Criadores & Criaturas



"Penetra surdamente no reino das palavras.
Lá estão os poemas que esperam ser escritos.
Estão paralisados, mas não há desespero,
há calma e frescura na superfície intata.
"

(Carlos Drummond de Andrade)

ENVIE SUA FOTO E COLABORE COM O CARIRICATURAS



... Por do Sol em Serra Verde ...
Colaboração:Claude Bloc


FOTO DA SEMANA - CARIRICATURAS

Para participar, envie suas fotos para o e-mail:. e.
.....................
claude_bloc@hotmail.com

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Elvis Presley - Os Mitos Não Morrem


Se fosse vivo, Elvis Presley faria 75 anos nessa próxima sexta-feira,dia 8.Trinta e três anos depois de sua morte, resta à multidão de fãs recordá-lo,com os meios que têm ao alcance,e um dos mais acessíveis é a Internet.

O Rei do Rock n´roll está presente e vivo,em praticamente todas as redes sociais.No Facebook,a página mais concorrida contabiliza mais de 430 mil fãs,fora as outras dezenas de páginas neste site, em torno do cantor.

O site oficial dedicado a ele,estende-se ao Twitter, Hi5 e Flickr envia mensagens para telemóveis, tem um canal exclusivo no You tube e uma página no Myspace, tudo para espalhar a mensagem de que o Rei é o Rei.

Na Internet, é possível ver as suas últimas atuações a cantar "Unchained Melody" ao piano,recordar o funeral, e comparar as imitações que os fãs fizeram do seu famoso movimento dos quadris, que arrasou fãs no início da carreira.

Há páginas para todos os gostos e liberdades, como aquela que defende que o Eterno Rei do Rock está vivo (www.elvis-is-alive.com ), e que trabalha no departamento anti-droga do Ministério da Justiça Americana.

Há também os fãs clubes ,cerca de 600 em vários países, incluindo Portugal, onde o clube "Burning Star",foi fundado em 1988 e certificado oficialmente pela empresa que gere os direitos do cantor, a Elvis Presley Enterprises.

Mas para aqueles que são muito fãs, tudo isso poderá ser insuficiente, para celebrar um dos mais populares e rentáveis músicos dos Estados Unidos, que "faleceu" em 1977, aos 42 anos.

Graceland - Memphis

Na próxima sexta feira, dia 8, data em que Elvis completaria 75 anos, a mansão de Graceland sua residência em Memphis, Tennessee,que é considerada Monumento Nacional Norte- Americano, será palco de uma grande festa, com direito a bolo e a presença da viúva Priscilla Presley e da sua filha Lisa Marie.

Além da celebração dos 75 anos do cantor,o objetivo é declarar o 8 de janeiro ,o "Dia Elvis Presley".

Mais de trinta anos depois de sua morte,o interesse em torno do músico aparentemente não esmoreceu por conta do Marketing ou devoção dos fãs,a avaliar pelas iniciativas que rondam as efemérides do seu nascimento, em janeiro e sua morte em agosto.

Essa semana foi lançado nos Estados Unidos, o livro " Elvis - My Best Man ", uma nova perspectiva sobre o percurso do artista, à luz das recordações do músico George Kelin,um dos seus amigos desde o começo da carreira.

"Elvis 75" é o título da nova coletânea com 25 temas imortalizados por Elvis Presley,totalmente restaurados digitalmente,como "Heartbreak Hotel", "Hound Dog" e "Love me Tender".

Desde Dezembro que o Cirque du Soleil tem em cartaz em Las Vegas, "Viva Elvis", um espetáculo que enaltece o ícone norte-americano " que transformou a música popular cuja imagem encarna a liberdade e a agitação de seu tempo".

O Museu Newseum fará uma exposição sobre o Artista. As informações são do Jornal da Tarde.

Em 2010, a gravadora multinacional Sony Music, editará de novo, sob o selo RCA, todos os discos do Rei do Rock.


Casa onde Elvis Presley nasceu, em Tupelo, Mississipe - Estados Unidos
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Fontes:
Funchal, quinta feira, 7 de janeiro de 2010.
Google Imagem

Antonio Queiroz no Cariri Encantado desta sexta, 8 de janeiro

O programa Cariri Encantado tem como marca maior a pluralidade da música caririense. E, dentro dessa rica diversidade, às vezes é comum surgir algo singular (no sentido de especial, raro, extraordinário). É o caso, por exemplo, do músico Antonio Queiroz, que transita livre, leve e fagueiro por vários gêneros, ritmos e concepções musicais. Baixista e flautista, Antonio Queiroz fez ou faz parte de vários projetos musicais, dentre eles os grupos Dr. Raiz, Night Life, Glory Fate, Zabumbeiros Cariris, Post Scriptum e Na Estrada, além de ser músico acompanhante de vários intérpretes, como Geraldo Júnior e Camila Lenker. Isso tudo significa um balaio de influências, do regional ao universal, que faz funcionar uma verdadeira e poderosa usina sonora, incluindo ingredientes aparentemente díspares como rock’n’roll (do pop ao heavy metal), blues, reggae, baião, xote, xaxado e a genérica MPB.

Nesta sexta, 8 de janeiro, no programa Cariri Encantado, o ouvinte poderá escutar uma mostra dessa rica miscelânea musical e conhecer um pouco da vida e carreira desse jovem , porém respeitado músico caririense: Antonio Queiroz.

Roteiro do Programa
Todas as músicas que tocarão no programa têm a participação de Antonio Queiroz:

1. Cantoria de Reis (Antonio Queiroz e Júnior Boca), com Dr. Raiz
2. Para Lennon e McCartney (Lô Borges), com Rinaldo e Banda Na Estrada
3. O Sal da Terra (Beto Guedes), com Rinaldo e Banda Na Estrada
4. Caldeirão da Santa Cruz do Deserto (Dudé Casado e Hélio Ferraz), com Dr. Raiz
5. Estrela de Prata (Dudé Casado), com Dr. Raiz
6. Chuva de Janeiro (Geraldo Júnior e Beto Lemos), com Geraldo Júnior
7. Paixão de Abril (Geraldo Júnior), com Geraldo Júnior
8. Homens e Ratos (Valzinho) com No Divã
9. Have You Ever Seen The Rain (John Fogerty), com Night Life

O programa Cariri Encantado vai ao ar todas as sextas-feiras, das 14 às 15 horas, na Rádio Educadora AM 1.020 e na Internet pelo site cratinho.blogspot.com. O programa integra a agenda cultural do Centro Cultural BNB Cariri e é uma produção da revista virtual Cariricult.

Ficha técnica

Apresentação: Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.
Redação e seleção musical: Carlos Rafael Dias, José Flávio Vieira e Luiz Carlos Salatiel.
Apoio Logístico: Jackson “Bola” Bantim.
Participação Especial: Jorge Carvalho e Huberto Cabral.
Operador de Áudio: Iderval Silva e Antonio Vieira.

