Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

ANTONIO CONSELHEIRO



E o sertão virou mar... de sangueNa tomada de Canudos, o Exército matou pelo menos 25 mil rebeldes

Não consigo imaginar coincidências quando vemos que todas as iniciativas politicas partidas das classes populares, tratadas como se fossem contra os governos no Brasil, tiveram um fim trágico. A começar pelas insurreições, pela independência do Brasil, passando pelas revoluções de l930, Coluna Prestes, Caldeirão da Santa Cruz, Araguaia e por aí vai. Em todas elas, a força das armas literalmente matou ideias e ideais que podiam ser tomados como exemplo de cidadania.

Nada comparado às atrocidades cometidas pelos que são adestrados para “defender a pátria”, principalmente nas frentes de batalha dos movimentos situados nos lugares mais longínquos da sociedade urbana, como no caso de Canudos. E eu, francamente, não me canso de ler e reler histórias como a de Canudos, Caldeirão, Pau de Colher, Contestado, entre outras. Continuo a cada leitura, sem entender o motivo da ação covarde do poder dominante...

A mim, reações à intervenção urbana nestes movimentos são exemplos de uma rebeldia valente, objetiva, aguerrida, decidida. A mim, eles poderiam servir como exemplo para a promoção de avanços sociais. Avanços estes que dependem da inclusão de ideias simples, vinda de pessoas simples, que ao invés de optarem pela teoria (ora acadêmica, ora politica) preferiram tomar decisões baseadas na solução de problemas diretamente ligados às suas necessidades. Este foi o caso de Canudos.

Diziam que Conselheiro era um louco quando pregava o fim do mundo. Pregava como se fosse um alerta para as nossa obrigações religiosas. Quando perguntado sobre o fim do século, dizia Ele em seus sermões que...”em 1900 as luzes se apagariam e choveriam estrelas. Antes, porém, aconteceriam fatos extraordinários...Em 1896 mil rebanhos correriam da praia para o sertão e o mar se tornaria sertão e o sertão mar. Em 1897 o deserto se cobriria de pasto, pastores e rebanhos se misturariam e a partir de então haveria um só rebanho e um só pastor. Em 1898 aumentarias os chapéus e diminuiriam as cabeças, e em 1899 os rios ficariam vermelhos e um planeta novo cruzaria o espaço.(SIC)...(trecho do livro A GUERRA DO FIM DO MUNDO, Vargas Llosa)

Pelo que li, essa profecia também foi feita por Nostradamus para outra data, outros fatos, porém, de ideia semelhante. Só não compreendo por que Nostradamus é profeta e Conselheiro é “louco”. Mas isto é ideia para outra discussão.

Certo, é que Antônio Mendes Maciel, levou grande parte da sua vida sertões adentro, a aconselhar pessoas, principalmente no interior da Bahia, conclamando a todos a se voltarem pra Deus, ao trabalho e às orações. Conclamava o povo de sertão a recuperar e cuidar de igrejas católicas para, junto com eles, rezar e pedir a Deus a providencia divina para os sofrimentos de todos os sertanejos daquela sofrida região do Nordeste.

“Dava conselhos ao entardecer, quando os homens tinham voltado do campo e as mulheres terminado os afazeres domésticos e as crianças já estavam dormindo. Dava-os nos descampados desmatados e pedregosos que existem em todos os povoados do sertão...falava de coisas simples e importantes, sem olhar para ninguém em especial entre as pessoas que o cercavam, ou melhor, olhando, com olhos incandescentes, através através do ajuntamento de velhos, mulheres, homens e crianças, algo ou alguém que só ele podia ver...Os vaqueiros e os peões do interior escutavam-no em silêncio, intrigados, atemorizados, comovidos, e assim o escutavam os escravos libertos dos engenhos do litoral e as mulheres e os pais e os filhos de uns e de outras(idem)”.

Assim foi que Antônio Mendes Maciel ganhou a alcunha de “CONSELHEIRO”, passando a ser tratado como Antônio Conselheiro. A caminhar pelos sertões levando palavras de enlevo aos que lhe retribuíam com a atenção peculiar do sertanejo.

Um dia a sociedade urbana resolveu que era hora de acabar com a sua história. Conselheiro já tinha se fixado num parte de terra, fundado uma vila (arraial) chamada “CANUDOS. Os homens da cidade empenharam-lhe guerra. Exércitos foram mandados para liquidar com a sua historia. Os sertanejos que o seguiam, em defesa do arraial venceram três de quatro grandes expedições empreendidas. Tombaram na quarta investida, quando o exercito se utilizou da mais cruel e sangrenta tática de guerra, se utilizando inclusive de canhões.

Contam os pesquisadores que a ultima derrota do Beato deu-se por conta de uma disenteria aguda, quando Antônio Conselheiro morre no dia 22 de setembro. O cadáver não foi sepultado de imediato pois que, os seus seguidores, acreditavam que ele pudesse ressuscitar e continuar na luta. Só quando o corpo do beato começa a se deteriorar, já com a fedentina a atrair a sanha dos urubus, os sertanejos o enterram.
O cerco do Exército torna-se mais rigoroso. Passada uma semana, no dia 1º de outubro daquele ano, as tropas do governo empenham o ultimo e decisivo ataque, conseguindo por fim tomar a vila.
Em seu livro, Os Sertões, Euclides da Cunha descreve esse momento final da seguinte forma:
"Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a História, resistiu até o esgotamento completo. Expugnando palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam, raivosamente, cindo mil soldados.(Euclides da Cunha, OS SERTÕES)”.
De inicio cerca de trezentas mulheres levando pelo braço um contingente de crianças se rendem ao exército, mas os homens continuam resistindo numa luta desigual, com as poucas armas que ainda restam, aí incluídas armas brancas, artesanais como foices, pedras e pedaços de pau. No dia cinco de outubro tombam os últimos sertanejos. Eram os quatro heróis falados por Euclides da Cunha.
Caiu o arraial a 5.No dia 6, acabaram de o destruir desmanchando-lhe as casas, 5 200, cuidadosamente contadas."Depois da invasão, as ruínas da vila são destruídas e dinamitadas pelos militares. No final, de 25 mil a 35 mil rebeldes morreram nos combates. Entre os soldados, o total de baixas chegou a 5 mil. O corpo de Conselheiro foi desenterrado e sua cabeça foi levada como um troféu do Exército para Salvador, simbolizando o fim de Canudos(http://mundoestranho.abril.com.br)

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

DELIRANDO DE FEBRE OU A FEBRE DOS COLETIVOS NO CARIRI - Por: Antonio Sávio


A manipulação da juventude caririense e a lavagem cerebral ideológica


Qualquer pessoa comum que debruce um olhar mais atento sobre a realidade pode achar que está ficando louco, ou, como comumente lhe passam, não tem “nível suficientemente alto” para entendê-la. Essa ideia de ter que ter um ingresso dado por uma escola ou universidade brasileira para entender a realidade é fruto de um culto ao leviatã ( O Estado) denunciado por Hobbes, que hoje se personifica em nosso sistema educacional, e isso nunca me entrou na cabeça.

