Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sexta-feira, 25 de março de 2011

Dom Newton, o quarto bispo de Crato – por Armando Lopes Rafael


Nascido na cidade de Acopiara, Ceará, em 01 de novembro de 1923, Dom Newton Holanda Gurgel recebeu a ordenação sacerdotal em 17 de dezembro de 1949. Foi reitor do Seminário São José de Crato e a nomeação como bispo-auxiliar de Crato veio encontrá-lo como pároco na cidade de Campos Sales. Recebeu a ordenação episcopal na cidade de Roma, em 27 de maio de 1979, das mãos do Papa João Paulo II, que será beatificado no próximo dia 1º de maio.
Dom Newton foi bispo-auxiliar até 17 de novembro de 1993, data da sua nomeação como quarto bispo diocesano de Crato. Antes, devido à renúncia de Dom Vicente, foi administrador diocesano de 01 de junho de 1992 até 16 de novembro de 1993.
Homem simples, dotado de inteligência prática, deve-se a Dom Newton a reabertura, em 1994, do Seminário São José de Crato. A partir daí, a diocese que sofria a carência de vocações religiosas passou a ser um celeiro de sacerdotes, a ponto de hoje a Diocese de Crato ter enviado um jovem sacerdote como missionário na Amazônia.
Nos dias atuais o Seminário São José de Crato forma sacerdotes para cinco dioceses: Crato e Iguatu, no Ceará, Cajazeiras (Paraíba), Salgueiro e Petrolina, ambas localizadas em Pernambuco.
Dom Newton ordenou vinte e oito sacerdotes e criou, durante o seu episcopado de oito anos e meio, quatros paróquias (Nossa Senhora Aparecida e São João Bosco, em Juazeiro do Norte; Nossa Senhora da Saúde, em Penaforte e Sagrado Coração de Jesus, no bairro do Seminário em Crato). Em 02 de maio de 2001 teve aceitado seu pedido de renúncia em conformidade com o cânon 401§ 1 do Código de Direito Canônico (motivo de idade). Permaneceu como administrador diocesano até 29 de junho de 2001.
A partir daí, na condição de bispo-emérito, Dom Newton se recolheu a sua residência particular no bairro São Miguel em Crato, onde atende pessoas para confissões e orientações, com espírito acolhedor e sempre bem humorado. Invariavelmente, todo dia, às 17:00h, celebra a Santa Missa na Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que fez construir anexa à sua casa.
Dotado de lucidez e vitalidade impressionantes é um homem piedoso que prossegue na sua missão evangelizadora iniciada no já distante ano de 1949.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Pérola nos Bastidores - por Claude Bloc

Claude Bloc disse...

O pensamento voa
- Uma canção entoa
Enquanto a gente anda
- E a ilusão desanda
Se correr, tropeça
- Pois a vida é essa
Mas não o alcança
- Apenas esperança...

Claude Bloc

TRÍPTICO


1.

Abro a janela para o terreno baldio
com suas cabras espantando os urubus.
O sol dá-me de chapa na cara,
poças d’água e árvores secas me olham.
A rua parada, sossegada, espera
a passagem de um burrico preguiçoso.
Quando saio, o sol continua a arder-me na cara
e o calor asfixia, tolhe-me o corpo, os pulmões estralam.
Uma nuvem branca caminha para o mar,
cada vez menos nítida, some no horizonte.
Os meus passos na calçada se apressam para nada.

2.

Côu, côu, côu! Vem, Neguinha! Vem, Teimosa, vem!
Seu Chico alimenta as vacas para ordenhar o dia.
A moenda de cana com os braços caídos para o chão.
Os cachorros latem balançando o rabo,
fungando com a língua de fora.
Um casebre fumega na beira do mato.
Procuro quem sou, quem fui,
com um aperto no peito, a alma saindo dos olhos bobos.
Um moinho abandonado apodrece num canto,
ao lado o tronco esquecido de uma peroba, do que foi uma peroba.

3.

Uma mulher nua no meio da rua, de pernas abertas para cima.
A molecada se assanha, uma pomba branca bate as asas.
___________

CASINHA DE TAIPA... Por Claude Bloc


 Dedicado aos amigos do Cariricaturas
...e a todos aqueles que um dia viveram a paz e a harmonia do sertão

Uma casinha de taipa
Com os pés fincados no chão
As telhas desembeiçadas
Lá fora, majericão
No terreiro dois banquinhos
Tamboretes no salão
As redes sempre armadas
Café com pão no fogão.
Onde está essa casinha
Que guardo com emoção?
Será que ainda vejo
Essa casa do sertão?
Mãe Mina fazendo renda
Diva fiando algodão
Seu Mané vindo da roça
Zeca com os pés no chão
Tixixa moendo milho
Dinha fazendo feijão
Água no pote friinha
E os canecos de latão
Zefinha lá no terreiro
Correndo atrás de um capão
Chiquim indo buscar lenha
No jumento de Antão
No terreiro a cajarana
Se espalhando pelo chão
E nos galhos escondidos
A zuada do cancão
Espantado com o ritmo
De Maria no pilão
Na cerca se espalhavam
As vaquinhas de melão
Era assim essa casinha
Do chão batido de terra
Que ficava lá na serra
Onde está meu coração.

