Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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domingo, 28 de agosto de 2011

Boff no Cariri


Uma revolução ainda por fazer

Toda mudança de paradigma civilizatório é precedido por uma revolução na cosmologia (visão do universo e da vida). O mundo atual surgiu com a extraordinária revolução que Copérnico e Galileo Galilei introduziram ao comprovarem que a Terra não era um centro estável mas que girava ao redor do sol. Isso gerou enorme crise nas mentes e na Igreja, pois parecia que tudo perdia valor. Mas lentamente impô-se a nova cosmologia que fundamentalmente perdura até hoje nas escolas, nos negócios e na leitura do curso geral das coisas. Manteve-se, porém, o antropocentrismo, a idéia de que o ser humano continua sendo o centro de tudo e as coisas são destinadas ao seu bel-prazer.

Se a Terra não é estável –pensava-se – o universo, pelo menos, é estável. Seria como uma incomensurável bolha dentro da qual se moveriam os astros celestes e todas as demais coisas.

Eis que esta cosmologia começou a ser superada quando em 1924 um astrônomo amador Hubble comprovou que o universo não é estável. Constatou que todas as galáxias bem como todos os corpos celestes estão se afastando uns dos outros. O universo, portanto, não é estacionário como ainda acreditava Einstein. Está se expandindo em todas as direções. Seu estado natural é a evolução e não a estabilidade.

Esta constatação sugere que tudo tenha começado a partir de um ponto extremamente denso de matéria e energia que, de repente, explodiu (big bang) dando origem ao atual universo em expansão. Isso foi proposto em 1927 pelo padre belga, o astrônomo George Lemaître o que foi considerado esclarecedor por Einstein e assumido como teoria comum. Em 1965 Penzias e Wilson demonstraram que, de todas as partes do universo, nos chega uma radiação mínima, três graus Kelvin, que seria o derradeiro eco da explosão inicial. Analisando o espectro da luz das estrelas mais distantes, a comunidade científica concluiu que esta explosão teria ocorrido há 13,7 bilhões de anos. Eis a idade do universo e a nossa própria, pois um dia estávamos, virtualmente, todos juntos lá naquele ínfimo ponto flamejante.

Ao expandir-se, o universo se auto-organiza, se auto-cria e gera complexidades cada vez maiores e ordens cada vez mais altas. É convicção de grande parte dos cientistas que, alcançado certo grau de complexidade, em qualquer parte, a vida emerge como imperativo cósmico. Assim também a consciência e a inteligência. Todos nós, nossa capacidade de amar e de inventar, não estamos fora da dinâmica geral do universo em cosmogênese. Somos partes deste imenso todo.

Uma energia de fundo insondável e sem margens – abismo alimentador de tudo - sustenta e perpassa todas as coisas ativando as energias sem as quais nada existe do que existe.

A partir desta nova cosmologia, nossa vida, a Terra e todos os seres, nossas instituições, a ciência e a técnica, a educação, as artes, as filosofias e religiões devem ser resignificadas. Tudo e tudo são emergências deste universo em evolução, dependem de suas condições iniciais e devem ser compreendidas no interior deste universo vivo, inteligente, auto-organizativo e ascendente rumo a ordens ainda mais altas.

Esta revolução não provocou ainda uma crise semelhante a do século XVI, pois não penetrou suficientemente nas mentes da maioria da humanidade, nem da inteligentzia, muito menos nos empresários e nos governantes. Mas ela está presente no pensamento ecológico, sistêmico, holístico e em muitos educadores, fundando o paradigma da nova era, o ecozóico.

Por que é urgente que se incorpore esta revolução paradigmática? Porque é ela que nos fornecerá a base teórica necessária para resolvemos os atuais problemas do sistema-Terra em processo acelerado de degradação. Ela nos permite ver nossa interdependência e mutualidade com todos os seres. Formamos junto com a Terra viva a grande comunidade cósmica e vital. Somos a expressão consciente do processo cósmico e responsáveis por este pedaço dele, a Terra, sem a qual tudo o que estamos dizendo seria impossível. Porque não nos sentimos parte da Terra, a estamos destruindo. O futuro do século XXI e de todas as COPs dependerá da assunção ou não desta nova cosmologia. Na verdade só ela nos poderá salvar.

Leonardo Boff com Mark Hathway escreveram The Tao of Liberation:exploring the ecology os transformation,N.Y.2010.w

Linda História, Valiosa Sabedoria ... Por Magnolia


"Histórias para aquecer o coração das mães" 
Feche a Boca e Abra os Braços
Uma amiga ligou com notícias perturbadoras: a filha solteira estava grávida.  Relatou a cena terrível ocorrida no momento em que a filha finalmente contou a ela e ao marido sobre a gravidez. Houve acusações e recriminações, variações sobre o tema "Como pôde fazer isso conosco?" Meu coração doeu por todos: pelos pais que se sentiam traídos e pela filha que se envolveu numa situação complicada como aquela. Será que eu poderia ajudar, servir de ponte entre as duas partes? 

Fiquei tão arrasada com a situação que fiz o que faço  com alguma freqüência  quando não consigo pensar com clareza: liguei para minha mãe. Ela me lembrou de algo que sempre a ouvi dizer. Imediatamente, escrevi um bilhete para minha amiga, compartilhando o conselho de minha mãe: "Quando uma criança está em apuros, feche a boca e abra os braços." 
Tentei seguir o mesmo conselho na criação de meus filhos. Tendo tido cinco em seis anos, é claro que nem sempre conseguia. Tenho uma boca enorme e uma paciência minúscula.  Lembro-me de quando Kim, a mais velha, estava com quatro anos e derrubou o abajur de seu quarto.

