Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 3 de março de 2011

(DE)LÍRIO

- Claude Bloc -

És flor-(de)lírio
No meu jardim


Suspiro de plena cor
És estrela do meu dia
Alegria, sorte, sabor.


Estás aí quieta, silente
olhando o sol, o brilho, o clarão

O que será de ti na chuva
O que será de mim no verão?

Claude Bloc

CASA AMARELA - Por Claude Bloc


Era uma casa muito engraçada
Era amarela e bem fresquinha
E no jardim tinha babosa
Manjericão e um pé de lírio..
Lá no quintal, um bom espaço
E um limoeiro bem carregado
E o que fazer, com tanto esmero
Se está na hora de um bom café?

Seja bem vindo/a
Claude Bloc

Zuca Sampaio, o arquétipo da aristocracia caririense -- por Armando Lopes Rafael

Residência construída por Zuca Sampaio, na Praça do Rosário em Barbalha, no início do século XX. O imóvel é conhecido como a Casa de Mãe Yayá (como era conhecida a esposa de Zuca Sampaio), sendo um dos mais bonitos solares dos que foram conservados em Barbalha.

(Explicação a priori: utilizo a palavra arquétipo aplicando-a a pessoas que exprimem em grau eminente as características de um povo, constituindo um paradigma. Zuca Sampaio é o arquétipo da aristrocracia que existiu na Região do Cariri até algumas décadas passadas).
José de Sá Barreto Sampaio – mais conhecido por Zuca Sampaio – nasceu em Barbalha, no dia 7 de agosto de 1861. Filho de Sebastião Manuel de Sampaio e Francisca de Sá Barreto Sampaio, um casal genuinamente católico. Sua mãe, antes de falecer, pediu que fosse enterrada na calçada da igreja-matriz de Santo Antônio. Ainda hoje se vê, no adro do vetusto templo, uma lápide mortuária onde consta: “Francisca de Sá Barreto Sampaio pediu ser sepultada aqui, para sobre suas cinzas passar o Santíssimo Sacramento e para ficar perto de sua querida imagem de Nossa Senhora das Dores”. Sobre Zuca Sampaio, o Padre Azarias Sobreira publicou um opúsculo: José de Sá Barreto Sampaio - um sertanejo de escol. Dessa obra retiramos algumas informações.
Zuca foi comerciante honestíssimo e bem sucedido, de proceder sempre retilíneo, atuando na firma Sampaio e Irmãos, de 1892 até 1914. Neste último ano, as tropas da Sedição de Juazeiro invadiram Barbalha e roubaram o estoque dessa loja de tecidos, a maior do Cariri. Restou ainda o clima de insegurança, obrigando Zuca Sampaio, esposa e filhos a se refugiarem – durante algum tempo – numa fazenda do sertão pernambucano, localizada a mais de 100 km de Barbalha. Isso não o impediu de, todos os meses, na primeira sexta-feira, fazer longos percursos a cavalo para comungar, costume que o acompanhava, desde a infância. Naquela fazenda, se refez dos prejuízos sofridos, enquanto aguardava a hora de retornar a sua cidade natal e recomeçar suas atividades comerciais, bruscamente interrompidas.
Na juventude, Zuca Sampaio alimentou, durante anos, o desejo de ser padre. Desejou ser um sacerdote nos moldes do Padre Ibiapina e só desistiu desse intento, após longas conversas com o então vigário de Barbalha, Padre João Francisco da Costa Nogueira, virtuoso modelador da família católica barbalhense. Este o aconselhou a constituir uma família. Só aos 33 anos, veio a contrair matrimônio com Maria Costa Sampaio – Mãe Yayá – procedendo do casal nove filhos: Dr. Leão Sampaio, Dr.Pio Sampaio, Antônio Costa Sampaio, general Manoel Expedito Sampaio, professora Maria Alacoque Sampaio, José Costa Sampaio, Paulo Sampaio e mais dois falecidos, na tenra infância.
Zuca trabalhava, o dia inteiro, no seu estabelecimento comercial, com ligeiro intervalo para o almoço. Próximo ao pôr-do-sol, passava na sua residência para o jantar. Em seguida, pegava o candeeiro, livros e anotações e ia ensinar as primeiras letras no “Gabinete de Leitura”, instituição por ele fundada, destinada à alfabetização de pessoas carentes de Barbalha. Ali, ensinava os princípios morais, a doutrina cristã e o amor à pátria. Foi o leigo católico de maior projeção daquela cidade, tendo, ainda, presidido, por longos anos, à Conferência de São Vicente de Paulo, da qual foi um dos fundadores, em 1889 – amparando a pobreza daquela comunidade – além de ser um dos líderes da construção da bela Igreja do Rosário (foto ao lado).
Ao lado disso, priorizava uma sólida formação moral e intelectual aos seus filhos, os quais vieram a se destacar – depois de passarem por boas escolas e academias, em capitais de Estados brasileiros – como a fina flor da elite barbalhense.
Padre Azarias é enfático ao afirmar: “Sua franqueza ia ao extremo.Interessando-se pela sorte de todos, condoendo-se de todos os infortunados, jamais o intimidava a ira dos maus ou o melindre dos poderosos, se se tornava necessária uma palavra franca, em defesa da inocência, da fé ou da moral”.
Eis, em rápidas linhas, e de forma incompleta, o perfil moral de Zuca Sampaio, um aristocrata caririense.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

