Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 4 de março de 2010

A poesia de Geraldo Urano

a neve espalhou o crime
dos fuzis disparando alucinadamente
nos olhos do meu amor
meu pastel ficou ensanguentado
minha coca-cola derramou
a fumaça triste do meu cigarro
alcançou as estrelas
e em uma delas o meu coração ficou
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segunda-feira, 1 de março de 2010
mulheres
vestindo a bandeira do brasil
passam roliças rosadas
em pleno mês de abril
mulheres
com os seus olhos anis
em pleno abril passam
tagarelando viçosas
com os seus rabinhos

A poesia de Geraldo Urano

a liberdade tem cor de carvão
e dois peitos esplendoroso
nervosa
quem cavalga
nessa égua portentosa?
mas ela tem olhos românticos
ela ama os poetas
até os como eu
que tem medo dela
deslizando como um relâmpago
lá vai ela
sempre livre a liberdade sempre bela

Carlos Vereza



`O nome todo do ator Carlos Vereza é Carlos Vereza de Almeida. Ele nasceu no Rio de Janeiro em 4 de março de 1939.Começou sua carreira artística em 1968, atuando tanto na televisão, quanto em cinema. Fez , na TV Tupi, a novela;"Um Gosto Amargo de Festa". E no mesmo ano, em cinema fez:"Massacre no Supermercado". Logo percebeu-se sua personalidade bem marcante e ele quase sempre ganhou papeis muito fortes.Um 69 fez seu segundo filme: "O Bravo Guerreiro". Em 70 passou para a TV Globo e foi aí que fez quase toda a sua carreira. Em 71, 72, 73,74 fez as novelas:"O Cafona";"Selva de Pedra";"Cavalo de Aço"; "O Rebu". Intercalou fazendo o filme : "O Descarte". Em 75 , fez o filme:"O Esquadrão da Morte"; em 76: "Aleluia Gretchen"; em 77:"Snuff, Vítimas do Prazer". Em 78, participou da novela:"Aritana', da TV Tupi.Em 80, voltou novamente à Globo e fez trabalhos seguidos: "Coração Alado";"Jogo da Vida";"Sétimo Sentido"; "Padre "Cícero". Em 84, participou do importante filme:"Memórias do Cárcere". Em 87, fez na Rede Globo:'Direito de Amar". A seguir , fez:: "Pacto de Sangue". Em 91, atuou no filme:"Os Cornos de Cronos";depois participou da novel: "De Corpo e Alma", e continuando sempre na Rede Globo, fez:"Agosto";"Pátria Minha"; "A Madona do Cedro";"O Fim do Mundo"; "O Rei do Gado";"Hilda Furacão": "O Cravo e a Rosa"; "O Clone". Intercalou com os filmes:"O Primeiro Dia";"As Três Marias". De 2003 em diante, fez pela Globo: "Kubanacan";"Um Só Coração";"Começar de Novo"; "Sinha Moça". E , em 2006, participou do filme:"Brasília 18%". Atualmente (2007) está na novela;"Duas Caras".

O importante ator da TV Globo, quase sempre ganha papeis muito importantes e fortes, seja de bondosos ou freqüentemente de maus. Mas o importante de Carlos Vereza, que ele sempre marca muito no que faz, é lembrado e eternizado.
Associação dos pioneiros profissionais - Pró-TV

Antonio Vivaldi




O padre Antonio Vivaldi é autor de "As Quatro Estações", um dos seus concertos mais conhecidos

A música instrumental do barroco tardio deve a Vivaldi muitos de seus elementos característicos. Seus concertos foram tomados como modelos formais por vários compositores, inclusive por Bach.

Nascido em Veneza, Antonio Lucio Vivaldi era o primogênito dos sete filhos do casal Gionanni Battista Vivaldi, violinista, e Camila Calicchio. Ordenado padre em 1703, ficou impedido de celebrar a missa em decorrência de uma doença crônica, provavelmente asma. Foi nomeado mestre de violino do "Ospedalle della Pietà", uma instituição veneziana que acolhia crianças órfãs, famosa por seu conservatório musical.

Vivaldi compôs a maior parte de suas obras para a instituição e assim consolidou sua reputação como compositor e maestro. Em 1705 publicou sua primeira coleção, "Doze Sonatas para Dois Violinos e Baixo contínuo". Depois fez uma série de obras instrumentais.

Deixou seu cargo por dois anos, mas em 1711 foi novamente nomeado professor de violino. No ano seguinte publicou o "Estro armonico", uma coleção de 12 concertos. A repercussão dessa obra foi imensa em toda a Europa, como demonstra o fato de que Bach fez transcrições de seis desses concertos.

Em 1713, o diretor do coro do conservatório deixou seu posto e Vivaldi ficou encarregado de compor obras vocais sacras. Paralelamente ele começava a estabelecer relações com o Teatro de Santo Angelo. A instituição Pietà concedeu a Vivaldi uma permissão para "exercitar sua destreza" e foram apresentadas suas primeiras óperas, como "Outtone in villa" e "Orlando Furioso". Depois fez, entre outros concertos, "La Stravaganza".

Entre 1718 a 1720, Vivaldi trabalhou em Mântua, onde compôs a maioria de suas cantatas. Entre 1720 e 1723 dedicou-se à ópera. Em 1723, novamente em Veneza, na Pietà, publicou o Opus 8, que contém os concertos "As Quatro Estações". Por volta de 1729 compôs para o rei Luis 15 a mais importante de suas serenatas: "La Sena Festeggiante". Na mesma época entregou ao imperador da Áustria Carlos 6o seu Opus 9: "La Cetra".

