Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
ANTONIO CONSELHEIRO
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
DELIRANDO DE FEBRE OU A FEBRE DOS COLETIVOS NO CARIRI - Por: Antonio Sávio
A manipulação da juventude caririense e a lavagem cerebral ideológica
Qualquer pessoa comum que debruce um olhar mais atento sobre a realidade pode achar que está ficando louco, ou, como comumente lhe passam, não tem “nível suficientemente alto” para entendê-la. Essa ideia de ter que ter um ingresso dado por uma escola ou universidade brasileira para entender a realidade é fruto de um culto ao leviatã ( O Estado) denunciado por Hobbes, que hoje se personifica em nosso sistema educacional, e isso nunca me entrou na cabeça.A suposição que no ambiente universitário você encontrará mentes aptas a lhe esclarecer alguma coisa e daí, você possa ter uma visão mais crítica (perdoe-me pelo uso dessa palavra, mas é a que o pessoal mais usa) da realidade é de uma falta de senso do ridículo incomum. A realidade mostra-se ao ser humano de acordo com sua vontade e esforço de captá-la, e isto, definitivamente não está nas mãos dos atuais professores universitários, salvo, como sempre, alguma exceção.
A tolice institucionalizada pelas universidades brasileiras tem feito um estrago mortal ao país. Muita gente inocente, de mente deveras brilhante, empreendeu suas forças por causas realmente ridículas, levados por gente mais experiente em aliciar e distorcer a realidade dos fatos. O fenômeno merece atenção, não pela qualidade das ideias produzidas, coisa que a história é sempre implacável, e os renegará ao lixo das eras, mas, o efeito que as ideias têm tomado na cultura e política do país é algo que merece atenção imediata. Os moldes da nossa atual cultura superior está no rebaixamento à ideia de “intelectual coletivo” do Antonio Gramsci que, vendo que a revolução pode ser feita pela corrupção contínua de uma cultura, corrompendo, distorcendo fatos, ocultando obras, tudo fica bem mais fácil. Deste modo, poucos estudantes universitários dos cursos de ciências humanas, apesar do acesso a internet, tem se perguntado sobre o conteúdo que lhes estão sendo entregues dia a dia em sala de aula.
Não se trata aqui de nenhuma “teoria da conspiração”, a estratégia embora de fato tenha sido empreendida pelas esquerdas brasileiras que trabalham dia e noite na empreitada, ainda tem como vantagem a inexistência de uma direita, uma soma enorme de analfabetos e miseráveis onde o primeiro discurso é o bastante para manipulá-los. Ora, assim é vitória certa. A prova que nos falta à ideia do que seja um estudo ou cultura de qualidade que dificilmente encontraremos um estudante que não tenha entrado em contato com as obras de Marx na universidade de modo direito ou indireto, mas, sequer ouviram falar em nomes como Edmund Burke, Samuel Coleridge, Thomas Carlyle, Henry Maine, ou pelo menos em brasileiros como Meira Penna, Mário Ferreira dos Santos, José Guilherme Merquior etc. É claro que, em tempos de supremo relativismo moral haverá quem diga: - Cada um segue o que quer! Mas a sentença aí só passa a ser verdadeira se puder existir apoditicamente a possibilidade de escolha, coisa que, é claro, que doutrinadores ideológicos não seriam inocentes de deixar.
O que vemos, portanto é uma série de acontecimentos que tem sim uma explicação histórica e filosófica. A propagação desse coletivismo é uma afronta à realidade. Não há nenhuma possibilidade de coletividade sem a existência individual. A própria constituição garante isso, porém, há quem ache que a nossa existência só pode ser vista de modo político-coletivo. Neste caso, você deixa de existir e passa a ter a ideia corrompida pelo grupo, pelo time de futebol, pelo partido, pelo coletivo. É claro que não é conveniente dizer que essa coletividade partidária ou não mataram por meio de suas ideologias mais de duzentos milhões de pessoas ao longo do século XX. As mesmas são frontalmente contra o que se desenvolveu filosoficamente na Grécia ou pelo pensamento medieval pelo fato de ambas professarem uma responsabilidade ao uno, ao indivíduo. Não há possibilidade de melhoria política da comunidade sem que antes a noção de responsabilidade sobre si seja tomada como prioridade.A juventude como combustível.
