Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
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sábado, 21 de novembro de 2009

Escritos Extraídos do Silêncio (I ) por Ana Cecília S.Bastos

[Um tempo de silêncio e prospecção. A pretexto disso, retomo antiga coleção de escritos - extraídos do silêncio.]

Na calada da noite,
esboço um frágil exercício de recolher escritos.

Na calada de mim mesma,
escritos extraídos do silêncio.

Silêncio e mudez.
Fluxo que acontece à minha revelia,
enquanto pastoreio nuvens, deserta de mim,
ausente do concreto.

O chão, impossível sempre.

Véu. Foto de MVítor.
por Ana Cecília

Crato amanhece assim, quando chove na madrugada...- Foto de Heládio Teles Duarte


Teresa Abath disse...
Que coisa maravilhosa,
sinto até o frescor da brisa e
o perfume da mata!
Saudades da minha terrinha!

Liduina Belchior disse...
Quando chove,eu abro a janela ou mesmo a porta e vou olhar .
Depois volto a dormir.
A última vez que curti uma chuva dessa foi no dia 27 de outubro (sei porque registro na
agenda).Eu vibro de alegria.E fico caladinha escutando a música dos pingos da chuva.


Eu nunca sei aonde estou , quando o Crato amanhece brumado.
Eu sempre penso no Crato, quando acordo noutros prados.
Essa ligação com a terra é tão forte,
que sinto na irmandade , uma coisa real...
Amamos-nos : cratenses, cajus, chapada
mangas, seriguela e buriti !
.
socorro moreira

Sonho - Domingos Barroso

Saiba que você
ainda não foi encontrada
ainda continua perdida
na praça, na última fila
do cinema.

...
Saiba que você
ainda é um sonho
um brilhante
no fundo do cano da pia.

Penso em meter a mão
mas só o coração é de látex.

Arranco o olho direito,
lanço minha alma pelo labirinto.

Dois minutos depois,
puxo de volta:

meu olho direito
não me diz coisa alguma
senão "manda agora o esquerdo".

Arranco o olho esquerdo,
lanço minha mente pelo corredor escuro.

Após três minutos,
puxo de volta.

Meu olho esquerdo apenas sussurra
"precisas ver quanta beleza"

...
Saiba que você
ainda é um sonho

e eu sou um lunático
fardado de cáqui
com calo no calcanhar.


por Domingos Barroso

Pensamento para o Dia 21/11/2009


“O progresso do universo está interligado ao progresso do homem. Qualquer desenvolvimento nos campos científico, econômico e social não será de muita utilidade sem a transformação mental. Como podemos gerar essa transformação? Vigiando as paixões e as emoções. Uma vez que a tensão mental é a mais prejudicial à saúde do ser humano, ele deveria aprender a arte de controlar suas paixões e emoções, que causam tensões e estresses. O homem deveria fazer um esforço sincero para levar uma vida serena e pura. Ele deveria compreender a verdade de que os problemas e os tumultos são temporários, como nuvens passageiras. Não há espaço para as agitações surgirem quando se compreende essa verdade. Aquele que compreende essa verdade não permitirá que sua mente oscile pelos sentimentos de raiva, crueldade etc.”
Sathya Sai Baba

--------------------

Albert EINSTEIN:
“O capitalismo suscitou os progressos da produção, mas também os do conhecimento, e não por acaso. O egoísmo e a concorrência continuam infelizmente mais poderosos do que o interesse de todos ou que o senso do dever”(p.97).
“O engenho dos homens nos ofereceu, nos últimos cem anos, tanta coisa que teria podido facilitar uma vida livre e feliz, se o progresso entre os homens se efetuasse ao mesmo tempo que os progressos sobre as coisas. Ora, o laborioso resultado se assemelha, para nossa geração, ao que seria uma navalha para uma criança de três anos. A conquista de fabulosos meios de produção não trouxe a liberdade, mas as angústias e a fome” (p.78).
EINSTEIN, Albert. Como Vejo o Mundo, 3 ed., Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1981.

Unicismo e Pluralismo - por Dra. Sandra Regina

Podemos classificar a medicina de acordo com suas modalidades, a abordagem ou o método terapêutico.

Modalidades:

Segundo a modalidade podemos classificar um médico de generalista, que são Clinico Geral e o Cirurgião Geral, ou especialista, e aqui encontramos uma enorme variedade.

Abordagem

A abordagem do médico poderá ser clinica ou cirúrgica, e existem diversas especialidades que que usam ambas.

Por exemplo, um ginecologista horas utiliza-se de tratamentos clínicos e outras opta pela cirurgia. E mesmo sendo um especialista em ginecologia, como no exemplo, ele pode praticar apenas a modalidade clinica e encaminhar seus clientes a um colega que pratica a especialidade cirúrgica.

