Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

domingo, 20 de setembro de 2009

Pensamento para o Dia 20/09/2009


“As pessoas imaginam que a espiritualidade significa meditar em Deus, banhar-se em águas sagradas e visitar santuários, mas esse não é o significado correto da espiritualidade. A espiritualidade consiste em destruir a natureza animal no homem e o despertar para sua consciência Divina. A espiritualidade pressupõe reconhecer que suas múltiplas capacidades emanam do Espírito, e não da mente, utilizando-as, então, para obter força espiritual. A espiritualidade significa reconhecer que todos os poderes vêm do Divino.”
Sathya Sai Baba

Martelo- por João Nicodemos

Falo da dor com presença e propriedade
Da dor que dói, da que espeta e da que arde
Falo da dor que alimenta esta saudade
Falo da dor que te abandona e que me invade

Dor de espinho cravando fundo a carne
Dor de osso ainda vivo e triturado
Dor de quando, ainda moço e já bem tarde
Vi mistérios de esfinge desvendados

Dor de pedras que atingem passarinhos
Dor de aborto quando o morto era esperado
Dor do dia que o filhote deixa o ninho
Dor de peixe que nadando é afogado.

Dor de morte escondida no segredo
Do sangue que pulsa contaminado
Dor do encontro do martelo com o dedo
Dor de membro putrefeito e amputado

Dor que infere sobre a singularidade
Do vivente que, por estar vivo, dói
Dor que rompe que corrempe que corroe
Dor que grita, dor que dói na eternidade

Falo da dor com presensa e propriedade
Dor que dói dor que espeta dor que arde
Da dor que grita dor que dói na eternidade
De dor eu falo com presença e propriedade.

Nicodemos

Poemas de João Nicodemos - Por João Nicodemos



Lobotomia


o homem
é o lobo
do
homem




cada piscada
é uma nova chance
de ver o mundo

.


Sinto muito
Doutor
.
o mais poderoso
analgésico .

é a

Dor


poemas e
desenho de Nicodemos

Esse eu vi...: Contemporâneo - Luiz Carlos Salatiel

De Luiz Carlos Salatiel e Pachelly Jamacaru - Limite





Um dos vídeos mais lindos que eu já vi !

A bela Sophia Loren



Sophia Loren, nome artístico de Sofia Villani Scicolone, (Roma, 20 de setembro de 1934) é uma atriz italiana.

Quando ainda era muito pequena, sua família transferiu-se ao município napolitano de Pozzuoli, onde viveu até a adolescência em uma situação econômica muito difícil.

Descoberta em 1952 no set do filme Africa sotto i mari pelo produtor de cinema Carlo Ponti, que posteriormente viria a se tornar seu marido, mesmo sendo 22 anos mais velho. Com seu marido teve dois filhos, Carlo Jr. e Edoardo. Foi também cunhada de Romano Mussolini, filho de Benito Mussolini.

Trabalhou com grandes diretores como Vittorio De Sica, Federico Fellini, Ettore Scola, Robert Altman, Lina Wertmüller, entre outros.

Sophia Loren ganhou fama mundial em 1962, quando foi premiada com o Oscar de Melhor Atriz pelo filme La ciociara (Duas mulheres).

Lina Wertmüller desejava filmar Tieta de Jorge Amado, antes da produção de Cacá Diegues e a protagonista seria Sophia Loren.
Estrelou entre outros :
1950 – Il voto (O voto)
1950 – Cuori sul mare (Corações sobre o mar)
1951 - Quo Vadis? (Quo Vadis)
1951 – Milano miliardaria (A milionária de Milão)
1951 - Anna
1952 – La favorita (A favorita)
1953 - Ainda
1953 - Ci troviamo in galleria (A galeria é o ponto de encontro)
1953 - Due notti con Cleopatra (Noites de Cleópatra)
1953 - La trata delle bianchi (Mercado de mulheres)
1953 - Pellegrini d'amore (A embaixatriz do amor)
1953 – Il segno di venere (O signo de Vênus)
1957 - Boy on a dolphin (A lenda da estátua nua)
1957 - The Legend of the Lost (A Lenda dos Desaparecidos)
1957 - The Pride and the Passion (Orgulho e paixão)
1958 - The Black Orchid (A orquídea negra)
1960 - A Breath of Scandal (O escândalo da princesa)
1960 - It Started in Naples (Começou em Nápoles)
1961 - La ciociara (Duas mulheres])
1961 - Madame Sans-Gêne (Madame Sans-Gêne)
1961 - El Cid (El Cid)
1962 - Bocaccio'70 (Bocaccio'70)
1964 - Ontem, hoje e amanhã (Ieri, oggi, domani)
1964 - A queda do império romano (The Fall of the Roman Empire)
1964 - Matrimônio à italiana (Matrimonio all'italiana)
1965 - Lady L (Lady L)
1966 - Judith
1966 - Arabesque (Arabesque)
1967 - Felizes para sempre (More than a miracle)
1967 - A condessa de Hong Kong (A Countess from Hong Kong)
1970 - I Girasoli (Os girassóis da Rússia)
1971 - A mulher do padre (The Priest's Wife)
1972 - O homem de La Mancha (Man of La Mancha)
1976 - A travessia de Cassandra (The Cassandra Crossing)
1977 - Angela
1977 - Una giornata particolare (Um Dia Muito Especial)
1994 - Prêt-à-Porter (Prêt-à-porter)


Obtido em http://pt.wikipedia.org/wiki/Sophia_Loren

Sophia Loren vai representar sua mãe, Romilda Villani; o filme vai ser exibido em 2010 na Itália
Na produção, Loren interpretará sua mãe, Romilda Villani, uma atriz aspirante que em 1932 ganhou um concurso de sósias da atriz Greta Garbo. O sonho de seguir a carreira e chegar à Hollywood, no entanto, seria desfeito pela contrariedade da família.

Grande aposta da RAI para 2010, o filme será exibido em duas partes e tem como título "La Mia Casa e Piena di Specchi" (minha casa é cheia de espelhos, em tradução livre).

