Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sábado, 7 de agosto de 2010

Colaboração de Stela Siebra. Achei nos bastidores !


"Epigrama nº 9

O vento voa
a noite toda se atordoa,
a folha cai.

Haverá mesmo algum pensamento
sobre essa noite? sobre esse vento?
sobre essa folha que se vai? 

Cecília Meireles

Impressões sobre o “CARIRICATURAS EM VERSO E PROSA” – por Eberth Ribeiro Duarte




Meus caros Carlos e Magali,
Acabei de receber em envelope, pelo correio, um pedaço muito importante, significativo e feliz da minha vida que a correria e responsabilidades presentes nos fazem olvidar, mas que ao ir direto às páginas 47 e percorrer a Dom Quintino no sentido da Coronel Antonio Luiz cheguei na minha casa, vizinha à do seu Zé Camilo e D. Eulina... E pouco abaixo da casa da minha querida professora D. Rosinha Esmeraldo. De passagem, respondi à chamada na minha escola, onde sou apresentado às primeiras letras e aos números da tabuada, cuja associação devo fazer de “carreirinha”, sob pena perder a hora do lanche com uma broa comprada na bodega do seu Pedro Coelho, pai das professoras Elizeth, Zilmar ou Maria Lima que, não tinham contemplação com os garotos que priorizavam o bosque (hoje Parque Municipal) a jogar bola e bila. Essas lembranças eclodem com uma tempestade de emoções à medida que você vai me re-apresentando àquelas personagens e, aos poucos vou me apercebendo que conheci todos esses lugares e pessoas e, assustado, me lembro que também percorri e vivi todos esses lugares e pessoas.

Uma tristeza e enorme sentimento de culpa por ter permitido que a vida se interpusesse entre mim e eles. Lembro-me de quando cliente de Dr. Aníbal, vizinho de frente da minha bisavó, na João Pessoa, procurava marcar minhas obturações no primeiro horário para fugir ao cansaço do competente profissional, que ao final do dia já pedalava a sua broca com menor velocidade e a dor era de lascar...

Lembro-me das tertúlias, sim. Do footing da Siqueira Campos, do Tênis Clube, da Exposição, das internas do Santa Teresa, inclusive de Tereza Neuma, interna por quem nutri forte paixão.

A Dom Quintino é sua, mas a Cel. Antonio Luiz, onde morei em duas casas é minha pelas mesmas razões que a Dom Quintino é sua...

Agradeço enormemente pela tristeza e saudade que sinto agora e nutro a esperança de um dia sentarmos no patamar da Sé para aprofundarmos esse sentimento.

Por aqui vou continuar meu passeio, minha saudade e lembranças com Armando Rafael, Emerson Monteiro, Zé do Vale, João Marni, Stela Siebra, Olival Honor e outros.

Magali, Vocês me evocaram tanta coisa boa. Lembrei-me do Louro, do Zé Ricardo, até do seu Zé Eurico. Dr. Aníbal e D. Eneida que sempre me trataram tão bem e de forma tão carinhosa que são inolvidáveis. Você tem razão, venere-os, pois eles se fizeram merecedores.

Meu caro amigo, esse livro me deu insônia, só conseguí dormir após as 2.00h, depois de vagar por todos os cantos e partilhar com todos os autores, a maioria conhecida, todas as emoções. Os escritos me evocaram muitas saudades e bateram o bolor das minhas lembranças juvenis. Foram gatilhos pra deflagrar outras que jaziam nas partes menos acessíveis do meu coração. Foi um citytour virtual, mas de colorido forte e nítido que não imaginava reproduzir.

É alentador saber que no nosso “Cratinho de açúcar” ainda se cultiva o gosto pela cultura e nisso e no humor rico e instantâneo percebo que continuamos sendo insuperáveis.

Quanto à publicação da minha mensagem, não sei se o escrito vale, mas se conseguiu transmitir o profundo sentimento que me invadiu, ela é sua, faça com ela o que achar conveniente.

Muito obrigado. Desejo a vocês e família um grande abraço e que nunca lhes falte as bênçãos divinas.