A Paz - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Passou a euforia da festa de Natal e entrada de Ano Novo com todos a brindar e comemorar a chegada de 2010, com muita alegria. Todas as pessoas, independentes de religião ou crença, se motivam a ter esperança e sonhar com um ano melhor do que o anterior. Não adianta ficarem lamentando os erros do ano que passou, estes servem para o crescimento pessoal. Sonhar e procurar fazer um projeto de vida para se conseguir melhores realizações em todos os sentidos, é o desejo de todos. Todos almejam um ano com mais paz. Paz que é fruto da justiça. E essa paz tão desejada devia ser estendida por toda a sociedade.

No plano pessoal entendemos por paz um estado de espírito, onde não existe o ódio, a desconfiança e sentimentos negativos. A paz no sentido social é quando se pratica uma convivência harmoniosa com as diferenças em uma comunidade. No sentido bíblico, paz não é somente ausência de guerras, mas é especialmente uma reconciliação do homem com Deus. Em Jesus Cristo encontramos essa paz. E Jesus disse: “Eu deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz” (João 14,27). No momento em que a morte de Jesus está para acontecer, ele fala de paz e alegria. Paz é a plena realização humana.

Ao celebrar a missa no dia 31 de dezembro, o Papa Bento XVI disse que: “A paz começa por um olhar respeitoso, que reconhece no rosto do outro uma pessoa, qualquer que seja a cor de sua pele, sua nacionalidade, sua língua, sua religião. Mas quem a não ser Deus, pode garantir, por assim dizer, a profundidade do rosto do homem?” Continuou o Papa: “Na realidade só se tivermos Deus no coração, estamos em condições de detectar no rosto do outro, um irmão de humanidade, não um meio, mas um fim, não um rival ou outro inimigo, mas outro eu, uma faceta do infinito mistério do ser humano”.

A paz é um dom de Deus e todos desejam alcançá-la. Fazer a vontade Dele nos leva a essa paz tão desejada e se estamos de bem com Deus ficaremos preparados para viver em paz. “Em Romanos 5,1, Paulo nos diz que: “Assim, justificados pela fé, estamos em paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, “busquemos sempre as coisas que trazem paz e edificação mútua”. (Romanos 14,19)

A humanidade precisa de paz. Portanto se o coração de cada ser humano se abrir e procurar a paz que vem de Deus ficará mais fácil termos esperança em um mundo mais humano.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

O Ano Novo Chegou , e Ai??





Vamos arrumar nossas gavetas, nosso guarda-roupa, escrivaninha, jogar fora papéis que não servem,notas velhas, mágoas que nos adoecem, rancor que "tumoriza" raivas, e muitos outros sentimentos que não servem.



E não esqueçamos também de arrumar nossa casa de dentro (a interior).Até arrancar o mato da grama, dos canteiros, e dos jarros nos faz bem...Gostar das formigas, por que não? O Pe. Antonio Vieira num gostava tanto do jumento seu irmão? podemos "ecologizar" nosso pensar, nosso coração e nossa alma. Nós podemos experienciar e viver o novo em qualquer época, pode ser em agosto; por exemplo. Renovar é sempre um processo contínuo...Podemos até sair de uma fase terminal para a vida novamente. Adoro a lenda da Fênix: que morre e renasce das cinzas.Sobre o amor e o namorar,devemos namorar todos e tudo: as idéias, os conceitos, os valores, o mundo, os bichinhos, e amar os amigos...Amigo é bicho bom! Corre prá gente de braços abertos, ás vezes abotoando a blusa ou camisa na pressa; quando necessitam chegar junto URGENTE. E ai

a gente tem todo o conforto e carinho necessários e de graça, turma!

Eles possuem a faculdade de fazer secar nossas lágrimas. E o melhor: nos fazem rir e gargalhar.



Bom, a vida está aqui na nossa frente, de lado e vizinho a nós. Vamos curtir, vamos amar, vamos viver e muito!...
Claude,


Entro rapidinho no micro, e te acho...Fazendo poesia, derramando o coração em generosidade.
Aí fico pensando emocionada, o quanto é bom ter a sua amizade. Eu penso assim, e outros( eles e elas) pensam também !
Um grande abraço,menina !

Help.

Frankie Laine

Dissolver-se - por Ana Cecília S.Bastos



A tarde me possui que me dissolvo.


A chuva me disseca.
Tenho que fechar os olhos para não desvairar totalmente, tomada em pleno trânsito por tal aflição.


A chuva são mil vagalumes, imagens inebriantes.
A chuva é delírio, desvario em plena tarde.
Intoxico-me sem defesas.
As margens da rua são magia, pura vibração e me emociona até mesmo uma fachada de shopping onde as sombras flutuam pelo efeito das luzes dos carros que passam.
Isso a chuva faz comigo.
Querer pensar em nada.

Dissolver-se. Foto de Mário Vítor.

Ana Cecília

COMPOSITORES DO BRASIL




“Meu samba é a voz do povo
“Se alguém gostou eu posso cantar de novo".
João do Vale.

Postado por Zé Nilton

Devo dizer que considero João do Vale uma das figuras mais importantes da Música Popular Brasileira. Se é certo que em 1964-65, quando se realizou pela primeira vez o Show Opinião, os grandes centros do país tomaram conhecimento de sua existência e que lhe reconheceram os méritos de compositor, não é menos certo que pouca gente se deu conta do que ele realmente significa como expressão de nossa cultura popular.
Isso se deve ao fato de que João do Vale não é um compositor de origem urbana e que só agora se começa a vencer o preconceito que tem cercado as manifestações populares sertanejas. É verdade que em determinados momentos, com Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, essa música conseguiu ganhar o auditório nacional, mas para, em seguida, perder o lugar conquistado. É que o Brasil é grande e diversificado. Basta dizer que, quando João do Vale se tornou um nome nacional, já atinha quase trezentas músicas gravadas, que o Nordeste inteiro conhecia e cantava, enquanto no Sul ninguém ainda ouvira falar nele.
Lembro-me da primeira vez que o vi cantar em público, em 1963, no Sindicato dos Bancários, no Rio, convidado por Thereza Aragão. Dentro de um terno branco engomado, pisando sem jeito com uns sapatões de verniz, entrou em cena. Parecia encabulado, mas, quando começou a cantar, empolgou o auditório. Era como se nascesse ali o novo João do Vale que, menos de dois anos depois, na arena do Teatro Opinião, faria o público ora rir ora chorar, com a força e a sinceridade de sua música e de sua palavra.
Autenticidade é uma palavra besta mas é na autenticidade que reside a força desse João maranhense, vindo de Pedreiras para dar voz nacional ao sertão. Mas não só nisso, e não apenas no seu talento, como também em sua cultura. Há gente que pensa que culto é apenas quem leu muitos livros. No entanto, se tivesse tido, como eu, a oportunidade de ouvir João cantar as músicas sertanejas que ele sabe, veria que ele é a expressão viva de uma cultura. De uma cultura que não está nos livros mas na memória e no coração dos artistas do povo.
Ferreira Gullar, em Nova História da Música Popular Brasileira, Ed. Abril, 1977]

