Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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domingo, 3 de outubro de 2010

Orlando Silva - Por Norma Hauer


O dia era 3 de outubro, o ano 1915 ; nessa data nasceu um dos maiores fenômenos da música popular de nossa terra: ORLANDO SILVA.
Desde suas primeiras gravações já deixou sua marca.
Estreou na extinta Rádio Cajuti, levado por Francisco Alves que, em 1934, tinha um programa na emissora. Chico Alves apoiou-o logo de saída para que ele "derrubasse" o prestígio de Silvio Caldas, por ter a voz semelhante à de Sílvio. Só que ele surpreeendeu: não só passou a ter mais prestígio que Sílvio, como até Chico Alves "balançou" com o fenômeno ORLANDO SILVA.

Suas primeiras gravações na RCA Victor foram duas composições de Cândido das Neves:"Lágrimas" e "Última Estrofe". Antes, gravara na Colúmbia um "gingle" para o lançamento do "Chope da Brahma", exatamente com esse título e da autoria de Ari Barroso. É... muito antes de Zeca Pagodinho, um cantor então iniciante fez apologia da Brahma .
Embora os tempos fossem outros (não havia televisão) o lançamento foi
um sucesso.
Estreando, em seguida, na Victor, Orlando gravou aquelas composições de Cândido das Neves e, em seguida, "No Quilômetro 2".
A Victor, como se tratava de um cantor novo, fez mais fé neste samba, lançando-o primeiro no mercado discográfico.Só que sua interpretação nas músicas de Cândido das Neves mostraram sua grande sensibilidade como cantor e apareceram mais do que "No Quilômetro 2".
Foi, porém, com "Lábios que Beijei", de J.Cascata e Leonel Azevedo" que ele ficou conhecido em todo o Brasil como "O Cantor das Multidões", cognome que lhe foi dado por Oduvaldo Cosi depois de uma apresentação sua no Largo da Concórdia, em São Paulo.
Quase tudo que Orlando Silva gravou foi sucesso, tanto no terreno romântico, como no carnaval.

Ele sempre contava, a respeito de "Carinhoso", uma história que não batia pela contada por Heloísa Helena, cantora e atriz de renome nos anos 40.

Orlando, em mais de uma entrevista, disse que seu pai teria feito parte do conjunto "Oito Batutas", dirigido por Pixinguinha e que grande sucesso fizera na Europa, sendo “Carinhoso” um dos choros que mais marcaram esse sucesso.

O pai de Orlando, entretanto, não acompanhou Pixinguinha nessa ocasião, por motivo de família e, poucos anos depois veio a falecer. Orlando era muito criança então.

O choro "Carinhoso" foi um dos que fizeram parte do repertório de "Os Oito Batutas", grupo somente musical; assim, as melodias por eles apresentadas não tinham letra.
E "Carinhoso" era uma delas, lançada em 1918.
Orlando em várias entrevistas, em rádio e já em televisão gostava de dizer que apreciava muito o chorinho e que gostaria de gravá-lo.
Para que isso acontecesse, Pixinguinha pediu a Braguinha (então mais conhecido como João de Barro) que fizesse uma letra para "Carinhoso", a fim de que Orlando o pudesse gravar, o que aconteceu para o carnaval de 1939. Até hoje, "Carinhoso" é um sucesso em todo canto do país.
Heloísa Helena contava uma história diferente: sempre dizia que ela, gostando da música, pedira a Pixinguinha que fizesse uma letra, para ela apresentar em um espetáculo que se realizaria no Theatro Municipal.Foi quando João de Barro fez a letra.

Já com "Rosa" aconteceu algo que só anos mais tarde chegou ao conhecimento do público. Essa também era uma música dos anos 20, que não tinha letra. Orlando, achando-a lindíssima, pediu a Pixinguinha para gravá-la. E o fez na outra face do disco de 78 rotações em que gravou "Carinhoso" (em 1939).
Ele o fez, aparecendo no disco somente o nome de Pixinguinha.

