Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

sábado, 11 de agosto de 2012

Tudofel: Movimentos culturais cratenses

Tudofel: Movimentos culturais cratenses: No Crato existe um movimento cíclico em torno da produção artística e do engajamento sócio-político-cultural. Nos anos 50 brilhava um...

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Tudofel: O dia que não vi Cássia Eller

Tudofel: O dia que não vi Cássia Eller: E ra 1985 ou 1986. Não sei propriamente o ano. Mas foi bem próximo do poeta Geraldo Urano sair da órbita pública, vitimado por uma doenç...

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Tudofel: Música desde sempre

Tudofel: Música desde sempre: A música é uma das minhas grandes paixões. Música como passatempo. Música como informação. Música como terapia. Música como diversão. M...

Tudofel: O primeiro disco a gente nunca esquece

Tudofel: O primeiro disco a gente nunca esquece: Nobody's Fools, da banda Slade, foi o primeiro disco que comprei. Era por volta de 1977 quando meu irmão Orlando, que sempre gostou d...

Tudofel: Porque Terezinha de Jesus não cantou na Exposição ...

Tudofel: Porque Terezinha de Jesus não cantou na Exposição ...: Em época de Exposição do Crato, nos idos dos anos de 1980 (naquela época não se conhecia ainda o termo Expocrato), Francis Vale estava ...

O "decálogo" escrito por Lenin em 1913

(matéria postada no blog do ator CarlosVereza –– carlosverezablog.blogspot.com)

“Em 1913, Lênin escreveu o "Decálogo" que apresentava ações táticas para a tomada do Poder.

a) Qualquer semelhança com os dias de hoje, não é mera coincidência
b) Tendo a História se encarregado de pôr fim à questão ideológica, a meditação dos ideais, então preconizada, poderá revelar assombrosas semelhanças nos dias de hoje, senão vejamos:


1.. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;

2.. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;

3.. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;

4.. Destrua a confiança do povo em seus líderes;

5.. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;

6.. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;

7.. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;

8.. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;

9.. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;

10.. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa...

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Tudofel: Rebelde com causa

Tudofel: Rebelde com causa: O ano de 1982 avançava apressado para o seu fim. Tinha 16 anos e aquela inquietude existencial comum a tal idade. Estava insatisfeito com...

Tudofel: A lição das pedrinhas

Tudofel: A lição das pedrinhas: Em 1982, com dezesseis anos de idade, era um dos coordenadores do Movimento de Juventude do Crato, o MOJUCRA, órgão da Pastoral de Ju...

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Tudofel: Arrastaí!

Tudofel: Arrastaí!: Em 1979, no governo de João Figueiredo, derradeiro presidente da ditadura militar instaurada em 1964, foi concedida uma ampla anistia p...

Tudofel: A solidão dos vales (a cidade e a serra)

Tudofel: A solidão dos vales (a cidade e a serra): Uma parte da cidade do Crato estar situada em uma cavidade topográfica que lembra uma grande cratera. Na verdade, uma depressão que se ...

domingo, 5 de agosto de 2012

Relembrando dom Francisco Xavier Nierhoff -- por Armando Lopes Rafael


"À heroica memória de todos os outros servos de Deus cuja devoção não merecemos, de cujas orações não somos dignos, de cujo amor não somos merecedores e cujos trabalhos incessantes são conhecidos apenas por Deus".–Taylor Caldwell, na abertura do seu livro “Servos de Deus”.


   Por ocasião do início – nesta segunda feira, dia 6 de agosto –   do retiro do clero da Diocese de Floresta-Pernambuco, no Centro de Expansão Dom Vicente Matos, surge a oportunidade de prestarmos uma pequena homenagem a dom Francisco Xavier Nierhoff,  primeiro bispo daquela diocese, localizada no adusto sertão pernambucano.

    Na verdade, a diocese de Floresta foi criada, pela primeira vez, em 1910, mas, devido às secas que assolavam constantemente o semiárido nordestino – provocando êxodo e inviabilizando economicamente parte do sertão do Pajeú  –  a diocese foi extinta e anexada –  em 1918 – à  Diocese de Pesqueira. Em 15 de fevereiro de 1964, o Vaticano recriou a  Diocese de Floresta e nomeou como seu primeiro bispo – nesta nova fase – um sacerdote que residia em Crato desde 1943: o padre Francisco Xavier Nierhoff, à época diretor do Seminário Sagrada Família de Crato.

