Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Festa em benefício da família de Batista foi plena de êxito – Luiz Carlos Salatiel

Sucesso. Esta é a palavra mais certa para definir a realização do show-baile beneficente em prol da família do músico Batista, acontecido neste último sábado (12), no Crato Tênis Clube.

Cerca de 300 pessoas atenderam ao chamado feito pelos organizadores do evento e participaram de uma animada festa que só terminou às três da manhã. O cerimonial foi comandado por Luiz Carlos Salatiel, coordenador das Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – OCA, promotora do evento, apresentando os artistas que foram solidários à causa.

Revezaram-se no palco o grupo Cantingá, Aécio Ramos, João do Crato, Franciné Ulisses, Abidoral Jamacaru, Lifanco, Álvaro Holanda, Rafael do Acordeon, Salete Libório, Salatiel, Raul Lampiseixas, Francisco Saraiva e André Saraiva, dentre outros.

Várias autoridades da região, e até do estado, também marcaram presença, com destaque para o deputado estadual, Sineval Roque; o diretor do Incra-CE, Amadeu de Freitas; a articuladora regional do Sebrae, Tânia Porto; a vice-reitora da Urca, Otonite Cortez, e as pró-reitoras Cileide Araújo e Carminha; a diretora-superintendente da Fundetec, Meiriane Aragão; o presidente da Câmara de Vereadores do Crato, Florival Coriolano, e os vereadores Ailton Esmeraldo e Mara Guedes; o vice-presidente do Instituto Cultural do Cariri, Armando Lopes Rafael; o ex-governador do Distrito 4490, Gamaliel Noronha, e os presidentes do Rotary Clube do Crato, João Batista da Silva, e do Rotary Crato Centro, Zilnelli; a coordenadora do Escritório da Ematerce-Crato, Alcileide; o presidente do Sindicato dos Comerciários do Crato, Antonio Cardoso; o presidente do Crato Tênis Clube, Danja, e muitas outras.

O evento, iniciativa de colegas de Batista da URCA e amigos em geral, contou com o apoio da Universidade Regional do Cariri –URCA, Crato Tênis Clube, Francy Cópias, Rádio Educadora do Cariri, Farmácias Gentil, Mairton e OK Produções, Doce Festa Buffet e revista virtual CaririCult.

Em nome da família de Batista, agradecemos de coração a solidariedade de todos.

Fonte: Blog do Crato

Documentário sobre Reisado do Sassaré começa a ser gravado


O quinto documentário do Projeto “No Terreiro dos Brincantes” registrará o reisado de caretas de Potengi, mais conhecido como o Reisado do Sassaré, liderado pelo Mestre Antônio Luiz. O Reisado de Caretas ou de Couro é um dos poucos da região do Cariri.

Os brincantes do Reisado usam máscaras confeccionados em madeira e couro para dançar ao ritmo da música que é marcada por pisadas fortes. De acordo com o Mestre Antônio, o acervo de máscaras vem desde a criação do grupo quando ele ainda tinha 18 anos, atualmente o mestre tem 54 anos. As primeiras gravações aconteceram no ultimo sábado, dia 12, na casa do Mestre numa descontraída e produtiva conversa. As próximas gravações terão continuidade no dia 19 deste mês, aonde serão feitos os registros das danças e entremeios.

O projeto “No Terreiro dos Brincantes” é uma iniciativa da Universidade Regional do Cariri – URCA, através da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX, Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC e tem a parceria do Coletivo Camaradas. Para a produção desse documentário a Prefeitura de Potengi também entrou na parceria. O projeto tem como objetivo produzir pequenos documentários sobre as manifestações da cultura popular mostrando além dos aspectos artísticos e estéticos, o contexto social aonde acontecem às brincadeiras. O material é um importante recurso pedagógico para ser usado em sala de aula e uma importante fonte de pesquisa para pesquisadores da área.

Documentários já produzidos:
Mulheres do Coco
Mestra Zulene Galdino
Reisado Dedé de Luna
Mestre Círilo

Serviço
Para adquirir os documentários solicite por escrito cópias na PROEX/URCA - Campus Pimenta

Fonte: Via Demétrius Silva - Editor de Cinema do Blog do Crato e Cinemania Cariri

Nunca aprendi a babar ovo / Nem cuspir no prato em que comi - Aloísio

Nunca aprendi a babar ovo
Nem cuspir no prato em que comi

Garanto uma coisa a vocês
Defendo a verdade e me comovo
Quem me ensinou foi meu povo
Sou mais brabo que o bem-te-vi
Nunca aprendi a babar ovo
Nem cuspir no prato em que comi

Não vim aqui cantar de galo
Nem tão pouco me esconder aqui
Faço tudo pra acertar de novo
Por isso digo, volto a repetir
Nunca aprendi a babar ovo
Nem cuspir no prato em que comi

A gente vendo tantas asneiras
O cabra ajoelhando aos pés do chefe
Por mim este cabra não promovo
Eu mando ele pra fora daqui
Nunca aprendi a babar ovo
Nem cuspir no prato em que comi

Quem muito abaixa a cabeça
Acaba no fim mostrando a bunda
Aqui vai também meu desaprovo
Isto pra mim eu não escolhi
Nunca aprendi a babar ovo
Nem cuspir no prato em que comi

Estando findando minhas rimas
Deixo patente o desagrado
Puxando o saco eu não trovo
Isso com meu pai eu aprendi
Nunca aprendi a babar ovo
Nem cuspir no prato em que comi


Aloisio

Uma perguntinha - Por Claude Bloc

Desafio:
 
Meu irmão Tony na sua viagem à França, agora no mês de janeiro, chegando a Paris ( que chique! - risos), foi conhecer a cidade, à noite, e ficou impressionado com a beleza do lugar. Assim que chegou ao hotel, emocionado, foi logo mandando e-mails para os irmãos e amigos, encantado com o momento que estava vivendo.

Acontece que na França, nesta época do ano, o frio ainda está grande. A temperatura às vezes chega a alguns graus abaixo de zero. Devido a isso, qualquer saída à rua exige o uso de muito agasalho (óbvio).

Pois é. Estando no hotel e com a intenção de conhecer a Torre Eiffel, meu irmão, impaciente em busca de roupa para se proteger do frio lá fora, pediu à minha cunhada :
- Ana, cadê a "burundanga de cangote" ?

