Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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quarta-feira, 24 de março de 2010
Feijoada Light

Roberta Stella Roberta Stella Nutricionista CRN 39788
Ingredientes
Feijoada
- 500 g de feijão preto
- 130 g de lingüiça defumada light
- 180 g de lombo defumado
- 150 g de lombo salgado
- 180 g de carne seca magra
- 100 g de ricota defumada
- 1 envelope de caldo de carne light
- 1 buquê garn
- 2 litros de água
- 5 ramos de tomilho
- 2 dentes de alho
- 1/2 pimenta dedo-de-moça
- sal a gosto
Couve
- 200 g de couve manteiga
- 1 colher (chá) de caldo de legumes light em pó
- 1 colher (sopa) de alho desidratado
Torresmo de nabo
- 1 nabo
- 1 envelope de caldo de carne light
- 20 gotas de essência de bacon
- 50 ml de água
Modo de Preparo
Feijoada: limpe o lombo salgado e a carne seca e deixe dessalgar por 12 hora em uma panela com água, trocando a água de 2 e 2 horas. Coloque o feijão já lavado em uma panela de pressão, junte o caldo de carne, água, carnes ainda inteiras, buquê garni e leve ao fogo por 30 minutos. Com cuidado retire as carnes, corte-as em cubos e reserve. Em um liquidificador, coloque 3 conchas de feijão cozido com bastante caldo, bata e passe em uma peneira. Em outra panela seque o alho com pimenta picada e tomilho, junte caldo de feijão peneirado, pedaço de ricota e deixe engrossar um pouco. Retire a ricota e pique em pedaços. Junte o feijão cozido, tempere com sal e misture bem. Em uma panela, coloque a ricota e as carnes picadas, despeje um pouco de caldo e aqueça.
Couve: em uma frigideira, junte a couve, o caldo de legumes light e leve ao fogo até secar bem.
Torresmo de nabo: misture água, caldo de carne, essência de bacon e junte o nabo fatiado. Em seguida vá retirando um por um e arrumando em um prato sem sobrepor, leve ao microondas por 3 minutos, retire, passe para uma assadeira e leve ao forno até ficar bem sequinho (cerca de 6 minutos).
Arturo Toscanini

Macarrão al pesto

* Ingredientes
* 1 pacote de macarrão tipo tagliarini (500g)
* 1 xícara (chá) de castanhas do pará (picadas)
* 2 dentes de alho (picados)
* 1 xícara (chá) de folhas de manjericão
* 1/2 xícara (chá) de azeite extra virgem
* 1/2 xícara (chá) de parmesão (ralado)
* 1 colher (chá) de sal
* Modo de Preparo
1. No liqüidificador junte as nozes, o alho, o manjericão e o sal
2. Ligue e acrescente o azeite, aos poucos
3. Por último, coloque o queijo e bata mais um pouco, até formar uma pasta homogênea
4. Cozinhe o macarrão conforme as instruções da embalagem
5. Escorra e sirva em porções individuais regadas com molho
Alguma Poesia - Artur Gomes

ALGUMA POESIA
não. não bastaria a poesia deste bonde que despenca lua nos meus cílios
num trapézio de pingentes onde a lapa carregada de pivetes nos seus arcos
ferindo a fria noite como um tapa
vai fazendo amor por entre os trilhos.
não. não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo estão muitas meninas
tentando a sorte em cada porta de metrô.
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador.
não. não bastaria todo riso pelas praças
nem o amor que os pombos tecem pelos milhos
com os pardais despedaçando nas vidraças
e as mulheres cuidando dos seus filhos.
não bastaria delirar Copacabana
e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando um charme gay
e uma cheiro de fêmea no ar devorador
aparentando realismo hiper-moderno,
num corpo de anjo que não foi meu deus quem fez
esse gosto de coisa do inferno
como provar do amor no posto seis
numa cósmica e profana poesia
entre as pedras e o mar do Arpoador
uma mistura de feitiço e fantasia
em altas ondas de mistérios que são vossos
não. não bastaria toda poesia
que eu trago em minha alma um tanto porca,
este postal com uma imagem meio Lorca:
um bondinho aterrizando lá na Urca
e esta cidade deitando água em meus destroços
pois se o cristo redentor deixasse a pedra
na certa nunca mais rezaria padre-nossos
e na certa só faria poesia com os meus ossos.
.
Jura Secreta 104 - Artur Gomes
Por Ana Cecília S.Bastos

"Bem dentro do coração guardado"
Sou apenas alguém do interior, em contato com coisas simples e essenciais, capaz de comover-se por inteiro com cantorias, com a poesia absoluta de uma canção sobre “o ermo da solidão das estradas”.
