Heladio
Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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sábado, 3 de abril de 2010
Quando chove no Cratinho ... - por Heládio Teles Duarte
Heladio
A MENINA E O FOTÓGRAFO

Era uma vez uma menina que queria aprender a fotografar.

Ela seguia o homem que conhecia os segredos e artes da fotografia e de mais outras artes

No entanto, o homem voltou-se pra menina e pediu que lhe contasse os segredos guardados nas águas.

A menina contou alguns, outros não, pois não era permitido. E no final disse ao homem que ele descobrisse sozinho, já que ele sabia conversar com estrelas.
Uma flor exótica !
"Veneno Antimonotonia"

Todo Amor Que Houver Nesta Vida Composição: Cazuza / Frejat
Eu quero a sorte de um amor tranqüilo
Com sabor de fruta mordida
Nós, na batida, no embalo da rede
Matando a sede na saliva
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
Solo:
E ser artista no nosso convívio
Pelo inferno e céu de todo dia
Pra poesia que a gente nem vive
Transformar o tédio em melodia...
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum veneno anti-monotonia...
E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio
O mel e a ferida
E o corpo inteiro feito um furacão
Boca, nuca, mão e a tua mente, não
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum remédio que me dê alegria...
Solo:
Ser teu pão, ser tua comida
Todo amor que houver nessa vida
E algum trocado pra dar garantia
E algum veneno anti-monotonia...
Feliz Aniversário, Vera Barbosa !
Ela é música. Ela é Vera !

Perfil de Vera Barbosa , por Vera Barbosa .
Dores: ariana ansiosa, pavio curto, sofro de TPM, sou intempestiva, perfeccionista, exagerada, im(com)pulsiva e autoritária (sou vermelha).
Delícias: ariana expansiva, sensível, determinada, criativa, simpática, romântica, gentil, ousada, verdadeira, ética, justa e apaixonada (vermelho intenso).
* A maturidade nos ensina a dosar prós e contras, a acentuar o doce e atenuar o amaro que há em cada um. Ao admitirmos nossas dores e delícias, nossas virtudes e fraquezas, nos conhecemos e podemos nos corrigir e aperfeiçoar. A vida é um aprendizado constante em busca desse equilíbrio.
"Nenhuma força virá me fazer calar. Faço, no tempo, soar minha sílaba. Tudo o que eu quero é um acorde perfeito e maior, com todo mundo podendo brilhar num cântico. Noutras palavras, sou muito romântico." (Caetano Veloso)
"Minha beleza não é efêmera como o que eu vejo em bancas por aí. Minha natureza é mais que estampa, é um belo samba que ainda está por vir." (Céu)
"Eu faço samba e amor até mais tarde e tenho muito sono de manhã." (Chico Buarque).
"Toda pessoa sempre é as marcas das lições diárias de outras tantas pessoas." (Gonzaguinha)
"Eu canto no ritmo, não tenho outro vício. Se o mundo é um lixo, eu não sou." (Caetano Veloso)
*O que faz ecoar todas as minhas notas: Meus pais, música e poesia (sou movida a), minha família, meus sobrinhos, meus poucos - mas valiosos! - amigos, meus gatos, Gaaaaaaaal, minha casa, alegria, simpatia, chocolate, cerveja gelada, vinho tinto seco, incensos, velas artesanais aromáticas e coloridas, batom e gloss, filme com pipoca, cheiro de café pela casa, simplicidade, elegância, altruísmo, dar boas risadas em companhia de pessoas queridas, ética, respeito ao próximo, futebol, shows de MPB, cama macia, casa limpa, beijo na boca, amor incondicional, pôr-de-sol, luar na praia, sinceridade - ainda que doa!, sexo com amor, a imensidão do mar e seus mistérios, ganhar e dar flores, melão com presunto, frutas no café da manhã, ser amável com as pessoas, surpreender e ser surpreendida, pessoas de caráter, competência, boemia, inteligência, violão (ainda aprendo a tocar!), romantismo, gentileza, generosidade, delicadeza, café da manhã na cama com a pessoa amada, sedução, jogar tranca, estudar e ensinar Português, palavras cruzadas, vermelho paixão, talento e sensibilidade, cantar e cantar e cantar! Enfim, poder ser eu mesma: sempre.
"O coração humano é um instrumento de muitas cordas. O perfeito conhecedor dos homens sabe fazê-las vibrar, todas, como um bom músico." (Charles Dickens)
"Há canções e há momentos, eu não sei como explicar
Em que a voz é um instrumento que eu não posso controlar
Ela vai ao infinito, ela amarra a todos nós
E é um só sentimento na platéia e na voz
Há canções e há momentos em que a voz vem da raiz
E eu não sei se quando triste ou se quando sou feliz
Eu só sei que há momento que se casa com canção
De fazer tal casamento, vive a minha profissão" (Milton N. e F. Brant)
"Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido." (Chaplin)
Sábado Santo

