Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

um pouco de melancolia com versos de claude bloc

"claude"


nas minhas mãos
apenas os vazios das cores
que embelezam as formas da feiúra
nessa cidade sempre mais escura

nos meus olhos
cores pálidas,
em descompasso
com as curvas do meu coração
onde renasce a rua andré cartaxo
com suas noites infinitamente
guardadas em palavras 
espalhadas no chão

ou mais que isso:
o tom latente do verso
um esboço em giz pastel
entremeando-se, na paisagem,
num esforço em salvar-me
do que não sou
sem escolha para os sentimentos
sem escolha de agir 
contra as armadilhas das sorpresas 

no chão
apenas a ausência dos meus passos
colheitas parcas de sonhos amortecidos
a voz de velhos de amigos 
que se querem esquecidos
porque o longe, senhores, é inimigo
de quem ama e se vê envolto de abismos
como quem cumpre um destino

nem sede ou fome
apenas o sabor do tempo
desenhos de nomes na fala
silêncios grafites em verso
no meu poema,
verdadeiros pedaços de mim
porque eu sou minha poesia
eu sou a minha rua de menino
e mesmo essa cidade
onde brotam dores nas paredes
e o belo se faz hesitante
num incessante desejo de criar-se
mesmo essa cidade sou eu
de olhos ofuscados de medo

nas minhas mãos
apenas os vazios das cores
numa música que seria
talvez o único remédio 
contra a solidão e a tristeza




O espelho deste mundo - Emerson Monteiro


Quem quer saber o que seja o mundo, olhe lá dentro de si e verá apenas o reflexo do que queremos para as ações diárias. Ninguém espere resultado diferente do que aquilo que produz. Por isto, nada de esperar seriedade na política sem participar do processo político na altura certa das oportunidades oferecidas todo tempo através das democracias.
Postular segurança pública e correr léguas do convívio da própria comunidade em que vive demonstra contradição. Reclamar da sorte refugiado por trás de muralhas invioláveis, enquanto drogas e armas correm soltas nas madrugadas, destoa do dever. Falar em união de todos e eximir-se do mínimo em aproximação com os demais do grupo social, animais solitários, engana a si quem age desse modo.
A realidade possui a nossa cara, a minha, a sua, o DNA coletivo. Nada muda se a pessoa não mudar, dizem doutrinadores, todo tempo, porquanto assim é se nos parece. Seja a mudança que quer para o mundo, afirmava com autoridade o líder indiano Mahatma Gandhi, revolucionário de uma nação que acreditou nos ensinos de paz da sua mensagem e reverteu séculos de colonialismo.
Quantas e tantas vezes reclamamos coerência e honestidade dos nossos representantes, e, durante os turnos eleitorais, agimos qual eles agirão depois que os elegemos, bolsos cheios dos cheques em branco dos nossos votos. Nem tudo só desespera, nesses tempos distorcidos que pedem luzes. Há provas incontestes de amor ao bem público nas providências dos responsáveis sérios que ainda existem nos postos-chave, desde que os levemos até esses lugares da mais importante valia. Diz a sabedoria popular que quando virmos um jabuti em cima de uma estaca de certeza alguém o botou na posição, porquanto jabuti não sobe estaca. Quando um político preenche o mandato significa que os cidadãos o levaram ao lugar.
Filtro dessas representações políticas são os eleitores. Caso reclamemos dos mandatários, eles mostram a cara da sociedade, a nossa cara, também. Esta a equação mais simples do que acontece desde que o homem é homem, na história.
Por isso, perante a república em que vivemos, nós e nossas famílias, as mudanças principiam no dia das eleições, ao preço do suor das pessoas que sofrem; dos inocentes que padecem fome; das mães que vendem filhos; crianças que se prostituem pela ausência do respeito das orientações corretas; jovens desencantados e marginais; ruas esburacadas, sujas, abandonadas; padrões conturbados de horas críticas e contradições, e erros sem alternativas; desmandos e servidão.
Receita simples esta, a quem queira rever os equívocos acumulados: Abra os olhos e veja no espelho da consciência; interprete os meios conquistados nas existências; limpe o espelho dentro de si e trabalhe para descobrir e reavivar as esperanças perdidas pelos que esqueceram das chances de melhorar este mundo.

ENCONTRO COM AMIGOS - Por Edilma Rocha

Beatriz e Domingos Barroso
Sem palavras...

