Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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sábado, 26 de março de 2011

A escada milagrosa...um milagre de São José?



A inexplicável distração de um arquiteto do século XIX criou um problema "insolúvel", do qual resultou uma admirável obra de arte que encanta as almas abertas para o maravilhoso e até hoje deixa perplexos os mais competentes especialistas


Na prodigiosa escada cujas foto o leitor pode apreciar abaixo à direita, tudo é harmônico e deslumbrante. Ocupando um mínimo de espaço, ela eleva-se elegantemente em caracol, fazendo duas voltas de 360 graus. Sua história, tão surpreendente quanto encantadora, justifica por inteiro o nome que lhe foi dado pela devoção popular: Escada Milagrosa.

Em 1853, as "Irmãs de Loreto" fundaram na cidade de Santa Fé, Estados Unidos, a Escola de Nossa Senhora da Luz (Loreto), para educação de meninas. O estabelecimento prosperou e, anos depois, as freiras decidiram construir uma capela dedicada à sua Padroeira. E optaram pelo estilo gótico, à imitação da famosa Sainte Chapelle, de Paris.
Somente quando estava concluída a obra, em 1878, as boas religiosas deram-se conta de um monumental descuido do arquiteto: não havia escada de acesso ao coro, situado a cerca de dez metros de altura!... E a construção de uma escada comum, não apenas deformaria o estilo, mas reduziria de modo inaceitável o espaço útil do pequeno templo.
Como resolver o problema? Foram consultados arquitetos, carpinteiros e outros profissionais. Todos afirmaram categoricamente que a única "solução" era usar uma escada portátil. Mas as freiras queriam uma igreja bela, digna da Rainha de todas as belezas. E se a técnica humana era incapaz de resolver o problema, "para Deus nada é impossível", como nos ensina o Divino Mestre.


Cheias de fé, iniciaram uma novena a São José. Afinal de contas - argumentavam elas - ele é um carpinteiro inigualável e deve empenhar-se para que uma igreja dedicada à sua Esposa santíssima seja em tudo perfeita como Ela! Justamente no último dia da novena, apresentou-se um carpinteiro à procura de trabalho. Chegou montado num jumento, trazendo na mão sua caixa de ferramentas. Foi logo contratado para executar a obra considerada impossível. Trabalhou com diligência e discrição durante cerca de seis meses.
Certo dia as freiras verificaram, deslumbradas, que estava construída uma esplêndida escada em forma de caracol. Para resolver um mero problema funcional, o discreto e eficiente artífice havia adornado a pequena capela com uma autêntica jóia de madeira. Onde estava ele? Ninguém sabia. Havia desaparecido sem se despedir de pessoa alguma. Não recebeu pagamento nem sequer um simples agradecimento pelo serviço prestado. Procuraram-no inutilmente, inclusive por meio de um anúncio publicado no jornal da cidade.

Por outro lado, um exame meticuloso da escada causava em todos enorme admiração. Sua magnífica estrutura, a elegância com que ela se eleva, além de vários detalhes da construção, deixam perplexos os especialistas até o dia de hoje. Por exemplo, ela faz duas voltas completas de 360 graus sem nenhum apoio colateral e é toda feita de encaixes, sem utilização de um único prego. Algumas de suas peças são de um tipo de madeira inexistente na região.
Em vista das circunstâncias em que foi feita a novena a São José, a inexplicável perfeição da obra, sob o ponto de vista humano, e o misterioso desaparecimento do artista, as freiras não tiveram dúvida em tirar a conclusão: o próprio esposo castíssimo da Virgem Maria viera realizar, em homenagem a Ela, aquilo que a técnica humana considerava impossível. E lá está até hoje, maravilhando todas as almas capazes de ver e amar a beleza, a Escada Milagrosa da capela de Nossa Senhora de Loreto, na cidade norte-americana de Santa Fé.
(Transcrito da revista “Arautos do Evangelho”)

PARABÉNS! EMERSON MONTEIRO

Este olhar sereno e rosto de ar calmo é verdadeiro. Conheci Emerson de perto por ocasião da publicação do livro "Cariricaturas em verso e prosa" e começamos uma pura amizade. As suas palavras através dos seus textos publicados aqui no blog enche a nossa alma de sensatez e reflexão praticamente todos os dias. Diz que o ato de escrever está dentro dele com uma força que se torna um hábito natural e todos nós somos presenteados com seus escritos. Hoje, Emerson, somos nós que estamos aqui para lhe presentear no dia do seu aniversário com a nossa admiração pela pessoa especial que és, Figura de personalidade correta e respeitada por todos os cratenses. A cultura de um povo está dentro das pessoas e você é parte dessa cultura viva. Figura presente no blog "Cariricaturas" contribuindo praticamente todos os dias. Para ele os comentários sobre seus textos não são obrigatórios, o que lhe dar prazer é contribuir sem predileção a qualquer blog da região do Cariri. Hoje é dia de festa! É o dia do seu aniversário!
Que Deus o ilumine sempre e lhe cubra de graças, que o conserve como um homem bom e justo! Em troca lhe oferecemos a nossa sincera amizade. Receba as felicitações de todos nós que fazemos o CARIRICATURAS

