Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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quinta-feira, 10 de março de 2011

1º Dia da Quaresma - Arroz de Bacalhau ao Arlecchino

Arroz de Bacalhau ao Arlecchino

Ingredientes e Modo de Preparo

Mais ou menos 250g de Bacalhau da Noruega desfiado e dessalgado, 300g de arroz pré-cozido, 150ml de massa de tomate seco (trata-se de uma pasta cremosa que obtém-se triturando tomates secos), 50g de tomates secos, 1/2 molho de segurelha picada, 50ml de vinho branco seco, 50ml de azeite, 1 cebola média, 3 dentes de alho, 50g de azeitonas pretas picadas, 1/2 molho de cebolinha francesa



Rendimento: 2 porções

Desfie o bacalhau da Noruega. Refogue, no azeite, a cebola e o alho. Quando dourar junte a massa de tomate seco, deixando apurar por 1 minuto em fogo brando, acrescente o vinho branco e deixe reduzir por aproximadamente 2 minutos e logo após misture o arroz e o bacalhau. Assim que obtiver uma mistura homogênea, acrescente as azeitonas pretas e a segurelha. Por fim, coloque em um prato e decore com tomates secos e cebolinha francesa.

Receita do Livro de Receitas do Bacalhau da Noruega

Em torno de nós mesmos - Emerson Monteiro



Fugir para onde, ninguém sabe das direções disponíveis, pois há, sempre, que acontecer o movimento só esse que se conhece, em torno do próprio eixo, isto que resulta da interpretação constante dos sítios que mostram suas fisionomias a todo instante, determinando marcas definitivas no direito ansioso dos que invadem o desespero e regressam exaustos das esperas de respostas diferentes, sem, contudo, garantir que, noutros lugares, que não sejam este aqui, existam meios de achar dois presentes, o atual e um outro, ou mais outros que revelem multiplicidade do eu. Almas de momentos, aqui e lá, desenvolveriam, com sobra, projetos independentes de liberdades potenciais.
Pois bem, examinar isso provável ocasionou a vontade monumental das grandes constatações. Andar em circunstâncias do território da alma da gente. Circunferências que buscam distância correspondente aos volteios de um carrossel, na determinação de centros imaginários da pessoa em si, na essência. Luzes que girassem velozes, nas sucessões de imagens a tocar vistas, indicando lugares e fios condutores de mudanças de lugar, chances das individualidades em festa noutros universos paralelos.
Quantas vezes, no entanto, se perdem as longas estiradas quilométricas de viagens infinitas, sem rever o ponto inicial das jornadas quase vida em mundos longitudinais, invés de concêntricos. Isso angustia, causa vertigens, porquanto deixar parecer morar em fitas desconexas o sonho da circunvolução em referência aos traços imaginários do centro do si mesmo, que corremos atrás para reunir e estabelecer, na concentração mental.
Uma molécula representa melhor a nucleação da esfera do ser do que lençóis voando ao vento, esgarçados painéis de texturas inúteis, jornais passados e cartazes envelhecidos, nas estradas pela vida. Blocos de tempo agregados em bólides que comprimem dias, soldas, emoções, sentimentos, pensamentos e ações, camadas sucessivas que confrangem a semente original objeto dos desejos e sonhos. No âmago das movimentações fervorosas de tais planetas espalhados na eternidade dos milhões das coisas gravitacionais, um comando de personalidade opera seus instrumentos de sobrevivência e continuidade, espécie de voo livre rumo às estações da felicidade; cá vamos nós.
E nessa excursão sideral o anelo de Deus, resposta maior do mistério ao ente dos começos e dos fins. Querer saber contém a efervescência do confluir das partidas, pomo fundamental das indagações oficiais da lógica primária. Portas e janelas que se abrem nas possibilidades dos novos êxitos e sucessos, alimentos de continuação dos passos pela trilha palpável das manhãs, tardes e noites, nos dias claros, roteiros grandiosos, sóis incendiários...

