Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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domingo, 13 de novembro de 2011

Aos sábados...
- Claude Bloc -


Tinha chovido. Quis sentir de novo a estrada de terra e seus solavancos novos... Despertar, assim, minhas intuições e meus desejos de vida nova. O sol hoje sorria, mas as poças de lama ainda brincavam de respingar pelos pneus recém lavados.

Seguimos. Crato foi ficando pra trás. O som dos pneus percorria todos os ligamentos nervosos de meu ouvido, excitando-os a tal ponto, que alegria foi tomando conta do meu humor abalado. Meus olhos procuravam atentamente o verde de todos os lados, resultado das poucas chuvas de novembro. Fiquei pensando em minhas últimas estações de chuva e já nem sei há quantos sábados procurei esse oásis de paz... se mil ou dois mil ou sei lá quanto, só sei que se demorasse um pouco mais, meu coração que tem nem sei quantos mil sábados não suportaria continuar a procura e eu teria de desistir de todos os sábados que se seguiriam em minha vida.

Na viagem, lembrei-me de não sei quantos sábados passados. Mantive os sentidos aguçados, a visão restrita à paisagem e à estrada. Em compensação, meus olhos viam e imaginavam uma coisa e a boca(desordenadamente) falava outra, desbancando qualquer possibilidade de me fazer entender. Minha alma era puro júbilo.

E sei que depois disso será apenas um sábado atrás do outro, e de lá para cá ou de cá pra lá, e vai sempre estar em mim esta eterna ciranda na busca de mais sorrisos como se a alegria fosse um baile onde eu tivesse um espaço imenso para dançar.

Chegando à Fazenda, meus olhos entraram em sintonia com a boca e trabalharam incessantemente. Olhei para a casa como se nunca mais a tivesse visto. Desbravei-a. Olhei para a frestas do telhado ainda não consertados. Para as rachaduras das paredes e quase chorei. Por que as coisas têm que se desgastar? Deviam permanecer como as guardamos na memória. Imaculadas !

Um sábado atrás do outro, pensei.  E a imaginação voltou a acontecer em mais um sábado. Meus olhos já foram se perdendo nos detalhes de quem procura sem medo e a boca, diante da saudade, finalmente aprendeu a se calar, emudeceu. Deixou que meus olhos implorassem pelas lembranças para que elas voltassem a bailar pelos cantos da casa onde as marcas se depositaram, embaixo e ao lado de meus olhos.

Aí, meus olhos fizeram descer um gota de água salgada e entraram em compasso com meu coração. Por diversas vezes eu ouvi o som de uma cigarra atiçando meus nervos.

Era verdade. Eu voltava ali aos sábados e abundantemente degustava o sabor desse sábado, mas o relógio não parava.  Vi-me atrás de um par de olhos preocupados com o tempo, mas meu coração clamava por felicidade.


Claude Bloc



sábado, 12 de novembro de 2011

RETRATO DO IRMÃO DE VAN GOGH - Por Edilma Rocha

Um comunicado do Museu Van Gogh de Amsterdam, revelou que o retrato de Vicent Van Gogh é na realidade do seu irmão Theo que se pensava o artista nunca o ter pintado.
O retrato é datado de 1887, e a figura aparece um pouco assimétrico, vestindo um casaco azul e um chapéu amarelo.
Segundo o pesquisador Louis Van Tilborgh, no retrato se observa que a barba é menos vermelha que os outros auto-retratos, diferente do que costumava usar. Ele afirma ser o retrato de Theo Van Gogh porque a orelha no outro é mais redonda do que a do pintor.
O retrato faz parte de outras 93 obras do artista pintadas em Amberes, Bélgica e em Paris.
Estas curiosidades sobre os grandes pintores são reveladas nos momentos atuais pelas minuciosas pesquisas e aprofundamento nos estudos das artes.

Fonte: Artes na atualidade

Crato "republicano" ? algumas considerações -- por Armando Lopes Rafael

(Excertos de um artigo publicado há 11 anos na revista A Província – nº 18, 2000)
Alguns escritores locais citam, vez por outra, a “tradição republicana” de Crato. Não acredito nessa alardeada “tradição”. Mas quero deixar claro que receberei com naturalidade, toda correção que vierem a fazer a este meu pensamento.

Começo por lembrar que o aniversário do golpe militar que implantou a República nunca foi comemorado em Crato. Nesta cidade o povo comemora datas como o 7 de setembro, 21 de Junho, Nossa Senhora da Penha, São José, São Francisco, dentre outras. Comemoração no dia 15 de Novembro – data da “Proclamação da República” – nunca vi.

O Crato, durante 149 anos (de 1740 quando foi fundado a 1889, quando houve o golpe militar que introduziu a forma de governo republicana) viveu sob a Monarquia. Não se apaga facilmente um século e meio na vida de um povo. No imaginário popular persiste a idéia de que a Monarquia é algo bom. O historiador cratense Denizard Macedo escreveu[1] :

“O povo tinha apego aos soberanos e aversão às manobras revolucionárias. Diferente do que alguns tentam demonstrar existia uma tradição moldada na fé católica e na monarquia absoluta, com seus princípios, escala de valores, hábitos, usos e costumes, não sendo fácil remover esta herança cultural profundamente enraizada no tempo”.

Isso é verdade, ainda hoje quando o povo reconhece numa pessoa certos méritos ou qualidades acima do comum, costuma dar-lhe o título de “Rei”. Por isso temos ou tivemos; “O Rei Pelé”, “O Rei Roberto Carlos”, “O Rei do Baião”, “O Príncipe dos Poetas Populares” (o repentista Pedro Bandeira) etc. E o que dizer dos concursos que se realizam para escolha da “Rainha do Colégio”, “Rainha da Exposição”? e de nomes de lojas como “O Rei da Feijoada”, “O Império das Tintas”? Ou nomes como “Rádio Princesa FM”, “Colégio Pequeno Príncipe”?

Portanto, é um mito sem consistência essa alardeada “tradição republicana” de Crato. Precisamos ter coragem para proclamar isto, pois ela não reflete a realidade. Ainda não se conseguiu sensibilizar as camadas populares para comemorar, em Crato, o golpe militar que impôs no Brasil a República. Sempre foi assim. Vai ser assim, também, na próxima 3ª feira, dia 15 de novembro, quando o país vai parar – num feriado nacional – em comemoração à “Proclamação da República”.

