Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


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sábado, 5 de novembro de 2011

Parabéns, George Macário de Brito e todas as famílias tradicionais do Crato !


Quero parabenizar e levar a nossa solidariedade ao amigo George Macário e toda a família Macário de Brito, e estenda-se também à família Alencar Araripe, que nos últimos dias foram aviltadas através de algumas postagens e comentários perniciosos postados aqui no Blog Cariricaturas e outros sites de internet, que tão somente visam tentar denegrir a imagem de duas das maiores famílias de tradição política do Crato, acusando-as de oligárquicas, "filhos de papai político", e outros tipos de deboches que beiram a corriqueira molecagem eleitoreira que se pode encontrar nas paredes de banheiros sujos em época de campanha, e que não condizem com a educação política adequada nem à realidade histórica de quem grandemente escreveu e faz parte da história altiva da cidade do Crato, que desde a sua colonização é notadamente caracterizada pela criação das famílias tradicionais, onde baseando-se nos grandes valores humanos, na Moral, na Educação e na Tradição, estendeu-se para além das Artes e da Cultura, formando um povo pacífico e ordeiro, que diferentemente de outras cidades, soube conviver por séculos em PAZ entre essas famílias, sejam Alencar, Macário, Arraes, Esmeraldo, etc.

Fica aqui o nosso registro de solidariedade ao grito de dor proferido pelo George Macário ao ser atingido covardemente, e em defêsa da honra dessas famílias. A orquestração de cunho pessoal invasivo, com frases de conteúdo contundente e marcadamente politiqueiras tem na essência, o interesse em espalhar a discórdia, e atingir além dos Macário de Brito, em última instância, o prefeito da cidade do Crato, que é da família Alencar Araripe.

É natural na política que haja uma oposição. Em princípio, é preciso que haja uma oposição sadia e responsável para que exista a democracia. Mas oposição e politicagem são coisas distintas. Não convem que alguns se coloquem como donos da verdade, e acima da razão ao proferirem baixarias do tipo: "o estilo debochado e virulento do vereador"... "ou lhe vem à cabeça após alguns graus de álcool na cuca"..."célebre manifesto de oligarquias que se sucedem no poder..." "filho de papai político" e outras em claro tom de deboche.

Com certeza, essa atitude lamentável e impensada não é aprovada pela parcela da polulação educada politicamente, onde se busca o diálogo e o entendimento.

E para encerrar, resta-nos lembrar que o Crato tem sobrevivido incólume às muitas investidas contra a nossa cidade. Muitos tentaram ao longo da história colocá-la de joelhos, atirando nos nossos bens mais preciosos, mas ainda estamos de pé. Certamente que aqueles que hoje tentam fomentar a discórdia, jogando irmão contra irmão, Arraes contra Macário e contra os Alencar Araripe não lograrão êxito, porque a dignidade e a história de conquista dessas famílias vai muito além do vômito arrogante daqueles que de longe os taxam de Oligarcas e tentam manchar a sua dignidade com pilhérias. Muito além dos outros maquinadores que desejam semear a discórdia entre os nossos filhos pelo clássico desejo de se opor a tudo que é escrito sobre o Crato e as suas notícias, em contundentes postagens. De tantos outros que tendo perdidos laços com a nossa cidade há décadas, se arvoram em comentários ardilosos, enveredando por caminhos sombrios e tentando espalhar a mentira e a politicagem.

Certamente o Crato é soberano. A sensatez há de sobreviver a mais esse ataque nocivo, e ao final, as famílias cratenses haverão de compreender que a PAZ é o único caminho possível para a construção de uma sociedade fraterna em que os grandes valores, aqueles apregoados por D. Bárbara de Alencar ( que diga-se de passagem é Alencar Araripe ) e seus filhos alencarinos prevalecerão. Acredito no povo do Crato. Não sou pessimista. Acredito na honra e na altivez das pessoas de bem. E creio sobretudo, que todo o mal que tentam aspergir no seio das fortes famílias cratenses terá tão somente um endereço: As cabeças dos que hoje se investem contra elas.

Parabéns, George Macário por uma vida decente, de muito trabalho e dedicação.
Minha saudação a todas as famílias tradicionais do Crato.

P.S - Meu Prezado George, perdoe-me por não ter publicado ainda na internet o vídeo da câmara de vereadores NA ÍNTEGRA que você me repassou na semana passada, para que a verdade prevaleça. Meu tempo tem sido escasso e meus trabalhos são morosos. Mas asseguro-lhe que diferentemente de alguns que movidos por má intenção cortaram, editaram o vídeo e jogaram ao mundo somente o trecho que lhes interessava desprezando todo o restante e o contexto, para promover a briga entre as famílias, a nossa responsabilidade é com a verdade em publicar os fatos como estes aconteceram e não com fabricações. Nisto, vale sempre a frase do meu amigo Vicelmo: "Sem sofisma e sem fantasia. A informação como ela é. O retrato fiel da realidade".

Dihelson Mendonça

Com licença... - José Nilton Mariano Saraiva

Aportamos no blog “Cariricaturas” através de indicação dos conterrâneos Zé Flávio Vieira e Socorro Moreira (que, frise-se, não nos conheciam pessoalmente). Procuramos, dentro das nossas limitações, honrar e se fazer merecedor de tal “apadrinhamento”, através da postagem de matérias qualificadas.
De uns tempos pra cá, no entanto, observamos que aquele espaço começou a mudar de rumo, que o enfoque foi sendo paulatinamente modificado, que, enfim, não mais atendia ao que buscávamos (certamente que em razão da mudança em sua "direção").
Como não somos de ficar em cima do muro, guardar conveniências ou sair por aí ensaboado (escorregadio), externamos, aqui e agora, nosso profundo desconforto com uma recente postagem – desrespeitosa, abjeta e desprezível – e da qual peremptoriamente discordamos em gênero, número e grau, procurando atingir essa autentica “instituição” cratense, o honrado, competente e íntegro José do Vale Pinheiro Feitosa.
Com licença... “tamos” indo (continuaremos no Cariricult e No Azul Sonhado).

José Nilton Mariano Saraiva

Sábado e domingo: Últimos dias da 8ª BIENAL INTERNACIONAL DE DANÇA DO CEARÁ


Chega ao final neste domingo, 06, a 8ª edição da Bienal Internacional de Dança do Ceará, que teve início no dia 03 de outubro e contou com atividades formativas e apresentações em 11 cidades do estado. No final de semana de encerramento, a Bienal estará em Fortaleza, Juazeiro do Norte e Nova Olinda, com espetáculos de acesso gratuito.

No sábado, 05, em Fortaleza, a programação da Bienal de Dança estará na Praça Verde e no Anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Por meio do programa Bienal Estação Criança em parceria com o Festival Ponto.CE, às 17 horas na Praça Verde apresentam-se a Cia Balé Baião, de Itapipoca, com o espetáculo Finitude: Meninice para sempre, a Companhia Vidança, de Fortaleza, com a obra Quintal de Mangue, e a Escola de Dança de Paracuru em Folgança. Às 20h, a Bienal segue para o Anfiteatro, com Kalinka Prates, de São Paulo, com OCO, e a Cia Dita, de Fortaleza, em De-vir. Em Juazeiro do Norte no Sesc, a Cia. da Arte Andanças, de Fortaleza, apresenta às 20h o espetáculo O Tempo da Paixão ou O Desejo é um Lago Azul.

No domingo, 06, último dia da 8ª Bienal de Dança, tem programação a partir das 17h no Teatro Casa Grande, em Nova Olinda, como parte do programa CirculaDança. Para abrir, Carlos Simioni, do Lume Teatro, de São Paulo, faz a Demonstração técnica Prisão para a Liberdade. Na sequência, fechando a programação no Cariri, a Cia. da Arte Andanças apresenta dois trabalhos, O Tempo da Paixão ou O Desejo é um Lago Azul e Graça/ Evidência-Um de Percurso.

Em Fortaleza, no domingo tem espetáculos a partir das 14 horas no Anfiteatro do Dragão do Mar. Sobem ao palco Luiz Otávio Queiroz, em O pensamento se faz na boca, Cia. Arte em Rua, com a obra Sonata para Movimento, e o Grupo N Infinito apresenta Mistura - A Dança das Coisas. Às 18h, na Praça Verde, acontece o encerramento oficial da Bienal de Dança. A Edisca leva o espetáculo Sagrada e Escola de Dança de Paracuru participa com Mova-se e Bolero de Ravel. Fechando as cortinas da 8ª edição da Bienal, às 19h30 no Anfiteatro do Dragão do Mar, a mineira Marcelle Louzada apresenta Vaca e Eduardo Fukushima, de São Paulo, entra em cena com o trabalho Como superar o grande cansaço?.

Com toda a programação gratuita, a 8ª Bienal de Dança é apresentada pelo Ministério da Cultura, Petrobras (na qualidade de projeto convidado do Petrobras Cultural) e BNDES. Tem como patrocinadores Banco do Nordeste, Funarte, Oi e Caixa Econômica Federal, além do apoio cultural do Ministério da Cultura (Lei Federal de Incentivo à Cultura), Centro Cultural Banco do Nordeste, Oi Futuro, Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria da Cultura (Lei Estadual de Incentivo à Cultura), prefeituras dos municípios sedes, entre outros parceiros. A realização é da Indústria da Dança.

SERVIÇO

8ª Bienal Internacional de Dança do Ceará – Até o dia 6 de novembro em Fortaleza e outras cidades cearenses. A programação completa pode ser consultada no www.bienaldedanca.com. Todas as apresentações têm acesso gratuito. Info: (85)3045.1703 e bienal@bienaldedanca.com.

PROGRAMAÇÃO

Dia 05/11 – SÁBADO

JUAZEIRO DO NORTE

20h – CirculaDança: O Tempo da Paixão ou O Desejo é um Lago Azul – Cia. da Arte Andanças (Fortaleza/CE)
Local: Sesc Juazeiro (Rua da Matriz, 227, Centro. Tel: 88-3512. 2532)

Dia 06/11 – DOMINGO

NOVA OLINDA

17h – CirculaDança: Demonstração técnica Prisão para a Liberdade – Lume Teatro (SP)
18h – CirculaDança: O Tempo da Paixão ou O Desejo é um Lago Azul – Cia. da Arte Andanças (Fortaleza/CE)
19h – CirculaDança: Graça/ Evidência-Um de Percurso – Cia. da Arte Andanças (Fortaleza/CE)

Local: Teatro Casa Grande (Av. Jeremias Pereira, 444. Tel: 88-3523.4104)

ASSESSORIA DE IMPRENSA
DÉGAGÉ

Jornalistas Resp: Sônia Lage e Eugênia Nogueira
85 3252.5401 | 9989.5876 | 8699.1783

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Recomendações de Leituras - Lúcio Alcântara


Acabei de ler há poucos dias livros que recomendo sobretudo aos que se interessam por histórias de escritores e livros.