quarta-feira, 9 de março de 2011

A era do desperdício - Emerson Monteiro

A televisão mostrava imagens do seringal Nova Vida, município de Ariquemes, no estado de Rondônia. O que fora mata fechada virara cinza, após a ação de motos-serra e labaredas. Na trilha sonora, os números da tragédia. Haviam sido dizimados mais de quatro bilhões de dólares em madeira de lei abandonada nos desmatamentos. Quem atira com munição dos outros só dá tiro grande, enquanto a verde selva diminui a cada momento.
Isso numa fase brasileira quando tudo merece consideração, à custa dos fracassos administrativos para conter grileiros e predadores.
- Por que tanto esbanjamento? O planeta comum ainda terá de pagar quanto pela incompetência dos deslavados habitantes?
As respostas chegam por que sobram racionalizações e palavras: crise econômica, inflação, desleixo, alertas máximos, recessão, demanda reprimida, desindexação, subsídios, mercado externo, investimentos, privatizações, mercado interno, propriedade privada, macro-estruturas, monopólio, terceira onda, multinacionais, tecnologia de ponta, trustes, ganância, imperialismo. Nisto, a fome explode e o desemprego aflige os contingentes acuados de encontro ao futuro incerto.
Nos vários países, a perdição de descartar embalagens plásticas, metálicas, outros materiais raros e aperfeiçoados, sem qualquer intenção de reaproveitamento, demonstra a inabilidade humana para lidar com a sábia natureza.
A civilização refinou técnicas aplicadas em bases jamais concebidas. Veículos de massa anexaram ciências sofisticadas e não adotam conteúdo compatível, enquanto programas funcionam para embriagar as mentes de emoções irresponsáveis, como drogas eletrônicas. Dia seguinte, o tédio moral da falta de iniciativa das massas, que bloqueiam possíveis janelas com os espelhos da anemia crescente das sucessivas ressacas.
Preço da farra: a miséria dos países pobres para afirmação de imperadores contemporâneos que brincam de esconde-esconde nuclear, ou saem vadios na estratosfera, fotografando as luas de Saturno, galáxias a milhões de anos-luz, com todas as despesas pagas pelas nações, que nem águas têm para beber.
Boa-vontade e rigor, palavras símbolos numa época prever transformações dolorosas, na hora certa de cada coisa, pois dia de muito é véspera de pouco. Dia de tudo é véspera de nada!

En Várzea Alegre é assim - Por Claude Bloc


Várzea Alegre no Carnaval é pura efervescência. Pelas ruas e avenidas uma imensidão de pessoas aguarda ansiosa pelas novidades do ano. No Domingo de Carnaval a alegria começa a se espalhar pela cidade e a euforia toma conta de todos. É uma alegria sadia que contamina as pessoas de Rajalegre e os visitantes provenientes das redondezas.

Vem realmente gente de toda parte... A gente vê nas placas dos automóveis a origem daqueles que vão em busca de um momento especial e que ainda encontram ali um evento disputado que preserva as coisas boas de um Carnaval à moda antiga, cheio de uma vibração sincera e genuína, que ocupa os corações dos participantes e da platéia...

Não sou Varzealegrense. Estive em Várzea Alegre quando tinha uns 9/10 anos. Não aguenteva mais nem "sentir o cheiro" de Carnaval, mas posso dizer que depois deste ano senti novamente o entusiasmo infantil que me embalava "naquele tempo". Agradeço a Várzea Alegre por toda esta alegria!!!!

Vejam comigo:


Fideralina registra os primeiros momentos da passagem do Roçado de Dentro


Desempenho perfeito nas coreografias das alas. Criatividade a toda prova.


A animação contagiante e crescente dos que desfilavam iam envolvendo a platéia


No carro alegórico, a beleza e a ótima apresentação da figura em destaque.


A bateria ressoava nos corações de todos. Uma maravilha de desempenho.



A mágia dos mágicos passeava na rua.


As crianças deram show de harmonia...


As cores vibravam nos olhos da gente


Tudo muito bem organizado e visualmente belo.


Peço desculpas por não conseguir falar mais ainda dessas emoções todas que vivi nestes últimos dias. É que Várzea Alegre embalou direitinho minha expectativa e a encheu de boas surpresas. Um abraço a todos...

Claude Bloc

Dom Fernando Panico lança nesta quarta-feira a Campanha da Fraternidade 2011




Será neste dia 9, às 17 horas, na Catedral de Nossa Senhora da Penha, o lançamento da Campanha da Fraternidade 2011 na diocese de Crato. A solenidade de lançamento será feita pelo bispo diocesano, dom Fernando Panico, (foto ao lado) dentro da celebração de uma missa.