João do Vale será a nossa atração de hoje no Programa: Compositores do Brasil.
Vamos falar um pouco de sua vida enquanto ouviremos:

Pisa na Fulô, de João do Vale, Silveira Jr. E Ernesto Pires, com Ivon Curi.
Sina de Caboclo, de João do Vale e Jocastro Bezerra de Aquino, com Nara Leão
Carcará, de João do Vale e José Cândido, com Chico Buarque
Peba na Pimenta, de João do Vale, João Batista e Adelino Rivera, com João do Vale
A voz do povo, de João do Vale, com Paulinho da Viola
Coroné Antonio Bento, de João do Vale e Luiz Wanderley, com Tim Maia
O canto da ema, de João do Vale, Ayres Vviana e Alventino Cavalcanti, com João do Vale e Jackson do Pandeiro
Na asa do Vento, de João do Vale e Luiz Vieira, com Caetano Veloso
Pipira, de João do Vale, com Nara Leão e João do Vale
Estrela miúda, de João do Vale, com Amelinha e João do Vale
Fogo no Paraná, de João do Vale, com João do Vale
Xote melaubico, de João do Vale, com Marinês

Quem ouvir, verá!

Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas as quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri
Apoio. CCBN

Para seu café da manhã: Receita de pão


Todos os pães constam basicamente de farinha e um líquido, porém a esta combinação, que pode tomar inúmeras formas, podemos adicionar outros tantos ingredientes, originando um sem número de receitas de pão, cada uma com suas propriedades de sabor, consistência, textura e valor nutricional totalmente particulares.

Pão caseiro

Receita tradicional de pão, pode ser preparado em maior quantidade e congelado, em embalagens individuais, hermeticamente fechadas.
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Ingredientes
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7 xícaras de farinha de trigo

2 xícaras de água ou leite quente

1 colher rasa de sal

2 colheres de gordura vegetal

1 colher de açúcar

2 tabletes de fermento biológico (30 gr.)

Modo de preparar

1. Dissolver o fermento e o açúcar em ½ xícara de água ou leite. Deixar descansar por 5 minutos

2. Misture bem os demais ingredientes e junte a massa de fermento

3. Amasse bem e sove a massa até ficar bem lisa e macia

4. Coloque-a numa vasilha, cubra e deixe crescer por aproximadamente 2 horas em lugar livre de correntes de ar.

5. Abaixe a massa e sove mais um pouco

6. Deixe crescer por mais ½ hora

7. Divida a massa em pães, coloque em assadeira untada e deixe crescer novamente até dobrar de volume.

8. Leve ao forno quente por aproximadamente 40 minutos até os pães estarem corados

Pãezinhos relâmpago

Próprios para acompanhar chá ou café ou mesmo preparar sanduíches, estes pãezinhos são fáceis de fazer. Experimente servi-los recheados com queijo fresco ou patê.

Ingredientes

2 tabletes (30 gr.) de fermento biológico

¼ xícara de água morna

¼ xícara de gordura vegetal ou manteiga

1 colher das de chá de sal

2 colheres de açúcar

3 ½ xícaras de farinha de trigo

1 ovo

Dica:

Se não tiver forminhas, acrescente uma colher a mais de farinha e faça pequenas bolas de massa. Ao colocar na assadeira, deixe bastante espaço para que possam crescer.
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Modo de preparar

1. Dissolva bem o fermento na metade da água morna

2. Em vasilha separada, misture a gordura, o sal e o açúcar. Colocar o restante da água morna e bata até que fiquem completamente dissolvidos

3. Adicione a solução de fermento, o ovo e bata bem.

4. Junte a farinha e amasse até obter uma massa bem macia

5. Ponha a massa em uma vasilha untada, cubra e deixe crescer até atingir o dobro do seu tamanho

6. Coloque a massa em forminhas untadas, preenchendo só a metade.

7. Deixe crescer novamente até dobrar de volume, pincele com manteiga derretida.

8. Asse em forno quente por 15 a 20 minutos até que os pãezinhos fiquem corados.

Pão de batata

Esse tipo de pão se tornou bastante popular nos últimos anos. A batata deixa a massa do pão leve e macia. Experimente servi-lo recheado com requeijão.

Ingredientes

3 tabletes (45 gr.) de fermento biológico

3 batatas médias cozidos e passadas no espremedor

1 copo de água fria

3 ovos

1 xícara de óleo

1 quilo de farinha de trigo

sal a gosto

1 xícara de água morna

Modo de preparar

1. desmanchar o fermento na água morna com uma pitada de açúcar e um pouco de farinha de trigo e deixar crescer

2. Depois de crescido, colocar as batatas amassadas, o óleo, a água fria, os ovos e sal a gosto. Amassar bem

3. Colocar a farinha aos poucos até obter uma massa lisa e macia.

4. Fazer os pãezinhos do tamanho desejado, deixar crescer até dobrar de volume

5. Pincelar com um pouco de manteiga derretida e assar em forno quente por 15 a 20 minutos, até que fiquem corados.


- BOM APETITE

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Dia dos Santos Reis ou Dia dos Reis Magos



Dia dos Santos Reis ou Dia dos Reis Magos


Os povos latinos revivem anualmente as tradições do Natal, decorando árvores, dando presentes, assistindo à Missa do Galo e adorando os Reis Magos, presentes na singeleza do presépio - Uma representação do Natal -, criado por são Francisco de Assis, no século XIII.

Os apócrifos - obras dos séculos II e III da era cristã que preenchem lacunas sobre a vida de Jesus e de outros personagens importantes do Novo Testamento - revelam detalhes da cena em que os Reis Magos (ou sábios) estão diante do Menino Jesus.

Conta a história que um anjo teria revelado a Melquior, rei da Péria, Baltazar, rei da Índia e Gaspar rei de um país árabe, que havia a relação entre a estrela-guia e o Messias, chamado Jesus. Após o aviso do anjo, os três viajaram, por nove meses, até Belém.

Dar presentes era um costume oriental; assim, os Reis Magos ofereceram ao recém-nascido Jesus: ouro, incenso e mirra. O incenso simbolizava a sua essência divina; o ouro, a sua realeza; a mirra, a sua essência humana. Ademais, esses presentes expressavam as idades do ser humano: a juventude e a fecundidade do trabalhador; a maturidade e a firmeza do guerreiro; a experiência e a sabedoria do sacerdote.

Os Reis Magos ouviram um anjo, em sonho, aconselhá-los a que retornassem a suas nações, de tal maneira que excluíssem Jerusalém e Jericó de suas rotas, caso contrário, o Menino Jesus poderia ser morto pelo rei Herodes. Novamente, uma estrela os guiou; esse caminho pode ter sido pelo rio Jordão ou por Berseba, atualmente roteiro para Meca, no território de Moab e do mar Morto. Dizem que, depois do retorno, os Reis Magos foram batizados por são Tomás e trabalharam para a propagação da fé em Cristo.

