Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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quinta-feira, 17 de março de 2011

Calúnia e difamação- Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

A minha avó sempre dizia, que nunca devemos falar mal de alguém que não está presente para se defender. Ela agia com a sabedoria que vem de Deus, pois só quem tem o coração cheio de Deus é capaz de dar conselhos tão úteis aos netos. São esses valores recebidos dos pais e avós e que as pessoas deveriam absorver e aplicar na vida, para serem felizes e promoverem a felicidade dos outros. Infelizmente as pessoas hoje, deixam de lado as orientações tão importantes passadas pelos pais, para se apegarem a ambição desmedida que leva à prática da maldade e do desejo de destruir a reputação do outro.

O ser humano pode escolher dois caminhos: o da bondade e o da maldade. O da bondade nos aproxima do projeto de Deus, pois Ele quer que amemos uns aos outros e vivamos em harmonia. Só assim poderemos colocar a cabeça no travesseiro com a consciência leve e sabermos que estamos no caminho do amor. “É preciso saber viver”, diz Roberto Carlos na sua linda canção. A vida é um aprendizado para cada um que deseja fazer a vontade de Deus e construir a fraternidade entre os homens.

Se abrirmos a Bíblia, vamos logo encontrar a Palavra de Deus expressa pela palavra dos homens, onde é revelado o projeto de Deus. Pedro em suas cartas nos diz: “De fato, aquele que ama a vida e deseja ver dias felizes guarde sua língua do mal e seus lábios de proferir mentiras; afaste-se do mal e pratique o bem, busque a paz e procure segui-la.” (1Pd 3,10-11). Essa mensagem nos orienta para a vida, assim como toda a Palavra de Deus que nos revela a Bíblia. Viver praticando o bem e promovendo a paz é o verdadeiro caminho da felicidade. Não os bens materiais, como muitos pensam ser a felicidade suprema.

Tiago diz em suas cartas: “Irmãos não fiquem criticando uns aos outros! Quem critica o irmão ou julga seu irmão, está criticando uma lei ou julgando uma lei. E se você julga uma lei , você não é alguém que obedece a uma lei, mas alguém que a julga. Ora, só um é o legislador e juiz: aquele que pode salvar e destruir. Quem é você para julgar o próximo?”(Tg 4,11-12) . A lei de que Tiago está falando nesse trecho de suas cartas, é sobre o mandamento do amor. Só Deus pode julgar, pois só ele conhece inteiramente o coração do homem. Já no relacionamento humano não temos competência para julgar o outro, pois acabaríamos cometendo grandes injustiças.

O homem difamador separa os maiores amigos, destrói a reputação do seu semelhante, a harmonia de muitas famílias, colocando irmão contra irmão.

O Evangelho nos ensina: “se o seu irmão pecar, vá e mostre o erro dele, mas em particular, só entre vocês dois. Se ele der ouvidos, você terá ganho o seu irmão”. (Mateus 18:15-17). Vamos agir com justiça e nunca prejudicar ninguém, até para nosso bem-estar e felicidade, pois agindo assim teremos nossa consciência tranqüila.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

SÓ COM A FANTASIA ! -Gabriela Federico


Só com a fantasia !

Agora é o momento certo
Agora é a hora minha
De abrir os braços ao vento
E entrar na sua harmonia.

Mudar os nomes das coisas
Para o mundo não acabar
E ouvir a sinceridade
Das palavras renovar.

O mêdo agora é odem
O amor agora é Roma
Se vou parar aí
Não levo nada agora.

Voltar com o rio Granjeiro
Reprimido, mas feliz
Para ele atravessar o Crato
Podendo ir e vir
Sem ninguem comentar nada
Nem tampouco, rir.

Gabriela Federico

A sensibilidade de uma artista internacional que adotou o Crato como sua casa de morada.
Enviado por e-mail

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


ARRUDA - Ruta graveolens - A erva da graça. Seus poderes metafísicos ampliavam a criatividade de Leonardo da Vinci. Na antiguidade, era costume usar ramos de Arruda para aspergir água benta sobre as pessoas nas missas solenes. Era também muito usada para proteger contra bruxarias, propiciar o dom da premonição e para prevenir doenças contagiosas. A folha de Arruda inspirou o desenho do naipe de paus nas cartas do baralho. Na crença popular, colocar um galhinho de Arruda atrás da orelha afasta a inveja e a maldade.


Arbusto perene que atinge até um metro de altura, é originado da Europa e Norte da África. Cultivado em solo bem arejado e alcalino com exposição ao sol. Também suporta a sombra pouco densa. Planta de germinação lenta, se reproduz a partir de sementes. Semear na primavera. Pode ser cultivada dentro de casa, deixando o ambiente com um aroma delicioso, mas deve ser colocada em local exposto ao sol.


As flores amarelas e pequenas, florescem em cachos agrupados. Embora pequenas, são de uma beleza exótica com longos pistilos e centro carnudo e húmido. Suas pétalas com crispas nas pontas lembram as flores carnívoras. As sementes são usadas em infusão com levístico de hortelã para marinar aves. As folhas são amargas, mas uma pequena porção dá um toque almiscarado aos pratos de ovos, de peixes e ao queijo cremoso. Um delicioso molho para carnes pode ser feito misturando uma porção de folhas picadas, ameixas e vinho. Tem propriedades terapêuticas para aliviar dores de cabeça, ciática, tosse, cólicas e gases. Usada no banho de animais domésticos, acaba com as pulgas. As folhas secas, que contêm um poderoso inseticida, pode ser esmagada e salpicada para repelir insetos.

