Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
Tudofel: Irmãos Aniceto
Tudofel: Irmãos Aniceto: Começou ontem o Festival de Folclore do Cariri. O evento acontece, anualmente, há 37 anos, fundado por Elói Teles de Morais. Assist...
Tudofel: Irmãos Aniceto
Tudofel: Irmãos Aniceto: Começou ontem o Festival de Folclore do Cariri. O evento acontece, anualmente, há 37 anos, fundado por Elói Teles de Morais. Assist...
domingo, 19 de agosto de 2012
O blá, blá, blá romântico dos políticos – por Ronaldo Correia de Brito (*)
"No cariri cearense, tem-se impressão de que velhos métodos coronelistas continuam em uso nas eleições"
O
Crato ferve no mês de agosto. Toda região do cariri cearense está
fervendo debaixo do sol quente nesse ano de estiagem e com as disputas
eleitorais para as prefeituras. O silêncio, que se tornou raro nas
cidades nordestinas, é o mais desrespeitado por dezenas de carros de som
ziguezagueando rua acima e rua abaixo, apregoando as qualidades de
futuros vereadores e prefeitos. Todos se proclamam “ficha limpa”, como
se fosse virtude e não obrigação possuir um currículo impecável. A
ênfase em que o candidato não responde por crime de corrupção ou
peculato ilustra o quanto se tornou comum escândalo envolvendo
políticos. E a baixa credibilidade deles junto ao povo.
No cariri cearense, tem-se impressão de que velhos métodos coronelistas
continuam em uso nas eleições. As pessoas ainda escolhem seu candidato
pelo compadrio, por dívida de favor, porque não deseja perder o voto
(perder o voto é votar em que não ganha), para garantir o emprego,
porque é um empresário bem sucedido, administrou seus negócios com lucro
e poderá fazer o mesmo na prefeitura. Ainda confundem bem privado com
bem público e acham que o esforço para gerir em causa própria será o
mesmo para o coletivo.
Outra falácia dos candidatos é apregoar-se um autêntico filho da terra.
Dizem que nunca abandonaram o torrão natal, que sempre estiveram ali no
batente, chafurdando e conhecendo os problemas da região em que
escolheram viver. Pura demagogia. Bem melhores são os candidatos
arejados, que correram o mundo, receberam formação em outras
universidades, vivenciaram culturas e democracias. Esse xenofobismo
político é o que existe de mais tacanho e atrasado. Nada melhor do que
as fronteiras abertas, novos discursos e práticas.
Desejei que os eleitores do Crato perguntassem aos seus candidatos de
que maneira eles irão resolver o forte impacto ambiental sobre a Chapada
do Araripe, o pé de serra, a fauna, a flora e as nascentes d’água da
região. Com o crescimento demográfico, fugiu ao controle da prefeitura e
do Ibama as construções em áreas de encostas, os desmatamentos, o lixo
jogado em lugares sagrados. Os políticos permanecem com a mesma conversa
antiga de que o Crato é um paraíso da natureza, lugar ideal para o
desenvolvimento turístico, terra da cultura e blá, blá, blá. Parece que
não caminham pelo município que se propõem administrar, não enxergam que
as nascentes d’água foram fechadas em tanques de cimento de onde partem
dezenas de canos PVC, que o lixo se acumula em torno dos balneários
públicos, que não existe silêncio nem recolhimento para curtir a
natureza.
Nunca compreendi porque o rio Granjeiro, que atravessava a cidade no
seu leito de areia e pedras, que há alguns anos atrás possuía uma
pequena mata ciliar, precisou ser contido dentro de um canal, onde jogam
os esgotos das casas. Isso não aconteceu em Paris, Londres, Budapeste e
Praga. Aqui no Brasil, é comum os rios serem transformados em esgotos.
Vez por outra eles cobram seus espaços de volta e tome alagamentos e
destruição. Um dos graves problemas que o futuro prefeito terá de
resolver será esse: reconstruir o canal do Granjeiro (reparem que não
escrevo rio Granjeiro), destruído na última cheia.
E já que falamos em esgotos, também gostaria de perguntar quais os
planos do futuro prefeito para o saneamento da cidade. Não adianta
investir em saúde, sem primeiro cuidar de abastecimento d’água e
saneamento básico. O maior percentual de doenças continua sendo de
transmissão hídrica, sobretudo na infância, tratadas sem que se ataque a
causa geradora.
Os candidatos precisam acabar com o ufanismo pelo que não existe mais.
