Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

domingo, 30 de janeiro de 2011

Um sábado com amigos...

O dia amanhceu ensolarado. Cedo recebi uma comunicação de Vicente Almeida. Era a confirmação do convite feito anteriormente. Às 11 horas segui para o "esconderijo" do casal: Vicente e Valdênia. Gente finíssima de uma simplicidade cativante.

O lugar foi acolhedor e agradou-me sobretudo pelo verde, pelas flores, pelo cheiro de serra. Logo estava eu explorando os arredores da casa na companhia de Raquel e Lilo (o coelho). Foi um momento de pureza e espontaneidade.
A casa exala paz e harmonia. Cada recanto guarda espaço para uma beleza ímpar.
Numa pequena latada a sombra acolhedora para uma boa prosa.  Dr. Savio e Fran foram motivos de descontraída conversa recheada de risadas.
Morais e seus causos nos levou a gargalhadas. Foi o maior consumidor de mungunzá com pequi. Também pudera, esse mungunzá estava um manjar dos deuses.
 Chegaram Dihelson e Ninha e a prosa foi sendo registrada pelas fotos. Fotógrafo não aparece a menos que seja flagrado, né?

Pois sim, podem crer, o sábado foi espetacular. E para completar Mundim do Vale nos ligou na hora do almoço enchendo-nos de alegria com seu bom humor e engrossando a lista de amigos reunidos ali para esse momento de integração e amizade.

O lugar é idílico. Creio que todos ali saíram em estado de graça.

Claude Bloc

ENCONTRO COM AMIGOS -Por Edilma Rocha


Carlos e Magali
Sem palavras...

O Plástico - Roberto Jamacaru

Desculpe, amigo, se te alcançamos tão pouco.
Bem que queríamos, mas voar na tua imaginação era privilégio dos Deuses da criação.
Tu que vivias um mundo à parte, num plano irreal, com certeza tinhas razão para rir da maneira que rias; para criar do jeito que criavas e imaginar com a riqueza que imaginavas.
Dizem que nos píncaros montanhosos é onde corre a melhor das brisas, mas alcançá-los e senti-las fica para os libertos de espírito que têm na essência artística a verdadeira visão da vida. Tu, no entanto, diferentemente de nós, vagavas costumeiramente no mais alto desses montes.
Quantas e quantas vezes olhamos para ti e vimos o teu corpo em movimento a sorrir marcando presença entre nós, mas, nessa mesma hora, quantas e quantas vezes foi impossível alcançar o vôo da tua imaginação. Estavas, como sempre, em outra dimensão, no além mar, no além céu, no além cosmo, no além espírito, mas sempre perto de Deus.
Era dessas esferas imaginárias que tuas atitudes carinhosas nos surpreendiam. Sempre fomos todos rasteiros em relação a ti, quando o assunto era criatividade e imaginação, enfim, quando o assunto era a arte.
Meu caro poeta das cores e formas, como nos impressionava ver teus pincéis bailarem na brancura de uma tela, definindo e redefinindo o concreto e o abstrato; o belo e o feio; o triste e o alegre com tanta harmonia.
Para “nosotros”, meros grafiteiros de mentes plebes, isso era mágica.
Nas tuas galerias havia olhos que falavam;
Vestes que desnudavam;
Silêncios que protestavam;
Mudez que gritava;
Passos que voavam
E choros que riam.
A tua arte falava mais que mil palavras;
Protestava mais que mil revoluções;
Coloria mais que mil arco-íris;
Embelezava mais que mil arranjos.
De tanto mexer na dramatologia do real com o imaginário, levando-nos ao delírio da contemplação, um dia resolveste fazer parte do sonho.
Assim, moldurado nos teus próprios quadros, nas paredes de nossas vidas, ficastes exposto para sempre, reluzente e colorido, a nos adornar na alegria de tuas fantasias.
Na tua última homenagem, o teu corpo, em cinzas, foi lançado sobre o solo dos antigos índios guerreiros, habitantes do misterioso vale do Quixará.
Eras um artista plástico.
Em telas plásticas pintavas a vida.
Um dia viraste tinta, na imagem te confundiste, e aí, na imortalidade da própria arte, renasceste para sempre.

Tributo ao Artista Plástico, natural de Farias Brito no CE.
- Normando Rodrigues –

DESCULPAS PARA BOI DORMIR...

OU, NÃO NOS QUEIRAM FAZER DE IDIOTAS!


