Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Cacá Araújo- Teatro

Colaboração de Edmar Cordeiro

TESTAMENTO DE UM IDOSO COM ALZHEIMER

Da obra de Lilian Alicke

Anexo ao meu testamento, pelo qual lego a meus filhos e a minha família, a minha vontade de viver, o meu amor a Deus e a toda a sua criação.

Eis que me permito deixar um pedido:

Se, porventura, em meu cérebro a senilidade penetrar sorrateiramente; a demência se infiltrar inesperadamente; o esquecimento, a falta de lucidez e a confusão se instalarem, por favor, lembre-se disto:

Eventualmente, ainda tenho uma vaga ideia de minha identidade.

Gosto de ser chamado pelo meu nome; aquele que meus pais me deram.

Posso ainda saber onde estou e com quem estou.

Faço ainda questão de usar aquele tipo de sapato que usei em toda a minha vida; a roupa do estilo que sempre preferi.

A roupa dos outros, colocada em mim, me entristece.

A falta de atenção em me ajudar, na higiene pessoal, me traz ansiedade.

A comida de um estilo que não conheço, não me apetece.

As fraldas, de vez em quando, me incomodam; além de me deixarem envergonhado.

Gostaria, às vezes, de caminhar para espairecer e ver a natureza; de receber visitas e lembrar que sou importante; um abraço; um beijo...

E saber que ainda alguém tem afeto por mim.

A falta de interesse está além do meu controle.

A falta de jeito me é inexplicável.

Meu esquecimento me deixa traumatizado.

Tenho dores que, às vezes, não consigo contar.

Meu olhar vago, não reflete o que sinto.

Se não dou um abraço é por que meus braços não me obedecem.

Se não te dou um beijo é por que meus lábios não sabem mais o que fazer.

E se não te digo que sou grato por sua dedicação e seu amor é por que a ponte se partiu e eu perdi o caminho que me levaria a compartilhar com você os meus sentimentos.



Um ser que envelhece.



Site: As fases da doença de Alzheimer

Mariana Fulfaro – Terapeuta Ocupacional (ver vídeos)

Recado de Elvis Pinheiro

Olá!

Estou com novidade na área: A partir do dia 04 de setembro estarei com mediação dos filmes, também, no Centro Cultural BNB!

E lá tem alguns detalhes que vão fazer a diferença em relação ao que já venho construindo no CINEMATÓGRAPHO e no CINEMARANA:

1º) O ambiente vai ser de auditório, para garantir um clima de cineclube e não de cinema;
2º) Lá, temos capacidade para, no máximo, 50 pessoas. Portanto, chegar cedo vai ser garantia de assitir ao filme e não ficar de fora;
3º) Vai ter um cafezinho pros nossos convidados. Claro, que apenas ANTES e DEPOIS do filme. Durante jamais!;
4º) A sessão se inicia às 18h30 e não às 19h!;
5º) A sessão será AOS SÁBADOS!!!! Para quem tinha problemas de ver os filmes durante a semana, acredito que essa vai ser uma ótima notícia!;
6º) Os filmes fazem parte da minha lista pessoal! O que eu quero dizer com isso: Tanto no CINEMATÓGRAPHO quanto no CINEMARANA eu gosto de todos os filmes que eu exibo, mas eu os escolho dentro do acervo que o SESC possui de filmes licenciados pela instituição. É muita coisa e é muita coisa muito boa. Acontece que no CCBNB esse leque de possuibilidades vai tender para o infinito! Quem vai sair lucrando? O PÚBLICO. Teremos a possibilidade de ver muito mais filmes na região do Cariri!

O que vai ser igual nas três salas de exibição:
1º) Entrega de certificado. No CCBNB, quem se inscrever para os filmes de setembro e outubro recebe certificado de 40h/aula.
2º) Eu estarei lá recebendo a galera e conversando sobre os filmes depois da exibição!

Se você gostou da novidade, eu peço ENCARECIDAMENTE que me responda este singelo e-mail dizendo alguma coisa: se vai querer participar, se não vai, se achou uma idéia ruim, se achou uma boa notícia... Fico aguardando!

Lá embaixo, no finalzinho do e-mail está a lista dos filmes, caso vc tenha curiosidade de saber o que eu vou exibir este mês de setembro.

Lembro, ainda, que esta ação faz parte de um projeto maior do CCBNB: o IMAGEM EM MOVIMENTO. E o nome de nossa sessão de sábado é CINE CAFÉ - Pra deixar sua mente acordada!

Abraço!
Elvis

Noturna- por Socorro Moreira



viajo no silêncio
extraindo  sentimentos
quando sobra  um pensamento
eu entrego pras estrelas
que sabem guardar segredos

sorvo a noite da varanda
embriagada dos cheiros
e vou dormir com meus risos
num labirinto de enredos

Num choro recém-nascido
esbarro em teu coração
e juntos nos deleitamos
do amor  que nunca soube
encontrar a solução.


