Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Os Partidos de Esquerda do Crato se Fingem de Mortos pra comer o Coveiro !



No reino da Vileza, A Meretriz sempre é Rainha!


Eles vêm a cidade ser esvaziada por seus patrões, mas ficam calados, de Rabo Prêso às facções políticas !

A triste realidade dos nossos dias, é que a maioria dos benefícios vindos para a região do Cariri são trazidos pelos caciques políticos apenas para a metrópole, enquanto cidades como o Crato e outras, "ficam a lamber os beiços". Os Petistas e Esquerdistas em geral, nada reclamam na Câmara de vereadores e nem em lugar algum sobre esta situação, porque estão compromissados com as "forças superiores". Afinal, como iriam se opor aos ditames dos seus mestres? Como iriam reclamar das posições político/administrativas de seus PATRÕES ?

Nada fazem e não farão nada para se contrapor. Pelo jeito, coadunam com a ruína do Crato. Porque ficam mudos ? Essencialmente porque têm rabo prêso e as mãos atadas aos governos Estadual e Federal em detrimento do Crato ? Até que ponto se estende a covardia desses serviçais que preferem olhar para o ganho pessoal em detrimento da própria cidade natal ?

Na realidade, pelos padrões atuais, quando se disser na imprensa que algum benefício vem para a "Região Metropolitana do Cariri", entenda-se: vem para JUAZEIRO. Apenas quando anunciarem que vem para o Crato, aí sim, o benefício virá para o Crato.

É bom enfatizar que não temos nada contra a cidade de Juazeiro do Norte, que historicamente, é filha do Crato. O que irrita é a mentira, a hipocrisia de alguns em tentar enganar o povo do cariri. O Cariri não se resume a Juazeiro. Nunca foi e nunca será. Acreditamos que uma região metropolitana deve se desenvolver por igual, não essa coisa da metrópole crescer engolindo as cidades satélites sob o pulso de políticos covardes que vêm tudo isso se desenrolar diante das barbas e nada fazem para reverter o processo.

Não é o povo de Juazeiro que faz isso. O povo não tem a mínima culpa. A culpa é das forças políticas que querem empurrar o Crato para o décimo lugar. Por quê ? por Bairrismo, por diferenças ideológicas, ou apenas de forma direta ou indireta pelo vil metal ?

O povo deve refletir!

É interessante que políticos do PT e dos chamados partidos de esquerda do Crato, nada falam sobre esse assunto, como se fora um DOGMA, e nada fazem para defender a nossa cidade em meio a essa situação deprimente. A coisa já é escancarada, a olhos vistos. É a metrópole ganhando todos os benefícios dados de mão beijada pelos caciques, e a esquerda do Crato CALADA, MUDA, SUBSERVIENTE. A bem da verdade, a chamada "esquerda" do Crato há anos está figindo-se de morta, fingindo ainda se basear na velha ideologia atrasada daqueles que se vestem de vermelho como palhaços de circo, e que arrastou por décadas nosso povo para a ignorância enganando com promessas de honestidade e ÉTICA e quando chegou ao poder, fez pior do que todos os governos anteriores, afundando a nação num verdadeiro mar de corrupção que reverbera em cada manchete de jornal.

Há muito tempo que essa chamada "esquerda" nada tem daquele espírito idealista primeiro. Tornaram-se subservientes no mais baixo reino da vileza. E se hoje vivem de boca muda, certamente que tem as suas razões particulares e politiqueiras para isto, mas um dia a abrirão, com a única intenção essencial de apenas comer o Coveiro.

Por: Dihelson Mendonça

Um suíço no Brasil – por Paulo Afonso Almeida Jr




(Transcrito de O Globo)

D
iz-se que um sapo jogado num recipiente fervendo pula e sobrevive, mas, se
a temperatura da água subir gradualmente, ele permanece até se esturricar. Por pena do batráquio, nunca fiz o teste. Mas, aceitando sua veracidade, o brasileiro parece um sapo escaldado: acostumou-se a ser cozinhado lentamente sem reagir.

Se um suíço caísse de paraquedas por aqui e olhasse em volta, ficaria horrorizado. Imaginem uma conversa de bar entre um suíço que acaba de chegar ao país e um típico brasileiro:

– Seu país é muito belo. Mas que sufoco aquele aeroporto, não? Sem falar das estradas. O que acontece?
– É que falta dinheiro para o governo.
– Mesmo arrecadando quase 40% do PIB em impostos?

