Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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segunda-feira, 21 de março de 2011
BRINCANDO COM A SAUDADE - Por Claude Bloc
domingo, 20 de março de 2011
FÁBULA DE ISOPOR: A DÚVIDA DE UM NOME - por Ulisses Germano
A DÚVIDA DE UM NOME
sábado, 19 de março de 2011
Pintura Musicada - Aloísio
Pintura Musicada
Telas, quadros, partituras,
Notas, pautas misturados
Cores bemóis atonados
Em vermelho solfejados
Esta tela apareceu
Como uma clave de sol
Desenhando os arpejos
Pintada com ouro em pó
As tintas se transformando
Em harmonias musicais
Onde tudo vira som
Vibrando entre os cristais
Vendo a minha partitura
Usando meus instrumentos
Transformo em u’a pintura
Pintada neste momento
Expostas no cavalete
Nas músicas vejo pinturas
Nas pinturas ouço músicas
Resolvendo minhas agruras.
Aloísio
O PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS NO BRASIL - Por Edilma Rocha
O MUNDO VERÁ A MAIOR LUA CHEIA DOS ÚLTIMOS 20 ANOS – “SUPERMOONS”

http://shakyamuni.net.br/2011/03/11/o-mundo-vera-a-maior-lua-cheia-dos-ultimos-20-anos-supermoons/
CRATO: CIDADE DOS POLÍTICOS QUE PERMANECEM NA CONTRA-MÃO
Nesses últimos dias lemos uma missiva animadora (Helder Macário), debatendo com muita ânsia os problemas agravantes do Crato.
Isso acontece há anos, desde os tempos dos trogloditas que sem ter condições de comandar os destinos da cidade, provocaram a acomodação do Crato, governando a cidade com enfado, perpetrando a sua queda, deixando que os infaustos acontecimentos prevalecessem ao longo dos anos e sem cessar no correr do tempo.
A nosso ver, assim interpretamos, mas não acreditamos que ocorra, que a cidade deve ser governada por pessoas cultas e que tenham amplos conhecimentos científicos, com boas maneiras para que saibam remar em águas profundas com dignidade, trabalho social e comportamento ilibado, o que pode ocorrer em fato contrário aos desígnios da população, já que observamos que uma cidade administrada por pessoas incultas, com toda certeza, trará desânimo entre seus habitantes.
Queremos afirmar e nós sabemos como falar, isto é, não sabemos que a maioria desses políticos são obtusos e semi-analfabetos. Não sabem onde possuem as ventas, por certo não trazem nenhuma melhora para a nossa cidade, já que sua população fica com o pensamento arruinado, sem esquecer as forças mentais, sem empregar os meios a fim de alcançar os objetivos que são: o equilíbrio de forças permanentes para modificar o quadro político desta cidade.
Por isso, ficamos atônitos, quando observamos uns políticos apáticos, alheios ao desenvolvimento da cidade, ficamos atônitos quando observamos o péssimo comportamento dos políticos, que no momento preciso, calam-se aos insultos provocatórios dos inimigos de nossa cidade, às vezes, batendo palmas ou pedindo clemência, meneando a cabeça com gestos afirmativos, entredizendo-se que Crato é o fim da linha e é por isso que só vem a sobra para nós.
Não senhores, não aceitamos de bom grado os seus argumentos. Todos tem de reagir, gritar com todas as forças de seus pulmões que Crato é a cabeça, é o princípio do nascimento de todas as cidades do Cariri. Neste caso, esta cidade tem de ser respeitada e elevada com objetivo de enquadrar-se aos grandes centros do país. Agora, relembrando o Crato tem de preservar a tradição dos homens passados que foram atuantes, vibradores e expansivos. Temos de afastar, em primeiro lugar, esses homens viciados de políticas, substituindo por pessoas de bem que queiram realmente trabalhar em benefício da cidade.