    Padre Xavier Nierhoff – que apesar do sobrenome não era parente de padre Frederico – exerceu profícuo sacerdócio em Crato durante 21 anos. Foi o primeiro vigário da Paróquia de São Vicente Ferrer de Crato tendo ali permanecido entre 1947 e 1948. Acompanhou, desde 1943 – quando aqui chegou –  a construção do Seminário da Sagrada Família de Crato. Naquele educandário  foi Professor, Prefeito de Disciplina e Reitor. Nesse posto recebeu em 1964 a designação para a  Diocese de Floresta, recriada pelo Papa Paulo VI, tendo assumido suas funções episcopais  em 05 de janeiro de  1965.

     Dom Xavier é reconhecido – dentre outras qualidades – como um bispo dinâmico e empreendedor.  Só para citar um exemplo: na cidade de Floresta ele construiu, dentre outras obras,  a nova e imponente  Catedral do Senhor Bom Jesus dos Aflitos; o Palácio Episcopal;  o Colégio Diocesano de Floresta e o Centro de Expansão daquela diocese.

    Em 1988, ele renunciou à condição de bispo – por limite  da idade –, e foi residir na cidade de Belém do São Francisco, localizada na mesma diocese que governou. Como bispo-emérito continuou a exercer seus deveres sacerdotais: celebrando, confessando, aconselhando e, sobretudo,   construindo novas obras sociais para ajudar os pobres.

     Em síntese, dom Francisco Xavier Nierhoff foi mais um dos abnegados e predestinados apóstolos de Cristo no Nordeste brasileiro. Para tanto, teve de deixar, em 1937,   o seu torrão natal – a cidade alemã de Frondenberg, conhecida por suas baixas temperaturas, e se fixou nestas paragens do semiárido nordestino, conhecido pelo desconforto da pobreza e por suas elevadas temperaturas. Entre nós,  ele deixou o registro de uma vida benemérita e nobre a serviço da causa da evangelização.

sábado, 4 de agosto de 2012

Tudofel: O doce mel da poesia

Tudofel: O doce mel da poesia: Senti afinidade com a poesia (ou vocação de arauto) desde o dia em que, com menos de cinco anos de idade, recitei um poeminha no progra...

Geraldo Junior - Terreirada no Rio de janeiro RJ

Show de Geraldo Junior na Terreirada Cariri na Lapa, Rio de Janeiro
- A Alma Afoita da Revolução
- Caldeirão da Santa Cruz do Deserto

Geraldo Junior - Voz, flauta, trompete, percussão e performances
Gabriel Pontes - Sax, flauta, percussão e vocal
Eduardo Karranka - Guitarra e vocal
Claudio Lima - Bateria e vocal
Dudé Casado - Baixo e vocal
Filipe Müller - Violão e vocal

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Tudofel: Os Britos da minha infância

Tudofel: Os Britos da minha infância: Ultimamente, tento recobrar a lembrança do momento em que fui tocado pela primeira vez pelos tentáculos da Arte. Nesse exercício de me...

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Tudofel: Uma doce infância

Tudofel: Uma doce infância: Assim que comecei a enxergar o horizonte mais distante, vi uma serra azulzinha que praticamente acompanhava o giro de 360º que dava e...

Um pouco da igreja de Nossa Senhora do Patrocínio de Aiuaba ( por Armando Rafael)


No Brasil, as vilas começavam geralmente com a construção da capela católica.


Nave central da Igreja-Matriz de Aiuaba (CE)
Imagem de Nossa Senhora do Patrocínio, Rainha e Padroeira de Aiuaba
 Altar-mor da igreja
Altar lateral esquerdo, com as imagens de Nossa Senhora da  Conceição, Sagrado Coraçãode Jesus e Senhora Santana 


Crato presente em Aiuaba. O nosso conhecido Padre Frederico Nierhoff residiu naquela cidade,no início da década 40 do século passado. Foi depois transferido para Crato, quando adquiriu esta imagem de São Vicente Ferrer e a doou a então Vila de Bebedouro, antigo nome de Aiuaba.

