Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Professores são tratados a "Pauladas" em plena Assembléia Legislativa



Voltamos à era da Ditadura Militar ?


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Professores da rede estadual de ensino, em greve há 56 dias, e policiais do Batalhão de Choque entraram em conflito na manhã desta quinta-feira (29/09) na Assembleia Legislativa. Houve confronto, quebra-quebra e alguns professores saíram feridos e outros presos. Os detidos já foram liberados pela Polícia.

A confusão começou pouco antes de uma entrevista coletiva que comando de greve daria sobre a paralisação da categoria. Os professores teriam tentado invadir o plenário, mas foram contidos pelos policiais. “Lamentamos a situação, porque queríamos evitar a votação de mensagem do governo sobre melhorias salariais, mas que traz elementos que não atendem ao nível médio. Tudo estava tranquilo e seríamos recebidos na Casa para dialogar. Fecharam acessos da Casa e o conflito ficou generalizado”, informou acusou Anízio Melo, presidente do Sindicato Apeoc.

Desde a manhã desta quarta-feira (28), docentes estão em Vigília pela Educação, acampados na AL. Para pressionar os deputados a votarem contra projeto de lei que cria nova tabela de salário para a categoria, três professores decidiram entrar em greve de fome, por tempo indeterminado. Clésio Mendes, professor do Liceu estadual de Maracanaú; Laura Lobato, professora do Caic Maria Alves Carioca; e Cláudio Monteiro, professor das escolas estaduais Plácido Aderaldo Castelo, Michelson Nobre da Silva e Patativa do Assaré, protestam em nome da categoria. Eles pretendem intensificar a manifestação, chamar a atenção da população e sensibilizar os professores que já desistiram do movimento.

Os docentes voltaram à AL após saber que o governador Cid Gomes (PSB) havia enviado a proposta de nova tabela, com regime de urgência para votação da mensagem, o que significa que ela pode ser votada a qualquer momento. Segundo os sindicalistas, a proposta não atende os anseios da categoria, pois, além de violar a carreira do magistério, gera prejuízos na aplicação da Lei do Piso.

A manifestação marca a posição contrária à remuneração proposta pelo Governo do Estado, que, segundo os professores, contraria a Lei 12.066 de Cargos, Carreiras e Salários. Os professores rejeitam as mudanças afirmando que a proposta divide a categoria em duas classes e cobram a implantação do Piso com repercussão para toda a categoria. Uma nova assembleia, marcada para a próxima sexta-feira (30/09), no Ginásio Paulo Sarasate, definirá os novos rumos da greve.

De Fortaleza,
Carolina Campos

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Fonte: Portal Vermelho
Fotos – Frank Costa

Pensamento para o Dia 29/09/2011


“Para se concentrar eficientemente, coloque sua atenção em uma forma que lhe dá contentamento. Sente-se em postura de lótus (padmasana) e fixe os olhos na ponta do seu nariz. No início, pratique a meditação por um minuto; em seguida, por três minutos. Poucos dias depois, tente por seis minutos e depois de algum tempo, durante nove minutos. Assim, a concentração deve ser reforçada de forma gradual, sem pressa indevida. Lentamente, a mente pode ser mantida por até meia hora; essa disciplina deve ser desenvolvida de forma constante. Com a prática, a mente ficará fixa e o poder de concentração aumentará. Para atingir a concentração e adquirir unidirecionalidade, você deve se submeter a algum nível de esforço. Você deve fixar sua mente no Senhor e manter fora do plano mental todos os outros pensamentos. Por realizar tal exercício constantemente, sua visão estará firmemente fixa no Senhor que reside em seu coração. Isto é, na verdade, o objetivo, a fruição plena da meditação.”
Sathya Sai Baba

"Prioridade: EDUCAÇÃO" - José Nilton Mariano Saraiva

Pela importância de que se reveste, pela projeção dada ao Brasil em função de, pelo ineditismo do reconhecimento de uma personalidade sul-americana por parte de uma respeitável instituição européia secular, bem como em razão das causas consistentes constantes na peça que o justifique, abaixo o...

Discurso de Luiz Inácio Lula da Silva quando do recebimento do título Doutor Honoris Causa – Sciences Po - Paris, França - 27 de setembro de 2011

