É noite de lua cheia ,
É a lua imperatriz,
Vaga no céu soberana ,
Como uma noiva , uma atriz.
As estrelas se esconderam,
nenhuma mostra o nariz.
Cá na terra, o mar se agita,
livre como sempre quis,
Nas águas reflete a lua,
que olhando o mar nada diz ...
É possível que namorem,
Ele alegre, ela feliz.
Criadores & Criaturas
"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata."
(Carlos Drummond de Andrade)
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FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS
Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
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quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Entre gerações , um amor constante... - Foto de Joaquim Pinheiro
Centro Cultural BNB Cariri: Programação Diária
Dia 05, quinta-feira
Atividades Infantis - HORA DO RECREIO
Local: E.E.M Gov. Adauto Bezerra. (Barbalha)
15h30 A Triste Partida. 20min.
Cinema - 100 CANAL
18h30 Casa de Sementes Senhor dos Exércitos. 5min.
Cinema - IMAGEM EM MOVIMENTO
18h35 O Homem Nu. 75min.
Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582
Atividades Infantis - HORA DO RECREIO
Local: E.E.M Gov. Adauto Bezerra. (Barbalha)
15h30 A Triste Partida. 20min.
Cinema - 100 CANAL
18h30 Casa de Sementes Senhor dos Exércitos. 5min.
Cinema - IMAGEM EM MOVIMENTO
18h35 O Homem Nu. 75min.
Rua São Pedro, 337 - Centro - Juazeiro do Norte
Fone (88) 3512.2855 - Fax (88) 3511.4582
Couraça
Não lateja sofrimento em minha alma -
apenas um certo sumiço,
uma unha roída.
Vejo meu coração músculo enfadonho
zombar do sangue e bombear lágrimas.
Lamaçal distante de um cálice
permanece úmido no travesseiro.
Não se trata de angústia
a vergonha da própria solidão.
Afinal como pensar que sou só
cercado por tantas sombras e vultos?
Os objetos, as paredes,
os bichinhos domésticos
gargalham de tal embuste.
Agora deitado com as pernas e os braços cruzados
apenas descanso da presença dos meus ossos e da minha carne.
apenas um certo sumiço,
uma unha roída.
Vejo meu coração músculo enfadonho
zombar do sangue e bombear lágrimas.
Lamaçal distante de um cálice
permanece úmido no travesseiro.
Não se trata de angústia
a vergonha da própria solidão.
Afinal como pensar que sou só
cercado por tantas sombras e vultos?
Os objetos, as paredes,
os bichinhos domésticos
gargalham de tal embuste.
Agora deitado com as pernas e os braços cruzados
apenas descanso da presença dos meus ossos e da minha carne.
Vivien Leigh

Vivien Leigh é lembrada até hoje por ter dado vida a uma das personagens mais marcantes das história do cinema: Scarlett O’Hara, do clássico …E o Vento Levou.
Vivien nasceu na Índia em 5 de novembro de 1913, seu nome de batismo era Vivian Mary Hartley. Em 1920, foi estudar em um convento em Londres onde foi uma excelente aluna, inclusive se destacava nas aulas de teatro. De 1927 a 1932, voltou a morar com os pais.
Quando terminou seus estudos, matriculou-se na Royal Academy of Dramatic Art.
Ao término do curso participou do filme Things are Looking Up e assumiu o papel principal numa peça baseada na obra de Diderot (escritor e filósofo).
Com o sucesso da peça, ela foi contratada por cinco anos pelo produtor de cinema Alexandre Korda. Com o contrato, ela modificou seu nome: tirou o “a” e acrescentou “e” tornando-se Vivien Leigh.
O sobrenome Leigh veio do casamento com o advogado Herbert Leigh Holman e dessa união nasceu uma filha : Suzanne.
Vivien Leigh estava fazendo muito sucesso e isso chamou a atenção de Laurence Olivier, considerado na época (e provavelmente até hoje) o maior ator britânico que já existiu.
Em 1936, os dois atuaram em Fogo sobre a Inglaterra e se tornaram amantes. Ela abandonou seu marido e sua filha Suzanne (que foi deixada aos cuidados da avó) e foi morar com ele.
Em 1939, Vivien foi para Hollywood tentar o papel de Scarlett O’Hara e concorreu com artistas de peso como Bette Davis e Katherine Hepburn. Saiu vencedora e sua impecável interpretação no clássico …E o Vento Levou fez com que ela ganhasse o Oscar de Melhor Atriz.
Em 1940, ela se divorciou de Herbet Leigh, mas ele ficou com a guarda da filha.
Após o divórcio ela se casou com Olivier e os dois se tornaram o casal mais popular da Inglaterra.
Filmes desta época
* …E o Vento Levou (1938)
* Guide Dogs for the Blind (1939)
* A Ponte de Waterloo (1940)
* Lady Hamilton – A Divina Dama (1941)
Em 1944, Vivien é diagnosticada com tuberculose e após um período de recuperação voltou aos cinemas e fez:
* Anna Karenina (1948)
* Um Bonde Chamado Desejo (1951): também conhecido como Uma Rua Chamada Pecado. Por este filme Vivien Leigh ganhou seu segundo Oscar de Melhor Atriz.
Nos anos que se seguiram, ela se dedicou a cuidar de sua doença, que a havia transformado em uma mulher fraca. O seu casamento também foi afetado, seu marido começou a sentir somente pena da esposa e engatou um romance com uma comediante.
Em 1960, ele e Vivien se divorciaram após 20 anos de casamento. Quatro anos depois, ela voltou à Índia para ver a filha.
Filmes desta época
* O Profundo Mar Azul (1955)
* Em Roma na Primavera (1961)
* A Nau dos Insensatos (1965)
Estes dois últimos ele fez após o divórcio.
Alem do Oscar, Vivien ganhou vários prêmios:
* BAFTA
* Volpi Cup
* Tony Awards
* Sant Jordi Awards
* Festival de Veneza
* Prêmio dos Críticos de Nova York
Também foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz por Um Bonde Chamado Desejo.
Curiosidades
* Fumava demais
* Ganhou 25 mil dólares por 125 dias de trabalho em …E o Vento Levou, enquanto que Clark Gable que trabalhou muito menos (71 dias) ganhou muito mais: 120 mil dólares.
* Diziam que ela não suportava as cenas de beijo com Clark Gable por ele ter mau-hálito
Vivien deixou sua marca na história do cinema.
Morreu em julho de 1967 de tuberculose.
Vivien nasceu na Índia em 5 de novembro de 1913, seu nome de batismo era Vivian Mary Hartley. Em 1920, foi estudar em um convento em Londres onde foi uma excelente aluna, inclusive se destacava nas aulas de teatro. De 1927 a 1932, voltou a morar com os pais.
Quando terminou seus estudos, matriculou-se na Royal Academy of Dramatic Art.
Ao término do curso participou do filme Things are Looking Up e assumiu o papel principal numa peça baseada na obra de Diderot (escritor e filósofo).
Com o sucesso da peça, ela foi contratada por cinco anos pelo produtor de cinema Alexandre Korda. Com o contrato, ela modificou seu nome: tirou o “a” e acrescentou “e” tornando-se Vivien Leigh.
O sobrenome Leigh veio do casamento com o advogado Herbert Leigh Holman e dessa união nasceu uma filha : Suzanne.
Vivien Leigh estava fazendo muito sucesso e isso chamou a atenção de Laurence Olivier, considerado na época (e provavelmente até hoje) o maior ator britânico que já existiu.
Em 1936, os dois atuaram em Fogo sobre a Inglaterra e se tornaram amantes. Ela abandonou seu marido e sua filha Suzanne (que foi deixada aos cuidados da avó) e foi morar com ele.
