Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Corruptos? Não conheço algum do meu lado. Corruptos são os outros! - José do Vale Pinheiro Feitosa
"Intocáveis" e "inimputáveis" - José Nilton Mariano Saraiva
Tido e havido - em tempos outros - como o último guardião da moralidade, o ícone maior da respeitabilidade, o refúgio dos descamisados, o justiceiro dos desvalidos, na prática diária os seus integrantes apresentam um “modus operandi” que depõe contra tudo isso (embora não se possa provar absolutamente nada contra nenhum deles, vez que as coisas são muito bem “amarradas”). E ai de você, se ousar se meter a besta, e reclamar.
Quem não lembra, por exemplo, que meses atrás o então Presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, literalmente “peitou” todos os companheiros de toga, atropelou ritos consagrados do julgamento processualístico e se indispôs com boa parte dos integrantes do Judiciário, com o fito único e exclusivo (e obteve sucesso) de soltar da prisão o banqueiro-bandido Daniel Dantas, “engaiolado” duas vezes por decisão do austero juiz Fausto de Sanctis, em razão das comprovadas falcatruas no mercado financeiro ??? E isso depois que o próprio banqueiro-bandido afirmou calma e peremptoriamente que não estava preocupado, porquanto, quando a ação chegasse às instâncias superiores, teria a prisão revertida. Não deu outra. A troco de quê ???
Quem não recorda que, após ser condenado pela Justiça Federal do Ceará em três julgamentos (em todos eles à pena de 14 (quatorze) anos de reclusão, em regime fechado), em razão das portentosas fraudes processadas na contabilidade da instituição à qual presidida (BNB), e que deixaram um rombo estratosférico (sete bilhões de reais), o senhor Byron Costa de Queiroz deu um jeito de (recorrer) levar a questão pra ser julgada no Tribunal Regional Federal do Recife, onde foi novamente julgado e (incrivelmente) inocentado “por unanimidade” pelos senhores Desembargadores daquela Corte ??? Será que os juizes da Justiça Federal do Ceará se sentiram desmoralizados ??? Hoje, o “coitado” do Byron Queiroz (que é afilhado do senhor Tasso Jereissati) vice a freqüentar as “rodas sociais” de Fortaleza, e não perde a oportunidade de gozar com os funcionários da instituição. A troco de quê ???
Atualmente, aqui em Fortaleza, um fato inusitado envolve (em suspeitas mil) mais um integrante do Judiciário, a saber: conforme determina a lei, é terminantemente proibido desmatar e construir em Áreas de Relevante Interesse Ecológico (Arie) em razão da grave e irreversível lesão ambiental que pode provocar.
Pois bem, o “Parque do Cocó” é uma dessas áreas que funciona como uma espécie de “pulmão” da nossa hoje abrasiva e sufocada Fortaleza, e onde você pode exercitar-se respirando o pouco de ar puro que ainda nos resta (não custa lembrar que, lá atrás, quando a “questão ambiental” não tinha a relevância que tem hoje, o empresário Tasso Jereissati construiu o seu Shopping Iguatemi exatamente no coração daquela imensa e aprazível área verde; e, embora depois tenha havido contestação, como o homem tem grana a coisa ficou o dito pelo não dito).
Fato é que, assim como “sobra” ambição desmedida e “falta” preocupação para com tão relevante tema, tais terrenos virgens foram adquiridos (certamente que a preço de banana) por gente esperta e inescrupulosa, criou-se uma Associação Cearense dos Empresários da Construção e Loteadores (Acecol) e a intenção é desmatar toda a área, passar por cima do que se constituir obstáculo e construir os espigões da vida.
Os mafiosos empresários recorreram a quem, a fim de perpetrar tão acintoso crime ??? Elementar, meu caro Watson: a um dos integrantes do nosso Judiciário. E ali contaram com a compreensão, simpatia e benevolência do juiz Francisco das Chagas Barreto, que já emitiu um parecer favorável ao desmatamento e à construção. A tal “questão ambiental” que se exploda. A troco de quê ???