REBECA - Por Edilma Rocha

 Ela estava bem ali diante dele, imóvel, indefesa, adormecida. O corpo cansado num sono profundo depois de tantos afazeres no trabalho e no estress do transito na volta pra casa. Despida, deitada de bruços, os cabelos ainda molhados do chuveiro sobre o travesseiro de plumas. Olhos cerrados nos longos cílios negros, respirando compassadamente. Os braços tocando as nádegas num completo abandono e os seus seios se deliciavam no contato com o ursinho de pelúcia. As  pernas bem torneadas relaxavam na maciez dos lenções da cama. Rafael a observa  sem coragem de toca-la. _ O que sonhava naquele momento? Como gostaria de penetrar no seu sonho mais profundo e desvendar seus mais íntimos segredos... Seu perfume exalava um cheiro de flores do campo que  o envolvia num desejo incontrolável. Em silêncio, caminha devagar pelo quarto e se dirige ao interruptor desligando a luz, deixando apenas a penumbra do abajur. Volta rapidamente para continuar a observa-la dormindo. Se aproxima  lentamente e se encosta ao seu lado em silencio. Sente o calor do seu corpo e da sua respiração. Faz um leve toque nos seus cabelos e ela se move por um instante. Então desce a mão sobre seus ombros e a desliza numa carícia pela cintura até as suas nádegas. Ela desperta  ao toque do seu corpo, abre os olhos, esboça um sorriso meigo e vira-se envolvendo-o nos seus braços  com ternura. Ficam assim, colados, olhos cerrados e a respiração ofegante. Rebeca oferece seus lábios húmidos num beijo apaixonado. Mergulham nas cobertas e se deixam amar...

Edilma Rocha

UMA MESTRA, UMA AMIGA...

Socorro (Piau) Martins e Claude

A vida da gente tem cilclos. Um dia crescemos. Outro dia estudamos. Depois damos rumo à nossa vida. E um belo dia, lá na frente, percebemos que temos que dar uma guinada em tudo e passamos, nesse momento, a querer realizar pendências, sonhos que passaram pela tangente ou fugiram de nossas mãos...E, então, chega o dia de começar tudo de novo. E lá se vai mais um ciclo...

É isso que estou tentando fazer agora. Para voltar ao Crato, tenho que recomeçar. Para recomeçar, tenho que pavimentar minha estrada com novas camadas de "asfalto" para que a caminhada transcorra em paz,  produtiva, linear e renovada.


Parte da Turma de Especilização em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira e Africana - URCA

O curso de Especialização em Língua e Literatura que estou fazendo na URCA, me conduz a isto. A uma renovação concreta, e além de tudo, me trouxe também um belo presente: conhecer uma varzealegrense que, com sua doçura, cativou a turma e, que, com simplicidade, trouxe a luz de sua sabedoria para todos que fizeram parte desse curso sob sua orientação.

(Socorro Martins (Piau) é tudo isso e muito mais. É prima de Mundim do Vale e também de Morais.)


segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

FOTO COM AMIGOS - Por Claude Bloc



A gente não faz amigos, reconhece-os.
(Vinícius de Morais)

A Poesia Marginal das Coisas e Seres-Wilson Bernardo.

A IMAGEM PLENA DO SER...Espécies!
Porcelana não é matéria nobre
Nobreza são os insetos
Fecundando pormenores de sexo.
Enxergar o inusitado
É esta próximo de Deus.

Wilson Bernardo(Poema & Desenho)

PÉROLA NOS BASTIDORES - Por Edilma Rocha

Fotomontagem sobre tela de Claude Monet - by Claude Bloc

Edilma disse...

Sobre a palheta
as misturas das cores
na essência
da própria vida

Nos vermelhos
a paixão pela arte
No amarelo
a luz da idéia
No azul
o amor pela chapada
E no verde
a natureza presente.

No risco de giz
o começo de tudo
e o matiz vai se fazendo
para criar na imagem central

A fome constante
pela arte gera
o impulso e a vibração
que fazem um
turbilhão de emoções
na poesia
no conto
na pintura.

Edilma Rocha

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha

 
MIOSÓTIS- Myosotis - Não esqueça de mim. Com sua humilde e pequena flor azul, esta plantinha tem o dom de emocionar e curar diversos males do corpo e da alma. Símbolo do ideal distante que tanto buscamos pela vida afora, o Miosótis nos ensina que devemos aceitar o que nos cabe no momento.


Planta herbácea perene, de ramagem rasteira, de até 25cm de altura na fase de florescimento. Originada da Europa e Rússia. Nas tradições e lendas populares, é considerada o símbolo da fidelidade e do amor sincero e diz-se que suas flores azuis são devidas às lágrimas derramadas pela Virgem Maria. Também conhecida pelo nome "não me esqueças".


Cultivada em jardins e canteiros com boa permeabilidade e ricos em matéria orgânica. Precisa de sol constante mas não deve ficar exposta nas horas mais quentes do dia. Misturar um pouco de arreia à terra para aumentar a drenagem e evitar que a planta fique encharcada. A propagação pode ser feita através de sementes ou por divisão da planta. O Miosótis tem poder de confortar o corpo e a alma e dar forças a quem perdeu um ente querido e até o gosto pela vida. É usada contra bronquite cronica, tuberculose pulmonar, sangramento intestinal e suor noturno.

Fonte - Jardim Interior - Denise Cordeiro

Combate às abelhas na Torre do Santuário - Por Roseane P. M. Oliveira

Aconteceu em Crato no dia 14 de janeiro de 2011 a operação do Corpo de Bombeiros para remoção de uma colmeia, no topo da torre do Santuário Eucarístico Diocesano (antiga Paróquia de S. Vicente Ferrer). Deslocaram-se até o local as guarnições de Crato e Juazeiro com suas respectivas viaturas. Acredita-se que a colmeia se encontrava, no local, há algumas décadas, ou seja, aproximadamente quarenta anos.

