Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

segunda-feira, 5 de julho de 2010

ORQUIDEAS - por Edilma Rocha

Pequeninas, belas e fortes, despenham em suavidade no colorido exuberante e peculiar...

O charme das orquídeas está na variedade de formas cores e perfumes...

Se todas fossem iguais perderiam o seu encantamento...

Algumas têm o colorido sofisticado em detalhes que parecem
a pele de um tigre, onça ou leopardo...

Algumas são conhecidas por "Chuva de Ouro" pelo pequenino tamanho
e amarelo brilhante...

Destacam-se pelas formas exóticas e combinações de cores
Umas sombrias,mas sem serem menos belas...
Surpreendem pela variedade e são milhares de espécies por todo o planeta
e brotam em prados secos ou úmidos, em relvados, matas temperadas, dunas,
rochas e no subsolo..
Suspensas com elegância no caule longo e frondoso nas árvores
nos troncos das florestas quentes e úmidas...

Desabrocham nas nas matas tropicais exalando
perfume, imensa beleza e suavidade...

Por Geraldo Lemos


Meus Filhos
Duas meninas, duas futuras mulheres chegaram a meu lar, no espaço de, exatamente, 5 (cinco) anos e um dia. Eram os primeiros frutos de meu casamento com Goretti.
Muitos enfeites, muito paparicado, laços e fivelas para cabelos. Enfim, tudo que as pudesse deixar mais lindas.
Eu as via e as admirava como um escultor observa sua obra. A mãe as ostentava, como um troféu. Lindas e amáveis preenchiam todo o lar.
Dois temperamentos diferentes. A mais velha, calada, calma, sempre caseira e organizada temperamento da mãe e meu retrato. Já Mabel, irreverente, fujona de casa, pregando suas peripécias, de dentes afiados, mordia todos os garotos e garotas de nossa rua. Todos a amavam. Na cidade e escola, era conhecida e admirada pelos amigos e colegas. Quantas vezes saiu do Banco, nas horas mais críticas, para procurá-la? Fazia-o de coração e não me arrependo.
Após 6 anos, parei em frente à COELCE, praça da Sé, e gritei para o amigo Darival:
Agora fiz um homem e é lindo!
Nome melhor não existia se não Geraldo José M. Lemos Filho.
Inteligente e estudioso já reinavam na casa. Cresceu, entrou para Faculdade. Em todos os esportes que eu o coloquei se destacou, com várias medalhas e hoje é o nosso atleta, forte, músculos no lugar e muito bonito.
Diga-se de passagem, todos eles se destacaram, nos colégios e faculdades, Direito (Geraldo) - Odontologia (Débora) - Turismo (Mabel). 

Geraldo Lemos

Por Geraldo Lemos

Hoje, me sinto mais velho.
Ao ligar o meu inseparável rádio, como sempre em uma emissora AM, ouvi a notícia de que é o dia do AVÔ.
Francamente, quando se fala de AVÔ, vem logo à nossa mente a figura de um velhinho cansado, alquebrado pelo peso da idade...
Será que não nos olhamos e nos vemos na pessoa desse ancião?
Só hoje é que descubro o quanto é bom ser avô. Nesta fase de nossa vida, voltamos a ser criança. Nossa idade, nossas experiências de vida, nossos apertos financeiros, as dores nas costas e o medo da violência do mundo são dissipados no sorriso daquela criança que rir, à nossa frente.
É bom ser avô, é bom ficarmos, nós e a vozinha companheira, segurando nas mãos do herdeiro que aprende os primeiros passos.
Certo dia, sei que muitos já o fizeram, surpreendi-me, engatinhando ao lado do meu neto, "pegando pareia", como dizíamos nos tempos de infância.
Neste dia, desejo a todos os avós que nasça em seus corações a mesma esperança que vislumbra nos olhos de nossos netos e que continuemos ao lado deles protegendo-os e transmitindo-lhes as experiências que acumulamos ao decorrer de nossa existência.