Les Parapluies de Cherbourg - Trilha sonora (I will wait for you)- Michel Legrand






Se "Os Guarda-Chuvas do Amor" é uma homenagem, como parece ser, ao musical americano, essa homenagem do diretor francês Jacques Demy é prestada sem se subordinar aos padrões do gênero.
Ao invés de intercalar músicas às falas, o seu filme é cantado do começo ao fim, os diálogos, seja uma pequena fala, como a de um carteiro trazendo uma mensagem, seja alguém pedindo ao empregado de um posto de gasolina para lhe abastecer o carro, são apresentados em forma de canto.
Aí está a diferença de "Os Guarda-Chuvas do Amor" dos seus congêneres hollywoodianos, aí a sua originalidade, que transforma numa quase obra-prima o que poderia ser apenas mais um musical e de qualidade inferior àqueles.É um exemplo de como pela forma é realizada uma grande obra, debruçando-se sobre um conteúdo já muito explorado, sobretudo por outros gêneros.
A história é a do clássico triângulo amoroso. Geneviève (Catherine Deneuve), filha de uma viúva, proprietária de um loja de guarda-chuvas e Guy (Nino Castelnuovo), um mecânico de uma oficina de carros, se amam.
Guy parte para a guerra na Argélia, entra em cena Roland (Marc Michel), um rapaz rico que se apaixona por Geneviève. A ausência do namorado, agravada com a falta de notícias dele, motiva o assédio da mãe (Anne Vernon) a Geneviève para que ela se case com Roland, que já chegara a pedir-lhe a mão da filha.
Afinal, Geneviève sucumbe às investidas e consente em casar. Quando Guy retorna da guerra, com uma perna avariada, descobre que a namorada a trocara por outro e até se mudara de Cherbourg, acompanhada da mãe, que vendera a loja, e termina por casar com uma conhecida sua.Outra diferença dos seus similares americanos é a ausência da dança, constante naqueles filmes, formando uma parceria com a música. Apenas uma vez, se vê numa boate Guy e Geneviève dançando, em meio a outros casais.
Por outro lado, há a presença diversificada (e bem utilizada) da cor, com uma certa predominância do lilás.
Muito boa a fotografia, a música de Legrand, que, além das outras músicas, compôs uma bela canção que sublinha o romance do casal. Tudo bem conduzido pela mão leve e sensível de Demy. Um dos melhores momentos do filme ocorre na partida de Guy: um traveling acompanha o trem deixando a estação, mostrando Geneviève ao fundo, à semelhança de uma silhueta.
No meio das qualidades de "Os Guarda-Chuvas do Amor" intromete-se, porém, um defeito. O nome da Esso é visto inúmeras vezes no desenrolar da história.
Sou levado a crer que a intenção é a de denunciar o poder econômico como causador de muitos males, inclusive o de destruir um amor (a mãe de Geneviève passava por graves dificuldades financeiras, que iriam resultar na perda do seu comércio), esse poder representado por Roland. Até aí tudo bem. O problema está na aparição em excesso dessa marca de combustível. Além de inscrito numa placa de posto de gasolina, o nome da Esso surge uma vez em uma grande quantidade de latinhas dispostas num móvel da casa de Guy quando este já está casado.
Demy deveria ter seguido o exemplo de Ozu em "Pai e Filha".
Ao mostrar a invasão americana ao Japão ainda na década de 1940, ele faz apenas aparecer, rapidamente, uma placa com a frase publicitária Drink Coca Cola e, escritas em inglês, as palavras chá e café na fachada de um restaurante. Só isso. E não bastaria mais nada.

Escrito por Francisco Sobreira

Correio musical

Recebido por e-mail

 
 

Campanha Publicitária do Citibank - esta é para refletir








Campanha publicitária do Citibank espalhada pela cidade de São Paulo, através de outdoors:   "Crie filhos em vez de herdeiros." "Dinheiro só chama dinheiro, não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete."
"Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela."
"Não é justo fazer declarações anuais ao Fisco e nenhuma para quem você ama."
"Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas."
"Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?"
"Quantas reuniões foram mesmo esta semana? Reúna os amigos."
"Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça, vírgulas significam pausas..."
"...e quem sabe assim você seja promovido a melhor (amigo / pai / mãe / filho / filha / namorada / namorado / marido / esposa / irmão / irmã.. etc.) do mundo!"
"Você pode dar uma festa sem dinheiro. Mas não sem amigos."


E para terminar, mensagem afixada na parede de uma farmácia:
"Não eduque seu filho para ser rico; eduque-o para ser feliz. Assim, ele saberá o valor das coisas, e não o seu preço." 

