Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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quarta-feira, 31 de março de 2010

La Fontaine - Colaboração de Glória Pinheiro

Jean de La Fontaine (1621-1695) nasceu na França, numa família que não chegava a ser rica, mas tinha posses. O pai queria que ele fosse advogado. Mas alguns mecenas (homens ricos e nobres que patrocinavam os artistas) se interessaram por ele. Assim, La Fontaine pode se dedicar a carreira literária. Os livros de literatura adulta não sobreviveram. Suas fábulas, entretanto, escritas em versos elegantes, deram-lhe enorme popularidade. "Sirvo-me dos animais para instruir os homens", dizia. Os animais simbolizavam os homens, suas manias e seus defeitos.

La Fontaine reeditou muitas das fábulas clássicas de Esopo, o pai do gênero. Da vida de Esopo, pouco se sabe. Provavelmente viveu na Grécia no Século VI a.C.. Ele seria escravo, corcunda e gago. Teria sido executado por haver cometido o crime de blasfêmia. Suas fábulas são curtas, bem humoradas e trazem sempre uma moral no final.

As mais famosas são: "A gansa dos ovos de ouro" (e não a galinha), e "A lebre e a tartaruga".

A reunião geral dos ratos

Uma vez os ratos que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma reunião para acabar com aquele transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados. No final, um rato jovem levantou-se e deu a idéia de pendurar uma sineta no pescoço do gato, assim, sempre que o gato chegasse perto eles ouviriam a sineta e poderiam fugir correndo. Todo mundo bateu palmas. O problema estava resolvido. Vendo aquilo, um rato velho que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto. O rato falou que o plano era muito inteligente, que com toda certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim. Só faltava uma coisa: quem iria pendurar a sineta no pescoço do gato?
Moral: Inventar é uma coisa, fazer é outra.


Fonte: http://www.portaldascuriosidades.com/

Filó Machado



http://www.filomachado.com.br/

Compositor, instrumentista, cantor, arranjador e produtor.
Nascido em Ribeirão Preto em 3 de fevereiro de 1951.
Aos dez anos começou a atuar em grupos de baile, como New Boys, Acadêmicos de Marília, Birutas do Ritmo e Conjunto Icaraí.

Fez turnê por todo o Canadá com o show "Rendez-vous Brésil Cuba" ao lado de Jane Bunnet, Celso Machado, Hilário Duran, Carlito Del Puerto e Larry Crammer.
Em 1997 assinou a direção musical e os arranjos do CD "Vocalise" do grupo A Três, com produção de Jun Itabashi (Bossanovalogia). Também produziu e fez arranjos do CD "Num Tom Delicado", de Bia Mestriner.

Em 2004 dividiu o palco do Sesc Pompéia com Johnny Alf, Alaíde Costa, Carmem Costa e José Domingos num show em homenagem à "Noite Paulista".
Acaba de lançar pela gravadora Maritaca, com produção de Léa Freire, o CD "Jazz de Senzala", com as participações de Toninho Horta, Arismar do Espírito Santo, Théo de Barros, Teco Cardoso, Vinicius Dorin e Thiago do Espírito Santo, além da própria Léa Freire.
Em 2005 lançou pela gravadora Lua Music em parceria com a cantora Cibele Codonho o CD “Tom Brasileiro”. Fez uma tournée pelo Japão, se apresentando nas cidades de Tókio, Nagoya, Osaka, Yamagata, Rathinohe.
Em 2006 Filó Machado volta a fazer uma tournée ao lado de Tetsuo Sakurai (baixista do Cassiopéia) por várias cidades do Japão. Em seguida, se apresentou encerrando o Festival Internacional de Quito, Equador, no mesmo Festival se apresentaram John Arbecombie, Rosa Passos e Nico Wayne.