Infeliz é a cidade que tem o povo viciado e ignorante que açambarca o poder em torno de si mesmo, aceitando migalhas oferecidas pelos invasores que nos vem arrebatar o nosso patrimônio e que tem como objetivo colocar o Crato para escanteio e para o lado do desprezo, pois sem mais nem menos, esse digno povo cai na esparrela, enegrecida pelos seus algozes que tem como objetivo aquietar o povo a fim de força-lo a baixar a cabeça para não reagir aos insultos e ficam conversando lorotas na praça Siqueira Campos, pensando que apareça um líder de verdade para lhe dar luz que venha clarear com mais vigor o seu desejo.
Crato-CE, 15.03.2011
Dom Vicente Matos, o terceiro bispo de Crato – por Armando Lopes Rafael

Dom Vicente de Paulo Araújo Matos nasceu na cidade de Itapagé, Ceará, no dia 11 de junho de 1918. Sua ordenação sacerdotal ocorreu em 29 de novembro de 1942. A nomeação episcopal veio encontrá-lo – em 25 de abril de 1955 – como diretor do Colégio Arquidiocesano de Fortaleza, conhecido como Colégio Castelo. O Papa Pio XII concedeu a Dom Vicente Matos, naquela ocasião, o título de bispo titular de Antioquia de Meandro e auxiliar de Crato. Residindo na Diocese de Crato desde 15 de agosto de 1955, com a renúncia de Dom Francisco de Assis Pires, Dom Vicente foi escolhido terceiro Bispo Diocesano de Crato em 28 de janeiro de 1961, pelo Papa João XXIII. Tomou posse na função no dia 19 de março do mesmo ano.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael
Pensamento para o Dia 19/03/2011

“Quando as coisas estão plácidas, calmas e serenas, as pessoas podem fundir-se à atmosfera da Suprema Consciência, que é o mais elevado que se pode alcançar. A paz interior (Shanti) que elas experimentam é mais sutil que o mais sutil. Eles devem ascender até ela através de um esforço guiado pela razão, através da meditação. Quando o deleite é total e completo, não é diferente do status Divino, o objetivo almejado da vida! As pessoas geralmente não se esforçam para isso, pois elas não sabem nada sobre sua atração suprema.”
Sathya Sai Baba
sexta-feira, 18 de março de 2011
Japão

Os grandes desastres trazem consigo a possibilidade de refletirmos sobre nossa pequenez diante da imensidão do universo. E as perguntas se sucedem e são inevitáveis. Por que nos últimos anos as grandes hecatombes têm se repetido com tamanha freqüência? Terremoto e tsunami destroçaram a Indonésia; um outro terremoto quase que aniquila o Haiti, depois o Chile e a Itália. Sem falar na tempestade de Nova Orleans , há poucos anos. E as chuvas devastadoras de Pernambuco na ano passado e este ano na região serrana do Rio e no Crato agora em Janeiro? Até que ponto estas catástrofes são mera coincidência; até quando são respostas à ação do próprio homem sobre o equilíbrio instável da natureza? Uma outra questão: as Usinas Nucleares, depois do acidente asiático, devem continuar sendo exploradas como uma forma segura de energia, em substituição ao petróleo e a outras formas mais limpas , como a hidroelétrica?
Quem acompanhou o noticiário da tragédia japonesa deve ter percebido algumas peculiaridades. A primeira delas é o quanto a organização e o trabalho preventivo são capazes de minimizar as baixas. Quando se computarem todas as mortes japonesas talvez alcancemos 30.000 perdas. No Haiti foram mais de 200.000 e na Indonésia mais de 300.000. Como o Japão conseguiu impactar de forma tão forte as suas mortes? Através da tecnologia e do treinamento do seu povo para as situações de calamidade. Esta parece ser uma das maiores lições que depreendemos do desastre japonês: é possível sim, com medidas preventivas, não evitar os fenômenos naturais,mas prevê-los com alguma antecedência e diminuir de forma significativa as perdas humanas.