E minha cunhada sem entender o que ele queria sapecou a pergunta: 
 - E que diabo é burundanga de cangote???

Foi uma novela para ela descobrir o que era aquilo... 


E você, saberia me dizer o que é "burundanga de cangote"???

domingo, 13 de fevereiro de 2011

noite


noite maior do que tudo
e mal cabe na aba do sonho
tão sem tamanho!

entre sombras de telhados
uma igreja no claro
assombração com o som cortante
dos carros que passam
passam passam passam
passar é destino

acima um arco marca
um ponto contra a fragilidade de tudo
tudo atando nossa pele à superfície
áspera das coisas
cadeiras, copos, corpos
tudo em nós escuros
tudo um tanto escuro tudo

os bêbados e seus tropeços
cadê?
os fumantes, os amantes,
de agora e de antes,
cadê?

deslizam em país de mentira
país de argila,
os pés embebidos de escuro
olhos consumidos de susto
na solidão da noite
ilusão de quem foge do sono
perscrutando estrelas
quando não pode vê-las
no poema

D'Arte-Fotos... Pachelly Jamacaru

Quantos Bloc tem nessa foto? (Por Claude Bloc)



Este foi um tempo imemorial. Nas férias, os primos vinham de Fortaleza para a Serra Verde e um dos divertimentos dos finais de semana era fazer "guisados" debaixo dos pés de juá, na beira do açude, ou em alguma casa desabitada. 

Na foto acima, estão alguns primos, irmãos e agregados. Mané Danta aparece ao fundo. Também pode-se ver Cícero eletricista, Dalvaní (irmã de Maria Alzira), Marisa Sobreira, Maria Branca, Maria Preta e a babá dos meus primos.

Nessa época, quando a turma toda se reunia, havia várias atividades e rituais de férias. Passeios a cavalo, banhos de açude, jogos de baralho... Caminhadas por dentro do mato, nas veredas das cabras. por dentro dos riachos secos. Enfim, mil coisas que só criança inventa. 

Um detalhe curioso que pretendo citar, é algo que pode ser observado nesta foto. Nas férias, éramos vorazes comedores de goiabada, bananada, marmelada e figada, além de biscoitos Pilar. Aqueles da lata grande com biscoitos sortidos. Mas a voracidade em relação aos doces tinha uma razão extra : a busca do prêmio que consistia na distribuição das latas por entre a meninada (feita hierarquicamente) - dos mais velhos aos mais novos. Cada lata de doce esvaziada recebia um dono. E a gente passava as férias inteiras comendo nessas latas. Depois do almoço era um "lataral" danado na pia da cozinha. Para nós era a maior graça na hora da refeição. Uma zoada de flandre velho que não acabava enquanto o último não saísse da mesa.


Claude Bloc

sábado, 12 de fevereiro de 2011

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


 VERBENA, Verbena officinalis, a pequena notável. Uma planta de muitos dons: atrai o amor, afasta o sofrimento, é afrodisíaca para o homens e suas sementes trazem prosperidade por onde quer que floresçam. Planta herbácea, perene e rústica. Altura entre 30cm. Origem América do Sul.


Apesar de modesta, a Verbena sempre teve um alto conceito e até mesmo um caráter sagrado para muitas culturas. Na antiguidade era usada em cerimônias religiosas e para prever o futuro. No Egito havia  a crença de que a planta havia se formado a partir das lágrimas de Ísis, a Mãe Cósmica. Os sacerdotes gregos a usavam sempre junto de suas vestes. Dedicada a Vênus, era usada no elixir do amor. Nos altares romanos era usada para a purificação espiritual.

 
Cultivada em solo argiloso, fértil e bem arejado, sob o sol ou sombra pouco densa. Semear na primavera. Pode ser cultivada dentro de casa. Na culinária, as folhas costumavam ser usadas em vários pratos e licores para despertar o amor. Compressas feitas com infusão das folhas aliviavam olhos cansados e pálpebras inchadas. Na medicina, é usada como digestivo e sedativo. Os druidas empregavam uma infusão floral com erva para purificar a visão. E os anglo-saxões usavam a erva em bálsamo sagrado como proteção contra todos os males.

Fonte : Jardim Interior - Denise Cordeiro

PARA SERMOS FELIZES - Por Edilma Rocha

Que fiquem para trás as desilusões e
as mágoas que corroem nossa mente
para conquistarmos a verdadeira felicidade.
Esqueçamos as injúrias,
a incompreensão dos alheios
e procuremos conservar os verdadeiros amigos.
Assuntos que mentalizam tragédias
e rendem comentários negativos,
não devem fazer parte de nossas vidas.
Cultivar atos e feitos construtivos
edificam nossa caminhada numa natureza divina.
Esqueçamos os fracassos
e tomemos a frente das esperanças
com realizações voltadas
para um futuro feliz.
Retiremos da nossa memória as amarguras
e cultivemos os sonhos bons
que nos abram os caminhos
da plenitude espiritual.
Fazer o bem, desejar o bem,
do próximo,
é criar amor a si mesmo.
Precisamos procurar a paz interior
dedicando-se a Deus
que certamente abrirá
as portas da felicidade.