Minhas amigas e meus amigos,
É uma grande honra, para mim, receber o título de Doutor Honoris Causa do Instituto de Ciências Políticas de Paris. Honra que se torna ainda maior por eu ser o primeiro latino-americano a recebê-lo. Estou profundamente grato à direção da Sciences Po e a todos os seus professores, funcionários e alunos por me conferirem uma láurea tão prestigiosa. Esta casa, a um só tempo humanística e científica, é reconhecida e admirada no mundo todo por seus elevados propósitos e pela excelência do seu corpo docente e discente. É uma instituição que representa de modo exemplar o compromisso da França com a liberdade intelectual, a dignidade da política e o aperfeiçoamento permanente da democracia. Representa essa França consciente de suas conquistas materiais e espirituais, ciosa de seus valores civilizatórios, mas nem por isso menos aberta a povos e mentalidades diferentes, à compreensão do outro. Essa França insubmissa e libertária que, durante séculos, inspirou – e continua de alguma forma inspirando – a trajetória de muitos países, entre eles o Brasil. Essa França que, desde o século 18 até os dias atuais, é tão relevante para o Brasil, seja no terreno das idéias políticas e sociais, seja na esfera da educação e da cultura, seja no que se refere às parcerias produtivas e tecnológicas.
Minhas amigas e meus amigos,
Mais do que um reconhecimento pessoal, acredito que este título de Doutor Honoris Causa é uma homenagem ao povo brasileiro, que nos últimos anos vem realizando, de modo pacífico e democrático, uma verdadeira revolução econômica e social, dando um enorme salto histórico rumo à prosperidade e à justiça. Depois de prolongada estagnação, o Brasil voltou a crescer de modo vigoroso e continuado, gerando empregos, distribuindo renda e promovendo inclusão social. Deixamos para trás um passado de frustrações e ceticismo. Os brasileiros e as brasileiras voltaram a acreditar em si mesmos e na sua capacidade de resolver problemas e superar obstáculos, por mais difíceis que sejam. Graças a um novo projeto de desenvolvimento nacional, com forte envolvimento da sociedade e intensa participação popular, conseguimos tirar 28 milhões de pessoas da miséria e levamos 39 milhões de pessoas para a classe média, no maior processo de mobilidade social da nossa história. Em oito anos e meio foram criados 16 milhões de novos empregos formais. O salário mínimo teve um aumento real de 62%, e todas as categorias de trabalhadores fizeram acordos salariais com ganhos acima da inflação. Além disso, implantamos vários programas de transferência direta de renda, dos quais se destaca o Bolsa Família, que é o principal instrumento do Fome Zero e, no final do ano passado, beneficiava 52 milhões de pessoas. Dessa forma, a desigualdade entre os brasileiros atingiu o menor patamar em 50 anos. Nos últimos dez anos, a renda per capita dos 10% mais ricos aumentou 10%, enquanto a dos 50% brasileiros mais pobres teve um ganho real de 68%. O consumo se ampliou em todas as classes, mas no segmento popular cresceu sete vezes. Os pobres passaram a ser tratados como cidadãos. Governamos para todos os brasileiros e não apenas para um terço da população, como habitualmente acontecia. Acreditamos firmemente que o desenvolvimento econômico precisa estar a serviço da redução das desigualdades sociais, sem paternalismo, promovendo a inclusão das pessoas mais pobres à plena cidadania. Acreditamos, igualmente, que isso pode, deve e será feito sem que se descuide do equilíbrio macroeconômico, combatendo com firmeza a inflação.
Minhas amigas e meus amigos,
Ao mesmo tempo que resgatávamos grande parte de nossa dívida social, trabalhamos para modernizar o país, preparando-o para os desafios produtivos e tecnológicos do século 21. Investimos fortemente em educação, pesquisa e desenvolvimento. Orgulho-me de ter criado 14 novas universidades federais e 126 extensões universitárias, democratizando e interiorizando o acesso ao ensino público. Também lançamos o Reuni, um programa para fortalecer o ensino público universitário, com a valorização dos docentes. Ele contribuiu para que dobrássemos o número de matrículas nas instituições federais. Mas não ficamos restritos a isso e instituímos o Prouni, um sistema inovador de bolsas de estudo em universidades particulares. Com ele, garantimos que 912 mil jovens de baixa renda pudessem cursar o ensino superior. E a oportunidade não foi desperdiçada: os jovens com bolsas do Prouni têm-se destacado em todas as áreas, liderando em muitos casos os exames nacionais de avaliação feitos pelo Ministério da Educação. Ou seja, bastou uma chance e a juventude brasileira deu firme resposta ao mito elitista segundo o qual a qualidade é incompatível com a ampliação das oportunidades.
Também me orgulho muito de termos inaugurado 214 novas escolas técnicas federais, que criaram possibilidades inéditas de formação profissional para a juventude. A boa qualidade do ensino na rede de escolas técnicas federais também abre as portas para as universidades, mesmo para quem trabalha durante o dia inteiro, porque durante o meu governo aumentamos o número de vagas nos cursos universitários noturnos. Esses jovens têm que CONTINUAR SONHANDO, têm que lutar para conquistar o doutoramento, para trabalhar nos diversos centros de pesquisa e desenvolvimento tecnológico que existem no Brasil. Deixamos de considerar a educação como um gasto para tratá-la como investimento que muda a vida das pessoas e do país. Por isso, em meus dois mandatos, triplicamos o orçamento do Ministério da Educação, que saltou de 17 bilhões de reais para 65 bilhões de reais em 2010.
Essas mudanças eram imprescindíveis, pois a garantia de acesso à educação de qualidade, da pré-escola aos cursos de pós-graduação, é um dos principais instrumentos para promover a igualdade social, combater a pobreza e assegurar um desenvolvimento econômico, científico e tecnológico sustentável em longo prazo. A EDUCAÇÃO FOI COLOCADA COMO PRIORIDADE ESTRATÉGICA PARA O PAÍS. O investimento público direto em educação passou de 3,9% do Produto Interno Bruto em 2000 para 5% em 2009. E, agora, a presidenta Dilma Rousseff assumiu o compromisso de ampliar o investimento em educação progressivamente até atingir 7% do Produto Interno Bruto.
Minhas amigas e meus amigos,
O Brasil já tem muito a mostrar no segmento de pesquisa e desenvolvimento. A Lei da Inovação, aprovada em dezembro de 2004, incentivou as universidades a compartilhar seus projetos de pesquisa e desenvolvimento com as empresas públicas e privadas, para alavancar a inovação tecnológica no ambiente produtivo. O número de cientistas envolvidos em pesquisa e desenvolvimento passou de 126 mil em 2000 para 211 mil em 2008. E o número de patentes depositadas no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) cresceu de 21 mil em 2000 para 280 mil em 2009. Além disso, o governo federal destinou 41 bilhões de reais ao setor de pesquisa e inovação no período de 2007 a 2010, através do Programa de Aceleração do Crescimento.
Minhas amigas e meus amigos,
Uma das preocupações do meu governo – e que continua a ser um firme compromisso da presidenta Dilma – foi garantir que o crescimento econômico e os investimentos estruturantes fossem sustentáveis do ponto de vista ambiental. Nos últimos anos, o Brasil superou a falsa contradição que opunha o desenvolvimento à sustentabilidade ambiental. Nesse período, a taxa de desmatamento caiu 75%.
Em nosso governo, fixamos como meta reduzir as emissões de CO2 entre 36% e 39% até 2020. Esse compromisso foi incorporado à Política Nacional de Mudanças Climáticas, apresentada em Copenhague, em dezembro de 2009, e posteriormente transformada em lei pelo Congresso Nacional.
O Brasil é uma referência no enfrentamento dos desafios ambientais do século 21, pois é responsável por 74% das unidades de conservação criadas no mundo desde 2003. Também alcançamos recentemente o menor nível de desmatamento dos últimos 22 anos.
Minhas amigas e meus amigos, Os avanços que conquistamos nos últimos anos foram possíveis porque praticamos intensamente a democracia. Não nos limitamos a respeitá-la – o que é um dever – mas levamos suas possibilidades ao limite, promovendo um amplo processo de participação social na definição das políticas públicas. Estabelecemos uma nova relação do Estado com a sociedade, na qual todos os setores sociais foram ouvidos, mobilizados, e puderam discutir não somente com o governo, mas também entre eles próprios. Multiplicaram-se os canais de interlocução da sociedade com o Estado, o que contribuiu de modo decisivo para que crescimento econômico e desenvolvimento social caminhassem juntos. Para tanto, realizamos 74 conferências nacionais entre 2003 e 2010, precedidas por reuniões em níveis municipal e estadual , que contaram com a presença de cerca de 5 milhões de pessoas. Discutimos e aprofundamos nessas conferências temas importantes: do meio ambiente à segurança pública; dos transportes à diversidade sexual; dos direitos dos indígenas às políticas de telecomunicações; da igualdade racial à política nacional de saúde , dentre muitos outros. Conselhos de políticas públicas, com ampla representação popular, foram criados junto a todos os ministérios. Em outras palavras, apostamos decididamente na política. Porque sempre acreditamos na força da política como promotora da emancipação individual e coletiva. A participação política é o melhor antídoto contra a alienação e as tentações autoritárias.
Eu próprio sou produto da política. A luta sindical me deu a convicção de que era necessário incorporar os trabalhadores às decisões políticas. Foi por isso que, em 1980, criamos o Partido dos Trabalhadores, que em menos de 20 anos tornou-se o maior partido de esquerda da América Latina e chegou à Presidência da República. Também construímos a maior a central sindical da América Latina, a Confederação Única dos Trabalhadores. Tenho a plena convicção de que os problemas da sociedade só podem ser resolvidos com mais democracia e mais envolvimento da sociedade no exercício do poder.
Minhas amigas e meus amigos,
O Brasil não está sozinho nessa trajetória virtuosa, que reuniu democracia, desenvolvimento econômico e justiça social. A esperança progressista do mundo, hoje, navega no vento que sopra do Sul. A América do Sul não é mais o estuário dos problemas do mundo, e sim a mais promissora fronteira da luta pela justiça social em nosso tempo. Sem os países em desenvolvimento, não será possível abrir um novo ciclo de expansão que combine crescimento, combate à fome e à pobreza, redução das desigualdades sociais e preservação ambiental. No momento em que se está constituindo um mundo multipolar, a América do Sul afirma a sua presença no plano internacional, renovando a confiança em si e na capacidade de seus povos de construir um destino comum de democracia e crescimento econômico com inclusão social. Vivemos numa região de paz. Não há ódio religioso entre nós. Os governantes de todos os nossos países foram eleitos em pleitos democráticos e com ampla participação popular. A democracia é o nosso idioma comum.
Minhas amigas e meus amigos,
Avançamos muito no Brasil nos últimos anos. Ampliamos a inclusão social e a democracia se fortalece cada vez mais. Elegemos, pela primeira vez na nossa história, uma mulher para a Presidência da República. Fizemos muito, mas ainda há muito por ser feito. E o governo da presidenta Dilma Rousseff assume esta responsabilidade. Lançou o programa Brasil sem Miséria para erradicar totalmente a extrema pobreza. Fortaleceu a área da educação, ao ampliar o programa e ensino técnico e aumentar o número de bolsas de estudos no exterior. O lançamento de uma nova política industrial, com o programa Brasil Maior, fortalecerá a inovação e a competitividade. Por último, quero enfatizar que o conhecimento e a informação são cada vez mais importantes para o aprimoramento espiritual da Humanidade e também para viabilizar o progresso econômico e o bem-estar dos povos. O governante que não enxerga isso, não está preparado para governar uma Nação. Governante que não sonha não transmite esperança. Agradeço novamente à Science Po por ter sido agraciado o título de Doutor Honoris Causa e estou honrado por fazer parte do seleto grupo de pessoas que mereceram esta honra.
Muito obrigado.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Universidade de Periferia ?

