Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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domingo, 1 de novembro de 2009

Luzes da Ribalta - Charles Chaplin

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?

Charles Chaplin

Sorri quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos vazios

Sorri quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador

Sorri quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados doridos

Sorri vai mentindo a sua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz

Charles Chaplin



Sonetos ao Pai - Augusto dos Anjos

I
A meu Pai doente.

Para onde fores, Pai, para onde fores,

Irei também, trilhando as mesmas ruas...

Tu, para amenizar as dores tuas,

Eu, para amenizar as minhas dores!

Que coisa triste! O campo tão sem flores,

E eu tão sem crença e as árvores tão nuas

E tu, gemendo, e o horror de nossas duas

Mágoas crescendo e se fazendo horrores!

Magoaram-te, meu Pai?! Que mão sombria,

Indiferente aos mil tormentos teus

De assim magoar-te sem pesar havia?!

- Seria a mão de Deus?! Mas Deus enfim

É bom, é justo, e sendo justo, Deus,

Deus não havia de magoar-te assim!
II

A meu Pai morto

Madrugada de Treze de Janeiro,

Rezo, sonhando, o ofício da agonia.

Meu Pai nessa hora junto a mim morria

Sem um gemido, assim como um cordeiro!

E eu nem lhe ouvi o alento derradeiro!

Quando acordei, cuidei que ele dormia,

E disse à minha Mãe que me dizia:

"Acorda-o"! deixa-o, Mãe, dormir primeiro!

E saí para ver a Natureza!

Em tudo o mesmo abismo de beleza,

Nem uma névoa no estrelado véu..-

Mas pareceu-me, entre as estrelas flóreas,

Como Elias, num carro azul de glórias,

Ver a alma de meu Pai subindo ao Céu!

III
Podre meu Pai! A Morte o olhar lhe vidra.

Em seus lábios que os meus lábios osculam

Microrganismos fúnebres pululam

Numa fermentação gorda de cidra.

Duras leis as que os homens e a hórrida hidra

A uma só lei biológica vinculam,

E a marcha das moléculas regulam,

Com a invariabilidade da clepsidra!...

Podre meu Pai! E a mão que enchi de beijos

Roída toda de bichos, como os queijos

Sobre a mesa de orgíacos festins!...

Amo meu Pai na atômica desordem

Entre as bocas necrófagas que o mordem

E a terra infecta que lhe cobre os rins!

(Eu, 38)

Um domingo, no clima de finados - por Socorro Moreira


Mais uma vez não visitarei a casa dos mortos. Fico na casa dos desterrados. Aposento limitado , cheio de fantasmas , zoada do futebol na TV, cochichos nos e-mails. Passei um tempo na rua. Um almoço que não era o meu; companhias ávidas por batata frita ; vontade de achar o que é meu. A cidade entristecida pelas velas de finados ; rosas guardadas, terços retirados das caixas.

Ah, meu pai, se eu pudesse resgatar tua presença ! Resgataria com certeza , outras a mais. Porisso acredito na promessa do juízo final, na ressurreição da carne, e na comunhão dos santos...!

O Carircaturas tem poder agregador. Haverá noutro plano um blogue de mesma natureza, se formando ? Aqui é um ensaio , um planejamento de reunião definitiva, mesmo que a gente não enxergue o corpo, não escute a voz, nem dispare o coração , no contato de todas as horas. São as nossas almas que, enfileiradas, e com espontaneidade vão se aproximando , e ficando !

Ninguém vê - Por Claude Bloc


Reinvento caminhos
no céu dessa noite quente,
Estrelas existem
Estão presentes.
ninguém vê!

Coso o céu e o mar
no fundo do meu peito quente,
Sei que o amor existe.
Está presente.
ninguém vê!
Texto por Claude Bloc
Imagem: Google Imagem

My Fair Lady -

George Bernard Shaw


G. Bernard Shaw (ele detestava o "George" e nunca o assinava, nem pessoal nem profissionalmente) nasceu no ano de 1856 em Dublin, dentro de uma família de classe média, descendente de protestantes escoceses. Seu pai era um comerciante falido, com problemas de alcoolismo e de vesgueira (que o pai de Oscar Wilde, famosso cirurgião de Dublin, tentou corrigir sem êxito); sua mãe era cantora profissional, discípula particular de Vandeleur Lee, um professor muito conhecido pela originalidade de sua metodologia e abordagem no ensino do canto.

Quando Shaw completou dezesseis anos, sua mãe abandonou o marido e o filho, para viver com Vandeleur Lee em Londres, juntamente com a irmã mais velha de Shaw, Lucy (que posteriormente viria a ser uma grande cantora lírica). Shaw ficou em Dublin com seu pai, terminou seus estudos (que detestava profundamente) e foi trabalhar como funcionário público em uma repartição (que detestava tanto quanto a escola).

Assim, não era por acaso que as peças de Shaw, principalmente "Misalliance", estavam sempre
impregnadas de relações problemáticas entre pais e filhos: crianças que cresciam longe dos pais; filhos abandonados, órfãos, herdeiros adotados; pais que exigiam injustamente obediência e afeto dos filhos, etc.

Em 1876, Shaw deixa Dublin e seu pai, mudando-se para Londres, onde passa a viver com a família de sua mãe. Morou com a mãe e a irmã enquanto fazia carreira na área de Jornalismo e Letras. Seu primeiro trabalho criativo foram obras em prosa; escrevera cinco romances (o primeiro deles apropriadamente intitulado "Immaturity"), sem publicá-los. Lia vorazmente nas bibliotecas públicas e na sala de leitura do Museu Britânico. Envolveu-se com a política progressiva. Ao fazer comícios em praça pública na Hyde Park e nas reuniões socialistas, aprendeu a superar seu medo de falar em público e a não gaguejar. E, para atrair a atenção das massas, desenvolveu um estilo discursivo enérgico e agressivo, que é nitidamente percebido em todos os seus textos.

Fundou, com Beatrice e Sidney Webb, a Fabian Society, uma organização que visava transformar a Grã-Bretanha num estado socialista, sem revolução mas por uma legislação progressiva e sistemática, com base na persuasão e na educação das massas. A Fabian Society viria a contribuir mais tarde para a fundação da Escola de Economia de Londres e do Partido dos Trabalhadores. Shaw dava palestras na Fabian Society e escrevia panfletos sobre arte progressiva, que incluiam "The Perfect Wagnerite", uma interpretação do Anel de Nibelungo de Wagner, e "The Quintessence of Ibsenism", baseado em uma série de leituras sobre o teatrólogo progressivo norueguês Henrik Ibsen. Paralelamente, como jornalista, Shaw trabalhou como crítico de arte e crítico musical (assinando sob o pseudônimo "Corno di Bassetto") e, posteriormente, de 1895 a 1898, como crítico teatral para a "Saturday Review", onde seus artigos eram assinados com as iniciais "GBS".

Em 1891, a convite de J.T.Grein, empresário, crítico teatral e diretor de uma sociedade
progressiva para novas peças teatrais, The Independent Theatre, Shaw escreveu sua primeira
peça, "The Widower's Houses". Ao longo dos doze anos seguintes, produziu mais de uma dúzia de peças, embora quase sempre falhasse em persuadir os donos dos Teatros de Londres a produzi-las. Algumas foram encenadas em outros páises; uma delas (Arms and The Man) foi produzida sob os auspícios de um administrador experimental; outra (Mrs.Warren's Profession) foi censurada pelo examinador de peças de Lord Chamberlain (funcionário civil que, de 1767 a 1967, era encarregado da censura de todos os dramas encenados na Inglaterra); muitas de suas peças foram exibidas em apresentações únicas por sociedades privadas.

Em 1898, após uma enfermidade séria, Shaw se aposentou como crítico teatral e se mudou da casa de sua mãe (onde ainda vivia) para se casar com Charlotte Payne-Townsend, uma irlandesa financeiramente independente. O casamento (que possivelmente não chegou a ser sexualmente consumado) durou até a morte de Charlotte, em 1943.