Método terapêutico

Os métodos terapêuticos mais usado são o alopático e o homeopático.

Embora possam ser considerados como método terapêuticos a medicina chinesa (que utiliza fitoterapia específica e acupuntura), a medicina ayruvédica (utiliza os princípios da medicina e alimentação indiana), a naturopatia (utiliza-se de plantas medicinais (fitoterapia), banhos, emplastos, alimentação entre outros instrumentos), ortomolecular, hormonioterapia, quimioterapia, radioterapia.

Homeoptaia Unicista e Pluralista

Como homeopata gostaria de falar sobre as duas principais linhas na homeopatia:

O unicista usa um único medicamento, alterando dependendo da ocasião, a sua dinamização e modo de usar; enquanto o pluralista utiliza-se demais de um remédio.

O pluralista pode usar vários remédios em uma única formula (um complexo homeopático) e nesta situação dizemos que é complexista. Quando utiliza-se de vários medicamentos, mas cada um em um frasco diferente, alternando a hora de ingeri-los, chamamos de alternista.

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.

Coisas pelo chão - Por Claude Bloc


Hoje é um dia branco
De vento a vadiar
>.
Vento entrando em meus versos
E o verso a se arrumar
. Vento rasteiro, ligeiro
Pelo chão a passear
. Pela folhagem inquieta
Pela rede a balançar
.Vento danado, enxerido
Joga cabelos ao ar .
.
Vento calado e faceiro
Ventando pelo pomar
.. Vento cismado, exultante
Só ele me faz reparar
o cheiro quente das frutas
essa música pelo ar.
.
Vento arteiro, assanhado
Vento quente de roldão
Passando rente à janela
Espalhando a saudade
Nessas coisas pelo chão.
.

Texto e fotos por Claude Bloc
.

Psicanálise - Lei dos Semelhantes - Psicoterapia- Homeopatia Unicista

O que temas tão distante e dismorfos têm em comum?

O que os aproxima?

O que área da psicologia se aproxima de área da homeopatia e lei dos semelhantes?

O que está acontecendo com o conhecimento, com o vitalismo da lei dos semelhantes e o pensamento com o conhecimento?

O que leva a física quântica se aproximar da homeopatia e a psicanálise/psicoterapia da Homeopatia Unicista?

Primeiro precisamos alicerçar alguns conhecimentos tão distantes e aproximá-los em princípios comuns.

A lei dos semelhantes baseia-se no princípio que semelhante cura semelhante. Quando temos uma totalidade sintomática que traduz os sintomas de um individuo e achamos uma medicação semelhante a esta UNIDADE, este indivíduo a ser tratar, nos diferentes reinos da natureza. Achamos através do medicamento ÚNICO, o medicamento que tendo sintomas semelhantes a seus sintomas mentais, físicos e caracterológicos chegamos ao seu remédio similium.

O que tem em comum em achar um remédio individualizado, único para um paciente e a psicoterapia e psicanálise? TUDO.

Precisamos entender o processo de espelhamento semelhante à lei dos semelhantes.

Retratemos o exemplo bom nos primórdio das civilizações, no caso específico a civilização Grega. Retornemos ao período de Ouro da civilização grega e mais específica ao Período de Péricles. Teatro de Herodes cheio dos atenienses e uma tragédia grega vai acontecer nos palcos e o drama passado no palco todas as ouvintes vão VIVENCIAR em si comparando suas vidas com a tragédia que acontece ali, no momento. Lei dos semelhantes, tragédia vista cura conflitos existente no expectador. Não fica muito diferente da atualidade nas tragédias diárias das telenovelas brasileiras.

A terapia de grupo cura pela lei dos semelhantes sintomas psíquicos e de sua realidade pessoal.

Na homeopatia unicista o biopatográfico é importante, pois retrata o episódio na vida do indivíduo que interferiu e mexeu no seu mental psiquicamente, adoeceu esta pessoa. A homeopatia unicista tentará achar no remédio único o seu conflito gerador,a sua dinâmica pessoal, além de encontrar sintomas caracterológicos do personagem que sofreu o episódio biopatográfico de sua vida e gerador da sua doença. O homem não está separado da sua história, seu socio-histórico está gravado dentro do seu ser. Não podemos separar a Psiquiatria da Cultura onde o homem está inserido. Não existe pedagogia sem Vygotski e outros com segmentos de pensamentos semelhantes.

O vitalismo na Homeopatia Unicista, assim como a Natureza e seus princípios na Medicina da Vida chamam a atenção do Homem as forças curativas que existem em todos os Reinos da Natureza, e estimulando a sua preservação, e influenciando todas as pessoas a realizar uma alimentação viva e hábitos saudáveis com qualidade de vida. VIDA COM SAÚDE E SEM DOENÇAS CRÔNICAS DEGENERATIVAS.