quarta-feira, 2 de março de 2011

PASSARINHO - Marcos Barreto de Melo

Quando você passa por mim
Fingindo que não me vê
Sinto o meu peito doído
Meu coração em pedaços
Meus olhos se enchem dágua

Mas, me vem um passarinho
Com pena da minha dor
Amenizar o meu sofrer
E me conta em surdina
Que tudo é encenação
Que você gosta de mim
E que ainda é meu o seu coração

Marcos Barreto de Melo

Onde Tu Vais? (Para Cecília) - Aloísio

Onde Tu Vais? (Para Cecília)


Já sabes teu caminho
Ainda tão cedo
Não procures espinhos
Desvende segredos

O caminho é longo
Cheio de armadilhas
Procure enxergar
A tua trilha

Teu caminho, tu o fazes
Não te detenhas
Por pouca bobagem

Que está à margem
Olha para frente
Segue tua viagem.


Aloísio

F E L I Z A N I V E R S Á R I O W I L S O N !

Algo diferente me chamou à atenção na praça Siqueira Campos, no Crato : Um varal de fotografias que ia de uma palmeira a outra, era a exposição de fotos do artista Wilson Bernardo. Me aproximei curiosa  e ele me deixou avontade para fazer a minha observação. Chegou devagar, me cumprimentou e começamos uma agradável conversa sobre fotografias. Não tentou me vender nada, apenas manteve um diálogo  e se posicionou sobre o seu trabalho.
Passamos a nos falar cordialmente e aos poucos fui conhecendo este fotógrafo especial, com a sua maneira de ver através da sua lente as coisas da rua, das pessoas, dos sentimentos e acontecimentos relacionados com o Crato. A simplicidade e a alegria de Wilson Bernardo  me chamou atenção. Não lhe interessava qual o evento que iria fazer a cobertura fotográfica, o seu estilo original quase sempre de bermudas e  alpercatas fazia um diferencial. Chegou Wilson Bernardo...
É exatamente por isso que gosto em você, amigo. A sua autenticidade e irreverência diante de coisas banais e dos almofadinhas metidos a besta. Tudo de que precisa está guardado na sua bolsa preta, a máquina envolta a flanela  como que para proteger um filho querido e o seu talento. O resto é o seu olhar especial que consegue captar as imagens diferenciadas de todos os fotógrafos do Crato. Meninão, curioso, astuto, observador, sempre sorrindo e fazendo poesias sobre qualquer assunto. Recebemos de você quase diariamente as postagens com imagens espetaculares aqui no Cariricaturas e agora somos nos que retribuímos  através da belíssima foto de Dihelson Mendonça, hoje no seu aniversário a sua imagem como um presente.
Hoje é um dia especial para todos nós . Receba através desta sua amiga a merecida homenagem de todos que fazemos o Cariricaturas.

FELIZ ANIVERSÁRIO !

Edilma Rocha

ENCONTRO COM AMIGOS - Por Edilma Rocha


Wilson Bernardo e Edilma
Sem palavras...

Direção da Regional 2 da CNBB apresenta solidariedade a dom Fernando Panico


Foto:Weslley Barros
A
direção da Regional Nordeste 2, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, que congrega vinte e uma dioceses dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas fez uma visita de solidariedade ao bispo de Crato, dom Fernando Panico. A comitiva foi composta pelo arcebispo de Maceió (AL), dom Antônio Muniz Fernandes, e pelos bispos de Campina Grande (PB), dom Jaime Vieira Rocha e de Palmares (PE), dom Genival Saraiva de França. Como é do conhecimento público, o bispo de Crato foi alvo de aleivosias postadas na Internet, através de um blog elaborado a partir da cidade de Brasília – DF.