Texto e fotos:
Armando Lopes Rafael



Chacal, Na Sala do Sino e GERALDO JUNIOR

Chacal, Na Sala do Sino e GERALDO JUNIOR

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Tudofel: Porque hoje é sábado

Tudofel: Porque hoje é sábado: E ste era um título de um programa que era transmitido pela TV Ceará no início da década de 1970, apresentado por Augusto Borges, uma espé...

Tudofel: Vou embora pro passado

Tudofel: Vou embora pro passado: Vou embora pro passado. Lá, eu sou amigo do rei e, ao mesmo tempo, um condenado ao doce saudosismo das boas lembranças. Assistir, num...

Tudofel: Brasil tricampeão

Tudofel: Brasil tricampeão: C rato, 1970. Rua da Cruz. Copa do Mundo televisionada. Menino eu vi! Havia dois aparelhos de TV na rua. Um na casa de seu Virgílio ...

Revendo Aiuaba, ou Até onde os cactos me levaram -- por Armando Lopes Rafael


Aiuaba (CE) igreja-matriz de Nossa Senhora do Patrocínio


   Há nove anos eu não voltava à Aiuaba, terra de minhas origens paternas. Foi de lá, nos idos de 1939,  que veio para a promissora e adiantada cidade de Crato – trazendo toda a família –,  o meu avô, José Rafael de Oliveira.   Deixaram para trás a  vila do Bebedouro (antigo nome de Aiuaba), encravada no adusto sertão dos Inhamuns, que mais lembra  um mar de pó ornamentado por seus belos cactos xerófilos. Começava no verdejante Cariri uma  nova vida para os Rafaéis, ou Rafaeles, como preferia chamar minha avó.

  Na última quarta-feira, 1º de agosto, revi Aiuaba. Esta já não é mais aquela cidade por mim tantas vezes visitada na busca de um reencontro com minhas origens genealógicas. As ruas centrais de Aiuaba ganharam asfalto e iluminação feérica. Na área citadina vi praças com jardins bem cuidados, aonde convivem flores e grama-esmeralda de coloração verde intensa. A cidade agora se espraia por poucos bairros nascentes, a exemplo do bairro Caiçara, onde um bar oferece uísque escocês, que pode ser sorvido ao som da Rádio Umbuzeiro FM, a única emissora da cidade.

     Sempre me emociono nos meus reencontros com Aiuaba. Lá, genuflexo, rezo no velho cemitério, diante da sepultura de minha avó Doxinha. Esta,  dizem os mais velhos,  era uma professora e uma mulher bonita, falecida com pouco mais de trinta anos. Na sua sepultura faço uma oração por mim e outra  por meu Tio Zezé, residente desde a adolescência no Mato Grosso do Sul, mas visceralmente ligado ao torrão natal. 
     
    A casa do meu bisavô, Raimundo Dias de Oliveira (mais conhecido por Raimundo Rafael) ainda existe. Mas foi remodelada resultando em três casas, -- ver na foto ao lado as casas pintadas nas cores telha,azul e amarela--  localizadas no centro de Aiuaba, numa rua que tem agora o nome dele. Na memória da minha família, também é lembrada a minha bisavó – Francisca – apelidada carinhosamente pelos familiares de “Mãe Gorda”. Ela gostava de ajudar os doentes, indicando e oferecendo  remédios da flora sertaneja, que conhecia bem. Qualidade herdada pelo seu bisneto, meu irmão Osvaldo, que vive a fazer mudas da planta Canarana e as doa para muita gente. “Cura todas as doenças dos rins”, diz ele confiante...