Recebido por e-mail





UM DIA CONSIGO VIVER SEM ESPOSA!!!!
O marido e a mulher não se falavam há uns três dias.Entretanto, o homem se lembrou que no dia seguinte teria uma reuniãomuito cedo no escritório.Como precisava levantar cedo, resolveu pedirà mulher para acordá-lo. Mas para não dar o braço a torcer, escreveu num papel:'Me acorde às 6 horas da manhã'.No outro dia, ele levantou e quando olhou no relógio eram 9h30. O homem teve um ataque e pensou:- Que meeeerdaaa! Mas que absurdo! Que falta de consideração, ela nãome acordou...Nisto, olhou para a mesa de cabeceira e reparou um papel no qual estava escrito:- ...São seis horas, levanta!!!

Moral da História:
Não fique sem conversar com as mulheres, elas ganham sempre, estão certas sempre e são simplesmente geniais na vingança!!!!!!O casamento é a relação entre duas pessoas, onde uma pessoa está sempre certa e a outra, é o marido!

Meu nome é MULHER!

Eu era a Eva
Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção...
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!!
(O Autor é Desconhecido)

Madrugada com Ronnie Von

Pra Ser Só Minha Mulher,
(Fantástico 1978 )

Música de Ronnie Von na voz de Roberto Carlos

Meu Bem - com Ronnie Von

A Praça - com Ronnie Von

Certeza de abril...


"Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."

(António Gedeão)

***

"25 DE ABRIL"


Esta é a madrugada que eu esperava 

O dia inicial inteiro e limpo 

Onde emergimos da noite e do silêncio 

E livres habitamos a substância do tempo.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

***
http://samuel-cantigueiro.blogspot.com/2009_04_01_archive.html

Sentido frágil
- Claude Bloc -

Não tenho mais olhos para ler estes versos
a letra é pequena
o sentido frágil...
Vivo entre livros
e pessoas
mas em nada
encontro as respostas que espero.
Todos estão em silêncio...

Pelo caminho
me isento das culpas (que não tenho)
e só então a alma vai colhendo
coisas e lugares que nunca olhei
e me devolve
sonhos
e tempestades...
Claude Bloc

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Raul Seixas



Raul Santos Seixas (Salvador, 28 de junho de 1945 — São Paulo, 21 de agosto de 1989) foi um cantor, compositor, produtor e músico brasileiro.

Filho do engenheiro Raul Varella Seixas e da dona de casa Maria Eugênia Santos Seixas, Raul nasceu e cresceu na cidade de Salvador. Tinha um irmão, quatro anos mais novo, Plínio Seixas. Em casa, mergulhava nos livros que tinha à disposição, na biblioteca do pai.

wikipédia

Verdade Sobre a Nostalgia
Raul Seixas
Composição: Paulo Coelho / Raul Seixas

Tudo quanto é velho eles botam pr'eu ouvir
E tanta coisa nova jogam fora sem curtir
Eu não nego que a poesia dos 50 é bonita
Mas todo o sentimento dos 70 onde é que fica?


Eu vou fazer o que eu gosto...
Eu vou
Dos 50 bonita-ta
Mas os 70 onde é que ele está?
Por isso a nostalgia eu tô curtindo sem querer
Porque está faltando alguma coisa acontecer
Mamãe já ouve Beatles
Papai já deslumbrou
Com meu cabelo grande
Eu fiquei contra o que eu já sou


Eu vou fazer o que eu gosto
É mãe com os Beatles e o pai falô
Logo então eu fiquei contra o que eu já sou
O rock hoje em dia já mudou, virou outra coisa
É por isso que eu corto o cabelo


Na curva do futuro muito carro capotou
Talvez por causa disso é que a estrada ali parou
Porém, atrás da curva
Perigosa eu sei que existe
Alguma coisa nova
Mais vibrante e menos triste


Eu vou fazer o que eu gosto
Atrás da curva do perigo existe
Alguma coisa bem mais nova e menos triste