A vida de Loren será mostrada desde quando ela morava nos subúrbios de Nápoles até a conquista do Oscar em 1961 pelo filme "Duas Mulheres", de Vittorio de Sica, que a transformou em um símbolo sexual.

A atriz que fará a jovem Sophia Loren ainda está sendo escolhida.

A trama é baseada nas memórias da irmã mais nova de Sophia Loren, Maria Scicolone. O produtor executivo é Claudio Saraceni, que trabalhou também nas biografias de Federico Fellini e Giuseppe Tornatore.

Sophia Loren já havia interpretado a si mesma e sua mãe em outra produção de TV, "Sophia Loren: Her Own Story" (Sophia Loren: sua própria história, em tradução livre) exibida em 1981 nos Estados Unidos pelo canal NBC.

Folha online

Jelly Roll Morton e o Jazz

Amplamente reconhecido como uma figura central no início de jazz, Morton afirmou, em auto-promoção hipérboleJazz, ter inventado a título definitivo em 1902. Crítico Scott Yanow escreve que "Morton fez-se muito mal a título póstumo, exagerando o seu valor [ainda] realizações de Morton como um inovador precoce são tão grande que ele não tinha realmente necessidade de esticar a verdade." Morton foi o primeiro compositor sério do jazz, de nomenclatura e popularização do chamado "Tinge Espanhol"De ritmos exóticos e como encerrando normas como "Wolverine Blues""Black Bottom Stomp", E"Buddy Boldens Blues".
Ferdinand Joseph LaMothe nasceu em uma Creole comunidade no Faubourg Marigny vizinhança de baixa Nova Orleães, Louisiana. A certidão de batismo emitida em 1894, listas de sua data de nascimento como 20 de outubro de 1890, no entanto Morton ele e sua meia-irmã reivindicou a 20 de setembro de 1885, a data está correta. Dele I Guerra Mundial cartão de registro de projecto mostraram 13 de setembro de 1884, mas sua certidão de óbito Califórnia listadas seu nascimento como 20 de setembro de 1889. Ele nasceu para F.P. Lamothe e Louise Monette (escrito como lemott e Monett em sua certidão de batismo). Eulaley Haco (Eulalie Hécaud) foi o padrinho. Eulalie o ajudou a ser baptizada com o nome de Ferdinand. Ferdinand pais estavam em um união estável e não legalmente casados. Sem certidão de nascimento foi encontrado até o momento. Ele tomou o nome de "Morton" por Americanizou o nome de seu padrasto, Mouton.

Morton afirmou ter escrito "Jelly Roll Blues" em 1905.Morton foi, juntamente com Tony Jackson, Um dos melhores pianistas considerado no Storyville Distrito no início do século 20. Na idade de catorze anos, ele começou a trabalhar como pianista em um bordel (ou como foi referido, em seguida, uma Sporting casa.) Enquanto trabalhava lá, ele estava vivendo com sua igreja religiosa curso bisavó e teve sua convicção de que ele trabalhou em uma fábrica de barril.

Avó de Morton, eventualmente, descobriu que ele estava tocando jazz num bordel local e, posteriormente, o expulsou de sua casa. "Quando minha avó descobriu que eu estava tocando jazz em uma das casas desportivas no distrito, ela me disse que eu tinha desonrado a família e proibiu-me a viver na casa ... Ela me disse que a música diabo certamente traria sobre a minha queda, mas eu não poderia colocá-lo atrás de mim. "Tony Jackson foi uma grande influência sobre sua música, de acordo com Morton, Jackson foi o único pianista melhor do que ele, também era um pianista em prostíbulos, assim como um guitarrista consumado.

Morton começou vagando pela América do Sul, trabalhando com mostra menestrel, Jogos e compondo. Suas obras "Jelly Roll Blues"," New Orleans Blues "," Frog-me Rag-Mais "," Animule Dance "e"King Porter Stomp"Foram compostas durante esse período. Levantou-se para Chicago em 1910 e Nova Iorque em 1911, onde o futuro stride greats James P. Johnson e Willie "The Lion" Smith travado o seu ato, anos antes do blues foram amplamente jogado no Norte. Em 1912-1914, ele viajou com a namorada Rosa Brown como um vaudeville agir antes de se estabelecer em Chicago durante três anos. Em 1914 ele começou a escrever as suas composições, e em 1915 o seu "Jelly Roll Blues" foi sem dúvida a composição jazz primeira vez publicada, a gravação como partituras das tradições Nova Orleães que haviam sido zelosamente guardado pelos músicos. Em 1917, ele seguiu bandleader William Manuel Johnson Johnson e irmã Anita Gonzalez para a Califórnia, onde Morton tango "A Crave" fez uma sensação entre o conjunto de Hollywood cedo.

Morton voltou para Chicago em 1923 para reivindicar a autoria de seu trapo recentemente publicado "The Wolverines" que se tornou um hit como "Wolverine Blues" na Windy City. Lá, ele lançou a primeira de suas gravações comerciais, primeiro como rolos de piano, em seguida, no registro, quer como solista de piano e com várias bandas de jazz.

Em 1926, Morton conseguiu obter um contrato para fazer gravações para a empresa maior e mais prestigiada dos EUA, Victor. Isso lhe deu uma chance de trazer uma banda bem ensaiada para tocar seus arranjos em estúdios de gravação de Victor Chicago. Estas gravações Jelly Roll Morton & His Red Hot Peppers são considerados clássicos do jazz de 1920. The Red Hot Peppers caracterizado como outros luminares do jazz de Nova Orleans como Kid Ory, Omer Simeon, George Mitchell, Johnny St. Cyr, Barney Bigard, Johnny DoddsE Baby Dodds. Jelly Roll Morton & His Red Hot Peppers foram um dos primeiros atos registrados em excursões por MCA.