Por Geraldo lemos

FEIRA DO CRATO
Hoje é segunda-feira. Estou em plena Rua Senador Pompeu. Muitos carros, pessoas entrando e saindo dos Bancos.
De repente, meus pensamentos retroagem a 40 anos, década de 70.
Feira da rapadura, onde os produtos dos engenhos de cana-de-açúcar eram vendidos. Serviam como alimentos indispensáveis a todos. Substituíam os ofensivos à saúde, produzidos à base ele tóxicos e enlatados de péssima qualidade.
Havia até o "Clube da Rapadura", hoje demolido.
Dirijo-me a Rua João Pessoa. Sinto o cheiro de goma e farinha e o seu pó embaça os meus óculos.
Quanta fartura e alegria.
Nossas lojas. Pernambucana, Casa Abraão, Ernani Silva, Azteca, Thomaz Osternes, Vênus, Singer, Martins, Bar Cairu, Cascatinha, e tantos outros estabelecimentos comerciais atraiam os comerciantes de todo o Cariri e muitos Municípios de Pernambuco.
De repente, noto que estou na Rua Barbara de Alencar.
Bancas de variedades. O cheiro de abacaxi em minhas narinas. O gosto do doce de leite de Joaquim Patrícia adoça o meu paladar. Ouço um grito: "Ei, não deixa essa mulher ele rabo ele rato passar pra Sá, pois meu irmão Expedito o tem". Era a voz de Moacir. Nas barbearias de Mestre Zumba e Zé barbeiro, faziam-se corte de cabelo, a príncipe de Gales. Era preciso muito sabão e pedra ume os cortes da navalha. As mercearias Anor, beija flor e Ferragista estão lotadas clientes. As farmácias Dr. Rolim e José de Figueiredo vendem da "meisinha" a remédios de qualidade.
O bar elo Oiô está cheio e o cabo Morais, com muita moral e seu boné atravessado na cabeça, dirigia-se para lá.
No mercado, o Dr. Dalmir Peixoto examina o gado e porcos mortos.
Como se comia fígado, tripa, bucho e tocinho!
Era a feira do Crato. Uma verdadeira festa. Aproveitava-se para comprar tudo, exibir roupas novas e tomar pinga.
A medida para se comprar uma calça era o pescoço.
Hoje, segunda feira é dia comum, no Crato.
Francamente, sinto saudade daquele tempo bom.

Pensamento para o Dia 05/07/2010


Pensamento para o Dia 05/07/2010
“A capacidade de superar as tendências (Gunas) da Natureza (Prakriti) não é inerente a qualquer um; isso se trata de uma Graça do Senhor. E essa Graça é conquistada pela repetição do Nome de Deus (Japa) e meditação (Dhyana). A verdade deve ser experimentada a fim de que não possa escapar da consciência, e a disciplina necessária para isso também é Japa e Dhyana. Isso deve ser primeiro e claramente entendido: é impossível para alguém controlar as tendências de Prakriti, o poder é possuído apenas por aqueles que têm Prakriti sob contrôle e cujos comandos, Prakriti obedece. Prakriti é a base de tudo no Universo. É a base da Criação e da Existência. Tudo isso é Prakriti: homens ou mulheres, feras ou pássaros, árvores ou plantas; na verdade, tudo o que pode ser visto é inseparável de Prakriti.”
Sathya Sai Baba

Castro Alves


No período em que viveu (1847-1871), ainda existia a escravidão no Brasil. O jovem baiano, simpático e gentil, apesar de possuir gosto sofisticado para roupas e de levar uma vida relativamente confortável, foi capaz de compreender as dificuldades dos negros escravizados.


Manifestou toda sua sensibilidade escrevendo versos de protesto contra a situação a qual os negros eram submetidos. Este seu estilo contestador o tornou conhecido como o “Poeta dos Escravos”.

Aos 21 anos de idade, mostrou toda sua coragem ao recitar, durante uma comemoração cívica, o “Navio Negreiro”. A contra gosto, os fazendeiros ouviram-no clamar versos que denunciavam os maus tratos aos quais os negros eram submetidos.

Além de poesia de caráter social, este grande escritor também escreveu versos líricos-amorosos, de acordo com o estilo de Vítor Hugo. Pode-se dizer que Castro Alves foi um poeta de transição entre o Romantismo e o Parnasianismo.

Este notável escritor morreu ainda jovem, antes mesmo de terminar o curso de Direito que iniciara, pois, vinha sofrendo de tuberculose desde os seus 16 anos.



Apesar de ter vivido tão pouco, este artista notável deixou livros e poemas significativos.


Canção do Boêmio

(RECITATIVO DA MEIA HORA DE CINISMO

COMÉDIA DE COSTUMES ACADÊMICOS)

Música de EMILIO DO LAGO



Que noite fria! Na deserta rua

Tremem de medo os lampiões sombrios.