Espatódia : uma herança ibérica‏- por Heládio Teles Duarte

A Primeira Pedra



Sakineh Mohammadi Ashtiani é uma iraniana de 43 anos e que nestes dias se tornou notícia na imprensa mundial . O motivo, como sempre, nestes casos em que envolve países do terceiro mundo, vem à tona com as piores causas.Mais ainda quando o Irã vê-se metido numa controvérsia mundial sobre a produção de armas nucleares. Nada de fatos heróicos, de recordes , de fabulosas obras de arte . Sakineh foi condenada à morte , por um motivo banalíssimo. Viúva, mesmo assim, foi acusada de adultério e recebeu a penalidade absurda e, não bastasse isso, mais terrível ainda na sua forma. Deverá ser enterrada a meio corpo e morta por apedrejamento. A sentença parece até ter sido arrancada de tempos bíblicos. E, por mais incrível que possa parecer, o foi. Boa parte dos países islâmicos não têm qualquer separação entre Igreja e Estado e a Constituição do país, os Códigos Civil e Penal terminam por se resumir nas páginas do Alcorão. O livro sagrado dos mulçumanos tem mais de mil anos e, como tal, não sofreu qualquer upgrade em todos esses anos. A maior parte das religiões do planeta padece deste dissonância entre as inflexíveis regras de moralidade ditadas por seus livros ditos sagrados e a dinâmica natural do universo e dos costumes. Como conciliar a estática daquilo que foi ditado há séculos, com o dinamismo da vida e as transformações avassaladoras do mundo que a cada instante modifica-se da água para o vinho, como um caleidoscópio? Quando Estado e Igreja formam um só corpo, então, as fissuras se tornam presentes, enormes, irreconciliáveis. Imaginem se no Brasil os casos de adultério fossem todos tratados da mesma forma? Ia faltar pedra no mercado para atirar em tanto condenado. Houve uma forte pressão da comunidade mundial e, ao que parece, o apedrejamento foi cancelado e a pena comutada para enforcamento. Grande vitória da diplomacia mundial!
A questão referente a Sakineh traz consigo um sério impasse ético. Na nossa visão ocidental, existe uma perversidade impensável na sentença imposta à iraniana. Que direito tem o estado de se imiscuir numa pendência de caráter francamente afeito à individualidade da pessoa humana? E mesmo que se tipifique o adultério como crime, a pena de morte nos salta aos olhos como uma loucura ímpar. Mas surge, no horizonte, a encruzilhada ética: temos o direito, com nossa cultura ocidental, de julgar os atos, as leis, os costumes de uma outra cultura? Qual o balizamento para se depreender que nós estamos certos e eles errados? Eles, do seu lado, têm o mesmo sagrado direito de nos julgar segundo suas regras e tradições. Para que lado a verdade puxará o fiel da balança?
Por outro lado, quase ao mesmo tempo, os jornais estamparam o caso da Eliza Samúdio suspeita de ter sido trucidada cruelmente pelo goleiro Bruno em Belo Horizonte. Sem falar no assassinato da advogada Mércia Nakashima, de São Paulo, cujas evidências levam a suspeita da autoria ao namorado Mizael. Mera coincidência? Infelizmente, não! No Brasil, por incrível que possa parecer, a pena de morte contra a mulher é uma instituição organizada e azeitada. Na última década mais de 41.000 mulheres foram mortas, uma média de 10 a cada dia. Destes casos, mais da metade foi causada por motivo fútil, como meras discussões domésticas. 10% envolviam ciúmes e, um outro tanto, o uso de drogas. No Ceará mais de mil boletins de ocorrência são feitos a cada mês por violência contra a mulher.E aqui, entre nós, só no ano passado, foram assassinadas 147 e --pasmem, amigos ! -- 23 só aqui no Cariri.
No mundo todo, a situação do sexo feminino não é menos vulnerável. Estima-se que na América Latina e Caribe entre 25% a 50% das mulheres sofrem violência doméstica. Segundo o Banco Mundial entre 5 a 16% dos anos saudáveis de uma mulher são perdidos por conta da violência, que só nos Estados Unidos custa entre 5 a 10 bilhões de dólares todo ano.
Como vemos, a absurda penalidade imposta a Sakineh, não lhe é exclusiva. Até mesmo a crueldade da execução é quase uma regra: apedrejada , esquartejada, oferecida à ração de cães, afogada, queimada. O que varia ? No Irã, o estado submete o réu ao menos a um a julgamento, faccioso , parcial, certamente. Entre nós, no entanto, o júri , o juiz e o carrasco são os próprios companheiros destas jovens que as executam sumariamente sem nenhum direito a defesa.
Para combater essas as formas de opressão é preciso ter coragem de mergulhar no pântano e buscar a raiz da árvore carnívora.. É preciso, no entanto, lembrar que a absurda pena imputada a Sakineth é mais visível e mais fácil de se lutar contra ela. A violência doméstica, no entanto, é mais insidiosa, mais virulenta, mais oculta, mais multifacetada. Ela está na raiz de quase todas as formas de violência do mundo e, como um cupim, destrói lentamente toda a tessitura das relações humanas. Uma estranha ponte une Sakineth a Eliza Samúdio. Desarmemos os corações e as mentes! Antes de tudo tem-se que entender que somos todos animais que há pouco descemos das árvores e ainda não conseguimos de todo escapar da Lei da Selva, da prevalência do instinto sobre a razão. Quem nunca compactou com alguma forma de violência que atire a primeira pedra!

J. Flávio Vieira


DIA DO ATOR, por Pachelly Jamacaru

Parabéns atores e atrizes!