E fiel à obsessão pela poesia, no mais universal. Esta canção de Elomar faz parte do que está "bem dentro do coração guardado".
Violeiro
Elomar
Vou cantá no canto de primero
as coisa lá da minha mudernage
qui mi fizero errante e violêro
Eu falo sério e num é vadiage
E pra você qui agora está mi ovino
Juro inté pelo Santo Minino
Vige Maria qui ôve o queu digo
Si for mintira mi manda um castigo
Apois pro cantadô e violero
Só há treis coisa nesse mundo vão
Amô, furria, viola, nunca dinhêro
Viola, furria, amo, dinhêro não
Cantadô di trovas e martelo
De gabinete, lijêra e moirão
Ai cantadô já curri o mundo intero
Já inté cantei nas portas de um castelo
Dum rei qui se chamava de João
Pode acriditá meus companhero
Dispois de tê cantado o dia intero
O rei me disse fique, eu disse não
Se eu tivé de vivê obrigado
um dia iantes dêsse dia eu morro
Deus feiz os homi e os bicho tudo fôrro
já vem iscrito no livro sagrado
qui a vida nessa terra é uma passage
Cada um leva um fardo pesado
é um insinamento qui desde a mudernage
eu trago bem dentro do coração guardado
Tive muita dô de num tê nada
pensano qui êsse mundo é tudo tê
mais só dispois de pená pela istrada
beleza na pobreza é qui vim vê
vim vê na procissão o Louvado-seja
E o malassombro das casa abandonada
côro de cego na porta das igreja
E o êrmo da solidão das istrada
Pispiano tudo do cumêço
eu vô mostrá como faiz um pachola
qui inforca o pescoço da viola
E revira toda moda pelo avêsso
e sem arrepará si é noite ou dia
vai longe cantá o bem da furria
sem um tostão na cuia o cantadô
canta inté morrê o bem do amor.
Ver por Xangai em http://br.youtube.com/watch?v=KtHZVb3qMzI&feature=related Pássaro. Foto de MVítor.
Leila Diniz

Leila Roque Diniz (nasceu dia 25 de março de 1945, em Niterói - RJ, Brasil - faleceu dia 14 de julho de 1972, em Nova Délhi, na Índia).
"Todos os cafajeste que conheci na minha vida eram uns anjos de pessoas.
Você pode amar muito uma pessoa e ir para a cama com outra.
Viver, intensamente, é você chorar, rir, sofrer, participar das coisas, achar a verdade nas coisas que faz. Encontrar em cada gesto da vida o sentido exato para que acredite nele e o sinta intensamente.
Sei que me arrisco a solidão, se é isso que me perguntam. Mas, eu sei viver assim!"
Não sou contra o casamento. Mas, muito mais do que representar ou escrever, ele exige dom.
Nem de amores eu morreria porque eu gosto mesmo é de viver deles.
A mulher brasileira deveria ir menos ao psicanalista e mais ao ginecologista.
Sempre andei sozinha. Me dou bem comigo mesma.
Sobre minha vida, meu modo de viver, não faço o
menor segredo. Sou uma moça livre."
Leila Diniz
Ema D'Avila
Madrugando - por Socorro Moreira

Todos os dias , pedaços da minha vida desfilam numa passarela imaginária. O passado resolvido vai abandonado aos poucos , o presente solitário.Deixo para lá todos os mal-entendidos. Espero o que não sonhei, ou simplesmente não espero ! O cansaço já me deixou sem desejos.
Uma brisa tímida me visita. Parece cochichar no meu ouvido : Dorme , amanhã é outro dia !
terça-feira, 23 de março de 2010
Prosa de Cordel - Colaboração de Ismênia Maia
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dá muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mau exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque saem do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.
Rendeira de Sonhos ( para minha mãe)

Ela é sempre fácil de encontrar
Tem a marca do amor
Em todas as idades
Sem abandonar de si
A infância
Que viaja em sua alma.
Caminha nos sonhos,
nos desejos de vida
Faz da terra um pouso
Sob o disfarce humano
Sua inquieta amorização
Doma ciclones de sentimentos
numa eterna brincadeira
Seus ventos levam pipas de sedas
Pelos céus, como estrelas
Decorando o firmamento.
Sua luz tem destino certo
Porta aberta, muro baixo
Canto espalhado pela voz
De todas as claves e compassos...
O resto é puro encanto!
"Cantar" - Paulinho Pedra Azul

Intérprete :Paulinho Pedra Azul
Composição: Godofredo Guedes
Se numa noite eu viesse ao clarão do luar
Cantar quase sempre nos faz recordar
10 Mitos que atrapalham a beleza dos cabelos - Colaboração de Ismênia Maia
Dormir com o cabelo molhado apodrece a raiz?
