer que seja. Não é isto que quero dizer quando te aconselho a fazer o contrário de todo o mundo. Mas é que o mundo só ama o engano e a vaidade, e anda por caminhos falsos. Portanto, se tua inclinação é agir sempre de uma forma limpa, tens de andar apenas pelo caminho correto, o caminho da luz, que é contrário aos caminhos do mundo, pois o do mundo é propriamente o caminho das Trevas.

“Porém, se tens medo de, com isso, suscitar problemas e inquietudes, sabe que, segundo a carne, isso de fato ocorrerá. No mundo, certamente terás problemas, e tua carne muitas vezes te intranqüilizará. Porém, isso te dará oportunidade para um contínuo arrependimento; além disso, em tal angústia da alma, que provém do mundo da carne, o Amor se inflamará, e seu Fogo conquistador resplandecerá com mais força ainda para destruir tal mal. Também dizes que com isso o mundo te tomará por louco. É certo que o mundo te tomará por louco por caminhar em sentido contrário a ele, e não deves surpreender-te se os filhos do mundo rirem de ti e te chamarem de néscio ou louco. Pois o caminho que conduz ao amor de Deus é loucura para o mundo, mas sabedoria para os filhos de Deus. Por isso, quando o mundo percebe esse santo fogo de amor arder nos filhos de Deus, conclui prontamente que enlouqueceram; mas para os filhos de Deus, esse ardente Fogo de Amor de Deus é seu maior tesouro, um tesouro tão grande que vida alguma pode expressar o que é, nem língua alguma pode nomeá-lo. Ele é mais brilhante que o Sol, mais doce que qualquer doçura, mais forte que toda fortaleza, mais nutritivo que qualquer alimento, mais inebriante ao coração que o vinho, mais prazeroso que todo o gozo e todos os prazeres deste mundo. Quem quer que o obtenha é mais rico que qualquer rei da terra, mais nobre que qualquer imperador e mais forte que todo poder e autoridade” (p.101-102).
BOEHME, Jacob. A Sabedoria Divina, s.ed., São Paulo: ATTAR, 1994, p.146

sábado, 25 de julho de 2009

Noturno - Por Socorro Moreira


É assim que o ausente

entra em nosso sonho ...

Como Eros !

.

Chega energia amorosa

em penas , em pautas, em dó

Chega pela "vereda tropical",

assobiando " la mer "

.

O corpo todo a esperar ....

A cara recebe o pimeiro vento,

o primeiro raio

.

Traz no hálito

o cheiro do céu

Na madrugada

traz e deixa

o pó das estrelas.

HOJE EU VI DEUS - Por JOAO MARNI


Na cura inexplicável dos enfermos;
...no sim da minha amada e nos filhos que vierem;
...na chinela de mãe e no olhar incisivo de pai;
...no sorriso e nas gargalhadas das crianças;
...na felicidade dos pais ao verem felizes os filhos;
...na força da superação que é a cara da criança que cobre distâncias e come poeira em busca de sua escola, pelo caderno puído e pelo chão que é a sua escrivaninha, na descoberta e na alegria indescritível da primeira palavra ao juntar as letras;

...no olhar perdido do idoso e na memória para longe;
...na graça que seria morrermos antes dos filhos;
...no sangue do santo e do herói;
...na mão estendida e na divisão do pão;
...no pensar; e pensar é vagar, é viver em total liberdade;
...no amanhecer, no entardecer e na noite estrelada;
...na chuva, na garoa, na neve, no granizo e na aurora boreal;
...nas tempestades, nos furacões, nos vulcões, nos maremotos e terremotos;
...nas águas límpidas das fontes e córregos e no barulho das cascatas;
...nas quatro estações;
...nos cinco sentidos, mesmo se um dia a vida parecer não ter sentido;
...no pólen que as abelhas carregam nas pernas;
...no ninho do beija-flor e na casa do joão-de-barro;
...no estômago do urubu;
...na confiança dos sabiás pelo ninho na varanda da nossa casa;


...no vento que balança as folhas e também os cabelos da minha amada;
...no vácuo absoluto;
...na bola azul que é nosso planeta;
...na descentralização da terra por Galileu, desnudando nossa presunção;
...nas elipses de Copérnico e nas eclipses daí advindos;
...no mínimo do átomo, no máximo das supernovas, das supergaláxias e no buraco negro;
...na igualdade entre os homens sob seu justo olhar;

...na advertência ao homem e no perdão que lhe concede;
...na transformação do homem, qualquer homem, em pó!!!


