Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

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... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

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sábado, 5 de setembro de 2009

a linha - Por Nicodemos

Aquela de quem digo
é minha,
é minha porque me possui
se com ela meu corpo se
alinha
em sua alma
minha alma
dilui...
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Johann Sebastian Bach


"Bach (riacho, em alemão)
deveria se chamar Ozean (oceano) e não Bach!".

A frase é de ninguém menos que Ludwig Van Beethoven e, se um músico da grandeza de Beethoven assim se pronuncia sobre ele, bem se pode imaginar a dimensão que se pode atribuir ao compositor barroco Johann Sebastian Bach.
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Johann Sebastian Bach, é, portanto, um músico e compositor do período barroco da música erudita. É também um organista notável. Nasceu em Eisenach (Alemanha), no seio de uma família de músicos. São contados 27 músicos na família Bach. O mais célebre, porém, merecidamente, foi Johann Sebastian Bach, que nasceu em Eisenach, uma pequena cidade da Turíngia, no centro da Alemanha. Seu pai, Johann Ambrosius Bach, era um músico da cidade e ensinou Bach a tocar violino e viola e a escrever as notas musicais, além de criá-lo na fé protestante.
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É considerado um dos maiores e mais influentes compositores da história da música, ainda que pouco reconhecido na época em que viveu. Muitas das suas obras refletem uma grande profundidade intelectual, uma expressão emocional impressionante e, sobretudo, um grande domínio técnico em grande parte responsável pelo fascínio que diversas gerações de músicos demonstraram pelo Pai Bach, especialmente depois de Felix Mendelssohn que foi um dos responsáveis pela reabilitação da obra de Bach, até então bastante esquecida.
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No fim do século 17, a Alemanha estava dividida em estados independentes, mas abertos a culturas européias, como as da Itália e França. Foi nesse cenário, que o jovem Bach adquiriu uma sofisticada formação cultural, absorvendo a arte dos compositores antigos e também a de seus contemporâneos barrocos Antonio Vivaldi, Reincken e Frescobaldi, entre outros.

Mas ele precisava de mais informação. Então, com quinze anos de idade, alcançou meios de desenvolver plenamente a sua intelectualidade, matriculando-se na respeitada escola São Miguel de Lüneburg. Consta-se que, ainda criança, transcrevia obras de autores em alemão, latim, francês ou italiano. Ávido por conhecimento, Bach estudava várias horas, todos os dias. Tudo para aperfeiçoar seu domínio técnico sobre a música, que despertou o fascínio de diversas gerações --mais tarde Mozart e Beethoven também o chamariam de "o pai da harmonia".

Nos últimos anos de sua vida e após sua morte, a reputação de Bach declinou: sua obra era considerada fora de moda se comparada ao novo estilo "Clássico" que surgia. Foi por algum tempo esquecido. e apenas lembrado como interprete e professor, e como pai de seus famosos filhos [o mais notável C. P. E. Bach].
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Suas composições mais apreciadas neste período eram suas peças para teclado. Neste campo outros compositores continuaram a reconhecer sua maestria. Mozart, Beethoven e Chopin estiveram entre os seus mais eminentes admiradores.
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Em uma visita a Thomasschule em Leipzig, Mozart ouviu a apresentação de um dos motetos [BWV225] e exclamou, "Agora, aqui existe algo de onde podemos aprender alguma coisa"; ao se deparar com as partituras dos motetos, "Mozart sentou-se, pôs as partituras ao seu redor, em ambas as mão, nos seus joelhos, e nas cadeiras próximas a ele. Esquecendo-se de tudo a seu redor, ele não se levantou até que ele tivesse olhado toda a música de Bach".
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Beethoven aprendeu a tocar cravo quando criança e depois passou a chamar Bach de "Urvater der Harmonie" [O pai verdadeiro da harmonia] e por sua famosa citação: "Nicht Bach, sondern Meer" ["Não riacho mas oceano, usando o significado literal de seu nome"]. Chopin geralmente se trancava antes de seus concertos e tocava as músicas de Bach.
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Apesar da genialidade, Bach não foi compreendido devidamente no seu tempo. Após a sua morte, suas músicas praticamente caíram no esquecimento. Sua obra ficou nas sombras até 1829, quando Felix Mendelssohn regeu a Paixão Segundo São Mateus em Berlim, o que garantiu o resgate da obra do compositor e a sua consagração definitiva.
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Foi também Mendelssohn que mais contribuiu para a divulgação da obra de Bach nos anos subsequentes. Durante o século 20, o processo de reconhecimento musical assim como o valor pedagógico de suas obras continuou, talvez mais notadamente pela divulgação de suas suítes para Cello executadas por Pablo Casals.
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Atualmente, tem havido um crescente aumento na execução das obras de Bach. Exemplos desse tipo, incluem as gravações feitas em cravos com afinação barroca ao invés de serem usados os modernos pianos de cauda, e o uso de pequenos coros ou vozes solistas ao invés das grandes forças corais que eram muito utilizadas no século XIX e no inicio do século XX.

A contribuição de Johann Sebastian Bach na Música, ou pegando emprestado um termo popularizado por seu aluno Lorenz Christoph Mizler, "sua ciência musical" são frequentemente comparadas a genialidade de William Shakespeare na literatura inglesa e Isaac Newton na Física.
As melodias de Bach são únicas e combinam o que de mais fino existia nos estilos Italiano, Francês e Alemão. Suas melodias e composições oferecem muita emoção e vigor.
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A técnica contrapontista de Bach está entre as mais cuidadosas e precisas já feitas e executadas. A sua complexidade cativa compositores e amantes da música clássica, pois contém muitas vezes cinco melodias todas se harmonizando umas com as outras. Essa combinação de estilo melódico original e a maestria contrapontista constituiu-se numa poderosa influência para os compositores que vieram depois dele.
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Muitos compositores notáveis como Mozart, Beethoven, Schumann e Mendelssohn desenvolveram e afinaram sua observação e atenção para a harmonia e escreveram obras mais complexas após serem apresentados a Bach.
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Nos dias de hoje, as melodias e o estilo de Bach são servem de base para músicas dos mais variados estilos: desde hinos e canções religiosas até musica pop e rock. Muitas das músicas de Bach, particularmente temas como a Toccata e Fuga em Dm tem sido usadas no Rock repetidamente e tem recebido notável popularidade.

Embora as obras de Bach tenham influenciado tantos outros compositores, é interessante lembrar que na era de Bach, a grandeza era definida pela habilidade em dominar sobretudo técnica e não pela criatividade.
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Seu estilo musical reflete os padrões e convenções de seu tempo, e a influência que ele recebeu das obras de Couperin e Domenico Scarlatti. Vivaldi também inspirou de forma muito intensiva a produção de Bach como pode ser visto nas transcrições que Bach fez dos concertos para violino de Vivald, em suas obras para Cravo.
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O gênio da ciência musical não acumulou riquezas, e trabalhou até os últimos dias de vida para prover o seu sustento e dos entes queridos. Cercado por sua família, Bach morreu completamente cego no dia 28 de julho de 1750. Consta-se que, em seu leito de morte, ele tenha ditado ao genro Altnkiol sua última obra: Senhor, eis-me diante do Teu Trono, que foi executada em seu funeral. Bach está enterrado num sepulcro sem marca na igreja de São Tomas.

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Adaptação do texto a partir dos sites:
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Na minha humilde opinião esta é a música mais bonita que possa existir.


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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

UMA LEGIÃO DE PEQUENOS HERÓIS por Joao Marni

Criança é um serzinho que acorda, faz o desjejum com os olhos remelados e á força. Vai para a escola ainda sonolenta por não ter ido dormir cedo e, no carro com os pais, reclama da vida que tem. Lá, estuda brincando, lancha e recreia; volta para o almoço e dana-se até que a mãe o chame para o dever de casa, volta a danar-se, lancha, brinca, janta e finalmente dorme após o leite achocolatado.
Todas as crianças deveriam ter essa rotina, mas não é bem assim: observamos, com muito pesar, outras que mal dormem por que não há um colchão, uma rede, um cantinho que seja, ou porque o barulho do estômago as acorda. Acordam, procuram o que comer, não acham e partem a pé para a escola, de olhos na merenda do Ministério da Educação. Às vezes não tem, porque a roubaram. Voltam para casa com cérebro e os intestinos vazios. Lá a mãe já fizera das tripas coração e salgara com lagrimas a primeira refeição de seus filhos. Não vale repetir. Ordena-lhes para irem logo até a padaria da moda e lá ficam, a tarde inteira, todos os dias, - muitas vezes postas a correr-, fazendo-se notar e suplicando: “ei, senhor, se sobrar uma moeda, você me dá”?