80% da população do cariri mora nas cidades, principalmente em
periferias. Cidades com os mesmos problemas e complexidade dos grandes
centros urbanos. Desfaçam de uma vez por todas o romantismo de um Crato
rural, com engenhos de rapadura e cachaça, nascentes correndo livres de
serra abaixo. Como dizia o poeta popular Fabião das Queimadas, isso tudo
“já morreu, já se acabou e está fechada a questão”.
(*) Ronaldo Correia de Brito é escritor, dramaturgo e médico.
Cearense radicado em Pernambuco, é autor dos livros de contos Faca,
Livro dos Homens e Retratos Imorais e do romance Galileia, entre outros.
E-mail: ronaldo_correia@terra.com.br.
sábado, 18 de agosto de 2012
Tudofel: Serpentes na noite, a canção
Tudofel: Serpentes na noite, a canção: No início dos anos 90, no interregno do fim da banda Lerfa Mu (Ex-Fator Rh) e a banda temporã Os Papas-Figo, assisti, com Salatiel e...
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Tudofel: Vera Gata (gata de verdade)
Tudofel: Vera Gata (gata de verdade): Nos primeiros shows da banda Fator Rh, no ano de 1988, as músicas tocadas eram, na sua maioria, de autoria do guitarrista Segestes To...
Blog dos Bancários do Cariri: Comando entrega pauta específica ao Banco do Norde...
Blog dos Bancários do Cariri: Comando entrega pauta específica ao Banco do Norde...: O Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT e assessorado pela Comissão Nacional dos Funcionários do Banco do Nord...
Frei Agatângelo de Crato -- por Armando Lopes Rafael
Dias atrás, conversando com monsenhor José Honor de Brito, este me contou um fato interessante. Disse-me monsenhor Honor que quando era pároco de São Miguel, em Crato, leu uma correspondência vinda da cidade italiana de Loreto, na qual fiéis católicos pediam informações biográficas sobre Frei Agatângelo de Crato, capuchinho cratense lá falecido com fama de santidade.
Os fiéis de Loreto tentavam reunir a documentação exigida pela Igreja Católica para dar entrada ao processo de beatificação desse capuchinho, quase desconhecido entre nós.
Os fiéis de Loreto tentavam reunir a documentação exigida pela Igreja Católica para dar entrada ao processo de beatificação desse capuchinho, quase desconhecido entre nós.
Quem foi Frei Agatângelo de Crato? Seu nome civil era Ambrósio Cícero Bezerra Lobo e foi o décimo sexto filho do casal Cícero Bezerra Lobo – antigo tabelião do Cartório de Crato – e Maria Rodrigues Bezerra. Seu pai provém do tronco do ilustre Brigadeiro Leandro Bezerra Monteiro. Ambrósio nasceu em Crato, aos 31 de maio de 1928, no seio de uma família honrada e profundamente católica. Certamente por isso ele escolheu seguir a vida religiosa, o que fez dentro da Ordem dos Capuchinhos, recebendo lá o nome de Frei Agantângelo de Crato.
Com dezenove anos de idade o futuro Frei Agatângelo de Crato (anos depois ele também usaria o nome de Frei Ambrósio Bezerra Lobo), ingressou no seminário dos Capuchinhos da Bahia e Sergipe, na cidade de Esplanada (BA), onde iniciou o noviciado em 08 de março de 1947, tendo proferido os votos solenes de capuchinho em 19 de março de 1951. Depois disso ele foi mandado por seus superiores para cursar teologia no Studio Teológico dei Cappuccini Piceni em Loreto, Itália, sendo ordenado sacerdote em 11 de julho de 1954.
Após a ordenação ele veio visitar seus pais, irmãos e demais familiares, residentes no antigo distrito do Muriti, hoje bairro de Crato, onde foi feita a foto abaixo.
Retornando à Europa, viveu uma temporada na Inglaterra, onde aprendeu o idioma inglês. Após contrair tuberculose foi aconselhado a voltar ao Brasil, cujo clima ajudou na cura da doença. No Brasil viveu alguns anos na cidade de Alagoinhas, na Bahia, ocupando cargos de responsabilidade na Ordem dos Capuchinhos, inclusive o de guardião. Depois foi enviado por seus superiores para ser diretor da Rádio Sociedade de Feira de Santana - Bahia.