Em novembro de 1928 Morton casada showgirl Mabel Bertrand em Gary, Indiana e mudou-se para Cidade de Nova Iorque, Onde continuou a gravar para Victor. Seus solos de piano e gravações trio está bem visto, mas gravações de sua banda sofre em comparação com os lados Chicago, onde Morton poderia recorrer a muitos grandes músicos de Nova Orleães para sidemen. Embora tenha gravado com grandes músicos tais como clarinetistas Omer Simeon, George Baquet, Albert Nicholas, Wilton Crawley, Barney Bigard, Lorenzo Tio e Artie Shaw, Trompetistas Bubber Miley, Johnny Dunn e Henry "Red" Allen, Saxofonistas Sidney Bechet, Paul Barnes e Bud Freeman, O baixista Pops Foster, E os bateristas Paul Barbarin, Cozy Cole e Zutty Singleton, Morton geralmente tinham dificuldade em encontrar músicos que queriam tocar o seu estilo de jazz, e suas sessões de Nova York não conseguiram produzir um hit. Com a Grande Depressão eo colapso da indústria de gravação fonográfica, contrato de Morton gravação não foi renovado por Victor para 1931. Morton continuou jogando menos prósperas, em Nova York, brevemente tinha um programa de rádio em 1934, depois foi reduzida a turnê da banda de um acto de viajar burlesco enquanto suas composições foram gravadas por Fletcher Henderson, Benny Goodman e outros, embora ele não recebeu esses royalties de gravações.

Em 1935, mudou-se para Morton Washington, DC, Para se tornar empresário e jogador de piano em um mergulho chamou por diversas vezes o "Music Box", "Blue Moon Inn" e "Jungle Inn", no African American vizinhança de Shaw. (O edifício que abrigou a boate continua de pé, em 1211 U Street NW.) Morton também foi o mestre de cerimônias, bouncer, e bartender do clube. Ele só estava em Washington para um alguns anos, o clube estava possuído por uma mulher chamada Cordélia que permitiu que todos os seus amigos entrada livre e as bebidas, o que impediu Morton de fazer o negócio um sucesso. Quando Morton esfaqueado por um de seus amigos descontentes, em 1938, em que ele sofreu ferimentos na cabeça e no peito, sua mulher Mabel exigiu que ele sair de Washington Há especulações que o ataque pode ter contribuído para sua morte prematura.

Fonte : Wikipédia

Respondendo ao cordel de Ulisses Germano

Um cordel para Socorro Moreira,
Que entende de música brasileira...

.............................
A vida guarda segredos
Nas gavetas da memória
Do tempo amigo que apaga
Nossa desgraça ou glória
Viver vale a pena ainda
Pois nossa lenda não finda
Somos uma bela história!

Obrigado pelo abraço
Destruidor da indiferença
Que nos livrou do embaraço
De negar nossa presença
Você é a amiga madura
Chá feito da casca dura
Que sara toda doença!

Abraço fraterno

Ulisses Germano
.......................................................
Para Ulisses Germano
Que entende do ser humano.

Versos não sei fazer
com rimas tão diligentes
Se querer fosse poder
eu faria bons repentes

Conhecer muito e gostar
quem gosta mesmo é você
que além do seu saber
sabe tirar do instrumento
as notas do seu prazer.

Abraço que se merece
elimina qualquer fardo
falo muito sem pensar
mas falo bem o que sinto
e sinto que os nossos laços
não se quebram , nem se farpam
Só um grande entendimento
pode entender um abraço.

História boa não finda
nem pela perna do pato,
nem pela perna do pinto...
Senhor rei mandou dizer
que cantasse vinte e cinco

Um abraço fraterno,
pro meu amigo Germano

Socorro Moreira

sábado, 19 de setembro de 2009

Seja bem-vindo, Rogério !

Uma surpresa feliz; uma presença ilustre. Mas atropelo os dois sentimentos para elogiar de cara , a foto postada. Linda !
Simbolicamente será nosso portal de convivência. Uma chave entre tantas, que conecta os amigos e afins.
Nos conhecemos no "Olhar" com superficialidade, mas bastou um olhar , e algumas falas , para adivinhar sua alma de artista , e a destreza para executá-la ( a arte), em tantas formas de expressão. Nosso ponto de encontro é aqui e agora. Às vezes nos reportamos ao Crato de antigamente, ao Crato atual , mas os lugares aonde cada um se encontra está fora do tempo.Isso é mágica da Net.
O Cariricaturas foi energizado para ser feliz. A cada chegada de um colaborador , vibramos de alegria, e fazemos festa. Aposte no nosso espírito democrático , e use do seu espírito solidário, nesse trabalho de voluntários das trocas e informações culturais. A gente se comunica o tempo todo com todos, nem que seja só pra dar e receber um abraço.

Claude e Socorro

Luz ele sempre foi ! - Por Socorro Moreira

Acabei de chegar em casa, nesta noite de sábado. Peguei carona com minha irmã Zélia, Ismênia Maia, e pegamos estrada. Passei a semana inteira na expectativa de ver o espetáculo. O carro furou o pneu, entre a casa de Zélia e a minha. Chegamos com atraso de 15 minutos e achamos estranho a presença de um pequeno grupo no roll de entrada do CCBNB : Dihelson, Ninha, Manoel de Jardim , e outros. O motivo viria a me atingir: quem chegou atrasado não entrou. Vocês não calculam a nossa desolação ! Como diabética sai pra me compensar com algum lanchinho, mas admito a minha tristeza. Fazer o que ? O CCBNB foi correto nas suas ordens. A gente sempre critica os atrasos dos nossos ídolos. A gente sempre espera que eles sejam pontuais , e achamos um desrespeito , quando esquecem que estamos na espera ...É horrível esperar, mas é pior ainda perder por não ter chegado na hora exata. Ainda bem que, conhecendo Luiz Salatiel posso imaginar a qualidade do show... Se foi imperdível, eu sei o que perdi !
As fotos do Pachelly mostraram-me o sempre glamour do meu amigo. As fotos de Pachelly mostraram-me as expressões do bom intérprete... Ainda escutei uns acordes, e a voz do lado de fora ...Pior pra mim!

