Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sábado, 26 de novembro de 2011

AGENDA CULTURAL - Grande Show Musical com Diversos Artistas na Praça da Sé, neste Domingo

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Um ótimo programa para o seu domingo com a família.

Diversos artistas do Cariri estarão se apresentando em um grande show musical na Praça da Sé, em Crato.

O Encerramento da Terceira Guerrilha do Ato Dramático Caririense será feita com muita música de qualidade. Após mais de 15 dias de apresentações de peças teatrais, neste domingo ( 27 ), sob a coordenação do maestro Lifanco, diversos artistas caririenses se apresentarão na Praça da Sé num show dedicado à PAZ.

Dihelson Mendonça e Abidoral Jamacaru estão entre os artistas convidados


O evento tem início às 20:00 e conta com a presença de artistas renomados e de novos talentos do cariri. Nomes como Abidoral Jamacaru, Dihelson Mendonça, Lifanco, Fatinha Gomes, Elisa Moura, Élida Germano, Mônica Moreira, Samara, Grupo Liberdade e Raiz, Grupo Profissionais Liberais, Coral da ponta da serra e Abel Silva, e muitos outros estarão se apresentando, cantando e tocando juntos, numa verdadeira confraternização musical com a participação do público.

SAIBA MAIS

A Terceira Guerrilha do Ato Dramático Caririense é um evento anual coordenado pelo dramaturgo Cacá Araújo, e se constitui na principal e mais legítima vitrine das artes cênicas produzidas no Cariri cearense. O evento é resultante de construção cotidiana que envolve companhias e grupos de teatro, dança, circo e música, movidos pela necessidade de afirmação, respeito, inclusão, valorização e desenvolvimento, em que se destaca a dramaturgia e a encenação caririenses como fortes e significativos elementos identitários do povo nordestino e brasileiro.

O evento tem apoio do BNB, BNDES e Prefeitura Municipal do Crato, e simboliza o esforço em fomentar oportunidades de crescimento profissional, geração de renda e difusão dos símbolos culturais que identificam o povo e sua história.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Sintomas de saudade - Marisa Monte

"Ainda Bem" Marisa Monte - Clipe Oficial

Um belo clip - uma linda música


CRATENSES ANGUSTIADOS

Pedro Esmeraldo

Ultimamente, ficamos perturbados quando observamos a fraqueza das instituições cratenses, pois não procuram reagir a fim de protestar diante dos acontecimentos sombrios, já que não enfrentam barreiras que se parecem instransponíveis. Por certo, acham impossível lutar orgulhosamente em defesa da terra, mas é que ocorre o que todo cidadão fica orgulhoso de ser cratense, portanto todos ficam atônitos quando observam o enfraquecimento desta cidade que fica desvanecida diante do desprestígio e nós, os cratenses, não temos coragem de reagir e permanecemos angustiados com esse movimento deletério que ora sofre este município, deixando o povo pessimista em relação ao progresso firme e atuante.

Não queremos aqui desmerecer ninguém, mas é bom alertar, lembrando a todas as instituições que se movimentam no Crato, que é preciso praticar revoltas pacíficas reclamando das autoridades da capital que olhem mais para o Crato, visto que também merecemos autenticidade e, que nós também desejamos ser tratados com mais carinho e mais progresso igual àqueles que recebem mais igualdade social.
Temos que mostrar coragem e reagirmos aos insultos provenientes de um povo invejoso que nos faz tirar o gosto de lutar com amor com o intuito de promover a igualdade social.
Levam tudo daqui, tudo isto é causado pela discórdia favorecida por um punhado de homens da capital do estado, visto que nós os cratenses, não temos mais direito a nada porque nos negam tudo, até mesmo pão e água e aqui, encontra outro punhado de homens desinteressados em lutar pelo desenvolvimento moderno desta cidade. Agora é de estranhar porque esses homens não lutam, não marcham para a briga, gritando com brados bem altos, perguntando: que é da indústria que não chega até nós e só é beneficiada a cidade do outro lado? Que é das entidades como Rotary, Lyons, UEC (que já foi o pivô de movimentos estudantis do século passado)? Que é da AFAC (Associação dos Filhos e Amigos do Crato), parece que só tem o nome de defensora do Crato.
Haja vista que vimos um monte de homens de braços cruzados, sem lutar por que acham que isso só pertence às Autoridades Municipais?
Vejam bem, aqui há movimento sombrio constituído por pessoas isoladas que não leva a nada. Porquê essas instituições ficam com quietude permanente, só lutam com manobras inúteis, sem força para solucionar os problemas urgentes e vivem culpando somente o Poder Público Municipal. Mas é preciso ter coragem, exercer forças suficientes para ajudar o prefeito, a fim de angariar qualquer coisa que nos tire desse marasmo provocado pelos astuciosos da mão ligeira com o único objetivo de deturpar e arruinar o município do Crato.
Por isso dissemos: às vezes pensamos que o Crato sofre devido à fraqueza de seus filhos que nada sabem fazer a não ser reclamar, com injúria das autoridades cratenses.
Crato-CE, 23 de novembro de 2011.

Autor: Pedro Esmeraldo

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

As fotos de Heládio Teles Duarte


Já  estamos vivenciando o encanto da temporada natalina.

Em Crato, tão logo o sol se põe,  podemos ver as luzes natalinas nas varandas das casas, nas fachadas dos prédios e nas copas das árvores...

O Posto Nossa Senhora de Fátima – que abriga o no seu complexo o Bar Cantinho do Pimenta – foi decorado para lembrar o Natal.

Quem passa em frente ao local se depara com os galhos das árvores repleto de  luzes.  Todas bonitas, todas  reluzentes!
Lembrando que esta é uma temporada de luz, de benquerença e fraternidade entre as pessoas...

Foto: Heládio Teles Duarte
Texto: Armando Lopes Rafael

Pensamento para o Dia 24/11/2011


“A paz é um estado de espírito que está bem dentro de seu próprio eu. Ela emana do coração da pessoa. Há reação, ressonância e reflexo para tudo no mundo. Somente quando há ódio em si que você verá ódio nos outros. Às vezes, mesmo que ninguém lhe faça mal, você tenta machucar os outros. Faça o que fizer aos outros, você definitivamente experimentará o resultado dessa ação e o que quer que ouça ou experimente é tudo devido à reação, reflexo e ressonância de suas próprias ações e sentimentos; os outros não são responsáveis por isso. Você esquece essa verdade simples e lamenta: "fulano de tal está me acusando ou causando dor em mim ou me machucando", e assim por diante. Muitas vezes você tende a lutar e ferir os outros. A partir de hoje, sempre os ajude, nunca faça mal a ninguém. Siga sua consciência; ela o ajudará a manifestar qualidades nobres.”
Sathya Sai Baba

Dom Pedro II e o Líbano -- por Lody Brais (*)


A Associação Cultural Brasil-Líbano e a comunidade líbano-brasileira comemoram os 135 anos da visita do imperador dom Pedro II ao Líbano. O monarca lá permaneceu de 11 a 15/11/1876, procedente da Grécia, viajando no navio Aquila Imperial, acompanhado de sua esposa, a imperatriz dona Tereza Christina Maria, e de uma comitiva de aproximadamente 200 pessoas.

Dom Pedro II percorreu o país dos cedros a cavalo, tendo à frente a bandeira verde-amarela do Brasil. De Beirute escreveu ao diplomata francês Joseph de Gobineau, que ficara em Atenas: "A partir de hoje, começa um mundo novo. O Líbano ergue-se diante de mim, com seus cimos nevados, seu aspecto severo, como convém a essa sentinela da Terra Santa".

