Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
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quinta-feira, 21 de abril de 2011

INFÂNCIA NA ROÇA - Marcos Barreto de Melo


Filho de fazendeiro e pecuarista, nasci e me criei no Sitio São José, numa propriedade rural pertencente ao meu pai. Contudo, nem de longe eu me afinava com algumas atividades correntes naquele ambiente. Confesso que fui mesmo um menino avesso às práticas da agricultura e da pecuária. Lembro-me muito bem de quando caiam as primeiras chuvas do mês de janeiro, marcando o início da quadra invernosa em nossa região. Acordava assustado com os trovões, raios e relâmpagos que clareavam o meu quarto pelas brechas das telhas, mas, apesar do medo, envolvido em meu pijama de flanela, ficava maravilhado em escutar a cantiga da chuva no telhado da minha casa. Porém, sabia que, ao amanhecer do dia, logo estaria escalado para compor a tropa que iria fazer o plantio de milho e de feijão no pasto do engenho. Era uma plantação apenas para consumo da família. O meu pai sempre plantava esta área para ter o desfrute do milho verde cozido ou assado, da canjica sem igual que só a minha mãe sabia fazer, e também daquele feijão verde cozido com jerimum caboclo. Tudo fresco e colhido no dia.
Em meio aos muitos trabalhadores, iam também os seus filhos junto com ele. E eu, criança, não entendia porque o meu pai fazia isto com a gente. Queria apenas ficar brincando. Se ele tinha tantos moradores e podia contratá-los, por que me levar para o roçado? Reclamava dessa prática e resmungava o tempo todo. Mas, não adiantava reclamar. Tinha mesmo que trabalhar. Era uma espécie de plantio feito de improviso, para não perder o terreno molhado e por isso, dizia-se que era uma “planta no espelho”. Depois que o legume brotava, é que era feita a limpeza final do terreno.
Nesse plantio cabia sempre a mim a tarefa de semear o milho, seguindo a pegada dos outros trabalhadores que iam à minha frente abrindo as covas na terra molhada. Dada à presença abundante de espinhos, carrapichos, maliça e ainda daquela formiga vermelha, o consumo de sementes crescia a cada carreira que eu semeava. Revoltado com o que estava obrigado a fazer, eu sempre enchia a mão ao fazer a semeadura, ao invés de lançar apenas três ou quatro grãos em cada cova. O resultado desse trabalho sujo e irresponsável só seria visto por meu pai três dias após o plantio, quando ele voltava para vistoriar o roçado e avaliar a necessidade ou não de algum replantio. Eram inconfundíveis as marcas deixadas por mim, tão visíveis que eram as “carreiras” onde o milho brotava amontoado, formando grandes touceiras que já nasciam condenadas ao atrofiamento. Em cada cova, fazia-se necessário a retirada do excedente.
E quando chegava o tempo da colheita, novamente eu era escalado para ir ao roçada buscar milho e feijão verde. E eu, mais uma vez, aprontava as minhas. Só trazia o feijão na sua forma mais tenra, chamada de “canivete“, e as espigas de milho ainda embonecando, alegando que não conseguia identificar o que já estava no ponto certo para ser colhido. Nem assim me davam trégua e eu continuava indo à roça para colher o que não queria, enfrentando o orvalho, as formigas, o carrapicho e ainda a maliça a cortar as minhas pernas. Para me livrar deste grande tormento, me veio a seguinte idéia: antes de chegar à roça, eu passava pela casa de um antigo morador, Seu Expedito, e em lágrimas, relatava para ele o meu drama. Ele, compadecido desta criança em desespero, dizia para que eu ficasse na sua casa brincado com os seus filhos enquanto ele faria a apanha do feijão verde por mim. Essa tática durou um bom tempo, até que meu pai certa vez o flagrou fazendo o trabalho que seria meu. Depois de advertido, não pode mais colaborar comigo nesta função.
Outra atividade que eu abominava, era o pastoreio do gado. No inverno, a chuva intensa provocava muita lama no curral e o gado, inconformado, berrava sem parar, como que pedindo para sair daquele ambiente insalubre. E esse berreiro interminável era tudo o que eu não queria. Além da lama, tinha também a mutuca que muito incomodava o rebanho. Coincidentemente, logo após as primeiras chuvas brotava uma vegetação rasteira que se chamava de babugem, muito apreciada pelo gado. Nesse ambiente, tudo conspirava contra mim. O meu pai queria tirar o gado desse sacrifício e contava com o entusiasmo do meu irmão Geraldo Sérgio, que desde menino adorava lidar com o gado. E quando eu previa que estava prestes a ser chamado para esta tarefa, inventava que estava estudando ou me prendia à mesa numa merenda sem fim, regada a tapioca, cuscuz, pão de côco e café. Enquanto lanchava, pela janela da sala eu via quando o gado saía do curral e corria beirando a linha do trem. O meu irmão gritava e me chamava aflito, mas eu fingia nada entender. Só saía da mesa quando era expulso por meu pai para ajudar o meu irmão. E quando eu me distanciava o bastante da minha casa, a ponto de não mais ser visto, eu me sentava no trilho do trem e de lá ficava atirando pedras nas vacas mais afoitas e que queriam se entender mais ainda ao longo da estrada de ferro. Eu queria que o rebanho ficasse confinado para poupar meu trabalho e, para tanto, atirava pedras em seus chifres, deixando-as furiosas.
Hoje, depois de tudo passado, vejo o quanto me valeram estas lições de vida dadas por meu pai. Embora reclamasse muito quando criança, reconheço agora que esse aprendizado forçado preparou-me para o profissional que hoje sou e deu-me a exata noção de que somente com o trabalho o homem alcança a sua grandeza.

