Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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sexta-feira, 4 de março de 2011

Carta a Jefferson Filho - Por Daniel Hubert Bloc Boris

A Jefferson Filho

Tu não és meu!
Mas como não és meu!
Se te amo tanto.
Haaa,  você é meu!
E como é meu!
Com certeza, é meu.
Te vi nascer,
te acompanhei nos teus primeiros passos,
nos teus primeiros sorrisos,
da primeira botinha, à primeira calça jeans
até mesmo à primeira volta de bicicleta.
Você sempre menino travesso adiantado na idade,
com onze, doze anos já estava dando volta de bugre na praia
Me lembro como se fosse hoje,
você já rapaz, quando foi fazer o vestibular,
chamei-o , e te  dei um beijo e um abraço apertado,
quando retirei o meu cordão com um crucifixo e coloquei em você e te disse,
“não  se preocupe, essa batalha nós já vencemos,
nas dúvidas pega no crucifixo que Deus  e eu estamos com você”,
se lembra disso meu filho?
Você não é o sol nem mesmo estrela,
mas tem seu brilho próprio,
tem esse sorriso cativante,
esse jeitão de menino homem ou  de homem menino,
não importa, você é meu,
e não importa nada mesmo, sempre vai ser meu.
Chegou a formatura,
lá estou de novo, vendo a minha semente tornando-se uma árvore,
mais uma vez você se destaca,
sendo o orador da turma,
e fez um discurso elegante de gente grande.
Agora me pego de surpresa com o seu convite para seu casamento,
e vejo que os anos passaram rápido
Amo seus pais, como a mim mesmo
Mas amar você como um filho foi um presente de Deus
Não importa a distância ou o tempo
Você esta lapidado no meu coração
Por que, eu te amo, te amo te amo muito meu filho.
                                                Felicidades

Teu eterno Tio Pai
Daniel Hubert Bloc Boris

Monsenhor Joviniano Barreto, o Mártir do Dever – por Armando Lopes Rafael


O ano de 1950 começou promissor para Juazeiro do Norte. A comunidade católica daquela cidade preparava-se para comemorar – no mês de março – os 15 anos do profícuo paroquiato de Monsenhor Joviniano Barreto. Este, por sua vez, após ajudar na instalação da Congregação Salesiana em Juazeiro do Norte, aguardava o dia 6 de janeiro, data marcada para o lançamento da pedra fundamental do Convento e Seminário dos Capuchinhos, recém chegados àquela cidade, após pacientes negociações feitas entre o Bispo de Crato, Dom Francisco – com decisiva participação do Monsenhor Joviniano Barreto – e a Província Franciscana.
A quase totalidade da população ordeira e humilde de Juazeiro do Norte professava a religião católica. Mas, como ocorre em toda cidade em fase de grande crescimento, Juazeiro do Norte abrigava alguns portadores de esquizofrenias. Um deles, Manoel Pedro da Silva, natural de Açu, Rio Grande do Norte, vinha, nos últimos meses, insistindo (junto a Monsenhor Joviniano) para que o vigário o casasse com uma senhora já casada. Em vão o sacerdote explicou ao esquizofrênico que a Igreja Católica proibia a realização desse matrimônio. Consta que, por algumas vezes – por vingança ante a recusa do sacerdote em realizar o ilegal casamento – Manoel Pedro procurou assassinar Monsenhor Joviniano. Uma delas foi planejada para a Missa de Natal. E não foi concretizada, pois, na hora, faltou coragem a Manoel Pedro para praticar o homicídio.
Mas, no início da fatídica noite de 6 de janeiro de 1950, após a solenidade de lançamento da pedra fundamental do convento dos capuchinhos, Manoel Pedro veio na direção de Monsenhor Joviniano e lhe desferiu profunda facada no coração, matando-o na hora. A pedra fundamental do convento dos capuchinhos foi, assim, regada pelo sangue desse servo bom e fiel, o “Mártir do Dever”.
Monsenhor Joviniano Barreto nasceu no município de Tauá, no Sertão dos Inhamuns, em 05 de maio de 1889. Oriundo de família de sólida formação católica era afilhado de crisma do segundo bispo do Ceará, Dom Joaquim José Vieira.
Estudou no Seminário da Prainha, em Fortaleza, onde recebeu ordenação sacerdotal em 22 de dezembro de 1911, aos 22 anos. Enquanto aguardava a idade canônica para receber a ordem do presbiterato lecionou naquele Seminário, entre 1908 e 1909 e no Colégio São José de Crato, entre 1910 e 1911.
A criação da Diocese de Crato veio encontrar o então Padre Joviniano Barreto como vigário-cooperador de Lavras da Mangabeira. Posteriormente, ele foi Cura da Catedral de Crato, Secretário do Bispado, professor e reitor do Seminário Diocesano São José, vice-presidente do Banco do Cariri (pertencente á diocese) e diretor do Ginásio, hoje Colégio Diocesano.
Segundo o escritor Mário Bem Filho: “Na administração episcopal de Dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, primeiro bispo de Crato, Monsenhor Joviniano Barreto era o padre de maior projeção da diocese. Homem apostólico, dedicado, trabalhador, inteligente e culto. Tinha um caráter forte e uma personalidade marcante. Contava com a amizade e estima de todo o clero diocesano. Impôs-se pela bondade. No governo do segundo bispo, Dom Francisco de Assis Pires, Monsenhor Joviniano era depositário de toda a confiança do pastor diocesano que o tinha como conselheiro. Dom Francisco mandava-o chamar frequentemente, ao Palácio Episcopal, para ouvi-lo”.
Com a morte de Monsenhor Esmeraldo, vigário de Juazeiro do Norte, ocorrida em outubro de 1934, aquela paróquia ficou novamente vaga e o Bispo de Crato encontrava dificuldades junto aos seus padres para que um deles assumisse aquela jurisdição paroquial. Um grupo de senhoras de Juazeiro do Norte veio, certa vez, ao Seminário São José, em Crato, pedir a Monsenhor Joviniano para aceitar a missão de pastor dos juazeirenses. Ele respondeu negativamente ao pedido. Dias depois, sem que ninguém soubesse o motivo da mudança, Monsenhor Joviniano procurou Dom Francisco e disse que aceitava a nomeação para Vigário de Juazeiro do Norte, uma função que representava, àquela época, um grande desafio. Assumiu a Paróquia de Nossa Senhora das Dores em 26 de março de 1935. Durante 15 anos reorganizou a vida paroquial. Dinamizou as associações religiosas. Reformou totalmente a igreja-matriz – hoje Basílica Menor – deixando-a com o aspecto como está hoje. Ajudou na evolução social da Terra do Padre Cícero, participando de todas as iniciativas que representavam progresso para Juazeiro do Norte.
Foi professor da Escola Normal Rural e concluiu sua profícua missão pastoral em 6 de janeiro de 1950, passando à história como “O Mártir do Dever”.
Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