Anos mais tarde (no início dos 70) Paulo Tapajós, um dos maiores pesquisadores de música popular que este país já teve, dirigiu o " Museu da Imagem e do Som". Foi quando entrevistou os artistas de então para um depoimento naquele Museu.

Paulo, entrevistando Pixinguinha, perguntou-lhe:"Pixinga, você não faz letra; quem fez a letra de "Rosa"? Respondendo, Pixinguinha confessou que foi um rapaz modesto (Octavio de Souza), que já falecera e que trabalhara nas oficinas da Central do Brasil, ali, onde hoje é o "Engenhão".

Só a partir daí ficou-se sabendo o nome do letrista de um dos mais bonitos versos
que fizeram parte de nossa música. E isso graças a Paulo Tapajós.
Não sei se esses casos constam de algum site sobre ORLANDO SILVA ou sobre Pixinguinha, mas o caso de "Rosa" ouvi-o do próprio Paulo Tapajós. Isso já nos anos 80. Somente a partir daí, novas gravações de "Rosa" trouxeram o nome de Octavio de Souza. Só que Orlando e Pixinguinha já haviam falecido.

Ainda sobre a música "Rosa", gostaria de informar que essa era a que mais sua mãe gostava. Depois de seu falecimento, Orlando não podia cantar essa melodia sem chorar. Ele era muito sentimental e adorava sua mãe. Assim era difícil, para ele, cantar "Rosa".
Só para citar, algumas gravações de Orlando que marcaram muito sua carreira:"Nada Além" e "Enquanto Houver Saudades", ambas de Mário Lago e Custódio Mesquita (as primeiras da parceria);"Súplica"(aquela, cuja letra não tem rima);"Caprichos do Destino";"Por quanto Tempo ainda";"Dá-me tuas Mãos";"Por Ti"; "Uma Lágrima, uma Dor, uma Saudade":"Lágrimas de Rosa";"Página de Dor";"Apoteose do Amor"...."A Jardineira";"O Pranto Meu Ninguém Vê";"Cidade Brinquedo" e "Cidade Mulher"(ambas exaltando o Corcovado):"O Meu Pranto Ninguém Vê"... estas últimas para os carnavais nos quais ele era sempre o mais ouvido.

A data de seu falecimento (7 de agosto) foi seguida à do Papa Paulo VI (dia 6). Assim, a cidade amanheceu de luto, como é comum acontecer quando morre um chefe de estado. Que aconteceu?

O féretro de Orlando deixou a sede do Flamengo, no Morro da Viúva, onde foi velado, seguido de um séquito de fãs, admiradores e jornalistas, para o Cemitério de São João Batista. Do alto do Morro do Pasmado, a bandeira a tremular a meio pau, mais parecia uma homenagem a ORLANDO SILVA.
Hoje seu corpo encontra-se no Cemitério de São Francisco Xavier, para onde foi trasladado por ordem de sua esposa Lourdes, que por sinal morreu pouco tempo depois.

Só para lembrar, a letra de

LÁBIOS QUE BEIJEI

Lábios que eu beijei,
Mãos que eu afaguei
Numa noite de luar assim.
O mar na solidão bramia
E o vento a solicitar pedia,
Que fosses sincera para mim.

Nada tu ouviste
E logo partiste
Para os braços de outro amor.
Eu fiquei chorando,
Minha mágoa cantando
Com a estátua perenal da dor.

Passo os dias soluçando com meu pinho
Carpindo a sua dor sozinho,
Sem esperança de vê-la jamais.
Deus, tem compaixão deste infeliz
Po que sofrer assim?
Compadecei-vos de maeus ais.

Sua imagem permanece imaculada,
Em minha retina cansada
A chorar por seu amor...
Lábios que beijei,
Mãos que eu afaguei,
Volta, dá lenitivo a minha dor.

Norma

Emilinha Borba




Emília Savana da Silva Borba, conhecida como Emilinha Borba, (Rio de Janeiro, 31 de agosto de 1922 — Rio de Janeiro, 3 de outubro de 2005) foi uma cantora brasileira.



