Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
Devaneando.Liduina Belchior.
Ficar pequenininha
para entrar na sua cabeça,
observar seus neurônios,
A comunicação entre eles(sinapses)
ir até o tálamo e verificar
suas emoções e sentimentos,
Descobrir o que pensa,
O que deseja,
Qual sua missão diária,
Quantos gritos de "ais" ou
ou nenhum você daria hoje,
Gostaria de "viajar" em seu
cérebro para observar cada riso,
cada alegria, cada estação...
Seria ótimo (dentro do cérebro),
Descobrir seu grau de loucura,
pois todos nós a possuimos em níveis
idiossincráticos; Mas possuimos.
Eu iria vibrar,pois poderia comparar
com a minha, e mediria esta tal sanidade
mental.A insanidade viaja perto de nós
em questão de segundos.
O óbvio seria não nos tornarmos lunáticos.
Nos bastidores .... Vivendo & (Re)vivendo

Pensei,
duvidei,
vivi,
Missão diária cumprida.
quebrou-se o cristal
arrastei-me pela casa
em vão,
andei,
juntando os caquinhos
missão comprida.
Daniel Boris (Jacques) disse...
vivi o ontem
sonhei com o amnhã
agarrei-me com o hoje
a lua fez a sua curva
hora de dormir
missão comprida
Vida itinerante de uma bancária (II) - por Socorro Moreira
Tiago Araripe
Xico Bizerra recebe titulo de cidadão recifense - Por A. Morais
Recebemos do colega aposentado, Xico Bizerra, o seguinte convite: "Por iniciativa do povo recifense, representado pela unanimidade dos vereadores da Cidade, receberei, com muito orgulho, o título de Cidadão do Recife. Gostaria muito de compartilhar dessa alegria com você, no dia 20 de Agosto, na Câmara de Vereadores do Recife, às 10 horas da manhã."
“Proposta do Vereador Josenildo Sinesio aprovada por unanimidade pelos Edis Recifenses, Requerimento 1731, Decreto Legislativo 09/2010. Sessão Solene a ser realizada em 20.08.2010, as 10 horas, Câmara Municipal do Recife”. Francisco José Bizerra de Carvalho, conhecido por Xico Bizerra, trabalhou por 28 anos como Analista do Banco Central. Aposentado desde 2005, se dedica à música nordestina, sendo autor de 8 CDs do seu projeto Cultural FORROBOXOTE. Hoje, é reconhecido como grande compositor e poeta, autor de mais de 400 canções, sendo, inclusive, o autor mais gravado na Região nos últimos 5 anos. Xico Bizerra tem suas canções interpretadas por mais de 200 cantores e cantoras por todo o Brasil; dentre eles, Dominguinhos, Elba Ramalho, Quinteto Violado, Amelinha, Xangai, Maciel Melo e Santanna. Sua música SE TU QUISER, lançada em 2002, já conta com 107 gravações por artistas distintos.
Para Karimai - por Renato Dantas
Yesterday when I was young - Elton John & Charles Aznavour
Yesterday when I was young
Written by: Charles Aznavour
Yesterday when I was young
The taste of life was sweet as rain upon my tongue
I teased at life as if it were a foolish game
The way the evening breeze may tease a candle flame
The thousand dreams I dreamed, the splendid things I planned
I always built, alas, on weak and shifting sand
I lived by night and shunned the naked light of day
And only now I see how the years ran away
Yesterday when I was young
So many drinking songs were waiting to be sung
So many wayward pleasures lay in store for me
And so much pain my dazzled eyes refused to see
I ran so fast that time and youth at last ran out
I never stopped to think what life was all about
And every conversation I can now recall
Concerned itself with me, and nothing else at all
Yesterday the moon was blue
And every crazy day brought something new to do
I used my magic age as if it were a wand
And never saw the waste and emptiness beyond
The game of love I played with arrogance and pride
And every flame I lit too quickly, quickly died
The friends I made all seemed somehow to drift away
And only I am left on stage to end the play
There are so many songs in me that won't be sung
I feel the bitter taste of tears upon my tongue
The time has come for me to pay for yesterday when I was young.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Beijo - por Socorro Moreira
Proposições sobre o provável beijo leve - Por Rejane Gonçalves
Aviso...
Recordações - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Lembrando a minha infância me veio à mente como o Crato era uma cidade tranqüila. As ruas eram calçadas com paralelepípedos. Poucos carros transitavam na rua Dr. João Pessoa. que era arborizada com fícus, umas árvores frondosas que já deviam ter uns cinqüenta anos de vida. Uma dessas árvores localizava-se na calçada da casa em que eu morava, sombreava e refrescava a nossa morada do sol causticante.Na rua Dr. João Pessoa, além das muitas residências, havia também várias lojas de comércio: A Babilônia, Casas Tamoio, Armazém Recife, Elite Foto, de Diomedes Pinheiro, A Pernambucana, todas essas no mesmo quarteirão da minha casa. Num passado mais remoto tinha o Bar e Sorveteria Cairú e, posteriormente quando não existia mais o bar, o local foi ocupado pelo Banco de Crédito Comercial.
