Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

terça-feira, 15 de março de 2011

PROGRAMA CARIRI ENCANTADO – SONORIDADES (16/03/2011)

MANEL D´JARDIM & CONVIDADOS – ARRANJOS E FLOREIOS MUSICAIS

Foto capturada do blogue Cultura do Cariri

Manel D’Jardim, de acordo com o ponto de vista, pode ser definido como um músico endiabrado ou um músico divino; ou, talvez, a melhor definição possa ser as duas conjugadamente: um músico divinamente endiabrado. Afinal, bem e mal são faces de uma mesma moeda.

O escritor José Flávio vieira, foi por demais feliz e preciso ao falar sobre o talento e a personalidade sempre controversa de Manel D’Jardim:

“Se existem almas penadas, um poeta nosso definiu, com a genialidade única dos poetas, Manel D’Jardim é uma alma empenada. Com a mesma maestria com que empena aquela tradicional maneira de pensar e sentir a natureza, nosso artista empena o som, empena os costumes e as etiquetas, empena aquela embolorada maneira de arpejar o violão. Extremamente lúcido na sua loucura, Manel mostra a todos que a beleza e a verdade se escondem na dissonância da vida e que para transformar o planeta é preciso abrir novas sonoridades, criar novas veredas, transvê e desformar a harmonia imutável deste mundo. Seu violão derrama as pétalas das flores do jardim que floresce no seu sobrenome e na sua alma. Úmido de irreverência, prenhe de rebeldia, seu som mais desperta e fustiga que tranquiliza. É como se ensinasse a todos que a reta certamente não é o menor caminho entre dois pontos e que é preciso provar da fruta doce do bem e do mal. (...) Empenem e empinem as asas da imaginação e curtam a música sacrossantamente profana desta alma empenada”.

O programa Cariri Encantado Sonoridades vai, portanto, empenar os ouvidos, avisados ou desavisados, com a sonoridade de Manel D’Jardim & Convidados.

REPERTÓRIO MUSICAL
1. Paula e Bebeto (Caetano Veloso e Milton Nascimento)
2. Maninha (Abidoral Jamacaru e Cláudia Rejane)
Participação: João do Crato e Abidoral Jamacaru
3. Na baixa do Sapateiro (Ari Barroso)
4. Leia na Minha Camisa (Luiz Carlos Salatiel e Geraldo Urano)
Participação: Luiz Carlos Salatiel
5. Something (George Harrison)
Participação: Hélio Ferraz
6. É (Gonzaga Júnior)
Participação: Demontier Dellamone
7. Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro)
8. O Poeta (Abidoral Jamacaru e Xyco Chaves)
Participação: Abidoral Jamacaru
9. Me Deixa em Paz (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro).
Participação: Leninha Linard
10. Punk da Periferia/Rock do Segurança (Gilberto Gil)
Participação: João do Crato
11. Nossa Canção (Luiz Ayrão)
Participação: Luiz Carlos Salatiel
12. Bye Bye Brasil (Chico Buarque de Hollanda)
Participação: Zé Nilton
13. O Xote das Meninas (Luiz Gonzaga e Zé Dantas)
14. Quem Fez o Mar Sofrer (Abidoral Jamacaru)
Participação: João do Crato
15. Semente do Amor (Mu e Moraes Moreira)
Participação: Rinaldo

FICHA TÉCNICA
O programa Cariri Encantado Sonoridades é produzido pelas Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – OCA, e transmitido todas as quartas-feiras, das 14 às 15 horas pelas ondas sonoras da Rádio Educadora do Cariri AM 1020.
Seleção musical e redação de Carlos Rafael Dias.
Apresentação de Luiz Carlos Salatiel.
Operação de áudio de Iderval Silva.