Um forte e fraternal abraço,

Eberth

Desafios - Colaboração de Caio Marcelo Bonates

Desafio é considerado como aquilo que é difícil, perigoso. Todos temos nossos desafios diários. Uns, maiores do que outros. E, na pauta das nossas realizações, cada qual encara o desafio de uma maneira diferente. Alguns o creditam à conta das dificuldades, estancam o passo e se dão por derrotados, sem combater. Outros tantos enfrentam os desafios e se tornam vencedores. Diz-se que o general Mac Arthur foi recusado na academia militar de West Point, não uma, mas duas vezes. Tentou uma terceira vez, foi aceito e graduou-se como primeiro aluno, no ano de 1903. Já na reserva, durante a segunda guerra mundial, foi chamado à ativa e marchou para os livros de história. Recebeu a capitulação japonesa em 1945 e comandou as tropas de ocupação até 1950. Nesse ano, foi convocado para chefiar as tropas, sob a bandeira da ONU, na Coréia. Albert Einstein foi qualificado por sua professora como "mentalmente lerdo, não sociável e sempre perdido em devaneios tolos". Ele não deu ouvidos às referências nem às dificuldades com aprendizagem nos primeiros anos escolares. Doutorou-se na Universidade de Zurique, ofereceu ao mundo a teoria da relatividade e foi prêmio Nobel de Física de 1921. Alexander Graham Bell, ao inventar o telefone, em 1876, não tocou o coração de financiadores com o aparelho. Houve quem comentasse: "é uma invenção extraordinária, mas quem vai querer usar isso?" No entanto, o telefone lhe valeria o prémio volta, do instituto francês. O dinheiro do prémio serviu-lhe para montar um laboratório em Washington, legando à humanidade entre outras tantas invenções, o ouvido artificial, capaz de registrar sons e o pulmão de aço para respiração artificial. Ludwig Van Beethoven teve uma vida marcada por amarguras, por causa da perda progressiva da audição, que teve início aos 31 anos. Aos 44 anos, ficou completamente surdo, o que não o impediu de continuar a compor sonatas para piano, variações sobre uma valsa de Diabelli, a nona sinfonia. Sua música, naquele período, se tornou abstrata, diferente. Winston Churchill foi um estudante medíocre. Seu pai o transferiu para um colégio militar e ele concluiu o curso com brilho. Perdeu a primeira eleição que disputou. Sua carreira política somente se iniciou depois de sua fuga de um campo de prisioneiros na África do Sul. Seria sucessivamente derrotado em três eleições, e sua maior contribuição ao mundo se daria quando já era cidadão idoso. Foi jornalista, escritor, pintor, orador e político, numa sucessão de perdas e recomeços, até alcançar o que o mundo considera sucesso, reconhecimento público. Informando-nos a respeito dos feitos e das lutas incessantes de homens como esses, com certeza nos perguntaremos: "qual a diferença entre eles e nós?" Por que eles conseguiram vencer?" E a resposta é que eles acreditaram em si mesmos. Não desistiram ante as derrotas ou insucessos, não deixaram de lutar contra o desânimo, o fracasso, nem se deixaram levar pelas observações apressadas de pessoas sem visão de futuro. Pense nisso Todos somos portadores de dificuldades. O grande desafio é vencê-las, quando e onde se apresentem. Para o cristão, o maior dos desafios será viver fielmente os princípios que esposa, num mundo onde quem mais tem, é melhor considerado. Contudo, têm por modelo o maior de todos os vencedores: Jesus. Ele venceu o desafio do abandono dos amigos, a solidão nas horas mais amargas e a morte vergonhosa que Lhe impuseram. Um dos Seus mais belos exemplos é o de que o homem tudo pode quando movido pela certeza das verdades que carrega.
Caioh Bonates

Recado de Márcia para Stela

Stela
Bom dia

Passaram-se os anos e você traz no coração a mesma simpatia e delicadeza de quando a conheci. Lembro nitidamente da Stela guerreira, companheira que nos envolvia com laços de ternura e sorrisos largos. Nas apresentações jogralescas exercia liderança unindo a arte e o aprendizado a grandes alegrias. Visualizo a sua imagem retratada na primeira identidade altiva, sorridente e cheia de garra. Hoje admiro uma nova mulher. Mulher Múltipla que aparece na identidade atual com alma de poeta e coração de estudante. Sua poesia me emocionou. Parabéns!
Agradeço suas palavras carinhosas. Não sei se daquela menina ainda tem um pouco!......
Fique com o meu afeto

Márcia Barreto Melo A.Sousa

O Tempo por João Marni

No engatinhar da raça humana, a noção de tempo limitava-se à observação do movimento das estrelas ou à intensidade do brilho solar. Passaram-se muitas luas e muitos sóis até que as civilizações aprendessem a identificar no tempo as estações do ano. Séculos se foram até a teoria da relatividade de Einstein e a precisão suíça dos relógios. Mas o que nos fascina mesmo e o que nos motivou a escrever essa crônica, é o tempo como lenitivo, intervalo do refluxo das marés, qual na canção COMO UMA ONDA, de Lulu Santos: - “... nada do que foi será igual ao que a gente viu há um segundo/ tudo muda o tempo todo no mundo”...
É esse tempo que age como bálsamo, alívio na grande dor da perda. Que enxuga nossas lágrimas e nos tira da desolação no amanhã. Traz de volta a cor rosada e o semblante alegre à mãe que chorou ontem, faz-nos esquecer um desafeto e tranqüiliza nossa alma após sepultarmos os entes queridos. Diminui nossas culpas, se as tivermos; pede carona ao passado e lá, amigo da memória, permite que abracemos nossos bons momentos e que reflitamos sobre nossas distorções da vida.