A ciência do passo seguinte - Emerson Monteiro

Às vezes acontece parar o barco, isso na firme intenção de acertar e vencer os pensamentos da dúvida em relação ao que cabe fazer nas ações imediatas do percurso. Nessas horas, torna-se necessário saber agir e preencher o momento seguinte, independente de poder distinguir o duvidoso e o certo, sob as névoas das situações. Mas não existe a alternativa de não querer prosseguir, ir em frente. É a tal síndrome do próximo passo que quem vive atravessa a todo segundo, chova, ou faça sol, porquanto viver significa persistir na marcha.
Bem aqui, pois, entram no campo as lições dos que estudaram este assunto de seguir, de dominar as condições, dentro dessa linha inevitável dos caminhos constantes, onde agir representa quebrar os selos da porta do tempo, lacrada antes de nelas chegarmos. O direito universal de avançar, contudo, impõe leis para um desempenho satisfatório, quais sejam elas: evitar destruir as possibilidades dos outros, praticar conhecimentos adquiridos e confiar ao desconhecido nossas apreensões. No entanto, numa espécie de compensação, se deve saber colher o que plantou, no campo das práticas desenvolvidas no combate. Natural usar da justiça, porquanto a natureza ensina querer a si aquilo que oferecer aos demais, norma elementar do justo merecimento.
À medida que descobre os segredos da sabedoria, neste mundo perigoso, se anda nas estradas com a produção de resultados positivos. O valor que denominam cultura quer dizer tradição do conhecimento, guardada para posteriores experiências em forma de trabalho e técnicas.
O passo seguinte nada mais impõe do que praticar os modelos ensinados pelos outros e adquiridos por nós próprios durante as nossas ações. Parar, silenciar um pouco e tomar decisões exigem concentração, reflexão e atitudes verdadeiras.
Escolher o jeito ideal só no decorrer das jornadas se aprende e transmite, na ciência de caminhar pela vida afora. Tantos, milhões até, acertam e empreendem iniciativas de proveito, o que também todos podem cumprir de igual maneira. Resta somar tristezas, alegrias, fracassos e sucessos, para montar a solução dos enigmas e das ocasiões. Neste procedimento, reunir coragem e disposição de trabalhar, outra das leis essenciais ao bom êxito dos planos de voo. Acrescentar boa vontade, amizade, humor, convicção, prazer, iniciativa, emoção; descortinar o tempero dos pratos deliciosos que, por isso e bem preparados, reservam as estações dadivosas das existências mais felizes.

Ministro Fernando Bezerra e Governador garantem verbas para o Crato

Restaurando a verdade que os "Espíritos de Porco" querem deturpar !


"Nós não cometeremos essa irresponsabilidade; De estarmos aqui trazendo uma notícia verdadeira e alguém querer de forma irresponsável, desculpe o termo forte da palavra, querer tirar um proveito para desmerecer o trabalho que está sendo conduzido pelo prefeito municipal, pelo governador do Estado do Ceará e aceito, e muito bem aceito pelo ministro Fernando Bezerra Coelho."

Arnon Bezerra

O governador em exercício Domingos Filho e o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, acertaram em uma ligação telefônica ocorrida na tarde desta quinta,10, todos os detalhes que irão assegurar a reconstrução da cidade do Crato. " O ministro Fernando Bezerra foi muito atencioso com as reivindicações apresentadas e que serão atendidas para garantir a recuperação do Crato", afirmou o governador em exercício Domingos Filho ao portal Ceará Agora.

No acordo firmado com o aval do governador em exercício Domingos Filho ficou tudo bem definido: o Governo do Ceará através do DER irá fazer o projeto de reconstrução do canal do Grangeiro e de outras obras necessárias por causa das chuvas e o Ministério da Integração Nacional irá liberar as verbas para a execução.

Esse entendimento tranquiliza a população do Crato e põe fim a polêmica sobre o real interesse do ministro Fernando Bezerra em atender as reivindicações do prefeito Samuel Araripe com o aval do Governo do Ceará. " O ministro Fernando Bezerra tem todo interesse e sensibilidade com a gravidade dos problemas vividos pelo Crato", disse Domingos Filho.

Quem também ressaltou o trabalho do ministro Fernando Bezerra foi o deputado federal Arnon Bezerra. Hoje,Arnon conversou com o ministro que reafirmou sua vontade de ajudar o Crato. Arnon também destacou todo o empenho pessoal do governador em exercício Domingos Filho em intervir para solucionar os problemas enfrentados pelas vítimas das chuvas no Crato.

Em entrevista ao Programa Antonio Vicelmo, na Rádio Educadora do Cariri, Deputado Arnon Bezerra desmente boatos de que o Ministro não iria ajudar o Crato


https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgiBvo5-bUrqT4WZLY4SuDOdlZMeMnrbnmThwQqU8wvReaOeNnr4J_sNkP_EkMwMNIkGI0XM-ilR12BLypt6Qa-z1iXyMmeF2Ab1-U-3CAMdM7X32BM8YBXE41a0zt7Aq3_szNjON0l61SE/s1600/78bdfae6d8+a.JPG


Arnon Bezerra: "É uma alegria poder voltar aqui, poder dar essa informação. Eu de pronto fico satisfeito com a notícia que você leu anterior à nossa conversa, a notícia sobre o governador, porque nós estivemos com o ministro na Sexta-feira, através do telefone, quando aconteceu o incidente, na semana que passou, durante 3 vezes, e duas vezes essa semana. São 6 vezes. E eu quero dizer aqui ao povo do Crato, do cariri e do Ceará, que eu estou satisfeito com essa declaração do governador, porque tenho tido, e o prefeito pode testemunhar isso e o governador também, toda a atenção que um ministro pode dar a um parlamentar, sempre se prontificando, inclusive repetiu na frente do prefeito, do governador, a vontade de vir ao Crato.

É claro que a gente sabe, durante esse período inteiro, que sobretudo nesse início de ano, janeiro, por exemplo, não foi só o Crato; Grande parte do país se viu momentos com chuvas com enchentes, e outros com sêcas, como está havendo agora no próprio estado do Rio Grande do Sul. E essa notícia que saiu ontem, impressionante, que a notícia foi divulgada pela informação de alguém que esteve presente no gabinete do ministro, e eu não sei com que intenção uma pessoa espalha uma notícia dizendo que o ministro não teve a atenção necessária para com o Crato, não se sensibilizou... Ora, qualquer pessoa se sensibiliza, imagina um homem público que está com a responsabilidade de atender. Esse reparo que eu quero fazer aqui é o que foi dito, e eu sei mais ou menos de onde partiu, realmente é desgastante. A gente procura fazer todo um esforço, sensibilizar o ministro, e de repente, você é acordado ainda muito cedo do dia de ontem com o ministro perguntando "o que tinha dito de errado para parte da imprensa do ceará divulgar notas infundadas como aconteceu. É lamentável.

Vicelmo: É lamentável, inclusive eu vi, não li aqui porque achei que não tinha cabimento...