Por Artur Gomes

Fulinaimagem


por enquanto
vou te amar assim em segredo
como se o sagrado fosse
o maior dos pecados originais
e a minha língua fosse
só furor dos canibais

e essa lua mansa fosse faca
a afiar os versos que inda não fiz
e as brigas dde amor que nunca quis
mesmo quando o projeto
aponta outra direção embaixo do nariz
e é mais concreto que a argamassa do abstrato

por enquanto
vou te amar assim adirando o teu retrato
pensando a minha idade
e o que trago da cidade
embaixo as solas dos sapatos

arturgomes
http://musadaminhacannon.blogspot.com

O dia mundial da Fotografia - por Nívia Uchôa

A agulha que salva - Colaboração de Edmar Cordeiro Lima

Uma agulha pode salvar a vida de alguém com começo de AVC.
Vale a pena 2 min de leitura.
Uma agulha pode salvar a vida de um paciente com princípios de derrame...
Dito por uma professora chinesa.
Guarde uma seringa ou uma agulha para fazer isto - é um método inconvencional para recuperar alguém de um derrame.
Quando um derrame estiver a ocorrer fique calmo.

Independentemente de onde a vitima estiver, não a mova do lugar.
Quando o derrame acontece, as veias capilares no cérebro vão-se gradualmente rompendo.
Se a pessoa for movida os capilares vão se romper.
Se tiver na sua casa uma seringa melhor.
Se não tiver, pode usar uma agulha de costura ou um alfinete.

1. Aqueça a agulha/ alfinete para esterilizar e depois dê uma alfinetada em todos os dedos das mãos do paciente.
2. Não há pontos específicos nos dedos para a acupuntura, mas pode picar 1 milímetro perto da unha.
3. Pique até o sangue começar sair.
4. Se o sangue não começar a sair, então aperte com os dedos.
5. Quando todos os dedos começarem a sangrar, espere alguns minutos e depois puxe as orelhas do paciente até ficarem vermelhas.
6. Pique cada um dos lóbulos das orelhas até começar a sair uma gota de sangue de cada lóbulo. Depois de alguns minutos a pessoa começará a recuperar os sentidos.
Espere até que recupere o estado normal e leve-o para o hospital.
Se for levado às pressas para o hospital, a viagem turbulenta vai fazer com que os vasos capilares no cérebro se rompam.
'Eu aprendi a tirar gotas de sangue para salvar vidas através de um médico de medicina tradicional chinesa.
Ele chama-se Ha Bu Ting.
Mais tarde tive experiência prática sobre o assunto e posso dizer que este método é 100% eficaz.
Em 1979, eu era professora no colégio de Fung Gaap em Tai Chung.
Uma tarde, um outro professor veio correndo para a minha sala e disse 'Sra. Liu, venha rápido, o nosso supervisor teve um derrame!'
Eu fui imediatamente para o 3º andar.
O Sr. Chen Fu Tien estava pálido, o seu discurso era feito através de sussurros, a boca torta - sintomas de um derrame.
Imediatamente pedi a um dos estudantes para ir a uma farmácia comprar uma seringa, que usei para picar o Sr. Chen em todos os dedos.
Quando todos os dedos estavam a sangrar (cada um dos dedos com uma gota de sangue do tamanho de uma ervilha), o Sr. Chen começou a recuperar a sua cor.
Mas a boca continuava torta.
Então, eu puxei as orelhas dele para enchê-las de sangue.
Quando as orelhas dele começaram a ficar vermelhas, eu piquei o lóbulo da orelha direita por 2 vezes para saírem duas gotas de sangue E depois o lóbulo da orelha esquerda.
Dentro de 3 a 5 minutos o formato da boca voltou ao normal e a sua maneira de falar tornou-se clara.
Nós o deixamos descansar algum tempo e o levamos para o hospital.
Ele ficou lá em repouso por uma noite e no dia seguinte deram alta para dar aula.
Tudo correu normalmente.
Não apareceu nenhuma doença derivada do primeiro Socorro que lhe foi aplicado.
Por outro lado, normalmente as vitimas de derrame sofrem danos irreparáveis nos capilares do cérebro durante o percurso para o Hospital.
Como resultado, essas vítimas nunca se recuperam.
Por isso, o derrame é a segunda maior causa de morte..

Raimundo Silvestre, meu Padrinho - por Edmar Lima Cordeiro



Tandor, o encantador de cobras, cinturão largo, cheio de apliques de metal, facão de folha larga e sempre afiado para corte de capim e bredo que me parece ser a tarefa daquele homem que me assustava e ao mesmo tempo o admirava pelo jeito manso e sorriso fácil que era dotado. Diziam que ele comia fígado de criança por isso o medo. Tandor ficou como mito e meu padrinho Raimundo Silvestre exerceu com mestria esse sentido mitológico que o encantador de serpentes povoava a mente da garotada da época, contando estórias desse homem misterioso que convivia no espaço de nossa infância. Raimundo Silvestre era especialmente nesse modo de passar às pessoas em particular à ameninada suas estórias e “causo” da vida sertaneja.