Na manhã desta terça-feira, dia 1º, os três bispos dirigentes da CNBB-Nordeste 2 concederam entrevista coletiva na Faculdade Católica do Cariri. Profissionais da imprensa, representantes de emissoras de rádio e televisão, além de jornais e sites informativos da Internet cearense estiveram presentes à entrevista. Três emissoras de rádio da capital alagoana também se juntaram ao pool da mídia e retransmitiram o evento que foi comandado pela Rádio Educadora do Cariri, com mediação do jornalista Antônio Vicelmo.

Durante mais de uma hora os bispos dirigentes da CNBB-Nordeste 2, abordaram a missão pastoral do bispo de Crato, dando ênfase a sua dimensão missionária e ao apoio que dom Fernando vem dando às romarias de Juazeiro do Norte. Para dom Genival, “Somente pela atenção dispensada por dom Fernando na literatura e na prática pastoral às romarias e ao lugar, Juazeiro do norte, a sua presença episcopal na diocese já é um diferencial”, pois segundo dom Jaime “A nação romeira é marcada pela presença dos mais pobres, que precisam ser acompanhados, valorizados, amados e acolhidos”, e para tanto contam com o zelo de dom Fernando em organizar as romarias.
O arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz Fernandes salientou de maneira especial a história eclesial da diocese de Crato que é rica em tradição missionária, destacando a participação da ação evangelizadora do Padre Ibiapina e do Padre Cícero. Ambos vieram – nas palavras de dom Genival – “Manifestar o testemunho de fraternidade e de solidariedade... algo que deve estar permanentemente internalizado em nossas vidas”.

Depois de responder às perguntas dos jornalistas e radialistas presentes, os três bispos encerraram a entrevista e ouviram o agradecimento emocionado de dom Fernando Panico. Este afirmou encontrar-se com o coração agradecido a Deus, aos seus diocesanos e aos seus irmãos no episcopado pelo apoio e solidariedade recebidos num momento de incompreensão isolada. E afirmou que eventuais ações isoladas não irão prejudicar o seu relacionamento e diálogo que vem mantendo com todos os seguimentos sociais que compõe a Igreja Particular de Crato.

(Fonte: site da Diocese de Crato www.diocesedecrato.org.br)

terça-feira, 1 de março de 2011

Liberdade - Paulo Viana

Liberdade é uma linda palavra que foi semeada nos corações dos guerreiros;daqueles cujo sentimento de justiça é o que estrutura sua alma, alimenta seu espírito e norteia seu caminhar pelas complicadas estradas das relações entre as pessoas. Foi o desejo de liberdade que edificou as cidades, desenvolveu a ciência, forjou, no cárcere íntimo dos sensíveis, a poesia, a literatura e todas as manifestações artísticas. Foi a luta pela liberdade que construiu e fez desmoronar civilizações.
A liberdade, no entanto, jamais é plena. Diariamente temos que analisar e avaliaras relações, principalmente entre governos e governados, com o objetivo de ajustar deficiências que distorcem a justiça, mascaram a igualdade de direitos, limitando, assim,o exercício da liberdade.
Buscamos, incessantemente, uma cultura de paz. Todos sabemos que sem justiça a paz é impossível, e sem liberdade para ir à luta a justiça fica mais distante.
É preciso, no entanto, assinalar que diante do emaranhado de valores, informações, desejos, orientações de consumo, a prevalência do acúmulo material, em detrimento da evolução espiritual, a política como instrumento da manutenção do poder e não como meio de preservar o bem comum, o enorme abismo de conhecimento entre uma minoria privilegiada e a grande maioria, o absurdo déficit educacional e de postura crítica, a opressão religiosa, que faz a moral se sobrepor ao querer transformar de forma radical a realidade, a extremamente complexa psicologia humana, com a variedade de personalidades e os diversos tipos de caráter e, por fim, a sofisticada estrutura de comunicação e ideologia da mídia, defensora intransigente e maliciosa do status quo, todo esse conjunto de fatores neutraliza a liberdade de grande parte das pessoas, facilitando a conservação de cenários onde a injustiça é sutilmente imposta com a máscara de conceitos sólidos como o de democracia.
Louvável é, portanto, a luta dos orientais contra ditadores instalados no poder como se donos fossem do povo, das leis e dos territórios. Admirável é a luta pela liberdade de mudar o que não está justo. E que tremam os que acham que a história acabou. Jamais acabará, porque a luta pela liberdade, pela justiça e pela paz é o fim último dos humanos. É o que marca mais profundamente a sua vocação para a ilusão. Ilusão que não pode se perder porque é o que nos faz acreditar que a vida tem um sentido.