Pouco depois publicou o Opus 10, "Seis Concertos para Flauta". A partir de 1729, parou de publicar suas obras, por perceber que era mais lucrativo vender os manuscritos a compradores particulares. Em 1730 e 1731, ficou em Praga onde compôs várias óperas e duas sonatas, encomendadas pelo conde Von Wrtby. Entre 1737 e 1739 tentou, sem sucesso, que representassem suas óperas. Em 1740 decidiu viajar para Viena, onde morreu aos 63 anos.

De sua obra conservam-se 456 concertos,73 sonatas, 44 motetos, três oratórios, duas serenatas, cerca de 100 árias, 30 cantatas e 47 óperas. Apesar da fama que gozou em vida, Antonio Lucio Vivaldi foi esquecido com o advento do classicismo. Seus originais, encadernados após sua morte em 27 volumes e vendidos a particulares, foram redescobertos somente na segunda década do século 20.

uoleducação

Ademilde Fonseca


Ademilde Fonseca 04/03/1921
Natural do Rio Grande de Norte, foi para o Rio de Janeiro em 1941, acompanhada do marido músico. Trabalhou em rádio e cantou em programas de calouros até obter sucesso com sua interpretação de "Tico-tico no Fubá" ao lado do regional de Benedito Lacerda. Com essa música gravou seu primeiro disco, em 1942, pela Columbia. Sua fama como cantora de choros aumentou e Ademilde passou a ser procurada pelos compositores para gravar suas músicas. Ficou conhecida como a Rainha do Chorinho. Depois de contratada pela Rádio Tupi, em 1944, foi acompanhada pelos grupos de Claudionor Cruz, Garoto, Waldir Azevedo, Severino Araújo, Canhoto, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Radamés Gnattali e maestro Chiquinho. Teve enorme sucesso com a gravação de outro choro clássico, "Brasileirinho", de Waldir Azevedo, em 1950. Em 1967 participou do II Festival Internacional da Canção, cantando "Fala Baixinho", de Pixinguinha e Hermínio Bello de Carvalho. Desde 1997 integra o conjunto As Eternas Cantoras do Rádio.


clicmúsica

Loa do Nicodemos

loa.

a toa
meu coração
desabotoa.

Poemas do Nicodemos

me lembro um dia
meu pai jogava futebol comigo
eu tinha 6 anos
o campo era gigantesco
as traves muito altas
eu queria ser goleiro

nunca mais
joguei tão bem.

Canção de meninar - João Nicodemos

Mãe mimava a menina

Que dormia e sonhava

Com a mãe em seu colo

Que a menina ninava



Mãe me nina

Mãe menina

Mãe menina quer ninar


Mãe menina

Mãe me nina

Mãe me ensina

A serenar


Nina mãe

Mima a menina

Que suspira seu sonhar


Minha mãe

Minha menina

Minha noite de luar...

Por Nicodemos

Palavras
para lavrar
almas

A poesia do Nicodemos

Sexo, futebol e Poesia

melhor praticar
que comentar
Pé de Baraúna
- Claude Bloc -

O que restava do pé de baraúna até uns 4 anos atrás

.Quando crianças, acreditamos em tudo. Nos põem medo do que não existe, criam enredos que passam pela tangente da imaginação, rebocam as paredes da nossa criatividade, sem direito a pesar ou medir o resultado do desenlace e a autenticidade dessas fantasiosas empreitadas.

.Pois foi lá em Serra Verde que me apareceu uma dessas histórias meio escabrosas a qual, na verdade, nunca quis experienciar, nem fazer o teste de S. Tomé.

Era o seguinte: todo final de tarde a turminha de irmãos, primos e amigos que passavam as férias na casa-sede com a gente, depois de um bom banho no açude, seguia em bando para passear a pé pela fazenda. Havia algumas opções para os passeios: dirigir-se à Represa (do açude) onde morava a família Carlos, João Paulo e “Sulidade”, Maria de Geraldo, João Soares e João Franco com suas devidas famílias. Ir até o engenho no mês de julho, ou simplesmente ir à bodega de Seu Moreira, pra comprar algum bombom. Ir até o Jardim, sítio dos Botelhos e Aurélios (Orelo), que ficava perto do engenho ou pros lados do Guedes, aonde depois vieram morar Mãe Cândida (Cãida) e Mãe Naninha, duas irmãs, boleiras de mão cheia. Havia também a opção de subir a ladeira da Serra, em direção à casa de Seu Manoel Dantas. Cada tarde havia, portanto, uma opção diferente para se escolher.

Nesses passeios, em cada terreiro uma saudação aos donos da casa, um gracejo, ou se ia “escruvitiar” pelo chão de terra em busca de pedrinhas coloridas ou, quem sabe, subir nos pés de cajarana em busca dos frutos de vez... Eram portanto, mil estripulias, sem contar com o drible às vacas que ruminavam pela estrada, ou pelos terreiros das casas...

Quando se ia à Represa, o passeio era mais aprazível. Seguia-se pela orla do açude, sentindo o hálito da tarde refrescando-se aos poucos até amofinar-se na boca da noite. Na hora em que os primeiros sinais da noite apareciam e os sapos e a jias começavam sua serenata inteiriça, a gente, “foi-não foi”, voltava naquela algazarra, trotando em cavalos de pau tirados da própria mata, cantando e apelidando uns e outros, mesmo que o freguês não gostasse... Atrás de nós, os rabiscos dos galhos pelo chão traçavam sonhos que mais tarde a gente buscava naquela terra como remédio para as nossas fragilidades hodiernas.