No século IV, as Igrejas do Oriente celebravam, em 6 de janeiro, a festa do nascimento de Cristo e a Adoração dos Reis Magos; nas Igrejas do Ocidente, o nascimento era celebrado em 25 de dezembro. Posteriormente, ambas as Igrejas passaram a celebrar as duas datas: em 25 de dezembro, a Natividade, e em 6 de janeiro, o Dia dos Reis Magos ou Dia dos Santos Reis.
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Festival de Esculturas em Neve e Gelo

25º Festival de Neve e Gelo em Harbin - China

A China abriu, nessa segunda-feira, dia 5, o 25º Festival de Neve e Gelo de Harbin, que anualmente recebe cerca de 800 mil turistas.

O evento, que teve a primeira edição em 1985, costuma durar todo o mês de janeiro.

Muitos países da Europa e da Ásia, costumam fazer festivais de esculturas em neve e gelo, mas o " Festival de Neve e Gelo" de Harbin, com certeza é o mais famoso.

"A Pérola no Pescoço de Cisne"- apelido que a cidade recebeu devido à sua posição geográfica no mapa do país, é uma pequena província de 4,5 milhões de habitantes e esteve sob o domínio russo entre 1896 e 1924.

Situada no nordeste da China,durante os meses de inverno, as condições meteorológicas são influenciadas pelos ventos gelados da Sibéria.

O Festival de Harbin atrai turistas de todas as partes do mundo que vem apreciar as incríveis esculturas de gelo e neve que ficam ainda mais impressionantes quando iluminadas à noite.

As diferentes cores são obtidas através de jogos de luzes e das tradicionais lanternas chinesas muito utilizadas durante a dinastia Qing ( 1644-1911) quando se congelava água entre dois baldes,formando um balde de gelo,e colocava-se uma vela acesa dentro.

O costume de fazer esculturas em neve e gelo vem desde a dinastia Manchu, mas o primeiro show foi realizado em 1963.

Durante a Revolução Cultural Chinesa, sua manutenção foi interrompida, e o festival anual só foi iniciado em 1985. Desde então, o Festival se transformou num gigantesco evento, atraindo milhões de turistas de toda parte do mundo a cada inverno e as esculturas vão se tornando cada vez mais artísticas e elaboradas.
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Fontes:
Google Imagem


My Girl - com The Temptations - 1967

Coisas para lembrar

What a Wonderful World - com Louis Armstrong

Que o mundo possa ser maravilhoso assim!


É tarde
- Claude Bloc -

Uma pausa... e o poema
Se transforma
Nessa indulgência perdida
Dos olhos dos homens...

Os sentimentos fluem
E extravasam a essência
Dos mais íntimos pensamentos
Onde verdade aporta
Onde seguimos acobertando
Essa vontade de tudo
Essa saudade de nada.

E no papel
A devastação, o vazio
Sombras que acalentam
Luzes que solfejam
As cores e as dores do amor.

É cedo...
Palavras adejam e proclamam
O som da Terra, da chuva, do sol
Entremeando-se às pedras e aos cristais
Esse amálgama quente,
Dos sonhos noturnos.

Poema...
Razão que se confunde
Doçura ardente
Em noites insones...
Paradoxo, delírio...
Entrega, soluço, devaneio...

É tarde...
E nem percebemos na noite
Essas palavras inertes
Que em tudo transbordam
A dor circunstante
Que não se atenua...
Claude Bloc

Voltando no tempo com Antero de Quental


Idílio
Antero de Quental
Quando nós vamos ambos, de mãos dadas,
Colher nos vales lírios e boninas,
E galgamos dum fôlego as colinas
Dos rocios da noite inda orvalhadas;

Ou, vendo o mar das ermas cumeadas
Contemplamos as nuvens vespertinas,
Que parecem fantásticas ruínas
Ao longo, no horizonte, amontoadas:

Quantas vezes, de súbito, emudeces!
Não sei que luz no teu olhar flutua;
Sinto tremer-te a mão e empalideces

O vento e o mar murmuram orações,
E a poesia das coisas se insinua
Lenta e amorosa em nossos corações.

AFAC INFORMA

PROGRAMAÇÃO DA "MOSTRA ROSEMBERG CARIRI" NO CANAL BRASIL
Neste mês de janeiro, o Canal Brasil exibe uma retrospectiva da obra do cineasta
Rosemberg Cariry. São oito filmes de longa-metragem rodados no Ceará.Confiram:

MOSTRA DE FILMES ROSEMBERG CARIRY NO CANAL BRASIL

04/01 às 18h55 Mostra Rosemberg Cariry - O Caldeirão da Santa Cruz do Deserto,

05/01 às 18h30 Mostra Rosemberg Cariry - A Saga do Guerreiro Alumioso,
05/01 às 11h00 Mostra Rosemberg Cariry - Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, O
05/01 às 10h30 Mostra Rosemberg Cariry - Rosemberg Cariry

06/01 às 10h30 Mostra Rosemberg Cariry - Saga do Guerreiro Alumioso, A

10/01 às 18h00 Retratos Brasileiros - Rosemberg Cariry

11/01 às 18h30 Mostra Rosemberg Cariry - Corisco & Dadá

12/01 às 18h30 Mostra Rosemberg Cariry - Juazeiro - A Nova Jerusalém
12/01 às 10h30 Mostra Rosemberg Cariry - Corisco & Dadá

13/01 às 10h30 Mostra Rosemberg Cariry - Juazeiro - A Nova Jerusalém

15/01 às 10h00 Retratos Brasileiros - Rosemberg Cariry

18/01 às 18h30 Mostra Rosemberg Cariry - Lua Cambará - Nas Escadarias do Palácio

19/01 às 18h30 Mostra Rosemberg Cariry - Patativa do Assaré - Ave Poesia
19/01 às 10h30 Mostra Rosemberg Cariry - Lua Cambará - Nas Escadarias do Palácio

20/01 às 10h30 Mostra Rosemberg Cariry - Patativa do Assaré - Ave Poesia

25/01 às 18h30 Mostra Ro semberg Cariry - Siri-Ará - Cinema Figural Brasileiro

26/01 às 18h30 Mostra Rosemberg Cariry - Cine Tapuia
26/01 às 10h30 Mostra Rosemberg Cariry - Siri-Ará - Cinema Figural Brasileiro

27/01 às 10h30 Mostra Rosemberg Cariry - Cine Tapuia

Gibran Khalil Gibran - O Profeta ( I )


"O Profeta" fala da Dádiva - You Tube

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Au revoir Paris

Como havia prometido à minha amiga Claude, no retorno de minhas férias iria marcar presença no Cariricaturas. Em homenagem a ela, faço-o com uma reminiscência que escrevi no passado enquanto aguardava o voo de volta ao Brasil no Airport Charles De Gaulle.