Recebi ontem um comentário sobre um artigo que publiquei sobre o DESASTRE no Crato, ainda não acessei o meu artigo para verificar se tem mais. Compreendo que as autoridades tenham seus prepostos e porta vozes para em momentos de dificuldades falar po explr ele ou prestar contas a seus ELEITORES e façam essa praticas para não se expor. É esse o papel dos Public Relations. Até aqui é compreensível. Mas os dias de hoje, não são dias comuns. Sobre o Crato um desastre natural de grandes proporções ocorreu e que NÓS sabemos, e os técnicos e especialistas do mundo inteiro sabem que podia ter sido evitado ou no mínimo prevenido com bastante antecedência. Todo Cratense de minha época para trás lembra das famosas enchentes do Rio Granjeiro. Todo mundo viu, todos são testemunhas oculares do fenômeno. O que tem a ver isso com esta administração? TUDO! Faltou Prevenção, Fiscalização, Autorização do uso do solo, implementação de obras de contenção a jusante do rio, barreiras que não foram feitas, requalificação do canal que corta a cidade. O que isto quer dizer? Retificação da sinuosidade (hoje é uma linha reta que só contribui para aumentar a velocidade e o furor das águas para retomar seu leito natural. Alargamento da área de margem a margem, mesmo deixando apenas uma pista de rolamento, paredes de contenção laterais no "futuro" canal, com um metro ou um metro e meio de altura. Sublocação de famílias que construíram suas casas ou barracos a menos de 30 metros do Rio (isso é lei!), nas encostas, nos morros com inclinação de mais de 45 graus, canaletas laterais de cimento nas ladeiras conduzindo a água para reservatórios subterrâneos ou desague longe do perímetro urbano. Treinamento, aparelhamento e constante reciclagem da DEFESA CIVIL DO MUNICÍPIO. Articulação efetiva entre todos os Órgãos responsáveis por este tipo de catástrofe com UM COMANDO ÚNICO. Cobrar do Governo do Estado e do Governo Federal a liberação imediata das mesmas linhas de crédito oferecidas aos Estados do sul/sudeste, ou não pertencemos a Federação? Ou ainda somos Confederados do Equador? Repito, os senhores DEPUTADOS ESTADUAIS eleitos com votos dos Cratenses apareçam agora com medidas efetivas para ajudar emergencialemente, mas que dediquem EMENDAS orçamentárias para resolver definitivamente este e mais 10 problemas não resolvidos da cidade. Desses falarei depois. Me causa espanto ver a digníssima Sra. Primeira dama lembrar a SOLIDARIEDADE para com as vítimas. Senhora, com todo respeito, nós Cratenses assim como a senhora, somos solidários por intrínseca natureza. Mas com sua bondade e preocupação dirija seus apelos ao inepto Governo desse Estado que só tem vistas para o Juazeiro do Norte, e sabe porque senhora? Por que os políticos atuais não têm o mínimo interesse na coletividade. Deixo de fora nessa crítica, por enquanto, meu dileto amigo José Arnon, cratense, que já realizou alguma coisa pela cidade e de quem eu espero medidas eficazes e imediatas. Não temos FORÇA POLÍTICA! REPRESENTATIVIDADE! o povo do Crato não quer PÃO E CIRCO senhora, nós queremos de volta a PRINCESA DO CARIRI. Reitero aqui o meu respeito pessoal e familiar, não entenda como nenhuma ofensa pessoal de qualquer natureza a vossa pessoa ou a do vosso esposo, o Prefeito da MINHA cidade. Mas, administrativamente, na minha opinião, foi uma DECEPÇÃO irreparável. Vibrei com a eleição, pensei: aí vem o herdeiro do inesquecível,profícuo, respeitado e querido Dr. Ossian Araripe. Com o qual minha família manteve laços. Hoje considero que minhas emoções e esperanças foram traídas....e lamento isso. Mas nós, prezado Porta Voz, somos "descendentes" de Bárbara de Alencar e dos índios Kariris. Orgulhamo-nos de ser "piquizeiros" e haveremos de encontrar , em breve, um Cratense para ser o futuro Prefeito e cujo coração esteja "enterrado" na chapada, um coração valente, que ame essa terra até a última fibra de seu SER, que tenha uma visão administrativa contemporânea, competência, preparo, disciplina, projetos modernos e, sobretudo: AMOR INCONDICIONAL a esta TERRA abençoada pela Senhora da Penha.


Nilo Sérgio Duarte Monteiro
Cratense da Gema.

SOLIDARIEDADE COM OS CRATENSES

Dois dias depois - Emerson Monteiro


No jornalismo, notícias são acontecimentos de interesse público divulgados pelos meios de comunicação de massa, e existem formas de avaliar a importância das notícias conforme a sua relevância. Uma dessas formas é a proximidade. Entre duas notícias, uma sempre melhor atende a esse requisito de tocar mais de perto a comunidade.
Enquanto avistávamos, no Cariri, as catástrofes climáticas ocorridas em cidades do Rio de Janeiro, as notícias guardavam proporção considerável, porém representavam marcas noutras populações afastadas geograficamente falando. Agora, contudo, diante da cheia desproporcional do Rio Grangeiro, a força das águas nos mostrou outras dimensões, em face da ligação imediata do acontecimento.
Esta madrugada, dois dias depois, circulando nalgumas avenidas que margeiam o Canal e ruas circunvizinhas ainda em fase de arrumação, avaliei de perto a dimensão do fenômeno meteorológico que confrangeu toda a cidade de Crato na madrugada do dia 28 de janeiro de 2011.
A imagem principal da cena deixa às claras o risco constante que representa, a curtos e longos prazos, viver exposto à imprevisibilidade natural de possibilidades antes anunciadas. Longe dos brados alarmistas ou lendários, domar rio de tamanha impetuosidade torna-se, de hoje adiante, o fator determinante das administrações, independente do que passou, perante as transformações causadas pela ação do homem nas encostas da serra nestes dois séculos de aproximação.
Olhar o assunto de frente, encontrar a solução de engenharia que ultrapasse apenas os sintomas e siga direto à base do problema, sem contemporizar, porquanto a tensão persistirá em graus adiantados durante as fases invernosas do futuro. Interessa, pois, a todos, superar os limites desta herança histórica da localização do núcleo urbano que tanto admiramos e queremos.
Somar a potencialidade dos cidadãos e reconstruir as esperanças da tranquilidade sob outros prismas, na vontade política de uma gente trabalhadora e pacífica, civilizada, respeitada na história e dotada de cultura, cheia de boa vontade e amor pela terra em que vivemos nossas vidas. Despertar as novas energias da autoestima para preservar a natureza em volta com equilíbrio e inteligência.
Existirá, com certeza, solução adequada e coerente, desde que se saiba encaminhar estudos e as providências certas.

sábado, 29 de janeiro de 2011

CRATO - ANATOMIA DA RECONSTRUÇÃO

O que a Administração do Crato está fazendo para ajudar as vítimas da tragédia

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Na foto acima: Tratores removem entulhos deixados pela enchente do canal do Rio Grangeiro

Logo que parou a chuva de 162mm ( 200mm no Grangeiro ), que se abateu sobre a cidade de Crato no dia de ontem ( 28 ), o governo municipal formou uma equipe de emergência, que contou dentre outras pessoas, com os secretários: Christiano Siebra ( Administração ), Dr. Nivaldo Soares ( Meio-Ambiente e Controle Urbano ), Procópio da Silveira ( SAAEC ), Joatan ( chefe do Demutran ), Davi Cariri e Erico Felício Callou, que se reuniram no paço municipal, sob a coordenação do prefeito Samuel Araripe para traçar diretrizes urgentes para o longo dia que se seguiria.