São eles :

1-Diário de um Pároco de Aldeia, George Bernanos, editora É

O autor é um católico conservador francês que lutou na primeira guerra mundial e anos depois exilou-se no Brasil onde morou em Barbacena tendo mais tarde retornado à França.

O livro trata das crises místicas de um cura de uma pequena cidade do interior da França, seu envolvimento com os paroquianos, a formação e atuação dos padres e os dilemas da igreja.

Não é um livro fácil de se ler. Tem uma densidade que pede atenção e leva o leitor a refletir sobre o homem no mundo e suas tribulações.

2-Se Um de Nós Dois Morrer, Paulo Roberto Pires, Alfaguara.

Sobre o legado póstumo de um advogado culto, autor de um único livro, vítima da falta de inspiração, da falta de persistência, ou de ambas, que não consegue escrever outra obra.

As pastas recheadas de documentos, textos dispersos, instruções a serem cumpridas, algumas bizarras, que confia a ex namorada constam de impressões sobre autores, personagens das relações de ambos, um editor oportunista e planos de obras não realizadas.

Reflexões de alguém que padece do mal de Montano e recomenda à herdeira de seus papeis procurar o escritor Enrique Vila Matas e entregar-lhe um desabafo sobre o processo criativo em literatura.

3-Livro Livre, vários autores, editora Imã.

Reflexões sobre o livro, a edição e a leitura a propósito dos novos suportes e os leitores digitais, os e-books, eas repercussões sobre o hábito de ler e a cadeia do livro.

* Lúcio Alcântara é colaborador registrado no Blog do Crato, mas trago com prazer rsta postagem, pois se adequa mais ao estilo cultural e artístico do Blog Cariricaturas do que a um site de notícias.

A CORRUPÇÃO, O DESVIO DO DINHEIRO PÚBLICO, OS POLÍTICOS DESONESTOS, UM GOVERNO TOLERANTE... - DR. CLÁUDIO GUIMARÃES

NE - Dr. Cláudio Guimarães nos oferece um excelente texto para reflexão.

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver crescer as injustiças, de tanto ver agigantar-se os poderes nas mãos dos corruptos, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto. Rui Barbosa, ao exprimir naquela época sua indignação contra os maus políticos e a politicalha, atuou como um verdadeiro profeta do panorama atual. A honestidade não existe mais.

O amor a coisa pública desapareceu. O político pensa exclusivamente em seus interesses e nos dos seus patrocinadores. Os meios de comunicação não são confiáveis,porque dependem dos milhões que são movimentados com a corrupção e desvio do dinheiro público. O Judiciário não cumpre mais seu papel. O Executivo é meramente um grande cabide de emprego dos incompententes e ladrões.

O Legislativo é um mercado de compra e venda, semelhante aos leilões da pior espécie. E o Povo, acuado, com medo, não tem a coragem suficiente para promover as mudanças necessárias. Parafraseando o mestre, as nulidades realmente tem obtido grande triunfo; a injustiça e a impunidade são as molas da corrupção; e ser desonesto passou a ser a regra, enquanto o honesto é chamado de tolo, sendo uma exceção. Enquanto cidadãos brasileiros,temos que acreditar que compensa lutar pela dignidade, que toda esta bandalheira que se transformou nosso país, vai ter um fim, simplesmente porque, esta camada de nojentos, é uma insignificamente minoria na grandeza desta nação, além disso a esmagadora maioria dos brasileiros, são trabalhadores, honestos e estão fartos destes "porcos" travestidos de políticos, que apenas fazem das nossas instituições públicas, um "imenso chiqueiro", tudo isso vai acabar.

Em reflexão, tento imaginar, como estes corruptos que são denunciados todos os dias, e os demais que se escondem na sombra, quando forem descobertos, porque fatalmente o serão, quer seja na vida ou após a morte, poderão encarar seus filhos, netos, vizinhos, porque todos saberão que ele é um corrupto, ladrão do dinheiro público, ceifador de vidas e de esperanças, ou seja, um verdadeiro demônio encarnado. Será que tanto dinheiro ganho de forma desonesta, ao final da vida, quando a saúde se for, e a doença tomar conta, o poder e a fama não mais lhe acompanhar, poderão lhe trazer alento? Terá este "verme", coragem do simples ato de sair na rua em locais onde foi conhecido? Poderá olhar seus descendentes e lhes dar algum tipo de conselho? Foi exemplo de algum virtude?

Existe uma Lei no Universo que é fatal e nunca falha, "voce sempre vai colher o que plantar"!!! Assim, que se alegrem os brasileiros que sofrem em razão dos atos praticados por estes "pseudo-políticos", "crápulas", "ladrões dos cofres públicos", porque podem ter certeza que tudo o que fazemos em nossas vidas, ecoa na eternidade, portanto, a passagem dos mesmos será marcada pelo manto da injustiça, indignidade e da vergonha, e tal carma, não apenas lhes atingirá, mas também a todas as suas futuras gerações. Será o legado maldito que deixarão para seus filhos, que longe de ser coroado com a "honra", sempre trará a mácula da mais profunda desgraça para suas gerações futuras!!!

DR. CLÁUDIO GUIMARÃES

Advogado
Doutor em Direito Público
Professor Universitário
Ministra Cursos na Escola Superior da Advocacia da OAB/PR.

"MONSTROS SAGRADOS" - José Nilton Mariano Saraiva

Como não poderia deixar de ser, por esse mundo afora são muitas e diferentes
as "falas" e o "modo de expressar-se" dos povos (na realidade, a cultura de cada um). Você já imaginou, por exemplo, como seria estranho e esquisito se de repente os brasileiros tivéssemos que escrever "de trás pra frente" (ou da direita pra esquerda), como é feito lá pras bandas do explosivo Oriente Médio ??? Ou se usássemos aqueles “garranchos” (na verdade, símbolos e não letras) usados lá no Japão e na China ???
Por essa e outras é que a nossa língua portuguesa é realmente algo fantástica, inigualável, rica, fabulosa. Um exemplo ??? Tomado de forma isolada (ou ao “pé-da-letra”), o substantivo “monstro” remete-nos, de pronto, a uma figura desprezível, horripilante, ruim, cruel, desprezível e, enfim, a alguma coisa contrária à própria natureza, algo como que uma autentica criação do “capeta” e seus discípulos.
De outra parte, se atentarmos para a palavra “sagrado”, até sem muito esforço intelectual seremos imediatamente induzidos a crer em algo que inspira respeito, divindade, estima, sublimação, digna de veneração, como se fora originária dos deuses.
O que poderia resultar, então, do inusual “ajuntamento”, um até pouco tempo atrás improvável “acasalamento”, uma espécie de associação, junção, sociedade (ou seja lá como se possa denominar), entre o substantivo tido como demoníaco e o adjetivo considerado quase que celestial, entre o profano e o sagrado, entre as supostas “representações” do capeta e do Divino ???
O que significaria, em sua acepção plena, a expressão “monstro sagrado” ???
“Na lata” e sem medo de incorrermos em alguma heresia ou qualquer disparate: ao adjetivarmos a palavra “monstro” com a qualificação “sagrado” (não tão comum nos dias atuais), estamos, na realidade, subvertendo o real e tétrico significado da palavra “monstro”, passando então tal expressão a assumir mesmo que transitoriamente a acepção de venerável, inalcançável, intocável ou inatingível.
Isto posto, vamos ao que interessa: dentre a infinidade de blogs que compõem a comunidade virtual dos dias presentes, a cidade do Crato tem o privilégio de sediar os blogs “No Azul Sonhado”, “Cariricult” e “Cariricaturas”, sem favor nenhum repositórios de cabeças pensantes às mais ilustres, felizes detentores de uma miscelânea de cucas privilegiadíssimas, enfim, ambiente, abrigo e certeza de um manancial intelectual de qualidade comprovada, trincheira de dá inveja a gregos e troianos (torna-se necessário, no entanto, que os seus responsáveis tomem os devidos cuidados a fim de evitar qualquer espécie de "contaminaçao" indesejada, que acabe por desfalcar o time).
E, dentre tantas e tão destacadas figuras, no meio de tantas “cobras-criadas”, de tantas sumidades, permitimo-nos, sem receio de ferir suscetibilidades, nomear duas figuras que, em seus respectivos estilos, se destacam pela maneira séria, competente, leve, envolvente e gostosa de expor publicamente; de um lado, temos suas narrações de “causos”, “reminiscências”, “mungangas” e “presepadas”; e, quando necessário, a manifestação didática e de maneira incisiva e contundente das suas posições políticas, suas visões do mundo, suas ricas experiências de vida.
Referimo-nos aos honrados, íntegros e respeitáveis senhores José Flávio Vieira e José do Vale Pinheiro Feitosa, cratenses que ultrapassaram fronteiras e dignificam e orgulham todos nós, filhos da terra de Bárbara de Alencar.
São os nossos “MONSTROS SAGRADOS”.