Um novo livro de Flávio Morais - Emerson Monteiro

Quem estudar a literatura caririense encontrará um filão de autores dos mais variados matizes, bons e férteis, às vezes solitários e até desconhecidos, que, no entanto, circunscrevem profundas e inestimáveis criações da tradição culta e popular de nossa gente. São memorialistas, historiógrafos, contistas, novelistas, romancistas, poetas, jornalistas, cientistas sociais, juristas, a formar rico material de perpetuação da cultura deste pedaço surpreendente de chão, que agasalha civilização altiva e heróica em natureza aconchegante, a se expandir para o mundo inteiro. Acervo dos melhores, reúne herança da história social das gerações e supera os limites da perecividade.
Dentre esses nomes formadores das nossas letras alguns ganham destaque pelo conjunto da obra e pela qualidade do que publicam, tamanho do que contém na utilidade futura e no intento das suas publicações. E no meio dos tais profícuos e organizados homens da escrita caririense se acha José Flávio Bezerra Morais, ora a lançar mais uma de suas obras, para gáudio de todos os apreciadores beletristas.
Caririense provindo de Milagres, Ceará, nascido a 23 de julho de 1970, filho de Francisco Ivo Morais e Maria Socorro Bezerra Morais, Flávio marca a literatura regional com trabalhos de fina valia e denso fôlego. Jovem, porém autor de um vasto acervo, cujo conteúdo revela quatro nítidas vertentes de abordagens de gêneros e estilos.
Primeiro, aos inícios de sua produção literária, enfeixou, em dois saborosos livros, os contos que escutou na oralidade sertaneja do lugar onde viveu a infância, nos rincões do Cariri. “Histórias que ouvi contar”, de 1993, e “Histórias de exemplo e assombração”, de 1997. Dois belos trabalhos escritos com o zelo acadêmico de aluno do Curso de Letras da Universidade Regional do Cariri, eles foram editados com a modéstia de nossas gráficas da ocasião, e levados às bancas para apreciação de muitos, marcos imprescindíveis do gênero fantástico da nossa literatura, agora dignos de figurar em novas edições, uma vez esgotados nas livrarias e bancas.
A seguir, sob o mesmo prisma das histórias anteriores, elaborou “Sete contos de arrepiar”, um clássico deste gênero no Brasil, publicado através de importante casa editora, a Rocco, isto em 2006, já revelando outro dos quatro víeis considerados na sua obra, o de autor infanto-juvenil que ora se consolida com esta obra lançada. O livro ganhou maiores âmbitos, rendendo ao autor participar da 44th Bologna Children’s Book Fair 2007 (44.ª Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil, em Bolonha, Itália, no ano de 2007), consagração digna dos bons escritores mundiais.
Ao sabor das considerações de quantos aspectos dispõe o roteiro autoral de Flávio Morais, em 1989, editou “Milagres do Cariri”, uma abordagem telúrica dirigida à sua terra natal sob pontos de vista físicos, geopolíticos, antropológicos, etc.
Daí, seguiu um outro título, “Nas veredas do fantástico”, em 2002.
Graduado em Direito pela Universidade Regional do Cariri, Flávio Morais encetou os esforços da sua intelectualidade também às hostes jurídicas, galgando com sucesso o posto de juiz do Tribunal cearense, funções que abraça com os vigores da responsabilidade. No espaço das letras voltadas ao ministério do Direito, pois também exerce cátedra na Universidade do Cariri, em 2003, publicou “Dívidas: como preveni-las ou livrar-se delas”, sequenciado, em 2004, pelo “Compêndio de Prática de Processo Penal”, e, em 2008, pelo romance de cunho jurídico “A sombra do laço”, pesquisa histórica de um episódio da existência do Padre Ibiapina, figura emblemática da Igreja Católica no Nordeste brasileiro, e que também cumpriu o papel da advocacia aos tempos do século XIX.
Destarte, no ímpeto da arte literária, nosso autor revela acuidades e aceita com afeto o fazer da inspiração, legando-nos, agora, “Daniel Alecrim e o talismã de ébano”, produção estabelecida sobre o primor das anteriores, realimentando seu público jovem dos insumos do estilo correto, da imaginação penetrante e do talento raro, demonstrações do quanto revelam seus textos das duas primeiras edições ao crivo do inesperado, do fantástico, sem, no entanto, fugir à seriedade austera decantada nas histórias da infância, nem abrir concessões ao vulgar da pura fantasia comercial.
O território que Flávio Morais permeia no seu universo criativo alimenta de satisfação os leitores, porquanto os encaminha dentro de valores sóbrios e justos, ao fragor dos bons e pródigos narradores. Esta revelação, que consolida cada vez um pouco mais nos livros posteriores, enriquece nossas letras e agrega qualidade ao gênero infanto-juvenil da literatura brasileira, portanto.
Ao me convidar a esta pequena introdução talvez Flávio Morais nem imaginasse acertaria em cheio em um dos seus admiradores desde seus primeiros trabalhos, quando, antes mesmo de conhecer a pessoa do escritor, os localizara numa das bancas de jornais de Crato, trazendo-me de volta aos universos imaginários da minha infância interiorana e suas histórias de causar espanto, contadas nas varandas de noites escuras do Sertão. Depois, aficionado, acompanho de perto os passos generosos deste expoente das letras caririenses, amigo e pessoa humana digna do nosso apreço.

PARABÉNS, EMERSON MONTEIRO!!!!!!

Aniversário



Poema

ABRAÇO DO CARIRICATURAS

DE REPENTE A SAUDADE
- Claude Bloc -



 A poesia estava bem aqui
nessas nuvens tão claras
Nessa cidade que canta
Nessa lua que espia
Essa noite esguia.

De repente a saudade
Invadiu a cidade
E levou o sossego
Que caminhava na rua
 Levou o sorriso
Que passeava na praça
levou cada palavra
que eu disse um dia,
eu e a lua...

E no silêncio da tarde
No florescer de outro dia
minha vida amanhece
e escreve a história
de uma cidade que dorme
e que deixa por toda parte
seus passos desgovernados
nessa folha sem pauta
da minha poesia...

Claude Bloc


sexta-feira, 25 de março de 2011

SAUDADE - Por Daniel Hubert Bloc Boris ( Jacques)


Saudade

Saudade é assim ...
Ausência de cor
Solidão sofrida
Abraçamos o vento
Conversamos sozinhos
Beijamos o espelho
Lágrima no rosto
Pensamentos vorazes
Cama vazia
Brinde ao léu
Comida sem gosto
Estrada sem fim
Esperança no coração
Que volte pra mim.  

Daniel Hubert Bloc Boris (Jacques) ............



O choro do gado -- por Napoleão Tavares Neves (*)


O gado descia mansamente no rumo do sertão.
O trovão reboava no nascente como marco incontestável do limite entre a seca que findava e a quadra chuvosa que já se prenunciava.
O gado tinha secado do capim mimoso dos sertões, enfastiado com o capim agreste da chapada do Araripe onde passara toda a seca. Eram 200, 300 reses tangidas por quatro vaqueiros, meu pai na guia e eu no coice do gado.
A música dos bois era a nota marcante daquela alegre tarefa. Tudo era alegria!
De repente, no lambedouro do Auto do Mulungu, um touro mestiço do pescoço grosso, cioso da sua liderança naquele rebanho, parou, deu um urro muito forte e retorcia as moitas com os chifres, dando saltos inopinados. Todo o resto do rebanho aproximava-se do touro e o repetia em lânguidos berros cheirando o chão! Todos paramos instintivamente, como autômatos.
O vaqueiro Zé Felix, muito místico, tirou o seu chapéu de couro e o colocou no peito em reverência àquela inusitada cena como igual jamais vi na vida!
Em seguida, o touro mestiço retomou a guia do rebanho e continuou a caminhada. Fomos verificar a causa daquela tocante cena. Era a ossada ainda verde e recente de uma rês que morreu naquela lambedouro, aonde as reses sempre iam ao cair da tarde em procura do sal da terra para satisfazerem a sua carência de sal. Dali pra frente os aboios diminuíram de intensidade. O tempo inexorável vai se acumulando sobre mim, mas aquela bucólica cena fica cada vez mais viva na minha saudosa sensibilidade. Esquece-la, jamais e eu tinha 12 anos de idade e era aprendiz de vaqueiro. Nunca vi humanos chorarem tão intensamente os seus mortos.
A natureza tem os seus mistérios!