A operação foi realizada a noite, com a Igreja praticamente fechada e a rede elétrica devidamente desligada, levando-se em conta a movimentação de pessoas durante o dia, o que seria arriscado. Devido à dificuldade de locomoção na escadaria da torre, o acesso até o topo exigiu muita destreza dos bombeiros que, apesar do cansaço aparente ficaram durante horas combatendo as abelhas. No dia seguinte foi constatado que algumas abelhas ainda se encontravam alojadas e após uma semana, os bombeiros foram novamente solicitados a comparecerem até o local para concluírem a operação com êxito.

Roseane P. M. Oliveira

FOTO COM AMIGOS - Por Edilma Rocha

Francisco Peixoto
Sem palavras

domingo, 23 de janeiro de 2011

Elegia da lama

                                                                                         imagem: web

Elegia da lama


Uma rosa vermelha
afoga-se na lama

Uma mulher se ajoelha
coberta de lama

Repete-se o dilúvio
num mar de lama

A vida perde o sentido
coberta de lama

--

Huberto Cabral - Emerson Monteiro


Desde que me entendo de gente que, atento, observo a participação constante de Huberto Cabral nas movimentações sociais, culturais e patrióticas do Crato. Possuidor de um civismo a toda prova, Cabral faz do rádio sua praia de predileção, sem, no entanto, esquecer permanências pelos jornais, revistas, livros, cerimônias coletivas, etc. Organiza com maestria eventos públicos, dentro da absoluta correção. Incentiva e participa de reuniões destinadas aos interesses da municipalidade, em todos os âmbitos possíveis e imagináveis, sempre visando ampliação dos recursos progressistas e abertura das vias de transformação comunitária. Presta homenagens a personalidades destacadas do lugar e evidencia datas memoráveis deste núcleo urbano. Recebe visitantes ilustres, orienta pesquisas de estudiosos, repassa informações do seu rico acervo e de suas vivências; enfim, um homem talhado a preservar valores históricos e a memória social do Crato e de todo o Cariri como raros outros. Alimenta um acervo de gama incalculável no que tange aos dados relativos a esta parte de mundo e é considerado por muitos um testemunho vivo dos acontecimentos principais caririenses desde o início da segunda metade do século que passou.
Nas minhas primeiras incursões a eventos públicos, recém chegado ao Crato, avistava a presença de Huberto Cabral, o que se seguiu todo tempo até hoje. Radialista emérito, lançado ainda nos primórdios da radiofonia caririense, nas primitivas amplificadoras, associa-se à evolução desse meio de comunicação, exercendo funções de liderança em programas esportivos, noticiosos, reportagens inolvidáveis e solenidades importantes para o desenvolvimento econômico regional. Assessor do Executivo cratense em repetidas administrações, vem, à frente da sua época, convocando os cidadãos a segui-lo na altiva caminhada que exercita como rotina de existência. Nas campanhas fundamentais para a construção do Cariri nos moldes contemporâneos, ali está Huberto Cabral; desde a vinda triunfal da energia de Paulo Afonso à instalação definitiva da Universidade Regional do Cariri, por exemplo. Lembro das suas participações nas transmissões radiofônicas dos jogos do antigo campo do Sport, através da Rádio Educadora; depois, na quadra Bicentenário, em noites esportivas magnânimas; vejo suas ações audaciosas e vanguardeiras na cobertura jornalística da visita do presidente Castelo Branco, aos idos de 1964; sua determinação para, juntos, continuarmos a publicação do jornal A Ação, também na década de 60; suas providências na continuidade do Instituto Cultural do Cariri, inclusive na construção da sede própria; seu denodo para trazer valiosas instituições que ora estabelecem as características da nossa Região, em todo tempo de sua história; seu ativismo nas manutenções benfazejas desta civilização caririense, sendo ele também um descendente direto dos primeiros colonizadores aqui instados nas primeiras expedições.
O acendrado zelo que Huberto Cabral manifesta na profícua missão de ativador social ultrapassa as raias da paixão, digo sem arriscar uso de termos excessivos, porquanto os resultados das suas atitudes falam dos frutos essenciais no que desempenha e promove ao ímpeto do seu amor vocacional às nossas queridas tradições.

Pensamento para o Dia 23/01/2011


“Quando você atinge o controle dos sentidos, a purificação da mente, a concentração e o silêncio interior, o que inicialmente surgiu como uma necessidade lógica torna-se evidente mais tarde, na consciência purificada, como uma Vontade Positiva Permanente Impessoal (Prajnaanam Brahma). Através da prática incessante da Verdade, Retidão e Coragem, a Divindade em repouso no indivíduo será induzida a se manifestar na vida diária, transformando cada dia na alegria de amar verdadeiramente. Conheça a Suprema Realidade, respire-A. Banhe-se Nela. Viva Nela. Então Ela se torna tudo de você e você se torna completamente Divino.”
Sathya Sai Baba

UMA VISITA - UMA NOVA AMIZADE

Hoje foi o dia de colher a mais nova amizade. O casal Vicente Almeida e Valdênia veio me fazer uma visita. 

O Blog do Sanharol tem me proporcionado  momentos inusitados. A harmonia do Blog tem essa característica de fazer a gente se sentir em casa.. 