A suposição que no ambiente universitário você encontrará mentes aptas a lhe esclarecer alguma coisa e daí, você possa ter uma visão mais crítica (perdoe-me pelo uso dessa palavra, mas é a que o pessoal mais usa) da realidade é de uma falta de senso do ridículo incomum. A realidade mostra-se ao ser humano de acordo com sua vontade e esforço de captá-la, e isto, definitivamente não está nas mãos dos atuais professores universitários, salvo, como sempre, alguma exceção.

A tolice institucionalizada pelas universidades brasileiras tem feito um estrago mortal ao país. Muita gente inocente, de mente deveras brilhante, empreendeu suas forças por causas realmente ridículas, levados por gente mais experiente em aliciar e distorcer a realidade dos fatos. O fenômeno merece atenção, não pela qualidade das ideias produzidas, coisa que a história é sempre implacável, e os renegará ao lixo das eras, mas, o efeito que as ideias têm tomado na cultura e política do país é algo que merece atenção imediata. Os moldes da nossa atual cultura superior está no rebaixamento à ideia de “intelectual coletivo” do Antonio Gramsci que, vendo que a revolução pode ser feita pela corrupção contínua de uma cultura, corrompendo, distorcendo fatos, ocultando obras, tudo fica bem mais fácil. Deste modo, poucos estudantes universitários dos cursos de ciências humanas, apesar do acesso a internet, tem se perguntado sobre o conteúdo que lhes estão sendo entregues dia a dia em sala de aula.

Não se trata aqui de nenhuma “teoria da conspiração”, a estratégia embora de fato tenha sido empreendida pelas esquerdas brasileiras que trabalham dia e noite na empreitada, ainda tem como vantagem a inexistência de uma direita, uma soma enorme de analfabetos e miseráveis onde o primeiro discurso é o bastante para manipulá-los. Ora, assim é vitória certa. A prova que nos falta à ideia do que seja um estudo ou cultura de qualidade que dificilmente encontraremos um estudante que não tenha entrado em contato com as obras de Marx na universidade de modo direito ou indireto, mas, sequer ouviram falar em nomes como Edmund Burke, Samuel Coleridge, Thomas Carlyle, Henry Maine, ou pelo menos em brasileiros como Meira Penna, Mário Ferreira dos Santos, José Guilherme Merquior etc. É claro que, em tempos de supremo relativismo moral haverá quem diga: - Cada um segue o que quer! Mas a sentença aí só passa a ser verdadeira se puder existir apoditicamente a possibilidade de escolha, coisa que, é claro, que doutrinadores ideológicos não seriam inocentes de deixar.

O que vemos, portanto é uma série de acontecimentos que tem sim uma explicação histórica e filosófica. A propagação desse coletivismo é uma afronta à realidade. Não há nenhuma possibilidade de coletividade sem a existência individual. A própria constituição garante isso, porém, há quem ache que a nossa existência só pode ser vista de modo político-coletivo. Neste caso, você deixa de existir e passa a ter a ideia corrompida pelo grupo, pelo time de futebol, pelo partido, pelo coletivo. É claro que não é conveniente dizer que essa coletividade partidária ou não mataram por meio de suas ideologias mais de duzentos milhões de pessoas ao longo do século XX. As mesmas são frontalmente contra o que se desenvolveu filosoficamente na Grécia ou pelo pensamento medieval pelo fato de ambas professarem uma responsabilidade ao uno, ao indivíduo. Não há possibilidade de melhoria política da comunidade sem que antes a noção de responsabilidade sobre si seja tomada como prioridade.

A juventude como combustível.

Evidentemente que, a preparação dessas coletividades só se faz em bases frágeis ou inocentes, que facilmente cedem ao canto da sereia dada as suas carências. De um modo geral essas características podem ser vistas historicamente sobre os jovens. A necessidade de autoafirmação e pertencimento vem a ser o principal ingresso de jovens nas mais diversas ideologias, juntamente com a promessa de “fazer um mundo melhor”. É a supremacia do “intelectual orgânico” ou “intelectual coletivo” do Gramsci, citado acima. Uma vez que qualquer pessoa pode ser considerada intelectual para poder abranger toda uma massa de jovens que queira sua autoafirmação.

No Cariri, a propagação desses coletivos ideológicos tem sido difundida seguindo a regra a receita, de modo consciente ou não. É claro que muitos dos participantes dessa coletividade são pessoas idôneas que, em sua inocência aderiram à causa seja “por um mundo melhor”, “contra o imperialismo”, por um “mundo verde”, “ecologicamente correto” etc. Os jovens são incentivados as mais diversas ações sem nenhuma base de leitura política ou filosófica. A “preparação” é feita com base em leituras superficiais dos panfletos ideológicos com a intenção de por em atividade, o mais rápido possível, o jovem carente por elogio que, a partir daí receberá seus aplausos no fim do dia de modo garantido.

Enquanto isso na sala de justiça... Os responsáveis pelos grupos estão sempre muito ocupados. Se tiver um membro novo tem lá alguém que ver se o mesmo leu direitinho o manifesto comunista, se tem outros mais adiantados temos que ver quando será a próxima reunião, além de ter que receber os panfletos a serem distribuídos na próxima performance, além de uma infinidade de outras pseudo-ocupações que passam a impressionar os mais jovens.

