Vermelho que queima como fogo
as mentiras injustas e falsas...
Amarelo pálido dos disfarces ocultos...
O negro cobre o céu azul
e revela os demônios escondidos
da inveja, do labirinto
da mentira...

Formada por Mariana Ferreira e Mauro Bruzza. Desde 2008 a compania já se apresentou no Brasil, Chile, Argentina e na Europa. O trabalho é feito principalmente com a linguagem do Clown - Palhaço - mas também utiliza elementos do teatro, do circo, da dança e da música.
Nesta turnê, a Cia apresenta os espetáculos de rua “Ao Divagar Se Vai Longe e de Bicicleta Mais Ainda...” e “O Homem Banda” em locais públicos com a entrada franca.
O espetáculo “Ao Divagar Se Vai Longe e de Bicicleta Mais Ainda...” monta a história de dois personagens - os palhaços Camomila e Quindim - que à procura do lugar perfeito fazem trapalhadas, malabarismos e acrobacias nos 50 min de apresentação. A história os leva a perceber que na verdade o que buscam não é aquilo que o que pensavam, mas sim a verdade: eles se Amam e Adoram andar de Bicicleta!!
Apresentações no Ceará
No Ceará, através de uma articulação feita pela Rede Ceará de Musica – RedeCem, a companhia se apresenta em três municípios, Crato, Arneiroz e Fortaleza, além de Guaramiranga, onde acontece o Festival Escambo Livre de Rua, para o qual já havia sido convidada a se apresentar pela produção.
No Crato, em parceria com o SESC Crato, a Cia apresenta seus dois espetáculos no dia 18 de janeiro, às 17 horas, na Praça Siqueira Campos.
Em Arneiroz, o grupo integra a comemoração dos 10 anos da companhia Arte Jucá, apresentando seus espetáculos no dias 22 e 23 de janeiro, às xx horas, na XXXXXx.
Em Fortaleza, em parceria com o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, eles se apresentação no Espaço Rogaciano Leite Filho, no Dragão do Mar, nos 27 de janeiro, às 19 horas.

De todos os líderes espirituais que conheci foi D. Hélder Câmara , certamente, aquele que mais sacudiu as estruturas do meu agnosticismo. Difícil se postar diante dele, sem ter a plena certeza de que tamanha força fluindo de uma criatura fisicamente tão frágil, não se podia explicar sem se recorrer ao transcendental. Unia o ímpeto à doçura. Compreendia, perfeitamente, que a caridade não tinha nenhum sentido se se transformasse numa profissão. As continuadas vozes penosas: Ah os pobrezinhos, os coitadinhos, os carentes, precisamos ajudá-los... traziam junto, um perigoso imobilismo. No fundo, as igrejas nada têm de libertador, necessitam dos desafortunados para que justifiquem seu apostolado.Se os pobres não mais existirem, meu Deus, que será de nós ? D. Hélder, do alto do seu pacifismo, percebia perfeitamente que a pobreza não é um acidente, uma fatalidade, mas um monstro projetado e criado pelo Capital. No fundo, os ricos se apossam das riquezas deste mundo, oferecendo as benesses dos céus aos descamisados, com a ajuda imprescindível de muitos sacerdotes que dividem com os burgueses o produto do butim. Institucionalmente o Cristianismo nada tem de religioso, ele é uma multinacional como outra qualquer. D. Hélder visionariamente sabia que apenas conselhos, discursos, negociações não teriam o poder de destruir uma máquina tão azeitada.Como seu Mestre ele avisara: “Não vim trazer a paz, mas a espada!”
Em 1978, em plena Ditadura Militar, no Recife, vi-o proferindo uma conferência num Congresso de Residentes. Era um orador vibrante e incendiário. Contou-nos que há poucos meses , na simplicíssima igrejinha das Fronteiras, onde o Arcebispo montara sua residência, fugindo das pompas dos palácios, teve a casa invadida por um Coronel e seu destacamento. O militar informou-o que iria fazer uma devassa ali pois recebera denúncias de que o Arcebispo estava acoitando terroristas e subversivos. D. Hélder, calmamente, o repreendeu. Ali era um templo e, como tal, merecia o devido respeito. E, com sua verve profética, desarmou-o sem disparar um tiro sequer:
--- Meu filho, aqui, historicamente, sempre foi lar dos perseguidos. É aqui que os órfãos de estado, de políticas públicas, de justiça, vêm procurar pouso. Você é novinho, meu filho, e ainda não percebeu. A vida é uma roda. Neste exato momento, você se encontra no topo. Mas a roda : roda, roda, roda... Daqui um pouquinho, sem que ao menos você perceba, você vai estar lá embaixo, igualzinho aos que você hoje chama de subversivos. Quem sabe, meu filho, então, o perseguido não será você? Coronel, quando chegar a sua hora, pode vir bater à nossa porta que ela estará aberta !
O coronel carrancudo deu meia volta e se foi, sem uma palavra sequer.
No primeiro de janeiro, na posse da Dilma, ex terrorista, ex perseguida e torturada, eleita de forma consagradora, assumindo o maior cargo público do país, lembrei-me de D. Hélder e da sua profecia. Em pouco mais de trinta anos, a roda da vida tinha completado um ciclo. Onde andará o coronelzinho com seu destacamento? Onde estarão escritas agora aquelas verdades aparentemente inatacáveis cuspidas nas ordens do dia? Afundaram as ideologias, as palavras, o rancor; sobrenadou a profecia.
J. Flávio Vieira
O Museu Militar foi criado em homenagem a Dom Rodrigo de Souza Coutinho, o Conde de Linhares, que nasceu em Chaves, Portugal, em 1745.
Nem tudo está perdido
Nem tudo se defez, enfim
Nem tudo que faz sentido
Está perdido para mim.

Apesar do sucesso, nos primeiros dias provocou mal estar. Sentindo-me o legítimo dono, não permitia que ninguém andasse no veículo, situação essa contornada pela habilidade de minha mãe. Ela organizou fila com as oito crianças do meu tope e estabeleceu a regra do uso. Cada coleguinha daria uma volta completa no terraço, e eu, como era o dono, tinha direito a dose dupla. Convenceu-me que era vantajoso para mim.