O maior exemplo, no entanto, que arrancamos da gigantesca tragédia que já se abateu sobre o Japão é a maneira destemida, contida e resignada com que os japoneses enfrentaram a devastação. Sem choros convulsivos, sem atropelos, sem apelos dramáticos. Mesmo diante da fome , da perda e da morte o povo manteve-se controlado: nada de saques, de correrias, de salve-se-quem-puder. Entre nós latinos, afeitos às grandes manifestações sentimentais, á solidariedade de superfície, às lágrimas fáceis e aos apelos dramáticos, a reação japonesa parece-nos estranha e fria. Mas a sua resignação passa-nos a certeza absoluta que, tendo suportado tantas guerras, tantos desastres naturais e duas bombas atômicas; os japoneses forjaram sua alma no fogo e estão prontos a resistir a todas as intempéries. Calmamente se debruçam sobre os escombros e remontam , peça por peça, o quebra-cabeças da sua vida e da sua história. Como se nada houvesse acontecido, como se o tsunami tivesse vindo apenas fechar um ciclo e trouxesse consigo a anunciação de tempos menos turbulentos e mais felizes.
ESTAR ENTRE AMIGOS ...
De repente o sol se abre em luz e as flores beijam o céu, compactuando com o brilho do dia .
Pensamento para o Dia 18/03/2011

“Quando falhas são encontradas em alguém, você concluirá que existem deficiências em seu comportamento, isso é tudo. Não conclua que não há um Atma Divino nele. Como resultado da companhia que ele preservou ou da ineficiência da sociedade na qual ele cresceu, as falhas surgiram nele. Elas não são nativas de sua natureza, que é do Atma. Você deve fornecer-lhe boa companhia e ambiente benéfico e persuadi-lo a associar-se a eles. Você não deveria, de nenhum modo, condená-lo como um incorrigível de nascença e mantê-lo afastado.”
Sathya Sai Baba
AS SETE MARAVILHAS DE VARZEA ALEGRE - Por Mundim do Vale
Tem maravilhas também,
Que tem na frente um cruzeiro,
Com requinte e com moldura.
Faz a festa de natal,


quinta-feira, 17 de março de 2011
O silêncio dos idosos - Emerson Monteiro
Parados, de olhares vazios presos nas extensões infinitas do espaço, eles mergulham na distância quais enxergassem de longe as portas do Reino, o porteiro e sua chave crepuscular. Às vezes, sorriem consigo, cúmplices das saudades que, presunçosas, amaciam as bordas das camas, a alvura dos lençóis e os braços gastos das poltronas puídas, nos abrigos transitórios.
Quando outros chegam, e quebram o clima sério dessas virtudes solitárias, de leve abrem o pano dos olhos baços e desprendem simpatia marota, como quem sabe para além dos saberes daqui de fora. E largam restos de sociabilidade nas poucas interrogações que lhes perseguem, atentos aos anos posteriores que ainda restam.
Pois bem, a solene presença desses avozinhos, campeões da longevidade, contempla netos e bisnetos, suas últimas relíquias preciosas. Passeiam pelo ar já rarefeito as ilusões que sumiram nas esquinas do passado, dança de cadeiras das gerações que saem bem devagar à coxia do teatro. Nisso, umas nesgas de alegria ainda persistem a escorrer da ponta dos dedos aos cabelos macios dos inocentes, atitude instintiva, débeis carícias abandonadas aos que tanto ensinaram a amar.
De outras feitas, contudo, ali, assim, fecham o semblante e demonstram lances pessoais de uma luta interna que lhes joga poeira às redondezas do rosto. Quais testemunhas isoladas nas primeiras sessões dos tribunais que defrontarão no campo da Eternidade, envoltos na eloquência desses julgamentos de consciência, crescem ao sabor da chama das réplicas os olhos murchos de lágrimas secas.