Código do Consumidor - Por José de Arimatéa dos Santos

O Código do Consumidor veio para ajudar todos nós consumidores. Em países sérios nem precisa por que o empresário sabe que se não atender bem em seu estabelecimento perde o freguês. A obrigação nossa é exigir bom atendimento e o que consumimos seja de ótima qualidade. Analisar os rótulos quanto ao vencimento e exigir que o produto comprado esteja de acordo com o contrato assinado por nós, os fregueses. Aqui ainda capenga o bom atendimento ao consumidor. São vários os casos que vemos na mídia de consumidores que reclamam do atendimento nas operadoras de celular, nas faltas de energia(apagões) e as agências reguladoras de vários setores da economia não dar bolas para nós consumidores. Eu pergunto quantas vezes a fornecedora de energia foi aos meios de comunicação dar satisfação das várias faltas de energia? Ou então da mesma forma a empresa responsável pela internet falou a respeito das vezes que os celulares e computadores ficam sem sinal? Vamos ficar só nesses dois casos.
Muita coisa melhorou desde o advento do Código do Consumidor e esperamos que todo cidadão comece a exercer seu verdadeiro papel de cobrar melhor atendimento nas repartições públicas e principalmente cobrar dos políticos as promessas de campanha. É também direito do consumidor exigir que sua rua esteja bem limpa e iluminada, além de melhorias para a cidade. Cuidar verdadeiramente do que é nosso. A administração pública não deve ser cabide de emprego para apaniguados e puxa sacos. Seriedade e ética. É isso que o consumidor consciente quer. Que todos os cidadãos exerçam seu verdadeiro papel de consumidor!
As datas comemorativas são muito importantes, pois assim podemos ver e analisar friamente como andam as leis aprovadas pelos legisladores. O Código do Consumidor já tem 21 anos de vigência e nesse dia 15 de março que é o dia do Consumidor merece uma reflexão em todos os sentidos. A lei é válida para valer quando o cidadão exige o seu cumprimento e nós consumidores podemos e devemos exercer de fato a cidadania ao exigir produtos e atendimento de acordo com a lei. Acredito que vale também como exercício para escolher ótimos representantes na política. Só depende de todos nós.

LUMINAR - Boletim de Divulgação em Ciências Humanas e Espiritualidade

LUMINAR - Boletim de Divulgação em Ciências Humanas e Espiritualidade
NÚCLEO DE ESTUDOS EM CIÊNCIA, ESPIRITUALIDADE E FILOSOFIA.
UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI
NÚMERO 01/ABRIL 2010

(Texto recebido pela Internet http://luminar.no.comunidades.net/)

Editorial
Este ano, inauguramos o Boletim do Núcleo de Ciência, Espiritualidade e Filosofia - NECEF, Intitulado Luminar - Boletim de Divulgação em Ciências Humanas e Espiritualidade [http://luminar.no.comunidades.net/]. Nosso objetivo é poder oferecer aos alunos e demais leitores o acesso a textos, pesquisas e novidades relevantes que englobam o espectro temático das Ciências Humanas e Espiritualidade.
Em cada boletim, teremos as sessões de artigos, resenhas, dicas de filmes e agenda.
Nesta primeira edição, o professor Dr. Bernardo Melgaço nos presenteia com o artigo 'Por Que Precisamos Amar Uns Aos Outros?', no qual discute dentre outras coisas, a natureza humana do ego. Em outro momento, o Conselho Espírita Internacional oferece algumas informações sobre A Doutrina Espírita e o Espiritismo, como forma de divulgação desta filosofia de vida.
Também nesta edição, algumas notícias interessantes, como a aprovação da Lei Geral das Religiões e o Reconhecimento de Títulos do Mercosul. Na sessão Dicas de filmes os leitores terão acesso a três excelentes indicações. A sessão Agenda dará acesso a diversos eventos científicos que estão por acontecer, tanto no Brasil como no exterior, este ano de 2010.
Convidamos os interessados com escritos originais, afins com o nosso projeto editorial, a enviar-nos seus trabalhos - artigos, notas, resenhas, comentários ou opiniões -, desde que atendam às nossas normas de publicação e linha editorial.
Aos articulistas deste número, queremos manifestar nosso agradecimento por sua competente colaboração.
Gislene Farias de Oliveira e Cláudia Moura Pierre
Editoras do Boletim

AMANHECENDO COM A POESIA...

Silêncio
- Claude Bloc -

Hoje o silêncio calou meu sonho
E saiu pela janela
Voando feito um anjo
Na noite da minha vida...

Falei baixinho
Pra não espantar a lua
Pra não atiçar o sol...
Mas o silêncio
Quis voltar pra minha casa
Colhendo toda poesia
Que escrevi pra te agradar...

