Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Émile Zola - escritor francês

( Émile Zola por Edouard Manet)
(Paris, 2 de abril de 1840 — Paris, 29 de setembro de 1902) foi um consagrado escritor francês, considerado criador e representante mais expressivo da escola literária naturalista além uma importante figura libertária da França. Foi presumivelmente assassinado por desconhecidos em 1902, quatro anos depois de ter publicado o famoso artigo J'accuse, em que acusa os responsáveis pelo processo fraudulento de que Alfred Dreyfus foi vítima.


Émile Zola nasceu na capital francesa. Filho do engenheiro François Zola e sua esposa Émilie Aubert, cresceu em Aix-en-Provence, onde estudou no Collège Bourbon (atualmente conhecido como Collège Mignet) e, aos dezoito anos, retorna a Paris para estudar no Lycée Saint-Louis. Devido às complicações financeiras por que passou após a morte do pai, Zola é levado a trabalhar em uma série de escritórios, ocupando cargos de pouca influência.

Inicia-se no ramo jornalístico escrevendo colunas para os jornais Cartier de Villemessant's e Controversial. Suas colunas não poupavam críticas severas a Napoleão III - (...) meu trabalho torna-se a imagem de um reinado partido, de um estranho período de loucura e vergonha humanas - e à Igreja - A civilização jamais alcançará a perfeição até que a última pedra da última igreja caia sobre o último padre.

A obra de caráter autobiográfico La Confession de Claude (1865), um dos primeiros trabalhos publicados por Zola, atraiu atenção negativa da crítica especializada. O ainda mais criticado Thérèse Raquin, romance lançado no ano seguinte, apresentou uma abordagem inovadora em sua concepção: inspirado pelos estudos científicos da época, Zola propõe não um simples romance, mas uma análise científica pormenorizada do ser humano, da moral e da sociedade. Thérèse Raquin tornou-se, portanto, marco inicial de um novo movimento literário, oriundo da análise científica e experimental do ser humano: o Naturalismo.

Em vida, Zola também demonstrou elevado engajamento político. Certamente, seu trabalho de maior influência política foi a carta aberta intitulada J'acccuse (Acuso), destinada ao então-presidente da França Félix Faure. A carta, publicada na primeira página do jornal parisiense L'Aurore em 13 de janeiro de 1898, acusou o governo francês de anti-semitismo por julgar e condenar precipitadamente o capitão Alfred Dreyfus, judeu e oficial do exército francês, por traição em 1894.

Émile Zola faleceu em 29 de setembro de 1902 em sua casa em Paris devido à inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma lareira defeituosa; alguns estudiosos, em razão das misteriosas circunstâncias do ocorrido, não descartam a hipótese de homicídio.

Émile Zola foi o idealizador e principal expoente do naturalismo na literatura. Seu texto conhecido como O romance experimental (1880) é o manifesto literário do movimento.

Thérèse Raquin, seu primeiro romance com larga repercussão, apresenta inúmeras inovações que permitem classificá-lo como primeira obra naturalista. Pela primeira vez, Zola combina algumas das teorias mais polêmicas de sua época, tais como darwinismo, evolucionismo e determinismo científico, compondo o primeiro romance de tese já escrito ("um grande estudo fisiológico e psicológico", segundo ele próprio).

Inspirado pela colossal obra A Comédia Humana (constituída por 89 romances, novelas e contos) de Honoré de Balzac, um dos mestres da literatura francesa, Zola iniciou, em 1871, seu grande projeto: a série Os Rougon-Macquart (Les Rougon-Macquart) à qual deu o subtítulo de história natural e social de uma família sob o segundo império, composta por 20 romances de cunho naturalista, escritas entre 1871 e 1893. No prefácio de A Fortuna dos Rougon (La Fortune des Rougon, 1871), primeiro volume da saga dos Rougon-Macquart, Zola justifica:

Eu desejo explicar como uma família [os Rougon-Macquart], um grupo reduzido de seres humanos, conduz a si mesma dentro de um determinado sistema social (...) dando origem a dez ou vinte membros, que, embora possam parecer, à primeira vista, profundamente divergentes uns dos outros, são, como a análise demonstra, mais intimamente ligados por meio da afinidade. Hereditariedade, como a gravidade, tem suas leis.

Entre os principais romances de Os Rougon-Macquart estão: O Ventre de Paris (Le Ventre de Paris, 1873), A Terra (La Terre, 1887), Nana (1880) e Germinal (1885).

Em sua obra (especialmente em Rougon-Macquart), Zola tentou empregar o método científico vigente em seu tempo, apresentando a influência da hereditariedade e do meio na formação da personalidade individual (determinismo científico). Tal rigor científico aliado a sua habilidade de criar textos documentais, confere veracidade a seus romances.

Zola escreveu uma segunda série intitulada As três cidades, sobre problemas religiosos e sociais. Atraído pelas teorias socialistas e depois evoluindo para uma visão messiânica do destino humano, escreveu uma terceira série, Os quatro evangelhos, que ficou incompleta, com a sua morte.

Apesar da qualidade literária de seus escritos e de sua obstinação, nunca integrou a Academia Francesa de Letras. Sua candidatura foi apresentada 24 vezes.

Amplamente considerada a obra máxima de Émile Zola, Germinal (1885) elevou a estética e a descrição naturalistas a um novo patamar de realismo e crueza. O romance é minucioso ao descrever as condições de vida subumanas de uma comunidade de trabalhadores de uma mina de carvão na França. Após ter contato com idéias socialistas que circulavam pela classe operária européia, os mineradores retratados na obra revoltam-se contra a opressão e organizam uma greve geral, exigindo condições de vida e trabalho mais favoráveis. A manifestação é reprimida e neutralizada, entretanto permanece viva a esperança de luta e conquista.

Para compor Germinal, o autor passou dois meses trabalhando como mineiro na extração de carvão. Viveu com os mineiros, comeu e bebeu nas mesmas tavernas para se familiarizar com o meio. Sentiu na carne o trabalho sacrificado, a dificuldade em empurrar um vagonete cheio de carvão, o problema do calor e a umidade dentro da mina, o trabalho insano que era necessário para escavar o carvão, a promiscuidade das moradias, o baixo salário e a fome. Além do mais, acompanhou de perto a greve dos mineiros.

J'accuse, famoso artigo escrito por Émile ZolaEm 1898, Zola tomou parte no aceso debate público relativo ao caso Dreyfus, publicando artigos em jornais e revistas onde tornou claro aquilo que mais tarde se viria a provar definitivamente: a inocência de Dreyfus. O seu famoso artigo J'accuse (Acuso), com o subtítulo Carta a Félix Faure, Presidente da República, publicado no jornal literário L'Aurore, era tão incisivo que levou à revisão do processo, dando uma nova dinâmica ao processo que terminaria anos depois do assassinato de Zola, com a reabilitação do oficial Alfred Dreyfus em 1906, injustamente acusado de traição.

Após a publicação de J'accuse, Zola foi processado por difamação e condenado a um ano de prisão. Ao saber da condenação, Zola partiu para o exílio na Inglaterra. Após o seu regresso, quando já não corria o risco de ser preso dada a evolução positiva do processo, publicou, no "La Vérité en marche", vários artigos sobre o caso.

Zola também tentou difamar as aparições da Virgem Maria em Lourdes. Mas chegando a Lourdes em 1892, assistiu a duas curas instantâneas, que relatará em sua novela, intitulada «Lourdes», sustentando, contudo, que «as duas pessoas que experimentaram o milagre morreram pouco depois e que, portanto, a suposta cura teria sido breve e sobretudo ilusória». Porém, uma das duas mulheres curadas não se rendeu e continuou protestando nos jornais, dizendo que estava tão viva e saudável como o autor.