E, de repente, as portas se abriram e  tenho experienciado grandes alegrias. Começaram a acontecer os primeiros contatos com gente do Blog. Primeiro  foi Dr. Sávio Pinheiro  que me surpreendeu com sua "aparição" na saída da URCA, no mês de dezembro e agora, a concretização de uma outra amizade que já acontecia virtualmente, através do Sanharol.

Os bons textos, o bom humor, os comentários sinceros e  amigos fazem do Sanharol, sob a administração de Antonio Morais, um blog diferente. Portanto, só tenho a agradecer por essas alegrias que aquecem minh'alma e meu coração.

Agradeço ao casal tamanha gentileza...

Meu abraço a todos

Claude

sábado, 22 de janeiro de 2011

NOSSOS PODERES INTERIORES - Por Edilma Rocha



Qualidade de vida é um assunto sempre cheio de contradições. Alguns pensam que qualidade de vida consiste em adquirir coisas, objetos palpáveis, na busca constante em comprar cada vez mais para um conforto, bem-estar e estatos social.  Coisas como roupas da moda, carro, jóias, eletro-domésticos, computadores de ultima geração, telefones celulares nos trazem conforto e bem estar pessoal.
Mas ao meu ver qualidade de vida não consiste em "ter", mas em "ser". Consiste nos nossos valores interiores através do equilíbrio da mente e do corpo. Algo que vem de dentro pra fora como uma expressão das nossas qualidades que muitas vezes ficaram sufocadas por pensamentos e até atitudes negativas ,que se transformaram através do tempo em padrões sociais e até crenças religiosas. E precisamos parar para prestar atenção em nós mesmos e saber dosar este conforto e bem-estar da melhor maneira possível. Ficar quietos/as e sozinhos/as, de vez em quando, fazendo um balanço do que fizemos  com nós  mesmos e com os outros para corrigir, com dignidade, as falhas cometidas. Saber reconhecer nossos erros mais graves através do orgulho e saber pedir perdão.
Fala-se que quando oramos, falamos com Deus, e ao calar para meditar é Ele que nos fala. E esse silêncio em nós mesmos se chama sabedoria de vida. Procurar no silêncio interior todas as respostas para as nossas perguntas mais difíceis deveria ser um hábito saudável e frequente. Orientar o pensamento para abrir os caminhos de uma expansão da consciência.
Ser uma pessoa melhor. Tentar viver em harmonia com todas as pessoas que se fizeram presentes  no decorrer de nossas vidas. Esconder a dor mais profunda que possuímos no coração e estender um largo sorriso para o próximo. Gentileza e amor geram gentilezas e amores de volta.
Sorria e permaneça o maior tempo possível voltado para a alegria, paciência, boa vontade, compreensão, amor, perdão, paz e felicidade, pois mágoas e raiva são  sentimentos que fazem mal a nós mesmos. Vamos saber cultivar os nossos poderes interiores.

Edilma Rocha

ENCONTRO COM AMIGOS - Por Edilma Rocha


Abidoral Jamacarú
Sem palavras...

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


SÁLVIA - Salvia Officinalis - Uma planta que impõe respeito, desde a Antiguidade. O nome deriva do latim "salvare", que significa "salvar", estar em boa saúde.
Diz a lenda que quem tem Sálvia no jardim não envelhece. Para os antigos romanos a Sálvia era uma erva sagrada, e sua colheita, uma verdadeira cerimonia. Outra lenda reza que se trata de uma erva caprichosa, e que, se misturada a qualquer outra erva na culinária, sente-se ofendida, pois gosta de ter toda atenção só para si.


Arbusto rústico, sempre verde, com altura média de 30 a 70cm. Originada da Europa Mediterrânea. Da família das labiadas, apresenta uma grande variedade. Cultivada em solo leve, alcalino, seco e bem arejado, com exposição ao sol. A Sálvia vulgar se propaga por sementes, as demais variedades pegam por estaca. No plantio, manter intervalos de 40 a 60cm. Podar frequentemente para manter os ramos.
As folhas são usadas em temperos de carnes, aves, manteiga, queijos, vinagres. É um ingrediente da vinha-d´alho. Não deve ser misturada a outras ervas. Com as flores prepara-se um chá leve e balsâmico.

Óleo essencial de Sálvia é estimulante, antidepressivo e afrodisíaco. Pode ser usado em banhos, aromatização ambiental, escalda-pés, massagem facial, xampu anticaspa e desodorante. Combina com óleo essencial de cipreste, hortelã-pimenta, cravo, funcho, alfazema, alecrim, manjerico, petitgrain, limão, néroli, vetiver e zimbro. Os gregos e romanos acreditavam que a Sálvia tinha o poder de curar todas as doenças e favorecer a longevidade.

Fonte - Jardim Interior -Denise Cordeiro

CAMPEONATO REGIONAL

Pedro Esmeraldo

Com muita energia e animação, o time do Crato participa mais uma vez do campeonato regional de futebol cearense.