Maria Alice , na fantasia de Branca de Neve, comemora seus três anos de vida .


festa com as colegas da Escola. 
Festa com as amigas da vó.
Ela transforma  todos 
em anões,bruxas,
 espelhos, príncipes,maças...
No apagar das velas
um canto geral
Bolos
com sabor de alegria !
Pequena notável, 
amamos a tua graça !

Vitrine virtual _ Samuel Gregório

A delicadeza em forma de vida  está plantada no caminho.
Existem olhos que são pincéis, e copiam maravilhas divinas
Procurando a sombra , no caminho das águas.
O cansaço dos pés é esquecido pelo alumbramento da paisagem.

Juízo Final




Desde menina, que a perpectiva de fim  do mundo me assombra. Li e reli o capítulo do apóstolo João sobre o Apocalipse.Dormi muitas e muitas noites  impressionada com o dilúvio, guerras, e o juízo final. Depois de vida intensa, e da serena acomodação atual , se não fossem pelas crianças  nascentes e viventes, o fato para mim já teria deixado de ser  catastrófico. Para onde iremos?
Nessas horas escuto a voz doce da minha mãe : o mundo se acaba pra quem morre !
E vocês , o que  pensam sobre o assunto?

O Fim do Mundo ?




Várias profecias de culturas antigas estão convergindo para uma data: dezembro de 2012, e ao que tudo indica, algo muito forte poderá ocorrer.

A principal dela, se refere ao calendário Maia, desenvolvido há cerca de 3 mil anos por um povo muito rico culturamente, e que tinha como ponto forte a matemática e a astrologia, já que nessa época já haviam previsto todos os eclipses que vivenciamos atualmente, seu calendário era baseado nas estrelas, e para cada 20 anos, chamado por eles de katún, existe uma profecia para cada katún, e no último, ele diz que em 2012 terminará o mundo como nós o conhecemos.


calendário maia

Segundo a astrologia, nessa data teremos o alinhamento completo de todos os planetas do sistema solar, que além de estarem alinhados entre s í, estarão alinhados com o centro da via láctea, fato que ocorre a cada 26.000 anos, algumas pessoas suspeitam que isso pode alterar o fluxo magnético da terra, podendo até fazer com que ela mude seu eixo de rotação, girando para o lado oposto, detalhe que o alinhamento dos planetas já tinha sido previsto pelos maias há 3 mil anos atráz, nos últimos anos foi confirmado também pela astrologia moderna.


alinhamento dos planetas


Passando pela cultura chinesa, o cientista Terrance McKenna ordenou o I Ching (oráculo chinês que é usado entre eles até hoje) em um quadrado perfeito segundo suas formas geométricas, seus pontos mais altos positivos e negativos sempre representavam algo notório na humanidade, como a chegada do homem a Lua (esse no alto) e as duas guerras mundiais (esses bem abaixo) e seu ponto mais baixo, e último, se refere cronologicamente ao fim do ano de 2012.

Você estaria pronto para o fim do mundo? 
Teria realizado todos seus sonhos?
Morreria com a consciência pesada por não ter feito algo?
Seu tempo pode estar acabando…
http://www.2012ofimdomundo.com.br/

COMÍCIO DO MATO - (Joaquim Augusto e Nelson Barbalho)

Atenção pessoal, muita atenção
Vai usar da palavra o maió
O candidato do sertão
João Cotó
João Cotó, é o maió

Trabalhadores do sertão
Eu vos prometo casa, comida e baião
Uniforme novo, bruziguim e chapéu
E uma cadeira cativa no céu
Tá bom?
Tá!
Então haja animação

Meu patrão eu voto
Eu sou ileitô
Meu patrão eu voto
Voto no sinhô

Eu voto por muito pouco
Digo agora pro sinhô
Grito inté ficá rôco
Já ganhô, já ganhô
Quero roupa, quero sapato
Palitó lascado atrás
Camisa fina de fato
Tarei pedindo demais
Tarei, tô não

Meu voto não vale tanto
Mas é todo do sinhô
E com ele eu lhe agaranto
Já ganhô, já ganhô
Mas parece que ai um quê
É a lei ileitorá