Em 1939, Vivien foi para Hollywood tentar o papel de Scarlett O’Hara e concorreu com artistas de peso como Bette Davis e Katherine Hepburn. Saiu vencedora e sua impecável interpretação no clássico …E o Vento Levou fez com que ela ganhasse o Oscar de Melhor Atriz.
Em 1940, ela se divorciou de Herbet Leigh, mas ele ficou com a guarda da filha.
Após o divórcio ela se casou com Olivier e os dois se tornaram o casal mais popular da Inglaterra.
Filmes desta época
* …E o Vento Levou (1938)
* Guide Dogs for the Blind (1939)
* A Ponte de Waterloo (1940)
* Lady Hamilton – A Divina Dama (1941)
Em 1944, Vivien é diagnosticada com tuberculose e após um período de recuperação voltou aos cinemas e fez:
* Anna Karenina (1948)
* Um Bonde Chamado Desejo (1951): também conhecido como Uma Rua Chamada Pecado. Por este filme Vivien Leigh ganhou seu segundo Oscar de Melhor Atriz.
Nos anos que se seguiram, ela se dedicou a cuidar de sua doença, que a havia transformado em uma mulher fraca. O seu casamento também foi afetado, seu marido começou a sentir somente pena da esposa e engatou um romance com uma comediante.
Em 1960, ele e Vivien se divorciaram após 20 anos de casamento. Quatro anos depois, ela voltou à Índia para ver a filha.
Filmes desta época
* O Profundo Mar Azul (1955)
* Em Roma na Primavera (1961)
* A Nau dos Insensatos (1965)
Estes dois últimos ele fez após o divórcio.
Alem do Oscar, Vivien ganhou vários prêmios:
* BAFTA
* Volpi Cup
* Tony Awards
* Sant Jordi Awards
* Festival de Veneza
* Prêmio dos Críticos de Nova York
Também foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Atriz por Um Bonde Chamado Desejo.
Curiosidades
* Fumava demais
* Ganhou 25 mil dólares por 125 dias de trabalho em …E o Vento Levou, enquanto que Clark Gable que trabalhou muito menos (71 dias) ganhou muito mais: 120 mil dólares.
* Diziam que ela não suportava as cenas de beijo com Clark Gable por ele ter mau-hálito
Vivien deixou sua marca na história do cinema.
Morreu em julho de 1967 de tuberculose.
Infoescola
Netos de Edmar Cordeiro ( colaborador cratense, no Paraná)
Um conto, uma lição ...
Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles. Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? questionou novamente o pensador.
Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouvisse, retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu:
Vocês sabem por que se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro,
através da grande distância.Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê?
Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.
Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.
E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.
Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam
estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta."
Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles. Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? questionou novamente o pensador.
Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouvisse, retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu:
Vocês sabem por que se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.
Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.
Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro,
através da grande distância.Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê?
Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.
Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.
E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.
Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam
estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta."
Mahatma Gandhi
A ANTROPOLOGIA DE LUTO

Por Zé Nilton
Morre em Paris, aos 100 anos, um dos fundadores da Moderna Antropologia e mentor do estruturalismo nas Ciências Sociais, Claude Lèvi-Strauss.
Deixou um legado dos mais instigantes no campo das Ciências Humanas, notadamente na Antropologia, ou Etnologia, como ele preferia nomear a ciência do homem.
Pouco contato tive com sua obra na graduação em Ciências Sociais. Em teoria antropologica não passamos de Emille Durkheim. Era o tempo da escuridão, os anos setenta. Curioso, um dia descobri um único livro seu na biblioteca. Era “Tristes Trópicos”, ainda não traduzido. Como não estava no index da ditadura, levei para casa. Fiquei extasiado diante daquele escrito, um misto de literatura e ciência. Um discurso comparativo sobre duas realidades construídas historicamente: o novo e o velho mundo, as relações do homem com a natureza e seu contínuo e progressivo distanciamento dela rumo à cultura (sociedade).
A perplexidade do autor diante de uma realidade desconhecida empresta mais encanto à obra, e suas reflexões sobre o significado da civilização e do progresso agudiza o nosso pensamento sobre o mundo e suas descontínuas trajetórias. Aliás, Lèvi-Strauss disse um dia que a Antropologia serve para a gente pensar.
E foi assim eu me peguei um dia, nos confns da Chapada do Araripe, em meio as comunidades de pequenos agricultores, pensado o que significava tudo aquilo que vivenciava nas minhas “observações participantes” sobre o mundus camponês. Intrigava-me a capacidade de “tradução” de meu qualificado informante, o Sr. Pedro Honório, daquele universo exótico que eu havia de torná-lo familiar, condição indispensável para o sucesso na pesquisa de campo.
Pedro Honório falava-me dos lugares, da terra, dos matos, do tempo, do trabalho, das festas e das pessoas com tamanha profundidade, que comecei a desconfiar da relevância da oposição entre ciência e senso comum. Quando falava da vegetação, principalmente, meu informante seguia uma classificação, uma taxonomia local, para que serve e para que não serve esta e aquela planta, que ia das gramíneas às maiores árvores, tanto nas áreas antrópicas quanto na floresta.
Eureka ! Lèvi-Strauss jogou uma luz, e que luz no meu pensar e nas minhs desconfianças. Foi na leitura de “ O Pensamento Selvagem” que pude entender a lógica da ciência, da ciência que não é senso comum, mas é outra maneira de classificar as coisas da dinâmica interna da cultura, e com isto entender e viver no mundo.
Eis o sentido do “relativizar”, um constructo antropológico que clareia o sentido do diferente, do outro, da alteridade, da deficiência de uma verdade universal.
Aprendi com o velho pensador francês, vindo da Filosofia e, por isto mesmo, agregando valor as Ciências Sociais, principalmente na Antroipologia, em refino, estilo, arte e beleza, que podemos conviver pacificamente em sociedade quando, em algum momento, tenhamos que “suspender” nossos conceitos e olhar e compreender o outro na sua diferença, não como uma imagem distorcida e intolerante do meu eu, mas como um espelho em que me vejo e me retoco como ser humano...
SEMINÁRIO ARTE & PENSAMENTO - A reinvenção do Nordeste.
Esse ano, na Mostra Sesc Cariri de Cultura, acontecerá uma atividade inusitada. Trata-se do SEMINÁRIO ARTE & PENSAMENTO - A reinvenção do Nordeste, um seminário promovido pelo Sesc que tem por objetivo problematizar as produções artísticas e culturais no nordeste nos dias de hoje.
Através das artes como cinema, música, literatura, intervenções urbanas e arte/mídia, os conferencistas: André Queiroz, Daniel Lins, Dural Muniz de Albuquerque Junior, Jorge Vasconcellos, Luíz Manoel Lopes, Luizan Pinheiro, Márcia Tiburi e Nina Velasco e Cruz, discorrerão sobre vários temas, onde certamente um deles te interessará.
Veja logo abaixo a Programação, e procure o quanto antes se increver, pois as vagas são limitadas. As inscrições podem ser feitas pela internet, através do e-mail: mostracairiri@gmail.com, ou no Sesc de Juazeiro (3512.3355).
Programação:
Dia 16 de novembro de 2009
- Mesa:
14:00 horas - Dr. Jorge Vasconcellos: “Antropofagia & Filosofia: da potência criadora da música”.
15:15 horas - Dr. André Queiroz: “Haveria um nordeste atrás do cinema que se faz no nordeste?”.
Mediação: Luizan Pinheiro
16:15 horas - Debate com o público.
Dia 17 de novembro de 2009
- Mesa:
14:00 horas - Dr. Luizan Pinheiro: “Ontologia do Cariri: a cidade atravessada por múltiplos olhares”.