A Campanha da Fraternidade é uma campanha realizada anualmente pela Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil, sempre no período da Quaresma. Seu objetivo é despertar a solidariedade dos seus fiéis e da sociedade em relação a um problema concreto que envolve a sociedade brasileira, buscando caminhos de solução. A cada ano é escolhido um tema, que define a realidade concreta a ser transformada, e um lema, que explicita em que direção se busca a transformação. A campanha é coordenada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O tema da Campanha este ano é "Fraternidade e a vida no planeta”. Já o lema escolhido foi: "A criação geme em dores de parto".

O objetivo geral da campanha em 2011 é contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam a enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta.

O mar dos teus olhos - homenagem à mulher



                  Jesus  Maria José - Portinari (foto na Igeja Matriz de Batataisi)


O MAR DOS TEUS OLHOS
 
O azul do céu e do mar nos teus olhos fundos.
Tudo são limites e enigmas, mesmo os teus olhos.
Neles uma rosa sangra como um punhal.

Delirávamos, em êxtase,
com a beleza da morte dentro dos teus olhos.

Quem nos disse da presença de Cristo
no mar trágico dos teus olhos?

Você tinha a chave na língua.
Eu carregava a âncora nos ombros.

Pescamos cestos e cestos de peixes no mar dos teus olhos.
Vamos dar de comer a multidões.

Você levantava muito alto um peixe cintilante na mão.
O peixe era belo como o crepúsculo.

Sentamo-nos à mesa e nos servimos de pão e vinho,
com o mistério da morte e da vida nos teus olhos e nos teus lábios.



terça-feira, 8 de março de 2011

DIA INTERNACIONAL DA MULHER - Por Edilma Rocha


Minha homenagem a você, mulher !

Como é bonita esta flor menina,
Uma mulher que fascina
Como a luz que brilha
Numa noite de amor.

Quando Deus fez a mulher,
Quis criar uma obra prima
E pintou em seu quadro
A foto de uma rainha...

E em seu ventre te fez capaz
De gerar uma nova vida.
Mulher, não foste feita de uma costela,
Isso é mentira!

O homem sim, nasceu de você.
Tens o poder absoluto
Aonde todas as musas, é você!

Teu perfume é o ar que respiro
Tua alma o meu infinito.
Não morrerás jamais
Porque ficarás em tudo que vejo,
Nos lábios que beijo,
Na cama que eu deito,
No coração que assopra todos os meus desejos...

Diogo Sanches

FLASKS NO CARNAVAL 2011


Ana Hickmann rainha da bateria da Grande Rio


Devido a grande chuva Ana caiu pela primeira vez com botas


Retirou as botas e caiu feio pela segunda vez


Foi socorrida imediatamente


Amparada pelo marido, foi assistida pelos médicos de plantão.
Felizmente só um grande susto !

FLASKS DO CARNAVAL 2011


A emoção tomou conta da avenida na homenagem ao rei Roberto Carlos homenageado pela Beija-Flor


No ensaio o samba da multata contagiou


No títmo da batucada


O encanto da rainha da bateria cativou o rei


Com direito a selinho de carnaval

OLHAR DE MULHER

segunda-feira, 7 de março de 2011

MUSAS DO CARNAVAL



Programa Cariri Encantado Sonoridades - Especial "a música de José Nilton de Figueiredo"

José Nilton de Figueiredo, nascido em Crato, menino telúrico e amante do Lameiro, onde viveu a infância e adolescência e onde foi aluno de Teoria Musical de Padre Ágio. Venceu na vida com esforço próprio. E nem por isso virou um desses arrogantes e prepotentes que abundam por aí. Passou por dificuldades, é verdade, mas igual ao samba clássico “levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima”.

Tornou-se sociólogo por formação. É mestre em Antropologia, autor da monografia “A (Con)sagração da vida—Formação das Comunidades de Pequenos Agricultores da Chapada do Araripe”, que depois virou livro. E livro bom!