Quem num conhece A B C
Será que pode votá
Porque se puder
Porque se puder
Ai meu patrão
Se puder atolo o pé
E voto no meu patrão
Eu voto


ESSE BAIÃO-CÔCO FOI GRAVADO POR LUIZ GONZAGA EM 1957

CLIQUE PARA STELA E LIDUINA - Por Edilma Rocha






Amigas stela e Liduina aguardo um poema como resposta sôbre as minhas fôres brancas




DONA VIDA -Por Edilma Rocha

Você sempre me põe a prova.
Escolhe meus momentos felizes
para me dar mais uma decisão importante a tomar...
Foram tantas as passagens difíceis que me impôs
que até já perdi a conta das minhas provações.
Novamente instalou-se a minha porta
ameaçadora e cruel.
Você é capaz de superar mais esta prova ?
Me pergunta ironicamente...
E a minha aparência frágil precisa de escudo
para mostrar que lutarei novamente
contra você Dona Vida.
Minhas armas são poderosas,
tenho a fé em Deus acima de tudo.
Tenho a coragem de suportar as dores
e deixar sair da minha alma a força e a determinação para continuar.
Viverei mais este momento difícil
lutando e sorrindo outra vez,
pois este sorriso é a minha bandeira a frente da batalha.
Vou lhe suportar mais uma vez
Dona Vida.

Roberto Menescal & Wanda Sá - Barquinho

Música para um BOM DOMINGO.

Madrugando com Roberto Menescal.


Nara Leão e Roberto Menescal - "Por Causa de Você" (TV Bandeirantes, 1983)


Ah! Se Eu Pudesse - Roberto Menescal & Wanda Sá

Não sei mais...
- Claude Bloc -

Foi o vento, foi a lua
Foi a minha, foi a tua
Não sei mais
se sou capaz
de distinguir
o tom exato...
Nem sei mais onde encontrar
a cor do sol,
o som do mar,
ou o cheiro bom do teu café...

Foi o sol ou foi a lua
Foi a minha ou foi a tua?
Agora vou, quando tu vens
ou se tu vens, ainda não estou...
Nunca mais fui na tua rua
pra ver o sol,
ou ver a lua.
O que restou?
o que ficou?
dessa saudade que era tua?

Claude Bloc

sábado, 2 de outubro de 2010

M.Delly




M. Delly foi o pseudônimo do casal de irmãos Frédéric Henri Petitjean de la Rosiére (Vannes, 1870 – Versailles, 1949) e Jeanne Marie Henriette Petitjean de la Rosiére (Avignon, 1875 – Versailles, 1947), escritores franceses.

Marie, jovem sonhadora que dedicou sua vida à escrita, começou sua obra coma publicação, em 1903, de “Dans les ruines”. Frederick é menos conhecido pelos seus escritos, e mais pela gestão habilidosa de contratos de edição, com várias editoras compartilhando o sucesso dos seus livros.

O ritmo de publicação, os vários romances por ano até 1925, e as vendas muito boas garantiram para os irmãos rendimentos confortáveis. Esse conforto não impediu que os dois autores vivessem em perfeita discrição, permanecendo desconhecidos do grande público e dos críticos. A identidade de M. Delly não foi revelada até a morte de Marie, em 1947, dois anos antes de seu irmão.

Em estilo romântico, os romances de M. Delly possuíam um tom de encantamento, um clima de conto de fada. As histórias destacavam os valores e comportamentos da aristocracia européia situada entre os finais do século XIX e inícios do século XX, apesar de não serem, na grande maioria, datadas. A imprecisão temporal é característica das narrativas maravilhosas, que alimentam o imaginário dos leitores e nas quais "os argumentos desenvolvem-se dentro da magia feérica: reis, rainhas, príncipes, princesas, fadas, gênios, bruxas, objetos mágicos, metamorfoses, tempo e espaço fora da realidade conhecida".

wikipédia

Por Socorro Moreira


Nunca fui,
como as protagonistas dos romances de Delly !
Mas sonhei com flamboyant, rouxinóis no quintal
Estradas aéreas ,
natureza exuberante, nas margens do Rio Negro
Cruzei o Apa , comprei bebida no Paraguai
Fiz amigos que se dispersaram
Perdi amores mal começados

Guardei tantas histórias de vida
que pra vida ter sentido
preciso recontá-las...
Sem  deixar escapar meus sonhos reais !