Precisamos desenvolver SAÚDE MENTAL, estimulando hábitos sadios de vida. Citando um grande curador e que desenvolveu na Europa e Países da Escandinávia, na metade deste século, o Movimento Pro Saúde de Are Waerland, dizia que não existem doenças e sim maus hábitos, retirem eles e as doenças desaparecerão. Que são: sal refinado, açúcar industrial, tabaco, bebidas alcoólicas e a proteína animal.

Autor: Mauro Montaury de Souza.

Voltaire - o rei do espírito

Voltaire (1694-1778)
De longe o mais conhecido e celebrado homem de letras do século XVIII, Voltaire foi a própria incarnação do Iluminismo. Vivendo sua longa existência ao largo do Século das Luzes, representou os princípios maiores daquele movimento, engajando-se em grandes causas a favor da tolerância religiosa e a favor da liberdade de expressão, tornando-o um dos mentores indiretos da Revolução de 1789.

O militante das luzes

O Voltaire que projetou-se através dos tempos foi o escritor engajado, o militante do Iluminismo. Neste campo foi o mais preclaro antecessor de Jean-Paul Sartre que, como esse, utilizou-se de todos os meios ao seu alcance (teatro, romances, poemas, ensaios, correspondência ou panfletos) para divulgar suas idéias. A sua personalidade dominou o mundo das letras de todo o século XVIII (tão fabuloso que Saint-Just queria que fosse imortalizado e colocado no Panteão). Tanto é assim que são incontáveis os historiadores, escritores, críticos literários, ensaístas culturais e outros que chamam-no de O Século de Voltaire. Nascido numa tradicional família burguesa em 21 de novembro de 1694, os Arouet, já bem jovem tornara-se devido ao seu espírito ferino na coqueluche dos salões parisienses e, para desgosto dos pais, um familiar do templo dos libertinos.
Embastilhado

Conhecido como autor de poemas picantes e maldosos, termina conhecendo os cárceres da Bastilha e vários exílios. Aos 32 anos de idade chegou a ser furiosamente espancado por asseclas do cavaleiro de Rohan, com quem havia desejado duelar. Uns tempos antes, em 1716, por ter feito um poema satirizando o cavaleiro La Motte e o regente, foi desterrado para Sully-sur-Loire e, em seguida, encarcerado na Bastilha. Foi lá, preso, que ele escreveu La Henriada, uma poema épico em homenagem à tolerância de Henrique de Navarra, o rei Henrique IV dos franceses que foi assassinado por Ravaillac, um católico fanático que o abateu à facadas, por ter assegurado a liberdade religiosa dos huguenotes, os protestantes franceses, por meio do Édito de Nantes, de 1598. Também foi entre aquelas pedras tristes que o cercavam que resolveu mudar o seu nome de François-Marie Arouet para Voltaire.

A Bastilha, a curta "residência" de Voltaire

Um anagrama de arovet le ieune, "Arouet, o jovem". Antes de partir para um curto e proveitoso exílio na Inglaterra, numa hilariante entrevista que tivera com o regente Felipe (que havia despachado a carta ordenando o seu encarceramento) nas Tulherias, pediu a autoridade que, doravante, não mais se preocupasse com sua moradia. A estada entre os ingleses, ainda que só de dois anos, foi-lhe vivificante.
.

Henry Purcell




Henry Purcell é possivelmente o compositor nativamente inglês mais significativo do período barroco. Nasceu a 10 de Setembro de 1659. O pai de Purcell era também músico (na corte de Charles II). Orfão muito cedo foi educado pelo tio.

Começa por cantar no coro mas cedo os seus dotes de compositor e organista revelam-se. Durante muito tempo compoe apenas música sacra para em 1689 compor aquela que se julga ser a primeira opera inglesa que aliás nunca foi exibida ao público durante a vida do compositor.

Henry Purcell morreu muito novo (com apenas 36 anos) mas compôs suficiente para ser considerado um dos maiores compositores ingleses de todos os tempos.

OBRA

Purcell compôs uma única ópera Dido & Aeneas baseada no poema Eneida. Para ilustrar esta obra magnifica escolhemos uma interpretação não menos sublime da meio-soprano inglesa Janet Baker. Verdadeiramente de arrepiar.





sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Engrandecer-se - por Domingos Barroso

Quem tirou minha armadura
não sabia que toda brisa
de planície arenosa
purifica almas -

eis-me renovado
espinhas carnais no queixo

o olhar firme
bem mais contemplativo.

Lavo os pratos,
ouço os devaneios do meu filho

[entre os dentes uma espinha de peixe
me pede mais cuidado com as sensíveis gengivas]

...