quinta-feira, 3 de março de 2011

ARTE EM ALTA DEFINIÇÃO - Por Edilma Rocha

O Google lança site que simula visita aos museus mais famosos do mundo.
Graças ao Google, desde o dia 1º de fevereiro é possível visitar alguns dos mais famosos museus do mundo pela tela do computador. O site chama-se  "Art Project" e usa a mesma tecnologia que o Google empregou para criar o "Street View", com o qual é posível passear pelas ruas das cidades. Na prática, o Google visitou 17 museus em nove países, entre eles o Museu do Prado, na imagem ao lado, em Madrid, e colocou sua câmara de 360 graus nas salas. Além do passeio, é possível escolher algumas obras de arte e olha-las em detalhes, como nem ao vivo seria possível. Esta é uma oportunidade nova de colocar a arte mundial ao alcance das mãos dos artistas e imterresados, sem precisar viajar  e gastar alguns dólares e euros. Se tiverem paciencia, perceberão detalhes jamais vistos a olho nú. O site bombou na Web desde o seu lançamento no dia 1º de fevereiro. A arte mundial  no nosso monitor na hora e local que nos seja conveniente. Maravilha da modernidade através da Internet.

Edilma Rocha

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


ARNICA - Arnica Montana - Sensibilidade à flor da pele vem do fundo do coração. A Arnica cresce nas montanhas, espalhando um suave aroma pelos campos. Esta pequena planta, cuja essência é muito utilizada para aliviar dores causadas por batidas e quedas, trás também uma mensagem para a sua alma ferida e o seu coração machucado : Não se entregue ao desânimo e à apatia.


Planta aromática, chega a atingir  70 cm de altura. Originada do Norte da Europa e conhecida desde tempos remotos, a Arnica é usada na cicatrização de ferimentos graças às suas propriedades regeneradoras dos tecidos. A planta é potencialmente tóxica e não deve ser ingerida. Seu uso como medicamento externo vem de tempos antigos. É usada, na forma de tintura ou pomada, nos casos de quedas, batidas, contusões, artrites, dores reumáticas, hematomas, torções e pequenos traumatismos.


Cultivada em solo arenoso e rico em húmus com exposição ao sol. É uma planta de germinação lenta, deve ser semeada na primavera, Suas folhas são ovais e formam rosetas. As flores são grandes, amarelas, perfumadas e desabrocham durante todo o verão. Por ser uma planta originária dos solos ácidos das montanhas europeias, seu cultivo é mais difícil no Brasil. É encontrada em forma de loções capilares na composição de xampus e condicionadores contra a queda de cabelos. O escalda-pés com Arnica é relaxante e é particularmente indicado após um  dia cansativo e longas caminhadas.

Edilma Rocha

Fonte : Jardim Interior - Denise Cordeiro

ENCONTRO COM AMIGOS - Por Edilma Rocha


Peixoto, Edilma e Regina
Sem palavras...

APELO - ASSOCOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO

A AFAC-ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO, solidaria à situação de varias famílias cratenses que perderam seus pertences na ultima enchente, vem apelar para a solidariedade dos cratenses residentes em Fortaleza, e solicita a doação de lençóis, toalhas e roupas usadas, alimentos não perecíveis e/ou cestas básicas.

As doações poderão ser entregues nos endereços abaixo:

AUDITECE Associação dos Auditores Fiscais do Tesouro do Estado do Ceará
Rua Frei Mansueto Nº 106 (entre a Av. Abolição e Av. Beira Mar)
Bairro Meireles
Fortaleza – CEARÁ

CASA DO LEÃO – Lyons Clube de Fortaleza
Rua João Cordeiro 2181 (entre as ruas Padre Valdevino e Av. Antônio Sales)
Bairro Aldeota
Fortaleza – CEARÁ

As doações serão enviadas para o CORPO DE BOMBEIROS EM CRATO-CE para distribuição entre famílias cadastradas pela Defesa Civil do Município.

CONTATOS DA AFAC:

Wilton Soares: (85) 9613-3936
Graça Barreto: (85) 9959-5242
Amarillo Santana: (85) 9621-6702
Luis Santos: (85) 9621-7016
Pedro Jorge: (85) 8785-6582
Cicera Policarpo: (85) 3246.3662


A AFAC AGRADECE A AJUDA DE TODOS

REPASSE ESSA INFORMAÇÃO PARA OS SEUS AMIGOS

Não somos saudosistas

Pedro Esmeraldo

Na semana anterior, escrevíamos sobre os acontecimentos do Crato, em épocas passadas. Por essa razão alguém nos criticou como sendo pessoas saudosistas e não comungávamos com a realidade das ocorrências modernas.