Uma frota de tratores e caminhões totalizando mais de 30 máquinas pesadas, em que contaram com a ajuda de empresários locais que num gesto de solidariedade, disponibilizando maquinário pesado, seguiram imediatamente para as áreas afetadas do município, a fim de remover o entulho. O Demutran agiu rápido e bloqueou as ladeiras da Vilalta e do Bairro do Seminário nas primeiras horas da manhã, a fim de que as máquinas pudessem desobstruir e garantir a segurança das pontes e ruas. Ao mesmo tempo, foram formadas 10 equipes multidisciplinares distribuídas por todo o município a fim de coletar dados da destruição para que se avaliem a profundidade dos estragos e se pudesse tomar providências.

Já nas primeiras horas da manhã, foram distribuídas pela Secretaria de Ação Social, cerca de 250 cestas básicas para as famílias atingidas, e reunidos 4 caminhões-pipas para levar água potável às comunidades. Equipes formadas por assistentes sociais uniram-se para atender a população, levando atendimento médico, psicológico e humanitário para as vítimas da enchente.

Secretário de Administração Christiano Siebra fala ao Blog do Crato sobre as providências imediatas

"Desde as primeiras horas da manhã a municipalidade agiu em ações de infraestrutura, em ações de humanização, levando os assistentes sociais, e toda a equipe de infraestrutura para atender as famílias que estavam em situação de risco e mais de 10 equipes multidisciplinares estão distribuídas em todo o município, espalhados pelos bairros com a finalidade de levantar dados da destruição e que áreas foram afetadas.

Um dos objetivos primordiais da administração é primeiro atender às famílias que estavam em situação de risco. Dar condições de que elas tenham atendimento médico, atendimento social, psicológico, para isso a secretaria de ação social colocou todo o seu corpo técnico para atender a essas famílias, inclusive alojando em casas apropriadas, para poder fazer com que minimizem os danos causados por essa chuva.

Outro ponto importante a se destacar são as ações de infraestrutura que a gente vem desenvolvendo dentro do município com intuito de retirar toda a terra, a lama, e recuperar o canal do Rio Grangeiro. Temos recebido apoio dos empresários locais que colocaram todos os seus equipamentos, maquinários, à disposição do município, solidarizando com essa ação de humanização e levar conforto e condições para estas famílias que estão desabrigadas.

O Prefeito Samuel Araripe em 2005, ao assumir a prefeitura do Crato trouxe o plano de requalificação urbana do município, em que um dos principais projetos contempla a construção de pequenos açudes urbanos que tem a finalidade de conter toda essa água que vem escoando pelo rio, chapada e termina nas ruas do município. Dr. Procópio esteve na semana passada em Brasília batalhando recursos para por em prática esse e outros projetos para o canal do Rio grangeiro previstas no Plano de Requalificação urbana.

A SAAEC, através de Dr. Procópio da Silveira, colocou à disposição do município 3 caminhões pipas para levar água potável para as famílias, e o corpo de bombeiros tem ajudado nesse sentido. A secretaria de infraestrutura adicionou outro caminhão pipa, e temos hoje 4 caminhões pipas levando água potável. Segundo informações já recebidas, Dr. Procópio afirmou que em pouco mais de 4 horas, nós estaríamos com o sistema de abastecimento d´agua regularizado na cidade.

A secretaria de meio-ambiente e a defesa civil do município estão em campo ainda coletando os dados e algumas equipes já voltaram com algumas informações, então a gente vai reunir todas essas informações e será realizada uma coletiva de imprensa hoje ( 29 ) Sábado, às 10:00 no salão nobre da Prefeitura Municipal do Crato."

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Na foto acima: Caminhões-Pipa distribuem água potável nas áreas atingidas


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Na foto acima: Dr. Nivaldo Soares, Secretário de Controle Urbano recebe relatórios dos emissários para avaliar a extesão da tragédia.


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Nas primeiras horas da manhã, prefeito Samuel Araripe se reúne com secretários para discutir ações durante o dia.

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Final de tarde: Prefeito Samuel Araripe recebe governador em exercício, que veio ao Crato visitar áreas afetadas e discutir recursos para a reconstrução do Canal do Rio Grangeiro:

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Na foto acima: Dep. Zé Arnon, Cratense, traz solidariedade às famílias desabrigadas, aos que tiveram prejuízos com a enchente e se compromete junto ao governo federal a trazer verbas para solucionar o problema.

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Acima: Enquanto isso, uma frota de tratores e caminhões rapidamente eliminam o entulho deixado pela enchente. Ao final do dia, várias ladeiras da cidade já estavam com o tráfego liberado.

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Na foto acima: Assistentes Sociais atendem áreas afetadas pela enchente

Dr. Nivaldo Soares, Secretário de Meio-Ambiente e Controle Urbano fala ao Blog do Crato

"Pela primeira vez aqui no Crato que eu vejo uma coisa tão forte neste aspecto da colaboração de vários cidadãos do Crato para se minimizar os efeitos dessa catástrofe."

Nivaldo Soares

"Dihelson, a prefeitura logo cedo convidou os seus secretários e demais servidores para agirem, e foi montado todo uma estratégia de trabalho, então nós temos cerca de 10 equipes com profissionais de áreas diferentes pra agir em vários pontos do município, principalmente na cidade onde aconteceram os fatos mais graves, e a gente tá agora aguardando aqui o levantamento. Algumas equipes já trouxeram alguns dados pra gente ter um resultado final em números de quanto foi esse lamentável prejuízo que se abateu sobre toda uma população do município do Crato e também, para o setor público.

Um fato que a gente tem que registrar, aliás, são vários fatos, mas um deles é a rapidez com que o município está conseguindo tirar todo o material que foi arrastado por essa avalanche , que a gente assim pode chamar, que desceu do Rio grangeiro, e é uma limpeza que está acontecendo muito rápido, que são vários caminhões trabalhando, várias máquinas enchedeiras tirando, lavando, limpando as ruas do Crato e isso e esses equipamentos são equipamentos do município, mas também e acima de tudo, de empresários das mais diversas áreas daqui do município do Crato que dispõe desses equipamentos, que disponibilizaram máquinas, caminhões pra que essa limpeza acontecesse de forma rápida. Então, de várias formas, as pessoas se manifestaram, e instituições, apoiando as ações que estão sendo realizadas no sentido de primeiramente limpar a cidade. Evidente que as pessoas das áreas atingidas tem equipe trabalhando, levando para hospitais onde recebem todo o tratamentoi necessário, mas as pessoas até com a necessidade de ter um alimento, a prefeitura está disponibilizando em alguns casos, cestas básicas, mas enfim, a solidariedade é bastante forte e interessante, que pela primeira vez aqui no Crato que eu vejo uma coisa tão forte neste aspecto da colaboração de vários cidadãos do Crato para se minimizar os efeitos dessa catástrofe."