“República” para o povo é sinônimo de casa de estudante, com a desorganização e improvisação comum aos jovens. Ou serve para lembrar as notícias que vêm da Capital da República como os escândalos de corrupção na Casa Civil ou a demissão dos ministros corruptos  recebidos por Dilma como "herança maldita". “República” continua a ser, no imaginário popular, a lembrança da falta de segurança, a falência da saúde pública, a precariedade da educação pública, a fila dos aposentados (expostos ao sol e à chuva) na fila das calçadas dos Bancos para receber suas míseras aposentadorias, os políticos corruptos, as obras públicas inacabadas, a demagogia e a falta de respeito para com a população…

Acima, a primeira bandeira oficial dos Estados Unidos do Brasil (nome da República até 1967). Imitação barata da bandeira norte-americana essa bandeira só durou 4 dias...

Notas:
[1]Notas Preliminares no livro “Vida do Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro”, de J.dias da Rocha, 2ª Ed. Secretaria de Cultura do Ceará, 1978.

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Relembrando a Princesa Isabel -- por Hermes Rodrigues Nery (*)

Há 90 anos, em 14 de novembro de 1921, morria a princesa Isabel. Morreu distante do Brasil que tanto amava, no mais penoso e longo exílio já  impingido a um governante brasileiro. Esta, uma página de dor em nossa história que ainda hoje comove aos que estudam com seriedade os documentos – há tanto tempo esquecidos e evitados por aqueles que a detrataram e procuraram diminuir a importância da vida da princesa Isabel. Uma vida de inequívocas virtudes heróicas e cívicas, que honrou a primeira mulher a governar o Brasil.
Dona  Isabel Cristina de Orléans e Bragança foi uma das que melhor compreenderam a alma do povo brasileiro, por isso foi tão querida no tempo em que governou, e não fraquejou em tomar decisões acertadas e corajosas, de feliz memória, dentre elas a que culminou no 13 de maio de 1888, com a abolição da escravatura em nosso País.

Destinada a dirigir os destinos da Nação (de personalidade forte e resoluta, mas humaníssima em sua compaixão pelos sofredores); preparou-se como nunca antes outra autoridade política havia cuidado com tanto zelo em corresponder aos desafios e as incumbências do governo. Ao contrário do avô e do pai, afetados por uma infância de tão grandes turbulências, a princesa Isabel teve ambiente propício para desenvolver seus talentos e assumir seu imperativo vocacional. Não apenas com dedicação aos estudos, mas ainda com percepção aguda dos problemas do seu tempo, desejando dar ao Brasil soluções sociais pautadas em princípios e valores humanos e cristãos.

A sua fé – catolicíssima – deu-lhe força para fazer com alegria tudo o que empreendia (como mãe e esposa exemplar, como filha e amiga leal, como governante mulher) e a confortou nas horas de amargura, que não foram poucas.
Sofreu as angústias de ver o Brasil em guerra externa, com o risco de tornar-se viúva, ainda recém-casada, ou ter de ser forçada ao arranjo nupcial urdido pelo ditador paraguaio Solano Lopez. Pesou-lhe tanto a pressão de grandes proprietários rurais, que resistiram e dificultaram a aprovação da libertação dos escravos, criando obstáculos no parlamento, ameaças e um temor infundado de desestabilização social.

Foi preciso então agir com sabedoria, mas de modo perseverante, para ver bem sucedido o movimento abolicionista. Desde 1810 o Brasil comprometera-se em acabar com a escravidão, mas o processo político não foi fácil, porque era preciso preparar o País para tão significativa mudança. O movimento foi lento e gradual, exigiu mobilização e prudência, mas que poderia ser postergado ainda mais não fosse a precisão decisória da princesa em seus períodos de regência, que tudo fez para que a vitória do abolicionismo fosse obtida pela via institucional, e sem derramamento de sangue.

Com a Lei Áurea, a princesa Isabel visava não apenas a assinar o fim da escravidão, mas preparar os meios concretos de indenização e suporte social para oferecer aos libertos condições de dignidade para o exercício da liberdade, com acesso a educação e o trabalho com justa remuneração. Atestam os historiadores a visão de estadista da princesa Isabel, que não viu acontecer por completo seu projeto de promoção social do povo brasileiro, especialmente os libertados pela Lei Áurea. Isso porque tal relevante iniciativa foi solapada pelos republicanos positivistas, que temiam o 3º Reinado tendo à frente uma mulher de tão profundas convicções cristãs.

Pois justamente o catolicismo da princesa Isabel (e sua atuação pública e pessoal coerente com a doutrina social e moral da Igreja) levou os republicanos a forçarem a quartelada de Deodoro e ao cruel banimento (exigindo que ela e sua família deixassem o País em 24 horas), exílio este que se prolongou por 32 anos, até a sua morte.

O fato é que, apesar do patrulhamento ideológico e a conspiração do silêncio por mais de um século, a princesa Isabel não está no inteiro esquecimento, pelo contrário, seu nome ressoa luminoso em nossa história. O nevoeiro ideológico que a vitimou ao pior dos ostracismos, parece agora começar a ser dissipado, especialmente quando a Arquidiocese do Rio de Janeiro recebeu oficialmente, no mês passado, o pedido para a abertura do seu processo de beatificação. Isso comprova que a Princesa Isabel haverá de perdurar como estrela fulgurante no coração dos brasileiros, ad eternum.

(*) Hermes Rodrigues Nery e-mail: hrneryprovida@uol.com.br
São Bento do Sapucaí (SP)

Caldeirão Cultural: Começa a Mostra SESC de Culturas do Kariri - Wilson Bernardo

Providencial a desistência de Tom Zé,o que ele poderá esta aqui em outras edições da mostra Sesc,mas presenciar e sentir a magnitude da musica de Elza Soares,foi divino,simplesmente a mulher e sua voz nos faz rasgar qualquer significado e por que não dizer o que seria e foi fantástico.Oitenta e um anos de uma voz instigantes e inconfundível,em que o mundo aprendeu a ouvir como sendo uma das vozes negras, mais supimpas de uma magia suingada,onde a mesma flutua por varias tendências.Ela faz uma salada entre o antigo e o novo,mesclando o fank,samba e o rep dos morros cariocas,passando pela avenida da miséria onde nega do cabelo pixaim detona toda uma estrutura musical negra américana e nos devolve o jazz Blues dos tupiniquis brasilis.O Sesc acerta e nos presenteia pela grata oportunidade de termos Elza Soares,antes do seu limar eterno.


Abertura da mostra Sesc com as boas vindas de Gastão Bittencourt,com a presença de Raimundo Bezerra Filho vice-prefeito da Cidade do Crato.


A bela de sua voz se confunde com sua própria estética


Infinitamente fantástica a mulher de Oitenta


Bem mais cedo perfeccionista ao passar o som


Wilson Bernardo (Texto & Fotografia)

Sutilezas...

Flor do mato - Subida da Serra - Fazenda Serra verde

Você pode encontrar alegria nas coisas mais simples da vida. 
É só saber olhar pra elas...