Às vezes cai em suas mãos uma moeda, ou pão, ou não. Depende do nosso humor, da indiferença ou da nossa indignação. Mas achamos que criança – não o menor – não tem culpa de nada. Essas das quais lembramos não nos abordam com canivete ou caco de vidro. Passei a não ficar indiferente ao chamado da consciência de minha infância bem cuidada e resolvi então doar-lhe um pão por dia, trezentos e sessenta e cinco por ano. Já está no orçamento. Moeda não, pois pode parecer esmola ou estimular a malandragem ou a mendicância. O pão é gesto de amizade, de divisão, de comunhão. Vamos todos nessa?

Nada de não ou cara feia, só a certeza de que uma atitude, mesmo mínima, alivia um sofrimento e escancara um sorriso, mesmo naqueles sem os incisivos centrais superiores, típicos dos seis aninhos

Os Bufões em flor maravilha - Informe Caldeirão das Artes

Dia 06 de setembro, as 17h, o grupo Dona Zefinha apresenta na Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura o espetáculo "Os Bufões em Flor de Maravilha" contemplado pelo Edital Centro Cultural Banco do Brasil Itinerante.

O espetáculo “Os Bufões em Flor de Maravilha”, interpretado pelo Grupo Dona Zefinha, tem a alegria e a descontração de apresentar o universo infantil cantado e contado de forma lúdica, alinhado com elementos circenses e o zelo com a qualidade artística dos melhores musicais.
A partir de situações do cotidiano urbano e rural, o show vem se desenhando a partir do repertório formado por músicas dos livros “Flor de Maravilha” e “A festa do Saci”, ambos do compositor e jornalista Flávio Paiva, que redescobre e inventa um ambiente educativo, criativo e prazeroso, o que desperta a imaginação de crianças e adultos através das linguagens visuais, da oralidade, do gestual, da simbologia, da sonoridade, do riso, da fantasia, do caráter de jogos, dos brinquedos cantados e do divertimento.

O elenco, homogêneo, que toca, canta e interpreta, conduz a platéia por um maravilhoso jogo de cena. Os palhaços, Bufão, Panfeto, Pafim e Filomena unem-se aos músicos Wagner Ferreira (Baixo), Samuel Furtado (Violino e Trompete), Chiquinho (Guitarra) e Maninho (Bateria), transformando a comédia e a música em um diálogo contemporâneo e misto, induzindo um musical de grande beleza e ritmo.

Um show para crianças de todas as idades!

Divulguem e compareçam!!!


Dona Zefinha apresenta "Os Bufões em Flor de Maravilha"
Data: 06 de setembro de 2009 - domingo
Horário: 17h
Local: Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura
Entrada Franca

A César o que é de César - Por Jose do vale Feitosa

Pode um ato representar a síntese de uma vida? Tenho certeza que não. A vida tem tantas possibilidades, uma quantidade imensa de modos de reagir a um mesmo fato que jamais existiria um ato para conceituá-la. Mas aquele riso entre dentes, com sopros chiados intercalados, entre o prazer próprio do sorriso e a gozação de uma determinada situação, era ele por inteiro.

Claro que havia a pinça formada pelo indicador e o polegar, retirando o torrado de uma variação de caixinhas. Imediatamente indo até ambas as narinas, que o aspirava em apenas dois atos contínuos. Em seguida, oferecia a algum sobrinho já com o olhar vivo de quem esperava algo. O menino, à vezes, só a com a aproximação do rapé às narinas, começava a espirrar e o característico riso balançava seu corpo todo. A voz baixa, roupas simples, de pouca variação, era quase um uniforme. Sempre calçando o que ficava entre algo parecido com sapatos e alpercatas.

Poucas vezes o vi, assim mesmo em ocasiões muito especiais, com roupas distintas. De uma vez, e claro não o vi pessoalmente, era a foto do seu casamento. Pois tais roupas tinham uma expressão que poucos souberam traduzir. Uma tradução mais fácil, que identificasse ali um ser simplório, certamente se enganaria em primeira mão. Outra que visse um revolucionário, que negava o padrão vigente ao vestir-se, também não encontraria a fúria justa de quem deseja soterrar o status quo.

Menos eu que tive o privilégio de ser um sobrinho-filho. Tive a primazia de ser o filho mais velho de sua irmã e, por isso mesmo, a oportunidade de vê-lo muito jovem ainda. Muito jovem cuidando de um grande patrimônio, este de muitos, que de tão enovelado entre pessoas, era inadministrável. O vi coordenando dezenas de empregados, viajando de um lado para outro. Amanhecendo na moagem da cana e anoitecendo no esguicho do vapor que subtraia pressão à caldeira no final da jornada. O vi examinando a soca da cana e acompanhando o seu corte. O vi cuidando de vacaria, jamais esquecerei seu portentoso touro holandês. Que igual valentia e zelo com as fêmeas do seu rebanho, não me recordo.

Um belo dia, de uma manhã iluminada, os mosaicos da sala anunciando uma força de eternidade, ele entrava com grandes pacotes. Chamava os sobrinhos que estivessem por perto e, abrindo os volumes, cortava grandes fatias de queijo de manteiga e goiabada. Fazia um sanduíche maior que a boca dos meninos, só para ter o prazer de vê-los tentando morder aquela espessura além de suas fomes. Enquanto as bocas se escancaram no esforço, o sorriso silencioso estimulava o ambiente em forma de total infantilidade.

Se formos contabilizar os sobrinhos que, em distantes cidades, receberam pacotes com guloseimas nordestinas ou outros artefatos regionais, tem-se a maior proporção do universo deles. Não me dou conta de quantos os recebi pessoalmente ou até mesmo enviado por algum portador ou pelo correio. Como também foram muitas as vezes em que o vi amarrando volumes para enviá-los para alguém à distância. Recordo muito dele organizando tais presentes para enviar aos parentes na transoceânica Europa.

E o quê significava aqueles presentes? Gentileza em primeiro lugar, porque, apesar de ser uma pessoa séria, era muito gentil. Era doce, até mesmo para com os filhos com quem tinha obrigações de disciplinar. Em segundo lugar, era a doação de um patrimônio cultural que ele guardava como registro de vida e história. Recordo quando chegava à casa do meu pai, em Crato e lá vinha ele com Tia Almina, os dois com roupas formais, visitar-me como um presente de boas vindas. Nesse mundo informal e imediatista, não me lembro de outro gesto mais civilizado do que aquele. Em terceiro lugar, era a dimensão da grandeza que possuía, mas não transmitia na sua inserção púbica e nem na vestimenta cotidiana. Era como se dissesse ao mundo, que nem tudo que a aparência denota, informa a real natureza das coisas.

Parece uma espécie de pensamento esotérico. Só relevado para alguns. Mas no quarto dele, na caso do Recreio, haviam tesouros do mundo como realmente o mundo era. Uma foto, uma carta, um recorte de revista ou jornal, algumas peças utilitárias da vida rural, mesmo velhos lampiões ou anéis que ornavam antigos arreios. Sobre os guarda-roupas ou, se não me engano, numa espécie de sótão em que o passado resistência ao esquecimento. Eu jamais fui iniciado naqueles conhecimentos, mas não tive a menor dúvida que havia.

Tempo após, em seu quarto no apartamento em que viveu no Crato, novamente encontrei os sinais desse mundo que se dimensionava além das aparências. Das aparências de quem se resume a um único lado das coisas. Das luzes que brilham feito estrelas, que a semelhança das super-novas, explodem em belíssimo espetáculo, mas de curta permanência. Como acontece continuamente nos espasmos do sucesso, na projeção que costuma encerrar-se com a sessão ou na saliência que praticamente pede às intempéries do tempo, que a aplane.

Quando os familiares brincavam como sua freqüente presença nas marchas fúnebres, mas denotavam seus afastamentos da vida uma vez que o corpo é, até o último ato, a expressão dela. A vida é o corpo integralmente, até a memória que se inscreve na lápide ou a presença frágil de um crânio que revela a idade dos homens desde os primórdios. Na verdade, César compreendia plenamente a sua cidade e a respeitava em sua integralidade, de tal modo que ninguém, que em vida cumprimentava ou ao corpo em respeito acompanhava, lhe era estranho. E isso já não era verdade para desleixo da maioria dos seus parentes.