Au revoir Paris

Cité lumière, cité joyeuse, cité cosmopolite
Pendent les jours sans soleil, peut même dissimuler que est triste...
Avec le soleil, Paris vive!
Bonjour!
Le Sena pulse,
L'ille de la Cité bouille
La Champs Elysées s'agite,
La Concorde accueille à tous
Du haut de la Tour Eiffel ses toits sont decouverts.
Dans les rues, parques et cafés, la joie est contagieuse.
Ses monuments, parques, musées et églises centenaires
Nous rapportent à un passé distant et nous faire reflexives!
Vient la nuit!
Bonsoir!
La nuit nous amène de retours au présent
Paris s'ilumine
Le Moulin Rouge, avec le ritme frenetique du Cancan
Crazy Horse – le monument incontournable de la nuit parisienne,
L'agitation de La Bastille
La bonne table du La Rotorde
La musicalité suave des acordeons et orgues
Le romantisme de la promenade nocturne sur le Seine
Touche notre coeur
Pour tout cela, Paris nous rendre captif
Paris nous passionne et nous dit que
L'Amour c’est bleu...
Au revoir, Paris!
J’espère que nous nous reverrons bientôt...
Paris, Airport Charles De Gaulle, avril, 30, 2001.
GUERRA E PAZ SEGUNDO LIMEIRA
- Mundim do Vale -

Se o poeta Zé Limeira
Vivesse ainda na terra
Lá da serra de Teixeira
Falava assim sobre a guerra:
- Sou guerreiro do improviso,
Mas a arma que preciso
É somente a minha mente.
Um atentado perverso,
Não cabe nesse meu verso
Nem inspira meu repente.

Eu pego a Ilha Malvina
E corto no meio da terra
Dou metade a Argentina
E o resto a Inglaterra.
No lugar que foi a luta,
Vou fazer uma disputa
De par ou ímpar e porrinha.
Convido pra maratona,
Cavalo e o Maradona
Para jogar com a rainha.

O Vietinã se cala
Comendo baião de dois,
No lugar que caiu bala
Eu mando plantar arroz.
A América eu vou dizer,
Pra nunca mais se meter
No que não lhe diz respeito.
Quem invade a terra alheia,
Merece uma mão de peia
Por invasão de direito.

Bin Laden eu desentocada
Como quem puxa tatu,
Porém eu não entregava
Pra evitar sururu.
Cortava barba e cabelo,
Colocava num camelo
Com o Bush na garupa.
O árabe na dianteira,
O tio Sam na traseira
Para dividir a culpa.

Pegava Sadan Hussen
Trazia pro Vaticano,
Mandava fazer o bem
Que nem padre Franciscano.
Entre o Iran e o Irac
Tinha explosão só de traque
Como festa da São João.
Arma lá, nem baladeira,
Igual aqui em Teixeira
Que ninguém vê um canhão.

As mulheres de Israel
Podiam mostrar cintura,
Tinham que tirar o véu
Para expor a formosura.
Usavam só saia e blusa,
Como nordestina usa
Caminhando pela rua.
Tinha que acabar o harém,
Ninguém mandava em ninguém
Cada homem tinha a sua.

Eu fazia a brincadeira
Do azul e encarnado,
Que nem aqui no Teixeira
Nas quermesses do passado.
O azul era o oriente,
O encarnado o ocidente
E o juiz um latino.
Com o dinheiro apurado,
Eu construía um estado
Para o povo palestino.

Aqui rimou Zé Limeira
Poeta do absurdo,
Sou matuto de Teixeira
Mas não sou cego e nem surdo.
Limeira sabe que a guerra,
É como questão de terra
Que só serve pra matar.
A guerra traz o terror,
E só tem um vencedor
Se ela nunca começar.

Mundim do Vale
Várzea Alegre - Ceará

A fatoração existencial de Matriuska


São poucos os títulos de livros que se permitem ao mesmo tempo a secura e o êxito. “Matriuska” é um deles. Esse é o título do livro de contos do caririense Sidney Rocha, cuidadosamente editado pela Iluminuras. Eis um sítio arqueológico encravado bem no meio do deserto cotidiano das altas tecnologias de mercado. De dentro dos dezoito pequenos contos brotam mulheres únicas, mas uma como contigüidade da outra, e todas carnavalizadas diante do inusitado que é o des-significado da vida.

A linguagem de Sidney Rocha é absurdamente adulta, adúltera, adulterada. A descontinuidade; a fragmentação; a vertigem; o desvão; o abismo; a circularidade dos labirintos; a plenitude do asfalto; a exoneração categórica do compartilhamento dos armários de rodoviária; a solidão esquizóide de uma camisinha desencolhida pela descompressão de um saco de lixo; a inutilidade premente e sem culpa da última vulgata desapropriada pelo sagrado em rota de fuga; e muito mais, além do fetiche, é claro, fazem parte do universo literário que brota aos punhados nos contos de “Matriuska”.

A sintaxe particular de Sidney Rocha na realidade não é única, ela é um desdobramento arquitetônico em fluxo que atravessa também a sintaxe de uma gama de outros desconstrutores, tais como, entre tantos, Robbe-Grillet, Claude Simon e Philippe Sollers. Mas, o que de fato isso importa? Nada. Mesmo porque a abordagem temática é outra e as intenções de descarnar o enredo até o osso passam necessariamente por outras vias. Restam aí, pois, a esfinge das pequenas narrativas como texturas refinadas da grande história e a dessacralização da eloqüência temática como fonte única da grande literatura.

O tema recorrente de “Matriuska” é a inserção da mulher no seu cotidiano, sem afetações heróicas ou humanistas. São sonhos, desilusões, desejos e fetiches, expostos sem truques teatrais ou arcabouços monumentais. Apenas o ser e o estar, sem maquinações de laboratórios ou defesas brilhantes de teses que não servem absolutamente para nada. A ambientação é urbana. Demasiadamente urbana. O livro tem cheiro de ferro, aço, vidro, plástico e asfalto. A cor predominante é o cinza chumbo do concreto. As arestas, as janelas, o riso tímido e os ruídos, ficam por conta do imenso tráfico de humanidade que existe em cada metrópole, mesmo que a província esteja registrada na carteira de identidade.

O sotaque de Sidney Rocha é extremamente simpático e envolvente. Suas pequenas histórias são rápidas, mas são duradouras. São novas trilhas abertas nesse emaranhado literário contemporâneo. São contos pequenos na quantidade de linhas, mas são enormes em seu feitio artístico. Nem os maneirismos de vitrine, as soluções programadas dos Best-sellers, os mistérios cinematográficos e nem as patéticas claquetes da chamada cultura alternativa você encontrará aqui. Também não espere a natureza ser salva, a corrupção ser extinta, o capitalismo ser desmascarado, o povo ser celebrado através do resgate das raízes culturais. Muito menos a confissão mirabolante dos sete anões no caso de estupro da panaca branca de neve.