A 29 de Setembro de 1902, morreu misteriosamente em seu apartamento da rue de Bruxelles. A causa da morte: inalação de uma quantidade letal de monóxido de carbono proveniente de uma chaminé defeituosa. Muitos estudiosos não descartam a possibilidade de Zola ter sido assassinado por inimigos políticos, entretanto, nada foi provado.

Foi enterrado no cemitério de Montmartre em Paris. As suas cinzas foram transferidas para o Panthéon a 4 de Junho de 1908, dois anos depois de Dreyfus ter sido reabilitado. No trajeto, um fanático nacionalista e anti-semita, Gregori, dispara contra o comandante Alfred Dreyfus e o fere no braço. As brasas do caso Dreyfus não estão extintas, os velhos rancores permanecem vivos.

Wikipédia

Michelangelo Antonioni- cineasta italiano


Michelangelo Antonioni (Ferrara, 29 de setembro de 1912 — Roma, 30 de Julho de 2007) foi um cineasta italiano.

Graduou-se em economia na Universidade de Bolonha. Chegando a Roma em 1940 estudou no Centro Sperimentale di Cinematografia na Cinecittà, onde conheceu alguns dos artistas com quem acabou cooperando nos anos futuros; entre eles Roberto Rossellini.

O primeiro grande sucesso de Antonioni foi L'avventura (1960). que foi seguido por La notte (1961) e L'eclisse (1962), que compreendem uma trilogia sobre o tema da alienação. Seu primeiro filme colorido Il deserto rosso (1964), também explora temas modernistas da alienação, e junto com os três filmes anteriores, forma uma tetralogia. A atriz Monica Vitti apareceu nos quatro filmes da tetralogia, atuando em papéis de mulheres desconexas que lutam para se ajustar ao isolamento da modernidade. O seu primeiro filme em inglês, Blowup (1966), foi também um grande sucesso. Embora ele tenha enfrentado o difícil tema da impossibilidade da percepção objetiva das coisas, o filme teve boa recepção popular, parcialmente devido a sua sexualidade explícita pelos padrões da época, e também por causa da atriz Vanessa Redgrave. Zabriskie Point (1970), seu primeiro filme rodado nos Estados Unidos da América, teve menos sucesso, mesmo com a inclusão de uma trilha sonora composta de artistas populares como a banda Pink Floyd (que compôs músicas especialmente para o filme), Grateful Dead, e os Rolling Stones. The Passenger (1975), estrelado por Jack Nicholson, também não obteve sucesso.

Em 1985, um acidente vascular-cerebral deixou-o parcialmente paralítico e quase impossibilitado de falar. No entanto, ele não encerrou suas atividades e, ajudado por seu amigo Wim Wenders, realizou Além das Nuvens em 1995. Nesse mesmo ano, é premiado com um Oscar pelo conjunto da sua obra. Seu último filme Eros, de 2004, foi realizado juntamente com Wong Kar-Wai e Steven Soderbergh, quando Antonioni tinha 92 anos.

Antonioni vem a falecer em 30 de julho de 2007, aos 94 anos, no mesmo dia em que falece Ingmar Bergman.
Ele se descrevia como um intelectual marxista, mas alguns autores colocam algumas dúvidas em relação a sua real adesão às ideias do Marxismo. Em contraste com os seus contemporâneos, incluindo os neo-realistas e também Federico Fellini, Ermanno Olmi e Pier Paolo Pasolini, cujas histórias geralmente tratavam da vida da classe trabalhadora e a rejeição e incompreensão da sociedade, os filmes mais notáveis de Antonioni mostravam a elite e a burguesia urbana. Porém, ao contrário do que alguns críticos dizem, os seus filmes descrevem os personagens ricos como pessoas vazias e sem alma, ao invés de romantizar esses personagens. La notte descreve a desintegração de um casal rico que não consegue conviver em harmonia; L'avventura descreve a história de uma mulher que se perde durante uma luxuosa viagem de iate, e do seu noivo e sua melhor amiga que mantêm uma relação sexual enquanto procuram por ela, mas são incapazes de se amar mutuamente; Blowup descreve o mundo superficial de um fotógrafo de moda dos anos 60, que no final do filme se mostra indiferente quando chamado a denunciar um possível crime. De um modo similar, Zabriskie Point é interpretado como a uma crítica do capitalismo americano, e, por outro lado condescendente com os hippies, descrevendo de forma simpática o seu desejo de fuga. Os filmes de Antonioni também mostram a beleza das paisagens, como no deserto da Califórnia em Zabriskie Point, ou as ilhas rochosas em L'avventura, mas o objetivo não é apenas nos impressionar com a qualidade visual do seu trabalho, mas também descrever a arrogância das "almas perdidas" que em vão tentam impor a sua finitude sobre uma natureza inflexível e sublime. Novamente, apesar dos críticos, os filmes de Antonioni dissecam os ricos de forma cruel com uma reprovação de fundo marxista, mesmo enquanto a sua câmera mostra uma certa fascinação pelas belas coisas da classe rica.

O diretor Ingmar Bergman uma vez disse que admirava alguns dos filmes do Antonioni por serem desinteressados e algumas vezes visionários. Os seus filmes tendem a ter muito poucos planos e diálogos, e muito do tempo é gasto em longas e lentas sequências, como uma sequência contínua de dez minutos em The Passenger, ou muitas cenas em La notte que mostram uma mulher simplesmente vagando silenciosamente pela cidade a observar outras pessoas. Apesar dos seus filmes serem repletos de beleza visual, e de terem uma captação perfeita da alienação dos personagens, o estilo com pouco movimento, e de ritmo lento, entedia certas pessoas.



Wikipédia

Anônimo Veneziano - Trilha sonora do filme ( 1970) com Marcello Mastroianni e Florinda Bolkan

Vitrine fotográfica -Setembro !!!- Por Teresa Abath













Um casal iluminado - Para Teresa Abath - Por : Socorro Moreira

( foto de Teresa Abath)
Três dias seguidos bati naquela porta pintada de azul. Casa do Seu Audísio Pereira e de Dona Edistia Abath. Hoje ela estava de jardim aberto. Só podia ser a casa dos pais de Teresa (a cratense das flores). Uma área pequena, mas primorosamente enfeitada de plantas e flores das mais variadas espécies. Por que não tenho máquina fotográfica? Por que acredito numa memória que falha e não sabe expressar direito a beleza que os olhos percebem?
Seu Audísio (92 anos) e Dona Edistia (87 anos). Um casal que Deus concedeu a graça de vida longa, feliz, e lúcida!
Conversamos sobre tudo e todos. Do meu avô Alfredo Maia (amigo do Seu "Theopístio Abath") às meninas de Dona Edistia: Neide, Edistia, Teresa, Eda, Audísia e Germana).
Dona Edistia é simplesmente linda: corpo, mente e alma. Elegante, vaidosa, bem cuidada e uma aura de luminosidade. Conversa numa linguagem dos nossos dias, sorrindo o tempo todo. Acho que foi amor à segunda vista. Fiz a visita para presentear nossa amiga Teresa. Mas quem recebeu o presente fui eu pelo prazer do convívio, e o carinho sincero, acolhido daquele casal.
Conversamos sobre o mês que se aproxima (outubro), e ela revelou-me a sua devoção a Nossa Senhora do Rosário. Todos os anos, no dia 7.10 são distribuídos 300 terços, na Igreja da Sé, entre os fieis . Uma devoção admirável e ímpar. Minha mãe também tem umas particularidades semelhantes de professar a sua piedade e fé.
Sai com a alma leve, e uma vontade enorme de retornar.
Pois é, minha querida Teresa , hoje eu abracei e beijei os seus pais por você !