(*) Napoleão Tavares Neves é médico, escritor, historiador, memorialista e cronista radicado em Barbalha. Pertence a diversos institutos culturais do Ceará e do Brasil.

Monsenhor João Bosco Esmeraldo chega aos setenta anos – por Huberto Cabral


Com uma solene concelebração eucarística de ação de graças, às 18h30min, no Santuário Eucarístico Diocesano, Mons. João Bosco Cartaxo Esmeraldo comemorou na ultima quarta-feira, dia 23 de março, setenta anos de seu nascimento.
A sagrada liturgia foi presidida pelo aniversariante e concelebrada pelos monsenhores Vitaliano Mattioli e Manoel Feitosa E pelos padres: Edmilson Neves, José Norbayro Londoño Buitrago, Juan Diego, Carlos Ballen, e Gallo Saches. Foi uma bonita manifestação de afeto dos fiéis, sobretudo dos leigos que trabalham no Santuário Eucarístico Diocesano, dos ex-paroquianos de Mons. Bosco que vieram da Paróquia São José Operário, em Ponta da Serra, e das irmãs do Instituto Fraternidade “O Caminho”, que atuam no Santuário Eucarístico Diocesano.

Quem é quem
Filho do casal Osvaldo Esmeraldo de Norões e Rosali Cartaxo Esmeraldo, Mons. João Bosco Cartaxo, nasceu em Crato aos 23 de março de 1941. Ingressou no Seminário São José do Crato em 1951 e iniciou seus estudos filosóficos no Seminário Arquidiocesano de Fortaleza em 1959. Em 1961, viajou pra Roma, onde cursou teologia na Universidade Gregoriana de Roma, como aluno do Colégio Pio-brasileiro. Foi ordenado sacerdote em 25 de setembro de 1965 por Dom Vicente Araújo Matos, Bispo Diocesano de Crato, na capela do Colégio Pio-brasileiro em Roma.
Depois de fazer diversos cursos especializados na Europa, exerceu várias funções na Diocese de Crato, dentre as quais destacamos: Prefeito de Disciplina do Seminário São José e vigário da paróquia de São José do Seminário (hoje Paróquia do Sagrado Coração de Jesus); vigário da paróquia Nossa Senhora da Penha e Cura da Catedral de Crato; Pároco da Paróquia São José Operário de Ponta da Serra. Foi membro dos seguintes órgãos diocesanos: conselheiro do Conselho Consultivo, membro da Comissão de Catequese e Vocação, Conselheiro da Fundação Padre Ibiapina e da Caritas Caritas Diocesana.
Recebeu o título de Monsenhor concedido pelo Papa João Paulo II por indicação de dom Newton Holanda Gurgel em 1995 e exerceu o cargo de Vigário Geral da Diocese por vários anos. Hoje, Monsenhor Bosco, é reitor do Santuário Eucarístico Diocesano, em Crato e diretor-presidente do Conselho Administrativo da Rádio Educadora do Cariri”.
Ao Mons. Bosco, formulamos votos de longa vida e ministério abençoado por Deus. Somos todos gratos pelo seu exemplo de doação e firmeza na fé!

(Matéria originalmente postada no site da Diocese de Crato)

Dom Newton, o quarto bispo de Crato – por Armando Lopes Rafael


Nascido na cidade de Acopiara, Ceará, em 01 de novembro de 1923, Dom Newton Holanda Gurgel recebeu a ordenação sacerdotal em 17 de dezembro de 1949. Foi reitor do Seminário São José de Crato e a nomeação como bispo-auxiliar de Crato veio encontrá-lo como pároco na cidade de Campos Sales. Recebeu a ordenação episcopal na cidade de Roma, em 27 de maio de 1979, das mãos do Papa João Paulo II, que será beatificado no próximo dia 1º de maio.
Dom Newton foi bispo-auxiliar até 17 de novembro de 1993, data da sua nomeação como quarto bispo diocesano de Crato. Antes, devido à renúncia de Dom Vicente, foi administrador diocesano de 01 de junho de 1992 até 16 de novembro de 1993.
Homem simples, dotado de inteligência prática, deve-se a Dom Newton a reabertura, em 1994, do Seminário São José de Crato. A partir daí, a diocese que sofria a carência de vocações religiosas passou a ser um celeiro de sacerdotes, a ponto de hoje a Diocese de Crato ter enviado um jovem sacerdote como missionário na Amazônia.
Nos dias atuais o Seminário São José de Crato forma sacerdotes para cinco dioceses: Crato e Iguatu, no Ceará, Cajazeiras (Paraíba), Salgueiro e Petrolina, ambas localizadas em Pernambuco.
Dom Newton ordenou vinte e oito sacerdotes e criou, durante o seu episcopado de oito anos e meio, quatros paróquias (Nossa Senhora Aparecida e São João Bosco, em Juazeiro do Norte; Nossa Senhora da Saúde, em Penaforte e Sagrado Coração de Jesus, no bairro do Seminário em Crato). Em 02 de maio de 2001 teve aceitado seu pedido de renúncia em conformidade com o cânon 401§ 1 do Código de Direito Canônico (motivo de idade). Permaneceu como administrador diocesano até 29 de junho de 2001.
A partir daí, na condição de bispo-emérito, Dom Newton se recolheu a sua residência particular no bairro São Miguel em Crato, onde atende pessoas para confissões e orientações, com espírito acolhedor e sempre bem humorado. Invariavelmente, todo dia, às 17:00h, celebra a Santa Missa na Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro que fez construir anexa à sua casa.
Dotado de lucidez e vitalidade impressionantes é um homem piedoso que prossegue na sua missão evangelizadora iniciada no já distante ano de 1949.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Pérola nos Bastidores - por Claude Bloc

Claude Bloc disse...

O pensamento voa
- Uma canção entoa
Enquanto a gente anda
- E a ilusão desanda
Se correr, tropeça
- Pois a vida é essa
Mas não o alcança
- Apenas esperança...

Claude Bloc

TRÍPTICO


1.