Texto dedicado ao meu pai Geraldo de Melo.

Marcos Barreto de Melo

Breve !
















Lançamento em Maio !

Livro Infantil / CD Músicas / Audio-Livro

Uma Celebração à Mitologia Caririense

Livro/ Letras:

J. Flávio Vieira


Projeto Musical :


Luiz Carlos Salatiel
Abidoral Jamacaru
Lifanco
Amélia Coelho
Pachelly Jamacaru
Ulisses Germano
Luiz Fidelis
João Nicodemos
Zé Nilton Figueiredo

Intérpretes Convidados:

João do Crato
André Saraiva
Eliza Moura
Mazé (Reisado de Dedé de Luna)
Valéria Santana ( Reisado de Dedé de Luna)
Leninha Linard
Ermano Morais
Fatinha Gomes
Coral : Mensageiros de Cristo (Ponta da Serra)
Lívia Beatriz

Arranjos:

Ibbertson Nobre

Músicos:

João Neto
Ibbertson Nobre
Bonifácio Salvador
Rodrigo
Lifanco
Golerim
Dudé
Betim

Audio- Livro

Luiz Carlos Salatiel
Fernanda Cardeal



Aguardem !

GAL COSTA e PABLO MILANÉS - "AMAME COMO SOY"

Vale a pena ouvir...

Revendo a cidade de Farias Brito – por Armando Lopes Rafael



Terça-feira última, 19, revi Farias Brito. Fui assistir à homenagem que a Câmara Municipal daquela cidade prestou a um ilustre filho da terra, o Desembargador Francisco Darival Bezerra Primo (foto ao lado) e a cinco pessoas distinguidas com o título de Cidadão Honorário de Farias Brito, dentre estas o médico Leonardo Fernandes Távora, que é meu genro.

Darival foi meu colega nos bancos escolares do velho e tradicional Colégio Diocesano de Crato, a partir do que se chamava, na época, o primeiro ano ginasial. Chegou ali criança, como aluno interno, já carregando atitudes de seriedade e circunspecção que o acompanhariam pela vida afora. Tive oportunidade de dizer isso, em breves palavras, durante a homenagem que lhe foi prestada no Ginásio Poliesportivo de Farias Brito.

Nesta época do ano, a Terra da Cal (assim chamam a Farias Brito) está cercada de um verde luxuriante que inclui as plantações de milho, nas cercanias de uma cidade que cresceu e progrediu. Nem parece aquele Quixará (antiga denominação de Farias Brito), -- foto à esquerda -- cuja população guardava temerosa as palavras fortes do Padre Henrique José Cavalcante, o construtor -- em 1868-1869 -- da primeira capela que seria, posteriormente, a primeira igreja-matriz de Farias Brito.


Segundo um historiador da terra, já falecido – J. Calíope – o padre Henrique era dado a fazer milagres e o povo tinha por ele grande veneração. Mas, desgostoso com um desvio de conduta de um fiel, abandonou inopinadamente Quixará. E na saída da vila (que à época fazia parte do município de Crato, juntamente com Barbalha e Caririaçu) o Padre Henrique – debaixo de um pé de Juazeiro, no sítio Lagoa de Dentro – bateu a poeira dos sapatos e disse: Fica-te Quixará, que de Quixará não haverás de passar.