Depois dessa temporada no Brasil, Frei Agatângelo de Crato pediu aos superiores para voltar à Província Franciscana das Marcas, na Itália. Lá, no Santuário Mariano Internacional de Loreto, distinguiu-se pela cultura, oração e como confessor e orientador das famílias daquela região. Dotado de vasta cultura, ajudou na tradução para o português da “História dos Capuchinhos no Brasil”, obra historiador Frei Pietro Regni. Em Loreto, voltou a ser acometido da implacável doença que o fizera sofrer décadas atrás. Após longa enfermidade, bem preparado espiritualmente, terminou os seus dias de vida terrena, com a fama de um homem santo, sendo chamado pelo povo daquela localidade de “Padre Agatângelo brasiliano”. O cratense Ambrósio Cícero Bezerra Lobo faleceu no convento capuchinho de Macerata, na Itália, em 22 de fevereiro 1996, aos 68 anos de idade e 49 anos de exemplar vida religiosa.
Sua cidade natal ainda está a lhe dever uma homenagem à altura da sua profícua vida...
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Em Crato, monumento a Nossa Senhora da Assunção será reinaugurado no próximo domingo
Com bênção a ser oficiada por dom Fernando Panico, na manhã do próximo
dia 19, será solenemente reinaugurado o pequeno monumento comemorativo à
proclamação do dogma da Assunção de Nossa Senhora, localizado na Praça
da Sé, em Crato. Encima o monumento uma pequena imagem de bronze –
reproduzindo a Virgem da Conceição do renomado pintor Murilo – com 1,70m
de altura, pesando 180 quilos, que foi restaurada com recursos da
Paróquia de Nossa Senhora da Penha. Também foi recuperada a artística
placa com a efígie de Pio XII, o Papa que proclamou o Dogma da Assunção
da Virgem Maria em 1º de novembro de 1950.
No entanto, a população cratense tem reclamado dos holofotes colocados
na nova base do monumento, por serem pequenos e proporcionarem, por
isso, uma iluminação fraca. Espera-se que a Prefeitura coloque lâmpadas
mais potentes para melhorar a iluminação noturna do monumento.
História
A iniciativa de dotar o Crato com um monumento comemorativo à
proclamação do Dogma da Assunção da Virgem Maria partiu de monsenhor
Rubens Gondim Lóssio, pároco e cura da Catedral de Nossa Senhora da
Penha entre 1953 e 1969. Mons. Rubens adquiriu a estátua de bronze no
Rio de Janeiro e a inauguração do pequeno monumento – localizado na
Praça da Sé – ocorreu em 9 de dezembro de 1954, com a benção de dom
Francisco de Assis Pires, 2º bispo de Crato.
Entretanto, a base de alvenaria desse monumento foi destruída na
penúltima reforma daquele logradouro, feita na década 80, durante a
administração do prefeito Zé Adega. A estátua da Virgem Maria felizmente
foi preservada e colocada sobre um pequeno arco que existiu até poucos
dias naquela praça. Na recente reforma daquele logradouro e graças à
tenacidade e visão cultural do atual Cura da Sé, padre Edimilson Neves
Ferreira, o monumento foi reconstruído no antigo local.
(Texto e fotos: Armando Rafael)
Tudofel: Sítio Macacos, Juazeiro do Norte: berço da banda F...
Tudofel: Sítio Macacos, Juazeiro do Norte: berço da banda F...: Em maio de 1988 nasceu a banda Fator Rh, sucessora legítima da banda Os Pombos Urbanos, primeira banda autoral de rock’n’roll do Ca...
quarta-feira, 15 de agosto de 2012
Tudofel: Filho rebelde da tradição
Tudofel: Filho rebelde da tradição: Considero-me “filho rebelde da tradição”. E, de fato, o sou. Quem conhece bem o Crato, não precisa de maiores explicações para ente...
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Tudofel: Os Pombos Urbanos batem asas, arrulham alto e sacode...
Tudofel: Os Pombos Urbanos batem asas, arrulham alto e sacode...: A banda Os Pombos Urbanos foi criada no segundo semestre de 1987, por mim e Nicodemos, e dela também fizeram parte Marcos Leonel, Seg...
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Tudofel: Crônicas de uma geração: o Bar de Abidoral
Tudofel: Crônicas de uma geração: o Bar de Abidoral: O Abidoral do título é o mais conhecido Abidoral do Crato: Abidoral Rodrigues Jamacaru Filho, cantor e compositor, projetado a partir...
Tudofel: Meu tempo
Tudofel: Meu tempo: Uma brisa leve empurra o tempo, segundo a segundo, para longe do momento parado. É o tempo se afastando. Não se pode perdê-lo de vista pa...
domingo, 12 de agosto de 2012
Tudofel: Meu pai
Tudofel: Meu pai: C elebro o dia dos pais na memória. Uma boa memória do meu pai, Antônio Rafael Dias, nascido em 12 de maio de 1922, no sertão dos Inhamun...