Zé Ramalho


Zé Ramalho (nome artístico de José Ramalho Neto, Brejo do Cruz, 3 de outubro de 1949) é um cantor-compositor brasileiro.

Suas influências musicais são uma mistura de elementos da cultura nordestina (cantadores, repentistas e rabequeiros), da Jovem Guarda (Roberto Carlos, Erasmo Carlos, Golden Boys e Renato e seus blue caps), a sonoridade dos Beatles e a rebeldia de The Rolling Stones, Pink Floyd, Raul Seixas e, principalmente, Bob Dylan. Há elementos da mitologia grega e de histórias em quadrinhos em suas músicas.

Tem seis filhos: Christian (1974), Antônio Wilson (1978), João (1979), Maria Maria (1981), José (1992) e Linda (1995); além de quatro netos, Ester, nascida em (1999) e Miguel (2004) (filhos de Maria); Ana Lua (2002), (filha de João) e Maria Luísa, a Malu, (2009), filha de Christian.

wikipédia

Chubby Checker


Chubby Checker (nascido Ernest Evans; Spring Gulley, 3 de outubro de 1941) é um cantor-compositor americano, conhecido por popularizar o twist com sua gravação, feita na década de 1960, do sucesso de R&B composto por Hank Ballard, "The Twist". Em setembro de 2008 a canção chegou ao topo da lista, feita pela revista Billboard, dos singles mais populares a terem aparecido na parada de sucessos da mesma revista, Hot 100, desde que ela começou a ser feita, em 1958.


Adriana Calcanhoto


Adriana da Cunha Calcanhotto (Porto Alegre, 3 de outubro de 1965), mais conhecida por Adriana Calcanhotto ou Adriana Partimpim, é uma cantora e compositora brasileira.

Recentemente ampliou sua atuação em um álbum para crianças, o Adriana Partimpim (2004), com o qual obteve grande sucesso em espetáculos e pelo qual ganhou o prêmio Grammy latino de melhor álbum infantil.

As suas composições abordam estilos variados: samba, bossa nova, rock, pop e baladas. Dentre as características de repertório, observa-se a regravação de antigos sucessos da MPB e arranjos diferenciados.


Durmam com esta mensagem de Clarice Lispector. Liduina.

Estrada
- Claude Bloc -

Estrada do Arajara

A estrada se liberta
para a necessidade de chegar.
Vem pensamento,
no presente
sai do percurso
vem o susto...
e na curva,
de repente,
a gente
pára (e continua?),
até bater de frente
com a saudade
e derrapar na contra-mão
até chegar
no seu destino
sem sair do lugar...

Claude Bloc
Sábado
-Claude Bloc-


Sábado
quero uma cor pra descobrir
quero palavras pra dizer
quero uma voz para cantar
.

Quero uma chave para abrir
A poesia que não chega
Quero alegria em outro azul
Quero a Chapada pra correr


Sábado
Quero o Crato , quero o sonho
Quero uma serra mais pro sul
Quero metade do saber...


Sábado
Quero o assovio da graúna
Quero canteiros pra plantar
E quero nada pra fazer.

Sábado!
Claude Bloc

Foto de Edilma Saraiva






Atrás de cada noite
vive uma aurora
sorridente.

(Gilbran)

Quando a eleição chegar

Quando a eleição chegar
(Paródia musical)

Na história da política governamental do Brasil, o jogo de interesse pessoal e corporativo tem sido um fato incontestável, onde os episódios abaixo mencionados nunca foram de interesse do povo e muito menos em benefício deste...
To me guardando pra quando a eleição chegar.

Quem duvida, por exemplo, dos poderes e das influências disfarçadas (leia-se explícitos e explicitas) exercidas, na economia e na política nacionais, pelos quatro novos poderes dissimulados representados pela imprensa, pseudos religiosos, empreiteiros e narcotraficantes...
To me guardando pra quando a eleição chegar!