– O governo tem outras prioridades: o trem-bala, a construção de Belo Monte, os subsídios do BNDES para grandes empresas e estádios de futebol. Por isso que a Infraero, estatal que controla os aeroportos, não investe o suficiente.
– E o governo vai gastar bilhões com coisas supérfluas enquanto a infraestrutura do país encontra-se em frangalhos? Se a Infraero é incapaz de atender a demanda, por que ela não é privatizada?
– A presidente até sinalizou nesta direção. Mas é que este governo sempre condenou as privatizações. Os petistas acreditam num Estado-empresário, locomotiva do progresso.
– Em pleno século 21? Que coisa! Mudando de assunto, notei que a imprensa mostra diariamente inúmeros escândalos de corrupção. As cadeias devem estar repletas de políticos, certo?
– Que eu saiba, não há político algum preso.
– Nem aqueles “mensaleiros”? Mas eu vi que um poderoso ex-ministro foi acusado de “chefe de quadrilha”. Ele continua solto?
– Nem foi julgado ainda.
– Mas o “mensalão” não foi em 2005?
– Pois é.
– Que absurdo! Na Suíça ele estaria cumprindo pena há anos! Isso é a “banalização do mal”. Será que crime e impunidade são vistos como coisas normais por aqui?
– Todos fazem mesmo. Além disso, nós precisamos é de mais “justiça social”.
– Isso é muito perigoso! É o “ovo da serpente” quando a população fica complacente com o crime e não responsabiliza o indivíduo por seus atos.
¬--Mas vi que o povo ainda tem alguma capacidade de mobilização. Não tiveram marchas populares recentemente?
– Sim. Marcha das vadias, dos gays e pela legalização da maconha.
– Quer dizer então que a criminalidade ocorre à luz do dia, a impunidade é total, a infraestrutura está podre mesmo com impostos abusivos, e o povo vai às ruas pelas vadias, gays e maconha? Nada contra estas causas em si. Mas não te parece um despautério?
– Pode ser.
– Vocês não conseguem mais se indignar? Perderam as esperanças? Lembre-se: basta que as pessoas de bem nada façam para o mal triunfar. O preço da liberdade é a eterna vigilância. Uma sociedade de cordeiros desarmados terá sempre um governo de lobos. Vocês estão brincando com fogo!
– Mas nós temos o carnaval, o futebol e a praia.
– Desde os romanos sabemos dos riscos do “pão e circo”. Escravos miseráveis tinham o Coliseu para se manterem entretidos e, com isso, ignorar os abusos dos governantes. Mudando radicalmente de assunto: explica essas tomadas que vi pelo país todo, e que não tem em nenhum outro lugar do mundo.
– O governo decidiu um padrão novo de tomada e é obrigatório para todos, por questão de segurança.
– O governo escolhe até as tomadas? Segurança não há, porque notei que muitos usam adaptadores vagabundos. Aliás, é espantoso o grau de intervenção do governo central no Brasil. Nunca ouviram falar no federalismo?
– Vagamente.
– São aqueles cantões que decidem as coisas públicas de forma bem descentralizada e próxima do cidadão.
– Este modelo de vocês pode até funcionar melhor, mas não tem o “calor humano” brasileiro.
– Nós somos uma nação meio “fria” mesmo. Não temos o “jeitinho” e a malandragem dos brasileiros. Em compensação, temos uma renda per capita acima de 40 mil dólares, baixa criminalidade, corrupção quase inexistente, inflação praticamente nula, elevada expectativa de vida e ótimos indicadores sociais. Sem falar do respeito às liberdades individuais e à propriedade privada. Para quem busca fortes emoções, a Suíça não é o local mais adequado. Talvez o Iraque, a Venezuela ou o Brasil. Já para quem busca
tranquilidade, paz, liberdade e prosperidade...
– Mas quem precisa disso tudo quando se têm as Olimpíadas e a Copa do Mundo? Eu tenho orgulho de ser brasileiro!
Nisso, entrou um sujeito no bar e gritou:
– Mãos ao alto que isso é um assalto!

“Haja emoção, pensou o suíço. "Que país é este que junta milhões numa marcha gay, outros milhões numa marcha evangélica, muitas centenas numa marcha a favor da maconha, mas que não se mobiliza contra a corrupção”?

A Folha vai quebrar duas vezes, a Globo, uma.

Senado aprova nova Lei para TV por assinatura

DE BRASÍLIA

O Senado aprovou nesta terça-feira (16) o projeto de lei (PLC) 116, que define o novo marco regulatório para o serviço de TV por assinatura no país.

De acordo com o projeto, as empresas de telecomunicações poderão passar a transmitir conteúdos de TV a cabo. Essa possibilidade vinha sendo defendida, entre outros, pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

O texto também estabelece a exigência de que os canais fechados incluam, em suas programações, espaços mínimos para produções locais, regionais e nacionais.

Parlamentares da oposição criticaram o projeto. O líder do PSDB no Paraná, senador Álvaro Dias, disse que o texto atribui à Ancine (Agência Nacional do Cinema) prerrogativas de agência reguladora do setor, o que apontaria a intenção do governo em censurar os conteúdos da TV paga.

"O projeto passa a permitir que a Ancine autorize ou não a programação de um canal de TV paga, defina qual é o seu horário nobre, podendo caçar, banir esse canal de ser veiculado. Portanto são poderes exorbitantes", declarou.

O líder do Democratas de Goiás, senador Demóstenes Torres, disse que seu partido pretende questionar na Justiça o conteúdo do projeto.

"Nós vamos questionar no STF tudo isso que consideramos censura, xenofobia, agressão à constituição, essa quantidade enorme de artigos inconstitucionais que colocaram dentro dessa lei", disse.

Mas o relator da matéria, senador Valter Pinheiro (PT-BA), negou qualquer intenção do texto em censurar conteúdos televisivos, e defendeu a sua aprovação.

"Não se trata de regulação cultural. É sim, na prática, um aspecto da regulação econômica com o objetivo inclusive de ampliar a concorrência, a diversidade da oferta", defendeu.

Apesar dos protestos da oposição, o projeto segue direto para a sanção da Presidente da República.


O princípio básico da nova lei do cabo é saudável e simples:


Quem distribui (telefônica) não produz conteúdo (Globo).

Quem produz conteúdo (Globo) não distribui (telefônica).

A lei transforma tudo em empresa de Comunicação.

Onde se encaixam também os provedores de acesso à internet (UOL).

Assim, teremos a seguinte situação, muito interessante.

A Globo vai ter que fechar o Globo.com e o G1.

Porque não pode distribuir e produzir conteúdo ao mesmo tempo.

O UOL – que sustenta os jenios da Folha (*) – também vai.

Porque ele ou é provedor de acesso ou de conteúdo.

E, na pág. B4, da mesma Folha, o Ministro Paulo Bernardo avisa que as telefônicas poderão dar acesso à internet, sem precisar de provedor.

Ou seja, o UOL perde do novo.

Duas vezes.

Os colonistas da Folha vão ficar impossíveis.

O projeto que o Senado aprovou vai à sanção da Presidenta.

Os filhos do Roberto Marinho e do seu Frias só têm uma saída.

Contratar o escritório do Dr. Sergio Bsrmudes e sua consultora, Elena Landau.

O Dr. Bermudes não perde uma !




Paulo Henrique Amorim

A lei do piso - Emerson Monteiro

As contradições de governo pedem sérias avaliações do senso crítico. A propósito, no dia 16 de agosto de 2011, enquanto o Executivo Federal anunciava a criação de mais de duas centenas de universidades e institutos de educação profissionalizante nas diversas regiões do País, os professores do Brasil inteiro decretavam um dia de greve para protestar contra o não cumprimento da lei nacional do piso salarial dos profissionais da educação por parte dos governos estaduais e municipais.