Hoje, Farias Brito sequer lembra o Quixará mais recente – o da década 40 do século passado – quando lá viveu outro de seus vigários tido também como santo, o cônego Manoel Feitosa, que lá morreu e foi enterrado, no piso da antiga Matriz de Nossa Senhora da Conceição. Esta igreja, de quando em vez, na época da invernada, era invadida pelas águas do Rio Cariús, que chegava ao seu patamar e banhava de leve o túmulo do cônego Feitosa, onde estava colocada uma pequena lápide com a inscrição Etian se mortuus fuerit vivet – Juan II, 25.

Farias Brito mudou. Na solenidade da última terça-feira vi e ouvi a Banda de Música Municipal Padre Davi Moreira, formada por jovens músicos daquela cidade. Vi alunos das escolas da cidade, perfilados com suas fardas a cantarem o Hino fariasbritense. Vi adultos bem vestidos, comerciantes falando na pujança dos seus negócios e jovens sonhando em cursar a universidade. Pouca gente dali, dos dias atuais, ouviu falar no desabafo do padre Henrique. Há décadas mudaram o nome de Quixará para Farias Brito.

Quixará ficou. Farias Brito sonha com progresso e desenvolvimento.

Armando Lopes Rafael

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Coisas minhas
- Claude Bloc -


O dia se fecha
e pelas ruas
o sol dança com a chuva
serra acima
serra abaixo
pela chapada...

Cá na terra
pingos  gelados
desbotam meus cabelos.
Mas o poema fecha os olhos
e sente os versos
serra abaixo
serra acima
e como sangue
a poesia parece
correr em minhas veias.

E então se vai o tempo
e a tarde tinge
as saudades de vermelho
e espera a lua surgir
por entre as nuvens
por entre um véu de estrelas...
E só então
a alegria se espalha
pela linha da serra
e abraça a lua cheia
em trova, em sinfonia.

São essas coisas
tão minhas
essa chuva, esse sol
serra acima
serra abaixo...
coisas que trago guardadas
no silêncio
tanto e tão forte
que muitas vezes
não me compreendo.

Elas invadem as paredes
da minha solidão
e se desdobram
em sonhos, em risos
em lembranças
que agonizam
entre sins e nãos.

Claude Bloc

FELIZ PÁSCOA !

.





Judas


Malhação AsSUSta ?

Pois é, amigos, contra fatos não há argumentação que se sustente. Este ano o Judas de Crato vai ser o SUS—o Sistema Único de Saúde. A eleição foi aberta e envolveu mais de treze mil eleitores, segundo notícia divulgada amplamente na imprensa regional. O SUS terminou eleito com mais de um terço dos votos apurados, vencendo os Políticos Corruptos, Muammar Kadafi, o Tsunami do Japão e os Candidatos Paraquedistas. Pela concorrência abatida nas urnas, dá para se ter uma idéia da antipatia da população para com o nosso Sistema de Saúde , já com a maioridade dos 21 anos e que simplesmente a vem decepcionando dia após dia. O descontentamento pode ser aferido a todo instante pelos noticiários: filas intermináveis, pacientes internos em macas e corredores, falta de leitos nas UTI´s, emergências superlotadas, gestantes dando à luz nas calçadas e ambulâncias. Os mais otimistas haverão de argumentar que a amostragem da pesquisa foi pequena, mas tenho a plena certeza de que o resultado não seria diferente se ampliássemos o universo a ser pesquisado. O SUS iria para o cadafalso da mesma maneira e teria seus miolos esfacelados em praça pública.

Apropriemo-nos da aura de santidade desses dias e reflitamos um pouco sobre a eleição. O resultado , claro, é indiscutível, mas merecerá, o nosso Sistema Único a pena de morte imposta pelo tribunal popular? Bem, como profissional de saúde há mais de 30 anos, sinto-me no dever de não lavar as mãos. Sei que, historicamente, o povo tem uma certa predisposição para privilegiar os Barrabás dessa vida. Não serei um Pilatos, embora corra o risco de deixarem também alguma cruzinha de sobra também para mim.