Obrigada!

• Ressalvas para a beleza da casa, intacta no seu estilo (arquitetura anos 30/40). Dona Edistia confessou: Adoro coisas antigas. Desejava muito ficar na casa que foi dos meus pais. Nunca pensei em alterar a sua fachada... Muito pelo contrário, cuido em preservá-la. Apenas reformamos algumas dependências, na introdução dos confortos modernos. A casa é branca de portas azuis. O piso de mosaicos (lindos!); as portas de madeira nobre, entalhadas, lembrando os tempos imperiais; grades de ferro pintadas de azul, também artisticamente trabalhadas. Tudo impecável, brilhando, e cuidadosamente conservado. Impressionante!
• Ah, se o resto do povo do Crato tivesse seguido o exemplo!



Socorro Moreira

A libertação dos escravos no Ceará - por Armando Rafael


A província do Ceará foi a primeira do Brasil a abolir a escravidão da raça negra. Este episódio histórico, que ainda hoje nos enche de orgulho, levou José do Patrocínio, durante uma conferência, em favor da abolição, a denominar o Ceará de "Terra da Luz, Berço da Liberdade ".
Como Terra da Luz ficou sendo conhecido o Ceará.
No Ceará, consoante tradição corrente, o escravo jamais sofreu a opressão e a impiedade, como gemiam seus irmãos de raça nos cativeiros de outras províncias. Talvez por não existir aqui uma elite econômica ( como ocorria em Pernambuco, Bahia, Minas, Rio de Janeiro, São Paulo etc. ) o escravo no Ceará, com raras exceções, era quase gente da família. Esses negros compartilhavam com humildade os acontecimentos alegres e tristes dos seus senhores. Mesmo assim no último quartel do século XIX já se registravam no Ceará campanhas contra a escravidão.
Sociedades anti-escravistas foram surgindo com a adesão de pessoas de todas as categorias sociais da província. Uma delas, a Sociedade Perseverança e Porvir tinha entre seus membros Antônio Soares Teixeira Júnior, Francisco Araújo, Antônio Martins, Manoel Albano Filho, José Amaral, José Teodorico da Costa, Antônio Cruz Saldanha, Alfredo Salgado, Joaquim José de Oliveira e José Barros da Silva. Em 1880 foi fundada a Sociedade Libertadora Cearense com 225 sócios. Nessa sociedade militavam João Cordeiro, Frederico Borges, Antônio Bezerra, Almino Tavares Afonso, Isaac Amaral e José Marrocos.
Em janeiro de 1881 o jangadeiro Francisco José do Nascimento afirmou que no porto do Ceará não embarcariam mais escravos. Por esse gesto passou à história como o "Dragão do Mar". Essa determinação foi cumprida. Em agosto daquele ano os jangadeiros impediram o embarque, no vapor Espírito Santo, de duas escravas, apesar da presença do Chefe de Polícia, Dr. Torquato Viana, que tentava coagir os humildes homens do mar a obedecer à lei. O fato é que no tumulto "polícia versus jangadeiros", o abolicionista José Carlos Silva Jataí desapareceu com as duas negras, livrando-as do embarque. Em 1882 surgiu a mais influente sociedade, o Centro Abolicionista 25 de dezembro, que entre seus membros contava com o conhecido historiador cearense Barão de Studart.
A partir daí a campanha abolicionista foi num crescendo. No dia 1º de janeiro de 1883, Acarape foi o primeiro município cearense a libertar seus escravos. Por isso o município mudou de nome e passou a chamar-se Redenção. Finalmente no dia 25 de março de 1884 foi abolida a escravidão em toda a província do Ceará. O número de negros libertos, naquela data, totalizou 35.508. Isso quatro anos e dois meses antes da Lei Áurea, aprovada a duras penas pelo Parlamento do Império, depois de intensas negociações da Princesa Regente Isabel.
Ela tomou essa decisão final em nome de Dom Pedro II e no seu próprio, como legítima representante do povo brasileiro. A Princesa Isabel afirmou dias depois que, mesmo pressentindo que a libertação da raça negra poderia representar a queda da Monarquia, não hesitara em assinar a lei. O tempo provou que ela tinha razão...
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Texto e postagem: Armando Lopes Rafael
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Greve dos Bancários continua em todo país


O Comando Nacional dos Bancários, após avaliar os primeiros dias da greve deflagrada pela categoria bancária no último dia 24, decidiu enviar ofício à Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) cobrando a retomada das negociações a partir desta terça-feira, reafirmando as reivindicações da categoria por aumento real de salário, maior participação nos lucros, valorização dos pisos, implantação de uma política de preservação dos empregos e mais contratações, melhores condições de saúde, segurança e trabalho, combate às metas abusivas e ao assédio moral, auxílio-educação e plano de previdência complementar para todos.

Na avaliação feita pelo Comando, há o reconhecimento de que a greve surpreendeu pela força e amplitude, sobretudo nos bancos privados, e é um êxito em todo o país. No primeiro dia da paralisação, foram fechadas 2.881 agências, além de centros administrativos de todos os bancos. A greve cresceu na sexta-feira, paralisando 4.791 agências, o que representa aumento de 65,9% em relação ao dia anterior.

Na região do Cariri cearense a greve atinge desde a última quinta-feira, dia 24, todas as agências do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco do Nordeste.

Fonte: Seeb/Cariri e Contraf (CUT)