Grande admirador da cultura árabe, dom Pedro II chegou a estudar a língua com um arabista alemão. No Líbano, o imperador brasileiro encontrou-se com vários intelectuais vinculados às ciências e às artes. Como o gramático Ibrahim al-Yazigi – que lhe ofereceu livros em árabe, com dedicatória, os quais se encontram no Museu Imperial de Petrópolis –  e o professor Cornelius Van Dyck, da Universidade Americana de Beirute. Deste último, Pedro II assistiu a uma aula, ao lado de Nami Jafet, um dos pioneiros da emigração libanesa para o Brasil.

Depois de visitar o patriarca da Igreja Maronita, Boulos Mass'ad, em Bkerke, o magnânimo imperador brasileiro dirigiu-se às cidades de Chtaura e Zahle. No dia seguinte, visitou os templos de Baco, Júpiter e Vênus em Baalbek. Durante a viagem, dom Pedro II  muito incentivou o fluxo emigratório para o Brasil. Desde então a história da comunidade líbano-brasileira está entrelaçada com o desenvolvimento deste País nos últimos 130 anos.

Não faltam exemplos do elo afetivo entre os dois países. Em 1808, quando dom João VI chegou ao Rio com a família real, o libanês Elias Antônio Lopes ofereceu-lhe sua casa como residência, mais tarde conhecida como Paço de São Cristóvão - onde nasceu dom Pedro II - e, hoje conhecida  como Quinta da Boa Vista, onde se encontra o Museu Nacional. Essa história consta nos arquivos da Biblioteca Nacional de Portugal.

Calcula-se que existam atualmente cerca de 8 milhões de libaneses e descendentes destes no Brasil. É o maior número de imigrantes do Líbano no mundo. Sua presença é notável nos diversos setores de atividade: são médicos, artistas, esportistas, intelectuais, empresários, políticos... Todos participando do crescimento do País, lado a lado com brasileiros natos e imigrantes de outras partes do mundo, e assim contribuindo para a formação e o engrandecimento da Nação brasileira.

(*) Lody Brais é  presidente da Associação Cultural Brasil-Líbano em São Paulo.E-mail:brasil.libano@gmail.com

quarta-feira, 23 de novembro de 2011


APENAS PARA ENCONTRAR PALAVRAS

(Claude Bloc)

 
Posso dizer muitas vezes que me alimento das palavras. Encontro-as por aí escritas, faladas, proferidas ao vento, em todas as partes por onde passo. Encontro-as nos finais de tarde ou até nos dias mais ou menos vazios...  Às vezes percebo-as lá fora ao relento, ou mesmo na ausência das horas que me controlam, e que, por um algum motivo, ficaram presas no relógio de parede atrás de mim e para onde nem sequer me lembro de olhar...

São apenas palavras… E, muitas vezes, vou deixando-as ficar para que possam ser admiradas por todos e colecionadas como num dicionário, com todos os seus sentidos, (in)definidos, mesmo que não se saiba muito bem o que fazer com elas...

Palavras, às vezes, mudam de cor e de roupagem e nos acenam com sorrisos engraçados e infantis. Outras são esquisitas, mas nos enchem os olhos de alegria. E nesse deleitoso banquete de palavras me delicio... ainda que paradoxalmente lhes confesse: palavras não são tudo…

Claude Bloc

Duas reflexões – por dom Henrique Soares da Costa (*)


O Ditador da Venezuela, Hugo Chávez, está com câncer e seu estado é grave. Não lhe resta muito de vida. Ele tinha um projeto de poder eterno na Venezuela: tanto mal fez ao seu país, destruindo as instituições nacionais, aparelhando o Estado, criando uma máquina ditatorial e despótica de corrupção e demagogia, perseguindo e escarnecendo da Igreja, arrogando-se até em deus... Chávez é conhecido pela empáfia, a fanfarronice, a petulância... Segundo fontes seguras, corre o risco de sequer estar vivo em outubro do ano próximo para concorrer nas eleições...

José Luís Zapatero, o socialista primeiro-ministro da Espanha, que fez mais que ninguém nos últimos anos no seu país para erradicar os traços de cristianismo da sociedade espanhola, perdeu miseravelmente as eleições no último domingo. Seu infame projeto virará vento; seu poder fugiu-lhe das mãos; a Igreja continuará, mesmo após a sua morte...

Não quero dizer que estes personagens infelizes estão sendo castigados. Não! Longe de mim pensar isto, pois gente muito boa, grandes amigos de Cristo também sofrem, perdem eleições e adoecem gravemente. O que desejo salientar é bem outra coisa: estes personagens demonstraram desprezo por Deus, embriagados de si próprios e se julgaram acima do próprio Deus, como senhores do bem e do mal.
(*) Dom Henrique Soares da Costa, Bispo  Auxiliar de Aracaju (SE).

Convite para lançamento do livro do Dr. Wellington Alves de Sousa

Nesta 5ª feira, dia 25, haverá lançamento literário na cidade de Crato. Ficam todos convidados para o evento, abaixo detalhado:

Livro : Inventário de Poesias
Autor - Wellington Alves ( Ton-Ton)
Apresentação : J. Flávio Vieira
Performance / Leitura de Poemas : Luiz Carlos Salatiel
Data - 25 /11/11 ( Quinta-Feira)
Local : Auditório do SESC / Crato
Hora - 19 Horas

(enviado por e-mail por Dr. José Flávio Vieira)                                

GRATA RECORDAÇÃO


Pedro Esmeraldo

No início dos anos 30, meu pai iniciou o plantio da cana de açúcar no Sítio São José. Considerando-me uma pessoa privilegiada, pois tive a sorte de conviver no meio da bagaceira, já que meu pai possuía dois engenhos, um em Crato e outro no município de Barro-CE.

Deixou-me como legado um patrimônio auspicioso que foi a educação. Esse engenho teve início em 1930. A princípio, de forma rudimentar, movido a tração a bois. No meio da década de 30, mudou para o engenho a vapor que perdurou até a vinda da energia elétrica de Paulo Afonso no ano de 1970, quando desapareceu o predomínio da rapadura que foi substituído pelos alimentos sofisticados dos tempos modernos.

Quando passo pelas ruínas do antigo engenho, no sítio pau seco, neste município, tenho grandes recordações daqueles tempos áureos de minha infância. Há mais ou menos 50 anos era um lugar aprazível, aconchegante e que favorecia uma relação harmoniosa de paz de espírito.

Convivi naquele local no meio de pessoas humildes, com comportamentos inusitados, constituído de várias naturezas, com semblante rústico, precisando de muita sutileza no equilíbrio emocional, decorrente da fadiga pela luta árdua e das canseiras diárias.

Meu pai, um cidadão sério, agricultor arrojado, praticava as atividades agrícolas por vocação. Sabia projetar com equilíbrio o trabalho agrícola. Conduzia com perfeição as manhas dos trabalhadores, mas manejava com altivez e bom senso crítico. Livrava-se dos perigos, utilizando palavras hábeis. Fugia com muita tranqüilidade das pessoas ardilosas que o obrigavam a se comportar com o máximo grau de bondade que o respeitavam e o obedeciam com sinceridade as suas ordens.

Como já relatei acima, meu pai, homem destemido e hábil, tinha o cuidado de colocar trabalhadores certos nos lugares certos.

Autodidata por natureza, dirigia com perfeição e conhecimento todos os trabalhos inerentes ao campo agrícola, saindo-se muito bem nessa atividade espinhosa, levando com brilhantismo e com direção arejada a luta do campo; sempre acompanhado de trabalhadores experientes, a fim de adquirir melhoria de produtividade, já que desejava aumentar o seu patrimônio dentro da tecnologia aperfeiçoada.

Seus trabalhadores tinham uma conduta séria e de comportamento exemplar, por isso granjeou muitas amizades, projetando bom desempenho, mostrando que com trabalho sério e honestidade o homem chega a ter sucesso em seu serviço.