Claude Bloc

quinta-feira, 24 de março de 2011

Maria Fumaça


O velhinho entrou no consultório meio desconfiado, meio cabreiro. Como boi no matadouro, esperando o xunxo do magarefe. Dois filhos o puxaram até ali e duas filhas o empurraram. Todos carregamos, no íntimo, a certeza da imortalidade física: o velhinho, sabe-se lá porque, pressentia que sua moléstia não era coisa simples, dessas de se resolver com Capivarol e Extrato Hepático. Sentou-se meio constrangido, mas ,rápido, recobrou o equilíbrio e desatarraxou um vendaval de sintomas. Estava naquela idade em que os inimigos começam a armar o cerco e passam a disparar sem piedade sua metralhadora de achaques, de dores e infortúnios. O médico o examinou com cuidado e teve a certeza de que o velhinho não exagerara na premonição. Algum esmeril feroz carcomia as forças daquele que um dia fora um touro indomável, trabalhador incansável no campo, um artista da enxada e do arado. A madeira de lei dera cupim. O esculápio solicitou alguns exames que confirmassem sua certeza e prescreveu alguma medicação que, certamente, não diminuiria a doença, mas aumentaria a esperança do velhinho. Receita na mão, antes de sair, o paciente fez um pedido inusitado:
--- Doutor, o senhor gosta de escrever , não é ?
O médico , que produzia esporadicamente alguns textos para a imprensa local, confirmou:
--- É , vez por outra eu escrevo umas potocas sim, seu Pedro!
--- Pois é, vou pedir um favor : escreva sobre a Maria Fumaça !
O profissional, polidamente, prometeu fazê-lo, mesmo sabendo que o compromisso fazia-se apenas um ato de educação, uma promessa dessas que os políticos firmam no palanque: afirmam como sem falta e faltam como sem dúvida. O médico seguiu sua via crucis: o atendimento interminável de pacientes, com aquela sensação de quem tentava esgotar um olho d´água. Tardizinha, voltando para casa estafado, lembrou , estranhamente, da reivindicação do ancião e pôs-se a imaginar as razões possíveis e ocultas daquilo que soara quase como o último desejo de um condenado. Por quê a Maria Fumaça ?
O trem terá sido o primeiro transporte de massa de acesso a todas as classes sociais. Como uma serpente enorme varava os sertões, levando na barriga pessoas, sonhos, ilusões. Trazia ainda mantimentos, as notícias , as cartas e as últimas novidades dos mais distantes rincões. Imaginem o encantamento que causava no caboclo que observava seu porte gigantesco e seu “café-com-pão” interminável. E a estridência do apito agudo, nos ermos campos de outrora? A fumaça que esvoaçava da chaminé, como se fora o dragão de São Jorge? E mais: a possibilidade de transportar cada passageiro em busca do sonho mais inalcançável? A Maria Fumaça deu asas ao matuto e tornou viável o destino cosmopolita do cearense. Desde que seu apito ecoou pela primeira vez na pradaria , o caboclo descobriu definitivamente que esse mundão não tem cancela. Há a possibilidade de ser infeliz em muitos lugares diferentes. Se é tão difícil mudar a história da humanidade, o trem nos deu a condição de alterar ao menos a geografia.
Na iminência de empreender uma longa viagem, compreendeu, por fim, o doutor, a visão da Maria Fumaça serpenteando os campos sertanejos trazia consigo um alento, uma tranqüilidade quase que etérea. O trem que partiu, um dia retornará, inevitavelmente, trazendo no seu matulão novas esperanças e bons augúrios. E lépido e fogoso um rapazinho saltará na mesma plataforma em que um dia o velhinho alquebrado embarcou, apenas com passagem de ida, com destino ignorado e sem imaginar que todas as estradas terminam sempre na mesma estação.


J. Flávio Vieira

Curtas - XX - Aloísio

O pensamento voa
Enquanto a gente anda
Se correr, tropeça,
Mas não o alcança

Aloísio

24 de Março - Dia de Combate a Tuberculose

O Dia Mundial da Tuberculose foi lançado, em 1982, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela União Internacional Contra TB e Doenças Pulmonares (International Union Agaist TB and Lung Disease - IUATLD).

A data foi uma homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, por Dr. Robert Koch. Este foi um grande passo na luta pelo controle e eliminação da doença que, na época, vitimou grande parcela da população mundial e hoje persiste com 1/3 da população mundial infectada: 8 milhões de doentes e 3 milhões de mortes anuais.

O Dia Mundial de Combate à Tuberculose não é uma data para comemoração. É sim uma ocasião de mobilização mundial, nacional, estadual e local buscando envolver todos as esferas de governo e setores da sociedade na luta conta esta enfermidade. É o marco fundamental de uma campanha que dura até o fim do ano corrente, fator fundamental para a intensificação das ações de controle da doença.

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria chamada “bacilo de Koch”.A transmissão ocorre através do ar. Enfermos não tratados costumam eliminar grande quantidade de bactérias no ar ambiente tossindo, falando ou espirrando. Estes micróbios podem ser inspirados por pessoas saudáveis, levando ao adoecimento.

Os principais sintomas são tosse (por mais de 15 dias), febre (mais comumente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento e cansaço fácil. Além do pulmão, a doença pode ocorrer em outros órgãos como as meninges (meningite), ossos, rins e etc.

A doença é curável através de tratamento com remédios fornecidos gratuitamente nos Postos de Saúde.

É muito importante que os pacientes com tuberculose não interrompam seu tratamento, para evitar o surgimento de micróbios resistentes aos remédios e o adoecimento de novas pessoas.

Fonte: Ministerio da Saúde
Copiado do Blog do Sanharol

Visite o Zoomcariri, e veja mais deste ensaio! Pachelly Jamacaru

Romaria de Nossa Sra. das Dores.

EXTRA! EXTRA!


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O LENDÁRIO MANÉ DE JARDIM
JA CHEGOU NO CARIRI!
FÊNIX IGUAL NUNCA VI
MÚSICO IGUAL TAMBÉM NÃO
VEIO COM AS MÃOS ABANANDO
SONHANDO E DEDILHANDO
AS CORDAS FERIDAS DO VIOLÃO
NA MAIS PURA MAESTRIA
DE RECRIAR A HARMONIA
REINVENTANDO A CANÇÃO

Ulisses Germano

p.s. Agora ele vai gravar a música "Idiossincrasia"!
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EDILMA ROCHA , A ARTISTA PLÁSTICA

A nossa Artista Plástica EDILMA ROCHA  está se projetando no Brasil e pelo exterior investindo na Arte e na sua aptidão de estar sempre criando maneiras de inovar na produção de seus trabalhos.

O grupo Artes 100 Fronteiras, que trouxe ao Crato, no VI SALÂO DE OUTUBRO, obras de diversos artistas brasileiros e também do exterior, tem divulgado incansavelmente o trabalho de Edilma Rocha confiando, sem restrições, no seu talento.

Edilma vem fazendo pesquisas sobre novas técnicas de pintura e recentemente conseguiu idealizar e realizar belos trabalhos com vidro líquido . 

O  resultado desse trabalho vem surpreendendo o meio artístico pela qualidade e criatividade.

Essa técnica exige um cuidado especial na mistura do produto e na aplicação das cores além de demandar um tempo de 45 minutos para a conclusão de uma obra,  o que exige grande habilidade e agilidade no seu manuseio até a arte final .

Edilma, em 2010, participou de três Salões de Arte pelo Brasil tendo se destacado com premiações do mais alto gabarito:
  •  III SALÃO DE ARTES PLÁSTICAS NA CASA DE CULTURA DE SÃO PEDRO D’ALDEIA - Recebeu um troféu pela obra apresentada nesse evento.
  • V SALÃO ARTES DA MARAMBAIA - Medalha de ouro
  • VI SALÃO ESPECIAL DE ARTES PLÁSTICAS - MUSEU MILITAR CONDE DE LINHARES - Medalha de ouro
 Agora, Edilma Rocha está em plenos preparativos para participar da FEIRA INTERNACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS - em Coimbra. 