A Vazante era um sítio próximo a cidade no qual vivia a família do meu padrinho, casado com Zaré, sobrinha da mamãe e pai de meus primos Eldon, Armando, Edson e a flor sertaneja Aldenir (Deninha), um sítio que economicamente me parece tinha peso na manutenção da família, uma clara economia de agricultura familiar; tudo tinha, tudo brotava naquele canto maravilhoso de minha infância. Foi ali que tive meu primeiro e único contato com a natureza agrícola porque depois fui viver no Sul do País em Paranavaí, Paraná, tive então nova experiência agrícola como Secretário Municipal da Agricultura, e quanta admiração por esta atividade econômica, atuei no setor de revenda de máquinas agrícolas.

Mas os Silvestres estes todos, meus primos inclusive, fora da lida agrícola, formação básica da agricultura familiar.

O cenário da Vazante foi marcante para mim, lembro-me desde da cancela da entrada, das árvores (pés de paus), do jenipapeiro, dos pés de umbu, de seriguela, cajazeiros, da cerca de avelós, da qual me mantinha afastado com medo de cegar por causa do seu líquido leitoso, da cacimba, da olaria, da casa gostosa dentro daquela mata que me parecia frondosa.Um mundo especial que me foi emprestado por meu padrinho naquele recanto verde e solidário no qual também passeava meus irmãos ganhando vida e experiências no recanto da família Silvestre e Lima.

Raimundo Silvestre era esguio, sem barriga, um homem saudável, usava camisa solta, sério, sisudo, acho que tímido, leitor assíduo lembro das revistas Seleções e do seu encanto pela botânica não sei se só dele ou da Zaré, eles eram craques neste assunto e herdado pela Deninha me atrevo a dizer!

Merendava em casa e Zaré cuidava dele com especial delicadeza não lhe faltava mastruz com leite, suco de tomate era um cuidado especial fora os deliciosos bolos, doces, cocadas de gergelim, e iguarias que só ela sabe fazer.

Com a família morava a Félix que gostava de jogo de bicho, certa vez sonhou com um alicate e pediu para fazer uma aposta no macaco, suas interpretações era uma comédia e ganhava, padrinho Raimundo ria dessa natureza profética e analítica da inesquecível Félix.

Trabalhei com Eunício Dantas, um armarinho varejista e atacadista, onde aprendi atender pessoas, a vender renda para roupas femininas, botões, aviamentos, perfumes, aprendi também as medidas métricas, o que é dúzia, groza, unidade e a conhecer produtos desse negócio, um que me chamava atenção era o riri, ou seja, o zíper que achava uma invenção fantástica, certa vez atendi uma cliente , emiti a nota fiscal do balcão e escrevi “1 riri”, qual não foi a bronca que recebi do patrão sobrou-me uma ponta de chateação, ele corrigiu ensinando-me que a mercadoria chamava-se “zíper”, bem aqui eu tinha 12, 13 anos e ganhava meus trocos e, isso me credenciava a comprar na bodega do meu padrinho, tinha lá uma conta-corrente para anotar meus fiados, adorava comprar doce de leite em tijolo, uma loucura de gostoso, ele me vendia e anotava na minha conta ora acho que pagava, ora acho que mamãe acertava com ele. Essa relação comercial tive na aurora da minha vida com o patrocínio do Raimundo Silvestre.

Aprofundar essas experiências seria uma bela aventura da memória, a Aldenir pela Internet me pediu para escrever reminiscência minhas com meu padrinho. Ele foi um dos que me moldou para o mundo com seu exemplo de seriedade e de honra, foi um protetor de muitas necessidades de minha família e acho que o vínculo de amizade, amor, respeito que mantemos até hoje com essas pessoas são na verdade obra da convivência excepcional que tem minha família com esses amigos tão fraternais eternamente.

Minha saudação a Zaré, Edson , Armando, Eldon (em memória), Deninha pela aventura que tivemos na nossa infância moldada com a presença de mamãe Rosália, meu pai Vicente, meus queridos irmãos Ribamar, Flávio, Humberto, Ronaldo e destacadamente minha encantadora irmã Almery que amo de montão e, numa referência especial a uma pessoa que amalgamava todos nós em seu entorno Bazinha, a tia Amália.

Raimundo Silvestre é um totem, uma pessoa que pouco conheci sua natureza mas que teve até agora uma extraordinária vitalidade na vida desse afilhado, orgulho-me disso e com certeza todos os parentes reconhecem a personalidade dele que marcou a aurora de minha vida.

Parabéns por reconhecerem os atributos dele e pela homenagem dos 100 anos de seu nascimento.


Edmar Lima Cordeiro

Os Signos Atravessando a Rua - Colaboração de Telma Medeiros

Por que o Ariano atravessou a rua?
Certamente para bater boca com alguém que estava do
outro lado.

Por que o Taurino atravessou a rua?
Porque encasquetou com a idéia.