Nicodemos coleciona nuvens , e isso é maravilhoso ! - por Socorro Moreira


Nicodemos coleciona nuvens .... Ah, se eu soubesse disso um pouco antes de hoje!
Tenho tantas na memória , e posso vê-las , nas viagens interiores .Imagens fugazes, que a gente não procura ... Surgem do nada , e se desmancham, antes que possamos retratá-las . Meu olhar sempre se perdeu entre elas . Esse costume foi se firmando até compor um filme de longa metragem.Os personagens humanos, mitológicos, flores, animais são inonimados, mas totalmente animados por condições inexplicáveis.
Quer saber? Eu vejo você , o tempo todo, nas nuvens do meu céu!
Nas tardes de mormaço eu te sopro devagar ; nos dias azuis , ensolarados, eu te chamo baixinho; e nos dias bonitos pra chover, eu espero o relãmpago e a chuvarada dos teus pensamentos, que às vezes me alcançam, mesmo quando não conhecem o endereço do meu ninho.
Tenho uma coleção de nuvens, como o Nicodemos , e nelas encontro sempre o teu sorriso, e uma palavra, nos escritos, que eu teimo em descobrir a língua.

A madrugada de ontem - por Socorro Moreira

A prosa foi crescendo, crescendo, despropositadamente, e desejou ser manhã. Pediu café pra não adormecer pensamentos. Uma roda pequena de grandes figuras : Nocodemos, Rogério, Gaby, Dihelson , Aucy, e eu na escuta , interferindo com lembranças musicais , e um tom de desafino. É que viajo , e me acho, nas discussões que me embalam.
Olha que parecia uma lombra de vinho, de wisque de um ópio qualquer, imaterial. Todo mundo no café com bolo, e as conversas conectadas com o resultado dos nós.
Só daria pra reproduzir ou comentar, se eu pudesse tocar essa canção que continua omissa e misteriosa.

Alô, alô pessoal... O dia já começou. Tem lasanha gelada , que a noite do ontem deixou.
Zé do Vale, Claude, Magali e Carlos ( tão perto da gente)... Por que o encontro nunca pode ser com toda gente ?
Em Julho ? Oxalá !

Correio Musical

O encontro de Sofia com o mundo - por José do Vale Pinheiro Feitosa

O olhar de Sofia contém o movimento do mundo. Quando fazemos algo e rapidamente ela se vira seus olhos dizem de contradições, misturas, sínteses e uma doçura misturada a uma curiosidade quase perplexa. Têm tanto brilho aqueles olhinhos pretos que desmancha todos os conceitos e preceitos sobre a vida. Tipo assim o preto como opositor do branco ou representante do escuro que contradiz o brilho.

É a forma de Sofia se encontrar no mundo. Que não é a mesma coisa de ela viver. Este é a mistura entre nós e o mundo. Já se encontrar no mundo é a forma de nos identificarmos como algo próprio. Não se trata apenas da individualidade solitária, mas da individualidade ao encontro do mundo e suas circunstâncias.

Sofia e penso que todos, têm um modo de se encontrar no mundo. Este modo se compõe de ligações permanentes que ao mesmo tempo em que nos conecta ao mundo, nos promove o desejo de modificá-lo. É o encontro de canal duplo, um que vai ao encontro do mundo como ele e outro que extrai do mundo o que ele poderia ser de diferente.

Por isso mesmo os conceitos, as normas e as visões são todos mutantes ou objetos misturados de outros. E quando Sofia nos dirige o olhar tudo isso se encontra nele. Esta fluidez da sentença. Aquele derreter do juízo final. E tudo isso já embutido do próprio amolecimento do que se diz. Mas mesmo assim não retornaria ao estado de solidez. De congelamento permanente no cosmo.
Mas o que faz Sofia se encontrar no Mundo? Agora e pode ser que por outras vias com pessoas distintas. Pois bem, falando de agora, este encontrar-se no mundo de Sofia é a mãe e o pai. Esta com maior intensidade. Afinal é no útero da mulher que o indefinido se define. Que ele se torna parte do mundo, ou melhor, se encontra no mundo.

A primeira ponte verdadeira entre Sofia e o mundo foi seu cordão umbilical com a mãe e desta com o mundo em geral. Mas considere-se que ambas, mãe e filha, já se encontravam no mundo nesta fase. Este mesmo cordão que depois se transpôs ao peito, à mamadeira, às mãos que limpam e ao colo que aquece.

Ontem à noite este simbólico do encontrar-se no mundo de Sofia se pôs em prática. Ela, nos braços do avô, choramingando: mamãe, mamãe, papai, papai. Sofia agasalhada ao colo do avô, ali adormecia, mas acordava em busca do seu encontrar-se no mundo.