Por isso, enaltecemos, principalmente, o mais humilde torcedor, estimulando-o para que acompanhe a prática esportiva com muita popularidade nessa área, torcendo para que o time saia vitorioso, conquistando com louvor, às vezes enfrentando dificuldades, atacando de frente as provocações provenientes das torcidas adversárias, que estão propensas a cometer as maldades que sempre vêm atormentar o espírito do cidadão correto. Por essa razão, temos de adquirir alegria com esforço e desejo de encontrar meios para poder alcançar o nosso objetivo.

Ficamos um pouco desconfiados e ao mesmo tempo, preocupados quando observamos a falta de interesse de alguns cratenses em não querer contribuir com um pouco de acréscimo na conta de água da SAAEC, que serviria de ajuda na formação estrutural do time cratense para sobressair-me na prática do futebol.

Se formarmos um bloco unido e com força de vontade dedicando à equipe, formaríamos um grupo de estrutura sólida, adquirindo grandes jogadores dedicados, conquistando práticas e desempenhando uma formação de equipe que jamais seria esquecida na história futebolística do Crato.

Após a realização de algumas mudanças estruturais na equipe, com certeza o nosso esporte favorito das multidões, ganharia novos métodos, tornando-se uma equipe compacta; sairíamos do campo com muita alegria, vibrando, após comemorar os grandes lances que nos deixaram embevecidos com as jogadas espetaculares, na hora do impulso técnico, deixando todos envaidecidos, vibrantes pelo bom desempenho do time.

Por outro lado, a formação da equipe deve ser mobilizada pelo seu treinador, tendo cuidado de escalar o time no momento exato, e cada um deles ser colocado no lugar certo. Lembramos a esse pessoal que, para o time sobreviver, em qualquer ocasião, é necessário organizá-lo com cautela, elevando os seus bens patrimoniais para que, no futuro, o time tenha respaldo para que possa continuar por vários anos e jamais seja subestimado pelos adversários inimigos e que não visem degradar o seu patrimônio adquirido com o esforço do seu trabalho.

Pedimos também que façam imposição, não entreguem os pontos facilmente, mas lutem unidos, que temos certeza, futuramente, seremos reconhecidos como favoritos pela crônica esportiva regional. Nesse caso, o time deve ser estimulado, fiscalizado e amparado quando for preciso.

Acontece, porém, que o povo tem de evitar o descaso administrativo no time-empresa, criando infra-estrutura, resguardando “a rigor” o patrimônio do time, estimulando-o a exercer os direitos às várias modalidades esportivas como: vôlei, basquetebol, futebol, etc.

Acrescentamos dizer que é preciso apoio das torcidas amantes a fim de estimular a juventude com formação moral e com intuito de apreciar as artes esportivas, enquadrando-a na sua parte filosófica que trata dos costumes e desejos de homens. Também temos o pensamento da formação moral, mas deve ser com lutas e adquirindo mais objetividade, comportamento digno, que são saúde e força para reparar as consequências negativas que poderão surgir.

Por fim, rogamos ao céu, pedindo força, coragem para que com elegância mostremos que também merecemos um lugar ao sol, confirmamos, o sol nasce para todos.

Se tivermos coragem, organização, “muita raça”, certamente o Crato irá para frente com êxito, conquistaremos um lugar especial, igualando às demais equipes por mais influentes que sejam.

Crato-CE, 19/01/2011
(Em) Pauta
- Claude Bloc -



Nas minhas mãos
apenas os vazios das cores
e as sinfonias cifradas,
numa pauta desbotada

Nos meus olhos
cores pálidas,
em descompasso...
Ou mais que isso:
o tom latente do verso
um esboço em giz pastel
entremeando-se, na paisagem,
aos sopros silentes da noite fria

No chão
apenas a ausência dos meus passos
colheitas parcas de sonhos amortecidos.
Nem sede ou fome
apenas o sabor do tempo
desenhos de nomes na fala
silêncios grafites em verso
no meu poema.

Claude Bloc


sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Sonhos possíveis, sonhos bons - Emerson Monteiro