Prefeito do Crato, Samuel Araripe fala sobre as providências que estão sendo tomadas

Em entrevista ao Blog do Crato na tarde de ontem, o prefeito do Crato, Samuel Araripe, depois de receber a comitiva do governador em exercício, que veio constatar In Loco os principais pontos atingidos pela enchente do canal do Rio Grangeiro, falou sobre os procedimentos que estão sendo tomados num primeiro momento e a médio prazo:

"O próximo passo é redigir um documento expondo efetivamente quais são os prejuízos. Tem aqui 10 equipes percorrendo a cidade, inclusive na zona rural, para ver realmente qual o tamanho do prejuízo, que nós já sabemos que é imenso, mas não temos a precisão. Feito esse estudo, muito em breve nós vamos redigir um documento oficial e passar uma cópia ao governo do estado e ao governo federal ( Avadã ) e pedir que os governos a partir de um levantamento preciso de quantos imóveis caíram, qual é o prejuízo do canal, quais são as ruas afetadas, nós já sabemos que mais de 500 imóveis foram afetados ( particulares ). E graças a Deus, até o presente momento não temos notícias de óbitos, mas as equipes estão percorrendo... a coisa foi assim muito rápida, ontem estávamos em Fortaleza reunido com o Governo do Estado, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil exatamente discutindo as forças-tarefa para enfrentar o inverno. Onte. A reunião foi ontem. Hoje acontece uma coisa dessas, mas a gente tem recebido uma solidariedade imensa. Tem mais de 30 máquinas pesadas trabalhando aqui no Crato da iniciativa privada, muitas delas. Espontaneamente, os construtores, o pessoal da cerâmica, e tem mais de 200 homens fazendo a limpeza da nossa cidade. O município não tem recursos para recuperar tudo isso, infelizmente. Então nós temos é que procurar o governo e de logo, já agradecer, porque estivemos de manhã com o governador, e agora nesse exato momento ele já se encontra aqui com o secretário Camilo Santana das cidades, o chefe de Gabinete Ivo, e eu tenho certeza que o governo do Estado e o governo Federal vão nos ajudar."

Reportagem: Dihelson Mendonça

CRATO, QUEM CHORA POR TI?


(Foto by Emerson Monteiro)



CRATO, QUEM CHORA POR TI?

Fui desperto do meu sono bem cedo na manhã de sexta feira (dia 28) por uma ligação telefônica de uma amiga do Crato que me deu a noticia da tragédia. Dizia com voz nervosa: Nilo, o Crato veio abaixo. Meu primeiro pensamento foi uma antiga fantasia/brincadeira sobre a “Pedra da Batateira”. Continuando relatou-me em poucas palavras o “desastre”. Corri para o note book e acessei os blogs e páginas de amigos. Fiquei paralisado a princípio pelas fortes imagens e indaguei se havia perdas humanas. Até o presente não! Menos mal. Faço um corte e retorno na dobra do tempo à Rua da Pedra Lavrada. A casa de minha vó Doninha, que ainda está no mesmo lugar, fica numa esquina e o fim da pequena rua descamba no Rio Grangeiro. O “espetáculo” proporcionado pela cheia do rio carregando tudo excitava a fantasia de meninos e e emninas daquela época e nos propiciava momentos de deleite. O rio corria solto, livre de amarras e obedecendo a sua sinuosidade. Arrastando tudo que encontrava no seu leito. Do fim da calçada, sentados, olhávamos a outra margem distante do lado do Seminário. Ríamos a beça....com tudo que o rio carregava...mas ia embora...

Nos invernos mais bravios chegava a água chegava até a casa de D. Almina.

Corto e retorno a “modernidade”. Sou fã de arquitetura e urbanismo, meu professor de Francês durante cinco anos na Alliance Française é arquiteto e Professor Doutror do Curso de Arquitetura e Urbanismo UFPE. Leio muito sobre o assunto e troco muitas idéias com ele e outros colegas. Isso não faz de mim um “expert”, mas me abre a mente para o exercício da crítica e reconhecer determinadas aberrações e inconseqüências, desleixos e falta de visão de planejamento urbano. Refiro-me aqui a minha cidade natal.

Ninguém é responsável por chuvas, e catástrofes da natureza. Nem o Prefeito, nem os Secretários, nem os Garis,e muito menos nós Cratenses, o povo! Uso, até sem licença do autor, mas como forma de ilustrar o que vou discorrer a seguir, um artigo recente de Pompeu de Toledo. Diz ele: “...( ) Duas hipóteses benignas, existentes desde que a mente humana tomou forma, conduzem a um enigma, sempre que ocorrem desastres naturais como o que assolou a Região Serrana do Rio de Janeiro. A primeira hipótese é de que Deus, Ser superior que é, dotado dos mesmos atributos de delicadeza, generosidade e correção que, somados, resultam naquilo que os homens entendem por “bondade”. Se Deus existe, e se é bom, como explicar castigo infligido a nova Friburgo, Teresópolis,, Petrópolis, São Paulo, Haiti e o CRATO? (Crato é introdução minha no texto).

O Filósofo VOLTAIRE no séc. XVIII, impressionado com a destruição de Lisboa, escreveu refutando a tese de VINGANÇA DIVINA: “Lisboa, que não existe mais, teria mais vícios/Que Londres, Paris, mergulhados nas delícias? / Lisboa está em ruínas, enquanto se dança em Paris”.