Na tradição católica, é costume os altares serem desnudados, pois, tal como na Sexta-Feira Santa, não se celebra a Eucaristia. As únicas celebrações são as que fazem parte da Liturgia das Horas. Além da Eucaristia, é proibido celebrar qualquer outro sacramento, excepto o da Confissão. São permitidas exéquias, mas sem celebração de missa. A distribuição da comunhão eucarística só é permitida sob a forma de viático, isto é, em caso de morte.
Muitas das igrejas de comunhão anglicana seguem estes mesmos preceitos. Já a Igreja Ortodoxa, bem como os ritos católicos orientais, seguem as suas próprias tradições e possuem terminologia própria para estes dias e respectivas tradições e celebrações. Como é de esperar, apesar de a Páscoa e os dias relacionados serem importantes para todas as tradições cristãs, do Mormonismo ao Catolicismo, as celebrações variam grandemente.
Antes de 1970, os católicos romanos deviam praticar um jejum limitado: por exemplo, abstinência de carne de gado, mas consumo de quantidades limitadas de peixe, etc. Em alguns lugares, a manhã do Sábado de Aleluia é dedicada à "Celebração das Dores de Maria", onde se recorda a "hora da Mãe", sem missa.
É no Sábado de Aleluia que se faz a tradicional Malhação de Judas, representando a morte de Judas Iscariotes.
No Sábado Santo, é celebrada a Vigília pascal depois do anoitecer, dando início à Páscoa.
Sábado: remonta à Criação, passa pelo Êxodo e vai até ao fim do Apocalipse.
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Hariel

Sobre o anjo Hariel Categoria: Querubins Príncipe: Raziel Protege os dias: 03/04 - 15/06 - 27/08 - 08/11 - 20/01 Número de sorte: 12 Mês de mudança: dezembro Carta do tarô: O enforcado Está presente na Terra: de 4:40 às 5:00 da manhã
O Anjo: Este anjo é invocado contra os incrédulos da religião. Sua influência está ligada aos sentimentos religiosos, que se distinguem pela pureza. Ajuda a descobrir tudo o que é útil e novo, protegendo as ciências e as artes.
Influência: Quem nasce sob esta influência, tem grande pureza de sentimentos, é simples mas refinado para os valores materiais e sociais. Irresistivelmente perfeito, terá tendência a estudos das ciências esotéricas, organizando associações, promovendo conferências ligadas ao assunto e trabalhando para instituir a legalização nas atividades esotéricas ou alternativas. Religião exaltada, terá grande iluminação que acontece de modo consciente, instituindo ritos e costumes que poderão contribuir para a expansão da espiritualidade. Terá poder para as invocações mágicas e combaterá o materialismo para melhorar a existência humana. Deterá sobre si na Terra, uma autoridade e uma inteligência analítica extraordinárias. Possuidor de um forte sentimento de justiça, encontrará sempre a iluminação para a escolha do caminho que deverá seguir. Realista, estará sempre com os pés no chão. Terá facilidade em aprender, criar e estudar. Estará sempre bem humorado, mostrando que a vida é simples sem dificultá-la. Seu anjo pede para fazer as coisas rapidamente sem perder tempo, pois ele trabalha nessa dinâmica. Um ano seu comparado ao de qualquer outra pessoa eqüivale a cinco anos vividos.
Profissionalmente: Poderá fazer sucesso como professor, advogado, artesão, restaurador e estudioso de pinturas e objetos antigos.
Anjo Contrário: Domina os cataclismos e as guerras de religião. Influencia os hereges na propagação de métodos perigosos, dificultando a descoberta de métodos novos e apoiando manifestações contrárias a movimentos esotéricos. A pessoa sob a influência deste anjo contrário, terá percepção individual e egoísta da espiritualidade, podendo intitular-se guru ou guia espiritual, formando grupos para se fazer adorar. Será brilhante defensor e propagador de doutrinas errôneas e grande organizador de guerras religiosas a nível internacional. Texto extraído dos livros Anjos Cabalísticos e A magia dos anjos cabalísticos de Monica Buonfiglio
Sarah Vaughan

Sarah Lois Vaughan (Newark, 27 de março de 1924 — Los Angeles, 3 de abril de 1990) foi uma cantora estadunidense de jazz. Junto com Billie Holiday e Ella Fitzgerald é considerada por muitos como uma das mais importantes e influentes vozes feminina do jazz.
A voz de Vaughan caracterizava-se por sua tonalidade grave, por sua enorme versatilidade e por seu controle do vibrato. Sarah Vaughan foi uma das primeiras vocalistas a incorporar o fraseio do bebop.
O pai de Sarah Vaughan, Asbury "Jake" Vaughan, era um carpinteiro e guitarrista amador. Sua mãe, Ada, era um lavadeira. Jake e Ada Vaughan migraram para Newark da Virginia durante a Primeira Guerra Mundial. Sarah era a única criança natural deles, embora nos anos 1960s eles adotaram Donna, a criança de uma mulher que acompanhava Sarah Vaughan.
Os Vaughans moraram em uma casa na Brunswick Street em Newark por toda a infância de Sarah. Jake Vaughan era profundamente religioso e a família era muito ativa na New Mount Zion Baptist Church na 186 Thomas Street. Sarah iniciou lições de piano com a idade de sete, cantou no coro da igreja e ocasionalmente tocava piano para ensaios e serviços.
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Johannes Brahms