TRADIÇÃO ORAL - BISAFLOR CONTA HISTÓRIAS

A MOÇA E A SERPENTE
História da tradição oral africana

Era uma vez uma moça que queria escolher o próprio noivo, muito embora fosse costume na sua aldeia que o pai escolhesse o futuro marido para as filhas.
Certa ocasião estava ela conversando com as amigas na sombra de uma árvore, onde, bem quietinha e curiosa, enroscada nos galhos mais altos, uma serpente escutava a tagarelice das moças. Pois não é que a serpente gostou de ouvir a moça dizer que iria escolher seu próprio noivo? Tratou logo de ir para casa trocar de roupa, escondeu o rabo bem escondidinho e se transformou num belo rapaz, por quem a moça ficou caída de amores.
A paixão da moça foi tanta que logo aceitou o pedido de casamento. Depois chamou o pai e apresentou o rapaz:
- Este moço bonito e forte é meu noivo, vou me casar com ele -, falou assim para o pai, que, embora tenha estranhado a atitude desrespeitosa da filha para com os costumes da aldeia, concordou com o casamento.
Depois de casada, a moça foi morar na casa da serpente, em um lugar muito distante da aldeia. A casa era muito suja e desorganizada; todo dia a moça limpava, arrumava e vinha a serpente e bagunçava tudo.
Ela sentia saudades da família e da vida na aldeia, mas a serpente não permitia que saísse de casa, mantendo-a sob a vigilância constante de três animais: um cão, um gato e um galo. Também se alguma pessoa se aproximasse da casa, os animais tratavam de avisar a serpente: o cão ladrava, o gato miava e o galo cacarejava, tudo ao mesmo tempo.
Na aldeia, a família estava preocupada com o isolamento da moça. Ela tinha quatro irmãos, que exerciam atividades diferentes: um era adivinho, outro caçador, já o terceiro era marceneiro e o quarto irmão era um ladrão. Pois bem, o irmão adivinho teve um sonho que lhe revelou a situação real da moça. Chamou o pai e os irmãos e falou do sonho que lhe permitiu constatar que a irmã tinha sido enganada pela serpente, estava sofrendo muito e que eles precisavam libertá-la.
O pai ordenou aos filhos que pegassem uma canoa e remassem rio acima procurando a moça. Foi o irmão adivinho quem indicou o caminho até o covil da serpente; o irmão ladrão, que havia roubado carne, peixe e milho, jogou a comida para distrair a vigilância dos bichos, o que facilitou a saída da moça, que foi conduzida pelos irmãos até o local onde haviam escondido a canoa.
Acontece que a serpente já tinha percebido a presença dos invasores e destruiu o transporte deles. Porém, o irmão marceneiro, rapidamente, construiu nova canoa com os pedaços que sobraram. Todos embarcaram e remaram, rio abaixo, perseguidos pela serpente que nadava provocando grandes ondas nas águas, prejudicando a fuga dos irmãos.
A serpente enfurecida continuava a persegui-los, e, devido à sua fúria, apareceram-lhe mais sete cabeças, dificultando a mira do irmão caçador, que não sabia em qual cabeça atirar a lança. Pediu ajuda ao irmão adivinho que lhe indicou o ponto exato que deveria apontar para matar a serpente. E apesar dos solavancos da canoa, ele conseguiu atingir a verdadeira cabeça e a serpente tombou, afundando nas águas escuras e profundas do rio, agora serenadas.
Os irmãos respiraram aliviados, conduziram a irmã para a casa do pai na aldeia, que os recebeu com grande alegria.
Entrou por uma perna de pato e saiu por uma perna de pinto, senhor rei mandou dizer que contasse mais cinco.

A massacrante felicidade dos outros - Martha Medeiros - Colaboração de Ângla Lobo


Há no ar um certo queixume sem razões muito claras.

Converso com mulheres que estão entre os 40 e 60 anos, todas com profissão, marido, filhos, saúde, e, ainda assim, elas trazem dentro delas um não-sei-o-quê perturbador, algo que as incomoda, mesmo estando tudo bem.

De onde vem isso?

Anos atrás, a cantora Marina Lima compôs com o seu irmão, o poeta Antonio Cícero,
uma música que dizia: 'Eu espero/ acontecimentos/ só que quando anoitece/ é festa no outro apartamento'.

Passei minha adolescência com a mesma sensação de que algo muito animado estava acontecendo em algum lugar para o qual eu não tinha convite.

É uma das características da juventude: considerar-se deslocado e impedido de ser feliz como os outros são - ou aparentam ser.

Só que chega uma hora em que é preciso deixar de ficar tão ligada na grama do vizinho...

As festas em outros apartamentos são fruto da nossa imaginação, que é infectada por falsos holofotes,
falsos sorrisos e falsas notícias.

Os notáveis alardeiam muito suas vitórias, mas falam pouco das suas angústias, revelam pouco suas aflições, não dão bandeira das suas fraquezas... Então, fica parecendo que todos estão comemorando grandes paixões e fortunas, quando, na verdade, a festa lá fora não está tão animada assim!

Ao amadurecer, descobrimos que a grama do vizinho não é mais verde coisíssima nenhuma.

Estamos todos no mesmo barco, com motivos pra dançar pela sala e também motivos pra se refugiar no escuro, alternadamente. Só que os motivos pra se refugiar no escuro raramente são divulgados.
Prá consumo externo, todos são belos, sexy, lúcidos, íntegros, ricos, sedutores, enfim, campeões em tudo!

Fernando Pessoa também já se sentiu abafado pela perfeição alheia – e olha que na época
em que ele escreveu estes versos não havia esta overdose de revistas que há hoje, vendendo um mundo de faz-de-conta: 'Nesta era de exaltação de celebridades - reais e inventadas – fica difícil mesmo achar que a vida da gente tem graça.' Mas tem.

Paz interior, amigos leais, nossas músicas, livros, fantasias, desilusões e recomeços, tudo isso vale ser incluído na nossa biografia...

Ou será que é tão divertido passar dois dias na Ilha de Caras fotografando junto a todos os produtos dos patrocinadores?

Compensa passar a vida comendo alface para ter o corpo que a profissão de modelo exige?

Será tão gratificante ter um paparazzo na sua cola cada vez que você sai de casa?
Estarão mesmo todos realizando um milhão de coisas interessantes enquanto só você está sentada no sofá pintando as unhas do pé?

Favor não confundir uma vida sensacional com uma vida sensacionalista.

As melhores festas acontecem dentro do nosso próprio apartamento...

Reflexão sobre a vida - Por Rosa Guerrera

(Foto de Heládio Teles Duarte)


“A vida não admite devedor.Tudo que ela nos dá, cedo ou tarde nos exige retribuição e sobre cada alegria que ela nos concede em matéria de amor, existe secretamente um preço que a qualquer momento a gente tem que pagar.” É o tipo do vendedor que espalha aos nossos olhos carentes de momentos felizes, um infinito de tapetes coloridos para que possamos deitar nossos sonhos , sem dia e sem hora para sabermos o seu real valor. E assim , por um tempo indeterminado nos fazer esquecer que os juros vão crescendo e que na realidade não passamos de míseros devedores. É quando ela ( a vida ) nos cobra a felicidade que um dia nos ofereceu.! E somos pegos tão de surpresa pela dor, pela mágoa ou pelo adeus , que não nos resta tempo para pedir um prazo ou um minuto a mais para viver o sonho que pensavamos ter conquistado. E o único preço mesmo a pagar é assinarmos um cheque direcionado à saudade.
rosa guerrera

Desafio - Leia e participe !!!

( O verão veste a cidade de deslumbramento - Ana Cecília Bastos)


Observe a foto do fotógrafo baiano Mário Vítor , e aventure-se a entrar em seu domínio, em sua essência...

Socorro e eu (Claude) sempre temos em mente que a interatividade entre amigos que colaboram e/ou passeiam pelo nosso Cariricaturas é algo que certamente torna o contato e o convívio neste espaço muito mais prazeroso. Essa interatividade pode acontecer de várias formas. Usamos as trovas bem nos primeiros dias do Cariricaturas, mas agora veio-nos uma nova idéia para provocar e desafiar os demais.

Hoje o desafio é o seguinte: será postada uma foto e você, colaborador e/ou amigo é convidado a escrever nos comentários a sua impressão ou o sentimento que lhe causa esta foto.

Acreditamos que seja esta uma forma de interagirmos como num bom papo, numa boa prosa.
Não deixe de participar. Sua presença é ouro.

(Uma simples frase, uma trovinha, um mini-texto estas são formas de colaborar)
Vamos lá ! "mão na massa"!
Estamos esperando! Ei, cadê você?

domingo, 27 de setembro de 2009

Respostas ao Desafio -(Pérolas nos bastidores)



Claude Bloc disse...


Telma, é uma artista
Embeleza nossa vida
Lépida,leve,ligeira
Mistura as tintas do tempo
Adornando mil sorrisos

Suave, vai desenhando
As mil facetas da vida
Rascunhando o destino
Alinhando alegrias
Idealizando traços mil
Vibrando cores nas telas
Aquarelas, aquarelas!

Socorro Moreira disse...