Claude Bloc



segunda-feira, 14 de março de 2011

Dia da poesia no fim dos tempos





O LEITOR E O POETA

O leitor gosta de um poema
porque pensa que foi ele que o escreveu.
O melhor poeta é aquele que desperta
o poeta adormecido no leitor.

O poeta vê as gotas de chuva na janela
e nas folhas do abacateiro, viu à noite,
    antes da chuva,
as estrelas multiplicando-se e apagando-se,
como numa grande brincadeira
                                                  – e escreve
como se fosse o leitor.

                                          O poeta é o mais abnegado
e desprendido dos seres: anula-se para que o leitor viva.
O poeta morde o lábio, morde a língua e sangra.
A poesia é feita de sangue, não de palavras.
                                                                    Estas são
um disfarce para a dor, cacos do espelho que chamamos
de poema.
                  O relógio resmunga na parede, como se fosse
dono do tempo.
                           Vai medindo, compassadamente,
a minha morte individual, diz o poeta, pensando
na morte coletiva.
O poeta pensa no seu irmão, o leitor,
tão íntimo e estranho ao mesmo tempo.
                                                              O leitor que lê

o poema como se tivesse ele próprio traçado, linha a linha,
aquelas linhas, aquelas palavras, aquelas imagens
que pulsam no bolso e, por pouco, não o derrubam.



NO FIM DOS TEMPOS

Talvez haja mil leitores entre um milhão de pessoas,
mas haverá cem leitores de poesia entre mil leitores?
Haverá dez leitores de poesia entre mil leitores?

Quantos leitores de poesia haverá entre mil poetas?
Os poetas leem os poemas dos outros poetas?

Sic transit gloria mundi – assim os poetas são:
passageiros, estranhos e indiferentes passageiros.


______________


A Coluna da Hora - Emerson Monteiro


Dos logradouros cratenses que possuem mais nomes, a Praça Francisco Sá vem recebendo várias identificações conforme características que apresenta no decorrer de sua ativa história de porta principal da cidade: Praça do Cristo Rei, da Estação, das Kombis, dos Ônibus, e Praça dos Pombos. Quando cheguei a Crato, na primeira metade da década de 50, era o quadro mais bonito dentre as outras praças do centro urbano. Recepcionara, em 1926, o primeiro trem vindo de Fortaleza, data de festa gandiosa, e merecera do prefeito Alexandre Arraes de Alencar, nos preparativos das comemorações do Centenário do Município, os melhores mimos de decoração.
Entre seus Ficcus benjamim e torceras de flores coloridas, edificara alguns dos monumentos alusivos àquela fase cratense: uma fonte luminosa, de que, hoje, só restam resquícios; a Coluna da Hora; e a Fonte da Samaritana; estas belas e intactas, apesar da carência dos maiores cuidados.
A Praça da Estação cumpriu importante papel nos itinerários de minha história de infância e morador do Bairro Pinto Madeira à busca dos acessos da vida social do lugar. Escreveu não leu, cruzava seus canteiros e desviava de seus postes de ferro prateado, o que, por maior empenho dedicasse, não escaparia, certa vez, de trombar num deles e colher galo dolorido bem no centro da testa.
A edificação da Coluna da Hora, monumento de bom gosto, encimada pela imagem de Jesus em escala adaptada às proporções do Cristo Redentor do Rio de Janeiro, coube construir a Alexandre Arraes, no ano de 1938, sob orientação do arquiteto-escultor Agostinho Balmes Odisio, mestre italiano responsável pelo trabalho, segundo consta numa das placas do pedestal.
A execução da obra, por sua vez, ficou a cargo do mestre Vicente Marques da Silva, imaginário nascido em 06 de janeiro de 1908, na cidade de Juazeiro do Norte, e que viveu algum tempo em Crato, um dos irmãos de Raimundo Marques, Mundinho, o autor da Samaritana, inaugurada em 21 de junho de 1952, e goleador emérito do futebol de antanho, falecido vítima de acidente automobilístico num dos cruzamentos da cidade.
Dia desses, abordado por Aristides, decano personagem da AABB de Crato, ele indagava quando retornará o funcionamento normal do relógio da coluna, tão apreciado pelos frequentadores da praça, indagação esta que ora repasso aos titulares da municipalidade e responsáveis diretos pelo assunto.
Dentre os registros e citações que adornam o valioso monumento, duas falam de perto à alma de nosso povo, quais sejam: Cristo reina, vence e impera, dístico gravado em latim clássico. E Sede bem-vindo, nesta terra há lugar para todas as pessoas de boa vontade, palavras bem aos moldes da grandeza desta gente alencarina.