De hábitos regulares. Jamais se excluiu da dinâmica do prestígio ou desprestígio político dos próximos a si. Quando a maré era enchente, não esteve na maçaneta que abre-se para as vantagens, mas perfeitamente foi solidário na vazante que historicamente teve forte teor raivoso. Se para quem vive ao passo dessas conquistas pessoais, a falta de passos em alguns degraus poderia ser inapetência, é também verdade que os vencedores se mediocrizam pelas próprias conquistas. E ele aprendeu a dar aos outros, conquistadores ou derrotados, um valor que ia além da própria vida.

Como pessoa original de sua cidade, sabia buscar no campo mitológico a antropogenia de sua família. Utilizando-se da mesma metodologia que os gregos usavam para divinizar suas origens. Ele estabeleceu linhas de comunicações e escreveu textos que na prática era a teogonia dos seus valores, com quem se comunicava em silêncio. Um dia revelou para uma sobrinha que era espírita. O que isso pudesse ser, como religião ou filosofia, na verdade era a síntese de um homem que viveu na civilização técnico-científica como se buscasse a fórmula do moto perpétuo para gerar bem estar e a panacéia para sarar o sofrimento da humanidade.

E que todos nós, que o testemunhamos: Dê a César o que é de César.

Gentil colaboração de Maria Amélia Castro

Vamos rir !!- Resposta ao anúncio da ex-noiva - Por Lícia Serra

O homem que é machista
Nunca existiu dentro em mim
Não faz parte dos meus dias
Não me dá ordens, enfim.

Sou filha de um anarquista
Inteligente e artista
Minha mãe é rezadeira
Mas é livre por inteira
E me ensinou ser assim.

Os machistas embutidos
Modernos e bestiais
Perdem logo o desempenho
Tanto no sexo,
Como no sentimental

Só conseguem mulher lerda
Ou bondosas por excesso...
Mas dentro da sua alma
Elas sabem o que querem
Não se dobram nem a pau

Fingem que tá tudo certo
E agem como se o parceiro
Fosse um débil,
um louco mental

Parceria é complemento
Cumplicidade, crescimento
Respeito e lealdade
Desencontrado da verdade
Nem que tenha esperteza
Não vale nem um trocado.

Acorde menino belo
Perfeita é a tua casta
Sozinho nada lhe falta
Sem a mulher do seu lado

Mulher com autonomia
Sabe escolher seus afetos
Dispensa qualquer fedelho
Com pinta e crista de galo

Nesse caso a galinha
Vira capota das brabas
garanto que não escuta
A zonada da mutuca
Os latidos do cachorro
Que acorda na madrugada.

O amor só fica lindo
Quando o par se harmoniza
Nem falo que nunca briguem
Pois de fato isso é raro

Mas observo feliz
Que é fruta do mesmo galho.
Homem e mulher ...
Vivem e morrem ,
no amor, que é dobrado

Vamos sorrir!!!

POEMA ESCRITO POR ELE (o noivo):

Que feliz sou eu, meu amor!
Já já estaremos casados,
o café da manhã na cama,
um bom suco e pão torrado

Com ovos bem mexidinhos
tudo pronto bem cedinho
depois irei pro trabalho
e você para o mercado

Daí você corre prá casa
rápidinho, arruma tudo
e corre pro seu trabalho
para começar seu turno

Voce sabe que de noite
gosto de jantar bem cedo
de ver você bem bonita
alegre e sorridente

Pela noite mini-séries
cineminha bem barato
nunca iremos ao shopping
nem a restaurantes caros

Voce vai cozinhar pra mim
comidinhas bem caseiras
pois não sou dessas pessoas
que gosta de comer fora...

Voce não acha querida
que esses serão dias gloriosos?
Não se esqueça meu amor
que logo seremos esposos!

POEMA ESCRITO POR ELA

Que sincero meu amor!
Que oportunas tuas palavras!
Esperas tanto de mim
que me sinto intimidada

Não sei fazer ovo mexido
como sua mãe adorada,
meu pão torrado se queima
de cozinha não sei nada!

Gosto muito de dormir,
até tarde, relaxada
ir ao shopping fazer compras
com a Mastercard dourada

Sair com minhas amigas,
comprar só roupa de marca
sapatos só exclusivos
e as langeries mais caras

Pense bem, que ainda há tempo
a igreja não está paga
eu devolvo meu vestido
e você seu terno de gala

E domingo bem cedinho
prá começar a semana,
ponha aviso num jornal
com letras bem destacadas


HOMEM JOVEM E BONITO
PROCURA ESCRAVA BEM LERDA
PORQUE SUA EX-FUTURA ESPOSA
MANDOU ELE IR PRÁ MERDA!!!!!!

Palas Athena ( Minerva ) e a Coruja



As aves, por serem consideradas os seres mais próximos dos deuses, foram, conforme suas características e atribuições, associadas a eles. A soberana águia acompanhava o poderoso Zeus, o imponente pavão, sua consorte e protetora dos amores legítimos: a deusa Hera. À atenta coruja coube a companhia da sábia Athena.

Vemos a imagem da coruja, símbolo de uma vigilância constantemente alerta, nas mais antigas moedas atenienses. A coruja, em grego gláuks “brilhante, cintilante”, enxerga nas trevas. Um dos epítetos de Athena é “a de olhos gláucos” (esverdeados).

Em latim é Noctua, “ave da noite”. Noturna, relacionada com a lua, a coruja incorpora o oposto solar. Observem que Athena é irmã de Apollo (Sol). É símbolo da reflexão, do conhecimento racional aliado ao intuitivo que permite dominar as trevas.
Apesar de haver uma forte associação desta ave à escuridão e a sentimentos tenebrosos, o que é natural a um ser noturno, o fato de ela ter sido (devido a suas específicas características) atribuída à deusa Athena também a tornou símbolo do conhecimento e da sabedoria para muitos povos.


A coruja é uma excelente conhecedora dos segredos da noite. Enquanto os homens dormem, ela fica acordada, de olhos arregalados, banhada pelos raios da sua inspiradora Lua. Vigiando os cemitérios ou atenta aos cochichos no breu, essa ambaixadora das trevas sabe tudo o que se passa, tendo-se tornado em muitas culturas uma profunda e poderosa conhecedora do oculto.

Havia uma antiga tradição segundo a qual quem como carne de coruja participa de seus poderes divinatórios, de seus dons de previsão e presciência. A coruja tornou-se assim atributo tradicional dos mânteis, daqueles que praticam a mântica, a arte do divinatio, da adivinhação, simbolizando-lhes o dom da clarividência.


Eis a ave da deusa da Sabedoria e da Justiça: atenta coruja, cujo pescoço gira 360º, possuidora de olhos luminosos que, como Zeus, enxergam “O todo”. Devido a todos esses atributos, a Coruja simboliza também a Filosofia, os Professores e nossa proposta de Conhecimentos Sem Fronteiras: integrar todas as formas de conhecimento com o olhar para O Todo.

Na introdução de sua obra Filosofia do Direito, o Filósofo alemão Georg Wilhelm Friedrich Hegel (1770-1830), escreve o seguinte.


"Quando a filosofia chega, com sua luz crepuscular, a um mundo que declina, é porque alguma manifestação de vida está prestes a desaparecer. Não vem a filosofia para renová-la, mas apenas para reconhecê-la.A coruja de Minerva alça seu vôosomente com o início do crepúsculo.”

A frase de Hegel, que diz que a Coruja de Minerva levanta vôo somente ao entardecer, alude ao papel da filosofia. Ou seja, a filosofia só pode dizer algo sobre o mundo, através da linguagem da razão, após os acontecimentos que haviam de acontecer realmente acontecerem. Antes que “prever para prover”, que é um lema de Comte e, portanto, do espírito cientificista, Hegel preferia dar crédito a uma postura filosófica que se via distinta da postura da ciência: a voz da razão explica – racionaliza – a história. Ou seja, depois da história, ela mostra que esta não foi em vão.

Quando já não se enxerga mais através dos fatos é que a filosofia lança seu olhar em sobrevôo buscando minuciosamente entre a escuridão as verdades de seu discurso.



http://www.esdc.com.br/CSF/artigo_palasathena.htm
http://www.mundodosfilosofos.com.br/minerva.htm
http://acorujadeathena.blogspot.com/2009/04/coruja-de-minerva-simbolo-da-filosofia.html


O ilusionista (Ana Cecília)




O tempo varre a memória,
devastador.