15:15 horas -Dr. Luís Manoel Lopes: "Barbaramente estéreis; maravilhosamente exuberantes: os sertões em variações".
16:15 horas – Debate com o público.
Mediação: Jorge Vasconcellos.
Dia 18 de novembro de 2009
- Mesa:
14:00 horas - Dra. Márcia Tiburi: “Mulheres míticas e mulheres reais: uma fratura sertão”.
15:15 horas - Dra. Nina Velasco e Cruz: “Paulo Bruscky: um artista nordestino?”.
16:15 horas - Debate com o público.
Mediação: Luís Manoel Lopes.
*Lançamento da Revista Literária Polichinello n. 11 + exposição das gravuras de Acácio Sobral (gravuras que ilustram este número da revista).
Dia 19 de novembro de 2009
14:00 horas - Dr. Daniel Lins: "A paixão segundo Lampião".
15:15 horas - Dr. Durval Muniz de Albuquerque Jr.: “O Nordestino de Saia Rodada e Calcinha Preta ou as novas faces do regionalismo e do machismo no Nordeste”
16:15 horas - Debate com o público.
Mediação: André Queiroz
.
A origem dos feriados- por Rainer Sousa
Os feriados tiveram significados distintos ao longo dos séculos.
Não é muito difícil escutar algum comerciante ou dono de empresa reclamando que a população brasileira é exageradamente prestigiada com vários feriados ao longo do ano. De fato, o Brasil desfruta de uma série de dias comemorativos que paralisam várias pessoas em esfera federal, estadual e municipal. Contudo, isso nem de longe significa que o gosto pelo feriado seja mais um dos defeitos que exclusivamente povoam a identidade do povo brasileiro.
Desde a Antiguidade, os feriados tinham a importante função de demarcar a passagem do tempo ou a celebração de algum fato portador de grande significado. Entre os romanos, percebemos que vários feriados estavam constantemente ligados à adoração das divindades que figuravam sua religiosidade. Em seus tempos de glória, observamos que esta mesma civilização organizava dias festivos em memória dos imperadores que haviam morrido.
Mais do que relembrar deuses e homens, os feriados também exerciam a importante função de estabelecer um vital e necessário momento de ruptura para com o mundo cotidiano. Na Idade Média, era comum a organização de vários eventos carnavalescos que antecediam a resignação do período da Quaresma. Nessas situações, os camponeses criavam cantos, encenações e imagens que faziam divertidas chacotas para com os senhores feudais e clérigos da época.
A frequente associação entre a promoção dos feriados e a celebração religiosa só veio a ganhar novas feições quando a Revolução Francesa quebrou antigos paradigmas. Após o desenvolvimento deste fato que inaugura a Idade Contemporânea, os franceses oficializaram o dia 14 de julho como a data em que comemoram a queda da Bastilha e, por sua vez, o início do processo revolucionário. Do ponto de vista histórico, essa convenção também marca a criação do primeiro feriado de natureza civil.
Mesmo o modelo francês tendo reverberado com grande força, a criação de outros feriados laicos ocorreu de forma bastante lenta. Ao longo do século XIX, o desenvolvimento do capitalismo industrial estabeleceu o florescer das lutas entre a classe burguesa e operária. Ao longo da década de 1880, o acirramento desta tensão permitiu a instituição do dia 1° de maio como o feriado a ser marcado por manifestações de trabalhadores em todo o mundo.
Ao percebermos a presença de vozes que discordam com os feriados que organizam o calendário brasileiro, notamos uma interessante noção entre o ócio e o trabalho. Sob tal perspectiva, o descanso passa a ser uma atividade descompromissada com o progresso da nação. Ao mesmo tempo, o trabalho se transforma em atividade supervalorizada, chegando a ser vista como instrumento de aperfeiçoamento moral. Afinal de contas, será que os feriados fazem tanto mal assim?
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
ROMANCE - filme de Guel Arraes
Romance de Cordel / Romance Medieval
Os Romances de Cordel do Nordeste brasileiro vêm diretamente da tradição dos
romances medievais. Da mesma maneira que os cantadores narram amores e
aventuras em versos cantados os trovadores da Idade Média narraram as
aventuras de Tristão e sua paixão por Isolda.
Num determinado momento do filme Pedro, personagem de Wagner que é ator e
diretor, faz uma adaptação de “Tristão e Isolda” para o Sertão que será
exibida na tv. No filme vemos os ensaios e algumas cenas deste programa.
Resolvi aproveitar a produção, gravar mais umas cenas e montar um
programinha de dez minutos com a história corrida desta adaptação um pouco
por diversão, um pouco para usá-lo de alguma maneira mais tarde como extra
do dvd por exemplo. Fiz uns versos da cordel contando partes da história que
não ia filmar para amarrar as cenas e pedi para um cantador da região
gravá-los. Inicialmente não pensava usar estes versos no filme. De volta das
filmagens, passando por Recife, encontrei Ariano Suassuna e comentei sobre
este “curta-metragem” já que seu primeiro romance é uma transposição do
mito de Tristão e Isolda para o Sertão numa época recente. Ele logo me
perguntou: e por que você não usa o cordel no filme? Pensei “por que não”?
Verdade que desde que Glauber usou este recurso em “Antonio das Mortes”
muita gente lançou mão dele mas este filme dentro do filme não deixa de ser
também uma piscadela de olho para o cinema novo. Daí eu usei alguns versos.
A canção completa pode ser ouvida aqui.
Cantador
Ass: Guel
Guel Arraes- no dia mundial do Cinema

Nasc: 12/12/1953 (55 anos)
Nome de Nascimento: Miguel Arraes de Alencar Filho
Cidade: Recife, Pernambuco
País: Brasil
Guel Arraes é diretor de núcleo da Rede Globo e um de seus funcionários mais influentes. Dirigiu em 1986 a clássica série ''Armação Ilimitada'', com Andréa Beltrão, Kadu Moliterno e Evandro Mesquita.
Filho do ex-governador Miguel Arraes, dirigiu em 1999 ''O Auto da Compadecida'', minissérie da Rede Globo baseada na obra do dramaturgo Ariano Suassuna. Adaptada recentemente para o cinema, conta com Matheus Nachtergale, Selton Mello, Fernanda Montenegro, Lima Duarte e muitos outros grandes nomes... Mais...
Filmografia /Cinema /Diretor
.