Depois de me certificar de que não estava machucada, me lancei numa invectiva sobre aquele abajur ser uma antiguidade, sobre estar em nossa família há três gerações, sobre ela precisar ter mais cuidado e como foi que aquilo tinha acontecido  e só então percebi o pavor estampado em seu rosto.
Os olhos estavam arregalados, o lábio tremia. Então me lembrei das palavras de minha mãe. Parei no meio da frase e abri os braços. 
Kim correu para eles dizendo:

Desculpa... Desculpa  repetia, entre soluços. Nos sentamos em sua cama, abraçadas, nos embalando. Eu me sentia péssima por tê-la assustado e por fazê-la crer, até mesmo por um segundo, que aquele abajur era mais valioso para mim do que ela.

Eu também sinto muito, Kim  disse quando ela se acalmou o bastante para conseguir me ouvir. - Gente é mais importante do que abajures. Ainda bem que você não se cortou.

Felizmente, ela me perdoou.
O incidente do abajur não deixou marcas perenes. Mas o episódio me ensinou que é melhor segurar a língua do que tentar voltar atrás após um momento de fúria, medo, desapontamento ou frustração.

Quando meus filhos eram adolescentes  todos os cinco ao mesmo tempo  me deram inúmeros outros motivos para colocar a sabedoria de minha mãe em prática: problemas com amigos, o desejo de ser popular, não ter par para ir ao baile da escola, multas de trânsito, experimentos de ciência mal sucedidos e ficar em recuperação.
Confesso, sem pudores, que seguir o conselho de minha mãe não era a primeira coisa que me passava pela mente quando um professor ou diretor telefonava da escola. Depois de ir buscar o infrator da vez, a conversa do carro era, algumas vezes, ruidosa e unilateral.

Entretanto, nas ocasiões em que me lembrava da técnica de mamãe, eu não precisava voltar atrás no meu mordaz sarcasmo, me desculpar por suposições errôneas ou suspender castigos muito pouco razoáveis.

É impressionante como a gente acaba sabendo muito mais da história e da motivação por trás dela quando está abraçando uma criança, mesmo uma criança num corpo adulto.

Quando eu segurava a língua, acabava ouvindo meus filhos falarem de seus medos, de sua raiva, de culpas e arrependimentos. Não ficavam na defensiva porque eu não os estava acusando de coisa alguma.

Podiam admitir que estavam errados sabendo que eram amados, apesar de tudo. Dava para trabalharmos com "o que você acha que devemos fazer agora", em vez de ficarmos presos a "como foi que a gente veio parar aqui?"

Meus filhos hoje estão crescidos , a maioria já constituiu a própria família. Um deles veio me ver há alguns meses e disse "Mãe, cometi uma idiotice..." 
Depois de um abraço, nos sentamos à mesa da cozinha. Escutei e me limitei a assentir com a cabeça durante quase uma hora enquanto aquela criança maravilhosa passava o seu problema por uma peneira. 
Quando nos levantamos, recebi um abraço de urso que quase esmagou os meus pulmões. 
Obrigado, mãe. Sabia que você me ajudaria a resolver isto. 
É incrível como pareço inteligente quando fecho a boca e abro os braços.

Diane C. Perrone 
Histórias para aquecer o coração das mães 
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e outros 
Editora Sextante

O Almirante Cochrane, os índios Cariris e o senador José Sarney – por Armando Lopes Rafael






Acordei, neste ensolarado domingo, tentando fazer uma junção entre o passado e o presente. E veio-me à lembrança Lord Cochrane ( no desenho à direita), almirante da Marinha Real Britânica, nobre escocês e herói nacional do Reino Unido. Considerado “O maior herói naval da Escócia”, Lord Cochrane tem um busto de bronze na sua terra natal, destinado a lembrar de sua epopeia nas guerras contra Napoleão Bonaparte, que o apelidou de Loup de Mer (lôbo do mar).

Visionário, Lord Thomas Alexander Cochrane (este seu nome completo) atuou na América Latina e passou à história do Chile, Argentina, Brasil e Venezuela. Neste último país, Lorde Cochrane auxiliou Simon Bolivar na Independência venezuelana. Em 1817, prestou serviços aos generais Bernardo O’Higgins e San Martin e às forças independentistas chileno-argentinas, como comandante de esquadra. Em 1823, Cochrane já estava no Brasil.

Convidado pelo imperador dom Pedro I, Cochrane iniciou seus trabalhos para consolidar a independência do Brasil, após o Decreto Imperial de 21 de março de 1823, que lhe conferiu a patente - única na história naval brasileira - de Primeiro-Almirante. Sua missão: debelarar pequenos focos de resistência à independência do Brasil. Desnecessário dizer que se houve bem na missão que lhe foi confiada.


Registra a história que em 1824, Lorde Cochrane também contribuiu para sufocar a Confederação do Equador (à esquerda a bandeira da Confederação), movimento republicano nascido em Pernambuco, com grande repercussão no Ceará. O bloqueio da cidade de Recife foi feito por Lorde Cochrane.

Ele foi impiedoso nos seguidos bombardeios à capital pernambucana, deixando a população civil sem gêneros alimentícios, sem remédios e sem munição. Após a capitulação de Pernambuco, Lord Cochrane passou-se ao Ceará, onde foi igualmente vitorioso.

