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"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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sábado, 3 de julho de 2010
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Nonato Luiz lança novo CD

Concerto de violão
Nonato Luiz lança novo CD
Isabel Costa - especial para O POVO 03/07/2010 02:00
Atualizada às: 02/07/2010 20:50
Neste sábado, 3, o violonista, compositor e arranjador Nonato Luiz irá lançar o CD Estudos, Peças e Arranjos no Teatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Uma oportunidade para entrar em contato com a musicalidade do violonista. Em entrevista, por telefone, Nonato Luiz disse que “o público vai encontrar um trabalho feito com carinho e dedicação,”. Depois da estreia, o músico deve realizar uma turnê pelas principais capitais brasileiras em concertos abertos.
As influências do compositor são variadas. Já fez homenagens a clássica banda de rock The Beatles e ao rei do baião Luiz Gonzaga. No novo CD, Nonato Luiz afirma ter construído um resumo de suas atividades. “É um concerto autoral e vou mostrar minhas composições e meus arranjos”, disse. E ainda completa: “É um trabalho que eu venho desenvolvendo ao longo da minha carreira”. Nonato Luiz já contabiliza quase 30 álbuns e seis livros no currículo.
Fora do Brasil a influência do violonista e compositor é ampla. São várias apresentações na Europa e nos Estados Unidos. Atualmente, ele se prepara para, no mês de agosto, fazer show e promover um workshop em Michigan (EUA) durante o Interlochen of Arts (Guitar Festival and Workshop). Também irá participar, em julho, de um dos maiores festivais de Jazz da Europa, o North Sea Jazz Festival, que acontecerá em Rotterdam (Holanda).
SERVIÇO
Lançamento do CD Estudos, Peças e Arranjos e concerto de violão solo, hoje (3), às 21 h, no Teatro do Centro Dragão do Mar (Rua Dragão do Mar, 81 – Praia de Iracema). Entrada livre.
Como é belo nosso Vale do Cariri...
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Cordas de Aço - Cartola e uma Bengala - José do Vale Pinheiro Feitosa
Quando peguei esta bengala para me postar ereto ao lado desta Cartola, tudo me pareceu sem sentido. Não havia um motivo para publicá-la. Até que pensei no Zé Nilton e agora tranquilamente o faço.
E sobre os arcos da ilusão acaricio meu violão e a voz solta:
Este minúsculo braço
E dentro de mim, pelas cordas vocais como um verbo divino, ela ressurge com seu corpo de tecer futuro. As curvas da acústica vida que faz dela um calcanhar que Aquiles tão bem resguardava:
Ah, este bojo perfeito
Que trago junto ao meu peito
E nestas cordas de aço, travas e notas, encurtando meus momentos desafinados, agravando minha solidão de tempos já vividos e daqueles que teimam ecoar como toda caixa que repercute:
Só você violão
Compreende porque perdi toda alegria
E por me ausentar das multidões e contigo sussurrar as esperanças que ela levou pela esquina quando a dobrou:
Pode crer, eu adivinho
Quando dobrou a esquina e sua presença nos deixou, levou com ela a nossa ausência e, agora, meu pinho, eis que:
Até hoje está nos esperando
De pronto em pé e agora que a esquina se desfará nos passos destas notas a subir novamente o Alto do Seminário:
Eu você e a companheira
Na madrugada iremos pra casa
Cantando...
Exploração 2 a 1 no Valor Humano - José do Vale Pinheiro Feitosa
Quando no salão de beleza, ali perto do mercado central de Paracuru, uma portinha com pintura descascada e um cubículo suado, a freguesa abre as páginas amarrotadas da Revista Caras, navega seu espírito nas ondulações de uma fantasia de progresso.
Aí a Seleção Brasileira, ou melhor, o time em campo, que não tem um único jogador fazendo gol para um torcedor brasileiro, em qualquer estádio do nosso território, se desclassifica. Ficamos com a sensação do comércio de celebridades. Derrotadas, mas celebridades.
Agora junte tudo e terá o espelho do verdadeiro problema. E já vou avisando, eu estou avisando: trate logo de andar com as próprias pernas e ter cabeça para andar na escuridão. Acontece que o problema está onde você pensa que vem a luz.
Veja este relatório sobre o Tráfico de Pessoas para a Europa para fins de Exploração Sexual, divulgado, a 29 de junho, pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC): existem cerca de 140 mil mulheres vítimas do tráfico para exploração sexual. São 70 mil novas vítimas do crime organizado.
Esta máquina de exploração da mulher realiza cerca de 50 milhões de programas sexuais por ano, a um valor médio de 50 euros cada. No total, isso representa um lucro anual que atinge 2,5 bilhões euros, ou seja, o equivalente a R$ 5,5 bilhões.
A maior parte vem de regiões vizinhas, como os Bálcãs (32%) e países da antiga União Soviética (19%). A América do Sul aparece em terceiro lugar (13%). Segundo o relatório, é cada vez maior o número de brasileiras traficadas. Em seguida, aparece a Europa Central com 7%, África, com 5% e Leste Asiático com 3%.