Já quase chegando em casa, subíamos a última ladeira que embeiçava o açude e fatalmente passávamos por um velho pé de baraúna, altivo e sinistro. Seu tronco ocado estava sempre quase abarrotado de pedras atiradas pelos passantes. Aquele vão no tronco da árvore parecia nunca se satisfazer, pois nunca estava completamente cheio. Naquele nosso tropel, sempre conduzimos alguma pedra na mão para ali depositarmos o que, para nós, significava uma passagem sem sustos para o que nos restava de caminho até chegarmos em casa. Assim, acreditávamos estar alimentando a árvore e dessa forma não correríamos o risco de ver a assombração que aparecia no pé de baraúna a partir do cair de uma noite fechada.

Pois é, seu João Franco e Seu Joaquim Carlos juravam ter visto sair dali, no meio da escuridão, um cachorro preto de olhos de fogo... E o bicho só parava de segui-los quando chegavam no terreiro da casa-sede. Daí......... você se arriscaria a passar lá de noite sozinho/a? Quem disse? (Eu também não!)

O que se soube foi que um dia o cachorro dos olhos de fogo “deu uma carreira” em Seu João Franco e o mordeu (não sei aonde)... E conta a lenda que toda noite de lua cheia seu João Franco virava lobisomem.

Acredita nisso? Não?

Texto e foto digitalizada por Claude Bloc

quarta-feira, 3 de março de 2010

O Encontro do Cariricaturas !



Local : Residência de Roberto Jamacaru
Data : 05.03.2010 às 22 h
Teremos a presença de José do Vale Feitosa
Assunto : O Livro do Cariricaturas !

Motivo : Confraternização


Convidados : Escritores e demais colaboradores do Cariricaturas

Confirmem suas presenças pelos telefones: 88- 35232867, 88089685 ou 99444161
* Marcos Leonel com a esposa
* Carlos Rafael
* Zé Flávio
* Liduína
* Salatiel
*Abidoral
* João Marni
* Pachelly
*Nicodemos
*Emerson Monteiro
*Rogério Silva
*Socorro Moreira
*Olival Honor
*Roberto jamacaru
* Zé Nilton
*Ceci Lacerda
*Dimas
*Zélia Moreira
Zé do Vale
*Armando Rafael
*Heládio Teles
* Kaika Luiz
* Ângela Lobo
* Jairo Starkey
*Dihelson Mendonça
*Glauco Vieira,
e outros ...



E-mail : sauska_8@hotmail.com ou cbbloc@uol.com.br

Pedimos que os participantes da reunião levem um prato (de comes) e a bebida que for consumir, conforme seu gosto.

Haverá no transcorrer do momento várias apresentações musicais e algumas boas surpresas !

Claude e Socorro Moreira

O Amor- por Antonio Sávio

O amor, ainda que oculto,
Nas esferas interiores da alma
Ruge, aos brados em lutas com o Cérbero
Nas portas do teu coração
Ainda que o silêncio do lábio estanque
Os olhos gemem de desejo,
E a lágrima cai em vôos fantasmagóricos.
O amor, o raro e verdadeiro
Não está para os fracos, quem temem
Em abrir as portas de seu coração.

Poema resistente - Antonio Sávio

Esse coração que a terra jamais há de comer
Apesar das chagas e do pranto quase que absoluto
Ainda bombeia gotas de sangue venoso valente
Os ventrículos, qual torres gregas, resistem valentes
Ás vastas vagas de desgostos...
Este coração, assim como esse par de olhos negros
Este rosto magro de sobrancelhas grossas
Resiste pelo orgulho de viver, e sobretudo
Pelo amor próprio.
Este coração que, porém resiste,
Permanece cozido em banho Maria
Num vale de lágrimas que parece nunca acabar.

Poema Delírio- por Antonio Sávio


O poema, no passo da valsa
Nas noites de lua, dança leve
Como que levita, bigorna sem asas
Poesia que o faz pairar

O poema, que de pernas sensuais
Enroscam-se no vestido vermelho da dama
De olhos verdes e meias negras
O poema delírio de gozos
De volúpias raras... No versejar

O poema que nos acordes graves do tempo
Insiste em bradar.
Poema no beijo do lábio, nos seios,
Nas entre cochas
Que insistem em amar.



Foto: Marcus Steinmeyer
por Antonio Sávio

Oscar 2010 - Candidatos


'Avatar' e 'Guerra ao terror' lideram indicações ao Oscar 2010

Ambos os filmes concorrem em nove categorias; 'Bastardos' vem em 2º.Festa que premiará os melhores do cinema acontece em 7 de março.


Do G1, em São Paulo

"Avatar" e "Guerra ao terror" dividem o páreo pelo Oscar deste ano, com nove indicações cada um. O anúncio dos filmes que disputarão o maior prêmio do cinema mundial, dado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, foi realizado na manhã desta terça-feira (2).

Dirigido por James Cameron,
"Avatar" se transformou no maior fenômeno de bilheterias da história do cinema mundial, e já ultrapassou a marca de US$ 2 bilhões em faturamento. "Guerra ao terror", dirigido por Kathryn Bigelow (ex-mulher de Cameron), teve uma campanha pequena nos cinemas, mas vem sendo muito premiado nos EUA.

"Bastardos inglórios", de Quentin Tarantino, vem em segundo lugar na disputa pelas estatuetas, concorrendo em oito categorias (uma a mais do que o cineasta havia conseguido em 1995, com "Pulp fiction"). "Preciosa" e "Amor sem escalas" foram indicados em seis categorias cada.
A divulgação dos concorrentes nas principais categorias foi feita ao vivo pela atriz Anne Hathaway, acompanhada pelo presidente da associação, Tom Sherak, direto de Beverly Hills. Neste ano, pela primeira vez em mais de 60 anos, a categoria melhor filme terá dez candidatos.