Arnon Bezerra: "Uma grosseria que foi feita com o ministro, uma grosseria. Isso é para querer desmerecer um trabalho que nós estamos fazendo. Quem quiser chegar junto,pode chegar. E eu quero fazer uma ressalva aqui: Recebi telefonemas de apoio da própria bancada, o prefeito se prontificou de conversar com a bancada federal, lá com os 3 senadores e os 22 deputados federais pra ver isso. Recebi, repito, telefonemas e conversei bastante com o deputado Manoel Salviano, conversei com Eudes Xavier, o próprio deputado José Guimarães, o Senador Inácio Arruda, enfim, todos que chegaram e manifestaram ( Senador Eunício Oliveira e o Pimentel também ). Então, são pessoas que estão chegando e fazendo força, agora não tem necessidade de chegar lá todo mundo. Evidentemente que tem aqueles parlamentares que se responsabilizam por determinados setores, ou então um trabalho, e a gente vai na medida do possível, todos eles se prontificaram. Agora, teve gente que pariticipou e saiu com essa notícia "LOUCA" ferindo inclusive...só para registrar que tudo o que o ministro fez foi uma atenção muito especial. Fez o trabalho necessário. O governador disse a ele nas palavras iniciais, o prefeito está aqui e pode testemunhar isso, e eu quero dizer ao povo do Crato, ao povo do Cariri para evitar qualquer dano que venha a acontecer. A gente faz um trabalho, quem quiser somar a esse trabalho, todos nós o receberemos bem, não eu só, mas sobretudo o povo do Crato e do Cariri. Nós não queremos espalhar aqui ressentimentos e fazer um trabalho do "eu sozinho". Não existe essa estória do "eu sozinho". Eu acho que discurso político é uma coisa, discurso que vem apenas a atrair a simpatia do voto é outra coisa e nós não cometeremos essa irresponsabilidade; De estarmos aqui trazendo essa notícia verdadeira e alguém querer de forma irresponsável, desculpe o termo forte da palavra, querer tirar um proveito para desmerecer o trabalho que está sendo conduzido pelo prefeito municipal, pelo governador do Estado do Ceará e aceito, e muito bem aceito pelo ministro Fernando Bezerra Coelho."

Com informações do Blog do Crato, Site Ceará Agora e Rádio Educadora do Cariri.

www.blogdocrato.com

ORGULHO DE SER CRATENSE - Por Claude Bloc

SOUS LE CIEL DE LA FRANCE

Ana e Tony Bloc (em Paris)
Nicole, Ana, Jean-Luc e Tony Bloc (sur les ponts de Paris)


Cidade, Paris. Sorrisos cearenses. No peito o orgulho de ser cratense (veja a estampa da camisa). É isto que distingue as pessoas que amam o Crato. Onde quer que estejam, levam no peito o amor à sua terra, com sabor de saudade. Vão, mas voltam. Levam sonhos e trazem a alegria genuína de ter desbravado o mundo, mas o compromisso interno e íntimo de levar consigo o cheiro, o som e o gosto de vida do seu torrão. 

A França foi o sonho. Sentir a origem. A terra onde nasceram Hubert e Janine Bloc. Tocar o chão. Ver os monumentos, sentir a História. Olhos rasos d'água. Emoções a cada passo. A França teve, é claro, muitos encantos a serem descobertos, vividos pelo toque sereno de um céu diferente. Nas paredes, nas ruas nas casas, na gente da França, o efervescer das saudades daqueles que amamos.

Na volta ao Brasil, um tesouro guardado na alma. Uma alegria emocionada.

Claude Bloc

ENCONTRO COM AMIGOS - Por Edilma Rocha

Monica Araripe e Edilma
Sem palavras ....

CORAÇÃO ESTRADEIRO (ao mestre Dominguinhos) - Por Marcos Barreto de Melo


nesse cavalo de aço
sem arreio, sem espora
levo um sorriso, um abraço
viajando mundo a fora
sou andande sanfoneiro
nasci pra tocar baião

meu coração estradeiro
tá sempre alegre, feliz
vivo cantando o amor
e a vida da minha gente
andando sem paradeiro
por este imenso país

caminhoneiro disfarçado
enfrento qualquer estrada
na seca ou na invernada
sigo o roteiro traçado
dias e dias sem lar
só pra meu povo cantar

trago no peito a sanfona
que num acorde dolente
faz renascer a saudade
da terra pura e pungente
ou de uma antiga paixão
que ficou lá no sertão

rodando, cortando chão
na poeira do sertão
ou numa grande cidade
vou cumprindo a missão
sem esquecer a lição
com a mesma simplicidade

cada fronteira cruzada
é uma etapa vencida
é mais um passo na vida
mas, é também despedida
uma saudade incontida
de quem ficou na estrada

Marcos Barreto de Melo


HOMENAGEM AO GRANDE SANFONEIRO DOMINGUINHOS NA DATA EM QUE ELE COMEMORA UMA NOVA IDADE.

PÉROLA NOS BASTIDORES... Por Edilma Rocha

 Edilma disse...


Alexandre Lucas,

Diante dos meus olhos
Surgem estelas surpresas
Da alma do artista

No lugar dos pincéis
A forte martelada
Sobre mãos leves
Que fazem surgir
Um lindo poema

Nos seus sonhos
O nosso deleite
Entre brisa e faiscas
no encanto
que nos fez sonhar 