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p.s SOCORRO, obrigado pelas suas palavras gentis.
A nossa casa estará sempre de portas abertas para voces.
bjs
Fotos de Claude Bloc

O Fantasma da Ópera - Por Zélia Moreira


Bom mesmo seria ver direto da Broadway, mas se você não tem tempo , vontade e/ou grana, tenho aqui uma alternativa: vá às Lojas Americanas e adquira por R$12,99, o dvd do filme.
Chegue em casa, coloque no aparelho de DVD, acomode-se na cama ou na sua poltrona preferida, relaxe, e sinta o maior prazer, assistindo "O FANTASMA DA ÓPERA".
Vamos aos comentários :
A história, narrada pela primeira vez por Gaston Leroux, em 1908, mostra a solitária vida de um gênio musical desfigurado(Charles Dance), que "assombra" um imponente e misterioso teatro parisiense. No entanto, uma jovem soprano(Chistine ) , desperta seus sentimentos mais profundos(amor, ira, ciúme, ódio).
Sucesso absoluto nos palcos Britânico e Americano, tem uma versão para o cinema do ano de 2004(a melhor).
O compositor e produtor musical britânico, Andrew Lloyd Webber( Memory/ Cats, Don't cry for me , Argentina, Evita..), assina a trilha sonora(a mesma da versão para o teatro) e divide o roteiro com o diretor Joel Schmacher. Tem no elenco Gerard Butler(Fantasma) e Emmy Rossum(Chistine), como personagens principais.
O filme é muito bom até mesmo pra quem não gosta de ópera.
Deixo aqui registrado uma das cenas.
Vale a pena conferir!






Tenham medo dos contos de Luiz Arraes

Everardo Norões

Luiz Arraes é um escritor pernambucano que conseguiu se desvencilhar do demônio do regionalismo. Sem despedir-se de nosso universo diário – pois é dele que desenraíza a matéria-prima de seus contos –, sua narrativa pode mover-se em qualquer espaço onde houver uma fresta para a travessia da luz. Luz que tem o vigor e a precisão de um laser, pois corta como bisturi e escolhe o lugar certo da ferida.
Ele também se livrou da influência de mestres, cuja obra, a cada passo e a cada estação, costuma arrebanhar discípulos entre os escritores mais jovens. Sua admiração por Augusto Monterosso, o contista guatemalteco, nada tem a ver com o tamanho de seus contos, nem com a estratégia de sua narrativa. Nos contos que escreve, Luiz Arraes adota dois elementos que o circunscrevem no rol dos contistas mais modernos: a brevidade de uma leitura que não expurga a forma e “aquela intensidade como acontecimento puro”, de que trata Julio Cortázar no ensaio sobre Poe. Uma intensidade em que cada palavra deve concorrer, segundo o escritor argentino, para fazer do conto “uma verdadeira máquina literária de criar interesse”.
Ao desviar-se daquelas limitações – a infecção regionalista e o estigma de algum antecessor –, Luiz Arraes não receou desbrenhar o caminho solitário da criação e soube permanecer arredio a essa espécie de mímesis tão pouco aristotélica.
Qual a chave do enigma? A decifração pode estar contida numa das frases do conto O tudo e o nada, publicado no livro O remetente (7Letras: Rio de Janeiro, 2003): “Eu, vocês notaram, não tenho medo das grandes palavras nem de lugar-comum”.
Pouco importa se o narrador é, ou não, o alter ego do autor. A linguagem objetiva, quase coloquial, não carece de floreios. As grandes palavras residem, primeiro, nas epígrafes, recorrentes em muitos de seus contos e saídas da pena do filósofo alemão Friedrich Nietzsche ou do escritor anglo-indiano Salman Rushdie, de um dito popular ou do filósofo brasileiro Gustavo Corção. Pouco importa. A grande palavra que serve de mote conduz à tessitura da fábula, à ilustração do preceito. No final de um texto em que o coloquial predomina, o leitor é duplamente surpreendido: tanto pela chave que fecha as portas da narrativa como pelo arremate sentencioso, que se nos afigura como uma frase de Montaigne ou o fecho de uma fábula. Porém, fábula que rompe com todos os cânones. Primeiro, a concepção aristotélica de nela só admitir os animais. Em seguida, a de La Fontaine, que as escrevia para “agradar e instruir”. Talvez seja melhor falar de apólogo, que pode ser definido como uma narrativa curta susceptível de ilustrar uma verdade moral.
Ocorre que nos contos de Luiz Arraes há uma subversão que nos dificulta defini-los de acordo com os preceitos de praxe. A “moral” ou a “verdade” que deles irrompe transtorna e incomoda. Revela a feiúra de nosso cotidiano. A feiúra se inscreve na soleira do que se costuma chamar a “modernidade”. “Pois o importante para a arte não é mais mostrar o que é apenas ‘belo’, escreveu Baudelaire – o poeta francês reconhecido como fundador da “modernidade” –, que não conseguia conceber um tipo de Beleza em que não existisse Infelicidade. E no conhecido ensaio A desumanização da arte, de 1924, Ortega y Gasset já observava, com propriedade, que a arte “obriga o bom burguês a sentir-se tal como ele é: bom burguês, ente incapaz de sacramentos artísticos, cego e surdo a toda beleza pura”.
O conto O remetente, que empresta o título ao livro, pode ser lido como uma alegoria sobre a própria condição do autor: o personagem envia cartas anônimas às pessoas de seu conhecimento, com o objetivo de criar situações incômodas, transtornar aqueles para quem a vida é “mais vazio do que plenitude”. Até que desiste do intento e resolve escrever para si mesmo, ao reconhecer que é melhor recebê-las do que se dar ao trabalho de enviá-las.
Os contos de Luiz Arraes são como essas cartas, incômodas, que gritam dentro de nós. Incômodo e emoção, como no conto O sonho da criança pobre: aquela que sonha com a mãe sem roxo na cara, com o pai sem bafo de álcool, com alguém capaz de lhe passar a mão na cabeça. Aquela que, finalmente, apenas aprendeu a sonhar cheirando cola e, desde então, “sonha acordada e, quando dorme, tem pesadelos”.
Tenham medo das narrativas de Luiz Arraes.
Não são amenas como as narrativas edulcoradas, que tratam de algum passado épico, ou de amores bem-sucedidos.
Tenham medo dos contos de Luiz Arraes.
Sobretudo se quiserem esquecer, no aconchego de vossos quartos congelados de um último andar, que existe uma outra cidade: a que sonha em assaltar nossos sonhos.
Como os colonizados de Frantz Fanon.
___
A ilustração do fundo é de Francisco Toledo, pintor mexicano.
___