Para os amigos simplesmente Zénilton, o professor de muitos colégios de Crato e da Universidade Regional do Cariri, (aonde chegou a vice-reitor). Ou ainda Zénilton, o cantor e compositor (já produziu dois CDs) seguindo a carga genética do avô, que também era músico e poeta.

José Nilton de Figueiredo ou Zénilton. Dos anos dos festivais de música da década 70 ou o mestre da academia de hoje. Uma única pessoa com muitas aptidões e várias qualidades.

Texto de Armando Lopes Rafael (publicado no Blog do Sanharol)

PROGRAMA CARIRI ENCANTADO – SONORIDADES

Especial “a música de José Nilton de Figueiredo”
Apresentação: Carlos Rafael Dias
Data: 9 de março (quarta-feira), das 14 às 15 horas
Rádio Educadora do Cariri AM 1020

Repertório
1. Escolhas (Zé Nilton e Carlos Rafael), com Zé Nilton
2. Roendo as Unhas (Zé Nilton)
3. Crato (Zé Nilton)
4. Tanta Coisa (Zé Nilton e Francisco Sávio), com Zé Nilton
5. Via Crucis (Zé Nilton)
6. Toada Brasileira (Ivan Lancelloti e Paulo César Pinheiro), com Zé Nilton
7. Amor Beato (Zé Nilton e Francisco Sávio), com Zé Nilton e João do Crato
8. Hino do Crato (Martins D’Alvarez e João Cruz Neves), com Zé Nilton
9. Saudade (Lifanco e William Brito), com Zé Nilton
10. A Nossa Felicidade (Zé Nilton), com Zé Nilton e Marta Freitas

As voltas que o mundo dá (por Armando Rafael)





"Você diz que devo morrer e que nada restará do meu nome,
mas as canções que cantei serão cantadas para sempre".
(Huexotzin, príncipe asteca - 1484)

Em 1917 os bolcheviques tomaram o poder na Rússia. Por ordem expressa de Lenine, o Czar Nicolau II, (foto à esquerda) sua esposa e filhos foram impiedosamente e traiçoeiramente fuzilados. Com esses assassinatos, Lenine julgava que faria desaparecer, nas brumas da história, a instituição monárquica russa. Hoje sabemos que ele deu com os burros n’água!
Ah! As voltas que o mundo dá...
Os comunistas foram responsáveis pelo mais antinatural e desumano regime político que o mundo já conheceu. Segundo “O Livro Negro do Comunismo” mais de cem milhões de pessoas foram assassinadas para a manutenção desse regime, nos países onde se instalou. De 1917 a 1989, o socialismo real dominou as populações da União Soviéticas (e dos países vizinhos anexados, que formavam a Cortina de Ferro) à custa do chicote e das baionetas.
Nessas sete décadas, os comunistas usaram a tecnologia para escravizar; o poder para oprimir e a mídia para manipular e mentir. Praticaram atrocidades as mais diversas. Uma delas foi o assassinato do Czar Nicolau II. A partir de 1918 ninguém mais, na Rússia, falou sobre a família imperial. (foto à direita)
Em 1989, após a queda do Muro de Berlim, o povo russo recuperou a liberdade perdida. Muitos, a partir daí, principalmente nas universidades, (lá, diferente daqui, ninguém quer saber mais de marxismo) se voltaram para restaurar as verdadeiras origens do que eles chamam Mãe Rússia. Ocorreu então a volta triunfal da memória do Czar Nicolau II e de sua família.
Primeiro iniciaram uma campanha para localizar os restos mortais do Czar e familiares. Após longas pesquisas conseguiram encontra-los. Depois forçaram o governo de Yeltsin a sepultar condignamente os venerandos despojos, com um pedido de perdão pela atrocidade cometida.
Isso aconteceu em 17 de julho 1998, na Catedral de São Pedro e São Paulo, em São Petersburgo, onde estão enterrados os demais Czares. Devido ao interesse pelos Romanov (família imperial que reinou na Rússia de 1613 a 1917) farta literatura vem sendo publicada sobre eles.