Edilma Rocha

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Corrupios

O Rio Paranaporã serpenteava toda encosta da Serra da Jurumenha e cortava Matozinho em duas fatias. Nas margens de suas águas algo salobras é que, historicamente, organizou-se o pequeno povoado que terminou em vila. O Paranaporã passava a maior parte do ano seco como língua de papagaio e os matozenses iam cavando poços no seu leito, no verão, buscando , desesperadamente algum veio de água.Com o crescimento inexorável da vila, as margens do rio foram pouco a pouco sendo ocupadas por casebres e o leito passou a ser o esgoto natural da vila. O antigo rio bonito , como os indígenas o tinham batizado, já não merecia esse nome. Na época do inverno, quando suas águas se encrespavam, o rio procedia a uma faxina rigorosa no leito, limpando toda a sujeira que lhe tinham impingido durante o ano e a beleza de outrora florescia por alguns meses.Esta alegria durava no máximo uns cem dias, logo depois, no entanto, vinha a estiagem demorada e o rio, novamente, se transformava em fossa séptica.
Aquele ano, tinha sido de todo atípico. Os matozenses comentavam frequentemente que na época do dilúvio, em Matozinho ficou apenas nublado. Ali , chuva era coisa rara de se ver , tinha peixe com três anos de idade que ainda não sabia nadar. Pois bem, aquele janeiro mostrou-se inesquecível. De repente, sem que profeta nenhum tivesse previsto, as nuvens abriram as comportas e , durante cinco dias, desabou uma chuva sobre a região, com raio e trovão de estralo. No segundo dia, o Paranaporã já corria fora do leito e, nos outros que se seguiram, desenhou-se uma tragédia jamais vista. Casas boiando, comércio encharcado, praças sobrenadando. Até a Igreja da Milagrosa Santa Genoveva ficou com água quase na torre. Pelo sim, pelo não, os matozenses salvaram a imagem da Santa, antes que o mar de água resolvesse ir rezar na capela: podia ser que com toda milagridade ela não soubesse nadar. Acalmadas as nuvens, os matozenses começaram a computar os prejuízos . Não morrera ninguém, mas restara pouco da vila. O povo, no entanto, tinha treinamento em sobrevivência na selva e PhD em miséria e seus congêneres, impavidamente, iniciou a reconstrução daquilo que um dia havia sido Matozinho.
De pronto os políticos aproveitaram a enchente para preparar o próximo saque: o eleitoral. O prefeito Sindé Bandalheira reuniu a Câmara e juntos solicitaram ajuda ao governo do estado. O governador prometeu mundos e fundos e, como se comentava à sorelfa que o homem era pouco viril, os matozenses sarcasticamente diziam que ele só havia dado a segunda parte da promessa. Se verba apareceu, o certo é que ficou parada no meio do caminho, não teve força nas canelas para chegar nas mãos do povo.
Na década seguinte, o problema repetiu-se por mais algumas vezes. Não na mesma intensidade, é certo. Mas isso foi o suficiente para os matozenses concluírem que aquilo não era apenas implicância de São Pedro mas, talvez, uma revolta da natureza ferida. Perceberam que a tendência seria uma certa regularidade na tragédia. Tanto se contorceram que, finalmente, um deputado conseguiu, junto ao governo federal, um projeto para construção de uma represa na encosta da Serra da Jurumenha que teria a finalidade de esbarrar as águas e, assim, resolver, por definitivo, a questão das enchentes periódicas. A Barragem do Corrupio foi construída, próximo ao açude do Sabugo, há uns cinco quilômetros de Matozinho. A partir daí, a cidade passou a dormir mais tranqüila.
Gato escaldado tem medo de água fria. No ano seguinte à construção da barragem, as chuvas foram, novamente abundantes. O rio, no entanto, represado, manteve-se pacato. Um outro fantasma, agora, começou a assombrar a vila. E se as chuvas fossem intensas demais e a barragem pipocasse? Aí desceria, de repente, um mundão de enchente, serra abaixo e, possivelmente, não escaparia viva alma. As apreensões da população chegaram no ouvido do prefeito e este, preocupado, designou um vigia para a barragem. Tratava-se de Filismino do Sabugo que morava nas cercanias da represa. Sindé Bandalheira o contratou para pastorear a barragem e, em havendo qualquer risco, entregou-lhe uma dúzia de fogos para ele soltar imediatamente. Aquilo serviria de alerta e, mediante o fogaréu nos ares, o povo teria tempo de capar o gato.
Os matozenses ficaram mais tranqüilos. As providências pareciam perfeitas e tudo teria saído a contento, não fossem alguns efeitos colaterais do remédio administrado. Pois não é que naquela sexta-feira, tardezinha, caiu uma chuva forte em Matozinho. O povo ficou de olho no Paranaporã, mas esse não dava sinais maiores de alerta. A chuva continuou, preocupantemente, com o cair da noite, mesmo assim os matozenses se recolheram a suas camas, com um certa tranqüilidade. Eram umas onze horas da noite, quando o alarme de Filismino soou: vários fogos estouraram no céu, lá para as bandas do Corrupio. Foi o estouro da boiada.
Os matozenses danaram-se a correr mato adentro, procurando subir as encostas que se encontravam mais distantes da barragem. Mãe esquecia filho, marido não se lembrava de mulher. De manhã, Pedro Perneta, que andava em cadeira de roda e pedia esmola nas calçadas, foi encontrado no olho de um coqueiro: não me perguntem como tinha chegado lá. Cego recobrou a visão na noite do dilúvio e desabou estrada abaixo. Sueldo Jogó que se recuperava de duas fraturas nas pernas, ainda engessadas, causadas pela queda de cima de um burro, foi um dos primeiros a chegar em Bertioga, correndo e sem muletas.
Quando o dia amanheceu o povo se deu conta de que a tragédia alarmada não tinha acontecido. Só depois, arrochando o velho Filismino, souberam que ele não tinha detonado o alarme. A confusão tinha acontecido por conta de uma renovação que acontecia ali no Sabugo, na casa de Juvenal Fogueteiro. Ele tinha soltado a dúzia de fogos para pagar uma promessa .
A partir daí, a dificuldade foi juntar os fujões. Nunca mais Matozinho teve a mesma população. Passados uns dez dias da ameaça de tragédia, chegou no Correio um telegrama de Sindé Bandalheira, postado no Japão:

“Informem se águas já baixaram PT
Arigatô!
Sindé”


J. Flávio Vieira

Desagravo em favor do Bispo Diocesano do Crato, Dom Fernando Panico

O Rotary Clube do Crato vem – através da presente nota – prestar solidariedade ao bispo diocesano de Crato, Dom Fernando Panico, em face dos injustos e malévolos ataques feitos à sua pessoa no site Juanorte.

Este tradicional clube de serviço, o mais antigo do interior cearense, com mais de 70 anos de existência, sente-se no dever de contribuir para o restabelecimento da verdade e no desagravo pelas difamações assacadas contra uma das mais íntegras personalidades da região do Cariri cearense.

Desnecessário enfatizar – visto que já é amplamente conhecido da opinião pública local – o relevante serviço prestado pelo eminente bispo diocesano de Crato, nos campos religioso, social e educacional.

A obra de Dom Fernando Panico, nos seus dez anos de trabalho pastoral à frente da Diocese do Crato, é pujante, inovadora e referência maior de sua conduta séria, ilibada e desprendida.

