Nasci e me criei no sítio São José, numa área de propriedade do meu pai, onde ele criava gado e praticava a agricultura, tendo como atividade principal a cultura canavieira. Quando menino, perambulava pelo engenho e pela bagaceira. Pegava carona em lombo de burro e ia até o “corte de cana”. Lá, sentado sobre a esteira de cana, chupava a cana torcida e a garapa escorria pelo bucho para depois juntar-se à poeira das veredas por onde passavam os burros transportando a cana para o engenho. Era um tempo de muita liberdade onde a criançada saía de pé no chão, pisando na areia ou na lama, lavando os pés nas levadas que cortavam as áreas alagadiças do brejo e ainda montava cavalo de pau levando o gado para o curral, se fazendo de vaqueiro.
Com tanta liberdade, ainda menino já me interessava em praticar alguma atividade que pudesse me trazer alguns dividendos. Assim, criava um porco em sociedade com um morador e ainda uma meia dúzia de galinhas.
Bem próximo ao engenho ficava uma casa grande de alpendre, construída pelo meu avô paterno e para onde a família se mudava durante todo o período da moagem. Eu não alcancei este tempo. Quando me dei por gente, nela já morava um antigo morador do meu pai. E foi nesta casa que eu vi uma criação de capotes (guinés). Disse a este morador que também queria criar capotes e ele prontamente me presenteou com uma quantidade de ovos capaz de dar início ao meu tão sonhado empreendimento. Seria este o meu primeiro grande negócio. Fazia contas e mais contas do quanto ganharia com a venda dos ovos e de alguns exemplares.
No início, tudo correu bem. Quase todos os filhotes se criaram, o que é muito raro de ocorrer. Entusiasmado, tratei logo de preparar uma nova ninhada. Como estávamos no verão, quase todos os filhotes desta segunda ninhada também chegaram à idade adulta. O capote tem a característica de por seus ovos longe de casa e dos olhos do dono. Era uma trabalheira para encontrar os seus ninhos. Sempre havia um cachorro esperto de plantão e decidido a colher os ovos antes de mim. Havia também uma simpatia de matuto, segundo a qual não podíamos pegar os ovos com a mão e sim, com uma colher de pau. Segundo esta simpatia, se pegássemos com a mão, a fêmea poderia perceber que o seu ninho havia sido descoberto e mudar-se para outro local ainda mais escondido. Toda tarde, próximo ao anoitecer, eu saía com uma panela e uma colher de pau para a colheita do dia.
Mesmo com todo este trabalho, preparei a terceira ninhada aproveitando o final do verão e confiante nas perspectivas de bons negócios. Com três ninhadas passeando pelo terreiro da casa, o que representava algo em torno de 60 capotes, sentia que estava no rumo certo e que o meu negócio era mesmo promissor. E para incrementar a venda dos ovos, ganhei da minha cunhada Norma, de Fortaleza, algumas embalagens de isopor vazias, algo que não havia no Crato neste tempo. E por coincidência, a caixa trazia a inscrição Ovos São José, já que eram vendidos pelo antigo mercantil São José.
De bem com a vida e com os negócios, aos doze anos de idade eu já fazia planos mais ousados, baseando-me no crescimento vertiginoso da minha criação de capotes.
Mas, como diz o provérbio popular, “Deus quando dá a farinha, o diabo vem e rouba o saco”. E foi o que ocorreu comigo.
Numa tarde de janeiro, época chuvosa, um amigo muito íntimo da família visitava o meu pai quando, para o meu azar, desfilou à sua frente todo o meu rebanho de capotes, naquele maior alarido. Tudo aconteceu na hora mais imprópria. Esse desfile fora de tempo foi o bastante para despertar neste visitante o interesse em também criar capotes. Imediatamente chamou-me a compor uma sociedade com ele. Ele pagaria os ovos e eu me encarregaria do restante, ou seja, eu ficaria com o trabalho e o que nascesse seria de nós dois. Diante do olhar do meu pai, eu não tive outra opção a não ser concordar com esta bela proposta.
Negócio fechado, no dia seguinte eu parti para a luta. Acontece que estávamos na quadra chuvosa e o momento não era propício para iniciar uma criação de capotes, já que estes bichinhos são muito frágeis e vulneráveis a doenças. Mas, toquei em frente o projeto. Afinal, o meu sócio nos visitava com muita freqüência, era gente da família e uma vez por semana jantava conosco. A cada visita, ele me perguntava sobre o progresso de nossa criação e, quando eu ia lhe responder, o meu pai se adiantava e dizia a ele que estava indo tudo muito bem. Na verdade, de trinta filhotes que nasceram metade morreu nas primeiras chuvas. Restaram apenas quinze, que foram morrendo aos poucos de doenças ou no bico de um gavião faminto. Eu queria dizer isto ao meu sócio, mas meu pai não deixava. E o meu sócio, certo de que tínhamos trinta capotes já adultos, inventou de comer um capote a cada semana, toda vez que jantava lá em casa. Com isso, eu via definhar o meu rebanho ao tempo em que também ia abaixo o meu sonho de criador. De sócio, ele passou a ser um verdadeiro predador. Pior do que qualquer ave de rapina. E o pior de tudo é que abolira de vez qualquer outro tipo de carne do seu cardápio. Sempre pedia à minha mãe que preparasse para o jantar um capote “dos nossos”. Nunca vi alguém gostar tanto assim dos meus capotes.