Em 1904, Harley Granville Barker, ator, diretor e teatrólogo, vinte anos mais novo que Shaw, que apareceu numa produção privada de "Candid", de Shaw, foi nomeado para dirigir o Teatro da Corte de Sloane Square, em Chelsea (longe da "Teatrolândia" no movimentado West End), transformando o local num teatro experimental, especializado em dramas atuais e progressivos. Durante quase um ano, Barker produziu três peças de Shaw (que levavam oficialmente o nome de Barker como diretor, mas eram efetivamente dirigidas por Shaw). Shaw começou a escrever novas peças, levando especialmente em consideração a interferência de Barker. Nos dez anos seguintes, apenas uma das peças de Shaw (Pigmalião, em 1914) foi produzida por Barker, ou por seus amigos e colegas de outras organizações de teatro experimental na Inglaterra. Com os direitos autorais, Shaw, que se tornara independente financeiramente através do casamento, ficou rico. Ao longo da década, permaneceu atuante na Fabian Society, no governo da cidade (era membro do sociedade de St. Pancras em Londres) e nos comitês encarregados de eliminar o rigor da censuara na dramaturgia e de fundar um Teatro Nacional subsidiado.

A eclosão da guerra em 1914 mudou a vida de Shaw. Para ele, a guerra representava a queda
do sistema capitalista, o último suspiro dos impérios do século XIX e um trágico desperdício
de jovens, tudo sob a égide do patriotismo. Expressava suas opiniões em uma coluna jornalística, intitulada "Consenso sobre a Guerra". Esses artigos se transformaram em um desastre para a imagem pública de Shaw: ele passou a ser tratado como um despatriado num país que adotara como seu, falava-se até em traição. Parou de produzir suas peças e só conseguiu escrever uma única grande peça durante os tempos da guerra, "Heartbrake House", onde projetava sua amargura e desesperanças sobre a política e a sociedade britânica.

Após a guerra, Shaw recuperou sua força e reputação como dramaturgo, produzindo uma série de cinco peças sobre a "evolução criativa", "Back to Methuselah" e "Saint Joan", em 1923. Em 1925, ganhou o prêmio Nobel de Literatura. (Como não precisava do dinheiro, doou o prêmio para a produção inglesa do dramaturgo suíço August Strindberg, que nunca recebera um Nobel pela Academia Suíça). As peças de Shaw eram produzidas e reencenadas regularmente em Londres. Várias companhias teatrais nos Estados Unidos também começaram a produzir com freqüência suas peças, antigas e recentes (especialmente o Guild Theatre de Nova Iorque e o Hedgerow Theatre, em Rose Valley, PA, que se tornou internacionalmente conhecido por promover as peças de Shaw e do dramaturgo irlandês Sean O'Casey). No final de 1920, foi lançado um festival de Shaw na Inglaterra (em uma cidade chamada Malvern, por coincidência).

Shaw viveu o resto de sua vida como celebridade internacional, viajando pelo mundo e sempre envolvido com política externa e interna. (Visitou a União Soviética, a convite de Stalin, e esteve rapidamente nos EUA, a convite de William Randolph Hearst, pisando em terra firme por duas únicas vezes, uma para a palestra no Metropolitan Opera House, em Nova Iorque, e outra para almoçar no castelo de Hearst, em San Simeon, California). E continuou a escrever milhares de cartas várias peças.

Em 1950, Shaw caiu de uma escada, quando enfeitava uma árvore em sua propriedade em Ayot St. Lawrence, na cidade de Hertfordshire, arredores de Londres, vindo a falecer poucos dias depois das complicações do acidente, com 94 anos de idade. Ele estava trabalhando em uma nova peça (Why she Would Not). Em seu testamento, legou boa parte de seus bens a um projeto voltado para a reforma do alfabeto inglês. (Apenas um volume foi publicado com o novo "Alfabeto de Shaw": uma edição paralela de seu "Androcles and the "Lion"). Após o fracasso do projeto, os bens foram repartidos entre outros beneficiários de seu testamento: a Galeria Nacional da Irlanda, o Museu Britânico e a Academia Real de Artes Dramáticas. Os direitos autorais das peças de Shaw (e do musical My Fair Lady, baseado em "Pigmalião") contribuíram para estabilizar os orçamentos dessas instituições a partir de então.

O corpo de Shaw foi cremado. Desejava que suas cinzas fossem misturadas com as de sua esposa, Charlotte, que falecera sete anos antes, e espalhadas em vários cantos de seu jardim. Durante sua longa carreira, Shaw escreveu mais de 50 peças.
traduzido de: http://www.english.upenn.edu/~cmazer/mis1.html

Pier Paolo Pasolini



Pier Paolo Pasolini era filho de Carlo Alberto Pasolini, militar de carreira, e de Susanna Colussi , professora do primeiro grau, natural do Friuli, Casarsa della Delizia, ao norte da Itália.

Pier Paolo Pasolini era um artista solitário. Antes de ficar famoso como cineasta tinha sido poeta e novelista. Entre seus livros mais conhecidos estão Meninos da Vida, Uma Vida Violenta e Petróleo (livro).

De porte atlético e estatura média, Pasolini usava óculos com lentes muito grossas, realizou estudos para filmes sobre a Índia, a Palestina e sobre a Oréstia, de Ésquilo, que pretendia filmar na África (Apontamento para uma Oréstia Africana). Era homossexual assumido.

Seus filmes são muito conhecidos por criticarem a estrutura do governo italiano (na época fortemente ligado à igreja católica), que promovia a alienação e hábitos conservadores na sociedade. Além disso, seu cinema foi marcado por uma constante ligação com o arcaísmo prevalecente no homem moderno.

Prova disso é a obra Teorema (Filme), em que um índividuo entra na vida de uma família e a desustrutura por inteiro (cada membro da familia representa uma instituição da sociedade).

Dirigiu os filmes da Trilogia da Vida com conteúdo erótico e político: Il Decameron, I Raconti di Canterbury e Il fiore delle mille e una notte. Pasolini, em um determinado momento da sua vida, renegou esses filmes, afirmando que eles foram apropriados erroneamente pela insdústria cultural, que os classificava como pornográficos.

Essa trilogia foi filmada na Etiópia, Índia, Irã, Nepal e Iêmen. Os filmes eram mal dublados em italiano. Pelo conteúdo pretensamente classificado como erótico, foi proibido nos Estados Unidos e só foi exibido na década de 80. No Brasil só foi exibido após a abertura política.

Gostava de trabalhar com atores amadores e do povo.

Foi assassinado em 1975, seu corpo tinha o rosto desfigurado e foi encontrado em uma praia tranquila em Ostia. Os motivos de seu assassinato continuam gerando polêmica até hoje, sendo associados a crime político ou um mero latrocínio. O cineasta foi assassinado por um garoto de programa, que segundo as autoridades italianas, tinha o intuito de assaltá-lo. Porém existe um estudo bem minucioso de âmbito acadêmico, que ostenta a questão do crime político.

Wikipédia

Luchino Visconti

Luchino Visconti di Morone nasceu em 2 de Novembro de 1906 em Milão, «quando a cortina subiu no Scala», como ele próprio dizia. Filho de Giuseppe Visconti, duque de Modrone, e de Carla Erba, herdeira de uma ffortuna feita na indústria química, sendo um dos sete filhos do casamento, que durou até 1924, tendo tido uma infância bastante privilegiada.

Durante sua juventude contactou com importantes intelectuais e artistas, como o maestro Toscanini, o compositor Puccini e o escritor D'Annunzio. Como é natural, interressou-se desde cedo pela música e pelo teatro, mas também pelos cavalos, que se tornaram uma paixão. Tendo feito o seu serviço militar em 1926 na arma de cavalaria, passou a criar cavalos puro-sangue destinados às corridas de cavalos, logo que foi desmobilizado, de 1928 a 1936, não pensando em muito mais do que isso. Quando este interesse começou a esmorecer, e depois de ter realizado uma viagem à Alemanha, foi viver para Paris tornando-se amigo de Coco Chanel. A costureira apresentou-o ao realizador Jean Renoir com quem trabalhou brevemente no filme Une Partie de campagne, realizado em 1936, experiência que fez com que se interessasse seriamente pelo cinema. Nesta época, em que a Frente Popular governou em França, Visconti, que tinha sido um apoiante do fascismo, aderiu ao comunismo.