Institut D´études Politique de Paris

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
IEP
Institut d'Etudes Politiques de Paris
Lema Sciences-Po
Fundação 25 de janeiro de 1872
Tipo de instituição Pública
Docentes 1.400
Total de Estudantes 6.700
Localização Paris
Página oficial http://www.sciences-po.fr

Universidades da França Flag of France.svg

O Institut d'études politiques de Paris (IEP de Paris) é uma escola pública francesa de ensino superior, usualmente chamada Sciences Po Paris pelos alunos. A escola foi criada em 1872 por Émile Boutmy, posteriormente a Guerra franco-prussiana com objetivo de criar, educar e desenvolver uma nova elite francesa. A escola era inicialmente uma escola de Ciências Políticas chamada "École libre des sciences politiques".

Como uma das mais prestigiadas grandes écoles francesas, a Sciences Po destaca-se entre os mais renomados e fecundos centros de estudo superior da Europa.

Atualmente os principais ensinos são os seguintes: economia, ciências políticas, direito, relações internacionais, administração, marketing, finanças, comunicação, comercialização, jornalismo, recursos humanos e estudos europeus.


[editar] Organização

A entrada da Sciences-Po Paris.
Jardim de Sciences Po, entre a rue Saint-Guillaume e a rue des Saints-Pères.

[editar] Gestão

A Sciences-po Paris é gerenciada pela Fondation nationale des sciences politiques (FNSP), fundação privada de utilidade pública.

[editar] Diretores

[editar] Diplomas

Atualmente a escolaridade da Sciences-Po tem duração de 5 anos para os 2 primeiros ciclos superiores. Os alunos obtêm a graduação após a conclusão do segundo ciclo. O terceiro ciclo é composto por cursos de "master" e "doutorado".

[editar] Alunos

Veja alguns alunos importantes da Sciences-po Paris (Fonte: Annuaire des anciens élèves de Sciences-Po)

[editar] Lista de primeiros-ministros da França diplomados de Sciences-Po Paris

  • Raymond Barre (diplomado em 1948): primeiro-ministro entre o 26 de Agosto de 1976 e o 21 de Maio de 1981
  • Laurent Fabius (diplomado em 1969): primeiro-ministro entre o 17 de Julho de 1984 e o 20 de Março de 1986
  • Jacques Chirac (diplomado em 1954) : primeiro-ministro entre o 20 de Março de 1986 e o 10 de Maio de 1988
  • Michel Rocard (diplomado em 1952): primeiro-ministro entre o 10 de Maio de 1988 e o 15 de Maio de 1991
  • Edouard Balladur (diplomado em 1950): primeiro-ministro entre o 29 de Março de 1993 e o 18 de Maio de 1995
  • Alain Juppé (diplomado em 1968): primeiro-ministro entre o 18 de Maio de 1995 e o 3 de Junho de 1997
  • Lionel Jospin (diplomado em 1959): primeiro-ministro entre o 3 de Junho de 1997 e o 6 de Maio de 2002

[editar] Lista de presidentes da República francesa diplomados de Sciences-Po Paris

A Sciences -Po Paris faz parte do grande congromerado educacional chamado de Sorbonne Paris Cité , veja abaixo :

Sorbonne Paris Cité

Sorbonne Paris Cité is a higher education and research alliance (Pôle de Recherche et d’Enseignement Superieur, PRES) established on February 10, 2010. It is a Public Institution for Scientific Cooperation bringing together four Parisian universities and four higher education and research institutes:

  • Sorbonne Nouvelle University - Paris 3
  • Paris Descartes University
  • Paris Diderot University
  • Paris 13 University
  • Institute of Physics of the Globe (IPGP)
  • National Institute of Oriental Languages and Civilizations (INALCO)
  • Sciences Po (Institute of Political Science), Paris
  • EHESP School of Public Health

These renowned institutions have decided to join forces in order to meet the challenges facing cutting edge research and academia in a changing world.

Its wide spectrum of disciplines, its international visibility and its high ranking research units make of Sorbonne Paris Cité a leading academic alliance with long term commitments to excellence:

  • Fostering knowledge-driven initiatives, in the fields of economic development, public policy, or the democratic access to culture;
  • Taking an innovative and active part in international research and encouraging interdisciplinarity;
  • Setting up cutting edge teaching programs at the undergraduate, graduate and post-graduate levels;
  • Developping research driven training programs geared to future decision makers;
  • Offering students improved living conditions and an up to date teaching environment for Paris and the greater Paris area.

For more information about Sorbonne Paris Cité ...


alt An assemblage of the foundation documents

-- The statutes of Sorbonne Paris Cité (Loi du 18 avril 2006 portant création des PRES and décret du 10 février 2010 portant création de Sorbonne Paris Cité)
-- La convention constitutive
-- Le règlement intérieur

alt An overview on the organization of Sorbonne Paris Cité

Sorbonne Paris Cité presents itself by means of its organigram, its Administration Committee and its Scientific and Pedagogical Committee.