Por que o Geminiano atravessou a rua?
Se nem ele sabe, como é que eu vou saber?

Por que o Canceriano atravessou a rua?
Porque estava se sentindo só e abandonado deste lado
de cá.

Por que o Leonino atravessou a rua?
Para chamar a atenção, sair nos jornais, revistas,
etc.

Por que o Virginiano atravessou a rua?
Ele ainda não atravessou porque está medindo a
largura da rua, a velocidade dos carros, se essa
experiência é válida, qual seria a melhor hora de
atravessar essa rua, etc.

Por que o Libriano atravessou a rua?
Ele nem precisou atravessar. Alguém acabou
oferecendo carona para ele.

Por que o Escorpiano atravessou a rua?
Porque era proibido.

Por que o Sagitariano atravessou a rua?
Porque a idéia pareceu maneira e deu vontade.

Por que o Capricorniano atravessou a rua?
Porque foi pechinchar nas lojas do outro lado.

Por que o Aquariano atravessou a rua?
Porque isso faz parte de uma experiência que trará
incontáveis avanços tecnológicos no futuro.

Por que o Pisciano atravessou a rua?
Que rua? Ih, é ...



www.florselvagem.com.br

Dia Mundial da Fotografia

http://niviaporj.blogspot.com/ - link para ver matéria sobre o dia Mundia da Fotografia

Vejam o blog www.aartedejosenormando.blogspot.com/
Postagens de seus trabalhos artísticos.
Todos são benvindos!!

A poesia de Cora Coralina

“Humildade

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.”
Cora Coralina




Assim eu vejo a vida

A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Cora Coralina

Pedrinho Mattar






Pedro Mattar, conhecido como Pedrinho Mattar, (São Paulo, 20 de agosto de 1936 — Santos, 7 de fevereiro de 2007) foi um pianista brasileiro.

Sua família o chamava de Pedrinho por ser o caçula de dez irmãos. Filho de libaneses, começou com o estudo de piano muito cedo, na escola de Magdalena Tagliaferro. Frequentava com seu pai o Restaurante Trianon, casa de chá da avenida Paulista, onde se tocava piano ao vivo. Começou os seus estudos em piano clássico somente em 1962. Tocava em inferninhos (escondido do pai) com o conjunto Os anjos do Inferno, tendo como componente João Gilberto.

Em 1953 já acompanhava os festivais de música realizados na União Cultural Brasil-Estados Unidos, onde estudava. Em 1959 viajou a Las Vegas, acompanhando a cantora Leny Eversong, que, apesar de brasileira, só cantava em inglês. Em 1960 acompanhou o cantor Agostinho dos Santos em turnês pela Argentina e Uruguai.

Presença marcante na música brasileira, frequentava junto com outros músicos o João Sebastião Bar do jornalista Paulo Cotrin, no bairro da Consolação, uma usina de nomes que eram ou seriam destaque no mundo da música, como: Chico Buarque, Elis Regina, Maysa, Claudette Soares, César Camargo Mariano, Taiguara, Marisa Gata Mansa etc.

Viajou por diversas vezes com a cantora Claudette Soares, no eixo Rio-São Paulo. Em 1962 tocou para a cantora Maysa em Portugal e na Espanha. Foi responsável pela produção musical do Programa Bibi Ferreira na televisão. Excursionou pelo Brasil, acompanhado de Luís Carlos Miele e Sandra Bréa - 1976 - Caso Water-Closed e Dzi Croquettes.

Na superboate paulistana Gallery (1982), que reunia boêmios e fãs da boa música, de quem se dizia que poderiam gastar mais de dois salários mínimos numa noite, a imagem do Pedrinho Mattar era a do pianista de smoking, impecável na execução de um repertório internacional.

Era apresentador e solista do programa de televisão Pianíssimo - da Rede Vida, desde 1990.

Uma das canções que mais gostava de tocar era "As Time Goes By do filme Casablanca, música tema da abertura do seu programa Pianíssimo.

Uma de suas irmãs - Mercedes Mattar - pianista é responsável pela organização do Concurso Internacional de Piano, em São Paulo.

Um de seus irmãos, João Augusto Mattar Filho, foi um médico de destaque na área de Terapia Intensiva no Brasil, fundando a AMIB - Associação de Medicina Intensiva Brasileira e a SOPATI - Sociedade Paulista de Terapia Intensiva, do qual foi o primeiro presidente.

O flautista e saxofonista Derico e o pianista Sérgio Sciotti (que com Derico forma o Duo Sciotti) são seus sobrinhos.

O pianista Paulo Mattar é também seu sobrinho.

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José Wilker


José Wilker de Almeida (Juazeiro do Norte, 20 de agosto de 1944) é um ator e diretor brasileiro.

José Wilker começou a carreira como locutor de rádio no Ceará, onde nasceu, e se mudou para o Rio de Janeiro aos dezenove anos.