Quando veremos o mundo de olhos abertos aos bons sentimentos que passeiam faceiros nas trilhas molhadas de impactos, os quais que apenas nós indivíduos um dia conheceremos de água na boca. Viver com prazer os momentos uniformes da harmonia sem culpa ou ressentimentos, e acatar as decisões do destino de espírito desarmado; aquiescer, nos gestos imprevistos das marés, as tais criaturas obedientes a um Criador que move as parelhas dos cavalos à frente do Sol, nas charretes aceleradas das horas incansáveis, dentro da natureza mãe dadivosa. Aceitar, enfim, os balanços dos barcos enquanto o rio segue nas suas águas impetuosas, filhas equilibradas da feliz companhia dos outros irmãos, no bojo de naves luminosas que afeitas riscam os céus, nas madrugadas frias.
Porquanto pretendam discordar, os protagonistas do drama questionam os roteiros apresentados dos operários na peça. Erguem assustadas vozes de protesto, perante, no entanto, o desfilar das conveniências mais pessoais. Reclamam de barriga cheia, às vezes de mágoa, de fastio, ou pressa, mas reclamam de barriga cheia disso tão só. Levantam os braços num sinal de descaso face as contradições aparentes do sistema que eles, nós, vós, mesmos criaram nos instantes de dúvidas atrozes, no fingimento da espécie insatisfeita com o itinerário do vôo em velocidades extremas. Querem, a qualquer preço, impor condições aos limites imprevistos, desde o começo, postulando propósitos de causas iniciais perdidas, alarmistas repórteres policiais.
Andar nesse ritmo alimenta de pânico o gosto de tantos que a visão conturbada mistura, entre o desejo e o desespero, impetuosa estupidez de eras atrozes. Marcam, assim, aonde querem chegar multidões famintas, caravanas sequiosas de empedernidos seres, afoitos pássaros noctívagos.
Todavia acontecem os quadros seguintes e o palco estremece no pulo dos atores, impulsos febris de cores e formas, providências inevitáveis que persistem ao infinito da fé, em corredores escuros dos paranóicos filmes, até surgir para sempre. Valentes cavaleiros calmos tangem os seus rebanhos pacíficos nas caladas da noite, forças operantes apesar das dores que invadiram o instinto explosivo de todas as pessoas, fase de crescimento que atravessam de águas no peito.
Vislumbrar, pois, novos meios de construir as igrejas dos corações impacientes significa mistérios, doces aspectos das provas do período nefasto que lá abandonou suas vítimas aos portões da alvorada em festa que já se aproximava, e morrem nas praias, o que representa a correta imagem do que quiseram dizer os livros fechados nas bancas.

Qual a idade que vocês me dão? – Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Semana Santa de um ano muito bom de inverno. As chuvas caiam copiosamente tornando fértil o solo antes esturricado pela inclemência da seca. A fartura reinava naquele sertão, agora renascido. A paisagem de longe lembrava esse nosso Nordeste tão escaldante. A jovem médica Marília Cruz, da Secretária Estadual de Saúde, convidara um grupo de colegas médicos, todos eles professores da Faculdade de Medicina, para passar os feriados em sua fazenda. Todos os convidados aceitaram aquela oportunidade de um excelente repouso e compareceram acompanhados das respectivas famílias.

Quinta-feira Santa, após o almoço, os convidados repousavam no alpendre em redes ricamente bordadas. De longe, a doutora Marília avistou um vulto, alguém, ainda não identificado se movendo entre a mata verde do baixio. Aos poucos a silhueta ganhava contornos definidos e ela então identificou o seu querido tio Diógenes. Não obstante a idade avançada, ele cavalgava firme sobre o dorso de seu alazão marchando a passos largos em direção à casa grande. A sobrinha nada disse sobre a idade do tio, esperando ver a provocação que ele poderia fazer aos médicos.

Ao chegar, cumprimentou a sobrinha e seu marido, um conhecido deputado estadual, saudou o grupo de doutores, sentou-se no para-peito do alpendre e começou a conversar com os médicos. A principio a palestra versou sobre o bom inverno e a fartura que ele representava para o sertão.

Depois de aproximadamente meia hora, o tio Diógenes conduzia a conversa para o rumo que desejava. Os médicos se deliciavam com a palestra do sertanejo, cheia de sabedoria aprendida com os mais antigos, linguajar um tanto quanto arcaico, herdado dos antepassados, herança de um tempo colonial. A certa altura da conversação o tio Diógenes perguntou:
– Doutores, qual a idade que vocês me dão?
– Oitenta anos – responderam uns.
– Setenta e cinco anos – diziam outros.
Depois de muitos palpites, todos eles errados, o velho Diógenes falou com a sinceridade própria do nosso sertanejo:
– Senhores doutores, vocês precisam estudar mais! Eu tenho 98 anos e ainda trabalha na roça!
Diante da admiração geral, o velho emendou outra pergunta:
– Agora doutores, eu quero que vocês me expliquem por que é que uns morrem tão cedo e outros vivem tanto, assim como eu?
– É por causa de uma vida saudável aqui no campo. Alimentação regrada, sem preocupações. O senhor naturalmente dorme cedo, acorda cedo, nunca bebeu e nem fumou! – exclamaram os médicos a uma só voz.
– Num já falei que vocês precisam voltar à escola? Vão estudar mais! Eu só me alimento de comida forte, buchada, sarapatel, panelada, rabada e mucunzá com torresmo. Fui o maior farrista dessa ribeira. Era o maior namorador que por aqui existia. Bebia e ainda hoje eu bebo e fumo e, não dispenso um bom forró todo fim de semana!
Com essa resposta, os médicos concluíram que o tio Diógenes era uma rara exceção à regra, além de um mau exemplo para se alcançar a longevidade.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo
Nota do autor: Esse fato aconteceu e me foi contado pela sobrinha do sertanejo. As identidades dos personagens são fictícias.

Cruzamento perigoso







AS VACAS

As vacas pastam a tarde
à beira do canavial.
Nuvens brancas, céu azul.


PLACA

A placa amarela
CRUZAMENTO PERIGOSO
e um cachorro morto.


RESINA

O tronco cortado
da velha árvore doente
e o ouro da resina.


O VENTO LEVA

No tronco cortado
a imagem de um coração
e a serragem ao vento.


O NINHO

O pequeno ninho
e a dança do beija-flor
ao vento da tarde.


O HIBISCO

O hibisco vermelho
entre as folhas verdes
que a lagarta rói.