Repondo a verdade da informação abaixo: Lula “doutor” pela Sorbonne? – por Armando Lopes Rafael


Temos a responsabilidade de levar informações honestas ao público. Não procede  a informação divulgada abaixo, onde consta o preâmbulo:
“Lula na Sorbonne: Ele chegou lá. Dia 27 agora, Lula recebe o título de doutor honoris causa na Sorbonne. Desembarca no mesmo solo sagrado do saber que pisaram Jean-Paul Sartre, Claude Lévi-Strauss e FH.”
A bem da verdade, esclareça-se que o ex-presidente brasileiro  não  recebeu o título no solo sagrado da Sorbonne, o mesmo em que pisaram figuras do porte  do Marechal Pétain ou do  sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Lula  recebeu  o  título  de uma universidade  da periferia de Paris,  o Sciences Po. Abaixo a nota divulgada pelas agências de notícias da França, reproduzidas pelos órgãos sérios da mídia brasileira:
 “O ex-presidente do Brasil,  Luiz Inácio Lula da Silva, 65, recebeu hoje (27) mais um título honoris causa. Desta vez, foi concedido pela universidade francesa Sciences Po. Com esse, ele  já foi agraciado com sete títulos. Ele foi entregue em homenagem à sua contribuição para o desenvolvimento econômico e social de seu País. "É para mim uma grande honra recebê-lo, e ainda maior porque sou o primeiro latino-americano", declarou Lula na cerimônia, referindo-se ao fato de que o instituto premiou pouquíssimas personalidades. A Universidade  Sciences Po foi fundada em 1871 e premiou apenas 16 pessoas em toda a sua existência. Antes de Lula, apenas um ex-presidente havia recebido o mesmo título, no caso, em 2009,  o tcheco Vaclav Havel, líder da redemocratização da Tchecoslováquia, depois que aquele país abandonou o socialismo real em 1990".
O espaço fica aberto para quem quiser provar o contrário.

lula : Sexto Título de Doutor, agora na Sorbonne

Como disse o autor da matéria, vai faltar Lexotan la nas bandas de Higienópolis e para tantos outros que sofrem de complexo de vira-lata neste Brasil afora.

Será que o entreguista do FHC desta vez corta os pulsos? Tomara que sim!

E viva o nosso Doutor!

Ivan

http://www.ufpe.br/agencia/images/stories/lula02.jpg
Lula recebendo o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Coimbra

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/pra-que-discutir-com-madame

Pra que discutir com madame

Enviado por luisnassif, sex, 09/09/2011 - 09:19

O comentário do Marco Antonio me lembrou uma coluna que escrevi em 8 de agsoto de 1994 a respeito da afirmação de Ruth Escobar:

Por Marco Antonio L


LULA recebe o título de Doutor Honoris Causa na Sorbonne

Ele chegou lá. Dia 27 agora, Lula recebe o título de doutor honoris causa na Sorbonne. Desembarca no mesmo solo sagrado do saber que pisou Jean-Paul Sartre, Claude Lévi-Strauss e FH. A informação é de Ancelmo Góis de O Globo.

Vai faltar Lexotan lá nas bandas do Higienópolis


LUÍS NASSIF - 08/08/1994


Prá que discutir com madame?


Na sexta-feira passada Brasil e França experimentaram momentos de grande perplexidade, enquanto em um salão de chá paulistano discutia-se a relevante questão: é melhor um Sartre ou um encanador para presidente da República?

As máquinas pararam na França, houve sensível aumento na mortalidade infantil no Nordeste, todos aguardando que aquelas almas femininas, reunidas no salão renascentista, conseguissem solucionar o mais estimulante desafio intelectual com que se depararam: é "in" ou "out" estabelecer tais diferenças?

A atriz atroz, defensora interessada de todos os intelectuais que assumiram a presidência nas últimas décadas, garantiu que é "in". A namoradinha do Brasil, boazinha como ela só, rebateu que é "out".

Grandes banqueiros foram tirados do trabalho por esposas preocupadas, presentes ao ágape, para que repartissem com elas essa grande dúvida, mais estimulante que um vírus eletrônico no Selic.

Sociólogos petistas e tucanos se engalfinharam no campus, entupiram as seções de cartas dos jornais, assaltantes interromperam assaltos, o trânsito engarrafou, os juros subiram, o mercado parou, enquanto não se resolvia a relevante questão, capaz de, por si, ou definir as eleições presidenciais ou resolver a questão da falta de água.

No cemitério existencialista, uma caveira olhou para a outra e comentou preocupada: "Que não é sério, a gente sabia, mas precisavam me envolver nisso?".

Filósofo "out"

Não há informações se Ortega y Gasset costumava filosofar em chás beneficentes ou se desenvolveu alguma especialização em encanamentos. Há dúvidas até, se vivo fosse, se seria convidado para o festim, posto que filósofo espanhol não é tão "in" quanto um francês.

Se fosse, certamente acharia de um provincianismo feroz, a atriz atroz. Mas ficaria com o encanador, porque conhecia suficientemente os seus – os intelectuais – para não levá-los a sério, fora do mundo das idéias.

Em ensaio clássico sobre Mirabeau – relançado recentemente pela Editora Universidade de Brasília, e que me foi presenteado por um intelectual raro, porque compromissado com a ação – Gasset traça um perfil precioso da espécie.

Não peça a um intelectual que se comprometa com a ação – diz ele. Quando pensa em tomar alguma atitude, imediatamente bate uma dúvida que, até ser removida, matou a iniciativa. O intelectual sempre vai tratar de levantar uma indagação acerca de sua atitude, para dispor do álibi para nada fazer. Utiliza a idealização da realidade como desculpa para o imobilismo.

Em outras palavras, se estourar o encanamento de sua casa, ou se precisar de um presidente da República, não conte com um intelectual. A não ser depois que ele tiver resolvido todas suas perplexidades acerca da conveniência ou não de se envolver em um trabalho de encanador – e depois que a água tiver levado seu último cristal.

Curto e grosso como ele só, o encanador petista encerrou a discussão com uma verdade definitiva: sem encanador essa mulherada não se vira sozinha, sem sociólogo, se vira.

Na rua, um velho passou assobiando antigo samba brasileiro, do grande compositor existencialista Janet de Almeida: "Madame diz que a raça não melhora/ que a vida piora/ por causa do samba/ (...) Madame tem um parafuso a menos/ só fala veneno/ ai meu deus que horror!"

Para ler outras matérias bem porretas, visite o 'Carcará' - http://carcara-ivab.blogspot.com


terça-feira, 27 de setembro de 2011

A Psicopotalogia do Mercado - José do Vale Pinheiro Feitosa

No segundo semestre de 1972 um grupo de jovens ligados a um movimento esquerdista de classe média tentou roubar um banco em Ipanema no Rio de Janeiro e isso desencadeou a roda da insensatez. Um dos jovens foi baleado, uma companheira escapou junto com o ferido e uma vez tendo um namorado cuja mãe era médica e esposa de um político cassado, convenceu o namorado a levar o ferido até a mãe para retira-lhe a bala. Dito e feito, a mãe sentindo o “envolvimento” do filho (levar o ferido até ela), retirou e fez o curativo no rapaz em casa mesmo.

