Jean de La Fontaine (1621-1695) nasceu na França, numa família que não chegava a ser rica, mas tinha posses. O pai queria que ele fosse advogado. Mas alguns mecenas (homens ricos e nobres que patrocinavam os artistas) se interessaram por ele. Assim, La Fontaine pode se dedicar a carreira literária. Os livros de literatura adulta não sobreviveram. Suas fábulas, entretanto, escritas em versos elegantes, deram-lhe enorme popularidade. "Sirvo-me dos animais para instruir os homens", dizia. Os animais simbolizavam os homens, suas manias e seus defeitos.
La Fontaine reeditou muitas das fábulas clássicas de Esopo, o pai do gênero. Da vida de Esopo, pouco se sabe. Provavelmente viveu na Grécia no Século VI a.C.. Ele seria escravo, corcunda e gago. Teria sido executado por haver cometido o crime de blasfêmia. Suas fábulas são curtas, bem humoradas e trazem sempre uma moral no final.
As mais famosas são: "A gansa dos ovos de ouro" (e não a galinha), e "A lebre e a tartaruga".
A reunião geral dos ratos
Uma vez os ratos que viviam com medo de um gato, resolveram fazer uma reunião para acabar com aquele transtorno. Muitos planos foram discutidos e abandonados. No final, um rato jovem levantou-se e deu a idéia de pendurar uma sineta no pescoço do gato, assim, sempre que o gato chegasse perto eles ouviriam a sineta e poderiam fugir correndo. Todo mundo bateu palmas. O problema estava resolvido. Vendo aquilo, um rato velho que tinha ficado o tempo todo calado levantou-se de seu canto. O rato falou que o plano era muito inteligente, que com toda certeza as preocupações deles tinham chegado ao fim. Só faltava uma coisa: quem iria pendurar a sineta no pescoço do gato?
Moral: Inventar é uma coisa, fazer é outra.
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