Edilma Rocha
Fonte ; Jardim Interior - Denise Cordeiro

ENCONTRO COM AMIGOS


Claude Bloc, Sra. Ruth e Dr. José Newton
Sem palavras...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Doses amargas - Emerson Monteiro

Diante de alguns desses acontecimentos recentes que chegaram aos nossos pousos em forma de matérias televisivas, perguntas se misturam com desencantos. Onde antes havia segurança técnica e bonitas paisagens, cresceram ondas de gravetos sacudindo a tranquilidade relativa de populações inteiras. Mares e chãos reverteram ordens estabelecidas no país silencioso, pondo para vagar sem destino atônitos sobreviventes.
Espécie de susto parece tomar conta dos noticiários, numa sucessão de atividades naturais imprevistas, quando as indagações tradicionais ainda nem respondiam as nuvens de inocência das mentalidades, por isso dominando o espetáculo do momento. Chuvas, marés, tremores de terra, e, para completar a bizarrice dos medos atuais, usinas atômica expelem radioatividade no céu; além de queda, coice. Tudo o que os japoneses menos queriam, depois dos dramas medievais de Hiroshima e Nagasaki, aos fins da Segunda Guerra, seria lidar, outra vez, com aquela maldade tenebrosa das chagas invisíveis que intoxicam os ares.
Outro dia, no consultório do dentista, uma professora explicava, a propósito das mudanças do clima da Terra, avaliando existirem interesses secretos na divulgação das supostas transformações da natureza, na intenção de alarmar para o uso indiscriminado dos recursos originais. Grupos dominantes reservariam a si o domínio desses recursos; o restante da humanidade ignora seus frutos e benefícios. Enquanto isto, a mídia alimenta o pacto da ignorância das massas.
Paro e penso o quando seres humanos caminhariam distantes do controle desses fenômenos naturais. A casa comum do Planeta às vezes dá sinais de exaustão e indica sérias mudanças além das previsões oficiais. Gelo derrete nos polos, rios secam abaixo das médias conhecidas, tragédias impõem custos de vidas humanas, secas, deslizamentos e inundações trocam de lugar nas colinas quando menos esperados, uma série de ocorrências exóticas no clima que sacoleja as bases do eterno, forçando apreensões e ocasionando sustos.
Filosofar numa fase destas virou exercício de conformação, reconhecimento das urgentes necessidades dos aspectos religiosos da cultura. Há milênios, as civilizações impõem as suas normas aos fatores da Terra, sem, contudo, acreditar pudessem atingir os limites da tolerância. Porém nesse turno, quando impactos chegam quase em tempo real aos restaurantes, lares, supermercados, a cores de cristal líquido, no mínimo levam arrepios a percorrer espectadores desconfiados, nas tamanhas reviravoltas impacientes, tragédias anunciadas que afundam o palco de onde muitas verdades saíram para bem longe de grandes certezas agora abandonadas.

"Stabat Mater - postado por Armando Lopes Rafael


Estamos na Quaresma, tempo de penitência e oração...
Nesta quadra do ano é oportuno lembrar o frei Jacopone de Todi, figura lendária na história da literatura franciscana. Antes de ser frade, Jacopone de Todi foi escrivão, advogado, procurador legal, poeta importante, nobre, vaidoso e muito rico.
Converteu-se em 1268 e passou a ser um grande penitente, tendo entrado na Ordem franciscana em 1278. Sua conversão foi atribuída à descoberta de que sua mulher Vanna, tinha sido uma penitente. Muito bonita, Vanna era usada por Jacopone para exibir sua riqueza em festas e bailes, onde, como contam alguns, ia forçada, mas dançava animadamente. Um dia, o chão afundou com os pulos e o ritmo das danças e, entre os feridos, só Vanna morreu.
Foi então que Jacopone descobriu que ela estava usando cilícios embaixo das roupas ricas. No convento Jacopone compôs um longa poesia, Stabat Mater (Estava a Mãe), escrito em Latim e traduzido para dezenas de idiomas.
Este poema foi musicado por muitos compositores, como Antonio Vivaldi, Rossini, Dvořák e Pergolesi, Giovanni Pierluigi da Palestrina, Marc-Antoine Charpentier, Joseph Haydn, Emanuele d'Astorga, Charles Villiers Stanford, Charles Gounod, Krzysztof Penderecki, Francis Poulenc, Karol Szymanowski, Alessandro Scarlatti (1724), Domenico Scarlatti (1715), Pedro de Escobar, František Tůma, Arvo Pärt, Josef Rheinberger, Giuseppe Verdi, Zoltán Kodály, Trond Kverno (1991), Salvador Brotons (2000), Hristo Tsanoff, Bruno Coulais (2005), Anorexia Nervosa (banda de rock black metal), e mais recentemente Karl Jenkins.
Abaixo, excertos do poema Stabat Mater, de Frei Jacopone de Todi (século XIII)