(Claude Bloc)

Poema torto – Aloísio & Claude Bloc

A - Poema torto
C - Estrada torta
A - De luto nasceu
C - Na terra morta
A - Quando veio à luz
C - Sofreu
A - O poeta morreu

A – Aloísio
C – Claude Bloc

Aceitação - Emerson Monteiro

... Uma reação igual e em sentido contrário, princípio da Lei de Ação e Reação. Depois que acontecer de pisar na bola, cabe aceitar as consequências. Conciliar as respostas naturais em relação aos atos de seguir em frente, atitude por demais justa consigo mesmo, ser falível no estado atual. Caso diferente, agiria como que treme diante das circunstâncias, o que nada representaria em termos de racionalidade; o errar só para não dar a mão à palmatória.

Baixar a cabeça depois que falhar nas escolhas das ações, ainda que pela ignorância de conhecer o jeito exato de cumprir o papel perante a vida, eis o modo espontâneo de se render às evidências. Levantar a cabeça pode reduzir os prejuízos e abrir um espaço de perdão dentro da gente, isto no sentido de evitar danos à saúde física e abrir mão das vaidades; deixar de lado a suposição antiga de se ser senhor absoluto da razão.

Quantas e tantas vezes o errar humano pisar no território da solidão... Contar apenas com os elementos de quem ousa sonhar demasiado com a perfeição e cai da cama... Se achar acima do bem e do mal, quando Deus impera acima dos seres menores, Sua criação apenas... Nós, os viventes...

Viver a vida sem se punir a todo instante... Quando o sucesso domina a cena, as pessoas vibram de euforia. No entanto, perante as cobranças dos erros, afundam na lama quais juízes impiedosos de si, cruéis parceiros da autovingança. E dói e mata e pune contra as ordens mínimas da compaixão.

Aceitar a condição de relativos nas malhas humanas; admitir a retratação, invés das normas rígidas do combate interno às inferioridades, doutores de leis impiedosas e totalitárias. Persistir vivos para preservar a espécie dos aprendizes, senhores da fé nos dias melhores. Render homenagem ao impossível, em noites e dias sempre adoráveis. Ninguém é o senhor do destino além do Poder superior aos poderes limitados deste mundo. Existe o conceito da religiosidade natural que demonstra ordens eternas que a tudo comanda.

Haverá meios de reagir às trevas, aos tombos, às turras, atabalhoadamente... Haverá, sim; nenhuma dúvida resta. Creio, entretanto, significar apenas desespero e frustração assumir o erro e querer eliminar à força as consequências, modos de desencontrados exércitos perdidos em retiradas infames, que as histórias contam. Que glória há nas perdidas as ilusões? Também as personagens individuais, que andam pelas ruas, equivalem aos exércitos de si próprios, por vezes batendo cabeça em jornadas dolorosas. O fazer nesses instantes pede alternativas de sabedoria. De deixar de lado os valores equivocados e marchar firmes para os verdes campos da satisfação interior, no amar e se amar quais motivos da experiência, esquecendo vícios e abandonos, mágoas e rancores. Sorrir aos instantes menos felizes, que somem e deixam o perfume da solidariedade, resposta indiscutível de viver bem.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Poema torto - Aloísio

Poema torto
De luto nasceu
Quando veio à luz
O poeta morreu

Aloísio

VOZ PRÓPRIA - Claude Bloc


Enquanto isso, o mundo gira
como criança em dia de festa.
Enquanto isso,
vamos perdendo a inocência
perdendo o tempo
em busca de respostas.
Enquanto isso,
saímos do prumo
em busca de um rumo
sem nexo.
Enquanto isso,
vamos perdendo a poesia,
o toque sutil e a mão tão leve.
Enquanto isso,
damos milhões de voltas
procurando o prumo
em busca de um rumo
entre sentimentos
e o que é certo.
Enquanto isso,
cá estamos perplexos.

No mais, é o coração que não cala
o sentimento, a voz própria,
e o tempo presente.

SER CRIANÇA - Por Edilma Rocha

Tudo começou com a chegada de Seu Augusto da Serra Verde, carpinteiro caprichoso, um exelente profissional preparado pelo seu pai. Era um negro fino e educado que passaria a viver conosco por um bom tempo trabalhando nos famosos quadros de formaturas com seus retratinhos pequenos.
Eu, Ricardo e Roberto, formamos uma comitiva para pedir a Seu Augusto que realizasse o nosso sonho de criança, construindo uma casinha para as nossas férias no velho pé de Sapota.
Ele aceitou prontamente.
A imensa árvore cobria o pequeno quintal com  sua sombra e os seus galhos que passavam do telhado da casa do meu avô. Desde o desaparecimento do bicho "Preguiça" que morava por lá, subir na árvore tinha ficado sem graça.
Mãezinha concordou com a ideia, imaginando que ficaríamos brincando em casa, aos olhos de todos.
Aos pouco velhas portas e janelas foram se transformando em piso, paredes e telhado para a nossa casa da árvore. Era um sonho! As férias chegaram junto com a finalização do arrojado projeto arquitetônico do carpinteiro. Era um sobe e desce o dia inteiro e a minha avó falava à toda a hora:
_ Telma, quando der fé, cai um menino!
Seu Augusto resolveu rapidamente o problema construindo um bandejão içado por uma corda que levava e trazia tudo que precisávamos lá em cima. Bem abaixo na varanda, ele ouvia nossas vozes nas brincadeiras de criança. Eu desenhava no caderno e preparava as comidinhas, Ricardo e Roberto jogavam xadrez, dominó e liam o almanaque do Tio Patinhas e Edilsinho por ser menorzinho, não ficava quieto, pulando de galho em galho, gritando:
_O voo de Tarzan !
Gritava bem alto batendo no peito magrelo enquanto olhávamos boquiabertos  a sua agilidade nos saltos.  Subia cada vez mais alto e um dia resolveu realizar um voo que intitulou, "O voo da Morte".  Subiu até avistar as palmeiras da Praça Siqueira Campos. Os galhos fininhos sustentavam as recentes folhagens da velha Sapota e ele se preparando para a mais audaciosa das façanhas.
_É hum, é dois, é três... Já!
E voou  feito  um macaco a procura de outro galho para se segurar, mas o galho fininho quebrou e assistimos a descida em dois tombos. O primeiro em cima do telhado onde Seu Augusto trabalhava e o segundo no chão do antigo quintal. E ainda o despencar de algumas telhas... Foi um barulho que correu todo mundo. Seu Augusto, mesmo mancando, pegou rapidamente o menino nos braços fortes e o levou até minha mãe, que disse:
_ Coloquem na cama de Edilma e vamos chamar Dr. Humberto!
Edilsinho muito sério e franzindo a testa, assistia a correria com um ar de abusado. Verificado que por milagre o menino não tinha sofrido nem um arranhão, mas estava sem fala, mãezinha gritava;
_ Fala menino... fala menino...!
Ele saltou da cama e disse:
_ Eu estou é só vendo a frescura de vocês !
Diante de tal exclamação, estava são e salvo.
Imediatamente, meu avó mandou chamar dois homens armados de facão e ordenou que botassem abaixo a velha Sapota com o nosso sonho de criança junto.