Nossa artista não pára. Sempre dinâmica, se prepara para futuros eventos empenhada em fazer o seu melhor.

Foi divulgado no ARTE 100 FRONTEIRAS:
 
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Fiarte-Arteuropa2011

A artista plástica e restauradora de Fortaleza Ceará; Edilma Rocha, expõe a magnitude de sua obra “A dor do poeta” para apreciação dos visitantes da feira internacional de Artes de Coimbra Portugal.
A dor do Poeta - cerâmica, vidro líquido - 52x52
Uma homenagem a um amigo poeta chamado: "Domingos Barroso". Com a sua dor pela separação da esposa e o filho, fechou-se em si e despiu-se das coisas do mundo, vivendo somente Lágrimas de Sangue, restando à água da vida e a luz do amanhã.

Edilma Rocha após uma pausa em suas aparições em exposições; Retoma com toda a sua força se destacando nos salões de Artes nos quais participou no estado do Rio de Janeiro e agora ampliando horizontes expondo em Portugal e com pretensões para outros países.
Sua obra poderá ser vista em Coimbra de 01 a 10 de abril de 2011

http://artessemfronteiras.blogspot.com/






Claude Bloc

"MANEL D`JARDIM" ALÉM DA LENDA

Há um convite no ar.
Que vai ALÉM DA LENDA
que se pode criar em torno de algo...
ou de alguém.
Há um cheiro forte de música no ar.
Que vai além da possibilidade
de apenas sonhar...e tocar...e cantar
Uma Fênix que (re) apareceu
Quando tudo era silêncio
Quando tudo era breu
Agora sim. Há um convite no ar...
E há a certeza de que
Não há mais silêncio
E não há mais breu
As cordas acordaram
A luz no tempo voltou
Os acordes soaram
E tudo ainda é harmonia
É Música no ar
Há um homem, um músico,
Em Manel D`Jardim
Ele voou, voou...voou
Trancendeu e já venceu
A lenda que dele brotou
De novo ele nos leva
através da sua música
Muito ALÉM DA LENDA.

Há 167 anos nascia em Crato o Padre Cícero–o “Cearense do Século” (por Armando Lopes Rafael)

Este 24 de março de 2011 assinala os 167 anos de nascimento – na antiga Vila Real do Crato – do Padre Cícero Romão Batista, eleito pela população cearense em 2000, O Cearense do Século. Na cidade de Juazeiro do Norte é feriado municipal. Lá, extensa programação, em meio a mais uma romaria ao Padre Cícero, ocorrerá durante todo o dia de hoje. Na programação oficial consta: Passeio Ciclístico saindo do Ginásio Poliesportivo e seguindo até a Praça da Capela do Socorro; Partida de futebol no Romeirão: Icasa e Guarani; Feira de Artesanato (Feart), na Praça do Memorial Padre Cícero; a tradicional Procissão das Flores que sairá da Praça da Bandeira seguindo até a Capela do Perpétuo Socorro, onde foi sepultado o Padre Cícero e, à noite, em frente a Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores haverá show com o padre Zezinho, dentre outros eventos religiosos e oficiais.
Em que casa nasceu o Padre Cícero?
“Vista da Cidade de Crato", aquarela de José Reis de Carvalho pintada em 1859. Assim era Crato àquela época. A atual Sé Catedral só tinha, à época, uma torre, a do lado Sul. José Reis integrava a Comissão Científica de Exploração das Províncias do Norte e Nordeste, apoiada pelo Imperador Dom Pedro II.

Duas versões são defendidas, entre os historiadores regionais, no que diz respeito a residência onde teria nascido, na cidade do Crato, o Padre Cícero Romão Batista. A primeira versão - defendida por Irineu Pinheiro - diz que o famoso sacerdote veio ao mundo numa casa, lado do sol, existente à Rua Miguel Limaverde. A casa pertencia ao coronel Pedro Pinheiro Bezerra de Menezes, e posteriormente fora desmembrada em duas residências. Ambas demolidas, quando do alargamento daquela rua, na fúria insana de destruir o que resta do patrimônio arquitetônico do Crato, para dar lugar à passagem de veículos automotores.
A outra versão – a que nos parece mais certa – defende que o Padre Cícero nasceu numa casinha, no terreno onde hoje se ergue o Palácio Episcopal, na atual Rua Dom Quintino, à época Rua das Flores.
Irineu Pinheiro defendia o imóvel da Rua Miguel Limaverde, como o local do nascimento do Padre Cícero, baseado em depoimento de uma escrava da família do famoso sacerdote, conhecida como “Teresa do Padre”, mulher humilde e bastante estimada na cidade de Juazeiro do Norte, onde gozava a fama de uma pessoa virtuosa e de credibilidade.
Entretanto outro ilustre historiador, o Padre Antônio Gomes de Araújo, escreveu este depoimento, “Teresa do Padre, já começava a mergulhar no crepúsculo da própria memória, cuja desintegração começara”. Ou seja, a boa velhinha caminhando para os cem anos de idade, já não dominava mais a própria memória, deficiência física a que estamos sujeitos todos nós, os seres humanos, quando a velhice nos domina.

Já a versão de que o Padre Cícero nasceu numa casinha simples, onde hoje é o Palácio do Bispo, tem diversos defensores. Segundo depoimento prestado pelo cônego Climério Correia de Macedo ao Padre Antônio Gomes de Araújo, e incluído no livro A Cidade de Frei Carlos, o cônego declarou: “Minha tia paterna, Missias Correia de Macedo, cortou o cordão umbilical do Padre Cícero numa casa que foi substituída pelo palácio de Dom Francisco" (referia-se ao atual Palácio Episcopal construído por Dom Francisco de Assis Pires, segundo bispo da diocese do Crato - visto na foto à esquerda).
E continua Padre Gomes no seu livro citado: “É corrente que, no chão em que se ergue aquele palácio, havia de fato uma casa, que foi cenário, por exemplo, da recepção do Padre Cícero quando este chegou do Seminário de Fortaleza, ordenado sacerdote, bem como das festas que envolveram a celebração de sua primeira missa. É certo que dita casa pertenceu ao major João Bispo Xavier Sobreira (...) Com sua morte a dita casa passou à viúva, dona Jovita Maria da Conceição. Seus herdeiros venderam a casa a esta diocese”.
Assim, tudo está a indicar que o Padre Cícero veio ao mundo na casinha simples, entre fruteiras, localizada no terreno onde hoje se ergue o Palácio Episcopal. Deixamos nossa sugestão para que o Governo do Ceará e a Prefeitura do Crato providenciem a colocação de uma placa, assinalando o local onde nasceu um dos mais conhecidos sacerdotes católicos do Brasil, o ilustre filho do Crato, Padre Cícero Romão Batista. É uma forma de preservar a memória histórica de Crato, tão ultrajada e descaracterizada por administradores insensíveis e de poucos conhecimentos culturais...