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


ALOE VERA -  Aloés erva-babosa : Diz a lenda que nas folhas verdes e carnudas desta planta escondia-se o segredo da beleza de Cleópatra. Muito usada desde a Antiguidade é chamada na América de "Planta da Beleza". As mulheres da Indonésia acreditavam que a planta tinha o poder de deixa-las mais bonitas, por isso, uma hora antes do banho cortavam um pedaço da folha e a esfregavam no rosto.


Planta perene, atinge de 30 à 90 cm de altura. Cultivada em solo arenoso e bem arejado, sob o sol pleno e direto, no mínimo 4 horas por dia. Também suporta a sombra pouco densa. Propagação por mudas laterais. Com folhagem atraente, carnuda e sempre verde, é uma exelente planta de interior. As flores do Aloe Vera surgem em várias épocas do ano. Regar espaçadamente, pois precisa de pouca água. Originada do Mediterrâneo, Ilha da Madeira e Canárias.


Hoje é um dos componentes mais explorados na indústria de cosméticos, em cremes hidratantes, loções bronzeadoras, xampus e condicionadores de cabelos. Na indústria farmacêutica o Aloe Vera é usado também na fabricação de medicamentos para tratamento de queimaduras e outros problemas da pele, além de ser purgativo e tônico estomacal. É também um dos remédios populares mais conhecido no tratamento da calvice. 


Edilma Rocha
Fonte : Jardim Interior - Denise Cordeiro

ENCONTRO COM AMIGOS


Edilma e José Flávio
Sem palavras...

Clavatown: Palavras, rimas, anagramas...

Clavatown: Palavras, rimas, anagramas...: "RIMADOR - Quer fazer um poema  mas é muito ruim de rima?
Verifique...

Vermelha... - Por Daniel Bloc Boris (Jacques)


Vermelha

Esgarço a alma dos meus pensamentos em ti.
Aguardo-te, mesmo sabendo que não vens!
Guardo meu silêncio, relendo o livro do poeta,
a  procura do melhor verso, a te ofertar.
Não sou Amélia, Joana e nem Maria,
Sou apenas eu!
Eu apenas tua.
Entre o claro da minha tez
e o escuro do meu quarto,
meus segredos,
a tua espera, com minha rosa vermelha.

                                               Daniel Bloc Boris (Jacques)


Resposta poética a Aloísio


 Aloísio:

Tens na noite por companhia a solidão
Por isso tu fantasias tua audição
Sempre ouvindo vozes e ruídos
Dentro de teu quarto na escuridão

Vens, te aproximes, saia dessa
Sempre há alguém que te convida
Quando passares a porta verás luz
Pois é isto que falta na tua vida!


 Claude

Tens na noite por companhia o silêncio
A ausência intransigente da música
Silêncio onde se escondem as vozes, os ruídos
Misturados ao borbulhar da escuridão

Se te achegas aos meus sonhos
Te convido a entrar por essa porta
Pela nesga de luz que me aquece
Pela réstia de alegria que me enternece.

14 de Março - Dia da Poesia

Infância

Onde o céu encontra o horizonte
E o tempo é apenas retalhos da vida
A noite é o medo de uma luz perdida
Reencontrada logo o sol desponte
Se uma história há alguém que conte
Guardada fica sempre na lembrança
E em cada dia nasce a esperança
De encontrarmos a felicidade
Passando os dias chega a mocidade
Assim é o mundo livre da criança

Paulo Viana


domingo, 13 de março de 2011

Preparativos para o fim do mundo




O poema cresce independente de mim.
Eu o escrevo, escolho as palavras, as poucas imagens,
procuro controlar minha ânsia de metáforas.
Eu o escrevo, mas ele não tem nada a ver comigo.

O mundo lá fora é o que interessa.
O poema me expulsa do calor do ninho.
O poema me expulsa dos ovos com a vida regurgitando.
Há uma guerra lá fora e só essa guerra interessa ao poema.