Edilma Rocha

EL DIA EM QUE ME QUIERAS - Com Luis Miguel

Para os eternos apaixonados...

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

INDULGENTEMENTE - Claude Bloc


Preciso indulgentemente escrever
pensar, calar
encontrar palavras
de dentro de um parêntese
de dentro de uma história
escrever, enfim,
neste pedaço de liberdade
que toma conta de mim.

Quero escrever sofregamente
esconder minha alma em versos livres
adormecer algum sonho
e acordar amanhã.

Quero escrever
os restos dos meus pensamentos
lampejos do que almejo
clarões dentro da memória
que a inspiração alinhava
num poema incolor.

Quero escrever
palavras que não alcanço
palavras que não esqueço
poemas desordenados
para não me entristecer.

Por isso escrevo
versos livres, versos tortos
na rua, olhando a lua
nas tardes de agonia.

Assim poetizo a ausência
ou simplesmente me calo
a verdade pode ser dita
por não caber mais dentro de mim
CHUVAS  -
(Claude Bloc)
Casa de Tony - (Sobral - CE)
  Às vezes
As chuvas passadas
Caem finas em mim,
Refeitas, retomadas
Borrifadas pelo tempo
Tão cheirosas, tão suaves
Tão embebidas de saudades
Tão prenhes de minhas lembranças
Que mais pareço
Água transparente
Na espuma de uma tarde
Molhada.
 
Claude Bloc

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

EXPOSIÇÃO HISTÓRICA DE LEONARDO DA VINCI - Por Edilma Rocha


A National Gallery de Londres acolhe uma exposição histórica de quadros de Leonardo da Vinci do final do século XV.

Está tudo pronto para a abertura de uma exposição sobre obras de Leonardo da Vinci que, de acordo com os organizadores, é a coleção mais compreensiva  de sempre do pintor italiano.

Intitulada " Leonardo da Vinci: pintor na Corte de Milão ". a exposição foca-se no período de 18 anos, entre as décadas de 1480 e 1490, que o pintor passou ao serviço de Ludovico Maria Sforza, Duque de Milão, e onde criou algumas das suas obras mais famosas.

Das 20 pinturas de Leonardo da Vinci, que se sabe terem sobrevivido até os dias de hoje, a National Gallery reuniu nove para a exposição. Em declarações reproduzidas pelo "Financial Times", Luke Syson, curador da exposição, destaca a relevância da coleção.

A coleção foi resultado de negociações entre os responsáveis de museus da Itália, EUA, Rússia, França e Polónia. Além dos quadros, foram cedidos 30 desenhos pela Rainha Isabel II, nunca vistos em público.

Serão vendidos 500 ingressos por dia e a amostra vai até 5 de Fevereiro de 2012.

Fonte - Arte na Atualidade

INSEGURANÇA - Por Edilma Rocha


Fortaleza, a bela Capital do Estado do Ceará, com seus belos prédios, condomínios de luxo e enormes mansões particulares sofre a insegurança nos dias atuais.
A procura dos moradores por proteção acontece de forma diferenciada. Muros altos, imensos portões, cercas elétricas, monitoramentos, câmara de vigilância e a procura por firmas particulares com carros e motos 24 horas, que tentam proteger aqueles que possam pagar. Os assaltos são constantes.
A cidade apresenta uma orla marítima bem cuidada para receber os turistas que chegam de outros Estados Brasileiros e Países estrangeiros. A Fortaleza Bela investe na preparação da cidade para o Natal que vem aí. A Catedral recebeu iluminação especial, as crianças do coral infantil ensaiam a todo vapor para a apresentação natalina no antigo prédio do hotel "Exelsor" na Praça do Ferreira e este ano a decoração das imensas árvores recebem os "fuxicos" coloridos fazendo uma sequência do artesanato popular, depois das velas das jangadas, redes e rendas do Ceará.
O transito virou uma loucura nos horários de pique entre as obras intermináveis do Metro que se arrastam à anos. Vem aí a Copa das Confederações e o Castelão está a todo vapor, sem falar nos túneis e viadutos que preparam a modernidade no caminho entre o Centro de Convenções e o esperado futebol para os cearenses.
Entre a tudo isso estão instaladas as inúmeras favelas onde se abrigam os assaltantes, marginais e viciados junto aos moradores pobres com seus problemas sociais.
Nos bairros elegantes as recomendações da segurança são variadas. Circular em carros fechados, de preferência com vidros escuros; nunca receber panfletos ou  ajuda dos flanelinhas; se chegar em casa e ver algum carro ou moto por perto, dar a volta no quarteirão e jamais acionar o controle eletrônico sem total segurança.
No meio ao transito os arrastões são frequentes nos fechamento dos sinais. Reagir, jamais! Tudo em volta é suspeito. O flanelinha é viciado e está sempre doido e as balas são trocadas entre os traficantes num possível ajuste de contas, que de vez em quando atingem pessoas inocentes. Os acidentes e mortes causadas pela imprudência de motoristas embriagados está cada vez maior. Quando se escuta um estrondo, com certeza é mais um caixa rápido explodido. A quantidade de crianças pedintes assusta, principalmente neste período do ano.
São muitas viaturas do "Ronda", da Polícia Civil e Rodoviária e Ambulâncias que pedem passagem, apressados. Mas os criminosos são maioria. Se assistimos os jornais policiais ficamos impressionados com a quantidade de pessoas assassinadas durante a noite e o dia.  A droga corre com rapidez e os policiais não conseguem dominar as áreas do tráfico que mudam constantemente. Mata-se por qualquer motivo banal, as vidas nada valem. Notícias como a morte a pauladas e pedradas de um menino de 11 anos por dever 30 reais pela compra de um celular usado, causou revolta e dó dos policiais e população. Outro que devia 10 reais a um traficante, pagou a vida em 10 facadas. E o malandro dizia na maior gíria que cada facada era 1 real devido. A que ponto chegou a insegurança. Vidas sem preço...
O que mais revolta é que na maioria dos crimes, o praticante é menor de idade que a polícia prende e o juizado solta. De volta as ruas, matam e assaltam outras vezes. Sem punidade. Não podem ficar presos porque são menores viciados e não respondem por seus atos. São assassinos soltos por aí...
Mas no nosso País, menores com 16 anos podem escolher os nossos governantes através do voto popular.
Quem já sentiu na pele pelos seus filhos que sofreram a assaltos a atentado à vida, como eu, não pode deixar de sentir indignidade pela insegurança nos dias atuais.