Uma pergunta curiosa que eu faria caso estivesse em algum destes grupos é: - Como seguimos uma pessoa que professa uma doutrina que supostamente está acima do entendimento da maioria da população alienada, se ele mesmo, muito ocupado como percebemos, não tem tempo de abrir um só livro? E, supondo que a existência de tudo, haja uma dialética, como não pode ele estudar literalmente nada que seja contrário ao seu pensamento? Com que autoridade alguém que questiona o sistema capitalista pode fazê-lo se nunca leu nenhum economista, se não sabe o que é uma comparação de estados estacionários, nem uma taxa de poupança, nem um impacto de moeda corrente? Saberiam os revolucionários do Cariri quem são Covarrubias, Luis Saravia de la Calle, Pedro João de Olivi, Santo António de Florença e, principalmente, São Bernardino de Sena? Ou saberiam que essa ideia de concorrência (em latim, concurrentium) que eles tanto abominam já tinha sido dada no século XVI? Indo em direção as artes alguém pode imaginar que as maiores obras da cultura Ocidental foram feitas por um grupo? Da Vince, Michelangelo e Sandro Botticelli seriam “Coletivo Renascentista”, ou no barroco teríamos Caravaggio, Rembrandt e Geoges de La Tour como o “Coletivo Ave Maria”? Sabemos muito bem que o contexto histórico que vivemos é totalmente diferente, mas, como diria o Paulinho da Viola: “Tá legal, eu aceito argumento, mas não me altere o samba tanto assim…”.

O que sabemos é que desde que o mundo é mundo, cada um pensa com sua própria cabeça, individualmente! Esta é a condição de existência do homem, que, de fato não lhe impede nenhuma caridade. Mas caridade e alienação política são diferentes. Uma parte da ordem exterior, de um comando ilegítimo a outra da própria consciência. É óbvio que o direito de expressão é algo garantido constitucionalmente. O que não garante nossa constituição é a qualidade do que será expresso, e nem a premissa que ele seja inquestionável.

Por: Antonio Sávio

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Versos e cantorias - Emerson Monteiro

Este final de semana, de 10 a 12 de março de 2012, corresponde à realização, em Crato, do Seminário do Verso Popular em sua terceira edição, que, desta vez, corresponde aos 21 anos de existência da Academia dos Cordelistas do Crato, e consta do programa exposições, painéis, palestras, conferências, homenagens, oficinas de xilogravura e cordéis, minicursos, feiras, mesas redondas, apresentações de trabalhos científicos, sessões de vídeos, recitais, lançamentos de cordéis, posse de novos acadêmicos, apresentações de humor e música regional, numa festa da cultura popular nordestina digna dos melhores encômios.

A coerência cultural com que se criou, no tempo certo de duas décadas passadas, a Academia dos Cordelistas do Crato ora resulta no patrimônio universal dessa literatura, circunscrevendo o âmbito das manifestações artísticas do mundo inteiro qual mérito de registro necessário.

O Nordeste brasileiro preserva suas origens medievais como nenhum outro território deste mundo, enquanto a fundação dessa instituição do verso popular aqui reúne valores exponenciais em grupo de riqueza ímpar. Autores talentosos, de oficina própria e edições que já remontam a casa dos dois milhares, atualizadas fontes da leveza das rimas e do gênero, a fonte primeira da grande literatura em juventude perene.

De particular, noticio, pois, fortes sentimentos da satisfação experimentada nestes momentos do Seminário de Verso Popular do corrente ano. Houve blocos distintos na sede da Academia, no Largo da RFFSA e no SESC - Crato. Ocorreu, concomitante, a distribuição de obras editadas pelo Projeto Livro de Graça na Praça, idealização exitosa do mineiro José Mauro da Costa, pioneiro dessa função de expandir o livro ao povo nos quatro cantos do País, também um dos conferencistas do evento, no domingo à noite. E no sábado à cantoria dos jovens expoentes da atual cantoria, Ismael Pereira e Jonas Bezerra, testemunhas autênticas do menestrel sertanejo, provas inconteste da sapiência humana por meio dessa expressão natural do verso violado.

No decorrer das manifestações, as presenças de Josenir Lacerda, Tranquilino Ripuxado, João do Crato, Mana do Romualdo, Dalinha Catunda, Pedro Costa, Eugênio Dantas, João Nicodemos, Miguel Teles, Abidoral Jamacaru, Jorge Carvalho, Pedro Bandeira, Bastinha, Poeta Nascimento, Maércio Lopes, Ginevaldo, Pedro Ernesto, Luciano Carneiro, Arievaldo, Gildemar, Willian Brito, Anilda Figueiredo, Wiliana, Carlos Henrique, Sandra Alvino, Chico Pedrosa, Maria do Rosário, Higino, Moreira de Acopiara, Ulisses Germano, Seu Zezé, Alexandre Lucas,Vicente, Vandinho Pereira, Aldemá de Morais, Zé Joel, Raul Poeta, Nizete, Manuel Patrício, dentre outros da intelectualidade caririense, razões do sucesso das ações desenvolvidas. Para formar juízo claro da importância do acontecimento, veio dele participar o autor Gonçalo Ferreira da Silva, atual Presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.

Instituto Cultural do Cariri dá posse a mais dois ilustres Cratenses

O ICC, Instituto Cultural do Cariri deu posse a mais dois ilustres cratenses, que agora fazem parte de uma selecta plêiade de intelectuais, artistas; Pessoas que com seu trabalho e sua dedicação já eternizaram a sua marca na história do Cariri. Na última sexta-feira, dia 10 de fevereiro, foram empossados a poetisa e escritora Claude Berthe Bloc Boris na cadeira No. 24, secção de artes e ofícios, que tem como patrona Vicência Garrido, e o escritor e folclorista José Wilton Soares e Silva, mais conhecido como Wilton Dedê na cadeira No. 07, secção de folclore, que tem como patrono José Carvalho, escritor prolífico e renomado que hoje empresta o nome a uma das principais ruas do Crato.

A cerimônia aconteceu na sede do Instituto Cultural do Cariri, sob a presidência de José Huberto Tavares de Oliveira ( Bebeto ) e conduzida pelo cerimonialista Huberto Cabral, que é também atualmente secretário geral do ICC.

Na ocasião, os novos membros discursaram sobre a vida e a obra dos seus patronos. Claude Bloc fez um extenso relato preparado com bastante esmêro sobre a vida e a obra de Vicência Garrido, enquanto Wilton Dedê, falou de improviso com bastante propriedade e conhecimento acerca do poeta e escritor José Carvalho. Ao final, foi servido um cocktail aos presentes.