Em 1937, Visconti passou por Hollywood antes de regressar a Roma. Já Itália participou no filme de Renoir La Tosca, que terminou com o auxilio do assistente do realizador francês, devido ao regresso deste a França com o começo da Segunda Guerra Mundial. A partir de 1940 ligou-se ao grupo do jornal Cinema. Para financiar o seu primeiro filme vendeu algumas jóias da família. Ossessione de 1942, uma adaptação não autorizada do livro de James M. Cain O carteiro toca sempre duas vezes, teve dificuldades com a censura fascista, mas o resultado foi um enorme sucesso em Itála. No fim da Segunda Guerra Mundial Visconti permitiu que seu palácio fosse utilizado como centro de comando secreto por membros da resistência comunista, e participou em acções armadas contra os ocupantes alemães. Estas actividades fizeram com que fosse preso pela Gestapo em 1944, durante um curto período de tempo. Vingou-se do tempo passado na prisão quando filmou a execução do chefe da policia política italiana Pietro Caruso, para o documentário realizado em 1945 - Giorni di gloria.

O partido comunista italiano encarregou-o de produzir uma série de três filmes sobre pescadores, mineiros, e camponeses da Sicília, mas só o La Terra Trema - Episodio del mare foi realizado, em 1948. Este filme, juntamente com Rocco e i suoi fratelli, de 1960, que documentam as dificuldades das classes trabalhadoras, foram censorados pelos sucessivos governos de direita que dirigiram a Itália no pós-guerra. Mas, a partir dos anos sessenta, os filmes de Visconti tornaram-se mais pessoais. Talvez os seus trabalhos mais importantes sejam Il Gattopardo [O Leopardo], de 1963, e a Morte a Venezia [Morte em Veneza], de 1971. A adaptação exuberante do romance de Giuseppe di Lampedusa, saído em 1958, que retrata o declínio da aristocracia siciliana durante o Risorgimento, era um assunto que lhe estava próximo devido à história da sua família.

Não sendo o mais fácil dos diretores (a actriz Clara Calamai afirmou que era «um senhor medieval com chicote»), Visconti granjeou mesmo assim o respeito dos seus actores. Apesar de ser conhecida a maneira como tratou Burt Lancaster durante a rodagem do Leopardo, este actor afirmou que Visconti era «o melhor director com quem trabalhei até agora ... um sonho para um actor".

Luchino Visconti encenou diversas peças de teatro, incluindo obras de Jean Cocteau e Tennessee Williams. Era tão famoso como director de ópera como o era como realizador de cinema, sendo reconhecido o seu trabalho com Maria Callas, que afirmou que fora Visconti que a ensinara a representar.

Abertamente bisexual, como o seu pai, os filmes de Visconti têm poucas personagens explicitamente homosexuais, embora haja frequentemente nos seus filmes um erotismo encapotado de teor homosexual. Favoreceu sempre actores principais atraentes, tais como Alain Delon, e a sua obsessão no fim da vida foi pelo actor austríaco Helmut Berger que dirigiu no filme La caduta degli dei [A queda dos deuses] (1969), Ludwig (1972) e Grupo di famiglia in un interno (1974).

O seu hábito de fumar (até 120 cigarros por dia) provocou-lhe um ataque de coração, que lhe debilitou bastante a saúde, mas recuperou o suficiente para fazer L'Innocente antes de morrer em Roma em 1976. O funeral de Luchino Visconti teve a presença do presidente italiano Giovanni Leone e do actor Burt Lancaster. Houve quem ridicularizasse o estilo de vida de Visconti - opulento é o mínimo que se pode dizer -, já que era reconhecidamente marxista. Salvador Dali afirmou sarcásticamente que o realizador «era um comunista que só gostava do luxo». Visconti explicou a um repórter americano em 1961, que «eu acredito na vida, isso é o essencial ... e acredito numa sociedade organizada. E penso que tem hipóteses.

Netsaber

Morte em Venezan( Luchino Visconti, 1971)- Thiago Macêdo Correia


Gustav von Aschenbach é um músico determinado a fazer de sua obra a busca incessante pela perfeição. A criação da beleza é, não somente o objetivo, quanto todo caminho. Mas segundo um amigo de Aschenbach a beleza não pode ser criada, ela simplesmente existe. E assim sendo seria a busca de Aschenbach algo totalmente vão – e, por sua vez, sua vida. A visita com propósitos de descanso à Veneza revelará para Aschenbach a mais terrível das surpresas: a beleza personificada. E com ela a obsessão apaixonada, um amor impossível, a decadência gradativa e a finitude do ser.

Luchino Visconti realiza uma obra verdadeiramente irretocável. É possível notar o cuidado absoluto de Visconti em cada plano do filme, em cada movimento concebido exaustivamente (nos extras do DVD há um breve documentário sobre o trabalho do diretor), o que torna Visconti o maior esteta que já pisou na Terra e os planos de Morte em Veneza ainda mais impressionantes que de outro filme que prima pela tal beleza, Barry Lyndon. E com o filme de Kubrick este guarda uma semelhança feliz: o uso do zoom. Visconti não ousa aproximar sua câmera de seu personagem e ele nos coloca na posição de voyeur (mesma do personagem diante do mundo ao redor), quebrando a observação geral para nos aproximarmos relativamente de Aschenbach. Mas ao mesmo tempo que essa aproximação é incentivada, ela revela também um caráter de ironia daquele ser que Aschenbach se torna com o desenvolver do filme. Em determinado momento o músico expõe em palavras uma força interior que ele já não mais era capaz de guardar, mas sua figura só é capaz de causar um tristeza absoluta. Acompanhamos Aschenbach e entendemos seu possível estado interior por meio da música extraordinária que permeia todo o filme (poucas falas, longos silêncios), mas seu declínio é dificultado pela estruturação extraordinariamente complexa do filme. Visconti relativiza o tempo e o espaço e muitas vezes é difícil manter a convicção que antes havíamos sustentado, diante de alguma constatação. Até mesmo a paixão por Tadzio é algo inteiramente ambíguo, dentro da tênue limite entre a obsessão pela perfeição e a impossibilidade do alcance. Seguimos um caminho terrível com Aschenbach, sem nenhuma concessão possível; tudo é a desgraça da destruição. A cólera que invade decompõe com muito mais fervor o homem que ama do que corpos menos vorazes pela plenitude. Assim, a impossibilidade da última visão de Tadzio é, sem dúvida alguma, a cena mais bonita do cinema e numa proporção equivalente, uma das mais tristes também.

Morte em Veneza é o filme maior de um gênio, um filme absoluto sobre o amor e o filme definitivo sobre a beleza. Ainda que terrivelmente cruel.



Eu te amo- Chico, Tom e Telma Costa

Pensamento Para Novembro.

Que novembro venha com calor
mas que suportemos.
Que novembro nos traga pelo menos
uma chuva, como aquela de outubro.
Que caiam os primeiros Pequis do meu
quintal.
Que novembro nos dê alguns presentinhos:
Alegria, amor, risos, gargalhadas, paz, visitas
agradáveis (risos)...
Conformação, compaixão, conscientização,
firmeza.
Que apezar de todo calor novembrino, vejamos
ainda um certo verde, azul,amarelo, roxo, os
passarinhos, um ventinho aqui, acolá. Nos es force-
mos, vamos ser feliz de qualquer forma este mês.

Happy November!!!!!!

Tom e Edu - Luiza

Marieta Severo


Marieta da Paixão Severo da Costa (Rio de Janeiro, 2 de novembro de 1946) é uma atriz brasileira. Estreou no teatro com a peça Feitiço de Salem em 1965, ao mesmo tempo que protagonizava na televisão a telenovela O Sheik de Agadir, e, no cinema, a comédia Society em Baby-Doll. Foi casada com o compositor Chico Buarque, com quem teve três filhas (Sílvia, Helena e Luísa). Uma delas, Sílvia, seguiu a mesma carreira da mãe.

Filha de um desembargador, Marieta Severo iniciou-se no teatro em 1965 com as Feiticeiras de Salém. Em 1968, participou do musical Roda Viva, que criticava abertamente o regime militar, e entrou na mira dos agentes de segurança nacional.