Edilma Rocha

A Porta do Desconhecido - Dihelson Mendonça


MONSTROS NÃO EXISTEM !


Era uma vez um grande reino, cujo soberano se tornou famoso pela forma peculiar e impiedosa de tratar seus inimigos; A estes, após prender durante meses nas masmorras do seu suntuoso castelo, mandava buscá-los para uma sessão de tortura física e psicológica, quando mostrava então ao prisioneiro duas possibilidades:

"Se queres, podes escolher. Do meu lado esquerdo está essa fila de arqueiros, que te flecharão, e morrerás instantaneamente. Do meu lado direito está essa imensa porta e ninguém sabe que tipo de coisa tu poderás enfrentar lá. Apenas eu sei."

Todos escolhiam ser mortos pelos arqueiros, com mêdo do que poderia existir por detrás daquela imensa e tenebrosa porta. Afinal, que tipo de monstros tão pavorosos encontrariam ? Quão enormes seriam as dores e sofrimentos ?

Passados alguns anos, o reino entrou num período de paz, quando o vizir perguntou ao Rei:

"Afinal, meu senhor, o que há por detrás daquela porta que todos temiam ?"
O rei lhe respondeu: "Abre, e vê com teus próprios olhos!"

O vizir, tomado de medo, começou a abrir aos poucos a imensa porta, quando raios de luz começaram a entrar, percebendo que esta dava para um lindo e imenso jardim.

O rei então lhe disse:

"Por todos esses anos, eu os ofereci duas chances: A de serem mortos e a de enfrentar o desconhecido. Todo o tempo, lhes ofereci a possibilidade da liberdade, mas eles, com mêdo, preferiram ser mortos pelos arqueiros..."

- Quantas vezes nos defrontamos com imensas portas do desconhecido, e por medo de monstros imaginários, preferimos ir por caminhos já percorridos ? Afinal, monstros e bestas-feras só existem na imaginação dos fracos de espírito. Os dois maiores monstros que podemos encontrar em nosso caminho, são apenas o mêdo e a ignorância.

Dihelson Mendonça
04/07/2008

QUEM FOI O ALMIRANTE ALEXANDRINO..

A família Alencar, deu ao Brasil grandes nomes. Homens que, por seu heroísmo e sentimento patriótico ainda hoje são exemplos de brasilidade. Entre os grandes nomes da historia politica brasileira, destacamos a figura impar do Almirante Alexandrino. Nome de Rua na cidade de Crato, seu nome figura entre os nomes históricos da região sul do Brasil, notadamente São Paulo e Paraná.

Nome completo Alexandrino Faria de Alencar, foi um grande Almirante da Marinha Brasileira, e é um legítimo representante da família Alencar, cuja nascedouro se deu a partir da cidade de Exu, no Pernambuco.

O Almirante Alexandrino era filho do Capitão do Exercito Alexandrino de Melo Alencar e de Ana Ubaldina de Faria, e neto do General Pedro Rodrigues de Melo Labatut e Archangela de Carvalho Alencar, e bisneto de João Pereira de Carvalho e Inácia Pereira de Alencar que era filha de Joaquim Pereira de Alencar e portanto tetraneto de Leonel Pereira de Alencar, pioneiro da família Alencar no Brasil.

Alexandrino de Faria Alencar, nasceu no dia 12 de outubro de 1848, na cidade de Rio Pardo – RS, e faleceu em 18 de abril de 1926. Foi militar, Formado em Engenharia Naval pela Escola Naval do Brasil, e o grande herói da batalha Aquidabán: histórico do combate de 16 de abril de 1894 em aguas de Santa Catarina durante a Gerra do Paraguai. Exerceu os seguintes cargos Públicos: Ministro da Marinha e Ministro do Supremo Tribunal Militar.

Exerceu mandato de Senador da república nos anos de 1906 e 1921 a 1922, tendo recebido as homenagens de Cavaleiro da Ordem de Aviz, a Medalha de Mérito Militar, Medalha da Campanha do Paraguai concedida pelo Brasil, Medalha da Campanha do Paraguai concedida pela Argentina.
Seu filho, Armando de Alencar foi Ministro do Supremo Tribunal Federal, e o neto Fernando Ramos de Alencar foi embaixador do Brasil

VITROLA VIRTUAL- Benny Goodman - Sing Sing Sing


RÁDIO CHAPADA DO ARARIPE

www.radiochapadadoararipe.com


Acima: Um dos clássicos do Jazz, na interpretação da grande orquestra de Benny Goodman, "Sing Sing Sing" - Participação do baterista Gene Krupa.

Hoje no VITROLA VIRTUAL, trazemos um dos clássicos do Jazz, a música "Sing Sing Sing" de um dos maiores clarinetistas da História, Benny Goodman. Goodman, juntamente com Artie Shaw são considerados os maiores nomes do clarinete no Jazz. Pegue seu par e dance ao som da grande orquestra do Benny Goodman, como se fazia nos anos 40 e 50, ao som de Sing Sing Sing... Ouça essa e outras melodias imortais no programa Noite Cultural da Rádio Chapada do Araripe internet - Sempre a partir da meia-noite. www.radiochapadadoararipe.com

Benjamin David Goodman era filho de um alfaiate e sua família tinha poucos recursos. Começou seus estudos musicais na sinagoga que freqüentava e na Hull House. Menino prodígio, fez sua primeira apresentação aos 12 anos, no Teatro Central Park de Chicago, e logo passou a tocar com músicos adultos. Goodman estudou clarineta desde cedo, tendo formação musical clássica na época em que Chicago entrava na era do jazz, vindo de New Orleans. Em 1926, aos 16 anos, juntou-se à banda do baterista Ben Pollack, fundada dois anos antes, e com ela fez seu primeiro disco.