Paulo Viana

A Feira do Crato e Suas Cores Festivas...Wilson Bernardo

A Feira tem sabores de cores
festa de colheitas
 Os plantadores de Invernos
a doce fartura
goma na frigideira
um balaio de pescados
 Angu na vasilha e o milho na assadeira
que faz dos olhares, pingo de lágrimas
a matar dos açudes a sede.
 Cortar como lamina fiadeira
a carne do semblante que a fome sacia
a sabedoria de se afogar na lama
feijão de corda que se enforca incertezas.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


ALQUEMILA - Alchemilla vulgaris - Suas folhas em forma de mantos, trazem a magia da transformação. Os alquimistas colhiam as gotas do orvalho que amanheciam em suas folhas para usar em seus processos alquímicos. Poetas e alquimistas tiravam dela suas inspirações e poções mágicas. Por seu aspecto de manto e sua ação protetora e carinhosa, foi acolhida pela igreja Cristã que a chamou de "Manto-de-Nossa-Senhora".


Planta herbácea, atinge de 15 à 50 cm de altura. Originada da África e Europa. O nome Alchemilla, do árabe Alkemeych (alquimia), significa "pequena magia" certamente pelas inúmeras propriedades curativas. Suas flores amarelo-esverdeadas, em cachos, aparecem no verão. Cultivada em solo rico em argila húmida e alcalina. Exposição ao sol ou sombra parcial, semear na primavera ou no outono. As plantas pequenas podem ser cultivadas dentro de casa.


Use pequenas porções de folhas novas cortadas salpicadas sobre saladas de folhas. O sabor é levemente amargo. A infusão é usada em compressas anti-inflamatórias e cicratzantes : para enxague bucal após extração de dentes; como adstringente e loção contra acne. Em forma de creme, amacia a pele seca. A erva está relacionada com o útero, sendo usada também no tratamento de inflamações dos orgãos sexuais femininos, para suavizar a menopausa e outros distúrbios ginecológicos.

Edilma Rocha

Fonte : Jardim Interior - Denise Cordeiro


FALAS DO MUNDO - Por Edilma Rocha

Dizem, pesquisadores que um assistente de Leonardo Da Vinci teria sido a inspiração para a "Mona Lisa".
A sexualidade de "Mona Lisa", pintada por Leonardo Da Vinci entre 1503 e 1506, voltou a ser colocada à prova. Segundo pesquisadores italianos, Gian Giacomo e Caprotti, um jovem assistente do mestre renascentista conhecido como "Salai" começou a trabalhar com Da Vinci aos 16 anos e permaneceu a seu lado durante 25 anos. Ele seria amante do pintor. O início dessa relação, dizem os pesquisadores, são duas minúsculas letras pintadas nos olhos da Mona Lisa: "L", que seria a inicial de Leonardo e um "S" de Salai. O Museu do Louvre, proprietário do quadro, questiona a existência da inscrição na obra.
Mona Lisa era homem ?
_ Falas do mundo.

Juliano Machado




Fonte : Revista Época
Fevereiro de 2011
 

ENCONTRO COM AMIGOS - Por Edilma Rocha

Professor Hermógenes e Edilma
Sem palavras...

MENSAGENS ESPIRITUAIS PARA TODOS OS DIAS

Prezadas Amigas e Amigos,

Estou enviando abaixo duas mensagens espirituais do mestre indiano Sathya Sai Baba que devem ser gravadas em nossos corações (principalmente a primeira delas - dia 23/02/2011).

A primeira delas foi responsável pela minha saida da depressão no dia 23 de fevereiro último.

Atenciosamente,

Um abraço,

Bernardo



Pensamento para o Dia 23/02/2011
“A menos que uma crença seja mantida inabalável dia e noite, ela não pode ser usada para alcançar a vitória. Quando uma pessoa afirma que é inferior, desprezível e que tem muito pouco conhecimento, ela torna-se inferior, desprezível e seu conhecimento diminui. Nós nos tornamos aquilo que pensamos que somos. Nós somos os filhos de Deus Todo-Poderoso, dotados de supremo poder, glória e sabedoria. Somos filhos da Imortalidade. Devemos entender essa verdade fundamental e nos apegarmos a ela sempre. Quando vivemos nesse pensamento, como podemos ser inferiores e ignorantes? A cultura Bharathiya (Índia antiga) ordena a todos que acreditem que a verdadeira natureza do homem é suprema e que todos devem estar sempre conscientes dessa verdade.”
Sathya Sai Baba