Evidentemente que, a preparação dessas coletividades só se faz em bases frágeis ou inocentes, que facilmente cedem ao canto da sereia dada as suas carências. De um modo geral essas características podem ser vistas historicamente sobre os jovens. A necessidade de autoafirmação e pertencimento vem a ser o principal ingresso de jovens nas mais diversas ideologias, juntamente com a promessa de “fazer um mundo melhor”. É a supremacia do “intelectual orgânico” ou “intelectual coletivo” do Gramsci, citado acima. Uma vez que qualquer pessoa pode ser considerada intelectual para poder abranger toda uma massa de jovens que queira sua autoafirmação.
No Cariri, a propagação desses coletivos ideológicos tem sido difundida seguindo a regra a receita, de modo consciente ou não. É claro que muitos dos participantes dessa coletividade são pessoas idôneas que, em sua inocência aderiram à causa seja “por um mundo melhor”, “contra o imperialismo”, por um “mundo verde”, “ecologicamente correto” etc. Os jovens são incentivados as mais diversas ações sem nenhuma base de leitura política ou filosófica. A “preparação” é feita com base em leituras superficiais dos panfletos ideológicos com a intenção de por em atividade, o mais rápido possível, o jovem carente por elogio que, a partir daí receberá seus aplausos no fim do dia de modo garantido.
Enquanto isso na sala de justiça... Os responsáveis pelos grupos estão sempre muito ocupados. Se tiver um membro novo tem lá alguém que ver se o mesmo leu direitinho o manifesto comunista, se tem outros mais adiantados temos que ver quando será a próxima reunião, além de ter que receber os panfletos a serem distribuídos na próxima performance, além de uma infinidade de outras pseudo-ocupações que passam a impressionar os mais jovens.
Uma pergunta curiosa que eu faria caso estivesse em algum destes grupos é: - Como seguimos uma pessoa que professa uma doutrina que supostamente está acima do entendimento da maioria da população alienada, se ele mesmo, muito ocupado como percebemos, não tem tempo de abrir um só livro? E, supondo que a existência de tudo, haja uma dialética, como não pode ele estudar literalmente nada que seja contrário ao seu pensamento? Com que autoridade alguém que questiona o sistema capitalista pode fazê-lo se nunca leu nenhum economista, se não sabe o que é uma comparação de estados estacionários, nem uma taxa de poupança, nem um impacto de moeda corrente? Saberiam os revolucionários do Cariri quem são Covarrubias, Luis Saravia de la Calle, Pedro João de Olivi, Santo António de Florença e, principalmente, São Bernardino de Sena? Ou saberiam que essa ideia de concorrência (em latim, concurrentium) que eles tanto abominam já tinha sido dada no século XVI? Indo em direção as artes alguém pode imaginar que as maiores obras da cultura Ocidental foram feitas por um grupo? Da Vince, Michelangelo e Sandro Botticelli seriam “Coletivo Renascentista”, ou no barroco teríamos Caravaggio, Rembrandt e Geoges de La Tour como o “Coletivo Ave Maria”? Sabemos muito bem que o contexto histórico que vivemos é totalmente diferente, mas, como diria o Paulinho da Viola: “Tá legal, eu aceito argumento, mas não me altere o samba tanto assim…”.
O que sabemos é que desde que o mundo é mundo, cada um pensa com sua própria cabeça, individualmente! Esta é a condição de existência do homem, que, de fato não lhe impede nenhuma caridade. Mas caridade e alienação política são diferentes. Uma parte da ordem exterior, de um comando ilegítimo a outra da própria consciência. É óbvio que o direito de expressão é algo garantido constitucionalmente. O que não garante nossa constituição é a qualidade do que será expresso, e nem a premissa que ele seja inquestionável.