Revoltado e indignado com a situação e sem poder dissolver a sociedade, aproveitei-me da ausência do meu pai que fora passar uns dias na fazenda, em Pernambuco, e me vinguei para sempre deste meu sócio incômodo. Vendi tudo que ainda restou para o dono de um restaurante, e com o dinheiro apurado comprei um relógio da marca Hernavim. E depois, conversando com os meus botões, falei: quero ver agora quem é que vai tomar o meu relógio.
Marcos Barreto de Melo
Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS
FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS
Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................claude_bloc@hotmail.com
terça-feira, 15 de março de 2011
PROGRAMA CARIRI ENCANTADO – SONORIDADES (16/03/2011)
MANEL D´JARDIM & CONVIDADOS – ARRANJOS E FLOREIOS MUSICAIS
Foto capturada do blogue Cultura do Cariri
Manel D’Jardim, de acordo com o ponto de vista, pode ser definido como um músico endiabrado ou um músico divino; ou, talvez, a melhor definição possa ser as duas conjugadamente: um músico divinamente endiabrado. Afinal, bem e mal são faces de uma mesma moeda.
O escritor José Flávio vieira, foi por demais feliz e preciso ao falar sobre o talento e a personalidade sempre controversa de Manel D’Jardim:
“Se existem almas penadas, um poeta nosso definiu, com a genialidade única dos poetas, Manel D’Jardim é uma alma empenada. Com a mesma maestria com que empena aquela tradicional maneira de pensar e sentir a natureza, nosso artista empena o som, empena os costumes e as etiquetas, empena aquela embolorada maneira de arpejar o violão. Extremamente lúcido na sua loucura, Manel mostra a todos que a beleza e a verdade se escondem na dissonância da vida e que para transformar o planeta é preciso abrir novas sonoridades, criar novas veredas, transvê e desformar a harmonia imutável deste mundo. Seu violão derrama as pétalas das flores do jardim que floresce no seu sobrenome e na sua alma. Úmido de irreverência, prenhe de rebeldia, seu som mais desperta e fustiga que tranquiliza. É como se ensinasse a todos que a reta certamente não é o menor caminho entre dois pontos e que é preciso provar da fruta doce do bem e do mal. (...) Empenem e empinem as asas da imaginação e curtam a música sacrossantamente profana desta alma empenada”.
O programa Cariri Encantado Sonoridades vai, portanto, empenar os ouvidos, avisados ou desavisados, com a sonoridade de Manel D’Jardim & Convidados.
REPERTÓRIO MUSICAL
1. Paula e Bebeto (Caetano Veloso e Milton Nascimento)
2. Maninha (Abidoral Jamacaru e Cláudia Rejane)
Participação: João do Crato e Abidoral Jamacaru
3. Na baixa do Sapateiro (Ari Barroso)
4. Leia na Minha Camisa (Luiz Carlos Salatiel e Geraldo Urano)
Participação: Luiz Carlos Salatiel
5. Something (George Harrison)
Participação: Hélio Ferraz
6. É (Gonzaga Júnior)
Participação: Demontier Dellamone
7. Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro)
8. O Poeta (Abidoral Jamacaru e Xyco Chaves)
Participação: Abidoral Jamacaru
9. Me Deixa em Paz (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro).
Participação: Leninha Linard
10. Punk da Periferia/Rock do Segurança (Gilberto Gil)
Participação: João do Crato
11. Nossa Canção (Luiz Ayrão)
Participação: Luiz Carlos Salatiel
12. Bye Bye Brasil (Chico Buarque de Hollanda)
Participação: Zé Nilton
13. O Xote das Meninas (Luiz Gonzaga e Zé Dantas)
14. Quem Fez o Mar Sofrer (Abidoral Jamacaru)
Participação: João do Crato
15. Semente do Amor (Mu e Moraes Moreira)
Participação: Rinaldo
FICHA TÉCNICA
O programa Cariri Encantado Sonoridades é produzido pelas Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – OCA, e transmitido todas as quartas-feiras, das 14 às 15 horas pelas ondas sonoras da Rádio Educadora do Cariri AM 1020.
Seleção musical e redação de Carlos Rafael Dias.
Apresentação de Luiz Carlos Salatiel.
Operação de áudio de Iderval Silva.
Código do Consumidor - Por José de Arimatéa dos Santos
O Código do Consumidor veio para ajudar todos nós consumidores. Em países sérios nem precisa por que o empresário sabe que se não atender bem em seu estabelecimento perde o freguês. A obrigação nossa é exigir bom atendimento e o que consumimos seja de ótima qualidade. Analisar os rótulos quanto ao vencimento e exigir que o produto comprado esteja de acordo com o contrato assinado por nós, os fregueses. Aqui ainda capenga o bom atendimento ao consumidor. São vários os casos que vemos na mídia de consumidores que reclamam do atendimento nas operadoras de celular, nas faltas de energia(apagões) e as agências reguladoras de vários setores da economia não dar bolas para nós consumidores. Eu pergunto quantas vezes a fornecedora de energia foi aos meios de comunicação dar satisfação das várias faltas de energia? Ou então da mesma forma a empresa responsável pela internet falou a respeito das vezes que os celulares e computadores ficam sem sinal? Vamos ficar só nesses dois casos.