Não. A raiz não apodrece, mas dormir com os cabelos molhados traz riscos para saúde. "Com a região úmida e quente do couro cabeludo, podem surgir fungos e micoses, principalmente nas pessoas com tendência à formação de caspa", explica Gennaro.
Cortar o cabelo na fase certa da lua faz com que ele cresça?
Não. O cabeleireiro afirma que a lua não interfere na beleza dos fios. "Apesar do misticismo em volta da Lua, até hoje ninguém conseguiu provar a verdade dele. O ideal é cortar o cabelo a cada três meses, não importa a estação do ano ou a fase da Lua".
O cabelo se acostuma com o xampu depois de 6 meses de uso?
Não. Quem causa prejuízo para o cabelo não é o xampu, mas o modo com que você lava os fios. "O xampu limpa e pronto. Mas algumas pessoas não retiram totalmente os produtos do cabelo nas lavagens, ficando com a impressão de que o xampu não funciona mais", diz Gennaro.
Lavar o cabelo todos os dias causa a queda?
Não. Não existe nenhuma ligação entre lavar os cabelos todos os dias e a queda dos fios, como explica o cabeleireiro da Condor. "O certo, realmente, é lavar todos os dias, a não ser que você tenha algum problema, como ferimentos no couro cabeludo", afirma.
Arrancar os fios brancos colabora com o aparecimento de outros?
Não. Se você arrancar um fio branco, pode ficar tranqüila, não vão nascer mais sete. "Os fios brancos aparecem sendo arrancados ou não, o fato de arrancar um cabelo branco só vai contribuir com a dor, pois a raiz desse fio irá imediatamente produzir outro fio com as mesmas características".
Água fria deixa os fios mais bonitos e saudáveis?
Sim. A água fria não abre as cutículas dos fios, deixando uma aparência mais bonita para o cabelo. "A temperatura da água fria danifica menos os fios porque ela não consegue abrir as cutículas. Com isso, o brilho fica mais evidente além de ressecar menos e de não deixar os cabelos oleosos demais", explica Gennaro Preite.
Condicionador na raiz deixa os cabelos mais oleosos e dá caspa?
Sim. O condicionador colabora com o aumento da oleosidade e, como tampa os poros capilares, aumenta a incidência de caspa. "Existem cabelos que possuem raiz oleosa e o condicionador aumenta ainda a produção de sebo. Já a caspa pode aparecer em casos avançados, já que o condicionador apenas irá fazer o couro cabeludo ficar com excesso de umidade, tampando os poros capilares".
Esfregar as pontas com shampoo faz com que elas fiquem mais ressecadas?
Não. O cabelo deve ser lavado por inteiro. "Se for feito com cuidado, podemos esfregar as pontas, sem riscos de prejudicar a beleza dos fios. A lavagem deve ser feita por partes, começando pela raiz, descendo até o comprimento e, por último, chegando às pontas, mas essa esfregação deve ser feita com a palma das mãos, sem colocar as unhas", alerta o especialista.
Colocar anticoncepcional no xampu faz o cabelo crescer mais rápido?
Não. "Os hormônios desses remédios são sintetizados, ou seja, precisam entrar na corrente sanguínea para serem absorvidos. Postos no xampu, isso não chega a acontecer. O máximo é ter irritação no couro cabeludo", explica o especialista.
O stress provoca queda de cabelo?
Sim. O estresse pode levar até mesmo à calvície, já que absorve a energia do corpo, como explica o cabeleireiro oficial da condor. "O stress absorve as energias que estão estocadas para outras atividades, além de liberar radicais livres que matam nossas células. Como o cabelo necessita de uma grande quantidade de vitaminas e sais minerais para permanecer em bom estado, ele sofre quando há uma queda desses nutrientes, começa a enfraquecer e a cair."
Iana Lícia
Infarto feminino - Colaboração de Ismênia Maia
Mais tarde, quando fui ver como ela estava, a encontrei sem respiração... Não a puderam reviver...
Comentou o marido ao médico já no Hospital. Eu sabia que os ataques cardíacos nas mulheres são diferentes, nas nunca imaginei nada como isto.
Esta é a melhor descrição que li sobre esta terrível experiência...
Sabia que os ataques cardíacos nas mulheres raramente apresentam os mesmos sintomas
dramáticos' que anunciam o infarto nos homens?
Refiro-me à dor intensa no peito, o suor frio e o desfalecimento (desmaio, perda de consciência) súbito que eles sofrem e que vemos representados em muitos filmes...