É o apagador do quadro negro das nossas dores. Somos o antes no agora. O passado a onda já lavou e levou. Hoje é o grande momento. Deus não retirou o sol, a lua nem as estrelas, quando perdeu, feito homem, seu astro maior. Não deixou na escuridão os outros filhos. Com o tempo perdoou-nos, sob uma condição: que ficássemos à deriva, tal barcos desmastreados, quanto ao terceiro estágio do tempo, que só a Ele pertence – o futuro, a outra ponta do elástico do Khronos. Daí a verdade na expressão popular, de que “o futuro a Deus pertence”.
É a casa onde mora a grande dúvida do homem. Pode ser o céu, pode ser o inferno. Somos meros arrogantes, infinitos apenas no nosso breve tempo!

Centenário de Adoniran Barbosa - por Norma Hauer

Ele nasceu no dia 6 de agosto de 1910 na cidade de Valinhos, no Estado de São Paulo, recebendo o nome de João Rubinato, ficando conhecido como o maior intérprete e autor do samba de São Paulo, com o nome de ADONIRAN BARBOSA.
Como todo menino de família pobre, começou a trabalhar muito cedo, exercendo várias profissões modestas, enquanto tentava ser cantor
participando de vários programas de calouros, principalmente na Rádio Cruzeiro do Sul de São Paulo.
Já havendo composto alguns sambas, foi em 1955 que seu nome apareceu quando os “Demônios da Garoa” (conjunto de São Paulo) gravaram o samba “Saudosa Maloca”. No mesmo ano, um samba característico daquele Estado, com o linguajar caipira e paulistano italianado: o “Samba do Arnesto”, retratou as camadas populares de São Paulo.
Depois desses dois sambas Adoniran ficou conhecido no Rio de Janeiro e em todo o Brasil.
A ponto de participar das músicas relativas ao 4° Centenário da cidade do Rio de Janeiro, com o samba “Trem das Onze”, que se popularizou no concurso então realizado.
Parece mentira, um compositor de samba paulista foi o vencedor do concurso do 4° Centenário de nossa Cidade.
Sobre este samba, o compositor e radialista Luiz Vieira, costuma dizer que Adoniran inspirou-se em seu “Menino de Jassanã” para compor “Trem das Onze”.
Ele afirma que possui uma gravação de Adoniran confessando ter-se inspirado em sua composição
Apesar de ter minhas dúvidas, porque conheci primeiro “Trem das Onze” e só depois, “Menino de Jassanã”, quando ouvi este último pela primeira vez, percebi que havia algo em comum entre eles. Seja no nome do local, seja na presença da mãe esperando seu filho...enfim, há algo que liga uma a outra.
Adoniran não foi apenas compositor, ele também atuou em programas humorísticos, como “Papai Sabe Nada” e “Ceará contra 007”, além de participar da primeira versão da novela de Irani Ribeiro “Mulheres de Areia”, na TV Tupi.
Na 1ª Bienal do Samba apresentou o samba “Mulher, Patrão e Cachaça”.
Em 1974 lançou seu primeiro LP individual, registrando antigas e novas composições, como “As Mariposas”, “Iracema” (grande sucesso), Apaga o Fogo, Mané” e, como não poderia deixar de ser “Trem das Onze” e “Saudosa Maloca”.
No ano seguinte, novo LP com outros sambas, dentre eles “Samba do Arnesto” e “Triste Margarida” (Samba do Metrô).
Esse foi o estilo que tornou Adoniran Barbosa o compositor mais popular de São Paulo.

Adoniran Barbosa faleceu em São Paulo, em 23 de novembro de 1992, aos 82 anos
Este seria o ano de seu CENTENÁRIO. Estarão sendo realizadas homenagens em São Paulo?
Ele as merece em todo o Brasil.

Norma

José Telles - um poeta-médico


O dilema dos encontros

Um tempo
em síntese
encurta o meu silêncio
e adormece
as vivências que já tive

As horas
em desmaio
contraem os meus dias
querendo
ir embora a qualquer custo

Há uma
ventania do tempo
abraçando o meu silêncio
pelas costas
num espaço muito curto

Há um Eu
formatando cálculos
em círculos ou simulando
números em
minúsculas fórmulas de vida

Há um
começo e um fim
fundido em paralelas
na pressa dos meus
poemas ou no dilema dos encontros.

***

[...]Até pouco tempo, José Telles era conhecido apenas por poemas esparsos nos jornais e através das páginas da revista Literapia, que reúne intelectuais da Sobrames (Sociedade Brasileira de Médicos Escritores), confraria literária a que pertence. A obra foi editada recentemente pelas Edições Sobrames, Fortaleza 2001.