Stand by me - Por César Augusto


(Essa canção diz, não importa quem é você, qual o seu destino na vida, em algum ponto, voce vai precisar de alguém ao seu lado)


Esse é o resultado do esforço de um grupo de músicos no mundo todo. O dinheiro apurado nessa produção vai para uma organização de nome "Playing for changes", que ajuda comunidades ao redor do mundo a melhorar suas qualidades de vida. O grupo já construiu a primeira pequena escola na Africa.

Uma inspiração para muitos de nós, senão todos nós.


Cesar Augusto

"SWAY" - Para João Marni e Fátima Figueirêdo - Por Socorro Moreira





Estou vivendo em tempos de festa, como uma colegial nas férias de Julho.

Quinta-feira , nos reunimos na casa de J.Marni. Madruguei por lá .Fui ficando pelo carinho do casal, pela discoteca do João. Difícil outra igual !

Hoje voltamos lá. E no claro do dia, avistei o Cariri do alto da sacada, e de todas as janelas da casa. Eles recebem os amigos com elegância e coração rasgado !

Música de boa qualidade.Tudo de boa qualidade. Abrem os braços, "a radiola ", e as palavras :

"Tá vendo ? Deus existe !

E essa casa é Dele , esse panorama, jardim, música e o carinho que habita, no coração dos afins.

Eu acho todo mundo bom, todo mundo lindo...Meu coração é assim!

Sou-LHE grato pelo ar que respiro, e sinto !

A música que eu mais gosto ?

Marimba.

Porque me faz lembrar de Cândido (meu pai) ! "

-( Marimba ? Marimba não é um instrumento como é o berimbau ?)

E fui atrás de "Marimba" pra oferecê-lo , na nossa amplificadora blogal.

Aliás estamos ficando como somos : musicais e poéticos. Que a arte e o amor ao Cariri promova a reunião e interação dessa tribo, que arma a sua oca nessa toca, criando e recriando , mais uma história.