Bem Amado (2009) (Longa-metragem)
Romance (2008) (Longa-metragem)
Lisbela e o Prisioneiro (2003) (Longa-metragem)
Caramuru - A Invenção do Brasil (2001)
O Auto da Compadecida (2000) (Longa-metragem)
Ator/Atriz
Cinema Falado (1986)
Montagem
O Rei da Vela (1983) (Longa-metragem,Vídeo)
Outros Membros
Os Normais 2 - A Noite Mais Maluca de Todas (2009) (Longa-metragem), Produtor artístico
Produtor
Meu Nome Não é Johnny (2008) (Longa-metragem), produtor associado
Cidade dos Homens - O Filme (2007) (Longa-metragem), produtor associado
O Homem que Desafiou o Diabo (2007) (Longa-metragem), produdor associado
Ó Paí, Ó! (2007) (Longa-metragem), produtor associado
Saneamento Básico, O Filme (2007) (Longa-metragem), produtor executivo
A Grande Família! O Filme (2006) (Longa-metragem)
Antônia - O Filme (2006) (Longa-metragem), produtor associado
A Máquina (2005) (Longa-metragem)
O Coronel e o Lobisomem (2005) (Longa-metragem)
Meu Tio Matou um Cara (2004) (Longa-metragem)
Lisbela e o Prisioneiro (2003) (Longa-metragem), produtor associado
Os Normais (2003) (Longa-metragem), produtor associado
O Auto da Compadecida (2000) (Longa-metragem)
Roteirista
O Bem Amado (2009) (Longa-metragem), Roteiro
Romance (2008) (Longa-metragem)
A Grande Família! O Filme (2006) (Longa-metragem)
O Coronel e o Lobisomem (2005) (Longa-metragem)
Meu Tio Matou um Cara (2004) (Longa-metragem)
Lisbela e o Prisioneiro (2003) (Longa-metragem)
Caramuru - A Invenção do Brasil (2001)
O Auto da Compadecida (2000) (Longa-metragem)
Televisão
Diretor
Decamerão, a Comédia do Sexo (2009) (Feito para TV)
O Auto da Compadecida (1999) (Série de TV)
TV Pirata (1988) (Série de TV)
Armação Ilimitada (1985) (Série de TV)
Produtor
A Grande Família (2001) (Série de TV)
Brava Gente (2000) (Série de TV)
Luna Caliente (1999) (Minissérie)
Casseta & Planeta (1994) (Série de TV)
Armação Ilimitada (1985) (Série de TV)
Roteirista
Decamerão, a Comédia do Sexo (2009) (Feito para TV)
Cidade dos Homens (2003) (Série de TV)
Episódios:
As Aparências Enganam (2005)
O Auto da Compadecida (1999) (Série de TV)
Jurássico - por João Nicodemos
Ufa ... ! Enfim... A poesia de João Nicodemos !
VOCÊ DIZ
QUE EU CORRO
EU DIGO
QUE SÓ CORRO
POR SOCORRO
------------------------------
IN
COM
PL TO
---------------------------------
NÃO EXISTE O CAOS
NOSSAS RÉGUAS
SÃO CURTAS
NOSSOS RELÓGIOS
SÃO LENTOS...
---------------------------
de grão em grão
um dia
o tempo
entope
a pia
-------------------------------
por Nicodemos
de grão em grão
um dia
o tempo
entope
a pia
-------------------------------
por Nicodemos
Espanto - por Ana Cecília Bastos
O Olhar do Sol - por José do Vale Pinheiro Feitosa
Por voltas das 6:30 horas com a janela aberta para o Corcovado percebo que o meu olhar é o olhar do sol. Como dizem os cantadores cegos com suas rabecas acompanhando o canto: a luz dos meus olhos. A floresta, em sua encosta virada para a Lagoa Rodrigo de Freitas, se destaca em trama, predominantemente vertical, dos troncos de suas árvores. Iluminam com tal intensidade que se sobressaem sobre todo aquele mar de folhagem.
Quando no zênite deste horário de verão, por volta das 13:30 horas, o meu olhar mudou. As copas das árvores tomaram a encosta do morro numa variação de verdes com uma suavidade de relevo. Quase todas as árvores estão do mesmo tamanho e o machado lanhante não abriu clareiras que rebaixam a vegetação ao tamanho da relva.
Por volta das 17:OO já tenho outro olhar. Como uma terceira visão, que não é a última, pois afinal virão os olhares matizados de reflexos urbanos na fase de lua nova e os da lua cheia igualmente concorrente das luzes da cidade. Neste terceiro olhar todos os troncos estão à sombra da minha percepção. As copas para o meu lado escureceram o verde, cada uma delas teima em ser o limite da minha visão, mas não consegue, pois a encosta se prolonga a oeste esticando o olhar.
E tomando por base os nossos olhares, o meu e o do sol, ao extrair sentenças da verdade terei falado do momento que o sol me deu. Seja a encosta de troncos de árvores, copas iluminadas, verde limitante ou o plano azul escuro inclinado a sul.
Como assistindo ao noticiário das sete horas na televisão e um milionário que mudou a constituição da cidade conquistou o terceiro mandato para prefeito de Nova York. Como esta notícia é banal e se passa despercebida, afinal são as excentricidades milionárias.
Mas causam furor se certas hipóteses de terceiro mandato vierem à tona e outras já realizadas neste olhar que o sol das ideologias oferece aos seus quadros. Como se o tom da matéria jornalista já fosse a própria iluminação solar. Um abrandamento quando as intenções ocorrem em “campo amigo”.
Afinal existem poderes acumulados e controle de fundos de dinheiro para que a sociedade aceite o mesmo mandatário por seis ou nove anos. Como existe um espírito conservador de que o Estado se faz por si mesmo independente do quadro político sobre ele. Neste caso naquelas sociedades em que a oposição se lixou no próprio embate.
Quando no zênite deste horário de verão, por volta das 13:30 horas, o meu olhar mudou. As copas das árvores tomaram a encosta do morro numa variação de verdes com uma suavidade de relevo. Quase todas as árvores estão do mesmo tamanho e o machado lanhante não abriu clareiras que rebaixam a vegetação ao tamanho da relva.
Por volta das 17:OO já tenho outro olhar. Como uma terceira visão, que não é a última, pois afinal virão os olhares matizados de reflexos urbanos na fase de lua nova e os da lua cheia igualmente concorrente das luzes da cidade. Neste terceiro olhar todos os troncos estão à sombra da minha percepção. As copas para o meu lado escureceram o verde, cada uma delas teima em ser o limite da minha visão, mas não consegue, pois a encosta se prolonga a oeste esticando o olhar.
E tomando por base os nossos olhares, o meu e o do sol, ao extrair sentenças da verdade terei falado do momento que o sol me deu. Seja a encosta de troncos de árvores, copas iluminadas, verde limitante ou o plano azul escuro inclinado a sul.
Como assistindo ao noticiário das sete horas na televisão e um milionário que mudou a constituição da cidade conquistou o terceiro mandato para prefeito de Nova York. Como esta notícia é banal e se passa despercebida, afinal são as excentricidades milionárias.
Mas causam furor se certas hipóteses de terceiro mandato vierem à tona e outras já realizadas neste olhar que o sol das ideologias oferece aos seus quadros. Como se o tom da matéria jornalista já fosse a própria iluminação solar. Um abrandamento quando as intenções ocorrem em “campo amigo”.
Afinal existem poderes acumulados e controle de fundos de dinheiro para que a sociedade aceite o mesmo mandatário por seis ou nove anos. Como existe um espírito conservador de que o Estado se faz por si mesmo independente do quadro político sobre ele. Neste caso naquelas sociedades em que a oposição se lixou no próprio embate.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Amanhã é o dia do INVENTOR ...
4 de Novembro - Dia do Inventor

"A data é uma homenagem ao nascimento de Hedy Lamarr (1914-2000), criadora de um sofisticado aparelho capaz de interferir em freqüências radiofônicas. A invenção, patenteada em 1942, deu origem à comunicação via satélite e à tecnologia de telefones sem fio e celulares.
Austríaca, Hedy Lamarr também foi uma das mais marcantes atrizes de Hollywood, nas décadas de 30 e 40.
Seja em espaços improvisados ou em laboratórios profissionais, os inventores se diferenciam pelo raciocínio fora do comum e pela capacidade de comprovar suas teorias. Não fosse tal criatividade e ousadia, provavelmente ainda viveríamos nas cavernas! "
Austríaca, Hedy Lamarr também foi uma das mais marcantes atrizes de Hollywood, nas décadas de 30 e 40.