O historiador J.de Figueiredo Filho, no 1º volume da sua História do Cariri, – na página 10 – reproduz um texto de relatório do Lorde Cochrane, no qual elogia os índios Cariris, seus aliados na luta contra os insurgentes da Confederação do Equador. A conferir.
“Os chefes indianos (ou seja, os caciques dos Cariris), assim com a gente que desses dependia, foram de grande préstimo na restauração da ordem, combinando robustez corporal superior com atividade, energia, docilidade e força de aturar que nunca falhava – formando, com efeito, os melhores padrões da raça que eu vira na América Latina”.

Taí um depoimento insuspeito, a provar a superioridade dos índios Cariris em relação à população autóctone da América do Sul, ou seja, aos aruaques, aymarás, mapuche, guaranis, tupis, dentre outros, todos velhos conhecidos de Cochrane.

No livro “1822”, o segundo da trilogia escrito por Laurentino Gomes, consta – na página 173 – o seguinte: "Em uma visita oficial a Abadia de Westminster, em Londres, o ex-presidente José Sarney, aproximou-se da tumba de 1860, e sem que os acompanhantes percebessem, pisou sobre a lápide de Lord Cochrane e sussurrou: “Corsário”. Consta que o lorde inglês saqueou a cidade de São Luís do Maranhão, quando lá esteve em combate aos portugueses. Interessante, que o clã Sarney, atual donatário do Maranhão desde 1965, é hoje acusado de saquear – não só São Luís – mas todo o Estado. Quem sabe, no futuro – não muito distante – alguém pisará sobre a tumba de José Sarney e sussurrará: “Corsário”...

O tamanho do poder do atual senador José Sarney – líder-mor da “base de sustentação dos governos do PT” – é imenso! Basta lembrar a “Operação Boi Barrica”, da Polícia Federal. Trata-se de investigação sobre Fernando Sarney, suspeito de fazer caixa dois na campanha de Roseana Sarney na disputa pelo governo do Maranhão em 2006. Antes das eleições, ele teria sacado 2 milhões de reais em dinheiro vivo.

O desembargador Dácio Vieira (amigo de fé e irmão camarada do velho Sarney) proibiu o jornal “O Estado de S. Paulo” – em 31 de julho de 2009 – de publicar reportagens sobre esta Operação. Em 10 de novembro de 2009, o Supremo Tribunal Federal negou o pedido do jornal contra a proibição. E veja que estamos num Estado de Direito democrático, que pressupõe imprensa livre...

PS – Em tempo: Laurentino Gomes está concluindo o terceiro livro da sua já clássica trilogia. Terá o título de “1889” e mostrará a farsa que foi a “Proclamação da República”, ou seja, o golpe militar de 15 de novembro daquele ano, o primeiro de uma longa série que viria a marcar “os novos tempos republicanos”.
“Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós”...


Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

sábado, 27 de agosto de 2011

Lógica Maior


Janildo Queiroga era uma espécie de Mithbuster de Matozinho. Todas as pendengas mais delicadas da vila vinham, inevitavelmente, bater às suas mãos para a devida apreciação. Sertanejo de quatro costados , o homem nunca fora afeito aos meandros da filosofia, mas , intuitivamente, descascava toda a Lógica aristotélica. Seus pareceres rápidos em geral e ácidos como solução de bateria saltavam em meio às conversas formais e informais. Como não cobrava pela consultoria, vivia da renda de um quiosque sortido numa das travessas da Rua Cel Uglino: “O Quiosque do Qui-Qui”.

Contavam-se às resmas suas apreciações sobre as mais variadas e intrincadas ingrizias . Tantas e tantas que se foram perdendo , à medida que o cupim inexorável do tempo foi carcomendo as memórias vivas de Matozinho. Para que não se perca definitivamente todo o compêndio de Lógica Menor de Queiroga é que resolvi salvar alguns trechos num material menos perecível que a língua : o papel.

O filho de Janildo chegara um dia revoltado . Fora atravessar a cerca do roçado próximo à casa quando melara aos mãos em excremento colocado maldosamente nos paus do passador. Abramos aqui um leque para explicar este artefato que , com o desaparecimento das cercas de vara, praticamente evaporou-se junto. Pois bem, o passador era uma espécie de escadinha de varas que ascendia de um lado ao outro da cerca, permitindo a passagem de pedestres, em pontos estratégicos. Subia-se pelos degraus de um lado e descia-se pelos do outro. Entenda-se que existem safados por todo canto e que calabreiam de binga as varas da escada para que as pessoas que a vão cruzar terminem por se contaminar inadvertidamente. O menino não se conformava , reclamando enquanto lavava as mãos repetidamente:

--- Filhos da puta ! Queria pegar um desgraçado desse. Quem já se viu? Cagar e melar o passador !

Queiroga, calmamente, lavrou seu parecer :

--- Meu filho ! É impossível cagar sem melar o passador, num é?

Num sábado, Janildo acompanhava um dos únicos esportes náuticos de Matozinho : a pesca no Rio Paranaporã. Já no mês de agosto, água baixa, o Rio transformava-se em poços esporádicos e a moçada, cheia de mendraca na cabeça, ficava jogando landuá e pegando traíra e cangulo. Na beirada do poço , o fogo feito e a panela fervendo já esperavam os primeiros peixes para o preparo. Era uma algazarra só. De repente, na despescagem, um piau grande escapou das mãos de João Socó que, como bom pescador, gritou de lá:

--- Diale ! O bicho escapou ! Parecia uma baleia , tinha uns cinco palmos e pesava bem uns vinte quilo !