Parte do Crato está o caos enquanto se dança aqui em Petrolina, Fortaleza e Recife. Não são avisos do Céu, embora existam avisos. Li o artigo do Emerson Monteiro e de outros companheiros que só me fazem recordar que esses “avisos” da natureza já vinham sendo dados há anos, repetidos a intervalos. “Li o artigo de um arquiteto do Crato discorrendo sobre a “urbanização” do Canal do Rio Grangeiro”, obra pensada para “ordenar”, “domar” e construir vias de tráfego nas margens tomadas ao pequeno, mas indômito rio Cratense que diz: “Quero o meu leito de volta e levo tudo que encontrar a frente”! Quero minha sinuosidade natural e meu espaço para correr livremente, eu não sou uma reta! Eu sou um RIO!

Cratenses, meus amigos. Quando li e vi as fotos nos blogs e vejo essa gente que se desloca de Fortaleza e vem “sobrevoar” o desastre me dá ânsias de vômito!

Caras falsamente compungidas, dedos apontados, bonés ridículos sobre a cabeça: “INDEFESA CIVIL” numa pantominia grotescaa. Depois vão se “reunir” para as medidas de EMERGÊNCIA. BALELA! Reunir pra traçar ações de emergência? A Defesa Civil já devia estar equipada, com voluntários em numero suficiente, treinados e capacitados. O Corpo de Bombeiros já sabe o que fazer, a Polícia também! Botar seus homens na rua para garantir a integridade patrimonial e evitando saques da malandragem local ou a atraída das cidades encostadas ao Crato. Ao Senhor representante do Governo do Estado, ao Senhor Prefeito e demais autoridades em “visita” ao Crato. Não queremos espetáculos, e fotos dos senhores com cara de quem está preocupado com alguma coisa que não seja as vossas reeleições. Nós queremos ações ESTRUTURANTES e ESTRUTORADORAS PERMANENTES, planos concretos de recuperação, verbas definidas e REQUALIFICAÃO DO CANAL E DAS ENCOSTAS dos morros, do trânsito urbano, reordenação e planejamento estratégico da indefectível invasão das motocicletas e moto taxis(fenômeno urbano recente mas que se deixado sem controle (como já está) produzirá mais e mais acidentes com mortes ou incapacitações onerando sobremaneira o sistema de saúde, sem falar nas perdas de vidas). Ou vai prevalecer a velha prática de só aparecer em época de eleições e catástrofes? Excelente exemplo nos deixou o Governo Federal passado com sua fanfarronice e mentiras, além de equívocos e blagues diplomáticos que hoje, pouco a pouco, cérebros com mais de dois neurônios começam a entender a triste peça mambembe encenada por Lula e seus acumpliciados.

Só para refrescar a memória, somos hoje o 73° País na última medição do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) atrás de Países como diz TOLEDO, “pobretões” da Europa e Latino América tipo: Romênia, Sérvia, Bulgária, muito atrás do Chile, Argentina, Uruguai, México, Costa Rica e até do Peru. Cito TOLEDO: “( )...sorte nossa que na apuração do IDH , além do PIB per capita, escolaridade e da expectativa de vida...não entra o índice das casas que desabam dos morros...e nem das cheias previsíveis e do completo abandono e descaso da administração da cidade do Crato. Senhor Prefeito e Secretários! Os senhores não fazem chover nem são responsáveis diretos pela catástrofe e o caos de nossa cidade. Mas são responsáveis por tudo o que não fizeram ou deixaram de fazer. Uma pergunta que não quer calar: Existe uma Câmara de Vereadores no Crato?


Nilo Sérgio Duarte Monteiro

Cratense da gema. Nascido na Praça da Sé.

e ESTOU DE FRENTE PRA SERRA. Parti um dia, mas nunca saí do meu Crato amado.

Toda vez que eu dou um passo... Para Aloísio

É sempre bom quando a gente pode ligar a música à letra.


Pachelly Jamacaru

Governador em exercício vê estragos no Crato

O governador em exercício do Ceará, Domingos Filho, esteve no fim da tarde de ontem, no município do Crato, acompanhado do secretariado de governo, para verificar de perto os estragos causados pelas chuvas ocorridas durante a madrugada de sexta-feira na cidade, provocando um rastro de destruição por vários trechos.

A primeira área visitada por Domingos Filho, acompanhado do prefeito municipal, Samuel Araripe, que decretou situação de emergência no início da manhã, foi na ruas José Alves de Figueiredo com a Nossa Senhora de Fátima, onde várias casas foram invadidas pelas águas e o Canal do Rio Grangeiro, que corta a cidade, ficou parcialmente destruído.

Em seguida, o governador pediu para ser levado aos locais onde houve desabamentos de residências. Segundo Domingos Filho, entre as providências iniciais, diante da calamidade, está a de socorrer as famílias desabrigadas.

Ajuda - Segundo a Ação Social do município, são 50 famílias que estão sendo encaminhadas para o projeto ABC, no bairro Alto da Penha. As pessoas estão recebendo assistência médica, além de marmitas e cobertores. Algumas das famílias decidiram ir para casa de parentes e amigos.

"O governo do estado quer ajudar o povo do Crato nesse momento de dificuldade", disse Domingos Filho. A Avaliação de Danos (Avadan), conforme ele, vai definir as outras prioridades. O governador também esteve acompanhado de técnicos do Departamento de Edificações e Rodovias (DER) e de agentes do Corpo de Bombeiros, além da Defesa Civil, para definir agenda de trabalho. Ele justificou a ausência do governador Cid Gomes, que está no exterior.

Fonte: Diário do Nordeste

UM POLÍTICO FANFARRÃO

Pedro Esmeraldo

Hoje pela manhã, em um dos cafezinhos da cidade, encontrei com um senhor fanfarrão pertencente à classe política local, gesticulava com muita loquacidade, elogiando a cidade de Campina Grande, porém esquecia de enaltecer a sua terra.

Confrontava aquela cidade, comparando-a aos grandes centros urbanos do mundo civilizado. Dizia que era uma cidade que se enquadrava aos grandes centros da civilização mundial.

Muito bem, retruquei: aceito sua idéia, porém não concordo totalmente com suas palavras porque, para igualá-la aos grandes centros do mundo desenvolvido, convém notar que há muito a desejar, pois aquela cidade está encravada na Região Nordeste e por isso está enquadrada numa região quase subdesenvolvida e que ainda não saiu do regime arcaico pertencente ao passado.