Densa garoa faz fumar a lua,

Ladram de tédio vinte cães vadios.



Nini formosa! por que assim fugiste?

Embalde o tempo à tua espera conto.

Não vês, não vós?... Meu coração é triste

Como um calouro quando leva ponto.



A passos largos eu percorro a sala

Fumo um cigarro, que filei na escola...

Tudo no quarto de Nini me fala

Embalde fumo... tudo aqui me amola.



Diz-me o relógio cinicando a um canto

"Onde está ela que não veio ainda?"

Diz-me a poltrona "por que tardas tanto?

Quero aquecer-te rapariga linda."



Em vão a luz da crepitante vela

De Hugo clareia uma canção ardente;

Tens um idílio -- em tua fronte bela...

Um ditirambo -- no teu seio quente...



Pego o compêndio... inspiração sublime

P'ra adormecer... inquietações tamanhas...

Violei à noite o domicílio, ó crime!

Onde dormia uma nação... de aranhas...



Morrer de frio quando o peito é brasa...

Quando a paixão no coração se aninha!?...

Vós todos, todos, que dormis em casa,

Dizei se há dor, que se compare à minha!.. .



Nini! o horror deste sofrer pungente

Só teu sorriso neste mundo acalma...

Vem aquecer-me em teu olhar ardente...

Nini! tu és o cache-nez dest'alma.



Deus do Boêmio!... São da mesma raça

As andorinhas e o meu anjo louro...

Fogem de mim se a primavera passa

Se já nos campos não há flores de ouro...



E tu fugiste, pressentindo o inverno.

Mensal inverno do viver boêmio...

Sem te lembrar que por um riso terno

Mesmo eu tomara a primavera a prêmio..



No entanto ainda do Xerez fogoso

Duas garrafas guardo ali... Que minas!

Além de um lado o violão saudoso

Guarda no seio inspirações divinas...



Se tu viesses... de meus lábios tristes

Rompera o canto... Que esperança inglória...

Ela esqueceu o que jurar lhe vistes

Ó Paulicéia, ó Ponte-grande, ó Glória!...



Batem!... que vejo! Ei-la afinal comigo...

Foram-se as trevas... fabricou-se a luz...

Nini! pequei... dá-me exemplar castigo!

Sejam teus braços... do martírio a cruz!...

A FEIJOADA DE HENRIQUE CRUZ





HENRIQUE CRUZ -O REI DA FEIJOADA




A história de como Henrique aprendeu a fazer feijoada - quando era estudante de Engenharia em Recife - já foi contada no Cariricaturas por Carlos Esmeraldo; e teve gente que até pediu a receita.
Sempre com muito humor, Carlos já contou também outras histórias do amigo, principalmente as presepadas no Colégio Diocesano.
Mas isso já faz tempo. O bom agora é que Henrique se tornou um expert em feijoada. E ontem, na casa de sua irmã Flor, que mora aqui em Recife, ele ofereceu uma feijoada, para alguns amigos cratenses. Teve gente que foi convidada e não foi. Não sabe o que perdeu! Não é pra fazer inveja não, mas a feijoada tava demais!
A couve mineira chamou minha atenção,pois só na cozinha japonesa vi tanta arte no cortar dos legumes e verduras; a farofa deliciosa, os temperos da feijoada na medida, o caldinho, a capirinha, a cerveja... e o bate papo. Ah! o bate papo é um dos principais ingredientes de uma feijoada, assim acredito. Aliás, de qualquer encontro de amigos.
Pois é, elejo a amizade e a descontração como um dos segredos da alegria e do sabor da feijoada de Henrique.




Zé Luiz, Heron Abagaro, Joaquim, Flor, Socorro, Stela, Henrique

Volátil- por Ana Cecília S.Bastos

Quero as palavras que se volatizaram,
efêmeras,
enganosas,
vãs.
Mesmo assim as quero.
Vivo por elas,
tecido de areia movediça que se faz caminho,
que se fez cruz e redenção.

Maria Goretti

Portal dos Santos

Maria Goretti (Corinaldo, 16 de Outubro de 1890 — Nettuno, 6 de Julho de 1902) foi uma jovem católica italiana, declarada santa, com festa comemorada no mesmo dia de sua morte.