De seu lado, um Queiroga observador e atendo lavrou sentença:

--- Deu tempo a medir , deu tempo de a pesar, só num deu tempo a pegar, num é Socó ?

Ano de seca braba, alguém chegou no quiosque afirmando que ia chover com certeza, pois tinha observado o céu na noite anterior e notara que a lua pendera. O matuto tem essa história: em lua crescente, se se observar bem a lua fica parecendo um balde de água prestes a derramar o líquido por uma das pontas; por alusão, se depreende que aquela água toda vai cair na terra em forma de chuva. Janildo , porém, matou a charada:

--- Conversa , rapaz! Em 1958 a lua pendeu tanto que nós tivemos que escorar para ela não cair e a chuva toda do inverno não deu prá encher um dedal !

Dias atrás, Sulino chegou no quiosque trazendo notícias da capital. Fora visitar um filho que casara recentemente. A noiva havia morado no Rio de Janeiro e , antes do matrimônio, havia contado ao noivo que, infelizmente, não era mais moça. Perdera a virgindade numa queda de bicicleta. O noivo, apaixonado, engolira a história, mas Sulino, cabreiro, voltara ainda com a pulga detrás da orelha. Resolveu, então ,consultar o mithbuster de Matozinho:

--- Compadre Qui-Qui , uma mulher pode deixar de ser moça só porque caiu de uma bicicleta?

--- É difícil, Sulino, mas onde é que foi mesmo essa queda desastrada?

--- No Rio de Janeiro, compadre, na mata da Tijuca...

--- Ah! Compadre! Perfeitamente! Lá é muito arriscoso e é danado prá acontecer. Basta cair em cima de uma moita!

--- Moita de quê? De mufumbo, Qui-Qui ? De quina-quina?

Queiroga, mais uma vez, concluiu com a lógica irrefutável:

--- Não , compadre ! De rola, de rola dura...


J. Flávio Vieira


A beleza das flores - Por José de Arimatéa dos Santos

Foto: José de Arimatéa dos Santos
As flores encantam
E deixam qualquer ambiente
Mais alegre e jovial
Presente da natureza
Que com sua diversidade
De cores e beleza
Representam o feminino,
A mulher
Na sua mais infinita
Delicadeza
E deixam esse mundo
Bem mais suave,
Com ternura
E muito amor!

Para Claude Bloc


Sardade de tu

Tô cum farta de forgo
Num aguento arrespirar
De tanta sardade dela
Da minha amada
E minha fulor

Vorta logo
Num dexa eu triste
Da sardade que tenho de tu
Vorta vorta ligeirinho
Minha irimã meus amor

A casa amarela num é a merma
O Jardim já muchô
Os patão inferrujaram
Ur gatos num pula mais
De sardade e tanta dor

Ragea Alegre Ragea Alegre
Num dexa eu assim
Aguniado de miolo mole
O curpado é Raimudim
Ele dê seu jeito
De adevolver minha irimã pra mim



Jacques Bloc Boris
Artista Plástico

O gosto das palavras novas - Emerson Monteiro

Há inúmeras formas de ganhar o dia. Dentre as muitas maneiras de tornar saboroso o tempo diário bem pode significar adquirir novas palavras para contar as velhas histórias desse chão. Entre a pessoa e os objetos, ali, imperam as palavras, entes sagrados, o significado de aprender para ensinar aos outros o conhecimento adquirido, nas presenças desta vida.

Assim, quando passamos a outros só os objetos e suas movimentações, transmitimos o que vemos no jeito que podemos. No entanto quando, a isto, acrescentamos o sentimento e repassamos palavras, no reflexo do que vemos, produzimos poesia.

Caso trabalhemos com os frios fenômenos da natureza, descrevendo e ensinando, repetimos, transmitimos técnicas, construímos nos outros a ciência. Quando, porém, dizemos daquilo que nasce dentro, no coração da gente sua forma abstrata, sem comparações com o mundo real, visível, material, trabalhamos os setores da alma. A arte vem desse lugar. Arte, o empenho dos artistas pretenderem que os demais sintam o que eles sentem, e, nisso, elaboram peças de sabor espiritual, os conhecidos bens simbólicos.

O nível de receber essas produções varia ao infinito, no grau de cada indivíduo percebê-las. Esse poder de captar o fazer artística que resolveram batizar de sensibilidade, palavra que representa o padrão de receber os impulsos da criação artística nos seus vários segmentos e manifestações. Música. Pintura. Escultura. Cinema. Literatura. Artesanato. Esportes. Teatro. Televisão. Radiofonia. As elaborações da criação nas diversas modalidades, naquilo que tocam adiante a emoção sem a importância prática imediata de modificar os cursos da matéria no meio dos fenômenos. Sem nutrir o corpo físico, resultar noutros objetos, gerar movimentos imediatos no mundo das ações e dos interesses apenas mecânicos das circunstâncias.

A arte reflete dinamismo, espaço das possibilidades internas das criaturas humanas. Bem dentro do si mesmo das consciências. No âmbito do prazer mais íntimo. Aspecto personalíssimo, insubstituível. Sentir, ou não sentir; ninguém conseguirá depor no lugar da terceira pessoa quanto ao que esta sentirá, ainda que a isso pretendam os bilhões de seres pensantes.