Muito exaltado e admirador do crescimento desinibido, pois ainda narrava que os empresários de lá eram ativos e não se acomodavam com pouca coisa, visto que quando apareceu a praga do bicudo que dizimou a produção algodoeira, eles, os empresários campinenses, não abandonaram a sua cidade e procuraram expandir com outras atividades, investindo principalmente na pecuária e outras “atividades correlatas”, procurando engrandecer sua terra sem abandonar.

Após sobressaírem-se com uma saraivada de protestos, elogiou os empresários e procurou enaltecer os políticos, pois assim afirmava que para se ter o desenvolvimento de uma cidade, não precisava de político, mas sim de trabalho de seus empresários.

Continuando com a conversa, dizia que a culpa do arrefecimento do Crato coube à falta de interesse dos filhos da terra, já que não valorizaram a sua cidade e foram investir em outras plagas mais desenvolvidas.

Desejando proteger os políticos da terra, afirmava que a culpa do esvaziamento do Crato não era dos políticos, mas sim dos empresários.

Afirmando com todas as forças das minhas cordas vocais, aviso pra esse senhor: todos os políticos tem que lutar fortemente com o povo e acelerar o engrandecimento, trazendo infra-estrutura diversa a fim de equilibrar o poder econômico com o crescimento favorável, a criação do emprego e renda.

Assim creio eu, para impulsionar o crescimento da cidade, precisa primeiramente o povo evoluir e juntar a sociedade com esforço e luta permanente, com união e evitando o mexerico, formando um grupo interessado que possa trabalhar pelo bem de sua comunidade.

Também quero lembrar que o povo ainda não está esquecido da falta de objetividade de um senhor que dirigia o Crato e que chegou a negar um terreno adequado para ser instalada aqui uma escola de nível superior. Esse senhor, pertencente a era trogloditiana, virou as costas para esse empresário com indiferença sem dizer porque razão negava esse benefício ao Crato.

E agora vejam senhores a razão da falta de interesse dos empresários em não acelerar o desenvolvimento desta cidade por que houve a falta de amor e também por falta de capacitação desse pessoal que quer ser político sem ter condição moral e intelectual para dirigir este município.

Fiquem sabendo senhores que a causa da moralização da expansão progressiva do Crato é proveniente da falta de interesse desses políticos cafonas que não querem praticar mudanças com seriedade e que não aceitam a permanência da juventude e dos homens sérios comandando a política cratense.

Crato-CE, 27 de Janeiro de 2011.

Toda vez que eu dou um passo / O mundo sai do lugar - Siba



Toda vez que eu dou um passo / O mundo sai do lugar (Siba)

Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar (4 vezes)
Eu vivo no mundo com medo,
Do mundo me atropelar
(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)
E o mundo por ser redondo,
Tem por destino embolar
(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)
Desde quando o mundo é mundo,
Nunca pensou de parar
(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)
Tem hora que até me canso
De ver o mundo rodar
(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)
Quando eu vou dormir eu rezo
Pro mundo me acalentar
(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)
De manhã escuto o mundo
Gritando pra me acordar
(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)
Ouço o mundo me dizendo
Corra pra me acompanhar!
(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)
Se eu correr atrás do mundo
Vou gastar meu calcanhar
(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)

(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)
Procurei o fim do mundo
Porém não pude alcançar
(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)
Também não vivo pensando
De ver o mundo acabar
(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)
Nem vou gastar meu juízo
Querendo o mundo explicar
(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)
Que quando um deixa o mundo
Tem trinta querendo entrar
(Toda vez que dou um passo
O mundo sai do lugar)

UM AMIGO DE SEMPRE...

Uma amizade verdadeira não esmaece com o tempo. Nem sei quando havia visto Bruno Pedrosa pela última vez. Havia entre nós uma afinidade e uma cumplicidade interessante. Ele gostava de ler revistas em quadrinhos e eu adorava cocadas. Como resolver o impasse?

Eu colecionava as revistinhas e a Dona Leonor, vizinha de minha casa no Pimenta, era tia de Pedrosa e fazia cocadas deliciosas. Mas... as benditas cocadas eram pra ser vendidas !!

Pedrosa e eu inventamos uma maneira de resolver a questão: eu lhe emprestaria minhas revistas em troca das cocadas de sua tia. Nada mais justo, não acha? E foi assim que conheci este amigo com quem troquei muitas figurinhas, quando morávamos na Irineu Pinheiro.

Já nesse tempo, Pedrosa gostava de desenhar e fazer pequenas esculturas em gesso que ele entalhava com gilete uma habilidade  que ele desenvolveu no decorrer de sua vida aqui, ali e acolá ...

Agora, muio tempo depois, eis que surge a oportunidade de um reencontro com meu amigo. Edilma chegou ao Crato para promover uma entrevista de Telma Saraiva com pessoas de São Paulo e me chamou no final de tarde para rever Pedrosa na casa de Ernesto, meu afilhado.

Não posso negar que a alegria foi grande. Conversamos um bom tempo com nosso amigo que vem delineando sua trajetória astística no exterior com muito sucesso.

Pedrosa veio ao Crato para dar novo impulso ao Museu de Arte Vicente Leite.e participará de vários eventos culturais promovidos por George Macário, na cidade do Crato.

Apesar de toda essa trajetória de sucesso, ele não perdeu o que de mais cativante ele tem: a simplicidade.

Um abraço, meu amigo Pedrosa.

Claude Bloc

Sobre as Ondas



Meu encontro com Rita Guedes foi interessante. Eu estava no Facebook e, no espaço que existe para se conversar, fiz um primeiro contato com ela. Depois, nos falamos por telefone e finalmente o convite para o lançamento do livro "SOBRE AS ONDAS"  foi formalizado...


Emerson Monteiro, o atual presidente do ICC (Instituto Cultural do Cariri), foi presença marcante no evento  fazendo contatos importantes para sua administração.

Hoje, dia 28 de janeiro, Rita realiza um grande sonho e, finalmente, nos encontramos pessoalmente mais uma vez depois de tanto tempo, que nem nos lembramos mais...