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Pensamento para o Dia 28/02/2011
“Religião significa "experiência" e nada menos. É realmente lamentável que muitas vezes esqueçamos esse fato importante. Esse segredo deve ser impresso no coração de cada um, e somente então pode haver proteção e segurança. É preciso também compreender que as coisas não podem ser alcançadas apenas por esforço próprio; a Vontade Divina é a base de tudo. Princípios religiosos devem ser praticados e sua validade experienciada. Ouvir sua exposição não tem qualquer utilidade; aprender um conjunto de argumentos e conclusões e repeti-los como papagaio não é suficiente. Se eles apelam para o seu intelecto e são aprovados por ele como corretos, isso não o ajudará de forma algum; isso deve transformá-lo.”
Sathya Sai Baba

Sou o que faço de mim - Emerson Monteiro

A tradicional conceituação de existirem os três aspectos comuns de personalidade para formar a constituição da individualidade, quais sejam id, o eu primitivo; o superego, o eu ideal; e o ego, o centro real da pessoa, a consciência do eu, o que representa a base original de onde procede ao que se fará de si mesmo. Tais são conteúdos iniciais de um longo itinerário a chegar na transformação do ser rumo à realização maior das existências, o que se dará sob as leis fundamentais do reconhecimento dessa longa estrada, até a individuação definitiva. Há, em consequência dessa dialética, uma personalidade suprema das individualidades em formação, o que admite, desde as religiões mais arcaicas, passando pelas teses estruturalistas das escolas científicas que estudam a psicologia humana, uma confluência ao Eu verdadeiro, que ora recebe nomes diversificados, a depender dos códigos que aprofundam o assunto. Cristo, Senhor, Consciência Cósmica, Suprema Personalidade de Deus, Eu Superior, Krishna, etc.
Enquanto de um dos lados, na vida de relações, observa-se essas configurações para a formação da personalidade instalada em todo ser humano, o aspecto instintivo animal; o eu moralista que a tudo define sob o prisma da fundamentação teórica do que deveria ser e ainda não o é; e o eu das relações consigo mesmo e com o universo, o que expressa nomes, pessoas, memórias, pensamentos, sentimentos e valores externos do ente social; no outro pólo dialético apenas a ordenação objetiva da síntese, ou nova tese, indica tão só a completa integração da personalidade com a natureza mais perfeita, inclusive acima dos juízos de valor, justificativa da existência da espécie e causa primeira à qual regressará à medida que reencontre o ele perdido, na vertente universal de tudo. Será o regresso à casa do Pai, qual dito nalgumas escolas místicas.
Todo o sentido daquela interpretação fragmentária da realidade, que obedece ao prisma dos três aspectos científicos das variações que formam a personalidade conhecida, apenas, portanto, significa uma fase primária de localização dos conceitos do eu consigo próprio, à mercê dos vetores da realidade interpretativa enquanto inexiste a conversão a que se destina no objeto do processo vida, uma razão maior e motivo primordial da existencialidade humana e dos demais seres e objetos materiais.
Ao instante da percepção criadora do Ser definitivo, o que aborda a epopéia da civilização no decorrer da história das existências, revela em si o ápice da criação e o crepúsculo das coisas na matéria, conquanto fundir-se-ão as consciências na luz espiritual da imortalidade eterna, a resultar na totalidade plena e satisfação absoluta da existência e do movimento que formam a Natureza.

TEU CHEIRO - Por Kaika


Teu cheiro

O teu cheiro tem um cheiro cheiroso
Tem sabor de coisa boa
Tem gosto de quero mais
O teu cheiro tem a imagem de uma deusa
Tem visão de uma canoa
Tem vista quinem do mar
O teu cheiro tem arrepio junto
Tem emoção da garoa
Tem coração, tem amar
O teu cheiro tem querência, tem saudade
Tem abraço e beijo à toa
Tem paixão e alegrar.
Kaika Luiz - Crato 28/02/2011

CARNAVAL DA SAUDADE - 2011 - Por Claude Bloc

                        CRATO TÊNIS CLUBE                    



Morais Moreira - Só, somente só... (sem banda)


Os foliões cantaram junto e não pararam...


Dr. José Flávio - o pirata "Barba Rossa"  - com Fabiana


A vibração por um Carnaval de Sábado Magro

Dedê "jerimoon" - dinamismo até o fim da festa...