Abro a janela para o terreno baldio
com suas cabras espantando os urubus.
O sol dá-me de chapa na cara,
poças d’água e árvores secas me olham.
A rua parada, sossegada, espera
a passagem de um burrico preguiçoso.
Quando saio, o sol continua a arder-me na cara
e o calor asfixia, tolhe-me o corpo, os pulmões estralam.
Uma nuvem branca caminha para o mar,
cada vez menos nítida, some no horizonte.
Os meus passos na calçada se apressam para nada.

2.

Côu, côu, côu! Vem, Neguinha! Vem, Teimosa, vem!
Seu Chico alimenta as vacas para ordenhar o dia.
A moenda de cana com os braços caídos para o chão.
Os cachorros latem balançando o rabo,
fungando com a língua de fora.
Um casebre fumega na beira do mato.
Procuro quem sou, quem fui,
com um aperto no peito, a alma saindo dos olhos bobos.
Um moinho abandonado apodrece num canto,
ao lado o tronco esquecido de uma peroba, do que foi uma peroba.

3.

Uma mulher nua no meio da rua, de pernas abertas para cima.
A molecada se assanha, uma pomba branca bate as asas.
___________

CASINHA DE TAIPA... Por Claude Bloc


 Dedicado aos amigos do Cariricaturas
...e a todos aqueles que um dia viveram a paz e a harmonia do sertão

Uma casinha de taipa
Com os pés fincados no chão
As telhas desembeiçadas
Lá fora, majericão
No terreiro dois banquinhos
Tamboretes no salão
As redes sempre armadas
Café com pão no fogão.
Onde está essa casinha
Que guardo com emoção?
Será que ainda vejo
Essa casa do sertão?
Mãe Mina fazendo renda
Diva fiando algodão
Seu Mané vindo da roça
Zeca com os pés no chão
Tixixa moendo milho
Dinha fazendo feijão
Água no pote friinha
E os canecos de latão
Zefinha lá no terreiro
Correndo atrás de um capão
Chiquim indo buscar lenha
No jumento de Antão
No terreiro a cajarana
Se espalhando pelo chão
E nos galhos escondidos
A zuada do cancão
Espantado com o ritmo
De Maria no pilão
Na cerca se espalhavam
As vaquinhas de melão
Era assim essa casinha
Do chão batido de terra
Que ficava lá na serra
Onde está meu coração.

Claude Bloc

quinta-feira, 24 de março de 2011

Maria Fumaça


O velhinho entrou no consultório meio desconfiado, meio cabreiro. Como boi no matadouro, esperando o xunxo do magarefe. Dois filhos o puxaram até ali e duas filhas o empurraram. Todos carregamos, no íntimo, a certeza da imortalidade física: o velhinho, sabe-se lá porque, pressentia que sua moléstia não era coisa simples, dessas de se resolver com Capivarol e Extrato Hepático. Sentou-se meio constrangido, mas ,rápido, recobrou o equilíbrio e desatarraxou um vendaval de sintomas. Estava naquela idade em que os inimigos começam a armar o cerco e passam a disparar sem piedade sua metralhadora de achaques, de dores e infortúnios. O médico o examinou com cuidado e teve a certeza de que o velhinho não exagerara na premonição. Algum esmeril feroz carcomia as forças daquele que um dia fora um touro indomável, trabalhador incansável no campo, um artista da enxada e do arado. A madeira de lei dera cupim. O esculápio solicitou alguns exames que confirmassem sua certeza e prescreveu alguma medicação que, certamente, não diminuiria a doença, mas aumentaria a esperança do velhinho. Receita na mão, antes de sair, o paciente fez um pedido inusitado:
--- Doutor, o senhor gosta de escrever , não é ?
O médico , que produzia esporadicamente alguns textos para a imprensa local, confirmou:
--- É , vez por outra eu escrevo umas potocas sim, seu Pedro!
--- Pois é, vou pedir um favor : escreva sobre a Maria Fumaça !
O profissional, polidamente, prometeu fazê-lo, mesmo sabendo que o compromisso fazia-se apenas um ato de educação, uma promessa dessas que os políticos firmam no palanque: afirmam como sem falta e faltam como sem dúvida. O médico seguiu sua via crucis: o atendimento interminável de pacientes, com aquela sensação de quem tentava esgotar um olho d´água. Tardizinha, voltando para casa estafado, lembrou , estranhamente, da reivindicação do ancião e pôs-se a imaginar as razões possíveis e ocultas daquilo que soara quase como o último desejo de um condenado. Por quê a Maria Fumaça ?
O trem terá sido o primeiro transporte de massa de acesso a todas as classes sociais. Como uma serpente enorme varava os sertões, levando na barriga pessoas, sonhos, ilusões. Trazia ainda mantimentos, as notícias , as cartas e as últimas novidades dos mais distantes rincões. Imaginem o encantamento que causava no caboclo que observava seu porte gigantesco e seu “café-com-pão” interminável. E a estridência do apito agudo, nos ermos campos de outrora? A fumaça que esvoaçava da chaminé, como se fora o dragão de São Jorge? E mais: a possibilidade de transportar cada passageiro em busca do sonho mais inalcançável? A Maria Fumaça deu asas ao matuto e tornou viável o destino cosmopolita do cearense. Desde que seu apito ecoou pela primeira vez na pradaria , o caboclo descobriu definitivamente que esse mundão não tem cancela. Há a possibilidade de ser infeliz em muitos lugares diferentes. Se é tão difícil mudar a história da humanidade, o trem nos deu a condição de alterar ao menos a geografia.
Na iminência de empreender uma longa viagem, compreendeu, por fim, o doutor, a visão da Maria Fumaça serpenteando os campos sertanejos trazia consigo um alento, uma tranqüilidade quase que etérea. O trem que partiu, um dia retornará, inevitavelmente, trazendo no seu matulão novas esperanças e bons augúrios. E lépido e fogoso um rapazinho saltará na mesma plataforma em que um dia o velhinho alquebrado embarcou, apenas com passagem de ida, com destino ignorado e sem imaginar que todas as estradas terminam sempre na mesma estação.


J. Flávio Vieira

Curtas - XX - Aloísio

O pensamento voa
Enquanto a gente anda
Se correr, tropeça,
Mas não o alcança

Aloísio

24 de Março - Dia de Combate a Tuberculose

O Dia Mundial da Tuberculose foi lançado, em 1982, pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela União Internacional Contra TB e Doenças Pulmonares (International Union Agaist TB and Lung Disease - IUATLD).