Esses trabalhadores rudes que mais guardo na recordação da minha memória, são vistos pelo seu comportamento zombeteiro que foram indubitavelmente os cambiteiros: eram irrelevantes com procedimentos duvidosos, senhores absolutos, anarquistas, visto que desrespeitavam a pessoa humana. Tornavam-se figuras intolerantes em seus trabalhos com a posição de homens irregulares no campo de transporte de cana do brejo para o engenho. Nem tudo era desprezo para essa classe de trabalhadores rudes já que desempenhavam com muita satisfação à sua tarefa.

Trabalhavam sem cessar, como prestadores de serviço, pois tinham por obrigação conduzir com 5 (cinco) animais atrelados com arreios rústicos, como: cangalha, peça de madeira artesanal que seria colocada no lombo do animal, revestido de forro e pano de algodão e coroa de frade, embutido com produto cactáceo existente nas caatingas do nordeste, cilha (fita de couro que prendia a cangalha na barriga do animal), focinheira (espécie de cabresto) para facilitar o manejo dos animais, rabichola, que prendia a cauda do animal à cangalha, cambitos, peça de madeira que facilitava o transporte da cana.

Devido à rusticidade do trabalho, os cambiteiros se tornavam intolerantes pelos habitantes aos arredores dos engenhos. Ninguém gostava de sua conduta. Possuidores de comportamento repreensível, tornavam-se os intolerantes comprovados pela anarquia que, por natureza, ninguém o suportava de bom grado, eram os zombeteiros, intrigantes, quando iam pela estrada se desesperavam e não queriam saber quem viesse a sua frente; se a pessoa não se submetesse ao seu comportamento cairia no ridículo. Certa vez, observava uma cena que me deixou intrigado e que sempre preservei em minha memória esse comportamento desses anarquistas que vou relatar neste trabalho: um dia, chegava ao engenho um senhor de tez branca, querendo conhecer o movimento do engenho, mas de jeito afeminado, foi logo observado pelos cambiteiros o seu andar duvidoso: ai então um deles gritou: olha pessoal, como ele é delicado! Aí a vaia comeu de esmola e aos gritos o pobre homem saiu desesperado sem nunca mais pisar em bagaceira. Apenas desejei lembrar e repassar para os amigos como era o regime dos cambiteiros que ainda hoje sinto saudades dos velhos tempos de outrora que não voltam mais e jamais poderão ser substituídos por este modernismo desequilibrado e algumas vezes intolerante.

10 de Março de 2009.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Une pensée...


"Un penseur avec un coeur, j'apelle ça un poète. S'il vole les coeurs et transforme des mots est crée la poésie. C'est plutôt un magicien, qu'avec peu ou rien, apporte l'amour à notre vie..."
 

NO AR - Claude Bloc



Estou no ar.
Se ando ou se paro
caminho entre nuvens...

Muitas vezes
mergulho em céus claros
e encontro num sol incandescente
sorrisos de ontem
retalhos de hoje,
do meu íntimo desejo
de aquecer-me
ou de encontrar-me.

Outras vezes
escorrego em dias cinzentos
e me recolho.
Encurto o passo
e nessas horas tenho medo.
Vai que me perco?

AQUARELAS - Por Edilma Rocha


Aquarela é o nome da mistura de pigmento colorido com aglutinante e também a técnica em que se emprega essa tinta diluída em água.
Constitui um meio de expressão delicado e transparente, mas exige que o aquarelista trabalhe rapidamente, sem se ater a minúcias e sem poder sobrepor a tinta para retoques.
Ao secar, a aquarela perde a metade de seu colorido. Por isso, um esboço que pareça vivo se tornará pálido e esmaecido quando acabado.
A aquarela apresenta um bonito efeito de transparência porque nela se utiliza pequena quantidade de cor diluída em muita água. Com a evaporação da água, o papel branco ou amarelado adquire luminosidade: a luz se reflete por meio da transparência da tinta. Pode-se, no entanto, aplicar outras camadas de tinta, até se obter uma coloração mais forte. À medida que se pintam novas camadas, a transparência da aquarela vai desaparecendo, e sua luminosidade pode se anular por completo.
Como a água seca  depressa, trabalhe com rapidez, planejando sua obra antes de iniciá-la. Para começar, compre apenas alguns tubos ou pastilhas de tinta. Depois, complete seu material. As tintas  são fabricadas com pigmento em pó e goma-arábica diluídos em água. As pastilhas custam menos do que os tubos. Para conserva-las, é necessário cobrir o estojo com um pano úmido, pois elas podem ressecar. As tintas em tubo têm brilho mais intenso e não desgastam tanto o pincel como nas  pastilhas, para se apanhar  a tinta.
No início bastam quatro pincéis chatos, redondos e pequenos e os melhores são de pêlo de marta, um godê branco ou mesmo improvisar com algum prato. E para o desenho, use lápis macio do tipo 2B, uma borracha mole e flexível, é indispensável. Existem vários tipos de papéis próprios para as aquarelas em blocos ou folhas  avulsas com um pouco de textura  que absorvam a tinta com rapidez, sem enrugar. Caso contrário, a água escorrerá, acumulando-se em um dos lados da folha de papel, provocando secagem desigual. Nunca coloque o seu trabalho exposto ao sol, deixe secar naturalmente.
Uma boa regra é definir  o desenho colorindo com camadas de cor deixando secar e em seguida, modele sua forma por meio de camadas superpostas. Não tenha receio de deixar partes em branco no seu trabalho, pois o papel utilizado na aquarela proporciona um efeito vibrante inigualável, que não pode ser obtido com nenhum outro meio. Ele é importante demais para ser ignorado.
A natureza contém os elementos de cor e forma e cabe ao artista, selecionar e agrupar esses elementos de forma que o resultado seja  surpreendente.
Nomes como César formentti, Charles Reid, Zoltan Szabo, David Millard, Paul Jenkins e Philip Jamison, deixaram obras de relevante beleza e efeito cromáticos.
No Museu de Arte Vicente Leite do Crato, temos duas antigas e valiosas aquarelas assinadas por César Formentti.

domingo, 20 de novembro de 2011



Pela primeira vez no triângulo CRAJUBAR, a BANDA ONE, cover do U2 da cidade de Fortaleza, vem nos brindar com mais um grande evento produzido pela SERTÃO POP PRODUÇÕES. Será uma noite memorável, recheada de muito som, luz, pessoas bacanas e alto astral. Um show que promete acontecer e marcar no calendário de eventos do Cariri. O TERRAÇUS Bar e Petiscaria vai ser o cenário dessa festa. O local já está consagrado como de ótima estrutura para esse estilo de evento.

O primeiro lote de ingressos antecipados estarão a venda a partir de amanhã (19/11), nos seguintes locais:

CRATO:
LOJA LARAS - Esquina da Praça da Sé, em frente ao MUSEU HISTÓRICO.
PRODUTORA SERTÃO POP - Rua Araripe - 163 (beco do Padre Lauro, segundo quarteirão)
TERRAÇUS Bar e Petiscaria

JUAZEIRO
PORÃO DO ROCK - ao lado da Prefeitura Municipal.
AVALON LOCADORA - Rua Padre Cícero, 740 - centro

OS INGRESSOS ANTECIPADOS CUSTAM R$ 15,00

INFORMAÇÕES:
3521.5398 - 9666.9666 - 8824.2131

OBS: O TERRAÇUS Bar e Petiscaria fica localizado no triângulo do Grangeiro, distante 1km do Clube Recreativo Grangeiro.

A história do pato



(conto da tradição popular)


Havia dois irmãos que visitavam seus avós no sítio, nas férias.
Felipe, o menino, ganhou um estilingue para brincar no mato. Praticava sempre, mas nunca conseguia acertar o alvo.
Certa tarde viu o pato de estimação da vovó... Em um impulso atirou e acabou acertando o pato na cabeça e o matou. Ele ficou chocado e triste! Entrou em pânico e escondeu o pato morto no meio da madeira!