Dissimulados ou legitimados, muitos desses representantes ainda ofendem a nossa dignidade usando o dinheiro público para viagens de turismo em família, depósitos em contas nos paraísos fiscais, engordo patrimonial etc, etc...
To me guardando pra quando a eleição chegar!

Já as transferências compulsórias de dinheiro ao governo, os chamados impostos, denominados de: IPTU, ISS, IR, IOF, IPTR, IVV, ICMS, IPVA etc, como sabemos, eles pouco retornam em forma de benefício para a população e, na contramão do direito e do suportável, ano a ano eles só fazem aumentar...
To me guardando pra quando a eleição chegar!

Atenção, senhores eleitores: nos períodos eleitorais aparecem, sem que ninguém saiba de onde vieram, os candidatos paraquedistas de imagens foto shop que, com seus sorrisos amarelos e promessas utópicas de projetos irrealizáveis, subtraem votos dos concorrentes locais e, uma vez eleitos, vão embora pra só no outro pleito voltarem...
To me guardando pra quando a eleição chegar!

Em sendo assim, após o término da eleição, o povo passa a ser esquecido e tudo se volta para os superfaturamentos das licitações que só aos surrupiadores do Tesouro vai enricar...
To me guardando pra quando a eleição chegar!

... E, na partilha do subtraído, com dinheiro escondido nas calças, cuecas e meias, 40% vão para os políticos, 40% para os empreiteiros, 15% ninguém sabe do paradeiro e apenas 5% para sanear...
To me guardando pra quando a eleição chegar!

Uma coisa a matemática não explica!
Se certos candidatos gastam, nas suas campanhas eleitorais, de cinco a dez vezes mais do que vão receber de salários durante todos os seus mandatos, pergunta-se: de qual cofre vem tanto dinheiro?
To me guardando pra quando a eleição chegar!

Corroborando com esse sistema, existem ainda eleitores, formadores de opiniões públicas, puxa-sacos, ratos de campanha e certos apoios midiáticos (de alguns Jornais, TVs, Blogs, emissoras de rádio, etc) oportunistas que, dependendo do dinheiro e vantagens oferecidas pelos políticos, descem ao mais baixo degrau da moral humana e empresarial vendendo o que eles têm de mais sagrados que são seus votos, suas confianças, suas integridades cidadãs e suas imparcialidades informativas.
To me guardando pra quando a eleição chegar!

Na defesa dos atos de infrações dos ficha-sujas, bem como dos seus comparsas poderosos e influentes, de muitos processos na Justiça emanam penas domiciliares, celas especiais, Liminares, Hábeas Corpus, Alvarás de Solturas, recorrimentos de processos, apelos, recursos, mais recursos, novos recursos findando em decurso de prazo...
To me guardando pra quando a eleição chegar!

Como consequência geral dessa nossa politicagem histórica, do Império à República, e agindo como doenças oportunistas, vemos que, a insegurança, a corrupção e a impunidade têm proliferado imunes e impunes levando o povo a ter doenças, fome, desemprego, dívidas, intranquilidade, estresse, decepção, desilusão, coisas que, até os dias de hoje, ele pouco tem conseguido se livrar...
To me guardando pra quando a eleição chegar!

Mas, nem tudo é subtração, tramóia, falcatrua e humilhação!
E para vocês, do ramo da política, dos negócios e da justiça, como também para os eleitores e imprensa que não se perverteram, enfim, para todos vocês que trabalharam, que não roubaram, que não prevaricaram, que não se corromperam, que não se omitiram e que honraram a pátria fazendo-a crescer, com competência e probidade, sob as regras da nossa Lei Maior... Pra vocês, e só para vocês, tou guardando o meu voto, a minha confiança e o meu aplauso para todo e sempre, mas, principalmente, para quando a eleição chegar!

Eleitor, o voto é seu e a hora é agora... Escolha bem o seu e o nosso futuro!