O vigor de suas metáforas, por vezes audaciosas, oferecem ao leitor um mundo ainda virgem em sua visão premonitória.[...]

O sensualismo não está ausente da sua poesia - é integração e tema - vertente rica e constante que afasta dúvidas e lembranças da morte e se mistura ao misticismo: "Estes seios bastos / ora róseos, ora alabastos / esperam cautelosos,/ momentos suicidas". Ou ainda: "No teu corpo / sobrevôo entranhas / e crucifico nos teus braços / os meus pecados em cruz".

[...] Por vezes metafísico, entre objetos e lembranças, descreve a casa: "Na sala/ um relógio de algibeira/ esconde o tempo no bolso".

São muitos os arroubos líricos do poeta e suas confissões amorosas. José Telles nos oferece uma poesia de alto nível e traz uma carta de alforria no alforje que lhe assegura o êxito [...]

José Telles é uma revelação da poesia de nosso tempo. Antes de mais nada, seu compromisso é com o homem e seu destino. E aqui encontramos o poeta social, solidário na dor e no sofrimento humano.Poeta heróico, exaltado no idílio amoroso e em todos os segmentos da vida. A delicadeza de seu verso não consegue esconder a angústia existencial que o oprime. Na luz de seus poemas a beleza flore e aflora aos nossos sentimentos. É este um poeta acentuadamente cristão, isso se constata a começar pelo título da obra. A plasticidade de seu estro é um detalhe impressionante: som, luz, cor, harmonia e musicalidade parecem andar de mãos dadas.

Adaptação do texto de José Alcides Pinto

Ficcionista e crítico literário

http://www.revista.agulha.nom.br/jtelles.html#alcides

Um momento com Cecília Meireles...



Traze-me

Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.
Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
-Vê que nem te digo - esperança!
-Vê que nem sequer sonho - amor!


4º Motivo Da Rosa

Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.
Rosas verá, só de cinzas franzidas,
mortas, intactas pelo teu jardim.
Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.
E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

Timidez

Basta-me um pequeno gesto,
feito de longe e de leve,
para que venhas comigo
e eu para sempre te leve...
- mas só esse eu não farei.
Uma palavra caída
das montanhas dos instantes
desmancha todos os mares
e une as terras mais distantes...
- palavra que não direi.
Para que tu me adivinhes,
entre os ventos taciturnos,
apago meus pensamentos,
ponho vestidos noturnos,
- que amargamente inventei.
E, enquanto não me descobres,
os mundos vão navegando
nos ares certos do tempo,
até não se sabe quando...
e um dia me acabarei.


Stevie Wonder - For Once in my Life

For Once In My Life

Stevie Wonder
Composição: Ron Miller / Orlando Murden



For once in my life I have someone who needs me
Someone I've needed so long
For once, unafraid, I can go where life leads me
And somehow I know I'll be strong

For once I can touch what my heart used to dream of
Long before I knew
Someone warm like you
Would make my dreams come true

For once in my life I won't let sorrow hurt me
Not like it hurt me before
For one, I have something I know won't desert me
I'm not alone anymore

For once, I can say, this is mine, you can't take it
As long as I know I have love, I can make it
For once in my life, I have someone who needs me

Viva!

Viva a vida e a vaia e vaie a vida e a verve: a vivacidade da imaginação
Viva o verde e o rosa da Mangueira e da rosa, respectivamente
Viva a banda e Carmem Miranda, viva a diva e o monumento nacional
Viva Ayla Maria, Claude Bloc, Socorro Moreira, Geraldo Urano e Divani Cabral
Viva a bossa e morra a boça-lidade-teatral
O poeta desfolha a bandeira e vive num jardim tropical
Portanto, viva o poeta na bruta-lidade-jardim
E pra não perder a próxima rima, viva Manel D’Jardim
Viva Zapata e que viva México, e como cantou Chico Science, viva Zumbi
Viva Clélio Reis, andrajoso e livre. Viva todos os viventes
Desta cidade, desvairados ou lúcidos. Viva
Também o Crato e viva o Cariri. E pra terminar
Viva eu e viva tu; viva o rabo-de-tatu

A noite do meu bem - Dolores Duran

Esta música me faz lembrar Lindalva - mãe de Wilton Dedê... Ela a cantava no tempo em que eu morava na Rua Leandro Bezerra.


Ouçam e emocionem-se...