Seja em espaços improvisados ou em laboratórios profissionais, os inventores se diferenciam pelo raciocínio fora do comum e pela capacidade de comprovar suas teorias. Não fosse tal criatividade e ousadia, provavelmente ainda viveríamos nas cavernas! "
Quais os inventos brasileiros mais populares?- Tiago Jokura
Bina
Como foi criado: Saber a procedência de uma chamada era impossível, até que, em 1982, Nélio José Nicolai percebeu que a solução não estava no detector, mas nas centrais telefônicas e criou o B (o que recebe a chamada) Identifica o Número A (que a originou).
Como ganhou o mundo: A Bell, empresa canadense, enviou técnicos ao Brasil e convidou Nélio para reuniões. Em 1986, lançou o Bina violando a patente brasileira. Hoje, a tecnologia é usada em todo mundo.
Walkman
Como foi criado: Em 1977, entre uma festa e outra, o filósofo Andreas Pavel decidiu "levar o som para dentro do tímpano" e não incomodar ninguém com sua escolha musical. Ele modificou dezenas de fones de ouvido e gravadores até montar o aparelho.
Como ganhou o mundo: Em 1979, a Sony lançou o Walkman – sucesso mundial que atropelou as patentes internacionais de Andreas. O brasileiro, nascido na Alemanha, só foi indenizado e reconhecido em 2004.
Relógio de pulso
Como foi criado: Em 1904, a princesa Isabel deu ao aviador Santos Dumont, uma medalha de São João Batista e amarrou-a no pulso dele, para não atrapalhar nos vôos. Ele gostou da idéia e, em vez de continuar amarrando o relógio de bolso no braço com um lenço para contar os minutos no ar, encomendou o primeiro modelo de pulso a Louis Cartier.
Como ganhou o mundo: Na 1a Guerra Mundial, soldados usaram relógios similares. Logo depois, eles se popularizaram.
Cartão telefônico indutivo
Como foi criado: Os primeiros protótipos, feitos de papelão, foram produzidos na casa do engenheiro Nelson Guilherme Bardini, em 1976. Um dos métodos consistia em prensar um pedaço de solda em uma máquina de fazer macarrão.
Como ganhou o mundo: Diversas empresas, em várias partes do mundo, interessaram-se pelo sistema, considerando especialmente o baixo custo e a simplicidade na utilização.
Endereço desta matéria:
http://www.superinteressante.com.br/superarquivo/2005/conteudo_391730.shtml
Apelidos
Sabidamente, o "apelido pessoal" é algo comum e rotineiro. Sim, pois, quase todos nós em algum momento de nossa vida fomos chamados por "um modo" distinto do nosso prenome. Na verdade, chamamos de "apelido", o que deveria ser intitulado como: Vulgo, Alcunha, Cognome, porque estes revelam esta forma distinta de tratamento, reservando ao título de "apelido" somente aquele destinado a designar os patronímicos de família.
Todavia, apesar da distinção supra demonstrada, e, como é de uso e costume, já nos acostumamos a denominá-los também de apelidos, assim, tal questão neste momento, não importa qualquer prejuízo a nossa exposição.
À parte estas questões momentaneamente de somenos importância, prosseguimos lembrando que, alguns apelidos surgem ainda na infância, e retratam a forma carinhosa com que somos tratados no seio da família, ressaltando que, a família é o nosso primeiro núcleo social. Outros apelidos porém, surgem no decorrer da vida, e nem sempre se correlacionam com carinho, e, algumas vezes, dizem respeito a uma característica física ou intelectual, noutras, simplesmente, viabiliza de forma prática o exercício de uma profissão.
No Brasil o uso do cognome é comum, e normativamente esta questão foi sedimentada através da Lei nº 9.708, de 18/11/1998 que Alterou o art. 58 da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, que dispõe sobre Registros Públicos, para possibilitar a substituição do prenome por apelidos públicos notórios.
A maior incidência de apelidos que substituem o prenome original é vista no âmbito da política, basta relembrarmos as campanhas eleitorais para verificarmos o grande número de candidatos que se filiam junto aos Partidos Políticos, conseqüentemente, se registram junto ao Tribunal Superior Eleitoral – (T.S.E) sob os mais variados "apelidos" . E, cumpre ressaltar que, o Código Eleitoral dispõe positivamente a este respeito, emprestando legalidade às variações nominais, tanto que, o Tribunal Superior Eleitoral, através da Súmula nº 4, não só reiterou a possibilidade da variação nominal, bem como resolveu o problema da homonímia, estabelecendo que:
"Não havendo preferência entre candidatos que pretendam o registro da mesma variação nominal, defere-se o do que primeiro o tenha requerido".
De fato, os "apelidos" são utilizados com muita freqüência no processo eletivo, e isto se dá por uma razão óbvia, porque são fáceis de serem lembrados, e em alguns casos, os eleitores sequer conhecem o nome civil de seu candidato, razão pela qual, os "apelidos" nesta área são cada vez mais utilizados.
E, como dito, no âmbito da política os exemplos não são poucos, porém, com toda certeza, alguns são memoráveis, o primeiro deles é o do Ex-Presidente João Goulart, que era chamado e notoriamente conhecido por "Jango"; o segundo, e também Ex-Presidente: José Sarney, cujo sobrenome pelo qual é conhecido surgiu em conseqüência de um apelido de infância. O pai de José Ribamar chamava-se Sarney de Araújo Costa. Logo, ele começaria a ser chamado de ‘‘Zé de Sarney’’ ; o terceiro nesta lista de celebridades políticas cujos apelidos superaram os prenomes, é o também Ex-Presidente Juscelino Kubistchek de Oliveira, que popularmente era conhecido pelas duas primeiras iniciais de seu nome civil, ou seja, JK . E por fim, temos um quarto nesta lista de Chefes de Estado, o atual Presidente da República, que popularmente ficou conhecido, e ainda hoje, é costumeiramente chamado somente como: "Lula". Sabendo-se que, foi através de Retificação de Registro, em face da notoriedade do "apelido", obteve sua inclusão ao nome civil em 1982, passando a ser: Luís Inácio "LULA" da Silva.
Não só no Brasil os grandes chefes políticos são conhecidos por apelidos, independentemente de serem boas ou ruins, grandes personalidades marcaram seu tempo e entraram para a história caracterizadas por este substituto hábil do prenome, vejamos: na Itália temos um grande exemplo, ou seja, "O Duce" (Benito Amilcare Andrea Mussolini); na Turquia temos Mustafá Kemal - líder militar que adota o codinome Atatürk, ou "pai dos turcos" - funda a República Turca nos domínios que restaram do Império Turco-Otomano.
Inobstante, haja outros setores da sociedade que também fazem uso deste sinal distintivo do indivíduo, e encontramos uma gama de "apelidos" utilizados pelos profissionais do Desporto, e também para os esportistas, assim como ocorre com os candidatos aos cargos eletivos, porque os apelidos são de mais fácil aceitação e memorização. E também nesta área, tivemos e ainda temos exemplos clássicos, tais como: Pelé (Edson Arantes do Nascimento); Mané Garrincha (Manoel dos Santos); Serginho Chulapa (Sérgio Bernardino); Dunga (Carlos Caetano Bledorn Verri); Vampeta (Marcos André Batista dos Santos); "Popó"(Acelino de Freitas), Maguila (Adílson Rodrigues), Guga (Gustavo Küerten), dentre outros.
Temos ainda um outro setor da sociedade que comumente faz adoção de "apelidos", que é o setor artístico, e como nos outros setores supramencionados, este também se expressa por inúmeros exemplos: ChicoAnysio (Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho); ChicoBuarque (Francisco Buarque de Holanda), Miucha(Heloísa Maria Buarque de Holanda), Tom Jobim (Antônio Carlos Jobim), Chacrinha (Abelardo Barbosa); Didi (Renato Aragão), Chitãozinho(José de Lima Sobrinho), Fafá de Belém (Maria de Fátima Palha de Figueiredo), Pepeu Gomes (Jorge Eduardo de Oliveira Gomes); Baby Consuelo (Consuelo Bernadete Dinorah de Carvalho); GalCosta (Maria da Graça Penha Burgos) e outros; sem nos esquecermos de Xuxa (Maria da Graça Xuxa Meneghel), que também por Retificação de Registro adotou de forma definitiva o "apelido" com inclusão ao nome civil.