Criar leis avançadas e os próprios agentes públicos deixarem de cumpri-las significa, no mínimo, profunda contradição oficial de quem pede empenho aos setores da vida civil no estado democrático. O exemplo que deveria advir dos primeiros responsáveis representa fator essencial na boa ordem política. Querer que o cidadão médio obedecesse às determinações legais sem os mandatários apresentarem correspondente comportamento deixaria margem ao enfraquecimento das instituições em vigor.

A movimentação grevista dos professores, com isso, ganha o apoio da sociedade, porquanto reclama o justo e devido cumprimento legal do festejado diploma legislativo, conquista dos ingentes esforços coletivos de séculos, carência e meio de aperfeiçoamento do ensino, crescimento da escola e convergência dos anseios da juventude todo tempo.

Desta forma, os professores agem numa reação natural ao que pode ser considerado desrespeito aos avanços pretendidos pela padronização dos ganhos de quem se dedica ao ofício espinhoso de transmitir o conhecimento, importante fator do progresso e da civilização.

Diante, pois, das justas reivindicações dos professores ao cumprimento, pelas autoridades, da lei do piso salarial que haja firmeza e resultados favoráveis, a produzirem melhor educação graças ao empenho continuado de muitas conquistas em vias da realização plena. A lei existe. Agora chega o momento de praticar os atos administrativos que ele impõe com sabedoria.

Vereador George Macário cria projeto que institui Ensino da História do Crato em Escolas Públicas e Particulares - O projeto já foi APROVADO.


Nota do Editor: Parabéns, George Macário! - Mais um Gol de Placa!

O primeiro projeto do novo vereador George Macário é muito importante para o Crato, pois vem resgatar a história da nossa cidade. A partir de agora, o Ensino da História do Crato será uma necessidade do currículo escolar. O Blog do Crato parabeniza a iniciativa, a visão do vereador George Macário, e ao mesmo tempo ficamos a se perguntar porque alguém não já têve essa excelente idéia antes ? basta um rapazinho de visão entrar na Câmara de Vereadores para vermos as coisas começarem a andar nos trilhos. Proponho ao nobre vereador que submeta algum projeto de lei para reinstituir os antigos nomes das ruas do Crato que outro projeto DESGRAÇADAMENTE mudou, como por exemplo, a clássica Av. Presidente Kennedy.

Dihelson Mendonça

PROJETO INSTITUI O ENSINO DA HISTÓRIA DO CRATO, EM ESCOLAS PÚBLICAS E PARTICULARES

De autoria do Vereador George Macário (PSDB), foi aprovado em segunda e última votação, na sessão desta terça-feira, dia 16, o Projeto de Lei que institui o ensino da história do município do Crato, bem como obriga o cântico dos hinos (Nacional, Ceará e Crato) e o hasteamento das bandeiras (Brasil, Ceará e Crato), nas escolas públicas e particulares do Município. Agora cabe ao Poder Executivo realizar os procedimentos cabíveis para cumprir a lei, já a partir de 2012.

O Vereador, autor do Projeto, afirmou que é injustificável um município com uma história tão bonita, tão rica de personalidades, ações e fatos, não preservar está memória para que as gerações atuais e as futuras tenham conhecimento do seu passado e de sua formação social, econômica e política. “ O povo cratense se orgulha muito de sua cultura, mas não tem conhecimento de sua história. É preciso unir as duas coisas, ressaltou George.

Por: Dihelson Mendonça
Com Informações da Câmara de Vereadores do Crato

Senado Federal homenageia Juazeiro do Norte



(transcrito do “Diário do Nordeste”)

Os 100 anos de emancipação do município e sua cultura foram destacados durante a sessão


Brasília. Com a presença do prefeito Manoel Santana, o plenário do Senado Federal realizou na tarde de ontem, em Brasília, uma Sessão Solene em homenagem aos 100 anos de emancipação de Juazeiro do Norte. Prestigiada pela bancada, a sessão contou com discursos dos três senadores cearenses Inácio Arruda (PCdoB), Eunício Oliveira (PMDB) e José Pimentel (PT).


Segundo o ex-coordenador da bancada cearense, Inácio Arruda, "a grande contribuição do Cariri para o mundo e para o Brasil não se dá pela cultura letrada e o vigor da economia da região, mas pelos tesouros valiosos da cultura popular local, que possibilitam o renascimento artístico que vem a ser a síntese e o ensaio da brasilidade aberto ao universal".

O senador destacou o anúncio da criação da Universidade Federal do Cariri, que terá como sede Juazeiro do Norte, com campi em Barbalha, Crato, Brejo Santo e Icó. Em seu discurso, Inácio Arruda disse que homenagear Juazeiro também significa prestar uma homenagem ao Padre Cícero Romão Batista (o primeiro prefeito da cidade) e ainda aos reisados; aos tocadores de pífanos; aos mestres rabequeiros; às romarias e a força do simbolismo. O senador José Pimentel também ressaltou a criação da Universidade Federal do Cariri.


Beatificação

Já o senador Eunício Oliveira lembrou que os cearenses torcem pela beatificação do Padre Cícero. Ele acrescentou que Juazeiro é hoje um dos maiores centros de peregrinação e religiosidade popular da América Latina. O senador Geovani Borges (PMDB-AP) enalteceu a região de Juazeiro do Norte, prestando uma homenagem à colônia nordestina no Amapá.



segunda-feira, 15 de agosto de 2011

F E L I Z A N I V E R S Á R I O D I H E L S O N



Existem pessoas que surgem em nossas vidas
de repente, e nos cativam para sempre...
Foi assim com Dihelson.
Me foi apresentado um rapaz com ar tímido
que falava mansinho e esboçava sempre
um sorriso nos lábios..
Aos poucos nos seus gestos delicados
foi me deixando ver as inúmeras qualidades que possuía...
Cordial, inteligente, sincero, amável, carinhoso
e de um talento musical extraordinário.
Também autentico e verdadeiro nas coisas
que escrevia...
Quando o som da sua música chegou aos
meus ouvidos,
 e me envolveu como numa mágica
 fui cativada para sempre...
Como gostaria de lhe dizer coisas bonitas
hoje, que é o seu aniversário...
E só consegui estas poucas palavras ...
Mas deixei brotar de mim o que tinha de mais sincero 
para homegear alguém especial.