Em 1899, sua família mudou-se para Nettuno, onde viviam no mesmo edifício com a família Serenelli.

Aos doze anos de idade Maria Goretti foi atacada pelo vizinho Alessandro Serenelli (1882-1972). No dia 5 de Julho de 1902, Alessandro tentou violentar Maria, ameaçando-a com uma faca, mas a menina ajoelhou-se com medo de que Alessandro fosse para o inferno, e diante das recusas da menina, Serenelli esfaqueou-a 14 vezes. Inspirada em suas mestras Santa Cecília e Santa Inês, aceitou o martírio piedosamente. No dia seguinte, depois de perdoar seu assassino, Maria Goretti faleceu.
Imagem de Santa Maria Goretti que está no altar- mor da Capela de Santa Maria Goretti, em Currais Novos-RN-Brasil

Alessandro Serenelli foi condenado e passou 27 anos na prisão. Arrependido, tornou-se um membro da ordem Terceira dos Capuchinhos, que lhe deram abrigo.

Em 24 de Junho de 1950, o Papa Pio XII canonizou Maria Goretti, em uma cerimônia atendida pela sua mãe Assunta, e seu assassino, Alessandro.

Há várias igrejas, capelas e paróquias dedicadas à santa. Sua devoção se espalhou quase que instantaneamente após a canonização. Na América, a primeira igreja dedicada a ela é a Capela de Santa Maria Goretti, em Currais Novos (Rio Grande do Norte, Brasil), fundada em 1952. A cidade de Passos no sul de Minas Gerais, a homenageou dando-lhe o nome de um bairro.

Lauro Corona


Lauro Corona (Rio de Janeiro, 6 de julho de 1957 — Rio de Janeiro, 20 de julho de 1989) foi um ator brasileiro.
Nascido na classe média carioca, começou a trabalhar aos 16 anos como vendedor na butique da mãe. Um ano depois, partiu para a carreira de modelo e fez os primeiros filmes publicitários: propaganda para a Coca-Cola e o Bob's, e chamou a atenção do diretor Marcos de Sá.

Ao atuar na peça infantil Simbad, o Marujo, no Rio de Janeiro, foi descoberto pelos diretores e atores Ziembinski e Paulo José, que o convidaram para participar do especial de televisão Ciranda, Cirandinha.

A partir daí, participou de diversas telenovelas e filmes, tendo se destacado, inicialmente, em Dancin' Days (1978), de Gilberto Braga, em que era par da personagem de Glória Pires. Foi também presença de destaque em Marina, Baila Comigo, Elas por Elas, Louco Amor, Corpo a Corpo e Direito de Amar.

Estreou no cinema em O Sonho não Acabou, em 1982, e dois anos depois fez Bete Balanço, como par romântico da personagem de Débora Bloch.

Também alcançou algum sucesso como cantor e apresentador do programa Globo de Ouro, nos anos 80. Algumas das músicas são Não vivo sem meu rock, O Céu por um beijo e Tem que provar.

A última telenovela foi Vida Nova, de 1988, no papel de um imigrante português que namorava uma judia brasileira, interpretada por Deborah Evelyn.

Foi uma das primeiras personalidades brasileiras a morrer de complicações decorrentes do vírus da AIDS. O personagem na telenovela Vida Nova teve um final apressado, com uma viagem para Israel, por causa da doença do ator. A última cena mostrava um carro preto partindo numa noite chuvosa, ao som de um poema de Fernando Pessoa, declamado em off pelo próprio ator.

O atestado de óbito do ator apontou como causas da morte complicações como infecção respiratória, septicemia, infecção oportunista, miocardite, insuficiência renal aguda e hemorragia digestiva alta. Em nenhum momento foi citada a palavra AIDS, o que reforçou um comportamento adotado pelo jovem galã de telenovelas da Globo e os familiares nos últimos meses de vida: o de negar veementemente a doença. Lauro Corona não comentava com os amigos que era portador do vírus e nem aceitava a condição - tratava os sintomas das doenças oportunistas com homeopatia.

Os boatos de que estaria com AIDS surgiram em janeiro de 1989, quando o ator pediu afastamento da telenovela Vida Nova, na qual era protagonista, alegando estafa. Voltou dois meses depois, muitos quilos mais magro e com uma visível queda de cabelo. Logo em seguida mudou-se para a casa dos pais, isolando-se até mesmo dos amigos. Quando o estado de saúde piorou, foi internado, mas os pais proibiram o hospital de dar qualquer informação à imprensa sobre o estado de saúde do filho.