Certidão de Batismo do Padre Cícero

Existe na Capela Batismal da Catedral de Crato (foto abaixo,à direita, a Pia de Batismo) um quadro com a Certidão de Batismo do Padre Cícero – contendo a fotocópia da folha 61 do Livro de Batizados de 1843 a 1845 – onde consta:

“Cícero, filho legítimo de Joaquim Romão Batista Meraíba, e de sua mulher Joaquina Ferreira Castão. Nasceu em 23 de março de 1844 e foi batizado pelo pároco solenemente com santos óleos nesta cidade do Crato em 8 de abril do mesmo ano. Foram seus padrinhos seu avô paterno Romão José Batista e Antônia Maria de Jesus, do que para constar mandei fazer este assento em que me assino. Manuel Joaquim Aires do Nascimento”.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

quarta-feira, 23 de março de 2011

LIZ TAYLOR ETERNA DIVA - Por Edilma Rocha

 Fui uma fã de carteirinha da atriz Elizabeth Taylor. Não sei dizer o porque dessa simpatia pela atriz de cinema, mas não perdia nenhum filme exibido na minha pequena cidade do Crato. Tínhamos 3 cinemas para exibições dos filmes, Cine Casino, Cine Moderno e Cine Educadora.
Vivia a procura de fotos nas revistas para o meu álbum de reportagens sobre a atriz. Pedia as amigas os recortes e comprava todas as revistas que tinham alguma matéria sobre Liz Taylor. Mas este meu amor chegou longe e foi até Los Angeles. Escrevia para os estúdios de Hollywood pedindo fotos autografadas da atriz e sempre fui atendida. Estas imagens aqui publicadas são os meus tesouros guardados a tantos anos. Acho que quando viam no mapa do Brasil um pontinho tão pequeno chamado, Crato, a fã era ainda mais importante. E a cartinha era sempre atendida.
Nasceu na Grã-Betânia e foi morar nos estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial com a família. Foi uma criança prodígio e aos 12 anos fez o seu primeiro filme e daí por diante não parou mais. Ficou famosa também pela beleza do rosto perfeito em ângulos exatos e seus olhos cor de violeta e cabelos castanho escuro. Era um tipo pequena mas grande em talento, irreverência e gostos extravagantes, principalmente pelas jóias caríssimas. Casou 8 vezes e com Richard Burton, duas vezes, o seu segundo grande amor. O primeiro amor foi Michael Tood, falecido a 52 anos atrás com o qual teve dois filhos.
Quando filmou "Assim Caminha a Humanidade" que contracenou com  Rock Hudson, criou por ele uma grande amizade e daí surgiu o mais importante pojeto mantido por ela, a ajuda aos doentes da Aids
destinando grande soma para essa causa tão importante. O amigo Rock Hudson morreu de Aids e dedicou a ele este projeto humanitário.
Liz foi a primeira atriz a receber 1 milhão de dólares por um papel nas fitas do cinema com o filme "Cleópatra". Entre tantos problemas de saúde e a quase falência da companhia de cinema, concluiu o mais importante papel na sua carreira de atriz. Foi durante as filmagens que conheceu de perto Richard Burton e daí viveu o seu segundo grande amor, ele fazia o seu par romântico como "Marco António".
Foi indicada para o "Óscar" 6 vezes e levou para casa a estatueta 2 vezes.
Era amiga do cantor Michael Jackson, ele até fez para ela uma música especial. Eram visto juntos por Los Angeles , mantinham uma convivência e era madrinha de dois filhos do cantor.
Hoje me deparei com esta noticia muito triste pois achava que sairia bem do hospital mais uma vez. O seu quadro se complicou e despediu-se dos 4 filhos e 11 netos que a cercavam de carinho. Seu filho mais velho deu a imprensa a notícia do seu falecimento e afirmou que a sua mãe foi de grande importância par-
ra a família e para o mundo.
Elizabeth Taylor é um mito, e mitos não morrem nunca, será imortal para sempre. Imortal pela im- portante representação como atriz no cinema mundial e pela pessoa humana e solidária que foi.
Hoje é um dia triste para uma fã de tantos longos anos...

Edilma Rocha


ENCONTRO COM AMIGOS


Edilma e Dihelson
Sem palavras...

Uma libertação diária - Emerson Monteiro


Ao trilhar a senda os passos individuais, neste salão dos tesouros submersos de oportunidades intransferíveis, ainda que pretendamos fugir da responsabilidade para viver, algo cresce na raiz da gente, à medida que caminhamos. Isto são as experiências deste cinema da vida. As amostras constantes de opções e demonstrações da realização do eterno movimento nas pessoas que formam o rebanho. Multidão criteriosa de pensamentos e sentimentos fala aos nossos ouvidos segredos reveladores da missão particular desses agentes do sucesso que nós somos.
Ninguém escapa de trilhar os próprios passos. Andar em frente, cena que muda em alternativas das passadas, define bem o plano do percurso, numa estrada infinita sobre o chão comum das gerações. Esse sentido dominante envolve os aspectos da percepção humana e cala fundo na máquina de testemunhar o itinerário, propondo interpretações minhas, suas, nossas.
Durante todo tempo da jornada, os artistas espectadores do universo viajam pela vida e apresentam a si o cardápio das ações a praticar. Bem no ângulo das decisões, quando escolhemos qual caminho seguir, todos, réus e juízes das atividades, trabalham com suas próprias iniciativas. Telas e pintores fixam o gosto da criação, nos gestos que praticam, sendo, porquanto, criaturas e criadores no mesmo instante, vagando neste mar de sobrevivências diante das aparências físicas e do espaçoso desconhecido invisível.
Ditas quais palavras, grosso modo estabelecemos as culpas e elaboramos os perdões pelas faltas cometidas, aperfeiçoando o decorrer das eras no padrão definitivo que, lá um belo dia, iremos oferecer de nós às portas do Reino, dentro do processo original de tudo isto, a retornar à casa do Pai, Criador desses assuntos, causa primeira da manifestação chamada Existência, que herdamos nos lugares, papéis e produções recebidas no começo do percurso.
Por isso, querer evoluir pede efetivas providências e pulso dos que aspiram libertação do enigma continuado das histórias. A religiosidade individual, mãe de religiões dos grupos humanos em qualquer época, indica, assim, costumes bons, espíritos elevados, aspirações superiores, além da condição pura e simples de dominar as vaidades para desfazer a ilusão, no impulso libertador. Níveis amplos, conotações siderais, práticas sublimes, remédios que curam os atrasos do passado, a troco de respostas maiores e mais prudentes.
Contar essas considerações só fixadas nas plataformas da terra solicita, pois, sentimentos altivos de lutar e uma vontade forte para subir aos elevados da esperança e da fé. Espécie de técnicos da alma, os mestres falam outras linguagens; apontam renunciações e desapegos; contudo, nas ocasiões de resolver os dramas em novas tradições de si mesmo, nascem criaturas vindas do ser particular, das árvores pessoais que frutificarão durante a vida, nos dias de matéria prima e presenças permanentes em nossas mãos mágicas.