Observamos que há um engano, visto que apenas relatamos os costumes de épocas passadas e por isso relembramos a essas pessoas “modernistas” que o progresso segue uma sequência de tempo provenientes do passado, já que foi através do trabalho árduo que conseguimos chegar aonde chegamos, ou seja: um modernismo avançado com aplicações de forças mentais admiráveis que atingiu o ápice da glória e chegamos a usufruir essa maravilha nos tempos modernos.

Pensamos bem, antes vamos observar o avanço tecnológico da ciência com a vinda de grandes descobrimentos científicos, principalmente na área médica. Daí vimos também outras descobertas, como: a descoberta da lei da gravitação universal (por Isaac Newton) que é a “força pela qual o corpos se atraem reciprocamente na razão inversa dos quadrados das distâncias”. Também aplaudimos outras descobertas, como: a cura da tuberculose; assim como a erradicação da varíola; o aparecimento dos satélites artificiais que culminou com a ida do homem a lua e mais que contribuiu com o avanço tecnológico que impulsionou o homem para o adiantamento científico e social.

Agora indagamos: como estaria hoje “se não fosse as grandes descobertas do passado”, enfrentando esse “mundão” que, por falta de tecnologia e sem adaptabilidade do trabalho pragmático do mundo moderno? Vem, isto é coisa de todo mundo pensar, se devemos relembrar o passado, ou interrogar se devemos atingir uma tecnologia favorável do futuro sem estudar os mestres do passado.

Infelizmente, nos julgamos as festas mas podemos admirar as pessoas destemidas e que possuem o dom natural de praticar qualquer arte maravilhosa pelo capricho de seu trabalho apurado.

Quando ao Crato moderno, não temos condição de falar porque não somos técnicos paisagistas, mas recordamos as fraquezas dos cratenses que permitiram o surrupiar nas caladas da noite, sob as vistas dos nossos políticos que não esboçaram reação alguma, deixaram levar tudo de bom da cidade, permanecendo de braços cruzados com o intuito de deixar o Crato cair no esquecimento.

Não possuímos tesouros, mas somos contemplados pela beleza do pé-de-serra, que nos deixam vislumbrados ao observarmos o declive das montanhas que correm em direção ao Crato e nós, os cratenses, não sabemos explorar a natureza com investimentos, em construções, estradas pavimentadas, escolas de alto valor que impulsionem para adequar-se a nova aprendizagem escolar.

Ultimamente, temos vontade de gritar, com vozes bem altas, reclamando das autoridades da capital, solicitando que não desprezem o Crato, não mexam com o Crato, deixem o Crato em paz.

Agora, estamos na hora de descruzar os braços e exigirmos mais empenho comparecendo ao Crato para verem de perto o quanto estamos sofrendo por falta de apóio dessas autoridades e por fim perguntamos ao incautos cratenses: o que é dos pára-quedistas que não pisam aqui.

Crato, 03 de março de 2011

Mundos virtuais


A freira dominicana Maria Jesús Galán foi afastada , recentemente, de sua ordem religiosa, após 35 anos de reclusão. A religiosa é espanhola e carrega nos lábios um sorriso solto de quem anda de bem com a vida. A expulsão , em si, não seria notícia, não fosse pela causa que levou de volta a irmã Maria a este mundo ríspido e cruel. Galán é uma usuária assídua da internet, usa o computador para ler, ouvir músicas e fazer amigos. Sua página no Facebook arrolava quase seiscentos seguidores. A ordem dominicana possivelmente interpretou isto como uma perigosa quebra de reclusão, a freirinha estava periodicamente fugindo para o cyberspace.
Claro que os dominicanos têm lá suas regras, próprias do fechado clube que criaram e , como tal, têm o sagrado direito de escolher quem pode ou não freqüentar as suas hostes. A atitude, no entanto, me traz um mote para refletir sobre a terrível dificuldade que têm as religiões de acompanhar o dinamismo inexorável do tempo e da vida. Os templos todos terminam por ter um cheiro mal disfarçado de fuligem, de mofo, de teia de aranha.
As grandes religiões alicerçam-se em livros sagrados que foram escritos pretensamente sob inspiração divina há muitos séculos atrás: O Talmud, o Alcorão, a Bíblia, o Tipitaka, o Rig Veda, o Zend Avesta . Respeitemos todos os religiosos e acatemos a sacralidade destes livros. Mesmo assim, vem uma grande pergunta: mesmo sagrados e inspirados, quem os interpreta , quem os traduz, quem os ensina ? Ora, várias gerações de sacerdotes,místicos, beatos todos eles humanos, falíveis, eivados de paixões e defeitos. Mesmo assim, se outorgam poderes especiais e se apresentam como representantes legais do Homem, sem apresentarem, nunca, uma procuração assinada pelo Ser Supremo. Pois são justamente esses inúmeros sacerdotes falíveis que interpretam os desejos mais insondáveis de Deus. Montados neste poder supremo: criam regras, cospem sentenças, ditam códigos de ética, loteiam os céus e cobram pedágio, a todo momento ,neste caminho que pretensamente levará ao Shangri-lá da eternidade. A interpretação apaixonada e tantas vezes tendenciosa dos livros sagrados levou a tragédias históricas inimagináveis: a Inquisição, as Cruzadas, as Guerras “Santas”, as Jihads, os “Homens Bomba”, o genocídio indígena no Novo Mundo. Seria possível sair de um Ser Onisciente regras absurdas como : a proibição de transfusão de sangue; das crianças brincarem em parque de diversão; do uso da camisinha na prevenção da AIDS; a demonização do sexo e do prazer; o preconceito terrível com a diversidade sexual; o apedrejamento público de mulheres em caso de adultério ?
Além de tudo, esses livros escritos, alguns há milhares de anos, teriam condição de contemplar o mundo atual, com sua vertiginosa evolução ? Barriga de aluguel, Clonagem, Células Tronco,Fertilização in vitro, Internet, Globalização ? Claro parece que todos esses livros necessitariam de um upgrade providenciado pelo próprio Autor e não por seus pretensos procuradores.
A expulsão da madre Maria Galán é um nítido sinal de como as religiões estão presas ao passado . Emboloradas, não conseguem interpretar os novos tempos e suas complexidades. Fecham-se em guetos e vomitam ordens e leis ultrapassadas. Em tempos de cirurgia robótica ainda teimam em curar as chagas do corpo e do espírito com cataplasmas e sanguessugas. Madre Galán há de facilmente perceber que o mundo real é esse que ela vê agora fora dos muros do claustro, lá dentro o que existe é um universo virtual, fictício igualzinho ao que ela navegava quando acessava as páginas do Facebook.