Quem não conhece a artista
Não sabe o que o Crato tem
Pois ela com a sua arte
É parte da nossa história
e da beleza também!

Em cada momento vivo
Seja solene e festivo
A Telma com sua lente
Registrou todos os fatos
E o fez com muito brilho

Se não fosse essa mulher
Que o nosso mundo enobrece
Não me veria criança
Nem lembraria de tantos
Que o coração não esquece

No dia do coração
Quero o astral da afeição
Do povo que é cratense
E dos amigos ausentes
Que gostam de Dona Telma

Corujinha Baiana disse...

A foto
E a Beleza da foto.
Reproduzi-la
Era a Missão da Artista.

- Conseguiria tal efeito ?

Mas " a fé remove montanhas"...
E a artista foi à luta.
Cores e nuances
deslizaram sobre a tela.

E a Fé,
com tintas e pincéis,
realizou o Milagre.

A Beleza lá está !
e o Sorriso da Artista prova,
em toda sua amplitude,
que a Missão foi cumprida.

Edilma disse...

Entre tintas e pincéis
A vida se faz luz
Sorrizos
Sentimentos
A fotografia traduz

A beleza tem seu tempo
Entre o riso e a dor
Passam sonhos
Passam tintas
Envolvidas no amor

Gerações diferentes
Seguem vidas
Da avó
Mãe e filha
Numa mistura ausente
Porem sofridas

Ficou um cavalete
Um pedestal
Ostentando a foto
Do que foi o natural

UM SARAU COM CHEIRO DE PEQUI E O DOCE DO BURITI

Rosineide Esmeraldo
Rivânia Correia e Rosemary Brito
Syme e Yasmine Duarte
Stela Siebra e Rosineide
Zé Almino e esposa e Joaquim Pinheiro

À mesa - Queijos, vinhos e alegria
Stela Siebra

MEUS AMIGOS DO CARIRICATURAS. NÃO EXISTE PRAZER MAIOR DO QUE REUNIR VELHOS AMIGOS EM VOLTA DE UMA MESA, OUVIR HISTÓRIAS, RELEMBRAR PERSONAGENS DE NOSSAS TERRA, FATOS HILÁRIOS E PITORESCOS, ACOMPANHADO DE UMA CERVEJA GELADA, OU DE UM BOM VINHO, DELICIOSOS SALGADINHOS E MÚSICA DE QUALIDADE.
.
Esta reunião aconteceu sábado dia 26 aqui em minha casa no Recife. E segundo comentou o Prof. José Nilton, José Flávio ia ficar indócil pois tem um pé aqui e outro ai de histórias.
Mas certamente também: Socorro, Claude, João Marni, José do Vale, Dihelson, Heládio e demais amigos vão ficar com uma vontade danada de ter estado aqui presente.
Acima flagrantes do encontro.
Um abraço fraterno.
.
Nilo Sergio

Recife, 26/09/2009

RECIFE E SUAS PONTES LIGANDO AMIGOS



Reuni ontem um grupo de amigos(as) cratenses residentes em Recife para uma noite de confraternização. Foi um encontro marcado pela alegria, descontração e muitas histórias da nossa vida e de personagens do Cratim. Seguindo a idéia de José do Vale entrevistei cada um dos participantes. Publico o resultado dessas anotações a partir de hoje. A primeira com JOAQUIM PINHEIRO.


- Joaquim, como vê o Cariri atualmente?


Tenho ido ao Cariri algumas vezes por ano, mas estadias rápidas. Apenas nos meses de julho a permanência é maior. A percepção é que a região evoluiu muito. As cidades cresceram bastantes, diversificaram suas economias e implantaram boas estruturas de serviços. A impressão é que consolidação da Universidade Regional do Cariri e as faculdades privadas mudaram o ambiente cultural. Hoje muitos jovens não precisam mudar-se para as capitais para fazer curso superior e elas ainda atraem estudantes de outros rincões. Os serviços ligados à área da saúde obtiveram expansão notável, transformando a região em pólo médico. A impressão é que todas as cidades experimentaram elevado grau de desenvolvimento, umas com velocidade maior que outras.


- Que lembranças marcaram sua vida no Crato e em Recife?


Vivi 19 anos no Crato, 4 em Brasília, 1 no Rio de Janeiro e 36 em Recife. No entanto, me sinto como se a ausência fosse curta. A ligação com o Cariri é tão forte que não me considero distante, mas afastado temporariamente. A ligação sempre foi alimentada pelo rádio amador, telefone, publicações da região e, atualmente, pela internet, com contatos diários. Assim, as lembranças do Cariri são expressivas e diariamente realimentadas. A infância foi feliz e a adolescência muito boa. O colégio D. Bosco teve uma grande participação nisto. Tive a sorte de fazer parte de uma turma sensacional e lá alicercei grandes amizades que perduram até hoje. Começamos como colegas e hoje somos irmãos. Sou muito grato ao meu colégio e não esqueço o seu corpo docente. Hoje, incluo o Prof. José Newton e D. Ruth no rol das pessoais corretas e equilibradas que tive oportunidade de conhecer. O Recife foi conseqüência quase natural do que aprendi e vivi no Crato. Aqui terminei o curso superior, fui aprovado em concursos públicos, ingressei no serviço público federal, casei, vi nascer filhos e neta. Acompanhei transformações significativas, e vi, de perto, a luta do povo pernambucano pela anistia aos exilados, pelas eleições diretas e as belíssimas campanhas eleitorais pós regime militar.

- Como se vê hoje?

Hoje, aposentado do serviço público, dedico parte das horas à direção da Associação dos Funcionários do Banco Central, à presidência do Sindicato da categoria, e a convivência com filhos e neta. Sinto-me útil, pois, além disto, atuo em projetos na associação dos moradores do meu bairro e na Federação Pernambucana de Xadrez.


- Quais os planos para o futuro?


Aposentado, com a vida estabilizada, com atividades suficientes para não me sentir ocioso e me dedicando a ações que me dão prazer, como xadrez e associação dos moradores do bairro, os planos não estão formatados. Considero que estão em aberto, e neles se incluem o acompanhamento do crescimento dos netos, assistência à minha mãe e filhos, convivência com os irmãos e encontro com amigos.


Recife, 27/09/2009

O tempo é invenção e não consumo - por José do Vale Pinheiro Feitosa

A circunferência transporta,
E o quadrado fixa.
Como teu ânimo de viajante,
Ou a placidez domiciliar.

Hoje de mãos numa ampulheta,
Contas o estoque do teu tempo.
Teu olhar perplexo ao sol poente,
Esqueceste as nascentes das manhãs.

Entre vaguear e encerrar,
Habita tua religiosidade política.
Que consome teu tempo em trabalho,
Mercadoria para a força capital.

Quão longe se encontra de ti mesmo,
Tua alma se escravizou em mercadoria.
És fonte não renovável do lucro,
Um balde vazio desprezado na lixeira.

Olha que tudo em ti são fantasias,
Lantejoulas do grande desfile produtivo.
Esquece teu pesar de escravo,
Rompa os grilhões sutis das idéias.

Abra os olhos para o próximo segundo,
Que não existe a não ser que o faças.
O tempo não é mercadoria estocada,
É o inevitável do movimento vida.

Rompa teus corpos geométricos,
Trace no ar os arabescos do encéfalo.
Respire os tijolos do tempo,
Abduza os velhos roteiros do trabalho.

Parabéns, César Augusto !

Ele é libriano, mora na Flórida, é membro do Cariricaturas, e é nosso amigo. Falo do César Augusto , que hoje está aniversariando.