Se uma gralha grita, é para estourar a paisagem.
Se o melro voa de um lado a outro do rio,
é para me lembrar que tudo passa,
que não é este lado
ou aquele que interessa.
Aliás, nada mais interessa.

Interessa o que está fora do meu controle.
Um frio me gela a espinha.
Parece que vou quebrar.
O meu poema caminha na rua,
quebrando o cimento
e a insensatez humana,
com a sua carga de dor
e estupefação.
         É como o fim do mundo.                                                             

 __________

Convite - Aloísio

Convite

Tens na noite por companhia a solidão
Por isso tu fantasias tua audição
Sempre ouvindo vozes e ruídos
Dentro de teu quarto na escuridão

Vens, te aproximes, saia dessa
Sempre há alguém que te convida
Quando passares a porta verás luz
Pois é isto que falta na tua vida!

Foto e texto: Aloísio

14 de Março:Dia da Poesia na Poética de Wilson Bernardo.

DAS VERDADES DO ILUSIONISMO.
Nos casamos e ela
nunca acreditou
na minha máxima
de quem gosta de mentiras
é magico...
A INVENÇÃO DA PALAVRA DEUSES NO SEXO.
Mulheres e poesia são todos os dias
Poema e fantasia
se vestem de tardes e orgias.
Palavras!
Mastigadas parábolas no cio,
o barro que se faz panelas
é o mesmo que se molda a espécie
Eva
que se Adão todas as costelas.

Wilson Bernardo(Poemas & Fotografias)

AMIGOS A GENTE CONQUISTA...


Em pé: Mundim do Vale (de óculos quebrados), Fideralina e Dr. Sávio
(gente boa de Várzea Alegre)
Sentada: Claude Bloc

sábado, 12 de março de 2011

APELO - ASSOCOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO

A AFAC-ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO, solidaria à situação de varias famílias cratenses que perderam seus pertences na ultima enchente, vem apelar para a solidariedade dos cratenses residentes em Fortaleza, e solicita a doação de lençóis, toalhas e roupas usadas, alimentos não perecíveis e/ou cestas básicas.

As doações poderão ser entregues nos endereços abaixo:

AUDITECE Associação dos Auditores Fiscais do Tesouro do Estado do Ceará
Rua Frei Mansueto Nº 106 (entre a Av. Abolição e Av. Beira Mar)
Bairro Meireles
Fortaleza – CEARÁ

CASA DO LEÃO – Lyons Clube de Fortaleza
Rua João Cordeiro 2181 (entre as ruas Padre Valdevino e Av. Antônio Sales)
Bairro Aldeota
Fortaleza – CEARÁ

As doações serão enviadas para o CORPO DE BOMBEIROS EM CRATO-CE para distribuição entre famílias cadastradas pela Defesa Civil do Município.

CONTATOS DA AFAC:

Wilton Soares: (85) 9613-3936
Graça Barreto: (85) 9959-5242
Amarillo Santana: (85) 9621-6702
Luis Santos: (85) 9621-7016
Pedro Jorge: (85) 8785-6582
Cicera Policarpo: (85) 3246.3662


A AFAC AGRADECE A AJUDA DE TODOS

REPASSE ESSA INFORMAÇÃO PARA OS SEUS AMIGOS

Uma Estrada Abandonada

Pedro Esmeraldo


Já corremos atrás muitas vezes, cansamos e afadigamo-nos com o intuito de solucionar os problemas do São José.

Há vários anos, lutamos com muito empenho, objetivando maior assistência àquele torrão, mas o que acontece? Os políticos dão ouvidos de mercador, nada fazem por aquela porção de terra que forma uma pequena parcela deste município. Sempre desprezado, desde épocas imemoriais. Estranhamos que essas autoridades, tão alvissareiras, esquecem de melhorar, com infraestrutura, construindo prédios que servirão de bases sustentatórias para ser transformado em futuro bairro elegante do Crato.

Queremos afirmar que isso nem é bom falar, porque não sabemos julgar e nem decidir qual a melhor maneira de interpreta o comportamento abstrato desses políticos cratenses, que permanecem sem saber para que lado seguir: se e favorável lutar em defesa da cidade ou se entregam os ponto facilmente, ou ainda, se permanecem apatetados, aceitando com passividade as conversas enganosas dos algozes detentores do mal daqueles que permanecem imbuídos nas palavras estranhas desse povo ambicioso que só deseja o progresso em torno de si.