Beatriz, a sua irmã viu tudo, mas não disse nada aos avós.
Após o almoço no dia seguinte, a avó disse: "Beatriz, vamos lavar a louça”.
Mas ela disse: " Vovó, o Filipe me disse que queria ajudar na cozinha". E olhando para ele sussurrou: "Lembra-se do pato?" Então o Felipe lavou os pratos. Mais tarde o vovô perguntou se as crianças queriam pescar e a vovó disse: "Desculpe, mas eu preciso que a Beatriz me ajude a fazer o jantar.”.
Beatriz apenas sorriu e disse, "Está bem, mas o Filipe me disse que queria ajudar hoje", e sussurrou novamente para ele, "Lembra-se do pato?”.
Então a Beatriz foi pescar e Filipe ficou para ajudar.


Após vários dias o Filipe sempre ficava fazendo o trabalho da Beatriz até que ele, finalmente não aguentando mais, confessou para a avó que tinha matado o pato.


A vovó o abraçou e disse: "Querido, eu sei... eu estava na janela e vi tudo, mas porque eu te amo, eu te perdoei. Eu só estava me perguntando quanto tempo você iria deixar a Beatriz fazer você de escravo!”.


Qualquer que seja o seu passado, ou o que você tenha feito... (mentir, enganar, seus maus hábitos, ódio, raiva, amargura, etc.)... Seja o que for... Você precisa saber que Deus estava na janela e viu tudo como aconteceu.
Ele conhece toda a sua vida... Ele quer que você saiba que Ele te ama e que você já está perdoado. Ele está apenas querendo saber quanto tempo você vai deixar o diabo fazer de você um escravo.
Deus só está esperando você pedir perdão.

Ele não só perdoa...Ele esquece...

DIA NACIONAL DA CONSCIENCIA NEGRA


A Abolição

No caminho que se percorreu até a Abolição da Escravatura, muitos fatos foram de fundamental importância para a concretização deste movimento. As rebeliões, as fugas, os quilombos, os trabalhos mal executados ou não cumpridos eram formas de manifestações dos negros que esbarravam em uma legislação rígida e um aparelho repressivo bem constituído que sufocavam as revoltas e impediam a concretização dos ideais de liberdade dos escravos.
O processo de emancipação aspirado pelos negros só ganhou força a partir da segunda metade do século XIX quando o protesto de alguns setores da classe dominante se juntou à luta dos negros.
Mas, devemos levar em conta que essa política emancipacionista ocorreu de forma progressiva, devido a resistência dos fazendeiros escravocratas que eram a base de sustentação política da monarquia.
O primeiro passo neste processo de liberdade ocorreu em 1871, quando foi aprovada a Lei do Ventre Livre que estabelecia que os filhos de escravos que nascessem no Império seriam considerados livres. Na verdade, esta lei só beneficiava de fato os senhores de escravos já que estes proprietários deveriam criar os menores até os oito anos, quando poderia entregá-los ao Governo e receber uma indenização; ou mantê-los consigo até os 21 anos, utilizando seus serviços como retribuição pelos gastos que tivera com seu sustento. A questão é que esta lei não foi cumprida na realidade, pois poucos escravos eram libertados, fazendo com que a situação dos negros continuasse a mesma e por isso, os fazendeiros que em um primeiro momento atacaram a lei, acabaram defendendo-a depois.
Somente em 1878, tomou corpo o movimento abolicionista, liderado por pessoas como Joaquim Nabuco, José do Patrocínio, André Rebouças, Luís Gama e Joaquim Serra, ou seja, pessoas que tinham participação dos setores agrários não vinculados à escravidão e da classe média urbana, e principalmente intelectuais, profissionais liberais e estudantes universitários.
Mudanças sociais como a introdução do trabalho assalariado, as atividades industriais e o crescimento da população livre ( por volta de 1890 chegava a 522.000 só no Rio de Janeiro) e a urbanização intensificaram o movimento abolicionista que estava mais concentrado nas cidades. Nelas os abolicionistas promoviam conferências, quermesses, festas beneficentes e comícios em praças públicas. Fundaram jornais, clubes associações encarregadas de difundir suas idéias, como a Sociedade Brasileira contra a Escravidão, o Clube Abolicionista dos Empregados do Comércio e a Sociedade Libertadora da Escola de Medicina.Além disso, em 1884, a escravidão foi abolida no ceará, no Amazonas, já que estas eram províncias menos vinculadas ao sistema escravista.
Nas províncias de grande concentração de escravos como Rio de Janeiro e São Paulo, as tensões entre senhores e abolicionistas aumentavam. Fato que contribuiu para que em 28 de setembro fosse sancionada pelo imperador a Lei Saraiva-Cotegipe, conhecida também como Lei dos Sexagenários, que concedia liberdade aos escravos com 60 anos ou mais (mas estes eram obrigados a trabalhar para os senhores durante três anos ou até completarem 65 anos) e previa um aumento do Fundo de Emancipação, destinado a promover a imigração.
E somente no dia 13 de maio de 1888 a princesa Isabel, que substituía o imperador, assinou a Lei Áurea, que libertava “incondicionalmente” cerca de 750.000 escravos (cerca de um décimo da população negra do país).
Na realidade, o que vemos é que em termos sociais, a Abolição mais especificamente para os negros não significou liberdade efetiva, pois ela se transformou, entre outras coisas, em preconceito racial e exclusão social.
A regra geral para os ex-escravos foi a não-integração à sociedade burguesa. Ele não tinha condições de concorrer com o imigrante, melhor qualificado tecnicamente. Os planos dos abolicionistas em relação à integração do escravo não se concretizaram. Os negros foram atirados no mundo dos brancos sem nenhuma indenização, garantia ou assistência e a grande maioria deslocou-se para as cidades, onde os aguardavam o desemprego e uma vida
(WWW.unicamp.br)

História do Dia Nacional da Consciência Negra

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.
Importância da Data

A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira.
A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.
Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados hérois nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.
(WWW.suapesquisa.com)

Pensamento para o Dia 19/11/2011


“Vemos atualmente no mundo desordem, violência e conflito. Para curar esses males é preciso descartar o egoísmo, a ganância e outras características ruins, e elevar-se acima da natureza animal. É por meio da caridade (altruísmo) que você alcança a pureza. Com pureza de coração você pode alcançar a Unidade que levará, então, à Divindade. A morada da vida humana deve ser construída sobre a caridade, a pureza, a unidade e a Divindade. As mulheres desempenham um papel crucial em cultivar esses quatro pilares. Verdade, sacrifício e paz são qualidades predominantes nas mulheres. Uma boa esposa é de importância apenas para o marido, enquanto uma boa mãe é um patrimônio nacional. Apenas mães dedicadas podem oferecer à nação filhos que se esforçarão para o grande futuro do país. Boas e tolerantes mães, que cuidam da pureza e do crescimento espiritual dos seus filhos e do bem-estar da comunidade, são a necessidade atual. ”
Sathya Sai Baba

A flor atirada - Emerson Monteiro

A história de um místico árabe conta que enquanto se via apedrejado em sacrifício das práticas religiosas que professava, contrárias que foram à tradição dos poderosos, ele observou cair aos seus pés bela flor atirada junto com as pedras da turba ensandecida. Até ali resistira com altivez aos gestos rudes da multidão formada de criaturas ignorantes no trato com a mensagem salvadora que oferecera.

Nessa hora, contudo, sentiu fraquejarem as forças, e viu-se rendido dominado de pranto convulso. Daqueles despreparados, que exercitavam instintos vingativos, outra atitude jamais esperaria além de jogarem pedras para ferir corpos e eliminarem existências físicas. De quem jogara a flor, porém, que, então, demonstrava conhecer algo mais a propósito dos ensinos e das práticas fiéis, aguardava maior sinceridade, no mínimo saindo na defesa dos ideais superiores. Negara, fraquejara, isto sim.