Algumas semanas mais tarde, na fuga, o jovem foi preso em Belo Horizonte e sob tortura abre tudo, inclusive o nome da médica que não sabia nada do movimento rebelde. O exército, à paisana, ligado ao DOI-CODI da Barão de Mesquita na Tijuca invade a casa do político e prende todo mundo, inclusive os jovens da vizinhança que costumavam freqüentar a casa. O político cassado é aprisionado, ameaçado para entregar o filho que nesta altura havia se refugiado em Saquarema praia onde rolava um fuminho, era disso que ele gostava, além do rock e do surf.

O pai é levado para a Barão de Mesquita, ameaçado sob pressão, posto na famosa geladeira e finalmente transportado para Saquarema para encontrar o filho que havia fugido dali. Depois é recolhido em casa e como o jornal do Brasil começasse a investigar a “ação” em plena zona sul, inclusive por denúncia de uma política que era amiga e vizinha do casal, o exército saiu de lá, mas levou a médica presa. A política era ligada ao Lacerda, amiga de generais e simpatizava com a direita brasileira e, assim mesmo denunciou a ação.

A médica desapareceu. Por trinta dias estava sumida. Mesmo o político cassado tendo grandes relações no Rio, não conseguiu apurar a situação da sua esposa. Finalmente receberam notícias que ela estava internada e que tinha sofrido uma cirurgia no Hospital do Exército. Orlando Geisel, Ministro do Exército de Médici, que já virara general de pijama no final do Governo Jango e por este foi promovido e tendo recebido a notícia a pedido de Jango pela voz do político cassado, mandou avisá-lo que ele iria visitar a esposa. Ele recebeu a autorização e foi na Barão de Mesquita para os trâmites finais.

Simultaneamente o General Fiuza, comandante do DOI-CODI telefonou para a política para se queixar por que o político cassado não o tinha procurado antes para saber notícia da esposa. A política lhe disse: ora General, ele não tinha que lhe procurar coisa alguma, você é que deveria ir procurá-lo. Então o político entrou na sala do General Fiuza que estava junto de outro oficial, o dispensou e veio até o político para tecer considerações que justificavam a tortura.

Coisas terríveis que tinha de praticar para receber informações sobre o inimigo. Ele até se lamentava por que já havia perdido alguns excelentes oficiais que se “viciavam” tanto nas sevícias e no sofrimento alheio que iam até o fim. E finalmente disse que a mulher tinha sido muito bem atendida no hospital do exército, que tinha sido atendida por um ótimo profissional. Um “ótimo profissional” que operava as pessoas sem nem ao menos consultar os familiares foi o que lhe respondeu o político cassado.

Aquilo era a senha final do enredo: o DOI-CODI já não sabia mais separar a boa fonte de informação daquela que não tinha informação alguma. Naquele caso, a médica só tinha duas informações: que havia retirado uma bala e esta fora de um jovem que ela nem sabia o nome. Eis o exemplo fatal da irracionalidade patológica sobre as instituições, de como psicopatas chegam a elas e como elas transformam pessoas normais em psicopatas irracionais.

Esta história se deu e aconteceu no clima dos anos setenta quando o Brasil se envolveu numa ditadura militar cujo eixo era a Guerra Fria. A luta para alguns entre os exploradores imperialistas e a libertação dos povos oprimidos. Ou para outros a luta entre o bem do capitalismo e o demônio do comunismo. Vieram os anos 90 e um dos pilares da guerra fria desmoronou e sobre os seus escombros os inimigos descobriram o horror da tortura e das prisões irracionais. Falo da ex-União Soviética. Claro que o inimigo do comunismo comemorava a própria vitória.

Terminamos os anos 90 com as bandeiras desfraldadas do neoliberalismo econômico, a globalização financeira a mostrar a nova realidade, o furor das privatizações e o muxoxo desdenhoso com os arcaicos da velha realidade. Foi aí que o primeiro mito caiu: o da infalibilidade física do imperial poder da globalização. As torres gêmeas de Nova York, precisamente por que era um prédio de abrigo dos especuladores de Wall Street, se desmorona com aeronaves civis do próprio império. O império era vulnerável: todo mundo assistiu pela rede mundial de televisões.

No final da primeira década dos anos dois mil, menos de vinte anos após o primeiro pilar da guerra fria vir abaixo, cai o segundo pilar. Hoje estamos num total desprovimento dos mitos destas duas forças do século XX. O século XXI finalmente começou como algo novo e diferenciado. Parece que as regras estão todas a mudarem. A racionalidade da marcha da expansão da Rússia e dos EUA foi historicamente superada.

Recente estudo no paraíso do liberalismo econômico, a Suíça, parece ter evidenciado o que sempre se soube desde o século XX: o equilíbrio ótimo, trazendo ganhos para todos que seria a racionalidade do Deus Mercado não existe. E não existe no real do mundo: nas pessoas que afinal demonstraram o mesmo vício dos torturadores do DOI-CODI da Barão de Mesquita.

O estudo comparou corretores da bolsa com um grupo controle de pessoas normais e com psicopatas internados em clínicas de segurança máxima da Alemanha. O que caracteriza os psicopatas? Comportamento egoísta e não-cooperativo, desprovidos de qualquer empatia e responsabilidade social. Pois bem os corretores se comportaram de modo menos cooperativo que os psicopatas. E tem coisa pior, que justifica a crise do mercado: os agentes financeiros tiveram resultados piores que os psicopatas em relação aos ganhos finais de suas decisões.

Acontece que os “psico-corretores” são apenas capazes de maximizar seus ganhos à custa dos oponentes. Tiveram desempenho péssimo no que se refere à performance geral, ou seja, nos tais ganhos absolutos que os clássicos da economia santificavam. Na verdade esta psicopatologia de mercado tem um comportamento altamente destrutivo do ambiente social e se expressa como diz o psiquiatra que realizou o estudo: “É como se você destruísse o automóvel do seu vizinho com um taco de beisebol, para que seu carro seja o mais bonito da rua”.

Enfim a dinâmica do outro pilar era a traição sistemática do companheirismo e da sociedade.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011


Correnteza

- Por Claude Bloc –

Acredito que poesia exista na alma de cada pessoa, e quando ela enche a alma da gente e quase parece querer transbordar, parece também querer afogar-nos numa correnteza incessante. As palavras, então, vão nos assessorando no escape dessa enxurrada, que mal sabemos explicar ou como conter.

Quando comecei a escrever poesia foi nesse exato intento. Mal sabia o que me afligia, mas sentia que tinha de tentar descrever essa sensação de alguma forma. Eu tinha então 16 anos, ainda brincava de roda, peteca, bicicleta, mas também nessa época já sentia cá dentro a efervescência dos amores juvenis, que, timidamente, e só com a caneta, os conseguia acalmar e revelar nas páginas dos meus cadernos.

Foi assim que muitos destes poemas foram escritos. A poesia, então, para mim foi sempre essa vazão, essa fuga e é certamente assim, que deve ser para muitos também...