Adeus, Liz !


Morre aos 79 anos a atriz Elizabeth Taylor

DE SÃO PAULO


A atriz Elizabeth Taylor morreu na manhã desta quarta-feira, aos 79 anos, de insuficiência cardíaca congestiva.


A morte foi anunciada pela rede ABC e confirmada pelo filho da atriz, Michael Wilding, e pelo seu assessor.
O assessor de Taylor declarou que ela morreu "cercada por seus filhos: Michael Wilding, Christopher Wilding, Liza Todd e Maria Burton". Taylor tinha ainda dez netos e quatro bisnetos.
Segundo a ABC, a família planeja realizar um funeral particular no final desta semana.
"Apesar de ela ter sofrido diversas complicações, sua condição estava estável e era esperado que ela voltasse para casa em breve. Infelizmente, isso não aconteceu", completou o assessor.
Seu filho Michael Wilding soltou o seguinte comunicado: ""Minha mãe foi uma mulher extraordinária que viveu a vida ao máximo com grande paixão, humor e amor. Apesar de sua perda ser devastadora, nós sempre seremos inspirados pela sua contribuição ao nosso mundo."
A atriz estava internada no centro médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, desde o início de fevereiro, com problemas no coração.
Taylor foi diagnosticada em 2004 com a doença que a vitimou. A insuficiência cardíaca congestiva é uma patologia que impede o coração de bombear sangue oxigenado suficiente para suprir as necessidades dos demais órgãos do corpo, o que gera uma sensação de fadiga, dificuldade de respirar, aumento de peso, entre outros problemas.
Em 2009, Taylor foi submetida a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração. Ela usava uma cadeira de rodas há mais de cinco anos para lidar com sua dor crônica. Vencedora de dois Oscar, Elizabeth Taylor foi operada de um tumor no cérebro em 1997.

Invenção - Paulo Viana

Muitos versos eu fiz por desencanto
Para a musa de um mundo fictício
E não acho que seja desperdício
Poeta inventar o amor e o pranto
Pois em seu coração existe encanto
Por ele ser sempre apaixonado
Só isto basta pra ser inspirado
E enlevar-se com o romantismo
Colhendo desse sentimentalismo
As emoções do amor nunca amado

Dedicada a Claude Bloc

"Sua Excelência" - José Nilton Mariano Saraiva

De antemão, e é absolutamente imprescindível que isso fique cristalinamente explicitado, uma constatação simplória: ninguém, em sã consciência (até prova em contrário), tem ou guarda qualquer resquício de dúvida sobre a sua honestidade pessoal; ninguém, mesmo divergindo politicamente, vislumbra qualquer ato que venha em desabono ou comprometimento da sua condição moral (pelo menos até aqui); “Sua Excelência” é, pois, se visto sob tais enfoques, merecedor de todo o respeito dos munícipes.
Mas, por mais que os áulicos e bajuladores de plantão teimem em não admitir, a situação de penúria, abandono e indigência a que chegou o município do Crato é reflexo e conseqüência da falta de vocação ou inaptidão para o gerenciamento da coisa pública do atual mandatário do município; da sua siderúrgica incompetência administrativa, via escolha equivocada de certos (e sofríveis) auxiliares; da hesitação em punir de pronto, com rigor e exemplarmente, determinados auxiliares que teimam em meter os pés pelas mãos, ao ultrapassarem os limites da civilidade, comprometendo sua administração (vide o descaso, a falta de atitude, o “passar a mão na cabeça”, a forma equivocada como foi tratado o grave imbróglio envolvendo o presidente da SAAEC e uma octogenária usuária daquela estatal municipal); além do que, há que se atentar para a sua flagrante falta de prestígio junto aos escalões superiores, obstando a fluidez das possíveis demandas apresentadas; e, enfim, não há como esquecer do seu incompreensível e hermético isolamento político, cujo retrato mais emblemático foi a visita, dias atrás, do Governador do Estado à cidade do Crato, sem que fizesse nenhuma questão de sequer anunciar-se antecipadamente (como é praxe, em ocasiões da espécie), culminando por circular pela cidade sem encontrar-se com o chefe da municipalidade. È mole ou quer mais ???
O certo é que, guindado ao pódio da municipalidade cratense unicamente em atendimento à manutenção de uma tradição familiar (o pai foi prefeito da cidade na década de 50), “Sua Excelência” lamentavelmente revelou-se, desde logo e até aqui, uma lástima, verdadeiro caos, em termos administrativos, de par com o pouco caso ou desprezo com que é visto e tratado por aqueles com quem deveria entender-se (vide o narrado acima). Pior para o município, conforme atestou o ponderado senhor Hélder Macário de Brito (em carta aberta ao Pedro Esmeraldo), ao admitir que o Crato se encontra entregue ao “deus dará” (opinião corroborada por muitos e autênticos “cratenses da gema”).
Fato é que, instalado em sua inexpugnável e confortável redoma às margens do rio Grangeiro, cercado e paparicado por “amigos” (???) que vivem a lhe pavonear a imagem e inflar o ego diuturnamente, “Sua Excelência” parece experimentar um processo anestésico duradouro e agônico, já que literalmente alheio ao que se passa à sua volta. E é essa acomodação, esse marasmo, essa letargia, essa moleza, essa falta de atitude, que verdadeiramente preocupa, já que a decrepitude da cidade é uma dantesca e triste realidade (e pensar que ainda faltam quase dois anos para o término do seu mandato).
Por conta disso (e os fatos estão aí pra atestar), já perdemos o SESI, o Sebrae, o Campus da UFC, a Televisão Verdes Mares, o Hospital Regional, o Carrefour e outros empreendimentos de porte e já se fala, até (não se surpreendam, se acontecer), na possibilidade de que o comando/reitoria da URCA, a Faculdade de Agronomia (definitivamente) e a sede do SESC tomem a rota da cidade vizinha (onde, aliás, já são emitidos os BO’s policiais das ocorrências noturnas cratenses). Não se sabe se a Diocese também seguirá o mesmo caminho, mas é bom observar, com atenção, a movimentação do enigmático e esperto Dom Panico.
Alfim, não custa lembrar (para reavivar a memória dos frouxos e convenientes) a reunião patrocinada pela Associação dos Filhos e Amigos do Crato (AFAC), realizada na Câmara de Diretores Lojistas (aqui em Fortaleza) há cerca de dois anos, quando “Sua Excelência” afirmou, peremptório, convicto e a plenos pulmões (com todas as letras, reticências, pontos e vírgulas) que “...o Crato é final de linha, só vai ao Crato quem tem negócios lá”. Seria interessante, pois, que alguém o lembrasse que o Crato precisa, sim, a fim que sua economia seja revitalizada, é de atrair investimentos, criar empregos e gerar renda para as centenas de desempregados que zanzam por suas ruas, feito zumbis.
E isso, nos dias atuais, só se consegue através do “componente político”, via construção de pontes, do chegar junto, do valer-se de parcerias, do doar-se em favor de uma causa, do ofertar vantagens, do renunciar agora para angariar depois, do movimentar-se à procura de.
Isto posto, por qual razão não se refletir sobre as “razões” ou os “porquês” de não conseguimos atrair investimentos (governamentais ou particulares), se até cidades de menor porte e sem maior expressão conseguem ??? Que “praga” maldita é essa que se abateu sobre a cidade do Crato, transmutando-a de “Princesa do Cariri”, “Capital da Cultura” e por aí vai, numa “cidade- dormitório”, “cidade-fantasma”, “cidade-sem-presente-e-sem-futuro” ??? Onde vamos parar ???