Criado com a Constituição de 1989, o SUS foi arrancado a fórceps do ventre do capitalismo. Para que se alcançasse esse benefício foi necessário que muitos fossem torturados, presos, assassinados. Nada nos foi dado, mas conquistado com sangue, suor e lágrimas. De repente, se viu o estado na obrigação legal de prover a saúde da população de forma universal e integral e, mais, tendo, necessariamente, que ouvir os ditames do povo através dos Conselhos de Saúde. O sonho, sabíamos desde então, era vultoso, imenso, quase que inatingível. Mas pela primeira vez, na história, o Brasil se via na imposição legal de assumir a saúde dos brasileiros, como nunca o fizera em quase quinhentos anos. Os avanços não são tão fáceis de se perceber, mas foram enormes e insofismáveis. Acabamos praticamente com todas as doenças de controle vacinal: pólio, sarampo, coqueluche, difteria e tantas outras patologias, sumiram da face do nosso país. As novas gerações não percebem isso porque simplesmente não conviveram com essas doenças que são do passado, hoje, por conta do SUS. A Mortalidade Infantil – uma tragédia nordestina histórica—foi reduzida de maneira drástica: cadê os enterros de anjos? Acabaram-se os indigentes, todos , agora têm acesso ( limitado, eu sei) aos exames dos mais simples aos mais sofisticados e aos tratamentos mais avançados: transplantes, cirurgia cardíaca, Neurocirurgia, hemodiálise, todos hoje existentes já no Cariri. Os medicamentos são distribuídos através das Farmácias Básica e Popular. O Programa de Agentes de Saúde e de Médico da Família aproximaram os profissionais dos seus pacientes e levaram médicos/enfermeiros/dentistas aos mais distantes rincões desse país. E, mais, criamos um imenso banco de dados epidemiológicos que facilitam imensamente as ações estratégicas de saúde. Em Crato, no ano passado, a maior causa de Morte foram as doenças cardiovasculares, em segundo as causas externas ( acidentes, homicídios, suicídios) e, em terceiro os cânceres. Estes dados não são diferentes dos países desenvolvidos.Apesar das seguidas epidemias de Dengue, não tivemos nos últimos anos um óbito sequer pela forma Hemorrágica( só este ano já tivemos três casos). Tudo isso seria impossível sem o rapazinho que vai ser malhado no próximo domingo.

Por que, então, a má fama do SUS? É preciso entender que o sonho de dar saúde integral e universal para duzentos milhões de habitantes bate num empecilho: financiamento. Cadê dinheiro para cobrir essa utopia? Verba limitada, os investimentos são alocados prioritariamente para a prevenção, o que é mais que perfeito. A área de alta complexidade como diálise, transplantes, cirurgias complexas, é cara e não pode ser limitada sob pena de se condenar um mundão de pacientes crônicos. O corte, então, foi feito justamente no setor secundário: o atendimento nos hospitais secundários. Essa limitação redundou no colapso da rede de urgência/emergência, com muitos hospitais fechando as portas e os doentes sendo penalizados todos os dias com desassistência, filas , espera, sofrimento e morte. São justamente esses sofredores e desassistidos que votaram pela malhação do grande vilão que vêem pela frente: o SUS.

Em solidariedade ao sofrimento do povo, até concordo com a malhação. Acredito que a politicagem rasteira ( pai de todos os males) é que mereceria ser enforcada, mas : vá lá ! Temo apenas pelo simbolismo. Pode passar a idéia que o melhor é matar, estraçalhar o SUS. É imprescindível não esquecer os seus avanços e a melhoria na qualidade de saúde da população. Para que tenhamos um SUS realmente eficaz , o caminho já foi descoberto. É luta! Um embate político para fazer com que o tema saia dos palanques e entre na vida real. A continuação da luta de tantos presos, mortos, torturados. E que pode ser encetado como na malhação : pelo voto livre e consciente. Colocar o pé na porta para que ela não se feche novamente para a o povo e empurrar forte para que tenhamos financiamento adequado e gestão eficiente. Precisamos do aperfeiçoamento e financiamento adequado do SUS e não da sua dissolução. Quando a bomba explodir dentro das entranhas do Sistema Único de Saúde, serão os brasileiros mais pobres que serão atingidos por suas farpas e serão eles mais uma vez que serão malhados, como, aliás, já o vem sendo há mais de quinhentos anos.