Quem arrancou do braço meu escudo
não imaginava que a lua do pântano
encanta nosso lado sombrio

surpreendente como um suspiro
sem nada desejarmos.

Lavei os pratos,
meu filho comeu seu macarrão

e talvez ainda me faltem roubar
os cílios envelhecidos -

muito fracos não caem
orgulhosos se agarram
às últimas remelas.

Os Olhos - Por : Domingos Barroso


Os olhos
não sei bem a cor a dar-lhes

o que mais impressiona
e o sorriso que desvendo

e digo que é um sorriso
mais enigmático que os olhos

não sei bem a força a dar-lhes
mas sinto que os olhos
gêmeos do sorriso

são tão verdadeiros
quanto o encanto
que me atinge
...


Foto: Daniela Moreira

Daniela Moreira tem os olhos da minha mãe ! - por Socorro Moreira


Quando eu era pequena, achava minha mãe tão linda, que um dia cismei que era filha adotiva. Eu não tinha aquele rosto de feições perfeitas, como se tivesse sido feito á lápis.
Hoje observando a leva de netas, descubro que a sua beleza está na geração seguinte. Ainda bem ! Era beleza demais pra ficar escondida, e não ser perpetuada , na sua descendência.
Quando tornei-me adolescente senti um certo prazer em não ser tão bela, e ter herdado o charme do meu pai. Aquele lá era mesmo irresistível... !
Quando fiquei mais velha, percebi que estive sempre fora dos padrões de beleza , e isso me estimulou a ser diferente.
Quando amadureci, descobri que beleza não pôe mesa , e que ela se transforma , irremediavelmente,com o passar do tempo. O que a gente não perde é o brilho do olhar e a ternura do sorriso. Quem faz a beleza é o amor que a gente sente !

Canjica cratense ( curau de milho verde) - para Glória Pinheiro


Ingredientes:
3 copos de leite de gado
12 espigas de milho verde
1 xícara de açúcar
1 colher de manteiga
1 copo de leite de côco
1 pires de queijo ralado
1 pitada de sal.
canela em pó

Preparo:

Corte o milho com uma faca e bata no liquidificador com o leite ou rale e coe espremendo bem. Adoce (1 xícara de açúcar aproximadamente) e leve ao fogo mexendo sem parar ate sentir gosto de cozido. Acrescente o leite de côco e a manteiga.
Coloque numa travessa e polvilhe canela em pó.

Bagaço de Milho - Aproveite-o para fazer um bolo de milho.
Bolo do bagaço do milho
4 ovos inteiros
1 1/2 xícara de açúcar
1 copo de leite de côco
1 copo de leite de gado
2 colheres de manteiga
1 pires de queijo ralado
1 pires de côco ralado
1 xícara de maisena
Bagaço de milho da canjica .
.
Modo de preparo :
Misturar todos os ingredientes no liquidificador .Forma untada e polvilhada

Perfeição - Domingos Barroso

A cruz ao ombro
para que o corpo
permaneça plantado

e a alma não se atreva
além dos céus.

A cruz ao ombro
para que o corpo entenda
da leveza dos sonhos

e a alma não se iluda tanto
com outras verdades.

Não é covardia a mão trêmula,
a companhia enlouquecida dos anjos.

A cruz ao ombro
deixa claro -

é bom viver feito boi
com as patas fincadas

o sol nos olhos
carrapatos na parte de baixo

e muita indiferença.

para um mestre do samba

sim
em completo silêncio aguardamos
também com o peito cheio de dor
aquele samba sobre o infinito

de nada sabemos e por isso calamos
aguardando até hoje
o teu samba sobre o infinito

quebre o silêncio por favor
para que os defeitos deste mundo
não tenham efeito sobre nós
quando ouvirmos bem fundo
o teu samba sobre o infinito