O JORNALISMO-URUBÚ E A DOENÇA DE LULA


Guia de boas maneiras na política. E no jornalismo

Maria Inês Nassif

A cultura de tentar ganhar no grito tem prevalecido sobre a boa educação e o senso de humanidade na política brasileira. E o alvo preferencial do “vale-tudo” é, em disparada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por algo mais do que uma mera coincidência, nunca antes na história desse país um senador havia ameaçado bater no presidente da República, na tribuna do Legislativo. Nunca se tratou tão desrespeitosamente um chefe de governo. Nunca questionou-se tanto o merecimento de um presidente – e Lula, além de eleito duas vezes pelo voto direto e secreto, foi o único a terminar o mandato com popularidade maior do que quando o iniciou.
A obsessão da elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo, constrange quem tem um mínimo de bom senso. A campanha que se espalhou nas redes sociais pelos adversários políticos de Lula, para que ele se trate no Sistema Único de Saúde (SUS), é de um mau gosto atroz. A jornalista que o culpou, no ar, pelo câncer que o vitimou, atribuindo a doença a uma “vida desregrada”, perdeu uma grande chance de ficar calada.
Até na política as regras de boas maneiras devem prevalecer. Numa democracia, o opositor é chamado de adversário, não de inimigo (para quem não tem idade para se lembrar, na nossa ditadura militar os opositores eram “inimigos da pátria”). Essa forma de qualificar quem não pensa como você traz, implicitamente, a ideia de que a divergência e o embate político devem se limitar ao campo das ideias. Esta é a regra número um de etiqueta na política.
A segunda regra é o respeito. Uma autoridade, principalmente se se tornou autoridade pelo voto, não é simplesmente uma pessoa física. Ela é representante da maioria dos eleitores de um país, e se deve respeito à maioria. Simples assim. Lula, mesmo sem mandato, também o merece. Desrespeitar um líder tão popular é zombar do discernimento dos cidadãos que o apoiam e o seguem. Discordar pode, sempre.
A terceira regra de boas maneiras é tratar um homem público como homem público. Ele não é seu amigo nem o cara com quem se bate boca na mesa de um bar. Essa regra vale em dobro para os jornalistas: as fontes não são amigas, nem inimigas. São pessoas que estão cumprindo a sua parte num processo histórico e devem ser julgadas como tal. Não se pode fazer a cobertura política, ou uma análise política, como se fosse por uma questão pessoal. Jornalismo não deve ser uma questão pessoal. Jornalistas têm inclusive o compromisso com o relato da história para as gerações futuras. Quando se faz jornalismo com o fígado, o relato da história fica prejudicado.
A quarta regra é a civilidade. As pessoas educadas não costumam atacar sequer um inimigo numa situação tão delicada de saúde. Isso depõe contra quem ataca. E é uma péssima lição para a sociedade. Sentimentos de humanidade e solidariedade devem ser a argamassa da construção de uma sólida democracia. Os formadores de opinião tem a obrigação de disseminar esses valores.
A quinta regra é não se deixar contaminar por sentimentos menores que estão entranhados na sociedade, como o preconceito. O julgamento sobre Lula, tanto de seus opositores políticos como da imprensa tradicional, sempre foi eivado de preconceito. É inconcebível para esses setores que um operário, sem curso universitário e criado na miséria, tenha ascendido a uma posição até então apenas ocupada pelas elites. A reação de alguns jornalistas brasileiros que cobriram, no dia 27 de setembro, a solenidade em que Lula recebeu o título “honoris causa” pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, é uma prova tão evidente disso que se torna desnecessário outro exemplo.
No caso do jornalismo, existe uma sexta regra, que é a elegância. Faltou elegância para alguns dos meus colegas.
(*) Colunista política, editora da Carta Maior em São Paulo

Bye !

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

UM FRANCO ATIRADOR DA INTERNET... - Por: George Macário


CARTA ABERTA EM RESPOSTA
AO SENHOR DOUTOR JOSÉ DO VALE FEITOSA

UM FRANCO ATIRADOR
DA INTERNET

Os franco-atiradores são treinados para o tiro preciso a longa distância. Na modernidade da internet não é diferente. Existem aqueles que usam a "luneta" do computador, com a mesma perícia, acertando seus alvos sem a menor possibilidade de defesa.

Comigo não foi diferente! Recebi um "TIRO", ou melhor, um texto, no último dia 29 de outubro, data do meu aniversário, do Senhor José do Vale Feitosa. É bom que todos saibam que jamais troquei uma só palavra com este cidadão. Ele mesmo afirma que teve contato comigo de longe. Informaram-me que é filho do professor José do Vale, que tenho na lembrança, pela sua notável inteligência e, principalmente, pela cordialidade e sublime educação. Acho até que o filho do Velho Zé do Vale, herdou do pai a inteligência, pois já tive a oportunidade de apreciar alguns dos seus escritos.

Olha, Doutor José do Vale Pinheiro Feitosa, é muito fácil "atirar" nos outros, usando uma "arma letal" e que, com absoluta certeza, reconheço que Vossa Senhoria a manuseia com particular destreza. Aliás, tenho como certo que o Senhor não possui tamanha habilidade com o bisturi, quanto tem com as letras. Isto é impossível! Suas palavras ferem e causam danos! Provocam, ainda, forte DOR em quem é atingido. E, logo a Dor, que Vossa Senhoria sabe muito bem, que é tudo aquilo que o médico tem, como missão, evitar e aliviar nas pessoas. No mínimo, há uma contradição entre o médico e o escritor.

Ocorre, no entanto, que ao contrário do que afirma, não me lembro, em nenhum momento da minha vida, ter tido um contato pessoal, sequer, com Vossa Senhoria. Muito menos em reunião da Fundação Araripe e, o que é pior, ter sido apresentado por Pierre e Violeta Arraes. Jamais participei de reunião desta Instituição e, pode ter certeza, nunca ninguém me apresentou ao Senhor. Definitivamente, não nos conhecemos!

Na verdade, tive o primeiro contato com suas letras, há uns três anos, no texto falando sobre aviação, o qual o Senhor se referiu. Isto é REAL! E, por falar em Real, sobre a história da aviação em Crato, apenas fiz um breve comentário por conta da omissão do nome do meu Avô materno, casado com Aline Arraes, prima de Almina Arraes, Ernani Silva, que foi o pioneiro Agente da Real. Imagine se alguém, resguardadas as proporções, cometesse um lapso, ao discorrer sobre a Revolução Cubana, e não citasse, em momento algum, o nome de Che Guevara. Não fui arrogante de forma alguma! Apenas fiz uma observação! Hoje, na "posição de tiro e como tiro de oposição", se aproveitando da situação promovida pela POLITICAGEM, Vossa Senhoria prova que, além de “franco-atirador da Internet” é, ainda, rancoroso e vingativo! Isto, também, não é condizente com o perfil de um médico.

Ademais, Doutor José do Vale, o Senhor não teria, jamais, esta resposta, se Vossa Senhoria não tivesse tido a indelicadeza de envolver o que tenho de mais SAGRADO na vida, que é o meu Pai. Fique certo de que, não fosse esta grande besteira sua, nós somente conversaríamos, um dia desses, pessoalmente. O que ainda deverá acontecer! Contudo, já que VOCÊ, pegou pesado, e ainda, acho que não se deu conta de quanto é revoltante ter a figura do meu PAI exposta aos seus DISPAROS. Tenho certeza que não! Então, eu lhe devolvo este “TIRO” e pergunto-lhe: Você gostaria que eu dissesse aqui que você tem uma DOR DE COTOVELO CRÔNICA? Será que esta dor é por causa da política cratense? Será que foi porque seu pai sempre foi adversário político do meu? Ou foi porque o saudoso Professor José do Vale, numa dessas campanhas (1982), candidatou-se a candidato a vice-prefeito e foi derrotado pelo candidato apontado pelo político Humberto Macário de Brito? É por isso que você vem com este seu tiroteio? É CLARO QUE SIM!!! Tome meu conselho! Deixe este negócio de vingança e de rancor de lado! Estes não combinam com a personalidade de um grande médico.

Por falar em grande médico, ao contrário do que você é Zé, sobretudo, pela pessoa que você se deixa refletir, pelas suas palavras agressivas, inquilinas de uma personalidade que revela a ausência de humanidade e pela perceptível insatisfação com a própria vida e com a vida alheia. Para quem vive a milhares de quilômetros de distância do Crato, com total impossibilidade e ausência de vontade de servir ao nosso povo...VALE ainda te dizer que, o médico e “famoso cirurgião”, Dr. Humberto Macário de Brito, dedicou toda a sua vida profissional ao Crato e aos cratenses. Sabe, Zé, o que mais me orgulha do meu Velho é saber que ele fez muito pelos mais humildes e mais necessitados da nossa Terra. A competência dele era e ainda é tão incontestável que, até o Rei do Baião, Luiz Gonzaga, criou, cantou e imortalizou a música “Vovô do Baião”, em alusão e agradecimento pela operação, bem sucedida, feita no Velho Januário (da próstata), com quase 90 anos de idade.

Ao contrário do que você pensa, jamais perderemos a amizade, o respeito e a admiração pela Família Arraes. O que aconteceu na Câmara Municipal do Crato, chegou ao conhecimento de Dona Almina Arraes de forma inquisitorial. Somente a versão que interessa à POLITICAGEM chegou aos seus olhos e ouvidos. É por isto que você entrou nessa! Para praticar o que já demonstrou ter muita competência, que é “atirar”, de longe, na honra das pessoas por pura politicagem barata. Com a certeza de que 6 + 7 é igual a 13, este tipo de conduta, que deve ser o seu passa-tempo predileto, é peculiar de quem não possui nenhuma coragem pessoal.

Por fim, o que eu posso perceber de TU, é que TU ( em referência ao politiqueiro Edson Vilar o TUTU ), Zé do Vale, é que, além de rancoroso, vingativo e covarde como todo franco-atirador e, sendo virtual, é mil vezes mais covarde, é que se trata de um tremendo INVEJOSO! Pois não tens história para contar na Política! Eu e Samuel Araripe temos de sobra! Melhor ainda, nós estamos escrevendo a própria História do Crato, trabalhando no Crato e com os cratenses. Apesar de todas as dificuldades e de todos os problemas, estamos aqui! Dando a nossa contribuição, errando e acertando. Trabalhando firmes pela nossa Terra e sempre combatendo gente do seu naipe – OS PESSIMISTAS.

Crato, 02 de novembro de 2011.

GEORGE MACÁRIO DE BRITO
Advogado, Artista Plástico e Vereador do Crato
( Publicado a pedido de George Macário, que não tem acesso a este Blog para se defender das difamações e calúnias proferidas por Zé do Vale em relação à sua pessoa e aos Macário de Brito ).

Finados no Cariri:Crato e Juazeiro do Padim Cíço do Crato-Wilson Bernardo.

Manhã nublada e as duas maiores cidades do Cariri,estiveram seus cultos intensificados.Em Crato e em Juazeiro do Padre Cícero do Crato,foi marcado pelas romarias de ações de graças.
A idade nunca foi obstaculos para se reverênciar seus mortos...Crato.
Um velho curandeiro com as graças do meu Padim...Juazeiro
A fé é uma supremacia humanizada pelo dinheiro...Milagres!
Wilson Bernardo(Texto & Fotografia)

QUEREMOS UMA POLÍTICA IGUALITÁRIA - Por Pedro Esmeraldo

Não gostamos do comportamento de alguns políticos por aceitarem com passividade esse aspecto ditatorial das autoridades da capital em querer desprezar o Crato, alegando desunião partidária dos governantes cratenses. Haja vista que no regime democrático tem por obrigação possuir membros opositores, já que podemos reclamar os erros existentes dos chefes administrativos.