"Luz" Salatiel... Por Pachelly Jamacaru

Luiz, Irradiante... E, eu num vou contar muita a história deste Show não, que é pra vocês aprenderem a não perder o imperdível! Só posso dizer que Luiz estava e é show!





Fotos: Pachelly Jamacaru

"Portal do Crato"



Não sei como agradecer ao convite de Socorro para postar palavras minhas aqui neste blog, o qual desde o momento que descobri não consegui passar um dia sequer sem dar uma espiada nele.
Confidenciei hoje à Socorro, por e-mail, o quanto me satisfaz saber o que ocorre na região do Cariri, e principalmente no Crato, onde fiquei por cinco meses e tive o prazer de entranhar um pouco mais na cultura e na história dos Cearenses. É difícil resumir o que se sente por uma cultura tão rica e cheia de nuances como a deste povo tão humano e com uma força da luta diária estampada nos olhares, muitas vezes ao meio do sofrimento, uma garra e uma alegria ímpar. Por quase quatro anos morei em Fortaleza sem sequer antes ter pisado no Ceará. Fomos direto de mala e cuia, sabendo então que suas praias eram belíssimas e sua gente boníssima, sem engano nenhum só posso dizer como me ensinou este povo de alma aberta, de coração generoso e uma simplicidade que alcança as alturas. Hoje, em outra extremidade do país não tenho como me desvencilhar por completo do Ceará, mantenho contato com meus amigos de Fortaleza e do Crato regularmente e sempre é uma alegria quando damo-nos conta que a distância, nos dias de hoje, já não afasta mais ninguém, não aniquila amizades e nem amores verdadeiros, que ficam para sempre em nossos corações. E agora não consigo me ver levar um dia normal sem dar uma olhada no Cariricaturas e escutar a rádio do Crato com sua sutileza de um repertório nobre, embalando-nos docemente em nossa busca de conhecimento, pois aqui encontro uma lição de amor e paz a cada dia!!!

Estou enviando esta foto, a única vez que subi ao topo da chapada e tive o feliz encontro com uma árvore no meio do caminho, me dei o direito de trasnformá-la num portal, olho pra ela e vejo sempre o "Portal do Crato", como num passe de mágica, entrando por um mundo que o mundo inteiro deveria conhecer, obrigado povo do Cariri.

Rogério Silva

Seu Manuel Justino - Por Claude Bloc

Seu Manuel Justino e Tony Bloc
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Seu Manuel Justino era um descendente de escravos que chegou à Serra Verde nos anos 50/60. Era um homem sério e correto e tornou-se muito considerado na fazenda pela sua conduta reservada e respeitosa. Tinha uma postura altiva e ao mesmo tempo, sempre tratava as pessoas com uma humilde reverência denotando a dignidade herdada dos seus ancestrais. Quando o vi pela primeira vez, ele me perguntou: “qual é a sua graça?” Achei interessante a abordagem diferenciada e respondi meu nome prontamente. Logo nasceram os elos de amizade entre os Justino e os meus. Eu gostava de ouvir suas palavras, suas histórias. Parecia ter uma sabedoria inata. Tinha um vocabulário peculiar, diferente das pessoas que eu estava acostumada a ouvir por ali. Achava engraçado ele dizer: “as filhas de seu Hubert ‘não têm bondade’...” e para quem não conhece a expressão, isso significa apenas “ser simples” tratar as pessoas sem orgulho nem arrogância.
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Seu Manuel era casado com Dona Ritinha e trouxe na bagagem três filhos apenas (apenas porque as proles nessa época raramente constavam de menos de dez filhos): Petronila, Augusto e Maria (que por não ter o juízo muito “aprumado” foi apelidada de Maria Fulô).
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Ao chegar, assumiu a carpintaria da fazenda. Fazia os serviços necessários dentro do âmbito de seu ofício. Era ele que reparava as gamelas do engenho, fabricava as formas para a rapadura e as pás de madeira para mexer o mel. Claro, seu trabalho não se limitava apenas a essas necessidades do período da moagem, pois ele era hábil e conseguia realizar muitos outros serviços trabalhando a madeira.
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Seu Manuel, era também um cristão fervoroso. Era sempre chamado para as novenas e renovações que se realizavam nas casas dos fiéis, espalhados pela fazenda. Rezava e cantava os “benditos” com sua voz forte e grave. Foi por muito tempo o principal “rezador” das renovações, o mais requisitado. Conhecia aqueles manuais e aquelas rezas de cor e salteado e orientava sobre os cânticos que seriam entoados para tal e tal santo a ser reverenciado ou entronado. As principais renovações eram no dia do Coração de Maria e do Coração de Jesus. (A nós descei Divina Luz/ A nós descei Divina Luz/Em nossas almas acendei/O amor, amor de Jesus...) E na casa de “Mãe Cãida” (Cândida) a comemoração terminava com bolo de puba, enraivado, sequilho e filhós.
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Sua presença na fazenda foi sempre suave. Meus irmãos gostavam de visitar seu Manuel na carpintaria e também de ouvi-lo. Contava histórias e cantava. Cantava e contava histórias. E mesmo assim seu trabalho ia rendendo no prumo da madeira. Cepilho pra cá, serrote pra lá, formão pra cá, cepo pra lá, as toras aos poucos iam sendo modeladas...
E sua voz ecoava pela ilharga da ladeira:
“Serra, serrão
Madeira, João
Nasce da terra,
Nasce do chão.”

Texto e foto (escaneada) por Claude Bloc

Dia do Computador

Hoje é dia do Computador...
Até isso inventaram !!!
E para comemorar com bom humor este final de dia, vamos sorrir


F1 = Ajuda


Imagens do Google Imagens

Caldeirão das artes , convida !