Padre Gomes e o Río de la Plata...

Padre Antonio Gomes de Araújo. Meu professor e um dos maiores historiadores do Ceará, da escola de Capistrano de Abreu. Batina negra, com larga faixa a esconder um 38 duplo, segundo as más línguas. Temido – não só dos alunos – , um dia, em plena aula, caiu da cadeira. Ninguém ousou mexer-se. De súbito, levanta-se, aponta o indicador e sentencia:
-Agora, podem rir!
Numa de suas aulas, a temível inquirição, feita sempre de surpresa.
- Quem foi o descobridor do Rio da Prata?
Apesar de bom aluno de sua matéria, não sabia responder.
De pronto, um colega sopra:
-Juan Diaz Solis!
Salvei-me e nunca mais esqueci
Juan Diaz Solis.
Às margens de Colonia del
Sacramento, Uruguai, relembro o episódio.
E saboreio as Cronicas del Rio de La Plata, seleção e prólogo de Horacio Jorge Becco, publicadas pela Ayacucho, excelente biblioteca on line do governo bolivariano da Venezuela. E ali está o relato de Francisco Lopez de Gomara (1511-1560), “cronista da Índias”, que nunca esteve por estes lados, mas ouviu de outros os relatos que escreveu, entre os quais “o da empresa de conquista do Rio da Prata, em que o navegante Juan Diasz Solis encontrara uma terrível morte nas mãos dos índios no ano 1516”...

Vida de Violeiro


Vida de Violeiro

Onde nasci me falavam
(desde que me entendo gente)
de famosos cantadores,
violeiros repentistas,
e eu pretendia ser um.
Dentre os mais considerados,
Inácio da Catingueira,
um gênio no desafio,
e o grande Cego Aderaldo,
a quem Baden celebrou
nas notas de um ponteado.
Vejam só, que ricas rimas,
o mundo perdeu de mim:
nem viola, nem repente,
e, como diz um parente,
nem retórica, nem dim dim.
Mas,
(e graças a Deus em tudo,
pra tudo, se acha um mas)
quando eu tinha quinze anos
escrevi em redondilha
sextilha que diz assim:
“Eu tinha catorze anos
quando minha mãe nasceu,
sol brilhou sobre o seu medo
e espiou dentro do meu,
eu tinha catorze anos
quando minha mãe morreu”.
Meu pai, hoje vos confesso,
naquele tempo me dava
um lugar de acompanhante
no coro dos enjeitados:
(isso era o que eu achava)
lugar para mim, jamais
de “puxador” de bendito,
um posto alto demais.
No entanto
(graças a Deus inventaram
conjunções adversativas),
consegui que aquele verso,
por incrível que pareça
abrisse os olhos do velho
ao talento que surgia:
- Quem sabe puxei aos Sátiro!,
ramo antigo da família
que cultivava o repente,
tinha alguns que eram letrados,
dizem, tão inteligentes,
porém estudaram tanto
que na plena juventude
doidos varridos ficaram.
Em suma, sem o saber,
meu pai me reconhecia,
quem sabe, até me incluía
na linha do Zé Limeira,
o poeta do absurdo,
e para brindá-lo agora
transcrevo um seu breve estudo:
“Nessa vida de viola
vivo pra diante e pra trás,
nunca mais tive alegria
depois que perdi meus pais,
minha vida é de caboclo,
quatro é muito, cinco é pouco,
dez não dá, sete é demais”.

Assis Lima

O CAMINHO DA ESPIRITUALIZAÇÃO



"Para que o ser humano se espiritualize, o caminho não é, como alguns, indevidamente, pensam, permanecer estático em posição de lótus, mas sim, a elaboração constante dos grandes sentimentos e pensamentos. Estes, para serem bem definidos, bem elaborados e polidos, necessitam experimentar as sensações materiais a fim de que, através da sensibilidade, das adversidades da vida e das situações, sejam bem elaborados independentemente das pessoas e das circunstâncias" (ANÔNIMO,1988, p.120).