Antes de chegar em Aiuaba passamos pela pitoresca capela de São Nicolau, que tem agora em frente  uma bem cuidada pracinha

Tudofel: Crônicas de uma geração: o baile Rock à Fantasia

Tudofel: Crônicas de uma geração: o baile Rock à Fantasia: Em 1986, quando o Bar de Abidoral cerrou suas portas, depois de um curto, mas 'intenso período de noites sequiosas e do mais puro(?...

sábado, 28 de julho de 2012

Marina Silva brilha na abertura das Olimpíadas -- por Armando Rafael




    Confesso que fiquei gratificado ao ver na televisão a ambientalista brasileira e ex-senadora,  Marina Silva, homenageada nesta sexta-feira, durante a Cerimônia de Abertura dos Jogos Olímpicos de Londres. Marina carregou a bandeira olímpica ao lado do Secretário-Geral da ONU, Ban Ki Moon, do maestro Daniel Baremboin e de pessoas ganhadoras do Prêmio Nobel da Paz.

      Naquele momento, ela foi vista por metade da população do planeta Terra e teve longos minutos de glória, enquanto – na mesma solenidade –  a presidente da República do Brasil, Dilma Rousseff, usufruiu apenas de efêmeros segundos sob o foco da televisão.

       Como bem noticiou a mídia, se na ala VIP Dilma Rousseff, ao lado da filha,  teve de ficar de pé para aplaudir os atletas entrando no estádio, e foi mostrada por apenas alguns segundos, Marina Silva ganhou os holofotes mundiais por vários minutos, sendo aplaudida no estádio e  em todas as cidades, vilas e sítios da Terra, enquanto desfilava com a bandeira. 

        Verdade que Marina Silva  militou, durante alguns anos,  no PT. Mas vendo que o núcleo dirigente daquela agremiação partidária visava unicamente a manutenção pura e simples do poder – ainda que tendo para isso utilizado métodos escusos como  o maior escândalo da história política do Brasil– o mensalão, Marina pediu demissão do Ministério do Meio Ambiente. Alegou falta de apoio e sustentação à agenda que defendia. Retornou ao Senado, deixando o PT e filiando-se ao PV. Em 2010 ela concorreu à presidência da República e com pouca estrutura ainda teve cerca de 20% dos votos – algo em torno de 20 milhões de votos –, ou seja, o número da população de importantes nações do globo.

         Afastada momentaneamente da política,  Marina Silva se consolidou como grande defensora do meio ambiente. Ela foi uma menina paupérrima nos seringais do Estado do Acre. Mas estudou. É historiadora e  pedagoga por formação. Foi ministra do Meio Ambiente entre 2003 e 2008, no governo Lula. Por seu trabalho, Marina Silva foi condecorada seguidas vezes, como em 2008, quando recebeu o Eco & Peace Global Award durante a conferência ECO 2008. Já foi apontada entre as pessoas mais influentes do Brasil por diversas publicações nacionais e internacionais.

           Ontem, na abertura das Olimpíadas de Londres 2012, Marina Silva teve o reconhecimento do mundo inteiro. São as voltas que o mundo dá...