Para que saibam como é a versão feminina do infarto, uma mulher que experimentou um ataque
cardíaco nos vai contar sua história:
Eu tive um inesperado ataque do coração por volta de 22h30min, sem haver feito nenhum esforço físico exagerado nem haver sofrido algum trauma emocional que pudesse desencadeá-lo. Estava sentada, muito agasalhadinha, com meu gato nos joelhos vendo novela.
Esta foi minha sensação inicial... O único problema era que eu NÃO HAVIA comido NADA desde às 17h00min...
Depois, desapareceu esta sensação e senti como se alguém me apertara a coluna vertebral (pensando bem, agora acredito que eram os espasmos em minha aorta).
Levantei-me me apoiando em uma cadeira e caminhei devagar até o telefone para chamar a emergência. Disse-lhes que acreditava que estava tendo um ataque cardíaco e descrevi meus sintomas. Tratando de manter a calma, informei o que se passava comigo. Eles me disseram que viriam imediatamente e me aconselharam deitar-me perto da porta, depois de destrancá-la para que pudessem entrar e me localizar rapidamente.
1. Dizem que muitas mais mulheres que homens morrem em seu primeiro (e último) ataque cardíaco porque não identificam os sintomas e/ou os confundem com os de uma indigestão. CHAMEM a AMBULÂNCIA, se sentem que seu corpo experimenta algo estranho. Cada um conhece o estado natural (normal) de seu corpo. Mais vale uma 'falsa emergência' do que não atrever-se a chamar e perder a vida...
2. Cchamem os Paramédicos/Ambulância'. AMIGAS, o tempo é importante, e as informações precisas também.
3. Não acreditem que não possam sofrer um ataque cardíaco porque seu colesterol é normal ou nunca tiveram problemas cardíacos’... Os ataques cardíacos são os resultados de um stress prolongado que faz que nosso sistema segregue toda classe de hormônios daninhos que inflamam as artérias e tecido cardíaco. Por outro lado, as mulheres que estão entrando na menopausa ou já a ultrapassaram, perdem a proteção que lhes brindava os estrogênios, pelo que correm iguais risco de sofrer mais problemas cardíacos do que os homens.
Um cardiologista disse que se todas as vezes que recebemos estes e-mails, o enviarmos a 10
mulheres, poderemos estar certas de que ao menos UMA vida se salvará.
Sou entusiasmada, mas dessa vez, acredito que todos vão concordar: sensacional!!!!!!!!!
Tomara que vocês curtam como eu estou curtindo.
Aproveitem!
Zelia Moreira
Que música tocava no ano que você nasceu?
Clique no ano e constate .
http://www.planetarei.com..br:80/100anos/index.htm
Sir Elton Hercules Jonh

Sir Elton Hercules John, KBE, (Reginald Kenneth Dwight, Grande Londres, 25 de março de 1947) é um premiado cantor, compositor e músico inglês.
Nascido Reginald Kenneth Dwight em 25 de março de 1947, cresceu em Pinner em uma council house que pertencia a seus avós maternos. Filho de Sheila Eileen (Harris) e Stanley Dwight, foi educado na Pinner Wood Junior School, Reddiford School e mais tarde na Pinner County Grammar School, onde mais tarde iria adquirir uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Music.
Quando Elton John começou a se interessar pela carreira musical, seu pai, antigo tenente da RAF, tentou o convencer a seguir uma carreira mais convencional. Os pais de Elton eram ambos músicos. Seu pai tocava trompete em uma banda amadora chamada Bob Millar Band, que animava festas formais.
A família de Elton John era uma exímia colecionadora de álbuns, o que o fez se interessar pelo estilo de Elvis Presley e Bill Haley & His Comets durante a década de 1950.
[editar] Interesse pela música
Elton John começou a tocar piano com 3 anos de idade e dentro de 1 ano foi selecionado para o "The Skater's Waltz" de Winifred Atwell. Elton John logo contava com uma rotina agitada de tocar em festas e reuniões de família e começou seus estudos de música aos 7 anos. Elton se tornou um aluno de destaque nas escolas onde estudou música, sendo comparado com Jerry Lee Lewis por seus colegas de classe. Aos 11 anos, Elton John conseguiu uma bolsa de estudos para a Royal Academy of Music, até hoje uma das instituições musicais mais respeitadas do Reino Unido.