Para os meus amigos poetas ... - por Socorro Moreira

Notívagos irmãos, a madrugada nos clama , e nos agrega , num verso não dito, desfazendo todos os malditos pensamentos de solidão e esquecimento.
Gosto quando o sono me domina, e toma conta do meu corpo... Entro num campo literalmente onírico , onde o real deixa de ser, e o imaginário encontra razão pra viver.
Mas, até nessas circunstâncias diárias não me pertenço, p0rque me entrego aos encantamentos. E o meu coração " uruculado" , volta a bater descompassado...
Tem gente que é um céu e um punhado de estrelas, no nosso sentimental. Tem gente que nos fantasia de lua, sendo o sol da meia-noite ... É flor , em todos os momentos , mesmo doando a semente do amor.
Nem vou reler o que escrevi, pois meu lado babaca se esconderia ... Claro !
Ontem ouvi de Nicodemos uma frase mágica, que completei numa impulsiva sintonia :
"Não desnude o platonismo do meu amor "cratônico". A poesia reina , gosta de uns bocados de versos extras... Do contrário, me limitaria a não ter nenhum dos sentidos, exceto o próprio sentir perpetuário !

Se um dia eu me achar no limbo das almas perdidas, quero achar por lá : Zé do Vale, Domingos, Claude, Nicodemos... e os poetas amigos, que descobri por cá !

Nesse 31 de março, deixo o meu sentimento revolucionário , porque aprendi a não parar de navegar .

"Abraço apertado, suspiros dobrados... "

Help.

Programa Instrumental & Qual - O Som da Terra nº 7 recheado de sons brasileiros


Todas as quartas-feiras, das 14 às 15 horas, os aficionados por música instrumental têm encontro marcado com o Instrumental & Qual – O Som da Terra, programa especializado no ramo, cuja característica é a diversificação no tocante a gêneros, ritmos, tendências e origens. Mas, cada vez mais, o programa dá destaque à música brasileira por acreditar na excelência dos compositores e músicos aqui surgidos. Das quinze músicas selecionadas para o programa desta quarta, dia 31 de março, nada mais nada menos do que onze são brasileiras ou executadas por músicos brasileiros. Isso é apenas um dos sintomas que indicam que a música brasileira é uma das mais ricas e apreciadas do mundo.

Salve o Brasil! Salve a música brasileira!


Roteiro musical

1. Abertura: Head For Backstage Pass (Wilbur Bascomb), com Jeff Beck
2. Honeysuckle Rose (F. Walter e A. Razart), com Toots Thielemans
3. Saudade da Bahia (Dorival Caymmi), com Raul de Barros
4. Mestre Bimba (Luiz Eça, Bebeto e Hélcio Milito), com Michel Legrand
5. La Mer (C. Trenet e Bretton), com Ray Conniff
6. Pedacinho do Céu (Waldir Azevedo)
7. La Cumparsita (Paulo Moura)
8. Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), com Orquestra Tabajara
9. Água de Beber (Tom Jobim e Vinícius Moraes), com Quarteto Maogani
10. Perto do Céu (Ulisses Rocha)
11. Amigo (Lula Cortes e Lailson)
12. O Passeio da Boa Vista (Dado Villa-Lobos e Renato Russo), com Legião Urbana
13. Malacaxeta (Pepeu Gomes), com Pepeu e Armadinho
14. Maria Bonita (Agustin Lara), com Orquestra Super OARA
15. Encerramento: Mr. Funky Samba (Jamil Joanes), com Banda Black Rio

O programa Instrumental & Qual é transmitido às quartas-feiras, 14 horas, pela Rádio Educadora do Cariri AM 1.020 e Internet (cratinho.blogspot.com), e retransmitido pela Web-Rádio Chapada do Araripe (http://www.chapadadoararipe.com/), às sextas-feiras, 21 horas.

Fique ligado!

Ficha Técnica
O programa Instrumental & Qual – O Som da Terra é uma produção das Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados (OCA) e revista virtual Cariricult, com apoio do Centro Cultural Banco do Nordeste em parceria com a Rádio Educadora do Cariri AM 1.020.
Redação e programação musical: Luiz Carlos Salatiel, Dihelson Mendonça e Carlos Rafael Dias.
Apoio logístico: Guilherme Farade e Amilton Som - CDs, DVs e Acessórios.
Apresentação: Carlos Rafael Dias.
Operador de Áudio: Iderval Silva.
Operador de transmissão: Iran Barreto.
Gerente do Centro Cultural Banco do Nordeste Cariri: Lenin Falcão.
Diretor da Rádio Educadora do Cariri: Geraldo Correia Braga.