Não é à toa que vimos aqui protestar de viva voz o desprezo desta cidade do Crato, pois vem sendo discriminada e maltratada por esses homens que se dizem democratas, mas a democracia ao que parece só tem o nome.

Não podemos aceitar de bom grado essa atitude do chefe do poder executivo estadual, visto que tem por obrigação comportar-se com o pensamento de igualdade e solidariedade a todos os municípios do Cariri. O que notamos só há um município beneficiado nessa região e os outros que caiam na lata do lixo.

Jesus Cristo pregava a religião da fé e da igualdade. Aqui porém, o governador só tem beneficiado um só município, mas avisamos a esses senhores da capital que nós não podemos engolir a bomba calados. Por isso pedimos a esses senhores que tenham mais atenção, que não pratiquem injustiça. Olhe que o Crato está entregue ao esquecimento da sorte e o pior que os nossos políticos se quedam na resignação, já que têm medo de falar e ficam sempre esperando que a sorte lhe favoreça.

Vejam as obras que vem para o Crato: não nos dão com boa vontade, são lentas e compassivas. Vejam bem a construção do Centro de Convenção, há anos iniciada e nunca foi inaugurada até agora. Também lembramos da Escola Profissionalizante e do ginásio coberto e da recuperação do canal do Rio Granjeiro que andam lentos vendo a hora cair tudo no esquecimento e obscurantismo administrativo.

Lembrem do desprezo do Crato diante da retirada do retorno deste município, pois só o Crato é tratado com desigualdade.

Certo político cratense veio no pensamento inusitado, dizendo que os políticos cratenses deveriam reunir-se e formarem-se em um bloco de um só candidato em torno do governador do Estado, pois sendo assim, tudo se tornaria mais fácil para obtermos verbas especiais a fim de terminar as nossas obras que andam à deriva.

Respondemos a esse fraco político que não aceitamos essa idéia, visto que o regime democrático tem que ter a obrigação e oposição não significa intrigas, mas sim é permanecermos vigilantes à desigualdade e a falta de apoio possuindo com o tratamento homogêneo a todos os municípios da zona metropolitana do Cariri, porque tudo é Brasil e pertencemos a mesma raça e a mesma religião.

Já chega de tanta discriminação porque Crato já foi pioneira e reagiu com bravura, nos tempos passados, as injustiças que ocorriam constantemente.

Hoje não somos mais aqueles que levantavam a bandeira do regionalismo e conduziam para enfrentar o caminho com lealdade e coragem.

Agora alertamos esses políticos atuais: sejam valentes, enfrentem barreiras e não deixem o Crato sucumbir-se, caindo no gosto desses mafiosos inimigos do Crato.

Crato-CE, 29/10/2011.

Autor: Pedro Esmeraldo

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Destilar Veneno...


"Não devemos mostrar a nossa cólera ou o nosso ódio senão por meio de atos. Os animais de sangue frio são os únicos que têm veneno."

Arthur Schopenhauer

O "editar" textos - José Nilton Mariano Saraiva

Reza o velho (e sábio) adágio popular que “em panela em que muitos mexem a comida sai crua ou sai queimada”. Pois não é que na (vã) tentativa de sair da incômoda situação em que se colocou (teria usado inapropriadamente o termo “senilidade” na tentativa de descredenciar a respeitável octogenária D. Almina Arraes), a posteriori, no “discurso-defesa” proferido em sessão da Câmara Municipal do Crato, o líder do prefeito acabou metendo os pés pelas mãos ao (atabalhoadamente ou não) “transferir” ou “repassar” in totum para um aliado político (o atual presidente da SAAEC) o pesado ônus pelas graves acusações sofridas por aquela senhora (numa autentica versão crepitante do “fogo-amigo”), conforme se depreende do parágrafo que estranhamente não foi dado a conhecer ao distinto público, mas que diligentemente “transcrito” e veiculado pelo filho de D. Almina Arraes, Joaquim Pinheiro, na forma de comentário, a saber:

"Joaquim Pinheiro disse...
Vereador George,
Vc "esqueceu" de incluir no cariricaturas o parágrafo do seu aparte que transcrevo abaixo:
... foi exagero por parte da minha parenta que hoje é considerada na própria família como pessoa que está na iminência de ser interditada por conta da sua senilidade por questões já da idade, já criando fatos que não existiram ...(inaudível) inclusive, inclusive isto foi o motivo de defesa do próprio Presidente da SAAEC...
No dvd isto foi dito por S Excia, e não pela Vereadora Mara.
1 de novembro de 2011 18:57"

Como se vê, o “editar” textos - publicar só o que interessa e jogar pra debaixo do tapete aquilo que não é “conveniente” – não é e nunca foi uma política muito recomendável, porquanto alguém mais expedito e antenado poderá não concordar, divulgando-o ipsis litteris (como é feito, no momento).
E agora, vão também tentar descredenciar o Joaquim Pinheiro, já que ele deixa patente (também) não concordar com a estranha, risível e inacreditável “interdição” da mãe, conforme sugerido na peça do ilustre vereador-suplente ???
Papai

 (Claude Bloc)


Papai um dia me disse: estes são teus irmãos. E eu os abracei e os acolhi sob minhas asas. Amei-os, chorei suas dores, lamentei seus desacertos, vibrei com seus sucessos e brilhos próprios. Eu, a filha primogênita, tinha-os em mim como partes de mim. Seres de minh’alma. 


Enquanto pude os protegi, até que cada um tomou seu rumo e construiu seu caminho.


Papai não cercou nossa vida de luxos nem de vaidades vãs. Se um dia tentou dedilhar nossos destinos, o fez como um pai amoroso que cuida de suas crias. Sempre procurou nos ensinar que o melhor caminho é aquele da honradez e da verdade. 


Permitiu que caminhássemos com nossas próprias pernas, embora pudesse até vislumbrar réstias de desacertos e traços de tristezas em nosso olhar. Havia uma sabedoria implícita em suas atitudes... e nos deixou livres para que aprendêssemos a nos desembaraçar da vida.


Se no final da vida ele tropeçou em seus próprios pés, também foi dessa forma que nos mostrou com humildade que aquele não era o melhor meio de viver.


Enfim, nós, seus filhos, não podemos julgá-lo. Nenhum de nós esteve no front numa guerra, nenhum de nós perdeu a juventude lutando de forma sangrenta numa batalha que não lhe pertencia. Nenhum de nós perdeu tantos parentes e amigos numa só guinada. E, mesmo assim, mesmo exilado pelo trabalho aqui no Brasil, papai para mim foi um herói bem maior do que aqueles que muitas vezes são apregoados pelo mundo. Não só porque era meu pai, mas porque, como homem honrado e leal aos seus princípios, soube fazer de nós, seus filhos, pessoas de bem.


Hoje me penitencio com sua falta. Ele que foi muitas vezes incompreendido pelos que o amavam. Ele que se perdeu na solidão quando lhe faltou chão e trabalho. Ele que se enclausurou em si mesmo para amargar um insulamento voluntário. Preferiu mergulhar nos subterfúgios por não conseguir mais reverter sua vida e suas paixões.


Hoje não posso fazer mais nada a não ser manter suas lembranças e suas marcas em mim e em minha vida consumindo esta saudade eterna.

Claude Bloc

As luzes na visão - Emerson Monteiro


Quando o Sol nasce traz de dentro de si todas as cores para gregos e troianos contemplar numa admirável percepção. Independente do gosto das criaturas, clareia sem discriminação; brilha sobre maus e bons, luz intensa sobre as mais diversas e surpreendentes histórias. Mostra o filme das existências, isto livre de impor, a quem quer que seja, sua vontade poderosa, possibilitando a experiência viva do valor do olhar de todos.

Com isso, a chance de utilizar essa capacidade ofertada pelas tantas oportunidades indica o quanto resta aprender diante das películas exibidas no cinema esplendoroso da natureza humana. São as lições dos sonhos múltiplos, a generosidade que desenvolve o transcorrer dos filmes exibidos sem parar, sessão interminável. Hoje, uma superprodução a cores no jeito de Cecil B. DeMille e seus épicos imorredores tirados das páginas bíblicas. Amanhã, episódios em preto e branco dos contos de Edgar Allan Poe, recheados de surpresas e mistério. Na sala imensa os motivos mil para olhos abismados ganhar contornos variados, nos detalhes e no todo.

Caminhar, pois, ao sabor dos muitos instrumentos, a fim de melhorar qualidade, na mesa dos apetites vindos ao nosso gosto na função dos elementos. Buscar carinhosamente aprimorar esse saber pessoal diante dos meios, os valores individuais, eis o que praticar, invés de exigir dos outros. Descobrir no próprio ser as escolhas e realizar os instantes com sabedoria e bom gosto.

Conquanto o filme insista continuar todo tempo na tela do presente individual, cabe utilizar o enredo em proveito do aprimoramento, através das boas práticas adotadas. Ver o bem que queremos ao mundo inteiro, dentro de nós, através das lentes do enxergar, até que possa permitir crescimento amplo do amor, estilo inigualável onde nada muda se nós não mudarmos, qual ensinam os professores.

Além de tudo, há que continuar a projeção nas consciências, independente de questões particulares. As luzes das manhãs sempre chegam fortes à razão e ao sentimento e selecionar o que assistir só depende desse gesto das predileções do espectador, na visão mágica que se movimenta aqui em nossa frente.

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Fim do mundo previsto pelos maias é um erro de interpretação

NE - O fim do mundo é só aqui na terra mesmo...

O prognóstico maia do fim do mundo foi um erro histórico de interpretação, segundo revela o conteúdo da exposição "A Sociedade e o Tempo Maia" inaugurada recentemente no Museu do Ouro de Bogotá.

O arqueólogo do Instituto Nacional de Antropologia e História do México (INAH) e um dos curadores da mostra, Orlando Casares, explicou à Agência Efe que a base da medição do tempo desta antiga cultura era a observação dos astros. Eles se baseavam, por exemplo, nos movimentos cíclicos do sol, da lua e de Vênus, e assim mediam suas eras, que tinham um princípio e um final.