Sugiro que a sua leitura comece exatamente pelo conto que dá título ao livro, exatamente na página 23. Quando a personagem começa retirar da bolsa todas as suas importâncias, o leitor é apresentado a um escatológico desfile de objetos e fetiches. Eis o valor de uma lembrança. Eis o ser inserido em sua significativa insignificância. É só um lampejo. É só um fôlego. A partir daí, então, você terá um universo inteiro aos seus pés, pois literalmente o seu mundo será colocado de cabeça para baixo. Esse é um livro próprio para quem tem o hábito da leitura. Mais definitivamente: é um livro impróprio para quem não largou o hábito e vive de antigas sagrações.
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Paisagem de interior - Jessier Quirino

Marcelo Mourão nos enviou um texto interessante para postar no Cariricaturas. A introdução é de sua lavra. O restante de nosso genial Jessier Quirino

Das leitura na praia
longe do computadô
uma viage as orige doutô
num causa nenhum muxoxô
em quem pensa que agauchô
só proque faiz churrasco
e torce pro Internacional
lê os versu do Jessier
nesse estilu de trova
que o amigo Piru uma veiz me apresentô
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Marcelo

Paisagem de interior

Jessier Quirino

Matuto no mêi da pista
menino chorando nu
rolo de fumo e beiju
colchão de palha listrado
um par de bêbo agarrado
preto véio rezador
jumento jipe e trator
lençol voando estendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Três moleque fedorento
morcegando um caminhão
chapéu de couro e gibão
bodega com surtimento
poeira no pé de vento
tabulêro de cocada
banguela dando risada
das prosa do cantador
buchuda sentindo dor
com o filho quase parido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Bêbo lascando a canela
escorregando na fruta
num batente, uma matuta
areando uma panela
cachorro numa cadela
se livrando das pedrada
ciscador corda e enxada
na mão do agricultor
no jardim, um beija-flor
num pé de planta florido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Mastruz e erva-cidreira
debaixo dum jatobá
menino querendo olhar
as calça da lavadeira
um chiado de porteira
um fole de oito baixo
pitomba boa no cacho
um canário cantador
caminhão de eleitor
com os voto tudo vendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Um motorista cangueiro
um jipe chêi de batata
um balai de alpercata
porca gorda no chiqueiro
um camelô trambiqueiro
avelós e lagartixa
bode véio de barbicha
bisaco de caçador
um vaqueiro aboiador
bodegueiro adormecido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Meninas na cirandinha
um pula corda e um toca
varredeira na fofoca
uma saca de farinha
cacarejo de galinha
novena no mês de maio
vira-lata e papagaio
carroça de amolador
fachada de toda cor
um bruguelim desnutrido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Uma jumenta viçando
jumento correndo atrás
um candeeiro de gás
véi na cadeira bufando
radio de pilha tocando
um choriço, um manguzá
um galho de trapiá
carregado de fulô
fogareiro abanador
um matador destemido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Um soldador de panela
debaixo da gameleira
sovaqueira, balinheira
uma maleta amarela
rapariga na janela
casa de taipa e latada
nuvilha dando mijada
na calçada do doutor
toalha no aquarador
um terreiro bem varrido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.

Um forró de pé de serra
fogueira milho e balão
um tum-tum-tum de pilão
um cabritinho que berra
uma manteiga da terra
zoada no mêi da feira
facada na gafieira
matuto respeitador
padre, prefeito e doutor
os home mais entendido
isso é cagado e cuspido
paisagem de interior.


Jessier Quirino é paraibano de Campina Grande, arquiteto por profissão, poeta por vocação, vive atualmente em Itabaiana. É o autor dos livros "Paisagem de Interior", "A Miudinha", "O Chapéu Mau", "O Lobinho Vermelho" e "Agruras da Lata D'Água", além de cordéis, causos, musicas e outros escritos.
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O crítico do Jornal do Commércio - Recife fez o seguinte comentário, quando do lançamento de seu último livro: "A poesia matuta já é um estilo consagrado da literatura brasileira. Nomes como Patativa do Assaré, Catulo da Paixão Cearense e Zé da Luz são conhecidos em todo o país como os principais representantes do gênero.
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Um pouco menos famoso que os três, mas podendo ser considerado tão importante quanto, é Jessier Quirino, poeta paraibano que vem se destacando por seu estilo humorístico."
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Primeira chamada! Convite Exposição fotográfica e show!

Aguardo vocês!


Gibran khalil Gibran

Prefácio

"Vim para dizer uma palavra e devo dizê-la agora.Mas se a morte me impedir, ela será dita pelo amanhã,porque o amanhã nunca deixa segredos no livro da Eternidade.Vim para viver na glória do Amor e na luz da Beleza, que são reflexos de Deus.

Estou aqui, vivendo, e não me podem extrair o usufruto da vida,porque, através da minha palavra atuante,sobreviverei mesmo após a morte.Vim aqui para ser por todos, e com todos,e o que faço hoje na minha solidão,ecoará amanhã entre todos os homens.

O que digo hoje com apenas meu coração,será dito amanhã por milhares de corações."

Gibran Khalil Gibran

Seu nome completo é Gibran Kahlil Gibran.Assim assinava em árabe.Em inglês, preferiu a forma reduzida e ligeiramente modificada: Khalil Gibran e é mais comumente conhecido com o simples nome de Gibran.

1883- Nasceu em 06 de janeiro em Bsharri,nas montanhas do Líbano,a uma pequena distância dos cedros milenares.Tinha oito anos, quando um dia,um temporal se abate sobre sua cidade.Gibran olha fascinado,para a natureza em fúria e. estando sua mãe ocupada,abre a porta e sai a correr com os ventos.

Quando a mãe, apavorada, o alcança e o repreende,ele lhe responde com todo ardor de suas paixões nascentes:

" Mas mamãe, eu gosto das tempestades! Gosto delas, gosto!"(Um de seus livros em árabe será intitulado 'Temporais").

1894-Emigra para os Estados Unidos,com a mãe, o irmão Pedro e a irmã Sultane.Vão morar em Boston.O pai permanece em Bsharri.

1898-1902-Volta ao Líbano para completar seus estudos árabes.Matricula-se no Colégio da Sabedoria, em Beirute.Ao Diretor, que procura acalmar sua ambição impaciente,dizendo-lhe que uma escada deve ser galgada degrau por degrau,Gibran responde:

"Mas as águias não usam escadas."

1902-1908-De novo em Boston.Sua mãe e seu irmão morrem em 1903.Gibran escreve poemas e meditações para Al-Muhajer ( O Emigrante ),jornal árabe publicado em Boston. Seu estilo novo, cheio de música,imagens e símbolos,atrai-lhe a atenção do Mundo Árabe.Desenha e pinta numa arte mística que lhe é própria.Uma exposição de seus primeiros quadros, desperta o interesse de uma diretora de escola americana, Mary Haskell,que lhe oferece custear seus estudos artísticos em Paris.