J. Flávio Vieira

CONTEMPLO O TEMPLO




                                 
CONTEMPLO O TEMPLO


Olhem o mar!
Olhem aquele rochedo enorme
coberto de espumas brancas
e gaivotas
e o horizonte renovando-se a cada momento.

As minhas pegadas na areia
que as águas apagam
as minhas pegadas crescendo com o canto do mar
o sol nas minhas costas
carrego o sol como um cavalo à beira-mar.

Lembro um esquilo
é uma lembrança mínima
disso que se chama poesia
o esquilo me olhando num rochedo à beira-mar
com a linguinha de fora.

Não era preciso mais nada
havia muita água
areia, pedras, peixes
o grito das gaivotas e o canto do mar.

Entro no mar, deito-me na água, flutuo
a água me envolve, o sol por cima
não existe maior sensação de plenitude
o mar e as montanhas
o céu azul infinito e a face de Deus.



PÉROLA NOS BASTIDORES - Por Aloísio

 Aloísio disse...

A minha casa era caiada
Não tinha grade, na sua entrada
Tinha murta, jasmim e rosas
Tinha também manjericão
Mas pé de lírio não tinha não
Tinha terreiro, tinha quintal
Com bananeiras, muita jaqueira,
Abacateiro e goiabeira,
Uma cerca servindo de varal.
E um pouco além, um cafezal.


Aloísio

Teu cheiro de jasmim - Por Alexandre Lucas

Teu cheiro de jasmim

Alexandre Lucas

O dia anoitece
A chuva no meio do caminho
Nossas almas lavadas
Nossas bocas grudadas
Nossos suspiros musicados
A chuva paira,
Acordo e você jaz
Do meio do caminho
O sol acordou apaixonado
Quentinho
E eu fui seguindo
Com o sonho da madrugada
Terra molhada
E os céus endiabrados
E com cheirinho de jasmim.
Alexandre Lucas
(DE)LÍRIO

- Claude Bloc -

És flor-(de)lírio
No meu jardim


Suspiro de plena cor
És estrela do meu dia
Alegria, sorte, sabor.


Estás aí quieta, silente
olhando o sol, o brilho, o clarão

O que será de ti na chuva
O que será de mim no verão?

Claude Bloc

CASA AMARELA - Por Claude Bloc


Era uma casa muito engraçada
Era amarela e bem fresquinha
E no jardim tinha babosa
Manjericão e um pé de lírio..
Lá no quintal, um bom espaço
E um limoeiro bem carregado
E o que fazer, com tanto esmero
Se está na hora de um bom café?

Seja bem vindo/a
Claude Bloc

Zuca Sampaio, o arquétipo da aristocracia caririense -- por Armando Lopes Rafael

Residência construída por Zuca Sampaio, na Praça do Rosário em Barbalha, no início do século XX. O imóvel é conhecido como a Casa de Mãe Yayá (como era conhecida a esposa de Zuca Sampaio), sendo um dos mais bonitos solares dos que foram conservados em Barbalha.