O tempo desfigura imagens.
Suave ou brusco,
atenua contornos, desfaz ilusões,
deixando nua a minha recordação.

O tempo torna anônimas as marcas em minha própria face,
como se não fossem
vestígios do que vivi.


[Publicado em A Impossível Transcrição]
Foto: 160º. Mário Vítor Bastos. Disponível em http://www.flickr.com/photos/mvitor

Etérea vestida de terra - Por: Socorro Moreira


Já não mergulho em águas azuis

Prefiro a transparência da chuva

que desfaz a tempestade

Prefiro a partida

sem apelo ou despedida

-Alçar voos , além do arcoíris


A máxima do amor é

quando ele perde a cara,

mistura-se na luz e

enche o coração do mundo


Acorda meu sol

Mostra minha face invisível ,

presa no prazer do dia

Já não procuro a sarna...


Lembranças -trajetória finita


Nós se desatam

quando o tempo passa

e a gente fica.


A saudade carrega um samba no pé

A vida pode durar um verso,

que se imortaliza


Enquanto existir pedra no caminho

a vontade multiplica a força

É bom soltar florzinhas

Ser vento

Ser passarinho


Se você chegasse ...

Eu nem me despedia !


( foto : Fábio Vasconcelos)

Primavera Cariri... Por Pachelly Jamacaru




Mitologia Grega- Mito Deméter: A Terra Mãe e de Core - Por: Stela Siebra Brito

Conta a mitologia que quando Plutão raptou Core, a filha muito amada de Deméter, a terra sofreu sérias conseqüências.
É que Deméter – deusa e mãe da terra cultivada – cheia de dor e revolta com a ausência da filha, retirou-se de suas funções, provocando na terra uma seca devastadora.
Foi assim que a história se deu: distraia-se a deusa Core e suas amigas ninfas, no meio de um campo florido, quando foi vista e, de imediato, amada por Plutão, que acabara de ser atingido por uma seta de Eros.
Ora, Eros apenas atendeu a um pedido da mãe Afrodite, desejosa de alargar seu império de Amor até o Hades.
Deméter recusou, a Plutão, permissão para casar com sua filha, mas o pretendente não desistiu e pediu ajuda ao Senhor do Olimpo. Zeus o aconselhou a aguardar uma ocasião propícia e Plutão suspendeu o assédio, enquanto arquitetava um plano.
E a oportunidade logo se apresentou, quando Core e suas amigas passeavam em um bosque de eterna primavera e águas cristalinas.
A filha de Deméter colhia lírios e violetas quando, extasiada, percebeu um magnífico narciso à beira de um lago. Debruçou-se para apanhá-lo, mas eis que de uma larga fenda aberta na terra surge, do abismo escuro, um carro de ouro conduzido por Plutão.
A moça é arrebatada pelo senhor do Hades, que a transporta para as profundezas do seu reino. Core grita pedindo socorro, na esperança de ser salva por Deméter ou talvez por seu poderoso pai Zeus. Mas a carruagem já mergulha no seio da terra e ganha o mundo das sombras. Core ainda grita. Deméter escuta. Corre para o local de onde veio o som, mas apenas vê a terra fechar-se sobre o rastro da filha.
Agora a deusa Core pertence ao sombrio Tártaro e nem seu nome pode conservar. Passa a chamar-se Perséfone.
Deméter, desesperada, vaga dias e noites à procura da filha. Sobe ao Olimpo, interroga, ninguém sabe. Procura o Sol, que tudo vê, e pede-lhe que revele quem raptou sua filha.
- Plutão a arrebatou para seu mundo, com o conhecimento de Zeus, respondeu-lhe o Sol. Irritada com os irmãos, Deméter abandonou o monte sagrado e suas funções divinas. Resolveu permanecer na terra até que lhe devolvessem a filha. Disfarçada de velha, dirigiu-se a Elêusis; aí é convidada pela rainha Metanira para cuidar do seu filho Demofonte.
A deusa deseja tornar o menino imortal e passa a realizar, diariamente, o ritual iniciático. Uma noite Metanira surpreende a deusa no ritual. Vendo o filho entre as chamas do fogo, grita desesperada.
Deméter interrompe o rito iniciático e surge em todo seu esplendor de deusa. Solicita, então, que lhe ergam um grande templo, onde ela, pessoalmente, ensinaria seus ritos aos seres humanos.
Depois, recolheu-se no interior do Santuário, consumida pela saudade da filha Perséfone. Tal era sua dor e revolta que se recusou a continuar protegendo as plantações e as colheitas. A terra estava estéril e as plantações morriam. A fome se alastrava.
Vendo que a ordem do mundo estava ameaçada, Zeus manda mensageiros a Deméter, pedindo-lhe que retorne ao Olimpo. Ela impõe a condição de devolverem-lhe a filha, para só então voltar ao convívio dos deuses e restabelecer a vida da vegetação.
Zeus pede a Plutão que devolva Perséfone. Plutão consente, mas antes de fazê-lo, o senhor do Hades, habilmente, induziu a esposa a comer uma semente de romã, o que a impedia de deixar a “outra vida”. Ela não conhecia a regra: quem comesse qualquer coisa no Tártaro, devia sempre retornar.
Chegou-se, assim a um consenso: Perséfone deveria passar com o esposo quatro meses do ano e as duas outras partes ficaria com a mãe e no convívio dos deuses.
Feliz com o retorno da filha, Deméter dirige-se para o Olimpo em sua companhia. A seus passos os campos ressecados umedecem e fertilizam-se. As flores voltam a desabrochar, toda a natureza fica em festa.
Antes de voltar ao Olimpo, porém, a augusta deusa ensinou todos os seus rituais ao rei Céleo e a seu filho Triptólemo. Estavam instituídos os Mistérios de Elêusis.
No Santuário de Elêusis a deusa é proclamada a “maior fonte de riqueza e alegria”. Recuperando, por dois terços do ano, a companhia de Perséfone, a deusa devolveu o grão de vida, que em sua dolorosa ira havia escondido.
Deméter, assim é a “Terra-Mãe, a matriz universal, a mãe do grão, e sua filha o grão mesmo do trigo, alimento e semente, que escondida por certo tempo no seio da Terra, dela novamente brota em novos rebentos”.

Stela Siebra

Aqui nesse mesmo lugar ...

Sobre o ensaio fotográfico- Angela Moraes- Por : Prof. Zé Nilton
















Olha só que alegria, ver a minha amiga Ângela Moraes por aqui. Sempre bonita, radiante, poeta e mulher de mil prendas. Tenho que o seu melhor e mais belo ofício é a arte de retratar as naturezas. Ela faz do que você pensa não ser nada, um buquê de zis interpretações. Tece as coisas do mundo e te mostra um novo mundo de coisas plenas de cores, vida e esperança. Ela faz dum mangará de bananeira, duma quenga de coco, duma capemba de macaúba, dum cacho de catolé, duma asa de borboleta o que a natureza não lhes afeiçoou para encher nossos olhos como obras de arte. É como se ela ajudasse ao Criador a manter a sua gloriosa estética nas partes descartáveis de sua criação.
Conheci-a no meio dos anos 70, quando eu coordenava um complexo escolar, situado entre o Arpoador e o Posto Seis, no Rio de Janeiro. Ao chegar, como professora de educação artística, logo ela empolgou um projeto de escola que tinha na arte seu principal núcleo orientador do ensino/aprendizagem. De imediato, tentou fazer uma articulação da arte nordestina com a arte cosmopolita do Rio, em seus trabalhos com adolescentes da classe média alta, que freqüentavam a Sociedade Isa de Matos Prates e o Colégio Pernalonga, escolas modelo da zona sul do Rio de Janeiro.
Por esta época, isto era feito no plano musical através do grande Belchior, do Fagner, do Quinteto Violado, de Alceu Valença e da recém chegada Elba Ramalho, entre outros. Mas, seu entusiasmo não teve a devida aceitação.
A nordestina Ângela Moraes, graduada numa das melhores escolas de formação em arte-educação do Rio, o Instituto Bennett, não logrou êxito em sua iniciativa de levar para dentre daquela escola, dirigida por três desconfiados mineiros, o que já se assimilava no plano musical, ou seja, alguns elementos embutidos nos traços, nos complexos e nos padrões culturais do outro, do diferente, que circulavam abertamente na boca e nos ouvidos dos cariocas, trazidos pelos sucessos musicais do pessoal do Nordeste.
Numa das feiras de ciências, cultura e artes, o ponto alto do calendário da escola, nervosamente coordenada pela diretora pedagógica, uma das proprietárias do complexo escolar, as idéias da profa. juazeirense, filha da grande mestra Zuíla Moraes, consubstanciadas em trabalhos sob sua orientação de artista plástica e arte-educadora foram severamente criticadas por quem não alcançava seus tirocínios e morria de medo de sua possível ascensão no comando do estratégico núcleo de artes da escola.
Como assistente da diretoria, espécie de gerente geral sou instado a fazer aquilo que mais me doeu nos meus tempos de Rio de Janeiro, principalmente por ter a consciência dos interesses em jogo e do processo histórico daquele momento: demitir, sem justa causa a professora Ângela Moraes.
Sou por demais grato à sua compreensão quanto à minha função naquele estabelecimento. Nada mudou entre ela e eu. Continuamos a nos encontrar ao lado de muitos amigos comuns que freqüentavam seu apartamento, no 12º. andar, num edifício do outro lado do cine Veneza, de frente para a baia de Botafogo.
Quantas noites ali ficávamos, quedados ao janelão, a olhar o clarão do luar que descia do Cristo Redentor e prateava as águas calmosas da praia de Botafogo.
Grande amigo sou de Ângela. E é pela confiança de uma amizade terna e respeitosa que há entre a gente, que revelo ter feito uma música pra ela, a seu pedido.
Gravei no meu primeiro CD
– De onde olho:
.
Taí o samba que fiz pra você
Taí você pediu e eu lhe dou
E tudo que existe em mim de grave e carinhoso
Está nas notas deste samba novo...