À época dos anos de chumbo, acompanhando o marido no lançamento de um álbum em Roma, e grávida de Sílvia, Marieta recebeu notícias de como andava a situação no Brasil e foi aconselhada a não retornar; passou alguns anos neste "auto-exílio" em Roma. Uma curiosidade, é que somente Sílvia, sua 1ª filha, tem outra nacionalidade já que todas as outras filhas são brasileiras e Sílvia, italiana.

De volta ao Brasil, ganhou o o prêmio de melhor atriz no Festival de Gramado de 1986 pelo conjunto de trabalhos: O Homem da Capa Preta, de Sérgio Rezende, Com licença, eu vou à luta (1985), de Lui Farias e Sonho sem Fim (1985), de Lauro Escorel Filho. Anteriormente atuou em filmes como Chuvas de Verão (1978), de Cacá Diegues.

Foi protagonista de "Carlota Joaquina, princesa do Brazil", dirigido por Carla Camurati, um marco da retomada do cinema nacional de qualidade.

No filme "As três Marias" faz uma mulher forte que tem seu marido e dois filhos brutalmente assassinados. Ela convoca então as três filhas para cada uma delas procurar um matador e vingar o pai.

No filme, "Cazuza - O Tempo Não Pára" interpretou Lucinha Araújo, mãe de Cazuza.

No teatro, a peça "A Dona da História" fez muito sucesso, e Marieta viajou por várias cidades brasileiras. O sucesso transformou a obra em filme também contracenado pela atriz.

No teatro, com mais de 40 anos de palco, foi premiada duas vezes com os prêmios Mambembe e Molière e uma vez com o Prêmio Shell.

Demorou a se firmar como intérprete de televisão. Seu primeiro sucesso foi como a "princesa-assassina" de "O Sheik de Agadir"; mas só se consagraria no meio televisivo a partir dos anos 1980, vivendo personagens marcantes como a perigosa e ambiciosa Catarina de "Vereda Tropical" Rede Globo, de 1984/1985, de Carlos Lombardi; a nobre Madeleine de "Que Rei Sou Eu?", também Rede Globo, de 1989, de Cassiano Gabus Mendes); a perversa Elvira de Deus nos Acuda, da Rede Globo, de 1992/1993, de Sílvio de Abreu; e a simpática e sofisticada Alma, de Laços de Família, também da Rede Globo, de 2000/2001, de Manoel Carlos).

De 2001 até os dias atuais, Marieta trabalha no seriado "A Grande Família", exibido às quintas-feiras pela Rede Globo, no qual interpreta brilhantemente a dona-de-casa Dona Nenê, ao lado de Marco Nanini.

Marieta é reconhecida pela crítica como uma das mais competentes atrizes em todos os segmentos de atuação: o palco, o cinema e a TV.

Com o falecimento da atriz Leila Diniz em acidente aéreo em 1972, Marieta Severo criou sua filha Janaína até que o pai, Ruy Guerra, se refizesse da perda.
Apoiou Luiz Inácio Lula da Silva durante todas as suas candidaturas presidenciais, incluída a última em 2006, quando vários artistas decidiram deixar de apoiá-lo em razão do escândalo que ficou conhecido como "mensalão" . Severo fez parte do coro que, em 1989 cantou o jingle "Lula Lá" durante o horário eleitoral gratuito do candidato.
wikipédia

Visitante - foto by Heládio Teles Duarte


Neste fim de semana, tivemos a grata visita de Melque Teunas. No Pimenta´s, Paulo, Marciano, Rommel, Nêgo Teo, Melque e Luzimar .

Faça a sobremesa ... !



Ingredientes


Massa:


2 colheres ( sopa) de margarina

2 colheres (sopa) de óleo

1 ovo inteiro

2 colheres rasas (sopa) de açúcar

1 pitada de sal

1 colher rasa (sopa) de fermento em pó

Farinha de trigo até a massa desgrudar da mão.


Creme:


1 lata de leite condensado

1 lata de creme de leite

3 gemas

3 copos de leite

1 colher (sopa) de maisena

2 caixinhas de morangos

1 gelatina de morango


Modo de Preparo


Em primeiro lugar faça a gelatina conforme o modo de preparo, e deixe-a na geladeira porque na hora do uso ela deve estar em ponto de clara de ovo pois se estiver líquida, a gelatina penetrará na massa
Depois faça o creme, junte todos os ingredientes e mexa até levantar fervura e voce ver que ele está bem cremoso, cuidado para não deixar empelotar ou grudar no fundo da panela, mexa bastante sem parar
Na hora do uso ele deve estar já frio ou levemente morno
Agora faça a massa junte todos os ingredientes e quando ela estiver no ponto forre um pirex de médio a grande, os mais fundos são melhores
fure a massa com um garfo e asse em fogo médio entre 10 a 15 min
quando dourar está boa, cuidado para não deixar queimar pois a massa fica fina


Montagem da torta:


Massa assada no pirex, deixe esfriar um pouco
Coloque o creme
Os morangos cortados na transversal, coloque eles sobre todo o creme
Agora coloque a gelatina já em ponto de clara, assim ela ficará na superfície
Levar à geladeira por no mínimo 4 horas

Agenda - Por Ana Cecília S. Bastos


Decididamente não me interessam as vãs soluções,

nem as posições corretas

- essas respostas que a gente busca na opinião informada,

antes de conferir os próprios desejos;

tem os dados que o banco ou a polícia já guardam por ofício,

nem como envelhecemos igual

- por força não da idade, mas do hábito.


De todas as perguntas,

só quero reter a centelha.


Desejo saber a que horas do dia encontro no céu esse azul de

............................................................................agora.

Desejo saber a que horas da vida há esse sorriso nos olhos

.......................................................................dos filhos.

Desejo saber quanto dura a paixão pela vida.



Ana Cecília

Foto do dia : A Família Figueirêdo

Foto do acervo de Magali

Resposta ao Desafio

Liduina Belchior disse...
Percebo uma arco-íris de roupas ou tecidos,
secando ao som da brisa,
que às vezes vem mais suave...

Noutras, vem em forma de vento.

Mãos humanas fizeram

algum tipo de trabalho com elas.

E seja qual for, tem suma importância,

pois existe uma história atrás daquele varal.



Socorro Moreira disse...
Vida comum.
Dona de casa, patroa...
Família é caso sério
Suja toda a sua roupa.
Sol, água, anil ...
e essa firmeza de cores ?
O cheirinho de limpeza,
que vai cobrir nosso corpo.
Prometem bons sonhos,
esses lençóis coloridos...
- Prometem noites de amores !

Blandino, o padroeiro dos santos amigos !


Hoje é dia de todos os santos : dia de Sta. Magali , Santa Claude, Sta Glória, Sta Help, Sta Stela ,Sta Edilma , Sta Rosineide , Sta Maria Amélia, São Sávio, São Zé Flávio, Sto .Heládio, São Blandino ,Sto do Vale, e todos os outros !

Hoje é dia da gente pedir graças, uns aos outros: a graça da arte, a graça do sorriso, a graça da paciência, a graça do humor, a graça da prosperidade, a graça do conto, a graça da poesia,a graça da sensatez, a graça da lucidez, a graça da amizade !
Um dia de consciência maior !

Lima Barreto

Afonso Henriques de Lima Barreto era mestiço, filho de um tipógrafo e de uma professora , que morreu quando ele tinha apenas sete anos. Estudou no Colégio Pedro 2o e depois cursou engenharia na Escola Politécnica. Ainda estudante, começou a publicar seus textos em pequenos jornais e revistas estudantis.

Com o agravamento do estado de saúde de seu pai, que sofria de problemas mentais, abandonou a faculdade e passou a trabalhar na Secretaria de Guerra, ocupando um cargo burocrático. Grande cronista de costumes do Rio de Janeiro, Lima Barreto passou a colaborar para diversas revistas literárias, como "Careta", "Fon-Fon" e "O Malho".