É sempre nesses momentos de reflexão que a poesia melhor se desenvolveu nas minhas mãos. Cada verso conta a história de um momento singular, cada estrofe faz um relato poético de tantos e tantos e muitos dias da minha vida, vividos assim, dessa mesma maneira, como qualquer um de nós vivemos. Um verso por tudo, por vezes, por nada, porém bem assentado dentro de mim descendo na vazão da vida.

Claude Bloc

Teste de Saúde - Veja se você tem a idade que imagina...

 Vale a pena fazer este teste, porque é muito engraçado e educativo...

Clicar em:
http://www.idadeinterior.com.br/

É um teste da UNIMED - para saber a sua idade interior

domingo, 25 de setembro de 2011

As cidades de Chico Buarque - Emerson Monteiro


Cristina Couto reuniu em livro (As cidades de Chico Buarque) fragmentos de uma época histórica do Brasil recente e intercalou-os com páginas das músicas de Chico Buarque de Holanda e. deste modo, criou belo painel que bem representa a fase crítica dos anos de chumbo. Nas marcas que anotou dos passos do poeta nos bastidores da convulsa vida nacional, a escritora conta em linguagem eficiente o que vencíamos do medo e da censura feroz para trazer ao povo os espelhos urbanos que alimentavam apreensivas esperanças e resistência.

Perante o jeito que exercita, Cristina de Almeida Couto, membro da Academia Lavrense de Letras, professora universitária e jornalista, consolidou no seu trabalho a escritura poética de Chico Buarque na visão acadêmica suficiente de dizer o que aconteceu no imaginário da criação artística, contradições e vislumbres doridos, na fase extrema, totalitária. Caminhava-se pelas ruas deserdados; atravessavam as lamúrias de um modelo econômico de época, à força dos poderes internacionais na república ansiosa de algum crescimento material.

Talhes profundos, no entanto, feriam por dentro a alma, sobretudo de jovens da classe média embalados nos sonhos imaginários de liberdades civis ideais, frustradas na quebra institucional da luta brasileira.

Trabalhou com êxito o tema desse encontro das duas vertentes, do real no cotidiano, e das letras que o interpretavam através palcos e discos, a transmitir vozes gritadas ao enlevo dos ritmos novos – misturas de samba do morro, bossa nova e inventividade nativa.

Feliz a executar o projeto estabelecido, Cristina nos permite viver ou reviver a composição popular no mister desses acontecimentos, versão do coração de quem atendeu consignar a poética na história dos vencidos daqueles instantes.

Uma viagem técnica e sentimental, pois, através das letras das cantigas... exercício de fixação salutar e digno de quem deseja guardar as lições amargas da nossa geração urbano-industrial.

Culpa no cartório ??? - José Nilton Mariano Saraiva

Falta de respeito, imoralidade, descaso e safadeza explícita para com todos nós, pobres mortais-comuns. É o mínimo que se pode deduzir das imagens veiculadas pela TV e que mostram o absurdo e surreal “teatro chinfrim” armado por dois “respeitáveis” (???) deputados federais quando de uma das sessões da Comissão de Constituição e Justiça (???) da Câmara Federal, em Brasília, na quinta-feira passada, 22.09.11.
Presidida pelo deputado federal César Colnago (PSDB-ES), tendo como votante apenas e tão somente o também deputado Luiz Couto (PT-PB) e sob os olhares incrédulos de alguns assessores, a mambembe e escabrosa “palhaçada” não durou mais que três (03) minutos, ao final dos quais foram aprovados incríveis cento e dezoito (118) projetos (entre os quais concessões de radiodifusão, projetos de lei e acordos internacionais). Acontece que, como lá ninguém quer mesmo nada com a vida (só comparecem em plenário às terças e quartas e folgam de quinta a segunda), àquela hora todos os demais deputados já se encontravam nos respectivos estados a fim de curtir o final de semana, depois de assinarem a lista de presença pela manhã.
Nas imagens veiculadas, o presidente da sessão, numa cena deprimente. já que dirigindo-se a um plenário vazio e entregue às moscas, é enfático: “...Em discussão. Não havendo quem queira discutir, os deputados que concordam com a aprovação em bloco dos pareceres permaneçam como se encontram. Aprovado”. E atentem que os dois “nobres” deputados integram a Comissão de Constituição e Justiça (???) da Câmera Federal e deveriam zelar pelo bom nome do Legislativo.

Também, fazer o quê, se o próprio poder Judiciário brasileiro é um antro de corrupção, roubalheira e falcatruas, conforme sugeriu recentemente o deputado estadual do Ceará, Moésio Loiola, numa sessão pública, ao dirigir-se diretamente ao presidente da OAB-CE Valdetário Monteiro e afirmar com todas as letras que “... o poder Judiciário pouco difere dos poderes Executivo e Legislativo em matéria de mordomia, nepotismo, fisiologismo já que as maracutaias são tantas que tornam praticamente impossível identificar os envolvidos”; na oportunidade, acusou ainda, peremptoriamente, a existência de “...desvio de conduta, fraude, estelionato, negociação de sentenças, venda de liminares, manipulação na distribuição de processos, grilagem de terras, favorecimento na liberação de precatórios, contratos ilegais e malversação de dinheiro público”; e complementou, contundentemente: “...muitos juizes não se dão ao trabalho de sequer ler os processos, manusear os autos, a fim de emitir as sentenças respectivas, dependendo do figurão que está por trás e da propina liberada.”
Como não se tem notícia que o deputado Moésio Loiola haja sido sequer advertido pela OAB-CE, pergunta-se: admissibilidade de rabo preso, culpa no cartório, reconhecimento da podridão que lá impera ???
Afinal, o que esperar de um Judiciário onde o próprio presidente do Supremo Tribunal Federal (Gilmar Mendes, que nunca sequer foi Juiz), atropela ritos e o andamento normal da lide processualística, a fim de conceder dois hábeas-corpus (em um só dia) a um reconhecido bandido (Daniel Dantas) ??? A trôco de quê ???
Elementar, meu caro Watson !!!

Crônica de Domingo - A decadência do Crato e os Políticos Canalhas

E finalmente chegamos ao domingo. Dia de parar para refletir e colocar em órdem nossos pensamentos e ações. Conforme os leitores poderão verificar logo abaixo dessa postagem, publicamos a "notícia-surprêsa" de que o SESI pretende instalar unidades nas cidades de Sobral e Iguatu.

Isso é uma notícia que para qualquer cratense que ama esta cidade é uma verdadeira punhalada nas costas empreendida pela FIEC, pelo fato de que esta mesma FIEC recentemente desativou a unidade do SESI do Crato, que funcionava e trazia benefícios há mais de 30 anos, e era um dos símbolos da nossa cidade. Mas não perdemos apenas o SESI, perdemos também nos últimos tempos dezenas ou centenas de investimentos e órgãos que funcionavam aqui.

Porque será que o Crato tem tantos inimigos ?