Acho que esta é a melhor parte que você guarda de mim.

Outro dia Cristina lhe encontrou e me falou de você. Ela sabe de tudo “do que houve entre nós dois”, com diria Herivelto Martins.
Zé Nilton
(Um depoimento tão lindo não poderia ficar como comentário, mas ilustrando outros ensaios fotográficos da Angela)
Socorro Moreira

Exposição Virtual Parte II - Edilma Rocha - Por Socorro Moreira

Sua arte é andarilha. Viaja , colhe, e pinta !


Um mar , pendurado nas nossas vistas. Barulho na concha do ouvido.Sabor de sal.Água azul dos sentimento - Edilma cria !




( Edilma e Ricardo )
É dourada a miragem da cidade luz. Edilma é sol...Nos olhos e na alma , e o seu pincel sabe disso.

"...Nosso barco partiu". Pela tela de Edilma , ai que linda ! "Carolina" viu !


O azul é a cortina do mar.Cortina transparente , enfeitada de ondas ou rendas?
Quando ela perde o dourado , a lua chega para prateá-la .

Enigmas - Por: Socorro Moreira


Madrugada e neblina
Esperam o nascimento do dia.

Enquanto todos dormem,
Preparo um sonho,
Mas ele brinca de esconde - esconde.
Foge do meu colo, dos meus beijos.

Ontem eu viajei no destino
Desenhei com cipó
A trilha do caminho
Chamei-te em pensamento
Você e os meus segredos

Encontrei o colo de Gaya
Senti as dores do parto
O pedido de clemência,
E a clemente oferta do amor.

Teu vento faz dançar as minhas folhas
Balança os sinos do meu corpo
Cria um mantra de nós dois.
.
Fios que nos unem não teiam
Não fiam a confusão de tantas vidas
Fios que nos unem se enrolam,
No decifro dos nossos enigmas!
.
Baby,
Eu quase me declaro em todas as notas

.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Marlene Dietrich - canta Luar do Sertão



Música: Luar do Sertão

Autoria: Catullo da Paixão Cearense

Com Marlene Dietrich

Em sua apresentação no Brasil em 1959, Maria Magdalene Von Bosch - a grande Marlene Dietrich - deslumbrou a platéia no Golden Room do Copacabana Palace. Quem assistiu a apresentação, conta que a grande atriz cantou, para delírio da platéia, o “Luar do Sertão”, todinho em português. O Anjo Azul, supreendeu a todos ao cantar a música de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco com uma pronúncia refinada e compreensível. Com a voz rouca e sotaque alemão. Vale a pena conferir.


Não há, ó gente, oh não
Luar como este do sertão...

Oh, que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando
Folhas secas pelo chão
Esse luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão

Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata prateando a solidão
A gente pega na viola que ponteia
E a canção é a lua cheia
A nos nascer do coração

Se Deus me ouvisse
Com amor e caridade
Me faria essa vontade
O ideal do coração:
Era que a morte
A descontar me surpreendesse
E eu morresse numa noite
De luar do meu sertão

********

Confiram no vídeo:

Paulo Gracindo - O Bem Amado

Paulo Gracindo como Odorico Paraguassu- novela "O Bem Amado".( 1980)

As irmãs Cajazeiras -( a mais alta) Ida Gomes era a Dorotéia ,Dorinha Durval e Dirce Migliaccio


Iara Costês, no papel de Carolina , novela "O Casarão"( 1976) , par romântico de João Maciel (Paulo Gracindo)


Em 1980 eu morava em Macaé-RJ, quando cenas da novela O Bem Amado estavam sendo rodadas naquela cidade. A gente considerava um bom programa assistir às filmagens.

Em 1995, de passagem por Friburgo-RJ , passei a noite num velório de um grande amigo. Perto de mim, uma senhora tranquila, e muito simpática. Conversamos sobre o corriqueiro( ela apresentou-se como sogra do meu amigo). Intrigada com uma tal impressão, em determinado momento , perguntei-lhe : a gente se conhece de algum lugar ? Acho a sua cara tão familiar , mas não a localizo. Ela sorriu bem natural, e respondeu. Não foi na novela o Bem Amado ? Eu sou Ida Gomes, uma das irmãs Cajazeiras. Naquela noite conversamos por muitas horas seguidas,como duas pessoas comuns ( ela sem nenhum estrelismo), muito mais humana do que eu conseguia ser, irmanadas no mesmo sentimento da perda de uma pessoa querida.

Quem não acompanhou o trabalho do grande ator Paulo Gracindo ?

Comecei a apaixonar-me por ele , na novela "O casarão", que ele fazia par romântico com a Iara Cortês. Inesquecível. O amor do passado , que se reencontrava muitos anos depois... Emocionam-me os reencontros. Alguns são felizes , porque se antecipam na terra, sem esperar uma sonhada eternidade, noutros planos.

Socorro Moreira

"É bem verdade que Odorico Paraguassu é um personagem que ninguém esquece, mas por mais popular que seja, o político não pode se dar ao luxo de virar gíria como as irmãs Cajazeiras, mais castas mulheres da cidade de Sucupira, cenário da novela e da série “O Bem Amado”, que foi ao ar em 1973 e em 1980, respectivamente. Agora, 36 anos depois de aparecerem pela primeira vez na TV, as personagens voltaram à vida na versão para o cinema da história escrita por Dias Gomes (1992-1999).
No papel da mais velha, Dorotéia, vivida originalmente por
Ida Gomes, está Zezé Polessa. Para interpretar Dulcinéia, eternizada por Dorinha Duval, foi escalada Andréa Beltrão. Já a caçula e afoita Jucinéia coube à Drica Moraes. “O seriado fez parte da minha infância, eu era fã”, lembra Drica. “Minha personagem era vivida pela extraordinária Dirce Miggliaccio, mas não tenho medo de ser comparada. Ao contrário de outros personagens, as Cajazeiras são conhecidas pelo conjunto. Acho que outros atores sofrerão comparações mais imediatas.”
A afirmação tem fundo de verdade. Afinal, a imagem de
Paulo Gracindo como Odorico Paraguassu, ou a de Emiliano Queiroz como Dirceu Borboleta está marcada a ferro no imaginário popular. No filme de Guel Arraes, responsável por sucessos como “O Auto da Compadecida” (2000), os papéis ficaram com Marco Nanini e Matheus Nachtergaele.
No entanto, ao contrário do político corrupto e de seu assessor puxa-saco, as irmãs sofreram modificações em seus perfis. “O enfoque é diferente da série. Naquela época era tudo era muito focado na repressão sexual, a mulher ainda não era tão emancipada. Elas eram cheias de faniquitos e rubores”, afirma Drica. “Para mim, elas vêm de uma alta sociedade decadente.”
Para tentar recuperar o status na elite sucupirense, elas tentarão de tudo um pouco. “Minha personagem, por exemplo, quer ser primeira-dama, tem interesse no poder”, diz Zezé. “Na verdade, todas elas querem Odorico.”
O interesse é tamanho que Drica até levantou uma tese para as irmãs: “Brinco que a mais velha não fica com homem de jeito nenhum. A do meio só ficaria com o Odorico e a minha pega qualquer um. É uma devassa”, diverte-se. Zezé concorda em partes: “Acho que Dorotéia só quer Odorico pelo poder. Tanto que usa a castidade como trunfo e, mesmo quando leva beliscadinhas no bumbum, diz ao prefeito: ‘do altar não abro mão!’.” Já Andréa define Dulcinéia numa frase: “Ela é extremamente romântica.”
As filmagens começaram em janeiro, em Marechal Deodoro, no interior de Alagoas. “A cidade parava para ver a gente”, conta Drica, que já trabalhou com Andrea e Zezé. “Foi um encontro gostoso.” Dá até para imaginar as três fazendo fofoca sobre o povo de Sucupira, não?