Seu primeiro romance, "Recordações do Escrivão Isaías Caminha", foi parcialmente publicado em 1907, na Revista Floreal, que ele mesmo havia fundado. Dois anos depois, o romance foi editado pela Livraria Clássica Editora. Em 1911, Lima Barreto publicou um de seus melhores romances, "Triste Fim de Policarpo Quaresma", e em 1915, a sátira política "Numa e a Ninfa".

Lima Barreto militou na imprensa, durante este período, lutando contra as injustiças sociais e os preconceitos de raça, de que ele próprio era vítima. Em 1914 passou dois meses internado no Hospício Nacional, para tratamento do alcoolismo. Neste mesmo ano foi aposentado do serviço público por um decreto presidencial.

Em 1919 o escritor foi internado novamente num sanatório. As experiências deste período foram narradas pelo próprio Lima Barreto no livro "Cemitério dos Vivos". Nesse mesmo ano publicou a sátira "Vida e Morte de M. J. Gonzaga de Sá", inspirada no Barão do Rio Branco, e ambientada no Rio de Janeiro.

Lima Barreto candidatou-se em duas ocasiões à Academia Brasileira de Letras. Não obteve a vaga, mas chegou a receber uma menção honrosa. Em 1922 o estado de saúde de Lima Barreto deteriorou-se rapidamente, culminando com um ataque cardíaco. O escritor morreu aos 41 anos, deixando uma obra de dezessete volumes, entre contos, crônicas e ensaios, além de crítica literária, memórias e uma vasta correspondência. Grande parte de seus escritos foi publicada postumamente.

UOLEDUCAÇÃO

Pensamento para o Dia 01/11/2009


“As pessoas imaginam que a espiritualidade significa meditar em Deus, banhar-se em águas sagradas e visitar santuários, mas esse não é o significado correto da espiritualidade. A espiritualidade consiste em destruir a natureza animal no homem e despertá-lo para sua consciência Divina. A espiritualidade pressupõe reconhecer que suas múltiplas capacidades emanam do Espírito, e não da mente, utilizando-as, então, para obter força espiritual. A espiritualidade significa reconhecer que todos os poderes vêm do Divino.”
Sathya Sai Baba

Dia de todos os Santos


A festa do dia de Todos-os-Santos é celebrada em honra de todos os santos e mártires, conhecidos ou não. A Igreja Católica celebra a Festum omnium sanctorum a 1 de novembro seguido do dia dos fiéis defuntos a 2 de novembro. A Igreja Ortodoxa celebra esta festividade no primeiro domingo depois do Pentecostes, fechando a época litúrgica da Páscoa. Na Igreja Luterana o dia é celebrado principalmente para lembrar que todas as pessoas batizadas são santas e também aquelas pessoas que faleceram no ano que passou. Em Portugal, neste dia, as crianças costumam andar de porta em porta a pedir bolinhos, frutos secos e romãs.

No Brasil o dia de "Todos os Santos" é celebrado no dia 01 de novembro e o de "Finados" no dia 02 de novembro. O dia de todos os santos, no Brasil dito: dia de finados [errado porque a celebração é a mesma e com a mesma designação em toda a Igreja, com o objetivo de suprir quaisquer faltas dos fiéis em recordar os santos nas celebrações das festas ao longo do ano]. Esta tradição de recordar (fazer memória) os santos está na origem da composição do calendário litúrgico, em que constavam inicialmente as datas de aniversário da morte dos cristãos martirizados como testemunho pela sua fé, realizando-se nelas orações, missas e vigílias, habitualmente no mesmo local ou nas imediações de onde foram mortos, como acontecia em redor do Coliseu de Roma. Posteriormente tornou-se habitual erigirem-se igrejas e basílicas dedicadas em sua memória nesses mesmos locais.

O desenvolvimento da celebração conjunta de vários mártires, no mesmo dia e lugar, deveu-se ao facto frequente do martírio de grupos inteiros de cristãos e também devido ao intercâmbio e partilha das festividades entre as dioceses/eparquias por onde tinham passado e se tornaram conhecidos. A partir da perseguição de Diocleciano o número de mártires era tão grande que se tornou impossível designar um dia do ano separado para cada um. O primeiro registo (Século IV) de um dia comum para a celebração de todos eles aconteceu em Antioquia, no domingo seguinte ao de Pentecostes, tradição que se mantém nas igrejas orientais.

Com o avançar do tempo, mais homens e mulheres se sucederam como exemplos de santidade e foram com estas honras reconhecidos e divulgados por todo o mundo. Inicialmente apenas mártires (com a inclusão de São João Baptista), depressa se deu grande relevo a cristãos considerados heróicos nas suas virtudes, apesar de não terem sido mortos. O sentido do martírio que os cristãos respeitam alarga-se ao da entrega de toda a vida a Deus e assim a designação "todos os santos" visa celebrar conjuntamente todos os cristãos que se encontram na glória de Deus, tenham ou não sido canonizados (processo regularizado, iniciado no Século V, para o apuramento da heroicidade de vida cristã de alguém aclamado pelo povo e através do qual pode ser chamado universalmente de beato ou santo, e pelo qual se institui um dia e o tipo e lugar para as celebrações, normalmente com referência especial na missa).

Segundo o ensinamento da Igreja, a intenção catequética desta celebração que tem lugar em todo o mundo, ressalta o chamamento de Cristo a cada pessoa para o seguir e ser santo, à imagem de Deus, a imagem em que foi originalmente criada e para a qual deve continuar a caminhar em amor. Isto não só faz ver que existem santos vivos (não apenas os do passado) e que cada pessoa o pode ser, mas sobretudo faz entender que são inúmeros os potenciais santos que não são conhecidos, mas que da mesma forma que os canonizados igualmente vêem Deus face a face, têm plena felicidade e intercedem por nós. O Papa João Paulo II foi um grande impulsionador da "vocação universal à santidade", tema renovado com grande ênfase no Segundo Concílio do Vaticano.

Nesta celebração, o povo católico é conduzido à contemplação do que, por exemplo, dizia o Cardeal John Henry Newman (Venerável ainda não canonizado): não somos simplesmente pessoas imperfeitas em necessidade de melhoramentos, mas sim rebeldes pecadores que devem render-se, aceitando a vida com Deus, e realizar isso é a santidade aos olhos de Deus.

wikipédia

sábado, 31 de outubro de 2009

Para o domingo, uma receita fácil - GRATINADO DE JERIMUM E CARNE SECA

Ingredientes:

1 kg de (jerimum) abóbora
1 kg de carne seca
1 cebola grande fatiada
1 copo de requeijão
2 xícaras de leite
1 colheres de sopa rasa de amido (maisena)
1 colheres de sopa de queijo ralado
200 gramas de queijo mussarela
2 colheres de sopa de manteiga
Sal e pimenta a gosto

Preparo:

Cozinhe a abóbora, corte em cubos médios e espalhe sobre um refratário untado com um pouco de manteiga. Aqueça a manteiga e frite a carne seca, acrescente a cebola e refogue tudo muito bem. Espalhe a carne sobre a abóbora. Misture o leite com o amido e leve ao fogo. Quando engrossar, tempere com sal e pimenta e coloque o queijo ralado e o requeijão. Misture tudo muito bem e despeje no refratário sobre a carne seca e a abóbora. Cubra tudo com queijo e leve ao forno para derreter o queijo.


Só isso! Para quem gosta de jerimum, é só provar e se deliciar...
Bom domingo!
.

Novembro - Por Claude Bloc

Fui à varanda, esta madrugada,
a tempo de ver novembro chegando,
num cavalo alado
numa nuvem azul.
A noite era tranqüila...
No Crato, saudade e silêncio!

Texto por Claude Bloc

Desafio : sabem quem é esse gatinho ?


Gilberto Braga- (pra quem aprecia novela)



Gilberto Tumscitz Braga (Rio de Janeiro, 1 de novembro de 1946) é um autor de telenovelas brasileiro.

Nascido no bairro carioca de Vila Isabel, na juventude recebeu a influência dos pais para cursar a carreira diplomática, idéia esta que foi abortada antes mesmo de ser concretizada. Freqüentou o Colégio Pedro II e em 1968, imigrou a Paris durante alguns meses devido a uma bolsa de estudos, mas voltou ao Brasil pouco tempo depois.