Tantos "homens", para não dizer outra palavra, que só vem aqui para tirar o que é nosso e levar para outras cidades ? Não me esqueço da reunião em 2010 quando veio o Pres. da FIEC comunicar lá no salão nobre da prefeitura, que a decisão de desativar o SESI do Crato era em caráter irrevogável, e que o prédio seria vendido, não havendo nada que o município poderia fazer. Aliás, o prédio está lá para ser vendido nesse momento. E agora vão ativar em Iguatu e Sobral ? Qual é a lógica disso ?

É preciso que os Cratenses façam uma retrospectiva do que a cidade já perdeu nos últimos tempos: Perdemos diversas universidades, perdemos grandes investimentos, que foram levados para a cidade vizinha ou pior, estavam funcionando e foram RETIRADOS do Crato. Vocês sabem quem está por trás de tudo isso, não sabem ??? Pensem um pouco...

Há poucos meses publicávamos mais um golpe que viria, dessa parte, do Governo do Estado do Ceará, da Secretaria das cidades, e denunciado pelo então secretário de Meio Ambiente de Controle Urbano do Crato, Sr. Nivaldo Soares, de que estava em andamento um plano macabro para a construção de um grande centro que funcionaria no local do "Centro de Apoio aos Romeiros" em Juazeiro do Norte, e que iria levar os últimos órgãos do Crato e da região do Cariri, centralizar tudo. A truculência foi descoberta a tempo e o engodo não se concretizou porque a voz da imprensa e do povo foi mais alta contra a secretaria das cidades, e a coisa toda estava escancarada demais, mas temos as provas documentais de tal atrocidade que pretendiam fazer.

O CONTO DA REGIÃO METROPOLITANA DO CARIRI

O Crato e as outras cidades do Cariri cairam no conto da "região metropolitana do Cariri", aonde se pensava que o desenvolvimento regional seria igualitário. Pensava-se que todas as cidades sairiam beneficiadas. Hoje vemos que fomos enganados, apenas UMA cidade se desenvolve, as outras entraram pelo cano nessa "estória". Nós mesmos fomos grandes apoiadores na época, da iniciativa, pois acreditávamos piamente que uma região metropolitana seria bem vinda. Quando recebi do Deputado Ely Aguiar uma mensagem dizendo que os políticos de Juazeiro queriam mudar o nome para "Região Metropolitana do Juazeiro" ao invés do "Cariri" em plena sessão da Assembléia Legislativa com o aval de toda a "turma do Cid Gomes", igual à época em que quando foram decidir aonde ficaria a Universidade ( UFC ) , se em Crato ou em Juazeiro, os políticos daquela cidade, mesmo inimigos, se cotizaram para levar a Universidade para lá, eu pensei com meus botões: "Estamos perdidos!". Graças ao Dep. Ely Aguiar que se movimentou na época, o nome hoje não é "Região Metropolitana do Juazeiro", e assim a coisa vem se arrastando. Temos tudo documentado. Aqui não é conto da carochinha nem falácias. O Blog do Crato funciona há 6 anos e temos todas as notícias amplamente registradas e guardadas. Todo mês, o Crato tem recebido uma verdadeira machadada, um duro golpe da parte de políticos que foram inclusive eleitos com o voto dos próprios cratenses.

MEA CULPA - A Culpa é dos Cratenses

Como sempre faço questão de frisar nas minhs crônicas, que não devemos ficar a culpar as outras cidades pela retirada dos órgãos do Crato. Eles fazem a parte deles, que é ir para o corpo-a-corpo e tentar ganhar. Vence quem tiver mais força. Na verdade, grande parte da culpa é dos cratenses que não votaram em quem defenda a cidade. Nosso eleitorado daria para eleger vários deputados Estaduais e Federais, mas os Cratenses sempre votaram em candidatos de fora. É preciso que as pessoas se conscientizem de que por pior que sejam os candidatos locais, é SEMPRE melhor votar num local do que votar em Políticos de fora. Num forasteiro. Porque os forasteiros não tem qualquer compromisso com nossa terra, eles só precisam do nosso voto e vão embora.

O Crato hoje amarga sem defêsa e à mercê de verdadeiros bandidos, que vem aqui e fazem o que querem. Ficam aí agora antes das eleições pulando de partidos, já preparando o próximo golpe, porque para eles, só interessa se dar bem no plano pessoal, nunca pensam no coletivo. São egoístas por natureza.

Crato precisa acordar e fazer uma lista dos órgãos que já foram levados da cidade e POR QUEM. Quem está por trás de tudo isso, caso a caso, e NUNCA votar nos mesmos canalhas daqui pra frente. E aliás, cuidado, porque os canalhas são os mesmos, eles apenas mudam de partidos para confundir a população. Essa é a dura realidade que precisamos compreender se quisermos ainda salvar o que resta da cidade do Crato - Outrora cognominada "Coração do Cariri".

Por: Dihelson Mendonça

1º ANIVERSÁRIO DO TERRAÇUS BAR E PETISCARIA




O TERRAÇUS - Bar e Petiscaria está fazendo um ano. Um ano apenas e já se mostra como um local bacana, super agradável e com boa estrutura para receber pessoas de bom gosto. Um local que tem se mostrado com bastante identidade em realizar eventos de qualidade e que conta com a presença marcante de um público maravilhoso. Para comemorar a data, o TERRAÇUS chamou a SERTÃO POP PRODUÇÕES para fazer a festa. Juntos estão trazendo duas maravilhosas bandas: a NIGHTLIFE, que, indiscutivelmente é a banda Pop-Rock mais festejada e amada do Cariri, e a fantástica cover do Pink Floyd CACO DE VIDRO, a sensação do TERRAÇUS no primeiro semestre.
Como é o primeiro aniversário do TERRAÇUS, achamos que essas duas bandas irão coroar a festa. Se você não pôde ver a CACO DE VIDRO da outra vez, esse é o momento. Os caras são simplesmente sensacionais. É você fechar os olhos e sentir o Pink Floyd tocando ao vivo no Cariri.
Vamos comemorar juntos esta data querida!

PS: A festa será de um ano do TERRAÇUS, mas será também em homenagem à memória do nosso grande amigo-irmão SAMUEL GRAVATINHA que nos deixou recentemente.

sábado, 24 de setembro de 2011

Quatro cantos

- Claude Bloc -


Fico quieta...
Deixo que a tarde
inunde a casa.
Retiro dos quatro cantos
a saudade acumulada,
as flores abandonadas
e então, livre de tanta espera,
olho o tempo, quando anoitece
quando o relógio bate apenas
as horas de alegria
e estampa nossos sorrisos
em volta da mesa
nossos passos pelo tabuado,
todos os sinais que ficaram
onde os sonhos
entrelaçam as mãos. 

Claude Bloc

Benigna, a Santa de Santana do Cariri -- por Armando Lopes Rafael


Inhumas é um povoado do município de Santana do Cariri. Localizado a 2 km do centro da cidade, lá ocorre um fenômeno da religiosidade popular, fato comum no chão dos místicos nordestinos. Trata-se da devoção à memória de uma jovem – Benigna Cardoso – alvo da veneração pelo povo simples de Inhumas e sítios vizinhos a este povoado.