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Solução para o problema da conta em que desapareceu um real

PRA QUEM É BOM DE MATEMÁTICA...
Fomos comer no restaurante (eu, tu e ele) e no final a conta deu R$30,00. Fizemos o seguinte: cada um deu dez reais...
Eu: R$ 10,00
Tu: R$ 10,00
Ele: R$ 10,00
O garçom levou o dinheiro até o caixa e o dono do restaurante disse o seguinte:  esses três são clientes antigos do restaurante, então vou devolver R$ 5,00 para eles! E entregou ao garçom cinco notas de R$ 1,00.  O garçom, muito esperto, fez o seguinte: pegou R$ 2,00 para ele e deu R$1,00 para cada um de nós. No final ficou assim:
Eu: R$ 10,00 (-R$1,00 que foi devolvido) = Eu gastei R$9,00.
Tu: R$ 10,00 -R$1,00 que foi devolvido) = Tu gastaste R$9,00..
Ele:R$ 10,00 (-R$1,00 que foi devolvido) = Ele gastou R$9,00.
Logo, se cada um de nós gastou R$ 9,00, o que nós três gastamos juntos,foi R$ 27,00. E se o garçom pegou R$2,00 para ele, temos:
Nós: R$27,00
Garçom: R$2,00
TOTAL: R$29,00
Pergunta-se: onde foi parar a droga do outro R$1,00?

Frederico Tavares, professor dom Departamento de Produção da URCA, deu a resposta correta:

Inicialmente, a conta era de R$30,00. Como o dono deu o desconto de R$5,00 a conta foi então de R$ 25,00. Se o garçom ficou com os R$ 2,00, nenhum dos 3 clientes pagou R$9,00.


Portanto, a conta real foi de R$ 25,00, como o garçom deu R$ 1,00 a cada um dos clientes, a soma ficou em R$ 28,00, com mais os R$ 2,00 que o garçom ficou R$30,00.

Cariricaturas deseja um Feliz Aniversário à bela Renata, filha da nossa amiga, sempre presente, Rosineide Esmeraldo.

Desejamos-lhe  o presente maior : amor que não passa, e traz felicidades !
Acrescentamos ao  pacote dos desejos , paz, vida longa , sucesso profissional e muito dinheiro !

Renata é sobrinha de muita gente que faz o Cariricaturas... Inclusive, minha ( de coração)  !

Vai nosso abraço pra essa menina , que herdou em grande estilo, a beleza e a meiguice da mãe !

Amanhã , Caetano completa idade nova !

Livros
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso

Tropeçavas nos astros desastrada
Quase não tínhamos livros em casa
E a cidade não tinha livraria
Mas os livros que em nossa vida entraram
São como a radiação de um corpo negro
Apontando pra a expansão do Universo
Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso
(E, sem dúvida, sobretudo o verso)
É o que pode lançar mundos no mundo.


Tropeçavas nos astros desastrada
Sem saber que a ventura e a desventura
Dessa estrada que vai do nada ao nada
São livros e o luar contra a cultura.


Os livros são objetos transcendentes
Mas podemos amá-los do amor táctil
Que votamos aos maços de cigarro
Domá-los, cultivá-los em aquários,
Em estantes, gaiolas, em fogueiras
Ou lançá-los pra fora das janelas
(Talvez isso nos livre de lançarmo-nos)
Ou ­ o que é muito pior ­ por odiarmo-los
Podemos simplesmente escrever um:


Encher de vãs palavras muitas páginas
E de mais confusão as prateleiras.
Tropeçavas nos astros desastrada
Mas pra mim foste a estrela entre as estrelas.

Em se tratando de Caetano , as preferidas são todas !

Caetano Veloso


07/08/1942, Santo Amaro da Purificação (BA)


Uma das figuras mais importantes da música popular brasileira contemporânea, Caetano Veloso começou a cantar e tocar violão em Salvador, aonde foi estudar, ao lado da irmã Maria Bethânia. Nos anos 60, conheceu Gilberto Gil, Gal Costa e Tom Zé, e juntos começaram a fazer shows.

Em 1965, Maria Bethânia foi chamada para substituir Nara Leão no espetáculo "Opinião", no Rio de Janeiro, e levou Caetano para acompanhá-la. No mesmo ano, ele foi convidado a gravar o seu primeiro compacto, com "Cavaleiro" e "Samba em Paz". Em 1967, gravou o primeiro LP, "Domingo", com Gal Costa.

O disco "Tropicália", ao lado de Gil, Gal, Tom Zé, Torquato Neto, Rogério Duprat, Capinam, e Nara Leão, marcou o início do movimento tropicalista. Em 1968, no 3o Festival Internacional da Canção, chegou a ser vaiado pelo público e teve a música "É Proibido Proibir" desclassificada.

Em 1969, depois de ser preso pela ditadura militar, Caetano partiu para o exílio na Inglaterra, onde lançou discos e compôs canções como "London, London" e "Como Dois e Dois". Retornou ao Brasil em 1972 e fez shows em várias cidades. Nos anos seguintes, começou a atuar também como produtor. Sua volta ao Brasil gerou polêmica: a esquerda o acusava de ter se alienado da política. Caetano, por sua vez, dava respostas irônicas ou debochadas.