segunda-feira, 23 de julho de 2012

ECONOMIA DE COMUNHÃO

Empresas em Comunhão 19:54 @ 02/11/2008 Empresas em Comunhão Aliando o princípio espiritual “Que todos sejam Um” à doutrina da Economia de Comunhão, que envolve já oitocentas empresas em todo o mundo, o Movimento dos Focolares reúne hoje mais de quatro milhões de seguidores. Em Portugal, dez empresas trocam a “cultura do Ter” pela “cultura do Dar”, seguindo preceitos éticos de uma gestão responsável 2 comentários | publicado por Riozo CAMINHAR SOBRE A ECONOMIA COM CORAGEM 22:35 @ 24/10/2008 (http://www.grupos.com.br/blog/economiadecomunhao/permalink/27302.html) A reflexão a seguir deseja mostrar a necessidade de se criar um espaço para dar condições de formar as pessoas, particularmente os executivos que participam da Economia de Comunhão. Diante dos grandes desafios que esse Projeto propõe é necessário que o executivo seja formado nesta visão, para que seja ao mesmo tempo conceitual e prático. Que consiga bons resultados, ser excelente técnico e possa desenvolver todos os aspectos da espiritualidade da unidade nos processos humanos de desenvolvimento. Evidencia-se esta falta de formação, quando observamos o uso de frases como estas: “ninguém é perfeito”, “cada um tem o seu estilo”, “todo mundo faz assim”, “não há clima em nossa empresa para falar essas coisas”, “isso é fora da realidade”, “no nosso país não dá...”, “na teoria, tudo parece bonito, mas no chão da fábrica isso não funciona”, e assim por diante. Ou conclusões como esta: “Ele é um gênio técnico, mas é intratável como ser humano”. Tais premissas muitas vezes são usadas como pretexto, para não optarmos pela experimentação dos princípios da EdC, no dia-a-dia do mundo do trabalho; outras vezes servem para justificar falhas de formação e deficiências administrativas. Essas lacunas na formação geram conflitos internos nas pessoas, porque elas acabam vivendo valores diferentes nas várias atividades do ser humano, dificultando assim o desenvolvimento completo da experiência de Economia de Comunhão. Desse modo, acabamos nos acomodando com essas “deficiências normais” que prejudicam o desenvolvimento da experiência da EdC e tambem o nosso, como pessoa. Por isso precisamos descobrir uma maneira de crescer continuadamente, em formação e educação. Essa formação deve ir além da aquisição de conhecimentos técnicos, que são importantes e indispensáveis, mas não é suficiente; devemos formar a “pessoa por completo”, particularmente o “executivo” a fim de que seja competente em todos os aspectos da vida da empresa, que, na realidade, não deixa de ser uma conseqüência da sua vida pessoal. Essa conscientização e formação contínua nos dariam a sabedoria para implantar os aspectos da espiritualidade da unidade no mundo do trabalho, envolvendo todas as dimensões da vida empresarial, das mais simples, que podem parecer inexpressivas, até as mais complexas. Existirão as dúvidas porque estamos à procura da “verdade”. Na vivência do dia-a-dia da EdC, notamos que o grande inimigo para seu desenvolvimento não é a dúvida e sim o medo. Nós nos sentimos pressionados constantemente pelo medo! Medo de perder as coisas que pensamos que podem nos proporcionar a felicidade; medo de errar, medo de perder a imagem que outras pessoas fazem de nós, ou daquilo que pensamos ser, medo de perder nosso capital, nossas idéias e tudo aquilo que sonhamos ter. Lembro-me que quando nós fizemos essa escolha, de viver a fraternidade na nossa empresa, ou seja, quando optamos por fazer a experiência de EdC, senti medo. Medo e angústia, porque, como um alarme, me vinham idéias que haviam ficado registradas em minha memória, idéias de coisas que vivenciei em outra época. Embora esse medo fosse real, ele foi acionado por coisas que não existiam mais, por fatos registrados em minha memória. Então, não foi a nova escolha que me deu insegurança, mas foram lembranças de um passado que não existia mais. E a coragem de fazer essa escolha me fez observar esse fenômeno com clareza e constatar que havíamos escolhido o caminho certo. Isso me libertou de temores repletos de falsas idéias. Uma das grandes virtudes da Economia de Comunhão é a abertura, que trará liberdade para que essa experiência venha a ser renovada como qualquer organismo vivo que evolui. É importante lembrar também que o grande propulsor dessa experiência é a fé, e as dúvidas que surgem, são elementos que irão fortalece-la e criar vida nova, eliminando o passado e nos colocando no momento presente. Questionemo-nos! É necessário que nos questionemos continuamente e nos desapeguemos de todos os conceitos, de todas as coisas e ideologias, para estarmos abertos à verdade contida na essência da Economia de Comunhão, que tem suas raízes na Fraternidade Universal. Um outro ponto importante para a Economia de Comunhão é o acompanhamento daquilo que acontece nas empresas para que não haja um distanciamento entre a vida e a teoria. Devemos lembrar que todos os trabalhos acadêmicos e teóricos, também são importantes porque nos indicam o caminho, e são necessários para provar premissas diferentes das aceitas pela sociedade. Mas tudo o que acontece nas empresas e nos pólos é o grande instrumento que irá mostrar a possibilidade de uma vida econômica nova porque contém o poder de transformação pelo exemplo. Podemos ilustrar isso com o que aconteceu com Galileu Galilei (1564-1642) no início da Idade Moderna. Ele convidou a sociedade da época a olhar pelo telescópio que havia inventado (era uma luneta montada num tripé). Com isso Galileu foi um dos protagonistas na criação de uma nova física, segundo a qual a Terra girava ao redor do Sol e que era a gravidade que nos mantinha presos à Terra. Entretanto, muitos relutaram a olhar pelo telescópio porque tinham medo de colocar em questionamento aquilo que acreditavam, ou seja, na antiga física que afirmava que a Terra era o centro do universo. Relutaram porque a constatação de que a Terra gira em torno do Sol os obrigava a mudar a concepção que tinham do Universo.