J. Flávio Vieira

A Reforma do Canal não pode ser usada como MOEDA ELEITORAL DO GOVERNO !


A TÁTICA DE SUCATEAR O CRATO E VENDER NO QUILO...

Os 4 Milhões que o prefeito Samuel Araripe conseguiu a duras penas em Brasília poderão ajudar a eleger o seu opositor, o candidato imposto pelo Governador Cid Gomes ???

Quem acompanha o desenrolar das coisas aqui no Crato, já deve ter observado para onde a coisa está indo: No dia 28 de janeiro, uma tromba Dágua caiu sobre o Crato, destruindo grande parte do canal do Rio Grangeiro. O prefeito e sua equipe trabalharam dia e noite num projeto emergencial e foram à Brasília na mesma semana procurar o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, em audiência marcada pelo Dep. Federal Arnon Bezerra. O ministro liberou prontamente 4 milhões de reais para as obras emergenciais do Crato, com base no projeto apresentado, que caíram numa conta do Banco do Brasil. E o que são obras emergenciais ? É por exemplo, salvar o que ainda resta das pontes, que estão para cair, é reforçar as paredes, é cuidar das famílias desabrigadas. Esses 4 milhões eram para isto. Depois seria batalhar pela obra definitiva, algo que aos valores de hoje, gira em torno de 60 milhões de reais.

Briguinhas de cá e de lá, falatórios na imprensa, eis que o Governo do Estado acabou "passando a mão no dinheiro", e é quem irá trabalhar mesmo na parte emergencial das obras do Canal do Rio Grangeiro. Em tese, a verba que veio para a cidade, foi "desviada" ( em certo sentido ), para o controle do estado, que agora faz o que bem quer com o dinheiro, e na hora que bem entender.

A questão toda é: Estamos num ano pré-eleitoral. Sabemos que o governador Cid Gomes já se pronunciou abertamente até em Jornal, na coluna da jornalista de "O povo" sobre apoiar o opositor ao prefeito Samuel Araripe, o candidato Sineval Roque à Prefeitura do Crato, que mal pode esperar para sentar-se na cadeira do salão nobre ( deve sonhar com isso dia e noite ). E se não for o Sineval o candidato do governador, certamente que será outro, até porque apoiar o candidato do prefeito Samuel Araripe, é impensável ( PSDB ).

O que certamente irá acontecer pelo andar da carruagem, é que essas obras irão se arrastar e já estão atrasadas (vejam por exemplo, o Centro de Convenções que se arrasta, teve até as obras paralisadas ). As obras do canal irão se arrastar de forma a serem inauguradas provavelmente num tempo MUITO HÁBIL para que o governador venha ao Crato inaugurar e dizer: "Eu Fiz, votem no meu candidato", e o povo do Crato, tolo como sempre, irá acreditar que tudo isso aconteceu por obra e graça do espírito Santo.

É preciso que os Cratenses que tem um QI acima de 50, não caiam nas artimanhas daqueles que cobiçam a prefeitura do Crato hoje, e já preparam há muito tempo o terreno, promovendo o sucateamento da nossa cidade, levando o que há de bom daqui para outras cidades ( Não estamos esquecidos do SESI, nem de outros órgãos que foram sucateados, que tiveram o aval e a mão daninha de alguns aí para levarem para outras cidades ).

A Tática para conquistar o Crato hoje, é a mesma tática usada pelos invasores da antiga Atenas, na Grécia, é sugar, quebrar e vender aos pedaços, pra ficar mais barato. Só que aqui alertamos o povo do Crato para essas manobras maquiavélicas e eleitoreiras, para que não caiamos no conto daqueles que por anos, negaram recursos, atrasaram obras, e sucatearam nossa cidade, para depois virem aqui empurrar qualquer um como candidato e fazer descer sem cuspe e sem descência, pela garganta muda dos Cratenses !

Em tempo: Cadê os 28 milhões que o Governador prometeu para a reforma da Expocrato ?
Ah já sei! só sairá quando o seu "pupilo" for o prefeito do Crato...

"Apesar de você, amanhã há de ser outro dia" ( Chico Buarque de Hollanda )

Por: Dihelson Mendonça

As Santas Cores de Antônio

UMA ESTRADA VICINAL SÃO JOSÉ - BARBALHA

Por Pedro Esmeraldo

Diante dos constantes acidentes provocados pelo aumento do fluxo de veículos na Rodovia Padre Cícero, pensamos em melhorar esta situação através da construção da estrada vicinal. Queremos solucionar esse problema a fim de contornar esta posição com aberturas paralelas que satisfaçam o crescimento vertiginoso entre as duas maiores cidades do Cariri.