Sua novela de 2007, Paraíso Tropical, foi indicada ao Emmy 2008 na nova categoria de melhor novela. O International Emmy Awards, ou simplesmente Emmy, é o equivalente ao Oscar da televisão internacional.

Na maioria de suas novelas, ocorreu um assassinato misterioso nos capítulos finais.
Início da carreira e adaptação de romances famosos
Gilberto trabalhou como professor de francês e também na imprensa carioca, como crítico de teatro (no jornal O Globo, durante cinco anos) e cinematográfico. Estreou como autor televisivo em 1973, quando assinou dois casos especiais: As Praias Desertas e Feliz na Ilusão, na mesma época em que atuou pela primeira vez como novelista. Desenvolveu em parceria com Lauro César Muniz a autoria da novela Corrida do Ouro (1974), trabalho do qual se afastaria pela metade devido ao fato de ainda não estar habituado ao ritmo de escrita para a televisão. Gilberto já havia colaborado com Lauro César em Carinhoso (1973) e voltaria a trabalhar com ele em Escalada (1975). Gilberto Braga foi o primeiro autor brasileiro formado exclusivamente para a televisão - jamais escreveu para teatro. Ele foi responsável por algumas adaptações: Dama das Camélias 72 (versão atualizada de A Dama das Camélias, protagonizada por Glória Menezes e Cláudio Cavalcanti), O Preço de cada um (modernização de Misantropo) e Mulher (versão moderna de Casa das Mulheres).

Ele também se notabilizou pelas adaptações de clássicas obras literárias para a televisão. Em 1975, foi responsável pelas adaptações dos romances Helena, de Machado de Assis (que seria adaptada novamente em 1987 pela extinta TV Manchete) e Senhora de José de Alencar, mas o maior sucesso nesse filão foi Escrava Isaura (1976), baseada no romance homônimo de Bernardo Guimarães, cujo êxito foi enorme - durante muito tempo, foi a novela mais vendida de todos os tempos e consagrou mundialmente a atriz Lucélia Santos, então iniciante.

Ainda em 1975, Gilberto Braga colaborou com Janete Clair na autoria da novela Bravo! e a substituiu quando ela teve que preparar outra trama para o lugar de Roque Santeiro, de Dias Gomes, cuja exibição fora proibida pela censura militar no dia da estréia. Com a proibição, ela escreveu então aquele que se tornaria um dos maiores sucessos, a novela Pecado Capital.

A novela Dancin' Days (1978), escrita a partir do esboço A Prisioneira da colaboradora Janete Clair alcançou um grande sucesso, marcada por algumas peculiaridades: a estréia no horário nobre, como autor titular, além de ter sido a primeira novela contemporânea e sem ser uma adaptação de romance consagrado. A trilha sonora internacional, basicamente com canções de discotecas foi um sucesso de vendagem - mais de um milhão e meio de cópias - assim como a nacional - um milhão de cópias, estimulando o crescimento de novas casas do gênero e lançou diversos modismos, como vôos de asa delta e meias de lurex usadas com sandália. A novela foi reexibida em 1980 no Festival 15 Anos, com apresentação de Glória Pires e numa versão compacta (entre outubro e novembro de 1982). Alguns anos depois a novela foi adaptada para romance na coleção Campeões de Audiência - Telenovelas (lançada pela Editora Globo entre 1987 e 1988), assim como Água Viva e Pecado Capital. O livro Água Viva foi lançado por Leonor Bassères baseado nas três mil e duzentas laudas que Gilberto escrevera para a novela.

Seguiram-se outras novelas de sucesso no horário nobre: Água Viva (1980) abordou o cotidiano da classe média-alta no litoral e o windsurfe, causou polêmica por conta do topless e mostrou, pela primeira vez, o baseado na televisão brasileira. Prosseguiu com a novela Brilhante (1981), que discutiu a homossexualidade masculina e romance entre pessoas de diferentes idades. Brilhante foi acusada de plágio de livros e filmes norte-americanos e enfrentou problemas com a audiência, tendo por isso sofrido alterações ao longo da história. O tema de abertura da novela era Luiza, composta por Tom Jobim especialmente para a trama, e cuja letra menciona o cabelo loiro e comprido da protagonista, Vera Fischer. Quando ela apareceu de cabelo curto, o compositor foi o primeiro a protestar. Este polêmico fato foi bastante criticado, e a figurinista Marília Carneiro deu a idéia de usar uma bandana no pescoço, acessório este que virou febre entre o público feminino. Nessa fase também escreveu Louco Amor (1983), que teve a estréia antecipada devido ao término repentino - causado pela morte do protagonista, Jardel Filho, de Sol de Verão (1982), de Manoel Carlos que colaborou, a pedido do próprio Gilberto, na redação do texto de Água Viva - e Corpo a Corpo (1984), inspirada no mito de Fausto, que causou polêmica por debater o racismo, um tema que não foi aceito pelo grande público.

O maior sucesso foi quando ele parou o Brasil com o mistério em torno de quem matou Odete Roitman? (Beatriz Segall), personagem da novela Vale Tudo (1988). O último capítulo da referida telenovela obteve a maior audiência - 86% dos televisores estavam ligados, no qual revelou Leila (Cássia Kiss) como a assassina. A expectativa foi tamanha que a marca de caldos de galinha Maggi, fez um concurso em que premiava quem acertasse o nome do assassino. O venceor recebeu cinco mil cruzeiros, equivalente a três mil e duzentos dólares. O mistério envolvendo uma morte se repetiu na telenovela Celebridade (2003), que perguntava quem matou Lineu Vasconcelos? (Hugo Carvana), no qual a assassina foi Laura (Cláudia Abreu) e já havia sido usado anteriormente em Água Viva, com o bordão quem matou Miguel Fragonard? (Raul Cortez). Em 2007, o mistério foi na novela Paraíso Tropical com o bordão quem matou Taís Grimaldi? (Alessandra Negrini). Vale Tudo também ganhou um remake em espanhol: Vale Todo (2002), com o elenco formado de atores de língua hispânica e foi exibida em parceria com a Rede Telemundo, cadeia de emissoras abertas mais voltada para o público latino.

Gilberto substituiu Sílvio de Abreu a título informal em alguns capítulos na autoria da novela Rainha da Sucata (1990) quando este último precisou se afastar durante algumas semanas devido a problemas pessoais. No mesmo ano atuou como supervisor de texto na novela Lua Cheia de Amor, adaptação de Ana Maria Moretzsohn para Dona Xepa (1977), baseada na peça homônima de Pedro Bloch. Colaborou também na sinopse de Bambolê, de Daniel Más (1987), ambientada nos anos 1950 - assim como a minissérie Anos dourados.

Em 1992 Gilberto Braga substituiu Glória Perez na condução da novela De Corpo e Alma em parceria com a fiel colaboradora Leonor Bassères. Glória se afastou da trama por algumas semanas devido ao assassinato da filha, a atriz Daniela Perez. O primeiro título sugerido para Vale Tudo foi Pátria Amada, o que se tornou inviável por já existir um filme (da cineasta Tizuka Yamazaki) com este nome. Além de refletir sobre os problemas do alcoolismo e lesbianismo (este último, mostrado pela primeira vez de maneira explícita), a novela iniciava uma trilogia onde eram abordadas os temas da honestidade e a corrupção.

O segundo trabalho nesse caminho foi O Dono do Mundo (1991), que teve o objetivo de recuperar a audiência perdida com a antecessora no horário, Meu bem, meu mal, de Cassiano Gabus Mendes. A novela sofreu reformulações pois a trama inicial não havia entusiasmado o público e, em determinados momentos, a novela infantil mexicana Carrossel (do concorrente SBT) e a então novela das sete, Vamp de Antônio Calmon, superaram o Ibope da novela. Desta vez, quem colaborou na condução da história foi Sílvio de Abreu, que deu maior agilidade, o que fez com que a trama fosse recuperando gradativamente a audiência. O Dono do Mundo teve média geral de quarenta e sete pontos, índice considerado baixíssimo para uma novela do horário nobre na época. O maior destaque da novela foi a elogiadíssima abertura, que mostrou imagens de Charles Chaplin no filme O Grande Ditador (1940).