domingo, 15 de julho de 2012

A novidade do domingo: católicos do Cariri participam da Missa Tradicional



Capela do Colégio Santa Teresa de Jesus em Crato foi o cenário do ato religioso
O Padre Daniel Pinheiro fez uso do púlpito para proferir o sermão

   Depois de quase 50 anos, os católicos do Cariri tiveram oportunidade de voltar a assistir à  celebração do Santo Sacrifício da Missa no Rito Tridentino, ou seja a missa que era celebrada na Igreja Católica Apostólica Romana até o Concílio Vaticano II. Conhecida também por “Missa Tradicional”,  ela foi  chamada pelo Papa Bento XVI como a "forma extraordinária do Rito Romano”, conforme o Motu Proprio Summorum Pontificum, divulgado recentemente pelo Vaticano.

   A maioria dos presentes à missa era formada por jovens de ambos os sexos. Eles residem na conurbação Crajubar (Crato-Juazeiro-Barbalha) e mantêm um blog na Internet (tradicaocariri@yahoo.com.br). Durante a celebração, algumas mulheres portavam uma mantilha, espécie de pequeno véu feminino que cobre a  cabeça e cai sobre os ombros. Já os homens vestiam camisas de mangas compridas. A capela do Colégio Santa Teresa de Jesus, em Crato,  foi o local da celebração.

    O celebrante, o jovem padre Daniel Pereira Pinheiro, (foto ao lado) tem suas origens em tradicionais famílias de Crato. Ele foi ordenado sacerdote no último dia 29 de junho, festa dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, em Bordeaux, na França, por Dom Fernando Guimarães, bispo diocesano de Garanhuns (PE). Padre Daniel Pinheiro é o primeiro brasileiro ordenado no Instituto do Bom Pastor–IBP,  e faz parte da primeira geração de seminaristas formados integralmente dentro do instituto, fundado em 2006 com autorização do Santo Padre, o Papa Bento XVI, tendo como suas principais missões a preservação e difusão do uso litúrgico anterior à reforma conciliar.

     Como era de se esperar, a celebração da Santa Missa – rezada em latim e com o padre de costas para o povo – provocou o interesse e curiosidade de muita gente. O jovem professor Giuseppe Mallmann Sampaio, diretor do Colégio Santo Antônio, de Barbalha – que estava acompanhado de sua esposa – acredita que a Missa Tridentina “expressa melhor e de forma mais precisa a fé católica e os dogmas eucarísticos”. Já o Sr. Francisco Tavares, que veio de Juazeiro do Norte para participar da Missa,  disse que esta proporciona “o senso do sagrado, mais riqueza e precisão nas fórmulas das orações, além de nobreza das cerimônias, respeito, beleza, bom gosto, piedade”

sábado, 14 de julho de 2012

Palco Sonoro URCA 2012: Noite de Encerramento: 14/7 (Sábado)

Clique no link para ver 
Palco Sonoro URCA 2012: Noite de Encerramento: 14/7 (Sábado): 19h00 – Recital de Cordel, com João Dantas (Barbalha) 19h30 – Toque da Zabumba canta “Seu Luiz”, com Toque da Zabumba (Crato) 2...

Palco Sonoro URCA 2012: Noite de Encerramento: 14/7 (Sábado)

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Palco Sonoro URCA 2012: Noite de Encerramento: 14/7 (Sábado): 19h00 – Recital de Cordel, com João Dantas (Barbalha) 19h30 – Toque da Zabumba canta “Seu Luiz”, com Toque da Zabumba (Crato) 2...