nós que de nada sabemos
e por isso calamos

Francisco Tárrega - 1852 a 1909

Francisco de Asís Tárrega Eixea nasceu em Vila-real, em 21 de Novembro de 1852, em uma casa situada junto ao santuário de San Pascual Baylón. Seus pais, FranciscoTárrega Tirado, e sua mãe, Antonia Eixea Broch, trabalharam como caseiros para as Madres Clarissas.
Devido a ocupação de seus pais, o pequeno Francisco ficou aos cuidados de uma babá.Um dia, Francisco fugiu de sua ama, caindo em um riacho perto de sua casa. Isto lhe causou um forte choque, danificando sua visão para sempre.
Seu pai pensou que Francisco poderia perder completamente a vista, de maneira que se mudaram para Castellón para que participasse de aulas de música e, em caso deficar cego, pudesse ganhar a vida tocando algum instrumento. Foi curiosamente um músico cego, Eugeni Ruiz, quem ensinou a Tárrega suas primeiras lições musicais. E outro cego, Manuel González, também conhecido por "O cego da Marina" foi quem o iniciou no mundo do violão. Este ganhava a vida tocando violão, e sabia muito bem todos os truques para animar a generosidade do público, segredos que ensinou ao jovem Tárrega.
Sua fama começa a crescer e seu sentimento interpretativo cativa o publico. Em 1881 se muda para França. Depois de um maravilhoso concerto em Lyon, chega a Paris onde conhece as personalidades mais importantes da época. Atua em vários teatros, sendo convidado a tocar para a Rainha da Espanha, Isabel II, e prossegue sua viagem até Londres. Dali volta a Novelda para contrair matrimônio com sua prometida Maria Rizo.
Mas a sorte não estava do lado de Tárrega e em Janeiro de 1906 um derrame deixa paralítico a metade esquerda de seu corpo. A recuperação foi lenta e penosa.
Tárrega se recupera e inicia de novo suas turnês. Em Outubro de 1908 sente saudades e volta a Castellón . Daí parte para Novelda em 1909, voltando a Valencia, Cullera e para oferecer alguns concertos. Em Picanya compõe sua última obra, "Oremus",terminada em 2 de Dezembro. Em 3 de Dezembro se sente mal e volta a Barcelona, permanecendo em sua casa da rua Valencia até 15 de dezembro de 1909 de madrugada,quando falece. Seus restos repousam no cemitério de Castellón, onde pode-se visitar seu panteão.

www.violaomandriao.mus.br

TOQUEI SEU ROSTO..

Um dia
toquei seu rosto.
Traços marcantes
Olhar penetrante
Pele macia
Lábios provocantes
O estojo aberto
As côres esperando
O toque das mãos
E a beleza realçando
Aos poucos surgindo
O glamour escondido
Na simplicidade
De uma linda amiga
Toquei seu rosto
A artista fez arte
A amiga fez Diva

O Jogo - Rejane Gonçalves

Procura-nos a Morte quando já somos tão pouco.
Quando o que nos dá a condição, senão a possibilidade de seguir ao lado dessa gente, é apenas um corpo semelhante aos que do nosso lado passeiam. Todavia mover os pés nesse ritmo próprio do caminhar, trotar com essas criaturas de uma calçada à outra, não nos confere a imponência de um puro sangue, nem tampouco oferece à Morte a garantia de que apertará nos braços um indivíduo, ainda, senhor absoluto dos seus restos de sonhos, ânsias e quereres
A Vida matreira e ladina com suas mortes cotidianas, sutis, mas atrozes, a nos infligir, dificilmente entrega um corpo cujo espírito ainda esteja envolto na integridade de suas emoções. Ela que dispõe e impõe, olha da janela envidraçada a ridícula figura da Morte que ao se abaixar para pegar o fardo o faz sempre com a convicção de que o peso a ser suportado vai ser imenso, e ao levantar-se com um urro como que para se ajudar, acaba desequilibrando-se com a leveza da carga. Nesse momento, Vida e Morte, como duas velhas comadres que estivessem em abstinência da companhia mútua, cruzam os olhares ávidos de uma para outra calçada; e gesticulam e gritam e gemem e movem-se como se existisse uma fluidez ao abraço ou à trincheira. As duas comadres enfrentam-se.
E nós somos um leve embrulho arremessado no ar num jogo frenético, destituído do calor das torcidas e da sonoridade das multidões. Bola disforme jogada cada vez com menos precisão de Uma para a Outra, até que a Morte, a mais sensata dentre elas, lembre-se de sua tarefa milenar, bote-nos debaixo do braço e saia praguejando.





Rejane Gonçalves

Quando chove, assim amanhece o Cariri...( 19.11.2009)- Foto de Heládio Teles Duarte

Inspire-se ... Prosa ou Verso , deixe o seu registro !

O CHAMADO QUE VEM DO ESPÍRITO E O ENTARDECER DA VIDA: VIVA A CONSCIÊNCIA ALTERNATIVA!



Todos nós sabemos que um dia teremos que atravessar uma ponte e partir para um outro lugar-consciência-mundo. E ninguém escapa do “trem” que sempre passa nesse nosso mundo familiar e deixa alguns na estação e leva outros para uma travessia numa viagem incomum. Nos acostumamos a aceitar naturalmente que o “trem” passe enquanto estamos em nossas atividades cotidianas automáticas.

É o outro que se vai e não eu! – assim pensa a maioria.

Poucas vezes refletimos sobre o significado desse momento de rompimento com a vida concreta - familiar e social. A dinâmica da vida profissional, ideológica e social não nos dá muitas chances para refletir e sentir.