Estava a Mãe dolorosa
Junto à Cruz, lacrimosa
Da qual pendia o seu Filho
...
Banhada em pranto amoroso,
Neste transe doloroso,
A dor lhe rasgava o peito.
...
Estava triste e sofria
Porque ela mesma via
As dores do filho amado.
...
Quem não chora, vendo isto,
Contemplando a Mãe de Cristo
Em tão grande sofrimento?
...
Dai-me, ó Mãe, fonte de amor,
Que eu sinta a força da dor,
Para que eu chore contigo.
...
Fazei arder meu coração
Do Cristo Deus na paixão,
Para que eu sofra com Ele.
...
Quero contigo chorar
E a cruz compartilhar,
Por toda a minha vida.
...
Por Maria, amparado,
Que eu não seja condenado
No dia da minha morte.
...
Ó Cristo, que eu tenha a sorte,
No dia da minha morte
Ser levado por Maria.
...
E no dia em que eu morrer,
Fazei com que eu possa ter
A glória do Paraíso. Amem.
(Fontes de Pesquisa: livro "Sete Dores de Nossa Senhora", publicação dos Arautos do Evangelho, 2011, e Wikipédia)

Pensamento para o Dia 16/03/2011


“Temos muito a aprender com os outros. Não é preciso duvidar desse fato. Aqueles que se recusam a aprender desse modo declaram-se tolos. Você pode aprender com os outros qualquer coisa que possa promover seu progresso espiritual e absorvê-lo ao máximo, de acordo com as linhas previstas para seu próprio progresso, em seu próprio caminho moral ou Dharma. Você deve viver como você mesmo, não como outra pessoa. Esteja imerso em seu Deus, em suas próprias crenças e sentimentos, na bem-aventurança que brota de seu próprio coração e no prazer derivado de sua prática espiritual (Sadhana). Se outros tentam impedi-lo de fazer isso, qualquer plano que teçam ou artifícios que empreguem, resista a eles. Não negue a si mesmo a consciência do Divino e do Êxtase Divino. Derrube as barreiras que se interpõem no caminho e obstruem o livre fluxo de divindade, doçura e força do fundo de seu coração.”
Sathya Sai Baba

FESTA DA MENTIRA - no Pink Floyd Bar


Comemorar o dia da mentira? Normalmente esse dia é comemorado enviando-se alguma mentira para alguém. São brincadeiras feitas para se rir depois do efeito da mentira. As brincadeiras, algumas delas às vezes bastante pesadas, fazem alguém que a recebeu ficar com cara de bobo. No entanto vimos que a data está um pouco esquecida, ou "não se fazem mais Dia da Mentira como antigamente!". Pensando nisso, a Sertão Pop Produções resolveu reavivar a data, mas de uma forma diferente. Não mais com "mentiras verdadeiras" ou chacotas, mas sim com muita diversão e alegria.
Para isso programou a "FESTA DA MENTIRA", numa alusão à data. Cotratou as duas melhores bandas de rock, pop e blues do Cariri cearense, e utilizou o material gráfico para brincar de mentirinha. No cartaz diz que a festa será aberta pelo saudoso Chacrinha, e que bandas como Pink Floyd, Led Zeppelin, Beatles, etc, e artistas como Michael Jackson, Tim Maia, Cássia Eller e outros, estarão presentes na festa. As bandas que farão o som da festa são NIGHTLIFE E LOS THE OS, porém no cartaz diz que elas não estarão na festa. Tudo mentira, é claro. A única verdade é que o som vai rolar e será uma noite muita divertida. Outro detalhe do cartaz da festa é a presença do personagem "Pinóquio", personagem infantil de Walt Disney que dá ênfase à brincadeira.

Monges beneditinos visitam Barbalha – por Napoleão Tavares Neves (*)



Nestes dias de Carnaval, os monges beneditinos do Mosteiro São Bento de Salvador, Bahia, vieram fazer uma visita à Barbalha, sendo hóspedes da Casa de Férias e Veraneio das irmãs beneditinas do Hospital-Maternidade São Vicente de Paulo, encravada nas proximidades do Caldas. Não é preciso dizer que os monges se encantaram com o Cariri, com o Hospital São Vicente, com o clima e o verde luxuriante da nossa paisagem. Eram doze frades.

No domingo, dia 6, celebraram uma Santa Missa na capela do próprio Hospital São Vicente. A celebração foi presidida pelo Prior do Convento, frei Rafael, todos em vestes talares. Na homilia do celebrante ficou patenteada a preocupação da Igreja Católica com os perigos da Internet, manuseada por jovens, crianças e adolescentes sem a vigilância dos pais.