"Para os maias não existia a concepção do fim do mundo, por sua visão cíclica", explicou Casares, que esclareceu: "A era conta com 5.125 dias, quando esta acaba, começa outra nova, o que não significa que irão acontecer catástrofes; só os fatos cotidianos, que podem ser bons ou maus, voltam a se repetir".

Para não deixar dúvidas, a exposição do Museu do Ouro explica o elaborado sistema de medição temporal desta civilização. "Um ano dos maias se dividia em duas partes: um calendário chamado 'Haab' que falava das atividades cotidianas, agricultura, práticas cerimoniais e domésticas, de 365 dias; e outro menor, o 'Tzolkin', de 260 dias, que regia a vida ritualística", acrescentou Casares.

A mistura de ambos os calendários permitia que os cidadãos se organizassem. Desta forma, por exemplo, o agricultor podia semear, mas sabia que tinha que preparar outras festividades de suas deidades, ou seja, "não podiam separar o religioso do cotidiano". Ambos os calendários formavam a Roda Calendárica, cujo ciclo era de 52 anos, ou seja, o tempo que os dois demoravam a coincidir no mesmo dia. Para calcular períodos maiores utilizavam a Conta Longa, dividida em várias unidades de tempo, das quais a mais importante é o "baktun" (período de 144 mil dias); na maioria das cidades 13 "baktunes" constituíam uma era e, segundo seus cálculos, em 22 de dezembro de 2012 termina a presente.

Com esta explicação querem demonstrar que o rebuliço espalhado pelo mundo sobre a previsão dos maias não está baseado em descobertas arqueológicas, mas em erros, "propositais ou não", de interpretação dos objetos achados desta civilização. De fato, uma das peças-chave da mostra é o hieróglifo 6 de Tortuguero, que faz referência ao fim da quinta era, a atual, neste dezembro, a qual se refere à vinda de Bolon Yocte (deidade maia), mas a imagem está deteriorada e não se sabe com que intenção. A mostra exibida em Bogotá apresenta 96 peças vindas do Museu Regional Palácio Cantão de Mérida (México), onde se pode ver, além de calendários, vestimentas cerimoniais, animais do zodíaco e explicações sobre a escritura. Para a diretora do Museu do Ouro de Bogotá, Maria Alicia Uribe, a exibição desta mostra sobre a civilização maia serve para comparar e aprender sobre a vida pré-colombiana no continente.

"Interessa-nos de alguma maneira comparar nosso passado com o de outras regiões do mundo", ressaltou Maria sobre esta importante coleção de arte e documentário. A exposição estará aberta ao público até o dia 12 de fevereiro de 2012, para depois deve ser transferida para a cidade de Medellín.

Via Yahoo Notícias
*** Engenho Velho ***
(Claude Bloc) 

Eis o tempo
Resultado parco de utopias,
Eis a procura
De ontem, de hoje, enfim...
Uma lembrança que se afoga
E se agarra na figura da fênix
que o/a poeta construiu.
A vida aqui se retém na imagem
Na ruína de uma saudade
Aguardando sua vez
De consumir-se na memória.
 
Claude Bloc

"Quem considerou pessoa idosa, em estado de SENILIDADE, como LOUCA E DEMENTE! Foi a VEREADORA MARA" - George Macário

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"Foi a VEREADORA MARA, que disse que A SENILIDADE É A MESMA COISA DE LOUCURA E DE DEMÊNCIA! Foi a Vereadora Mara! Não eu! Está tudo gravado!"

George Macário

NE - O Vereador George Macário veio a público na manhã desta segunda-feira, na câmara municipal, esclarecer a verdade sobre os boatos propagados por adversários políticos, que tem sido usados para atacar pessoas honradas da cidade do Crato, dentre as quais D. Almina Arraes, Humberto Macário de Brito e o Prefeito Samuel Araripe.

Parte do discurso de 7 laudas lido hoje na Câmara Municipal do Crato:

"...Senhores Vereadores,
Público, Imprensa...

A situação só vem se complicando, Senhor Presidente, e no último dia 18 de outubro, para mim, foi um divisor de condutas de como devo agir nesta casa, cheia de “armadilhas” e “areias movediças”. O que se fala neste plenário é, em muitas e corriqueiras vezes, DOLOSA, INTENCIONAL, PREMEDITADAMENTE, interpretado de forma a se transformar em POLITICAGEM BARATA!

Naquele dia, esta casa presenciou nova e desnecessária discussão, movida por uma questão onde envolve, novamente, a Família e logo a minha. A Vereadora Petista, após um “sopro do anjo do mal” ( funcionário da câmara Tutu, adversário contumaz de Samuel Araripe ) em seu ouvido, provocou gratuitamente novo tumulto, na tentativa deliberada de gerar, DE IMEDIATO, uma querela familiar, entre minha pessoa e familiares meus. A SEGUNDA parte de sua calculada atitude, que, diga-se de passagem, RASTEIRA e COVARDE, seria a de criar todas as condições para uma campanha difamatória contra minha pessoa.

Confesso, Senhor Presidente, que não sei qual seria a outra intenção da Vereadora: Perguto-lhe agora ( apontando o dedo ): Qual foi a falta que cometi? Onde feri o Regimento Interno? Vai abrir um procedimento regimental contra minha pessoa? Ou já está satisfeita com o que conseguiu?

Quanto à minha família, que tenho o maior orgulho e admiração, afirmo que jamais tive a intenção de ofendê-la, muito menos à pessoa querida de Almina, aos 87 anos. O que ganharia com isto? Falar do meu próprio povo? Absolutamente nada! O tempo é o senhor da razão!

Peço desculpas SIM! Se os deixei ofendidos! Agora, tenho o direito de oferecer a minha versão dos fatos, e o faço lamentando a PEQUENEZ de quem provocou esta situação! Isto é atitude de quem mostra a sua verdadeira personalidade. Quem considerou pessoa idosa, em estado de SENILIDADE, como LOUCA E DEMENTE! Foi a VEREADORA MARA, que disse que A SENILIDADE É A MESMA COISA DE LOUCURA E DE DEMÊNCIA! Foi a Vereadora Mara! Não eu! Está tudo gravado! Se já não foi editado!

Lamento profundamente, por aqueles que deram crédito ao único propósito desta celeuma, transformar tudo em POLITICAGEM, para atingir a minha pessoa, como aliado político do Prefeito Samuel Araripe, a quem sou fiel, como Líder do seu Governo na Câmara.

São nestas horas que nós identificamos quem são os Amigos e os Lobos, inclusive, os disfarçados em pele de cordeiro:

Meus amigos, são os que conhecem meus pais, são os que me conhecem desde o berço, na infância, de quando andávamos de calças curtas a brincar pelas ruas do Crato, são os dos tempos da nossa adolescência, da nossa juventude, do meu histórico como homem, profissional e pai de família, do meu convívio familiar, da criação dos meus filhos e, principalmente, são os que sabem do meu amor e do meu compromisso com Crato. São estes que confiam na minha conduta e no meu caráter!

Os lobos, são os que não me conhecem, nem de perto e muito menos de longe. Tentam fazer uma campanha para apagar tudo que sou e tudo que construí, em meus 46 anos vida cratense, com a simplicidade de um apertar na tecla “DELETE” do computador. Não é bem assim! Aviso aos lobos, que não irão conseguir! Confio nos muitos que sabem quem realmente sou! E como confio! Agora, mais do que nunca, estou motivado para trabalhar e combater esta “MATILHA DE PESSIMISTAS”.

Tenho plena convicção de que a Família Arraes sabe do que estou falando. Ela sabe a diferença entre POLÍTICA e POLÍTICAGEM. Sabe quem é amigo e quem é lobo! Inclusive, os lobos em peles de cordeiro, que andam em busca de carniça! Todo cuidado é pouco! Este momento passa, os lobos se afastam e a Família permanece!

Mesmo apesar de tudo, continuarei tendo grande orgulho e o reconhecimento histórico desse nome. Defendo-o e o promovo, pois sou parte dele, tanto é verdade que foi o Vereador George Macário que sugeriu ao Senhor Prefeito Municipal a entrega da maior comenda do Crato, a Medalha Bárbara de Alencar, à Deputada Ana Arraes, fato que Samuel Araripe pode confirmar, mas, isto não importa mais!

Por fim Senhor Presidente...
Senhores Vereadores,

Finalizo minha fala de hoje, aproveitando o fecho do meu discurso no dia em que aqui chegue e renovo tudo o que disse:

“Conclamo aos que são verdadeiramente cratenses, de corpo, alma, coração e ação, a trabalharem para que a nossa Terra continue sempre crescendo, pelas mãos da competência, do compromisso coletivo e da decência, só assim teremos um futuro promissor.”

Quanto ao deboche inoportuno e infeliz, que fez a Vereadora Mara, tripudiando em cima do que disse meu velho Pai, no dia de minha posse, sobretudo quando soube da gozação da Vereadora do PT, chamando-me de “filho adotivo do prefeito”, ele apesar da senilidade, apenas comentou o seguinte: A MARA CONTINUA A MESMA MARA!

Senhor Presidente!
Tome as providências urgentemente!
Veja quem sempre concorre para o surgimento de tumultos!
Aja! Antes que esta Casa pegue fogo, como muita gente quer, pois está brincando com coisa séria!
Vossa Excelência é quem está no comando!

Muito obrigado!

George Macário de Brito
Vereador PV

domingo, 30 de outubro de 2011

Mais uma vez tentam espalhar MENTIRAS e DESINFORMAÇÃO na cidade do Crato !



O objetivo é um só: Tentar atingir o Prefeito Samuel Araripe.

Um bate-boca ocorrido na câmara de vereadores na última semana, está servindo de lenha para que os velhos cães raivosos possam espalhar a mentira, a desagregação e as desavenças na cidade do Crato, de forma irresponsável. Só que dessa vez tudo foi gravado e filmado. Este é mais um enredo barato em que o ódio desmedido de alguns, tenta atingir a Administração Samuel Araripe por tabela, que diga-se de passagem, não tem nada a ver com o peixe. Na verdade, o prefeito Samuel é o alvo mais um avez de nada mais, nada menos do que a velha politicagem baixa, existente na cidade do Crato e alhures.