O que desejar-lhe , se nem desconfio dos seus desejos?

Por empatia , espero que seja completamente feliz, ainda nesta vida. Que esta idade nova, renove as suas esperanças, e fortaleça o seu coração de um amor forte, sereno e pleno.

César Augusto é um dos colaboradores mais presentes desse espaço. Já interagiu com muitos de nós, já ganhou nossa amizade !

Desconfio que seja brasileiro, noutro país, e que tem vontade de ganhar a cidadania cratense. Com certeza já caiu no Vale do Cariri, em pensamentos !


César, receba o nosso abraço !


Cariricaturas.

A poesia de Everardo Norões



DECLARAÇÃO

Sou
apenas
uma pequena nuvem,
ela me disse:
uma nuvem
que se encaminha
para o sul,
sempre o sul.
Ou, se quiseres,
uma brisa,
ela me disse;
uma brisa aquecida
no desvelo dessa pele.
Ou apenas
uma sombra,
ela me disse:
uma minúscula
sombra de ti mesmo,
desfazendo-se
em negro e cinza,
morrendo
como a palavra esquecimento.
Sou apenas
um resto de ti,
ela me disse,
uma gota
partida de teu sangue,
o trovejar de teu murmúrio.
Sou apenas
a vertente do segredo,
ela me disse:
os móveis da casa,
a ladeira,
a rua,
um rio
que se deita na paisagem.

Sou apenas
uma pequena nuvem,
ela me disse:
um som,
um soluço,
uma nave
desorientada no teu céu.

Everardo Norões

Dia do Cantor

Como qualquer outra profissão, a de cantor não foge ao trinômio "esforço, dedicação e perseverança", que rege o caminho do sucesso. Ser cantor não é simplesmente saber cantar; é sentir a música, sofrer e se alegrar com ela. O cantor precisa, acima de tudo, entender o propósito do compositor no momento em que a música foi escrita, e passar para o público esse sentimento. O verdadeiro cantor precisa manter suas características individuais mesmo quando interpreta a música de outro artista. Precisa ter empatia com o público e ter consciência de que sua função é passar uma mensagem, fazendo uso da beleza melodiosa de sua voz.
Dia do Cantor


Quem canta seus males espanta, já diz o ditado popular. Além de espantar os males, é capaz de reunir multidões.
Brasília, 13/07/2008 - E é por isso que o cantor faz tanto sucesso: no uso de sua bela voz, diverte o público e ajuda a trazer a lembrança momentos, pessoas, lugares. Alguns comemoram o dia do cantor no dia 13 de julho, outros consideram o dia 27 de setembro. Mas para o vocalista isso não importa: o que vale é celebrar, cantar.

Na música, um cantor, ou vocalista, é o músico que canta, ou seja, usa a voz como seu instrumento musical. Um cantor principal, ou solista, é aquele que canta a voz primária de uma música, enquanto o cantor de apoio (ou, o grupo coral) canta a voz de apoio (ou, a parte do canto coral) de uma música.

A Lei Nº 3.857, de 22/12/1960, dispõe sobre a regulamentação do exercício da profissão de músico e para tal foi criada a Ordem dos Músicos do Brasil. É ela que exerce, em todo o país, a seleção, a disciplina, a defesa da classe e a fiscalização do exercício da profissão do músico, mantidas as atribuições específicas do respectivo sindicato.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) reconhece a ocupação como 'Músico intérprete cantor' e registra atualmente 797 em todo o país. Número pequeno para a multidão de profissionais que se vêem nos bares, festas e shows. Isso porque muita gente acha que para ser músico não precisa ter registro. Embora não seja obrigatório, o registro é importante para aqueles que desejam seguir a carreira.

http://www.afaiterj.org.br/index.php/noticias/367-dia-do-cantor.html

Aniversário - Álvaro Campos( Fernando Pessoa)

Aniversário

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no fim do corredor da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Para, meu coração!
Não penses, deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.

Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)

Litoral - Por Lúcio Alcântara



O vento sopra o sal das eras
No rosto crestado dos homens.
Desenha bizarros relevos,
Desvela vestígios de vida,
Sepulta os mortos de novo
No cemitério encoberto.
Beija suave a superfície
Úmida das coisas.
A água no seio dos morros
Irrompe sutil
Em olhos negros de linfa.
Incrustados em tórridas areias
Evaporam lágrimas
No rumo do céu.

Lúcio Alcântara
foto : Clark Little

Clark Little - O fotógrafo das ondas - Colaboração de Monalissa Figueirêdo








"Um ex-surfista americano agora se dedica a uma atividade inusitada: fotografar ondas de dentro delas.
Clark Little, de 39 anos, começou a fazer as imagens depois que sua mulher manifestou o desejo de ter uma foto para decorar a casa do casal, no Havaí.
Há dois anos, ele vive do dinheiro que ganha com a venda das fotos.
"O mar é minha segunda casa e eu amo o que faço", disse Little. "Não existe para mim aquela sensação de encarar o trabalho como uma obrigação."
O fotógrafo conta que para obter as melhores imagens, ele utiliza uma câmera capaz de obter até dez fotos por segundo.
As ondas que ele encara variam entre 90 cm e 4,5 m.
Muitas vezes, ele chegou a ser arremessado a até 10 m de distância de sua localização original.
"Sempre existe um risco para mim, por conta da força e tamanho das ondas. Mas minha experiência como surfista me deixa à vontade para encarar as ondas sem medo", afirmou. "

Meu Coração é um Almirante Louco ( Ah ! Um Soneto )



Ah, um Soneto...

Meu coração é um almirante louco
que abandonou a profissão do mar
e que a vai relembrando pouco a pouco
em casa a passear, a passear ...

No movimento ( eu mesmo me desloco
nesta cadeira, só de o imaginar)
o mar abandonado fica em foco
nos músculos cansados de parar.

Há saudades nas pernas e nos braços.
Há saudades no cérebro por fora.
Há grandes raivas feitas de cansaços.

Mas — esta é boa! — era do coração
que eu falava... e onde diabo estou eu agora
com almirante em vez de sensação? ...

( 12-10-1931 ? )

Álvaro de Campos - Livro de Versos . Fernando Pessoa.
(Edição crítica. Introdução, transcrição, organização e notas de Teresa Rita Lopes.)
Lisboa: Estampa, 1993. - 148.

O poder das emoções sobre o coração - Por Cilene Pereira

Alegria, raiva, tristeza, ansiedade, paixão. A ciência começa a explicar como os sentimentos podem proteger ou piorar a saúde cardíaca

GANHO Segundo Bacal, bons sentimentos ajudam na fabricação das protetoras endorfinas
O coração é o símbolo das emoções. É como se todos os nossos sentimentos por ele passassem e nele deixassem suas marcas, as boas e as ruins. Milenar, essa concepção tem servido de matéria-prima para os poetas ao longo da história. Agora, a ciência está mostrando que a influência das emoções sobre o coração vai muito além da beleza da poesia. Novas pesquisas começam a revelar que amor, raiva, alegria, irritação, tristeza e toda a vasta gama de sentimentos experimentada pelo ser humano promovem modificações orgânicas de tal dimensão que podem contribuir de maneira decisiva para o vigor ou a falência do órgão. Pela primeira emovez, essas descobertas dão as pistas do real peso das emoções sobre a saúde cardíaca. E forma-se pelo mundo uma corrente de especialistas que defende a inclusão de sentimentos como ansiedade e depressão na lista dos fatores de risco para males cardiovasculares. Eles estariam ao lado do colesterol, da hipertensão, do sedentarismo e de outras ameaças conhecidas.