Muito bem fundamentada aquela homilia, pronunciada por um frade realmente ungido por Deus, simples, humílimo e culto, uma cativante figura. Na sua homilia falou duas vezes na figura do Padre Cícero. Depois da Santa Missa, a Irmã Eva Maria, Superiora Beneditina em Barbalha, lhes disse: – “Se os senhores quiserem saber sobre o Padre Cícero e o Cariri, temos aqui o nosso mais antigo médico deste hospital, Napoleão Tavares Neves, que se dispõe a falar para os senhores monges”.
Eles aceitaram a sugestão e durante uma hora disse-lhes o que sabia sobre os temas do Cariri: Padre Cícero, Cariri, Chapada do Araripe, Lampião, fontes que brotam na Chapada do Araripe, fósseis, riqueza histórica e geográfica, romarias do Padre Cícero, clima e solo da nossa região, e – após as mais variadas perguntas – convergindo tudo para a polêmica figura do cratense Padre Cícero Romão Batista.
Assim, foi uma proveitosa visita para todos. Com lucros culturais bilaterais...
(*) Napoleão Tavares Neves é médico, escritor, memorialista, historiador e cronista. Reside em Barbalha.

terça-feira, 15 de março de 2011

ENCONTRO COM AMIGOS


Rosangela e Edilma
Sem palavras...

MISTÉRIO - Por Edilma Rocha

Uma escultura em bronze de Balzac nu com os braços cruzados, de autoria do escultor francês
"Auguste Rodin" (1840-1917), desapareceu do Museu de Israel, em Jerusalém.
O Museu ficou em reformas por um determinado tempo e a escultura foi retirada do jardim e guardada até o término das obras. Quando tudo finalizou o Balzac  tinha desaparecido misteriosamente. Esse fato foi percebido a 3 meses atrás, mas só agora  foi divulgado.
A escultura em homenagem ao escritor Honoré de Balzac (1799-1850), mede 1,27 metro e pesa 63,5 quilos. Não poderia sair do local em que estava guardada, carregada apenas por uma pessoa.
Por onde andará Balzac nu ?  Aguardamos as noticias do misterioso furto em Jerusalém.

Edilma Rocha

MEU SÓCIO - Por Marcos Barreto de Melo

Nasci e me criei no sítio São José, numa área de propriedade do meu pai, onde ele criava gado e praticava a agricultura, tendo como atividade principal a cultura canavieira. Quando menino, perambulava pelo engenho e pela bagaceira. Pegava carona em lombo de burro e ia até o “corte de cana”. Lá, sentado sobre a esteira de cana, chupava a cana torcida e a garapa escorria pelo bucho para depois juntar-se à poeira das veredas por onde passavam os burros transportando a cana para o engenho. Era um tempo de muita liberdade onde a criançada saía de pé no chão, pisando na areia ou na lama, lavando os pés nas levadas que cortavam as áreas alagadiças do brejo e ainda montava cavalo de pau levando o gado para o curral, se fazendo de vaqueiro.
Com tanta liberdade, ainda menino já me interessava em praticar alguma atividade que pudesse me trazer alguns dividendos. Assim, criava um porco em sociedade com um morador e ainda uma meia dúzia de galinhas.
Bem próximo ao engenho ficava uma casa grande de alpendre, construída pelo meu avô paterno e para onde a família se mudava durante todo o período da moagem. Eu não alcancei este tempo. Quando me dei por gente, nela já morava um antigo morador do meu pai. E foi nesta casa que eu vi uma criação de capotes (guinés). Disse a este morador que também queria criar capotes e ele prontamente me presenteou com uma quantidade de ovos capaz de dar início ao meu tão sonhado empreendimento. Seria este o meu primeiro grande negócio. Fazia contas e mais contas do quanto ganharia com a venda dos ovos e de alguns exemplares.
No início, tudo correu bem. Quase todos os filhotes se criaram, o que é muito raro de ocorrer. Entusiasmado, tratei logo de preparar uma nova ninhada. Como estávamos no verão, quase todos os filhotes desta segunda ninhada também chegaram à idade adulta. O capote tem a característica de por seus ovos longe de casa e dos olhos do dono. Era uma trabalheira para encontrar os seus ninhos. Sempre havia um cachorro esperto de plantão e decidido a colher os ovos antes de mim. Havia também uma simpatia de matuto, segundo a qual não podíamos pegar os ovos com a mão e sim, com uma colher de pau. Segundo esta simpatia, se pegássemos com a mão, a fêmea poderia perceber que o seu ninho havia sido descoberto e mudar-se para outro local ainda mais escondido. Toda tarde, próximo ao anoitecer, eu saía com uma panela e uma colher de pau para a colheita do dia.
Mesmo com todo este trabalho, preparei a terceira ninhada aproveitando o final do verão e confiante nas perspectivas de bons negócios. Com três ninhadas passeando pelo terreiro da casa, o que representava algo em torno de 60 capotes, sentia que estava no rumo certo e que o meu negócio era mesmo promissor. E para incrementar a venda dos ovos, ganhei da minha cunhada Norma, de Fortaleza, algumas embalagens de isopor vazias, algo que não havia no Crato neste tempo. E por coincidência, a caixa trazia a inscrição Ovos São José, já que eram vendidos pelo antigo mercantil São José.
De bem com a vida e com os negócios, aos doze anos de idade eu já fazia planos mais ousados, baseando-me no crescimento vertiginoso da minha criação de capotes.
Mas, como diz o provérbio popular, “Deus quando dá a farinha, o diabo vem e rouba o saco”. E foi o que ocorreu comigo.
Numa tarde de janeiro, época chuvosa, um amigo muito íntimo da família visitava o meu pai quando, para o meu azar, desfilou à sua frente todo o meu rebanho de capotes, naquele maior alarido. Tudo aconteceu na hora mais imprópria. Esse desfile fora de tempo foi o bastante para despertar neste visitante o interesse em também criar capotes. Imediatamente chamou-me a compor uma sociedade com ele. Ele pagaria os ovos e eu me encarregaria do restante, ou seja, eu ficaria com o trabalho e o que nascesse seria de nós dois. Diante do olhar do meu pai, eu não tive outra opção a não ser concordar com esta bela proposta.
Negócio fechado, no dia seguinte eu parti para a luta. Acontece que estávamos na quadra chuvosa e o momento não era propício para iniciar uma criação de capotes, já que estes bichinhos são muito frágeis e vulneráveis a doenças. Mas, toquei em frente o projeto. Afinal, o meu sócio nos visitava com muita freqüência, era gente da família e uma vez por semana jantava conosco. A cada visita, ele me perguntava sobre o progresso de nossa criação e, quando eu ia lhe responder, o meu pai se adiantava e dizia a ele que estava indo tudo muito bem. Na verdade, de trinta filhotes que nasceram metade morreu nas primeiras chuvas. Restaram apenas quinze, que foram morrendo aos poucos de doenças ou no bico de um gavião faminto. Eu queria dizer isto ao meu sócio, mas meu pai não deixava. E o meu sócio, certo de que tínhamos trinta capotes já adultos, inventou de comer um capote a cada semana, toda vez que jantava lá em casa. Com isso, eu via definhar o meu rebanho ao tempo em que também ia abaixo o meu sonho de criador. De sócio, ele passou a ser um verdadeiro predador. Pior do que qualquer ave de rapina. E o pior de tudo é que abolira de vez qualquer outro tipo de carne do seu cardápio. Sempre pedia à minha mãe que preparasse para o jantar um capote “dos nossos”. Nunca vi alguém gostar tanto assim dos meus capotes.
Revoltado e indignado com a situação e sem poder dissolver a sociedade, aproveitei-me da ausência do meu pai que fora passar uns dias na fazenda, em Pernambuco, e me vinguei para sempre deste meu sócio incômodo. Vendi tudo que ainda restou para o dono de um restaurante, e com o dinheiro apurado comprei um relógio da marca Hernavim. E depois, conversando com os meus botões, falei: quero ver agora quem é que vai tomar o meu relógio.