Postos de face com a face do destino, o drama secular das irrealizações humanas chora, quase grita. Por isso, angustia com força quem andar por perto deles, nos respingos da tempestade, no mar imenso dos sentimentos e ações antigas. Sofrer, com eles, esses tais silêncios incontidos das crises terminais dos sonhos significa, também, sofrer dentro da gente o alerta de que se aproxima a transição das certezas. Pernas parecem quase não cumprir os trechos finais da estrada de volta para casa. Olho, contudo, assustado essa indiferença dos nossos heróis que, agora, desfazem gavetas e arrumam as malas. Aquela gravidade carrancuda virará o rosto nessa hora da verdade, impondo maior respeito. Monumentos de outrora, erguerão a riste o indicador e reclamarão coragem aos que permanecerem, quando vestirem o manto da despedida. Nessa hora, vencerão a batalha das quimeras morais e dores físicas, e repousarão, em paz, nos braços aconchegantes da ausência inevitável.
Católicos de Barbalha restauram a Igreja do Rosário – por Armando Lopes Rafael

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael
Carta de um amigo - Pedro Esmeraldo
PEDRO, MEU PREZADO AMIGO
Tenho lido muitos dos seus escritos e, em quase todos você deixa transparecer o seu grande amor pelo Crato. Neles você fala das riquezas e belezas do município, mas clama a todos, segui-lo no seu intento de resolver os inúmeros problemas que ele tem e deixa à mostra o seu desapontamento por nada poder fazer sozinho. Há uma razão muito forte para esse amor tão grande; é que o Crato inspira e merece amor por parte dos seus filhos autênticos e você é um deles. Aliás o Crato, atualmente, está precisando muito do amor e da atitude dos seus filhos de verdade.
Eu, que não nasci aqui, mas como se filho fosse do Crato, quero bem ao município, à cidade, ao povo e, exatamente como um dos seus filhos mais fervorosos, vejo o quanto ele está lento em sua caminhada e o quanto realmente está precisando de todos os seus filhos.
Como você, eu não gosto quando vejo o descaso pela cidade, pelo município, quando vejo a cidade, como que esquecida, quando a vejo perder tanto do seu patrimônio, perder oportunidades, perder posições na corrida para o desenvolvimento, em todas as áreas, entre as cidades da região, perdendo assim até força econômica, não gosto quando vejo a cidade, a cada dia perder força política, quando vejo a cidade deixar de ser socorrida de imediato, quando se abatem sobre ela, catástrofes como a de há pouco, quando vejo o povo ser enganado por promessas, demagogia ou migalhas, como pequenas obras que são construídas apenas próximo às eleições, justamente para enganá-lo, e não gosto quando vejo a cidade, o município e o povo, perderem a sua autonomia.
Fico triste quando penso em certos assuntos que a meu ver, são da maior importância, são o ponto chave para quase tudo de bom que nos poderia acontecer, mas que, infelizmente, nunca são tratados. São de fato alguns, os tais assuntos, mas eu gostaria de me referir ao principal, aquele que, só muito bem pensado, se a sociedade o encarasse com muita seriedade, iria, certamente, resolver muitos problemas que nos atingem e atrofiam, além de nos beneficiar com o que precisamos e merecemos. Falo do assunto que diz respeito à política.
Acompanho, guardando uma certa distância, naturalmente, o que sempre acontece quando se aproximam as eleições. Percebo, logo de início, que tal assunto, dada a sua importância, não deveria ser tratado apenas quando se aproximam as eleições. Percebo, logo de início, que tal assunto, dada a sua importância, não deveria ser tratado apenas quando se aproximem as campanhas eleitorais, vejo que as pessoas mais ligadas ao assunto ficam aguardando providências de pessoas alheias ao município, como se não tivessem autonomia para tratá-lo, vejo as lideranças esfaceladas, engalfinhando-se em lutas que só dificultam o entendimento e trazem a divisão das forças e fico triste quando vejo, às vezes, o povo sendo utilizado como massa de manobra.