Há uma luz no fim do túnel, no entanto: lá em Brasília, a ministra Eliana Calmon, do próprio Supremo Tribunal Federal, navegando contra meio-mundo de gente, confirmou, sim, que há “bandidos de toga”, enquanto que uma pesquisa recente mostra que entre onze instituições avaliadas pelo povo, o Poder Judiciário só perde para aquela outra instituição onde a maioria tem pós-graduação e doutorado em “picaretagem”: o Congresso Nacional.
O bicho pega é quando lembramos que eles, além de “intocáveis”, são, também, “inimputáveis” (mas vamos chegar lá).
Pensamento para o Dia 27/10/2011

“No momento do nascimento não se tem atributos bons ou maus. As mudanças ocorrem em sua natureza devido ao alimento consumido, à influência dos amigos etc. Desenvolve-se ego e apego através da companhia que se mantém. Na medida em que começa a se educar, você desenvolve orgulho e acolhe pensamentos arrogantes a respeito da sua superioridade sobre os outros. Essa vaidade polui o coração. Quando a água se mistura ao leite, deve-se fervê-lo para torná-lo puro. Da mesma forma, deve-se realizar várias práticas espirituais (Sadhana) para limpar o coração de impurezas. É somente quando o coração se derrete no calor do Amor Divino que você conseguiu remover as más características. Fique claro que você é a causa de seu destino, bom ou mau. Deus não é responsável pela causa do seu sofrimento e você é livre para moldar seu futuro. Assim, você se aproximará de Deus com um passo mais firme e uma mente mais lúcida.”
Sathya Sai Baba
A denúncia de corrupção, a bravata e a carroça vazia – por Armando Lopes Rafael
Neste recentíssimo episódio da denúncia de corrupção no Ministério do Esporte, tanto o denunciado, como o senador Inácio Arruda (PCdoB–CE) como o presidente da sigla comunista, Renato Rebelo, foram à imprensa para arrotar a surrada e orquestrada frase: – Além dos pássaros, ouves mais alguma coisa?
Apurei os ouvidos e respondi:
– Estou a ouvir o barulho de uma carroça.
– Isso mesmo, disse o meu pai, de uma carroça vazia.
Perguntei-lhe:
– Como sabe que está vazia, se ainda a não vimos?
– Ora, é fácil! Quanto mais vazia está a carroça, maior é o barulho que faz.
Cresci e hoje, já adulto, quando vejo uma pessoa a falar demais, aos gritos, tratando o próximo com absoluta falta de respeito, prepotente, interrompendo toda a gente, a querer demonstrar que só ele é dono da verdade, tenho a impressão de ouvir a voz do meu pai a dizer:
– Quanto mais vazia a carroça, maior é o barulho que faz!
Olhem aí as dez confusões da semana na cabeça de certa gente - José do Vale Pinheiro Feitosa
As propostas políticas na luta nacional - José do Vale Pinheiro Feitosa
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Fernando Morais falando do seu novo livro envolvendo Cuba e os EUA no Terra Magazine
Cai o Sexto Ministro de Dilma, sob acusações de Corrupção
Brasília, 26 out (EFE).- O ministro do Esporte, Orlando Silva, deixará o cargo devido às denúncias de corrupção em sua pasta, confirmou nesta quarta-feira o secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho.Orlando Silva (PCdoB) é o sexto ministro do Governo a cair ao longo da gestão da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Carvalho, Orlando Silva entendeu que a situação era insustentável, mas considerou determinante a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). O Supremo investigará Orlando Silva por denúncias de irregularidades no Programa Segundo Tempo, que promove projetos esportivos beneficentes a crianças carentes.
A saída foi decidida em reunião que reuniu nesta quarta-feira líderes do PCdoB e o ministro Carvalho, que tinha antecipado no domingo que a decisão de Dilma de manter Silva no cargo não podia ser considerada definitiva. As denúncias que levaram à queda de Orlando Silva foram feitas pelo ex-policial João Dias Ferreira, que presidia uma fundação de artes marciais que recebia dinheiro do Ministério do Esporte por meio do Programa Segundo Tempo.