(Explicação a priori: utilizo a palavra arquétipo aplicando-a a pessoas que exprimem em grau eminente as características de um povo, constituindo um paradigma. Zuca Sampaio é o arquétipo da aristrocracia que existiu na Região do Cariri até algumas décadas passadas).
José de Sá Barreto Sampaio – mais conhecido por Zuca Sampaio – nasceu em Barbalha, no dia 7 de agosto de 1861. Filho de Sebastião Manuel de Sampaio e Francisca de Sá Barreto Sampaio, um casal genuinamente católico. Sua mãe, antes de falecer, pediu que fosse enterrada na calçada da igreja-matriz de Santo Antônio. Ainda hoje se vê, no adro do vetusto templo, uma lápide mortuária onde consta: “Francisca de Sá Barreto Sampaio pediu ser sepultada aqui, para sobre suas cinzas passar o Santíssimo Sacramento e para ficar perto de sua querida imagem de Nossa Senhora das Dores”. Sobre Zuca Sampaio, o Padre Azarias Sobreira publicou um opúsculo: José de Sá Barreto Sampaio - um sertanejo de escol. Dessa obra retiramos algumas informações.
Zuca foi comerciante honestíssimo e bem sucedido, de proceder sempre retilíneo, atuando na firma Sampaio e Irmãos, de 1892 até 1914. Neste último ano, as tropas da Sedição de Juazeiro invadiram Barbalha e roubaram o estoque dessa loja de tecidos, a maior do Cariri. Restou ainda o clima de insegurança, obrigando Zuca Sampaio, esposa e filhos a se refugiarem – durante algum tempo – numa fazenda do sertão pernambucano, localizada a mais de 100 km de Barbalha. Isso não o impediu de, todos os meses, na primeira sexta-feira, fazer longos percursos a cavalo para comungar, costume que o acompanhava, desde a infância. Naquela fazenda, se refez dos prejuízos sofridos, enquanto aguardava a hora de retornar a sua cidade natal e recomeçar suas atividades comerciais, bruscamente interrompidas.
Na juventude, Zuca Sampaio alimentou, durante anos, o desejo de ser padre. Desejou ser um sacerdote nos moldes do Padre Ibiapina e só desistiu desse intento, após longas conversas com o então vigário de Barbalha, Padre João Francisco da Costa Nogueira, virtuoso modelador da família católica barbalhense. Este o aconselhou a constituir uma família. Só aos 33 anos, veio a contrair matrimônio com Maria Costa Sampaio – Mãe Yayá – procedendo do casal nove filhos: Dr. Leão Sampaio, Dr.Pio Sampaio, Antônio Costa Sampaio, general Manoel Expedito Sampaio, professora Maria Alacoque Sampaio, José Costa Sampaio, Paulo Sampaio e mais dois falecidos, na tenra infância.
Zuca trabalhava, o dia inteiro, no seu estabelecimento comercial, com ligeiro intervalo para o almoço. Próximo ao pôr-do-sol, passava na sua residência para o jantar. Em seguida, pegava o candeeiro, livros e anotações e ia ensinar as primeiras letras no “Gabinete de Leitura”, instituição por ele fundada, destinada à alfabetização de pessoas carentes de Barbalha. Ali, ensinava os princípios morais, a doutrina cristã e o amor à pátria. Foi o leigo católico de maior projeção daquela cidade, tendo, ainda, presidido, por longos anos, à Conferência de São Vicente de Paulo, da qual foi um dos fundadores, em 1889 – amparando a pobreza daquela comunidade – além de ser um dos líderes da construção da bela Igreja do Rosário (foto ao lado).
Ao lado disso, priorizava uma sólida formação moral e intelectual aos seus filhos, os quais vieram a se destacar – depois de passarem por boas escolas e academias, em capitais de Estados brasileiros – como a fina flor da elite barbalhense.
Padre Azarias é enfático ao afirmar: “Sua franqueza ia ao extremo.Interessando-se pela sorte de todos, condoendo-se de todos os infortunados, jamais o intimidava a ira dos maus ou o melindre dos poderosos, se se tornava necessária uma palavra franca, em defesa da inocência, da fé ou da moral”.
Eis, em rápidas linhas, e de forma incompleta, o perfil moral de Zuca Sampaio, um aristocrata caririense.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

quarta-feira, 2 de março de 2011

PASSARINHO - Marcos Barreto de Melo

Quando você passa por mim
Fingindo que não me vê
Sinto o meu peito doído
Meu coração em pedaços
Meus olhos se enchem dágua

Mas, me vem um passarinho
Com pena da minha dor
Amenizar o meu sofrer
E me conta em surdina
Que tudo é encenação
Que você gosta de mim
E que ainda é meu o seu coração

Marcos Barreto de Melo

Onde Tu Vais? (Para Cecília) - Aloísio

Onde Tu Vais? (Para Cecília)


Já sabes teu caminho
Ainda tão cedo
Não procures espinhos
Desvende segredos

O caminho é longo
Cheio de armadilhas
Procure enxergar
A tua trilha

Teu caminho, tu o fazes
Não te detenhas
Por pouca bobagem

Que está à margem
Olha para frente
Segue tua viagem.


Aloísio

F E L I Z A N I V E R S Á R I O W I L S O N !

Algo diferente me chamou à atenção na praça Siqueira Campos, no Crato : Um varal de fotografias que ia de uma palmeira a outra, era a exposição de fotos do artista Wilson Bernardo. Me aproximei curiosa  e ele me deixou avontade para fazer a minha observação. Chegou devagar, me cumprimentou e começamos uma agradável conversa sobre fotografias. Não tentou me vender nada, apenas manteve um diálogo  e se posicionou sobre o seu trabalho.
Passamos a nos falar cordialmente e aos poucos fui conhecendo este fotógrafo especial, com a sua maneira de ver através da sua lente as coisas da rua, das pessoas, dos sentimentos e acontecimentos relacionados com o Crato. A simplicidade e a alegria de Wilson Bernardo  me chamou atenção. Não lhe interessava qual o evento que iria fazer a cobertura fotográfica, o seu estilo original quase sempre de bermudas e  alpercatas fazia um diferencial. Chegou Wilson Bernardo...
É exatamente por isso que gosto em você, amigo. A sua autenticidade e irreverência diante de coisas banais e dos almofadinhas metidos a besta. Tudo de que precisa está guardado na sua bolsa preta, a máquina envolta a flanela  como que para proteger um filho querido e o seu talento. O resto é o seu olhar especial que consegue captar as imagens diferenciadas de todos os fotógrafos do Crato. Meninão, curioso, astuto, observador, sempre sorrindo e fazendo poesias sobre qualquer assunto. Recebemos de você quase diariamente as postagens com imagens espetaculares aqui no Cariricaturas e agora somos nos que retribuímos  através da belíssima foto de Dihelson Mendonça, hoje no seu aniversário a sua imagem como um presente.
Hoje é um dia especial para todos nós . Receba através desta sua amiga a merecida homenagem de todos que fazemos o Cariricaturas.

FELIZ ANIVERSÁRIO !

Edilma Rocha

ENCONTRO COM AMIGOS - Por Edilma Rocha


Wilson Bernardo e Edilma
Sem palavras...