Às vezes sentimentos de nostalgia sujeitam atingir pessoas que sentem a força da autenticidade, ainda que distingam o tanto que lhes resta de chegarem às relíquias sagradas, assunto principal dos religiosos.

Existem situações em que discípulos deixam de lado a prática do Amor para aceitar fugas de lazer, esportes, vícios e acomodação. Nisso, esquecem a coerência e os pressupostos que adotam em nome do caminho de Deus, demonstração de abandono e pouca sinceridade interior que deixam patentear.

Aquele que jogou a flor no instante no martírio do árabe lapidado, mesmo que pretendesse cumprir gesto de solidariedade e reconhecimento na hora extrema do testemunho, permaneceu vinculado às sombras da covardia, sabedor de conceitos, no entanto sem praticá-los de verdade.

Não poucos agem de qual jeito, motivo, inclusive, da parábola do festim de bodas contada por Jesus, dos muitos chamados e poucos os escolhidos. Chamados às hostes do Bem todos somos. Raros, talvez raríssimos, exercitam a feliz oportunidade, razão das dores de saber o quanto adiante ainda sofrerão presos àas malhas pegajosas de transes imediatos.

Invés de jogar flores nas homenagens tardias, caberá cultivá-las no íntimo do coração e exalar o justo perfume através dos campos do dever.

sábado, 19 de novembro de 2011

UM MOVIMENTO ANTI-SEPARATISTA

Pedro Esmeraldo

Todo cratense, quer seja filho nativo ou adotivo tem como obrigação moral de defender o seu torrão natal.

Estamos tristes e perplexos devido a pouca atenção de alguns políticos locais não terem a idéia de defender Crato e ao mesmo tempo abandona este município e deixa entregue aos usurpadores realizando movimentos separatistas e alguns desses políticos abafam essa história de movimento negativo contra o bem-estar da cidade. E isso é uma aberração, é uma ofensa moral ao município, já que vem sofrendo por muito tempo as agruras de uma época totalmente espinhosa para nós, sempre dilacerante, visto que tem como objetivo alinhavar as causas políticas para depois dilacerarem este torrão, partindo para o movimento separatista sem que tenha nenhum respaldo para este município.

Observem-se a obediência total de seus moradores, pois cremos que esses homens políticos submissos não possuem conhecimento da causa da destruição desordenada desse município do Crato e mal trabalham em prol de movimentos que nos satisfaçam.

Todos têm por obrigação defender a terrinha com dignidade e amor.

Notem que aparece um bando de aventureiros querendo dilapidar esta cidade com garras e conversas desarmoniosas, dizendo que é bom para os dois lados. Por isso todos devem trabalhar juntos, pois para conseguir a independência do município é preciso ter condições favoráveis e eficiência na produção. Para fazer crescer é preciso que haja união entre todos, trabalhando com afinco, amealhando riquezas com criação de empregos e rendas.

Olhem, devemos trabalhar juntos pregando a união, favorecendo o seu município com riquezas e tratamento igualitário para todos.

Somos um povo pacato, ordeiro e firme. O progresso virá, se assim vencermos uma corrente de trabalho unido com confiança e amor à terra, sairemos contemplados e alcançaremos o apogeu navegando em barcos modernos, nas águas profundas das dificuldades inerentes ao tempo da passividade deste município.

Notamos porém que dois distritos de Fortaleza nunca se distanciaram dessa cidade pois nunca falaram em separação e hoje estão unidos ao bel prazer da grande Fortaleza.

Aqui, portanto, um distrito que se diz merecedor, ainda anda engatinhando, malhando em ferro frio, querendo ser grande sem poder. Agora relembramos o provérbio popular: “quem quer ser grande sem poder fica pobre sem querer”. Esse dito distrito anda às turras, pregando benevolência agitando as massas divergentes, mas o que ocorre é que esses distritos nanicos deveriam baixar a cabeça, agradecer a Deus estarem ligados ao município eficiente e ajustado.

Já chega de tantas intempéries, de tanta perseguição e de tanto mal ao Crato.

Ultimamente, vimos um chefe do Poder Executivo do Estado e um Secretário tirarem tudo do Crato, vagarosamente, pensando eles que o povo não observa esses exatos e dilacerantes que desejam tornar o Crato em uma cidade dormitório levando tudo para outro município de menor importância história que o Crato. E ele então nos nega tudo, quando por milagre faz alguma coisa de uma maneira morosa que leva anos.

Crato-CE, 19/11/2011.

Autor: Pedro Esmeraldo

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Patrimônio Histórico de Crato: a capela de Santa Teresa -- por Armando Lopes Rafael

No dia 31 de outubro de 1923, há mais de 87 anos, era inaugurada na cidade do Crato a capela de Santa Teresa de Jesus, felizmente conservada, até hoje, como originalmente foi entregue ao povo católico da “Cidade de Frei Carlos”. A data da inauguração – 31 de outubro – foi escolhida por ser o aniversário de nascimento e de sagração episcopal de dom Quintino Rodrigues de Oliveira e Silva, primeiro bispo de Crato e idealizador da edificação da mencionada capela.

Devemos a construção dessa capela à Cruzada Carmelitana, uma associação religiosa existente em Crato, fundada em 1914, pelo então vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Penha, padre Quintino, um ano depois eleito primeiro bispo da nossa diocese.

A Cruzada Carmelitana era formada por senhoras e jovens da sociedade cratense. Além da parte religiosa, seus membros desenvolviam uma grande ação social na comunidade. Na prática religiosa, basta destacar que as festas de Nossa Senhora do Carmo (16 de julho) e Santa Teresa d’Ávila (15 de outubro) eram comemoradas com grande pompa, precedidas de Tríduo Festivo e encerradas com uma missa solene. Tudo acompanhado pelo Coral das Teresinas, onde se sobressaía a maravilhosa voz de Iraídes Gonçalves. De tudo isso só nos resta as gratas lembranças e os registros históricos...

Foi notável o empenho da Cruzada Carmelitana na construção da sua capela. As ricas obras talhadas em madeira de lei (altar-mor, quatro nichos laterais, confessionário, sólio episcopal, bancada e grade do altar) foram esculpidas por Mestre José Lucas, conhecido artista cratense. Tão bonito é o sólio episcopal que, posteriormente, ele foi cedido à Sé Catedral, onde ainda hoje está, tendo servido aos cinco bispos da diocese do Crato.

As imagens da capela foram adquiridas na Itália. No altar-mor está o “Trio Carmelitano”: Santa Teresa d’Ávila pontifica como padroeira, tendo ao seu lado Nossa Senhora do Carmo e São José. Os quatro nichos laterais abrigam as estátuas de São João da Cruz, Santa Teresinha do Menino Jesus, São Geraldo e São Quintino.

Toda a construção e acervo da capela de Santa Teresa foram viabilizados no primeiro quartel do século passado, quando o Crato vivia longe (quase isolado) dos grandes centros do Brasil. Naqueles tempos, as estradas e os meios de comunicação eram precários e a nossa economia dependia unicamente do produzido nas fainas agrícolas e na incipiente pecuária da época. Mas o importante é que o povo tinha fé!
Tanta, que este pequeno templo aí está, para atestar essa fé...

A capelinha - talvez por desígnio da Divina Providência - resistiu às más administrações públicas do Crato, responsáveis pela destruição de prédios históricos, a exemplo de todo o quarteirão da Rua Miguel Limaverde. Resistiu às falsas ideias de modernismo, que tiveram como auge a medíocre década 60, após a construção de Brasília. Resistiu até aos tempos confusos pós Concílio Ecumênico Vaticano II, tempos esses felizmente encerrados com a eleição do Papa João Paulo II, para a Cátedra de São Pedro, em 1978.