A mãe de Elton John, Sheila, embora fosse mais rigorosa com ele, era também mais carinhosa e dedicada do que o pai, Stanley. Stanley Dwight é decrito por Elton como um pai desnaturado e grosseiro, que já o agrediu verbalmente várias vezes. Quando Elton tinha 15 anos de idade seus pais se divorciaram e sua mãe foi viver com um pintor local chamado Fred Farebrother. Fred se tornou um padrasto carinhoso para Elton John e assumiu o lugar de figura paterna que seu pai biológico nunca assumiu.
wikipédia
Wilhelm Reich

Nasceu em 24 de março de 1896, em Dobrzanica, uma pequena aldeia do distrito de Peremyshliany, no noroeste da Ucrânia (na época o território pertencia ao Império Austro-Húngaro), no seio de uma família abastada de proprietários judeus germanizados. Era filho de Leon e Cecilie Reich. Pouco depois, a família mudou-se para sul, para a região da Bukovina, onde o pai foi gerir uma grande fazenda em Jujinetz. O jovem Reich foi educado estritamente segundo a cultura alemã e os pais mantiveram-no sempre afastado da população judaica de cultura iídiche. Até aos 13 anos teve sempre professores particulares e depois estudaria no liceu de Czernowitz.
Desde cedo, vivendo na fazenda e em contacto directo com a natureza, se interessou pelos fenómenos e funções naturais. Na sua autobiografia de juventude, Passion of Youth, Reich conta que aos quatro anos já sabia o essencial sobre a sexualidade animal e humana, e que nessa tenra idade tentou intimidade erótica com uma criada. Aos onze anos e meio teve a sua primeira cópula, com a cozinheira da casa, que lhe ensinou os movimentos de vaivém do coito. A partir de então, diz ele, teve relações sexuais quase diárias durante anos.
Em 1909, Cecilie, durante as frequentes viagens e ausências do seu ciumento e colérico marido, foi seduzida pelo preceptor dos filhos. À noite, o jovem Wilhelm espiava os amantes, chegando mesmo a sentir desejo pela própria mãe. No início de 1910, Leon acabaria por descobrir o adultério, com o involuntário testemunho do aterrado Wilhelm. A partir de então, Leon passou a atormentar e a humilhar impiedosa e diariamente a sua mulher, de tal forma que ela acabou por se suicidar em 29 de setembro de 1910, no culminar de uma tragédia familiar de contornos edipianos, que muito traumatizaria Reich e lhe definiria o rumo da sua vida.
Em 1914, cheio de remorsos, o pai contraiu voluntariamente uma pneumonia que degenerou em tuberculose e morreu, deixando o jovem Reich e seu irmão Robert (nascido em 1900), desamparados e a braços com a gestão da fazenda em circunstâncias muito difíceis. Apesar de tudo, Reich prossegue os seus estudos - mas no ano seguinte, no decurso da I Guerra Mundial, a região é invadida pelos Russos e a fazenda é destruída. Reich teve de fugir para Viena, completamente arruinado, onde foi incorporado no exército austríaco, graduando-se como oficial e servindo na frente italiana.
Em 1918, com o final da guerra, Reich regressou a Viena e à vida civil e, ansioso de aprender rapidamente uma profissão que lhe permitisse subsistir, ingressou no curso de Direito, o mais breve de todos, mas depressa se aborreceu e logo se transferiu para a Faculdade de Medicina, onde, aluno sobredotado, e valendo-se do seu estatuto especial de veterano de guerra, completou o curso de seis anos em apenas quatro. Sobrevivia dando explicações aos seus colegas. Em 1919, ao preparar um seminário sobre sexologia conhece Freud e fica bastante impressionado com o seu mestre: "Ao contrário dos outros [psicanalistas], Freud não se dava ares e comportava-se com a maior das naturalidades. Os seus movimentos eram ágeis e descontraídos."
[editar] Carreira
Formando-se em 1922, inicia seus trabalhos com o tratamento de pacientes com distúrbios mentais, na Universidade Neurológica e Psiquiátrica, junto a Paul Schilder. Inclui no tratamento técnicas de hipnose e de psicoterapia.
Em 1924, faz sua pós-graduação, sendo membro integrante da sociedade psicanalítica de Viena, até 1930.
Foi casado com a sua paciente Annie Reich (que se tornaria psicanalista), de quem se divorciou em 1932, e de quem teve duas filhas, Eva e Lore. Viveu mais tarde com a bailarina Elsa Lindenberg, de quem se separaria ao partir para os E.U.A.. Pouco depois de lá chegar, viveria com a sua assistente Ilse Ollendorf, com quem se casaria e com quem teve um filho, Peter. Mais tarde, divorciar-se-ia de Ilse e teria uma ligação com a bióloga e sua colaboradora, Aurora Karrer, sua última companheira.