A PALMEIRA

A palmeira verde
no pasto à beira do mato
e as flores azuis.


O QUERO-QUERO

A flor amarela
e a marcha do quero-quero
à beira do lago.


JANEIRO

Céu de janeiro.
As nuvens cobrem
todas as estrelas.


O ESTRANGEIRO

Sou um estranho no espelho.
E as nuvens passam
sob o sol que fica.

AGRADEÇO AO ARMANDO RAFAEL

Pedro Esmeraldo

Armando, precisei de você por vários meses quando necessitava de seu apoio a fim de colocar minhas crônicas no blog do Crato. Não tenho palavras para expressar meus agradecimentos, mas, mesmo assim, apetece ser-lhe grato pelo apoio recebido, ansiando em continuar ao seu lado, lutando pela terrinha, quando for necessário.

Fiquei magoado pelas grosserias de alguém, vez que me atingiu em cheio, deixando-me acabrunhado espiritualmente. Não posso esquecer esses gestos rudes cometidos por pessoas inconvenientes que fazem em minha mente grande mancha, visto que esses algozes têm por objetivo macular a minha consciência.

Só anseio ardentemente lutar junto a todas as pessoas que tenham amor à cidade do Crato, ambicionando vê-la crescer vertiginosamente, criando geração de emprego e renda, adquirindo vida própria, sem ser submissa a nenhum outro município que fica ao seu redor.

Tenho o pensamento de que certos políticos não defendem bem o que é o regime democrático, que permanecem nos moldes dos tempos da ditadura militar, onde não se aceitava oposição e tinha como meta ofuscar as liberdades dos cidadãos que os acompanhavam com críticas construtivas às pessoas que permaneciam a seu entorno.

Digo com sinceridade, o Crato perdeu espaço com a política desses seus administradores que não olham o Crato de amanhã; fogem do contorno ético-administrativo, pensando eles que o mundo lhes pertence. Pensam que tem o direito de governar sozinhos, como lhes agradam, rodeados de bajuladores, formando um bloco só, o que podemos denominar de tropa de choque. Têm o prazer de mandar o sarrafo nos seus adversários, pois esses políticos sádicos não aceitam tecnologia e andam navegando à toa nas águas pútridas do Rio Grangeiro.

Seus adversários não têm o direito de pronunciar nenhuma palavra e viram às costas para qualquer cidadão que queira investir no Crato.

Por isso, combato esses políticos sem parar, contemplando o porvir, fugindo da ociosidade, sem ambicionar recursos financeiros ou materiais, mas luto pelo crescimento da cidade.

A maioria desses políticos só tem ambição quando lutam em causa própria. Não trabalham, não lutam e só têm interesse de contemplar os algozes que lhes prestam serviços.

Ninguém suporta mais essa situação. Já está na hora de cessar com isso, é preciso acordar com mais empenho e desenvolver o Crato, tornando-o a grande metrópole de antigamente.

Afastem-se dessa tristeza imensa, dediquem-se aos problemas com mais esmero, vão em frente, sejam conscientes e empurrem o Crato para o caminho do crescimento.

Pelo amor de Deus, acabem com as briguinhas costumeiras, sigam em frente que, com toda certeza, o Crato de amanhã será grato pelo seu serviço.

Crato-CE, 05/01/2011

PASSEIO NA NATUREZA - Por Edilma Rocha

Depois de um dia chuvoso
o sol brilha
enchendo de luz
as flores do meu jardim.
Com magia
ilumina cada ramo,
cada botão,
 cada flor.
Chego de mansinho,
e penetro meu olhar
por entre cores
e formas perfeitas.
Labirinto infindável da Natureza.
Capto uma imagem
e registro assim.
Mergulho no infinito
dos verdes e vermelhos,
tal qual manuseio
minha palheta de pintura.
Viajo nas formas
como se fosse apenas
uma pequena formiguinha
no seu mundo habitual.
Encontro aqui e ali
algumas gotas dágua
em conchas
oferecidas por mais
um milagre da natureza.

Como anda sua mente ??? - José Nilton Mariano Saraiva

De aorcdo com uma peqsiusa de uma uinrvesriddae ignlsea, não ipomtra em qaul odrem as Lteras de uma plravaa etãso, a úncia csioa iprotmatne é que a piremria e útmlia Lteras etejasm no lgaur crteo. O rseto pdoe ser uma bçguana ttaol, que vcoê anida pdoe ler sem pobrlmea. Itso é poqrue nós não lmeos cdaa Ltera isladoa, mas a plravaa cmoo um tdoo. SOHW DE BLOA.

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Fixe seus olhos no texto abaixo e deixe que a sua mente leia corretamente o que está escrito.

35T3 P3QU3N0 T3XTO 53RV3 4P3N45 P4R4 M05TR4R COMO NO554 C4B3Ç4 CONS3GU3 F4Z3R CO1545 1MPR3551ON4ANT35! R3P4R3 N155O! NO COM3ÇO 35T4V4 M310 COMPL1C4DO, M45 N3ST4 L1NH4 SU4M3NT3 V41 D3C1FR4NDO O CÓD1GO QU453 4UTOM4T1C4M3NT3, S3M PR3C1S4R P3N54R MU1TO, C3RTO? POD3 F1C4R B3M ORGULHO5O D155O! SU4 C4P4C1D4D3 M3R3C3! P4R4BÉN5!