Os grandes eventos culturais, especialmente quando associados ao turismo e lazer, se tornaram, junto com o consumo de drogas, um dos mecanismos mais degenerados de exploração de um ser humano pelo outro. E certamente o progresso que as pessoas esperam não se traduze por tais práticas.
Por isso mesmo estas coisas precisam ser denunciadas, demonstradas e revistas no âmbito da civilização ou por mecanismo revolucionários que superem a exploração, qualquer que seja como prática hedionda. Não pode haver uma exploração que justifique a que se adjetive como nefasta.
A Europa há muito que não é o espelho de nada. A barbárie nazi-fascista já lhe tirara alcunha de “acima de qualquer suspeita”. Agora, menos ainda e, certamente, luzes terão que sair de nós mesmos aqui na adolescente e amarfanhada América Latina.
Aquarelando a beleza de Telma Saraiva

Violeta Cavalcanti - por Norma Hauer
Aqui freqüentou a Escola Paraná, em Madureira, sendo convocada por Villa Lobos para cantar no coral organizado por ele, integrado por crianças das escolas públicas do Rio de Janeiro.
Apresentou-se no Teatro Municipal com o coral das escolas públicas como solista no "Canto do Pajé", música muito apreciada nas escola públicas nos anos 30 e 40, sendo sempre apresentada nas festividades realizadas no campo do Vasco da Gama, no tempo de Getúlio Vargas,
Em 1940, com apenas 14 anos, participou do programa de calouros de Ary Barroso onde se apresentou cantando "O samba e o tango", um sucesso de Carmen Miranda, cantora de quem era fã. A interpretação impecável, sem imitar Carmen , lhe garantiu o primeiro prêmio nessa apresentação, sendo que Ari Barroso desconfiou que ela já era uma profissional, quando não passava de uma menina cantando no rádio pela primeira vez.
NOTÍCIAS DO DIA !
O Pastorzinho- por José Newton Alves de Sousa
Mulher e Menina - por Edmar Cordeiro
David Lynch
No silêncio - por Ana Cecília S.Bastos
Efervescente/mente sou
pelas ruas da cidade.
Impura máscara
me faço.
Como se nada mais houvera
além do fustigo
deste falso,
merencório movimento.
É feito dominó .... - por Sempresoll
É feito dominó um efeito borboleta...
Feito dominó
O efeito predomina.
O desvio da molécula
Gera o feito
Como bater das asas
Um efeito borboleta.
A natureza dá nó
Na teia que tece e anima
A beleza de uma libélula
Gera o jeito
No movimento extravasa
E conecta o planeta.
É assim, assim só.
Aleatoriamente
Desencadeias do acaso.
E por mais que tentemos
Saber o próximo passo,
Por mais que foquemos
Nossa predileção,
A matéria desse espaço
Prega a peça e segue o passo
Do que nunca é calculado
Com precisão.
O andar do bêbado
De um relojoeiro cego
É o caminho.
Com efeito dominó
Com efeito borboleta,
Joga os dados e senta a mesa
Pois o acaso vai alterar
Qualquer ilusão.
Dilema das culturas tradicionais em face da globalização - José do Vale Pinheiro Feitosa
Estamos numa revista de cultura. Esta palavra na borda da linha. Que tanto fala em antropologia, como sociologia e política. Que diz arte, artesão e produção. Que pode ir da filosofia a uma mera tecnologia (ou técnica). Que fala, por contigüidade, em educação e comportamento. Mas então é que tomarei um núcleo para me fazer entendido: a alma de um povo. Vejam que alma é aquilo externo ao corpo e o externo, ou a anima, é a construção coletiva, em sociedade, de uma visão de mundo. De nós no mundo.
Então, agora, tomemos dois movimentos: em primeiro o movimento secular ou milenar que num dado território construiu uma cultura, ou a alma de um determinado povo. O segundo movimento tem natureza universal de aculturação (modificação cultural) que pareceu originar-se no ocidente europeu (com a modernidade) e soterra todas as culturas daquele primeiro movimento.
Qual seria a “mecânica” do segundo movimento, que passo a chamar universal ou global? Em primeiro lugar o antropocentrismo (no renascimento), logo a seguir, colado ao primeiro, o individualismo (independente da hierarquia); em terceiro os estados nacionais (independente de Deus e dos Monarcas); em quarto a razão como uma regra universal; em quinto a libertação individual e coletiva da produção agropecuária; em sexto a ciência e a tecnologia de base científica.
Quando dizemos educação para todos, estamos falando em superar os velhos arranjos culturais, aqueles remanescentes e “arcaicos” ou os rebeldes que pretendem uma alternativa àquela “mecânica” universal. Por exemplo, o índio, faz parte do primeiro movimento a ser superado pelo segundo movimento universal. Assim como todos aqueles símbolos tão caros a setores sensíveis das classes médias e populares: xamãs, avatares, cultura folclórica etc.