Daí o senso da beleza, a chamada percepção estética, guardar proporções pessoais, particulares. E as palavras novas falarem das oportunidades desconhecidas chegarem ao coração para ofertar riquezas inexistentes, os valores até então ignorados, ricos de letras e melodias, imagens e cores, traços e luzes, sonhos e esperanças... O gosto desse tesouro adormecido trazido pelas palavras novas.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Petrobrás: "R$ 2,3 mil... por segundo"

01) O gigantismo da Petrobrás se revela em dados curiosos. Ela transporta por mês 70 mil pessoas de helicóptero (um estádio do Morumbi). Seu sistema logístico movimenta dois mil caminhões por dia (enfileirados, “medem” 30 km). Responde por pelo menos 13% da arrecadação de impostos de todos os estados (exceto São Paulo). Possui 284 navios (frota maior que a de transatlânticos em cruzeiros pelo mundo, cerca de 200). “Todas as coisas da Petrobras são gigantescas. Por isso ela provoca muito ódio e muito amor”, diz Gabrielli, seu presidente.

02) Em 2020, a Petrobras vai estar produzindo no Brasil 4,9 milhões de barris por dia. Vamos exportar 2,3 milhões de barris, que é mais do que nossa produção total hoje [ 2,1 milhões de barris por dia ]. A produção total da Líbia hoje é 2 milhões de barris. E mais: em 2020, o Brasil vai consumir entre 3 milhões e 3,3 milhões de barris por dia. Hoje, só quatro países consomem mais de 3 milhões: Estados Unidos, China, Japão e Índia. Então, evidentemente que o papel relativo do Brasil muda na geopolítica do petróleo mundial.

03) Temos hoje mais de três mil gerentes e três mil coordenadores. Nós operamos uma empresa que planeja investir US$ 224 bilhões até 2015. Ninguém sabe exatamente o que é isso. Mas se você transformar em ano, mês, dia, minuto e segundo, a Petrobras vai investir mais de R$ 2,3 mil por segundo, nos próximos cinco anos. Um investimento desse tamanho não pode ser pessoal. Tem que ter uma máquina de decisões.

04) No penúltimo concurso, a Petrobras ofereceu duas mil vagas e teve 390 mil inscritos. No que está em andamento hoje, estamos oferecendo 580 vagas e tivemos 174 mil inscritos. Não acredito que tenha problema de seleção para a Petrobras... Agora, para a cadeia de fornecedores, estamos fazendo um enorme programa de treinamento. Já treinamos 79 mil pessoas e vamos treinar mais 212 mil até 2014, só para a cadeia de fornecedores, ao custo de US$ 1,4 bilhões, no período. Vamos dar 12 mil turmas de treinamento daqui até 2014. Não é a Petrobras que faz isso, temos hoje 70 instituições no Brasil todo treinando esse pessoal. Treinando todo mundo, desde soldador ao operador de guindaste, ao engenheiro de detalhamento, o especialista em corrosão, o eletricista de alta tensão, operador de caldeira...

05) Olhando o futuro na área de petróleo, a maior contribuição de novas descobertas no mundo vem da Petrobrás. Um terço das grandes descobertas nos últimos dez anos foi feita pela Petrobras. O mundo tem duas fontes de petróleo novo. Uma é a descoberta, e aí a Petrobras está disparadamente na frente. Outra é aumentar a recuperação dos campos já descobertos, e aí o volume da Petrobras não é tão grande. Alguém tem perspectiva de crescimento futuro maior do que a Petrobras? Não. Vamos crescer 9,6% por ano, em média, até 2020.

06) Segundo Gabrielli... "A crise não decretou o fim do futuro, o futuro não foi cancelado; as pessoas vão continuar andando de carro, as coisas vão ser transportadas por caminhão, os ônibus continuarão andando, os aviões continuarão voando, os navios continuarão carregando cargas e pessoas. O mundo não parou pela crise. E mais ainda: mesmo que não haja crescimento nenhum e a demanda fique em 85 milhões de barris por dia, pelo declínio da produção, o mundo vai precisar adicionar de produção nova entre 45 milhões e 65 milhões de barris em 2020”.


NA PRAÇA


NA PRAÇA

(Para Dona Janete Militão) – 26/08/2011


Na praça a graça dos passantes

Antes pássaros cantavam

Encantavam a alma

Armada de desejos

Nos beijos de amores

Odores de ar gostoso

Gosto de pipoca

No nariz

Refiz minhas passadas

Passadas imagens, lembranças

Criança depois homem

Chamem meu tempo


FOTO: Dihelson Mendonça

MOMENTO DA POESIA - Por Claude Bloc

GATOS - POEMAS
- Claude Bloc -




Há poemas que são como gatos
que brincam, que pulam das mãos da gente.
Fogem ligeiro em meio aos sonhos
e enquanto o tempo desliza pela janela
e enquanto passamos pelos seus portais
eles saltitam por sob a mesa
e ainda se escondem por trás das cortinas
e se enroscam nas fotografias
remexendo a memória da gente...

Então,
poemas são como gatos
que parecem se esquecer do mundo
quando são vistos adormecidos...
quando sobem no colo
quando riscam  telhados
e se deitam na alma da gente...
.

E como poemas são como gatos
que olham o profundo dos sentimentos
e veem  a superfície dos sonhos da gente
que fazem mistério, que brincam e calam
tenho certeza de que lhes daria nomes
ainda que fossem  inscritos na noite
pois também há gatos que sonham
e pensam
e crêem  que são poemas.