Samuk - concentração total


O manos - Claude e Tony


Os manos de "O Uirapuru"  Pedro Antonio - um encontro raro  entre irmãos...


Janinha no embalo da música...


Hugo Linard, Leninha e sua banda...


No salão interno do Crato tênis Clube também muita agitação e folia
 ( a chuva botou todo mundo pra dentro)...


A exemplo do mestre Wilson (WB) - folia por trás dos bastidores...


Cerveja e alegria, alegria e cerveja... e Arnon à altura do copo.


Movimento e animação


Papo animado, (flash incômodo) - lembrando os apelidos de outrora...
E tu, "ôi de bila' ?


Depois da festa, ânimos incansáveis desfilam rua abaixo
 a caminho da Praça Siqueira Campos...
Lá, um caldinho quente e uma cerveja para matar a ressaca...
Combina?


Ano que vem tem mais... 

Claude Bloc (foliã fora de tempo)

Para segunda - feira - Filé de badejo aos dois molhos


Tipo de Culinária: França
Categoria: Pratos Principais
Subcategorias: Peixes e Frutos do Mar
Rendimento: 2 porções


Igredientes
400 gr de badejo em filés
quanto baste de sal
quanto baste de pimenta-do-reino branca
2 colher(es) (sopa) de farinha de trigo
3 colher(es) (sopa) de azeite
Molho
60 gr de cebola picada(s) finamente
2 ramo(s) de tomilho fresco(s)
2 colher(es) (chá) de pimenta-do-reino branca em grãos
200 gr de manteiga Mococa gelada(s)
150 ml de vinho branco
150 ml de vinho tinto

Modo de preparo
Tempere os filés de badejo com sal e pimenta branca a gosto.
Aqueça em uma frigideira ou chapa o azeite e, imediatamente antes de colocar o peixe, empane levemente em farinha de trigo, batendo pra tirar o excesso.
Frite até dourar levemente e reserve.
Molho
São 2 molhos diferentes, um com vinho tinto e outro com vinho branco, porém, feitos da mesma maneira.

Branco: coloque em uma panela pequena e funda, 30 gr de cebola, 1 ramo de tomilho fresco, 1 colher (chá) de grãos de pimenta branca e o vinho branco. Leve para ferver. Quando o vinho tiver evaporado e estiver quase seco, desligue o fogo, retire a panela da superfície do fogão e adicione 100gr de manteiga gelada, partida em pequenos cubos. Agite a manteiga com os ingredientes com o auxílio de um batedor de claras até que a manteiga esteja derretida. Coe o molho e sirva rapidamente junto com o peixe e com o molho de vinho tinto.

Tinto: repita exatamente os mesmos procedimentos, utilizando o restante dos ingredientes. Coe ao lado do molho de vinho branco e sirva com o peixe.

Chef Rodrigo Anunciato
Formado em gastronomia pelo Senac e Professor de Gastronomia na Universidade Católica de Santos.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


ALTÉIA - Althaea Officinalis - Citada por Pitágoras e Platão, esta planta era usada de várias maneiras pelos antigos. Uma delas, formando, com outros componentes, um ungento que protegia a pele contra o fogo, tornando-a resistente a dores e queimaduras. Apreciada pelos Eegípcios e Sírios. Os Romanos usavam a Altéia na sopa de cevada. Os Herbanários antigos apreciavam suas propriedades laxantes.



Planta herbácea, perene e rústica, chega a atingir 2 metros de altura. Originada da China, as folhas são grandes e aveludadas e as flores cor-de-rosa ou brancas desabrocham no fim do verão e início do outono. Cultivada em solo húmido e moderadamente fértil com exposição ao sol. Semear na primavera. Apanhar as folhas sempre que necessário. As sementes devem ser colhidas depois de completada sua maturação. As raízes devem ser retiradas no outono.


As sementes frescas podem ser comidas sozinhas ou misturadas com nozes nas saladas. Flores e folhas novas também combinam com as saladas. As folhas fervidas podem ser usadas quentes ou frias para suavizar mãos secas, aliviar queimaduras de sol e em cabelos secos. A raiz é utilizada no combate à tosse e à insônia.

Edilma Rocha

Fonte : Jardim Interior - Denise Cordeiro

ENCONTRO COM AMIGOS - Por Edilma Rocha


Edilma, Jacques Boris e Pachelly Jamacaru
Sem palavras...

A menina e o Arco-íris. Pachelly Jamacaru

sábado, 26 de fevereiro de 2011

PARABÉNS, EDILMA

PARABÉNS, EDILMA !!!