Roberto Jamacaru de Aquino

Era da inocência - Emerson Monteiro

Inícios da década de 70. Sempre que possível, buscava ouvir a Rádio Sociedade da Bahia, nos fins de tarde começo de noite, aspirando aos ares de Salvador, para onde seguiria logo mais, transferido no Banco do Brasil para a Agência Centro daquela capital. O gosto pelas coisas baianas fincara pés dentro de mim desde 1959, quando meu pai viajara a negócios à Boa Terra e pretendera me levar consigo, sem, no entanto, realizar a sua disposição, o que me deixara com água na boca para conhecer de perto as novidades que nos trouxera de lá apenas em palavras e poucos artesanatos do Mercado Modelo.
Depois, vim lendo Jorge Amado e seus livros inolvidáveis, apegos de um tempo. Gabriela, cravo e canela. Os pastores da noite. Mar morto. Os velhos marinheiros. E, no movimento tropicalista, o impacto de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Maria Bethânia, Gal Costa, Tomzé, à frente da vanguarda artística nacional. Além de tudo, a beleza da tradição histórica da primeira capital, sua arquitetura e belas paisagens litorâneas estonteantes.
Bom, num desses programas de fim de tarde, na Sociedade da Bahia, ainda em Brejo Santo, ouvira algumas músicas do disco Raulzito e seus Panteras, nada menos do que o primeiro trabalho de Raul Seixas, mito da música brasileira durante décadas, ídolo psicodélico que fora nesta parte do mundo.
O grande Raul começava uma carreira de sucesso que marcaria o universo cultural de nossa gente. Era seu primeiro disco, gravado com os Panteras, grupo que liderava nas noites de Salvador. Jovem principiante, sem grilos ou mergulhos pelo mundo traiçoeiro das drogas pesadas, que adiante o levariam ao desaparecimento. Não só a ele, mas a outros valores principais das artes, tanto no País, quanto no exterior, cicatrizando de cruzes a beira das estradas de um tempo e ferindo de dor os corações aquecidos de nossa dourada mocidade.
John Lennon já gritava bem alto que o sonho acabara. Algo buscávamos nas entocas e não mais acharíamos o charme dos primeiros amores. Haviam se recolhido as pontes dos castelos de cartas. Das brisas suaves das doces melodias ouvíramos, depois, tão só o rugido fantasmagórico de harpias e dragões trovejando os ares amarelecidos das mudanças severas que garrotearam o clima platinado de antigamente. Os sons exatos e penetrantes de Jimi Hendrix enovelaram a cólica da resseca no brado agudo sensual de Janis Joplin, Elis Regina. Enquanto isso, líderes foram assassinados diante das câmeras em plena luz do dia (Robert Kennedy, Malcom X, Che Guevara, Luther King, o próprio John Lennon).
Então, hostilidade exacerbada, cruenta, carcomeu o casco do navio em chamas. As portas abertas se fecharam de vez e os hippies sairiam tontos pelo mundo, à procura do nascer do sol, de que ainda esperam o furo da luminosidade.

Transparentemente - José Nilton Mariano Saraiva

Levando em conta:
1) que, NUNCA votamos e JAMAIS votaremos (em hipótese alguma) nos Ferreira Gomes e Jereissatis da vida;
2) que, não temos nenhuma vinculação com qualquer agremiação partidária;
3) que, prezamos sobretudo a seriedade e coerência do candidato;
4) que, somos (com muito orgulho) “macaco-de-auditório” do presidente Lula da Silva;

abrimos, transparentemente, para conhecimento público, nosso sufrágio de amanhã: Deputado Estadual: Heitor Férrer – PDT (12350); Deputado Federal: Ariosto Holanda – PSB (4011); Senador 1: José Pimentel – PT (135); Senador 2: Eunício – PMDB – (151); Governador: Lúcio Alcântara – PR (22); Presidente: Dilma Rousseff – PT (13).
Alguém aí, do outro lado da telinha, avaliza tal seleçao ???

Vai querer uma Xícara?

As várias faces de Jesus...


Achei fantástica esta imagem!

Madrugada com Ivan Lins...

Acaso
Ivan Lins



A letra é um primor!
Bilhete

Ivan Lins




Lembra de Mim.
Ivan Lins