Os escolhidos foram: "Avatar", de James Cameron "Um sonho possível", de John Lee Hancock "Distrito 9", de Neill Blomkamp "Educação", de Lone Scherfig "Guerra ao terror", de Kathryn Bigleow "Bastardos inglórios", de Quentin Tarantino "Preciosa", de Lee Daniels "Um homem sério", de Ethan e Joel Coen "Up – Altas aventuras", de Pete Docter e Bob Peterson "Amor sem escalas", de Jason Reitman .

De acordo com os organizadores, a finalidade em ter dez filmes concorrendo ao prêmio máximo da noite é aumentar o alcance da disputa, já que as produções mais populares costumam perder espaço para os pequenos dramas, normalmente os favoritos dos votantes. Nenhum longa brasileiro concorria a indicações, já que “Salve geral” não foi selecionado para disputar uma vaga na premiação. A 82ª edição do Oscar, o maior prêmio do cinema mundial, será realizada em 7 de março, no Teatro Kodak, em Hollywood, com transmissão para mais de 200 países.
Veja a lista completa dos indicados:

Melhor filme
"Avatar"
"Um sonho possível"
"Distrito 9"
"Educação"
"Guerra ao terror"
"Bastardos inglórios"
"Preciosa"
"Um homem sério"
"Up – Altas aventuras"
"Amor sem escalas"

Melhor direção
James Cameron, “Avatar"Kathryn Bigelow, “Guerra ao terror” Quentin Tarantino, “Bastardos inglórios” Lee Daniels, “Preciosa” Jason Reitman, “Amor sem escalas”

Melhor ator Jeff Bridges, “Coração louco” George Clooney, “Amor sem escalas” Colin Firth, “A single man” Morgan Freeman, “Invictus” Jeremy Renner, “Guerra ao terror”
Melhor ator coadjuvante
Matt Damon, “Invictus” Woody Harrelson, “The messenger” Christopher Plummer, “The last station” Stanley Tucci, “Um olhar do paraíso” Christoph Waltz, “Bastardos inglórios”

Melhor atriz
Sandra Bullock, "Um sonho possível" Helen Mirren, “The last station” Carey Mulligan, “Educação” Gabourey Sidibe, “Preciosa” Meryl Streep, “Julie & Julia"

Melhor atriz coadjuvante
Penélope Cruz, “Nine” Vera Farmiga, “Amor sem escalas” Maggie Gyllenhaal, “Coração louco” Anna Kendrick, “Amor sem escalas” Mo’Nique, “Preciosa”
Melhor animação
“Coraline” “O fantástico Sr. Raposo” “A princesa e o sapo” “O segredo de Kells” “Up – Altas aventuras”

Melhor filme estrangeiro “Ajami” “El secreto de sus ojos” “The milk of sorrow” “Un prophète”
“A fita branca”

Melhor direção de arte “Avatar”
“O mundo imaginário do Dr. Parnassus” “Nine” “Sherlock Holmes” “The young Victoria”

Melhor cinematografia “Avatar”
“Harry Potter e o enigma do príncipe” “Guerra ao terror” “Bastardos inglórios” “A fita branca”

Melhor figurino “Bright star” “Coco antes de Chanel” “O mundo imaginário do Dr. Parnassus” “Nine” “The young Victoria”

Melhor edição “Avatar” “Distrito 9” “Guerra ao terror” “Bastardos inglórios” “Preciosa”

Melhor maquiagem
“Il Divo” “Star trek” “The young Victoria”

Melhor trilha sonora“Avatar” “O fantástico Sr. Raposo” “Guerra ao terror” “Sherlock Holmes” “Up – Altas aventuras”

Melhor canção “Almost there”, “A princesa e o sapo” “Down in New Orleans”, “A princesa e o sapo” “Loin de Paname”, “Paris 36” “Take it all”, “Nine” “The weary kind”, “Crazy heart”

Melhor roteiro original “Guerra ao terror” “Bastardos inglórios” “The messenger” “Um homem sério” “Up – Altas aventuras” Melhor roteiro adaptado“Distrito 9” “Educação” “In the loop” “Preciosa” “Amor sem escalas” Melhores efeitos visuais “Avatar” “Distrito 9” “Star trek”

Melhor som “Avatar” “Guerra ao terror” “Bastardos inglórios” “Star trek”
“Transformers: A vingança dos derrotados” Melhor edição de som “Avatar” “Guerra ao terror” “Bastardos inglórios” “Star trek” “Up – Altas aventuras”

Melhor documentário “Burma VJ” “The cove” “Food, Inc.” “The most dangerous man in America: Daniel Ellsberg and the Pentagon papers” “Which way home”

Melhor documentário em curta-metragem “China’s unnatural disaster: The tears of Sichuan province” “The last campaign of governor Booth Gardner” “The last truck: Closing of a GM Plant” “Music by Prudence” “Rabbit à la Berlin”

Melhor curta-metragem “The door” “Instead of Abracadabra” “Kavi” “Miracle fish” “The new tenants”

Melhor curta-metragem de animação “French roast” “Granny O’Grimm’s Sleeping Beauty” “The lady and reaper” “Logorama” “A matter of loaf and death”

Fonte
http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1472878-16306,00-ACADEMIA+ANUNCIA+INDICADOS+AO+OSCAR.html