A última obra da trilogia foi Pátria Minha (1994). A novela, que teve o título extraído do poema homônimo de Vinícius de Moraes, enfocou conflitos ideológicos como as questões da moradia, racismo, adultério, virgindade - já abordada em O Dono do Mundo - e primeira experiência sexual, uso de preservativos e diálogo familiar (pais e filhos). Pátria Minha teve média geral de quarenta e seis pontos, dez a menos que a antecessora, Fera Ferida, de Aguinaldo Silva, apesar dos percalços que a produção teve que enfrentar com os atores Vera Fischer e Felipe Camargo, então casados, que foram afastados do elenco, dentre outros motivos, devido a brigas e aos freqüentes atrasos.

A primeira minissérie escrita foi um dos trabalhos mais elogiados e bem-sucedidos: Anos Dourados (1986), dirigida por Roberto Talma. A trama, que foi posta no ar às pressas visando concorrer com o estrondoso sucesso Dona Beija da extinta Rede Manchete, também marcou o retorno às produções ambientadas nos anos 1950, realçado principalmente pela trilha sonora que trouxe diversas canções consagradas da época (escolhidos pessoalmente pelo autor, que pela primeira vez atuou também como produtor musical). Anos Dourados foi reprisada em 1988 e 1990 com cortes - alguns duramente criticados, inclusive na narração do encerramento, que não conta o destino dos personagens principais. A minissérie lançada em DVD em 2003, que não contém a íntegra da série mas é mais completo que a versão apresentada em 1990. Como parte das comemorações dos quarenta anos da Rede Globo, em 2005 o canal pago Multishow apresentou parte da série, também com cortes, sendo em relançado em DVD em 2006 com dois volumes pela Editora Globo.

A minissérie O Primo Basílio (1988), baseada no romance homônimo do escritor português Eça de Queiroz, marcou à volta ao trabalho com adaptações e às produções de época na carreira. A minissérie foi muito elogiada pela Federação das Associações Portuguesas e Luso-Brasileiras e criticada por alguns intelectuais que se opuseram à versão televisva do romance, abordando a cultura portuguesa da literatura de Eça de Queiroz. Quatro anos mais tarde, outra minissérie obteve relevante sucesso: Anos Rebeldes (1992), lançada em livro (com adaptação de Flávio de Campos) paralelamente à exibição na tevê, onde abordava a época da ditadura militar brasileira (1964-1985). Na minissérie, encontrou eco ao povo que ia às ruas pedir o impacheament do então presidente Fernando Collor de Mello, vivendo uma situação política semelhante à discutida na obra. A minissérie foi lançada em vídeo nos anos 1990 e assim como Anos Dourados, teve lançamento em DVD em 2003, também numa versão compacta, e exibição no canal Multishow em 2005. A última minissérie escrita foi a policial Labirinto (1998), protagonizada por Fábio Assunção e Malu Mader.

Ele também supervisionou o texto de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa na elaboração da sinopse e na construção do perfil dos personagens da novela Salsa e Merengue (1996). Além de participarem da minissérie Labirinto, Fábio Assunção e Malu Mader protagonizaram a novela Força de um Desejo (1999), ambientada no século XIX por decisão que a TV Globo tomou depois do grande sucesso de Chiquinha Gonzaga, de Lauro César Muniz, que se passava nessa mesma época. A novela também marcou a volta às produções de época no horário das seis da Rede Globo depois de oito anos. A última havia sido em Salomé (1991), de Sérgio Marques, cujo projeto projeto deveria ter sido desenvolvido por Gilberto, em 1978, tendo ele passado na época para o horário nobre, com Dancin'Days.
Em 1998, Gilberto Braga escreveu a sinopse intitulada Feliz Aniversário, projeto que acabou sendo abortado mas cujas tramas foram aproveitadas na minissérie "Labirinto". À mesma época, foi cogitado um remake da novela Dancin' Days, para comemorar vinte anos de sua estréia, mas por questões de inadequação ao horário disponível - 18 horas - este projeto também acabou sendo descartado pela Rede Globo.
Em 1988, Gilberto Braga escreveu a sinopse de Força de um Desejo juntamente com Alcides Nogueira, cujos títulos provisórios foram Amor Perfeito e Alto da Serra. À época, foram cogitados para o elenco Maria Zilda, Thales Pan Chacon, Castro Gonzaga e Denise del Vecchio.

Na exibição original, Força de um Desejo não alcançou o sucesso previsto, obtendo média geral de vinte e sete pontos no Ibope; segundo conta, o primeiro capítulo teria obtido 30 e o último 40 pontos. Porém, quando reprisada no Vale a Pena Ver de Novo, em 2005, a trama surpreendeu bastante em termos de ibope; inicialmente os números não foram tão espetaculares, pois oscilavam entre 14 e 17 pontos (isso se deveu ao fato de sua concorrente, a novela mexicana A Madrasta, do SBT estar nos últimos capítulos), mas, surpreendemente, os números subiram, passando a se manterem mais firmemente na casa dos 20 pontos, índice satisfatório para as tardes da Globo (foi nesse momento que a emissora diminuiu os cortes de algumas cenas). Alguns capítulos, quando reapresentados, até foram mais além e cravaram a mesma média de audiência que haviam conquistado quando foram originalmente exibidos, em 1999. A reprise foi a primeira novela com legenda para deficientes visuais.

Gilberto Braga é homossexual assumido e casado há 35 anos com o decorador Edgar Moura Brasil. Defende, contudo, que os atores homossexuais que tenham potencialidade para galã devem se manter no armário, para não perder o interesse do público feminino.
A novela Celebridade (2003), que teve o título provisório Fama, um instrumento de divulgação da novela onde o mundo ficcional era tratado como real, ridiculando e colocando em questão o que é ser célebre e o que é ser famoso.Essa novela foi escrita principalmente para comemorar os vinte anos de carreira da Atriz Malu Mäder, de quem o Autor é muito amigo. Na verdade, o suplemento era parte integrante da revista de famosos Quem Acontece. Celebridade teve a sinopse escrita originalmente em 2001, a exibição adiada e consistiu em uma espécie de revisão das antigas obras, com personagens com a mesma característica de outros escritos em trabalhos anteriores, atingiu uma média geral de quarenta e oito pontos, e com o último capítulo com 60 pontos, para revelar Quem matou Lineu Vasconcelos

O mais recente trabalho é Paraíso Tropical (levada ao ar entre 5 de março e 28 de setembro de 2007 com 179 capítulos, sendo portanto a produção do horário de menor duração dos últimos onze anos) - cujo título provisório era Copacabana, em referência ao bairro carioca, onde a história é ambientada e é escrita em parceria com o fiel colaborador Ricardo Linhares, mostrando a público temas importantes e polêmicos, como homossexualidade sem nenhum preconceito, turismo sexual, prostituição - já abordada em O Dono do Mundo, alcoolismo e windsurfe.

Paraíso Tropical é protagonizada por Alessandra Negrini (que passou cinco anos antes longe das novelas), que substituiu Cláudia Abreu, que teve de abandonar o papel ao se descobrir grávida - e Fábio Assunção. Marcou também a volta de Renée de Vielmond às telenovelas - a última da qual ela participou foi Explode Coração, de Glória Perez (1995), e de Daisy Lucidy cuja última foi O Casarão, de Lauro César Muniz. No elenco, Vera Holtz substituiu Joana Fomm na personagem Marion Novaes, pois esta última precisou se afastar por problemas de saúde. Cogitava-se o retorno de Joana Fomm à trama com outro papel. Porém, a hipótese acabou não se consolidando.

A novela seguiu o gênero habitual de suspense de novelas do Gilberto Braga. No capítulo 154 (exibido em quinta-feira, 30 de agosto), houve a morte de Taís Grimaldi (Alessandra Negrini), e o mistério foi levado até o final da novela, com a pergunta Quem matou Taís? Logo após do assassinato principal vieram mais perguntas, como Quem envenenou Marion Novaes? (no capítulo 171, de quarta-feira, 19 de setembro) e Quem matou Lutero? (Edwin Luisi - no capítulo 175, de segunda-feira, 24 de setembro) - todos cometidos sobre o mesmo assassino - Olavo (Wagner Moura).