F E L I Z   A N I V E R S Á R I O

Guimarães Rosa... em PRosa

“Um dia, sem dizer o que a quem, montei a cavalo e saí, a vão,escapado. Arte que eu caçava outra gente, diferente. E marchei duas léguas. O mundo estava vazio. Boi e boi. Boi e campo. Atravessei o ribeirão verde, com os umbuzeiros e ingazeiros debruçados. ‘Quanto mais ando, querendo pessoas, parece que entro mais no sozinho do vago...’ foi o que pensei, na ocasião”. (Rosa, Guimarães. 2001:219).

Guimarães Rosa propôs diversas definições poéticas para o Sertão  em Grande Sertão: Veredas.

Nelson Cruz ( ilustrações). São Paulo: Cosac Naify, 2004 (www.cosacnaify.com.br)

PARABENS, DIHELSON!!!





Hoje é dia de festa.

Quero desejar ao meu amigo Dihelson todo o sucesso nos seus empreendimentos (que não são poucos) 
e a realização plena dos seus sonhos e desejos.


A toda hora

Queria poder reter dentro de mim
A consciência do tempo
Assim como esse relógio
Que em meu pulso o aprisiona.
Iria querer
Viver todos os instantes
Mas não tão rapidamente
Como ele, agora.

A vida é contra-senso
É contrapasso
No compasso
Das horas
E a cada contratempo
Continuo correndo.
Esqueço os segundos
E marcho com os minutos
Sou alquimista atemporal
Porque o tempo
Na sua marcha
Vai pouco a pouco
Tecendo
Segundos, minutos, horas...
Em outros tempos
A toda hora
Aqui, agora.

Claude Bloc (em nome do Cariricaturas)


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Para quem não conhece o talento de Dihelson

Dihelson |Mendonça - Cuba Libre



domingo, 14 de agosto de 2011

Manuel de Barros


Palavras

Veio me dizer que eu desestruturo a linguagem. Eu desestruturo a linguagem? Vejamos: eu estou bem sentado num lugar. Vem uma palavra e tira o lugar de debaixo de mim. Tira o lugar em que eu estava sentado. Eu não fazia nada para que a palavra me desalojasse daquele lugar. E eu nem atrapalhava a passagem de ninguém. Ao retirar de debaixo de mim o lugar, eu desaprumei. Ali só havia um grilo com a sua flauta de couro. O grilo feridava o silêncio. Os moradores do lugar se queixavam do grilo. Veio uma palavra e retirou o grilo da flauta. Agora eu pergunto: quem desestruturou a linguagem? Fui eu ou foram as palavras? E o lugar que retiraram de debaixo de mim? Não era para terem retirado a mim de lugar? Foram as palavras pois que desestruturam a linguagem. E não eu.

In Ensaios fotográficos, Rio de Janeiro: Record, 2000, p. 57.


Video poesia - manoel de barros





Meu querido, meu velho, meu amigo (Roberto Carlos)


FELIZ DIA DOS PAIS!!!

Dia Dos Pais




A TODOS OS PAPAIS DO MUNDO...

Adeus ao grande Chico Passeata


Grande defensor do SUS, do serviço público e lutador das causas populares, Chico Passeata foi militante contra o regime militar e preso político durante a ditadura.

Do Portal Vermelho.

Faleceu na madrugada desta sexta-feira (12/08/11) o médico sanitarista, poeta, militante do PCdoB e ex-preso político: Francisco das Chagas Dias Monteiro (63). Chico Passeata não resistiu ao câncer. Ele estava internado há semanas no Instituto do Câncer do Ceará. Grande defensor do SUS, do serviço público e lutador das causas populares, Chico Passeata foi militante contra o regime militar e preso político durante a ditadura.

Carlos Augusto Diógenes (Patinhas), presidente estadual do PCdoB no Ceará lamenta a morte do amigo dos tempos de movimento estudantil e do camarada de Partido. “A partida de Chico Passeata será irreparável para a família, amigos e para nós que fizemos com ele o PCdoB”. Para Patinhas, as características principais de Chico Passeata eram a grande capacidade de fazer amigos e a sempre constante defesa pelos direitos do povo. “Nos conhecemos em1975. Ele como atuante estudante de Medicina e eu acadêmico da Engenharia. Já no movimento estudantil, Chico se mostrava ofensivo, com posição política clara e determinada”, recorda.

Segundo o dirigente comunista, o nome com o qual ficou conhecido deve-se à sua atuação política. “Chico Passeata tinha grande capacidade de aglutinar todas as forças políticas. Nos reencontramos depois da anistia e percebi que sua característica permanecia forte, desta vez em defesa do SUS e da categoria dos médicos”. Patinhas relembra com carinho do amigo. “Sua alegria será permanente. O PCdoB está de luto pela perda deste grande camarada, ele que dedicou sua vida à construção de um país mais justo, humano e solidário”.

Para o deputado federal Chico Lopes, contemporâneo de Chico Passeata, com quem compartilhou muitos momentos de luta, Monteiro foi, além de um exemplar militante do PCdoB, um amigo que jamais será esquecido. “Ele foi um bravo militante, um lutador das causas populares durante toda a vida, inclusive enfrentando prisões e tortura. Chico Passeata nunca mudou seu modo de ver a luta por uma nova sociedade, com uma vida melhor para as pessoas”, declarou Chico Lopes, emocionado pela perda do amigo. “Além de camarada, foi sempre um amigo das horas mais complicadas que às vezes nós temos que passar nessa vida. Sei que ele estava sofrendo muito, lutando para viver. Fico muito emocionado em lembrar de tudo o que passamos”.

“Chico era médico, poeta e lutador, um homem que amava seu povo”, definiu o secretário da Saúde, Arruda Bastos, ao lamentar a morte do amigo e colaborador. Chico tem um vasto currículo tanto como médico, sindicalista, conselheiro de saúde, como grande defensor da democracia e das lutas contra a ditadura militar de 64. Por sua destemida militância, acabou preso político no regime militar.