A poesia de Lupeu Lacerda



Há em você, um profundo apego pelos contrastes
Os opostos, vão sempre lhe causar fascínio
A volubilidade lhe domina, confesse
A coerência é uma bolacha com gosto de ontem!
O silencio lhe acalma, mas é seu grito a necessidade primeira
A verdade faz sua cabeça, mas a mentira brinca no seu palco,
E é perfeita!
Sua distração é marca, totem, mas sua esperteza brilha
Estrela de primeira grandeza em um céu escolhido na véspera
Quando tranqüila, um desastre! Mas mãos divinas quando quer fazer
Certo sempre! Mas o errado é um amigo bacana, quê que tem falar com ele?
Que o mundo esteja certo, mas suas dúvidas te estimulam
E você diz: “penso antes de agir”
Mas a impulsividade é teu verbo conjugado em primeira pessoa
Reta? Pode até ser. Mas o caminho torto tem seus encantos
Discreta, por natureza.
Mas irreverente até o tutano.
A pobreza dos filhos da puta que não sabiam qualé? Te comove
Mas o dinheiro te excita: é uma montanha! Uma praia! Um sonho em tecnicolor!
A bondade, esta em você, mas ser má (de vez em quando)
Te faz muito bem, eu sei
Chora? Talvez. Mas é alegria que te move.
Responsável? Sempre! Mas sempre pronta a mandar tudo pro inferno
Romântica? Sim, num filme bacana, num beijo bacana,
Mas a razão é teu deus mais que perfeito
É um poço de pureza, e tem o pecado como o doce na prateleira, bom de pegar
Você é, exatamente
O que você não é
exatamente


Lupeu Lacerda

Cely Campelo



Célia Benelli Campello, cujo nome artístico era Celly Campello (São Paulo, 18 de junho de 1942 — Campinas, 4 de março de 2003) foi uma cantora e precursora do rock no Brasil, surgindo antes que a Jovem Guarda. Também fez uma participação como atriz na novela Estúpido Cupido.

Depois de casada, passou a assinar Célia Campelo Gomes Chacon.

Nascida na capital paulista e criada em Taubaté, Celly começou sua carreira precocemente: dançou "Tico-Tico no Fubá" aos cinco anos numa apresentação infantil. Com seis anos cantou na Rádio Cacique em Taubaté, aonde passou toda sua infância. Se tornou uma das participantes do Clube do Guri (Rádio Difusora de Taubaté). Estudou piano, violão e balé durante a infância.

Aos doze anos já tinha o próprio programa de rádio, também na Rádio Cacique. Aos quinze anos de idade (1958) gravou o primeiro disco, em São Paulo no outro lado do primeiro 78 rotações do irmão Tony Campello que a acompanhou em boa parte da carreira como cantora e atriz. Estreou na televisão no programa Campeões do Disco, da TV Tupi, em 1958. Em 1959 estreou um programa próprio ao lado do irmão Tony Campello, intitulado Celly e Tony em Hi-Fi, na Rede Record, o qual apresentou por dois anos.

A carreira explodiu em 1959 com a versão brasileira de Stupid Cupid, que no Brasil virou Estúpido Cupido. A música foi lançada no programa do Chacrinha e se tornou um sucesso em todo país no ano de 1959. Nesse mesmo ano participou do longa-metragem de Mazzaropi, Jeca Tatu.

Durante a vida gravou outros sucessos: Lacinhos Cor-de-Rosa, Billy, Banho de Lua, que lhe renderam inúmeros prêmios e troféus, inclusive no exterior, e lhe deram o título de Rainha do Rock Brasileiro.

Para tristeza de toda uma geração que se espelhou no trabalho, Celly abandonou a carreira no auge, aos 20 anos, para se casar e morar em Campinas. Foi em 1962, com José Eduardo Gomes Chacon, o namorado desde a adolescência.

Celly vinha sendo cogitada para apresentar o programa Jovem Guarda (TV Record), ao lado de Roberto e Erasmo Carlos. Como abandonou a carreira, Wanderléa tomou seu lugar.

Em 1976, foi trazida de novo ao sucesso graças a telenovela Estúpido Cupido (homônimo do grande sucesso, de 1959) na TV Globo, na qual gravou uma participação especial. Incentivada pelo sucesso da novela, tentaria retomar a carreira, chegando a gravar um disco e fazendo alguns espetáculos. Mas com o término da novela, voltou ao ostracismo.

Vítima de um câncer, Celly faleceu em 3 de março de 2003, no Hospital Samaritano em Campinas. A morte do Brotinho de Taubaté, como era chamada, foi uma grande perda para o Brasil.

Em 2008, a empresa de televisão Rede Globo, comprou os direitos autorais das músicas Banho de Lua e Broto Legal, para fazerem parte da trilha sonora da novela Ciranda de Pedra; nenhuma das músicas de Celly foi lançada no CD de trilha sonora da novela.
wikipédia

Jards Macalé





Foto: Mário Luiz Thompson

Jards Anet da Silva nasceu em 03 de Março de 1943 no Rio de Janeiro RJ. Aprendeu a tocar violão por volta dos 14 anos, e em 1958 começou a estudar orquestração, arranjo, composição e violão. Na Escola Pró-Arte foi aluno de Guerra-Peixe (orquestração), Peter Daulsberg (violoncelo) e Turíbio Santos (violão). Em 1964, compôs Meu mundo é seu (com Roberto Nascimento), gravada por Elizeth Cardoso.