Em entrevista à revista "Veja", Ferreira denunciou que, para ter acesso aos recursos do Ministério do Esporte, era obrigado a pagar propinas, que eram recebidas pelo próprio Orlando Silva ou por seus colaboradores mais próximos.
Além de Silva, outros cinco ministros já haviam caído desde o início do Governo Dilma: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transportes), Nelson Jobim (Defesa), Wagner Rossi (Agricultura) e Pedro Novais (Turismo).
Fonte: Yahoo Notícias ( EFE )
Dilma Rousseff condecora Cid Gomes com Medalha Grande Oficial da Aeronáutica

F - C News ( Via Site O Bom da Boa )
O poder como negócio - Por: Rolf Kuntz
Não basta mexer no processo eleitoral e no registro de partidos, nem adianta muito adotar uma Lei da Ficha Limpa. Alguns ladrões serão barrados, mas outros logo entrarão em campo, simplesmente porque o jogo do poder, no Brasil, é excepcionalmente lucrativo. Pode ser lucrativo no mundo todo, mas o caso brasileiro é fora do comum.
Para tornar o jogo menos tentador, seria preciso sacramentar alguns princípios simples. Contribuinte não tem de financiar partidos, nem de sustentar sindicatos, nem de entregar dinheiro para ser presenteado a ONGs.
Não deve ser forçado a custear a reeleição de parlamentares. Manter escritórios políticos tem de ser atribuição dos próprios políticos e de seus partidos, assim como as viagens de visita às bases. Não se deve usar a verba indenizatória para essas finalidades. Secretarias, Ministérios e diretorias de autarquias e estatais são funções públicas e nenhum governante deve ter o direito de lotear cargos. Também não deve permitir a formação de feudos partidários em setores da administração. Não pode haver cotas de grupos ou partidos nem, portanto, “cota presidencial”, uma aberração ininteligível no mundo civilizado. A “cota” de quem chefia o governo é todo o Ministério. Isso não exclui a presença de aliados no primeiro escalão, mas não por loteamento. Também é indispensável diminuir o número de postos de livre provimento.
É preciso mudar o processo orçamentário. Sem isso, parlamentares continuarão distribuindo favores e desviando verbas por meio de emendas. Alguns defendem o sistema de emendas arbitrárias e picadinhas como democrático, assim como o presidente do Senado, José Sarney, defendeu os privilégios dos congressistas como “homenagem à democracia”. Não há democracia nenhuma na apropriação de verbas para distribuição de benefícios a indivíduos, grupos, organizações, empresas ou mesmo cidades escolhidas de acordo com interesses pessoais do parlamentar. O dinheiro é público, a tramitação do Orçamento é um ritual da vida pública e o parlamentar ocupa um cargo público. Mas é um abuso chamar de política pública a transformação do Orçamento numa pizza dividida segundo os objetivos privados de cada participante.
Cabe ao Executivo propor políticas e prioridades e submetê-las ao Legislativo. Num país politicamente maduro, a discussão antecede a elaboração do Orçamento e se prolonga, muitas vezes, durante a tramitação da proposta orçamentária. No Brasil, tem havido no máximo caricaturas desse processo. Mesmo sem comércio de emendas, sem dinheiro para organizações de fachada e sem distribuição de favores, o atual sistema resulta em desperdício de bilhões.
Mas o problema não está só nas emendas. Faltam discussão e clareza na elaboração da proposta. A saúde é prioritária? As verbas destinadas ao setor são bem alocadas? Os programas atendem a um esquema bem definido de prioridades? A distribuição total de recursos é compatível com a importância de cada setor? Discussões desse tipo serão mais prováveis quando os parlamentares se interessarem mais pelas questões públicas. Não será impossível chegar lá. Haverá menos mensaleiros e outros malandros, entre os candidatos, quando o Legislativo for menos parecido com um grande mercado. Ingenuidade? Não. Basta reduzir os incentivos errados ao ingresso na vida parlamentar.