Lauro Corona morreu depois de nove dias internado e foi enterrado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro.

wikipédia

5 de Julho - por Ernesto


Vários fatos a serem lembrados…

1) Em 5 de Julho de 1811, Simón Bolivar dirigia a primeira revolução vitoriosa pela independência na América Latina. Neste dia a Venezuela rompeu com o domínio da Espanha e se tornou a primeira nação independente de nuestra América!

Um dos maiores vultos da história latino-americana, Bolivar comandou as revoluções que promoveram a independência da Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.

Bolívar sonhava com um grande país que ele chamou de “Pátria Grande”, unindo todas as nações da América Latina. O Brasil, único de língua portuguesa, foi também convidado para os primeiros encontros e participou das discussões da chamada Carta da Jamaica, onde o projeto de unificação foi detalhado.

2) Em 5 de Julho de 1922, no Rio de Janeiro, acontecia o levante conhecido como “Os 18 do Forte”. O levante deu origem ao movimento conhecido como “tenentismo”.

3) Em 5 de Julho de 1924, ainda sob a influência do “tenentismo”, acontece o Levante de São Paulo, originando a famosa Coluna Prestes que percorreu todo o país e é, até hoje, mundialmente considerada uma façanha militar inigualável. A Coluna Prestes percorreu mais de 24.000km pelo interior do Brasil, durante dois anos e meio, sem jamais ser batida pelas forças legalistas.A longa marcha foi concluída em fevereiro de 1927, na Bolívia. Mas o movimento é conhecido como “A Coluna Invicta”.

Telma Saraiva - uma das maiores expressões artísticas da nossa terra !


Existem revistas, as quais não possuo , com reportagens sobre Telma Saraiva . Na intenet foram compiladas 39.700 notas sobre o seu trabalho .
Motivo de orgulho para os seus filhos , essa mulher que nasceu , viveu , sonhou , sofreu , e se tornou história. ( Edilma Rocha Saraiva)

" Muito antes de Cindy Sherman, uma das mais respeitadas fotógrafas da segunda metade do século 20, começar a se fotografar em 1977, em Nova York, Telma Saraiva já espalhara sua extensa obra pelas casas do sertão do Cariri, interior do Ceará. Telma era especialista em fotopintura, uma técnica quase extinta hoje, que fazia muito sucesso na década de 40. Em cidades do interior, é comum encontrar esses retratos nas paredes das casas de família.O trabalho de Telma era inusitado e um tanto quanto pop para a época. Ela pintava auto-retratos baseados em filmes e artistas de Hollywood, conhecidos das salas de cinema do Crato (cidade onde nasceu e vive até hoje). Sua obra, até então nunca mostrada, foi descoberta recentemente pelo fotógrafo alemão Titus Riedl e ganhou exposição no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza, e na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, em 2006. "

Faltam 18 dias para a festa do Cariricaturas !

Ingressos à venda !
preço da mesa : 40,00 ( 4 lugares e um exemplar do livro Cariricaturas em prosa e verso)
na programação ,
-cerimonial de lançamento do livro 
-exposição de fotos pintura de Telma Saraiva
-presença da música de João Nicodemos
-coquetel
-performances poéticas
-4 hs dançantes ao som da banda de Hugo Linard.

Esperamos vocês, colaboradores e amigos leitores , no dia 23 de Julho , a partir das 20 h, no Crato Tênis  Clube ! 

reservas pelo telefone : 35232867 ( socorro moreira)
ou pelos e-mails :
sauska_8@hotmail.com
cblob@uol.com.br

Claude Simon



Claude Simon (Antananarivo, 10 de Outubro de 1913 — Paris, 6 de Julho de 2005) foi um escritor francês.

Recebeu o Nobel de Literatura de 1985.

domingo, 4 de julho de 2010

E por falar em saudade, onde andam vocês???

Doce Camila Arrais

Carlos Eduardo


Magali

José Milton e Gláucia
(Chez Camila)

Mendicância

Só tenho versos
para te oferecer.

O diamante o peixe engoliu.
O casaco de pele choveu.

Juro que nadei a longas braçadas
até alto mar. Pescadores disseram-me que o peixe
era de água doce. Tive medo de contrariar Oxum.

Quanto ao casaco de pele
quando chove a floresta entristece.