Marcos Barreto de Melo

PROGRAMA CARIRI ENCANTADO – SONORIDADES (16/03/2011)

MANEL D´JARDIM & CONVIDADOS – ARRANJOS E FLOREIOS MUSICAIS

Foto capturada do blogue Cultura do Cariri

Manel D’Jardim, de acordo com o ponto de vista, pode ser definido como um músico endiabrado ou um músico divino; ou, talvez, a melhor definição possa ser as duas conjugadamente: um músico divinamente endiabrado. Afinal, bem e mal são faces de uma mesma moeda.

O escritor José Flávio vieira, foi por demais feliz e preciso ao falar sobre o talento e a personalidade sempre controversa de Manel D’Jardim:

“Se existem almas penadas, um poeta nosso definiu, com a genialidade única dos poetas, Manel D’Jardim é uma alma empenada. Com a mesma maestria com que empena aquela tradicional maneira de pensar e sentir a natureza, nosso artista empena o som, empena os costumes e as etiquetas, empena aquela embolorada maneira de arpejar o violão. Extremamente lúcido na sua loucura, Manel mostra a todos que a beleza e a verdade se escondem na dissonância da vida e que para transformar o planeta é preciso abrir novas sonoridades, criar novas veredas, transvê e desformar a harmonia imutável deste mundo. Seu violão derrama as pétalas das flores do jardim que floresce no seu sobrenome e na sua alma. Úmido de irreverência, prenhe de rebeldia, seu som mais desperta e fustiga que tranquiliza. É como se ensinasse a todos que a reta certamente não é o menor caminho entre dois pontos e que é preciso provar da fruta doce do bem e do mal. (...) Empenem e empinem as asas da imaginação e curtam a música sacrossantamente profana desta alma empenada”.

O programa Cariri Encantado Sonoridades vai, portanto, empenar os ouvidos, avisados ou desavisados, com a sonoridade de Manel D’Jardim & Convidados.

REPERTÓRIO MUSICAL
1. Paula e Bebeto (Caetano Veloso e Milton Nascimento)
2. Maninha (Abidoral Jamacaru e Cláudia Rejane)
Participação: João do Crato e Abidoral Jamacaru
3. Na baixa do Sapateiro (Ari Barroso)
4. Leia na Minha Camisa (Luiz Carlos Salatiel e Geraldo Urano)
Participação: Luiz Carlos Salatiel
5. Something (George Harrison)
Participação: Hélio Ferraz
6. É (Gonzaga Júnior)
Participação: Demontier Dellamone
7. Carinhoso (Pixinguinha e João de Barro)
8. O Poeta (Abidoral Jamacaru e Xyco Chaves)
Participação: Abidoral Jamacaru
9. Me Deixa em Paz (Ivan Lins e Ronaldo Monteiro).
Participação: Leninha Linard
10. Punk da Periferia/Rock do Segurança (Gilberto Gil)
Participação: João do Crato
11. Nossa Canção (Luiz Ayrão)
Participação: Luiz Carlos Salatiel
12. Bye Bye Brasil (Chico Buarque de Hollanda)
Participação: Zé Nilton
13. O Xote das Meninas (Luiz Gonzaga e Zé Dantas)
14. Quem Fez o Mar Sofrer (Abidoral Jamacaru)
Participação: João do Crato
15. Semente do Amor (Mu e Moraes Moreira)
Participação: Rinaldo

FICHA TÉCNICA
O programa Cariri Encantado Sonoridades é produzido pelas Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – OCA, e transmitido todas as quartas-feiras, das 14 às 15 horas pelas ondas sonoras da Rádio Educadora do Cariri AM 1020.
Seleção musical e redação de Carlos Rafael Dias.
Apresentação de Luiz Carlos Salatiel.
Operação de áudio de Iderval Silva.