De vez em quando, esses inimigos incondicionais do Crato aparecem por aqui, contando lorotas e de sã consciência, querem usurpar do Crato todo o patrimônio adquirido. Causam-nos desarmonia e vêm aqui a fim de buscar votos, com longa margem de prejuízo para ao desenvolvimento do Crato.

O seu comportamento é ardiloso e faz o Cratense entregar os pontos facilmente a esses inimigos rancorosos que nos absorvem o patrimônio com muita ferocidade. Por isso dizemos: não dêem ouvidos a esses beócios inimigos, não precisamos de apoio de pessoas maldosas que só vêm buscar o que temos de bom.

Agora voltemos à matéria de que retratava que foi o abandono da estrada, observando com profunda reflexão, notamos que essa estrada está desmoronando aos poucos, talvez seja por capricho de alguns políticos, já que ela é totalmente desprezada, entregue a sua própria sorte.

Com esse descaso, o povo fica estarrecido, sem saber o que fazer se a estrada permanece esquecida ou se vai ser acabada. Assim como foi acabada a Escolinha Maria Amélia Esmeraldo que, por capricho do destino, o São José é o sítio desconsiderado do Crato.

sexta-feira, 11 de março de 2011

MOMENTO DA POESIA - Por Claude Bloc

Agora me escuta
- Claude Bloc -


Libertei teus sonhos
Plantei raios de sol pela manhã
Nesse fértil jardim,
jardim em flor...


E antes que o dia se apague
Antes que as cores desbotem
Tua saudade fez brotar em mim
um poema cerzido no céu
Com versos costurados na lua



lá onde o sereno fez dormir minha poesia
(no aconchego das tuas palavras).
Foram palavras mudas,
deitadas no corpo de um poema-flor.



Agora,
agora me escuta
Pois quando rimo
fico à tua sombra
Porque assim estou
Até que eu te reencontre
Em nova primavera
Antes que acredites que meu sonho
É teu jardim…

Claude Bloc

Chega de Caridade de Porta de Guarda-Roupa ! - Por: Dihelson Mendonça


Vamos parar com essa hipocrisia de só doar do nosso supérfluo...


É interessante como algumas pessoas gostam de se enganar e de tentar enganar os outros. Provavelmente você já deve ter ouvido falar no termo "caridade de porta de geladeira", ou "caridade de porta de guarda-roupa", não ?

Mas você já deve ter observado casos em que pessoas , abrindo o seu guarda-roupas, e separando aquelas roupas estragadas que não desejam usar de forma alguma, e para desobstruir o armário a fim de comprar os novos modelitos das lojas, resolvem fazer caridade do entulho e do supérfluo que iria para o lixo, doando aos pobres. Ah! mas que coisa linda! Dar aos outros aquilo que não quer para si...

Na verdade, as pessoas que fazem esse tipo de coisa, estão resolvendo principalmente o problema delas mesmas, em se livrar de um fardo. Elas se enganam e tentam enganar os outros, com aquele semblante caridoso de quem faz a melhor coisa do mundo. A pergunta é: "Porque essas pessoas não pensam em doar daquilo que gostam e que necessitam no dia-a-dia?" A resposta: " Nem pensar" - Porque doar 10 reais pra quem ganha 10.000 reais não tem nada de vantagem. O difícil é não ter, e ter que ter pra dar, como já diz a letra do compositor Djavan.

Então, vamos parar com essa hipocrisia de só doar do nosso supérfluo, aquilo que não queremos mais, que não cabe em nossas casas, que não cabe mais nos nossos armários abarrotados de pertences, e vamos começar a compartilhar daquilo que verdadeiramente necessitamos no nosso dia-a-dia, daquilo que precisamos de fato. Assim, estaremos sendo verdadeiros para com todos, e sendo fraternos para com nossos semelhantes, e sobretudo, deixando de ser hipócritas, fazendo caridade de porta de guarda-roupas!