Fortaleza se mobiliza em prol da Cultura

Iniciativa integra um movimento nacional realizado para aprovar projetos de leis que já tramitam no Congresso Nacional

A Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor), órgão municipal que responde pela Secretaria Executiva do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes de Cultura das Capitais, convida a todos e a todas para um café da manhã, próximo dia 21 de setembro, às 8h, no Passeio Público, a fim de mobilizar a sociedade civil organizada (artistas, produtores, entidades representativas, fóruns de linguagens, ativistas, movimentos sociais) em torno da aprovação das propostas referentes à Cultura que já tramitam no Congresso Nacional. São elas:

1 - Os Projetos de Emenda Constitucional (PEC´s);
1.1 - PEC 150, que propõe a vinculação orçamentária para a cultura de 2% junto ao Governo Federal, 1,5% nos estados e 1% nos municípios;
1.2 - PEC 236, que propõe inserir a cultura como direito social no capítulo II da constituição;
1.3 - PEC 416, que cria o Sistema Nacional de Cultura;
2 - Projetos de Lei sobre a mudança da Lei Rouanet, o vale cultura, modernização do direito autoral e Fundo pró-leitura;

A iniciativa local integra um movimento nacional em torno da cultura, capitaneado pelo Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes de Cultura das Capitais, que está organizando a Semana Nacional de Mobilização pela Cultura, evento que acontece entre os dias 21 e 25 de setembro de 2009. O objetivo é mobilizar as bancadas parlamentares, em especial as bancadas federais, incluindo deputados e senadores, os governos, as Câmaras Municipais e Assembléias Legislativas Estaduais, além da sociedade civil organizada, em torno das referidas propostas.

O momento é histórico e oportuno, visto que estamos iniciando, a partir do dia 17 de setembro, o ciclo de debates preparatórios para a III Conferência Municipal de Cultura, um espaço de consulta pública sobre as diretrizes que devem orientar a elaboração das políticas de cultura para o município.

Com o tema geral “Cultura, Diversidade, Cidadania e Desenvolvimento”, a III Conferência Municipal de Cultura é instância integrante do Sistema Municipal de Cultura, convocada e reconhecida pelo poder público municipal, onde participam representantes da sociedade civil, dos poderes legislativos e dos governos municipal, estadual e federal.

Desde já, o momento é de afirmarmos a Cultura como política de Estado, e não de governos, apontando diretrizes para a elaboração do Plano Municipal de Cultura de Fortaleza e implantação do Sistema Municipal de Fomento à Cultura, entre outros temas. O compromisso de pensar e decidir coletivamente sobre os rumos da cultura na nossa cidade e afirmá-la como direito adquirido é de todos e todas.
Assim a SECULTFOR convida a todos para o Café da Manhã da Cultura, no dia Dia 21/09, às 8h, no Passeio Público, como formar de mobilizar toda os Fortalezences em prol da Cultura.

Café da Manhã da Cultura
Data 21/09 - segunda
Horário: às 8h
Local: Passeio Público
Endereço: Rua Dr. João Moreira, s/n, Centro – ao lado da Santa Casa de Misericórdia
Entrada Franca

Caldeirão das Artes
fone: 85 3265.1477 9997.7378
contato@caldeiraodasartes.com.br
www.caldeiraodasartes.com.br


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Caminhada ao Caldeirão, amanhã... Por, Pachelly Jamacaru

CALDEIRÃO DA STA. CRUZ DO DESERTO... Uma história a não esquecer!

Caminhos que levam ao Caldeirão.

Uma nova esperança!

Um olhar que atravessa o tempo!


Fotos: Pachelly Jamacaru

César Camargo Mariano - pianista e arranjador brasileiro


Antônio César Camargo Mariano (São Paulo, 19 de setembro de 1943) é um pianista e arranjador brasileiro. Filho de um professor de música, começa a tocar piano por conta própria, e aos quatorze anos passa a ser apresentado como "menino prodígio" em espetáculos em que acompanha bandas de jazz. Em seguida fez amizade com Johnny Alf, que o incentivou a estudar harmonia, arranjo e composição. Logo começa a atuar como profissional na Orquestra de William Furneaux, e em 1962 forma o grupo "Três Américas", que toca em festas e bailes.

No ano seguinte vai para São Paulo e integra o "Quarteto Sabá", com quem grava o primeiro LP. Em seguida vem o "Sambalanço Trio", ao lado de Airto Moreira e Humberto Claiber, que grava um disco com Lennie Dale e ganha prêmios. No fim da década é contratado pela TV Record de São Paulo, onde trabalha como instrumentista e arranjador, e grava discos com seu novo grupo, "Som Três". Participou como jurado de festivais de música da Record.

Nos anos setenta tem início uma bem-sucedida parceria com Elis Regina e logo após casou-se com ela. César atua como diretor musical, produtor e arranjador da cantora, excursionando pelo Brasil e por vários países. Também participa de trabalhos com Chico Buarque, Maria Bethânia, Jorge Ben e outros. Na mesma época, entra no mercado de jingles e canções para cinema e propaganda.

Na década de oitenta César gravou dois discos considerados históricos: "Samambaia", com o guitarrista Hélio Delmiro, e "Voz e Suor", com a cantora Nana Caymmi. Foi o primeiro a utilizar teclado sintetizador nos seus arranjos musicais. Continua atuando como arranjador, produtor, compositor e pianista no Brasil até 1994, quando se muda para os Estados Unidos, onde começa a trabalhar com o compositor Sadao Watanabe, que o leva a turnês no Japão. Mesmo nos EUA, continua em contato permanente com os maiores nomes da MPB, dirigindo e produzindo discos e espetáculos.

É pai de Pedro Mariano e da também cantora Maria Rita.