No dia 7 de maio de 1833, em Hamburgo, nasceu Johannes Brahms. Seu pai, Johan Jacob, era contrabaixista e ganhava a vida tocando nos bares e nas tavernas da cidade portuária. Logo ele percebeu os dotes incomuns do filho e quando este completava 7 anos, contratou o excelente professor Otto Cossel para dar-lhe aulas de piano. Aos 10 anos, fez seu primeiro concerto público, interpretando Mozart e Beethoven. Também aos 10 anos, frequentava tabernas com seu pai e tocava lá durante parte da noite.
Não tardou em receber um convite para tocar nas cervejarias da noite hamburguesa, ao lado de seu pai. Enquanto trabalhava como músico profissional, Johannes tinha aulas com Eduard Marxsen, regente da Filarmônica de Hamburgo e compositor. Foi Marxsen quem lhe deu as primeiras noções de composição, para sua grande alegria.
Na noite, Brahms conhece Eduard Reményi, violinista húngaro que havia se refugiado em Hamburgo. Combinam um torneio pela Alemanha. Foi um sucesso, mas por causa dos excessivos malabarismos de Reményi. Johannes não fica muito contente com esta postura, mas usufrui a viagem - acaba conhecendo Joseph Joachim, famoso violinista, que se tornaria um de seus maiores amigos, Liszt e, principalmente, os Schumann.
Em sua casa em Düsseldorf, no ano de 1853, Robert e Clara Schumann o receberam como gênio. Robert logo tratou de recomendar as obras de Brahms aos seus editores e escreveu um famoso artigo na Nova Gazeta Musical, intitulado Novos Caminhos, onde era chamado de "jovem águia" e de "Eleito". Quanto à Clara, existem muitas hipóteses de que os dois teriam tido um relacionamento amoroso, mas nenhuma prova - ambos destruíram cartas e outros documentos que poderiam afirmar isso. Restou apenas a dúvida.
Brahms ficou alguns anos perambulando entre as cidades da Alemanha, "fixando-se" em duas residências - a de Joachim em Hannover e a de Schumann em Düsseldorf. Esta vida de errante haveria de terminar em 1856, com a trágica morte de Schumann. Foi quando conseguiu o emprego de mestre de capela do pequeno principado de Lippe-Detmold.
Em 1860, comete um grande erro: assina, junto com Joachim e outros dois músicos, um manifesto contra a chamada escola neo-alemã, de Liszt e Wagner, e sua "música do futuro". Embora Brahms nunca fosse afeito a polêmicas, acabou entrando nessa, o que lhe valeu a pecha de reacionário, derrubada apenas no nosso século pelo famoso ensaio de Schoenberg: Brahms, o Progressista.
Então, três anos mais tarde, resolve morar em Viena. Seu primeiro emprego na capital austríaca foi como diretor da Singakademie, onde regia o coro e elaborava os programas. Apesar do relativo sucesso que obteve, pediu demissão em um ano, para poder dedicar-se à composição. A partir daí, sempre conseguiu sustentar-se apenas com a edição de suas obras e com seus concertos e recitais.
Em Viena, conseguiu o apoio e admiração do importante crítico Eduard Hanslick, mas isso não era suficiente para garantir-lhe fama. Foi só a partir da estréia do Réquiem Alemão, em 1868, que Brahms começou a ser reconhecido como grande compositor. O reflexo disso é que, em 1872, foi convidado para dirigir a Sociedade dos Amigos da Música, a mais célebre instituição musical vienense. Ficaria lá até 1875.
Em 1876, um fato marcante: estréia sua Primeira Sinfonia, ansiosamente aguardada. Foi um grande sucesso e Brahms ficou marcado como sucessor de Beethoven - o maestro Hans von Bülow até apelidou a sinfonia de Décima.
Como alguém já observou, a vida de Brahms vai-se ralentando em razão contrária de sua produção. Os anos que se seguem são tranquilos, marcados pela solidão (manteve-se solteiro), pelas estréias de suas obras, pelas longas temporadas de verão e pelas viagens (principalmente à Itália).
Em 1890, após concluir o Quinteto de Cordas op. 111, decide parar de compor e até prepara um testamento. Mas não ficaria muito tempo longe da atividade; no ano seguinte, encontra-se com o clarinetista Richard Mülhfeld, e, encantado com o instrumento, escreve inúmeras obras de câmara para clarinete.
Sepultaura no Cemitério Central de Viena
Sua última obra publicada foi o ciclo Quatro Canções Sérias, onde praticamente despede-se da vida. Ele deu a coletânea a si mesmo de presente no aniversário de 1896. Johannes Brahms viria a morrer um ano depois, em 3 de Abril de 1897.
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Bibi Vogel

Foi um dos mais belos rostos das telenovelas do final dos anos 60 e toda a década de 70.
Largou a carreira e tornou-se militante feminista e de causas humanitárias. Fundou, em 1980, o Grupo de Mães Amigas do Peito, de apoio à amamentação, que mais tarde se tornou reconhecida organização não governamental.
Sua última participação na televisão foi uma ponta na novela Chiquititas, gravada na Argentina, onde Bibi vivia desde meados da década de 90, após seu segundo casamento. A novela foi exibida no Brasil pelo SBT em 1997.
Bibi Voguel faleceu aos 61 anos, vítima de câncer de estômago.
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Doris Day