A data foi uma homenagem aos 100 anos do anúncio do descobrimento do bacilo causador da tuberculose, ocorrida em 24 de março de 1882, por Dr. Robert Koch. Este foi um grande passo na luta pelo controle e eliminação da doença que, na época, vitimou grande parcela da população mundial e hoje persiste com 1/3 da população mundial infectada: 8 milhões de doentes e 3 milhões de mortes anuais.

O Dia Mundial de Combate à Tuberculose não é uma data para comemoração. É sim uma ocasião de mobilização mundial, nacional, estadual e local buscando envolver todos as esferas de governo e setores da sociedade na luta conta esta enfermidade. É o marco fundamental de uma campanha que dura até o fim do ano corrente, fator fundamental para a intensificação das ações de controle da doença.

A tuberculose é uma doença infecto-contagiosa causada por uma bactéria chamada “bacilo de Koch”.A transmissão ocorre através do ar. Enfermos não tratados costumam eliminar grande quantidade de bactérias no ar ambiente tossindo, falando ou espirrando. Estes micróbios podem ser inspirados por pessoas saudáveis, levando ao adoecimento.

Os principais sintomas são tosse (por mais de 15 dias), febre (mais comumente ao entardecer), suores noturnos, falta de apetite, emagrecimento e cansaço fácil. Além do pulmão, a doença pode ocorrer em outros órgãos como as meninges (meningite), ossos, rins e etc.

A doença é curável através de tratamento com remédios fornecidos gratuitamente nos Postos de Saúde.

É muito importante que os pacientes com tuberculose não interrompam seu tratamento, para evitar o surgimento de micróbios resistentes aos remédios e o adoecimento de novas pessoas.

Fonte: Ministerio da Saúde
Copiado do Blog do Sanharol

Visite o Zoomcariri, e veja mais deste ensaio! Pachelly Jamacaru

Romaria de Nossa Sra. das Dores.

EXTRA! EXTRA!


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O LENDÁRIO MANÉ DE JARDIM
JA CHEGOU NO CARIRI!
FÊNIX IGUAL NUNCA VI
MÚSICO IGUAL TAMBÉM NÃO
VEIO COM AS MÃOS ABANANDO
SONHANDO E DEDILHANDO
AS CORDAS FERIDAS DO VIOLÃO
NA MAIS PURA MAESTRIA
DE RECRIAR A HARMONIA
REINVENTANDO A CANÇÃO

Ulisses Germano

p.s. Agora ele vai gravar a música "Idiossincrasia"!
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EDILMA ROCHA , A ARTISTA PLÁSTICA

A nossa Artista Plástica EDILMA ROCHA  está se projetando no Brasil e pelo exterior investindo na Arte e na sua aptidão de estar sempre criando maneiras de inovar na produção de seus trabalhos.

O grupo Artes 100 Fronteiras, que trouxe ao Crato, no VI SALÂO DE OUTUBRO, obras de diversos artistas brasileiros e também do exterior, tem divulgado incansavelmente o trabalho de Edilma Rocha confiando, sem restrições, no seu talento.

Edilma vem fazendo pesquisas sobre novas técnicas de pintura e recentemente conseguiu idealizar e realizar belos trabalhos com vidro líquido . 

O  resultado desse trabalho vem surpreendendo o meio artístico pela qualidade e criatividade.

Essa técnica exige um cuidado especial na mistura do produto e na aplicação das cores além de demandar um tempo de 45 minutos para a conclusão de uma obra,  o que exige grande habilidade e agilidade no seu manuseio até a arte final .

Edilma, em 2010, participou de três Salões de Arte pelo Brasil tendo se destacado com premiações do mais alto gabarito:
  •  III SALÃO DE ARTES PLÁSTICAS NA CASA DE CULTURA DE SÃO PEDRO DALDEIA - Recebeu um troféu pela obra apresentada nesse evento.
  • V SALÃO ARTES DA MARAMBAIA - Medalha de ouro
  • VI SALÃO ESPECIAL DE ARTES PLÁSTICAS - MUSEU MILITAR CONDE DE LINHARES - Medalha de ouro
 Agora, Edilma Rocha está em plenos preparativos para participar da FEIRA INTERNACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS - em Coimbra. 

Nossa artista não pára. Sempre dinâmica, se prepara para futuros eventos empenhada em fazer o seu melhor.

Foi divulgado no ARTE 100 FRONTEIRAS:
 
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Fiarte-Arteuropa2011

A artista plástica e restauradora de Fortaleza Ceará; Edilma Rocha, expõe a magnitude de sua obra “A dor do poeta” para apreciação dos visitantes da feira internacional de Artes de Coimbra Portugal.
A dor do Poeta - cerâmica, vidro líquido - 52x52
Uma homenagem a um amigo poeta chamado: "Domingos Barroso". Com a sua dor pela separação da esposa e o filho, fechou-se em si e despiu-se das coisas do mundo, vivendo somente Lágrimas de Sangue, restando à água da vida e a luz do amanhã.

Edilma Rocha após uma pausa em suas aparições em exposições; Retoma com toda a sua força se destacando nos salões de Artes nos quais participou no estado do Rio de Janeiro e agora ampliando horizontes expondo em Portugal e com pretensões para outros países.
Sua obra poderá ser vista em Coimbra de 01 a 10 de abril de 2011

http://artessemfronteiras.blogspot.com/






Claude Bloc

"MANEL D`JARDIM" ALÉM DA LENDA

Há um convite no ar.
Que vai ALÉM DA LENDA
que se pode criar em torno de algo...
ou de alguém.
Há um cheiro forte de música no ar.
Que vai além da possibilidade
de apenas sonhar...e tocar...e cantar
Uma Fênix que (re) apareceu
Quando tudo era silêncio
Quando tudo era breu
Agora sim. Há um convite no ar...
E há a certeza de que
Não há mais silêncio
E não há mais breu
As cordas acordaram
A luz no tempo voltou
Os acordes soaram
E tudo ainda é harmonia
É Música no ar
Há um homem, um músico,
Em Manel D`Jardim
Ele voou, voou...voou
Trancendeu e já venceu
A lenda que dele brotou
De novo ele nos leva
através da sua música
Muito ALÉM DA LENDA.