Tudo começou na câmara de vereadores, quando a vereadora Mara Guedes, em uma discussão banal, com o vereador George Macário, tentou fazer ilações no seu discurso, puxando o foco do tema em questão, para a Sra. Almina Arraes, uma respeitável senhora da cidade, na tentativa de ressussitar um assunto que já havia sido esgotado, quando criou-se na câmara uma polêmica ( ou um debate ) sobre os temas: Loucura e Senilidade. Bastou isso para os mal-intencionados de plantão se apressassem em propagar no Crato e na Internet que o George havia dito que a sua parenta, a Sra. Almina estaria louca. Mas que Absurdo !!!

Ora, que interesse o vereador George Macário teria em falar mal da sua própria parenta, já que ele mesmo é o autor de uma das maiores homenagens feitas à Ana Arraes ocorrida recentemente ? a tão sonhada medalha Bárbara de Alencar, somente concedida aos grandes da nossa geração ???

Loucura é uma coisa, Senilidade é outra. O problema todo é que a vereadora Mara Guedes ainda está marcada por uma briga recente sobre este tema com o vereador Dárcio Luiz. Mas a vereadora Mara não deve ser responsabilizada ( em tese ) pela criação deste circo. Ela apenas foi o pivot. O maior mal é de quem deturpa o que foi dito lá, cometendo a injustiça.

Muitas pessoas não estão sabendo da missa o terço e ficam falando besteira e propagando inverdades de "Ouvi Dizer", só que dessa vez, tudo foi gravado, filmado e o George virá a público ainda hoje ( Domingo ) a fim de restabelecer a verdade, e irá discutir o tema na Segunda-Feira na câmara municipal, e segundo ele, mostrar o mal que a Vereadora Mara Guedes e os capatazes de plantão tem feito à sua família nos últimos dias na cidade do Crato, pois a sua própria mãe está sendo maltratada com ligações telefônicas em altas horas da noite, quando "criaram um CIRCO para tentar manchar a honra da família Macário de Brito e os Arraes no Crato por razões politiqueiras" ( palavras do George ).

Agora, é uma SACANAGEM EM ALTO GRAU o que alguns estão fazendo, propagando a DESINFORMAÇÃO e a MENTIRA para tentar atingir por tabela a administração de Samuel Araripe, que não tem nada a ver com o bate-boca que rola no dia-a-dia da câmara do Crato, as desavenças e picuinhas entre os vereadores.

Ainda bem que estou sempre por lá na câmara, temos todas as gravações das sessões, e o que eu falo não é coisa de ouvi dizer, nem mentiras dos raivosos de plantão. Por outro lado, reafirmo que esse é apenas mais um circo arquitetado para tentar atingir o prefeito Samuel Araripe em coisas que "Só no Crato Mesmo"... propagado por daqueles que só passam o tempo em criar mentiras e espalhar inverdades sobre fatos que não presenciaram, não ouviram gravações e não viram como a coisa toda aconteceu.

O vereador George Macário garantiu a mim que vai entrar na Justiça com um processo contra a vereadora Mara Guedes já nesta Segunda-Feira, por esta haver provocado todo esse mal-estar no seio da sua família, causando ainda problemas a uma senhora idosa e reconhecida, e as repercussões que o caso está tendo na cidade do Crato. E se eu fosse o prefeito Samuel Araripe, entraria com um também contra aqueles que o querem envolver nesse engodo.

Só podemos compreender essa postura mentirosa, como o velho desespero e o ódio mortal que leva alguns plantonistas a ficarem cegos, envoltos em suas próprias fábulas que inventam, a fim de iludir-se e tentar iludir a população. Mas felizmente a verdade aparece, e desta vez, com filmagens vivas e coloridas que serão divulgadas em breve. Chega de Mentiras e de tentativas de manipular a opinião pública.

Mentira é uma tremenda falta de Respeito. Aquele que mente, o que inventa, o que propaga a mentira, o Mentiroso, é antes de tudo, um Mau Caráter.

Dihelson Mendonça

"Crônica da morte anunciada" - José Nilton Mariano Saraiva

Quando uma figura da grandeza, estirpe e respeitabilidade de um José do Vale Pinheiro Feitosa resolve expor-se publicamente (citando nominalmente pessoas), a fim de mostrar toda a sua indignação e revolta contra (queiramos ou não) uma autoridade constituída (“A política de Samuel Araripe mais uma vez investe contra Almina Arraes”) é porque a coisa é séria e ultrapassou os limites da tolerância e razoabilidade.
No entanto, o triste e deplorável episodio envolvendo uma das mais respeitáveis e queridas figuras da cidade do Crato – D. Almina Arraes – mais uma vez vilipendiada por pessoas ligadas ao atual prefeito do Crato (dessa vez em pleno recinto da Câmara Municipal), parece ser a tal da “crônica da morte anunciada”.
Ou vocês não lembram que meses atrás, quando D. Almina Arraes foi impiedosa e humilhantemente enxovalhada em plena recinto da SAAEC (por parte do seu alienígena presidente, um tal de “doutor” Procópio Benevides, segundo consta afilhado do Tasso Jereissati), os áulicos do prefeito da cidade trataram foi de desqualificá-la, numa tentativa canhestra e inglória de tentar abafar aquela grave ocorrência, enquanto que o “preposto” do chefe da municipalidade (que custa uma verdadeira montanha de dinheiro aos cofres públicos) sequer foi advertido ???
Fato é que eles não têm como esconder que nesses sete anos da (des)administração Samuel Araripe o Crato se desminlinguiu, foi ao fundo do poço (se é que esse poço tem fundo), e hoje é uma cidade entregue à própria sorte (ou às baratas e ratos), porquanto esvaziada e sem quaisquer perspectivas, por conta da falta de vocação administrativa, de habilidade pessoal e de prestígio político do atual gestor municipal (quantos órgãos e/ou instituições – públicos ou privados - foram fechados ou tiveram suas atividades encerradas ou simplesmente transferidas pra Juazeiro do Norte, nesse curto – que parece uma eternidade - período ???).
É o que dá colocar em tão importantes cargos pessoas sem a menor vocação para o exercício da função pública, unicamente com o fito de manter uma “tradição familiar” (os pais do prefeito e do vereador-suplente dirigiram a cidade, décadas atrás).
Registramos, pois, de público, nossa solidariedade ao Joaquim Pinheiro, a D. Almina Arraes (que não conhecemos pessoalmente) e demais membros da família ultrajada.
E aos cidadãos da cidade, um apelo: ACORDEM, POR AMOR AO CRATO !!!

República destroçada – por Marcos Antônio Villa (*)

(Publicado no Estado de S.Paulo, 30-10-2011)
Em 1899 um velho militante, desiludido com os rumos do regime, escreveu que a República não tinha sido proclamada naquele mesmo ano, mas somente anunciada. Dez anos depois continuava aguardando a materialização do seu sonho. Era um otimista. Mais de cem anos depois, o que temos é uma República em frangalhos, destroçada.

Constituições, códigos, leis, decretos, um emaranhado legal caótico. Mas nada consegue regular o bom funcionamento da democracia brasileira. Ética, moralidade, competência, eficiência, compromisso público simplesmente desapareceram. Temos um amontoado de políticos vorazes, saqueadores do erário. A impunidade acabou transformando alguns deles em referências morais, por mais estranho que pareça. Um conhecido político, símbolo da corrupção, do roubo de dinheiro público, do desvio de milhões e milhões de reais, chegou a comemorar recentemente, com muita pompa, o seu aniversário cercado pelas mais altas autoridades da República.

Vivemos uma época do vale-tudo. Desapareceram os homens públicos. Foram substituídos pelos políticos profissionais. Todos querem enriquecer a qualquer preço. E rapidamente. Não importam os meios. Garantidos pela impunidade, sabem que se forem apanhados têm sempre uma banca de advogados, regiamente pagos, para livrá-los de alguma condenação.

São anos marcados pela hipocrisia. Não há mais ideologia. Longe disso. A disputa política é pelo poder, que tudo pode e no qual nada é proibido. Pois os poderosos exercem o controle do Estado - controle no sentido mais amplo e autocrático possível. Feio não é violar a lei, mas perder uma eleição, estar distante do governo.

O Brasil de hoje é uma sociedade invertebrada. Amorfa, passiva, sem capacidade de reação, por mínima que seja. Não há mais distinção. O panorama político foi ficando cinzento, dificultando identificar as diferenças. Partidos, ações administrativas, programas partidários são meras fantasias, sem significados e facilmente substituíveis. O prazo de validade de uma aliança política, de um projeto de governo, é sempre muito curto. O aliado de hoje é facilmente transformado no adversário de amanhã, tudo porque o que os unia era meramente o espólio do poder.

Neste universo sombrio, somente os áulicos - e são tantos - é que podem estar satisfeitos. São os modernos bobos da corte. Devem sempre alegrar e divertir os poderosos, ser servis, educados e gentis. E não é de bom tom dizer que o rei está nu. Sobrevivem sempre elogiando e encontrando qualidades onde só há o vazio.

Mas a realidade acaba se impondo. Nenhum dos três Poderes consegue funcionar com um mínimo de eficiência. E republicanismo. Todos estão marcados pelo filhotismo, pela corrupção e incompetência. E nas três esferas: municipal, estadual e federal. O País conseguiu desmoralizar até novidades como as formas alternativas de trabalho social, as organizações não governamentais (ONGs). E mais: os Tribunais de Contas, que deveriam vigiar a aplicação do dinheiro público, são instrumentos de corrupção. E não faltam exemplos nos Estados, até mesmo nos mais importantes. A lista dos desmazelos é enorme e faltariam linhas e mais linhas para descrevê-los.

A política nacional tem a seriedade das chanchadas da Atlântida. Com a diferença de que ninguém tem o talento de um Oscarito ou de um Grande Otelo. Os nossos políticos, em sua maioria, são canastrões, representam mal, muito mal, o papel de estadistas. Seriam, no máximo, meros figurantes em Nem Sansão nem Dalila. Grande parte deles não tem ideias próprias. Porém se acham em alta conta.

Um deles anunciou, com muita antecedência, que faria um importante pronunciamento no Senado. Seria o seu primeiro discurso. Pelo apresentado, é bom que seja o último. Deu a entender que era uma espécie de Winston Churchill das montanhas. Não era, nunca foi. Estava mais para ator de comédia pastelão. Agora prometeu ficar em silêncio. Fez bem, é mais prudente. Como diziam os antigos, quem não tem nada a dizer deve ficar calado.