Por: Antonio Sávio
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Versos e cantorias - Emerson Monteiro
Este final de semana, de 10 a 12 de março de 2012, corresponde à realização, em Crato, do Seminário do Verso Popular em sua terceira edição, que, desta vez, corresponde aos 21 anos de existência da Academia dos Cordelistas do Crato, e consta do programa exposições, painéis, palestras, conferências, homenagens, oficinas de xilogravura e cordéis, minicursos, feiras, mesas redondas, apresentações de trabalhos científicos, sessões de vídeos, recitais, lançamentos de cordéis, posse de novos acadêmicos, apresentações de humor e música regional, numa festa da cultura popular nordestina digna dos melhores encômios.
A coerência cultural com que se criou, no tempo certo de duas décadas passadas, a Academia dos Cordelistas do Crato ora resulta no patrimônio universal dessa literatura, circunscrevendo o âmbito das manifestações artísticas do mundo inteiro qual mérito de registro necessário.
O Nordeste brasileiro preserva suas origens medievais como nenhum outro território deste mundo, enquanto a fundação dessa instituição do verso popular aqui reúne valores exponenciais em grupo de riqueza ímpar. Autores talentosos, de oficina própria e edições que já remontam a casa dos dois milhares, atualizadas fontes da leveza das rimas e do gênero, a fonte primeira da grande literatura em juventude perene.
De particular, noticio, pois, fortes sentimentos da satisfação experimentada nestes momentos do Seminário de Verso Popular do corrente ano. Houve blocos distintos na sede da Academia, no Largo da RFFSA e no SESC - Crato. Ocorreu, concomitante, a distribuição de obras editadas pelo Projeto Livro de Graça na Praça, idealização exitosa do mineiro José Mauro da Costa, pioneiro dessa função de expandir o livro ao povo nos quatro cantos do País, também um dos conferencistas do evento, no domingo à noite. E no sábado à cantoria dos jovens expoentes da atual cantoria, Ismael Pereira e Jonas Bezerra, testemunhas autênticas do menestrel sertanejo, provas inconteste da sapiência humana por meio dessa expressão natural do verso violado.
No decorrer das manifestações, as presenças de Josenir Lacerda, Tranquilino Ripuxado, João do Crato, Mana do Romualdo, Dalinha Catunda, Pedro Costa, Eugênio Dantas, João Nicodemos, Miguel Teles, Abidoral Jamacaru, Jorge Carvalho, Pedro Bandeira, Bastinha, Poeta Nascimento, Maércio Lopes, Ginevaldo, Pedro Ernesto, Luciano Carneiro, Arievaldo, Gildemar, Willian Brito, Anilda Figueiredo, Wiliana, Carlos Henrique, Sandra Alvino, Chico Pedrosa, Maria do Rosário, Higino, Moreira de Acopiara, Ulisses Germano, Seu Zezé, Alexandre Lucas,Vicente, Vandinho Pereira, Aldemá de Morais, Zé Joel, Raul Poeta, Nizete, Manuel Patrício, dentre outros da intelectualidade caririense, razões do sucesso das ações desenvolvidas. Para formar juízo claro da importância do acontecimento, veio dele participar o autor Gonçalo Ferreira da Silva, atual Presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel.
Instituto Cultural do Cariri dá posse a mais dois ilustres Cratenses
A cerimônia aconteceu na sede do Instituto Cultural do Cariri, sob a presidência de José Huberto Tavares de Oliveira ( Bebeto ) e conduzida pelo cerimonialista Huberto Cabral, que é também atualmente secretário geral do ICC.
Na ocasião, os novos membros discursaram sobre a vida e a obra dos seus patronos. Claude Bloc fez um extenso relato preparado com bastante esmêro sobre a vida e a obra de Vicência Garrido, enquanto Wilton Dedê, falou de improviso com bastante propriedade e conhecimento acerca do poeta e escritor José Carvalho. Ao final, foi servido um cocktail aos presentes.
COBERTURA FOTOGRÁFICA:






Na foto acima, parte do público presente
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
RAIOS DE SOL - Tradução por Claude Bloc
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Não queremos entregar, queremos integrar – por Pedro Esmeraldo
Não meus amigos, não somos dessa estirpe de homens fracos. Devemos lutar, pois estamos aqui pra enfrentar as dificuldades com desafio por que somos homens de luta. Não somos pessoas desgarradas e não nos aproveitamos da pieguice exagerada por meio da perfídia e da calúnia da massa governamental, que facilmente cai nas conversas destoantes e que sempre partem para entregar o Crato à corrente inimiga, proveniente dos homens usurpadores do progresso alheio que se aproveitam do prestígio exacerbado a fim de melhorar os bens patrimoniais de outros municípios.