Doris Mary Ann von Kappelhoff, conhecida como Doris Day (Cincinnati, 3 de abril de 1922), é uma cantora e atriz estadunidense das mais populares nas décadas de 50 e 60. Como atriz e cantora brilhou em Ardida como Pimenta (BR)(em inglês Calamity Jane), no qual além de interpretar a personagem do Velho Oeste Jane Calamidade, cantou Secret Love (que recebeu um Oscar de melhor canção).
Outro sucesso foi Que sera, sera, tema de O Homem que sabia demais (BR) com James Stewart. Mas no filme Ama-me ou Esquece-me que fez com James Cagney em 1955, teve a oportunidade de cantar um extenso rol de canções românticas, ao interpretar uma cantora da vida real. Nos anos 60 faria sucesso em comédias românticas, co-estreladas por Rock Hudson.
Seu papel mais frequente era a da sexy ingênua, que vivia assediada por homens que usavam de várias artimanhas para conquistá-la. Esse tipo levou Groucho Marx a proferir uma de suas mais célebres frases: "Conheci Doris Day quando ela ainda não era virgem."
Foi casada quatro vezes e teve um filho, Terry Melcher, que faleceu em 2004. Desde sua morte, Doris leva uma vida reclusa e solitária, dedicando-se exclusivamente à proteção de animais na Doris Day Pet Foundation, trabalho que vem realizando há várias décadas.
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Maria Clara Machado

Machado, Maria Clara (1921 - 2001)
Forma-se em Paris, no curso Education par Les Jeux Dramatiques, em 1951, e no ano seguinte faz especialização em mímica com Etienne Decroux. Nos primeiros anos da década de 50, mantém simultaneamente as atividades de atriz e de diretora. Seu primeiro trabalho para crianças, O Boi e o Burro a Caminho de Belém, é encenado por ela própria, em 1953, contando a história do nascimento de Cristo de um ponto de vista inusitado. Sua terceira história, Pluft, o Fantasminha, lançada em 1955, lhe vale os prêmios Saci e Associação de Críticos de São Paulo e torna-se um dos maiores sucessos de sua carreira. O texto se serve de uma pequena intriga policialesca para contar, com um humor lírico e muita magia, a amizade que surge entre uma menina e um fantasma. Mas o tema que se constrói durante a narrativa é a possibilidade de vencer o medo: no início da peça, depois de perguntar "mamãe, gente existe?", ele confidencia "eu tenho tanto medo de gente!"; no final, ao unir humanos e fantasmas na luta contra o vilão, ele descobre: "Está me nascendo uma coragem..."
Sua versão de O Chapeuzinho Vermelho, 1956, traz um lobo ao mesmo tempo perverso e medroso, que termina reconduzido ao zoológico; uma avó saltitante; árvores que comentam, bisbilhotam, mudam de lugar, fazem ciranda em torno de Chapeuzinho.
Depois de A Bruxinha Que Era Boa, de 1958, que fala às crianças sobre a vontade de ser livre, nasce, em 1960, um novo sucesso - O Cavalinho Azul, história de um menino que sai pelo mundo em busca do amigo de seus sonhos, um cavalo todo azul. Durante toda a década de 50, Maria Clara também dirige e atua em espetáculos adultos como A Sapateira Prodigiosa, de Federico García Lorca, também dirigido por ela, 1953; e Nossa Cidade, de Thornton Wilder, com direção de João Bethencourt, 1954.
No início dos anos 60, O Tablado começa a criar em torno de si um público cativo, formado por adultos e crianças que esperam ansiosos pelo próximo lançamento da autora e que será sempre renovado a cada geração. Em 1961, o teatro da escola encena Maroquinhas Fru-Fru e, no ano seguinte, A Gata Borralheira. Em 1963, A Menina e O Vento fala da fúria pela liberdade. Seguem-se O Diamante do Grão-Mogol, 1965, Maria Minhoca, 1968, e Camaleão na Lua, 1969. Recebe os prêmios Golfinho de Ouro e Molière por Aprendiz de Feiticeiro e Maria Minhoca, 1968.
Como atriz, protagoniza D. Rosita, a Solteira, de Federico García Lorca, com direção de Sérgio Viotti, 1960; e O Mal-Entendido, de Albert Camus, dirigido por Yan Michalski, 1961. Encena, seguindo a coerência das dramaturgias clássicas de forte teatralidade, Molière, Carlo Goldoni, William Shakespeare, Michel de Ghelderode e uma farsa medieval.
Nos anos 70, a autora cria e dirige, sempre com a equipe de seu teatro, Tribobó City, 1971 - musical bem-humorado e dinâmico inspirado na estética do faroeste americano -, Um Tango Argentino, 1972, O Patinho Feio, 1976, e Quem Matou o Leão?, 1978. Em 1974, recebe o prêmio Personalidade da editora Global. Seus textos são traduzidos em diversas línguas e encenados da Alemanha aos Estados Unidos.
No teatro para adultos, opta pelos formadores do realismo e encena Máximo Gorki e Anton Tchekhov.
Na década de 1980, apresenta João e Maria, 1980, As Cigarras e as Formigas e O Dragão Verde, 1984, e O Gato de Botas, 1987. Esses dois últimos lhe valem, em seus respectivos anos, o Prêmio Mambembe de melhor autor. Em 1983, O Tablado recebe o Prêmio Molière de incentivo ao teatro infantil. Em Aprendiz de Feiticeiro, encenado em 1986, Maria Clara lança mão de efeitos cênicos e técnicas aproveitadas de outros universos, como a luz negra, para criar a ilusão de uma casa de mágico onde os objetos tornam-se animados. A partir dessa década, a autora recebe diversos prêmios de personalidade, de contribuição ao teatro infantil, de hors-concours. É convidada a atuar em Ensina-me a Viver, 1981, de Colin Higgins, substituindo Henriette Morineau, na direção de Domingos Oliveira. Atua também em Este Mundo é um Hospício, de Joseph Kesselring, 1985.
No anos 90, Maria Clara passa a entregar a direção de seus textos a Cacá Mourthé: Passo a Passo no Paço Imperial, 1992, A Coruja Sofia e Tudo por um Fio, 1994, Bela Adormecida, 1996, Jonas e a Baleia, 2000.
Carlos Drummond de Andrade define a linguagem da escritora e diretora: "(...) em Maria Clara a escritora e a diretora coincidem com uma riquíssima organização humana, onde o fantástico janta na mesa do real, e se comunicam naturalmente. No que ela faz, o fantástico fica plausível, é um dado cotidiano, até corriqueiro. E o real surge desligado de seu peso tantas vezes incômodo, desvendando-nos uma graça intrínseca, que nele estávamos longe de pressentir".
O jornalista e especialista em produção cultural para crianças, Ricardo Voltolini, avalia a contribuição de Maria Clara Machado para o teatro infantil: "Maria Clara não inventou o teatro infantil, mas é como se tivesse inventado. Pelo menos no Brasil, o gênero lhe deve a posição de pioneirismo no respeito à inteligência, à sensibilidade e à capacidade de deslumbramento do pequeno espectador. (...) No Rio, como de resto em todo o país, a regra eram espetáculos infantis grosseiros e mal produzidos, que limitavam-se a incentivar a gritaria, a invasão do palco e a troca da atenção por balinhas de aniz. Maria Clara sempre preferiu educar suas platéias para a importância da história. Como se a história fosse um ritual para os pequenos iniciados".
sexta-feira, 2 de abril de 2010
"Pedaços de Canções" - IV