Wikipédia


Tatuagem ( Chico e Rui Guerra) por Elis e César Camargo Mariano

Jangadas ...Saudades...- Rosa Guerrera


Gosto de ficar olhando as jangadas que retornam do alto mar quando o sol começa a desaparecer no horizonte. É uma paisagem natural das nossas praias aqui no Nordeste, mas que nunca deixou de ser um deleite para meus olhos e meu coração.Fico observando aqueles homens bravios de pele queimada pelo sol, retirando das jangadas em velhas redes os peixes que depois de vendidos irão alimentar seus lares e seus sonhos.Em todos o sorriso feliz por mais uma vitória daquelas aparentemente frágeis embarcações na luta pela sobrevivência no misterioso mar azul.
São muitos os jangadeiros espalhados pelas praias de todo o litoral nordestino.. Considerados os últimos heróis do mar,eles insistem teimosamente em conservar seu rude e romântico ofício, em Alagoas, em Pernambuco, na Paraíba, no Rio Grande do Norte e no Ceará, mantendo esse processo de trabalho já herdado de seus pais e avós , na certeza de que filhos e netos prosseguirão o trajeto de vida que escolheram .Hoje olhando essa paisagem que tanto admiro , lembrei um amigo jangadeiro que conheci quando jovem na Ilha de Itamaracá , o Manoel., e com ele fiz muitos e muitos passeios em jangadas desfrutando as belezas que o mar nos oferece. No começo tive um pouco de medo em seguir rumo o alto mar naquela embarcação a vela , movida pelo vento e tendo um remo como leme, mas com o passar do tempo me acostumei. E na companhia do jangadeiro Manoel , curti momentos felizes, sentindo o sol queimando minha pele, desfrutando uma brisa amena e ouvindo as histórias que ele contava ( na época ele já deixara de pescar , e usava a jangada apenas para passear com turistas que visitavam a ilha ). Um dos mais belos passeios que fiz com o Manoel , lembro bem , foi quando ele me levou até a chamada “zona dos corais” localizada entre alguns “bancos de areia” onde se podia perfeitamente em águas super tranqüilas e rasas , mergulhar e desfrutar um gostoso banho de mar .Poxa quantas lembranças dentro de mim ! Vídeos tapes do passado, recordações emolduradas por mar , jangadas, sol, céu azul, uma juventude que já vai longe ... e tudo assim tão de repente e suave como o bailar dessas jangadas que após um dia de luta , se deitam com velas enroladas para descansar ao cair da noite na branca areia .Pouco a pouco os jangadeiros se dispersam em direção á suas casas e o sol começa a desaparecer também no horizonte. Aceno para cada jangada já adormecida e volto lentamente para casa.
Na minha mente ainda recordações de um passado que não volta mais. No coração,saudades mergulhadas num mar azul, onde a lua dentro de mais algumas horas espalhará o seu brilho , contando por certo para outras pessoas , historias que já não são minhas.



Rosa Guerrera


Nem lá nem cá - Cesar Augusto

Daqui pra lá
de lá pra cá
não fica nada bem
as trocas de lugar.
.

Hoje aqui,
Amanhã acolá
Embaixo não se vê bem
Lá em cima é bom lugar
.

Se ao menos fossem as palavras,
repletas de fundamentos
elas diriam a verdade
dos fatos que eu não comento
.

As vezes vale mais
ficar de boca fechada.
Boca aberta entra mosca,
fechada não entra nada. (nem sai)
.

A mentira tem pernas curtas,
já dizia a minha vó,
perdi coisas boas na vida
e não quero perder mais,
meu tempo pronto se acaba
e eu quero viver em paz.

O que é felicidade? – Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

As pessoas no mundo de hoje vivem acumulando riquezas, porque pensam que só é feliz quem tem muito dinheiro. Puro engano! Nós podemos encontrar a felicidade nas coisas simples, na natureza, no verde das plantas, no vento que sopra os nossos cabelos, na harmonia de uma música suave, no sorriso de uma criança ou no simples fato de estarmos vivos e respirarmos o perfume das flores. Felicidade é saber cultivar as amizades e estar de bem com a vida, pois ela é um dom de Deus. Poder agradecer a Deus essa dádiva, já é um motivo de felicidade. Ser feliz é também viver com simplicidade. Não escutar os apelos dessa sociedade de consumo. O que faz acontecer a felicidade é deixarmos o nosso coração aberto a graça e a fé em Deus, porque com Ele em nossos corações teremos mais forças para enfrentarmos as dificuldades. Mesmo sendo felizes, temos problemas e devemos encontrar as soluções. A felicidade é também de alguma maneira ajudar o nosso semelhante nem que seja com um sorriso ou com uma palavra amiga, pois ela não é para ficar guardada, mas para ser transbordada e partilhada com os outros. Quem é feliz não fica indiferente ao irmão. Ser feliz é também estar em paz consigo mesmo, pois a felicidade está dentro de cada um de nós.
Conheci uma mulher muito rica que não era feliz no casamento. Ela tinha uma amiga pobre, que vivia com muito amor e felicidade com o marido e os filhos. Essa mulher rica dizia sentir inveja da vida da amiga pobre. É uma prova de que não podemos pensar que o dinheiro trás felicidade. O dinheiro, fruto do trabalho, dá condições de vivermos com dignidade, mas o acúmulo exagerado de riquezas atrapalha a vida dos mais carentes. O que sobra para alguns poucos, falta para muitos.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Pensamento e Reflexão para o dia de Hoje-19 de Setembro.

"Sair de cena é a forma mais bonita de fidelidade.É a atitude mais inteligente
quando já se viveu o melhor.Não se deve esperar que o amor cheire a tocos
de cigarros".(Marlene Dietrich)

A Capelinha de São Sebastião dos Currais - Por: Armando Rafael - Foto de Heládio Teles Duarte



Quem percorre a estrada Barbalha-Arajara-Crato, em direção à última cidade, é surpreendido — cerca de cinco quilômetros, antes de chegar ao destino — quando avista, no lado direito, uma singela e respeitável capelinha, típica dos templos rurais de antanho. Trata-se da Capela de São Sebastião do sítio Currais, erguida para atestar, às gerações futuras, uma grande graça concedida por Deus, à população daquela localidade, na segunda metade do século XIX.

Corria o ano de 1862. Uma doença contagiosa e mortal, causada pelo vibrião colérico, se abateu, e dizimou considerável parcela da população sul cearense. O pânico se espalhou pelas cidades, povoados, fazendas e sítios do Vale do Cariri. Mas, naquele tempo, a fé do nosso povo, diferente de hoje, era patente. As pessoas tinham o costume de se voltar para Deus, nas grandes dificuldades coletivas. Isso ocorria nas freqüentes crises climáticas e nas epidemias. Estas mais raras.