*A novela "O bem amado", de Dias Gomes, foi ao ar em 1973 e deu a Paulo Gracindo a chance de se imortalizar com o personagem Odorico Paraguaçu.
Prefeito da cidade baiana de Sucupira, o alcaide tinha como uma de suas metas a construção de um cemitério no município. E, para isso, não se furtava a armar tramas para que alguém morresse, sempre malsucedidas.

*Em "O casarão", o personagem de Paulo Gracindo, João Maciel, vive uma inusitada história de amor com Carolina, interpretada por Yara Côrtes.
A novela de Lauro Cesar Muniz, que foi ao ar em 1976, se passa em três épocas diferentes. A trama é sobre a saga de uma família proprietária da Fazenda Água Santa, em São Paulo.


Paulo Gracindo só entra na última fase da novela, que se passa em 1976. "

Globo.com

Mentiras na linguagem - por José do Vale Pinheiro Feitosa

Johann Hari do The Independent fez um artigo importantíssimo sobre o “duplifalar” ou a linguagem para esconder a mentira e justificar a opressão como tão bem George Orwell falava em 1984. São frases e chavões que no dizer de Orwell “só existem para dar credibilidade a mentiras e respeitabilidade a crimes, e para dar aparência de solidez ao que é só vento.”

O jornalista levanta algumas frases importantíssimas nos últimos anos. Como “Sua mensagem é muito importante para nós...” para camuflar exatamente que a mensagem não tem a menor importância senão a pessoa já o atenderia de pronto. Outra é “Com o devido respeito, acho que...” a pessoa já diz isso na porta para desrespeitar o seu interlocutor. Eu acrescentaria “sorria você está sendo filmado” te ameaçam com a filmagem e ainda querem que se faça papel de idiota rindo.

Ele lembra a frase “técnicas avançadas de interrogatório” como o eufemismo para a tortura de presos. Esta foi muito utilizada pela mídia dos tempos de Bush. Outra é que o pessoal que propôs a guerra às drogas terem deturpado a frase “uso de droga” para uma outra muito mais dura como “abuso de drogas”. Na guerra do Vietnam o governo e a mídia camuflavam os massacres sangrentos de civis como a frase “danos colaterais”.

Uma frase de marqueteiro é a “mudança climática” em substituição ao “aquecimento global”. E olhemos que nem original a frase é, pois qualquer alteração no clima conforme as fases de um dia ou as estações do ano é mudança climática. Por vezes uma frase que foi criada para melhorar o raciocínio sobre os fatos como é o caso de “fora do contexto” se tornou uma sentença para matar o debate. Quando alguém argumenta, vem o outro com a maldita “fora do contexto” com mero desejo de barrar a argumentação.

Acontece que a comunicação é para enriquecer as insuficiências do presente. E não se comunicará honestamente com práticas iguais às citadas. Dizia Orwell: “Se nos livramos desses maus hábitos, conseguiremos pensar com mais clareza; e pensar com mais clareza é o primeiro passo para a regeneração política." Na verdade o ideal é que os significados das coisas se expressem na escolha das palavras corretas e não ao contrário. Quando a questão é o aquecimento global, é do fenômeno natural e físico que falamos “aquecimento”, aumento de temperatura e não da embromação de mudança climática.

Obs. O artigo em português foi publicado no Blog do Luis Carlos Azenha Vi o mundo.

BUNDA DURA - Arnaldo Jabor


Tenho horror a mulher perfeitinha. Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário? E, só pra piorar, tem a bunda dura!!!

Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

a) Escova toda manhã: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar-se no padrão 'Alisabel', que é legal, por que todas as amigas tem o cabelo igual...... Burra.

b) Na moda: Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS! O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar desarrumada nem enquanto estiver transando.

c) Sorriso incessante: Ela mora na vila dos Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipático com orgulho, só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás, ela nem sabe o que a palavra significa...... Coitada..

d) Bunda dura: As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão.
Bebida dá barriga e ela tem H-O-R-R-O-R a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece!

Legal mesmo é mulher de verdade !!!! E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa.. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira. Pode até ser meio mal educada as vezes, mas adora sexo.

Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema). Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade.

E não se esqueça....
Mulher bonita demais e melancia grande, ninguém come sozinho!!!!!!!

Texto de Arnaldo Jabor

Dr. Edward Bach - Terapia dos Florais

Dr. Edward Bach (1886-1936), médico inglês, clinicou na medicina convencional durante muitos anos, constatou que a doença tem sempre origem na mente; sentimentos que durante muito tempo ficaram reprimidos emergirão primeiro como conflitos mentais e mais tarde como doenças físicas. Na ocasião, o Dr. Bach começou a sentir que ocupar-se dos sintomas físicos não era o bastante. O corpo era um espelho a refletir os pensamentos da mente. Era quem sofria, a pessoa, que necessitava do tratamento e de ajuda para vencer os aborrecimentos, o medo, a depressão, a desesperança. Ele sentia que um método de tratamento completamente novo era necessário, um método prático, pois as palavras não bastavam; era de pouca utilidade dizer a um homem angustiado: ¨Não se preocupe, seja feliz¨.

O Dr. Bach sentia então que poderia dedicar seu tempo e sua vida à busca de remédios puros que ajudassem à pessoa que estivesse sofrendo a superar seus pensamentos infelizes. Esses novos remédios sabia ele, que os devia achar lá, na natureza, entre as árvores e as plantas, pois todas as nossas necessidades são providas na natureza pelo nosso Criador, e após anos de estudo e pesquisas culminou com a descoberta dos seus 38 remédios florais, que ele classificou em 7 grupos, que preparam o caminho para uma pronta recuperação dos sintomas físicos.

No primeiro grupo foram colocados os florais que lidam com o TEMOR;
No segundo os que trabalham com a INSEGURANÇA;
No terceiro os que lidam com a FALTA E INTERESSE PELAS COISAS PRESENTES;
No quarto os que trabalham a SOLIDÃO;
No quinto os que trabalham a HIPERSENSIBILIDADE E AS PESSOAS QUE SE DEIXAM INFLUENCIAR PELAS OUTRAS;
No sexto grupo estão os que trabalham a ANGUSTIA, DEPRESSÃO E O DESESPERO;
No sétimo grupo foram colocados os florais que trabalham AS PESSOAS QUE SE PREOCUPAM EM DEMASIA COM AS OUTRAS.

A constatação do Dr. Bach, é que nossos temores, nossas ansiedades, apreensões, angustias e medos são os fatores que abrem a porta para a penetração de todo o tipo de enfermidades. O consciente e o inconsciente coexistem num estado de inter-dependência, sendo que o bem-estar de um depende do bem-estar do outro. Se esta conexão for interrompida ou diminuída, o homem fica doente e despojado de sua significação, e se esta interrupção for muito longa, o espírito mergulha no caos total.

Os florais funcionam como uma porta de emergência ou válvula de escape. Aliviam de forma rápida e eficiente as pressões acumuladas pelos dissabores diários que bloqueiam o fluxo de informações de dentro para fora, provenientes da bagagem de conhecimento acumulados durante a vida, desvendando os segredos do inconsciente, liberando o fluxo da ENERGIA PSÍQUICA.

A doença é com certeza, a etapa final de uma desordem mais profunda arraigada no íntimo da pessoa, e para assegurar o êxito de um tratamento é necessário que não se elimine somente os sintomas aparentes, mas também devem ser atacadas as causas básicas que a provocaram.