Acalentamos essa idéia há muitos anos. Nunca imaginamos que isto seria viável. Antigamente, era quase impossível falar em construir estradas entre estas duas cidades, Crato – Barbalha, visto que seria uma via desnecessária porque já existia outra estrada que ligava Barbalha a Juazeiro do Norte, que dali tem existência real uma extensão até o Crato e ninguém jamais poderia se opor devido à prepotência dos habitantes de outros municípios que por sua vez desejavam que o progresso fosse tudo para si.

Se alguém por conveniência tentasse expor essa idéia da necessidade da via de acesso ao Crato seria expugnado e distorcido em praça pública, já que as forças brutas dos leões superavam as nossas forças e esses leões dominariam através de palavras inconvenientes, almejando sobrepujar o progresso e elevar-se só para si. Por essa razão seríamos atirados para fora do desenvolvimento equilibrado e nos olhavam com olhos infortúnios em cima dos desventurados filhos do Crato.

Notamos hoje que isso tem de acabar, visto que temos como objetivo de desabafar as mágoas constantes dos desaforos recebidos, provocados por pessoas alheias ao progresso regional.

Houve tempo que o progresso regional seria uma constante e nós receberíamos sufoco desses algozes usurpadores que estão se beneficiando do chapéu alheio e ainda mais impedem que outros povos se desenvolvam por meios de trabalhos e política bem efetuada e de âmbito fraternal, que seria a melhor solução para que surgisse o desenvolvimento espontâneo e com trabalho que faça produzir uma economia satisfatória à geração de empregos e rendas.

Para isto há necessidade de iniciarmos uma campanha de bom procedimento com intuito de prosperar as outras localidades que também merecem o seu ponto de apoio dos governantes do Estado.

Já está na hora de todos pensarem na expansão viária entre as localidades São José até a cidade de Barbalha. Com isto o fluxo de veículos será aliviado, diminuindo o desassossego que ocorre na via hoje existente, com mortes agravadas por causa do excesso de movimento do trânsito dessas duas cidades.

Cremos que as nossas autoridades ouvirão nossos apelos, fazendo o planejamento para que possam diminuir o número exorbitante de veículos nessa via.

Crato-CE, 20.04.2011.

Dois lados que se completam - Emerson Monteiro


Essa mania de confrontar, em tudo, por tudo, sujeita encher de tormentas o mar das embarcações, nos movimentos de tornar cinzentas as manhãs até doer nos ossos, a ponto de reverter em drama aquilo que deverá ocorrer de modo sadio, auspicioso. Insistir na tecla de viver em paz consigo e com os colegas chega a parecer teimosia, quando, na verdade, ser alegre e sonhar querendo calma muda o instinto da miséria humana, já que quase esqueceram isso jogado fora, nas ribanceiras do caminho.
Conquanto o mundo às vezes ofereça cantos de carroceria aos circunstantes, a história fala diferente e confirma sequências de acontecimentos suficientes para acreditar nos aspectos positivos, todo tempo. Quanto de heroísmo oculto nos lugares improváveis. Quanta esperança na juventude, nas escolas. Luzes acesas em noites escuras, clareando prosperidades nos céus.
Ver isto, o que a natureza equilibra em forma de organizar condições, nos momentos desencontrados. Olhar aspectos que definam o seguimento das variações, permitindo sorrir e continuar, independente das opiniões contrárias e dos desistentes empedernidos, endurecidos.
Somar pontos favoráveis; significar transposição dos obstáculos, desde que firmes os pensamentos no sucesso dessa longa estrada. Contar, sempre, com as estações felizes, que alternam viagens, no jeito dos alimentos gostosos, repousos e sonos tranqüilos nas madrugadas silenciosas, prazeres familiares e conquistas obtidas. Deixar de fixar os fracassos apenas quais dolorosas perdas, enquanto podem representar lições de esquecer e aprender os efeitos neles contidos. Ninguém, que se preze, repetirá erros dolorosos, no mínimo por instinto de conservação e amor próprio.
A religião de viver elabora, destarte, frutos na casa das consciências, livros abertos da condição das criaturas. Trazer para si dias dourados em jeito de sabedoria. Crescer sobre raízes que estabelecem passos em sentido da formação de novos seres dentro do mesmo ser. Plataformas de progresso. Visões brilhantes, portas abertas ao gosto de conhecer pessoas e descobrir amigos, nas muitas diversas oportunidades. Mundo feliz de existências. Cura de males antigos. Visualizar possibilidades a todo instante, no trabalho, nas ruas, nos pensamentos e sentimentos; estabelecer formulações de imagens mentais qual revelar o mistério da fé nos planos maiores das maiores circunstâncias.
Isto, sim, fomentar mudanças no universo dos objetos de aparentes contradições, no meio das quais circulam pessoas e instintos de satisfação, pois a perfeição dos elementos pulsa na mão tal matéria prima do desejo harmonioso de paz. Gestos e falas que elevam e jamais escondem a eterna força da criação aos protagonistas desta cena, diante do palco infinito das oportunidades, boas e semelhantes às maravilhas.