O que acontece aqui à época das campanhas, eu acho até de certo modo, vergonhoso. Vemos muitos dos nossos políticos em verdadeira peleja, cada um querendo mais exibir o seu potencial, sem a devida preocupação com o povo, pesando mais nos seus próprios interesses, fazendo inclusive acordos com políticos de outros municípios, numa manifestação muito potente de descaso pelos nossos próprios valores, vejo a cada dia, nosso prestígio, perante as autoridades superiores se esvaindo, somos carentes de lideranças, poderíamos contar com forças poderosas a nível municipal, estadual e federal, mas só desentendimento acontece, justo na época quando o entendimento deveria prevalecer.
Acho que por tudo que acontece, nós pagamos muito caro, pois o que resta, o que fica após o tudo que até parece uma orgia, é, exatamente o que aí está à mostra, nós e o Crato entregues ao “deus dará”.
As nossas lideranças, os nossos partidos políticos, nossas entidades de classe, associações, clubes de serviço, sindicatos, Câmara de Comércio, enfim a sociedade, todos, deveriam atentar para isso, dar outro rumo a tudo que acontece porque, assim, no futuro, iríamos com certeza, auferir vantagens com que há muito não contamos.
O Crato é considerado uma cidade culta, civilizada, mas será que a nossa cultura não nos permite entender que o prestígio de um povo depende muito da força política que ele tem? Será que a nossa cultura não nos faz entender que ao vermos nossos votos negociados, o comprador negociou, comprou, pagou, recebeu e por isso não terá mais nenhum compromisso conosco, e isso nos torna muito enfraquecidos e desprestigiados? Será que a nossa cultura não é suficiente para sabermos que precisamos votar em candidatos da terra ou absolutamente comprometidos com ela, para termos então, representantes legítimos e assim mais força política? Será que a nossa cultura não nos mostra uma maneira de mudarmos este tão triste estado de coisas?
Eu acho imprescindível que mudanças aconteçam e, sem quere ser pretensioso eu arriscaria a apontá-las, reunindo tudo na palavra união.
Seria necessário que, todos os envolvidos no processo se despojassem de todo e qualquer interesse, que não o de município e seu povo, com interesse euprapartidário, se organizassem, se unissem, discutissem os problemas, escolhessem nomes de pessoas idôneas, competentes, vinculadas ao povo para submetidos às eleições, viessem ocupar os diversos cargos de vereador, prefeito, deputado estadual e federal. Assim, teríamos quem defendesse com firmeza e legitimidade os nossos interesses, certamente, veríamos resgatados os nossos valores, resgatados todos os nossos valores, resgatado o nosso prestígio, resgatada a nossa condição de povo autônomo e assim, reconquistaríamos a nossa tão necessária força política.
Poderá até parecer visionária esta idéia, mas que outra nos levaria a mudar a situação em que nos encontramos atualmente? Acho que há esse caminho e caso não consigamos percorrê-lo, ficaremos marcando passo, vendo as “carruagens passando”, rumo a lugares onde a sociedade organizou-se, uniu-se e está pronta, tanto para defender-se de acontecimentos infaustos, como para receber, cada vez mais, benefícios para o seu progresso e sempre mais, bem estar para seu povo.
Eu acho Pedro que devemos abrir mais os olhos, devemos fazer valer os nossos direitos, devemos unir as nossas forças, cobrar dos nossos políticos mais dignidade e respeito, exigir deles a união pelo Crato e deveremos, com muita consciência, muito cuidado, muito respeito, muita seriedade, muito amor à terra, exercer o nosso direito de votar com liberdade, escolhendo os nossos próprios candidatos, porque, só assim, eu acho, nós conseguiremos mudar a nossa realidade.
Sei que você pensa como eu e, bom seria que muitos outros que usam jornais, blogs, meios de comunicação, também pensassem e levantassem juntos a mesma bandeira.
Quem sabe não se desencadearia um grande movimento em prol de tudo o que o Crato precisa para retomar o seu verdadeiro caminho?