Estilhaços - Por Emerson Monteiro



Lembro como se fosse ontem meu primeiro dia no Banco do Brasil, na agência de Brejo Santo, Ceará. Era 27 de junho de 1967, uma terça-feira. Chegara no dia anterior para a posse. Meu pai fora de tarde me levar, na mesma pick-up Chevrolet em que eu depois aprenderia a dirigir. Morávamos em Crato. Cobríramos a distância em torno de 90km por caminhos de terra, inclusive na BR-116, porquanto naquele tempo havia asfalto só até Barbalha. José Ferreira, cunhado de minha mãe, casado com tia Nailée, me receberia em sua casa, defronte do Brejo Santo União Clube, e me hospedaria durante os quatro anos em que ali permaneceria.
O expediente começava às 13h. Sob uma árvore da longa praça principal da cidade, enquanto aguardava abrirem as portas da agência, conheci João Batista Carvalho, um outro do mesmo concurso e que se apresentaria como eu, para naquele dia também iniciar sua jornada profissional. Ambos trajávamos camisa branca de manga longa e gravata no pescoço. Dois precários (bancários novos, assim denominados pelos colegas veteranos).
Desde então testemunharia aquele período cheio de contradições, no mundo contemporâneo em convulsão, do trecho entre Brejo Santo e Crato; apenas em raros fins de semana aquietava canto no lugar do trabalho. Nas sextas-feiras de tarde, ou começo de noite, arrumava numa pequena bolsa alguns pertences e seguia para a estrada em busca de transporte. Deixara em Crato história rica de sonhos e relacionamentos. Gostava de cinema, bares, festas, passeios ao pé da serra e dos meus familiares, namoradas, etc.
Brejo Santo possuía seus atrativos, porém o peso dos sentimentos telúricos cratenses me arrastava de volta ao meu segundo berço, aonde chegara com quatro anos, em 1953. Sempre nutri pelo Crato uma quase paixão, fascinado por sua moldura de serras, as encostas do Lameiro em longas caminhadas a pé, o barro branco a colar na pele, bananeiras, pássaros, frutas doces, belas morenas; suas praças, sua gente, a água saborosa, a efervescência cultural, a política estudantil, informação vinda de fora pelas livrarias e bancas de revistas; o Jornal A Ação, que produzia com Vicelmo, Pedro Antônio, Armando Rafael, Huberto Cabral e Padre Honor, por mais de ano, com boa repercussão na comunidade; o Jogral Pasárgada, que fundara com outros seis jovens, no Colégio Diocesano, e sua larga demanda de apresentações.
Lembro, no entanto, de entrosamentos valiosos que estabeleci em Brejo Santo, tanto junto aos colegas do Banco, na maioria de outras localidades, quanto junto aos naturais do município, gente de reconhecida hospitalidade, laboriosa e de senso de realização, haja vista o progresso que, nos dias atuais, lhe movimenta e destaca no elenco das comunas interioranas, naquela fase só de modestas proporções.
Nessas pessoas especiais de quem preservo lembranças benfazejas, José Lirismar Macedo ocupa espaço próprio. Dada sua formação de radialista que vivera em centros maiores e trabalhara em importantes emissoras, Lirismar guardou consigo vivências que bem nutriram a nossa aproximação. Por seu intermédio, conheci e passei a admirar autores exponenciais da música brasileira e da literatura universal.
Ele despertou meu gosto por figuras inigualáveis tipo João Gilberto, Carlos Lira, Dorival Caymmi, Tom Jobim e outros, sobretudo da bossa nova, no âmbito musical; na literatura, dada influência sua conheci importantes obras, quais Os velhos marinheiros, de Jorge Amado; e Narciso e Goldmund, de Hermann Hesse, peças chave de minha formação, no meio de outras mais; e autores como o mineiro Fernando Sabino, para citar alguns poucos e trazer à tona poucos dos detalhes de nossas agradáveis conversações.
Nos finais explosivos dos anos 60, época demolidora e definidora dos rumos da história recente, ao meu lado, para compartilhar das minhas apreensões de resto de adolescência, havia a personalidade marcante deste amigo, o qual permanece no crivo fiel do meu reconhecimento em preito de notável consideração.

Clã Brasil e Marinês -- por José do Vale Pinheiro Feitosa


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Coração de bêbado: chora por tudo. Pois não é que ao abrir no youtube neste endereço http://www.youtube.com/watch?v=indT4s2hTgI o caroço dos olhos ficou com ilha cercado de água por todos os lados. Umas meninas bem bonitinhas, com os rostos do meu coração, a altura da minha estatura, um modo de ser nordestina como esta vida inteira. Alguém por favor post direito este Clã Brasil e a voz de arranca saudades da Marinês.