De acordo com o Dr. Bach, as doenças reais e verdadeiras do ser humano são os seus defeitos básicos tais como: ambição, autoritarismo, a avareza, a violência, a calunia, a cólera, a crueldade, o egoísmo etc. Por isso ele afirmava que a pior ambição do ser humano é querer dominar, possuir o outro, e que a maior lição de vida a ser aprendida é a liberdade, pois se persistir nos defeitos, desequilíbrios e distúrbios da personalidade, fatalmente o indivíduo adoecerá, pois cada um semeia seu tipo de doença e sofrimento que, se bem elaborado e trabalhado, pode ser um benéfico corretivo das imperfeições humanas, sendo que a eliminação dos sinais e sintomas significa a eliminação das causas, ou seja, a cura da pessoa por um todo.

Devemos então ter a certeza absoluta de que as doenças que acometem o corpo físico do homem são conseqüências dos desequilíbrios energéticos que diminuem a sua resistência imunológica, permitindo o estabelecimento das doenças que já estavam instaladas no subconsciente devido às emoções reprimidas por longo tempo e como conseqüência, os estados de fraqueza são trazidos à tona, explodindo em distúrbios emocionais, rigidez de caráter, neuroses e estados depressivos.

Os florais tem sempre uma ação leve, suave, fortalecedora para o organismo humano e trata a causa , os resíduos, os registros esquecidos ou até ignorados por nós mesmos, como no caso de vida intra-uterino, primeiros anos de formação, aqueles fatos que veemente afirmamos que esquecemos ou que não tiveram importância.

Somos, e cada vez me convenço mais desta premissa, de que a nossa mente é o maior computador do mundo, com uma capacidade de armazenamento de arquivos indescritível, mas que não se encontram ali, a disposição de um toque para ser aberto, mas que possuem também esses arquivos alguns vírus que tem a capacidade de esconder-se de tal forma que conseguem causar danos em nosso corpo mental, físico e espiritual com a maior tranqüilidade como se fossem nossos convidados de honra em nosso dia a dia.
Esses vírus são lentos, mas com uma capacidade de vida muito prolongada que nos geram sentimentos, atitudes, reações que rotulamos de temperamento, culpa do signo, etc. E bem ali está sendo construído um enorme arranha-céu, no silêncio, A DOENÇA.

Mas é neste momento, olhando para dentro de nós mesmos, que temos que enfrentar a fera interior e partir para cura pela raiz ou até mesmo abaixo dela.
Florais são mágicos? Não. É a essência que inicia a cura pela alma, transforma a mente e revitaliza o corpo físico. Mesmo nos casos em que a enfermidade já tenha se manifestado em níveis físicos, é possível aliviar a doença tratando o componente mental que desencadeou o problema por meio dos florais, que tem uma boa atuação nos problemas psicossomáticos, podendo ter um papel importante nos casos de patologias graves que claro necessitarão de remédios alopáticos.

Os remédios florais funcionam como catalisadores que permitem a TRANSMUTAÇÃO de características inferiores em virtudes. Se bem selecionados, proporcionam um impulso energético e vibratório que pode levar a pessoa a meditar e a refletir e, consequentemente, ao equilíbrio vital, o que é muito importante para que uma pessoa se AME, se CONHEÇA, CRESÇA e EVOLUA com uma individualidade plena para realizar seus verdadeiros ideais e sonhos, a fim de que a pessoa, em plena saúde, seja cada vez mais ELA MESMA.

Neste momento você deve fazer uma auto-análise,que deve ser a mais imparcial possível pois na verdade, o mais indicado seria a procura de um profissional visto que a Terapia Floral é um método ou sistema terapêutico, sem preconceitos, sendo praticada por médicos alopatas, médicos homeopatas, psicólogos, psicoterapeutas, psiquiatras e terapeutas que poderão de uma forma clara fazer uma análise e compor o floral que melhor se adapte ao seu caso.
Por outro lado, se você consegue ser crítico e frio o suficiente para olhar para dentro de você como se olhasse a vida do seu vizinho, poderá se assim for, fazer a sua própria composição..

Em prosseguimento abordaremos sobre os florais especificamente explicando a função de cada essência e os casos em que são mais indicados.
Os florais agem no plano sutil da pessoa, seu efeito foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde em 1976, e constitui grande ajuda para humanidade nestes momentos de transição, auxiliando na harmonização dos corpos, etérico, emocional e mental facilitando o livre fluxo das energias superiores através da personalidade.
Estes remédios atuam sobre a desarmonia profunda do paciente e, assim fazendo, formam a base para a recuperação dos sintomas físicos.

As composições não devem ultrapassar a 6 (seis) remédios. Isso não se deve ao fato de os remédios se contraporem uns aos outros nem causarem efeito negativo, porém simplesmente porque remédios demais tomados conjuntamente tendem a obscurecer o problema e são incapazes de funcionar a contento. No entanto cada um é um indivíduo, e é preciso variar de pessoa para pessoa, as vezes apenas um ou dois remédios são necessários e podem ser encontrados nas farmácias de manipulação e podem ser preparados em poucos minutos a partir da tintura-mãe, que é importada.

Outro fator que é muito importante frisar é, o TEMPO. Uma enfermidade, desde sua instalação às suas manifestações, leva dias, meses e até anos. Portanto o processo de melhora e até de cura pode levar pouco ou muito tempo, razão pela qual é necessária as virtudes paciência e perseverança quando se faz uso da Terapia Floral.
Um tratamento com florais é suave, lento, e deve ser feito pelo menos durante 6 meses para se alcançar os resultados desejados, pois como já falamos, eles tratam abaixo da raiz dos problemas.
Ressalte-se que os remédios florais podem ser úteis a todos os seres vivos, sejam humanos, animais ou vegetais.

Convém lembrar que os florais não tem qualquer contra indicação, que não são incompatíveis com medicamentos alopáticos.

Nos casos em que o paciente não deve ingerir qualquer tipo de bebida alcoólica, os florais devem ser solicitados na farmácia de manipulação SEM CONSERVANTE, e o frasco deve ser conservado na geladeira.

1º GRUPO – Para a Solidão:
IMPATIENS, HEATHER, WATER VIOLET.

2° GRUPO: Para sensibilidade excessiva à influências e opiniões:
AGRIMONY, CENTAURY, HOLLY, WALNUT.

3° GRUPO – Para preocupação excessiva com o bem-estar dos outros:
VINE, CHICORY, BEECH, ROCK WATER, VERVAIN, VINE.

4° GRUPO - Para indecisão:
GORSE, HORNBEAN, SCLERANTHUS, WILD ROSE, CERATO, GENTIAN.

5° GRUPO - Para o medo:
ASPEN, CHERRY PLUM, RED CHESTNUT, ROCK ROSE, MIMULUS, ASPEN.

6° GRUPO – Para a falta de interesse pelas circunstâncias atuais:
CHESTNUT BUD, HONEYSUCKLE, MUSTARD, WHITE CHESTNUT, WILD ROSE, CLEMATIS,OLIVE.

7° GRUPO – Para o desânimo ou desespero:
WILLOW, CRAB APPLE, OAK, PINE, STAR OF BETHLEHEM, SWEET CHESTNUT, ELM, LARCH.

Poderíamos aqui acrescentar um 8° grupo que é frequentemente necessário e contém CINCO dos trinta e oito remédios, que é o chamado RESCUE REMEDY ( Remédio para Todas as Situações), o EMERGENCIAL.
Os remédios da composição são :
STAR OF BETHLEHEM – para choque emocional;
ROCK ROSE: para medo intenso ou pânico;
IMPATIENS: para quando a pessoa não consegue relaxar, para tensão mental e física, mente irritadiça e inquieta;
CHERRY PLUM: para quando a pessoa grita, esbraveja, fica histérica, perda de controle emocional;
CLEMATIS: confusão mental, sentimento indefinido.

REMÉDIOS FLORAIS E A CORRESPONDÊNCIA ASTROLÓGICA

Em meus atendimentos, após a análise da ficha de Amnaminese, decido se os florais seguirão pela linha astrológica ou kármica.
Dentro da linha astrológica constatei que realmente, independente da posição das casas, o floral correspondente ao signo confirma o estudo de Peter Damian.
Considerando-se as características positivas e negativas inerentes a cada signo do zodíaco, observa-se que existe certa equivalência entre os doze signos e as tipologias dos chamados Doze Remédios Curadores, os quais foram os primeiros a serem descobertos e documentados pelo Dr. Bach.
Peter Damian fez este estudo comparativo entre os Doze Remédios Curadores e os doze signos astrológicos, estabelecendo uma correlação básica que pode ser útil.