Este lamentável episódio, que não ecoa na índole do povo bom de Juazeiro do Norte, é tão somente fruto da ação perversa de uma mente doentia colocada a serviço de interesses escusos.


Crato, 11 de fevereiro de 2011.

João Batista da Silva
Presidente

AMANHÃ: SHOW BAILE EM SOLIDARIEDADE AO MÚSICO BATISTA

Com Batista e Banda
Participação de artistas convidados

DIA 12 DE FEVEREIRO (SÁBADO), A partir das 20 horas
Local: Crato Tênis Clube

Promoção: Professores e funcionários da URCA, e artistas amigos de Batista

Venda antecipada de ingresso na Farmácia Gentil (Rua Senador Pompeu)
Preço: R$ 10,00

Obs.: A renda do evento será destinada à família do músico Batista, que perdeu todos os bens materiais e encontra-se desabrigada devido à enchente que penalizou a cidade do Crato no último dia 28 de janeiro.

Desde já, agradecemos o apoio de todos.

Os organizadores

Mais um dia... Esperança! - Por José de Arimatéa dos Santos


Sonhos renovados a cada dia que nasce e que possamos fazer as coisas acontecerem de maneira clara, objetiva e positiva. É isso! Começo falando de sonhos porque nossa vida é movida através do que mais queremos que é um mundo de mais paz. Sei que a perfeição é difícil de conseguir, mas a paz é feita por cada um de nós nos pequenos gestos de querer bem os nossos semelhantes. Ao começar mais um dia em nossas vidas colocando em primeiro lugar fazer o bem, pensar o bem, já é meio caminho andado. Não acham? Claro! Por que não? Mesmo em dias de chuva, nublado em que o sol quer sair mais as forças da natureza dizem não e as precipitações pluviométricas molham as plantas e encharcam o solo com mais água, mesmo assim o dia é bonito. Não concordo quando escuto na televisão o repórter dizer que dia de chuva é dia feio e que só dia de sol é bonito. E quando não chove por muito tempo o mesmo repórter reporta o episódio como dia que poderia cair uma chuvinha para aliviar a temperatura. Acredito que mesmo em dia de chuva podemos fazer do dia um período de muita produção, pois tenho comigo que o clima fica mais ameno e cansamos pouco nas nossas atividades cotidianas no trabalho e em casa. Que todo dia que nasce em nosso horizonte possa ser um período de muita paz em nossos corações. Que venha sempre acompanhado dos mais sinceros votos de bom dia que repetimos todos os dias aos nossos semelhantes. Assim, o dia se transforma na certeza mesmo de um bom dia!
Foto: José de Arimatéa dos Santos

Há uma fome pelo ar - Emerson Monteiro

Há, sim, uma fome de coerência, que circula as cabeças das pessoas em voos insistentes, algo parecido com zumbidos de muriçocas aborrecidas nas noites de calor pegajoso e insônia agressiva. Uma fome de honestidade, que penetra a condição social desses períodos neutros, quando a história funciona aos moldes do faz-de-conta, apenas para justificar o melhor dos mundos possíveis. Uma fome que reclama práticas dignas de políticas públicas, representatividades justas e transparência no funcionamento das engrenagens e dos comandos. Há, sim, uma fome de autenticidade nas criações artísticas, na música, do trato da beleza dos entretenimentos em geral. Nas oportunidades de trabalho aos pais de família, independente de propagandas e números oficiais. Da paz comum, onde todos respeitem os direitos uns dos outros. Uma fome de evolução da espécie humana, em que haja menos motivos de agressividade e desespero. Um ânimo de satisfação pessoal independente de tirar o que é dos outros e olhar mais dentro de si próprio, para notar o quanto de potencial cada indivíduo possui, no crescimento das mentalidades.

Em que um ser humano acredite na palavra do outro ser humano, sem avaliar os riscos dessa atitude, sem esperar surpresas desagradáveis ou agendas secretas, livre dos medos adicionais desses tempos escuros. Em que a velocidade dos carros corresponda às voltas para casa com segurança e tranquilidade. Uma fome de paz nas ruas e nos corações das gentes, cientes de que a justiça coletiva preenche os requisitos necessários dos valores básicos a se viver com êxito e harmonia. Inovações de transformações salutares que saiam do papel e cheguem aos lares da esperança e da felicidade, quando aconteça o domínio dos baixos instintos e deságuem nos bons sentimentos. Novas modificações que guardem sentido em termos proporcionais ao direito mínimo das condições de sobrevivência, vencidas para sempre os conflitos das guerras de classes e privilégios de grupos. 

Uma fome do tamanho das manhãs que logo viram tardes e noites, repetida nas manhãs seguintes, qual condenação de um Prometeu acorrentado, a empurrar pedra imensa na ladeira do destino, que depois recomeçará do início, faina constante e infinita. Essa fome das eras proporcionais ao desejo da perfeição nos padrões da cidadania, quando o sonho seja do irmão amar o irmão, fora das questões insignificantes do passado e das coisas que passam. Fome de saúde nos leitos dos hospitais, nos manicômios e penitenciárias. De épocas e circunstâncias que chegam à imaginação, porém ainda não chegaram à realidade que demonstra força em relação à teimosia dos confrontos. Quando a fé dominará as contradições e os tantos setores das circunstâncias, que signifique possibilidades em termos de realização pessoal através dos talentos e das vocações. Onde tudo de bom estabeleça suas bases definitivas no seio de nossa humanidade. Há, sim, essa fome pelo ar, clamor enorme dos dias e das aspirações de uma raça que padece, mas que já visualiza espaço amplo nos estreitos limites dessa fome que lhe corrói as entranhas à procura da Luz da liberação.

Cariri Cangaço avisa...

Amigos da Família Cariri Cangaço,


Por muito tempo se pensou e acreditou que o assassinato do grande empreendedor de Angiquinho e da Fábrica da Pedra, cearense Delmiro Gouveia, havia sido resultado de sua "guerra" com o Trusts inglês da industria textil; hoje o blog do Cariri Cangaço traz nova luz sobre o polêmico episódio daquele longíquo 17, te convido a visitar

http://www.cariricangaco.com/

e conhecer o resultado das pequisas do confrade Gilmar Teixeira que nos traz muitas novidades sobre o caso da morte de Delmiro Gouveia; tudo isso e muito mais no blog do Cariri Cangaço.