Há 167 anos nascia em Crato o Padre Cícero–o “Cearense do Século” (por Armando Lopes Rafael)

Este 24 de março de 2011 assinala os 167 anos de nascimento – na antiga Vila Real do Crato – do Padre Cícero Romão Batista, eleito pela população cearense em 2000, O Cearense do Século. Na cidade de Juazeiro do Norte é feriado municipal. Lá, extensa programação, em meio a mais uma romaria ao Padre Cícero, ocorrerá durante todo o dia de hoje. Na programação oficial consta: Passeio Ciclístico saindo do Ginásio Poliesportivo e seguindo até a Praça da Capela do Socorro; Partida de futebol no Romeirão: Icasa e Guarani; Feira de Artesanato (Feart), na Praça do Memorial Padre Cícero; a tradicional Procissão das Flores que sairá da Praça da Bandeira seguindo até a Capela do Perpétuo Socorro, onde foi sepultado o Padre Cícero e, à noite, em frente a Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores haverá show com o padre Zezinho, dentre outros eventos religiosos e oficiais.
Em que casa nasceu o Padre Cícero?
“Vista da Cidade de Crato", aquarela de José Reis de Carvalho pintada em 1859. Assim era Crato àquela época. A atual Sé Catedral só tinha, à época, uma torre, a do lado Sul. José Reis integrava a Comissão Científica de Exploração das Províncias do Norte e Nordeste, apoiada pelo Imperador Dom Pedro II.

Duas versões são defendidas, entre os historiadores regionais, no que diz respeito a residência onde teria nascido, na cidade do Crato, o Padre Cícero Romão Batista. A primeira versão - defendida por Irineu Pinheiro - diz que o famoso sacerdote veio ao mundo numa casa, lado do sol, existente à Rua Miguel Limaverde. A casa pertencia ao coronel Pedro Pinheiro Bezerra de Menezes, e posteriormente fora desmembrada em duas residências. Ambas demolidas, quando do alargamento daquela rua, na fúria insana de destruir o que resta do patrimônio arquitetônico do Crato, para dar lugar à passagem de veículos automotores.
A outra versão – a que nos parece mais certa – defende que o Padre Cícero nasceu numa casinha, no terreno onde hoje se ergue o Palácio Episcopal, na atual Rua Dom Quintino, à época Rua das Flores.
Irineu Pinheiro defendia o imóvel da Rua Miguel Limaverde, como o local do nascimento do Padre Cícero, baseado em depoimento de uma escrava da família do famoso sacerdote, conhecida como “Teresa do Padre”, mulher humilde e bastante estimada na cidade de Juazeiro do Norte, onde gozava a fama de uma pessoa virtuosa e de credibilidade.
Entretanto outro ilustre historiador, o Padre Antônio Gomes de Araújo, escreveu este depoimento, “Teresa do Padre, já começava a mergulhar no crepúsculo da própria memória, cuja desintegração começara”. Ou seja, a boa velhinha caminhando para os cem anos de idade, já não dominava mais a própria memória, deficiência física a que estamos sujeitos todos nós, os seres humanos, quando a velhice nos domina.

Já a versão de que o Padre Cícero nasceu numa casinha simples, onde hoje é o Palácio do Bispo, tem diversos defensores. Segundo depoimento prestado pelo cônego Climério Correia de Macedo ao Padre Antônio Gomes de Araújo, e incluído no livro A Cidade de Frei Carlos, o cônego declarou: “Minha tia paterna, Missias Correia de Macedo, cortou o cordão umbilical do Padre Cícero numa casa que foi substituída pelo palácio de Dom Francisco" (referia-se ao atual Palácio Episcopal construído por Dom Francisco de Assis Pires, segundo bispo da diocese do Crato - visto na foto à esquerda).
E continua Padre Gomes no seu livro citado: “É corrente que, no chão em que se ergue aquele palácio, havia de fato uma casa, que foi cenário, por exemplo, da recepção do Padre Cícero quando este chegou do Seminário de Fortaleza, ordenado sacerdote, bem como das festas que envolveram a celebração de sua primeira missa. É certo que dita casa pertenceu ao major João Bispo Xavier Sobreira (...) Com sua morte a dita casa passou à viúva, dona Jovita Maria da Conceição. Seus herdeiros venderam a casa a esta diocese”.
Assim, tudo está a indicar que o Padre Cícero veio ao mundo na casinha simples, entre fruteiras, localizada no terreno onde hoje se ergue o Palácio Episcopal. Deixamos nossa sugestão para que o Governo do Ceará e a Prefeitura do Crato providenciem a colocação de uma placa, assinalando o local onde nasceu um dos mais conhecidos sacerdotes católicos do Brasil, o ilustre filho do Crato, Padre Cícero Romão Batista. É uma forma de preservar a memória histórica de Crato, tão ultrajada e descaracterizada por administradores insensíveis e de poucos conhecimentos culturais...

Certidão de Batismo do Padre Cícero

Existe na Capela Batismal da Catedral de Crato (foto abaixo,à direita, a Pia de Batismo) um quadro com a Certidão de Batismo do Padre Cícero – contendo a fotocópia da folha 61 do Livro de Batizados de 1843 a 1845 – onde consta:

“Cícero, filho legítimo de Joaquim Romão Batista Meraíba, e de sua mulher Joaquina Ferreira Castão. Nasceu em 23 de março de 1844 e foi batizado pelo pároco solenemente com santos óleos nesta cidade do Crato em 8 de abril do mesmo ano. Foram seus padrinhos seu avô paterno Romão José Batista e Antônia Maria de Jesus, do que para constar mandei fazer este assento em que me assino. Manuel Joaquim Aires do Nascimento”.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