Acordando - a Domingos Barroso por José do Vale

Que no primeiro tremor dos cílios,
Assim que os ruídos vierem do exterior,
E as luzes já forem deste mundo,
Eu queria ser como o Domingos Barroso.

Acordado,
E declarando ao mundo que nada tenho,
Nem posses, troços, paredes e telhados.

O teu sorriso não é meu,
Este colorau do teu coração também,
Nem a placenta da minha embriogênese.

Sabe aqueles minutos de loteria,
Que pingam chances remotas,
Estão no cesto da posse pública.

Pois como dizia,
Eu queria ser como Domingos Barroso,
Dizendo-me desprovido de posses.

Só para poder falar de tudo,
Do silêncio e segredo do relicário,
Do vazio que nem mundo o é.

Nem experiências para descobrir o Big-Bang.

terça-feira, 30 de março de 2010

Acordado

Olha para as pessoas
crendo que elas não te pertencem.

Nem uma planta
nem uma pedra
nem um cisco no olho.

As texturas brumas.
As cores névoas.

Teu legado o silêncio
denso, um manto
que encobre
o relicário.

Sossega-te,
nem estrelas
nem luas te preenchem

o vazio
o esplendor das vestes
águas-vivas penduradas
na área de serviço.

Correio Musical - Essa é pra você !

coisinhas simples

Mantenho a porta fechada.

A qualquer brisa
noite ou sol quente

pode vir carregado no sopro
um demônio de olhar zombeteiro.

Esses senhores de toda verdade.

A porta trancada.
O trinco de marfim.

O mundo te convida
ao primeiro riso
à primeira dúvida.

O que se deve ter no olho
é muito sangue de pura poesia.

As plantinhas na varanda.
A luz acesa do banheiro.

Uma coisa se liga a outra
só os anjos bacanas
sabem disso.

Por exemplo:
os dois sanduíches
que agora me delicio.

Uma mordida
apressa tantas
ao mesmo tempo.
Caro Baudelaire,

Muitos anos de minha vida
me embriaguei,
de loucura, de poesia,
de sexo, drogas e algum
rockenroll...
Mas o mundo seguiu seu curso...
o Tempo seguiu seu curso...

Vi que meu discurso não mudava o mundo...
e que se eu furasse meus olhos,
mudaria o mundo...

mas não furei
preferi mudar o foco
trocar a lente de minha kodak
cultivar o silêncio
e colecionar nuvens...

talvez o mundo não tenha mudado
(mas o que é o mundo se não o que
vejo e penso que seja o mundo?)

eu mudei,
e sigo mudando...
só a mudança é imutável

é mais fácil mudar...
parar, cansa...

(tudo se move num
moto contínuo
ad infinitun)

Virtude não embriaga,
nos faz transcender a condição humana


Poesia não embriaga,
nos faz co-autores da criação,

O Mundo é o que pensamos...
O Mundo não é o que pensamos...


(para Lupeu e Leonel)

A Arte de Amar - Thiago de Mello

Não faço poemas como quem chora,
nem faço versos como quem morre.
Quem teve esse gosto foi o bardo Bandeira
quando muito moço; achava que tinha
os dias contados pela tísica
e até se acanhava de namorar.
Faço poemas como quem faz amor.
É a mesma luta suave e desvairada
enquanto a rosa orvalhada
se vai entreabrindo devagar.
A gente nem se dá conta, até acha bom,
o imenso trabalho que amor dá para fazer.

Perdão, amor não se faz.
Quando muito, se desfaz.
Fazer amor é um dizer
(a metáfora é falaz)
de quem pretende vestir
com roupa austera a beleza
do corpo da primavera.
O verbo exato é foder.
A palavra fica nua
para todo mundo ver
o corpo amante cantando
a glória do seu poder.

Impressões Viajando - por José do Vale Pineiro Feitosa

Temor, cuidado, insegurança. Um casal numa viagem de milhares de quilômetros, saindo às três horas da madrugada da outrora aprazível cidade de Fortaleza. Uma carga inteira de fonemas assemelhados: assaltado, assolado, sobressaltado, sobrestado, assado. Aprisionados nas muretas pequeno-burguesas que lhes deu o mito da segurança acima de tudo.