Na universidade poucas vezes realizamos comentários filosóficos profundos a respeito desses momentos tão incomuns do sol-vida caindo-morrendo no horizonte dos sentidos comuns. Tomamos mais ciência sobre essa questão quando estamos doentes ou diante da perda de um parente ou amigo, ou mesmo diante de uma guerra ou catástrofe inesperada.

Então, nos sensibilizamos da existência da função da morte e do valor da vida, por isso queremos continuar vivos e com saúde (adiando cada vez mais o entardecer da vida) com os nossos membros inteiros e nossos órgãos em perfeito funcionamento mecânico, elétrico e psicológico.

Quando estamos jovens não queremos nem pensar nesse entardecer e decaimento – isso é coisa de velho! – infelizmente pensamos assim.

A cultura do jovem sarado e da juventude moderna, que adora uma aventura e um padrão de comportamento de consumo fácil, cria a ilusão de que a vida é um estado de ânimo e crença na modernidade dos costumes e consumos imediatos e fáceis sem calcular suas conseqüências evolutivas.

Até que chega um dia da prova final e a verdade do Espírito é captada finalmente pelos nossos sentidos e corpos sutis. De repente somos chamados e não conseguimos fingir que não ouvimos o convite. Ele se aproxima e nos diz, através de um verbo-princípio, que só nos realizamos de fato numa nova travessia de uma experiência inédita da consciência alternativa que jamais havíamos se quer imaginado existir. Surge o conflito e o medo na relação metafísica buberiana do Eu-Tu.

No início caimos num vazio da existência e assim perdemos temporariamente a força psicológica que nos prendia à conexão da gravidade racional terrena – ficamos sem rumo! Constatamos surpresos que existe uma outra realidade paralela ao nosso ser – tão invisível e tão próxima!

Como é difícil ver e aceitar esse paradoxo sutil! A morte física é um acontecimento (o outro lado da moeda existencial) e não um fim em si mesmo. Viver em dois mundos – eis o desafio do Espírito na relação com a Alma e o Corpo!

Por que não estamos familiarizados com esse epifenômeno multidimensional?

Porque nos falta sensibilidade fina ou desenvolvida para se despertar e encontrar o Sentido Verdadeiro de Evolução ou Ascensão Ontológica (Metafísica-Espiritual). O hábito da auto-reflexão racional cria um mundo sem os parâmetros sutis e doces da sensibilidade pura e suave.

Charles Chaplin no último discurso do filme O Grande Ditador, nos deixou esta preciosa mensagem de grande sensibilidade:

“O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos. A cobiça envenenou a alma dos homens...levantou no mundo as muralhas do ódio...e tem nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e os morticínios. Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem-nos deixado em penúria. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será violência e tudo será perdido”.


Então, nos recordamos da mensagem do poeta e cantor:

“Tenha fé em Deus, Tenha fé na vida.
Tente outra uma vez...
Não diga que a canção está perdida.
Beba pois a água viva está na fonte.
Você tem dois pés para atravessar a ponte.
Há uma voz que canta.
Há uma voz que dança.
Há uma voz que gira bailando no ar.
Basta ser sincero e desejar profundo.
Você será capaz de sacudir o mundo.
...Viva ...viva a Sociedade Alternativa” Raul Seixas

Prof. Bernardo Melgaço da Silva –

Saudades de Nápoles- por Rosa Guerrera



Morei alguns anos na Italia .Vivi ali uma parte da minha infância , depois um bom período da minha adolescência e mais tarde uma pousada como mulher. Tudo é fascinante naquele país .Posso afirmar que conheço quase todas as cidades, da Calabria até a Toscana , e sem desmerecer a arte existente em Florença, a história dos tempos de Roma ,a arquitetura maravilhosa de Siena , os castelos medievais de Luca ,a beleza incrível de Pisa , o sonho real que Veneza nos oferece, tenho pela cidade de Nápoles verdadeira paixão. Sinto no povo napolitano muita coisa de mim ,..híbrido, liberto, desprovido de vaidades, amante da música , dos bares, do vinho, do amor , dos sonhos, hospitaleiro, meio rude as vezes, outras vezes cheio de um romantismo impossível de se descrever.Passear em Nápoles numa charrete , percorrer suas praças, suas ruas estreitas,ou suas largas avenidas, admirar suas fontes , sua arquitetura ainda rústica, é algo repousante demais. Qualquer restaurante da orla marítima que a gente entra , tem sempre um cantor improvisado despejando suas alegrias ou mágoas num dialeto bem napolitano que nos cumprimenta como fossemos velhos conhecidos . As pequenas cidades arredores de Nápoles são também de uma beleza ímpar : Sorrento, Herculano, Pompéia, Amalfi retratam paisagens impossíveis de se esquecer. O golfo de Nápoles abre-se em forma de anfiteatro em direção ao mar , delimitado pelo Vesúvio e pelo cabo Posilipo, sendo considerado um dos mais belos golfos do mundo em pleno Mediterrâneo, sem comentarmos a beleza da Ilha de Capri.
Contam que Nápoles teve como origem a antiga cidade grega de nome Neapolis , conquistada pelos romanos no século IV A.C. Em resumo Nápoles irá sempre me fascinar pela sua historia , sua arte e sua cultura , apesar de ter o seu povo um ritmo frenético , caótico , viciante , mas que acorrenta com o seu jeito peculiar o coração da gente.E o meu inegavelmente ficou desde a primeira vez que lá estive , dividido entre Recife e a popularmente conhecida como “ terra das canções e dos grandes amores” a cidade de Nápoles.
rosa guerrera