Se falarmos em saúde pública, praticamente dizemos medicina técnico-científica e esta provoca enormes efeitos sobre as culturas básicas ou originais ou as tradicionais ou qualquer nome que se queira para as culturas de base territorial e não universal (ou global). Um exemplo: na Índia até 1974 havia uma Deusa da Varíola, chamada Shitala Mata, milenar, com milhares de templos, profundamente enraizada nas vilas rurais. Naquele ano a OMS partiu para a erradicação final da varíola, toda a Índia foi mobilizada, as escolas especialmente e o resultado: a vacina superou um mito milenar.
Poderíamos desdobrar isso em tudo: na moda, nos hábitos, no trânsito, na alimentação, nas artes e assim por diante. Fiquemos com a idéia que a modificação cultural globalizada não é mais apenas mero efeito do colonialismo e do imperialismo (embora os tenha como forte veículo), é, agora, algo parecido com um grande espelho no centro da humanidade a dispersar reflexos em todas as direções. Parece que por vezes tem alguma origem mais definida, mas logo a seguir, receberemos reflexos secundários vindo de outras fontes.
Enfim, isso tudo no remete para uma grande necessidade de consciência deste enorme espelho. Uma consciência que procure compreender-lhe as dinâmicas, que perceba os perigos inerentes, pois a capacidade de continuar a construir cultura não cessou. Apenas estamos na fase em que todos os humanos se tornaram interdependentes e, por isso mesmo, não podendo se resumir à mera padronização burocrática de meios e recursos.
Um abraço especial para minha amiga Rejane Gonçalves

Demian
Demian é um livro escrito por Hermann Hesse, ganhador do Nobel de Literatura de 1946.
Considerada por muitos críticos a principal obra de Hesse, Demian mostra a influência que este sofreu dos escritos de Nietzsche e a aplicação de seus conhecimentos de psicanálise na elaboração do drama ético e da enorme confusão mental de um jovem que toma consciência da fragilidade da moral, da família e do Estado.
O livro conta a história de um jovem - Emil Sinclair, protagonista e narrador - criado por pais muito piedosos que, de repente, se vê em um mundo bem diferente daquele pregado por seus pais e avós. Atormentado pela falta de respostas às perguntas que faz sobre sua existência, passa a procurar na introspecção suas respostas. Dividido entre o mundo ideal e o real, com suas interpretações (mundo claro e paternal, associado às idéias de seus pais e à residência destes, e o mundo sombrio e frio, externo à residência dos pais e com valores estranhos a estes), Sinclair experimenta ambos, através do confronto com suas próprias concepções, para tentar encontrar sua verdadeira personalidade. Percorrendo este caminho perigoso, influenciado por Max Demian, um colega de classe precoce e envolvente, ele prova do crime, da amizade e das incertezas - surpresas que engendram as descobertas de sua vida adolescente. Sinclair, então, se rebela contra as convenções sociais e descobre não apenas o doce sabor da independência mas também seu poder de praticar o bem ou o mal. A relação de Sinclair e Demian atravessa toda a narrativa a partir do momento que os personagens se conhecem. Demian revela a Sinclair que existem filhos de Caim, pessoas que possuem a capacidade de exercer o bem e o mal; também apresenta a entidade Abraxas, divindade de características humanas - também capaz de exercer o bem e o mal. A obra tem muitas referencias bíblicas, como o Sinal de Caim e o Gólgota, tornando dificil a leitura a quem não sabe muito sobre a religião cristã, mas também trata de misticismo e autoconhecimento, da busca da essência do Eu. A obra narra principalmente os conflitos internos que um indivíduo passa desde a infância, através da adolescência, até sua idade adulta. É possível afirmar que Demian trata-se de um romance iniciático, descrevendo os contatos de um indivíduo com aspectos existenciais e de sua personalidade.
Obtida de http://pt.wikipedia.org/wiki/Demian
Boa Noite, Amor - Elis Regina
Boa Noite, Amor
Elis Regina
Composição: J.M. Abreu e F. Matoso
Boa noite amor
Meu grande amor
Contigo sonharei
E a minha dor esquecerei
Se eu souber que o sonho teu
Foi o mesmo sonho meu
Boa noite, amor
E sonhe enfim
Pensando sempre em mim
Na carícia de um beijo
Que ficou no desejo
Boa noite, meu grande amor.
Recadinho do coração...
MY LOVE FOR YOU
Johnny Mathis
My love for you
Is deep and endless as the sea
Strong and mighty as a tree
My love for you
My eager heart
Keeps beating just for you alone
Since the moment it is known
My love for you
There'll be no other lips
No other arms
No other love for me
Feeling as I do
How could there be
(And) so it will be
Far beyond eternity
Ever faithful ever true
My love for you