Belas canções, lindos poemas,
Doces frases de amor
Infelizmente, como eu
Não aprendi o A-B-C
Eu faço sambas de ouvido pra você ...”
“Ai Quem Me Dera” - Tom Jobim e Marino Pinto
*
"...Ó vento não faz barulho
Meu amor está dormindo
E o mar não bata com força
Porque ele está dormindo
Dorme, menino grande
Que eu estou perto de ti
Sonha o que bem quiseres
Que eu não sairei daqui ...”
“Menino Grande” – Antonio Maria
*
"...Começaria tudo outra vez
Se preciso fosse, meu amor
A chama em meu peito
Ainda queima, saiba!
Nada foi em vão...”
“Começaria outra vez”- Gonzaguinha
*
"Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!...”
“Esquadros” - Adriana Calcanhoto
*
"As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir
Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir ...”
“ Chuva “ – Jorge Fernando
*
“...Ah, pena eu não saber
Como te contar
Que o amor foi tanto
E no entanto eu queria dizer
Vem
Eu só sei dizer
Vem
Nem que seja só
Pra dizer adeus.”
“Pra Dizer Adeus” – Edu Lobo e Torquato Neto
*
"...Às vezes quero crer mas não consigo
É tudo uma total insensatez
Aí pergunto a Deus, escute amigo,
Se foi pra desfazer porque é que fez ...”
“Cotidiano Nº 2” – Toquinho e Vinícius de Moraes
*
"Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva
Se a chuva cair ...”
“ Dia Branco” – Geraldo Azevedo e Renato Rocha
***
Pã e o céu estrelado
tu pensas em comprar um carro
as estrelas acima da tua cabeça
suplicam-te uma olhadela
nunca mais admiraste as estrelas
só porque, Pã, ganhaste de presente
outra flauta mágica
olha pra elas,
olha pra elas
Pã, falta de atenção
para com as meninas do alto
que brilham, brilham, apesar de mortas.
Ninguém precisa saber da ausência longínqua.
Se o brilho encanta,
larga então da tua nova flauta
olha pra elas,
olha pra elas
Pã, não sejas boçal, incrédulo, indiferente
às mocinhas do céu que brilham, brilham, apesar de loucas.
Ninguém (nem deuses nem semideuses) precisam conhecer
a verdadeira fábula das estrelas acima da tua cabeça.
Se o encanto cintila,
esquece dos teus sonhos materiais.
Olha, Pã, só uma olhadela para cima
e vê como brilham, brilham
as maçãs da tua vida.
Sobretudo as mais distantes
que te causam miopia.
meu crepúsculo de cada dia
Meu cupido é caolho.
Sua flecha nunca acerta
o coração da amada no alvo.
Sempre lhe arranha o ombro,
corta-lhe a orelha,
arranca-lhe o brinco.
A amada nem sente
já passou o transe.
Mais uma noite aprisionado
às paredes e ao teto.
O coração apenas um detalhe
diante da graça do silêncio.
Na próxima aventura,
roubo a flecha do cupido
aprumo o olho na haste
em linha reta.
Atiro sem piedade.
Verei sangue,
muito sangue,
do coração da mulher.
Quero todo o sangue do mês.
Todo o sangue da eternidade.
Dançaremos enlouquecidos,
abençoados
eu, a musa (terrena)
até o cupido (pelo que vejo)
caolho também manco.
A Ceia , na Sexta-feira Santa , na casa dos Esmeraldo
A família de Pedrinho Esmeraldo(nosso futuro representante político) : esposa, filha e neto...
Debaixo do pé de cajarana, a paz de todos os dias.
Obrigada , família , pela doce e alegre acolhida !
Socorro Moreira
Confissão
Amor, ente generoso
que me tens oferecido
sonhos, quimeras
desleixos da alma.
Peço-te misericórdia
por tantas mentiras
embustes, incoerências
faltas e crueldade
lançadas por meus dedos
ao veludo dos versos
desde o princípio e sempre.
Que me tenhas compaixão
dadas as desventuras, os infortúnios
o sangue das lágrimas com requinte do sal.
Somente a mim
toda a penúria humana
toda a desgraça e artimanhas
de quem, se solitário, enlouquece
por outra alma e outro corpo
mas, se acompanhado, planeja
eternidade na própria ausência.
Perdão e súplicas
por minha languidez