CAMINHO DA ESPERANÇA

Chico Passeata

siga,
de mãos dadas,
o caminho da esperança
busque a paz
no ritmo compassado
das batidas do coração
abra as portas
da tolerância,
abrace o entendimento
proteja a vida
(a sua e a do universo)
e ela te protegerá
já que nada
é tão bom
que não possa melhorar.

sábado, 13 de agosto de 2011

"Chumbo grosso" - José Nilton Mariano Saraiva

Meio mundo e mais uma banda dele passaram por agruras inimagináveis quando, em razão da crise braba que eclodiu em seu mercado imobiliário (em 2008/09), o governo dos Estados Unidos da América descobriu que o “buraco” era mais em cima, que a “coisa” era mais horrenda do que se imaginava, que o “bicho” estava fora de controle (em razão, principalmente, da tolerância excessiva como fora tratado até então) e, enfim, que o país estava tecnicamente quebrado, falido, insolvente e (consequentemente) absolutamente incapaz de honrar os vultosos compromissos assumidos (tanto interna, como externamente).
Assim é que, da noite-pro-dia, aquelas grandes, respeitáveis e até então (tidas como) inexpugnáveis corporações financeiras americanas (da estirpe de um Banco Lehman Brothers, por exemplo) viram desmoralizadas e a ruírem por terra suas econométricas previsões e inviabilizados na plenitude seus infalíveis diagnósticos, já que levadas de roldão ao “olho-do-furacão” (em razão, repetimos, dos generosos e comprovadamente irresponsáveis financiamentos ao setor imobiliário); só restou ao governo americano, na tentativa de conter uma crise sistêmica (de proporções amazônicas) intervir no mercado, via disponibilização de TRILHÕES de dólares (praticamente a “fundo perdido”), objetivando “segurar a onda”, ou “debelar o vendaval”, prevenindo que a economia não colapsasse definitivamente; acabou por não consegui-lo, porquanto o estrago fora cumulativo (ao longo de anos e anos) e descomunal (valores estratosféricos).
Como, no entanto, os Estados Unidos da América ainda exercem uma enorme influência além mares e fronteiras (apesar do franco declínio já há algum tempo), era previsível que qualquer espirro, gripe ou sintoma de febre de que fosse acometido haveria de repercutir em todo o mundo (nenhuma novidade), o que findou por acontecer no rastro de tal crise; assim, economias antes consideradas fortalezas sólidas e portos seguros (pra investimentos), acabaram por acusar o golpe e tiveram que contorcer-se e adaptar-se à nova e dramática realidade (raríssimas foram as que, de certa forma, “agüentaram o tranco” e conseguiram a muito custo equilibrar-se sobre a “lâmina da navalha”).
Na “terra Brasilis”, um “analfabeto abirobado”, então incrivelmente respondendo pela Presidência da República (por determinação soberana do seu povo), virou alvo de chacotas e zombarias mil quando ousou afirmar, desabridamente, que o tal “tsunami” financeiro que varria o mundo não passava de uma “marolinha” e que o Brasil conseguiria, sim, “tirar de letra”, nadar de braçadas, atravessá-lo galhardamente, principalmente em função dos sólidos fundamentos econômicos implementados; e ao valer-se da credibilidade conquistada, no e ao longo do seu frutífero primeiro mandato (2003/06), apelou para que a população economicamente ativa (agora acrescida dos milhões de trabalhadores que ascenderam à classe média, em função do aumento real do salário) fosse às compras, consumisse o essencial e, enfim, fizesse a “roda girar”; e assim, apesar do ceticismo e da descrença de muitos, não deu outra: o nosso (agora) vigoroso mercado interno funcionou como um grande colchão receptor de impactos, ou uma eficiente blindagem protetora, e o Brasil acabou por seu um dos últimos a entrar e um dos primeiros a sair da crise braba que varreu o mundo impiedosamente, de norte a sul, leste a oeste.
Hoje, uma nova e mais profunda crise se faz anunciar (aliás, já chegou), originária (de novo, outra vez, novamente) dos Estados Unidos da América, mas com sérias ramificações por todo o continente europeu (vide as situações de penúria total que atravessam Portugal, Espanha, Turquia e outros menos famosos, todos literalmente falidos); e, acreditem, todos os indicativos apontam que dessa vez é “chumbo grosso”, madeira pra dá em doido.
Dispondo de portentosas reservas cambiais de 350 bilhões de dólares (é o sexto país do mundo com maior nível de reservas, ficando atrás apenas da China, Japão, Rússia, Arábia Saudita e Taiwan), o Brasil ainda assim aguarda com expectativa os reflexos de mais essa catástrofe econômico-financeira planetária, capaz de abalar e desestruturar nações de qualquer credo ou ideologia.
Medidas preventivas já foram tomadas e mais uma vez o nosso pujante e vigoroso mercado interno há de ter papel crucial e preponderante nessa travessia penosa e eivada de percalços e armadilhas; e a própria presidenta Dilma Rousseff (tal qual o fez o então presidente Lula da Silva), humildemente já se pronunciou publicamente, estimulando a população a “não deixar a peteca cair”, blindando a nossa economia mais uma vez.
Evidentemente que já tem nêgo aí “lambendo os beiços”, esfregando as mãos e com rojões preparados pra espocar, na torcida silente e covarde para que o Brasil não dê certo, sucumba, vá ao fundo do poço.
Vão quebrar a cara, de novo !!!

A Popularidade de Dilma



BRASÍLIA - Nesta semana, uma pesquisa Ibope mostrou o governo Dilma Rousseff com 48% de aprovação, uma queda de oito pontos em relação a um levantamento de março do mesmo instituto.
A taxa apurada pelo Ibope é idêntica à obtida pelo Datafolha -também 48% de aprovação.
A oposição passou a vaticinar o início da descida ladeira abaixo para Dilma. Os governistas rebateram. Seria só um ajuste sazonal de expectativas, pois todo governante enfrenta uma queda de popularidade no começo de mandato.
É natural os políticos desejarem faturar -a favor ou contra- quando sai uma pesquisa. Mas esses levantamentos mostram apenas o passado, não os fatos futuros.
Agora que o Brasil está virando mais ou menos uma democracia estável e acumula alguma história, a melhor comparação possível é com pesquisas de outros presidentes eleitos pelo voto direto.
Depois de seis meses no Planalto, em junho/julho de 1995, o tucano Fernando Henrique Cardoso registrou 40% de aprovação para sua administração, segundo o Datafolha, e 42%, de acordo com o Ibope. Os percentuais de Lula em junho de 2003 eram de 42% e 43% nos dois institutos, respectivamente.
Dilma, com seus 48%, é a presidente eleita pelo voto direto detentora da maior taxa de aprovação pós-ditadura militar depois de seis meses sentada na cadeira. Antes de 1964 houve presidentes muito populares, é verdade, mas o país era outro. Infelizmente, não há pesquisas confiáveis daquele período.
A conclusão mais factual disponível no momento é que a chefe do Executivo tem um desempenho bem aceitável na comparação com seus antecessores imediatos. No restante do mandato, o resultado é incerto. Dependerá do estado da economia (haverá crescimento até 2014?) e do relacionamento político entre Planalto e Congresso. Até agora, Dilma não deixou claro como se dará nessas duas áreas.