Cremos que todos esses bens devem ser respeitados e permaneçam no devido lugar.
Nós, os cratenses, crescemos à custa do nosso suor. Não prejudicamos ninguém, não procuramos intriga, por meio de palavras ardilosas que vem atordoando a nossa consciência.
Lembremos do campus universitário da UFC que vinha para o Crato e foi arrebatado na calada da noite, tirando o direito do cratense de possuir a sua universidade.
Somos favoráveis à união, digna e merecedora de aplausos, integrando-se os municípios entre si.
Por isso, continuamos pensativos, com ânsia de desenvolvermos, mesmo carregando pedras, e ao mesmo tempo procuramos enquadramos no caminho da solidariedade humana e sem medo de enfrentar a luta cotidiana.
Esses homens pessimistas deveriam pensar um pouco e dizer a verdade, sem intriga e com coragem, enfrentando a luta de colocar homens filhos desse torrão para assumirem a representação no Congresso Nacional, tentando incluir o Crato com prestígio restabelecido, empurrando-o para o desenvolvimento equilibrado com modernismo aperfeiçoado.
Agora apelamos para esses fracos amigos que sorrateiramente esquecem de caminhar com altivez em benefício da nossa terra, não vacilem, trabalhem, ajudem a empurrar o Crato que anda à deriva. Afinal, Crato necessita de seu trabalho e não precisamos colocar interesse alheio em nosso meio.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Um trabalho aprazível, leve, rápido e ET CETERA
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
Jornal do Crato- Ceará - Narciso de Almeida Passos Filho
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
ACRÍLICO : MATERIAL E TÉCNICAS - MEDIUNS - Por Edilma Rocha
MOMENTO DA POESIA - Por Claude Bloc
que se escondem em mim,
Neles amo,
neles prometo tudo
a vida e seus reveses
longe de olhares noturnos
e em minh’alma
domingo, 5 de fevereiro de 2012
Onda de frio na Europa - Emerson Monteiro
O clima da Terra mudou a olhos vistos. Fenômenos já surpreendem populações inteiras nos mais diversos lugares, no entanto, com explicações plausíveis para tamanhas transformações nos acontecimentos, verdadeiras ameaças à sobrevivência e bem estar das espécies. Em 2010, por exemplo, houve mais terremotos na face do Planeta do que em todos os anos anteriores, causando apreensão e prejuízos, abrindo espaço às preocupações humanas com relação ao que sujeita ocorrer nas próximas décadas.
Em dias recentes deste princípio de ano (2012), a Europa atravessa grave crise climática diante das excessivas temperaturas verificadas, ocasionando, pelo menos, duas centenas de mortes em países de baixas temperaturas. Além das vidas em perigo, devido o abastecimento de gás natural e outras energias sofrerem drástica redução entre os mercados, gerando ainda mais deficiência nos instrumentos de reversão do quadro verificado.
Fortes indícios dos males de uma selvageria predatória longe de controle apontam, pois, à irregularidade racional de uso dos meios existentes para viver. Regiões reconhecidas pelo regime de chuvas regulares e fartas agora defrontam estiagens e secas de causa dó, fora mesmo das previsões, motivo de perdas sucessivas nas safras.
As razões das consequências, no entanto, crescem nas principais causas, dentre essas o desperdício dos recursos naturais a pontos jamais imaginados, pela ganância agressiva e perversa, em detrimento da Humanidade como um todo. Fome agressiva do domínio gratuito de bens preciosos a tudo justifica, febre doentia de esbanjamento e supérfluos que parece ilimitada, sobretudo das nações ricas, fora dos escrúpulos necessários à sustentação, imposição da própria miséria ética desse tempo do salve-se quem puder.
E nisso claudica o sistema da produção mundial, aberto à livre competição dos acúmulos desmedidos. O interesse dos grupos de poder predomina sob a justiça coletiva, peso comprometedor que e a quase ninguém sensibiliza para respostas proporcionais ao problema.