COBERTURA FOTOGRÁFICA:

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjPicvXRTcZJXmTIIphWVCA6RdZgEAs4NHgCk8Gp0C1v7HmNWdQB19ZRV5Ctt9KJZfYruhhaElGb7BoIgtppPB10Tq592vKhoDwtfeneZV3aPfE43xVDXzqP8HIZUorYfg_vNEch23VAQg/s1600/Img_5995.jpg

A cerimônia, que foi presidida por José Huberto Tavares de Oliveira ( Bebeto ) e conduzida pelo cerimonialista e memorialista Huberto Cabral, contou ainda com a presença de pessoas ilustres da cidade, dentre elas, o professor Jurandir Temóteo, escritor Roberto Jamacaru, Artista plástico Daniel Bloc Boris e o radialista Heron Aquino, que leu uma biografia de Claude Bloc, dentre outros.


Na foto acima: Claude Bloc Boris, que ocupa a cadeira No. 24 que tem como patrona Vicência Garrido.

Na foto acima, Wilton Dedê recebe o diploma de membro do Instituto Cultural do Cariri da sua esposa Rosângela ( Didi ).




Na foto acima, parte do público presente

Ao final, foi servido um cocktail aos presentes, nas dependências do ICC

Texto e Fotos: Dihelson Mendonça

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

RAIOS DE SOL - Tradução por Claude Bloc



Há pessoas na nossa vida chamadas  “Raio de sol”. Uma pessoa  "raio de sol" é,  na verdade, alguém que chega quando você menos espera. Você nem precisa ter muitas coisas em comum com ele/a. 
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Essa pessoa nem precisa ser tão inteligente, bonita, rica, nem ter especificamente uma vida incrível, projetos impressionantes... é apenas alguém... que te acolhe quando você estiver no chão. Que te traz a luz quando você pensava que iria permanecer na eterna escuridão. 
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É alguém especial, alguém que em nada é igual às outras pessoas que passam por ti todos os dias, que não parece com ninguém que você conhece ou já conheceu. É realmente alguém completamente peculiar que não tinha um lugar específico em sua vida, mas que entra de repente em sua porta e faz você ver as coisas por um ângulo diferente. 
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É alguém que tem sempre um riso pronto nos lábios e que ao se levantar, te faz levantar ao mesmo tempo. 
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Alguém que dá um novo sabor às mínimas e insignificantes coisas da vida. É alguém que te ilumina, mesmo sem fazer de propósito. Que ilumina a vida dos outros sem necessariamente ter êxito em sempre iluminar a sua própria vida. 
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É alguém que te faz sentir vivo/a, mesmo após ter vivido entorpecido/a anos a fio. Alguém com quem tu “saboreias” a vida a cada respiração, a cada refeição, a cada sensação de frio ou de calor, de alegria, ou de tristeza. Alguém que te ajuda a voar, mantendo os pés no chão. 
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Texto recebido originalmente em Francês por e-mail.
(Piegas? e daí?)

Não queremos entregar, queremos integrar – por Pedro Esmeraldo

Em um dos bares da cidade, numa manhã de sol, encontramos  uma equipe de homens cratenses dizendo palavras desconexas, querendo entregar o Crato a localidades mais fortes. Tomamos isso como um acinte, pois não somos homens para esmorecer, mas para lutar.
Eles eram cidadãos maduros cheios de brios mas que não sabiam separar o joio do trigo. Desfaziam do Crato dizendo que, a cidade quando estiver em aquecimento, tem que se afastar para não ser queimado ou então, agarrar-se com unhas e dentes aos poderosos e inimigos. Para eles, o Crato teria que se entregar, tornando-se submisso, baixando a cabeça dizendo amém.

Não meus amigos, não somos dessa estirpe de homens fracos. Devemos lutar, pois estamos aqui pra enfrentar as dificuldades com desafio por que somos homens de luta. Não somos pessoas desgarradas e não nos aproveitamos da pieguice exagerada por meio da perfídia e da calúnia da massa governamental, que facilmente cai nas conversas destoantes e que sempre partem para entregar o Crato à corrente inimiga, proveniente dos homens usurpadores do progresso alheio que se aproveitam do prestígio exacerbado a fim de melhorar os bens patrimoniais de outros municípios.

Cremos que todos esses bens devem ser respeitados e permaneçam no devido lugar.
Nós, os cratenses, crescemos à custa do nosso suor. Não prejudicamos ninguém, não procuramos intriga, por meio de palavras ardilosas que vem atordoando a nossa consciência.

Lembremos do campus universitário da UFC que vinha para o Crato e foi arrebatado na calada da noite, tirando o direito do cratense de possuir a sua universidade.
Somos favoráveis à união, digna e merecedora de aplausos, integrando-se os municípios entre si.
Por isso, continuamos pensativos, com ânsia de desenvolvermos, mesmo carregando pedras, e ao mesmo tempo procuramos enquadramos no caminho da solidariedade humana e sem medo de enfrentar a luta cotidiana.

Esses homens pessimistas deveriam pensar um pouco e dizer a verdade, sem intriga e com coragem, enfrentando a luta de colocar homens filhos desse torrão para assumirem a representação no Congresso Nacional, tentando incluir o Crato com prestígio restabelecido, empurrando-o para o desenvolvimento equilibrado com modernismo aperfeiçoado.
Agora apelamos para esses fracos amigos que sorrateiramente esquecem de caminhar com altivez em benefício da nossa terra, não vacilem, trabalhem, ajudem a empurrar o Crato que anda à deriva. Afinal, Crato necessita de seu trabalho e não precisamos colocar interesse alheio em nosso meio.

UM CONVITE AOS AMIGOS - Instituto Cultural do Cariri


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Um trabalho aprazível, leve, rápido e ET CETERA

Nos primeiros anos da década 1980, eu estava saindo da puberdade. Próximo dos meus 20 anos, meus pais ralhavam comigo, cobrando responsabilidade maior, o que quer dizer trabalho remunerado. No início de 1983 recebi proposta de uma livraria de títulos religiosos e materiais escolares, uma típica livraria e papelaria. Aceitei-a. Pena (ou não), o emprego só durou um mês. Demiti-me, pois o patrão proibiu-me de ler em serviço, mesmo na ausência de clientes. Pelo menos recebi um salário.