Sua carreira profissional começou realmente em 1965, quando tocou violão na montagem paulista do show Opinião, no Teatro Ruth Escobar, de 55o Paulo SP. Nesse mesmo ano, junto com Gilberto Gil, Caetano Veloso e Carlos Castilho, participou da direção musical da peça Tempo de guerra, apresentada no Teatro de Arena, e dirigiu a parte musical do show Arena canta Bahia. Em 1967 recomeçou seus estudos, então com Ester Scliar e com o maestro Guerra-Peixe. Em 1968, estreou no cinema: compôs musicas sobre textos de Mário de Andrade para o filme Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, participou da trilha sonora de O Dragão da maldade contra o santo guerreiro, de Glauber Rocha. No ano seguinte, lançou seus primeiros sucessos: com Capinam, compôs Pulsars e quasars, Pula-pula e Movimento dos barcos; com Duda, escreveu Hotel das Estrelas e Archaic Lonely Star Blues. Gravou ainda, com Gilberto Gil, Aquele abraço e Cultura e civilização; foi o responsável pela direção musical e pelos arranjos, participando também como vocalista, do LP Cultura e civilização, de Gal Costa. Causou polemica, nesse ano, ao apresentar, no IV FIC da TV Globo, do Rio de Janeiro, uma musica sua, escrita de parceria com Capinam: Gotham City. Em 1970 compôs novos sucessos, desta vez com Waly Sailormoon, Vapor barato, e Mal secreto (também gravadas por Gal Costa) e fez a direção musical do show Deixa sangrar, ainda com Gal Costa.

Em 1972, trabalhou nos arranjos e direção do LP Transa, de Caetano Veloso, e em espetáculos no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife PE e Salvador BA. Nesse mesmo ano, gravou seu primeiro LP, pela Philips. No ano seguinte, lançou, pela mesma gravadora, seu segundo LP – Aprender a nadar – e fez a trilha sonora para filme dirigido por Nelson Pereira dos Santos, Amuleto de Ogum, em que também trabalhou como ator. Em 1977 gravou o LP Contrastes, pela Som Livre. Em 1979 lançou o álbum duplo Banquete dos Mendigos, gravado ao vivo no MAM do Rio de Janeiro em 10 de novembro de 1973 e proibido pelo regime militar durante seis anos. Gravou em 1987 o disco Quatro batutas e um curinga, pela Continental.

Em 1991, atuou na novela Amazônia, da TV Manchete e, em 1994, lançou o CD inédito Let’s play that, gravado dez anos antes em parceria com o percussionista Naná Vasconcelos e recusado na 4poca pelas gravadoras. O disco inclui Let’s play that (com Torquato Neto), Puntos cardenales (com Jorge Mautner) e musica para fragmentos dos Cantos de Ezra Pound. Desde 1994 a maioria de seus LPs foi relançada em CD, entre eles Aprender a nadar, Direitos humanos no banquete dos mendigos e Contrastes, todos pela Rock Company, em 1995. Também participou de outros discos, como os songbooks de Noel Rosa (1991), Vinícius de Morais (1993), Dorival Caymmi (1994) e Ari Barroso (1995), todos da Lumiar. Em 1997 musicou os dois últimos poemas que recebeu de Torquato Neto, Destino de poeta e Sim, não, além de poema inédito do cineasta Glauber Rocha.

Há mais de 30 anos no cenário musical, também transita por outras artes: no teatro, trabalhou ao lado de José Celso Martinez Correia na peça Brecht Hindemith, no cinema, atuou como ator com diretores como Nelson Pereira dos Santos e Leon Hirszman; nas artes plásticas, trabalhou com Hélio Oiticica, Lygia Clark e Rubens Gerschman.

Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira
Art Editora e PubliFolha


Biliu de Campina, um patrimônio vivo !



Biliu de Campina, um patrimônio vivo!

..."me sinto muito bem quando sou incluído na relação dos chamados artistas da terra, já que desconheço artistas de outros planetas, assim como: Plutão da Sanfona, Netuno do Rojão, Júpiter do Zabumba, ou os ETs do Forró". Biliu de Campina

Biliu de Campina é Severino Xavier de Sousa. Advogado de formação, música por vocação.
Filho de Campina Grande é ferrenho defensor de sua terra e de nossas tradições.
Permitam-me uma comparação, apenas para efeito figurativo: poderíamos dizer que ele é o Ariano Suassuna do forró nordestino. É um austero crítico das variações da música nordestina, como os chamados forró estilizado, forró universitário, etc.

Para ser mais preciso musicalmente, Biliu faz um forró mais puxado pro coco sincopado, ou simplesmente, o coco. Ritmo imortalizado por outros mestres como Jackson do Pandeiro e Jacinto Silva. Ele faz muita referência, em sua obra, a Rosil Cavalcante, compositor que ainda não conheço, o que deverá ser resolvido muito em breve.

Tenho uma vaga lembrança de já ter escutado a música Nordeste Independente na voz dele.
Já procurei bastante, mas até hoje não encontrei nada.
Aliás, um dos motivos que faz a sua música ser tão dificil de encontrar, talvez seja sua "independência" convicta. Biliu é um exemplo do artista que não se vendeu para as gravadoras e assim manteve a coerência musical em seus álbuns.

..."a música nordestina está ficando poluída pela variedade de ritmos que estão misturando a ela, num trabalho de descaracterização da música genuinamente nossa que é o côco, o xaxado, o baião, o xote, entre outros, sendo o côco o pai de todos os ritmos.
Essa variedade de ritmos que existe na atualidade, na sua opinião, é uma forma que as produtoras encontraram para fabricar cantores e danças, a exemplo do que acontece com a lambada e o fricote, etc, Esse processo de criação de ritmos é efêmero e só visa o lado econômico da questão, sem se preocupar com a valorização da música nordestina".
.
(em entrevista ao jornalista Orlando Ângelo em A União de 27/28 de maio de 1989) Fontes: http://biliudecampina.blogspot.com

Por Ana Cecília S.Bastos



Estrela devora planeta,
exuberante.
Já a minha poesia, surge clandestina.
Habitua-se ao gemido,
soluço entrecortado,
grito quase estancado,

em suspenso
.