Milênios de desmatamento, guerras, testes nucleares, exploração incontrolada e poluição em massa só de longe cobram o preço impagável de tudo o que o amadorismo apocalíptico ora transforma em alertas extremos da Natureza mãe, em gritos de atenção surdos e valiosos.
quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
“Costa Concórdia”, “Titanic” do século XXI: presságio de um fim de época?
Com passageiros na proa, pouco antes do final: um símbolo de nossa época?
O afundamento do “Costa Concordia” rememorou na Europa os tristes presságios levantados pela perda do “Titanic”, escreveu Ben Macintyre, do diário “The Times” de Londres, reproduzido pelo "The Australian".
Sir Osbert Sitwell viu na tragédia do transatlântico inglês, ocorrida em 14 de abril de 1912, um “símbolo de uma sina que se avolumava sobre a civilização ocidental”. E, de fato, não muito depois, a I Guerra Mundial arrasaria o continente europeu, pondo fim à sua rica, requintada e irrefletida Belle Époque.
Hoje, no momento em que a União Europeia se afunda em dívidas, na incerteza política e na fragilidade econômica, o desastre do luxuoso cruzeiro italiano inspira presságios não menos convidativos à reflexão.
(Postado por Armando Lopes Rafael)
Ai quem me dera – Tom Jobim / Marino Pinto
Pra cantar em seu louvor
Belas canções, lindos poemas,
Doces frases de amor
Infelizmente, como eu
Não aprendi o A-B-C
Eu faço sambas de ouvido pra você
Depois de muitas frases lapidares, eu percebi
Que as rimas que eu preciso,
Essas rimas esqueci
E que o verbo amar não se conjuga sem você
Eu faço sambas de ouvido pra você
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Bee Gees (9/16) - How can you mend a broken heart
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
UMA MÁGOA INESQUECÍVEL - POR PEDRO ESMERALDO
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
UM BREJO DESLEMBRADO - Por Pedro Esmeraldo
MOMENTO DA POESIA - Por Claude Bloc
há um mundo de escolhas
que nos interrogam continuamente
e escrevem nossa história...
A poesia também é isto: um escrever
nessas folhas que já estão escritas
nesse mundo encantado das palavras
onde nos cabe viver...
domingo, 29 de janeiro de 2012

Essa história começou com Elizabeth Fernandes, Paloma Fraga, Isabel Viana, Ranier Oliveira,Flauberto Gomes, e tantos outros parceiros! Essa galera tem todos os méritos do que somos hoje! Desde Grupo Tá Na Rua, com o Cigano, (rsrsrs) o CTO, Casa Gira Mundo... E vamos seguimos caminho! Cada vez mais desenvolvendo um trabalho mais amplo, muito além do forró! Passeando pela música brasileira e universal! Inovando sem perder a essencial da nossa música, no terreiro, dos folguedos, da celebração da vida!
Amigos, somos agradecidos por vcs escreverem essa história conosco!Continuem compartilhando literalmente, digitalmente, fisicamente, espiritualmente, essa alegria conosco!
Beijos e abraços,
Terreirada Cearense!
sábado, 28 de janeiro de 2012
Perfumes da saudade pelo ar - Emerson Monteiro
Nas manhãs cinzentas dos invernos, essa brisa suave colhe a gente bem na surpresa dos abraços de antigamente, do tempo em que as flores murcharam leves nos jardinas abandonados. As luzes chegavam aos olhos molhados em gotas de lágrimas dos que se amam e vão sumindo na longa estrada dos dias enegrecidos pelo tempo veloz. Gosto amargo de ausência travava na saliva o íntimo da boca, peito dorido e vazio nos espaços em redor. Desejo imenso de controlar o movimento dos barcos um pouco mais, porém restava pouco de perfume do passado que virava forte saudade descomunal goela adentro. E fiapos de músicas engoliam últimos acordes das notas vazias, românticas, esgotadas nos frouxos véus, traços lentos, indiferentes do Destino com letra maiúscula.Falas de pessoas agora rumorejam as salas de portas abertas, porém prenhes das ausências de quem se foi nas asas do nunca mais. Há promessas nisso de sucumbirem às doces lembranças quais sementes plantadas nas colinas adormecidas de festas alegres, caprichosas, fugidias. Um pedido de clemência clama aos sonhos interrompidos belas frases, lindos sorrisos, cores intensas, e só desencantos afinal. Aos deuses, as sentenças ao ostracismo de viagens mitológicas jamais receberão revisão.