Logo depois, um amigo abriu um sebo de livros e discos. Ele mesmo montou boa parte da infra-estrutura da loja: estantes feitos de cano de PVC, pintadas de verde escuro. Ajudei-o nesta tarefa e por isso, acho, convidou-me para trabalhar com ele, como atendente. Aceitei e bati “o meu próprio recorde”, pois lá fiquei mais de um mês.

Esse amigo é Marcos Leonel, conhecido na cena “udigrudi” local como Marcos Lobisomem. O sebo era o Et Cetera.

Fotos da inauguração do sebo (acervo de Marcos Leonel)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Jornal do Crato- Ceará - Narciso de Almeida Passos Filho

Caro colegas,

Fiquei emocionado, de ver meu nome na lista da turma de 1965. A cidade do Crato, Colégio Diocesano, Padre Monsenhor Francisco Holanda Montenegro, carrego sempre na minha memória. Eu que sou do interior do Piauí, estudei neste grande estabelecimento, no regime interno e semi-interno por 5 anos, depois fui para Fortaleza estudar no Colégio Estadual Liceu do Ceará. 

Hoje me encontro, no Rio de Janeiro, na cidade de Itaguaí que dista 1 hora da capital, onde vivi por 40 anos. Tive a felicidade de viver em duas lindas cidades: Crato, princesa do Cariri, onde fiz parte do coral da Professora Bernadete, e a Cidade Maravilhosa do Rio de Janeiro. Em 1967, de volta pro meu torrão natal, de trem, ou seja de Fortaleza pro Crato, me hospedei na casa colega, e lá fui entrevistado por um colunista ... a matéria saiu assim: FILHOS DE RICOS FAZENDEIROS DO PIAUÍ. 

Essa reportagem foi publicada na ultima de semana de Dezembro de 1966 ou 67. Gostaria de ler esta outra vez . Me lembro muito bem do meu colega Francisco Peixoto - meu artista cantor. Do Hugo - o sanfoneiro, e tanto outros colegas. 

Um Abraço,

Obrigado pela lembrança, felicidades pra vocês e seu familiares. 

Narciso de Almeida Passos Filho . 


**Recebido por e-mail

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ACRÍLICO : MATERIAL E TÉCNICAS - MEDIUNS - Por Edilma Rocha



Mediuns
Embora você possa diluir a tinta acrílica em água, especialmente se quiser obter um efeito semelhante ao da aquarela, muitos fabricantes produzem mediuns líquidos de pintura que proporcionam um controle maior.
O chamado medium de brilho afina a tinta acrílica, deixando-a com uma delicada consistência cremosa; acrescentando mais medium, a tinta fica transparente, deixando aparecer o brilho das cores de baixo. Depois de seco, dá um acabamento brilhante, igual ao de uma pintura a óleo.
O medium fosco tem exatamente a mesma consistência e também deixa as cores tansparentes se voce aumentar a quantidade, mas depois de seco irá conferir um acabamento acetinado, sem brilho.
Experimente os dois mediuns separadamente e então misture-os, para ver o que fica melhor. Voce notará que uma mistura meio a meio de brilhante e fosco produz um agradável efeito semibrilhante. Esse efeito pode ser explorado em determinados trabalhos, tente-o, e talvez voce o julgue preferível, em relação ao brilhante ou ao fosco.
Para  misturar grandes quantidades de cores de acrílico, a paleta mais adequada é uma bandeja ou prato de esmalte branco, desses que voce encontra em lojas de ferragens. Como alternativa, voce pode usar um  pedaço de vidro com uma folha de papel branco pregada por baixo, ou então uma paleta do tipo usada para pintura a óleo.
Se voce decidir trabalhar com tinta mais fluida, experimente usar uma paleta para aquarela, de metal, plástico ou porcelana, e que tenha compartimentos separados.

Fonte :Draw iti paint iti - Eaglemoss Publications Ltda - Watson Guptill
           Livros estudados em restauração e Pintura na SBBA, Sociedade Brasileira de Belas Artes - Rio de Janeiro
Como se escreve:
Singular - Medium
Plural - Mediuns


MOMENTO DA POESIA - Por Claude Bloc

Meus poemas


Meus poemas são sinfonias
que se escondem em mim,
para lá dos sons
para lá da música
e da simples existência.

Meus poemas são minha essência.
Neles amo,
neles falo dessa lua que nem se mostra
neles prometo tudo
neles falo  o que não posso...
neles sonho e ensaio
a vida e seus reveses
longe de olhares noturnos
longe de qualquer folia.
Meus poemas são você
sou eu também
e em minh’alma
 esses poemas passeiam
na  pauta da sua mão.

Claude Bloc

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Onda de frio na Europa - Emerson Monteiro

O clima da Terra mudou a olhos vistos. Fenômenos já surpreendem populações inteiras nos mais diversos lugares, no entanto, com explicações plausíveis para tamanhas transformações nos acontecimentos, verdadeiras ameaças à sobrevivência e bem estar das espécies. Em 2010, por exemplo, houve mais terremotos na face do Planeta do que em todos os anos anteriores, causando apreensão e prejuízos, abrindo espaço às preocupações humanas com relação ao que sujeita ocorrer nas próximas décadas.

Em dias recentes deste princípio de ano (2012), a Europa atravessa grave crise climática diante das excessivas temperaturas verificadas, ocasionando, pelo menos, duas centenas de mortes em países de baixas temperaturas. Além das vidas em perigo, devido o abastecimento de gás natural e outras energias sofrerem drástica redução entre os mercados, gerando ainda mais deficiência nos instrumentos de reversão do quadro verificado.

Fortes indícios dos males de uma selvageria predatória longe de controle apontam, pois, à irregularidade racional de uso dos meios existentes para viver. Regiões reconhecidas pelo regime de chuvas regulares e fartas agora defrontam estiagens e secas de causa dó, fora mesmo das previsões, motivo de perdas sucessivas nas safras.

As razões das consequências, no entanto, crescem nas principais causas, dentre essas o desperdício dos recursos naturais a pontos jamais imaginados, pela ganância agressiva e perversa, em detrimento da Humanidade como um todo. Fome agressiva do domínio gratuito de bens preciosos a tudo justifica, febre doentia de esbanjamento e supérfluos que parece ilimitada, sobretudo das nações ricas, fora dos escrúpulos necessários à sustentação, imposição da própria miséria ética desse tempo do salve-se quem puder.