1908-1910-Em Paris estuda na Académie Julien.Trabalha freneticamente e frequenta museus, exposições, bibliotecas.Conhece Auguste Rodin.Uma de suas telas é escolhida para a Exposição das Belas-Artes de 1910.Nesse ínterim, morrem seu pai e sua irmã Sultane.Em 1910,volta a Boston,e no mesmo ano muda-se para Nova Iorque,onde permanecerá até o fim da vida.

Mora só, em um apartamento sóbrio, que ele e seus amigos chamam de As-Saumaa (O Eremitério ).Em Nova Yorque, Gibran reúne em volta de si, uma plêiade de escritores libaneses e sírios, que embora estabelecidos nos Estados Unidos, escrevem em árabe, com idênticos anseios de renovação.O grupo forma uma academia literária que se intitula Ar-Rabita Al -Kalamia ( A Liga Literária )e que muito contribuiu para o renascimento das Letras Árabes.

Seus porta-vozes foram,sucessivamente duas revistas árabes editadas em Nova Yorque: Al-Funun ( As Artes ) e As - Saieh ( O Errante ).

1905-1920-Gibran escreve quase que exclusivamente em árabe, e publica sete livros nessa língua:

1905- A Música ; 1906- As Ninfas do Vale; 1908 - Espíritos Rebeldes; 1912- Asas Partidas ;1914-Uma Lágrima e Um Sorriso; 1919-A Procissão; 1920-Temporais;(após sua morte será publicado um oitavo livro sob o título de Curiosidades e Belezas,composto de artigos e histórias, já aparecidas em outros livros e de algumas páginas inéditas.

1918-1931-Gibran deixa pouco a pouco de escrever em árabe,e dedica-se ao inglês,no qual produz também oito livros. Em 1918 - O Louco;em 1920- O Precursor;1923-O Profeta;em 1927-areia e Espuma;em 1928 - Jesus, O Filho do Homem; em 1931-Os Deuses da Terra ;( após sua morte serão publicados mais dois: em 1932- O Errante;em 1933- O Jardim do Profeta).Todos os livros de Gibran, em inglês, foram lançados por Alfred Knopf, dinâmico editor norte-americano,com inclinação para descobrir e lançar novos talentos.

Ao mesmo tempo em que escreve, Gibran se dedica a desenhar e pintar.Sua arte, inspirada pelo mesmo idealismo,que lhe inspirou os livros, distingue-se pela beleza e pureza das formas. Todos os seus livros, em inglês, foram por ele ilustrados com desenhos evocativos e místicos,de interpretação às vezes, difícil, mas de profunda inspiração.

Seus quadros foram expostos várias vezes,com êxito em Boston e Nova Yorque.Seus desenhos de personalidades históricas são também célebres.

Gibran morre em 10 de abril de 1931,no Hospital São Vicente, em Nova Yorque,no decorrer de uma crise pulmonar que o deixara inconsciente.

Fontes:

www.starnews2001.com.br/kahlil2.html

Google Imagens

Sal
- por Claude Bloc -

Aguço meus sentidos
Para no mar
Deslizar
Sorver as ondas
Com os mesmos gostos
De sal
De antigamente.

Teço em meus teares
Os segredos da noite
e
Com a harmonia
De uma artesã paciente
Traço detalhes
Entalho saudades
Elaboro mais um sonho
Laboro
lampejos
Duplo desejo
De estar no mar.
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Texto e foto por Claude Bloc

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Órfãos de Padre


Nos dias de hoje, a Igreja Católica atravessa uma “entressafra” de bons Padres. A percepção é mais latente no momento da missa onde a celebração sai de sua “rotina”, o sermão. Nesta hora é que se percebe a qualidade do celebrante. No caso do Crato, e por que não do Cariri, desde a transferência de Padre Raimundo Elias para Europa, milhares de fieis ficaram órfãos de Padre.

Particularmente, como freqüentador assíduo de suas missas, achei na época do anúncio de sua ida para o Doutorado na Espanha, muito difícil encontrar um Padre que o substituísse a altura, mas guardava dentro de mim a esperança de encontrar alguém que passasse o “básico”. Básico significa para mim: alguém com formação e estudo suficientes para ter o compromisso de previamente organizar um sermão, baseado nas leituras da missa e que através destas deixasse aos presentes, dentro de um limite de tolerável de tempo, uma palavra de reflexão de uso prático. Resumindo: deixasse mensagens que eficientemente acrescentassem algo de motivante e real na vida de cada um.

Este desabafo é de alguém que buscou insistentemente um pastor. Fui a muitas paróquias, às vezes, em horários diferentes só pra saber se havia outro celebrante. Nada! Encontrei discursos vazios, mal organizados ou desorganizados mesmo! Frases superficiais e pouco, ou pouquíssimo, acrescentadoras. Faltava até credibilidade no que era dito pelo tom de descompromisso com o qual por algumas vezes se “jogavam” os trechos bíblicos. Comecei a achar que o problema era comigo! Não estava sendo tolerante o suficiente ou estava buscando uma cópia que simplesmente não iria aparecer do dito Padre. Comecei então a perguntar aos amigos e conhecidos onde eles assistiam a missas e se haviam encontrado um bom Padre. A resposta era sempre: “estamos indo a missa, mas os Padres...”

Neste mundo contemporâneo de tantas necessidades a maior delas deve ser a do alimento da alma. Principalmente num país em desenvolvimento como o nosso, a missa ou a celebração religiosa que seja, acaba por ser a única oportunidade de reflexão orientada de grande parte da população. Sem dúvida, a responsabilidade é enorme e os prejuízos podem ser igualmente profundos. Espero que com esse depoimento, alguns Padres procurem buscar o desenvolvimento de suas habilidades de oratória e renovar seus estudos bíblicos, filosóficos e psicológicos tão importantes na orientação de seu rebanho. Espero ainda que jovens vocacionados ao sacerdócio compreendam que seu público está mais atento ao que é oferecido, e que é preciso muito mais preparo e conhecimentos para alcançar os corações do povo de Deus.


Dimas de Castro e Silva Neto

Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri

Até o mar

hoje me parece estranho

Águas verdes

é o sangue da esperança.

No meu calor

teu frio se aconchega

No meu peito

adormeçem os desejos

E o sol retorna

querendo fruta,pão e chão...

Pra que pensar ,

se nesta manhã ,

estamos num quadrante amoroso

sem porta para a solidão?


segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Quase noite no Umari - Por Emerson Monteiro


Recebi do meu primo Georges Bloc - Partilho com vocês. É sempre bom sorrir e fazer sorrir.
(Claude Bloc)

Um ano novo bem arretado pra vocês tudim !!!!

Conselhos de um cearense para um 2010 bem pai d’égua.