O evento foi distinto e o público atento e seleto.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Tromba d´água em Crato - Emerson Monteiro


Após manhã e tarde de sol intenso, a noite de 27 de janeiro de 2011 também se mostrou de tempo aberto e estrelas no céu. É tanto que, às 20h15, estávamos, Igor e eu, nas arquibancadas do Estádio Mirandão assistindo à partida de futebol entre o Crato e o Ceará, pelo Campeonato Cearense. Durante o jogo, no entanto, abriam alguns relâmpagos baixos para os lados do Nascente e do Norte. Ao final, o time cratense saia derrotado pelo placar mínimo.
Recolhera-me às 22h20, observando a preparação de chuva nos sinais do vento e nos relâmpagos por cima da serra, para as bandas de Pernambuco, donde, conforme minhas experiências pessoais de poucos anos, vêm ao vale chuvas de mais intensidade.
Assim, durante a madrugada desse dia 28 de janeiro, acordaria por cinco vezes, considerando relâmpagos e trovões em larga quantidade, mantidos na pancada constante de fortes precipitações, qual ainda não se deu na presente quadra invernosa.
Choveu a madrugada inteira, chuva grossa e persistente. Algumas vezes cortou a corrente elétrica, o que de comum acontece nas situações de muitos raios.
Pela manhã, ao sair para levar as meninas ao colégio, apenas neblinava pouco, no entanto o chão encharcado transparecia o quanto chovera além da conta na madrugada.
Pelos estragos que encontraríamos no percurso da descida, imaginamos as consequências logo em seguida presenciadas às margens do canal do Rio Grangeiro, dentro da cidade.
De máquina em punho, sai fotografando desde a ponte da Integração, próxima à igreja de Nossa Senhora da Conceição, até o término do Canal, imediações do Presídio, num rastro de destruição que jamais verificara nesses 50 anos.
Postes arrancados pelo tronco, carros arrastados na correnteza e jogados contra muros e calçadas, casas invadidas, asfalto eliminado ou levantado, portões de ferro arrombados, prédios em ruínas, móveis encharcados, pontes de ferro destroçadas, pontes de cimento e ferro abaladas nas estruturas, ou com varandas zeradas e substituídas de entulhos, árvores inteiras trazidas na força das águas, e, à medida que desci com lama nos tornozelos, num exercício de equilíbrio e paciência, após a Prefeitura, entrei na Rua Monsenhor Esmeraldo, onde funcionam armazéns de estivas e cereais e outras casas de comércio, testemunhando sempre os danos provocados pela violenta enchente. Houve comércios que registraram por volta de um metro e meio d´água dentro dos estabelecimentos a dezenas de metros do rio. Devido aos riscos da cheia no interior do Presídio, os detentos foram deslocados para Juazeiro do Norte.
A intensidade das chuvas da madrugada chegou a 163mm no centro de Crato, porém escoaram pelo Rio Grangeiro inclusive as chuvas das encostas da Serra, onde estimam-se maiores as precipitações, acima de 200mm, isto para um curto tempo de quatro horas, na ação do fenômeno atípico.

A mesa dos mortos

Um socó desafia uma garça, abaixo da Ponte Velha, de Barra Bonita, SP,
apontando para a estrada de Igaraçu do Tietê, de 1 km., que eu garbosamente 
percorri muitas vezes brincando, quando criança.




A MESA DOS MORTOS


Os mortos acordam, sentam-se à mesa comigo.
Têm pedras nas mãos e pássaros sobre os ombros.
É perigoso que as pedras matem os pássaros.
As palavras são pesadas como pedras.
Às vezes é preciso que as palavras matem os pássaros.

A minha mãe e o meu pai contam histórias.
Têm terra na boca e contam histórias.
As suas palavras são como a água no meio do mato.
Nas suas palavras, a alma de todos os que vieram antes.

O meu avô corta lenha com um machado negro.
O machado do meu avô corta a lenha da memória.
Se é verde, fica a secar ao sol.
É preciso apagar a memória das árvores.
Tanta água represada.

Deus preside a conferência dos mortos.
Deus guia a minha mão.
Não escreve por mim: muitas vezes apaga o que escrevo.
Deus me ensina: as palavras morrem.
As palavras precisam apagar o que existe.
É preciso deixar lugar para o eterno.




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Poema de 2007.

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QUANDO A NATUREZA RESPONDE


CRATO

Lembro-me quando adolescente, rio secando e poluição de menos, ia em bando com uma turma de amigas do Pimenta, andar pelo leito largo do Rio Granjeiro que chamávamos "Rio das Piabas" . Levávamos violão, merenda e um espírito aventureiro andando rio acima, por entre grandes blocos de pedra, até chegarmos ao matadouro.

Hoje de madrugada, a chuva ameaçou umas 3 ou 4 vezes. De repente, a força da água começou a encher as calhas e do teto, filetes de água deram início a cachoeiras ou bicas, dependendo do cômodo da casa. Foi um transtorno. Não adiantava apelar para o rodo, a coisa ia se alastrando e o que se podia fazer, era salvar o que estivesse no chão.

Certa hora, quando a chuva parecia começar a amainar, uma água fétida e cheia de gravetos invadiu a rua e as casas. Logo se imaginou que o canal tivesse estourado. Ele que fora feito com intenção de conter e  direcionar as águas do rio.

Quando amanhceu, saí com a intenção de ver os estragos. O choque foi enorme. Sobretudo .na altura da Igreja Nossa Senhora de Fátima, no Pimenta.

Ruas e mais ruas que davam acesso à avenida que beira o canal, davam agora para o vazio e para uma indomável correnteza.

Descendo para o centro a tragédia não era menor. Havia carros à beira do canal, postes deitados pela força das águas, uma camada de lama de mais de meio metro, e estabelecimentos cheios de barro, com as portas pelo chão propiciando saques e desespero dos proprietários...

Eis a resposta da natureza à ação impensada do homem e contra a qual nos quedamos impotentes, juntando hoje nossos caquinhos, quando ainda restam alguns.