Pouca gente sabe: essa capela é propriedade da diocese do Crato, e está, há longos anos, sob a custódia da Congregação das Filhas de Santa Teresa, que souberam conserva-la em toda a sua originalidade.
                                                                                                                                                                                                  

Agostinho Balmes Odísio -- por Antônio Vicelmo

Estátua do Cristo Redentor, em Crato, é uma de suas mais conhecidas criações de Agostinho Balmes no Cariri (Foto: Antônio Vicelmo).

O livro “Agostinho Balmes Odísio — Memórias do Juazeiro do Padre Cícero”, de autoria de Vera Odísio Siqueira foi publicada sob o patrocínio do Museu do Ceará dentro do projeto Resgate da Memória Cearense. A apresentação foi feita pelo escritor de Juazeiro do Norte, Renato Casimiro.
Italiano de nascimento, Agostinho Balmes Odísio foi um escultor e arquiteto que viveu seis anos no Cariri, entre 1934 e 1940. Neste curto espaço de tempo, ele foi autor de bom número de obras de arte implantadas no Cariri, sendo a mais conhecida a Coluna da Hora, com 29 metros de altura, onde está a estátua do Cristo Redentor, com seis metros — totalizando 35 metros —  hoje oficializado como  o ícone da cidade de Crato.

Biografia

De acordo com pesquisa feita pelo historiador Armando Lopes Rafael, Agostinho Balmes nasceu em 1881, em Turim, norte da Itália, e formou-se pela Escola de Belas Artes daquela cidade. Na infância, foi aluno da Escola Profissional Domingos Sávio, mantida por São João Bosco.
Em 1912, ele esculpiu um busto do Rei da Itália, Vito Emanuel II, conquistando o 1º lugar numa disputa por uma bolsa de estudo em Paris. Na Capital francesa, foi discípulo de August Rodin, considerado, ainda hoje, o maior escultor contemporâneo. Em 1913, com 32 anos de idade, Agostinho Odísio resolveu emigrar para a Argentina, onde residia um irmão seu. Entretanto, por motivos ignorados, desembarcou no Porto de Santos, em São Paulo e permaneceu no Brasil até sua morte.

Durante 20 anos, produziu dezenas de obras de arte nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Em 1934, devido a problemas de saúde, foi aconselhado a residir no Nordeste, por causa do clima quente da região. Por acaso, leu na Imprensa sobre a morte do Padre Cícero e, vislumbrando oportunidade de negócios – por conta da religiosidade da cidade – veio para Juazeiro do Norte, onde residiu até 1940. Agostinho Balmes foi também responsável pelo projeto do Palácio Episcopal de Crato, Coluna da Hora, na Praça Padre Cícero, e reforma do Santuário Diocesano Nossa Senhora das Dores, os dois últimos localizados em Juazeiro do Norte.
( Matéria publicada no "Diário do Nordeste", edição de 19/11/2006)

PARA REFLETIR - O Brasil teve realmente um Golpe Militar ou Revolução ? Análise dos Fatos


Brasil, Corrupção, Mentiras... Golpe Militar ?

ORDEM DO DIA DO Cmt INTERINO DA 3ª Bda CMec - Bagé-RS
Cel Mário Luiz de Oliveira, Ch EM da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada!

Seu discurso não poderia ser mais verdadeiro, direto e oportuno.

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REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA DE 31 DE MARÇO DE 1964
Soldados da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada !

Há 46 anos atrás, o presidente da República, João Goulart, era deposto.

Uns chamam esse acontecimento de golpe militar, outros, de tomada do poder. Para nós, brasileiros, ocorreu a Revolução Democrática de 1964, que afastou nosso querido país de uma ditadura comunista, cruel e sanguinária, que só os irresponsáveis, por opção ou por descuido, não querem enxergar.

A grande maioria de vocês, principalmente os mais jovens, foram cansativamente expostos à idéia transmitida pela propaganda política, inserida nas salas de aula, nos ditos livros didáticos, nos jornais, programas de rádio e de TV, que os militares tomaram o poder dos civis para impedir que reformas moralizantes fossem feitas; que para combater os "generais que usurparam o poder" os jovens da época uniram-se e lutaram contra a ditadura militar e que muitos deles morreram, foram mutilados, presos e torturados na luta pela redemocratização do país; que jovens estudantes, idealistas, embrenharam-se nas matas do Araguaia para lutar contra a ditadura. Erro! O nome de arquivo não foi especificado.

Mas qual é a verdade sobre o Movimento de 31 de março ?

Para responder a esta pergunta, basta tão simplesmente voltarmos nossas vistas para aquela conturbada época da vida nacional. O país vivia no caos. Greves políticas paralisavam os transportes, as escolas, os bancos etc. Filas eram feitas para comprar alimentos. A indisciplina nas Forças Armadas era incentivada pelo governo. João Goulart queria implantar suas reformas de base à revelia do Congresso Nacional. Os principais jornais da época exigiam a saída do presidente, em nome da manutenção da democracia. Pediam para que os militares entrassem em ação, a fim de evitar que o Brasil se tornasse mais uma país dominado pelos comunistas. O povo foi às ruas pedindo o fim daquele desgoverno, antes que fosse tarde demais.

E, assim, aconteceu o 31 de março !

Naqueles dias seguintes, editoriais e mais editoriais exaltando a atitude patriótica dos militares eram publicados, nos mesmos jornais que, hoje, caluniam a Revolução... Os comunistas que pleiteavam a tomada do poder não desanimaram e passaram a insuflar os jovens, para que entrassem numa luta contra seus irmãos, pensando que estariam lutando contra a ditadura. E mentiram tão bem que muitos acreditam nisso até hoje.

E foi com essa propaganda mentirosa que eles iludiram muitos jovens e os cooptaram para as suas organizações terroristas. A luta armada havia começado. Foram vários atos terroristas: atentados a bomba no aeroporto de Recife, em quartéis do Exército, em instalações diplomáticas de outros países; seqüestros e assassinatos de civis, militares e autoridades estrangeiras em solo brasileiro.

A violência revolucionária havia se instalado.

Naquela época, os terroristas introduziram no Brasil a maneira de roubar dinheiro com assaltos a bancos, a carros fortes e a estabelecimentos comerciais. Foram eles os mestres que ensinaram tais táticas aos bandidos de hoje. Tudo treinado nos cursos de guerrilha em Cuba e na China. As polícias civil e militar sofriam pesadas baixas e não conseguiam, sozinhas, impor a lei e a ordem.

Para não perder o controle da situação, o governo decretou medidas de exceção, pelas quais várias liberdades individuais foram suspensas. Foi um ato arbitrário, mas necessário. A frágil democracia que vivíamos não se podia deixar destruir.

Graças ao Bom Deus e Senhor dos Exércitos, vencemos a besta-fera !

Os senhores sabiam disso ? Com quantas inverdades fizeram "a cabeça de vocês" ! Foi a maneira que os comunistas encontraram para tentar justificar a sua luta para implantar um regime do modelo soviético, cubano ou chinês no Brasil. Por intermédio da mentira, eles deturparam a História e conseguiram o seu intento. Alguns de vocês que não nasceram naquela época, chegam mesmo a acreditar no que eles dizem...

E por que essas mentiras são repetidas até hoje ?

Por que passado quase meio século, ainda continuam a nos caluniar? Qual será o motivo desse medo e dessa inveja?

Esta resposta também é simples:

É porque eles sabem que nós, militares, não nos deixamos abater pelas acusações contra as Forças Armadas, porque, na verdade, apenas cumprimos o dever, atendendo ao apelo popular para impedir a transformação do Brasil em uma ditadura comunista, perigo esse que já anda ao derredor do nosso Brasil, só que com outra maquiagem.