Direção da Regional 2 da CNBB apresenta solidariedade a dom Fernando Panico


Foto:Weslley Barros
A
direção da Regional Nordeste 2, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, que congrega vinte e uma dioceses dos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas fez uma visita de solidariedade ao bispo de Crato, dom Fernando Panico. A comitiva foi composta pelo arcebispo de Maceió (AL), dom Antônio Muniz Fernandes, e pelos bispos de Campina Grande (PB), dom Jaime Vieira Rocha e de Palmares (PE), dom Genival Saraiva de França. Como é do conhecimento público, o bispo de Crato foi alvo de aleivosias postadas na Internet, através de um blog elaborado a partir da cidade de Brasília – DF.

Na manhã desta terça-feira, dia 1º, os três bispos dirigentes da CNBB-Nordeste 2 concederam entrevista coletiva na Faculdade Católica do Cariri. Profissionais da imprensa, representantes de emissoras de rádio e televisão, além de jornais e sites informativos da Internet cearense estiveram presentes à entrevista. Três emissoras de rádio da capital alagoana também se juntaram ao pool da mídia e retransmitiram o evento que foi comandado pela Rádio Educadora do Cariri, com mediação do jornalista Antônio Vicelmo.

Durante mais de uma hora os bispos dirigentes da CNBB-Nordeste 2, abordaram a missão pastoral do bispo de Crato, dando ênfase a sua dimensão missionária e ao apoio que dom Fernando vem dando às romarias de Juazeiro do Norte. Para dom Genival, “Somente pela atenção dispensada por dom Fernando na literatura e na prática pastoral às romarias e ao lugar, Juazeiro do norte, a sua presença episcopal na diocese já é um diferencial”, pois segundo dom Jaime “A nação romeira é marcada pela presença dos mais pobres, que precisam ser acompanhados, valorizados, amados e acolhidos”, e para tanto contam com o zelo de dom Fernando em organizar as romarias.
O arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz Fernandes salientou de maneira especial a história eclesial da diocese de Crato que é rica em tradição missionária, destacando a participação da ação evangelizadora do Padre Ibiapina e do Padre Cícero. Ambos vieram – nas palavras de dom Genival – “Manifestar o testemunho de fraternidade e de solidariedade... algo que deve estar permanentemente internalizado em nossas vidas”.

Depois de responder às perguntas dos jornalistas e radialistas presentes, os três bispos encerraram a entrevista e ouviram o agradecimento emocionado de dom Fernando Panico. Este afirmou encontrar-se com o coração agradecido a Deus, aos seus diocesanos e aos seus irmãos no episcopado pelo apoio e solidariedade recebidos num momento de incompreensão isolada. E afirmou que eventuais ações isoladas não irão prejudicar o seu relacionamento e diálogo que vem mantendo com todos os seguimentos sociais que compõe a Igreja Particular de Crato.

(Fonte: site da Diocese de Crato www.diocesedecrato.org.br)

terça-feira, 1 de março de 2011

Liberdade - Paulo Viana

Liberdade é uma linda palavra que foi semeada nos corações dos guerreiros;daqueles cujo sentimento de justiça é o que estrutura sua alma, alimenta seu espírito e norteia seu caminhar pelas complicadas estradas das relações entre as pessoas. Foi o desejo de liberdade que edificou as cidades, desenvolveu a ciência, forjou, no cárcere íntimo dos sensíveis, a poesia, a literatura e todas as manifestações artísticas. Foi a luta pela liberdade que construiu e fez desmoronar civilizações.
A liberdade, no entanto, jamais é plena. Diariamente temos que analisar e avaliaras relações, principalmente entre governos e governados, com o objetivo de ajustar deficiências que distorcem a justiça, mascaram a igualdade de direitos, limitando, assim,o exercício da liberdade.
Buscamos, incessantemente, uma cultura de paz. Todos sabemos que sem justiça a paz é impossível, e sem liberdade para ir à luta a justiça fica mais distante.
É preciso, no entanto, assinalar que diante do emaranhado de valores, informações, desejos, orientações de consumo, a prevalência do acúmulo material, em detrimento da evolução espiritual, a política como instrumento da manutenção do poder e não como meio de preservar o bem comum, o enorme abismo de conhecimento entre uma minoria privilegiada e a grande maioria, o absurdo déficit educacional e de postura crítica, a opressão religiosa, que faz a moral se sobrepor ao querer transformar de forma radical a realidade, a extremamente complexa psicologia humana, com a variedade de personalidades e os diversos tipos de caráter e, por fim, a sofisticada estrutura de comunicação e ideologia da mídia, defensora intransigente e maliciosa do status quo, todo esse conjunto de fatores neutraliza a liberdade de grande parte das pessoas, facilitando a conservação de cenários onde a injustiça é sutilmente imposta com a máscara de conceitos sólidos como o de democracia.
Louvável é, portanto, a luta dos orientais contra ditadores instalados no poder como se donos fossem do povo, das leis e dos territórios. Admirável é a luta pela liberdade de mudar o que não está justo. E que tremam os que acham que a história acabou. Jamais acabará, porque a luta pela liberdade, pela justiça e pela paz é o fim último dos humanos. É o que marca mais profundamente a sua vocação para a ilusão. Ilusão que não pode se perder porque é o que nos faz acreditar que a vida tem um sentido.