Contudo, temos que observar que, no meio artístico, além das razões já explicitadas, o apelido por vezes, representa além do outros fatores, uma melhor fonética, uma melhor estética, uma melhor expressão, por isto, muitas das vezes, adota-se um apelido, tão-só porque o prenome ou o patronímico original não se enquadra com os preceitos da mídia.
Embora, tenhamos mostrado toda a utilidade e o pleno uso feito dos "apelidos", não podemos nos olvidar de mencionar que nem só os notáveis, tais como: DiCavalcanti (Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Mello) ; Chico Xavier (Francisco Cândido Xavier); há um outro segmento em que há grande utilização de "acunhas", este segmento é o da marginalidade, pois, neste submundo da criminalidade todos se auto-intitulam por apelidos.
Por todo o exposto, verificamos que, os apelidos são parte de nossa cultura, e é usado sem distinção por notáveis, celebridades, ou simplesmente, pelos "anônimos" que compõem a sociedade. Mas, com toda certeza, é para todos de tamanha importância e de grande significado pessoal. Não obstante, não podemos aceitar passivamente que, as normas legais valorizarem os "apelidos" mais que os prenomes, tampouco, que a produção legiferante tenda colocá-los em destaque, como que em superioridade ou prioridade se comparado ao nome civil. Incabível constatar que o processo de inclusão de um apelido seja tão mais simples e célere do que um onde se visa à inclusão de um prenome, ou ainda, que seja possível acrescer sem muitas justificativas um apelido, quando o mesmo não ocorre com relação aos prenomes.
Enfim, os apelidos são mesmo de uso comum, retratam formas carinhosas ou especiais de tratamento, mas, com toda certeza, não podem galgar qualquer superioridade em face do nome civil, portanto, para este último, as normas deveriam doar o mesmo tratamento dispensado ao primeiro, ou seja, a lei deveria permitir ao indivíduo a mesma facilidade de inclusão ao prenome, porque as hipóteses legais, sequer abordam ou prevêem esta questão de acréscimo de prenome por vontade do titular do nome civil.
Suzana J. de Oliveira
Texto inserido no Jus Navigandi nº 219 (11.2.2004).
Todavia, apesar da distinção supra demonstrada, e, como é de uso e costume, já nos acostumamos a denominá-los também de apelidos, assim, tal questão neste momento, não importa qualquer prejuízo a nossa exposição.
À parte estas questões momentaneamente de somenos importância, prosseguimos lembrando que, alguns apelidos surgem ainda na infância, e retratam a forma carinhosa com que somos tratados no seio da família, ressaltando que, a família é o nosso primeiro núcleo social. Outros apelidos porém, surgem no decorrer da vida, e nem sempre se correlacionam com carinho, e, algumas vezes, dizem respeito a uma característica física ou intelectual, noutras, simplesmente, viabiliza de forma prática o exercício de uma profissão.
No Brasil o uso do cognome é comum, e normativamente esta questão foi sedimentada através da Lei nº 9.708, de 18/11/1998 que Alterou o art. 58 da Lei nº 6.015, de 31 de dezembro de 1973, que dispõe sobre Registros Públicos, para possibilitar a substituição do prenome por apelidos públicos notórios.
A maior incidência de apelidos que substituem o prenome original é vista no âmbito da política, basta relembrarmos as campanhas eleitorais para verificarmos o grande número de candidatos que se filiam junto aos Partidos Políticos, conseqüentemente, se registram junto ao Tribunal Superior Eleitoral – (T.S.E) sob os mais variados "apelidos" . E, cumpre ressaltar que, o Código Eleitoral dispõe positivamente a este respeito, emprestando legalidade às variações nominais, tanto que, o Tribunal Superior Eleitoral, através da Súmula nº 4, não só reiterou a possibilidade da variação nominal, bem como resolveu o problema da homonímia, estabelecendo que:
"Não havendo preferência entre candidatos que pretendam o registro da mesma variação nominal, defere-se o do que primeiro o tenha requerido".
De fato, os "apelidos" são utilizados com muita freqüência no processo eletivo, e isto se dá por uma razão óbvia, porque são fáceis de serem lembrados, e em alguns casos, os eleitores sequer conhecem o nome civil de seu candidato, razão pela qual, os "apelidos" nesta área são cada vez mais utilizados.
E, como dito, no âmbito da política os exemplos não são poucos, porém, com toda certeza, alguns são memoráveis, o primeiro deles é o do Ex-Presidente João Goulart, que era chamado e notoriamente conhecido por "Jango"; o segundo, e também Ex-Presidente: José Sarney, cujo sobrenome pelo qual é conhecido surgiu em conseqüência de um apelido de infância. O pai de José Ribamar chamava-se Sarney de Araújo Costa. Logo, ele começaria a ser chamado de ‘‘Zé de Sarney’’ ; o terceiro nesta lista de celebridades políticas cujos apelidos superaram os prenomes, é o também Ex-Presidente Juscelino Kubistchek de Oliveira, que popularmente era conhecido pelas duas primeiras iniciais de seu nome civil, ou seja, JK . E por fim, temos um quarto nesta lista de Chefes de Estado, o atual Presidente da República, que popularmente ficou conhecido, e ainda hoje, é costumeiramente chamado somente como: "Lula". Sabendo-se que, foi através de Retificação de Registro, em face da notoriedade do "apelido", obteve sua inclusão ao nome civil em 1982, passando a ser: Luís Inácio "LULA" da Silva.
Não só no Brasil os grandes chefes políticos são conhecidos por apelidos, independentemente de serem boas ou ruins, grandes personalidades marcaram seu tempo e entraram para a história caracterizadas por este substituto hábil do prenome, vejamos: na Itália temos um grande exemplo, ou seja, "O Duce" (Benito Amilcare Andrea Mussolini); na Turquia temos Mustafá Kemal - líder militar que adota o codinome Atatürk, ou "pai dos turcos" - funda a República Turca nos domínios que restaram do Império Turco-Otomano.
Inobstante, haja outros setores da sociedade que também fazem uso deste sinal distintivo do indivíduo, e encontramos uma gama de "apelidos" utilizados pelos profissionais do Desporto, e também para os esportistas, assim como ocorre com os candidatos aos cargos eletivos, porque os apelidos são de mais fácil aceitação e memorização. E também nesta área, tivemos e ainda temos exemplos clássicos, tais como: Pelé (Edson Arantes do Nascimento); Mané Garrincha (Manoel dos Santos); Serginho Chulapa (Sérgio Bernardino); Dunga (Carlos Caetano Bledorn Verri); Vampeta (Marcos André Batista dos Santos); "Popó"(Acelino de Freitas), Maguila (Adílson Rodrigues), Guga (Gustavo Küerten), dentre outros.
Temos ainda um outro setor da sociedade que comumente faz adoção de "apelidos", que é o setor artístico, e como nos outros setores supramencionados, este também se expressa por inúmeros exemplos: ChicoAnysio (Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho); ChicoBuarque (Francisco Buarque de Holanda), Miucha(Heloísa Maria Buarque de Holanda), Tom Jobim (Antônio Carlos Jobim), Chacrinha (Abelardo Barbosa); Didi (Renato Aragão), Chitãozinho(José de Lima Sobrinho), Fafá de Belém (Maria de Fátima Palha de Figueiredo), Pepeu Gomes (Jorge Eduardo de Oliveira Gomes); Baby Consuelo (Consuelo Bernadete Dinorah de Carvalho); GalCosta (Maria da Graça Penha Burgos) e outros; sem nos esquecermos de Xuxa (Maria da Graça Xuxa Meneghel), que também por Retificação de Registro adotou de forma definitiva o "apelido" com inclusão ao nome civil.