[Notícia completa em http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u698907.shtml]
por Ana Cecília

tem gato na Tuba - por Norma Hauer

TEM GATO NA TUBA
"Todo domingo, havia banda, no coreto do jardim
"Inda" de longe, a gente ouvia a tuba do Serafim.
Porém um dia entou um gato
Na tuba do Serafim
E o resultado dessa "melódia"
Foi que a tuba tocou assim:

Pom,pom,pom...miauauauauau
Pom.pom,pom .miauauauauau

Quem alegrou o carnaval com essa marchinha foi Reinold Correia de Oliveira. E quem era ele?: seu nome artístico NUNO ROLAND

Ela nasceu em Joinville, Santa Caarina, em 1° de março de 1913 e faleceu aqui no Rio de Janeiro em 20 de dezembro de 1975, aos 62 anos.

Antes de vir para o Rio, esteve em Porto Alegre, onde fez amizade com Lupicínio Rodrigues.

Aqui no Rio fez parte do "cast" da Rádio Nacional, onde, com Paulo Tapajós e Albertinho Fortuna, compôs o "Trio Melodia".

Seus maiores sucessos , além de "Tem Gato n Tuba", foram "Pirata da Perna de Pau": "Tem Marujo no Samba" (com Emilinha Borba);"Peixe-Vivo", do folclore mineiro;"É Tão Sublime o Amor", versão da famosa melodia que alegrou o coração de todos nós no filme "Suplício de Uma Saudade"...

Foi a ele que Lamartine Babo deu os hinos do Botafogo e do Olaria, quando compõs os de todos os clubes então fazendo parte do campeonato carioca.

No início de dezembro de 1975, Nuno Roland sofreu um acidente de automóvel, teve de amputar uma perna, mas não resistiu, falecendo no dia 20 do mesmo mês.
CIDADE BRINQUEDO
Homenagem ao Rio de Janeiro pelos seus 445 anos.

CIDADE BRINQUEDO
Autor Silvino Neto
Gravação de Orlando Silva

O Cristo Redentor é uma medalha pequenina,
No rosário imenso da colina.
Bonecas delicadas quase todas moreninhas.
Adornam suas ruas qual um bando de andorinhas.

Rio,
És pequeno para os olhos meus.
Olhos
Que veneram os encantos teus.
Adoro o teu céu da cor de anil.
És a Cidade Brinquedo
Do bazar do meu Brasil.

E minha reverência ao escritor Coelho Neto que deu ao Rio o nome de Cidade Maravilhosa.
E ao compositor André Filho que compôs o consagrado Hino da Cidade do Rio de Janeiro.

NormaHauer

"Sassaricando" - por Norma Hauer

SASSARICANDO...
Ela foi a primeira a "sassaricar", mas ontem, completando 90 anos, só pode ver outros sassaricarem no Teatro Carlos Gomes.

Seu nome Virginia Giacone, mas se tornou conhecida como VTRGÍNIA LANE.

Embora famosa como vedete, iniciou sua carreira artística como cantora, em 1935, na Rádio Mayrink Veiga, participando do programa "Garota Bibelô", passando depois para a Tupi.

Foi como corista no Cassino da Urca, em 1943, que ficou conhecida. Assim, foi-se apresentar em Buenos Aires, onde permaneceu por 3 anos.
Em 1947, já como vedete, participou da peça "Um Milhão de Mulheres"

Mas foi em 1951 que tomou parte no espetáculo "Jabaculê do Penacho", de Walter Pinto, no quadro "Eu Quero Sassaricá" cantando "Sassaricando. Esse eapetáculo tomou conta da cidade e o povo "adorou" sassaricar, pricipalmente por sua malícia sutil..

Os "velhos", que na época tinham o hábito de se colocar em frente à Confeitaria Colombo para olhar as "meninas" desfilando, serviram de inspiração para a gozação com que foi composta a letra da marchinha.

Tomou parte, no início da televisão no Brasil dos Espetáculos Tonelux, na TV Tupi.

Trabalhou em mais de 30 fimes nacionais, como "Alô,,Alô Brasil"; Entra na Farra; "Este Millhão é Meu"; "Alô, Alô Carnaval", assim como completou, em 2003, 15 anos de participação no palco montado na Cinelândia durante o carnaval.

Em 2006 tomou parte no último capítulo da novela "Belíssima" da Rede Globo
No ano seguinte participou do espetáculo "Sua Excelência, a Vedete do Brasil".

Encontra-se ainda firme em seus 90 anos de existência completados ontem, dia 28 de fevereiro de 2010.

Norma

Canção do trabalhador- Ari Kerner - Por Norma Hauer

CANÇÃO DO TRABALHADOR
Foi no dia 27 de fevereiro de 1906 que nasceu, aqui no Rio de Janeiro, Ari Kerner Veiga de Castro, que ficou conhecido como ARI KERNER.

Ari Kerner foi um artista quase completo: instrumentista. teatrólogo, dramaturgo, planista, até exerceu um cargo no Senado Federal, quando funcionava aqui no Rio de Janeiro.

Como compositor, sua canção mais famosa foi "Na Serra da Mantiqueira", de 1932, gravada por Gastão Formenti referindo-se à revolução connstitucionalista de São Paulo.
Somente recentemente soube desse fato.`Para mim, a Serra da Mantiqueira é mais conhecida como pertencente ao Estado de Minas Gerais, embora também atinja São Paulo e a guerra de que fala a música seria a 1ª guerra mundial e não a revolução paulista.
Vejamos a letra:
Na Serra da Mantiqueira
Sob a fronde da mangueira
Que ela em moça viu plantar,
Sentadinha no seu banco,
Lá na encosta do barranco,
Mãe Maria vai sonhar.