Em 1933 é forçado pelo nazismo a sair da Alemanha, mudando-se para Oslo, na Noruega, laborando no Instituto de Psicologia da universidade local. Ali vive até 1939, quando muda-se para Nova Iorque, cuidando de divulgar suas idéias, agora na língua inglesa, tendo seu "A função do orgasmo" sido neste idioma publicado a primeira vez em 1942.
Nos Estados Unidos Reich cria um instituto para o estudo do "orgone universal", que intenta utilizar em tratamentos - inclusive do câncer. Em 1954 passa a ser investigado pela FDA (Federal Food and Drug Administration), que lhe rende um processo e posterior aprisionamento, após infrutíferas tentativas de apelação. Reich não reconhecia outra pessoa na defesa de sua ciência para si.
Encarcerado desde 12 de março de 1957, morre de ataque cardíaco em 3 de novembro
Foi um discípulo dissidente de Sigmund Freud, propôs a gênese da neurose como consequência dos conflitos de poder que se estabelecem nas relações sociais e suas implicações emocionais e psicológicas.
Reich dava grande ênfase à importância de desenvolver uma livre expressão dos sentimentos sexuais e emocionais dentro do relacionamento amoroso maduro. Reich enfatizou a natureza essencialmente sexual das energias com as quais lidava e descobriu que a bioenergia era bloqueada de forma mais intensa na área pélvica de seus pacientes.
Ele chegou a acreditar que a meta da terapia deveria ser a libertação dos bloqueios do corpo e a obtenção de plena capacidade para o orgasmo sexual, o qual sentia estar bloqueado na maioria dos homens e das mulheres.
Embora divergindo de Freud, Reich deste não se apartou, na compreensão de que toda a psique humana deriva da compreensão das funções sexuais.
E suas opiniões radicais a respeito da sexualidade resultaram em consideráveis equívocos e distorções de seu trabalho por autores futuros e, conseqüentemente, despertaram muitos ataques difamatórios e infundados.
A função do orgasmo.
Com este título, sua obra mais conhecida expõe conceitos para os quais a psicanálise freudiana não estava preparada.
Nesta obra, Reich aproxima-se, por meio transverso, de idéias menosprezadas pelo meio científico tradicional, tais como a Teosofia e até mesmo o Espiritismo, falando da existência de uma substância intangível, vital, que batizara de orgone cósmico - e que equivaleria, grosso modo, ao "prana" teosófico ou o "fluido cósmico universal" de Kardec (Reich desconhecia completamente o Yoga).
Analisando os efeitos da respiração no ato sexual sobre o indivíduo, Reich chegou à conclusão que seu uso harmonizaria o corpo físico, com implicações na própria mente, normalizando o fluxo de trocas com o meio, pela correta absorção do orgônio.
[editar] Perseguição sistemática
A Psicanálise, tal como construída pelo seu criador, impunha um quase total engessamento das idéias em torno daquilo que dissera Freud. Onde quer que fosse, Reich era tratado como louco, e suas idéias como pura mistificação.
Alguns de seus seguidores atribuem a prisão, bem como as anteriores perseguições, a uma eventual conspiração da sociedade freudiana.
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Pessoas - por Rosa Guerrera
São pessoas que rasgam os nossos compromissos e nos ensinam a perpetuar momentos e segundos . Pessoas que nos fazem ficar de bem com a vida e parar de questionar coisas que nunca conseguimos entender. E quase sem querer ou sei lá porque a gente deixa de lado a velha mania de analisar as dores sofridas oriundas das maldades e do egoísmo da própria existência .E de repente sem pressentirmos a gente reveste o nosso coração dessa liberdade momentânea que nos é presenteada por uma , duas ou até mais pessoas que pousam de repente no nosso destino. Seriam anjos essas presenças que rotulam assim de tanta paz as estradas, as vielas , ou até mesmo as bifurcações do nosso caminhar ? Seriam sonhos transformados em realidades ? ou quem sabe até reencontros que ficaram perdidos em algum lugar do passado?
Não vale mesmo a pena procurarmos analisar essas presenças que falam a nossa linguagem e entendem os nossos versos ... Jamais chegaríamos a um lugar comum . O certo é que mesmo atravessando por momentos os semáforos do nosso destino ,essas pessoas deixam rastros tão profundos que nem o tempo, o vento , o sol , a tempestade, ou a chuva , serão capazes de desmarca-los.É exatamente como escreveu Fabio Centenaro : “Quando pessoas entram em nossas vidas por uma estação, é porque chegou a nossa vez de dividir, crescer e aprender.Elas nos trazem gratuitamente a experiência da paz , e da verdade . E o mais importante ; elas poderão nos ensinar algo que nunca fizemos ”.
por rosa guerrera
segunda-feira, 22 de março de 2010
LÁ VEM A LUA - Por Marcos Barreto de Melo
DE NOVO BULIR COMIGO
LÁ VEM A LUA
MEXER COM MEU CORAÇÃO
VEM DE MANSINHO
SACUDINDO A PAIXÃO
REVIRANDO A SAUDADE
PROVOCANDO A SOLIDÃO
LUA BONITA
POR QUE FAZ ASSIM COMIGO?