Os esquilos e as raposas
molham-se todas.

Restaram meus versos
que às vezes diante de cegos brilham
e mesmo quando molhados são lágrimas puras.

Dizes que não desejas diamantes
e que casaco de pele é um crime.

Por que diabos então te afastas
e não escutas meus versos?

É o que tenho no bolso
na gaveta e dentro de mim.

O que é isto?

O que é mesmo?


Recebi por e-mail, e gostei !



Velhinhos e velhinhas

Um policial avista um carro em baixíssima velocidade e manda parar.
É uma velhinha, acompanhada de três amigas.
O guarda adverte:
- Senhora, andar devagar demais pode provocar acidente!
- Mas, seu guarda, estou obedecendo à sinalização, diz a mulher, apontando a placa: BR-30.
- Senhora! Essa placa não indica limite de velocidade, e sim o número da estrada. Trate de prestar mais atenção, certo? Só mais uma coisad. Suas amigas estão bem? Parecem assustadas.
- Elas já vão melhorar. É que acabamos de sair da BR-201.

==============================

Três velhinhas reunidas para um chá da tarde:
'Puxa, acho que estou ficando esclerosada' comenta uma delas.
'Ontem me peguei com a vassoura na mão e não me lembrava se já tinha varrido a casa ou não'.
'Isso não é nada' diz a outra. 'Outro dia eu me vi de pé, ao lado da cama, de camisola, e não sabia se tinha acabado de acordar ou estava me preparando para dormir'.
'Cruz credo' fez a terceira. 'Deus me livre ficar assim! Isola!' e deu três batidinhas na mesa: toc-toc-toc.
Olhou para a cara das outras e calmamente emendou:
'Esperem um pouco que eu já volto! Tem gente batendo na porta!'
-------------------------------------------------------------------------------------

A VELHINHA MOTOQUEIRA
Era uma vez uma velhinha que sabia andar de moto.
Todo dia ela passava pela fronteira montada na motocicleta, com um bruta saco atrás.
O pessoal da alfândega (tudo malandro velho...) começou a desconfiar da velhinha.
Um dia, quando ela vinha na moto com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou-a parar.
A velhinha parou e então o fiscal perguntou:
- Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa todo dia por aqui, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?
A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:
- É areia!
Aí quem sorriu foi o fiscal.
Achou que não era areia nenhuma e mandou a velhinha saltar da moto para examinar o saco.
A velhinha saltou, o fiscal esvaziou o saco e dentro só tinha areia.
Muito encabulado, ordenou a velhinha que fosse em frente.
Ela montou na moto e foi embora, com o saco de areia atrás.
Mas o fiscal ficou mais desconfiado ainda.
Talvez a velhinha passasse um dia com areia e no outro com muamba, dentro daquele maldito saco.
No dia seguinte, quando ela passou na moto com o saco atrás, o fiscal mandou parar outra vez.
Perguntou o que ela levava no saco e ela respondeu que era 'areia, uai!'.
O fiscal examinou e era areia mesmo.
Durante um mês seguido o fiscal interceptou a velhinha e, todas as vezes, o que ela levava no saco era areia.
Diz que foi aí que o fiscal se chateou:
- Olha, vovozinha, eu sou fiscal da alfândega há mais de 40 anos. Manjo essa coisa de contrabando pra burro. Ninguém me tira da cabeça que a senhora é contrabandista.
- Mas no saco só tem areia! - Insistiu a velhinha e já ia tocar a moto, quando o fiscal propôs:
- Eu prometo à senhora que deixo a senhora passar.
Não dou parte, não apreendo, não conto nada a ninguém, mas a senhora vai me dizer qual o contrabando que a senhora está passando aqui todos os dias?
- O senhor promete que não 'espáia'? Quis saber a velhinha.
- Juro!!! Respondeu o fiscal.
- É moto, meu "fio" ...
==============================================

Um casal de velhinhos entra no McDonalds e pede um hamburger,
uma porção de batata frita, uma coca cola e um copo extra.
Sentam-se e o velhinho divide o hamburger exatamente ao meio,
divide as batatas uma a uma e, depois, divide a coca cola entre os dois copos.
O velhinho começa a comer sua metade do lanche, enquanto a velhinha fica olhando.
Um funcionário, que assistia a cena, se comove e oferece ao casal um
lanche a mais, pago do seu bolso, para que eles não tenham que repartir
um lanchinho tão pequeno.
O velhinho agradece e responde com voz trêmula:
- Estamos casados há mais de 50 anos e sempre dividimos tudo.
Obrigado pela sua gentileza, de qualquer forma.
O funcionário, então, pergunta para a velhinha se ela não vai comer a sua
metade e ela responde:
- Daqui a pouco, meu filho...
Tô esperando a dentadura!