E nisso claudica o sistema da produção mundial, aberto à livre competição dos acúmulos desmedidos. O interesse dos grupos de poder predomina sob a justiça coletiva, peso comprometedor que e a quase ninguém sensibiliza para respostas proporcionais ao problema.

Milênios de desmatamento, guerras, testes nucleares, exploração incontrolada e poluição em massa só de longe cobram o preço impagável de tudo o que o amadorismo apocalíptico ora transforma em alertas extremos da Natureza mãe, em gritos de atenção surdos e valiosos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

“Costa Concórdia”, “Titanic” do século XXI: presságio de um fim de época?



Com passageiros na proa, pouco antes do final: um símbolo de nossa época?

O afundamento do “Costa Concordia” rememorou na Europa os tristes presságios levantados pela perda do “Titanic”, escreveu Ben Macintyre, do diário “The Times” de Londres, reproduzido pelo "The Australian".

Sir Osbert Sitwell viu na tragédia do transatlântico inglês, ocorrida em 14 de abril de 1912, um “símbolo de uma sina que se avolumava sobre a civilização ocidental”. E, de fato, não muito depois, a I Guerra Mundial arrasaria o continente europeu, pondo fim à sua rica, requintada e irrefletida Belle Époque.
Émulo do "Titanic" que "nem Deus afundava", semi-afundado.
Hoje, no momento em que a União Europeia se afunda em dívidas, na incerteza política e na fragilidade econômica, o desastre do luxuoso cruzeiro italiano inspira presságios não menos convidativos à reflexão.
Neste ano em que vai se decidir se o euro afunda ou se permanece à tona, o “Costa Concordia” surge como uma alegoria perfeita da extravagância financeira e da artificialidade da imensa construção europeia.

Um enorme palácio flutuante, de um luxo que faria o “Titanic” ser considerado quinquilharia; de ostentação e gosto discutíveis, mas não por isso menos impressionantes para os nossos dias; o maior cruzeiro que a Europa da era UE conseguiu construir ao faraônico preço de 572 milhões de euros foi acabar se desventrando nos recifes de uma simples e poética ilha toscana.
Os desastres – escreveu Macintyre – marcam de um modo poderoso as curvas da História. E assim como o desaparecimento do “Titanic” soou como um gongo para a era vitoriana, o fim do “Costa Concordia” poderia marcar simbolicamente o fim de uma época tão confiada quanto insegura.
Construir um mundo de prazeres sem Deus, aonde leva?
Em 1912, G. K. Chesterton viu no afundamento do “Titanic” a punição da “modernidade”, de uma era orgulhosa que se auto-adorava num navio fruto de suas mãos e supostamente impossível de afundar, mas que acabou reduzido a nada pela natureza que ele acreditava ter dominado para sempre.
O “Costa Concordia” – pergunta Macintyre – pressagiará uma mudança de época comparável, trará uma advertência ou uma eventual punição à obsessão por uma modernidade que adora as velocidades, as construções babilônicas e o luxo “globalizado”?
Acrescentamos nós: uma “modernidade” que pretende atingir o céu desconhecendo a própria moral natural e desafiando as leis do Criador? Esta é uma questão que está no cerne dos anúncios feitor pela Virgem Maria em La Salette e em Fátima.

(Postado por Armando Lopes Rafael)

Ai quem me dera – Tom Jobim / Marino Pinto

Ai quem me dera ser poeta
Pra cantar em seu louvor
Belas canções, lindos poemas,
Doces frases de amor
Infelizmente, como eu
Não aprendi o A-B-C
Eu faço sambas de ouvido pra você

Depois de muitas frases lapidares, eu percebi
Que as rimas que eu preciso,
Essas rimas esqueci
E que o verbo amar não se conjuga sem você
Eu faço sambas de ouvido pra você

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Bee Gees (9/16) - How can you mend a broken heart



 
 Bee Gees - How can you mend a broken heart
 
 
I can think of younger days when living for my life
Was everything a man could want to do
I could never see tomorrow, I was never told about the sorrow

And how can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
How can you stop the sun from shining?
What makes the world go round?
How can you mend this broken man?
How can a loser ever win?
Please help me mend my broken heart and let me live again

I can still feel the breeze that rustles through the trees
And misty memories of days gone by
We could never see tomorrow, no one have told us about the sorrow

And how can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
How can you stop the sun from shining?
What makes the world go round?
How can you mend this broken man?
How can a loser ever win?
Please help me mend my broken heart and let me live again

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

UMA MÁGOA INESQUECÍVEL - POR PEDRO ESMERALDO


A população cratense sofre de mágoas contundentes estimuladas pelas autoridades do Estado, vez que esquecem do Crato nas horas mais precisas no período chuvoso.
Hoje, 28 de janeiro de 2012 fez um ano do vexame que o Crato passou diante de uma chuva torrencial que causou terror durante a madrugada. O comércio dilacerado pela avalanche das águas do Rio Granjeiro acarretou grande prejuízo ao comerciante que suportou com paciência esse descaso.
Muitos desses comerciantes ficaram atônitos com o prejuízo dos seus estabelecimentos.
Foi um Deus nos acuda quando se depararam com esses problemas, visto que alguns deles ficaram em desespero, pois não acreditavam nessas autoridades que costumeiramente desprezam o Crato, já que não têm a quem apelar, permanecem de braços cruzados, somente aguardando a bondade de Deus.
Se não fosse a boa vontade do senhor prefeito junto com o vice-governador, que se interessaram para conseguir verbas especiais a fim de contornar em parte esta situação degradante da cidade do Crato, não teria conseguido uma verba mesmo minguada de quatro milhões de reais, medida (paliativa) que mal dava para sanar em parte o controle do Rio Granjeiro nos dias das enchentes das grandes chuvas.
Não podemos narrar quanto foi o prejuízo dessa cidade, mas temos o pensamento bem obscurecido devido o desinteresse de algumas autoridades do Estado que tudo fazem para prover o Crato de grandes melhoramentos. Tudo negam para esta cidade e não nos deixam esperançosos quando queremos solucionar os problemas.
Até hoje não sabemos por que motivo não concluem pelo menos o remendo do canal. Porque motivo as obras desse canal estão paralisadas. Isto é uma amostragem séria e realista que as autoridades do Estado só desejam dilacerar o Crato, visto que, vez por outra, têm como objetivo deixar o Crato esvaziado em favor do outro município.
Não há razão para isso. Deviam respeitar o Crato, não tirando nada daqui. Por sua vez o povo cratense tem um pensamento negativo diante dos descasos que sempre foram motivados pelos grandões do Estado.
Vivem marginalizando constantemente a nossa cidade e depois ficam de beiço torcido quando há protesto do povo cratense que pede mais apoio e mais dignidade com esta cidade.
Alguns deles só vêm aqui receber homenagem, por certo merecida devido aos poucos serviços que nos prestaram.
Crato foi a cidade precursora do desenvolvimento nacionalista e enquanto hoje, que o seu desejo é riscar a cidade do mapa da história do país.
Até quando vamos suportar esse desprezo? Já temos gritado tanto: não sabemos por qual motivo somos esquecidos, e quando ainda um simples retorno são retirados das margens da estrada Crato Juazeiro.
Ah Senhor, isso que estamos sofrendo é dose para elefante e não podemos mais suportar esse descaso.