Eu torcerei sempre por isso.
Meu abraço.
Hélder Macário de Brito
Nota: Hélder Macário de Brito foi prefeito do município de Campos Sales e é irmão do ex-prefeito do Crato, Dr. Humberto Macário de Brito. Atualmente reside em Crato.
HORROR E MILAGRE - Por Edilma Rocha
Estas imagens invadiram nossas casas depois de tanta euforia e beleza do Carnaval. Fotografias surpreendentes revelam a força brutal da natureza destruindo tudo que o tinha pela frente como se fossem minúsculos objetos sem defesa. É muito cômodo estar em casa confortavelmente no sofá e dizer :
_ Que coisa triste.. que coisa horrível... Não está na nossa pele...
No meio de uma tarde comum, um tremor. Um abalo a sacudir tudo e todos e em seguida a temível sirene avisando para se protegerem de uma onda devastadora.
Vendo esta foto acima é difícil imaginar se esse momento em que o homem é arrastado pela correnteza ficou como sobrevivente ou foi reduzido a um farrapo...
Se colocarmos apenas por hipótese uma situação dessas destruindo tudo que temos e o que somos, surge um calafrio indescritível tomando todo o nosso fôlego. Ultimamente a água, fonte de vida, se tornou a própria morte revelada nas constantes notícias sobre a fortes chuvas: deslizamentos das encostas, rios devastadores, plantações destruídas, estradas danificadas, cidades desaparecidas, falta de alimentos, luz e água potável e por último esse terremoto seguido de uma onda gigante e por último a contaminação nuclear. A morte através da doença incurável provocada pelo homem...
Nestes entulhos que mais parecem palitinhos de fósforos sem utilidades e as pessoas caminhando sobre eles a procura de amparo e abrigo, é difícil demais nos colocar em seus lugares. Mesmo com tanta tecnologia japonesa na construção segura, muitos não têm o poder financeiro de estar em segurança. Em meio aos escombros, aqui e ali, algumas edificações de pé. Incrível !
O que será da vida dessas pessoas que perderam tudo ? Para onde irão depois de terem sobrevivido a estes tormentos devastadores ? Se repararem, é raro encontrar expressões nos seus rostos de revolta e desespero. São contidos na suas dores...
_ De onde vem esta fortaleza ? Que se nota a todo instante em que a televisão coloca imagens dentro de nossas casa. Pessoas educadas e disciplinadas nas longas filas a espera de combustível para se aquecerem, da oportunidade para comprar algum alimento e até mesmo do momento para ir embora...
Calúnia e difamação- Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
O ser humano pode escolher dois caminhos: o da bondade e o da maldade. O da bondade nos aproxima do projeto de Deus, pois Ele quer que amemos uns aos outros e vivamos em harmonia. Só assim poderemos colocar a cabeça no travesseiro com a consciência leve e sabermos que estamos no caminho do amor. “É preciso saber viver”, diz Roberto Carlos na sua linda canção. A vida é um aprendizado para cada um que deseja fazer a vontade de Deus e construir a fraternidade entre os homens.
Se abrirmos a Bíblia, vamos logo encontrar a Palavra de Deus expressa pela palavra dos homens, onde é revelado o projeto de Deus. Pedro em suas cartas nos diz: “De fato, aquele que ama a vida e deseja ver dias felizes guarde sua língua do mal e seus lábios de proferir mentiras; afaste-se do mal e pratique o bem, busque a paz e procure segui-la.” (1Pd 3,10-11). Essa mensagem nos orienta para a vida, assim como toda a Palavra de Deus que nos revela a Bíblia. Viver praticando o bem e promovendo a paz é o verdadeiro caminho da felicidade. Não os bens materiais, como muitos pensam ser a felicidade suprema.