terça-feira, 22 de março de 2011

Sem Pressa
- Claude Bloc -

Olhar calado,
envolto
nas vestes do tempo
redemoinho
nas mãos do pensamento.
Vento,
sopro de vida
que retorna
e se vale
dos meus versos.

Poeta do olhar
tua boca não fala,
só teu olhar se expressa
a todo instante,
sem pressa...
de voar.



Claude Bloc

Outras palavras positivas - Emerson Monteiro


Existe uma energia em atividade que circula de pessoa a pessoa, dentro da força universal de falar. O processo de montar os significados da fala estabelece o contato dos inúmeros pensamentos, e cresce os sentimentos nascidos daquilo que as palavras em si transportam. Algo semelhante ao cultivo do solo, a plantação das espécies vegetais. Primeiro, selecionar as sementes; depois, escolher os melhores chãos, a fim de permitir futuros roçados.
Palavras ditas são pássaros soltos no céu das consciências dos que ouvem. Daí o cuidado obrigatório com que se deve trabalhar a fala durante todo tempo. Respirar, cadenciar o ritmo e distender claramente esse instinto de dizer, sob as leis da boa vizinhança. Diplomacia surgiu disso, da habilidade desenvolvida no trato das palavras entre criaturas humanas.
Por mais difícil que seja o conteúdo a transmitir, por vezes dotado de cargas emocionais carregadas de afetos e marcas, o bom comunicador descobrirá o jeito indicado de aplicar as palavras e nelas formular peças exatas, até chegar ao objetivo certo.
Passar alegria, por exemplo, requer, antes de tudo, o estado de espírito que apresente ânimo de quem queira formular os conceitos alegres e levá-los àqueles que os recebam.
Fortes impulsos do coração, sentimentos bons que vivem soltos nos territórios dos pensamentos, falam do que é bom, elaboram expressões de boa vontade, andam passo a passo junto dos aspectos felizes que envolvem a existência, em ocasiões próprias de nutrir a satisfação de ouvir, nos grupos sociais.
Sabedoras do potencial de vitalidade nos relacionamentos, as pessoas avaliam o quanto o mundo espera da boa utilização das palavras. Comentar saúde, trabalho, oportunidades, religiosidade, fé, solidariedade entre os povos, esperança dos melhores dias, estudo, crescimento das individualidades, sucesso de empreendimentos progressistas, novas chances nos dias seguintes, mensagens dos grandes mestres, histórias felizes, realizações da civilização, descobertas da ciência, andamento das instituições, honestidade, justiça, valor da dignidade, personalidades e lideranças de paz, equilíbrio da natureza, e um tanto de vivências do coração que chegam aos pensamentos e criam frases, eis as portas abertas dos bons sentimentos que geram boas palavras.
Admitir este poder disponível aos seres humanos, e utilizá-lo nas reais e constantes proporções, sem sombra de dúvidas fornecerá uma dimensão enriquecedora em termos de amizade e satisfação pessoal aos que disto façam uso. Algo tão simples, espontâneo e acessível, instrumento valioso nas mãos de todos, representa, pois, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, das páginas bíblicas em relação à vinda de Jesus.

Tico-tico no Fubá ... Um dueto Siqueira Lima




Dedico aos amigos do Cariricaturas
que apreciam a boa música.

Vale a pena ver!

A Poética Marginal de Wilson Bernardo...Palavras Concebidas...

OS FELINOS DE MAO TSÉ-TUNG.
O gato não se suicidou
ele
não acertou foi o pulo.
Caiu da
muralha        que      era
um                     mundo
de
muro
chinês.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