Um Heroi Chamado Zumbi - Cordel

Um Herói Chamado Zumbi
Autor: Antônio Héliton de Santana
....................
Você conhece Zumbi?
Zumbi, o grande guerreiro
Liderança de Palmares
Comandante derradeiro
Defensor da liberdade
Herói negro brasileiro?

Zumbi herói nasceu livre
No Quilombo dos Palmares
Como pássaro na mata
Como golfinho nos mares
Como a voz que livre voa
Atingindo céu e ares.

Num ataque ao Quilombo
O menino foi levado
Para o lugar Porto Calvo
A um padre foi doado
Ao padre Antônio Melo
Que o criou com cuidado.

Batizou logo o menino
Com o nome de Francisco
Conto a história ligeiro
Nem pestanejo, nem pisco
Se penetrar nos meus olhos
Qualquer poeira ou cisco.

Zumbi aprendeu a ler
Tornou-se até coroinha
O Português e o latim
Na memória ele tinha
Menino inteligente
Tirava até ladainha.

Ao completar quinze anos
Retornou para o seu povo
Voltando para o Quilombo
Quebrou a casca do ovo
Pra lutar por liberdade
Construir um mundo novo.

Ele foi reconhecido
Francisco, era Zumbi
Menino, há muitos anos
Levado longe daqui
A esperança voltou
Olha o menino aí.

O fato de ter voltado
Para a sua comunidade
Em nada atrapalhou
A relação de amizade
Com o tal de padre Melo
Seu amigo de verdade.

Zumbi tornou-se guerreiro
Defensor da liberdade
Por isso ele foi morto
Esta é a pura verdade
Porém, continua vivo
Em todo que tem vontade.

Que tem vontade e luta
Pelo bem desta nação
Para que haja justiça,
Emprego, casa e pão;
Terra para quem trabalha
Pra ter fim a servidão.

O primeiro passo é
Com o povo se juntar
Se uma mão lava a outra
Comece a organizar
Mesmo o sal quando é pouco
Ajuda a temperar.

O exemplo de Zumbi
Não é só pra ser lembrado
Ele continua vivo
Se você tem o cuidado
De defender bem a vida
Já lhe dei o meu recado.

Comunique-se com grupos
Procure informação
Leia o que for possível
Importante a formação
Quem tem boca vai à Roma
Diga-me se é ou não.

Agora é começar
Você é novo Zumbi
Essa idéia não morreu
Vive mexendo aqui
Dentro do meu coração
E mexe no seu aí.
.............................
Imagem
Google Imagens
Fonte
http://movimentonegropb.vilabol.uol.com.br/helitonpalmares.htm. ...

O Quilombo dos Palmares - Cordel

O QUILOMBO DOS PALMARES
Antônio Heliton de Santana
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Você sabe o que é
O conhecido Quilombo
A comunidade negra
Resistindo a todo tombo.
Pra viver em liberdade
Mudando o toque do bombo?
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Dos Quilombos do Brasil
Palmares é exemplar
Ficava em Alagoas
Não se pode duvidar
Umas trinta mil pessoas
Viveram tão bem por lá.
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Os negros, índios e brancos
Uma total harmonia
Viveram a fraternidade
Que se sonha hoje em dia
Uma vida igualitária
Motivo de alegria.
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Palmares, comunidade,
Comunidade rural
Os bens por lá produzidos
Repartidos coisa e tal
Conforme a necessidade
De cada um, em geral.
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A outra parte dos bens
Era pra se prevenir
Em tempo de luta e seca
Outra parte pra servir
Pra tocar por ferramenta
E armas não vou mentir.
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A vida livre, de irmãos
Atraía a negrada
Fugiam para Palmares
Era longa a caminhada
Em busca de liberdade
A hora era chegada.
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Para conter os escravos
Senhores proprietários
Como também o governo
Que eram os mandatários
Atacavam o quilombo
Um bando de salafrários.
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Foram vinte os ataques
Ao Quilombo dos Palmares
Numa o chefe Ganga Zumba
Num piscar de olhares
Foi ferido e fugiu
Em busca de outros ares.
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Temendo outros ataques
E não poder resistir
Ganga Zumba fez acordo
Pro governo garantir
Uma terra pra viver
O que disso pode vir?
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Moravam nessa terra
Os em Palmares nascidos
Os fugitivos escravos
Para os donos devolvidos
Diante desse acordo
Palmares foi dividido
Palmares foi dividido.
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Parte ficou com Zumbi
A outra com Ganga Zumba
Leia direito aqui
Por vinte anos Palmares
Inda pode resistir.
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Ao todo foram cem anos
De vida em fraternidade
Resistindo aos ataques
Lutando contra a maldade
Lutando pra viver livre
Num mundo de igualdade.
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O Domingos Jorge Velho
Chefe da expedição
Que destruiu o Quilombo
Com ataques de canhão
Destruiu o Quilombo de Palmares
Porém, sua lembrança não.
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Inda há comunidades
Que foram velhos quilombos
Se isso for provado
Sentado não leva tombo
A terra passa pros negros
Me disse isso um pombo.
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Quem garante o direito
É a Constituição
A lei maior do Brasil
Mas com organização
Com luta, com exigência
Com a reivindicação.
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Recuperar essas terras
É dever do quilombola
Do negro lá do quilombo
É conquista, não esmola
O negro que é bem vivo
Quem engana? Quem enrola?