Damos a palavra ao historiador Irineu Pinheiro que fez menção deste fato no seu livro “O Cariri”, página 245:

“Em 1862 prometeu o major Felipe Teles Mendonça erigir uma capela em seu sítio Currais, a uma légua do Crato, dedicada a S. Sebastião, se não morresse de cólera-morbo nenhum dos membros de sua família ou de seus moradores. Naquela época a epidemia do mal asiático abateu milhares de pessoas em todo o Ceará. Nada sofreram o major Felipe e os de sua casa e sítio. Em 12 de outubro de 1863, para cumprir o seu voto, pediu ao Bispo D. Luiz Antônio dos Santos licença para edificar a igrejinha, licença que lhe foi dada no dia 13 do mesmo mês e ano, depois de informação favorável do vigário Joaquim Aires do Nascimento. Mas só em 1888, após ter o segundo Bispo do Ceará, D. Joaquim José Vieira, confirmado a graça concedida por D. Luiz, foi erguida a capelinha e benzida pelo vigário do Crato, Antônio Fernandes da Silva”.

O estado atual da Capela dos Currais

Após a sua construção, a Capela de São Sebastião dos Currais foi conservada com zelo. Os habitantes da redondeza procuravam o singelo templo para louvar, agradecer e fazer seus pedidos a Deus. Com a morte do major Felipe Teles de Mendonça a administração da capela foi passando a sucessivos herdeiros. Segundo informações colhidas junto a pessoas do sítio Currais, a igrejinha foi cuidada até alguns anos atrás, enquanto esteve sob a guarda do Cel. Filemon Teles e de dona Fernandina Teles. Com a morte deles o estado atual da capelinha não é animador.

Não existe bancada para os fiéis. O portão de acesso e as portas do templo, estragadas pela ação do tempo, ao longo dos anos, precisam ser substituídas. O mau cheiro dos dejetos de morcegos que ali mourejam é insuportável. Enfim, uma profunda restauração precisa ser feita na capela, com orientação de técnicos especializados na conservação do nosso patrimônio arquitetônico.

Texto de Armando Rafael
Foto de Heládio Teles Duarte

Essa eu não sabia ...

"Água Oxigenada
Melhor que Álcool Gel desde 1920


Pode acreditar, a H2O2 (água oxigenada) - além de pintar cabelos - é mais eficiente que água sanitária (base de cloro) usada em piscinas e em casas com fim de desinfetar. "

Um domingo de paz e alegrias para todos ! Feliz aniversário, Armando !


"Eu poderia suportar, embora Não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores,

mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos...

A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem...

esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida,

mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure sempre"

(Vinícius de Moraes)

Você é Importante prá mim! Que bom que a Vida nos colocou juntas para caminhar, explorar e compartilhar momentos significativos, cheios de aprendizados.
Ninguém segue sozinho todo o tempo, porque a cada passo encontramos um coraçao generoso...
Sem você, não sei se meu 'universo' seria tão colorido...!!!!
Namastê! (Telma Loureiro)

* Recebi da minha amiga Telma Loureiro ( jornalista em Campo Grande) , e repasso para os nossos amigos do Cariricaturas , por pura identificação de sentimentos.
Um abraço especial para o nosso confrade Armando, que hoje está aniversariando.
Tem gente que desde o primeiro instante vira amigo de infância. Com o Armando foi diferente.O fato de ser irmão do Carlos Rafael já o tornou meu irmão, desde sempre. Nos conhecemos no virtual, através dos blogues. Depois passamos a nos reconhecer por essas ruas do Crato.Mas , desde o primeiro esbarrão estávamos encontrados !
Quando Claude chegar , prepara a sua mesa de aniversário. Ela é quem puxa a canção do parabéns pra você . Mas a vela eu faço questão de acender , para o Armando apagar, desejando-se e pedindo a Deus , a realização dos seus mais secretos sonhos . A gente torce pelo básico e essencial : saúde, paz, prosperidade , fortuna, felicidades e muitos anos de vida !
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Socorro Moreira
Foto de Nilo Sérgio Monteiro ( vista do Crato da casa de João Marni)

Pequenas Orações para todas as horas

Jesus, Jesus, Jesus, meu amor!
Toma o meu coração e não me devolvas mais.

Senhor, eu te peço:
Pelo meu passado – a Vossa Misericórdia!
Pelo meu presente – o Vosso Amor!
Pelo meu futuro – a Vossa Providência.

Senhor, diante de ti está a minha força e a minha fraqueza.
Cuida de uma e cura a outra!

Pensamento para o Dia 19/09/2009


“Somente Deus, a encarnação do amor, está sempre com você e em você. Desprovido de amor, homem não pode existir. O amor é sua vida. O amor é a luz que dissipa a escuridão da ignorância. Aquele que não cultiva o amor nascerá repetidas vezes (Punarapi Jananam Punarapi Maranam). Todo aquele que nasce morrerá um dia e todo aquele que morre nascerá outra vez. O nascimento e a morte são os efeitos (Prabhava) do mundo objetivo. Como é iludido pelos efeitos, o homem está subjeito ao perigo (Pramada).”
Sathya Sai Baba

Parabéns, Armando!


Hoje é o aniversário do nosso estimado colaborador Armando Lopes Rafael. Portanto, nosso blogue está em festa.

Armando Rafael, historiador de grande influência na região, pessoa querida e respeitada por todos, tem dado uma grande e inestimável contribuição ao resgate da memória histórica e preservação da legítima identidade histórico-cultural do Cariri, através de um rigoroso e competente trabalho de pesquisa e publicação de artigos e matérias sobre fatos, processos e personalidades que são referências necessárias da historia regional.

A despeito de suas fortes e inabaláveis convicções políticas, ideológicas e religiosas, Armando é um ferrenho defensor da pluralidade de idéias e do salutar convívio democrático.

Para não deixar essa importante data sem a devida e merecida comemoração, desde cedo que a equipe do Cariricaturas está preparando uma big festa.