Em 1976 Caetano, Gal, Gil e Bethânia novamente se uniram e formam o grupo Doces Bárbaros, que gravou um LP e saiu em turnê. Depois, Caetano lançou um compacto simples com as músicas carnavalescas "Piaba" e "A filha da Chiquita Bacana".

Nos anos 1980, Caetano Veloso continuou gravando e produzindo discos, como "Outras Palavras", "Cores, Nomes", "Uns" e "Velô". Em 1986, comandou, ao lado de Chico Buarque, o programa de televisão "Chico & Caetano", onde cantavam e recebiam convidados.

Nos anos 1990, voltou a fazer sucesso com o disco "Circuladô", cuja faixa-título era baseada num poema de Haroldo de Campos. Logo em seguida, "Tropicália 2" refez a parceria entre Caetano e Gil.

Em 1997, saiu o primeiro livro de Caetano, "Verdade Tropical", um relato pessoal sobre sua visão de mundo. Seu disco "Livro", de 1998, ganhou o prêmio Grammy em 2000, na categoria World Music.

Talentoso e multimídia, Caetano também fez trilhas inesquecíveis para o cinema, como "Tieta". Em 2003, uma música gravada para o filme "Frida" da diretora Julie Taymor, o levou aos palcos do Oscar.

Em 2004, no CD "A Foreign Sound" fez releituras de canções em inglês, com clássicos de Paul Anka, Elvis Presley, Cole Porter, entre outros, com destaque para "Come as You Are",do Nirvana, além de "Feelings" de Morris Albert, uma das canções mais gravadas de todos os tempos.

uol educação

Yoná Magalhães


Yoná Magalhães Gonçalves Mendes da Costa, (Rio de Janeiro, 7 de agosto de 1935) é uma atriz brasileira.

Yoná começou carreira no rádio e tv Tupi em 1954,fazendo pequenos papéis e figuração,depois de muito trabalho teve sua grande chance,e vieram os grandes papéis de destaques.Isso tudo antes do video-tape,quando este surgiu ela já estava casada com o produtor Luís Augusto Mendes,pai de seu filho: Marcos Mendes.

Afastada do rio para morar na Bahia,não abandonou seu trabalho.Em Salvador com o grupo A Barca,formado por ex-alunos da escola de teatro,sob direção de Luís Carlos Maciel,participou de grandes clássicos montados na tv Itapoã.Convidada por Glauber Rocha, fez A Rosa de Deus, e o Diabo na Terra do Sol,filmando em Monte Santo,Bahia.

No teatro trabalhou com vários autores brasileiros como:Vicente Pereira,Nelson Rodrigues,Plínio Marcos,Guilherme Figueiredo,Miguel Falabella,Pedro Bloch,Alcione Araújo,Carlos E. Neves,porém dedicou-se mais à televisão,onde se encontra à maioria de seus trabalhos.

Em 1964,voltou ao Rio,estava grávida,e foi nesse ano que nasceu Marcos.Antes de voltar ao vídeo,dirigida por Sérgio Cardoso.À atriz recebeu um convite da atriz Nathália Timberg para trabalhar na peça Vestido de Noiva, de Nelson Rodrigues, que foi encenada no Teatro Municipal. Em seguida, participou das montagens de Terror e Miséria no Terceiro Reich, de Bertolt Brecht, e Os Físicos, de Dürrenmat, antes de criar sua própria Companhia, com a qual encenou O Pecado Imortal e Os Inimigos Não Mandam Flores, de Pedro Bloch.

A popularidade veio,porém,em 1966,precisamente em Março,quando foi convidada por Walter Clark para participar da novela Eu Compro Essa Mulher (1966), de Glória Magadan, onde formou com o ator Carlos Alberto o primeiro par romântico da emissora. A atriz trabalhou ainda em outras novelas da mesma autora, como O Sheik de Agadir (1966), com Leila Diniz e Marieta Severo, A Sombra de Rebecca (1967), O Homem Proibido (1968), A Gata de Vison (1968/1969), quando contracenou com Tarcísio Meira e Geraldo Del Rey, e A Ponte dos Suspiros (1969). Com o ator Carlos Alberto,Yoná formou a dupla mais famosa da televisão brasileira.

wikipédia

Passeio na " Misericódia" - fotos de Rosineide Esmeraldo

Essa foto me reporta aos trabalhos da Legião de Maria, quando adentrávamos nas casas do Bairro da Misericórdia para rezar o terço em família, levar uma palavra de alento, ensinar catecismo aos meninos. Fazia isso, em companhia de uma legionária amiga, que hoje relembro com muito carinho:Míriam Calou !
Adicionar legenda
As casas na sua simplicidade, como esta, tinha sempre  um adorno singelo. Encantei-me com a cortina de renda  e o laço de fita azul .
O fogão quando não era de lenha, era como esse, um improviso  , um fogareiro ! O cheiro da comida, inesquecível ! Mucunzá, feijão de corda, o tempero do pequi... Abriam meu apetite !
O pessoal  quando  marcava o casamento , comprava o enxoval na feira da segunda . Nada de prestações. Tudo simples, tudo o mínimo : colher de pau, uma mesa para  o altar dos santos,  umas panelas de barro, um pote, uma caneca de alumínio, uma cama , mesa e quatro cadeiras, os "teréns" da cozinha ... O resto ficava a cargo de Deus.
Os alumínios faziam gosto de se ver. Brilhavam como espelhos !
Importantíssimo era a entronização do Coração de Jesus e do Coração de Maria !