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Imagem

Google Imagens

Fonte

http://movimentonegropb.vilabol.uol.com.br/helitonpalmares.htm. ...

Pensamento para o Dia 20/11/2009



“Não há qualidade maior no homem que o amor altruísta, que se expressa no serviço aos outros. Tal amor pode ser a fonte da verdadeira bem-aventurança. A relação entre Karma e Karma Yoga deveria ser adequadamente compreendida. A ação (Karma) feita com apego ou desejo produz a escravidão, enquanto a ação altruísta, desprovida de desejo, se torna o caminho que leva à libertação (Karma Yoga). Nossa vida deveria tornar-se uma Comunhão Divina (Yoga), em vez de uma doença (Roga).”
Sathya Sai Baba



Odete Pimentel - A mãe de Rosa Maria Pimentel Guerrera


"Seu romantismo às vezes me fazia inveja, sabe mãe?
Que capacidade extranha de amar também a natureza !"
(rosa guerrera)

Liev Tolstói - por Fúlvio Detoni


Liev Tolstói, também conhcido como Léon Tolstói ou Leão Tolstói ou Leo Tolstóy, Lev Nikoláievich Tolstói é considerado um dos maiores escritores de todos os tempos. Além de sua fama como escritor, Tolstói ficou famoso por tornar-se, na velhice, um pacifista, cujos textos e idéias batia de frente com as igrejas e governos, pregando uma vida simples e em proximidade à natureza. Junto a Fiódor Dostoiévski, Gorki e Tchecov, Tolstói foi um dos grandes da literatura russa do século XIX. Suas obras mais famosas Guerra e Paz, sobre as campanhas de Napoleão na Rússia, e Anna Karenina, onde denuncia o ambiente hipócrita da época e realiza um dos retratos femininos mais profundos e sugestivos da literatura. Sua vida na literatura foi escrita por Jay Parini, uma biografia que relata a realidade do escritor na sua vida intima, como seu interesse por homens, que na obra fala sobre um fato em que sua mulher Sofia sabendo de seus interesses homosexuais, recitava para seus amigos seu diário intimo para feri-lo. Helen Mirren e Chtistopher Plummer são Sofia e Tolstói, que está nas telas dos cinemas da Inglaterra até o final do ano.

Morreu aos 81 anos, de pneumonia, durante uma fuga de sua casa, buscando vive uma vida simples.

por Fúlvio Detoni

Dia da Consciência Negra




O Dia da Consciência Negra é celebrado em 20 de Novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. Apesar das várias dúvidas levantadas quanto ao caráter de Zumbi nos últimos anos (comprovou-se, por exemplo, que ele mantinha escravos particulares) o Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro (1594).

Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.

Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.

O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos; até então, o movimento negro precisava se contentar com o dia 13 de Maio, Abolição da Escravatura – comemoração que tem sido rejeitada por enfatizar muitas vezes a "generosidade" da princesa Isabel, ou seja, ser uma celebração da atitude de uma branca.

A semana dentro da qual está o dia 20 de novembro também recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

wikipédia

Um poeta do Araripe- Raimundo Elesbão de Oliveira

A vida passa,como passa a sombra,
Passa no tempo, mas em si não passa,
Pois nada passa no sentido eterno;
Ela age em tudo e todo Cosmo abraça.
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Raimundo Elesbão de Oliveira
Do livro "A Vida e o Verso"
Editora de Sonhos
Crato-Ceará