O atual projeto de reforma apenas servirá, se aprovado, para reforçar as distorções. Não há um único bom motivo para forçar o eleitor a financiar os partidos – nem com verbas de campanha, nem com o fundo partidário já existente. O ex-sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito e reeleito presidente da República, sempre com financiamento privado. Contribuições de particulares sempre serão disponíveis, se os partidos tiverem atrativo suficiente. Se o dinheiro for entregue de modo claro e dentro dos limites legais, o sistema será mais equilibrado e mais limpo do que aquele em discussão no Congresso. Não se criará mais democracia forçando os cidadãos a financiar interesses privados – como são, em princípio, os interesses partidários.
Rolf Kuntz
Proteção individual e coletiva contra o poder absoluto da mídia corporativa e não corporativa - José do Vale Pinheiro Feitosa
CONVERSA DE UM CAMPONÊS
HALLOWEEN DO TERRAÇUS BAR E PETISCARIA

O Halloween do Terraçus está chegando. Será neste dia 29 de outubro, um sábado, onde teremos a presença das maravilhosas bandas HOLYWOOD e REI BULLDOG, tocando grandes sucessos das décadas de 70 a 90, muito som dos Beatles com a banda Rei Bulldog, e muita alegria da galera que sempre comparce em massa a esse maravilhoso local que é o TERRAÇUS. O HALLOWEEN DO TERRAÇUS será uma festa a fantasia (não obrigatória). Vista a sua fantasia, você pode ser um dos destaques da festa e ganhar um concurso que faremos lá na hora. Será um concurso sem desfiles, onde as pessoas serão observadas por uma comissão que irá julgar. Serão três categorias: Masculino, Feminino e Casal. Para cada ganhador vai rolar um prêmio surpresa. Vá a caráter e participe dessa maravilhosa festa.
O TERRAÇUS BAR E PETISCARIA está localizado na Av. Pedro Felício Cavalcanti, no triângulo do Grangeiro, a 2km do Clube Recreativo Grangeiro
terça-feira, 25 de outubro de 2011
O "golpe do calendário" - José Nilton Mariano Saraiva
E aí, o próprio poder municipal tende a, obrigatoriamente, funcionar como uma espécie de imenso guarda-chuva gerador de emprego e renda, através das suas diversas secretarias (cada uma com uma atividade específica, evidentemente), a fim de que o cidadão (munícipe/empregado) tenha condição de pelo menos fazer a “roda girar” (ou seja, “consumir”, a fim de que a economia não entre em colapso). Verdade ou mentira ?? Certo ou errado ???
Pois bem, meses atrás, exatamente nessa época do ano (vésperas do Natal/Ano Novo), sob a alegativa da premente necessidade de enxugar a máquina (ou podar seus custos), a prefeitura da cidade do Crato resolveu presentear quase trezentas (300) pessoas com um mimo inusitado: o “bilhete azul” ou demissão sumária, sem choro nem vela (assim, pais de família de repente ficaram sem condição de sequer comprar o presente de Natal da garotada, além do comprometimento do próprio ganha pão diário). Verdade ou mentira ??? Certo ou errado ???
Estranhamente, hoje, embora não se tenha notícia de que a prefeitura do Crato haja conseguido agregar novas fontes de renda (além das tradicionais dotações orçamentárias), a administração municipal do Crato anuncia a abertura de um concurso para preencher, coincidentemente, cerca de 300 vagas nos quadros da prefeitura.
Agora, observemos um “pequeno-grande detalhe” (mas de suma importância) em tudo isso: as inscrições para o tal concurso serão realizadas já nesse final de ano (nov-dez/2011); como, de praxe, as provas deverão se realizar três meses após as inscrições (aí pelo mês de março/2012); a terceira etapa, da divulgação do resultado, normalmente se dará entre 60/90 dias depois (final de junho/2012, aproximadamente); e então, a prefeitura estará apta a convocar os aprovados a tomarem posse (a partir de julho/2012).
E aí é que pinta no pedaço o tal do “golpe do calendário”: todo mundo tá careca de saber que em outubro/2012 se realizará a eleição pra escolha do sucessor do atual mandatário (após uma sofrível administração), que quebrará lanças pra eleger o respectivo afilhado. Convocando (ou dando emprego) às vésperas da eleição, a 300 pessoas, teoricamente o ungido se beneficiará de tal handicap (obterá mais votos), mesmo que ele mesmo não saiba como ou o que fazer pra arcar com os imensos custos futuros (e se o vencedor for um oposicionista, que se vire pra desativar essa autêntica “bomba-relógio”).