Um exemplo de vida, uma lição de fé! - por Magali de Figueiredo Esmeraldo e Carlos Eduardo Esmeraldo

* Magali
* C
arlos Eduardo
Quando temos nossos pais vivos e todos irmãos com saúde, jamais imaginamos que a doença ou a morte se abaterá sobre alguns de nossos entes queridos, ainda mais na flor da idade. Só pensamos que ela ocorrerá quando todos estiverem velhinhos. Além do mais, acreditamos que tudo só acontece com a família dos outros. Mesmo sem estarmos preparados, Deus está do nosso lado para nos dar a força e a coragem de enfrentarmos uma grande dor que, é ter um irmão e uma irmã acometidos de uma doença grave e partirem com uma diferença de 14 dias. A fé em Deus e a solidariedade dos amigos muito nos confortaram.

Tendo convivido com Emília por mais de um ano, desde que ela veio em novembro de 2009 iniciar o tratamento aqui em Fortaleza, hospedando-se em nossa casa, eu e Carlos resolvemos através desse depoimento, fazermos uma homenagem a grande mulher que foi Emília. Com certeza, tanto eu, quanto Carlos aprendemos com ela e nos tornamos melhores como pessoa humana. Também crescemos na fé, graças ao testemunho de Emília. Ela queria muito ficar curada, pois desejava ver todos os filhos formados. Participou da formatura de André, o mais velho, que colou grau em Letras na URCA, recentemente. Faltou as duas filhas mais novas. Aceitou todo o tratamento, por mais doloroso que fosse, com muita resignação, sem nunca reclamar de nada. Preocupava-se achando que estava dando trabalho a mim e a Carlos. Eu respondia que, ao contrário, aquela era uma oportunidade que Deus estava nos dando para cumprirmos nossa missão de cristãos: "servir ao nosso próximo". E eu acrescentava que, ela era o nosso "próximo mais próximo".

Como eu sou onze anos mais velha do que ela, pois sou a terceira filha de uma família de oito irmãos, sendo ela a sétima, sempre me dizia que, eu estava substituindo mamãe que já tinha falecido e que, Carlos estava fazendo o papel de pai. Isso me fazia muito bem, já que era uma prova de que ela estava se sentindo à vontade e em paz em nossa casa.

Emilia era linda na aparência externa e mais bela ainda em seu interior. Sempre com um sorriso nos lábios, mesmo nos momentos pesados de radioterapia e de quimioterapia. Muitas vezes sentada na sala de espera, com ela, no Hospital do Câncer olhando para os lados, às vezes víamos pessoas muito tristes. Ela comentava que aqueles estavam tristes porque não tinham fé em Deus. Fez amizade com as pessoas que estavam fazendo tratamento e com os acompanhantes. Além de conversas agradáveis, ela fazia orações pela cura de todos aqueles doentes.

Outra qualidade que eu muito admirava em Emília era a de que ela aceitava as diferenças existentes entre as pessoas. Sendo Evangélica, entendia-se muito bem comigo e Carlos, respeitando a nossa religião católica. Dizia sempre que éramos pessoas de Deus. Cumpria com sua missão de cristã, aproveitando os momentos de tratamento para evangelizar. Presenteava médicos e enfermeiros com bíblias, e sempre tinha uma palavra doce para todos que com ela conviviam. Em todos os momentos aceitava a vontade de Deus. Mesmo lutando e orando para ficar curada, ela citou diversas vezes as palavras do apóstolo Paulo: "Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro". Disse outras vezes que estava nas mãos de Deus. Viveu seguindo a mensagem de Jesus Cristo. Foi excelente esposa, mãe, filha, irmã , amiga e sempre ajudou aos pobres. A gratidão era uma virtude impregnada na pessoa dela . A todo o momento estava a agradecer a quem a ajudasse.

Aquela tarde de 20 de janeiro de 1969 ficou definitivamente gravada na minha memória. Havia acompanhado Magali de uma aula de pré vestibular a que ela se submeteria alguns dias depois, até a sua residência. Um dia antes, começamos um namoro que ainda hoje perdura, para nossa felicidade. Na rua lateral da casa, uma ladeira que sobe para o Parque de Exposição do Crato, um grupo de crianças brincava. De repente, uma menina loura, de olhinhos azuis muito vivos sobressaindo-se de um rostinho corado e muito suado, pés no chão, aparentando menos de oito anos de idade, se aproximou de nós e fez um pedido: "Magali, me dê um picolé." Quis saber quem era aquela criança e para minha surpresa ela me respondeu que era sua irmãzinha, Emília. Paguei-lhe o picolé que ela solicitava, gesto que nos rendeu uma amizade que nos acompanhou vida afora.

À medida que meu namoro com Magali se solidificava, eu acompanhava o crescimento de suas irmãs mais novas. Ficava intrigado quando via dona Maria Eneida ralhar quando Emília chegava em casa sem os chinelos. Pensava-se que ela os perdia com enorme frequência. Mas depois, ficou-se sabendo que ela se descalçava para doar suas sandálias às crianças pobres que encontrava pelas ruas. Esse pequeno gesto já revelava a grandeza de espírito que se formava naquela criança, cuja preocupação pelos pobres e desvalidos foi uma constante durante toda a sua vida.

Quando adolescente, Emília gostava de ajudar sua irmã Magali, cuidando dos sobrinhos. Chegava em nossa casa nos dias de sábado, e após o almoço costumava dizer: "Vão descansar, dormir um pouco, que eu cuido dos meninos." Mal nós adormecíamos, ela retirava o carro da garagem e saia dirigindo pelas ruas do Crato, sem nenhuma orientação ter recebido antes. Foi assim que ela aprendeu a dirigir, firme e decidida, enfrentando riscos, lutando para conseguir o que sempre desejava. Anos mais tarde, o seu pai lhe atribuía a virtude de ser excelente motorista, fato para o qual eu e Magali muito contribuímos, embora contra nossa vontade.