 
 
Lembro-me de uma menina magrela, esperta, meiga que cresceu em meio à minha família... Vivemos muitos momentos especiais nessa época: Serra Verde, Crato... Também tivemos, nesse período, muita influência dos nossos pais, assistindo às produções de arte, passo a passo, escutando os comentários e as "dicas" de como proceder para tal e tal técnica. Tal e tal cor se misturando com aquela outra...enfim, coisas que a nossa mente fértil fez fomentar o gosto pela arte.
 
Como já falamos, o tempo nos afastou, a vida nos deu uma pausa, mas ao nos reencontrarmos a amizade guardada e bordada de saudades (re)fez-se com a mesma intensidade.
 
Hoje esta menina das Artes brilha pelo Brasil e caminha para o mundo através do seu talento... Virou gerreira Cariri. Abriu seus horizontes.
 
A ela meu abraço amigo e fraterno de sempre
A ela nosso abraço Cariricaturense
 
Claude

Feliz Aniversário Edilma Rocha

Parabéns, Felicidade e muita Paz para você

Sentimentos - Paulo Viana

O espectro do amor tem sentimentos
Que nem mesmo os poetas descobriram
São afetos que amantes já sentiram
No calor dos seus relacionamentos
Quem viveu entende meus pensamentos
Sabe que os prazeres ou as dores
Nascem de várias formas e sabores
E é verdade que algumas emoções
Nem os médicos da alma têm noções
Mesmo sendo os mais sábios doutores

Paulo Viana

Entre o som e o silêncio - Emerson Monteiro


No enquanto da tarde imensa, buscava, no sono, o conforto, quando trovões sacolejaram de ribombos vagas distantes, entrecortando o canto intermitente de um sabiá na mata. Por dentro, porém, calma não veio, deixando apenas de si perguntas e a vontade de escrever, atender ao instinto da sintonia de pensamentos e frases, resposta prudente. Sem alternativas, deixei a rede e cheguei neste porto de papel.
Diante das muralhas intransponíveis das realidades em cada minuto, os dramas e as comédias. Velórios e folias, cascalhos e flores. Os verdes lodos, a crescer dos tijolos, brilham intensos das folhas, no verde das construções antigas. Luzes veludosas prorrompem as faixas de cor suave, em volteios de alegres pássaros nos arvoredos ainda molhados, penetrando curvas e caminhos de seus perfumes silvestres.
Aparências de matéria se acalmam, e, com isso, a fome preguiçosa das respostas e os gritos das farpas e do coração. Só o trilho e as peças do movimento agitando as entranhas. Trocar de passo no sabor dos ventos. Apreciar a paisagem de desenhos multiplicados, que chegam pelo sempre de toda vez que aparece. Agitação, tecnologia de janelas inúmeras, matemáticas, e pessoas chorosas ou sorridentes, nas ruas da lembrança. Enredos, montagens de espetáculos efetivos através das galerias acesas, nos finais de tardes transcendentes. Portas abertas da feroz imaginação; ubres espaçosos e leite derramado. Filhos nascendo e naves partindo a todo o momento.
Com isso, bruxos ou sacerdotes desfibram velas nas catacumbas, ao som de monótonas cantigas espalhadas no amplo firmamento. Catedrais dadivosas envolvem de mistério as maiores dimensões, na possibilidade arquitetônica das divinas ofertas. Natureza reluzente, e o pátio do infinito, onde, azuis, homens e feras vadias, envoltos em flores, amor e prudência, pastam felizes, silenciosos. Um paraíso de sonhos aberto aos viventes, que lhe sobrevoam e descem de olhos atentos ao segredo das árvores, dos rios, florestas e mares, calmos e fiéis ao Ser Supremo.
Nenhuma dúvida mais atiça o desejo realizado, de tudo, o nada absoluto, agora pleno de fragor, arfa satisfeito. Entregam-se, pois, das ondas às areias, guerreiros livres de tribunais e prisões; ausentes das abandonadas conquistas; o prazer completado no fastio. Dali, a convergência no ponto único da plenitude.
Após reunir tais palavras em sentimentos, vórtice impetuoso de energia sacudindo os anéis da garganta chegou cá fora, nessa colagem de versos, pelas cordas sonantes dos dedos nas teclas. Fluir das histórias de dentro em imagens presentes nos céus.
Ribombam trovões, nessa tarde, e um sabiá alimenta de chilreios o ar, maestro exclusivo, na vegetação sertaneja.