Seu primeiro filme foi em 1965, A falecida. Em 1979 esteve no elenco do filme Bye Bye Brasil e em 1985, no elenco de O Homem da Capa Preta.

Estreou nas telenovelas em 1973, em Bandeira 2, de Dias Gomes, na TV Globo. Fez muito sucesso com a novela Roque Santeiro na qual deu vida o protagonista Roque Santeiro junto com Regina Duarte. Entre 1997 e 2002, dirigiu boa parte dos episódios do Sai de Baixo, além de ter participado de um dos episódios do programa, em 1997.

Entre seus papéis mais marcantes no cinema estão Tiradentes, no filme Os Inconfidentes, de 1972; Vadinho, do recorde de bilheteria nos cinemas Dona Flor e Seus Dois Maridos, de 1976; o político Tenório Cavalcanti de O Homem da Capa Preta, de 1986 e Antônio Conselheiro, de Guerra de Canudos, de 1997. Na minissérie JK, interpretou Juscelino Kubitschek mais velho, quando presidente da república.

Amante de cinema, tem aproximadamente quatro mil fitas em casa. Mostrou ao público essa faceta assinando uma coluna semanal sobre o assunto no Jornal do Brasil e fazendo comentários de filmes nos canais de televisão por assinatura Telecine da Globosat. É também comentarista oficial da transmissão da premiação do Oscar da Rede Globo.

Wilker é descendente de neerlandeses ("holandeses").[1] O primeiro casamento de José Wilker foi com a psicológa Elza Maria Barros da Rocha Pinto, professora do Instituto de Psicologia da UFRJ. De todas as relações que manteve com as mulheres de sua vida, esta foi a mais duradoura, pois permaneceu nela por doze anos. Depois deste casamento, José Wilker teve duas filhas: Mariana, com a atriz Renée de Vielmond, e Isabel, com a atriz Mônica Torres.

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Cora Coralina


Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, (Cidade de Goiás, 20 de agosto de 1889 — Goiânia, 10 de abril de 1985) foi uma poetisa e contista brasileira. Cora Coralina, uma das principais escritoras brasileiras, publicou seu primeiro livro aos 76 anos de idade.

Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.

É avó das jornalistas Ana Maria Tahan e Célia Bretas Tahan

Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiás. Começou a escrever os seus primeiros textos aos quatorze anos de idade, publicando-os nos jornais locais apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Publicou nessa fase o seu primeiro conto, Tragédia na Roça. Casou-se em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, para o interior de São Paulo. Viveria no estado de São Paulo por quarenta e cinco anos, inicialmente nos municípios de Avaré e Jaboticabal, e depois em São Paulo, para onde se mudaria em 1924. Ao chegar à capital, teve que permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, uma vez que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade. Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932. Com a morte do marido, passou a vender livros. Posteriormente mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender linguiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás. Ao completar cinquenta anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás. Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela gravadora Paulinas Comep, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD. Cora Coralina morreu em Goiânia. A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.
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Amigos

Mais uma carreta de livros está tomando rumo para a montagem de 20 Padarias Espirituais, pequenas bibliotecas comunitárias, em comunidades carentes, dessa vez em Juazeiro do Norte - Ceará..
Com esse projeto, a Fundação Enoch Rodrigues vai ajudando a semear cidadania através da leitura, dando oportunidade de acesso a bens culturais em comunidades não atingidas pelas redes de bibliotecas públicas.
Essa luta é de todos, e cada um pode fazer a sua parte, divulgando e doando acervos, criando uma nova maneira de inclusão social.

elmano rodrigues pinheiro

Mais um ano sem Francisco Carlos- por Norma Hauer


Foi a 19 de agosto de 2003 que faleceu aqui no Rio de Janeiro “El Broto”: Francisco Rodrigues Filho, conhecido como FRANCISCO CARLOS, cantor, galã e pintor.

No princípio destacou-se na Rádio Mayrink Veiga, no então famoso `Programa Casé .
Ficou conhecido em todo o Brasil, quando gravou “Meu Brotinho” (de Humberto Teixeira) passando a ser chamado de “El Broto”. Tinha apenas 22 anos.

No ano seguinte, já estreou no cinema, com o filme “Carnaval Atlântida”, de José Carlos Burle, trabalhando em seguida nas películas “Colégio de Brotos (56); “Garotas e Samba” (57) e “Esse Milhão é Meu” (58), todos sob a direção de Carlos Manga.
Fez grande sucesso com uma bonita valsa de Lamartine Babo e Alcyr Pires Vermelho “Alma dos Violinos”.

Em 1958 foi eleito “Rei do Rádio” e em 1962, fez parte de uma das caravanas que se apresentou na Europa, cumprindo a Lei Humberto Teixeira.

Em 1970 abandonou a carreira de cantor, dedicando-se somente à pintura.

Norma