Código do Consumidor - Por José de Arimatéa dos Santos

O Código do Consumidor veio para ajudar todos nós consumidores. Em países sérios nem precisa por que o empresário sabe que se não atender bem em seu estabelecimento perde o freguês. A obrigação nossa é exigir bom atendimento e o que consumimos seja de ótima qualidade. Analisar os rótulos quanto ao vencimento e exigir que o produto comprado esteja de acordo com o contrato assinado por nós, os fregueses. Aqui ainda capenga o bom atendimento ao consumidor. São vários os casos que vemos na mídia de consumidores que reclamam do atendimento nas operadoras de celular, nas faltas de energia(apagões) e as agências reguladoras de vários setores da economia não dar bolas para nós consumidores. Eu pergunto quantas vezes a fornecedora de energia foi aos meios de comunicação dar satisfação das várias faltas de energia? Ou então da mesma forma a empresa responsável pela internet falou a respeito das vezes que os celulares e computadores ficam sem sinal? Vamos ficar só nesses dois casos.
Muita coisa melhorou desde o advento do Código do Consumidor e esperamos que todo cidadão comece a exercer seu verdadeiro papel de cobrar melhor atendimento nas repartições públicas e principalmente cobrar dos políticos as promessas de campanha. É também direito do consumidor exigir que sua rua esteja bem limpa e iluminada, além de melhorias para a cidade. Cuidar verdadeiramente do que é nosso. A administração pública não deve ser cabide de emprego para apaniguados e puxa sacos. Seriedade e ética. É isso que o consumidor consciente quer. Que todos os cidadãos exerçam seu verdadeiro papel de consumidor!
As datas comemorativas são muito importantes, pois assim podemos ver e analisar friamente como andam as leis aprovadas pelos legisladores. O Código do Consumidor já tem 21 anos de vigência e nesse dia 15 de março que é o dia do Consumidor merece uma reflexão em todos os sentidos. A lei é válida para valer quando o cidadão exige o seu cumprimento e nós consumidores podemos e devemos exercer de fato a cidadania ao exigir produtos e atendimento de acordo com a lei. Acredito que vale também como exercício para escolher ótimos representantes na política. Só depende de todos nós.

LUMINAR - Boletim de Divulgação em Ciências Humanas e Espiritualidade

LUMINAR - Boletim de Divulgação em Ciências Humanas e Espiritualidade
NÚCLEO DE ESTUDOS EM CIÊNCIA, ESPIRITUALIDADE E FILOSOFIA.
UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI
NÚMERO 01/ABRIL 2010

(Texto recebido pela Internet http://luminar.no.comunidades.net/)

Editorial
Este ano, inauguramos o Boletim do Núcleo de Ciência, Espiritualidade e Filosofia - NECEF, Intitulado Luminar - Boletim de Divulgação em Ciências Humanas e Espiritualidade [http://luminar.no.comunidades.net/]. Nosso objetivo é poder oferecer aos alunos e demais leitores o acesso a textos, pesquisas e novidades relevantes que englobam o espectro temático das Ciências Humanas e Espiritualidade.
Em cada boletim, teremos as sessões de artigos, resenhas, dicas de filmes e agenda.
Nesta primeira edição, o professor Dr. Bernardo Melgaço nos presenteia com o artigo 'Por Que Precisamos Amar Uns Aos Outros?', no qual discute dentre outras coisas, a natureza humana do ego. Em outro momento, o Conselho Espírita Internacional oferece algumas informações sobre A Doutrina Espírita e o Espiritismo, como forma de divulgação desta filosofia de vida.
Também nesta edição, algumas notícias interessantes, como a aprovação da Lei Geral das Religiões e o Reconhecimento de Títulos do Mercosul. Na sessão Dicas de filmes os leitores terão acesso a três excelentes indicações. A sessão Agenda dará acesso a diversos eventos científicos que estão por acontecer, tanto no Brasil como no exterior, este ano de 2010.
Convidamos os interessados com escritos originais, afins com o nosso projeto editorial, a enviar-nos seus trabalhos - artigos, notas, resenhas, comentários ou opiniões -, desde que atendam às nossas normas de publicação e linha editorial.
Aos articulistas deste número, queremos manifestar nosso agradecimento por sua competente colaboração.
Gislene Farias de Oliveira e Cláudia Moura Pierre
Editoras do Boletim

AMANHECENDO COM A POESIA...

Silêncio
- Claude Bloc -

Hoje o silêncio calou meu sonho
E saiu pela janela
Voando feito um anjo
Na noite da minha vida...