Como se vê, a desfaçatez e irresponsabilidade imperam na arena política: lá atrás, a prefeitura do Crato mandou para o olho da rua cerca de 300 pessoas e, agora, às vésperas de uma eleição, e na tentativa de se beneficiar eleitoralmente, abre concurso pra preencher exatamente as tais 300 vagas (mesmo que suas receitas não tenham tido nenhum acréscimo), desde que consiga que os desavisados sufraguem seu candidato. Quando o povo irá acordar ???
A Rajada e o Tiro Certeiro - Alberto Dines
por Alberto Dines
Balística e jornalismo investigativo têm algo em comum: independente do calibre da arma e da força do projétil, é crucial avaliar o ângulo do disparo e a vulnerabilidade do alvo.
As denúncias da Veja contra o ministro do Esporte, Orlando Silva, publicadas no fim de semana 15-16 de outubro (edição 2239) devem demorar a derrubá-lo ou talvez nem o derrubem. Foram formuladas canhestramente. São ineficazes.
Para começar: o denunciante é réu. Portanto, suspeito. Tem ficha de truculento, negocista, policial-bandido, miliciano típico. Esteve envolvido no mesmo esquema que agora tenta demolir. Faz parte do mesmo bando que agora está sendo investigado. O desvio de verbas do ministério para ONGs que promovem o esporte assistencial já estava sendo investigado há mais de dois anos pelas polícias de Brasília e Federal, pela CGU e pelo Ministério Público.
O fato novo, bombástico, é a entrega de dinheiro vivo na mão do ministro ou de seu motorista. E esta tremenda novidade não colou porque carece de provas. Veja embarcou em nova aventura denuncista sem ter qualquer comprovante. Saiu atirando.
Na ânsia de ganhar o campeonato nacional de tiro-aos-ministros, o semanário fez escolhas estratégicas erradas. Quando a Folha de S.Paulo atirou em Antonio Palocci, mirou apenas em seu incrível e vertiginoso enriquecimento. Não pensou no PT nem em alvos próximos. Apontou, atirou, acertou na mosca, Palocci estrebuchou um bocadinho e emborcou.
O frenesi ideológico dos atiradores de Veja leva-os a optar pela rajada e esta nem sempre é mais letal do que o tiro único, certeiro. Queriam pegar o ministro e também o seu partido, fazer o trabalho completo. Não pegaram nem um nem outro.
O PCdoB, tal como uma porção significativa da base aliada, está envolvido em bandalheiras. Sua imagem de estoicismo e idealismo há muito evaporou. A vigorosa reação dos familiares das lideranças comunistas históricas em seguida à propaganda televisiva do partido (Anita Leocádia Prestes e Victoria Grabois, por exemplo) é prova de uma indisfarçável degradação.
São consistentes muitas das revelações sobre o que acontece dentro e em torno do Ministério do Esporte não apenas porque já vinham sendo investigadas, mas porque agora passarão a ser monitoradas também pela Procuradoria Geral da República. É da natureza da PGR relutar, não dispersar-se em muitas ações e trabalhar longe dos holofotes. Mas quando anuncia publicamente que vai apurar malfeitorias é porque pressente o que deve encontrar.
Esporte perigoso
A editoria de denúncias do semanário da Editora Abril não levou em conta as chamadas “circunstâncias ambientais”: a destituição do ministro do Esporte quando faltam três anos para o início da Copa do Mundo só poderia ocorrer diante de colossais ilícitos. Comprovados cabalmente. Também não levou em conta que naquele momento o ministro Orlando Silva não poderia ser facilmente sacrificado porque representava uma ala do governo que tenta oferecer resistências ao poderio conjugado dos abutres Fifa-CBF.