Por: Dihelson Mendonça

Uma amizade infinita - Emerson Monteiro


Eis aqui nestas palavras uma das provas da existência do Bem supremo, a amizade dos que conhecem amigos. Só quem possui um amigo pode considerar o seu valor. Inestimável o termo de comparar os amigos, e nem precisa dizer que falo dos amigos verdadeiros, pois amigo só verdadeiro, essa tonalidade maior das referências humanas, o amigo.
Quanto vale um amigo? Não há preço que possa comprar, porquanto não se acha à venda, inexiste supermercado de amigos, shopping de amigos, fábrica de amigos. Os amigos nascem no berço farto do coração; nascem, crescem e vivem para a Eternidade. Seres especiais, mutantes dos sentimentos altos da verdade, brotam nas calçadas frias das dificuldades, provam sua fibra nas solidões indesejadas e saem por cima, nos instantes críticos da jornada.
Amigos, de que gosto de falar aos meus filhos não caberem em mais do que nos cinco dedos de uma única das mãos. Uma vida é muita para tantos amigos do tanto dos dedos de uma mão. Amigos, espécimes raras e valiosas, que mantêm o silêncio até o dia em que surgem numa manhã, numa noite qualquer de sofrimento, e nos envolvem de luz e carinho, na força grandiosa do fervor que a eles pertence. A despesa reservada aos instantes da certeza em que há um pai, um irmão, um companheiro, indiferente às considerações dos elogios fáceis, entra porta adentro e preenche todos os espaços da dúvida e do isolamento.
Um amigo, uma barra de ouro brilhante. Um amigo, um tesouro ilimitado no tempo e no espaço. Um filho do Deus da bondade no crivo do interior da gente, um emissário das bênçãos superiores, divinas. Ah, que ventura reconhecer a realidade do sonho de um amigo, de uma amiga, essa dádiva inigualável de todas, imensa compreensão dos que desmancham em conforto as mágoas do desencanto. O saber sorrir, chegar junto, firmar compromissos inadiáveis, incondicionalidades e águas boas.
Falar nos amigos alimenta o veio dessa confiança nos valores inesgotáveis da glória eterna do Amor. Amigos, perfume silvestre das vitórias que nutrem a alma de virtude e paz, pura leveza de presenças silenciosas e vastas, pomos de territórios doces da concórdia, ganhos vivos da plenitude.
Isso de contar algumas considerações quanto aos amigos demonstra suas potencialidades e desperta a que se continue na busca desses personagens coautores da Criação, aliados nas ações positivas, otimistas crônicos e primorosos precursores da transformação de nossos critérios em resultados benfazejos, dos avanços mundiais da vontade no que haja para reverter os quadros tristes, nas madrugadas esplendorosas das cores de alvoradas magnânimas. Vivam os amigos, as amigas, hoje e para sempre!

A Poética da Desestruturas das Palavras Comer...Wilson Bernardo.

AS PALAVRAS DO FALO EGÍPCIO!
Ataduras no corpo da múmia
Pedra mole,tanto falo até que fura.
Comer na mão
comer na cama
comer no chão.

Amanhecer com os joelhos
em frangalho
sangrando os amores sangrados.

Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

quinta-feira, 10 de março de 2011

VÁRZEA ALEGRE: CARNAVAL EM GRANDE ESTILO

As ruas estavam apinhadas de gente. A demora gerava uma ansiedade maior, mas a cidade inteira saiu de  casa para ver o espetáculo.

Desde o final da tarde os componentes da M. I. S. se aglomeraram na avenida e se desdobraram em preparativos.Era pra ser tudo perfeito!!! Fantasias caprichadas começaram a colorir as ruas. Penas, pedrarias, brilho intenso.



  


Todos esbanjavam alegria e simpatia


 O "JUMENTO NOSSO IRMÃO" entrou na avenida exuberante e iluminado...
O tema: uma homenagem a Padre Vieira e a José Clementino, nomes ilustres na cidade.


Os cuidados nos pormenores mostravam o compromisso de todos pelo M. I. S


Poses não faltaram... Cores vibraram!


Havia também poetas daqui e dali... Um poema - o Carnaval.


Os Inúmeros "ZÉ"  de Várzea Alegre foram lembrados igualmente.