Emília cresceu, constituiu família, criou seus filhos e aprofundou sua fé em Jesus Cristo, tendo sido uma seguidora exemplar do evangelho. Foi para todos nós que convivemos com ela durante seus últimos dias de vida, um exemplo de vida e uma lição de fé.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo e Carlos Eduardo Esmeraldo

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

DESAFIO



Será verdade que “caiu o número de católicos no Brasil”? – por Armando Lopes Rafael

A primeira missa celebrada no Brasil - Óleo sobre tela de Victor Meireles
“A vitória não depende do tamanho do exército, mas da força que vem de Deus que está no alto dos céus".


O IBGE divulgou que “diminuiu o número de católicos no Brasil”. Uma minoria insignificante ficou eufórica com tal afirmação... A este propósito o site da Canção Nova divulgou a nota abaixo:


“A pesquisa do IBGE se baseia em percentuais, sem considerar a população brasileira. Afirma tal pesquisa que em 1991 o percentual de católicos era 80,24%, que entre 2000 e 2003 o percentual estabilizou 73,89% e que, de 2003 a 2009 o percentual de católicos brasileiros diminuiu para 68,4%%.
O crescimento da população brasileira entre 1990 e 2000 é de 14,5% e de 2000 até 2010, de 12,3%. O crescimento do número de católicos de 1990 até 2000 é de 6,89% e de 2000 até 2010 é de 4,83%.
No entanto em termos numéricos, a população brasileira em 1990 era de 145 milhões de pessoas. Portanto, 80,24% representam o número de 116,348 milhões de católicos. Em 2000 a população brasileira era de 169 milhões de pessoas. Portanto, 73,89% resultam em 124,874 milhões de católicos. Em 2010 a população brasileira era de 190 milhões de pessoas. Portanto, 68,4% correspondem a 130 milhões de católicos. (Consultem a referida pesquisa do IBGE).
Pode-se dizer que o percentual de crescimento do número de católicos não está acompanhando o percentual de crescimento da população brasileira. Mas não é verdade que o número de católicos está "diminuindo aceleradamente". Também não acontece o "encolhimento do catolicismo”.

O número de católicos está crescendo e não diminuindo. Na década de 1990 a 2000 cresceu 6,8% e na década de 2000 a 2010 cresceu 4,8%. O número de católicos cresceu menos, mas continuou crescendo.

O Papa terá boas notícias quando vier para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, em julho de 2013”.

Programação Oficial - Cariri Cangaço 2011






PROGRAMAÇÃO OFICIAL
CARIRI CANGAÇO 2011

20 Setembro 2011
TERÇA-FEIRA
Teatro Municipal Salviana Arraes - CRATO-CE
19:00 H - Solenidade Oficial de Abertura
19:30 H - Conferência
BÁRBARA DE ALENCAR E A INSURREIÇÃO
Professora Salete Libório

MESA
Carlos Rafael - CRATO - CE
José Flávio – CRATO - CE
Alessandra Bandeira - CRATO - CE
Alexandre Lucas - CRATO -CE

21 Setembro 2011
QUARTA-FEIRA

Hotel Passárgada - Crato-CE
8:30 H- Conferência
ANGICO, O DEBATE FINAL
Facilitador: Manoel Severo

MESA:
Amaury Correa de Araujo - SÃO PAULO - SP
Aderbal Nogueira - FORTALEZA -CE
Paulo Gastão - MOSSORÓ - RN
Alcino Alves Costa - POÇO REDONDO - SE
Jairo Luiz - PIRANHAS - AL

Clube Recreativo - Barro - CE
13:00 H - Conferência
MAJOR JOSÉ INÁCIO DO BARRO
Jornalista Sousa Neto

MESA:
Napoleão Tavares Neves - BARBALHA - CE
Professor Pereira - CAJAZEIRAS - PB
Alfredo Bonessi - FORTALEZA - CE
Carlos Elydio - SÃO PAULO - SP

Salão Paroquial - Aurora - CE
19:00 H - Conferência
AURORA – A TRAMA DA IPUEIRAS E A INVASÃO DE MOSSORÓ
João Bosco André

MESA:
José Cícero - AURORA - CE
Geraldo Ferraz - RECIFE - PE
Archimedes Marques - ARACAJU - SE
João de Sousa Lima - PAULO AFONSO - BA

22 Setembro 2011
QUINTA-FEIRA
SESC Crato - CE
8:30 H - Lançamento e Debate
MINISÉRIE SEDIÇÃO DE JUAZEIRO
Jonasluis de Icapuí

MESA:
Renato Cassimiro - JUAZEIRO DO NORTE -CE
Daniel Abreu - FORTALEZA -CE
Renato Dantas - JUZAEIRO DO NORTE - CE
Huberto Cabral - CRATO - CE

Teatro Nelory Figueira - Barbalha - CE
19:00 H - Conferências
A LITERATURA NA ÉPOCA DO CANGAÇO
Ângelo Osmiro
O CANGAÇO EM FOTOS
Ivanildo Silveira

MESA:
Hugo Rodrigues - JUAZEIRO DO NORTE - CE
Pedro Luiz Camelo - CRATO - CE
Paulo Gastão - MOSSORÓ - RN
Napoleão Tavares Neves - BARBALHA - CE

23 Setembro 2011
SEXTA-FEIRA
Floresta Nacional do Araripe - IBAMA Crato-CE
8:30 H - Conferências
A SAGA DE DELMIRO
Voldi Ribeiro
QUEM MATOU DELMIRO GOUVEIA
Gilmar Teixeira