Tudofel: A solidão dos vales (O Tancão)
Tudofel: A solidão dos vales (O Tancão): Ia de encontro às águas e às magias que eram expelidas das entranhas serranas. Fazia o caminho inverso da civilização e do progresso huma...
sábado, 11 de agosto de 2012
Tudofel: Movimentos culturais cratenses
Tudofel: Movimentos culturais cratenses: No Crato existe um movimento cíclico em torno da produção artística e do engajamento sócio-político-cultural. Nos anos 50 brilhava um...
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Tudofel: O dia que não vi Cássia Eller
Tudofel: O dia que não vi Cássia Eller: E ra 1985 ou 1986. Não sei propriamente o ano. Mas foi bem próximo do poeta Geraldo Urano sair da órbita pública, vitimado por uma doenç...
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Tudofel: Música desde sempre
Tudofel: Música desde sempre: A música é uma das minhas grandes paixões. Música como passatempo. Música como informação. Música como terapia. Música como diversão. M...
Tudofel: O primeiro disco a gente nunca esquece
Tudofel: O primeiro disco a gente nunca esquece: Nobody's Fools, da banda Slade, foi o primeiro disco que comprei. Era por volta de 1977 quando meu irmão Orlando, que sempre gostou d...
Tudofel: Porque Terezinha de Jesus não cantou na Exposição ...
Tudofel: Porque Terezinha de Jesus não cantou na Exposição ...: Em época de Exposição do Crato, nos idos dos anos de 1980 (naquela época não se conhecia ainda o termo Expocrato), Francis Vale estava ...
O "decálogo" escrito por Lenin em 1913
(matéria postada no blog do ator CarlosVereza –– carlosverezablog.blogspot.com)“Em 1913, Lênin escreveu o "Decálogo" que apresentava ações táticas para a tomada do Poder.
a) Qualquer semelhança com os dias de hoje, não é mera coincidência
b) Tendo a História se encarregado de pôr fim à questão ideológica, a meditação dos ideais, então preconizada, poderá revelar assombrosas semelhanças nos dias de hoje, senão vejamos:
1.. Corrompa a juventude e dê-lhe liberdade sexual;
2.. Infiltre e depois controle todos os veículos de comunicação de massa;
3.. Divida a população em grupos antagônicos, incitando-os a discussões sobre assuntos sociais;
4.. Destrua a confiança do povo em seus líderes;
5.. Fale sempre sobre Democracia e em Estado de Direito, mas, tão logo haja oportunidade, assuma o Poder sem nenhum escrúpulo;
6.. Colabore para o esbanjamento do dinheiro público; coloque em descrédito a imagem do País, especialmente no exterior e provoque o pânico e o desassossego na população por meio da inflação;
7.. Promova greves, mesmo ilegais, nas indústrias vitais do País;
8.. Promova distúrbios e contribua para que as autoridades constituídas não as coíbam;
9.. Contribua para a derrocada dos valores morais, da honestidade e da crença nas promessas dos governantes. Nossos parlamentares infiltrados nos partidos democráticos devem acusar os não-comunistas, obrigando-os, sem pena de expô-los ao ridículo, a votar somente no que for de interesse da causa socialista;
10.. Procure catalogar todos aqueles que possuam armas de fogo, para que elas sejam confiscadas no momento oportuno, tornando impossível qualquer resistência à causa...
quarta-feira, 8 de agosto de 2012
Tudofel: A Folha de "Piqui"
Tudofel: A Folha de "Piqui": O jornal Folha de Piqui não tinha uma periodicidade certa. Dependia da procura de patrocinadores suficientes para bancar a tiragem de m...
Blog dos Bancários do Cariri: Nota sobre a 7ª e 8ª horas dos ex-funcionários da ...
Blog dos Bancários do Cariri: Nota sobre a 7ª e 8ª horas dos ex-funcionários da ...: Os ex-funcionários da CEF – Caixa Econômica Federal – Agências do CRAJUBAR que exerceram Função Gratificada de natureza técnica e de as...
terça-feira, 7 de agosto de 2012
Tudofel: Rebelde com causa
Tudofel: Rebelde com causa: O ano de 1982 avançava apressado para o seu fim. Tinha 16 anos e aquela inquietude existencial comum a tal idade. Estava insatisfeito com...
Tudofel: A lição das pedrinhas
Tudofel: A lição das pedrinhas: Em 1982, com dezesseis anos de idade, era um dos coordenadores do Movimento de Juventude do Crato, o MOJUCRA, órgão da Pastoral de Ju...