SIGNO ZODIACAL REMÉDIO FLORAL

Agrimony Sagitário
Centaury Virgem
Cerato Gêmeos
Chicory Escorpião
Clematis Câncer
Gentian Touro
Impatiens Áries
Mimulus Capricórnio
Rock Rose Peixes
Scleranthus Libra
Vervain Leão
Water Violet Aquário

A composição astrológica se da através da conjunção dos planetas, lua, sol, signo ascendente, resultante do estudo através da data, hora e local de nascimento da pessoa, e os florais resultantes deste estudo irão trabalhar o conjunto emocional do indivíduo, ou prepará-lo para situações que irá vivenciar em sua vida.
O sentimento, a personalidade, o caráter, a afetividade, o profissional, o convívio social, ser homem, mulher, família.
O ideal seria tomar florais por uma vida inteira.

Já os florais resultantes do estudo pela numerologia kármica, trabalha a missão, a aceitação daquilo que a vida, o caminho lhe apresenta.

AS PESSOAS DE AGRIMONY necessitam encontrar a paz por meio de uma realidade interior de sua alma,em vez de vivenciar um estado de comportamento externo imposto e aceito pelos outros.
Sua lição de vida é que a verdadeira paz interior deve ser o resultado de um reconhecimento honesto da dor e sua transformação, não escondendo essa dor através de um falso entusiasmo e animação.
AGRIMONY ajudará essa pessoa a encontrar sua verdadeira paz interior, e a obtenção da sua transformação em harmonia e satisfação íntima.

A PESSOA DE CENTAURY, tem falta de força interior. Não aprendeu a equilibrar suas forças de ser servil ou egoísta. Essas pessoas ficam com a impressão de que são muito amorosas, dedicadas e ajudam muito, mas na realidade não possuem uma vontade firme o suficiente para resistir a uma solicitação ou dizer não quando exploradas pelos que lhe rodeiam. Desta forma retardam seu próprio crescimento bem como o crescimento daqueles que precisavam aprender com ela.
CENTAURY ajuda a alma a equilibrar suas forças entre as polaridades altruísta e servil e egoísta. Fornece uma força benéfica e integridade a essas personalidades, ajudando a obter uma maior responsabilidade consigo mesma, e maior consciência de si própria.

A PESSOA CERATO não desenvolve a autoconfiança suficiente que lhe permita tomada de decisões, e acaba procurando conselhos de outros, que acabam desestimulando seu desenvolvimento interior.
CERATO desenvolve a confiança para que desabroche seu conhecimento interior, desenvolvendo a habilidade em confiar em si próprio, sentindo a força e ouvindo a sabedoria de sua alma, bem como a sua própria espiritualidade, tornando mais confiante seu Eu Superior.

A PESSOA CHICORY precisa aprender a distinguir entre as emoções e desejos pessoais e amor altruísta e impessoal de querer realmente cuidar dos outros, pois poderá correr o risco de ser um manipulador ao invés de doador que manipulará as emoções dos outros em função dos seus desejos e necessidades próprias.
CHICORY se torna muito importante para controlar a congestão emocional e as forças amorosas mal direcionadas, pois nutre a carência interior e ajuda a redirecionar e equilibrar as correntes psíquicas de energia, que fluem do coração para o plexo solar dessas pessoas.

AS PESSOAS CLEMATIS possuem uma habilidade bem desenvolvida de sonhar e abstrair-se deste mundo. Essa ausência das forças do ego, permite que aconteçam doenças, e também são atraídas pelas drogas como único meio para que sustentem o vício da alma em relação a uma atividade psíquica ausente do corpo físico.
CLEMATIS ajuda essas pessoas a perceberem que as qualidades positivas existentes dentro delas podem ser canalizadas para o mundo físico, tornando-se a força da alma para os outros, mais presentes, atuantes, ricas e calorosas.

A PESSOA GENTIAN passa por obstáculos que testam a sua habilidade em enfrentar a vida, sentindo-se muitas vezes desanimadas e desencorajadas quando ocorrem alguns problemas, pois não percebe que às vezes os tais problemas podem ser a solução, sendo eles as lições que necessitava para crescer e fortalecer-se. Sua Alma só se tornará forte e vibrante quando desenvolver a sua capacidade de recuperar-se rapidamente dos problemas que possam surgir.
GENTIAN ajudará especialmente a alma a mudar a sua perspectiva mental, encorajando-a a visualizar um horizonte maior, desenvolvendo uma fé inabalável, profunda e duradoura adquirindo com isso grande força interior e uma profunda confiança na vida.

A PESSOA IMPATIENS não se enquadra no fluxo natural do tempo, pretendendo sempre colocar a carroça na frente dos bois; seu pensamento ágil e rápido determina que tudo se faça de imediato, por isso não tem paciência com as pessoas mais lentas, e muitas vezes acabam fazendo as tarefas de outrem; seu excesso de energia a predispõe à irritação; sendo afetada por várias doenças físicas, envelhecimento prematuro, são pessoas propensas a enfarte.
IMPATIENS ajudará essas pessoas a tranqüilizar a sua alma, acalmando sua mente e respiração de tal forma que seu Eu interior se torne mais receptivo aos vários momentos da vida por que está passando, para poder ter vivências mais suaves, sentidas e apreciar a delicadeza de cada momento que podemos desfrutar.

A PESSOA MIMULUS é solitária, hipersensível, vivendo constantemente acometida de pequenos medos provenientes do cotidiano; medo de coisas do mundo, da pobreza. Costumam ser afetadas no plexo solar e os medos transformam suas almas em tristonhas e introvertidas à medida que se afasta mais e mais das tensões da vida.
MIMULUS trará de volta a coragem para enfrentar a vida. Mimulus ajudará a requerer a força e os propósitos do Eu Superior, libertando-o para desfrutar a vida com maior alegria, curiosidade por conhecimentos e exuberância para desfrutar a saúde.

A PESSOA ROCK ROSE adota de acordo com as circunstâncias, atitudes extremas de consciência para sua sobrevivência, apelando às necessidades e coragem da alma onde o Eu é obrigado a atender a uma emergência extrema que pode assumir proporções ameaçadoras, inclusive da própria vida, tais como um acidente, ou um ataque imprevisto.
ROCK ROSE restaura as forças de coragem da alma humana, para que possa suportar os tremendos desafios adquirindo forças transcendentes.

A PESSOA SCLERANTHUS em geral costuma ser tranqüila, calada, que se sobrepões sozinha às dificuldades, sem necessidade de dialogar. Esses indivíduos costumam ser introvertidos por natureza, preferindo uma existência tranqüila que devido às necessidades de sua evolução. Normalmente adiam as decisões mais importantes por causa de sua incerteza e dúvidas que acabam exaurindo sua alma, podendo trazer uma série de doenças físicas bem como doenças de ordem emocional.
SCLERANTHUS poder ajudar a tornar-se uma pessoa mais decidida e a perceber com maior clareza quais são os seus propósitos, permitindo ao Eu Superior fazer suas escolhas em níveis mais profundos onde a alma tem um maior envolvimento na sua passagem pela vida.

A PESSOA VERVAIN possui poderosas forças naturais de um idealismo fanático e passional, que lhe permite doar-se completamente, dedicando todo o seu tempo ao trabalho ou a causa na qual acredita. Essa pessoa possui uma grande tensão física interna, que resulta dos muitos problemas nervosos ou digestivos, que em última análise podem levá-la a um esgotamento nervoso. Inconscientes dos seus grandes níveis de energia, geralmente forçam seus corpos além dos seus limites naturais, pois vivem centrados nas suas idéias perdendo parte da conexão tanto do mundo quanto do corpo físico.
VERVAIN ajudará a ancorar seu incrível entusiasmo, de forma que seu corpo se comporte como um regulador natural que harmonize a imensa dose de forças naturais canalizadas.

A PESSOA WATER VIOLET gosta de ficar sozinha, são introspectivas, quietas e contidas, são pessoas reservadas, difíceis de se conhecer pois parecem sempre estar distantes, alheias, indiferentes; os tipos extremos parecem altivos, arrogantes e orgulhosos.
WATER VIOLET ajudará a fazer a sua passagem para um estado de consciência integral em que possam sentir sua ligação com as criaturas humanas às quais lhes transmitirá uma grande alegria e compaixão, pois precisam aprender a contemporizar a sabedoria com a humildade, aprendendo que a alegria, a felicidade, e o prazer da vida consiste em conviver e compartilhar com os outros.

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