Resta rir. Quem acompanha pela televisão as sessões do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal (STF) e as entrevistas dos membros do Poder Executivo sabe o que estou dizendo. O quadro é desolador. Alguns mal sabem falar. É difícil - muito difícil mesmo, sem exagero - entender do que estão tratando. Em certos momentos parecem fazer parte de alguma sociedade secreta, pois nós - pobres cidadãos - temos dificuldade de compreender algumas decisões. Mas não se esquecem do ritualismo. Se não há seriedade no trato dos assuntos públicos, eles tentam manter as aparências, mesmo que nada republicanas. O STF tem funcionários somente para colocar as capas nos ministros (são chamados de "capinhas") e outros para puxar a cadeira, nas sessões públicas, quando alguma excelência tem de se sentar para trabalhar.

Vivemos numa República bufa. A constatação não é feita com satisfação, muito pelo contrário. Basta ler o Estadão todo santo dia. As notícias são desesperadoras. A falta de compostura virou grife. Com o perdão da expressão, mas parece que quanto mais canalha, melhor. Os corruptos já não ficam envergonhados. Buscam até justificativa histórica para privilégios. O leitor deve se lembrar do símbolo maior da oligarquia nacional - e que exerce o domínio absoluto do seu Estado, uma verdadeira capitania familiar - proclamando aos quatro ventos seu "direito" de se deslocar em veículos aéreos mesmo em atividade privada.

Certa vez, Gregório de Matos Guerra iniciou um poema com o conhecido "Triste Bahia". Bem, como ninguém lê mais o Boca do Inferno, posso escrever (como se fosse meu): triste Brasil. Pouco depois, o grande poeta baiano continuou: "Pobre te vejo a ti". É a melhor síntese do nosso país.
(*) Marcos Antônio Villa é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos

Cristo Rei é símbolo do Crato - Por: Elizângela Santos


A Preça Francisco Sá, conhecida como Cristo Rei, passa a ter como símbolo oficial da cidade a imagem do Cristo, que reina de braços abertos para receber quem chega ao Município ELIZÂNGELA SANTOS - O prefeito do Crato, Samuel Araripe, assinou o decreto instituindo monumento oficialmente como ícone do Município.

Crato. Por décadas, o monumento do Cristo Redentor, neste Município, serviu de principal referência para quem chegava à cidade das viagens de trem pelo Ceará. Agora, passa a ser símbolo oficializado por decreto na cidade. A Praça Francisco Sá, de frente para uma das mais antigas estações ferroviárias do Estado, ficou conhecida pelo nome da imagem, que reina de braços abertos para receber quem chega ao Município.

Na base do monumento da Praça Cristo Rei, a frase "Sede benvindo, nesta terra há lugar para todas as pessoas de boa vontade", passou a ser o mote de recepção para os cratenses. A escultura de 30 metros, desde a base de 6 metros, foi feita em 25 de dezembro de 1938, pelo italiano Agostinho Balmes Odísio, que morou no Estado do Ceará durante seis anos.

O prefeito do Crato, Samuel Araripe, assinou o decreto instituindo oficialmente como ícone do Município a imagem do Cristo Redentor, durante a semana de comemorações dos 158 anos de elevação do Crato à categoria de cidade, com data de 17 de outubro. O evento também contou com o reconhecimento, também por meio de decreto, da primeira mulher a assumir, interinamente, o executivo municipal, professora Ana Pinheiro Esmeraldo (Anete Esmeraldo). A sua foto ficará na galeria dos ex-prefeitos do Município.

Para Samuel Araripe, o Cristo Rei já era um ícone de direito e foi apenas oficializado como ícone da cidade. Segundo ele, o símbolo serve como importante referência para a cidade, do ponto de vista turístico, assim como locais que passam a ter como referenciais imagens importantes, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e a estátua do Padre Cícero, na cidade de Juazeiro do Norte.

A imagem do Cristo Rei foi erigida durante a administração do prefeito Alexandre Arraes. Segundo o memorialista, Huberto Cabral, o arquiteto e escultor responsável pela estátua realizou o trabalho de confecção da imagem na área da praça. O monumento foi construído em cimento armado e ferro. Ele lembra da oficialização dos símbolos como o hino, a bandeira e brasão da cidade, em 1955, pelo então prefeito Ossian Araripe, criados no centenário da cidade.

Agostinho Balmes Odísio, no curto espaço de tempo em que esteve na região, conseguiu desenvolver um significativo número de obras de arte implantadas no Cariri, sendo a mais conhecida a Coluna da Hora, onde está a estátua do Cristo Redentor. O relógio do local, que há décadas está sem funcionamento, também voltará a funcionar. Foi retirada a engrenagem para conserto, e deve ser totalmente revitalizada. De acordo com o historiador Armando Lopes Rafael, em 1912, Agostinho Balmes esculpiu um busto do rei da Itália, Vito Emanuel II, conquistando o 1º lugar numa disputa por uma bolsa de estudo em Paris. Na capital francesa, foi discípulo de August Rodin, considerado, ainda hoje, o maior escultor contemporâneo. Em 1913, com 32 anos de idade, Agostinho Odísio resolveu emigrar para a Argentina, onde residia um irmão seu. Entretanto, por motivos ignorados, desembarcou no Porto de Santos, em São Paulo, e permaneceu no Brasil até sua morte.

Produção

Durante 20 anos, produziu dezenas de obras de arte nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em 1934, devido a problemas de saúde, foi aconselhado a residir no Nordeste, por causa do clima quente da região. Agostinho Balmes foi também responsável pelo projeto do Palácio Episcopal de Crato, Coluna da Hora, na Praça Padre Cícero, e reforma da atual Basílica Menor de Nossa Senhora das Dores, em Juazeiro.

FIQUE POR DENTRO
Cartão postal

A praça Francisco Sá, no Município do Crato, ficou popularmente conhecida como Cristo Rei, por causa do monumento erigido no meio do local. O monumento, desde a base, tem 30 metros. A Coluna da Hora tem acima a imagem do Cristo, onde está escrito: "Sede benvindo, nesta terra há lugar para todas as pessoas de boa vontade". A obra foi feita pelo escultor Agostinho Balmes Odísio, italiano que esteve no Ceará de 1934 a 1940. Durante esse período foi responsável por alguns trabalhos em praças e igrejas da região, deixando a sua marca na história das cidades. O monumento da Praça Cristo Rei é um dos mais conhecidos, também cartão postal da cidade do Crato, no Cariri.

MAIS INFORMAÇÕES
Prefeitura do Crato
Largo Júlio Saraiva, S/N
Bairro: Centro - Ceará
Telefone: (88) 3521.9600

Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine

A doença de Lula

No campo da política sempre tive  muitas   restrições à atuação do ex-presidente Lula...
Restrições – explícitas,  transparentes e respeitosas –  que nunca resvalaram  para o lado pessoal.
Neste momento,  o  cidadão Luiz Inácio da Silva encontrá-se  acometido de uma traiçoeira doença.
Torço para que ele supere o problema e recupere sua saúde plena. 
E ele tem grandes  chances de se recuperar.
Que Deus o proteja nesta batalha...
Louvo, ainda,  o fato de ele não ter escondido a doença, preferindo torná-la  pública. No que agiu corretamente.
Como criatura humana, Lula tem a minha solidariedade.

Armando Lopes Rafael

sábado, 29 de outubro de 2011

A política de Samuel Araripe mais uma vez investe contra Almina Arraes - José do Vale Pinheiro Feitosa

Acabo de ler no blog do Azul Sonhado uma carta de Almina Arraes. Encontrei se dando ao trabalho de salvaguardar seus argumentos contra a SAEC diante da palavra fácil do vereador George Hugo Macário de Brito. Ele teria a acusado de caduca para proteger a administração de Samuel Araripe. Por isso ao considerar a distância dos detalhes do ocorrido fica o extrato do que realmente aconteceu: o estilo debochado e virulento de uma situação política que administra o Crato há oito anos. E em que pese o ácido do vereador, todo ele tem uma nascente e ela é Samuel Araripe. Foi em defesa de sua administração que a caduquice argumentativa do vereador se manifestou no plenário da câmara.

Eu tive contato com o George Macário pessoalmente e à distância por três vezes. A primeira foi numa reunião na Fundação Araripe quando o Pierre e a Violeta (irmã de Almina) o apresentou. Acho que ele teria algumas habilidades que poderiam ajudar a Fundação. A segunda quando tendo feito um texto para recordar as imagens de criança com os aviões da Real pousando no aeroporto do Crato e ele me cobrou não ter citado o avô que era o agente da Real no Crato. Ora meu texto não era um trabalho de pesquisa para esgotar o assunto, era um trabalho sentimental embora com pesquisa, mas não citar o avô dele não havia problema nenhum. Acho que ele queria dar a informação, mas o modo como o fez me pareceu arrogante e depois o li algumas vezes com argumentos que foram a marca dos agentes da administração Samuel em blogs e manifestações orais. Por último, por um amigo comum o Bruno Pedrosa, que demonstrou carinho por ele, inclusive pelo seu viés artístico.

Então fica o registro que pouco conheço o George Macário para fazer um julgamento dele em razão desta fala desrespeitosa e desqualificadora de uma cidadã em defesa dos seus direitos. Aliás, até me surpreendeu. O pai dele, Humberto Macário é muito amigo da família Arraes, até por que se casou com uma filha de Aline, filha de Alexandre Arraes e muito próximos de Dona Benigna, a mãe de Almina. A admiração e amizade de Ernani Silva e do próprio Humberto com a família inclusive causou-me um problema operacional na época de estudante. Então o diretor de um grupo de teatro estudantil que ensaiava o Auto da Compadecida, iríamos nos apresentar em Juazeiro e Humberto avisou à família que se fôssemos seríamos todos presos por subversão. Isso me valeu a perda de dois atores chaves no elenco filhos de Almina. Tivemos que improvisar a substituição de última hora.

Não sei se os filhos e netos estão mais arrogantes por que foram criados num mundo de abundância. Seria possível que aconteça aí o célebre manifesto de oligarquias que se sucedem no poder e acham que todos ficam muitos níveis abaixo das necessidades desta? O que motiva algo assim para defender uma administração num debate na Câmara de Vereador é no mínimo o demonstrativo da escassez completa de alguma moralidade e algum senso de cuidado em ser representante do povo. Os oligarcas costumam desconsiderar as instituições, pois eles sempre vêm primeiro. Se apresentam na assembléia deliberativa da sociedade como se estivessem num bar entre amigos falando dos outro o que bem entendem ou lhe vem à cabeça após alguns graus de álcool na cuca. Mas o pior é que o neto de Aline, filho de Humberto Macário disse o que disse sobre Almina em nome de Samuel Araripe, outro filho de papai político.