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Tudofel: Arrastaí!
Tudofel: Arrastaí!: Em 1979, no governo de João Figueiredo, derradeiro presidente da ditadura militar instaurada em 1964, foi concedida uma ampla anistia p...
Tudofel: A solidão dos vales (a cidade e a serra)
Tudofel: A solidão dos vales (a cidade e a serra): Uma parte da cidade do Crato estar situada em uma cavidade topográfica que lembra uma grande cratera. Na verdade, uma depressão que se ...
domingo, 5 de agosto de 2012
Relembrando dom Francisco Xavier Nierhoff -- por Armando Lopes Rafael
"À
heroica memória de todos os outros servos de Deus cuja devoção não
merecemos, de cujas orações não somos dignos, de cujo amor não somos
merecedores e cujos trabalhos incessantes são conhecidos apenas por
Deus".–Taylor Caldwell, na abertura do seu livro “Servos de Deus”.
Por
ocasião do início – nesta segunda feira, dia 6 de agosto – do retiro
do clero da Diocese de Floresta-Pernambuco, no Centro de Expansão Dom
Vicente Matos, surge a oportunidade de prestarmos uma pequena homenagem a
dom Francisco Xavier Nierhoff, primeiro bispo daquela diocese,
localizada no adusto sertão pernambucano.
Na verdade, a diocese de Floresta foi criada, pela primeira vez, em
1910, mas, devido às secas que assolavam constantemente o semiárido
nordestino – provocando êxodo e inviabilizando economicamente parte do
sertão do Pajeú – a diocese foi extinta e anexada – em 1918 – à
Diocese de Pesqueira. Em 15 de fevereiro de 1964, o Vaticano recriou a
Diocese de Floresta e nomeou como seu primeiro bispo – nesta nova fase –
um sacerdote que residia em Crato desde 1943: o padre Francisco Xavier
Nierhoff, à época diretor do Seminário Sagrada Família de Crato.
Padre Xavier Nierhoff – que apesar do sobrenome não era parente de
padre Frederico – exerceu profícuo sacerdócio em Crato durante 21 anos.
Foi o primeiro vigário da Paróquia de São Vicente Ferrer de Crato tendo
ali permanecido entre 1947 e 1948. Acompanhou, desde 1943 – quando aqui
chegou – a construção do Seminário da Sagrada Família de Crato. Naquele
educandário foi Professor, Prefeito de Disciplina e Reitor. Nesse
posto recebeu em 1964 a designação para a Diocese de Floresta, recriada
pelo Papa Paulo VI, tendo assumido suas funções episcopais em 05 de
janeiro de 1965.
Dom Xavier é reconhecido – dentre outras qualidades – como um bispo
dinâmico e empreendedor. Só para citar um exemplo: na cidade de Floresta
ele construiu, dentre outras obras, a nova e imponente Catedral do
Senhor Bom Jesus dos Aflitos; o Palácio Episcopal; o Colégio Diocesano
de Floresta e o Centro de Expansão daquela diocese.
Em 1988, ele renunciou à condição de bispo – por limite da idade –, e
foi residir na cidade de Belém do São Francisco, localizada na mesma
diocese que governou. Como bispo-emérito continuou a exercer seus
deveres sacerdotais: celebrando, confessando, aconselhando e,
sobretudo, construindo novas obras sociais para ajudar os pobres.
sábado, 4 de agosto de 2012
Tudofel: O doce mel da poesia
Tudofel: O doce mel da poesia: Senti afinidade com a poesia (ou vocação de arauto) desde o dia em que, com menos de cinco anos de idade, recitei um poeminha no progra...
Geraldo Junior - Terreirada no Rio de janeiro RJ
Show de Geraldo Junior na Terreirada Cariri na Lapa, Rio de Janeiro
- A Alma Afoita da Revolução
- Caldeirão da Santa Cruz do Deserto
Geraldo Junior - Voz, flauta, trompete, percussão e performances
Gabriel Pontes - Sax, flauta, percussão e vocal
Eduardo Karranka - Guitarra e vocal
Claudio Lima - Bateria e vocal
Dudé Casado - Baixo e vocal
Filipe Müller - Violão e vocal
- A Alma Afoita da Revolução
- Caldeirão da Santa Cruz do Deserto
Geraldo Junior - Voz, flauta, trompete, percussão e performances
Gabriel Pontes - Sax, flauta, percussão e vocal
Eduardo Karranka - Guitarra e vocal
Claudio Lima - Bateria e vocal
Dudé Casado - Baixo e vocal
Filipe Müller - Violão e vocal
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