fernando.rodrigues@grupofolha.com.br

Folha de São Paulo 13/08/11

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Concepção de Deus - Emerson Monteiro


De acordo com o Blog Boa Saúde nesta segunda semana de agosto de 2011, resultados de uma pesquisa promovida pela Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, dão conta de que doentes que guardam sua fé em um Deus benevolente possuem tendência natural para diminuir as preocupações e tolerar melhor as dificuldades do que outros que acreditam em um Deus punitivo ou indiferente.

Por isso, os estudiosos admitem que os profissionais da saúde mental devem passar a integrar as crenças espirituais de seus pacientes na formulação dos tratamentos. Este zelo para com as crenças dos que procuram tratamento médico psiquiátrico favorece sobremodo o encaminhamento da cura.

A força psicológica que advém da fé religiosa estabelece, pois, segundo esse trabalho universitário, bases pessoais a fim de auxiliar os encaminhamentos clínicos.

Tais constatações guardam estreita relação com a interpretação da existência pelas escolas religiosas, esclarecendo, aos olhos da ciência oficial, os motivos que conduzam a Humanidade aos valores íntimos do espírito no conceito das criaturas e na formação das suas tradições.

Isto reforça o quanto a constituição humana dispõe dentro de si própria dos mistérios e poderes renovadores da vida. Os pensamentos e sentimentos trabalham silenciosamente para restabelecer o equilíbrio da Natureza nos organismos.

As implicações desta pesquisa para o campo da psiquiatria é que nós temos que levar mais a sério a espiritualidade dos pacientes do que nós fazemos hoje, assegura David Rosmarin, um dos autores da investigação científica. A maioria dos psiquiatras está despreparada para conceitualizar como as crenças espirituais podem contribuir para o estado afetivo e, assim, muitos teimam em não integrar esse tema no tratamento de uma forma que seja espiritualmente sensível, conclui o estudioso.

O Detran na contramão - Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Há pouco menos de um mês, a Petrobrás anunciou que terá de importar gasolina, pois o consumo sofreu um aumento que superou a produção interna desse combustível. Por outro lado, há também problemas com o fornecimento de álcool, de modo que aquela companhia petrolífera solicita a redução do consumo interno, via aumento de preços, como se era de esperar.

Mas, surpreendentemente, o Detran-Ce encontra-se executando um programa de fechamento dos retornos na Avenida Juazeiro–Crato, deixando apenas alguns poucos. Somente no município do Crato já foram fechados três retornos que dão acesso aos bairros Muriti e São José. Para esses acessos, os motoristas deverão se deslocar cerca de três a quatro quilômetros a mais no percurso. No município de Juazeiro do Norte, em alguns retornos estão sendo implantados sinais luminosos, obrigando aos motoristas que necessitarem executar retorno, a um longo deslocamento por ruas secundárias, mal pavimentadas e sem iluminação. Assim sendo, o percurso terá seu tempo de deslocamento e o consumo de combustível sensivelmente aumentados. Além do mais, certamente haverá a possibilidade de freqüentes engarrafamentos do trânsito, e o estresse a que serão submetidos os motoristas.

Sem nenhum prejuízo à segurança do trânsito, se poderia criar faixas exclusivas para o retorno, com alargamento das faixas de deslocamento laterais e a criação de uma faixa interna, ao lado do canteiro central, conforme o retorno existente no acesso à Petrobrás.

Com um pouco mais de inteligência o DETRAN poderia, juntamente com o DERT realizar um serviço mais seguro com custo que seria compensado pelo não aumento do consumo, melhoria da fluidez do trânsito e maior conforto aos usuários.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Táxi Lunar

A convivência próxima do homem com as drogas remonta às mais priscas eras. Há relatos históricos do uso do haxixe há mais de 4500 anos. Elas acompanharam praticamente, pari passu, a caminhada da humanidade e a habitualidade do seu uso tem se tornado mais corriqueira com os novos tempos, nada levando a crer que um dia estaremos livres delas. Utilizada inicialmente de forma ritualística, os estupefacientes grassaram para as mais diversas classes sociais, a partir do Século passado, com um salto gigantesco a partir dos anos 50-60, junto aos movimentos Beat, Hippy , o Jazz e o Rock. A aura cult e chique ,que inicialmente mascarou a disseminação das drogas, foi sendo pouco a pouco apagada pelas constantes baixas acontecidas entre os usuários e o terror da dependência que arrastava levas e levas de pessoas aos mais baixos umbrais da condição humana. Junto à nova moda, organizou-se uma indústria poderosíssima de tráfico que se calcula movimenta mais de U$ 500 bilhões todo ano. Utilizando as modernas regras do consumo, lançam-se diuturnamente novidades no mercado. À medida que a letalidade de drogas recém-lançadas vai ficando mais visível, outras são imediatamente apresentadas, trazendo o perfil do novo e do inócuo. A geração perdida desmoronou com o ópio, a do Jazz foi destroçada pela heroína, a dos pioneiros do Rock pela cocaína e pelo LSD, a dos anos 80-90 pelo Ectasy e pela Cola e a do Século XXI pelo Crack e pelo Oxy. Embora todas as demais, junto com a Marijuana, o Álcool e o Tabaco continuassem em plena circulação. Apenas uma ou outra droga foi caindo de moda assim como a roupa ou o sapato da mocinha do shopping.