Muitas são as famílias que ainda vivem numa casinha assim...Parece que o luxo  não traz felicidade, mas ainda sonhamos  com saúde, educação ,alimentação e lazer  para todos !

karimai
(a desnecessidade de palavras)


A lembrança que tenho dele
É de uma cena de filme zen
Água e açúcar em uma pequena colher
Um jardim
A espera de uma borboleta
O que era mais leve?
A borboleta feita de vento
Ou as mãos do mestre?
No fim, não sei se era desenho
A borboleta que bebia água com açúcar na colher
Ou a do papel, saída do coração de karimai
Bateram asas as borboletas e o mestre
O céu está mais bonito e colorido

Roberto Marinho


Roberto Pisani Marinho (Rio de Janeiro, 3 de dezembro de 1904 — Rio de Janeiro, 6 de agosto de 2003) foi um jornalista[1] e empresário brasileiro. Foi um dos homens mais ricos e poderosos do Brasil. Participou do movimento tenentista, porém foi um dos primeiros a sair do Forte de Copacabana.

Herdou ainda jovem o jornal O Globo, fundado por seu pai, Irineu Marinho em 29 de julho de 1925, o qual ele ampliou, fundando uma cadeia de rádios entre as quais se destacam a Rádio Globo e a Rádio CBN, esta última somente de notícias. Em 26 de abril de 1965,fundou a Rede Globo de Televisão, que se tornou o principal canal de Televisão do Brasil e a quarta maior do mundo. A Rede Globo tem tido um grande desenvolvimento, durante e principalmente depois da Ditadura Militar. É especialmente na produção de telenovelas, que a TV Globo mostrou todas as suas forças, as quais têm sido exportadas para inúmeros países, inclusive a China. Hoje em dia suas empresas formam um império de mídia que tem imensa influência social e política no Brasil.

Esse pool de empresas faz parte do que hoje se conhece pelo nome de Organizações Globo.

Roberto Marinho sempre defendeu o liberalismo econômico, com aliança estratégica com os Estados Unidos. Foi adversário de políticos como Getúlio Vargas, Juscelino Kubitschek, Leonel Brizola e o Lula da Silva. Quando Getúlio Vargas se matou, como presidente da República em 1954, seu jornal foi destruído pela população, quase falindo. Foi acusado de ser o mentor intelectual da Ditadura Militar, apoiada por ele. Em editorial publicado pelo jornal O Globo em 7 de outubro de 1984, Roberto Marinho escreveu:
Cquote1.svg Participamos da Revolução de 1964 identificados com os anseios nacionais de preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada. Cquote2.svg
— O Globo[2]

Roberto Marinho também acusado de manipular as eleições para governador do Estado do Rio de Janeiro, quando Leonel Brizola venceu, e de mandar nas comunicações brasileiras no governo de José Sarney, quando Antônio Carlos Magalhães, dono de uma afiliada da Globo, foi ministro das comunicações. Em 1989, foi acusado de manipular a edição do Jornal Nacional, após o debate de segundo turno entre Fernando Collor e Lula da Silva, para ajudar Collor a ser eleito presidente. Em 1992, Roberto Marinho, em um editorial do jornal O Globo e no noticiário Jornal Nacional, chamou Leonel Brizola de "senil". Isso valeu direito de resposta a Brizola no Jornal Nacional, que foi lido por Cid Moreira, dois anos depois, em 1994. Com o governo Fernando Henrique, as Organizações Globo passaram por uma grande crise, retirando o nome do jornalista na lista de bilionários da revista Forbes.

Com sua primeira esposa em 1946, Stella Goulart Marinho, teve quatro filhos: Roberto Irineu Marinho, Paulo Roberto Marinho (falecido aos dezenove anos, em 1970), João Roberto Marinho, e José Roberto Marinho. O segundo casamento foi com Ruth Albuquerque, em 1971, já se divorciando da primeira esposa.

Seu último casamento, o terceiro, foi com Lily de Carvalho Marinho, em 1991.

Em 6 de agosto de 2003, aos 98 anos, Roberto morreu num hospital no Rio de Janeiro.