Falei baixinho
Pra não espantar a lua
Pra não atiçar o sol...
Mas o silêncio
Quis voltar pra minha casa
Colhendo toda poesia
Que escrevi pra te agradar...

Claude Bloc



segunda-feira, 14 de março de 2011

Dia da poesia no fim dos tempos





O LEITOR E O POETA

O leitor gosta de um poema
porque pensa que foi ele que o escreveu.
O melhor poeta é aquele que desperta
o poeta adormecido no leitor.

O poeta vê as gotas de chuva na janela
e nas folhas do abacateiro, viu à noite,
    antes da chuva,
as estrelas multiplicando-se e apagando-se,
como numa grande brincadeira
                                                  – e escreve
como se fosse o leitor.

                                          O poeta é o mais abnegado
e desprendido dos seres: anula-se para que o leitor viva.
O poeta morde o lábio, morde a língua e sangra.
A poesia é feita de sangue, não de palavras.
                                                                    Estas são
um disfarce para a dor, cacos do espelho que chamamos
de poema.
                  O relógio resmunga na parede, como se fosse
dono do tempo.
                           Vai medindo, compassadamente,
a minha morte individual, diz o poeta, pensando
na morte coletiva.
O poeta pensa no seu irmão, o leitor,
tão íntimo e estranho ao mesmo tempo.
                                                              O leitor que lê

o poema como se tivesse ele próprio traçado, linha a linha,
aquelas linhas, aquelas palavras, aquelas imagens
que pulsam no bolso e, por pouco, não o derrubam.



NO FIM DOS TEMPOS

Talvez haja mil leitores entre um milhão de pessoas,
mas haverá cem leitores de poesia entre mil leitores?
Haverá dez leitores de poesia entre mil leitores?

Quantos leitores de poesia haverá entre mil poetas?
Os poetas leem os poemas dos outros poetas?

Sic transit gloria mundi – assim os poetas são:
passageiros, estranhos e indiferentes passageiros.


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A Coluna da Hora - Emerson Monteiro


Dos logradouros cratenses que possuem mais nomes, a Praça Francisco Sá vem recebendo várias identificações conforme características que apresenta no decorrer de sua ativa história de porta principal da cidade: Praça do Cristo Rei, da Estação, das Kombis, dos Ônibus, e Praça dos Pombos. Quando cheguei a Crato, na primeira metade da década de 50, era o quadro mais bonito dentre as outras praças do centro urbano. Recepcionara, em 1926, o primeiro trem vindo de Fortaleza, data de festa gandiosa, e merecera do prefeito Alexandre Arraes de Alencar, nos preparativos das comemorações do Centenário do Município, os melhores mimos de decoração.
Entre seus Ficcus benjamim e torceras de flores coloridas, edificara alguns dos monumentos alusivos àquela fase cratense: uma fonte luminosa, de que, hoje, só restam resquícios; a Coluna da Hora; e a Fonte da Samaritana; estas belas e intactas, apesar da carência dos maiores cuidados.
A Praça da Estação cumpriu importante papel nos itinerários de minha história de infância e morador do Bairro Pinto Madeira à busca dos acessos da vida social do lugar. Escreveu não leu, cruzava seus canteiros e desviava de seus postes de ferro prateado, o que, por maior empenho dedicasse, não escaparia, certa vez, de trombar num deles e colher galo dolorido bem no centro da testa.
A edificação da Coluna da Hora, monumento de bom gosto, encimada pela imagem de Jesus em escala adaptada às proporções do Cristo Redentor do Rio de Janeiro, coube construir a Alexandre Arraes, no ano de 1938, sob orientação do arquiteto-escultor Agostinho Balmes Odisio, mestre italiano responsável pelo trabalho, segundo consta numa das placas do pedestal.
A execução da obra, por sua vez, ficou a cargo do mestre Vicente Marques da Silva, imaginário nascido em 06 de janeiro de 1908, na cidade de Juazeiro do Norte, e que viveu algum tempo em Crato, um dos irmãos de Raimundo Marques, Mundinho, o autor da Samaritana, inaugurada em 21 de junho de 1952, e goleador emérito do futebol de antanho, falecido vítima de acidente automobilístico num dos cruzamentos da cidade.
Dia desses, abordado por Aristides, decano personagem da AABB de Crato, ele indagava quando retornará o funcionamento normal do relógio da coluna, tão apreciado pelos frequentadores da praça, indagação esta que ora repasso aos titulares da municipalidade e responsáveis diretos pelo assunto.
Dentre os registros e citações que adornam o valioso monumento, duas falam de perto à alma de nosso povo, quais sejam: Cristo reina, vence e impera, dístico gravado em latim clássico. E Sede bem-vindo, nesta terra há lugar para todas as pessoas de boa vontade, palavras bem aos moldes da grandeza desta gente alencarina.

FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha


ALOE VERA -  Aloés erva-babosa : Diz a lenda que nas folhas verdes e carnudas desta planta escondia-se o segredo da beleza de Cleópatra. Muito usada desde a Antiguidade é chamada na América de "Planta da Beleza". As mulheres da Indonésia acreditavam que a planta tinha o poder de deixa-las mais bonitas, por isso, uma hora antes do banho cortavam um pedaço da folha e a esfregavam no rosto.