No ritmo certo
A secretária Sueli Balbino Ponte, 52 anos, enfrentou fortes sintomas de síndrome do pânico por mais de 20 anos. “Era assustador. Sentia um aperto no coração e ele batia de um jeito que parecia que ia sair pela boca. Cheguei a pensar que morreria”, relembra. Ela já não saía mais de casa quando foi se tratar na Universidade Federal de São Paulo. “Fiz terapia e sessões de biofeedback, um exame que ajuda a entender como o corpo e o coração reagem às emoções”, conta. “Também aprendi exercícios de respiração para controlar a ansiedade e os batimentos cardíacos. Recuperei minha qualidade de vida”, conta Sueli.

O risco da ansiedade
Empiricamente, médicos e cientistas intuíam, há décadas, que os sentimentos tinham um papel na manifestação das enfermidades cardíacas. Eles baseavam suas inferências nas observações que faziam da evolução dos pacientes, que podia ir melhor ou pior de acordo com o estado emocional. Há cerca de cinco anos, porém, começaram a surgir os primeiros estudos mais consistentes confirmando a associação entre a mente e o coração. Hoje, os trabalhos sobre o tema se multiplicaram e apresentam resultados tão coincidentes quanto preocupantes. Tome-se como exemplo os mais recentes. Na edição de janeiro do jornal do Colégio Americano de Cardiologia - uma das entidades mais importantes da área - está publicado um artigo revelando que a exposição crônica à ansiedade e aos outros sentimentos a ela conjugados, como o medo, eleva em 30% a 40% a chance de um indivíduo saudável sofrer um infarto. "O risco que constatamos diz respeito somente à ansiedade. Está além do que poderia ser explicado pela pressão arterial, obesidade, pelo fumo ou outros fatores", explicou à ISTOÉ Biing-Jiun Shen, coordenador do trabalho e professor de psicologia da University of Southern California, onde o estudo foi realizado. As conclusões foram baseadas em avaliações feitas em 735 homens saudáveis, acompanhados durante 12 anos.

Outros trabalhos intrigantes dizem respeito ao papel da depressão. Há três meses, médicos do departamento de psiquiatria da Universidade de Colúmbia (EUA) divulgaram estudo no qual mostram que a doença praticamente triplica o risco de morte após um infarto. E no início do mês, cientistas de instituições americanas reconhecidas mundialmente, como Universidade de Harvard, de Yale e da Clínica Mayo, publicaram um artigo no Journal of Affective Disorders revelando que os efeitos negativos da doença sobre o coração permanecem mesmo após cinco anos. "Achávamos que a influência era mais forte até os primeiros seis meses depois do infarto. Mas não foi isso o que descobrimos", explicou Robert Carney, professor da Universidade de Washington e líder do estudo.

As investigações sobre o impacto da presença concomitante de ansiedade e depressão são ainda mais assustadoras. É possível ter uma idéia de quanto essa combinação pode ser uma bomba para o coração a partir de trabalhos como o da Universidade de Montreal, no Canadá, publicado na edição de janeiro do Archives of General Psychiatry. Após entrevistar 804 portadores de doença coronariana sob controle, os cientistas verificaram que aqueles que se mostravam ansiosos e depressivos apresentavam o dobro de possibilidade de sofrer um novo infarto em comparação aos que não manifestavam as mesmas emoções. Mas há outros dados preocupantes na pesquisa. "Descobrimos também que os pacientes cardíacos são mais depressivos e ansiosos do que a população em geral", contou à ISTOÉ Nancy Frasure Smith, coordenadora do trabalho.

Do cérebro ao músculo cardíaco
Ao mesmo tempo que crescem as evidências da atuação dos sentimentos sobre o coração, aumentam as investigações para elucidar de que maneira eles interferem no mecanismo cardíaco. Trata- se de uma pesquisa refinada, que se vale das ainda não muito numerosas informações sobre como se dão as ligações entre o cérebro, onde os sentimentos são processados, e o coração. Por enquanto, o que se sabe é que as emoções, tanto as boas quanto as ruins, disparam no cérebro dois processos. "O primeiro é o envio de sinais elétricos ao músculo cardíaco, via sistema nervoso. Isso vai repercutir no ritmo dos batimentos", explica Ricardo Monezi, professor de fisiologia do comportamento da PUC/SP e pesquisador da Universidade Federal de São Paulo. "O segundo é a produção de uma cascata de substâncias químicas que terão impacto em várias estruturas do coração", afirma.

Embora os caminhos sejam os mesmos, as repercussões irão variar de acordo com a natureza da emoção. Até este momento, conhece-se mais o que ocorre quando elas são negativas. Irritação, mágoa e tristeza, por exemplo, causam a redução do calibre dos vasos sangüíneos, provocando a elevação da pressão arterial. Também há aumento da freqüência cardíaca. Só estes dois fatores já obrigam o músculo cardíaco a trabalhar mais. E se essa situação se torna crônica, o desgaste fica maior.


Fonte : revista ISTOÉ

O 27 de Setembro e Francisco Alves - Por : Norma Hauer


Mais uma vez, lembrando Francisco Alves.
Falei sobre ele em 19 de agosto, data de seu nascimento, mas quero relembrar o dia 27 de setembro de 1952, quando ele faleceu, de desastre automobilístico, na Rodovia Dutra, vindo de São Paulo.

No domingo, dia 28, todas as emissoras de rádio transmitiram só músicas cantadas por ele. Aguardava-se a chegada Seu Corpo, para o sepultamento no dia seguinte.

Manhã de 2 ª feira, 29 de setembro de 1952 ... Um féretro grande (o primeiro em que se usou um carro do Corpo de Bombeiros) atravessa as ruas do Rio de Janeiro, da Cinelândia (Câmara Municipal) onde seu corpo foi velado ( havia morrido queimado) até o Cemitério São João Batista acompanhado de uma multidão a pé cantando ...

"Adeus Adeus, adeus ...
Cinco letras que choram
Num prelúdio de dor.
Adeus, adeus, adeus,
É como o fim de uma estrada
Cortando uma encruzilhada.
Ponto final de um romance de amor.

Quem parte, tem os olhos rasos dágua
Ao sentir uma grande mágoa
Por se despedir de alguém.
Quem fica, também fica chorando
Com o coração penando
Querendo também partir "

Foi no velório de Francisco Alves que, pela primeira vez, a Câmara Municipal abriu seu salão para o velório de um cantor e também foi, o primeiro féretro realizado em um carro do Corpo dos Bombeiros, seguido com o povo a pé, até o Cemitério de São João Batista.

Foi algo inesquecível!

A forma como Francisco Alves morreu foi um choque para seus admiradores, que eram milhões.
Aqueles três dias, o sábado, o domingo ea segunda-feira transformaram o Rio na cidade de Francisco Alves.

Quando se esperava aquele momento em que ao soarem "os carrilhões dando como 12 badaladas, ao se encontrarem os ponteiros na metade do dia, os ouvintes se encontram com Francisco Alves, o Rei da Voz" (como uma locutora Lúcia Helena abria seus programas todos Domingos OS)

Naquele domingo, 28 de setembro de 1952, tal como outras foram badaladas: transformaram-se em um grande Requien.