Existe até um projeto na Duma (Câmara dos Deputados da Rússia) para que a atual bandeira tricolor daquele país volte a ter a águia bicéfala dos tempos da Monarquia (brasão ao lado). Em 19 de agosto de 2000 durante a festa da Transfiguração, Nicolau II e a família imperial foram canonizados, como mártires do comunismo pela Igreja Ortodoxa. O cinema adiantou-se à decisão dos bispos com «Os Romanov, Uma Família Imperial», filme de Gleb Panfilov.
Ainda mais popular é o último disco de Elena Bogusheskaya, cantora de renome na Rússia, que lhe dedicou todas as canções e ainda pôs na capa uma imagem de Nicolau com uma aura dourada à volta da cabeça.
Hoje sabemos que matando o Czar e sua família os comunistas deram-lhes o direito de voltar. Existe um ditado popular russo que diz: “Tudo volta. Tudo”. Já no evangelho de João 12:24 também está escrito: “Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo caindo na terra, não morrer, fica ele sozinho; mas se morrer produz muitos frutos”. Maria Stuart, outra rainha assassinada, escreveu: “Em meu fim está meu começo”.
É este o caso de Nicolau II.
Recentemente noticiou-se que será enterrada a múmia de Lênin, exposta no Kremlin. Enquanto isso o túmulo do último Czar, na Catedral de São Petersburgo, recebe flores todos os dias por parte das novas gerações russas.
São as voltas que o mundo dá...
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

As Mulheres do Mundo no Dia das Flores Silvestres...Wilson Bernardo.

Os caminhos da idade
as flores
e os espinhos
a descoberta dos sabores
fel
amargo
doce
comeremos o amanhecer na fé
e na luxuria
da beleza mulher.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

domingo, 6 de março de 2011

Galo da Madrugada

"E o Galo da Madrugada
Já está na rua
Saudando o Carnaval."












































Fotos: Samuk




Pensamento para o Dia 05/03/2011


“Há três estágios de Sadhana (prática espiritual). Eles são contemplação, concentração e meditação. Quando você fixa o olhar em uma forma, isso é concentração. Quando essa forma se afasta fisicamente e, depois de algum tempo, você ainda olha para tal forma com seu olho mental, isso é contemplação. Como resultado desse exercício, essa forma fica gravada em seu coração para sempre. Isso é meditação. Se você continuar meditando assim, a forma permanece em seu coração permanentemente. Você não deve limitar suas práticas espirituais apenas à concentração e contemplação. Embora seja verdade que esses representam os primeiros passos em suas práticas espirituais, você deve progredir. Você deve transformar concentração em contemplação e, posteriormente, em meditação. Quando você fizer essa transformação, você continuará a visualizar a forma de Deus a todo o momento. Os antigos Rishis (videntes) adotaram essa forma de meditação. É por isso que Deus se manifestava diante deles sempre que quisessem, conversava com eles e atendia seus desejos.”
Sathya Sai Baba

MUSAS DO CARNAVAL




MARACATU NO CARNAVAL DO CEARÁ - Por Edilma Rocha


Dança dramática de origem Africana, presente no Carnaval cearense com a representação dos negros e escravos em marcha lenta sob batuque compassado formando um cortejo. Composto por uma baliza, porta-estandarte, índios brasileiros, nativos africanos negras baianas, negra calunga, negra do incenso, balaeiro, casal de pretos velhos, pajens, tiradores de loa e batuqueiros, fazendo reverências a uma rainha negra e sua corte real. Para a representação, o uso de uma mistura com fuligem, talco, óleo infantil, vaselina em pasta, cobre todo o rosto de preto, por ser um desfile só para negros.
O Maracatu é representado por um grupo formado com percussão com, caixa sem esteiras para a batuca grave, surdos, bumbos, ganzás, chocalhos e triângulos. O macumbeiro canta as entoadas com temas ligados à cultura, à religião e a historia da África no Brasil.
Originado das coroações dos Reis do Congo a partir do século XVIII nas Igreja de Nossa Senhora do Rosário, só com homens pretos, nas cidades de Fortaleza, Sobral, Icó, Aracatí e Crato. O Maracatu chegou ao Carnaval em 1937 com o bloco "Az de Ouro". Surgiram outros em 1950 de nomes:  "Estrela Brilhante", "Az de Espada" e "Leão Coroado". Com o passar dos anos o Maracatu se tornou uma importante expressão artística e cultural no Ceará.

Edilma Rocha