Grande abraço fraterno a todos,


Manoel Severo

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O QUE ACHA DISTO, CARLOS?

Aula de matemática - : 7 x 13 = 28

FRASES...



"Minha obra favorita é sempre aquela que se permite misturar de maneira imaginativa com o seu texto de origem para, de alguma forma, corresponder, canalizar ou negar o texto que a inspirou"

Sam Anderson
(Crítico literério da New York Magazine)

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"A expressão começa onde o pensamento acaba."

Albert Camus
(1913-1930) escritor francês, em "O mito de Sísifo" 
 - Editora Record -

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"Para ser original é necessário ter a coragem de ser um amador."

Wallace Stevens
(1879-1955) poeta norte-americano

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"Reconhecemos o poder criativo por sua capacidade de conquistar o distanciamento."

Marianne Moore
(1887-1972) poeta norte-americana

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"O segredo da criatividade é saber esconder as fontes."

Albert Einstein
(1879-1955) físico alemão radicado nos EUA.

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Ave Maria - Dedicado a Magali e Carlos Eduardo

Uma raridade - Ave Maria por Mário Lanza
e...uma criança chamada Luciano Pavarotti!



Colaboração enviada por e-mail por Marcelo Mourão 
- colaborador do Cariricaturas -

Farra com o dinheiro público ??? - José Nilton Mariano Saraiva

A SAAEC (Sociedade Anônima de Água e Esgotos do Crato) foi estruturada e passou a funcionar em meados da década 1960, quando a cidade foi administrada pelo circunspeto e austero prefeito Pedro Felício Cavalcante, tendo tido como seu primeiro diretor-presidente o Brigadeiro José Sampaio de Macedo (dois homens lendários, paradigmas de seriedade, que honraram e dignificaram o Crato, mercê das suas qualidades morais, intelectuais e técnicas).
Hoje, lamentavelmente (e como é dolorida tal constatação), aquela autarquia municipal funciona como moeda de troca na bacia das almas de políticos alienígenas, sem maiores compromissos com a cidade e o seu povo. Tanto é que, presumivelmente recomendado e imposto (de cima pra baixo), ao atual prefeito do Crato (Samuel Araripe) pelo então manda-chuva do PSDB cearense Tasso Jereissati (à época Senador da República), o amazonense José Procópio da Silveira (ex-jogador de futebol) foi designado e assumiu a presidência da SAAEC, aonde já chegou pregando e difundindo o terrorismo explícito, via ameaça de demissões indiscriminadas.
Arrogante e prepotente (tal qual o padrinho político), se indispôs com muita gente (inclusive vereadores da base de sustentação do prefeito), até bater de frente e ser, corajosa e publicamente, denunciado formalmente pelo cratense Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes de ter infligido o Código de Defesa do Consumidor, atropelado o Estatuto do Idoso e ter sido, no mínimo, mal-educado e desrespeitoso ao destratar e humilhar a senhora Almina Arraes de Alencar Pinheiro (sua genitora, de quase 90 anos de idade), em pleno recinto daquela repartição pública, pela simples razão desta ter procurado explicações para um aumento abusivo do valor da sua conta mensal do consumo d’agua.
Como a repercussão de tal grosseria se fez sentir não só na cidade, mas além fronteiras (em razão de tratar-se de uma família tradicional e muito benquista por todos, aqui e alhures), se esperava, do chefe do executivo cratense, a humildade e reconhecimento devidos para algum pedido formal-oficial de desculpas à família ofendida (não concretizado, segundo Joaquim Pinheiro Bezerra de Menezes), de par com alguma providência efetiva em termos operacional-administrativa, em relação à inabilidade, arrogância, falta de educação e despreparo demonstrados por aquele seu subordinado no exercício da atividade pública.
Debalde.
Navegando na contramão da responsabilidade, do bom senso e da razoabilidade, o chefe do executivo cratense tratou foi de passar a mão na cabeça do subordinado abusado e destemperado e até (certamente que numa tentativa de “abafar” a repercussão por demais negativa e desfavorável do imbróglio), premiou a SAAEC com uma intensa e maciça propaganda nos meios de comunicação (principalmente na Internet), com especial destaque para o seu megalômano presidente (que nos foi apresentado como se fora uma espécie de “novo Messias”, responsável pela salvação de toda a população cratense de uma terrível e letal epidemia).
O que não se sabe e, aí, sim, deveria ser explicitado “tim-tim-por-tim-tim” e didaticamente à população (alô, atuais integrantes da Câmara de Vereadores da cidade) é o seguinte: vale à pena, numa cidade mediana do porte do Crato, reconhecidamente carente de recursos, manter na presidência daquela autarquia pública, alguém que custa tão caro ao erário municipal (uma pequena fortuna mensal) ??? Explica-se: como a família reside em Fortaleza, desde que chegou ao Crato o senhor José Procópio da Silveira, depois de se acomodar num dos bons hotéis do centro da cidade, “morou” também por um bom período no Hotel Encosta da Serra e, hoje, se acha confortavelmente instalado no agradável, chique e luxuoso Pasárgada Parque Hotel (o nosso cinco estrelas), evidentemente que às expensas da prefeitura; tem à sua disposição um veículo particular, nas 24 horas do dia, com motorista e combustível pagos pela municipalidade e, como viaja frequentemente para Fortaleza, pressupõe-se que as passagens aéreas sejam, também, debitadas ao erário público municipal; além, é claro, das diárias remuneradas (quando de viagens “a serviço”, que sempre aparecem), e de receber uma remuneração mensal que não deve ser nada desprezível. Quanto custará tudo isso, atualmente ??? É verdade que o gasto bruto com as mordomias dispensadas ao Presidente da SAAEC, ultrapassa a remuneração individual do próprio prefeito da cidade e secretários ??? Será que não vale a pena conferir, auditar, saber o “porque” de tamanho privilégio ???
Alfim, perguntas que não querem calar: não é algo um tanto quanto vexatório e injustificável, que numa cidade como o Crato (que se vangloria de ser a “capital da cultura”), não exista nenhum executivo (filho da terra, radicado e morador do município), com preparo educacional, técnico e profissional suficiente, em condições de assumir a presidência da SAAEC, evitando assim salgadas e desnecessárias despesas com estadia, transporte, motorista, diárias, passagem aérea e por aí vai, para um presidente-viajante, rebocado de tão longe ??? Será que na quadra atual, onde o fator “custos” é variável preponderante para se levar uma empreitada avante numa autarquia pública (em termos de priorização dos investimentos), a relação “custo X benefício” propiciada pelas “regalias-mordomias” ofertadas pela administração municipal ao senhor presidente da SAAEC, não é por demais onerosa para o município ??? Qual o retorno, efetivo e concreto, que a manutenção do senhor José Procópio da Silveira, à frente da SAAEC, propicia à cidade do Crato ???
Se as interrogações acima são de difíceis respostas, de uma coisa podemos ter certeza: a essa altura, na quietude e silêncio sepulcral dos respectivos jazigos, o ex-prefeito Pedro Felício Cavalcante e o Brigadeiro José Sampaio de Macedo, que tanto rigor, desvelo e cuidado tiveram com os recursos públicos, devem estar a se retorcer e contorcer de preocupados, a questionarem: qual a razão de tamanha “farra com o dinheiro público”, propiciada via recursos da SAAEC ???