Uma questão inequívoca é que até o momento o mundo não encontrou uma maneira de solucionar o grave problema. A simples repressão não só tem se mostrado inócua, mas levou ao agravamento e ao aumento do consumo. A criminalização tem abarrotado os presídios de usuários, já superpovoados de toda a sorte de adversidades. Por outro lado, a legalização como tem procedido Hamburgo e Amsterdam, não tem aparentemente trazido uma resposta adequada à grave enfermidade que tem tomado conta de todos os segmentos da sociedade, nos dias atuais. Recentemente, sentindo a insuportável visão da Cracolândia, o Rio de Janeiro, através da sua Secretaria de Assistência Social, partiu para uma medida extrema: internar à força os usuários do Crack, imaginando que assim lhes dariam uma oportunidade de livrar-se da atroz dependência. São Paulo, inspirada na ação carioca, pretende agir da mesma forma. Numa área em que as ações governamentais, mundialmente, são tão plenas de equívocos, surge a pergunta inevitável : “Internar à força os usuários de drogas ilícitas, resolve?” É sobre esta interrogação enigmática que pretendo tomar o tempo de vocês nesta manhã de sábado.

A meu ver, a resolução da Secretaria de Ação Social se compara ao desespero de um paciente desenganado que, fora de possibilidade terapêutica, recorre a encantamentos e benzeduras. Uma espécie de “Perdido por um, perdido por mil!”. Historicamente , a experiência tem demonstrado que todo tratamento de dependência que não parta da vontade própria e inalienável do próprio paciente tem imensas possibilidades de estar fadada ao fracasso. Além de tudo, a atitude carioca fere gravemente o princípio da Autonomia na Bioética. Só temos o direito de realizar qualquer tratamento ou procedimento que envolva a saúde de uma pessoa, com sua plena aceitação. Os profissionais têm a sagrada missão de promover o Bem da pessoa humana, mas este bem não é o profissional que determina qual é, mas o próprio paciente. O ouvinte pode até argüir que um dependente pesado não tem nenhuma possibilidade de exercer sua Autonomia e que aí a decisão teria que ser do seu responsável legal : a Família ou, na ausência dessa, o próprio Estado. Aí recaímos num outro pântano: o risco do responsável legal, por interesses vários: econômicos, políticos, sociais, decidir não pelo bem do dependente, mas pelos interesses pessoais . Os manicômios e os asilos estão repletos de pessoas excluídas do convívio da família por meros interesses dos seus descendentes. Acredito no princípio do utilitarista Stuart Mill: “A única razão da existência de uma lei é para fazer com que não se firam interesses de terceiros”. Ou seja, cada um é senhor da sua própria vida e pode usá-la como assim lhe convier, desde que respeite a liberdade dos outros. O homem é livre para viver ou para matar-se seja a crédito ou a vista. A dependência só passa a ser um problema médico ou governamental, quando o paciente pede ajuda: “Preciso sair disso e não sei como!”. Aí, sim, o Estado tem que prover todos os instrumentos possíveis para reabilitá-lo e trazê-lo à nova vida. E nisso, é preciso reconhecer, o Estado brasileiro é de uma incapacidade terrível. A reabilitação está nas mãos de algumas poucas instituições religiosas que buscam com unhas e dentes obrar milagres, muitas vezes sem qualquer embasamento científico.

Para se ajudar os usuários de drogas, antes de levá-los à força às clínicas, é preciso responder a uma pergunta básica: “Por que tantos precisam se anestesiar para suportar a vida que levam ?” Não temos o direito de arrancar a latinha de cola do menino que vive na rua e que a utiliza para passar a fome e transportar-se para um outro universo mais colorido , se não for para proporcionar-lhe um Mundo melhor e mais justo. Os ansiosos, os infelizes, os abandonados, os frustrados , os desiludidos precisam , primeiramente, ter solucionadas sua agruras existenciais, antes de terem os anestésicos suspensos. O uso indiscriminado dos alucinógenos, dos entorpecentes é uma prova clara de que este mundo em que vivemos está cada vez mais triste e sem esperança. Talvez seja por isso mesmo, por fuga, que tantos têm tomado o “Táxi para Estação Lunar”. Para trazê-los de volta é necessário antes mudar o planeta, torná-lo mais justo, mais palatável, mais fraterno e respirável. Que valha a pena ao menos a cansativa viagem de volta.

J. Flávio Vieira

PENSAMENTOS - Por Edilma Rocha


" Em nossa vida, muitas vezes tentamos criar todo tipo de resistência, evitando as emoções que possam causar dor. Então, aos poucos, entorpecemos nossos sentimentos e a vida acaba ficando sem sabor, sem sentido. O medo do desconhecido é o que geralmente nos impede de enxergar as oportunidades"

DESENHO - Por Edilma Rocha

O lápis é um instrumento da escrita, mas para os artistas e estudantes de arte consiste também num recurso muito familiar de desenho.
Tudo o que você precisa para começar a desenhar é de uma folha de papel, lápis e talento.
O lápis pode ser usado de inúmeras maneiras. Dependendo do formato que se dá a ponta, você fará diversos tipos de linhas.
Há também diferentes grafites, das mais duras às mais macias, o que acrescenta versatilidade a este material.
Você pode desenhar a lápis usando apenas linhas, ou apenas tons, ou ainda combinações entre linhas e tons e inúmeras outras técnicas. É possível variar a superfície do papel, das mais lisas e brilhantes às mais rugosas. Os  diversos tipos de papel aumentam as possibilidades de desenho, pois cada superfície reage de um modo ao lápis. Lápis e artistas são inseparáveis porque a maioria dos trabalhos como pintura, desenho e escultura, começam a partir de um esboço a lápis. Além de servir para esboços, com ele você terá também desenhos muito bem acabados.
A obtenção  de um bom resultado no desenho  depende muito da habilidade na organização dos tons, criando os efeitos de luz e sombra combinando áreas em branco e sombras mais profundas. O uso de  várias tonalidades num desenho a lápis permite criar trabalhos muito interessantes. Seu domínio abre as portas para uma série de técnicas expressivas.
Para produzir os tons, você tem, primeiro que  visualizá-los. Cada motivo apresenta seu próprio tom local, que indica o quanto ele é claro ou escuro em relação às coisas que o cercam. Mas o tom é quase  sempre modificado pelos efeitos de luz e sombra. E são estas modificações que resultam na  descrição da forma do objeto.
Bons resultados ao desenhar com tons dependem basicamente de sua capacidade de identificar  a variação tonal completa do motivo, o que lhe permitirá trabalhar de maneira organizada. Em geral, isso significa evoluir do claro para o escuro. 
E então ? Vamos começar a desenhar ?