POEMA PARA ERMANO MORAIS - por Ulisses Germano

O SER DE SER HUM MANO

POETA QUE É POETA
NASCE FEITO, NASCE PRONTO
TEM NO PEITO UMA SETA
QUE INDICA O CONFRONTO
ENTRE A IDÉIA E O SENTIMENTO
NO RIMAR DO BATIMENTO
ZABUMBANDO NO DESCONTO

TEM GENTE QUE NASCE FEITO
TEM GENTE QUE NASCE PRONTO
TEM GENTE QUE TEM NO PEITO
UM PONTO QUE AUMENTA O CONTO
HERMANO TEM NO TUTANO
O SER DE SER HUM MANO
VERSEJANDO SEM CONFRONTO

Ulisses Germano Leite Rolim
Crato, 02/08/2010 
 
 

Governos de conveniência - Emerson Monteiro

A onda que varre dos comandos governantes de países árabes deixa no ar uma séria lição, qual seja: o capitalismo ocidental brincou em serviço quando apoiou a maioria desses ditadores que o próprio tempo se encarrega de eliminar, atitude que demonstra por demais a irresponsabilidade das democracias ricas em relação aos países atrasados deste mundo. Ninguém avalie, portanto, sua posição acima do mal e do bem, como agem detentores da riqueza, nas poderosas economias nacionais.
Depois da crise do petróleo, verificada com a Guerra dos Seis Dias entre árabes e judeus, no ano de 1967, os países detentores das reservas decidiram aumentar o preço do barril do ouro negro a níveis pouco imagináveis. As nações árabes descobriam, enfim, o quanto vale o subsolo nesta civilização contemporânea. O Ocidente, principal consumidor, instalava, naquelas economias crescentes, através dos ardis de bastidores, líderes que lessem nas suas cartilhas, para, mais adiante, dado o despreparo da maioria deles, haver de exterminá-los ao preço das dores civis, notícias que, antes, vieram do Afeganistão, do Iraque, e, agora, num rastro de pó e sangue, das ditaduras de conveniência que afundam, impostas que foram às nações em crise pela barganha dos potentados capitalistas.
Eis uma história marcada, programada de longo prazo. Nas décadas de 60 e 70, as Américas sofreram da mesma fórmula, que serviu, durante 20 ou mais anos, ao pretexto de manter a ordem nesta parte do chão. Os custos disso, atraso na maturidade dos povos, taxa elevada em termos de aperfeiçoamento histórico negativo, subserviência e alienação de gerações inteiras.
Tais exercícios de intervenção alimentaram elites reacionárias e corruptas, ocasionando consequências perversas de vazios profundos no futuro, visando o lucro das conquistas do mercado imperialista.
Essa crise fenomenal que ora elimina titulares carimbados no Egito, na Tunísia, e se espraia pela Líbia, pelo Iêmen e outros países, representa, pois, a derrocada dos esquemas absolutistas impostos pelos ocidentais a povos do Oriente, engordando famílias e governos ilegítimos, quais novos cônsules da Antiga Roma dos césares.
Os resultados da ação equivocada sujeita, com isso, perder a humanidade, expondo conquistas democráticas, devido à injustiça que contagia vizinhanças e domínios equilibrados, pondo risco, por exemplo, na estabilidade da Europa, comunidade que, através dos séculos, ficava distante das convulsões da Ásia e da África. Já que existem, porém, nos tempos atuais, o excesso populacional e as facilidades do deslocamento das massas humanas, o Velho Continente sofre com as angústias do futuro., nuvens escuras crescem das bandas do Nascente, na geopolítica internacional, e, queira Deus, uma autocrítica honesta de quem responsável motive rumos novos aos tristes acontecimentos verificados.

AO ESTILO DE ALOÍSIO - Por Claude Bloc



Abra o riso
Lace o tempo...
Abrace seu sentimento...

Claude Bloc

ALEM DA LENDA CONTADA

Foto: Dihelson


Conheço um tal de Mané
Que nasceu lá em Jardim
Vivente como ele é
Talvez se lembre de mim
Prá ele compus um samba
Do viver da corda banba
Nas cordas do bandolim

        Fiquei sabendo que o Mané de Jardim costumava fazer uma pergunta para deixar algumas  pessoas aqui do Crato meio que embaraçadas. Com seu jeito elétrico de pirlimpimpim, indagava:
           -Você sabe o que é idiossincrasia?
           -Não - respondia o incauto. 
           Então, imediatamente o Mané revidava:
          -Vá estudar!!!