Tiago diz em suas cartas: “Irmãos não fiquem criticando uns aos outros! Quem critica o irmão ou julga seu irmão, está criticando uma lei ou julgando uma lei. E se você julga uma lei , você não é alguém que obedece a uma lei, mas alguém que a julga. Ora, só um é o legislador e juiz: aquele que pode salvar e destruir. Quem é você para julgar o próximo?”(Tg 4,11-12) . A lei de que Tiago está falando nesse trecho de suas cartas, é sobre o mandamento do amor. Só Deus pode julgar, pois só ele conhece inteiramente o coração do homem. Já no relacionamento humano não temos competência para julgar o outro, pois acabaríamos cometendo grandes injustiças.
O homem difamador separa os maiores amigos, destrói a reputação do seu semelhante, a harmonia de muitas famílias, colocando irmão contra irmão.
O Evangelho nos ensina: “se o seu irmão pecar, vá e mostre o erro dele, mas em particular, só entre vocês dois. Se ele der ouvidos, você terá ganho o seu irmão”. (Mateus 18:15-17). Vamos agir com justiça e nunca prejudicar ninguém, até para nosso bem-estar e felicidade, pois agindo assim teremos nossa consciência tranqüila.
Por Magali de Figueiredo Esmeraldo
SÓ COM A FANTASIA ! -Gabriela Federico
FALANDO DE FLORES - Por Edilma Rocha
quarta-feira, 16 de março de 2011
Doses amargas - Emerson Monteiro
Espécie de susto parece tomar conta dos noticiários, numa sucessão de atividades naturais imprevistas, quando as indagações tradicionais ainda nem respondiam as nuvens de inocência das mentalidades, por isso dominando o espetáculo do momento. Chuvas, marés, tremores de terra, e, para completar a bizarrice dos medos atuais, usinas atômica expelem radioatividade no céu; além de queda, coice. Tudo o que os japoneses menos queriam, depois dos dramas medievais de Hiroshima e Nagasaki, aos fins da Segunda Guerra, seria lidar, outra vez, com aquela maldade tenebrosa das chagas invisíveis que intoxicam os ares.
Outro dia, no consultório do dentista, uma professora explicava, a propósito das mudanças do clima da Terra, avaliando existirem interesses secretos na divulgação das supostas transformações da natureza, na intenção de alarmar para o uso indiscriminado dos recursos originais. Grupos dominantes reservariam a si o domínio desses recursos; o restante da humanidade ignora seus frutos e benefícios. Enquanto isto, a mídia alimenta o pacto da ignorância das massas.
Paro e penso o quando seres humanos caminhariam distantes do controle desses fenômenos naturais. A casa comum do Planeta às vezes dá sinais de exaustão e indica sérias mudanças além das previsões oficiais. Gelo derrete nos polos, rios secam abaixo das médias conhecidas, tragédias impõem custos de vidas humanas, secas, deslizamentos e inundações trocam de lugar nas colinas quando menos esperados, uma série de ocorrências exóticas no clima que sacoleja as bases do eterno, forçando apreensões e ocasionando sustos.
Filosofar numa fase destas virou exercício de conformação, reconhecimento das urgentes necessidades dos aspectos religiosos da cultura. Há milênios, as civilizações impõem as suas normas aos fatores da Terra, sem, contudo, acreditar pudessem atingir os limites da tolerância. Porém nesse turno, quando impactos chegam quase em tempo real aos restaurantes, lares, supermercados, a cores de cristal líquido, no mínimo levam arrepios a percorrer espectadores desconfiados, nas tamanhas reviravoltas impacientes, tragédias anunciadas que afundam o palco de onde muitas verdades saíram para bem longe de grandes certezas agora abandonadas.
"Stabat Mater - postado por Armando Lopes Rafael

Nesta quadra do ano é oportuno lembrar o frei Jacopone de Todi, figura lendária na história da literatura franciscana. Antes de ser frade, Jacopone de Todi foi escrivão, advogado, procurador legal, poeta importante, nobre, vaidoso e muito rico.
Junto à Cruz, lacrimosa
Da qual pendia o seu Filho
Neste transe doloroso,
A dor lhe rasgava o peito.