segunda-feira, 21 de março de 2011

ATELIÊ ARTESSETRA

CRATENSES, VAMOS À LUTA

Pedro Esmeraldo

Estávamos isolados em nosso gabinete e começamos matutar sobre os problemas aflitivos do Crato.
Ultimamente, por capricho do destino permanecemos amargurados por causa das propostas desarticuladas, pois de vez em quando pretendem esvaziar a nossa cidade do Crato.
Será que vamos acomodar-nos a essa situação conflitante, às vezes povoada pela massa governamental, visto que notamos que esse pessoal, pertencente ao poder executivo do Estado, que tem o comportamento incompatível, visa somente prejudicar a cidade do Crato? Ou então, pensamos à toa, dizendo que tudo isto não possa ter divisão de um caso que os comparsas (inimigos) pretendem fazer tirar do Crato, com o aval do chefe do poder executivo? Pois bem, assim pensamos nós, pois temos em nossa mente, visto que esse digno pessoal vive alcovitado com o pessoal inimigo do Crato e vem sorrateiramente retirar daqui o seu patrimônio que foi adquirido ao longo dos anos, sem prejudicar nenhum município vizinho.
É isso mesmo, meus amigos, todos lutam, gritam, mas o que é do prestígio para reclamar? Por que os cratenses não se unem e vêm protestar em massa contra essas injustiças que há agora? Por que os cratenses se acomodam e se conformam e ainda, não reagem com as forças e movimentos continuados a fim de impedir através do direito de cidadania e, por isso, podemos afirmar e partir para a luta com o desejo de conseguirmos o nosso objetivo que é a reaquisição dos nossos bens patrimoniais, visto que os astutos da mão ligeira nos levaram?
Todo esse movimento hostil é motivado pela falta de consideração de algumas autoridades do Estado e que tem o interesse exclusivo beneficiar o município vizinho e o Crato que caia na bancarrota. Por certo o seu maior desejo é arruinar o nosso município que desde há muito anda discriminado.
Em que lugar se encontra a imprensa, o Lyons, Rotary, Diretores Lojistas, Sindicatos dos Trabalhadores, a diretoria da AFAC e finalmente toda a população cratense e os amigos e simpatizantes do Crato, solicitando que reajam diante desta situação enegrecida do Crato? Por que motivo os deputados paraquedistas que vieram açambarcar os votos dos cratenses, sumiram e não compareceram aqui a fim de comungar com o povo no dia de seu pesadelo no decorrer da tromba d’água que desabou em Crato no dia 28.01.2011? Por que senhores deputados, só lembram do Crato quando se aproximam as eleições, isto é, Crato só é lembrado quando os senhores precisam de votos?
Por que senhores, bloquearam a pequena parcela proveniente do Governo Federal destinada para amenizar o sofrimento do povo?
Ah senhores, chefes poderosos do Ceará, se os senhores querem bem ao Crato como dizem, entreguem todos os nossos bens e fiquem sabendo que o Crato também faz parte do Brasil, pois pagamos impostos, talvez mais que outro município,e é menos contemplado.Levamos ao seu conhecimento que também lutamos pelo direito de soberania, desejando enfrentar os desafios que aparecem de vez em quando.
Agora lançaremos uma pergunta: que mal o Crato lhe fez a não ser sufragar seu nome por mais de uma vez para o comando administrativo do Estado? E agora querem levar a desforra distribuindo chicotadas nos lombos de seus habitantes, tirando tudo daqui e nada fazem? Que tristeza meu Deus.

Obs.: Dedico esta crônica ao amigo Zé Nilton, como chamado para lutarmos juntos a favor do Crato.

Crato-CE, 21 de março de 2011.

Discurso breve - Emerson Monteiro

E se abandonar às palavras, assim como, irresponsavelmente, os porcos vocacionados se jogariam a fétidas lamas dos chiqueiros dos invernos extremos; e os burros a pedras esfumaçadas e quentes das bagaceiras, logo depois que largaram, ainda suados e trôpegos, cangalhas fedorentas nas quais nutriram a glória durante todo o dia inteiro, no caminho exaustivo do corte ao engenho, transportando as canas de moagem eterna. Uma disposição total e absoluta das puras evidências e circunstâncias. Um parto sem a dor inconveniente das razões, de jogar lá fora todos os fardos e entraves das limitações humanas que totalizaram as misérias da alma e encheram de rabugice o porão das pretensões do que comportaria o viveiro das fantasias.
Nesse passo constante de frases, vêm as primeiras respostas do vento, o aviso de retorno à simplicidade original perdida na civilização do universo aparente das diárias ilusões. Chamar a si o mérito dessa culpa que corrói as entranhas da multidão desenfreada, na busca da sobrevivência a qualquer preço. Uma fome geral de poder no complexo dos impérios mundiais, que só constrange quase a caravana inteira, troco do ouro encardido disputado da própria terra comum, sem dó nem piedade, na febre do desespero.
Chegar pedindo o que sabe ninguém tem a oferecer; chegar impondo caridade a quem nunca dela conheceu das mãos poderosas dos gigantes do Norte. Introduzir agulhas finas em veias secas ocidentais, espoliadas, numa salva de prata revestida com pedras dos melhores diamantes africanos sujos de sangue.
Bom, estas palavras refletem apenas inscrições nas paredes artificiais da fama. Uns trapos de notícias a percorrer imensamente os ares internacionais, no sabor das mudanças impostas aos governos das propagandas hostis. Isso de ouvir nos céus os telegramas das agências, à procura de sentido em vastas academias de homens ricos a dominar o Planeta envilecido, marca, com forte palidez, a ordem econômica constituída de pessoas a enganarem a si mesmas, quando os reis nus da história desfilam nos carros abertos pelas avenidas principais.
Querer o que, depois de guerras monumentais, se transmitiu em formato de lealdade, bondade, à hora do repasto das feras, na praça principal, aos olhos frios dos chefes de tribos e inertes personagens, comandados a custo das assembléias de um só. Já tivemos vários sonhos de união, quando o lobo pastará vizinho do cordeiro, nas luzes de amizade permanente. Quando cores simbolizarão valores e sentimentos bons de criaturas reunidas para celebrar fertilidade e o direito harmonioso das espécies, sem elites superiores.
O discurso autêntico dos corações enamorados em cerimônia de núpcias, que convida o rebanho ao cio das almas que alimentam a multiplicação dos pães sem privilégio, longes das caretas das barrigas vazias e dos braços crônicos do desânimo. A palavra das verdades eternas de justiça, amor e paz, espalhadas neste vasto laboratório das felicidades estabelecidas, na visão democrática das massas, território ideal de plantar a boa semente viva da certeza.

HOJE ! - Programa MÚSICA INESQUECÍVEL - Com Dihelson Mendonça - Segunda-Feira, das 14 às 15:00 - Rádio Educadora do Cariri


Todas as Segundas-Feiras, das 14:00 às 15:00. Não percam !



Os maiores Sucessos de Todos os tempos!

Hoje o programa Música Inesquecível faz uma homenagem aos chamados compositores e intérpretes populares, atendendo às inúmeras solicitações que nos chegam dos ouvintes, através de e-mails e telefonemas. Músicas de Paulo Sérgio, Antonio Marcos, Eduardo Araújo e intérpretes como Nélson Gonçalves, Moacir Franco, Altemar Dutra e muitos outros estão no programa que começa às 14:00 pela Rádio Educadora do Cariri. Portanto, fiquem ligados para mais uma edição do MÙSICA INESQUECÍVEL. Todas as segundas-feiras, das 14 às 15h trazendo os maiores sucessos de todos os tempos.

O programa pode ser escutado pela internet através do site da Rádio Educadora do Cariri e dos inúmeros sites que fazem parte da Rede Blogs do Cariri, como Blog do Crato, Cariricaturas, Cariri Agora, Cariricult, Cultura do Cariri, e da própria Rádio Chapada do Araripe Internet:


Apresentação: Dihelson Mendonça

Trabalhos Técnicos: Iderval Silva
Apoio: Rádio Educadora do Cariri

PROGRAMA CARIRI ENCANTADO – SONORIDADES

Conexões Musicais: Jefferson Gonçalves, Encruzilhada de Sons

O carioca Jefferson Gonçalves começou a carreira no início da década de 1990, seguindo por um caminho comum a muitos gaitistas: o blues. Fundou a banda Baseado em Blues e o trio acústico Blues Etc., gravou com artistas de diferentes gêneros e se consolidou como um dos mais completos nomes da gaita no País.