Um túnel de luz sobre a estrada. Uma andança linear de luzes no contra-fluxo, indo apagar-se na vida intensa da capital. Entre o apego que nos guia pela trilha escura do asfalto e o cegamento pontilhado das luzes diretas sobre o olhar, balança nossa gravidade. Na aceleração centrífuga das curvas da estrada. No acelerar das grandes retas. Na freada dos pneus enquanto o coração dispara em susto.

Quando o sol revela toda extensão do relevo, as serras do Apodi mais do que nunca reforçam a planície que é o Ceará. Jaguaribe, Icó e um café com queijo de coalho. Um queijo com a superfície furada. Igual as todas as BRs que cruzam o território do Estado. Algo acontece entre os corações de Lula e Cid Gomes. A prova cabal: apenas quinze quilômetros da BR 116 se encontram em território paraibano e a qualidade de seu asfalto é melhor que qualquer trecho de qualquer BR que se trafegue pelo Ceará.

Dois fenômenos de engenharia cruzam nossa velocidade na excelente BR116 desde as fronteira do Ceará com Pernambuco até Feira de Santana: as obras da Transnordestina perto de Salgueiro e a ponte sobre o São Francisco na cidade Ibó. A primeira obra por força do rasgo que faz no relevo, da grande quantidade de máquinas e gentes em operação. A segunda pela liberdade de se ir pelo caminho mais curto, mas que durou tanto tempo aprisionado pela força política da família Coelho de Petrolina.

A Bahia segue campeã na imagem de si mesma. E que imagem bela. O litoral sul, desde Valença até Porto Seguro, passando por Ilhéus. Como cria conceito, como define as partes e com tantas partes, torna mais rico e diversificado o já grande território do Estado. E tome Costa do Dendê, Costa do Cacau e Costa do Descobrimento. Não é uma graça, são mais de oitocentos quilômetros de pura beleza vestida de fantasia.

Mineração é algo descomunal. Mas não fica atrás a Indústria do replantio e do aproveitamento da madeira. Quem chamar aquilo de preservação diz muito de monocultura, menos da alma natural da região. Desta exuberância diversificadora dos trópicos. A Aracruz celulose e seus caminhões em comboios, com três carrocerias engatadas ao “cavalo” poderoso do caminhão. Ameaça ao bom senso e ao trânsito de veículos leves.

São seis pedágios pagos no território do Rio de Janeiro que cruza a BR 101. São seis pedágios de R$ 2,60, todos para manter o asfalto sem buracos, enquanto os buracos explodem sobre os nossos pneus. São tantos os veículos que formam filas imensas sem ultrapassável possível, pois não existem terceiras pistas.

Finalmente a Ponte Rio-Niterói. Avistamos a Baia da Guanabara, o relevo das Serras, as torres da cidade e o intenso trânsito em ambos os lados. Em ambos: entre o Ceará e o Rio de Janeiro.


por José do Vale Pinheiro Feitosa

Kaika Luiz, Convida !

FESTA NO PINK FLOYD BAR
Horário: 3 abril 2010 às 21:00 a 4 abril 2010 às 4:00

Local: PINK FLOYD BAR
Organizado por: Kaika Luiz

Descrição do evento:
Festinha bacana pra animar a nossa Semana Santa, dia 3 de abril, a partir das 21h, no Pink Floyd Bar, com as seguintes atrações:
BAIXA GRAVIDADE
DJ DICK
BANDA NIGHTLIFE

O Inesquecível ! - por Socorro Moreira



Nem preciso de todas as letras
Nem repassar o filme da alegria
Faço um novo roteiro,
e que seja igual ao primeiro...
O olhar atropelando as falas
e o coração ,
no descompasso dos minutos
E que venha o futuro
com o doce dos sentimentos
como um sapoti maduro.
E que venham mais motivos
pra lembrar ,
o que já se tornou eterno,
e fácil de rememorar.