"Fetiche" - José Nilton Mariano Saraiva

Grosso modo e sem maiores delongas, sob a ótica da Ciência Econômica “fetichismo” seria o artifício de se “dourar a pílula”, valorizando um determinado produto ou mercadoria (aplicando-lhe um caprichado “banho de loja”), agregando-lhe, consequentemente, um valor simbólico ou irreal, calcado na mais pura fantasia, e estimulando, assim, pessoas dos mais diferentes extratos sociais (mesmo aqueles que não têm onde cair morto) a o adquirirem avidamente (pra consumo ou pra presentear alguém), em conformidade com a bem elaborada ditadura do marketing.
O exemplo acabado e perfeito de tal definição se nos apresenta exatamente nesta época de Semana Santa, quando as grandes redes de supermercado literalmente bombardeam os consumidores, via telinha, apresentando-lhes desde o “suculento” processo de produção até a exibição de gôndolas apinhadas de “ovos-de-pascoa” dos mais diferentes e variados matizes, privilegiando: embalagens chamativas e atraentes, tamanhos variados, ovos com com recheio ou não (normalmente um vagabundo “sonho de valsa” de R$ 0,50), e por aí vai. E haja exploração em cima do pobre e indefeso coitado.
E, no entanto, se nos déssemos ao trabalho de friamente analisar a relação “custo-benefício” embutida em transações da espécie, constataríamos a mais absoluta e pura “enrolação”, a desonestidade em essência, bastando para tanto nos darmos conta que uma simplória barra de chocolate, também embalada com esmêro, com o mesmo peso do tal “ôvo-de-pascoa” e de valor nutrivo semelhante, poderá custar a metade do dito-cujo.
Isto posto, não há como deixar de reconhecer que sábio foi o Marx, que lá atrás já profetizara, definitivo: “...o fetiche relaciona-se à fantasia (simbolismo) que paira sobre o objeto, projetando nele uma relação social definida, estabelecida entre os homens”.
E aí, vai um ôvo-de-pascoa, no capricho (de 100 gramas e custando os olhos da cara) ??? Com ou sem recheio especial ??? Quer embalado pra presente ou vai deglutí-lo aqui mesmo ???

terça-feira, 19 de abril de 2011

SER "NORMAL"

“E aqueles que foram vistos dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música" ( Friedrich Nietzsche)


NORMOSE - A doença de ser normal

"Todo mundo quer se encaixar num padrão.
Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema. Quem não se "normaliza", quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento que "exercem" tanto poder sobre nossas vidas?
Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

A normose não é brincadeira.
Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer a quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Então, como aliviar os sintomas desta doença?
Um pouco de auto-estima basta.
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo.
Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original.
Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.
Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações.
Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada.

Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes."
(Michel Schimidt Psicoterapeuta)

"Cabeça Vermêi" do Parque Ibirapuera - Magnolia

Este é o famoso escavador de arroz nos roçados
Para aqueles que como eu já "pastorei" muitas roça de arroz!
 Galo de Campina do Parque Ibirapuera em São Paulo

19 de Abril - Dia do Índio


Comemoramos todos os anos, no dia 19 de Abril, o Dia do Índio. Esta data comemorativa foi criada em 1943 pelo presidente Getúlio Vargas, através do decreto lei número 5.540. Mas porque foi escolhido o 19 de abril?