... E a segunda-feira foi o adeus!
Norma Hauer

Dia Mundial do coração

Hoje é comemorado o Dia Mundial do Coração. E a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso) aproveita a data para alertar a população sobre as doenças causadas pelo excesso de peso, que coloca em risco a saúde desse órgão.
Para isso, foi desenvolvida a Campanha Nacional de Combate à Obesidade, uma iniciativa que, dentre outros objetivos, pretende chamar a atenção da população sobre a melhor forma de prevenir o surgimento de doenças cardiovasculares por meio de uma vida mais saudável. .
De acordo com a Abeso, mudanças nos hábitos de vida, principalmente com a introdução de exercícios físicos regulares e uma alimentação balanceada, ajudam a diminuir o risco de problema cardiovascular, que, segundo o Ministério da Saúde, é a primeira causa de morte entre a população brasileira: 31,5% dos óbitos no País.


Fonte:Abeso

Trato com o Crato- Por: Ulisses Germano


O Crato tinha índios

Rios limpos, muitas fontes

Mas veja o que a especulação fez !

Anda triste pelos cantos

Com as fachadas rachadas

Nas tradições rechaçadas

Da parede quyebrada

Do café Cinelândia


Embora tudo isso acontecendo

Por ar e graça de uma estética alienada

De um provincianismo tacanho e rústico

O Crato não perdeu o encanto

Que o desencanto de muitos

Ainda consegue enxergar

Pífanos de uma aldeia extinta

Reisado de águas passadas


Não quero me apronfundar

Quando cheguei o estrago estava feito:

Índios na praça enterrados

Relíquias dos Cariris roubados

Ruas de nomes adulterados

Rio transformado em canal

Sinhá D'Amora passando mal

A morte do sapoti de Pe. Lauro ...


Oh, Crato do Cariri !

Que ainda me faz sorrir

Com os amigos que construí

Faço agora um trato contigo

Não tenho saudade do antigo

Mas serei eternamente grato

Por ter comido no mesmo prato

De Correinha e Mestre Aldemir !


Ulisses Germano

Coisas que todos querem saber, mas tem vergonha de perguntar


Quem é pior:
Micheletti ou Zelaya?

Desafio - Leia e participe !!!


Observe a foto ( de Ricardo Saraiva)e aventure-se a entrar em seu domínio, em sua essência...

Socorro e eu (Claude) sempre temos em mente que a interatividade entre amigos que colaboram e/ou passeiam pelo nosso Cariricaturas é algo que certamente torna o contato e o convívio neste espaço muito mais prazeroso. Essa interatividade pode acontecer de várias formas. Usamos as trovas bem nos primeiros dias do Cariricaturas, mas agora veio-nos uma nova idéia para provocar e desafiar os demais.

Hoje o desafio é o seguinte: será postada uma foto e você, colaborador e/ou amigo é convidado a escrever nos comentários a sua impressão ou o sentimento que lhe causa esta foto.

Acreditamos que seja esta uma forma de interagirmos como num bom papo, numa boa prosa.
Não deixe de participar. Sua presença é ouro.

(Uma simples frase, uma trovinha, um mini-texto estas são formas de colaborar)
Vamos lá ! "mão na massa"!
Estamos esperando! Ei, cadê você?

Cariricaturas

Respostas ao Desafio - (Pérolas nos bastidores)- Cariricaturas

Pérolas nos bastidores
Foto - desafio


Claude Bloc disse...
Poderia ser mais um dia comum, mas as flores vieram. As flores de setembro, as flores do destino. E virão novas flores a cada dia de espera.

Entre as flores a vida: os pássaros. Papagaio faroleiro, falador. Desejando a você vida longa, longa vida. Florida!

Socorro Moreira disse...
Meus olhos esperam por eles,
e quando setembro chega,
meus olhos se enternecem neles
- Ipês !
Róseo,amarelo, branco
Que importa a cor, e o canto ?
O Cariri sabe prendê-los !
Heládio emudeceu um papagaio
Trocou a zuada da casa
pela gaiola do mato
Sem café, sem farelos de milho
Nas pétalas floridas
ele faz a poesia
- Louro , meu louro ...
Aprenda a chamar saudade
de alegria !

Cesar Augusto disse...
Se essa papagaia (estou assumindo que seja papagaia), vai passar o resto da vida calada e com olhar de paisagem, é necessário que vocês tomem uma decisão drástica e ensinem a essa cabeça dura a falar alguma coisa.
Eu já me cansei de tentar, mas não consegui convencê-la, mas vou seguir tentando:
Lorinha do meu coração, repita comigo: "quero sorvete de chocolate"

Corujinha Baiana disse...
Era setembro...
E como sempre acontece,
Ela chegou.

Vestida de flores,
Exalando aromas
Tingindo de cores a natureza.

O homem parou...
A mulher parou ...
A criança, todos
Pararam para vê-la.

Diante tanta beleza,
Até o papagaio se encantou.
E ele que andava triste e mudo,
Soltou a voz e disse:

-Seja bem-vinda,Primavera!
O jardim é todo seu!

Quiche Lorraine (para seu domingo)

A quiche lorraine é um prato da culinária francesa. É uma tradicional receita da Lorena, região ao nordeste da França.

É uma torta de queijo salgada coberta com uma mistura de nata e ovos, toucinho (bacon) pimenta do reino e noz moscada. A quiche lorraine é normalmente servida quente como prato principal. Seu uso como entrada ou em coquetéis tem se tornado comum.
.
Essa sofisticada torta salgada conquistou o mundo de norte a sul, com seu sabor distinto e sua praticidade.
.
É uma boa receita para um dia de domingo. Vamos nessa?
.
Quiche Lorraine (receita da Mamy)

MASSA

200 g de farinha de trigo
90 g de manteiga
1 ovo
1 colher de sopa de água
pitada de sal

RECHEIO

1 e 1/4 de xícara de creme de leite
3 ovos
6 fatias de bacon
100 g de queijo gruyére (ou parmesão) ralado
sal e pimenta do reino
noz-moscada

MODO DE FAZER

Comece a preparar a massa, colocando a farinha de trigo em um plano de trabalho e abrindo um buraco no meio. Bata levemente o ovo com a água e o sal. Coloque no centro da farinha e acrescente a manteiga gelada cortada em cubos. Misture com a ponta dos dedos até a massa ligar.

Deixe descansar por 20 minutos. Pré-aqueça o forno em médio. Abra a massa com um rolo e forre fundo e laterais de uma assadeira com aro removível 23 cm de diâmetro aproximadamente por 2 cm de altura. Com um garfo faça alguns furos no fundo da massa e leve para assar por 7 minutos. Pique grosseiramente o bacon e leve a uma frigideira para dourar levemente. Retire e coloque em papel absorvente.

Bata ligeiramente os ovos e acrescente o creme de leite. Tempere com sal, pimenta-do-reino e noz moscada. Retire a massa do forno e arrume sobre ela o bacon frito e o queijo cortado em cubos pequenos ou ralado bem grosso. Cubra com o creme de ovos e leve ao forno para assar. Asse por cerca de 30 minutos ou até o recheio firmar e a torta estar levemente dourada. Deixe esfriar um pouco antes de cortar, sirva com salada verde.
.
Outra receita de Quiche Lorraine:

Recheio:

3 ovos
200 ml de natas (creme de leite)
6 fatias de bacon
3 colheres de sopa de queijo gruyére (ou parmesão) ralado
Sal a gosto
Pimenta a gosto
200 ml leite

Massa:

1 copo de farinha de trigo
100 g de manteiga
1 pitada de sal
4 colheres de sopa de água
.
Bon apetit, mes amis !
.