No início dos anos 1930, passou a participar de gravações com diversos grupos de jazz, entre os quais os de Red Nichols, Joe Venuti-Eddie Lang e Jack Teagarden, até poder formar a sua própria orquestra, em 1934. Um programa de rádio divulgou a orquestra, que se tornou muito popular, sobretudo depois do sucesso obtido na apresentação no Palomar Ballroom de Los Angeles, em 1935, e no Congress Hotel de Chicago, entre 1935e 1936. Goodman, com estilo, precisão e inventividade, foi reconhecido como O Rei do Swing e o mais genial clarinetista de todos os tempos. Sua fama não demorou a correr o mundo, iniciando a Era do Swing, que se estenderia por dez anos. Sua orquestra foi o primeiro grupo de jazz a se apresentar em público integrando músicos brancos e negros (Teddy Wilson, Lionel Hampton, Cootie Williams e Charlie Christian). No dia 16 de janeiro de 1938, Benny Goodman e sua orquestra foram consagrados no histórico concerto realizado e gravado no Carnegie Hall de Nova York. Nos anos 1930 e 1940, Goodman ajudou a projetar, além dos já citados, solistas como Harry James (trompete), Georgie Auld (sax tenor) e Jess Stacy (piano).

Sua orquestra tornou-se, em 1962, a primeira jazz band norte-americana a visitar a União Soviética. Como não podia deixar de acontecer, sua clarineta e sua orquestra seriam requisitadas pelo cinema, em vários filmes, como "Folia a Bordo" (1937), "Hotel de Hollywood" (1938), "Cavalgada de Melodias" (1941), "Noivas de Tio Sam" (1943), "Música, Maestro" (1946), entre outros, como "Entre a Loura e a Morena" (1943), com Carmem Miranda.

A história de sua vida foi contada no filme "The Benny Goodman Story", com Steve Allen como Goodman, e o clarinetista atuando na trilha sonora. Após 1945, Goodman limitou-se a tocar em grupos pequenos, além de ter atuado em orquestras clássicas como solista. Por motivo de doença, de 1970 a 1985 faz um intervalo em sua atividade artística. Sua volta se deu no Kool Jazz Festival de Nova York, vindo a falecer pouco depois.

UM TOMBO NO ESCURO - por Pedro Esmeraldo

Hoje pela manhã, ficamos perplexos quando observamos uma fila enorme de jovens tentando conseguir uma vaga através de concurso público para ser funcionário da Prefeitura local. Isso é uma aberração e um atentado ao poder aquisitivo do povo, pois acarretou enorme desperdício do bolso dos seus pais que há tanto vem sendo vilipendiado pelo excesso de cobrança de impostos das autoridades, quer Federal, Estadual ou Municipal, que nada vem contribuir com melhoramentos para reconquistar com obras favoráveis às atividades econômicas do nosso país.

Não é à toa que falamos em prol de defender a juventude a fim de sobressair-se com dignidade enfrentando lutas que a encaminhem para o bem-estar e para uma velhice digna que venha lhe propor reconhecimentos de todas as atividades do passado.

Não queremos desmerecer esses jovens por que todos desejam ter uma segurança no decorrer da vida, visto que apesar dos parcos salários municipais, esses dignos jovens, pertencentes a toda região do Cariri, desejam também um lugar ao sol. Agora, perguntamos a essas próprias autoridades: por que não pensam em trazer melhoramentos satisfatórios para dar ao jovem melhores empregos, quer industriais quer agrícolas, empregando tecnologia que satisfaça aos anseios dessa juventude e que venham adequar toda a população do município dentro de um padrão moderno de vida, com uma educação acentuada para os dias de hoje?

O que mais nos revolta é que alguns políticos de todo o país não se preocupam com o desenvolvimento coletivo, mas comente o próprio bem-estar e, portanto, esquecem que foram eleitos para trabalhar em prol do povo e não para satisfazer a uma minoria que nada traz de bom para o cidadão comum.

Sabemos que a culpa é do próprio povo porque coloca esses homens no estaleiro e na sua vontade de subir ao pícaro da montanha para lá permanecer por vários anos, cuspindo na cara dos contribuintes e rindo à toa das desgraças alheias.

Para isso, é preciso que o povo acorde e venha a cobrar com precisão, avisando que eles estão lá para trabalhar em prol do povo e não para permanecerem alheios ao sofrimento deste povo.

Voltando ao assunto dos jovens, avisamos e ao mesmo tempo pedimos que sejam coerentes e dignos, colocando pessoas de gabarito para elaborarem e corrigirem as provas sem interferência de terceiros, cujo pensamento é só proteger os seus apaniguados, mesmo que sejam cultos ou analfabetos.

Desta sorte, se ouvirem o nosso pedido, estaremos gratos, pois todos torcem por uma melhoria de caráter e seriedade no comportamento do homem.

Para terminar pedimos a esses políticos que não deixem a juventude sozinha, tombando no escuro, mas que acorde para que faça uma carreira digna de respeito.

Autor: Pedro Esmeraldo

Crato-CE, 07/11/2011

Foto: Dihelson Mendonça

Apoio: Firenze Cosméticos

ESPELHO - Mahatma Gandhi



Perguntaram a Mahatma Gandhi quais são os fatores que destroem os seres humanos. Ele respondeu:

A Política, sem princípios;
O Prazer, sem compromisso;
A Riqueza, sem trabalho;
A Sabedoria, sem caráter;
Os negócios, sem moral;
A Ciência, sem humanidade;
A Oração, sem caridade.

A vida me ensinou que as pessoas são amigáveis, se eu sou amável,

Que as pessoas são tristes, se estou triste,
Que todos me querem, se eu os quero,
Que todos são ruins, se eu os odeio,
Que há rostos sorridentes, se eu lhes sorrio,
Que há faces amargas, se eu sou amargo,
Que o mundo está feliz, se eu estou feliz,
Que as pessoas ficam com raiva quando eu estou com raiva,
Que as pessoas são gratas, se eu sou grato.

A vida é como um espelho: se você sorri para o espelho, ele sorri de volta. A atitude que eu tome perante a vida é a mesma que a vida vai tomar perante mim.

"Quem quer ser amado, ame"

Enviado pelo amigo Raimundo Nonato Rodrigues.

Cantos de sereia após a morte de “Cano”. Por: Eduardo Mackenzie ( Antonio Sávio )


O ocorrido neste 4 de novembro nas selvas do Cauca, entre Suárez e Mondomo, mostra uma vez mais o caráter errado da hipótese acerca do “conflito armado” colombiano. Onde estão os blocos sociais, políticos e militares que reivindicam a legitimidade do campo de Alfonso Cano? Salvo o minúsculo grupo de extremistas de sempre, que saiu a dizer que a morte de Alfonso Cano é algo “insensato” e “incrível”, ninguém mais lamenta a morte em combate desse implacável verdugo comunista.

Pelo contrário, desta vez são muito mais numerosas as vozes dos que pedem que, após a morte de Alfonso Cano o país avance para uma desmobilização real das FARC, do que as que exigem ir à uma “negociação”, leia-se capitulação ante elas. Em outras ocasiões, quando a Força Pública deu morte a altos chefes das FARC, os clamores em favor de uma “saída negociada” com os terroristas chegaram a eclipsar os dos que viam a derrota militar do narco-terrorismo como a única opção razoável. A tendência errada, 24 horas depois da morte do número um das FARC, parece haver perdido terreno.