Origem da data 

Para entendermos a data, devemos voltar para 1940. Neste ano, foi realizado no México, o Primeiro Congresso Indigenista Interamericano. Além de contar com a participação de diversas autoridades governamentais dos países da América, vários líderes indígenas deste contimente foram convidados para participarem das reuniões e decisões. Porém, os índios não compareceram nos primeiros dias do evento, pois estavam preocupados e temerosos. Este comportamento era compreensível, pois os índios há séculos estavam sendo perseguidos, agredidos e dizimados pelos “homens brancos”.

No entanto, após algumas reuniões e reflexões, diversos líderes indígenas resolveram participar, após entenderem a importância daquele momento histórico. Esta participação ocorreu no dia 19 de abril, que depois foi escolhido, no continente americano, como o Dia do Índio.

Comemorações e importância da data 

Neste dia do ano ocorrem vários eventos dedicados à valorização da cultura indígena. Nas escolas, os alunos costumam fazer pesquisas sobre a cultura indígena, os museus fazem exposições e os minicípios organizam festas comemorativas. Deve ser também um dia de reflexão sobre a importância da preservação dos povos indígenas, da manutenção de suas terras e respeito às suas manifestações culturais. 

Devemos lembrar também, que os índios já habitavam nosso país quando os portugueses aqui chegaram em 1500. Desde esta data, o que vimos foi o desrespeito e a diminuição das populações indígenas. Este processo ainda ocorre, pois com a mineração e a exploração dos recursos naturais, muitos povos indígenas estão perdendo suas terras.
 
Fonte:www.suapesquisa.com
Adquirido de uma postagem de Magnólia para o Blog do Sanharol

Programa Cariri Encantado Sonoridades: Banda de Pau e Corda, matéria-prima puramente nordestina

A Banda de Pau e Corda, conjunto musical pernambucano, existe há quase quarenta anos. Durante todo esse tempo fez vários shows, lançou diversos discos e tem mostrado por este Brasil afora as suas melodias, poesias e arranjos apoiados nas nossas raízes, contribuindo, assim, para que Pernambuco se mantenha com a imagem que tem: um dos grandes celeiros culturais do país.

A banda já lançou quinze discos, os quais tiveram abrangência nacional e mereceram comentários elogiosos da crítica pertencente aos mais importantes jornais e revistas do país. Todos os discos trazem músicas que falam das tradições e realidade, merecendo destaque tanto o lado social como o cultural. As músicas, trabalhadas nos arranjos da banda de forma a mostrar ao público a riqueza de ritmos que há em Pernambuco, renovam-se e somam-se, a cada disco gravado, ao acervo cultural daquele estado.

O sociólogo Gilberto Freire, em 1973, escreveu na contracapa do primeiro disco da Banda de Pau e corda: "O novo e admirável grupo de jovens do Recife que cantam sua poesia acompanhada de música, os jovens da Banda de Pau e Corda, cantam pelo Nordeste de sempre. É novo e é de sempre. Todo um conjunto marcado pelo amor às águas e às mulheres do Nordeste, sem que sejam esquecidos Vitalinos e Caruarus tão das terras menos úmidas, mas também tão nordestinas, desta parte do Brasil. Um Brasil, este, o Nordeste, de onde tem brotado tanta música junto com tanta poesia".

Programação Musical
1. Vivência (Roberto Andrade / Waltinho)
2. Pai de barro (Paulo Fernando / Roberto de Andrade)
3. Recado (Waltinho / Sérgio Andrade)
4. Lampião (Roberto Andrade / Waltinho)
5. Banco e feira (Waltinho / Roberto Andrade)
6. Vida de vaqueiro (Waltinho / Roberto Andrade)
7. Só de brincadeira (Waltinho) – Instrumental
8. A seca chegou (Waltinho / Sérgio Andrade)
9. Mestre mundo (Bandeira / Julinho)
10. Redenção (Waltinho)
11. Caminhada (Rezende / Andrade)
12. Lavadeira (Waltinho / Andrade)
13. Encontro (Matias) – Instrumental
14. Têmpera (Waltinho / Andrade)

Serviço
O programa Cariri Encantado Sonoridades é produzido pelas Officinas de Cultura e Artes & Produtos Derivados – OCA, e transmitido todas as quartas-feiras, das 14 às 15 horas pela Rádio Educadora do Cariri AM 1020 e http://www.radioeducadoradocariri.com/. Apresentação de Carlos Rafael Dias. Operação de áudio de Iderval Silva.