Muita coisa melhorou desde o advento do Código do Consumidor e esperamos que todo cidadão comece a exercer seu verdadeiro papel de cobrar melhor atendimento nas repartições públicas e principalmente cobrar dos políticos as promessas de campanha. É também direito do consumidor exigir que sua rua esteja bem limpa e iluminada, além de melhorias para a cidade. Cuidar verdadeiramente do que é nosso. A administração pública não deve ser cabide de emprego para apaniguados e puxa sacos. Seriedade e ética. É isso que o consumidor consciente quer. Que todos os cidadãos exerçam seu verdadeiro papel de consumidor!
As datas comemorativas são muito importantes, pois assim podemos ver e analisar friamente como andam as leis aprovadas pelos legisladores. O Código do Consumidor já tem 21 anos de vigência e nesse dia 15 de março que é o dia do Consumidor merece uma reflexão em todos os sentidos. A lei é válida para valer quando o cidadão exige o seu cumprimento e nós consumidores podemos e devemos exercer de fato a cidadania ao exigir produtos e atendimento de acordo com a lei. Acredito que vale também como exercício para escolher ótimos representantes na política. Só depende de todos nós.
LUMINAR - Boletim de Divulgação em Ciências Humanas e Espiritualidade
LUMINAR - Boletim de Divulgação em Ciências Humanas e Espiritualidade
NÚCLEO DE ESTUDOS EM CIÊNCIA, ESPIRITUALIDADE E FILOSOFIA.
UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI
NÚMERO 01/ABRIL 2010
(Texto recebido pela Internet http://luminar.no.comunidades.net/)
Editorial
Este ano, inauguramos o Boletim do Núcleo de Ciência, Espiritualidade e Filosofia - NECEF, Intitulado Luminar - Boletim de Divulgação em Ciências Humanas e Espiritualidade [http://luminar.no.comunidades.net/]. Nosso objetivo é poder oferecer aos alunos e demais leitores o acesso a textos, pesquisas e novidades relevantes que englobam o espectro temático das Ciências Humanas e Espiritualidade.
Em cada boletim, teremos as sessões de artigos, resenhas, dicas de filmes e agenda.
Nesta primeira edição, o professor Dr. Bernardo Melgaço nos presenteia com o artigo 'Por Que Precisamos Amar Uns Aos Outros?', no qual discute dentre outras coisas, a natureza humana do ego. Em outro momento, o Conselho Espírita Internacional oferece algumas informações sobre A Doutrina Espírita e o Espiritismo, como forma de divulgação desta filosofia de vida.
Também nesta edição, algumas notícias interessantes, como a aprovação da Lei Geral das Religiões e o Reconhecimento de Títulos do Mercosul. Na sessão Dicas de filmes os leitores terão acesso a três excelentes indicações. A sessão Agenda dará acesso a diversos eventos científicos que estão por acontecer, tanto no Brasil como no exterior, este ano de 2010.
Convidamos os interessados com escritos originais, afins com o nosso projeto editorial, a enviar-nos seus trabalhos - artigos, notas, resenhas, comentários ou opiniões -, desde que atendam às nossas normas de publicação e linha editorial.
Aos articulistas deste número, queremos manifestar nosso agradecimento por sua competente colaboração.
Gislene Farias de Oliveira e Cláudia Moura Pierre
Editoras do Boletim
NÚCLEO DE ESTUDOS EM CIÊNCIA, ESPIRITUALIDADE E FILOSOFIA.
UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI
NÚMERO 01/ABRIL 2010
(Texto recebido pela Internet http://luminar.no.comunidades.net/)
Editorial
Este ano, inauguramos o Boletim do Núcleo de Ciência, Espiritualidade e Filosofia - NECEF, Intitulado Luminar - Boletim de Divulgação em Ciências Humanas e Espiritualidade [http://luminar.no.comunidades.net/]. Nosso objetivo é poder oferecer aos alunos e demais leitores o acesso a textos, pesquisas e novidades relevantes que englobam o espectro temático das Ciências Humanas e Espiritualidade.
Em cada boletim, teremos as sessões de artigos, resenhas, dicas de filmes e agenda.
Nesta primeira edição, o professor Dr. Bernardo Melgaço nos presenteia com o artigo 'Por Que Precisamos Amar Uns Aos Outros?', no qual discute dentre outras coisas, a natureza humana do ego. Em outro momento, o Conselho Espírita Internacional oferece algumas informações sobre A Doutrina Espírita e o Espiritismo, como forma de divulgação desta filosofia de vida.
Também nesta edição, algumas notícias interessantes, como a aprovação da Lei Geral das Religiões e o Reconhecimento de Títulos do Mercosul. Na sessão Dicas de filmes os leitores terão acesso a três excelentes indicações. A sessão Agenda dará acesso a diversos eventos científicos que estão por acontecer, tanto no Brasil como no exterior, este ano de 2010.
Convidamos os interessados com escritos originais, afins com o nosso projeto editorial, a enviar-nos seus trabalhos - artigos, notas, resenhas, comentários ou opiniões -, desde que atendam às nossas normas de publicação e linha editorial.
Aos articulistas deste número, queremos manifestar nosso agradecimento por sua competente colaboração.
Gislene Farias de Oliveira e Cláudia Moura Pierre
Editoras do Boletim
AMANHECENDO COM A POESIA...