SE É POR CASTIGO
QUERO TE PEDIR PERDÃO
LUA BONITA
MEXA ASSIM COMIGO NÃO
PARE DE JUDIAÇÃO
DEIXE EM PAZ MEU CORAÇÃO
Marcos Barreto de Melo
a alma que não se molha
ou graça bendita
é de fato
minha fantasia:
mente utópica,
coração ansioso.
Uma combinação letal
de larvicida dentro dos olhos.
Culpados não existem.
O céu que arde.
As frias estrelas.
A loucura vem da infância
da eternidade
em que brincava o poeta
com as nuvens.
Tomou vulto o corpo
mas a alma continua deitada
sobre a imensa pedra de secar roupas.
As nuvens, bandidas, também mudaram:
nunca mais vi fisionomias reveladoras.
A Magia das Velas
A Magia das VelasUma vela acesa não serve apenas para iluminar,como era costume nos tempos em que não existia a luz elétrica.Atualmente,é mais um instrumento simbólico utilizado para direcionar nossas preces, pedidos e pensamentos, e conectá-los com o plano astral ou o ambiente das divindades.
Recomenda-se um incenso ao lado da vela.Esta prática faz com que os pedidos cheguem mais rapidamente ao plano astral.
Dependendo do tipo de ajuda que se deseja obter, deverá ser empregada vela de determinada cor.

Quando o tipo de auxílio for de caráter familiar.
Proporciona paz, harmonia, equilíbrio e afasta os maus fluidos.

Quando o tipo de auxílio referir-se a dinheiro, negócio, trabalho ou profissão.Nos dá força, poder e fé para podermos trabalhar e conseguir realizar bons negócios, trazendo dinheiro e riqueza material.
Quando o tipo de auxílio se relacionar com os estudos.Estimula a inteligência, aguça a sabedoria e amplia os horizontes intelectuais.
Quando o tipo de auxílio objetivar os relacionamentos afetivos,para encontrar a sua alma gêmea, fortalecer as relações de afeto e sempre que desejar, dirigir bons fluidos a alguém.
Quando o tipo de auxílio visa a saúde.Para invocar a boa saúde física, fartura. Estimula a verdade e traz a calma.


Quando o tipo de auxílio almejar a espiritualidade.
Favorece a liberdade e tem o poder de transformar o ódio em amor ou transformar o negativo em positivo.
http://www.astral-online.com/velas/index.shtml
AGUAS MORTAS
Só agora, livre dos murmúrios que me perseguiam a eito, posso sentir o quanto é difícil cruzar a barreira da ficção enquanto a reflexão teórica ameaça danificar as imagens que se projetam adiante. Nenhuma imagem fala por si mesma. O rio morto é obra da minha paciência, hipérbole de miséria e a tumba sórdida dos esquecidos. Desceu inteiro, solitário, tristonho. Como foi ingênuo e ao mesmo tempo magnífico, levando peixes para o mar de peixes, até o fim da devoração. Já não chora enquanto escorre-se como uma lágrima ressequida sobre o cascalho do meu rosto. Já não urra mais em sonhos, nem sente a aflição do último veio que se esgota no curso do próprio silêncio. Desse veio restará apenas uma taça quase vazia, a cicuta de quem aí irá beber na sequidão do vale, até a hora do cortejo que vejo deixando a aldeia, parte do ofício da providência que não providencia.
A última campina já se foi, deu-se inteira a comer. Resta o lodo, que é o fim das águas, a solidão do homem que foge do gosto salobro de uma tarde devorada pela fome. No horizonte, aberto no desabraço das próprias asas, um pássaro perdido não sabe como se esconder no ar azul. Parece um pêndulo-negro à procura de um abrigo, ou do desabrigo que o mantém indeciso entre continuar ali pairado, ou flanando baixo até cair no solo firme. Poder emudecer ante o que vai sumindo é quase uma virtude. Flutuando sobre o cascalho, sepulcro das águas paralíticas, tudo que aí jaz, parece se acomodar tão lentamente, quanto as palavras impuras contidas na muda história dessa gente. É ingenuidade pensar que não estamos a adulterá-la.