quarta-feira, 23 de março de 2011

LIZ TAYLOR ETERNA DIVA - Por Edilma Rocha

 Fui uma fã de carteirinha da atriz Elizabeth Taylor. Não sei dizer o porque dessa simpatia pela atriz de cinema, mas não perdia nenhum filme exibido na minha pequena cidade do Crato. Tínhamos 3 cinemas para exibições dos filmes, Cine Casino, Cine Moderno e Cine Educadora.
Vivia a procura de fotos nas revistas para o meu álbum de reportagens sobre a atriz. Pedia as amigas os recortes e comprava todas as revistas que tinham alguma matéria sobre Liz Taylor. Mas este meu amor chegou longe e foi até Los Angeles. Escrevia para os estúdios de Hollywood pedindo fotos autografadas da atriz e sempre fui atendida. Estas imagens aqui publicadas são os meus tesouros guardados a tantos anos. Acho que quando viam no mapa do Brasil um pontinho tão pequeno chamado, Crato, a fã era ainda mais importante. E a cartinha era sempre atendida.
Nasceu na Grã-Betânia e foi morar nos estados Unidos depois da Segunda Guerra Mundial com a família. Foi uma criança prodígio e aos 12 anos fez o seu primeiro filme e daí por diante não parou mais. Ficou famosa também pela beleza do rosto perfeito em ângulos exatos e seus olhos cor de violeta e cabelos castanho escuro. Era um tipo pequena mas grande em talento, irreverência e gostos extravagantes, principalmente pelas jóias caríssimas. Casou 8 vezes e com Richard Burton, duas vezes, o seu segundo grande amor. O primeiro amor foi Michael Tood, falecido a 52 anos atrás com o qual teve dois filhos.
Quando filmou "Assim Caminha a Humanidade" que contracenou com  Rock Hudson, criou por ele uma grande amizade e daí surgiu o mais importante pojeto mantido por ela, a ajuda aos doentes da Aids
destinando grande soma para essa causa tão importante. O amigo Rock Hudson morreu de Aids e dedicou a ele este projeto humanitário.
Liz foi a primeira atriz a receber 1 milhão de dólares por um papel nas fitas do cinema com o filme "Cleópatra". Entre tantos problemas de saúde e a quase falência da companhia de cinema, concluiu o mais importante papel na sua carreira de atriz. Foi durante as filmagens que conheceu de perto Richard Burton e daí viveu o seu segundo grande amor, ele fazia o seu par romântico como "Marco António".
Foi indicada para o "Óscar" 6 vezes e levou para casa a estatueta 2 vezes.
Era amiga do cantor Michael Jackson, ele até fez para ela uma música especial. Eram visto juntos por Los Angeles , mantinham uma convivência e era madrinha de dois filhos do cantor.
Hoje me deparei com esta noticia muito triste pois achava que sairia bem do hospital mais uma vez. O seu quadro se complicou e despediu-se dos 4 filhos e 11 netos que a cercavam de carinho. Seu filho mais velho deu a imprensa a notícia do seu falecimento e afirmou que a sua mãe foi de grande importância par-
ra a família e para o mundo.
Elizabeth Taylor é um mito, e mitos não morrem nunca, será imortal para sempre. Imortal pela im- portante representação como atriz no cinema mundial e pela pessoa humana e solidária que foi.
Hoje é um dia triste para uma fã de tantos longos anos...

Edilma Rocha


ENCONTRO COM AMIGOS


Edilma e Dihelson
Sem palavras...

Uma libertação diária - Emerson Monteiro


Ao trilhar a senda os passos individuais, neste salão dos tesouros submersos de oportunidades intransferíveis, ainda que pretendamos fugir da responsabilidade para viver, algo cresce na raiz da gente, à medida que caminhamos. Isto são as experiências deste cinema da vida. As amostras constantes de opções e demonstrações da realização do eterno movimento nas pessoas que formam o rebanho. Multidão criteriosa de pensamentos e sentimentos fala aos nossos ouvidos segredos reveladores da missão particular desses agentes do sucesso que nós somos.
Ninguém escapa de trilhar os próprios passos. Andar em frente, cena que muda em alternativas das passadas, define bem o plano do percurso, numa estrada infinita sobre o chão comum das gerações. Esse sentido dominante envolve os aspectos da percepção humana e cala fundo na máquina de testemunhar o itinerário, propondo interpretações minhas, suas, nossas.
Durante todo tempo da jornada, os artistas espectadores do universo viajam pela vida e apresentam a si o cardápio das ações a praticar. Bem no ângulo das decisões, quando escolhemos qual caminho seguir, todos, réus e juízes das atividades, trabalham com suas próprias iniciativas. Telas e pintores fixam o gosto da criação, nos gestos que praticam, sendo, porquanto, criaturas e criadores no mesmo instante, vagando neste mar de sobrevivências diante das aparências físicas e do espaçoso desconhecido invisível.
Ditas quais palavras, grosso modo estabelecemos as culpas e elaboramos os perdões pelas faltas cometidas, aperfeiçoando o decorrer das eras no padrão definitivo que, lá um belo dia, iremos oferecer de nós às portas do Reino, dentro do processo original de tudo isto, a retornar à casa do Pai, Criador desses assuntos, causa primeira da manifestação chamada Existência, que herdamos nos lugares, papéis e produções recebidas no começo do percurso.
Por isso, querer evoluir pede efetivas providências e pulso dos que aspiram libertação do enigma continuado das histórias. A religiosidade individual, mãe de religiões dos grupos humanos em qualquer época, indica, assim, costumes bons, espíritos elevados, aspirações superiores, além da condição pura e simples de dominar as vaidades para desfazer a ilusão, no impulso libertador. Níveis amplos, conotações siderais, práticas sublimes, remédios que curam os atrasos do passado, a troco de respostas maiores e mais prudentes.
Contar essas considerações só fixadas nas plataformas da terra solicita, pois, sentimentos altivos de lutar e uma vontade forte para subir aos elevados da esperança e da fé. Espécie de técnicos da alma, os mestres falam outras linguagens; apontam renunciações e desapegos; contudo, nas ocasiões de resolver os dramas em novas tradições de si mesmo, nascem criaturas vindas do ser particular, das árvores pessoais que frutificarão durante a vida, nos dias de matéria prima e presenças permanentes em nossas mãos mágicas.

Adeus, Liz !


Morre aos 79 anos a atriz Elizabeth Taylor

DE SÃO PAULO


A atriz Elizabeth Taylor morreu na manhã desta quarta-feira, aos 79 anos, de insuficiência cardíaca congestiva.


A morte foi anunciada pela rede ABC e confirmada pelo filho da atriz, Michael Wilding, e pelo seu assessor.
O assessor de Taylor declarou que ela morreu "cercada por seus filhos: Michael Wilding, Christopher Wilding, Liza Todd e Maria Burton". Taylor tinha ainda dez netos e quatro bisnetos.
Segundo a ABC, a família planeja realizar um funeral particular no final desta semana.
"Apesar de ela ter sofrido diversas complicações, sua condição estava estável e era esperado que ela voltasse para casa em breve. Infelizmente, isso não aconteceu", completou o assessor.
Seu filho Michael Wilding soltou o seguinte comunicado: ""Minha mãe foi uma mulher extraordinária que viveu a vida ao máximo com grande paixão, humor e amor. Apesar de sua perda ser devastadora, nós sempre seremos inspirados pela sua contribuição ao nosso mundo."
A atriz estava internada no centro médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, desde o início de fevereiro, com problemas no coração.
Taylor foi diagnosticada em 2004 com a doença que a vitimou. A insuficiência cardíaca congestiva é uma patologia que impede o coração de bombear sangue oxigenado suficiente para suprir as necessidades dos demais órgãos do corpo, o que gera uma sensação de fadiga, dificuldade de respirar, aumento de peso, entre outros problemas.
Em 2009, Taylor foi submetida a uma cirurgia para substituir uma válvula defeituosa no coração. Ela usava uma cadeira de rodas há mais de cinco anos para lidar com sua dor crônica. Vencedora de dois Oscar, Elizabeth Taylor foi operada de um tumor no cérebro em 1997.