Contudo, temos que observar que, no meio artístico, além das razões já explicitadas, o apelido por vezes, representa além do outros fatores, uma melhor fonética, uma melhor estética, uma melhor expressão, por isto, muitas das vezes, adota-se um apelido, tão-só porque o prenome ou o patronímico original não se enquadra com os preceitos da mídia.
Embora, tenhamos mostrado toda a utilidade e o pleno uso feito dos "apelidos", não podemos nos olvidar de mencionar que nem só os notáveis, tais como: DiCavalcanti (Emiliano Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Mello) ; Chico Xavier (Francisco Cândido Xavier); há um outro segmento em que há grande utilização de "acunhas", este segmento é o da marginalidade, pois, neste submundo da criminalidade todos se auto-intitulam por apelidos.
Por todo o exposto, verificamos que, os apelidos são parte de nossa cultura, e é usado sem distinção por notáveis, celebridades, ou simplesmente, pelos "anônimos" que compõem a sociedade. Mas, com toda certeza, é para todos de tamanha importância e de grande significado pessoal. Não obstante, não podemos aceitar passivamente que, as normas legais valorizarem os "apelidos" mais que os prenomes, tampouco, que a produção legiferante tenda colocá-los em destaque, como que em superioridade ou prioridade se comparado ao nome civil. Incabível constatar que o processo de inclusão de um apelido seja tão mais simples e célere do que um onde se visa à inclusão de um prenome, ou ainda, que seja possível acrescer sem muitas justificativas um apelido, quando o mesmo não ocorre com relação aos prenomes.
Enfim, os apelidos são mesmo de uso comum, retratam formas carinhosas ou especiais de tratamento, mas, com toda certeza, não podem galgar qualquer superioridade em face do nome civil, portanto, para este último, as normas deveriam doar o mesmo tratamento dispensado ao primeiro, ou seja, a lei deveria permitir ao indivíduo a mesma facilidade de inclusão ao prenome, porque as hipóteses legais, sequer abordam ou prevêem esta questão de acréscimo de prenome por vontade do titular do nome civil.
Suzana J. de Oliveira
Texto inserido no Jus Navigandi nº 219 (11.2.2004).
Claude Lévi-Strauss - Antropólogo francês

Antropólogo francês, nascido na Bélgica
Claude Lévi-Strauss
28/11/1908, Bruxelas, Bélgica.
01/11/2009, Paris, França.
Viagens ao Brasil central, relatadas em Tristes Trópicos, deram fama a Claude Lévi-Strauss
Um dos grandes pensadores do século 20, Lévi-Strauss tornou-se conhecido na França, onde seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da antropologia. Filho de um artista e membro de uma família judia francesa intelectual, estudou na Universidade de Paris.
De início, cursou leis e filosofia, mas descobriu na etnologia sua verdadeira paixão. No Brasil, lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo, de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central. É o registro dessas viagens, publicado no livro "Tristes Trópicos" (1955) que lhe trará a fama. Nessa obra ele conta como sua vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil.
Exilado nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi professor nesse país nos anos 1950. Na França, continuou sua carreira acadêmica, fazendo parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.
O estudioso jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como privilegiada e única. Sempre enfatizou que a mente selvagem é igual à civilizada. Sua crença de que as características humanas são as mesmas em toda parte surgiu nas incontáveis viagens que fez ao Brasil e nas visitas a tribos de índígenas das Américas do Sul e do Norte.
O antropólogo passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos. O método usado por ele para estudar a organização social dessas tribos chama-se estruturalismo. "Estruturalismo", diz Lévi-Strauss, "é a procura por harmonias inovadoras".
Suas pesquisas, iniciadas a partir de premissas lingüísticas, deram à ciência contemporânea a teoria de como a mente humana trabalha. O indivíduo passa do estado natural ao cultural enquanto usa a linguagem, aprende a cozinhar, produz objetos etc. Nessa passagem, o homem obedece a leis que ele não criou: elas pertencem a um mecanismo do cérebro. Escreveu, em "O Pensamento Selvagem", que a língua é uma razão que tem suas razões - e estas são desconhecidas pelo ser humano.
Lévi-Strauss não vê o ser humano como um habitante privilegiado do universo, mas como uma espécie passageira que deixará apenas alguns traços de sua existência quando estiver extinta.
Membro da Academia de Ciências Francesa (1973), integra também muitas academias científicas, em especial européias e norte-americanas. Também é doutor honoris causa das universidades de Bruxelas, Oxford, Chicago, Stirling, Upsala, Montréal, México, Québec, Zaïre, Visva Bharati, Yale, Harvard, Johns Hopkins e Columbia, entre outras.
Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17o Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha. Declarou na ocasião: "Fico emocionado, porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente".
Claude Lévi-Strauss
28/11/1908, Bruxelas, Bélgica.
01/11/2009, Paris, França.
Viagens ao Brasil central, relatadas em Tristes Trópicos, deram fama a Claude Lévi-Strauss
Um dos grandes pensadores do século 20, Lévi-Strauss tornou-se conhecido na França, onde seus estudos foram fundamentais para o desenvolvimento da antropologia. Filho de um artista e membro de uma família judia francesa intelectual, estudou na Universidade de Paris.
De início, cursou leis e filosofia, mas descobriu na etnologia sua verdadeira paixão. No Brasil, lecionou sociologia na recém-fundada Universidade de São Paulo, de 1935 a 1939, e fez várias expedições ao Brasil central. É o registro dessas viagens, publicado no livro "Tristes Trópicos" (1955) que lhe trará a fama. Nessa obra ele conta como sua vocação de antropólogo nasceu durante as viagens ao interior do Brasil.
Exilado nos Estados Unidos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), foi professor nesse país nos anos 1950. Na França, continuou sua carreira acadêmica, fazendo parte do círculo intelectual de Jean Paul Sartre (1905-1980), e assumiu, em 1959, o departamento de Antropologia Social no College de France, onde ficou até se aposentar, em 1982.
O estudioso jamais aceitou a visão histórica da civilização ocidental como privilegiada e única. Sempre enfatizou que a mente selvagem é igual à civilizada. Sua crença de que as características humanas são as mesmas em toda parte surgiu nas incontáveis viagens que fez ao Brasil e nas visitas a tribos de índígenas das Américas do Sul e do Norte.
O antropólogo passou mais da metade de sua vida estudando o comportamento dos índios americanos. O método usado por ele para estudar a organização social dessas tribos chama-se estruturalismo. "Estruturalismo", diz Lévi-Strauss, "é a procura por harmonias inovadoras".
Suas pesquisas, iniciadas a partir de premissas lingüísticas, deram à ciência contemporânea a teoria de como a mente humana trabalha. O indivíduo passa do estado natural ao cultural enquanto usa a linguagem, aprende a cozinhar, produz objetos etc. Nessa passagem, o homem obedece a leis que ele não criou: elas pertencem a um mecanismo do cérebro. Escreveu, em "O Pensamento Selvagem", que a língua é uma razão que tem suas razões - e estas são desconhecidas pelo ser humano.
Lévi-Strauss não vê o ser humano como um habitante privilegiado do universo, mas como uma espécie passageira que deixará apenas alguns traços de sua existência quando estiver extinta.