Socorro Moreira está na cozinha preparando os quitutes. Claude Bloc e Edilma estão cuidando da decoração. José do Vale prepara o discurso de homenagem. Carlos Esmeraldo e Magaly estão tratando dos detalhes da missa de ação de graça. Carlos Rafael e Jayro Starkey foram contratar a orquestra para o baile. E Nilo Sérgio está reunindo o Madrigal para uma apresentação.

E todos os demais estão escolhendo os trajes (smoking, blaser, paletó, vestido longo), pois a festa exige traje passeio completo. (O aniversariante é gente importante, pois!).
Armando, desejamos a você muita paz, saúde e felicidade.

Hoje: show Contemporâneo, com Luiz Carlos Salatiel & Banda, no CCBNB


Contemporâneo: espetáculo musical de Luiz Carlos Salatiel na III Mostra BNB da Canção Brasileira Independente

Dia 19 de setembro, sábado, 19:30, no Centro Cultural BNB – Cariri

Entrada Franca


O artista
Luiz Carlos Salatiel é um dos mais importantes, atuantes e influentes artistas do cenário cultural caririense.

Cantor, compositor, ator de teatro e cinema, poeta, comunicador, militante e produtor cultural desde os anos de 1970, fazendo ainda incursões esporádicas no campo das artes plásticas e gráficas.

Iniciou sua carreira artística já no final dos anos de 1960 como “crooner” da banda de baile The Hunters,de Juazeiro do Norte,

Logo em seguida, despontou para toda região como vencedor de vários festivais da canção que aconteceram em Crato ao longo da década de 1970.

Simultaneamente, participou do Grupo de Artes Por Exemplo, ao lado de Rosemberg Cariry, Cleivan Paiva, Jackson Bantim, Jefferson Júnior e outros, movimento cultural que sacudiu a cena local com a publicação de antologias de poesia e conto, e promoção do histórico Salão de Outubro.

Ainda na década de 1970, participou como cinegrafista e produtor de vários projetos cinematográficos realizados na região, a exemplo de um documentário sobre Patativa do Assaré.

Obrigado a migrar para outros centros urbanos, como Recife, Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro,- Salatiel, não obstante, sempre se manteve conectado com o que acontecia no Cariri. No final dos anos de 1970 e início dos anos de 1980, foi um dos fundadores e principais colaboradores do jornal Nação Cariri, que além de editar o referido periódico, editou discos, filmes e livros, e promoveu diversos eventos artísticos de integração dos artistas do Cariri com artistas de outras regiões.

Retornando ao Cariri, em meados dos anos de 1980, Salatiel integrou-se de corpo e alma ao movimento cultural que se desenvolveu em torno do Jornal Folha de Piqui. Apresentou o hoje lendário programa radiofônico Terra Brasilis e fundou a OCA - Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – responsável dentre outras realizações, pela gravação e edição de Avallon, primeiro disco do cantor e compositor cratense Abidoral Jamacaru.

Nos últimos vinte anos, Salatiel mantém-se incansável na sua militância cultural, mas com o diferencial de ter retornado aos palcos, atuando em eventos musicais e teatrais, a exemplo dos shows “Soy Loco por ti América Latina” e “Contemporâneo”; este último tendo como base o repertório do disco homônimo que lançou em meados desta década.

O Espetáculo
Contemporâneo é um vigoroso espetáculo musical onde o artista, acompanhado de alguns dos melhores músicos da região, interpreta textos e canções autorais.

O Repertório
O CEGO (J.Flávio Vieira/Luiz Carlos Salatiel)
ORIENTE (Eugênio Leandro)
ESCOLHAS (Carlos Rafael/Zé Nílton)
DONA RUTE, MEU AMOR (Geraldo Urano/Luiz Carlos Salatiel)
O RÁDIO/NADA DE NOVO (Geraldo Urano)
CINE CASSINO (Tiago Araripe)
INSTRUMENTAL
SEU OLHAR NO MEU (Abidoral Jamacaru)
GIRASSÓIS (Geraldo Urano/Calazan Callou)
FRIEZA (Florbela Espanca/Luiz Carlos Salatiel)
CANÇÃO CRISTALINA (Rosemberg Cariry/Cleivan Paiva)
LEIA NA MINHA CAMISA (Geraldo Urano/Luiz Carlos Salatiel)
CORAÇÃO SAGRADO (Pachelly Jamacaru)
SOB O LUAR DE OSLO (Geraldo Urano/Luiz Carlos Salatiel)
LIMITE (Luiz Carlos Salatiel/Pachelly Jamacaru)
PORQUE NÃO CANTAR (Pachelly Jamacaru)

A Banda
Ibbertson Nobre: Teclados
Lifanco: Violão e Guitarra
João Neto: Contra-Baixo
Saul: Bateria
Cícero Tertuliano: Percussão

A lenda do Hyoku

Por Zizi Zhang

Segundo uma lenda milenar existiu um espécie de pássaro muito especial no Japão que se chamava Hyoku. Os antigos guardavam sua história como uma verdadeira lição para os homens de qualquer época.E, segundo essa lenda, o Hyoku era um pássaro que nascia apenas com uma asa. Assim, desde o instante do seu nascimento, ele buscava encontrar sua outra metade para unir-se a ela, se completando para conseguir sua realização de pássaro: Voar.
Enquanto não encontrava sua metade, ele não chegava a ser efetivamente um pássaro, apenas meio.
A lenda de Hyoku traz, por isso, uma lição profunda para todos nós: “A de que um ser só é completo, quando é metade de alguém”.
Pena que, ao contrário do Hyoku, muitas pessoas em vez de buscarrem a sua metade, a metade que as realize, acabam deixado-se embrigar pelo poder, pelo egoísmo, pelo egocentrismo reduzindo sua vida ao meio.
Incapazes de se darem a alguém, não conseguem nunca se completar como seres humanos de fato. Passam pela vida sendo apenas metade (de gente).

http://gueixas.wordpress.com/2007/06/12/a-lenda-do-hyoku/
Imagem Formatada po Claude Bloc
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