PENSAMENTO PARA O DIA – 25/07/2009


PENSAMENTO PARA O DIA – 25/07/2009
A pessoa torna-se o que pensa (Yad bhavam thad bhavathi). Portanto, as pessoas devem cuidar para que seus pensamentos sejam puros e bons. A vida humana é a expressão dos pensamentos da pessoa. Os pensamentos que surgem na mente preenchem a atmosfera com ondas de energia. As ondas de pensamento são muito poderosas. Portanto, nossos pensamentos deveriam ser sublimes e sagrados. Nenhuma idéia má deveria afetar nossos pensamentos. Pensamentos maus conduzem inevitavelmente a ações más. Quando pensamentos cruéis vêm à mente, os homens comportam-se como animais cruéis. Quando, ao contrário, existem pensamentos bons e amorosos em um homem, eles o divinizam e o capacitam a executar atos bons e sagrados. Portanto, o coração de todo homem deveria estar preenchido com amor, compaixão e bondade.
SATHYA SAI BABA

Pograma de Auditório - Rolado Boldrin ( colaboração de Glória Pinheiro)


Um cumpadi meu, meu querido conterrâneo, foi um belo dia fazer um passeio pela capital de São Paulo. Isso se deu naquela época dos boleros, lá pros anos 50 ou 60.
Muito bem: caminhava o dito cujo pela rua das Palmeiras, onde existia a famosa Rádio Nacional, quando, ao passar pela porta, se depara com uma multidão pronta para entrar no auditório onde se anunciava uma apresentação do então grande astro da música mexicana, Pedro Vargas, que fazia um enorme sucesso com todos os seus discos lançados no Brasil. Isso na forma de 78 rotações, a famosa ``bolacha preta´´ na época de ouro do disco.
Só para se ter uma ideia, os títulos apelativos das músicas do Pedro Vargas – e de outro cantor mexicano famoso na época, o saudoso Gregório Barros - eram
Mais ou menos assim: ``Perfídia´´, ``Pecadora´´, ``Hipócrita´´. Tudo na base do xingamento, do pejorativo, que era o que o povão que consumia disco gostava.
Pois bem: o meu cumpadi vê anunciado ali o grande cantor e resolve não deixar passar em branco a oportunidade única de assisti-lo, só para depois contar vantagem lá na minha terrinha.
Compra o ingresso, se abanca num bom lugar e assiste prazerosamente ao mexicano desfiar um rosário de umas 20 canções do seu repertório. Claro que, como é de praxe entre os artistas, ele deixou para o final os grandes sucessos, para atender os pedidos do público.
CANTOR (para o público) – Aora ustedes podem pedir lãs canciones que quieram.
Bastou isso para o pessoal do auditório começar uma gritaria, todos ao mesmo tempo.
FÃ – Perfídia!
OUTRO – Hipócrita!
OUTRO – Pecadora!
OUTRO – Malvada!
A gritaria ia por esse caminho quando o meu cumpadi achou-se no direito de também xingar. E no berro:
CUMPADI (gritando) – Ladrão... sem-vergonha... cafajeste... ordinário... fio duma égua...
Naturalmente, foi expulso da Rádio Nacional... o meu cumpadi.

(Rolando Boldrin)

Laboratório dos Repentes - Magali, Carlos,César e Socorro


Respeitando os humildes
Vivendo com amor e fé
Devemos sempre lembrar
Quem foi Maria Caboré

Humildade é uma virtude
Que nem todo mundo tem
Presumo que Magali
É dócil como ninguém !

Todo sábio é humilde
No silogismo da vida
Mas ser santo é difícil
É quase mesmo impossível

Entre o Crato e o Juazeiro
Não precisa haver o ódio
Se formos bons capanheiros
Juntos iremos ao pódio!
.

O Grangeiro é um parque
Onde a morada é divina
O panorama de lá
Avista meu Padim Ciço.
.
O Seminário do Crato
É um lugar de oração
De lá sai jovem letrado
Para assumir a missão.

A vida é assim mesmo,
Com completa acrobacia,
Para evolução e salto,
Precisa SABEDORIA

Se a verdade aparece
Nos escombros remexidos
No vento que ela dança
Se esconde uma mentira
Mentira tem pernas longas
Verdade tem cara limpa

Paixão é fogo de palha
Mas clareia o coração
Deixa o corpo todo aceso
E a alma em prostação.

O mote é : Sábado