Digo isto depois de analisar umas vinte declarações de personalidades políticas, intelectuais e religiosas do país. Pela primeira vez, o conceito de “desmobilização das FARC”, ocupa um espaço maior, enquanto que a noção de “saída negociada com as FARC” é deixada para trás. Essa tendência mudará de sentido nos próximos dias? Isso me parece impossível.

Em todo caso, a morte de Alfonso Cano é vista não somente com enorme alívio pelos colombianos e suas autoridades, senão como o começo de um desenlace lógico de uma situação de guerra criada por outros e que sempre careceu de sentido.

A morte do chefe das FARC gera - e isso é apreciável nos meios de informação consultáveis - um forte e vasto sentimento de agradecimento popular que atravessa todas as classes, grupo e camadas sociais, para com as Forças Militares, seus soldados e seus oficiais, para com o Governo de Juan Manuel Santos e, sobretudo, para com o ex-presidente Álvaro Uribe que continua sendo visto, com justa razão, como o forjador de uma linha política de inflexibilidade e combate sem trégua contra o terrorismo, que mostrou ontem de novo sua eficácia.

Entretanto, uns poucos pretendem romper a unanimidade anti-FARC. Carlos Lozano, diretor do semanário comunista Voz, trata de vender a idéia de que a morte de Alfonso Cano não tem nenhuma importância. “Eles [as FARC] têm sua capacidade de adaptar-se a qualquer circunstância trágica”, assegura. Para ele, a morte de Cano “não soluciona o problema da violência na Colômbia” (Radio Caracol, 4 de novembro de 2011). Ao contrário, essa morte, segundo esse chefe do Partido Comunista Colombiano (PCC), “prolongará o conflito de maneira definitiva”. O que deve-se concluir de semelhante cadeia de sofismas? Que as Forças Militares cometeram um crime ao dar baixa ao perigoso chefe terrorista, que melhor era haver-lhe deixado livre.

Cego e impiedoso, Carlos Lozano pretende interromper a onda de deserções que poderia desatar agora e aspira a que os homens e mulheres das FARC continuem matando e se deixando matar por uma causa que não tem futuro. Por isso, desde sua cômoda posição em Bogotá, e embora diga estar trabalhando “pela paz”, Lozano decreta a continuação da guerra. Lozano vai mais longe: pede ao Governo de Juan Manuel Santos que se lance a procurar uma “solução política negociada” com as FARC, como se a sociedade colombiana estivesse à beira do colapso e como se o Exército estivesse a ponto de perder a guerra.
Como esse não é o caso, a proposta do PCC da “solução política negociada” é absurda e seria tremendamente injusta, pois essa “solução” implica chegar a extremos muito ingratos: a deixar sem castigo a chefatura terrorista, a abrir as portas da sociedade, do Governo e do Parlamento aos que destruíram a vida, a paz e a prosperidade durante meio século, deixar na impunidade seus crimes horríveis e, finalmente, planejar com eles uma nova Constituição. O leitor imagina a “Constituição” que poderia sair desse abjeto conchavo? Mas tem algo mais. Essa “saída negociada” inclui dois outros pactos secretos: re-escrever a história desde o ponto de vista fariano e levar à emboscada judicial e ao cárcere os heróis que libertaram o país de gentes como Tirofijo, Martín Caballero, Jojoy e Alfonso Cano, entre outros. Pois o que os do M-19 conseguiram fazer até hoje contra os heróis militares que recuperaram o Palácio da Justiça e frustraram o golpe de Estado narco-terrorista, teria que ter, segundo esse bando, uma continuidade.

Carlos Lozano está só em seu clamor, mas encontrou em Gustavo Petro um aliado de última hora nisso da “saída negociada”, pois não é outra coisa a que está propondo o prefeito eleito de Bogotá. Gustavo Petro disse, com efeito, que “as vias do diálogo são as únicas possíveis na Colômbia” (El Espectador, 4 de dezembro de 2011). Em vez de exigir às FARC, como quase todo o mundo, a desmobilização, ele propõe àquelas e ao Governo insistir no “diálogo”. Sua frase acerca de que “o caminho da guerra só deixou quilômetros de tumbas” é hipócrita: com ela procura culpabilizar o Governo e, secundariamente, as FARC. Petro estima, além disso, que esse “diálogo” poderia culminar em uma nova Constituição: “A paz nos deu a Constituição de 91 e a opção da democracia”. A complementaridade entre a tese de Carlos Lozano e a de Gustavo Petro não pode ser mais evidente.

O governo, os partidos e a sociedade não deveriam permitir que o triunfo contra Alfonso Cano se converta em alavanca para fortalecer o discurso da capitulação ante o terrorismo. Alguns tratam de fazer isso. A agência ANNCOL, porta-voz das FARC, acaba de lançar uma nova impostura: que Alfonso Cano “morreu reivindicando a solução política”. Um refrão idêntico essa gente lançou quando Raúl Reyes foi abatido no Equador. Ele estava, disseram, “a ponto” de negociar a paz e de libertar Ingrid Betancur. O de agora é a mesma receita. Fazem isso pois pretendem que Cano, como os outros chefes das FARC, seja lembrado como um homem “de paz”, não como o imenso criminoso que foi.

Cano nunca fez gestos de paz. Onde estão os sequestrados que libertou? Quando ordenou que não atacassem nem seqüestrassem indígenas nem outros civis? Ninguém lembra de um só ato de boa vontade. Ninguém poderá esquecer sua ameaça de dividir a Colômbia em duas, após o fracasso do diálogos do Caguán, nem seu tenebroso “Plano Renascer”, nem suas ordens para infiltrar a justiça, nem seu costume de plantar minas em caminhos e veredas e até em escolas públicas, nem o traiçoeiro assassinato do major Félix Jaimes Villamil, comandante da Polícia rodoviária de Antioquia. Ninguém esquecerá dos ataques ao poliduto de Petronorte em Teorama, Norte de Santander, nem os dez militares assassinados recentemente em Fortul, Arauca, nem a emboscada em Tumaco onde mataram outros 10 militares em 21 de outubro passado, nem o seqüestro da menina Nhora Valentina Muñoz, de 10 anos, filha do prefeito de Fortul, nem o sinistro plano pistola contra as eleições regionais. Tudo isso é o que ANNCOL chama, na linguagem tarimbada do comunismo, de “reclamar uma saída política ao conflito”.