Paraíso Tropical terminou com uma audiência quase que satisfatória, com média geral de 43,8 pontos, já que a média requisitada para o horário é de 40 pontos. Mas nem tudo foi tristeza. No tempo em que ficou no ar, foi o programa mais visto da televisão brasileira. Nos últimos meses da novela, ela manteve audiência exelente. Alguns dados do Ibope revelaram que se essa audiência dos últimos meses fosse também a audiência do começo, a media geral da novela rondaria os 47 pontos, índice ótimo para o horário. E o melhor de tudo: a novela foi indicada ao Emmy 2008 na nova categoria de melhor novela. O International Emmy Awards, ou simplesmente Emmy, é o equivalente ao Oscar da televisão internacional.

Sua próxima novela está prevista para o fim de 2010, a trama não tem sinopse ainda. Mas o autor já reservou alguns atores como Déborah Secco,Wagner Moura,Ana Paula Arósio,Selton Mello e Glória Pires.


wikipédia

Sem palavras... - Um vulto para ser lembrado !


Foto do acervo de Joaquim Pinheiro

Rocambole de batata com carne moída - receita prática !


Ingredientes :

1/2 kg de batatas
3 gemas
4 colheres (sopa) de farinha de trigo
4 xícaras (chá) de leite
4 claras batidas em neve
1/2 xícara (chá) de queijo parmesão ralado
300 g de carne moída refogada
Molho de tomate
Sal a gosto

Modo de Fazer:

Cozinhe as batatas em água e sal. Escorra e passe pelo espremedor. Misture as gemas com a batata. Junte aos poucos a farinha de trigo, alternando com o leite. Acrescente as claras batidas em neve, sal e o queijo ralado. Misture bem. Coloque numa assadeira retangular untada. Leve ao forno e deixe assar. Tire do forno e vire sobre um pano de prato úmido. Recheie com o refogado de carne moída e enrole como rocambole. Coloque molho de tomate por cima, salpique com queijo ralado e leve ao forno para dourar. Sirva quente.

O Signo de Escorpião - 23 de Outubro a 21 de Novembro

Príncipio: Passivo
Dia: Terça feira
Elemento: Água, Fixa
Pedra: Granada
Parte do corpo: Órgaos genitais e sistema reprodutor
Metal: Ferro
Estação do ano: Primavera (Hemisf. Sul)
Côr: Preto e tons de vermelho
Planeta Regente: Marte e Plutão
Incensos: Eucalipto
Escorpião: O dom da finalidade
Comportamento Geral :
A finalidade através da transmutação.

Como dizia Descartes:"Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."
Pois bem, cabe a Scorpio este olhar de águia que percebe aquilo que se transmuta.
A finalidade que se encontra na essência primordial da vida.

A personalidade Escorpião é a essência do mistério, daquele olhar magnético que te atravessa e te desnuda até a alma.

Nada é superficial com Escorpião.
Aliás, a personalidade Scorpio despreza qualquer coisa próxima ao supérfluo ou mesquinho.

Escorpião legítimo é aquela pessoa oculta num canto da festa que chama a atenção de todos.
De atitude e roupa discreta, não se move - desliza, fala baixinho e você não sabe porque quer ouvir tudo o que êle tem a dizer.

O Escorpião muitas vêzes também não sabe porque - mas êle lida sempre com poder.
O poder da percepção, o poder da intensidade emocional, o poder material, o poder do oculto e, finalmente, as vezes, o poder pelo prazer do poder.

Liderar para o Escorpião é quase que uma sina.
Talvez a sua postura de auto-controle que dá a parecer que nada o abala, o comportamento de discreção e silêncio que transmite confiança e auto-domínio - todos pequenos comportamentos que acabam arrastando a personalidade Escorpião exatamente para onde êle não quer ser lançado: bem alí - no meio de suas próprias intensidades e contradições.

Nada é banal com um Scorpio - esta palavra simplesmente não consta de seu vocabulário.
Sua vida é muito vivida através dos extremos: oito ou oitenta.

Assim. De preferência com poucas palavras - é mais impactante.

Aliás, se eu realmente quiser descrever a personalidade Escorpião, é melhor não falar muito.
Eles não admitem invasões em seu mundo.

O signo de Escorpião e a Amizade
É muito melhor ter um amigo Escorpião do que um inimigo do mesmo signo.

São ótimos amigos.
Sempre prontos para ajudar - êles tem uma capacidade incrível em analisar corretamente os acontecimentos de sua vida.

São capazes de te defender com unhas e garras, caso algum inocente infeliz faça alguma brincadeira a seu respeito que não o agrade.

O signo de Escorpião não é de quantidades - ele busca suas amizades pela empatia mental.
Muito menos, não é de bajulações ou de presença constante.
Ele considera que isto não é ncessário - seus elos de amizades são calcados na confiança mútua.
Por vêzes é difícil convencê-los da reciprocidade. Scorpio nunca confia plenamente.
Caso o Escorpião se decepciona com a amizade, êle simplesmente rompe e se puder - esquece de sua existência.

O signo de Escorpião e o Amor
Pode não parecer, mas a verdade é que os Escorpiões são amantes românticos e sonhadores.
Buscam pela alma gêmea.

O duro é convencer um Escorpião a revelar o amor que sentem.
Chegam a optar por por aquele amor platônico, distante, silencioso e suspirante.

Quando se envolvem, se entregam totalmente.
Capazes de renúncias e sacrifícios pela pessoa amada.
Acreditam no amor eterno, e, por isto mesmo, são tão cativantes.

Gostam de pessoas tranquilas e discretas.

O Scorpio tem muita necessidade de fidelidade, daí a lendária fama de ciumento.

Magias do bem para o dia das bruxas




"Magia para Fortalecer a Aura

Materiais:
Uma vela branca e um incenso de mirra

O que fazer:

Construa um circulo mágico e acenda a vela e o incenso. Fique dentro do circulo voltada para o norte. Usando o dedo do meio da sua mão esquerda, toque seu terceiro olho e diga: ”Espírito da lua”. “Depois toque seu “estomago e diga:” Espírito da terra.” Depois toque seu ombro direito e dia: “ Espírito do mar.” Depois toque no seu ombro esquerdo e diga:” Espírito do sol.”.

Depois junte as mãos como se fosse rezar e aponte para cima com os braços esticados e diga:

“Grande mãe, criadora de tudo, Que o poder de seu amor fique comigo para sempre e faça crescer minha aura com força e poder. Que assim seja, amem.”

Visualize sua aura crescendo e brilhando como ouro e atraindo vibrações positivas. Abaixe as mãos e feche o circulo mágico.

Receita mágica para atrair paz mental.

Materiais:
4 pimentões verdes
1 pepino
1 colher de sobremesa de azeite
1 pedaço de queijo Feta
1 folha de salsa bem picadinha

O que fazer:

Corte a cabeça das pimentas e tire as sementes de dentro, cuidado para não estragar a forma da pimenta. Grelhas até a pele ficar preta. Retire a pele tente deixá-la o mais redondo possível. Reserve.

Descasque e corte o pepino e misture como queijo e a salsa. Depois coloque tudo dentro do pimentão. Enquanto estiver preparando a receita, pense em coisa positivas e tenha pensamentos felizes. Rege-os com o azeite e coloque na geladeira.

Quando você estiver pronta para usá-lo, tire os da geladeira e comece a comer bem devagar. Concentre-se no sabor do pepino e da salsa, tente relaxar e acalmar sua mente, por esse momento não pense em mais nada, só em coisas boas.

Para atrair sucesso

Materiais:
1 vela azul
7 gotas de óleo de olibano
1 pedaço de pedra amestista

O que fazer:

Usando um palito de dente ou uma faca, escreva seu nome (descendo na vela), do outro lado escreva o sucesso que você precisa.
Pingue as 7 gosta de olibano no topo da vela e acenda a vela. Quando a vela começar a queimar os escrito, como cuidado pingue um pouco de cera na pedra ametista.

Deixe a vela terminar de queimar até o fim, e ande com a ametista até conseguir o sucesso esperado. "