por minhas dores ocultas
por meus enlaces no mergulho
ao abismo de quem nunca merece
a quem não passa de sonho
ingenuidade, armadilha, visgo.
Cá está um poeta tonto de lucidez
a curvar-se diante da tua guilhotina.
Cá está teu poeta, dissimulado, cínico, estúpido
não tremem os calcanhares mas com frio na barriga.
Sangra-me de vez este coração tão cúmplice
da mente quanto medonho e irmão dos pensamentos.
Amor, ente imaginário
não me poupes da tua justiça
por minhas sandices,
loucuras e pestes
ofereço-te meu último dia
amplo, confortável, insignificante.
Então que o alpiste envenenado
faça espumar dos bicos
das fantasiosas andorinhas
toda inútil angústia
pantomima da aurora
e do crepúsculo.
Eis-me, teu poeta insano
senhor de tantas mulheres
cujos cílios nunca beijados
cujos espíritos nunca amados
menti, menti tanto, decerto
com intragável volúpia
desde o primeiro frêmito nos testículos
até o calor e cãibra nos ombros agora.
RE-RESPOSTA À SOCORRO MOREIRA
Linda a letra de Francisco Malfitano e Pandia Pires.
Entre os dois poetas, Socorro Moreira e Chico Buarque - em se falando de amores e mentiras – sou mais o Chico. Você me cutucou quando postou a música “O grande amor”.
Aqui pra nós, o problema da mentira no amor nunca é criado por nós, é pelo outro, é pela outra. Sem querer dizer que o inferno é sempre o outro, mas você é poeta, e você sabe como somos...”Eu sou poeta e aprendi a amar”, e nosso coração “é um pote assim de mágoa, e qualquer desatenção,faça não, pode ser a gota d`água” e que a gente anda “à flor da pele, até um beijo de novela faz a gente chorar”.
Essas coisas, poeta. Às vezes a gente, coisas de poeta, se entrega demais, se gruda demais, se apaixona demais. Aí a outra, o outro, não está nem aí. Então, a minha verdade nesse grande amor finda sendo uma mentira no pouco que a outra, o outro lhe devota.
Bem, mas não estou falando de nenhuma situação concreta, são palavra de poeta, e o professor está por aqui morrendo de rir com tantas coisas que poderiam ser mais não são.
Fiquemos com mais uma do poeta Noel. Essa é de rachar.
Mentir
(Noel Rosa)
Mentir, mentir
Somente para esconder
A mágoa que ninguém deve saber
Mentir, mentir
Em vez de demonstrar
A nossa dor num gesto ou num olhar
Saber mentir é prova de nobreza
Pra não ferir alguém com a franqueza
Mentira não é crime
É bem sublime o que se diz
Mentindo para fazer alguém feliz
É com a mentira que a gente se sente mais contente
Por não pensar na verdade
O próprio mundo nos mente, ensina a mentir
Chorando ou rindo, sem ter vontade
E se não fosse a mentira, ninguém mais viveria
Por não poder ser feliz
E os homens contra as mulheres na terra
Então viveriam em guerra
Pois no campo do amor
A mulher que não mente não tem valor
Saber mentir é prova de nobreza
Pra não ferir alguém com a franqueza
Mentira não é crime
É bem sublime o que se diz
Mentindo para fazer alguém feliz.
SONETO PARA A SEXTA FEIRA SANTA
José Augusto Siebra
Está parado o ramo de oliveira
E muito triste o céu da Palestina
Três horas. Lá no céu o sol declina
Queda silente a natureza inteira.
Jesus, o bom Jesus a fronte inclina
Deita da face a lágrima primeira
Do peito exala a ânsia derradeira
Morre na cruz suspensa na colina.
Escuta calmo o glauco mar profundo
Há um silêncio tal em todo mundo
Que a própria hierarquia desconhece.
A mãe do Verbo a fronte ao céu erguia
E ao supremo soluço de Maria
A terra treme, o sol empalidece.
(Este soneto foi escrito há quase cem anos atrás por meu avô. Com profunda beleza poética, ele traduz a sacralidade da natureza reverenciando o Salvador, Jesus.
Stela Siebra Brito)
UMA CARTA ( MÚSICAS DE ROBERTO CARLOS) por Rosa Guerrera