"Zorro" X "Sargento Garcia" - José Nilton Mariano Saraiva

Como não somos de ficar em cima do muro, guardar conveniências ou sair por aí sem tirar o sabão do corpo, já tivemos oportunidade de afirmar, aqui mesmo e em diversas oportunidades, que, lamentavelmente, no Brasil os desmandos afloram e se encontram presentes em todas as esferas do poder constituído (Executivo, Legislativo e Judiciário) e não será um Presidente (a) da República sério e bem intencionado (como o é a Dilma Rousseff) que irá debelá-los da noite pro dia, de uma hora pra outra, usando uma simplória varinha mágica de condão. Isso porque se trata de uma “questão cultural”, estratificada secularmente, arraigada em profundidade e solidamente fincada em terreno rochoso; portanto, demandará tempo, muito trabalho e paciência a fim que seja definitivamente varrida do mapa ou exterminada de uma vez por todas.
Agora mesmo, causou o maior qüiproquó e passou a ser discutido nos lares, bares, na rua, supermercados, motéis, igrejas, entre quatro paredes, nos altos escalões e em qualquer rodinha que se estabeleça no meio da rua, a corajosa declaração da ministra-corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, ao admitir que “...há bandidos escondidos atrás da toga”, que “...existe corrupção no poder Judiciário, como existe em todos os segmentos da sociedade brasileira e eu tenho o dever constitucional de combatê-la” e, alfim, ao provocar sarcasticamente: "Sabe que dia eu vou inspecionar São Paulo? No dia em que o sargento Garcia prender o Zorro. É um Tribunal de Justiça fechado, refratário a qualquer ação do CNJ” (aqui pra nós: qual seria a razão ???).
Ora, todos nós sabemos que não existe no Brasil grupo mais corporativo do que o Poder Judiciário, já que muitos dos seus magistrados se julgam donos da verdade, senhores da razão, intocáveis criaturas, espécie de semi-deuses e, pois, inalcançáveis pelo mortal-comum (talvez em razão da multifacetada cultura adquirida), daí a reação irada e apopléctica do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) César Peluzo, exigindo um pedido de desculpas formal da magistrada. Ao que esta não titubeou em responder “Eu não tenho que me desculpar. Estão dizendo que ofendi a magistratura, que ofendi todos os juízes do país. Eu não fiz isso de maneira nenhuma. Eu quero é proteger a magistratura dos bandidos infiltrados. Estou atenta às minhas responsabilidades, aos meus deveres constitucionais para que um dia eu possa dizer, depois da minha aposentadoria: nunca mais o despotismo, regerá a nossa Nação”.
Aqui pra nós, a verdade verdadeira é que os “pseudos” donos do poder e da razão (integrantes do Judiciário) não admitem qualquer espécie de controle – externo ou interno - e querem é tirar o poder da corregedoria do CNJ para investigar os crimes (graves e diversos) praticados por juízes, delegando a tarefa aos tribunais regionais (onde eles seriam julgados por seus pares, com resultados pra lá de previsíveis).
Basta que se diga que dos 33 juízes punidos pelo Conselho Nacional de Justiça, desde a sua criação (em 2005), o Supremo Tribunal Federal já concedeu liminares suspendendo as penas de 15 deles (e neste momento nada menos que 35 desembargadores estão sendo investigados pela corregedoria do CNJ).
E você, aboletado aí em sua poltrona do outro lado da telinha, sorvendo aquela “loura suada” estupidamente gelada e tirando o gosto com panelada (ou lagosta, por que não ???), acha mesmo que “Suas Excelências” (os nossos bravos juízes) devem continuar mandando e desmandado, casando e batizando, fazendo e acontecendo, sem nenhuma contestação ??? É justo isso ???

O CANTO DO SABIÁ - Marcos Barreto de Melo

Toda tarde tu me chegas
Pra cantar no meu terreiro
E eu fico a te procurar
Entre os galhos do oitizeiro
Mas, não é pra te espantar
Quero só te escutar

Sabiá sei que tu cantas
Por querer me alegrar
O meu peito consolar
Só porque me viu chorar
Quando pela estrada andei
Procurando o que deixei

Meu sabiá, eu chorei
E a você vou negar não
Chorei porque não achei
Aquele velho cajueiro
Onde desenhei um coração
Com as iniciais do amor primeiro

Porque não vi o engenho
A doce cana caiana
A garapa, a rapadura
Aquele doce umbuzeiro
O gado no pasto berrando
E o vaqueiro campeando

Sabiá, também chorei
Quando para o curral olhei
E não vi mais a fartura
Do leite cru no capucho
Porque não vi apitando
O carro de boi na estrada

Sabiá, se eu chorei
Foi porque não encontrei
O riacho de água doce
Onde eu ia me banhar
Chorei ao ver os terreiros
Onde eu corria e brincava
E ao lembrar-me dos brinquedos
Que eu mesmo inventava

E do outro lado está cheia? - José do Vale Pinheiro Feitosa

É impossível negar, a carroça da internet não está vazia. Ela está cheia de coisas divergentes e de divergências dentro do próprio discurso. Existe um tipo de texto que se contradiz dentro da própria indignação como este abaixo. Leia com atenção que encontrarão tais contradições.

Fazendo uma interpretação apressada, suponho que seja fruto de muito exercício de leitura, em várias fontes com tendências interpretativas diferentes. Aí a pessoa pega um argumento aqui e junta com outro lá e não percebe a contradição. Mas o importante é que o pessoal está escrevendo muita bobagem, mas reproduz direitinho o que lêem. No texto abaixo somos capazes até de saber as fontes onde o camarada se "instruiu" para fazer sua leitura. Claro que ele também recebe muito spam com coisas iguais.


"Há uma grande conspiração em curso no Brasil. Trata-se da conspiração do PT e da esquerda em geral para assaltar o bolso das famílias, para imporem um modo politicamente correto de pensar, para censurarem o machismo, a homofobia, o sexismo e o nosso direito de andar armados. Essa gente quer assaltar os cofres públicos para nos fazer pagar impostos, com os quais eles só fazem roubar e enriquecer, enquanto eu me sinto vilipendiado e cada vez mais envergonhado. Nunca houve tanta corrupção neste país, nunca. É aquela coisa do pobre que jamais teve algo e que agora se lambuza, minha avó já dizia. Aqui, comediante é levado a sério, só porque é fascista, homofóbico, machista e age contra a lei, enquanto os políticos, ah, os políticos, esses seguem sem ser levados a sério. Por isso eu gosto mesmo é do Bolsonaro, inclusive. Ele vem sendo vítima do festival de autoritarismo e corrupção que assolam este país. Esses petralhas que estão mais preocupados em atacar a liberdade de imprensa do que em governar o país. Sim, porque o país só vai bem graças a Fernando Henrique, que não fosse ele, esses petralhas iam ver. O PT não faz nada que preste e só rouba o nosso dinheiro. O filho de Lula é milionário, Dilma sabe e acoberta Orlando Silva, aquele moleque safado que está podre de rico, caiu porque é culpado, óbvio.

Outro dia um jornal muito importante disse no seu editorial que o país precisava de uma limpeza ética! Eu concordo! Cresce no país a consciência de que chega de tudo isso que aí está! E ainda querem mais imposto para a saúde, e fraudam até provas de ensino médio, que são de alta importância para os nossos filhos! Como eles terão certeza de que entrarão por seus próprios méritos na Universidade? Não basta ter direitos negados pelas vagas dadas de presente – às nossas custas – a quem se diz negro (como se houvesse racismo no Brasil, ora essa!), aos desqualificados das escolas públicas e, pasmem, para indígenas. Chega! Está na hora da nossa marcha, da marcha pela dignidade, contra essa gente que quer mandar em nós, que quer controlar o nosso modo de pensar, que pretende ganhar dinheiro às minhas custas e fazer demagogia com os impostos que eu e minha família e você paga!"

"Padim" forte - José Nilton Mariano Saraiva

Qualquer estrangeiro encrencado com a Justiça do país de origem (ou mesmo de uma outra nação qualquer) e que queira se estabelecer no Brasil sem perigo de ser deportado ou expulso, dispõe de um atalho seguro, magnânimo, fácil e de uma eficiência a toda prova: gerar filhos aqui na terrinha.
Procurado e acusado pela Interpol (espécie de polícia internacional) sob a acusação de tráfico de drogas, extorsão, agiotagem, contrabando, prostituição e jogo ilegal (só isso), e tendo contra si um mandato de prisão emitido nos Estados Unidos, o mafioso israelense Yoram El Al (38 anos) foi preso no Rio de Janeiro em 2006 (sem visto de permanência), do que se valeu o governo americano para solicitar sua extradição.
Esperto, antenado, certamente que podre de rico e assessorado por um desses advogados conhecedores dos meandros das nossas caducas e frouxas leis, um ano após a prisão Yoram El Al apelou para o inusitado: solicitou uma autorização ao Supremo Tribunal Federal para que fosse recolhido seu sêmen na cadeia, a fim de ser usado numa inseminação artificial na companheira, impossibilitada de engravidar pelas vias normais.
Xeque-mate.
Sensibilizado e por demais comovido, o ministro Joaquim Barbosa houve por bem atender ao “coitado” do preso, sem antes salientar em seu despacho, que “...a coleta do líquido seminal do extraditando deve ser feita na própria carceragem, que, de acordo com o próprio peticionário, possui ambiente favorável à coleta, e observadas as devidas cautelas policiais”. Efetuado o procedimento, bingo: nasceram gêmeos.
Resultado de todo esse périplo ??? Mais tarde, Yoram El Al recorreu ao Ministério da Justiça, conseguiu o “visto de permanência” para ele e a companheira e certamente daqui não mais arribarão pé.
Agora, aqui só pra nós: se fosse um “liso” qualquer, um descamisado da vida, um zé-ninguém, será que o ministro-padrinho Joaquim Barbosa iria se preocupar em mandar recolher seu esperma, a fim de que gerasse filhos brasileiros e se livrasse da extradição ??? A troco de quê tudo isso foi feito ???
È por essa (e outras, também cabeludas) que o nosso Poder Judiciário a cada dia mergulha fundo em um mar de incredibilidade. Mas... será que os seus ministros estão preocupados com isso ???