Paulo Viana

A Feira do Crato e Suas Cores Festivas...Wilson Bernardo

A Feira tem sabores de cores
festa de colheitas
 Os plantadores de Invernos
a doce fartura
goma na frigideira
um balaio de pescados
 Angu na vasilha e o milho na assadeira
que faz dos olhares, pingo de lágrimas
a matar dos açudes a sede.
 Cortar como lamina fiadeira
a carne do semblante que a fome sacia
a sabedoria de se afogar na lama
feijão de corda que se enforca incertezas.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


ALQUEMILA - Alchemilla vulgaris - Suas folhas em forma de mantos, trazem a magia da transformação. Os alquimistas colhiam as gotas do orvalho que amanheciam em suas folhas para usar em seus processos alquímicos. Poetas e alquimistas tiravam dela suas inspirações e poções mágicas. Por seu aspecto de manto e sua ação protetora e carinhosa, foi acolhida pela igreja Cristã que a chamou de "Manto-de-Nossa-Senhora".


Planta herbácea, atinge de 15 à 50 cm de altura. Originada da África e Europa. O nome Alchemilla, do árabe Alkemeych (alquimia), significa "pequena magia" certamente pelas inúmeras propriedades curativas. Suas flores amarelo-esverdeadas, em cachos, aparecem no verão. Cultivada em solo rico em argila húmida e alcalina. Exposição ao sol ou sombra parcial, semear na primavera ou no outono. As plantas pequenas podem ser cultivadas dentro de casa.


Use pequenas porções de folhas novas cortadas salpicadas sobre saladas de folhas. O sabor é levemente amargo. A infusão é usada em compressas anti-inflamatórias e cicratzantes : para enxague bucal após extração de dentes; como adstringente e loção contra acne. Em forma de creme, amacia a pele seca. A erva está relacionada com o útero, sendo usada também no tratamento de inflamações dos orgãos sexuais femininos, para suavizar a menopausa e outros distúrbios ginecológicos.

Edilma Rocha

Fonte : Jardim Interior - Denise Cordeiro


FALAS DO MUNDO - Por Edilma Rocha

Dizem, pesquisadores que um assistente de Leonardo Da Vinci teria sido a inspiração para a "Mona Lisa".
A sexualidade de "Mona Lisa", pintada por Leonardo Da Vinci entre 1503 e 1506, voltou a ser colocada à prova. Segundo pesquisadores italianos, Gian Giacomo e Caprotti, um jovem assistente do mestre renascentista conhecido como "Salai" começou a trabalhar com Da Vinci aos 16 anos e permaneceu a seu lado durante 25 anos. Ele seria amante do pintor. O início dessa relação, dizem os pesquisadores, são duas minúsculas letras pintadas nos olhos da Mona Lisa: "L", que seria a inicial de Leonardo e um "S" de Salai. O Museu do Louvre, proprietário do quadro, questiona a existência da inscrição na obra.
Mona Lisa era homem ?
_ Falas do mundo.

Juliano Machado




Fonte : Revista Época
Fevereiro de 2011
 

ENCONTRO COM AMIGOS - Por Edilma Rocha

Professor Hermógenes e Edilma
Sem palavras...

MENSAGENS ESPIRITUAIS PARA TODOS OS DIAS

Prezadas Amigas e Amigos,

Estou enviando abaixo duas mensagens espirituais do mestre indiano Sathya Sai Baba que devem ser gravadas em nossos corações (principalmente a primeira delas - dia 23/02/2011).

A primeira delas foi responsável pela minha saida da depressão no dia 23 de fevereiro último.

Atenciosamente,

Um abraço,

Bernardo



Pensamento para o Dia 23/02/2011
“A menos que uma crença seja mantida inabalável dia e noite, ela não pode ser usada para alcançar a vitória. Quando uma pessoa afirma que é inferior, desprezível e que tem muito pouco conhecimento, ela torna-se inferior, desprezível e seu conhecimento diminui. Nós nos tornamos aquilo que pensamos que somos. Nós somos os filhos de Deus Todo-Poderoso, dotados de supremo poder, glória e sabedoria. Somos filhos da Imortalidade. Devemos entender essa verdade fundamental e nos apegarmos a ela sempre. Quando vivemos nesse pensamento, como podemos ser inferiores e ignorantes? A cultura Bharathiya (Índia antiga) ordena a todos que acreditem que a verdadeira natureza do homem é suprema e que todos devem estar sempre conscientes dessa verdade.”
Sathya Sai Baba


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Pensamento para o Dia 28/02/2011
“Religião significa "experiência" e nada menos. É realmente lamentável que muitas vezes esqueçamos esse fato importante. Esse segredo deve ser impresso no coração de cada um, e somente então pode haver proteção e segurança. É preciso também compreender que as coisas não podem ser alcançadas apenas por esforço próprio; a Vontade Divina é a base de tudo. Princípios religiosos devem ser praticados e sua validade experienciada. Ouvir sua exposição não tem qualquer utilidade; aprender um conjunto de argumentos e conclusões e repeti-los como papagaio não é suficiente. Se eles apelam para o seu intelecto e são aprovados por ele como corretos, isso não o ajudará de forma algum; isso deve transformá-lo.”
Sathya Sai Baba