Para ser eficaz, o jornalismo de cruzadas deve evitar fúrias, ser preciso. A grande mídia está apostando para ver quem derruba mais ministros até o fim do ano. Trata-se de um esporte radical, cansativo e perigoso. Corre o risco de ficar desacreditado.
CUBA: a mosca na sopa do IMPÉRIO - José do Vale Pinheiro Feitosa
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CARLOS HEITOR CONY
- Aconteceu com Saddam Hussein, Bin Laden e, agora, com Gaddafi. Líderes importantes, como Obama, declararam que o mundo ficou melhor sem eles. É possível. Numa das perseguições aos cristãos durante o Império Romano, um dos Césares mandou erguer uma coluna que até hoje existe, declarando que não havia mais cristão na face da Terra e que o mundo seria melhor.
Não estou comparando nada com ninguém, apenas lembrando que o alívio da humanidade quando morre um ditador criminoso, como Gaddafi, em geral é um alívio mal informado. Quando Júlio César foi assassinado, Brutus comunicou à plebe que o tirano estava morto -e recebeu aplausos. Foi preciso que Marco Antônio, logo em seguida, pronunciasse seu famoso discurso para reverter o sentimento do povo.
E depois do primeiro César (o mais importante deles), vieram outros como Calígula, Nero, Vespasiano etc., que não tinham sequer o passado glorioso do conquistador das Gálias. Mesmo assim, o assassinato de ditadores, segundo Shakespeare, seria uma cena repetida ao longo dos séculos e em países que nem ainda existiam naquele tempo.
Nos impérios orientais, a sucessão de tiranos sanguinários foi quase ininterrupta. A situação na Líbia, mesmo com a queda e a morte de Gaddafi, está longe de ser tranquila. Não é hora de soltar foguetes, muita coisa ruim ainda pode acontecer naquele país sem tradição democrática.
Lembro igualmente aquele tenor que, depois de cantar a ária principal de uma ópera, foi vaiado vergonhosamente pela plateia enfurecida. Atiram-lhe ovos, tomates e sapatos. Resignado, enfrentando de cabeça baixa a irritação e os insultos do público, o tenor limitou-se a dar um aviso que, na realidade, era uma ameaça: "Vocês não viram nada. Esperem pelo barítono!".
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
O(s) Cachorro (s) Louco(s) em Ação de Morte - José do Vale Pinheiro Feitosa
Tudo que é sólido continua se desmanchando no ar - José do Vale Pinheiro Feitosa
O "Cachorro Louco" Morreu. Terminou uma Tirania de 40 anos e Bilhões de Dólares no Exterior - Por: Dihelson Mendonça

Finalmente morreu o ditador Muammar Kadafi, 40 anos no poder, responsável por milhares de assassinatos na Líbia. Quem se atrevesse a ir contra o seu poderio, era sumariamente fuzilado. Possuía em contas pessoais em bancos estrangeiros, BILHÕES DE DÓLARES, assim como os seus filhos, enquanto o povo vivia numa pobreza terrível, afinal de contas como ele dizia, "EU SOU A LÍBIA", a mesma demência dos grandes ditadores, a exemplo de Hitler, que do alto do seu delírio, se identificava com a própria nação.
Morreu o Sanguinário, apelidado carinhosamente de "Cachorro Louco" ( Que maldade, comparar Kadafi a um cachorro louco, uma desfeita ao mundo animal ), mas, se assim for, há muitos outros cachorros loucos que ainda precisam morrer. O Diabo recebe mais um dos seus a essa altura...
BRAVO! Aos rebeldes da Líbia, que COM OU SEM OTAN, tiraram esse sanguinário ditador ( como todos os ditadores ) do poder. Não existe ditadura boa. E falando nisso, como vão o Irã e Cuba ? Que sejam os próximos da lista!
Dihelson Mendonça
( Editada )
domingo, 23 de outubro de 2011
PARA QUE SERVE A UTOPIA? - José do Vale Pinheiro Feitosa
Sobre Cachorros Loucos - José do Vale Pinheiro Feitosa
Neste momento os vingadores se confundirão tanto com o cachorro louco que parecem fazer parte do mesmo canil que desencadeou a insensatez. Enquanto dão pauladas estas já estarão sob o ritmo do dono dos cachorros loucos.
nas portas abertas
onde se difundem os mais transparentes sonhos
É domingo.