Silêncio
- Claude Bloc -
- Claude Bloc -
Hoje o silêncio calou meu sonho
E saiu pela janela
Voando feito um anjo
Na noite da minha vida...
Falei baixinho
Pra não espantar a lua
Pra não atiçar o sol...
Mas o silêncio
Quis voltar pra minha casa
Colhendo toda poesia
Que escrevi pra te agradar...
Claude Bloc
segunda-feira, 14 de março de 2011
Dia da poesia no fim dos tempos
O LEITOR E O POETA
O leitor gosta de um poema
porque pensa que foi ele que o escreveu.
O melhor poeta é aquele que desperta
o poeta adormecido no leitor.
O poeta vê as gotas de chuva na janela
e nas folhas do abacateiro, viu à noite,
antes da chuva,
as estrelas multiplicando-se e apagando-se,
como numa grande brincadeira
– e escreve
– e escreve
como se fosse o leitor.
O poeta é o mais abnegado
e desprendido dos seres: anula-se para que o leitor viva.
O poeta morde o lábio, morde a língua e sangra.
A poesia é feita de sangue, não de palavras.
Estas são
um disfarce para a dor, cacos do espelho que chamamos
de poema.
O relógio resmunga na parede, como se fosse
dono do tempo.
O relógio resmunga na parede, como se fosse
dono do tempo.
Vai medindo, compassadamente,
a minha morte individual, diz o poeta, pensando
na morte coletiva.
O poeta pensa no seu irmão, o leitor,
tão íntimo e estranho ao mesmo tempo.
O leitor que lê
O leitor que lê
o poema como se tivesse ele próprio traçado, linha a linha,
aquelas linhas, aquelas palavras, aquelas imagens
que pulsam no bolso e, por pouco, não o derrubam.
NO FIM DOS TEMPOS
Talvez haja mil leitores entre um milhão de pessoas,
mas haverá cem leitores de poesia entre mil leitores?
Haverá dez leitores de poesia entre mil leitores?
Quantos leitores de poesia haverá entre mil poetas?
Os poetas leem os poemas dos outros poetas?
Sic transit gloria mundi – assim os poetas são:
passageiros, estranhos e indiferentes passageiros.
______________
A Coluna da Hora - Emerson Monteiro

Dos logradouros cratenses que possuem mais nomes, a Praça Francisco Sá vem recebendo várias identificações conforme características que apresenta no decorrer de sua ativa história de porta principal da cidade: Praça do Cristo Rei, da Estação, das Kombis, dos Ônibus, e Praça dos Pombos. Quando cheguei a Crato, na primeira metade da década de 50, era o quadro mais bonito dentre as outras praças do centro urbano. Recepcionara, em 1926, o primeiro trem vindo de Fortaleza, data de festa gandiosa, e merecera do prefeito Alexandre Arraes de Alencar, nos preparativos das comemorações do Centenário do Município, os melhores mimos de decoração.
Entre seus Ficcus benjamim e torceras de flores coloridas, edificara alguns dos monumentos alusivos àquela fase cratense: uma fonte luminosa, de que, hoje, só restam resquícios; a Coluna da Hora; e a Fonte da Samaritana; estas belas e intactas, apesar da carência dos maiores cuidados.
A Praça da Estação cumpriu importante papel nos itinerários de minha história de infância e morador do Bairro Pinto Madeira à busca dos acessos da vida social do lugar. Escreveu não leu, cruzava seus canteiros e desviava de seus postes de ferro prateado, o que, por maior empenho dedicasse, não escaparia, certa vez, de trombar num deles e colher galo dolorido bem no centro da testa.
A edificação da Coluna da Hora, monumento de bom gosto, encimada pela imagem de Jesus em escala adaptada às proporções do Cristo Redentor do Rio de Janeiro, coube construir a Alexandre Arraes, no ano de 1938, sob orientação do arquiteto-escultor Agostinho Balmes Odisio, mestre italiano responsável pelo trabalho, segundo consta numa das placas do pedestal.
A execução da obra, por sua vez, ficou a cargo do mestre Vicente Marques da Silva, imaginário nascido em 06 de janeiro de 1908, na cidade de Juazeiro do Norte, e que viveu algum tempo em Crato, um dos irmãos de Raimundo Marques, Mundinho, o autor da Samaritana, inaugurada em 21 de junho de 1952, e goleador emérito do futebol de antanho, falecido vítima de acidente automobilístico num dos cruzamentos da cidade.
Dia desses, abordado por Aristides, decano personagem da AABB de Crato, ele indagava quando retornará o funcionamento normal do relógio da coluna, tão apreciado pelos frequentadores da praça, indagação esta que ora repasso aos titulares da municipalidade e responsáveis diretos pelo assunto.
Dentre os registros e citações que adornam o valioso monumento, duas falam de perto à alma de nosso povo, quais sejam: Cristo reina, vence e impera, dístico gravado em latim clássico. E Sede bem-vindo, nesta terra há lugar para todas as pessoas de boa vontade, palavras bem aos moldes da grandeza desta gente alencarina.
FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha
ALOE VERA - Aloés erva-babosa : Diz a lenda que nas folhas verdes e carnudas desta planta escondia-se o segredo da beleza de Cleópatra. Muito usada desde a Antiguidade é chamada na América de "Planta da Beleza". As mulheres da Indonésia acreditavam que a planta tinha o poder de deixa-las mais bonitas, por isso, uma hora antes do banho cortavam um pedaço da folha e a esfregavam no rosto.
Planta perene, atinge de 30 à 90 cm de altura. Cultivada em solo arenoso e bem arejado, sob o sol pleno e direto, no mínimo 4 horas por dia. Também suporta a sombra pouco densa. Propagação por mudas laterais. Com folhagem atraente, carnuda e sempre verde, é uma exelente planta de interior. As flores do Aloe Vera surgem em várias épocas do ano. Regar espaçadamente, pois precisa de pouca água. Originada do Mediterrâneo, Ilha da Madeira e Canárias.
Hoje é um dos componentes mais explorados na indústria de cosméticos, em cremes hidratantes, loções bronzeadoras, xampus e condicionadores de cabelos. Na indústria farmacêutica o Aloe Vera é usado também na fabricação de medicamentos para tratamento de queimaduras e outros problemas da pele, além de ser purgativo e tônico estomacal. É também um dos remédios populares mais conhecido no tratamento da calvice.
Edilma Rocha
Fonte : Jardim Interior - Denise Cordeiro
Clavatown: Palavras, rimas, anagramas...
Clavatown: Palavras, rimas, anagramas...: "RIMADOR - Quer fazer um poema mas é muito ruim de rima?
Verifique...
Verifique...
Vermelha... - Por Daniel Bloc Boris (Jacques)
Vermelha
Esgarço a alma dos meus pensamentos em ti.
Aguardo-te, mesmo sabendo que não vens!
Guardo meu silêncio, relendo o livro do poeta,
a procura do melhor verso, a te ofertar.
Não sou Amélia, Joana e nem Maria,
Sou apenas eu!
Eu apenas tua.
Entre o claro da minha tez
e o escuro do meu quarto,
meus segredos,
a tua espera, com minha rosa vermelha.
Daniel Bloc Boris (Jacques)
Resposta poética a Aloísio
Aloísio:
Tens na noite por companhia a solidão
Por isso tu fantasias tua audição
Sempre ouvindo vozes e ruídos
Dentro de teu quarto na escuridão
Vens, te aproximes, saia dessa
Sempre há alguém que te convida
Quando passares a porta verás luz
Pois é isto que falta na tua vida!
Por isso tu fantasias tua audição
Sempre ouvindo vozes e ruídos
Dentro de teu quarto na escuridão
Vens, te aproximes, saia dessa
Sempre há alguém que te convida
Quando passares a porta verás luz
Pois é isto que falta na tua vida!
Claude
Tens na noite por companhia o silêncio
A ausência intransigente da música
Silêncio onde se escondem as vozes, os ruídos
Misturados ao borbulhar da escuridão
Se te achegas aos meus sonhos
Te convido a entrar por essa porta
Pela nesga de luz que me aquece
Pela réstia de alegria que me enternece.
14 de Março - Dia da Poesia
Infância
Onde o céu encontra o horizonte
E o tempo é apenas retalhos da vida
A noite é o medo de uma luz perdida
Reencontrada logo o sol desponte
Se uma história há alguém que conte
Guardada fica sempre na lembrança
E em cada dia nasce a esperança
De encontrarmos a felicidade
Passando os dias chega a mocidade
Assim é o mundo livre da criança
Paulo Viana
domingo, 13 de março de 2011
Preparativos para o fim do mundo
O poema cresce independente de mim.
Eu o escrevo, escolho as palavras, as poucas imagens,
procuro controlar minha ânsia de metáforas.
Eu o escrevo, mas ele não tem nada a ver comigo.
O mundo lá fora é o que interessa.
O poema me expulsa do calor do ninho.
O poema me expulsa dos ovos com a vida regurgitando.
Há uma guerra lá fora e só essa guerra interessa ao poema.
Se uma gralha grita, é para estourar a paisagem.
Se o melro voa de um lado a outro do rio,
é para me lembrar que tudo passa,
que não é este lado
ou aquele que interessa.
Aliás, nada mais interessa.
Interessa o que está fora do meu controle.
Um frio me gela a espinha.
Parece que vou quebrar.
O meu poema caminha na rua,
quebrando o cimento
e a insensatez humana,
com a sua carga de dor
e estupefação.
É como o fim do mundo. __________
Convite - Aloísio
14 de Março:Dia da Poesia na Poética de Wilson Bernardo.
DAS VERDADES DO ILUSIONISMO.
Nos casamos e ela
nunca acreditou
na minha máxima
de quem gosta de mentiras
é magico...
A INVENÇÃO DA PALAVRA DEUSES NO SEXO.
Mulheres e poesia são todos os dias
Poema e fantasia
se vestem de tardes e orgias.
Palavras!Mastigadas parábolas no cio,
o barro que se faz panelas
é o mesmo que se molda a espécie
Eva
que se Adão todas as costelas.
Wilson Bernardo(Poemas & Fotografias)
AMIGOS A GENTE CONQUISTA...