É porque eles sabem que nós, militares, levamos uma vida austera e cultivamos valores completamente apartados dos prazeres contidos nas grandes grifes, nas mansões de luxo ou nas contas bancárias no exterior, pois temos consciência de que é mais importante viver dignamente com o próprio salário do que realizar orgias com o dinheiro público.

É porque eles sabem que nós, militares, temos como norma a grandeza do patriotismo e o respeito sincero aos símbolos nacionais, principalmente a nossa bandeira, invicta nos campos de batalha, e o nosso hino, jamais imaginando acrescentar-lhes cores ideológico-partidárias ou adulterar-lhes a forma e o conteúdo.

É porque eles sabem que nós, militares, temos orgulho dos heróis nacionais que, com a própria vida, mantiveram íntegra e respeitada a terra brasileira e que esses heróis não foram fabricados a partir de interesses ideológicos.

É porque eles sabem que se alguma corrupção existiu nos governos militares, ela foi pontual e episódica, mas jamais uma estratégia política para a manutenção do poder ou o reflexo de um desvio de caráter a contaminar por inteiro um ideal.

É porque eles sabem que nós, militares, somos disciplinados e respeitamos a hierarquia, ainda que tenhamos divergências com nossos chefes, pois entendemos que eles são responsáveis e dignos de nossa confiança e que não se movem por motivos torpes ou por razões mesquinhas.

É porque eles sabem que nós, militares, não nos dobramos à mesquinha ação da distorção de fatos que há mais de 40 anos os maus brasileiros vem impondo à sociedade, com a clara intenção de impor-lhe a idéia de que os guerrilheiros de ontem (hoje corruptos e ladrões do dinheiro público) lutaram pela democracia, quando agora já está mais do que evidente que o desejo por eles perseguido há anos,' sempre foi - e continua sendo – o de implantar no país um regime totalitário, uma ditadura mil vezes pior do que aquela que eles afirmam ter combatido.

É porque eles sabem, enfim, que todo o mal que se atribui a nós, militares, e às Forças Armadas - por maiores que sejam os nossos defeitos e limitações - não tem respaldo na Verdade histórica que um dia há de aflorar.

Soldados da Brigada Patrício Corrêa da Câmara ! Pertencemos ao Exército Brasileiro, brasileiro igual a todos nós e com muito orgulho no coração.

Exército invicto nos campos de batalha, onde derrotamos comunistas, nazi-fascistas, baderneiros, guerrilheiros, sabotadores, traidores da Pátria, conspiradores, predadores do patrimônio público, bandidos e terroristas.

Mas retornemos agora nossas vistas para o presente... O momento é decisivo para o Brasil, e por conseguinte, para todos nós, brasileiros. Mas será que estamos realmente conscientes disso ?

Parece que não ! O País vive em um clima de oba-oba, tipo "deixa a vida me levar, vida leva eu"... O dinheiro público é distribuído em alguns tipos de bolsas, umas de indisfarçável cunho ideológico revanchista e, outras, voltadas ao assistencialismo, nunca na história desse País visto em tão larga escala... A mídia satura a grande massa, "coincidentemente" o grande colégio eleitoral, com programas televisivos de baixíssima qualidade cultural, de cunho nitidamente apelativo, fabricando falsos heróis, que corroem os valores cristãos do nosso povo... como que distraindo-o, a fim de impedi-lo de enxergar o que anda acontecendo por aqui e ao nosso redor : situações idênticas ocorridas no Brasil e em outros países são tratadas de formas diferenciadas, conforme a simpatia ideológica; a palavra empenhada, as posições firmadas e documentos estratégicos são trocados ou modificados conforme a intensidade da reação da opinião pública, tornando transparente a falta de seriedade no trato dos destinos do Brasil, ou pior, revelando as verdadeiras intenções, ocultas e hediondas. Senão bastasse, serviçais de plantão vem à mídia tentar explicar o inexplicável, isso quando não jogam a culpa na opinião pública, dizendo que foi ela quem entendeu de forma errada ou procuram fazer-se de vítimas face à suposta campanha difamatória, quando na verdade os fatos estão aí, as claras …

No entanto, parece que as pessoas encontram-se anestesiadas, apenas "vivendo a vida", discutindo qual a melhor cerveja, ou quem deve ser eliminado da casa, se tal jogador deve ser convocado...

O que vemos hoje já era utilizado nos tempos do antigo Império Romano, a estratégia do "pão e circo: dê ao povo comida e diversão de graça e ele esquecerá seus problemas..."

Porém, ao longo da História da civilização, diversas personalidades já apontavam para os perigos desses momentos de desesperança, destacamos : Martin Luther King - "O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons..." ; Burke - "Para o mal triunfar, basta os homens de bem não fazerem nada..." ; Mario Quintana - "O que mata um jardim não é o abandono ! O que mata um jardim é esse olhar vazio de quem passa indiferente por ele" ; e Rui Barbosa - "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto" .

Não ! Não deixaremos que os inimigos da Pátria venham manchar sua honra ou deturpar seus valores cristãos. Não envergonharemos nossos antecessores, os quais nos legaram esse Brasil-Continente, livre e soberano !

Soldados da 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada, estaremos sempre atentos e, se o Bom Deus e Senhor dos Exércitos assim o desejar, cumpriremos nossa sagrada missão de defender a Pátria. Que seja isso, ou que o sol, sem eflúvio, sem luz e sem calor, nos encontre no chão a morrer do que vivo sem te defender...

ASSINA, MARIO LUIZ DE OLIVEIRA Cmt INTERINO DA 3ª BDA CMEC
Texto recebido por E-mail

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

A maldição de Dom José – por Armando Lopes Rafael

Dom José Tupinambá da Frota foi o primeiro bispo de Sobral. Governou aquela diocese de 1916 a 1959. Por 43 anos. Ele foi o maior benfeitor de Sobral e de toda região norte do Ceará. Tudo que existe de relevante em Sobral, nas áreas de educação, saúde, comunicação, dentre outros,  se deve a iniciativas de dom José Tupinambá.

Corre uma lenda que aquele bispo trazia melhoramentos para Sobral, mas certos seguimentos da elite (sempre existem os anticlericais que só sabem criticar) em troca viviam falando mal do bispo.

Qualquer semelhança com Crato não é mera coincidência…

Dizem que antes de morrer dom José teria dito:
– Deixa estar. Quando eu morrer Sobral vai estagnar por cerca de 30 anos... Aí vão sentir minha falta…

Não deu outra.

De 1960 até 1990, Sobral cresceu de forma lenta, e seu progresso não condizia com o potencial da cidade. Trinta anos se passaram. Somente em 1990, Ciro Gomes foi eleito governador do Ceará e olhou com muito carinho para sua cidade. De lá pra cá – Sobral voltou a receber grandes investimentos – privados e públicos – retornando ao crescimento do tempo de dom José. Hoje aquela cidade tem outro aspecto. 

Bem diferente de Crato, cidade  onde também seu maior benfeitor –  dom Vicente de Paulo Araújo Matos – foi (e continua) sendo um injustiçado. Sequer tem seu nome numa rua da cidade.
Será que Crato está vivendo uma “maldição” semelhante à vivida por Sobral durante  30 anos?

Há quem afirme que sim...

O RESPEITO QUE É BOM E TODOS GOSTAM, É DEVIDO OU NÃO



Respeito - Do latim: respectu. Substantivo masculino, 1 - agir com respeito, reverência. 2 - consideração. 3 - apreço. (Excetuo aquelas palavras sinônimas que geralmente se enquadram em locuções prepositivas para ter o valor de referência, se referir a, como no caso de dizer respeito a.)