Faço uma PROPOSTA ! ARRASTA UMA CADEIRA, senta e me escuta.
Sabia que AS FLORES DO JARDIM DA NOSSA CASA , ainda estão lindas ?
São COISAS QUE NÃO SE ESQUECE , não é ?
Essa carta acredite , não é um DESABAFO , mas DETALHES que esporadicamente tenho em mente. Afinal , quem foge as EMOÇÕES ?
OLHA , eu QUERO APENAS dizer que lembro com ternura as nossas JOVENS TARDES DE DOMINGO, momentos tão bonitos , quando pensávamos que O NOSSO AMOR era TUDO nas nossas vidas.
Não sabíamos no entanto que éramos um PASSATEMPO do destino.
PERGUNTE PRO SEU CORAÇÃO se não estou certa .
A ROTINA cansou nossos planos, e qualquer TENTATIVA de uma OUTRA VEZ , não vale mais .
Fiquemos na TERNURA ANTIGA dessa CAVALGADA passada .
Guardarei com carinho AS CANÇÕES QUE VOCE FEZ PRA MIM, e DO FUNDO DO MEU CORAÇÃO tenho a certeza que O TEMPO VAI APAGAR os COSTUMES desse AMOR ANTIGO.
Sem mais COMENTÁRIOS , ESQUEÇA essa HISTÓRIA DE AMOR que foi apenas um RESUMO de TUDO QUE SONHEI um dia .
Semana Santa - por José do Vale Pinheiro Feitosa
Para os católicos fieis se passa como um ritual religioso especial, o principal, talvez, de sua religião, a religião do Cristo. Ou seja, daquele que foi crucificado. Este é o momento em que o sacrifício, como que uma imolação tão cara ao mundo oriental, de Jesus ao Pai traduz o centro da liturgia da Santa Missa.
Diria que apenas para as camadas populares mais pobres, para o clero e para aquelas pessoas muito ligadas ao dia-a-dia da igreja, esta é, efetivamente, uma semana tipicamente religiosa. Para as pessoas mais abastadas e apenas partícipes de algumas missas dominicais, a semana santa é mesmo um feriado e um dia especial na mesa do cotidiano.
Haveria um elo entre uma situação e outra, além do feriado? É muito difícil dizer, apesar dos noticiários e dos relatos de missas, procissões e autos teatrais repetindo o sacrifício. Este certamente funciona como um pano de fundo seja na TV, no Rádio ou nos jornais, sem contar as eventuais manifestações nas ruas. Nas ruas centrais, pois em grandes aglomerados nem isso se percebe.
Como dizia: apenas pano de fundo, pois o que rola mesmo é o feriado, a mesa especial à base de peixe, a praia no litoral, o açude nos sertões, os bares, as praças e os shoppings. Ao invés da lembrança do sacrifício, o que se vê é o alívio da danação do trabalho e dos deveres escolares para os jovens. Nada por fazer, a não ser os grilhões que ainda se fixam nas paredes sobre a escravidão da mulher em sua domesticidade cultural.
Quando interiorano, ao invés deste computador e sua tela escrita, íamos para os sertões. Mais para o interior ainda, então vivia num sítio nos arredores da cidade do Crato no Ceará. A lembrança que restou, aquela que selecionei é da umidade do terreno, o intenso verde a preencher os buracos da caatinga, as flores, a cantoria alegre dos pássaros em plena nidificação. As crianças de alçapão e do visgo já sabiam: na semana santa não se pode aprisionar os pássaros, eles morrem.
A lagoa e o açude eram de energia jamais encontrada na minha vida, nem nas mais alegres praias. Nadando com meu pai, os tios e amigos. O mergulho que me remetia para a profundidade da vida, para um mundo que existe abaixo e ao qual desconheço. Ir lá embaixo e beber a água mais fresca que refrigerador nenhum já me deu. Os insetos na superfície da água, o cágado que se morder o pé de alguém apenas solta com trovão de estalo. A galinha d´água e o tetéu no breu da noite anunciando a coleção de água em que se encontra.
Jerimum, maxixe, muito queijo, feijão verde, leite, coalhada, milho verde e cuscuz de milho novo uma coleção de sabores de semana santa. De sertão renascendo, pipocando vida em cada brecha, a cada loca de pedra, em minúsculos túneis, no arrasto do chão. A semana da vida. Experiência introspectiva extrema junto a mais exuberante que o sertão conseguia de extroversão. Por isso nunca me separo do extrorso pelo qual o pólen se volta para o externo a mim.
Recado para Zé Nilton- de Socorro Moreira
MENTE AO MEU CORAÇÃO
Mente ao meu coração
Que cansado de sofrer
Só deseja adormecer
Na palma da tua mão
Conta ao meu coração
Estória das crianças
Para que ele reviva
As velhas esperanças
Mente ao meu coração
Que cansado de sofrer
Só deseja adormecer
Na palma da tua mão
Conta ao meu coração
Estória das crianças
Para que ele reviva
As velhas esperanças
Mente ao meu coração
Mentiras cor-de-rosa
Que as mentiras de amor
Não deixam cicatrizes
E tu és a mentira mais gostosa
De todas as mentiras que tu dizes
Conta ao meu coração
Estória das crianças
Para que ele reviva
As velhas esperanças
Mente ao meu coração
Mentiras cor-de-rosa
Que as mentiras de amor
Não deixam cicatrizes
E tu és a mentira mais gostosa
De todas as mentiras que tu dizes
Amigo Zé Nilton , as canções falam por nós!
E, quando estamos sem preguiça , no caso dos poetas e compositores, as falas escritas, mesmo dizendo pouco, vencem a timidez, e se declaram , mesmo escondidas .
Acho que guardamos no coração alguma paixão ou talvez um amor , que nunca será de mentira.
Eu amo, tu amas, e eles amam ? ( risos)
"Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura"?
O amor é lança
O amor é luz
Como fugir
se queremos ser alvo,
e vivemos na sua mira?
Até dormindo,
nossa disponibilidade,
se oferece aos sonhos,
e o amor emplaca !
Abraços , e que Deus nos salve, mantendo a chama do amor, nos nossos casos.
Socorro Moreira
Amor de verdade ! - por Socorro Moreira