Gostava muito do lugar em que eu morava, pois era perto da Praça Juarez Távora, da Igreja de São Vicente Férrer e do Instituto São Vicente Férrer, escola em que estudei a partir dos meus oito anos de idade. Antes, com menos idade, estudei no Externato Cinco de Julho que funcionava no mesmo prédio da Escola Técnica do Comercio do Crato.
O local que eu morava ficava a um quarteirão e meio da Praça Siqueira Campos, portanto perto dos Cinemas Moderno e Cassino. Assistir filmes naquela época era um excelente programa, uma vez que não havia televisão. Hoje a cidade recebe excelentes imagens de televisão, porém não possui mais nenhum cinema, o que é pena...
Com a tranqüilidade da cidade, às vezes, minha mãe me deixava brincar na casa de minhas primas e de algumas amigas que moravam próximo da nossa casa. Permitia que eu fosse assistir a Bênção do Santíssimo no início da noite, realizada pelo Padre Frederico na Igreja de São Vicente. Em poucos segundos chegava lá, pois saía correndo, atravessava a Praça Juarez Távora e logo estava na Igreja.
Numa manhã ensolarada, como eu estava de férias, consegui autorização dos meus pais, para brincar na casa de uma amiga que morava numa rua paralela a João Pessoa. Encontrei a minha amiga chorando muito porque havia rasgado o seu livro e estava com muito medo que a sua mãe brigasse com ela. Queria colar o livro com água e me perguntou se dava certo. Falei que não. Procurei consolá-la e depois fui para casa. Tão logo cheguei, pouco tempo depois, minha amiga veio ainda chorando dizer que sua mãe estava me chamando. Ela me levou até a loja em que sua mãe era proprietária. Fiquei sem entender porque na presença de todos os clientes, ela com muita grosseria, me acusou de ter rasgado o livro da filha e que eu teria que pagar. Nesse dia senti o meu coração de criança dolorido por ter sido injustiçada e humilhada diante de tanta gente. Corri aos prantos para casa. Chegando lá, me dirigi ao consultório de dentista do meu pai, que ficava na sala da frente da nossa casa e, soluçando lhe relatei o ocorrido. Tenho a maior gratidão pela atitude dele que acreditou em mim. Quando meu pai abriu a carteira me entregando o dinheiro para pagar o livro, veio o meu reconhecimento de que sempre tive um pai presente, que dialogava e me apoiava. Com essa atitude, tive a certeza de que sempre poderia contar com ele.
Já estava na calçada para ir deixar o dinheiro, quando a minha amiga se aproximou dizendo que sua mãe já sabia que eu não tinha rasgado o livro, portanto não precisava pagar. Não fiquei com raiva da minha amiga, pois ela estava com tanto medo, que não pensou no que estava fazendo ao me acusar. A atitude da mãe dela de me envergonhar em público me deixou magoada. Colocar uma criança numa situação constrangedora não é bonito. Entretanto, logo tudo foi perdoado e esquecido, pois apesar de ser uma menina, eu percebi que devia agradecer a Deus por ter um pai maravilhoso que na minha primeira aflição, me socorreu e aliviou o meu sofrimento.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
Meu Pai - por Ana Cecília S.Bastos
Bolo de Iogurte de liquidificador- Fofíssimo !
- 1 copo de iogurte natural
- 2 copos de farinha de trigo
- 2 copos de açúcar
- 4 ovos inteiros
- 1 colher (sopa) de fermento em pó
- 1/2 copo de óleo
Modo de Preparo
Bata bem todos os ingredientes no liqüidificador,
deixando o fermento por último. Despeje a massa em uma
assadeira redonda, com furo no meio, untada com
manteiga e polvilhada com farinha. Leve ao forno
pré-aquecido, à 180ºC (médio), até assar (ao enfiar no
bolo um palito, ele deve sair limpo).
Observação
- Utilize o copo de iogurte como medida dos outros
ingredientes.