O que você entende como respeito? Para mim é mais do que a definição do AURÉLIO ou do PRIBERAM, ou de qualquer grande Koogan Houaiss, mas será que o respeito que merecia ser devido a todos os seres é bem empregado e/ou exercitado?

Respeito para muita gente é só ser baseado na educação que é válido, mas essa 'validade' compete a quem? Se a educação vem de berço, saibamos que nascemos em berços diferentes! Não existem padrões de educação e modos, mas existem padrões de falta de educação e falta de modos. Sabemos quando a pessoa é mal-educada e isso é falta de respeito, mas quero me referir quando ela acha que foi educada e faltou com o respeito. O respeito não acontece com a melhor das intenções, pois, por exemplo, um menino tem por costume sempre tocar a cabeça das meninas quando as cumprimenta e isso para muitas é falta de respeito. Mas afinal, o que é o respeito!? Aquele que se pode construir como sociedade?

Acho que nunca acharemos a resposta para o respeito, mas é melhor preservar a antiga teoria e andar sempre com o bom "perdoe-me" na boca.

Mas será que devemos ser respeitosos com aqueles comentários que pedem respeito, desrespeitando os que são de opinião contrária?

Ridículo isso, não? Sou horrível para explicar e parece que estou falando só asneiras...

Se tivermos o bom senso, perceberemos que o respeito não atua com as pessoas que dizem prezar por ele, mas não contam com eles em seus pensamentos. Analisem esse exemplo clássico para entender o que eu quero dizer:

Um homem abre a boca e diz:

-Eu respeito todas as outras religiões, mas a minha é a melhor!

Cá entre nós, eu não consigo entender isso e quero, por favor, que se alguém pensa assim, me explique!

Acontece, ao meu ver, falta de respeito nessa situação também:

-Ah, eu respeito os homossexuais e bissexuais, mas quero-os longe de mim e dentro de minha casa nem pensar!

Tá legal, agora eu confesso! Esses dois exemplos não foram hipotéticos. Aconteceram e um de seus autores já foi meu melhor amigo, e outro é um parente. Essas duas frases ao meu ver já fogem do "campo do respeito" desde a definição, quanto mais aos sentimentos. Isso para mim foi o antônimo do respeito, e mesclado com uma hipocrisia bem mentirosa!

Acredito que um dia conseguiremos respeitar a todos, desde os micro-organismos até o universo, mas isso independe de um indivíduo e sim da ação conjunta e massiva de uma comunidade.

A educação para mim já perdeu essa referência, pois vejo alguns "educados" que falam sobre o respeito sem usar do respeito.

AGORA! Tenhamos um senso né! Flexibilidade é algo útil para impelir o desrespeito, como por exemplo no exemplo acima do menino que alisa a cabeça das damas. Se elas não se importassem com a atitude que ao meu ver não tem nada demais, o desrespeito não aconteceria, mas como muitas foram doutrinadas a ver essa atitude como um ato de safadeza, o desrespeito aconteceu. Já nem sei mais quem está errado aí no caso. Nem sei se existem errados ou certos em muitos casos simples como esses, mas isso já é outra discussão!

Por fim, espero por uma resposta que me "acerte o queixo de vez", e me faça agir com respeito em relação a todos aqueles que prezo. Sei que devo faltar o respeito com muitos, pois não é possível agradar a todos, mas desagradar a todos é possível. Contudo, como disse, ando com o "perdoe-me na boca" para esses casos. Quero saber como muitos aqui fazem para respeitar os outros, e tentar tomar parte de seus ensinamentos, em minha própria vida.

P.s. Clássico: Acho que praticamente todos concordarão que a falta de respeito acontece naqueles exemplos acima, pois eles são casos de discriminação, que começa com a mesma letra que desrespeito.

Como sempre: Abraços a todos que são de bem!

João Maurício Alexandre da Silva Sobral
SITE: http://textolivre.com.br/

Salete Libório em destaque...

  Salete Libório  entrevistada quando adere à Campanha
BRASIL SEM CIGARRO


SIGA O LINK:

http://g1.globo.com/videos/ceara/v/cearense-entra-na-campanha-brasil-sem-cigarro/1698634/

Carlos Drummond de Andrade


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

OLHARES E TEARES - Claude Bloc


Olhares
teares
presos até o fim do livro
presos até o cansaço
presos até o bater das asas
de um anjo de olhar castanho.

Café
cheiro de café
sons matutinos
névoa distinta
e as palavras rodopiando
nos sentidos.

Palavras sussurradas
sustando a sinfonia
bocejam alegres
quase infantis e ela soletrava
a lembrança das notas
e ela se enfeitava
todas as manhãs
guardando as notas dos risos
e o tempo dos compassos
tempo de nenhuns
tempo de viver o encontro
nesse preciso momento
ponto de sol brilhante
ponto diminutivo
ponto.


KARINA PEREZ A ARTISTA PLÁSTICA - Por Edilma Rocha

Karina Perez que está no ar na reprise de "Mulheres de Areia", na Globo, abandonou a carreira de atriz e se tornou artista plástica.
Ela, que na novela interpretou "Andreia Sampaio", a noiva de "Marcos", (Guilherme Pontes).
Artista plástica por formação, decidiu depois do casamento, montar um atelier e se dedicar 100% a este trabalho.
Curiosidades no mundo das novelas, em que uma atriz decide mudar o seu destino artístico.
Afirma que, ama o que está fazendo.

Fonte: Curiosidades dos artistas

Quilômetros de engarrafamento - Emerson Monteiro


Início do feriadão da República e noticiários indicavam até 245 km de engarrafamentos na saída de São Paulo ao litoral, com televisões mostrando filas imensas de veículos de faróis acesos às margens do Rio Tietê. Lembrei quando vivi em Salvador, ainda na década de 70 do século anterior, e do tempo que gastava, nos finais de semana, à espera de embarcar no ferry-boat a caminho da Ilha de Itaparica, onde curtíamos horas de lazer à beira mar.

Todos, neste mundo, buscamos a salvação da alma, conceito religioso que admite existência além do tempo deste chão... Chegaremos, um dia, à santidade, na chance da perfeição absoluta de superar o limite das experiências materiais.

E ao observar o sofrimento comum a todo vivente, calculamos a perspectiva das oportunidades para crescer interiormente em face dos testes agora recebidos.
Essa prova mesma dos engarrafamentos das grandes cidades, hoje em dia, quer representar das experiências severas a que o espírito se submete, porquanto horas e horas dentro de automóveis feitos gaiolas de luxo, aguardado deslocamento milimétrico, e depois retornar sob iguais condições, não deixa de comprimir a paciência da alma ao extremo, lição importante de constrangimento e realidade, no apuro das naturezas dos indivíduos.

Habitantes de metrópoles, eles sofrem miséria no sentido de sobreviver às oportunidades restritas, nessa escola aberta dos aglomerados e moradias reduzidas; nas arbitrariedades artificiais do sistema rígido das calçadas de ferro e cimento; em fábricas desumanas, mecânicas, automáticas; no atrito entre as pessoas; nos transportes abarrotados; na solidão das multidões indiferentes; nos descansos esfumaçados e tristes das janelas escuras; universo melancólico de jornadas industriais que parecem nunca revelar finais possíveis.

Santos em potencial são todos, contudo há os que adiantam o carro mediante respostas sábias à gravidade dos bloqueios e traumas das histórias grupais, sem um jeito melhor quase hora nenhuma. E lembrar, ainda, o quanto padecem das ingratidões de semelhantes que explodem desencantados, no decorrer do processo coletivo de evoluir, nas manadas reunidas e saraus barulhentos das noites aflitas.

Tudo isso lembra, pois, o tanto necessário aos dias felizes, no itinerário do drama que guarda em si as sempiternas esperanças dos dias quando, suaves, as ruas do destino ofereçam instantes de deslocamentos harmoniosos e justos.