O amor é de verdade na mentira
o amor é de mentira ,
quando não pode ser de verdade.
O amor de verdade é
a construção de muitos dias,
em um único ou muitos amores.
Amor de verdade é o que restou em mim
por ti, e pela humanidade.
Amor de verdade é feliz
porque não conta com o desencanto ...
Não tem começo, nem fim...
Está pronto para ultrapassar o umbral da eternidade.
Mesmo quando o teu olhar se afasta,
eu fico com teu amor a me espiar !
Pérolas nos bastidores ...
Olha só que preciosidade da dupla Noel x Vadico:
Pra Quê Mentir?
Composição: Noel Rosa/Vadico
Pra que mentir se tu ainda não tens
Esse dom de saber iludir?
Pra quê?! Pra que mentir
Se não há necessidade de me trair?
Pra que mentir, se tu ainda não tens
A malícia de toda mulher?
Pra que mentir
se eu sei que gostas de outro
Que te diz que não te quer?
Pra que mentir
Tanto assim
Se tu sabes que eu já sei
Que tu não gostas de mim?!
Se tu sabes que eu te quero
Apesar de ser traído
Pelo teu ódio sincero
Ou por teu amor fingido?!
Postado por Zé NIlton
Bolo de Páscoa
* • 1 colher (sopa) de fermento em pó
* • 1 xícara (chá) de chocolate em pó solúvel
* • 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
* • 1½ xícara (chá) de leite quente
* • 1 xícara (chá) de açúcar
* • farinha de trigo para polvilhar
* • manteiga para untar
* • 4 ovos
* Recheio e Cobertura:
* • 1 lata de creme de leite
* • 10 mini ovinhos de chocolate para decorar
* • 1 tablete de classic chocolate meio amargo
Preparo da Receita
Massa: Bata as claras em neve, junte as gemas e o açúcar aos poucos, sempre batendo. Adicione o leite quente e bata mais um pouco. Quando a massa estiver bem fofa peneire por cima a farinha, o Chocolate em Pó e o fermento, misturando levemente, sem bater. Despeje em fôrma redonda (24cm de diâmetro) untada e enfarinhada e asse em forno médio (180°C), preaquecido, por cerca de 30 minutos. Corte o bolo ainda morno ao meio e reserve.
Recheio e cobertura: Aqueça em banho-maria o Creme de Leite. Junte o Chocolate e mexa até que fique completamente dissolvido. Reserve.
Montagem: Coloque metade do bolo em um prato e espalhe uma camada de recheio. Cubra com a outra metade do bolo e cuidadosamente, espalhe o creme de chocolate restante e decore com os mini ovinhos de Chocolate.
Dica para esta receita
Fonte: Cozinha Nestlé
Purgatório - por Domingos Barroso
por toda a eternidade
a mesma droga de espinha.
Bom mesmo é fazer pipoca
para o filho de oito anos
(de olho na panela quente)
Bom mesmo é passar a língua
entre os dentes,
céu da boca,
limpando a pele do milho.
Bom mesmo é molhar a linha
com a própria saliva
segurar a agulha
atravessá-la com sentimento.
Costura tuas próprias meias,
seu moço:
teus dedos rachados
já não suportam tanto frio.
por Domingos Barroso