Prosa informal ... - por Socorro Moreira

Ontem sai pra assistir um espetáculo de teatro no Sesc Juazeiro, mas os ingressos estavam esgotados. Aproveitei o percurso pra sentir os ares do Cariri, naquela noite amena, palas últimas chuvas. O mês de Abril chegando ... Até Julho, o clima fica mais fresquinho , e a minha preguiça se espanta. Comemorei a idade nova da minha amiga Gaby ( mulher sábia, talentosa, cheia de ideias maravilhosas !). Viajamos nas possibilidades de decorar a noite de lançamento do LIVRO do CARIRICATURAS. Até lá a festa estará nos conformes com a perpectiva da presença de todos os escritores, incluindo parentes e amigos. Acho que será "O EVENTO" !
Acordei catando o povo daqui. Parece que todo mundo trocou o dia pela noite, ou desligou o teleone...
Não posso ficar sozinha, senão fico lembrando do meu amor...Só troco esse amor, pelo grupo querido e infinito dos amigos !
A lua sabe dar recados . Obrigada , lua ! Na próxima vida, já sei... A gente acerta a conta de todos os abraços !

Posse- por Ana Cecília S.Bastos

Dias em que somos acometidos pela cidade.

A cidade é soberana e nós,
seres involuntários na paisagem.

O mar, o sempre
sentimento do que é talássico,
báratro, abismo.
O oceano absoluto a nos envolver,
envoltório simultâneo de ruas acanhadas e eternas.

Dias em que a cidade se sobrepõe muito naturalmente à rotina
e nada somos senão seus viventes.

Dias em que palavras são apenas
a superfície das coisas,
e como tal as dispo
e sigo nua,
desmielinizada.


por Ana Cecília

Por Geraldo Urano


Demônios e gurus não me apavoram. Sou mulher e gosto de abrir as minhas pernas para todos.

Molho os meus lábios na sua terra chuvosa. Meu fio dental quer e eu vou assim rebolando.

Ligo meu rádio negro e falo com a Alemanha. Minha língua goza dentro da minha boca.

Dicas de Alimentação por Lucyanna Kalluf


Não tem quem não seja tomado por uma sensação reconfortante depois de fazer uma deliciosa refeição. E se no cardápio tiver um docinho de brinde, a vida fica melhor ainda. "Isso por que independente do alimento que consumimos, comer provoca uma confortável sensação de bem-estar já que suprimos as necessidades físicas do nosso organismo. Mas ainda há a turma de alimentos que potencializam esta reação, já que levam em sua composição, substâncias que aumentam a liberação da serotonina, hormônio neurotransmissor responsável pela sensação de prazer", explica a nutricionista e bioquímica Lucyanna Kalluf.

A seguir, a especialista sugere 10 alimentos que são obrigatórios para um prato e dias mais alegres. Confira:



* Mel
* Banana
* Abacate
* Nozes
* Salmão
* Canela
* Lentilha
* Chá verde
* Toffu
* Gérmen de trigo


8)Canela: rica em polifenóis e antioxidantes, esta especiaria melhora a atividade da insulina, ajuda a estabilizar os níveis de açúcar no sangue e reduz a compulsão por carboidratos e doces. Assim, colabora para evitar o sobrepeso e o acúmulo de gorduras na região abdominal e mantém a produção de serotonina em equilíbrio.

Sol escaldante, políticos arredios


(foto: Google)

Pedro Esmeraldo

Cremos que estas constantes preocupações do nordestino são causadas pelas inclementes secas periódicas que consistem em modificar o clima em fatores adversos, causando desequilíbrio financeiro e morais e acarretando mal estar no comportamento do cidadão.

Ainda hoje, os nossos governantes não tentam equilibrar o homem ao meio ambiente, sem trazer novas perspectivas ao trabalhador e sem criar metas satisfatórias a fim de enquadrar o trabalhador na modernidade, forçando o equilíbrio de forças propulsoras, composição intermediária, empurrando o homem para que crie coragem de enfrentar uma agricultura irrigável que lhe facilitará a força do amor ao trabalho.

Infelizmente, ainda não fomos compreendidos por esses políticos que nada fazem a não ser provocar dissabores, impedindo o trabalhador de enfrentar a luta cotidiana.

Seria melhor que esses políticos estimulassem a agricultura para que possam dá condição ao meio rústico do homem rural, ensinando combater as dificuldades climáticas a fim de produzir produtividade favorável, amoldando o homem ao ambiente sombrio para conviver dignamente com a seca, igualando-o ao grande produtor, contornando por uma irrigação que faça jus às grandes secas com muita ênfase a força dos alimentos agrícolas, tornando nesses sertões adustos.