"Aditivo" - José Nilton Mariano Saraiva
Alertamos, também, com enfase, para o risco que correrá o Brasil quando o nosso fabuloso “pré-sal” estiver produzindo a pleno vapor, já que os “gringos” (preventivamente???) já armaram sua tenda nas cercanias da Bolívia com a Colômbia.
Lamentavelmente, entretanto, andaram tentando desvirtuar o que colocamos, com a canhestra idéia de que estaríamos a defender ditadores sanguinários. Por essa razão, tomamos a liberdade de recolocar as coisas em seus devidos lugares, ao aditar (ou transcrever) o contido na coluna Concidadania, do jornalista Valdemar Menezes, publicada hoje no jornal O POVO, aqui de Fortaleza, e que tem tudo a ver com a nossa postagem (e antes que tentem jogar farofa no ventilador, saibam que os grifos são nossos).
O mais... é perfumaria barata, de quinta categoria.
José Nilton Mariano Saraiva
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QUEIMA DE ARQUIVO (Coluna Concidadania, Valdemar Menezes)
A execução de Muammar Kadhafi, segundo é corrente nos meios informados, foi uma operação planejada com muita antecedência. As potências ocidentais não queriam que ele tivesse uma tribuna de onde pudesse falar sobre acertos constrangedores, no passado, com seus atuais carrascos. Quando foram encontrados os arquivos secretos, no seu palácio, revelando as operações conjuntas com serviços de inteligência dos Estados Unidos e países europeus, sua sentença de morte teria sido definida. Não se deveria dar oportunidade para ele revelar tais segredos diante de um Tribunal Penal Internacional. Daí porque os aviões da Otan foram empregados para matá-lo, quando fugia do cerco de seus inimigos num comboio. Caso escapasse, os rebeldes se encarregariam de completar o serviço - como de fato aconteceu. SÓ QUE A AÇÃO DA OTAN FOI TOTALMENTE ILEGAL. ALIÁS, TODA A SUA INTERVENÇÃO, NOS MOLDES EM QUE SE DEU, VIOLOU OS LIMITES DO MANDATO RECEBIDO DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU. O CINISMO E O DESCARAMENTO, JÁ OBSERVADOS NO IRAQUE, NO AFEGANISTÃO E NO PAQUISTÃO (VIDE A MORTE E O DESAPARECIMENTO DO CADÁVER DE OSAMA BIN LADEN) REPETIRAM-SE AGORA, NA JUSTIFICATIVA DA OPERAÇÃO CONTRA O DIRIGENTE LÍBIO.
Agora que Kadhafi foi acolhido (quer se queira ou não) no panteão dos mártires da causa árabe, se transformará, provavelmente, numa grande força simbólica a alimentar a luta dos que são movidos pela defesa do interesse nacional. MUITO PIOR (DO PONTO DE VISTA MORAL) DO QUE O PRIMITIVISMO DE SEU REGIME É O ESCÂNDALO DE SE FLAGRAR UM ESTADO QUE SE DIZ DEMOCRÁTICO E CIVILIZADO, COMO OS EUA, TORTURANDO PRISIONEIROS, INSTALANDO PRISÕES CLANDESTINAS, BOMBARDEANDO POPULAÇÕES CIVIS E LIBERANDO SEU SERVIÇO SECRETO PARA ASSASSINAR DESAFETOS (CHEFES DE ESTADO, LIDERANÇAS POLÍTICAS E COMUNITÁRIAS ESTRANGEIRAS) SEM QUE SEUS DIRIGENTES SEJAM JULGADOS POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE, COMO, ALIÁS, PEDE A ANISTIA INTERNACIONAL. POR QUE DEIXAR DE ACENTUAR TAMBÉM QUE A LÍBIA APRESENTAVA O MAIS ALTO IDH DA ÁFRICA (SEM QUE ISSO ABSOLVA OS CRIMES DO REGIME DERRUBADO)?