Sou o que faço de mim - Emerson Monteiro

A tradicional conceituação de existirem os três aspectos comuns de personalidade para formar a constituição da individualidade, quais sejam id, o eu primitivo; o superego, o eu ideal; e o ego, o centro real da pessoa, a consciência do eu, o que representa a base original de onde procede ao que se fará de si mesmo. Tais são conteúdos iniciais de um longo itinerário a chegar na transformação do ser rumo à realização maior das existências, o que se dará sob as leis fundamentais do reconhecimento dessa longa estrada, até a individuação definitiva. Há, em consequência dessa dialética, uma personalidade suprema das individualidades em formação, o que admite, desde as religiões mais arcaicas, passando pelas teses estruturalistas das escolas científicas que estudam a psicologia humana, uma confluência ao Eu verdadeiro, que ora recebe nomes diversificados, a depender dos códigos que aprofundam o assunto. Cristo, Senhor, Consciência Cósmica, Suprema Personalidade de Deus, Eu Superior, Krishna, etc.
Enquanto de um dos lados, na vida de relações, observa-se essas configurações para a formação da personalidade instalada em todo ser humano, o aspecto instintivo animal; o eu moralista que a tudo define sob o prisma da fundamentação teórica do que deveria ser e ainda não o é; e o eu das relações consigo mesmo e com o universo, o que expressa nomes, pessoas, memórias, pensamentos, sentimentos e valores externos do ente social; no outro pólo dialético apenas a ordenação objetiva da síntese, ou nova tese, indica tão só a completa integração da personalidade com a natureza mais perfeita, inclusive acima dos juízos de valor, justificativa da existência da espécie e causa primeira à qual regressará à medida que reencontre o ele perdido, na vertente universal de tudo. Será o regresso à casa do Pai, qual dito nalgumas escolas místicas.
Todo o sentido daquela interpretação fragmentária da realidade, que obedece ao prisma dos três aspectos científicos das variações que formam a personalidade conhecida, apenas, portanto, significa uma fase primária de localização dos conceitos do eu consigo próprio, à mercê dos vetores da realidade interpretativa enquanto inexiste a conversão a que se destina no objeto do processo vida, uma razão maior e motivo primordial da existencialidade humana e dos demais seres e objetos materiais.
Ao instante da percepção criadora do Ser definitivo, o que aborda a epopéia da civilização no decorrer da história das existências, revela em si o ápice da criação e o crepúsculo das coisas na matéria, conquanto fundir-se-ão as consciências na luz espiritual da imortalidade eterna, a resultar na totalidade plena e satisfação absoluta da existência e do movimento que formam a Natureza.

TEU CHEIRO - Por Kaika


Teu cheiro

O teu cheiro tem um cheiro cheiroso
Tem sabor de coisa boa
Tem gosto de quero mais
O teu cheiro tem a imagem de uma deusa
Tem visão de uma canoa
Tem vista quinem do mar
O teu cheiro tem arrepio junto
Tem emoção da garoa
Tem coração, tem amar
O teu cheiro tem querência, tem saudade
Tem abraço e beijo à toa
Tem paixão e alegrar.
Kaika Luiz - Crato 28/02/2011

CARNAVAL DA SAUDADE - 2011 - Por Claude Bloc

                        CRATO TÊNIS CLUBE                    



Morais Moreira - Só, somente só... (sem banda)


Os foliões cantaram junto e não pararam...


Dr. José Flávio - o pirata "Barba Rossa"  - com Fabiana


A vibração por um Carnaval de Sábado Magro

Dedê "jerimoon" - dinamismo até o fim da festa...


Samuk - concentração total


O manos - Claude e Tony


Os manos de "O Uirapuru"  Pedro Antonio - um encontro raro  entre irmãos...


Janinha no embalo da música...


Hugo Linard, Leninha e sua banda...


No salão interno do Crato tênis Clube também muita agitação e folia
 ( a chuva botou todo mundo pra dentro)...


A exemplo do mestre Wilson (WB) - folia por trás dos bastidores...


Cerveja e alegria, alegria e cerveja... e Arnon à altura do copo.


Movimento e animação


Papo animado, (flash incômodo) - lembrando os apelidos de outrora...
E tu, "ôi de bila' ?


Depois da festa, ânimos incansáveis desfilam rua abaixo
 a caminho da Praça Siqueira Campos...
Lá, um caldinho quente e uma cerveja para matar a ressaca...
Combina?


Ano que vem tem mais... 

Claude Bloc (foliã fora de tempo)

Para segunda - feira - Filé de badejo aos dois molhos


Tipo de Culinária: França
Categoria: Pratos Principais
Subcategorias: Peixes e Frutos do Mar
Rendimento: 2 porções


Igredientes
400 gr de badejo em filés
quanto baste de sal
quanto baste de pimenta-do-reino branca
2 colher(es) (sopa) de farinha de trigo
3 colher(es) (sopa) de azeite
Molho
60 gr de cebola picada(s) finamente
2 ramo(s) de tomilho fresco(s)
2 colher(es) (chá) de pimenta-do-reino branca em grãos
200 gr de manteiga Mococa gelada(s)
150 ml de vinho branco
150 ml de vinho tinto

Modo de preparo
Tempere os filés de badejo com sal e pimenta branca a gosto.
Aqueça em uma frigideira ou chapa o azeite e, imediatamente antes de colocar o peixe, empane levemente em farinha de trigo, batendo pra tirar o excesso.
Frite até dourar levemente e reserve.
Molho
São 2 molhos diferentes, um com vinho tinto e outro com vinho branco, porém, feitos da mesma maneira.

Branco: coloque em uma panela pequena e funda, 30 gr de cebola, 1 ramo de tomilho fresco, 1 colher (chá) de grãos de pimenta branca e o vinho branco. Leve para ferver. Quando o vinho tiver evaporado e estiver quase seco, desligue o fogo, retire a panela da superfície do fogão e adicione 100gr de manteiga gelada, partida em pequenos cubos. Agite a manteiga com os ingredientes com o auxílio de um batedor de claras até que a manteiga esteja derretida. Coe o molho e sirva rapidamente junto com o peixe e com o molho de vinho tinto.

Tinto: repita exatamente os mesmos procedimentos, utilizando o restante dos ingredientes. Coe ao lado do molho de vinho branco e sirva com o peixe.

Chef Rodrigo Anunciato
Formado em gastronomia pelo Senac e Professor de Gastronomia na Universidade Católica de Santos.