SHOW-BAILE SOLIDARIEDADE SOS BATISTA

Com Batista e Banda (Participação de artistas convidados)


DIA 12 DE FEVEREIRO (SÁBADO), A partir das 20 horas
Local: Crato Tênis Clube
Promoção: Professores e funcionários da URCA, artistas amigos de Batista
Venda antecipada de ingresso na Farmácia Gentil (Rua Senador Pompeu)
Preço: R$ 10,00

Embrulho - Por Alexandre Lucas


Embrulho-me nos teus olhos
Rutilante como as estrelas
Foice de desejo
Martelo de firmamento
Tuas mãos leves
Como vento me dá brisa
Brasa e faísca,
Os teus encantos
Tá aqui no nosso mar
No balanço tímido das águas
Que como rede nos faz sonhar.

Alexandre Lucas


QUEBRA CABEÇA DO NORDESTINO

Pedro Esmeraldo

O cidadão nordestino observa com ansiedade a natureza. De vez em quando, principalmente no final do ano, ou mesmo durante os meses de janeiro a março, vive com os olhos fixos no firmamento examinando-o com minúcias o conjunto de seres que formam o universo. Apodera-se atentamente, observando se há algum sinal favorável que forma as ocorrências de chuva.

Constantemente, no fim do ano, apresenta um olhar perspicaz que enche de alegria e às vezes de tristeza, quando o tempo lhe for favorável ou não. Há uma ação simultânea em seu pensamento duvidoso, tentando adivinhar se lhe aparece algum sinal que lhe traga alegria com chuvas para o ano seguinte.

Para isto, costuma-se fazer pesquisas meteorológicas com o chamado projeto referente a natureza, que examina com atenção a posição dos astros que vêm refletir na sua inteligência miraculosa dependendo da situação, formando fantasia em cada rosto do homem agricultor nordestino. Isto vem provar a perspicácia da filosofia matuta que muitas vezes acerta com naturalidade os acontecimentos pluviais e as ocorrências d as chuvas abundantes.

Crê-se que esses homens, de aspecto rude, baseado na adivinhação, hoje em dia, nos tempos modernos, tornam-se obsoletos provocados pelo nordestino fica difícil prever o comportamento da natureza, pois devido à mudança climática, não há mais aviso dos sinais meteorológicos e o homem tem que se contentar com serviços de meteorologia técnica que através de aparelhos vem confirmando as previsões de chuvas ou de seca. Por esse motivo, é difícil o homem acertar o comportamento da natureza que não lhe dá mais aviso.

A situação do nordestino é precária e áspera, visto que sempre se baseia na agricultura rudimentar, sem meios de possuir lucros para sua subsistência, visto que permanece desde épocas imemoriais trabalhando para o atraso, sem consistência de possuir uma agricultura de qualidade que mal dá para servir e transpor o ano com mantimentos agrícolas que poderiam minorar o seu comportamento de pessoa levada de sobriedade e tenacidade no seu trabalho.

É preciso mudar o comportamento do homem, mas só muda através da educação e da tecnologia. Há necessidade de criar escolas (e nunca fechá-las) estimulando o aluno para adquirir uma boa aprendizagem. Pedimos a todos que olham para o campo e portam-se com dignidade, tragam luz a fim de abrir a mente do nosso homem, estimulando-o para enfrentar o trabalho, evitando sair de suas raízes, que é a sua terra.

Crato, 09 de fevereiro de 2011.

De malas prontas - Por Claude Bloc

Meus olhos e sonhos já estão de malas prontas. Embarcam em breve, na calada da noite.
É incerto o itinerário, o caminho é longo e se houver chuva nem mesmo sei qual será a duração da viagem. Mas o destino é certo: outro desejo em alto-relevo, a chapada, a serra, outra paisagem.
Meu olhos e minha alma nômades, vivem em constante busca...procuram a fertilidade da terra, das águas. Meus sentimentos, então, semeiam, chovem e colhem a serenidade.

A vida não é fácil, sei. Mas mesmo quando parece ser, a gente se sente sozinho/a, parece que está sozinho/a. Porque os sentimentos doem quando os amigos somem ou nos reconfortam, quando entre sorrisos aparecem.

Por isso, já estou de malas prontas, logo mais estou chegando... Pois até agora estive só de passagem.

Claude Bloc


Poema de Marie-Clotilde (Roose)




Um círculo se expande
gira sobre si mesmo
espiral sedosa
e perfumada

uma haste lhe transmite
um novo vigor
o cálice dança
sobre a ponta sonora

essências suaves
se misturam
até que se irrompa
do círculo a flor:

ó oitava perfeita!


*

Un cercle s’agrandit
il tourne sur lui-même
spirale soyeuse et
odoriférante

une tige le porte
d’une vigueur neuve
danse le calice
sur la pointe chantante

les parfums suaves
jouent entre eux
jusqu’à ce que jaillisse
du cercle la fleur:

ô l’octave parfaite!

 
(Traduções de Henrique Pimenta)

Fonte: http://poemadia.blogspot.com/