Cyber Cook
Arroz de Polvo
* Ingredientes
* 2 polvos de 750 g
* 2 cebolas grandes sem casca ( uma delas fatiada para o refogado)
* 4 xícaras de chá de arroz (lavado)
* 1 molho de coentro
* 1 molho de cheiro verde
* 1 dente de alho descascado e cortado
* 2 colheres de sopa de azeite virgem
* 3 Xícaras de água
* 1 xícara de vinho branco
* dois raminhos de alecrim
* 3 tomates partidos em 4 pedaços ( sem sementes)
* Modo de Preparo
1. Lave e coloque os polvos na panela de pressão com a cebola inteira descascada, e os raminhos de alecrim.
2. não coloque água, deixe cozinhar por 10 minutos depois que pegar pressão
3. Marque o tempo no relógio para o polvo não ficar duro nem borracha
4. Retire os polvos corte em pequenos pedaços, reserve o caldo do cozimento
5. Doure o dente de alho no azeite, 1 cebola , e refogue o arroz
6. Acrecente o polvo, a água reservada,o vinho, tomates , o cheiro verde e o coentro picados
7. 3 xícaras de água fervendo
8. Deixe em fogo alto até ferver depois tampe a panela e deixe secar como arroz comum
Dica : substituir por camarão, lagosta, lula ou bacalhau.
Aparição - por Ana Cecília S.Bastos
NO TEMPO DOS GRUPOS ESCOLARES – POR PEDRO ESMERALDO
Naquela época, o inicio das aulas era impreterivelmente ás 7:00 horas da manhã. Não havia folga. Todos os trabalhos eram executados com muito rigor.
A professora tinha por obrigação preparar as suas tarefas com antecedência e apresentar aos alunos com dignidade. O bom aluno aprendia muito e ninguém saia reprovado, se obedecesse rigorosamente o critério de estudo.
Naquele tempo ninguém falava em droga, aliás nem se sabia se existia essa erva. Os vícios que o pessoal adquiria eram de fumar e, por excesso, de bebida alcoólica. Também a violência provocada por excesso de bebida era de arrepiar cabelo. Geralmente nesse Pé de Serra do Crato, em pleno fim de semana, haviam noitadas terríveis, às vezes causando a morte.
A escola ficava localizada na Praça da Sé, na esquina da atual Rua Leandro Bezerra. Era um velho pardieiro, talvez construído no século XIX, que atendia precariamente as exigências dessa escola. A casa era ampla, com vários quartos, também amplos com um terreno espaçoso que abrigava as crianças na hora do recreio. Para mim foi uma ideia maravilhosa, pois gostava de entrar em contato com todas as classes sociais. Só assim observei melhor o comportamento do pessoal de baixa renda.
Em frente ao grupo, observa a grandeza da velha Praça da Sé. Era uma praça desprezada pela prefeitura, talvez porque não haviam recursos suficientes para transformá-la em praça chique e que oferecesse aos bons momentos de lazer.
Após as aulas, principalmente no período da tarde, a maioria dos alunos ia jogar bola sobre a graminha verdejantes da Praça da Sé que dava o nome ( capim de burro). Era um planta nativa, rasteira e que de servia proteção ao solo da erosão pluvial.
Em outros tempos, o governo estadual resolveu construir outra escola mas distante do centro da cidade, com salas amplas, adaptadas para as crianças e adolescentes do ensino médio.
Bem, bons tempos se foram. Hoje em dia, os alunos estudiosos e ansiosos para subir na vida têem que se esforçar para aparecer com muito interesse e conseguir algum lugar de destaque na vida futura.
Crato- CE, 04 de Agosto de 2010.
FORMAÇÃO ROMUALDO: UM MILAGRE PALEONTOLÓGICO
Para Karimai- Por Nívia Uchôa
Vida itinerante de uma bancária - por Socorro Moreira
BISAFLOR CONTA HISTÓRIAS
BEZERRO SEM MÃE
Foi numa fazenda de gado, no tempo do ano em que as vagas dão cria. Cada vaca toda satisfeita com o seu bezerro. Mas dois deles andavam tristes de dar pena: uma vaca que tinha perdido o seu bezerro e um bezerro que ficou sem mãe.
A vaquinha até parecia estar chorando, com os peitos cheios de leite, sem filho para mamar. E o bezerro sem mãe gemia, morrendo de fome e abandonado.
Não adiantava juntar os dois, porque a vaca não aceitava. Ela sentia pelo cheiro que o bezerrinho órfão não era filho dela, e o empurrava para longe.
Aí o vaqueiro se lembrou do couro do bezerro morto, que estava secando ao sol. Enrolou naquele couro o bezerrinho sem mãe e levou o bichinho disfarçado para junto da vaca sem filho.
Ora, foi ma beleza! A vaca deu uma lambida no couro, sentiu o cheiro do filho e deixou que o outro mamasse à vontade. E por três dias foi aquela mascarada. Mas no quarto dia, a vaca, de repente, meteu o focinho no couro e puxou fora o disfarce. Lambeu o bezerrinho direto, como se dissesse: “Agora você já está adotado.”
E ficaram os dois no maior amor, como filho e mãe de verdade.
Por Norma Hauer
"Grande" DIP, importar-se com mesquinharias.






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