Tradução: Graça Salgueiro
Fonte: http://www.heitordepaola.com/
Postado por Antonio Sávio

terça-feira, 8 de novembro de 2011

CICLO DA VIDA - Por Edilma Rocha


Vejo o ciclo
da vida se fechar,
como uma missão cumprida...

O semblante é de dor
o sorriso sem vida
os olhos sem cor
da vida sofrida...

Quando tudo cala,
a morte chega devagar
sem barulho sem vulto
deita e fica
a espreitar...

Toma seus corpos
adormecidos
e espera sem pressa
suas vidas levar...

Mas,
despertam outra vez e
a morte foge depressa...
Arrastam seus corpos lentos
pelo caminho da casa
sem pressa...

São dois
homem e mulher
com almas tristes e sofridas
a espera de mais um dia
para completar
o ciclo da vida...

E assim seguem
sem forças
a espera de um amanhã
que será curto ou longo
no cochilar do divã...

VELHAS TINTAS

- Claude Bloc -


Meus momentos
São tantos
São muitos
São infinitos "vai-e-vem"
que me conduzem
à velha casa

em que cresci...
 

Guardo em mim
fotos que tenho na memória
ranhuras de um tempo
em seu delicioso deslizar...
E ainda consigo sentir

o cheiro das velhas tintas
no ensejo dos novos tempos.

 

E vez por outra,
de vez em quando,
ouço velhas histórias
que o tempo traz de volta
na velha casa em que cresci.



 Claude Bloc

ARTISTA NA INFANCIA - Por Edilma Rocha


Artista de 4 anos vende quadros a US$ 10 mil em Nova York


Uma menina de quatro anos de idade se tornou a artista profissional mais jovem a assinar uma exposição na "Galeria Agora", em Nova York.


Aelita Andre é autora de nove quadros que, segundo os organizadores, já estão sendo vendidos a preços que alcançam US$ 10 mil.


Filha de pais artistas, a menina desenvolveu desde cedo a veia artística. A diretora da galeria, Angela Di Bello, diz que a artista é " Consistente e desenvolveu um estilo próprio". As pinturas dela têm "equilíbrio", diz, " Acho que é expressionismo abstrato, mas também surrealismo pela forma como ela insere objetos nos seus trabalhos".


O pai da menina, Michael Andre, diz que a filha vê a arte de forma "Inocente", sem a influência e a intimidação dos movimentos artísticos.


Para a menina, a motivação artística é que pintar a faz se sentir "Especial".


Fonte - Notícias artísticas da atualidade


Carta de João Paulo II aos Jovens

Na sua visão de um espírito iluminado, o agora Beato João Paulo II falava dos santos de hoje, o santo de calças jeans e tênis

(Postado por Armando Lopes Rafael)

"Precisamos de Santos sem véu ou batina. Precisamos de Santos de calças jeans e tênis. Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos.
Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que  "ralem" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo. Precisamos de Santos que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.
Precisamos de Santos que amem a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer pizza no fim-de-semana com os amigos.
Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros.
Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo mas que não sejam mundanos".

Papa João Paulo II.

ELEGÂNCIA



As atividades cotidianas nos nossos dias estão levando o ser humano a um inexplicável isolamento. Quase a totalidade dos nossos atos estão ligados ao mundo virtual. Nos tornamos pessoas solitárias e talvez, por isso, nos tornamos pessoas frias. O respeito ao ser humano foi relegado à seara das coisas secundarias nas nossas vidas. O homem precisa voltar a ser mais humano, menos solitário, mais social e mais sociável. O texto abaixo trata de uma característica que raramente encontramos nos dias de hoje. A elegância.

"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.
É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado.
É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.
É uma elegância desobrigada.
É possível detecta-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam, nas que escutam mais do que falam. E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.
É possível detecta-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.
É possível detecta-la em pessoas pontuais.
Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.
Oferecer flores é sempre elegante.
É elegante você fazer algo por alguém e este alguém jamais saber disso...
É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.
É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.
É elegante o silêncio, diante de uma rejeição.
Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.
Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo.
É elegante a gentileza...
Atitudes gentis, falam mais que mil imagens.
Abrir a porta para alguém... é muito elegante.
Dar o lugar para alguém sentar... é muito elegante.
Sorrir sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...
Olhar nos olhos ao conversar é essencialmente elegante.
Pode-se tentar capturar esta delicadeza pela observação,
Mas tentar imita-la é improdutiva.
A saída é desenvolver a arte de conviver, que independe de status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que “com amigo não tem que ter estas frescuras”.
Educação enferruja por falta de uso.
E, detalhe: não é frescura."

Toulouse Lautrec

do site www.pensador.uol.com.br//pensador.INFO

A Marquesa de Santos -- por Armando Lopes Rafael


Numa viagem que fiz a São Paulo tive oportunidade de conhecer o Pátio do Colégio. Trata-se do lugar histórico mais importante da capital paulista. Naquele local foi reconstruído – em 1954 –  o colégio dos jesuítas, tal como existia no início da cidade de São Paulo. Naquele colégio viveu e lecionou o Beato José de Anchieta.

Lembro-me como se fosse hoje. Passando, por acaso, numa rua atrás do Colégio, vi, surpreso, um bonito casarão(foto acima) e lá uma placa indicando que o mesmo pertencera a Domitila de Castro Canto e Melo, a famosa Marquesa de Santos. Bom esclarecer que a marquesa é vista, ainda hoje, por seus conterrâneos,  como uma pessoa caritativa para com a pobreza da São Paulo antiga.

O preâmbulo acima foi necessário para transcrever a notícia abaixo, publicada na edição desta terça-feira,  8 de novembro, no jornal “Folha de S.Paulo”. A conferir.

“Solar da Marquesa de Santos, no centro de São Paulo, reabre para visitação
Depois de três anos de obras, o Solar da Marquesa de Santos, ao lado do Pateo do Collegio, no centro da capital paulista, reabre para visitação no dia 19. Na inauguração, a mostra será sobre a própria marquesa Domitila de Castro Canto e Melo, célebre amante de Dom Pedro 1º, com exposição de seus objetos pessoais. A marquesa de Santos foi dona do imóvel de 1834 a 1867 e as festas que promovia se tornaram famosas. Depois de sua morte, em 1867, o solar sofreu reformas que mudaram a estrutura original.
Segundo a prefeitura, não foi possível fazer um restauro que reproduzisse características originais de qualquer uma das épocas de ocupação do solar. Por isso, optou-se por preservar elementos importantes de cada uma das modificações mais antigas. O restauro do casarão do século 18 custou R$ 2 milhões e 700 mil reais.”

Parabéns ao governo e ao povo da capital paulista por conservarem o seu patrimônio histórico- arquitetônico. Isso deveria servir de exemplo para as demais cidades brasileiras.

Armando Lopes Rafael