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E aí, preguiçoso, conseguiu traduzir/decifrar ??? Precisa de uma ajudazinha ??? Tá legal. Veja aí embaixo:

"Este pequeno texto serve apenas para mostrar como nosso cabeça consegue fazer coisas impressionantes! Repare nisso! No começo estava muito complicado, mas nesta linha sua mente vai decifrando o código quase automaticamente, sem precisar pensar muito, certo ? Pode ficar bem orgulhoso disso ! Sua capacidade merece ! Parabéns !"

Autoria: desconhecida

palavras

a cor do seu coração
colore o dia de claro
com essa luz luxuriante
e acorda os segredos
que formam a beleza

que peso tem a poesia
e o que pede o poeta
ao imponderável
quando escreve um poema
a uma jovem chamada carmem?
que o medo não se meta
entre os olhos de quem espera...

mas como haver coragem nos desanimados?


Amenidades... - José Nilton Mariano Saraiva

AÍ A BRIGA COMEÇOU...

01) Minha esposa estava dando dicas sobre o que ela queria para seu aniversário que estava próximo. Ela disse: - Quero algo que vá de 0 a 100, em cerca de 3 segundos. Eu comprei uma balança para ela.
Aí a briga começou...
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02) Minha mulher estava nua, se olhando no espelho do quarto de dormir. Ela não está feliz com o que vê e diz: - Sinto-me horrível; pareço velha, gorda e feia. Eu, realmente, preciso de um elogio seu. Eu lhe disse: Sua visão está ótima!
Aí a briga começou...
= = = = = = = = = = = =

03) Minha esposa sentou-se no sofá junto a mim, enquanto eu acionava o controle remoto da TV, à procura de algo interessante. Ela perguntou: - O que tem na TV?
Eu disse: - Poeira.
Aí a briga começou...
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04) Quando cheguei em casa ontem à noite, minha esposa exigiu que a levasse a algum lugar caro. Então eu a levei ao posto de gasolina.
Aí a briga começou...
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05) Depois de aposentar-me, fui até o INSS para poder receber meu benefício. A mulher que me atendeu solicitou minha identidade para verificar minha idade. Chequei meus bolsos e percebi que a tinha deixado em casa. Disse à mulher que lamentava, mas teria que ir até minha casa e voltar depois. A mulher disse: - Desabotoe sua camisa. Então, desabotoei minha camisa deixando exposto meus pêlos crespos prateados. -Estes pêlos prateados no seu peito são prova suficiente para mim, disse ela. E processou meu benefício. Quando cheguei em casa, contei entusiasmado o que ocorrera para minha esposa. Ela disse: - Por que você não abaixou as calças? Você poderia ter conseguido “auxilio-invalidez” também...
Aí a briga começou...
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06) Voltei do médico após uma consulta e minha esposa toda preocupada, pergunta-me: -E então, o que o médico lhe disse? De pronto, eu respondi: - A partir de hoje, não faremos mais amor, estou proibido de comer qualquer coisa gorda.
Aí a briga começou...
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QUEM SOU EU ???

Nesta altura da vida já não sei mais quem sou. Vejam só que dilema!!!
Na ficha da loja, sou CLIENTE, no restaurante, FREGUÊS, quando alugo uma casa, INQUILINO, na condução, PASSAGEIRO, nos correios, REMETENTE, no supermercado, CONSUMIDOR.
Para a Receita Federal, CONTRIBUINTE, se vendo algo importado, CONTRABANDISTA, se revendo algo legalmente, MUAMBEIRO. Se o carnê tá com o prazo vencido, INADIMPLENTE, se não pago imposto, SONEGADOR. Para votar, ELEITOR, mas em comícios, MASSA. Em viagens, TURISTA , na rua caminhando, PEDESTRE. Se sou atropelado, ACIDENTADO, no hospital, PACIENTE, nos jornais, viro VÍTIMA. Se compro um livro, LEITOR, se ouço rádio, OUVINTE, para o Ibope, ESPECTADOR, para o apresentador de televisão, TELESPECTADOR. No campo de futebol, TORCEDOR, se sou flamenguista, SOFREDOR. Se trabalho na Chesf, COLABORADOR.
Quando morrer, uns dirão, FINADO, outros, DEFUNTO, para outros, EXTINTO, para o povão, PRESUNTO. Em certos círculos espiritualistas serei, DESENCARNADO, já os evangélicos dirão que fui, ARREBATADO.
E o pior de tudo é que para todo governante sou apenas um IMBECIL !!!
E pensar que um dia já fui EU.

Autoria: desconhecida

Curtas - XIX - Aloísio

O meu coração

Diz para

Outro coração

Responde

Não para não

Filosofia Urbana: O Medo do que somos-Por Wilson Bernardo

O nascimento se propõem a fertilidade do que
Se dejecta como seres inuteis...O bem maior
da vida estará sempre nos fatos!
UMA RELATIVIDADE...

Albert Einstein
-Não!
Acabou de sair.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)