...
Porque ela mesma via
As dores do filho amado.
Contemplando a Mãe de Cristo
Em tão grande sofrimento?
...
Que eu sinta a força da dor,
Para que eu chore contigo.
Do Cristo Deus na paixão,
Para que eu sofra com Ele.
...
E a cruz compartilhar,
Por toda a minha vida.
...
Que eu não seja condenado
No dia da minha morte.
...
No dia da minha morte
Ser levado por Maria.
Fazei com que eu possa ter
A glória do Paraíso. Amem.
Pensamento para o Dia 16/03/2011

“Temos muito a aprender com os outros. Não é preciso duvidar desse fato. Aqueles que se recusam a aprender desse modo declaram-se tolos. Você pode aprender com os outros qualquer coisa que possa promover seu progresso espiritual e absorvê-lo ao máximo, de acordo com as linhas previstas para seu próprio progresso, em seu próprio caminho moral ou Dharma. Você deve viver como você mesmo, não como outra pessoa. Esteja imerso em seu Deus, em suas próprias crenças e sentimentos, na bem-aventurança que brota de seu próprio coração e no prazer derivado de sua prática espiritual (Sadhana). Se outros tentam impedi-lo de fazer isso, qualquer plano que teçam ou artifícios que empreguem, resista a eles. Não negue a si mesmo a consciência do Divino e do Êxtase Divino. Derrube as barreiras que se interpõem no caminho e obstruem o livre fluxo de divindade, doçura e força do fundo de seu coração.”
Sathya Sai Baba
FESTA DA MENTIRA - no Pink Floyd Bar

Comemorar o dia da mentira? Normalmente esse dia é comemorado enviando-se alguma mentira para alguém. São brincadeiras feitas para se rir depois do efeito da mentira. As brincadeiras, algumas delas às vezes bastante pesadas, fazem alguém que a recebeu ficar com cara de bobo. No entanto vimos que a data está um pouco esquecida, ou "não se fazem mais Dia da Mentira como antigamente!". Pensando nisso, a Sertão Pop Produções resolveu reavivar a data, mas de uma forma diferente. Não mais com "mentiras verdadeiras" ou chacotas, mas sim com muita diversão e alegria.
Para isso programou a "FESTA DA MENTIRA", numa alusão à data. Cotratou as duas melhores bandas de rock, pop e blues do Cariri cearense, e utilizou o material gráfico para brincar de mentirinha. No cartaz diz que a festa será aberta pelo saudoso Chacrinha, e que bandas como Pink Floyd, Led Zeppelin, Beatles, etc, e artistas como Michael Jackson, Tim Maia, Cássia Eller e outros, estarão presentes na festa. As bandas que farão o som da festa são NIGHTLIFE E LOS THE OS, porém no cartaz diz que elas não estarão na festa. Tudo mentira, é claro. A única verdade é que o som vai rolar e será uma noite muita divertida. Outro detalhe do cartaz da festa é a presença do personagem "Pinóquio", personagem infantil de Walt Disney que dá ênfase à brincadeira.
Monges beneditinos visitam Barbalha – por Napoleão Tavares Neves (*)

Muito bem fundamentada aquela homilia, pronunciada por um frade realmente ungido por Deus, simples, humílimo e culto, uma cativante figura. Na sua homilia falou duas vezes na figura do Padre Cícero. Depois da Santa Missa, a Irmã Eva Maria, Superiora Beneditina em Barbalha, lhes disse: – “Se os senhores quiserem saber sobre o Padre Cícero e o Cariri, temos aqui o nosso mais antigo médico deste hospital, Napoleão Tavares Neves, que se dispõe a falar para os senhores monges”.
Assim, foi uma proveitosa visita para todos. Com lucros culturais bilaterais...
(*) Napoleão Tavares Neves é médico, escritor, memorialista, historiador e cronista. Reside em Barbalha.