Dos amores do passado
Só lhe resta um filho amado
Que lhe dá felicidade.
Ele é todo o seu encanto,
Sua vida, o fruto santo
Da longínqua mocidade.

E nas nuvens que, correndo,
Vão no céu aparecendo
Pra no ocaso descansar,
Ela vê os belos dias
De venturas e alegria
Que não mais hão de voltar.

Eis, porém, que veio a guerra
Abalando toda a serra
Com o rugido do canhão.
E a velhinha amargurada
Viu seu filho lá na estrada
Se sumir num batalhão.

Segurando o rosário,
No seu banco solitário,
Mãe Maria reza agora,
Pede a Deus ardentemente
Que lhe mande o filho ausente
Que já tanto se demora.

E, numa tarde, ao sol poente,
Ela escuta de repente
A voz meiga do rapaz,
Que lhe diz, tal como em vida:
"Muito em breve, mãe querida,
Lá no Céu me encontrarás!"

Mas a música que me fez "conhecer" Ari Kerner foi a "Canção do Trabalhador", gravada em 1940 por Carlos Galhardo, lançada no Campo do Vasco, quando ali se apresentava o presidente Getúlio Vargas.

Na outra face do disco, outra composição de Ari Kerner:"De Braços Abertos".
Eis a letra da "Canção do Trabalhador":

"Somos a voz do progresso
E do Brasil a esperança.
Os nossos braços de ferro
Dão-lhe grandeza e pujança.
Seja na terra fecunda,
Seja no céu ou no mar.
Sempre estaremos presentes,
Tendo na Pátria o altar.

Trabalhador,
Incansável, febril
O teu fulgor
Exalta o Brasil
Trabalhado,.
Expressão verdadeira.
Do lema altivo
Da nossa bandeira.

A primeira gravação de Ari Kerner foi, na voz de Francisco Alves, "Xô Canarinho", em 1928.
Mas a composição de Ari Kerner que pode ser considerada seu primeiro sucesso foi gravada por Gsatão Formenti em 1929 para o carnaval de 1930 : "Trepa no Coqueiro", regravada por Carmélia Alves em 1950.

Como quase todos os composiores de sua época, Ari Kerner afastou-se do meio quando os ritmos estavam mudando e faleceu em 4 de abril de 1963, aqui no Rio, aos 57 anos.


Norma

Ser feliz ou ter razão ? - Eurípedes Reis

Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.

Percebendo que, além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite, enquanto faz o retorno, que insistiu no caminho errado. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados.
Mas ele ainda quer saber: - Se você tinha tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, porque não insistiu comigo, defendendo seu ponto de vista?
E ela diz: - Entre ter razão e ser feliz, preferi ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão. Se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

MORAL DA HISTÓRIA:

Esta pequena história serve para ilustrar, que, na nossa vida, quanta energia nós gastamos, apenas para demonstrar que temos razão, e, às vezes, independentemente, de tê-la ou não.

Amá-la ou Amar -te ?


AMÁ-LA ou AMAR-TE?

O marido, ao chegar em casa, no final da noite, diz à mulher que já estava deitada :
- Querida, eu quero amá-la.
A mulher, que estava dormindo, com a voz embolada, responde:
- A mala... ah não sei onde está, não! Use a mochila que está no maleiro do quarto de visitas.
- Não é isso querida, hoje vou amar-te.
- Por mim, você pode ir até Júpiter, Saturno e até à merda, desde que me deixe dormir em paz...

Colaboração de Fco. Babo Jr.

Aldinha - por Maria Amélia Castro



2 de março, parabéns Aldinha !


Hoje, Alda Arraes de Alencar, a Aldinha, faria 89 anos...ela se foi fisicamente, em 2008, deixando-nos órfãos...não está mais pertinho da gente..como era bom, como era gostoso tê-la perto...mesmo assim, não ficamos um dia sem nos lembrar forte dela, sem recordar o sorriso generoso e franco, o olhar doce e protetor. Adinha foi muito importante para nós, suas reflexões da vida enchia-nos de sabedoria e curiosidade. Ela era uma pessoa muito espirituosa todo o tempo. Seu trabalho social na área em que atuava teve larga repercussão em Crato, ela abominava a palavra "injustiça", que não existia em seu vocabulário. Ela exercia a caridade ao pé da letra. Sabia reconhecer as limitações e as habilidades de cada um. Quantas saudades e quanta falta você está fazendo na Rua Dr. João Pessoa, 98, Aldinha. Como é difícil entender que naquela casa não existe mais você. Aldinha era adepta da qualidade total, do melhor queijo, das melhores frutas, da melhor carne, do melhor biscoito, do melhor pão, dos sabonetes e shampoos finos para todos aqueles com quem convivia. A preocupação com a higiene era grande, lembro-me muito bem ainda criança que todos os sábados os pentes da casa eram colocados de molho em uma bacia com água e sabão, os banheiros deviam estar limpíssimos, as roupas de cama e banho deviam estar impecáveis, trocadas toda semana. Isso, sem falar na higiene pessoal das crianças, com as unhas, cabelos, orelhas limpos como se fôssemos a uma solenidade. Foram esses hábitos saudáveis de higiene e educação que aprendi com você, além de muito mais coisas. As crises de coqueluche, lembro-me bem, a tosse atacava à noite...você era a primeira a chegar, vinha nos acudir noite após noite. Os nossos passeios subindo rio acima até o Pimenta eram inesquecíveis. Os velórios , as procissões, o canto no coral da Igreja de São Vicente são lembranças que eternizam você em nossos corações, Aldinha tia querida. São lembranças que ficaram registradas nos arquivos da saudade. Parabéns, Aldinha.

Maria Amelia Castro