Em pé: Mundim do Vale (de óculos quebrados), Fideralina e Dr. Sávio
(gente boa de Várzea Alegre)
Sentada: Claude Bloc
sábado, 12 de março de 2011
APELO - ASSOCOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO
A AFAC-ASSOCIAÇÃO DOS FILHOS E AMIGOS DO CRATO, solidaria à situação de varias famílias cratenses que perderam seus pertences na ultima enchente, vem apelar para a solidariedade dos cratenses residentes em Fortaleza, e solicita a doação de lençóis, toalhas e roupas usadas, alimentos não perecíveis e/ou cestas básicas.
As doações poderão ser entregues nos endereços abaixo:
AUDITECE Associação dos Auditores Fiscais do Tesouro do Estado do Ceará
Rua Frei Mansueto Nº 106 (entre a Av. Abolição e Av. Beira Mar)
Bairro Meireles
Fortaleza – CEARÁ
CASA DO LEÃO – Lyons Clube de Fortaleza
Rua João Cordeiro 2181 (entre as ruas Padre Valdevino e Av. Antônio Sales)
Bairro Aldeota
Fortaleza – CEARÁ
As doações serão enviadas para o CORPO DE BOMBEIROS EM CRATO-CE para distribuição entre famílias cadastradas pela Defesa Civil do Município.
CONTATOS DA AFAC:
Wilton Soares: (85) 9613-3936
Graça Barreto: (85) 9959-5242
Amarillo Santana: (85) 9621-6702
Luis Santos: (85) 9621-7016
Pedro Jorge: (85) 8785-6582
Cicera Policarpo: (85) 3246.3662
A AFAC AGRADECE A AJUDA DE TODOS
REPASSE ESSA INFORMAÇÃO PARA OS SEUS AMIGOS
As doações poderão ser entregues nos endereços abaixo:
AUDITECE Associação dos Auditores Fiscais do Tesouro do Estado do Ceará
Rua Frei Mansueto Nº 106 (entre a Av. Abolição e Av. Beira Mar)
Bairro Meireles
Fortaleza – CEARÁ
CASA DO LEÃO – Lyons Clube de Fortaleza
Rua João Cordeiro 2181 (entre as ruas Padre Valdevino e Av. Antônio Sales)
Bairro Aldeota
Fortaleza – CEARÁ
As doações serão enviadas para o CORPO DE BOMBEIROS EM CRATO-CE para distribuição entre famílias cadastradas pela Defesa Civil do Município.
CONTATOS DA AFAC:
Wilton Soares: (85) 9613-3936
Graça Barreto: (85) 9959-5242
Amarillo Santana: (85) 9621-6702
Luis Santos: (85) 9621-7016
Pedro Jorge: (85) 8785-6582
Cicera Policarpo: (85) 3246.3662
A AFAC AGRADECE A AJUDA DE TODOS
REPASSE ESSA INFORMAÇÃO PARA OS SEUS AMIGOS
Uma Estrada Abandonada
Pedro Esmeraldo
Já corremos atrás muitas vezes, cansamos e afadigamo-nos com o intuito de solucionar os problemas do São José.
Há vários anos, lutamos com muito empenho, objetivando maior assistência àquele torrão, mas o que acontece? Os políticos dão ouvidos de mercador, nada fazem por aquela porção de terra que forma uma pequena parcela deste município. Sempre desprezado, desde épocas imemoriais. Estranhamos que essas autoridades, tão alvissareiras, esquecem de melhorar, com infraestrutura, construindo prédios que servirão de bases sustentatórias para ser transformado em futuro bairro elegante do Crato.
Queremos afirmar que isso nem é bom falar, porque não sabemos julgar e nem decidir qual a melhor maneira de interpreta o comportamento abstrato desses políticos cratenses, que permanecem sem saber para que lado seguir: se e favorável lutar em defesa da cidade ou se entregam os ponto facilmente, ou ainda, se permanecem apatetados, aceitando com passividade as conversas enganosas dos algozes detentores do mal daqueles que permanecem imbuídos nas palavras estranhas desse povo ambicioso que só deseja o progresso em torno de si.
De vez em quando, esses inimigos incondicionais do Crato aparecem por aqui, contando lorotas e de sã consciência, querem usurpar do Crato todo o patrimônio adquirido. Causam-nos desarmonia e vêm aqui a fim de buscar votos, com longa margem de prejuízo para ao desenvolvimento do Crato.
O seu comportamento é ardiloso e faz o Cratense entregar os pontos facilmente a esses inimigos rancorosos que nos absorvem o patrimônio com muita ferocidade. Por isso dizemos: não dêem ouvidos a esses beócios inimigos, não precisamos de apoio de pessoas maldosas que só vêm buscar o que temos de bom.
Agora voltemos à matéria de que retratava que foi o abandono da estrada, observando com profunda reflexão, notamos que essa estrada está desmoronando aos poucos, talvez seja por capricho de alguns políticos, já que ela é totalmente desprezada, entregue a sua própria sorte.
Com esse descaso, o povo fica estarrecido, sem saber o que fazer se a estrada permanece esquecida ou se vai ser acabada. Assim como foi acabada a Escolinha Maria Amélia Esmeraldo que, por capricho do destino, o São José é o sítio desconsiderado do Crato.
Há vários anos, lutamos com muito empenho, objetivando maior assistência àquele torrão, mas o que acontece? Os políticos dão ouvidos de mercador, nada fazem por aquela porção de terra que forma uma pequena parcela deste município. Sempre desprezado, desde épocas imemoriais. Estranhamos que essas autoridades, tão alvissareiras, esquecem de melhorar, com infraestrutura, construindo prédios que servirão de bases sustentatórias para ser transformado em futuro bairro elegante do Crato.