No entanto, o blues não foi fator limitante para Jefferson. O gaitista identificou traços muito semelhantes entre a música negra norte-americana e a do Nordeste brasileiro, baseada nos ritmos de forró, como o baião, o xaxado e o xote. E essa percepção alargou-lhe os horizontes.

Dedicou-se, então, a estudar os representantes mais significativos da arte nordestina. Descobriu o maracatu e o samba rural e, como consequência natural, incorporou esses elementos ao seu primeiro CD solo, "Gréia", lançado em 2004. A mistura foi bem recebida por críticos e público. "Gréia" põe no mesmo balaio a criatividade de Bob Dylan e de Luiz Gonzaga, o balanço de Jackson do Pandeiro e de Ray Charles. Tudo é música, afinal – e de extrema qualidade.

Em 2003, Jefferson Gonçalves ministrou o primeiro curso de gaita em Nova Olinda, cidade do Cariri cearense. Nessa iniciativa, realizada em parceria com a Fundação Casa Grande – Memorial do Homem Kariri, Jefferson utilizou as bases conceituais de sua mesclagem musical. Deixou gravada, inclusive, como ferramenta de estudo, uma vídeo-aula produzida pelos próprios alunos da instituição. Os resultados foram extremamente positivos. De volta a Nova Olinda em 2005, pôde constatar avanços da garotada da Fundação Casa Grande, considerando inclusive as ricas possibilidades oferecidas pela gaita – um instrumento versátil, aplicável a diferentes ritmos, de inquestionável portabilidade e, sobretudo, de custo baixo. Não só isso: criou na cidade uma banda de apoio, com a qual tem se apresentado em shows na Região do Cariri.

Pela sua representatividade como um dos expoentes do blues tocado no Brasil, e pela sua relação com a região do Cariri, o programa Cariri Encantado presta sua homenagem e manifesta sua gratidão a este músico que une talento musical e exercício de cidadania, neste especial intitulado “Jefferson Gonçalves: Encruzilhada de Sons”.

Fonte: Site oficial de Jefferson Gonçalves (www.jeffersongoncalves.com)

Programação musical
1. Rolling Along (Jefferson Gonçalves, Kleber Dias e Richard Thomas Preusser Jr.)
2. All Along the Watchtower (Bob Dylan – Arranjo: Jefferson Gonçalves)
3. Don't Think Twice It's All Right (Bob Dylan – Arranjo: Jefferson Gonçalves)
4. Crossroads (Robert Johnson - Arranjo: Jefferson Gonçalves)
5. Don't Look Back (Jefferson Gonçalves, Kleber Dias, Fábio Mesquita e Richard Warner)
6. Baião pra Jú (Jefferson Gonçalves)
7. Just Your Fool (Walters Jacobs)
8. 500 Miles (Peter Madcat)
9. Nosso Groove (Jefferson Gonçalves, Kleber Dias, Fábio Mesquita, Sérgio Velasco, Técio Andrade e Marcos BZ)
10. Essa é pro Espedito (Jefferson Gonçalves)
11. Estação Werneck (Jefferson Gonçalves e Giovanni Papaléo)

Ficha Técnica
O programa Cariri Encantado Sonoridades é produzido pelas Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – OCA, e transmitido todas as quartas-feiras, das 14 às 15 horas pela Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e pela Internet – www.radioeducadoradocariri.com.
Pesquisa, redação e apresentação: Carlos Rafael Dias.
Operação de áudio: Iderval Silva .

BRINCANDO COM A SAUDADE - Por Claude Bloc


Cacilda toda faceira
Passeava pela mesa
Me disse, dessa maneira:
"Sou mesmo uma princesa
E brindo a liberdade...
Não se vá de Rajalegre
Pois eu vou sentir saudade"


Neguim escutou a prosa
E balançou a coleira
"Sei que tu és corajosa
E que não falas besteira
Mas eu tenho pra dizer
Uma profunda verdade
Quem vem até Rajalegre
Sempre volta com saudade."

Os gansos se assanharam
E correram muito aflitos
"Por que foi que se espantaram
Tão com medo desse grito?
Eu belisco, se eu quiser
E berro mais que cabrito
Mas que vem a Rajalegre
Tem saudade, eu acredito"...

O galo fazendo pose
Olhou pra mim e falou:
"Eu já contei até doze
E hoje já sou doutor
Olha só o colorido
Qua a natureza aprontou...
Nessas penas que carrego,
Só a saudade ficou..."



Pitombeira segredou
Muita coisa para mim
Falou de gente querida
Da beleza do jardim
Das coisas da natureza
Do perfume do jasmim
Do Sanharol e de todos
Que me conheceram, enfim
E que eu vou sentir saudade
De quem se lembrar de mim...


Claude Bloc

domingo, 20 de março de 2011

FÁBULA DE ISOPOR: A DÚVIDA DE UM NOME - por Ulisses Germano



                        A DÚVIDA DE UM NOME
Ulisses Germano

           No município de Jucás-CE. um homem simples, agricultor,  foi para o cartório de sua cidade  para fazer a certidão de nascimento de seu filho. No caminho  pairou uma dúvida sobre o nome que ele queria dar para o infante. Chegando no cartório perguntou para o escriturário:
          -Bom dia senhor. Vim aqui para fazer a certidão do meu filho. Acontece que eu estou com uma dúvida enorme. Minha esposa aconselhou que eu desse um nome que enchesse a boca. Assim, sabe? Um nome cheio de alegria! Assim como a fartura de uma boca cheia, entende? Que nome o senhor acha que eu devo dar para o meu filho?
         O escriturário, com ares de Quintino Cunha, respondeu de pronto:
          -Que tal  A M A N C E B A D O!

      A criança cresceu no roçado. Tempos depois teve um filho  com o nome de Abirobado, sugestão do mesmo escriturário que , malfadado, morreu entediado por se sentir um desalmado. 

MORAL DA HISTÓRIA 

NA DÚVIDA DE QUAL O NOME DEVA DAR PARA O SEU FILHO, JAMAIS PEÇA UMA SUGESTÃO DE UM ESCRITURÁRIO DESALMADO!
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                 Fábula dedicada ao amigo Dr. José Flávio que sempre nos ensina como poeta, compositor, escritor e doutor que o bom humor é  a forma mais simples e natural  de evitar a dor e o  tumor.