Membro da Academia de Ciências Francesa (1973), integra também muitas academias científicas, em especial européias e norte-americanas. Também é doutor honoris causa das universidades de Bruxelas, Oxford, Chicago, Stirling, Upsala, Montréal, México, Québec, Zaïre, Visva Bharati, Yale, Harvard, Johns Hopkins e Columbia, entre outras.
Aos 97 anos, em 2005, recebeu o 17o Prêmio Internacional Catalunha, na Espanha. Declarou na ocasião: "Fico emocionado, porque estou na idade em que não se recebem nem se dão prêmios, pois sou muito velho para fazer parte de um corpo de jurados. Meu único desejo é um pouco mais de respeito para o mundo, que começou sem o ser humano e vai terminar sem ele - isso é algo que sempre deveríamos ter presente".
uoleducação
"Seu Lunga
Joaquim Rodrigues dos Santos nasceu em Caririaçu, 18 de agosto de 1927, mais conhecido como Seu Lunga, é um comerciante que se tornou conhecido no Brasil por seu temperamento forte.
Teve sete irmãos e viveu sua infância "no meio dos matos", afastado da cidade. O apelido lhe acompanha desde esta época, quando uma vizinha de sua família, que ele só identifica como preta velha, começou a lhe chamar de Calunga, que virou Lunga e pegou. Começou a trabalhar na roça aos oito anos de idade, e admira a criação rígida que teve de seu pai, o que marca um aspecto psicossocial do homem Lunga.
Aos 16 anos mudou-se para Juazeiro do Norte, passando a ser ourives por dois anos. Depois começou a comercializar no Mercado Público da cidade e a trabalhar no comércio com sua loja de sucata.
Casado em 1951, teve treze filhos, que, apesar da pouca instrução, conseguiu manter-lhes pelo menos com a educação básica. A pouca instrução de "Lunga", por outro lado, não o impediu de candidatar-se a vereador da cidade de Juazeiro em 1988, eleição que não ganhou.
Alguns de seus "causos" (não sei quais são apócrifos ou não):
Seu Lunga estava na sua casa com sede. E manda seu sobrinho lhe trazer um pouco de leite. Daí o pobre do garoto pergunta:
- No copo, Seu Lunga?
E seu Lunga responde:
- Não. Bota no chão vem empurrando com o rodo, fi de rapariga!!!
***************************
Seu Lunga estava num restaurante tomando sopa quando perguntam pra ele:
-Tomando sopa, Seu Lunga?
E Seu Lunga responde, levantando o prato de sopa e esborrando-o em cima dele mesmo:
-Não! Tô tomando banho!!!!!!
***************************
O funcionário do banco veio avisar:
- Seu Lunga, a promissória venceu.
- Meu filho, pra mim podia ter perdido ou empatado. Não torço por nenhuma promissória.
***************************
Seu Lunga vinha pela rua carregando um balde de leite quando na porta de sua casa a sua mulher pergunta:
- Home! É pra gente beber esse leite??
- NÃO! É pra lavar a calçada. Traz a vassoura, mulher! - E joga todo o leite no chão.
***************************
Um sujeito vai até a loja do Seu Lunga e pede uma porca de determinado tamanho. Seu Lunga responde:
- Procure naquela caixa.
E o sujeito começou a procurar, mas no meio de tantas peças nada de ele conseguir achar a porca que ele queria. Então, exausto, falou para Seu Lunga:
- Seu Lunga, não consegui achar a porca...
Indignado, Seu Lunga foi até a caixa, procurou a tal porca e a achou, então virou-se para o rapaz e respondeu:
- Eu não te disse que a porca tava aqui, fi duma égua!?! - e, jogando a porca novamente na caixa e misturando com as outras peças diz:
- Agora procura de novo, direito, que você acha!!!
***************************
O filho do Seu Lunga jogava futebol em um clube local e, um dia, Seu Lunga foi assistir a um jogo de seu filho no estádio. O sujeito sentado ao lado pergunta:
- Seu Lunga, qual dos jogadores ali é o seu filho.
Seu Lunga aponta e diz:
- É aquele ali...
- Aquele qual?
- Aquele ali!!!!
- Não tô vendo...
Então, Seu Lunga, "P" da vida, pega uma pedra, joga em cima de seu filho e diz:
- É aquele alí que começou a chorar!!!
*********************************
Seu Lunga entrando em uma agropecuária.
-Tem veneno pra rato?
-Tem! Vai levar? - Pergunta o balconista.
-Não, vou trazer os ratos pra comer aqui!!! - responde seu Lunga.
*********************************
Seu Lunga, no elevador (no subsolo-garagem). Alguém pergunta:
- Sobe?
Seu Lunga:
- Não, esse elevador anda de lado.
********************************
Seu Lunga fumando um cigarro.
A pergunta:
- Ora, ora! Mas você fuma?
- Não, é que eu gosto de bronzear os pulmões...
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Seu Lunga, quando jovem, se apresentou à marinha para a entrevista:
- Você sabe nadar? - Pergunta o oficial.
- Sei não, senhor.
- Mas se não sabe nadar, como é que quer servir à marinha?
- Quer dizer que se eu fosse pra aeronáutica, tinha que saber voar??
********************************
Seu Lunga vai saindo da farmácia, quando alguém pergunta:
- Tá doente, Seu Lunga?
- Quer dizer que seu fosse saindo do cemitério, eu tava morto???
********************************
Seu Lunga, quando era motorista de ônibus urbano, é questionado por um passageiro:
- Esse ônibus vai para a praia?
- Pode até ir, se você arranjar um biquíni que dê nele!
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O cliente chega pra comprar um relógio na loja de Seu Lunga.
- Pode tomar banho com esse relógio, Seu Lunga?
- Ô corno! Isso é um relógio, não é um sabonete...
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Seu Lunga chega em casa e vê sua esposa concentrada na leitura de um livro e com as pernas atravessando o vão da porta de entrada. Após alguns minutos, ela levanta o olhar, vê Seu Lunga parado, com o celular na mão:
- Oh! Lunga, pelo amor de Deus, me desculpe! Venha! Passe!
- Pode ficar! Eu já chamei o pedreiro pra abrir outra porta!
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Seu Lunga espremendo um limão no copo de Coca-Cola, quando alguém pergunta:
- Isso é limão, seu Lunga?
- Não, é o meu colírio. - E pinga o limão no olho.
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Seu Lunga dava uma bela surra no filho e o menino gritava:
- Tá bom, pai! Tá bom, pai! Tá bom, pai!
- Tá bom? Quando tiver ruim, você me avisa, que eu paro.
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O amigo de seu Lunga o cumprimenta:
- Olá, seu Lunga! Tá sumido! Por onde tem andado?
- Pelo chão, não aprendi a voar ainda...
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Na cerimônia de casamento, Seu Lunga segura a mão da noiva e o padre pergunta:
- Você aceita Maria dos Prazeres como sua legítima esposa?
- Não, claro que não! Eu, minha noiva e os convidados viemos até a igreja pra jogar sinuca e tomar birita com o padre!...
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Na década de 70, Seu Lunga chega num bar e fala pro atendente:
- Traz uma cerveja e bota o disco de Luiz Gonzaga pra eu ouvir!
- Desculpe seu Lunga, não posso botar música hoje...
- Mas por que??
- Meu avô morreu!
- E ele levou os discos, foi?
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Durante a madrugada, a mulher do seu Lunga passa mal:
- Lunga! Ta me dando uma coisa...
- Receba!
- Mas é uma coisa ruim!
- Então devolva!!
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O telefone toca. Seu Lunga:
- Alô!
- Bom dia! Mas quem está falando?
- Você! ********************************
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