Crato-CE, 28/01/2012.

Autor: Pedro Esmeraldo

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

UM BREJO DESLEMBRADO - Por Pedro Esmeraldo

Nesses últimos dias tenho andado muito de trem partindo do Crato para a estação do São José. Muito desorientado, convivendo com uma tristeza sem fim devido o abandono dos brejos cratenses que há muito vêm sendo desprezados pelos agricultores devido a falta de apoio técnico e financeiro.
Percebo que por meio desse abandono há um sentimento negativo dos agricultores, visto que facilmente entregam os pontos. Não esboçam reação. Alguns deles pararam de trabalhar, acarretando sérios prejuízos, pois a falta de produção agrícola traz o desespero do cidadão e por certo não há no momento desenvolvimento agrícola.
Constantemente, trago em minha memória a grandeza da produção canavieira do passado que formava uma riqueza que fazia gosto de ver, pois mesmo com aspecto rudimentar, conduzia o homem do campo para o emprego que seria a base favorável e assegurava o cidadão a sua terra natal.
Antigamente, via-se um canavial verdejante, agitado pelo vento úmido que soprava em direção à Chapada do Araripe e deixava o agricultor inebriado pelo conforto que trazia pela sua útil produção, advinda do seu patrimônio equilibrado.
Infelizmente, veio o desuso do consumo da rapadura, trazendo desânimo para o agricultor caririense, devido a falta de modernização no trato da cana, que por sua vez, não houve também a tecnologia das máquinas que favoreceriam na tecnologia da produção canavieira.
Os empresários que vieram observar se seria viável ou não a expansão e a modernização no trato da cana-de-açúcar da região do Cariri, não satisfizeram. Convém notar que foram semelhantes a uma faca de dois gumes, tudo que faziam era favorável somente para eles. Por isso, nada foi adiante e nada produziam com sinceridade, visto que não avançaram no sentido agrícola e da produção canavieira. Nesse ínterim, houve o arrefecimento do homem rural, visto que afirmo que sua permanência na região do Cariri foi efêmera e houve um distúrbio de comportamento limitado dos rurícolas caririense e afirmando ao mesmo tempo que esses empresários não vieram para ficar.
Agora, a título de sugestão, tem que haver consolidação no solo agrícola, voltando a estimular a produção agrícola por meio de incentivo financeiro e técnico, dando orientação ao homem, trazendo uma tecnologia avançada com estímulo para que o agricultor volte a produzir e aproveitar os brejos com produção adequada e vantajosa para que volte apto a produzir como no tempo passado. Porém, essa produção tem que ser adequada com a tecnologia.
  
Crato-CE, 28 de Janeiro de 2012.

Autor: Pedro Esmeraldo

MOMENTO DA POESIA - Por Claude Bloc


Escolhas

Em cada um de nós
 há um mundo de escolhas
que nos interrogam continuamente
 e escrevem nossa história...
A poesia também é isto: um escrever
nessas folhas que já estão escritas
nesse mundo encantado das palavras
onde nos cabe viver... 


Claude Bloc

domingo, 29 de janeiro de 2012

EVANDRO ONOFRE (filho ilustre de Assaré)


Artigo publicado no Jornal do Commercio - PE

Postagem publicada a pedido de Evaldo Braga Brilhante
Amigos amores, amados, paixões e casos!


Queria agradecer mais uma vez pela linda Terreirada de ontem! Que público fantástico! A nossa banda da Terreirada! As participações especiais, maravilhosas! Luiza SalesMiguel Fridman GarciaIrineu FernandesYuri Villar,Márcia GuzzoKarina Neves, Romulo Frazão! Entre outros de sempre! As novas parcerias com Aline Brufato e o Semente da Música Brasileira!



Essa história começou com Elizabeth FernandesPaloma Fraga, Isabel Viana, Ranier Oliveira,Flauberto Gomes, e tantos outros parceiros! Essa galera tem todos os méritos do que somos hoje! Desde Grupo Tá Na Rua, com o Cigano, (rsrsrs) o CTO, Casa Gira Mundo... E vamos seguimos caminho! Cada vez mais desenvolvendo um trabalho mais amplo, muito além do forró! Passeando pela música brasileira e universal! Inovando sem perder a essencial da nossa música, no terreiro, dos folguedos, da celebração da vida!

Vem aí o carnaval e teremos a Terreirada à Fantasia, em março ja voltamos com a Terreirada Cariri, e ainda esse semestre iniciaremos a Terreirada especial, mensalmente, em uma espaço ainda maior com convidados e tudo! Salve o Ceará, meu Cariri, e salve o Rio de Janeiro! Isso é Brasil!

Atualmente! Somos Julia Guimaraes, Geraldo Junior, Beto LemosGabriel PontesCláudio Lima,Joana Araujo e Felipe Rodrigues! Mas passaram por aqui e deixaram sua contribuição: Filipe MüllerMarcelo Müller,Flauberto Gomes, Ranier Oliveira, Luiza Sales, Francisco Gomide, Maria Gomide, João Bittencourt e tantos outros, também!

É isso, vim dizer aqui que nada é graça! Essa construção é como qualquer outra coisa na vida na qual agente se doa! Tem amor e carinho, seja um jardim, uma poesia, uma canção, um Terreiro... Hoje vamos colhendo as flores plantadas por cada um de vcs! Principalmente o público!