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Giaqnfrancesco Guarnieri


Gianfrancesco Sigfrido Benedetto Martinenghi de Guarnieri (Milão, 6 de agosto de 1934 — São Paulo, 22 de julho de 2006) foi um importante ator, diretor, dramaturgo e poeta ítalo-brasileiro, foi um artista de destaque no Teatro de Arena de São Paulo e sua mais importante obra foi Eles Não Usam Black-Tie.

Por conta do fascismo que tomava conta da Itália, seus pais, o maestro Edoardo Guarnieri e a harpista Elsa Martinenghi, decidiram vir para o Brasil em 1936 e se estabeleceram no Rio de Janeiro.

No dia 2 de junho de 2006 gravava no Teatro Oficina a telenovela Belíssima, da Rede Globo, em que interpretava o personagem Pepe, e sentiu-se mal, tendo sido internado no Hospital Sírio-Libanês, onde veio a falecer de insuficiência renal crônica, cinquenta dias depois, no dia 22 de julho.

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Roberto Mitchum


Robert Charles Durman Mitchum (6 de agosto de 1917, Bridgeport, Connecticut — 1 de julho de 1997, Santa Bárbara, Califórnia) foi um ator estado-unidense. É considerado pelos críticos como um dos melhores atores da época dourada de Hollywood, amplamente lembrado por seus papéis em várias obras importantes do estilo de filme noir, e é considerado um precursor do anti-heróis no cinema predominante durante os anos 1950 e 1960.
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Jorge Amado



Jorge Leal Amado de Faria (Itabuna, 10 de agosto de 1912 — Itabuna, 6 de agosto de 2001) foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos. Existem dúvidas sobre o exato local de nascimento de Jorge Amado. Alguns biógrafos indicam que o seu nascimento se deu na Fazenda Auricídia, à época município de Ilhéus. Mais tarde as terras da fazenda Auricídia ficaram no atual município de Itajuípe, com a emancipação do distrito ilheense de Pirangy. Entretanto, é certo que Jorge Amado foi registrado no povoado de Ferradas, pertencente a Itabuna.

Amado foi superado, em número de vendas, apenas por Paulo Coelho mas, em seu estilo - o romance ficcional -, não há paralelo no Brasil. Em 1994 viu sua obra ser reconhecida com o Prêmio Camões, o Nobel da língua portuguesa. Ele é o autor mais adaptado da televisão brasileira, verdadeiros sucessos como Tieta, Gabriela e Tereza Batista são criações suas, além de Dona Flor e Seus Dois Maridos.

A obra literária de Jorge Amado conheceu inúmeras adaptações para cinema, teatro e televisão, além de ter sido tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, existindo também exemplares em braille e em fitas gravadas para cegos.

Mesmo dizendo-se materialista, era simpatizante do candomblé, religião na qual exercia o posto de honra de Obá de Xangô no Ilê Opó Afonjá, do qual muito se orgulhava. Amigos que Jorge Amado prezava no candomblé as mães-de-santo Mãe Aninha, Mãe Senhora, Mãe Menininha do Gantois,Mãe Stella de Oxóssi, Olga de Alaketu, Mãe Mirinha do Portão, Mãe Cleusa Millet, Mãe Carmem e o pai-de-santo Luís da Muriçoca.

Como Érico Veríssimo e Rachel de Queiroz, é representante do modernismo regionalista (segunda geração do modernismo).

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Irene Ravache



Irene Yolanda Ravache Paes de Melo (Rio de Janeiro, 6 de agosto de 1944) é uma atriz e diretora teatral brasileira. Atua em televisão, teatro e cinema.

Viola Enluarada

Paulo Sérgio Kostenbader Valle (Rio de Janeiro, 6 de agosto de 1940) é um compositor e letrista brasileiro.

Irmão do compositor Marcos Valle, Paulo Sérgio começou sua carreira compondo bossa nova quando, com o irmão, compôs Samba de Verão, que se tornaria, com Garota de Ipanema e Aquarela do Brasil, uma das três canções brasileiras mais famosas no exterior.

Depois disso, Paulo Sérgio passou a fazer letras para diversos outros compositores, tornando-se um letrista importante em todos os segmentos da música. Além de letrista de músicas, Paulo Sérgio é autor de jingles de sucesso.

É também o letrista, ao lado de Nélson Motta, da primeira canção de Natal da Rede Globo, com música de Marcos Valle e arranjo original do maestro Hugo Bellard.

Baden Powell


Baden Powell de Aquino (Varre-Sai, 6 de agosto de 1937 — Rio de Janeiro, 26 de setembro de 2000) foi um violonista brasileiro.

A poesia de Geraldo Urano

a liberdade tem cor de carvão
e dois peitos esplendorosos
nervosa
quem cavalga
nessa égua portentosa?
mas ela tem olhos românticos
ela ama os poetas
até os como eu
que tem medo dela
deslizando como um relâmpago
lá vai ela
sempre livre a liberdade sempre bela