Ocorre que, desde épocas memoriais, observamos uma agricultura ineficaz que faz afugentar o homem do campo em procura das cidades, transformando a sua vida e tem medo de enfrentar com dignidade o trabalho agrícola. Observamos que os políticos não procuram solucionar os problemas, já que deixam correr frouxo o comportamento dos agricultores, não dando nenhuma solução satisfatória.

Evidentemente, é preciso ordenar ao homem que seja duro em suas ações e venha solicitar melhores aquisições tecnológicas para que possa fixar o homem a terra, dando curso de capacitação, apreciando o trabalho tecnológico com mais empenho.

Para se ter uma ideia, ultimamente, não observamos o aproveitamento das águas dos pequenos açudes públicos que seriam a melhor solução para praticar a irrigação, favorecendo a uma agricultura mais bem aproveitada, introduzindo variedade plantas gramíneas para alimentação do gado que nos aliviará por uma produção satisfatória que venha enaltecer o homem numa sociedade autêntica, favorecendo emprego e rendas.

Aqui no Crato, há muito tempo, lutamos pela construção do açude Tomaz Orterne, pensando que traria melhores dias, à produção bem elevada através da irrigação. Puro engano! Notamos que esse açude, apesar da boa vontade do DNOCS, não despeja suas águas para o aproveitamento agrícola; pasmem senhores, essas águas não são aproveitadas devido a ignorância do homem e a falta de atividades das autoridades.

Temos desconfianças que esse descaso é proveniente da falta de apoio moral dos políticos e não há boa vontade de produzir, pois deixam de lado o trabalho agrícola para virem se aglomerar nas favelas urbanas, sem nada produzirem caindo na ociosidade e caminhando para o vício da embriaguez e das drogas.

Crato, 25 de Março de 2010

A JANELA DA CASA DA FRENTE- Do outro lado da Rua - Por Xico Bizerra.

Estava tão perto, bastava atravessar a rua, no caso, a Avenida Teodorico Teles, onde morava Padim Zuza, meu avô. Do outro lado, ela e seu sorriso, à mesma distância, claro. A vontade de ir até àquela janela do outro lado só era menor que a timidez que impedia seu atravessar. Coisa de adolescente. Sempre, à mesma hora, o ritual repetido: debruçar-se à janela, aprumar a vista para a janela da casa de frente, sonhar. Sabia que ela tinha o mesmo desejo e a mesma timidez, por isso, o mesmo ritual.

Era a melhor parte das férias. Numa tarde de um junho quase julho passaram pela rua que os separava quase 30 fuscas, duas freiras e uma carroça carregando móveis usados, puxada por um cavalo castanho. Seu irmão menor viu e contou. Ele mesmo nada percebera além do debruçamento da menina à sua frente. Apenas praquela janela tinha olhos.

Nas férias seguintes, a casa da janela enfeitada foi alugada a outra família. Foi a pior parte das férias. Numa tarde, ele contou 41 fuscas passando pela rua, a maioria deles branco. Duas freiras voltaram a passar. À tardinha, bem lentamente, passou uma carroça de saudades puxada por um cavalo azul.
Xico Bizerra

Esperteza - por Domingos Barroso

"Se te pego
pensando em outra mulher

lanço-te um feitiço:
cãibra entre teus dedos
acordarás com pé de pato."

Não posso ficar muito tempo silencioso.
Minha Lua é uma bruxinha mais esperta
do que aquela que lhe cruza a face
então minha lua aproveita
rouba-lhe a vassoura -

e agora em segundos escancara
a porta do banheiro e me pega
pensando em outros doces.

Não desejo ao meu pior inimigo
acordar com pé de pato.

Portanto, seu moço
vigie a mente.
O coração é um bom menino.

Feliz Aniversário ,Gaby !

Que os arianos e seus amigos se confraternizem , numa festa de sintonização com as alegrias da alma !

Abraços do Cariricaturas !

Dia 29 de março é findo , mas vale lembrar o nosso amigo Jairo Starkey ...! indo... !

Jairo, parabéns !
Música de boa qualidade, amor, alegria, realizações , em todos os teus dias !

Abraços do Cariricaturas !