Tenho orgulho em repetir:

- Somos uma festa independente, um espaço alternativos!
Desenvolvemos aqui uma expressão artística, não apenas uma reprodução da música de mercado ou da cultura de massa! Isso é uma conquista! Que venham muitos outros anos pela frente! 

Amigos, somos agradecidos por vcs escreverem essa história conosco!Continuem compartilhando literalmente, digitalmente, fisicamente, espiritualmente, essa alegria conosco!


Beijos e abraços,


Terreirada Cearense!

sábado, 28 de janeiro de 2012

Perfumes da saudade pelo ar - Emerson Monteiro

Nas manhãs cinzentas dos invernos, essa brisa suave colhe a gente bem na surpresa dos abraços de antigamente, do tempo em que as flores murcharam leves nos jardinas abandonados. As luzes chegavam aos olhos molhados em gotas de lágrimas dos que se amam e vão sumindo na longa estrada dos dias enegrecidos pelo tempo veloz. Gosto amargo de ausência travava na saliva o íntimo da boca, peito dorido e vazio nos espaços em redor. Desejo imenso de controlar o movimento dos barcos um pouco mais, porém restava pouco de perfume do passado que virava forte saudade descomunal goela adentro. E fiapos de músicas engoliam últimos acordes das notas vazias, românticas, esgotadas nos frouxos véus, traços lentos, indiferentes do Destino com letra maiúscula.

Falas de pessoas agora rumorejam as salas de portas abertas, porém prenhes das ausências de quem se foi nas asas do nunca mais. Há promessas nisso de sucumbirem às doces lembranças quais sementes plantadas nas colinas adormecidas de festas alegres, caprichosas, fugidias. Um pedido de clemência clama aos sonhos interrompidos belas frases, lindos sorrisos, cores intensas, e só desencantos afinal. Aos deuses, as sentenças ao ostracismo de viagens mitológicas jamais receberão revisão.

Pisar, assim, solto no vácuo dos desaparecimentos injustificados no senso comum parece recordações intermitentes, reclamações desse processo exótico, contudo acontecendo a todo instante. Os pobres réus apenas enxugam o rosto sem possibilidades, porquanto a quem não sabem apelar. Rezam, é do direito dos desvalidos. Controlam a duras penas o instinto de sofrer da raça. Retêm ao máximo o impulso das vertigens apelo dos abismos profundos. Param e refletem no caminho à procura dos olhares iluminados que lhes apagaram momentamente os seus, na pedra de memórias arcaicas.

Casos de amor por vezes devoraram as entranhas das gentes e caíram nessa estranha vila das sensações de eternidade a remoer o coração, esfregar na cara as práticas felizes dos adjetivos desnecessários, constâncias permanentes, ainda que contassem tudo aos ouvidos lá internos, na alma teimosa das pessoas, no sonho de ser feliz, a somar cordões de longas esperas aos idos da experiência inesquecível.

Baixa Rasa...Uma Festa no Miolo da Chapada Com a Brisa de Janeiro-Wilson Bernardo.

Wilson Bernardo-fotografia

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Mundo de sonhos - Emerson Monteiro

Nos mistérios da Natureza, os sonhos ocupam lugar privilegiado. Tal qual pensamentos independem da pura vontade dos que pensam, sonhos se apresentam na medida do sono e ninguém escapa dos encaminhamentos instigantes que formam noites a fora. Há estudos mil quanto aos sonhos. Na Ciência, busca persistente aprofunda respostas a isto, desde o passado remoto, e ainda permanece presa ao campo nebuloso das cogitações, circulando o tema de olhos atentos, porém precisando de maiores esclarecimentos que a todos convençam. Admirável esse universo sempre novo dos sonhos.

A propósito, lembro de história que, um dia, ouvi de certo antropólogo americano, não lhe recordo o nome, que viajava pelas tribos da Amazônia e entrevistara velho pajé a respeito dos sonhos. Na entrevista, perguntou ao indígena do poder que as pessoas possuem de entrarem nos sonhos das outras.

Sem titubear, o feiticeiro respondeu que sim, as pessoas podem entrar nos sonhos das outras pessoas, acrescentando em seguida que iria demonstrar, na prática, ao pesquisador, o que estava afirmando naquele momento. Que entraria em um dos seus sonhos para provar o que dissera.

Depois de o professor seguir a outros locais de estudos, retornou à região alguns meses transcorridos desde então. Ali, de novo, se avistou com o pajé da entrevista. Nessa hora, o próprio selvagem foi quem tomou a iniciativa de lembrar o mesmo assunto dos sonhos, e perguntou:

- O senhor recorda de um sonho que outro dia teve, e que nele apareceu uma onça pintada em movimento dentro da floresta?

Após concentrar o pensamento, confirmou o antropólogo aquele sonho que, com clareza, vivenciara no intervalo de tempo após haver encontrado o pajé pela primeira vez.

- Pois aquela onça era eu – assim e naturalmente retribuiu o índio antigo.

Observo, contudo, a margem infinita dos conhecimentos em adquirir, nas jornadas da experiência, o domínio de si sob os mistérios que, a todo o momento, surgem nas portas da transformação, espaço do crescimento individual comum e fértil.

E concluo indagando aquilo mesmo que quis saber do índio o estudioso americano:

- É possível a uma pessoa entrar nos sonhos das outras pessoas?

NA RUA


Tua namorada;



namora na lua,


na morada nua,


mora na rua,


na morada tua.


Karla Sanchez

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

 A noite
(Claude Bloc)


Meu olhar pousa na serra. Um pensamento cego grita quando o silêncio noturno se instala e se mascara em sorriso.

Nada fica solto, nessa hora tardia em que o sol se revela e parte - como tudo que parte.
Os pássaros voam pro sul, a noite se perde no azul... perfumando-se na cor de todas as flores, desfazendo-se num céu de sangue.

E o silêncio permanece. O mistério pousa nesse olhar cerrado que carrego quando a noite se fecha. Corro para dentro da noite! E cada vez que meus olhos se abrem e entrevejo o sonho que se acorda. Lá aonde os pensamentos vão se encontrar.

Claude Bloc

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O ANALFABETO POLITICO




El peor enemigo de la revolución es el burgués que muchos revolucionarios llevan adentro
(Mao Tse Tung)

O ANALFABETO POLITICO
O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha
e estufa o peito dizendo que odeia a política.
Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo.
(Bertold Brecht)