Invenção - Paulo Viana

Muitos versos eu fiz por desencanto
Para a musa de um mundo fictício
E não acho que seja desperdício
Poeta inventar o amor e o pranto
Pois em seu coração existe encanto
Por ele ser sempre apaixonado
Só isto basta pra ser inspirado
E enlevar-se com o romantismo
Colhendo desse sentimentalismo
As emoções do amor nunca amado

Dedicada a Claude Bloc

"Sua Excelência" - José Nilton Mariano Saraiva

De antemão, e é absolutamente imprescindível que isso fique cristalinamente explicitado, uma constatação simplória: ninguém, em sã consciência (até prova em contrário), tem ou guarda qualquer resquício de dúvida sobre a sua honestidade pessoal; ninguém, mesmo divergindo politicamente, vislumbra qualquer ato que venha em desabono ou comprometimento da sua condição moral (pelo menos até aqui); “Sua Excelência” é, pois, se visto sob tais enfoques, merecedor de todo o respeito dos munícipes.
Mas, por mais que os áulicos e bajuladores de plantão teimem em não admitir, a situação de penúria, abandono e indigência a que chegou o município do Crato é reflexo e conseqüência da falta de vocação ou inaptidão para o gerenciamento da coisa pública do atual mandatário do município; da sua siderúrgica incompetência administrativa, via escolha equivocada de certos (e sofríveis) auxiliares; da hesitação em punir de pronto, com rigor e exemplarmente, determinados auxiliares que teimam em meter os pés pelas mãos, ao ultrapassarem os limites da civilidade, comprometendo sua administração (vide o descaso, a falta de atitude, o “passar a mão na cabeça”, a forma equivocada como foi tratado o grave imbróglio envolvendo o presidente da SAAEC e uma octogenária usuária daquela estatal municipal); além do que, há que se atentar para a sua flagrante falta de prestígio junto aos escalões superiores, obstando a fluidez das possíveis demandas apresentadas; e, enfim, não há como esquecer do seu incompreensível e hermético isolamento político, cujo retrato mais emblemático foi a visita, dias atrás, do Governador do Estado à cidade do Crato, sem que fizesse nenhuma questão de sequer anunciar-se antecipadamente (como é praxe, em ocasiões da espécie), culminando por circular pela cidade sem encontrar-se com o chefe da municipalidade. È mole ou quer mais ???
O certo é que, guindado ao pódio da municipalidade cratense unicamente em atendimento à manutenção de uma tradição familiar (o pai foi prefeito da cidade na década de 50), “Sua Excelência” lamentavelmente revelou-se, desde logo e até aqui, uma lástima, verdadeiro caos, em termos administrativos, de par com o pouco caso ou desprezo com que é visto e tratado por aqueles com quem deveria entender-se (vide o narrado acima). Pior para o município, conforme atestou o ponderado senhor Hélder Macário de Brito (em carta aberta ao Pedro Esmeraldo), ao admitir que o Crato se encontra entregue ao “deus dará” (opinião corroborada por muitos e autênticos “cratenses da gema”).
Fato é que, instalado em sua inexpugnável e confortável redoma às margens do rio Grangeiro, cercado e paparicado por “amigos” (???) que vivem a lhe pavonear a imagem e inflar o ego diuturnamente, “Sua Excelência” parece experimentar um processo anestésico duradouro e agônico, já que literalmente alheio ao que se passa à sua volta. E é essa acomodação, esse marasmo, essa letargia, essa moleza, essa falta de atitude, que verdadeiramente preocupa, já que a decrepitude da cidade é uma dantesca e triste realidade (e pensar que ainda faltam quase dois anos para o término do seu mandato).
Por conta disso (e os fatos estão aí pra atestar), já perdemos o SESI, o Sebrae, o Campus da UFC, a Televisão Verdes Mares, o Hospital Regional, o Carrefour e outros empreendimentos de porte e já se fala, até (não se surpreendam, se acontecer), na possibilidade de que o comando/reitoria da URCA, a Faculdade de Agronomia (definitivamente) e a sede do SESC tomem a rota da cidade vizinha (onde, aliás, já são emitidos os BO’s policiais das ocorrências noturnas cratenses). Não se sabe se a Diocese também seguirá o mesmo caminho, mas é bom observar, com atenção, a movimentação do enigmático e esperto Dom Panico.
Alfim, não custa lembrar (para reavivar a memória dos frouxos e convenientes) a reunião patrocinada pela Associação dos Filhos e Amigos do Crato (AFAC), realizada na Câmara de Diretores Lojistas (aqui em Fortaleza) há cerca de dois anos, quando “Sua Excelência” afirmou, peremptório, convicto e a plenos pulmões (com todas as letras, reticências, pontos e vírgulas) que “...o Crato é final de linha, só vai ao Crato quem tem negócios lá”. Seria interessante, pois, que alguém o lembrasse que o Crato precisa, sim, a fim que sua economia seja revitalizada, é de atrair investimentos, criar empregos e gerar renda para as centenas de desempregados que zanzam por suas ruas, feito zumbis.
E isso, nos dias atuais, só se consegue através do “componente político”, via construção de pontes, do chegar junto, do valer-se de parcerias, do doar-se em favor de uma causa, do ofertar vantagens, do renunciar agora para angariar depois, do movimentar-se à procura de.
Isto posto, por qual razão não se refletir sobre as “razões” ou os “porquês” de não conseguimos atrair investimentos (governamentais ou particulares), se até cidades de menor porte e sem maior expressão conseguem ??? Que “praga” maldita é essa que se abateu sobre a cidade do Crato, transmutando-a de “Princesa do Cariri”, “Capital da Cultura” e por aí vai, numa “cidade- dormitório”, “cidade-fantasma”, “cidade-sem-presente-e-sem-futuro” ??? Onde vamos parar ???

terça-feira, 22 de março de 2011

Sem Pressa
- Claude Bloc -

Olhar calado,
envolto
nas vestes do tempo
redemoinho
nas mãos do pensamento.
Vento,
sopro de vida
que retorna
e se vale
dos meus versos.

Poeta do olhar
tua boca não fala,
só teu olhar se expressa
a todo instante,
sem pressa...
de voar.



Claude Bloc