Estamos sim, com palavras e interconectividade. Mesmo que se bastem, essas imagens precisam ser tocadas pelos vastos sentidos. Assim se acomodam e se convertem em palavras sentidas. Mas o tempo vai passando, as águas também, protelando o que na última hora será dito. Desse veio restarão umas poucas palavras poéticas, palavras cheias de perturbadoras imagens, tanto e quanto um entressonho que vai se materializando devagar, devagar, até que um sonho novo venha substituir o velho. Tudo sofre os efeitos da substituição calculada, tudo, inclusive a alacridade do meu riso.
Há poucos instantes e agora novamente indagando-me sobre isto, com a maior serenidade possível, chego à legítima conclusão de que, o caminho adiante não tem atalhos, e a metáfora do sonho pode ser a foz ou o abismo. Pelo abismo passarão só as imagens. Sem palavras todos os olhos são mudos, e as novas águas não se aperceberão na travessia. Onde puseram as palavras proféticas dos Gênios Malditos? O gênio não se expressa pelo olhar. Que o diga, Borges. As imagens ocas morrem cedo porque não se comportam bem no contexto. Mas não convém perder de vista o que vai fluindo no caminho das águas, nem é oportuno reivindicar o retorno ao passado. Sabemos nós que a natureza nem sempre reabilita sistemas extintos. Aqui cabe dizer algo menos restritivo. Para quem das águas retira o sustento, os leitos são caminhos naturais, traçados pelo Empreiteiro de todas as obras. Para quem aí navega sobre toras milenares, são os leitos que potencializam as riquezas nacionais. Para quem precisa desviá-los para gerar estoques de signos monetizados, todos os rios deveriam ser comunicantes com o Jordão. Se este é um geral desejo, os leitos mortos serão meras palavras e tão restritos quanto certos conceitos universais.
O tempo que espere, e só nos resta continuar o percurso. Mas ao invés de reprimido entre as margens estreitas de um rio paralítico, desatento à amplitude infindável da própria subjetividade, e apesar do murmúrio que revela numa curta pausa, as sombras mortas do invisível, e por toda parte há quem diga que sou uma porção dessa invisibilidade espacial, e ao mesmo tempo, parte substancial do vazio temporal que me comporta, melhor é fazer um passeio a pé pelos campos contíguos ao leito do Sono, onde poderei admirar um estranho e muito belo contraste, de um lado, o ocre enegrecido do barro petrificado em robustas colinas, e do outro, o esplendor da soagem, de cuja aparência, como é natural nessa época do ano, tinge as vastas superfícies com um colorido inimitável. Mas com o passar das águas e dos homens, tudo vai ficando banal, repetitivo e um obstáculo intransponível continuará a ser tão avassalador, quanto a fúria vingativa das catástrofes gigantescas. É melhor seguirmos a marcha. Estamos mais interessados nos signos do que nos enunciados. Contudo, não me apraz repetir o trotar barulhento dos idealistas e naturalistas.
Em tudo há incoerência, tanto que, os mais exaltados até já insinuam o extermínio humano para o bem da natureza. E aqui novamente, olhando para essas nuvens ágeis, fingidoras, sinto que é hora de fazer um balanço de consciência, antes que esta reflexão se misture às palavras vãs da lei impura, que como as toras milenares, também apodrecerá nas próximas correntezas. Mas como posso ser coerente com o meu discurso, sendo ao mesmo tempo algoz e vitima da natureza, usuário das benesses do meu tempo, e impávido como o sol outonal que despenca sobre os telhados e vai se deitar e queimar a alma de quem aí estiver, ou frio e insensível como os cavaleiros andantes, que iniciaram a longa marcha pela universalidade do poder? A marcha continua, tão firme quanto a vida frágil de quem todos os dias repete os mesmos trajetos para suster-se. Parece ser esse o destino dos rios e dos homens. Mas para que pressa, se ninguém nos espera em lugar algum? O mundo é grande, o Céu é maior.
O romancista, dramaturgo e sociólogo brasileiro Ruy Câmara ao completar 40 anos em 1990 abdicou da sua promissora carreira empresarial, encafuou-se em sua biblioteca e passou a se dedicar exclusivamente ao ofício literário. Após 11 anos de intensa produção, em 2003, ele surpreendeu o cenário intelectual com Cantos de Outono, o romance da vida de Lautréamont, que foi finalista do prêmio Jabuti 2004 e receberá no dia 22/07/2004 o prêmio nacional da Academia Brasileira de Letras na categoria de Melhor Romance de Ficção. O próximo romance, O Alfarrabista, será publicado em 2005.Contatos: ruycamara@uol.com.brSítio Web: www.ruycamara.com.br/novo