Sobre as suas metas para o Ano Novo

 Anote os seus querê e pendure num lugar que você enxergue todo dia.
 Mesmo que seus objetivos estejam lá prá baixa da égua, vale à pena correr atrás. Não se agonie e nem esmoreça. Peleje.
 Se vire num cão chupando manga e mêta o pé na carreira, pois pra gente conseguir o que quer, tem é Zé.
 Lembre que pra ficar estribado é preciso trabalhar. Não fique só frescando.

Sobre o amor

 Não fique enrolando e arrudiando prá chegar junto de quem você gosta. Tome rumo, avie, se avexe
 Dê um desconto prá peste daquela cabrita que só bate fofo com você. Aperreia ela. Vai que dá certo e nasce um bruguelim réi amarelo.

 Você é um corralinda. Se você ainda não tem ninguém, não pegue qualquer marmota. Escolha uma corralinda igual a você.
 Não bula no que tá quieto. Num seja avexado, pois de tanto coisar com uma, coisar com outra, você acaba mesmo é com um chapéu de touro.

 As cabritas num devem se agoniar. O certo é pastorar até encontrar alguém pai d'égua. Num devem se atracar com um cabra peba, malamanhado e fulerage. O segredo é pelejar e não desistir nunca. Num peça pinico e deixe quem quiser mangar. Um dia vai aparecer um machoréi da sua bitola.

Sobre o trabalho

 Trabalhe, num se mêta a besta. Quem num dá um prego numa barra de sabão num tem vez não.

 Se você vive fumando numa quenga, puto nas calças e não agüenta mais aquele seu chefe réi fulerage, tenha calma, não adianta se ispritar.

Se ele não lhe notou até agora é porque num tá nem aí se você rala o bucho no trabalho. Procure algo melhor e cape o gato assim que puder.

 Se a lida não está como você quer, num bote boneco, num se aperreie e nem fique de lundu. Saia com aquele magote de amigos pra tomar uns merol.

Tome umas meiotas e conte uma ruma de piadas que tudo melhora.

Sobre a sua vidinha

 Cuide bem dos bruguelos e da mulher. Dê sempre mais que o sustento, pois eles lhe dão o aconchego no fim da lida.

 Não fique resmungando e batendo no quengo por besteira. Seje macho e pense positivo.

 Num se avexe, num se aperreie e nem se agonie. Num é nas carreira que se esfola um preá.

 Arrumação motivacional

 No forró da entrada do ano, coma aquela gororoba até encher o bucho. É prá dar sorte, mas cuidado, senão dá gastura.

 Tome um burrim e tire o gosto com passarinha ou panelada que é prá num perder a mania.
 Prá começar o ano dicunforça:

 Reflita sobre as besteiras do ano passado e rebole no mato os maus pensamentos.
 Murche as orêia, respire fundo e grite bem alto:

Sai mundiça !!!

Agora é só levantar a cabeça e desimbestar no rumo da venta que vai dar tudo certo em 2010, afinal de contas você é cearense.

E para os que não são da terrinha, mas são doidim prá ser, nosso desejo é que sejam tão felizes quanto nós.
Peeeeennnnse num ano que vai ser muito bom.

Respeite como vai ser pai d’égua esse 2010!!!

(autor desconhecido, mas cabra da peste!!)

Estes também são os meus votos!!!
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Primeira foto de MIGUEL, em 2010

Um dia a gente cresceu ... Agora é a vez de Miguel.

Abraços, amigo Joaquim !
Feliz 2010.

Feliz 2010 - por Elvis Pinheiro




Começar um texto é deparar-se com uma folha em branco. Uma folha de computador em branco, diremos hoje em dia. Se antes o perigo era faltar a tinta da caneta, o grafite do lápis ou a folha de papel, hoje um dos perigos é um vírus embaralhar as letras de tudo aquilo que você estiver escrevendo ou simplesmente não haver eletricidade na casa ou a bateria recarregada.

Antes eu poderia perder os meus escritos vítima de cupins, da água, do fogo. Fogo e água ainda podem destruir computadores e toda a memória que eles estiverem guardando. Digamos que são Destruidores Primários Universais, o fogo e a água. Mas se salvarmos nossos textos na Rede, na grande teia chamada Internet, dentro de sua caixa virtual de "mails", as probabilidades de perdermos o que escrevemos diminui bastante. Claro que podem surrupiar minha senha, entrarem na minha conta de e-mails e apagarem tudo ou simplesmente mudarem as minhas senhas e eu nunca mais ter acesso aos meus textos... E se eu não escrever salvando de instante em instante aquilo que eu estiver digitando, pode ser que aquela grande frase de impacto fique perdida para sempre.

Se escrevemos para nos constituirmos como base mais sólida de memória e nos mantermos para mais além inscritos no Tempo, nós e nosso pensamento, escrever foi uma das maneiras desenvolvidas pelo intelecto humano mais eficazes para se fazer isso. Mas como tudo o mais, será passível de destruição. As novas tecnologias são apenas novas tecnologias lutando como as anteriores para evitar que o pensamento humano seja apagado da Terra. Foi por isso que os antigos substituiram as tábuas de pedra que podiam ser quebradas facilmente e deletar os pensamentos de Javé e substituir por outro material e depois outro e depois outro até chegarmos nestas linhas virtuais, sem materialidade, como se fossem a Alma Imortal que tanto se comenta nos textos sagrados. Existe, mas não se pode tocar.

E tudo isso é para lembrarmos que um Novo Ano acabou de chegar e queremos que ele seja novo e traga novas alegrias e conquistas. E isso acontecerá. Acontecerá sobre a nossa velha e antiga carcaça Humana. Sempre gosto de ler uns trechinhos de Erasmo em seu esplêndido Elogio da Loucura, porque sempre me espanto com a atualidade das idéias contidas nele. Daquela fresca atualidade de 1501 quando o livro foi lançado.

Eu quero continuar SENTINDO em 2010, continuar EXPERIENCIANDO os fenômenos que a vida carrega em si. É assim que se dá, em mim, a minha noção de crescimento, mudança e felicidade. Conhecendo novas pessoas, novos lugares, fazendo novas amizades... CONVERSANDO!

Desejo, portanto, a todos os meus novos e antigos amigos e conhecidos - porque qualquer pessoa que me tangencie, interfere em mim - um Novo Ano cheio de experiências epifânicas! Tenham várias e várias epifanias, tais temos na fase mais cheia de epifanias de nossa vida que é a época da Infância. Na infãncia descobrimos Tanto, tanta coisa nos mínimos elementos, que a Vida se torna maravilhosa a cada microssegundo. Então, meus queridos, tenham em 2010 esse olhar maravilhado das crianças, para aí, sim, manterem-se Novos e Atualizados.

Meu fraterno e caloroso abraço,
José Eldo Elvis Pinheiro Morais
Juazeiro do Norte, 02 de janeiro de 2010.