Claude Bloc



Canal - Madrugada de 28/01/2011
A força das águas
Uma reação à ação do homem
Força impossível de conter
Depois da chuva
Na Prefeitura


Na Caixa Econômica


Interior de um carro à beira do Canal
Esquina da Rua Santos Dumont

PÉROLA NOS BASTIDORES -,Por Aloísio


Aloísio disse...

Acho um argumento
Liberto o sentimento
Deixando-o livre ao vento


Aloísio

AMAR - Carlos Drummond de Andrade





Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar,desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

 Carlos Drummond de Andrade






Por favor

- Claude Bloc -


Por favor,não cante meus versos
Meu doce incenso
Tão simples,( complexos).
Fale-os baixinho,
Na noite aberta
Sussurre-os, afague-os
Ao som da viola... 

Se eu chorar
Abafe a poesia
Dentro do peito
E deixe o sereno da noite apagar.

Depois, só depois,
seque minhas lágrimas
e segure esse passo
Escreva um poema
No meu caderno
E bem cedinho
Empurre a porta
E abra a janela
E lace o tempo
E deite a poesia
Nas ondas do mar.

Claude Bloc

TERCETO - Por Claude Bloc


Acalentado sentimento
Atravancado por dentro
Aprisionado intento


*Dedicado a Aloísio

NICODEMOS

AMIGOS são doces melodias.
Fragmento
- Claude Bloc -


Às vezes sou precisa
Às vezes sou dispersa
De asas abertas guardo em mim
Todo o espanto nos olhos...
Mas sei que sou chão, onde finco raízes
Sou âncora segura para uma vida à deriva
Às vezes
Só às vezes sou águas plácidas
Ou posso ser mar revolto.
Sou chuva de verão
Ou aroma no inverno
Sou tudo nessa vida
Sou um fragmento de trova
Sou uma rima que canta
Pois às vezes falo
Outras vezes calo
Quando chega o (in)vers(n)o ...


Claude Bloc

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pontes e Baronesas


Eis-me aqui em Recife há quase quinze dias. É como se estivesse de volta à minha casa. Os caririenses carregam consigo essa duplicidade: meio cearenses, meio pernambucanos. O escritor Ronaldo Brito percebe perfeitamente essa dualidade quando define : “Cariri, Capital Recife!” . A Veneza Brasileira faz parte do meu bau de doces sentimentos, mas devo reconhecer que nem sempre foi assim. Simplesmente porque a cidade, retalhada por rios e remendada por pontes, não se entrega facilmente aos primeiros assédios. Amante banqueira e retraída, Recife exige todo um ritual de iniciação. A princípio seus ares parecem irrespiráveis, suas chuvas imprevisíveis, seu povo autista. Só aos poucos desabrocha a cidade que iluminou a poesia de Bandeira, João Cabral, Joaquim Cardoso e Carlos Penna Filho.
Recife carrega consigo um ar senhorial facilmente percebível nos seus casarões, nas suas pontes e também no seu povo. A cidade nos olha, por cima dos seus quase cinco séculos de história, galharda e pomposamente. Talvez seja esse clima colonial que a princípio entorpece os arrivistas , como se fossem espectadores que chegassem já em avançada hora do show. Aí o descompasso parece um visível incômodo. Como retroceder na história ? Como fazer parte do script , se já tantos capítulos foram escritos ? Aos poucos, no entanto, acabamos por perceber que o Recife tem um lugarzinho guardado para cada um que aqui bota os pés. No Recife, o encantamento se faz em módicas prestações mensais, aos poucos a cidade nos entra pelas veias e, um dia, quando jamais pensaríamos nessa possibilidade, compreendemos que já não é mais possível viver sem ele. O Recife nos arrebata mansamente do mesmo jeitinho que a maré carrega as baronesas rio abaixo.
Como isso é possível ? Recife compreende que sua história não é apenas um mero detalhe para ser guardado nos livros de escola. O recifense sabe que a história da cidade é uma coisa viva, palpável e que precisa ser degustada por todas as gerações com o mesmo ímpeto e apetite. A Cultura Pernambucana não é uma peça de Museu, uma ‘ararinha azul’ a ser catalogada pelo IBAMA. Ela vive no povo pernambucano, no seu quotidiano e mais : com o dinamismo próprio de que é feito as coisas vivas. Como não se apaixonar por uma terra que aparentemente séria e ensimesmada, mal chega o Carnaval, traveste-se , anarquicamente, e explode em alegria de viver: nos passos do frevo, na irreverência das troças, na música quase mântrica dos caboclos–de-lança, nos caboclinhos, nos cocos, nos afoxés, no afro Maracatu de baque virado, nos AlA Ursa? E mais, com todas as classes unidas, sem distinção de qualquer espécie e, conseqüentemente, quase sem violência?
É folclórico o bairrismo dos pernambucanos. Mas em termos de Carnaval, de alegria de viver, Pernambuco, com toda certeza, fala do Brasil para todo mundo!


J. Flávio Vieira

Pérola nos Bastidores - por Claude Bloc

Como posso ficar parado / Se o mundo se movimenta?

O que faço eu agora
Se a vida quer movimento
Se não paro de andar
Se todo dia invento
Uma nova direção
Pra seguir o meu intento
Como posso ficar parado
Se o mundo se movimenta?

Claude Bloc

FESTA BREGA ROCK STYLE


A banda nasceu em novembro de 2006, quando cinco roqueiros que tocam em bandas de João Pessoa - PB, resolveram montar uma banda onde o seu repertório fosse recheado da bela música brega, da jovem guarda e claro, do Rei Roberto Carlos com seus sucessos dos anos 60/70,. Su estilo foi auto-intitulado como sendo "Brega Rock Style".

Os Caronas interpretam as músicas com muito respeito e admiração. Eles fazem pequenas alterações nos arranjos das músicas, mas, sem jamais fugir da idéia principal que o autor quis passar através da sua arte. O objetivo da banda é executar da melhor maneira possível, canções que marcaram um período da música popular romântica (nostalgica) brasileira.

A abertura da festa vai ficar por conta da banda "RED STEEL" de Juazeiro do Norte, que promete agitar a galera com belas canções do rock nacional.