MESA:
Edvaldo Nascimento - DELMIRO GOUVEIA - AL
Adair Nunes da Silva - DELMIRO GOUVEIA - AL
Wescley Rodrigues - BRASILIA - DF
Ana Lucia Sousa - PETROLINA - PE

Câmara Municipal - Missão Velha - CE
19:00 H - Conferências
AS ESTRATEGIAS DE COMBATE À ATUAÇÃO DOS CANGACEIROS PELO GOVERNO DA BAHIA
Capitão Raimundo Marins
A ILUSÃO DO CANGAÇO
Aderbal Nogueira

MESA:
João Bosco André - MISSÃO VELHA - CE
Honório de Medeiros - NATAL - CE
Juliana Ischiara - QUIXADÁ - CE
Narciso Dias - JOÃO PESSOA - PB

24 Setembro 2011
SÁBADO
Ginásio Poliesportivo Luiz Leite - Porteiras - CE
11:00 H - Conferência
CHICO CHICOTE E A TRAGÉDIA DE GUARIBAS
Napoleão Tavares Neves

MESA:
José Cícero - AURORA - CE
Sousa Neto - BARRO - CE
Barros Alves - FORTALEZA - CE
João Nóbrega - JOÃO PESSOA - PB

Fazenda Piçarra - Porteiras - CE
15:00 H - Conferência
ANTONIO DA PIÇARRA E O CANGAÇO DE LAMPIÃO
VILSON LEITE

Memorial Padre Cícero - Juazeiro do Norte - CE
19:00 H - Conferências
LAMPIÃO, AS VOLANTES E O MITO
Inácio de Loyola Damasceno
DADÁ E CORICO
José Humberto Dias

MESA:
Aderbal Nogueira - FORTALEZA-CE
Ângelo Osmiro - FORTALEZA -CE
Renato Cassimiro - JUAZEIRO DO NORTE - CE
Alcino Alves Costa - POÇO REDONDO - SE

25 Setembro 2011
DOMINGO
Hotel Pasárgada - Crato - CE
8:30 H - Conferencia de Encerramento
A MUSICALIDADE NORDESTINA
Múcio Procópio

MESA:
Kiko Monteiro - LAGARTO - SE
Kydelmir Dantas - MOSSORÓ - RN
Paulo Moura - RECIFE -PE
Wilson Seraine - TERESINA - PI

O Cariri Cangaço é uma realização Cariri do Brasil, com o apoio das Prefeituras Municipais de Crato, Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha, Aurora, Barro e Porteiras; e ainda SESC, CCBNB, URCA - Universidade Regional do Cariri, ICC, Pró Memória, ICVC, Lira Nordestina, Associação de Cordelistas do Crato, SBEC - Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e GECC - Grupo de Estudos do Cangaço do Ceará.


MANOEL SEVERO

RESPONDEMOS A UMA PALAVRA LOUCA

Pedro Esmeraldo


Somos ofendidos por palavras maldosas e tresloucadas. Respondemos à altura, mas com gesto de seriedade. Não somos piegas, mas não nos apegamos às coisas supérfluas. Avisamos que lutaremos com bravura a fim de defender das mazelas ocorridas constantemente. Isto nos causa mal estar, pois sempre somos sugados pela máfia da discórdia que vem nos embaraçar com gestos de cidadãos abobados, impedindo de marchar para o lado da boa vizinhança, que nos trazem lágrimas ardentes, que sempre nos envergonham pela falta de amor à terra comum.
Não venham com conversas disparatadas provocadas por esses homens de índole discordante que só visam esmorecimento e não compreendem que todo caririense quer ser tolerante com aspecto de trabalho, promovido por pessoas esclarecidas.
No momento, queremos travar combate para alcançarmos uma política igualitária, pois temos como objetivo que cada um possa escolher o seu movimento de trabalho, sempre marchando para luta da objetividade e que tenha o ato de respaldar na estrada larga e atenuante de trabalhos eficazes com perseverança com o intuito de diminuir a gravidade que ocorrem constantemente, denegrindo a boa imagem do cidadão caririense.
Infelizmente, aqui nessa região metropolitana que se diz igualitária, não observamos esse tal movimento devido a ganância de um povo aventureiro que tem o desejo de se elevar sozinho, desprezando as outras comunas que desejam sobressair-se com a ânsia de tornarem-se iguais às demais cidades da zona metropolitana.
Temos como objetivo adquirir boas qualidades de movimento para frente, para que todos consigam um ato de efeito espalhando seu trabalho na estrada que conduz a um desejo de avançar os sinais da boa amizade. Consideramos isso como sendo uma política de desigualdade econômica e social, pois se não conseguirmos esse intento marcharemos para a política refluente, deixando os outros municípios caminhando sozinhos sem nenhuma direção.
Mas esses homens que se dizem progressistas não deixam os outros avançarem. Permanecem com a força política cheia de pensamento egoísta, usufruindo de seu prestígio. “Políticos aventureiros cheios de pensamentos maldosos”. Também utilizam os prestígios de outros políticos semelhantes que marcham em caminho sujo e se comunicam entre si, retirando os bens dos outros municípios e que deixam todos abobalhados.
Por isso temos o desejo de que haja união entre todas as cidades da zona metropolitana caririense, observando uma junção de homens sérios e que tenham força para seguir uma caravana de amizade sadia e de trabalho unido.

Crato-CE, 23/08/2011