De vez em quando, esses inimigos incondicionais do Crato aparecem por aqui, contando lorotas e de sã consciência, querem usurpar do Crato todo o patrimônio adquirido. Causam-nos desarmonia e vêm aqui a fim de buscar votos, com longa margem de prejuízo para ao desenvolvimento do Crato.
O seu comportamento é ardiloso e faz o Cratense entregar os pontos facilmente a esses inimigos rancorosos que nos absorvem o patrimônio com muita ferocidade. Por isso dizemos: não dêem ouvidos a esses beócios inimigos, não precisamos de apoio de pessoas maldosas que só vêm buscar o que temos de bom.
Agora voltemos à matéria de que retratava que foi o abandono da estrada, observando com profunda reflexão, notamos que essa estrada está desmoronando aos poucos, talvez seja por capricho de alguns políticos, já que ela é totalmente desprezada, entregue a sua própria sorte.
Com esse descaso, o povo fica estarrecido, sem saber o que fazer se a estrada permanece esquecida ou se vai ser acabada. Assim como foi acabada a Escolinha Maria Amélia Esmeraldo que, por capricho do destino, o São José é o sítio desconsiderado do Crato.
sexta-feira, 11 de março de 2011
MOMENTO DA POESIA - Por Claude Bloc
Agora me escuta
- Claude Bloc -
Libertei teus sonhos
Plantei raios de sol pela manhã
Nesse fértil jardim,
jardim em flor...
E antes que o dia se apague
Antes que as cores desbotem
Tua saudade fez brotar em mim
um poema cerzido no céu
Com versos costurados na lua
lá onde o sereno fez dormir minha poesia
(no aconchego das tuas palavras).
Foram palavras mudas,
deitadas no corpo de um poema-flor.
Agora,
agora me escuta
Pois quando rimo
fico à tua sombra
Porque assim estou
Até que eu te reencontre
Em nova primavera
Antes que acredites que meu sonho
É teu jardim…
Claude Bloc
Chega de Caridade de Porta de Guarda-Roupa ! - Por: Dihelson Mendonça
Vamos parar com essa hipocrisia de só doar do nosso supérfluo...
É interessante como algumas pessoas gostam de se enganar e de tentar enganar os outros. Provavelmente você já deve ter ouvido falar no termo "caridade de porta de geladeira", ou "caridade de porta de guarda-roupa", não ?
Mas você já deve ter observado casos em que pessoas , abrindo o seu guarda-roupas, e separando aquelas roupas estragadas que não desejam usar de forma alguma, e para desobstruir o armário a fim de comprar os novos modelitos das lojas, resolvem fazer caridade do entulho e do supérfluo que iria para o lixo, doando aos pobres. Ah! mas que coisa linda! Dar aos outros aquilo que não quer para si...
Na verdade, as pessoas que fazem esse tipo de coisa, estão resolvendo principalmente o problema delas mesmas, em se livrar de um fardo. Elas se enganam e tentam enganar os outros, com aquele semblante caridoso de quem faz a melhor coisa do mundo. A pergunta é: "Porque essas pessoas não pensam em doar daquilo que gostam e que necessitam no dia-a-dia?" A resposta: " Nem pensar" - Porque doar 10 reais pra quem ganha 10.000 reais não tem nada de vantagem. O difícil é não ter, e ter que ter pra dar, como já diz a letra do compositor Djavan.
Então, vamos parar com essa hipocrisia de só doar do nosso supérfluo, aquilo que não queremos mais, que não cabe em nossas casas, que não cabe mais nos nossos armários abarrotados de pertences, e vamos começar a compartilhar daquilo que verdadeiramente necessitamos no nosso dia-a-dia, daquilo que precisamos de fato. Assim, estaremos sendo verdadeiros para com todos, e sendo fraternos para com nossos semelhantes, e sobretudo, deixando de ser hipócritas, fazendo caridade de porta de guarda-roupas!
Por: Dihelson Mendonça
É interessante como algumas pessoas gostam de se enganar e de tentar enganar os outros. Provavelmente você já deve ter ouvido falar no termo "caridade de porta de geladeira", ou "caridade de porta de guarda-roupa", não ?Mas você já deve ter observado casos em que pessoas , abrindo o seu guarda-roupas, e separando aquelas roupas estragadas que não desejam usar de forma alguma, e para desobstruir o armário a fim de comprar os novos modelitos das lojas, resolvem fazer caridade do entulho e do supérfluo que iria para o lixo, doando aos pobres. Ah! mas que coisa linda! Dar aos outros aquilo que não quer para si...
Na verdade, as pessoas que fazem esse tipo de coisa, estão resolvendo principalmente o problema delas mesmas, em se livrar de um fardo. Elas se enganam e tentam enganar os outros, com aquele semblante caridoso de quem faz a melhor coisa do mundo. A pergunta é: "Porque essas pessoas não pensam em doar daquilo que gostam e que necessitam no dia-a-dia?" A resposta: " Nem pensar" - Porque doar 10 reais pra quem ganha 10.000 reais não tem nada de vantagem. O difícil é não ter, e ter que ter pra dar, como já diz a letra do compositor Djavan.