Do alcoolismo à santidade




(Matéria publicada no Jornal de Dublin – Irlanda – 8 de julho de 1975)

No ano de 1925 em Dublin um jornal publicou a seguinte notícia: "Um homem idoso perdeu os sentidos na Gramby Lane. No hospital descobriram que estava morto; não trazia consigo nenhum documento."
Tratava-se de Matt Talbot, que de alcoólico inveterado, se tornou um verdadeiro santo.

Era o segundo de 12 irmãos, e nasceu numa família pobre de Dublin (Irlanda) em 1856. Terminada a instrução primária, Matt Talbot empregou-se na casa de um negociante de vinhos, como moço de recados, aos doze anos de idade

Aí aprendeu a beber, infelizmente. E passados dois anos, era um miserável alcoólico.
Os pais pensavam que mudando de emprego, o rapaz deixasse a bebida, e puseram-no a trabalhar como ajudante de pedreiro.
Continuou, porém, preso ao álcool. No fim de cada semana gastava quase todo o ordenado nas tabernas.

Quando não bebia, Matt era amável, serviçal, simpático e acolhedor. Mas quando ficava embriagado, fazia-se valentão e metia-se em brigas.
Durante 14 anos, Matt não passou de um pobre bêbado e jogador viciado.
O jogo hipnotizava-o e a bebida atraía-o irresistivelmente.
Aos sábados, dia de pagamento, ele ia esperar diante do portão da fábrica os companheiros que deixavam o trabalho com o ordenado da semana, esperando que o convidassem para beber um copo. Quase ninguém parava para falar com ele. Não era bem visto, obviamente.

Numa tarde caiu em terrível abatimento físico e moral, como não lhe havia acontecido até então. Sentia asco, nojo de si mesmo e do seu vício degradante. Como se sucedessem esses estados com tanta frequência, um dia disse à mãe, para surpresa dela:
-- Hoje fiz um voto a Deus!
-- Que voto meu filho?
-- O voto de não beber durante três meses!

No dia seguinte foi trabalhar normalmente na fábrica. Passou bem a semana inteira. No sábado imediato, os companheiros convidaram-no para ir beber um copo, o que raramente acontecia.
Por delicadeza, aceitou o convite. Mas os companheiros, arregalando os olhos e sacudindo a cabeça, ficaram admirados quando o viram beber apenas água mineral!
Entretanto, a luta para cumprir o voto durante aqueles três meses foi para ele um terrível tormento. E dizia à sua mãe como forma de desabafo:
-- Já não aguento mais, minha mãe! Tenho de voltar a beber!

Mas resistia, e as lágrimas corriam-lhe pela face. Mais tarde confessou: "Foi então que me pareceu ouvir uma voz interior que dizia: -- A sobriedade é uma tolice. Você é totalmente incapaz de viver sem bebida. Nenhum homem viciado consegue viver sem álcool!
Matt reconheceu então que era um aviso do Céu a explicar-lhe que por suas próprias forças seria incapaz de abandonar para sempre o vício da bebida. Era preciso pedir essa graça a Deus Nosso Senhor.

De seguida humilhou-se e suplicou a Deus que lhe concedesse forças para dominar e largar esse vício da embriaguez.
A partir de então, dirigia-se toda manhã à Igreja dos Franciscanos para assistir Missa e receber humilde e devotamente a Sagrada Comunhão.
Passados os três meses, Matt renovou o voto por um ano. Aos poucos se foi livrando da bebida até se tornar um homem livre dessa prisão alcoólica, embora de quando em quando tivesse que lutar contra a tentação de beber. Foi ele mesmo quem o disse:
"Quando em certa manhã ia para a Igreja dos Franciscanos, assaltou-me um terrível desejo de tomar álcool. Não sabia como havia de resistir. Durante duas horas andei sem rumo pela cidade e parei diante de uma igreja. Entrei, coloquei-me de joelhos diante do altar, e de todo o coração supliquei a Deus:
-- Senhor, não me deixeis cair novamente no vício da embriaguez, que desejo vencer com o vosso amparo e ajuda!" Fiquei ali não sei quanto tempo.

Ao longo dos meses e anos, pouco a pouco Matt tornou-se outro homem. Sentiu-se completamente livre da tentação da bebida.
De vez em quando era visto entrar numa e outra taberna com um envelope na mão. Levava o dinheiro para pagar as bebidas que no passado bebeu fiado.
Daí por diante, entregou-se a uma rotina de muita oração e impressionante penitência, durante seus últimos 40 anos de vida.

Levantava-se às 5 da manhã para assistir à Missa antes do trabalho e dava à oração todos os momentos livres de que dispunha.
Quando caiu desmaiado ao dirigir-se para a Missa, e levado para o hospital, encontraram-lhe o corpo cingido por áspero cilício de pontas de arame mordentes, sinal da intensidade da mortificação que praticava.

Introduzindo o processo de beatificação em 1947, foi declarado Venerável em 1975. A sua conversão foi tão sincera que dificilmente se encontrará nestas terras um exemplo de tanta oração e penitência como a deste carregador das docas de Dublin.
Matt Talbot morreu a caminho da Missa na Igreja dos Franciscanos, depois de ter completado 69 anos de idade.

PARA DESCONTRAIR E REFLETIR SOBRE A NOSSA LÍNGUA

Eita, nós!!!
Será que por aí nas "oropas" a gente vê essas coisas???
Prestenção!!

Kill em Inglês é matar. Quem vai matar a Barbie?
Você quer ser "criente" dessa loja?
Nunca passe por esse "desvil", senão você nunca chegará ao seu destino...
Desse "absolvente", jamais!!! De quem é a culpa?
Alguém comeu o D da DESCARGA
Você está sem "inelgia"? Tome "inelgético"
Com essas facas você consegue um ótimo "monstruário" e haja monstro !!!
Que dia você vai comprar uma "sexta" dessas?? No Sábado?