 O ritmo, o compaço (o cansaço)


No branco, o sentimento unificado de pura alegria


Tudo bem executado e lindamente M.I.S 


Peço desculpas aos Varzealegrenses pela demora desta postagem, mas só hoje tive a oportunidade de publicar essa matéria, pois não havia internet onde estive nestes dois dias (D. Quintino). Digo, porém, e repito: adorei estar em Varzea Alegre e, assim, poder comprovar e provar essa alegria verdadeira do Carnaval dessa cidade.

Parabéns a todos!

Claude Bloc

1º Dia da Quaresma - Arroz de Bacalhau ao Arlecchino

Arroz de Bacalhau ao Arlecchino

Ingredientes e Modo de Preparo

Mais ou menos 250g de Bacalhau da Noruega desfiado e dessalgado, 300g de arroz pré-cozido, 150ml de massa de tomate seco (trata-se de uma pasta cremosa que obtém-se triturando tomates secos), 50g de tomates secos, 1/2 molho de segurelha picada, 50ml de vinho branco seco, 50ml de azeite, 1 cebola média, 3 dentes de alho, 50g de azeitonas pretas picadas, 1/2 molho de cebolinha francesa



Rendimento: 2 porções

Desfie o bacalhau da Noruega. Refogue, no azeite, a cebola e o alho. Quando dourar junte a massa de tomate seco, deixando apurar por 1 minuto em fogo brando, acrescente o vinho branco e deixe reduzir por aproximadamente 2 minutos e logo após misture o arroz e o bacalhau. Assim que obtiver uma mistura homogênea, acrescente as azeitonas pretas e a segurelha. Por fim, coloque em um prato e decore com tomates secos e cebolinha francesa.

Receita do Livro de Receitas do Bacalhau da Noruega

Em torno de nós mesmos - Emerson Monteiro



Fugir para onde, ninguém sabe das direções disponíveis, pois há, sempre, que acontecer o movimento só esse que se conhece, em torno do próprio eixo, isto que resulta da interpretação constante dos sítios que mostram suas fisionomias a todo instante, determinando marcas definitivas no direito ansioso dos que invadem o desespero e regressam exaustos das esperas de respostas diferentes, sem, contudo, garantir que, noutros lugares, que não sejam este aqui, existam meios de achar dois presentes, o atual e um outro, ou mais outros que revelem multiplicidade do eu. Almas de momentos, aqui e lá, desenvolveriam, com sobra, projetos independentes de liberdades potenciais.
Pois bem, examinar isso provável ocasionou a vontade monumental das grandes constatações. Andar em circunstâncias do território da alma da gente. Circunferências que buscam distância correspondente aos volteios de um carrossel, na determinação de centros imaginários da pessoa em si, na essência. Luzes que girassem velozes, nas sucessões de imagens a tocar vistas, indicando lugares e fios condutores de mudanças de lugar, chances das individualidades em festa noutros universos paralelos.
Quantas vezes, no entanto, se perdem as longas estiradas quilométricas de viagens infinitas, sem rever o ponto inicial das jornadas quase vida em mundos longitudinais, invés de concêntricos. Isso angustia, causa vertigens, porquanto deixar parecer morar em fitas desconexas o sonho da circunvolução em referência aos traços imaginários do centro do si mesmo, que corremos atrás para reunir e estabelecer, na concentração mental.
Uma molécula representa melhor a nucleação da esfera do ser do que lençóis voando ao vento, esgarçados painéis de texturas inúteis, jornais passados e cartazes envelhecidos, nas estradas pela vida. Blocos de tempo agregados em bólides que comprimem dias, soldas, emoções, sentimentos, pensamentos e ações, camadas sucessivas que confrangem a semente original objeto dos desejos e sonhos. No âmago das movimentações fervorosas de tais planetas espalhados na eternidade dos milhões das coisas gravitacionais, um comando de personalidade opera seus instrumentos de sobrevivência e continuidade, espécie de voo livre rumo às estações da felicidade; cá vamos nós.
E nessa excursão sideral o anelo de Deus, resposta maior do mistério ao ente dos começos e dos fins. Querer saber contém a efervescência do confluir das partidas, pomo fundamental das indagações oficiais da lógica primária. Portas e janelas que se abrem nas possibilidades dos novos êxitos e sucessos, alimentos de continuação dos passos pela trilha palpável das manhãs, tardes e noites, nos dias claros, roteiros grandiosos, sóis incendiários...