Então, vamos parar com essa hipocrisia de só doar do nosso supérfluo, aquilo que não queremos mais, que não cabe em nossas casas, que não cabe mais nos nossos armários abarrotados de pertences, e vamos começar a compartilhar daquilo que verdadeiramente necessitamos no nosso dia-a-dia, daquilo que precisamos de fato. Assim, estaremos sendo verdadeiros para com todos, e sendo fraternos para com nossos semelhantes, e sobretudo, deixando de ser hipócritas, fazendo caridade de porta de guarda-roupas!
Por: Dihelson Mendonça
Uma amizade infinita - Emerson Monteiro
Eis aqui nestas palavras uma das provas da existência do Bem supremo, a amizade dos que conhecem amigos. Só quem possui um amigo pode considerar o seu valor. Inestimável o termo de comparar os amigos, e nem precisa dizer que falo dos amigos verdadeiros, pois amigo só verdadeiro, essa tonalidade maior das referências humanas, o amigo.
Quanto vale um amigo? Não há preço que possa comprar, porquanto não se acha à venda, inexiste supermercado de amigos, shopping de amigos, fábrica de amigos. Os amigos nascem no berço farto do coração; nascem, crescem e vivem para a Eternidade. Seres especiais, mutantes dos sentimentos altos da verdade, brotam nas calçadas frias das dificuldades, provam sua fibra nas solidões indesejadas e saem por cima, nos instantes críticos da jornada.
Amigos, de que gosto de falar aos meus filhos não caberem em mais do que nos cinco dedos de uma única das mãos. Uma vida é muita para tantos amigos do tanto dos dedos de uma mão. Amigos, espécimes raras e valiosas, que mantêm o silêncio até o dia em que surgem numa manhã, numa noite qualquer de sofrimento, e nos envolvem de luz e carinho, na força grandiosa do fervor que a eles pertence. A despesa reservada aos instantes da certeza em que há um pai, um irmão, um companheiro, indiferente às considerações dos elogios fáceis, entra porta adentro e preenche todos os espaços da dúvida e do isolamento.
Um amigo, uma barra de ouro brilhante. Um amigo, um tesouro ilimitado no tempo e no espaço. Um filho do Deus da bondade no crivo do interior da gente, um emissário das bênçãos superiores, divinas. Ah, que ventura reconhecer a realidade do sonho de um amigo, de uma amiga, essa dádiva inigualável de todas, imensa compreensão dos que desmancham em conforto as mágoas do desencanto. O saber sorrir, chegar junto, firmar compromissos inadiáveis, incondicionalidades e águas boas.
Falar nos amigos alimenta o veio dessa confiança nos valores inesgotáveis da glória eterna do Amor. Amigos, perfume silvestre das vitórias que nutrem a alma de virtude e paz, pura leveza de presenças silenciosas e vastas, pomos de territórios doces da concórdia, ganhos vivos da plenitude.
Isso de contar algumas considerações quanto aos amigos demonstra suas potencialidades e desperta a que se continue na busca desses personagens coautores da Criação, aliados nas ações positivas, otimistas crônicos e primorosos precursores da transformação de nossos critérios em resultados benfazejos, dos avanços mundiais da vontade no que haja para reverter os quadros tristes, nas madrugadas esplendorosas das cores de alvoradas magnânimas. Vivam os amigos, as amigas, hoje e para sempre!
A Poética da Desestruturas das Palavras Comer...Wilson Bernardo.
AS PALAVRAS DO FALO EGÍPCIO!
Ataduras no corpo da múmia
Pedra mole,tanto falo até que fura.
Comer na mão
comer na cama
comer no chão.
em frangalho
sangrando os amores sangrados.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)
quinta-feira, 10 de março de 2011
VÁRZEA ALEGRE: CARNAVAL EM GRANDE ESTILO
As ruas estavam apinhadas de gente. A demora gerava uma ansiedade maior, mas a cidade inteira saiu de casa para ver o espetáculo.
Desde o final da tarde os componentes da M. I. S. se aglomeraram na avenida e se desdobraram em preparativos.Era pra ser tudo perfeito!!! Fantasias caprichadas começaram a colorir as ruas. Penas, pedrarias, brilho intenso.
Todos esbanjavam alegria e simpatia
O "JUMENTO NOSSO IRMÃO" entrou na avenida exuberante e iluminado...
O tema: uma homenagem a Padre Vieira e a José Clementino, nomes ilustres na cidade.
Os cuidados nos pormenores mostravam o compromisso de todos pelo M. I. S
Poses não faltaram... Cores vibraram!
Havia também poetas daqui e dali... Um poema - o Carnaval.
Os Inúmeros "ZÉ" de Várzea Alegre foram lembrados igualmente.
O ritmo, o compaço (o cansaço)
No branco, o sentimento unificado de pura alegria
Tudo bem executado e lindamente M.I.S
Peço desculpas aos Varzealegrenses pela demora desta postagem, mas só hoje tive a oportunidade de publicar essa matéria, pois não havia internet onde estive nestes dois dias (D. Quintino). Digo, porém, e repito: adorei estar em Varzea Alegre e, assim, poder comprovar e provar essa alegria verdadeira do Carnaval dessa cidade.
Parabéns a todos!
Claude Bloc
Assinar:
Postagens (Atom)