Planta perene, atinge de 30 à 90 cm de altura. Cultivada em solo arenoso e bem arejado, sob o sol pleno e direto, no mínimo 4 horas por dia. Também suporta a sombra pouco densa. Propagação por mudas laterais. Com folhagem atraente, carnuda e sempre verde, é uma exelente planta de interior. As flores do Aloe Vera surgem em várias épocas do ano. Regar espaçadamente, pois precisa de pouca água. Originada do Mediterrâneo, Ilha da Madeira e Canárias.


Hoje é um dos componentes mais explorados na indústria de cosméticos, em cremes hidratantes, loções bronzeadoras, xampus e condicionadores de cabelos. Na indústria farmacêutica o Aloe Vera é usado também na fabricação de medicamentos para tratamento de queimaduras e outros problemas da pele, além de ser purgativo e tônico estomacal. É também um dos remédios populares mais conhecido no tratamento da calvice. 


Edilma Rocha
Fonte : Jardim Interior - Denise Cordeiro

ENCONTRO COM AMIGOS


Edilma e José Flávio
Sem palavras...

Clavatown: Palavras, rimas, anagramas...

Clavatown: Palavras, rimas, anagramas...: "RIMADOR - Quer fazer um poema  mas é muito ruim de rima?
Verifique...

Vermelha... - Por Daniel Bloc Boris (Jacques)


Vermelha

Esgarço a alma dos meus pensamentos em ti.
Aguardo-te, mesmo sabendo que não vens!
Guardo meu silêncio, relendo o livro do poeta,
a  procura do melhor verso, a te ofertar.
Não sou Amélia, Joana e nem Maria,
Sou apenas eu!
Eu apenas tua.
Entre o claro da minha tez
e o escuro do meu quarto,
meus segredos,
a tua espera, com minha rosa vermelha.

                                               Daniel Bloc Boris (Jacques)


Resposta poética a Aloísio


 Aloísio:

Tens na noite por companhia a solidão
Por isso tu fantasias tua audição
Sempre ouvindo vozes e ruídos
Dentro de teu quarto na escuridão

Vens, te aproximes, saia dessa
Sempre há alguém que te convida
Quando passares a porta verás luz
Pois é isto que falta na tua vida!


 Claude

Tens na noite por companhia o silêncio
A ausência intransigente da música
Silêncio onde se escondem as vozes, os ruídos
Misturados ao borbulhar da escuridão

Se te achegas aos meus sonhos
Te convido a entrar por essa porta
Pela nesga de luz que me aquece
Pela réstia de alegria que me enternece.

14 de Março - Dia da Poesia

Infância

Onde o céu encontra o horizonte
E o tempo é apenas retalhos da vida
A noite é o medo de uma luz perdida
Reencontrada logo o sol desponte
Se uma história há alguém que conte
Guardada fica sempre na lembrança
E em cada dia nasce a esperança
De encontrarmos a felicidade
Passando os dias chega a mocidade
Assim é o mundo livre da criança

Paulo Viana


domingo, 13 de março de 2011

Preparativos para o fim do mundo




O poema cresce independente de mim.
Eu o escrevo, escolho as palavras, as poucas imagens,
procuro controlar minha ânsia de metáforas.
Eu o escrevo, mas ele não tem nada a ver comigo.

O mundo lá fora é o que interessa.
O poema me expulsa do calor do ninho.
O poema me expulsa dos ovos com a vida regurgitando.
Há uma guerra lá fora e só essa guerra interessa ao poema.

Se uma gralha grita, é para estourar a paisagem.
Se o melro voa de um lado a outro do rio,
é para me lembrar que tudo passa,
que não é este lado
ou aquele que interessa.
Aliás, nada mais interessa.

Interessa o que está fora do meu controle.
Um frio me gela a espinha.
Parece que vou quebrar.
O meu poema caminha na rua,
quebrando o cimento
e a insensatez humana,
com a sua carga de dor
e estupefação.
         É como o fim do mundo.                                                             

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Convite - Aloísio

Convite

Tens na noite por companhia a solidão
Por isso tu fantasias tua audição
Sempre ouvindo vozes e ruídos
Dentro de teu quarto na escuridão

Vens, te aproximes, saia dessa
Sempre há alguém que te convida
Quando passares a porta verás luz
Pois é isto que falta na tua vida!

Foto e texto: Aloísio

14 de Março:Dia da Poesia na Poética de Wilson Bernardo.

DAS VERDADES DO ILUSIONISMO.
Nos casamos e ela
nunca acreditou
na minha máxima
de quem gosta de mentiras
é magico...
A INVENÇÃO DA PALAVRA DEUSES NO SEXO.
Mulheres e poesia são todos os dias
Poema e fantasia
se vestem de tardes e orgias.
Palavras!
Mastigadas parábolas no cio,
o barro que se faz panelas
é o mesmo que se molda a espécie
Eva
que se Adão todas as costelas.

Wilson Bernardo(Poemas & Fotografias)

AMIGOS A GENTE CONQUISTA...


Em pé: Mundim do Vale (de óculos quebrados), Fideralina e Dr. Sávio
(gente boa de Várzea Alegre)
Sentada: Claude Bloc