Brincando como Zé - por Socorro Moreira

Gosto muito quando o escritor Zé do Vale brinca com as letras das músicas. Irresistivelmente, eu canto junto !

E, se ele me permite, vou tentar brincar com algumas... Essa uma... de Chico !


Já Passou
Chico Buarque

Já passou, já passou
Se você quer saber
Eu já sarei, já curou
Me pegou de mal jeito
Mas não foi nada, estancou

Sempre acho um tanto exagerada ou mentirosa a afirmativa de um coração amoroso : "já passou". Passou , ficando ... num canto , no canteiro de um jardim.Digo isso porque , quando o vento passa, traz o perfume do amor !

Já passou, já passou
Se isso lhe dá prazer
Me machuquei, sim, supurou
Mas afaguei meu peito
E aliviou
Já falei, já passou

O outro? Tadinho, coitado... Sou capaz de jurar que também chorou. Não acredito no amor unilateral. Acredito no desejo insistente , que não sabe perder a prova do amor !

Faz-me rir
Ha ha ha
Você saracoteando
Daqui prá acolá
Na Barra, na farra
No forró forrado
Na Praça Mauá, sei lá
No Jardim de Alah
Ou num clube de samba

Faz-me rir, faz-me engasgar
Me deixa catatônico
Com a perna bamba

Quando o amor se desliga de uma construção, quando os alicerces ficaram sem portas, sem paredes, sem teto... Pra que comprar a tinta , os lustres, a pia da cozinha, e do banheiro ? O dinheiro está na farra, na busca de outro amor. Melhor do que chorar a perda... Saracotear com outra, pensando que da próxima, vida ou hora, o relógio vai parar, no instante de felicidade que não foge !

Mas já passou, já passou
Recolha o seu sorriso
Meu amor, sua flor
Nem gaste o seu perfume
Por favor
Que esse filme
Já passou

Esse filme já passou... Mas eu rebobino a fita , a meu bel prazer... Faz gosto ver teu olhar melado, acreditando que o amor pula para o futuro, e de lá não sai !

Roda-viva... (Claude Bloc)


De manhã no Crato,
de tarde em Juazeiro,
de noite em Fortaleza,
amanhã em Sobral...


Sou lançadeira tecendo a vida.
Locomotiva vencendo espaço.
Frágil cristal
ou sou de aço?
Claude Bloc

O Sax

Pareço um homem decente
de barba feita
e olhar sereno.

Não se engane, espelho:
sou um Bardo errante.

Vinho à noite.
Corpo erguido
na segunda-feira.

Se faço a barba
e olho tranquilo
as paredes do quarto

porque nada plantei de insano
que me traga flagelos e suicídio.

Acaricio meu rosto.
O queixo.

É bom fazer a barba
e deitar-se

olhando o teto branco
cair de sono.

O Que Brilha

Com estas mãos
que desejo tua alma.

Distante do meu corpo
teu perfume.

Some do meu arrebatamento
tua melancolia contida.

Sou duro, um tronco,
uma noite sem dormir.

Não me procures nos sonhos.
Não tentes me ver na pracinha.

Perdi aquela vida antiga
feita de licores e azedumes.

Logo vem o crepúsculo
e já engomo o terno escuro.

Não me entendas em outra cidade.

Terás de abraçar minha alma
sentindo meu choro e o aperto do peito.

Mas te aviso (e te aviso constantemente)
sou duro, um tronco, uma colher de sopa.

A POESIA DE ARTUR GOMES



Artur Gomes


palavras as vezes não são coisas palpáveis como corpo são etéreas como éter ou invisíveis como espírito e brincam de se esconder da nossa boca



alguma poesia

I

não. não bastaria a poesia
deste bonde
que despenca lua
nos meus cílios.
num trapézio de pingentes
onde a lapa
carregada de pivetes nos seus arcos
ferindo a fria noite como um tapa
vai fazendo amor por entre os trilhos.