Curioso em conhecer esta história fui até Inhumas e ouvi de um habitante daquela localidade que á fora palco, há 70 anos, de uma tragédia. A adolescente Benigna Cardoso, nascida naquela localidade, em 15 de outubro de 1928, levava uma vida igual às demais mocinhas da zona rural naqueles recuados tempos. Fazia as tarefas de casa e era encarregada, também, do abastecimento de água da família que a criava, pois era órfã.

Para tanto se deslocava, todos os dias, até um riacho distante da sua casa e trazia – num pote de barro – a água necessária ao consumo do dia. Sua formosura atraiu a atenção de um jovem de sua idade, Raul Alves de Oliveira, também residente em Inhumas. Mas Benigna nunca alimentou a expectativa do namoro pretendido por Raul.

No dia 24 de outubro de 1941, nove dias após completar treze anos de idade, Benigna iniciou cedo seus afazeres domésticos. À tardinha, colocou o pesado pote na cabeça e, enfrentando o sol causticante, tomou o caminho da fonte de água. Antes de atingir o local, numa curva da estrada, apareceu de repente Raul que lhe fez propostas amorosas recusadas de forma categórica pela mocinha. Tresloucado, Raul sacou de uma faca que trazia e golpeou por três vezes o corpo franzino de Benigna. Um dos golpes quase decepou a cabeça da jovenzinha, tamanha a fúria que dominava o homicida.

O fato chocou a todos. Depois da morte da jovem começaram as romarias ao local onde ela foi assassinada. Até hoje, muitas pessoas da redondeza de Inhumas fazem promessas rogativas à alma de Benigna. Até pessoas ilustres nascidas em Santana do Cariri – mas residentes em outras regiões do Brasil – recorrem à intercessão da jovenzinha para obter graças.

Um modesto marco, encimado por uma pequena cruz, recebe muitos ex-votos dessas graças alcançadas. O povo de Inhumas se refere à Benigna como “A santa mártir”. Seria bom que a Prefeitura de Santana do Cariri mandasse construir no local uma capela ampla para abrigar os que ali vão rezar, acender velas e deixarem ex-votos pelas graças alcançadas por intercessão da jovem Benigna Cardoso.

Padre Christiano Coêlho, vigário por longos anos de Santana do Cariri, e já falecido, escreveu, ao lado dos dados de nascimento de Benigna, no Livro de Batizados da Paróquia: “Morreu martirizada às 4 horas da tarde do dia 24 de outubro de 1941 no sítio Oiti. Heroína da Castidade. Que sua santa alma converta a freguezia e viva de proteção às crianças e às famílias da paróquia. São os votos que faço da nossa santinha”.
O bispo de Crato, dom Fernando Panico, instalou a Comissão Diocesana para estudar a  documentação existente sobre Benigna. E um padre da diocese de Crato foi a Roma, neste mês de setembro, coletar dados para instruir a causa diocesana sobre um provável processo da heroicidade de mártir Benigna Cardoso.

Uma cruz a caminho do Rio – por Marcelo Musa (*)

O regime comunista polonês orgulhava-se de ter criado, com Nowa Huta - distrito operário próximo a Cracóvia planejado como modelo de sociedade marxista -, a "primeira cidade sem Deus" da Polônia. Na verdade, era apenas uma cidade sem igreja. Sem o prédio de uma igreja. Por isso os operários levados para povoar Nowa Huta ergueram uma simples cruz de madeira no meio da cidade. E se revezavam montando guarda a essa cruz, enquanto esperavam que sua cidade se tornasse uma paróquia.

Em 1963, o jovem bispo de Cracóvia decidiu aumentar a pressão sobre o governo comunista para que finalmente fosse permitido aos católicos de Nowa Huta erguer sua igreja. Na noite de Natal, debaixo de chuva e sob temperaturas negativas, Karol Wojtyla rezou a missa do galo em Nowa Huta pela primeira vez. Muito antes da queda do comunismo na Polônia, Nowa Huta ganhou sua igreja. Para o então futuro papa ficou uma lição que ele levaria para o seu pontificado de mais de 25 anos: a Igreja não é um edifício. Também não é a hierarquia sozinha. A Igreja é a presença dos fiéis cristãos. Onde quer que eles estejam, ali estará a Igreja. Mesmo que seja em torno de uma simples cruz de madeira em Nowa Huta. E foi confiando nisso que João Paulo II pôs a Igreja de volta no centro da discussão dos destinos da humanidade no final do século 20.
Uma cruz igualmente simples e profundamente simbólica está no Brasil. Ela é uma criação de João Paulo II e, de certa forma, é filha direta da cruz de Nowa Huta. Trata-se da Cruz dos Jovens, que iniciou em São Paulo, no domingo, dia 18, uma grande peregrinação por dioceses da América do Sul a caminho do Rio de Janeiro, sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Há quem veja, mesmo dentro da Igreja, as Jornadas Mundiais como pouco mais do que uma celebração. Ou uma ótima oportunidade de "evangelizar os jovens", como gosta de dizer parte do clero. Uma espécie de grupo de jovens da paróquia em larga escala. Mas é muito mais do que isso.
A ideia da Jornada Mundial da Juventude começou a se delinear na mente do beato João Paulo II ao fim do Ano Santo de 1984. A grande cruz de madeira que ficou durante todo o ano na Basílica de São Pedro foi confiada aos jovens por ele. A tarefa, disse João Paulo II, era "levá-la para todo o mundo". Ainda não estava claro o que isso viria a significar. Os jovens levaram cruz a eventos católicos e, aos poucos, ela foi ganhando importância como símbolo. Até que o papa enviou os jovens, com sua cruz, para Praga, então parte da Checoslováquia ainda sob domínio comunista, de onde era arcebispo o cardeal Tomasek, preso pelo regime comunista nos anos 1950.
Aí, com a Cruz dos Jovens no mesmo papel da cruz de Nowa Huta, nasceu a ideia das Jornadas Mundiais da Juventude. A simples, mas eloquente, cruz de madeira seria levada pelos jovens, com a audácia e a coragem típicas da idade, a qualquer lugar do mundo. Mesmo onde não a quisessem. Fosse uma cidade além da Cortina de Ferro, como Praga, fosse para capitais de uma Europa pós-cristã, como Paris.

No pontificado de Bento XVI, o comunismo - a mais duradoura e das sanguinárias experiências de engenharia social que marcaram o catastrófico século 20 - já é um monstro derrotado. O perigo, aponta o papa, é o relativismo moral que aceita apenas o cálculo de satisfações como critério e insiste em usar o poder do Estado para manter a visão religiosa dos cidadãos fora do debate público. Esse é o sentido profundo das Jornadas Mundiais da Juventude. É preciso levar a sério a análise do papa de que os jovens são os protagonistas da Jornada. Elas não servem para os padres e bispos evangelizarem os jovens. Elas servem, isso sim, para os jovens evangelizarem o mundo.
(*) Marcelo Musa é jornalista de “O Estado de S.Paulo”