Pisar, assim, solto no vácuo dos desaparecimentos injustificados no senso comum parece recordações intermitentes, reclamações desse processo exótico, contudo acontecendo a todo instante. Os pobres réus apenas enxugam o rosto sem possibilidades, porquanto a quem não sabem apelar. Rezam, é do direito dos desvalidos. Controlam a duras penas o instinto de sofrer da raça. Retêm ao máximo o impulso das vertigens apelo dos abismos profundos. Param e refletem no caminho à procura dos olhares iluminados que lhes apagaram momentamente os seus, na pedra de memórias arcaicas.
Casos de amor por vezes devoraram as entranhas das gentes e caíram nessa estranha vila das sensações de eternidade a remoer o coração, esfregar na cara as práticas felizes dos adjetivos desnecessários, constâncias permanentes, ainda que contassem tudo aos ouvidos lá internos, na alma teimosa das pessoas, no sonho de ser feliz, a somar cordões de longas esperas aos idos da experiência inesquecível.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Mundo de sonhos - Emerson Monteiro
Nos mistérios da Natureza, os sonhos ocupam lugar privilegiado. Tal qual pensamentos independem da pura vontade dos que pensam, sonhos se apresentam na medida do sono e ninguém escapa dos encaminhamentos instigantes que formam noites a fora. Há estudos mil quanto aos sonhos. Na Ciência, busca persistente aprofunda respostas a isto, desde o passado remoto, e ainda permanece presa ao campo nebuloso das cogitações, circulando o tema de olhos atentos, porém precisando de maiores esclarecimentos que a todos convençam. Admirável esse universo sempre novo dos sonhos.A propósito, lembro de história que, um dia, ouvi de certo antropólogo americano, não lhe recordo o nome, que viajava pelas tribos da Amazônia e entrevistara velho pajé a respeito dos sonhos. Na entrevista, perguntou ao indígena do poder que as pessoas possuem de entrarem nos sonhos das outras.
Sem titubear, o feiticeiro respondeu que sim, as pessoas podem entrar nos sonhos das outras pessoas, acrescentando em seguida que iria demonstrar, na prática, ao pesquisador, o que estava afirmando naquele momento. Que entraria em um dos seus sonhos para provar o que dissera.
Depois de o professor seguir a outros locais de estudos, retornou à região alguns meses transcorridos desde então. Ali, de novo, se avistou com o pajé da entrevista. Nessa hora, o próprio selvagem foi quem tomou a iniciativa de lembrar o mesmo assunto dos sonhos, e perguntou:
- O senhor recorda de um sonho que outro dia teve, e que nele apareceu uma onça pintada em movimento dentro da floresta?
Após concentrar o pensamento, confirmou o antropólogo aquele sonho que, com clareza, vivenciara no intervalo de tempo após haver encontrado o pajé pela primeira vez.
- Pois aquela onça era eu – assim e naturalmente retribuiu o índio antigo.
Observo, contudo, a margem infinita dos conhecimentos em adquirir, nas jornadas da experiência, o domínio de si sob os mistérios que, a todo o momento, surgem nas portas da transformação, espaço do crescimento individual comum e fértil.
E concluo indagando aquilo mesmo que quis saber do índio o estudioso americano:
- É possível a uma pessoa entrar nos sonhos das outras pessoas?
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Nada fica solto, nessa hora tardia em que o sol se revela e parte - como tudo que parte.
Os pássaros voam pro sul, a noite se perde no azul... perfumando-se na cor de todas as flores, desfazendo-se num céu de sangue.
E o silêncio permanece. O mistério pousa nesse olhar cerrado que carrego quando a noite se fecha. Corro para dentro da noite! E cada vez que meus olhos se abrem e entrevejo o sonho que se acorda. Lá aonde os pensamentos vão se encontrar.