II

não. não bastaria a poesia cristalina
se rasgando o corpo
estão muitas meninas
tentando a sorte
em cada porta de metrô.
e nós poetas desvendando palavrinhas
vamos dançando uma vertigem
no tal circo voador.

III

não. não bastaria todo riso pelas praças
nem o amor que os pombos tecem pelos milhos
com os pardais despedaçando nas vidraças
e as mulheres cuidando dos seus filhos.

IV

não bastaria delirar Copacabana
e esta coisa de sal que não me engana
a lua na carne navalhando
um charme gay
e um cheiro de fêmea
no ar devorador
aparentando realismo hiper-moderno,
num corpo de anjo
que não foi meu deus quem fez
esse gosto de coisa do inferno
como provar do amor
no posto seis.
numa cósmica e profana poesia
entre as pedras e o mar do Arpoador
uma mistura de feitiço e fantasia
em altas ondas
de mistérios que são vossos.

V

não. não bastaria toda poesia
que eu trago em minha alma
um tanto porca,
este postal com uma imagem
meio Lorca:
um bondinho aterrizando lá na Urca
e esta cidade deitando água
em meus destroços

pois se o cristo redentor
deixasse a pedra
na certa nunca mais
rezaria padre-nossos
e na certa só faria
poesia com os meus ossos.





afiando a carNAvalha
para Eliakin Rufino

cocada agora
só se for de coco
paçoca de amendoin

cigarro só se for de palha
cacique só se for da mata
linguagem só tupiniquim


bala só se for de prata
água só se aguardente
tônica só se for com gin

estado só se for de surto
eleição só se for sem furto
brilho só no camarim

golaço só se for de letra
ronaldo só se for gaúcho
malando só se mandarim

política só se for decente
partido só sem presidente
governo eu que mando em mim

batismo só se for de pia
congresso só de poesia
reinaldo só se for jardim


www.almadepoeta.com

UMA PÉROLA DA MPB

Minha
Cartola


Minha
Quem disse que ela foi minha
Se fosse seria a rainha
Que sempre vinha
Aos sonhos meus

Minha
Ela não foi um só instante
como mentiam as cartomantes
como eram falsas as bolas de cristal

Minha
Repete agora esta cigana
Lembrando fatos envelhecidos
que já não ferem mais os meus ouvidos

Por Hilda Hilst

Poemas aos Homens do nosso tempo


Amada vida, minha morte demora.
Dizer que coisa ao homem,
Propor que viagem? Reis, ministros
E todos vós, políticos,
Que palavra além de ouro e treva
Fica em vossos ouvidos?
Além de vossa RAPACIDADE
O que sabeis
Da alma dos homens?
Ouro, conquista, lucro, logro
E os nossos ossos
E o sangue das gentes
E a vida dos homens
Entre os vossos dentes.


***********

Ao teu encontro, Homem do meu tempo,
E à espera de que tu prevaleças
À rosácea de fogo, ao ódio, às guerras,
Te cantarei infinitamente à espera de que um dia te conheças
E convides o poeta e a todos esses amantes da palavra, e os outros,
Alquimistas, a se sentarem contigo à tua mesa.
As coisas serão simples e redondas, justas. Te cantarei
Minha própria rudeza e o difícil de antes,
Aparências, o amor dilacerado dos homens
Meu próprio amor que é o teu
O mistério dos rios, da terra, da semente.
Te cantarei Aquele que me fez poeta e que me prometeu

Compaixão e ternura e paz na Terra
Se ainda encontrasse em ti, o que te deu.



(Júbilo Memória Noviciado da Paixão(1974) - Poemas aos Homens do nosso Tempo - IX)
[in Poesia: 1959-1979/ Hilda hilst. - São Paulo: Quíron; (Brasília): INL, 1980.]






William Bouguereau (French, 1825-1905), Admiration Maternelle


Início desta página


José Alcides Pinto
Poema de Maiakovsky
"Na primeira noite
Eles aproximam-se
E colhem uma Flor
Do nosso jardim
E não dizemos nada.

Na segunda noite,
Já não se escondem:
Pisam as flores
Matam o nosso cão,
E não dizemos nada.

Até que um dia
O mais frágil deles
Entra sozinho em nossa casa,
Rouba-nos a lua e,
Conhecendo nosso medo,
Arranca-nos a voz da garganta
E porque não dissemos nada,
Já não podemos dizer nada."